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1 Órgão Oficial do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro N o 37 - Edição de Junho a Setembro de Parceiros Estratégicos CulturaPREV Parceiros Institucionais Compra da Casa Própria mais Perto dos Músicos CulturaPREV traz facilidades para financiamento Pág.8 Apagão Cultural Governos não dão conta da cultura Greve da Cultura, crise no Municipal e teatros sem verba no município Foto: Arq. SindMusi Veja também... Teatro Municipal do RJ Pág.4 Entrevista: Paulo Moura Paulo Moura fala de seus mais de cinqüenta anos de carreira e do CD lançado pela Biscoito Fino com músicas de Dorival Caymmi Pág.3 Foto: Divulgação Parcerias Unimed, últimos dias para inscrição. Conheça os novos convênios do SindMusi 7 Plenária CGTB Festivais do Rio Central Geral dos Trabalhadores do Brasil realiza plenária como preparação para o III Congresso Regional no Rio 11 Da serra ao mar música para todos os gostos. Festivais de música pelo estado agitam o inverno do Rio 6 Jornal Musical N o 37 1

2 Tabela de Cachês para Trabalhos Eventuais (Valores em Reais - a partir de 19/04/07) Músicos contratados no Rio de Janeiro receberão cachês estabelecidos na tabela do SindMusi/RJ Palavra de Presidente Que a cultura não tenha seu tratamento e reconhecimento adequado, isso já é antigo e nós, os trabalhadores da cultura, não nos resignamos nem nos conformamos. Ainda lutamos porque acreditamos que Cultura é para todos, que Cultura dá identidade e auto estima para toda uma comunidade, que Cultura é junto com a Educação e Saúde um direito do cidadão, que Cultura é um instrumento poderoso de inclusão, que Cultura não é sinônimo de lazer, que Cultura, por incrível que pareça, é moeda comercial, movimenta PIB e mais que qualquer outro produto comercial, é a Cultura quem melhor atravessa fronteiras e revela a verdadeira cara de um povo e seu país, que Cultura é uma das mais simples e eficiente ferramenta da diplomacia e relação externa, que a Indústria Cultural ainda que não pareça, dá emprego e possui um vasto contingente de trabalhadores. O que não pode é a Cultura nos dias de hoje ser ainda tratada como luxo e pior, ser loteada, barganhada como moeda política! Isso não! Como um Estado culturalmente rico como o Rio de Janeiro, possui um orçamento para a Cultura tão ínfimo? O que pode um gestor fazer quando não há como fazer? Haja criatividade! E o próprio MinC, como pode um ministério com tamanha responsabilidade, azeitar suas máquinas, remunerar com dignidade seus funcionários, destruir os gargalos da indústria criativa, capacitar toda uma categoria, descentralizar com firmeza e veemência e investir de fato em recôndidos onde reside e resiste a Expediente Déborah Cheyne verdadeira Cultura diversificada, entre tantas outras missões de fundamental importância? Em que resultou a greve dos trabalhadores da Cultura? Onde está a mídia para destacar uma greve num setor que é de fato importante, mas tratado como supérfluo? Enquanto isso, no nosso tão querido Theatro Municipal, assistimos mais uma vez o resultado de anos e anos de desleixo e omissão com a Cultura. Os trabalhadores do Theatro Municipal nem os órgãos representativos daqueles que ali trabalham foram em momento algum consultados ou comunicados sobre o fato, ou boato, da Municipalização do Theatro. Em pouquíssimos dias, a mídia anunciou a transferência da administração que se fez e desfez numa velocidade que no mínimo revela o pouco caso e desmazelo com um dos nossos ícones da Cultura. Isto é resultado de excesso de políticos na Cultura e carência de política pública para a Cultura. Lembremos que por detrás desta indefinição existe um contingente de trabalhadores ansiosos e angustiadas aguardando definições e soluções. São artistas e técnicos que fazem com esmero seu trabalho e que por pirraça ou excesso de amor às suas profissões, insistem em fazer sempre o melhor, afinal não é apenas a cara de cada um que está sendo exposta a cada performance, mas sim de toda uma comunidade que tem ali um pouco da sua cara refletida em cada um daqueles artistas. Afinal, o Theatro Municipal, é a cara do Rio. Gravações CD Por Período Chamada mínima 03 períodos... R$ 540,00 Instrumentista/ Corista/ Ritmista por período... R$ 180,00 Dobra 01 período... R$ 180,00 Solo 10 períodos... R$ 1.800,00 Por Faixa Faixa (Instr./ Corista/ Ritmista)... R$ 540,00 Dobra... R$ 180,00 Solo... R$ 1.800,00 Making Of de CD Por faixa... R$ 270,00 Obs: Tempo máximo para gravação de uma faixa 2h30m. Hora excedente ou fração.... R$ 180,00 DVD Por Faixa... R$ 540,00 Obs: Caso o material gravado para o DVD se converta em CD, deverá ser pago em adicional o valor de tabela para gravação de CD. Arranjo Por arranjo... R$ 1.270,00 Por Regência... R$ 1.270,00 Cópias - Garantia mínima 550 compassos... R$ 250,00 Por compasso... R$ 0,45 Jingle ou Vinheta Por Período Chamada mínima 02 períodos... R$ 600,00 Peça até 1 minuto período... R$ 300,00 Dobra... R$ 300,00 Solo 10 períodos... R$ 3.000,00 Faixa Cada faixa... R$ 600,00 Cada Dobra... R$ 300,00 Solo... R$ 3.000,00 Obs: Tempo máximo para gravação de uma faixa 2h. Hora excedente ou fração.... R$ 300,00 Filmes Trilha sonora para longa metragem ou entretenimento além de 60 min. (onde se desobrigue música ao vivo) Por Período Trilha para filme nacional Chamada mínima 03 períodos... R$ 1.200,00 Período... R$ 400,00 Trilha para filme internacional Chamada mínima 03 períodos... R$ 1.635,00 Período... R$ 545,00 Obs: Esses valores não incluem lançamento da trilha em CD. 1. O tempo de trabalho começa a ser contado a partir do momento em que o músico estiver à disposição do contratante. 2. Na gravação por período, o primeiro período é de 60 (sessenta) minutos e os subseqüêntes, de 45 (quarenta e cinco) minutos. 3. Dobra é a execução da mesma partitura com o mesmo instrumento mais que uma vez. 4. Cada troca de instrumento corresponde a nova chamada mínima ou faixa. Normas de gravação Tapes Especiais Teatro/ Historieta/ etc Por Período... R$ 180,00 Cachê de Televisão Chamada mínima de 05 horas... R$ 750,00 Hora Excedente ou fração... R$ 225,00 Apresentação ao vivo Acompanhamento de Artistas Nacionais Por show... R$ 750,00 Por ensaio (máx. 03 horas)... R$ 750,00 Hora extra de ensaio... R$ 250,00 Acompanhamento de Artistas Nacionais no Exterior Por show... R$ 1.500,00 Acompanhamento de Artistas Estrangeiros Por show... R$ 930,00 Por ensaio (máx. 03 horas)... R$ 930,00 Hora extra de ensaio... R$ 310,00 Obs: O valor do show inclui passagem de som (sound-check) de 3 horas. Após este tempo, pagase hora extra de ensaio. Concerto Sinfônico, Câmara, Balé, Ópera, Opereta e Congêneres Orquestra - por Espetáculo Spalla... R$ 570,00 Instrumentista - Cordas/ Sopros Percussão/ Outros... R$ 465,00 Orquestra - por ensaio (máx. 03 horas) Spalla... R$ 465,00 Instrumentista - Cordas/ Sopros Percussão/ Outros... R$ 360,00 Coro - por espetáculo Corista ,00 Coro - por ensaio (máx. 03 horas) Corista ,00 Obs: Será cobrado 20% sobre o valor do período de ensaio para cada hora ou fração de hora excedente. Pianista Co-Repetidor (por hora de ensaio) ,00 Músico acompanhador para aulas de balé, dança e congêneres Por hora... R$ 60,00 Baile Por baile... R$ 310,00 Música ao vivo (ambiente) Por apresentação... R$ 310,00 Casamentos / Cerimônias religiosas Por cerimônia... R$ 180,00 Aula Particular Hora/aula... R$ 60,00 5. Cada nova partitura executada pelo mesmo músico, num mesmo arranjo, corresponde a nova chamada mínima ou faixa. 6. Na gravação por período, quando o número de faixas for maior que o nº de períodos, o músico receberá o número de períodos correspondente ao número de faixas gravadas. 7. Pout-pourri é o arranjo de mais de uma música com, no máximo, 100 compassos. Ultrapassando este limite, corresponde a novo arranjo e assim subseqüentemente. SINDMUSI - Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro: Presidente: Déborah Cheyne Vice-Presidente: Itamar Assiére Diretor Tesoureiro: Luiz Carlos Hack Diretor do Trabalho: Leandro Vasques Diretor Secretário: Antônio Augusto Diretora do Patrimônio: Ariane Petri Diretor Administrativo: Álan Magalhães Diretor Social: Adil Tiscatti Diretor de Comunicação: Kleber Vogel Diretor de Informática: Flávio Pereira Representante I: Carlos Malta Representante II: Victor Neto Conselho Fiscal: Carlos Soares, Mauro Ávila e Nayran Pessanha Suplentes: Anselmo Mazzoni, Fabiano Krieger, Nando Gomes, Jair de Sousa, Fernando Merlino, Laura Rónai, Sonia Katz e Ubiratã Rodrigues Quadro Funcional:Gerente Administrativa: Natalia Carneiro Advogados: Helder Silveira e Karen Rocha Escritório Contratado: José Carlos Quental Auxiliares Administrativos: Alex Gomes Freire e Angelica Angelo Serviços Gerais: Vera Kloczko Endereço: Rua Álvaro Alvim, 24/405 Cinelândia Rio de Janeiro - RJ CEP: Tel: (21) Fax: (21) homepage: Horário de Atendimento: 2ª a 6ª das 10 às 18h. Delegacia Regional Serrana do SindMusi: Delegado: Álan Magalhães Jornal Musical: Jornalista responsável: Miguel Sá Projeto Gráfico e Diagramação: Amarilio Bernard Fotolito e Impressão: Jornal do Comércio Tiragem: exemplares Circulação: Rio de Janeiro. 2 Jornal Musical No 37

3 Paulo Moura: um sopro de versatilidade Repórter - Miguel Sá SSócio remido do SindMusi, em mais de 50 anos de carreira, Paulo Moura já experimentou as mais diversas linguagens da música instrumental, seja na música erudita - formado pela Escola Nacional de Música, foi clarinetista da Orquestra do Teatro Municipal durante 17 anos - seja na popular, onde transita do jazz ao samba com igual desenvoltura. O saxofonista e clarinetista é também uma das pessoas mais produtivas do cenário musical brasileiro. Só neste ano de 2007 já lançou dois CDs: um pela Rob Digital, o Samba de Latada, com o cantor pernambucano Josildo Sá, e outro pela Biscoito Fino: a reedição de um CD com músicas de Dorival Caymmi lançado em 1991 em parceria com o grupo Ociladocê. No seu escritório, Paulo Moura recebeu o Jornal Musical para uma conversa sobre seus novos CDs, jazz, música brasileira, clarinete e saxofone. Jornal Musical - Como foi a concepção do disco com o Ociladocê? O músico, compositor e arranjador fala sobre seus novos CDs, música, parcerias, carreira e a profissão de músico Paulo Moura - Eu o organizei junto com o Alex Meirelles, o Paulo Muylaert, o Marcos Suzano, o Carlos Negreiros e o Fernando Feijão no Baixo. Ensaiamos lá em Maria da Graça, na casa do Alex. Nós explorávamos esse lado da música brasileira que vem da música africana. Eu, Alex e Paulinho fizemos algumas composições. O nosso material próprio não estava interessando às gravadoras. Ele estava diversificado, tinha composições de cada um e os estilos mudavam. Resolvi oferecer para a Chorus (gravadora original do disco) gravar um CD com músicas de Dorival Caymmi e ele foi bem aceito. Aquela concepção que estávamos fazendo com o repertório anterior nós fizemos com músicas do Dorival Caymmi. JM - Como ocorreu o relançamento pela Biscoito Fino? Paulo Moura - A parte de convite de gravadora é um trabalho que, nesta sociedade com a minha mulher, eu sempre credito à habilidade dela. O CD foi apresentado para eles (Biscoito Fino) e houve interesse. Foi uma alegria porque gosto muito desse disco. Tinha até um certo receio de que esse disco não fosse apreciado. E como aconteceu isso (o relançamento), este trabalho foi resgatado. JM - Porque Dorival Caymmi? Paulo Moura - Me pareceu, na época, que ele era o compositor do qual mais pudesse haver um aproveitamento do repertório dentro do que nós queríamos fazer, que era o som afro-brasileiro. A melodia e a harmonia dele têm um sabor africano também, por isto é que deu certo. No primeiro lançamento não teve a mesma repercussão que teve agora porque - em geral isso acontece comigo - toda vez que eu gravo um disco instrumental, leva pelo menos uns seis anos para ouvir ele tocar em um supermercado, por exemplo. Felizmente o disco está sendo bem aceito. JM - Hoje há um mercado mais receptivo à música instrumental do que naquela época? Paulo Moura - Há sim, talvez por causa da facilidade que existe em pesquisar na Internet. Hoje as pessoas são incentivadas a buscar essas músicas novas, que realmente gostam, e não ficarem só presas a isto que chamam de ditadura das rádios. JM - Na sua carreira você teve relação com muitas linguagens musicais diferentes, seja música erudita, seja chorinho ou jazz. Como é trabalhar com tantas linguagens diferentes? Paulo Moura - Na adolescência, eu comecei ensaiando na Orquestra Sinfônica da UNE. Ao mesmo tempo eu freqüentava jam sessions em uma época (início dos anos 50) muito rica do jazz aqui no Brasil. Havia músicos como o Maestro Cipó, o Dick Farney e o jazz era muito aceito na sociedade. Eu já comecei aprendendo estas duas coisas tão diferentes em linguagem e estilo. Na mesma época, para sobrevivência, tinha que tocar em baile. Tocava em gafieiras e freqüentava o ponto dos músicos na Praça Tiradentes, onde os diretores de orquestra chegavam e montavam as bandas para os bailes do fim de semana. Eu trabalhava tocando saxofone e clarinete. Mais tarde, quando fui convidado para tocar na orquestra do Oswaldo Borba, na Rádio Globo, é que tive a minha primeira entrada na área de músicos de primeira categoria. Logo depois fui convidado para viajar com o Ary Barroso no México(1953), com uma orquestra grande, onde eu era o primeiro saxofone. Eu fui já imaginando que estaria perto dos EUA. Depois fui lá e fiquei uma semana encontrando músicos como Dizzy Gillespie e assistindo outras coisas, tendo a primeira impressão do que era a vida jazzistica "in loco". JM - O chorinho está em um momento de afirmação como a música instrumental do Brasil. Quais são as diferenças em relação ao jazz? Paulo Moura - Meu pai, como primeiro professor de música, me ensinou alguns choros. Outros aprendi lendo em álbuns de choro e ouvindo os grandes solistas brasileiros. Quando comecei a tocar profissionalmente, nos bailes e orquestras, a necessidade que eu tinha era assimilar a ma- neira padrão de tocar. O músico que tocava em orquestras tinha que saber a linguagem jazzística, os acentos rítmicos do jazz. Nessa época me aprofundei bastante na história do jazz, na maneira como se tocava, etc. Só depois, lá pra 1976, é que resolvi parar um pouco de tocar jazz e tocar música brasileira, o que hoje faço com muito mais espontaneidade do que tocar jazz. Existe uma diferença na acentuação. Mesmo os licks do jazz podem ser feitos de uma maneira que seja brasileira. É só mudar o acento. Tem uma diferença rítmica que talvez seja difícil de explicar, mas que o músico brasileiro atento percebe e se adapta, além de que o diálogo com a percussão é muito mais exigido na música brasileira que no jazz. JM - Você é um músico de muitas parcerias. Teve um disco com o João Donato ano passado e, atualmente, uma parceria com o pianista Cliff Korman. Você gosta de parcerias, não? Paulo Moura - São amigos e músicos que eu admiro. A oportunidade que temos para conviver mais é tocando juntos, e isso aconteceu com o Yamandu Costa, com o Cliff, com o João Donato e, mais recentemente, com Josildo de Sá. Um cantor de forró do Recife que conheci há uns dois anos atrás. Resolvemos fazer um disco juntos buscando uma linha divisória entre a gafieira e o forró, o que deu em um samba tradicional do sertão do Recife chamado Samba de Latada. Esse disco também está saindo agora. É um samba com zabumba e acordeom. Mas também tem baixo, bateria e guitarra. Jornal Musical N o 37 3

4 Caos na cultura: mero acaso? Greve dos servidores no Ministério da Cultura, Teatro Municipal em crise, teatros do município sem verbas. Mesmo em esferas diferentes,fica no ar a pergunta: será que estas crises acontecem na mesma época por mera coincidência? Tudo leva a crer que não. A forma como as crises estão sendo conduzidas mostram falta de política pública para a cultura e desvalorização de quem trabalha nesta área nos governos. Veja só: Greve na cultura Evasão de funcionários qualificados, terceirizações prejudiciais à cultura, falta de um plano de cargos e salários... Por isso e muito mais que, desde o dia 15 de maio, os servidores do Ministério da Cultura e das instituições vinculadas estão em greve. Desde 2005 que o governo federal não cumpre acordo selado após paralisação de 100 dias. O acordo foi fechado em uma mesa setorial com a participação do Ministério do Planejamento e da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Publico federal. Nele ficou fechada a implementação do Plano Especial de Cargos da Cultura. Como depois de dois anos, o plano ainda não havia sido implantado, em maio de 2007 os funcionários começaram uma greve que já dura quase quatro meses, com breve intervalo entre 27 de julho e 22 de agosto. Ainda assim, os canais de negociação estão, para dizer o mínimo, emperrados. Os servidores federais da área cultural, visto o desinteresse do governo, decidiram lançar a campanha "Salve o Ministério da Cultura", com o objetivo de alertar para a importância da elaboração de políticas culturais públicas que não estejam atreladas a governos, mas ao Estado. Ele realizou-se no dia 29 de agosto, no Palácio Gustavo Capanema no Centro do Rio. Teatro Municipal: entre idas e vindas, chegou-se ao mesmo lugar O pano de fundo da municipalização era a possível extinção da Fundação que mantém o Teatro, o que extinguiria os planos de cargos e salários dos funcionários. No plano artístico, com o fim dos elencos artísticos permanentes, o Teatro Municipal se tornaria, na prática, um teatro de aluguel, sem produções próprias e sem a representatividade cultural que tem hoje para o Estado do Rio de Janeiro. Fora isto, as notícias que se tem sobre os teatros da prefeitura não são das mais animadoras, dando conta deque estariam em estado de penúria, além de utilizarem funcionários terceirizados. O Jornal O Globo atribuiu ao governador Sérgio Cabral, no jornal do dia 17 de agosto deste ano, a declaração de que o Teatro Municipal será administrado pelo município. O Jornal Musical procurou contato com o prefeito César Maia para confirmar os rumores que corriam. Por , no dia 20 de agosto, o prefeito declarou: "só posso responder quando o convênio estiver pronto e decidido". Em reação ágil dos funcionários do teatro, no dia 22 de agosto eles elegeram, em assembléia, uma comissão formada por João Carvalho (presidente da Associação do Corpo de Baile), Pedro Olivero (Associação do Coral) Jesuína Passaroto, ( Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal) e João Carlos Dittert, (Sintac) para avaliar a situação. Na quinta-feira, 23 de agosto, uma reviravolta: após reunião com representantes das diversas associações de funcionários do Municipal, a municipalização do Teatro foi colocada em suspenso a pedido da nova secretária estadual de cultura, Adriana Rattes. Fica no ar a expectativa dos funcionários pela concretização de projetos de revitalização que já estavam em andamento para comemorar o centenário do Teatro em Em curto prazo, a Secretária de Cultura tem de resolver os salários atrasados dos funcionários terceirizados e dos 16 músicos contratados para a orquestra, além de dar fim à comédia de erros que envolveu o Tetaro Municipal em agosto. 4 Jornal Musical No 37

5 Roubo de instrumentos: o músico órfão Uma das piores coisas que pode acontecer ao músico é ter o seu instrumento de trabalho roubado. Quando isto acontece, não há muito para onde correr Um dia, ainda na década de 90, dois bateristas, que aqui nós vamos chamar pelos nomes fictícios de Ricardo e Rodrigo, estavam tocando em uma cidade na região serrana do Rio de Janeiro. Após o show, a combinação era um desmontar os instrumentos e o outro levar para o carro. Ricardo terminou de desmontar e colocar os dois kits de bateria nos estojos. Ele foi para dentro do bar chamar Rodrigo e comer algo. Logo depois de Ricardo sentarse à mesa do bar, Rodrigo entra esbaforido dizendo a Ricardo que seu kit de pratos de bateria havia sumido. A partir daí, começou a roda viva de Ricardo. Após uma investigação própria, o músico acabou encontrando a pessoa que roubou o seu instrumento. "Foi uma semana sem dormir. Na época, não havia importador da marca de pratos que eu usava e estavam todos novinhos. Minha sorte é que uma pessoa viu quem havia levado o instrumento. O ladrão pegou os estojos, jogou no mato e esperou todos irem embora. Ele estava de moto". Ricardo foi pessoalmente à casa do suspeito tirar a história a limpo. Após alguma negociação, o baterista pegou os pratos da bateria de volta no guarda-volumes de um supermercado da região. Esta é uma das muitas histórias que todo o músico já ouviu falar por aí. O fato é que existe a sensação de que o roubo de instrumentos aumentou e, na hora em que isto acontece, há pouco que se possa fazer. O Jornal Musical consultou a assessoria de imprensa da Delegacia de Roubos e Furtos e perguntou se o roubo de instrumentos chegava a ter alguma expressão nas estatísticas da polícia. A resposta foi negativa. O que pode ser feito Alguns músicos vão pessoalmente atrás de quem fez o roubo, procurando informações por seus próprios meios. No fim das contas, o músico pode acabar lidando com pessoas fora da lei e negociando com o ladrão o preço do próprio instrumento, o que pode ser bastante perigoso. O mais seguro é fazer o que todos devem fazer quando são roubados: ir na delegacia prestar queixa. Mas a solidariedade dos colegas músicos e a informação também são armas importantes. (continua na próxima edição). Jornal Musical N o 37 5

6 Festivais de música agitam o estado do Rio no Inverno. Da serra ao mar, música para todos os gostos Entre os meses de junho e julho, pelo menos quatro festivais mostraram que o Rio é feito de música Os festivais que acontecem em Rio das Ostras, na Região Serrana, no Vale do Café e em Búzios, cada um ao seu estilo, trazem boa música de forma acessível ao grande público. Uns, como o de Rio das Ostras, tem o seu ponto forte no elenco. Já o Festival do Vale do Café investe também nas aulas de instrumentos. Veja aqui como estes eventos musicais agitaram o Rio. Rio das Ostras Jazz & Blues Durante cinco dias, entre 6 e 10 de junho, o público pôde acompanhar apresentações em três palcos: um na chamada Cidade do Jazz, no palco Costazul, com capacidade para cerca de 20 mil pessoas; outro na reserva da Lagoa de Iriry, um pequeno anfiteatro para cerca de 500 pessoas; e outro na Praia da Tartaruga, montado em uma pedra que sai da praia cerca de 200 metros mar adentro, com capacidade para cerca de 200 pessoas. Todos os shows são gratuitos. O festival é patrocinado pela prefeitura da cidade, que fica na Região dos Lagos. As atrações incluem nomes de ponta da música brasileira e de fora do país. Um bom exemplo é Naná Vasconcelos, um dos melhores e mais respeitados percussionistas do mundo. Também tocaram na edição deste ano a Orquestra Kuarup, o guitarrista brasileiro de blues Big Gilson, o quarteto do vibrafonista Stefon Harris, o pianista brasileiro Dom Salvador, o bandolinista Hamilton de Holanda e seu quinteto, o guitarrista de blues norteamericano Michael Hill, o saxofonista Ravi Coltrane, o guitarrista blueseiro de slide Roy Rogers, a banda novaiorquina Soulive, a cantora Luciana de Souza com o violonista Romero Lubambo e o guitarrista de Foto: Divulgação O grupo instrumental Quaterna Réquiem no Festival SESC Teresópolis João Donato tocou seus sucessos em Búzios blues "fusion" Robben Ford. Os shows de Hamilton de Holanda, o do guitarrista Robben Ford e o da banda Soulive foram os mais elogiados. O Rio das Ostras Jazz & Blues não tem workshops nem aulas de música, mas abre espaço para a apresentação da Orquestra Kuarup, dirigida pelo maestro Nando Carneiro, formada por músicos da cidade. Após a criação da Fundação Rio das Ostras de Cultura, em 1997, a orquestra passou a ser um dos programas desenvolvidos pela instituição recebendo instrumentos novos, regentes qualificados e ensino teórico de música visando até a profissionalização dos músicos. Também hà uma escola de Luteria com chancela da Unesco que já formou 18 reparadores de violão. Atualmente parte para construção e uma linha de montagem, visando uma cooperativa para comercialização de violões, cavaquinhos e rabecas com selo de Rio das Ostras. Festival de Inverno Sesc Rio 2007 Já há seis anos que o Sesc Rio realiza o festival. São mais de 400 espetáculos de diversas manifestações artísticas oferecidas gratuitamente a um público que, ano Don Salvador e o jazz brasileiro em Rio das Ostras passado, chegou a 1 milhão de pessoas. O evento é realizado pelo Sesc Rio com a parceria das Prefeituras de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis, onde acontecem os eventos. Este ano, ele aconteceu entre os dias 14 e 29 de julho. Na música, a diversidade é grande. Houve shows de MPB, música clássica e música instrumental que aconteceram em lugares abertos, com grande capacidade de público, ou em teatros. As atrações dos shows de MPB foram Marina Lima, Fernanda Abreu, Guilherme Arantes, Preta Gil e Lobão. Na música instrumental houve shows dos instrumentistas e compositores Cristóvão Bastos e João Lyra, que fizeram um passeio pelas obras de Paulinho da Viola, Benedito Lacerda, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Jacob do Bandolim e Nelson Alves. Gilzon Peranzzetta e o Quinteto Sivuca também fizeram uma homenagem a um dos maiores músicos do país. O festival ainda abre espaço para outras atrações musicais, como a banda de rock progressivo Quaterna Réquiem, que tocou na Pro Arte de Teresópolis. A novidade este ano foi a parte latino-americana do evento, com dois grupos argentinos (Rodolfo Mederos e Trio e Huancara)e outro peruano (Manoel Miranda e Tinku). Buzios Jazz & Blues Festival O festival é tradicional na região dos lagos. Apesar do nome, o Búzios Jazz & Blues Festival aposta na diversidade musical. Este ano, o Festival aconteceu entre os dias 25 e 28 de julho com um show extra no dia 21 para comemorar a décima edição do evento. Apresentam-se João Donato, o saxofonista Léo Gandelman e o guitarrista Charlie Hunter, o guitarrista de Blues Phil Guy, a Big Time Orchestra, a baterista Cindy Blackman, o saxofonista Idriss Boudrioua, o guitarrista e fundador do blues brasileiro Celso Blues Boy e a banda Blues Etílicos. Estas duas últimas atrações também estiveram no primeiro festival. A comemoração da décima edição foi com um show especial de Taryn Szpilman no Pátio Havana, dia 21 de julho. O Pátio Havana é um restaurante de Búzios onde acontecem os shows pagos. A cantora, também vocalista da Rio Jazz Orchestra, tem um repertório baseado no blues e no jazz. Festival Vale do Café Este ano foi a 5 a edição do Festival do Vale do Café. Ele aconteceu entre 20 a 29 de julho de 2007 na região do estado onde estavam as grandes fazendas de cultivo de café. Os shows se espalham pelas cidades de Piraí, Paulo de Frontin, Mendes, Vassouras, Morro Azul, Paty do Alferes, Rio das Flores e Valença em locais como o Hotel Fazenda Galo Vermelho, que teve o show do quarteto de Bruce Henry. Já Carlos Malta e o Pife Muderno tocaram na praça Barão de Campo Belo, que fica em Vassouras. A lista de atrações é bastante ampla. Ainda tocaram no festival Marcel Powel, Sururu na Roda e Nilze Carvalho, Léo Ortiz, Arthur Moreira Lima, Guinga e Paula Santoro, Turíbio Santos, Léo Gandelmann, Cristina Braga e Moacyr Luz, Victor Biglioni, Alceu Maia com Choro Elétrico, Quarteto Uirapurú, Orquestra de Percussão Robertinho Silva e Marcos Ariel e os Tigres da Lapa, entre muitos outros. O Festival do Vale do Café também teve aulas de diversos instrumentos como harpa, violão, violino, piano, violoncello e diversos outros instrumentos sinfônicos ou não. 6 Jornal Musical No 37

7 SindMusi amplia a rede de convênios para o associado. Saúde, aprimoramento profissional e lazer mais barato para o músico O SindMusi trabalha para ampliar os benefícios aos associados. A partir deste mês, temos novos convênios: ensino de idiomas, um centro de saúde, capacitação profissional para músicos e outros para hospedagem em pousada e hotel. Centro de Saúde Veiga de Almeida O SindMusi fechou mais um importante convênio com o Centro de Saúde Veiga Centro de Saúde Veiga de Almeida de Almeida(CSVA). O associado do SindMusi agora tem direito aos serviços de odontologia, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia e nutrição oferecidos pela entidade. O preço chega a ser 20% mais barato que o da tabela do Centro de Saúde, que já é mais baixo que a tabela de mercado para estes serviços. São três andares disponíveis só para atendimento odontológico, com cadeiras, raio-x e até mesmo prótese, tudo feito no mesmo prédio. Na área de fisioterapia há RPG, acupuntura, piscina e até sala de condicionamento físico, além de trabalhos específicos para casos mais graves. O diretor geral do CSVA destaca que os associados do SindMusi, assim como outros conveniados, não são atendidos pelos alunos dos cursos de especialização. Todos os conveniados são atendidos exclusivamente por profissionais já formados. Para mais informações, acesse Curso de idiomas O músico agora tem uma opção mais em conta para aprender inglês. O Second Language é um curso de inglês que ensina a língua de forma bastante associada à vida real. Os cursos são intensivos e cobrem do nível básico ao avançado com possibilidades de aulas particulares e em empresas. O convênio com o SindMusi proporciona um desconto de 25% sobre o valor da mensalidade e 10% sobre o material didático de qualquer curso. Para ter uma idéia, em um curso intensivo de 1 ano e meio, com mensalidade de 105 reais, o associado do SindMusi paga apenas R$78,75. Para saber mais sobre o curso, acesse Revista Backstage Quem quiser fazer a assinatura da Revista Backstage, a melhor revista de produção musical do país, agora tem desconto se for associado do SindMusi. O desconto também é válido para os livros de áudio e música editados pela H.Sheldon. Há desde livros sobre áudio básico e funcionamento de equipamentos até guias de mixagem e livros de áudio importados. Para saber mais, acesse Pousada Aquarium e Hotel Fazenda Galo Vermelho Os convênios do SindMusi também abrangem o lazer. O associado do SindMusi tem descontos tanto no Hotel Fazenda Galo vermelho, em Vassouras, como na Pousada Aquarium, na Praia de Geribá, em Búzios. Para mais informações acesse e Telefone: (24) Troque e Toque Promoção: Recorte este cupom e troque por uma tabela de trasposição. O Troque e Toque é uma ferramenta que auxilia o músico a fazer a transposição de tons. RECORTE E TROQUE! Curso de percepção musical Nas escolas do país não há um estudo sistematizado de música, com percepção, escrita e leitura musical. A conseqüência é que, apesar do talento do músico brasileiro, acaba ficando mais difícil para ele se profissionalizar, seja por ter menos opções de trabalho quando não sabe teoria musical, seja por não poder fazer um vestibular para música. Os músicos que desejam aprimorar os conhecimentos práticos e teóricos de música já têm um convênio especial no SindMusi. O professor José Roberto Monteiro, responsável pela bem sucedida experiência do Integrartes, em Teresópolis, oferece curso com leitura, solfejo e percepção musical. O curso começa no mês de setembro e custa 40 reais por mês para sócios do SindMusi e 90 reais para não sócios. Para mais informações, ligue para o SindMusi no telefone Jornal Musical N o 37 7

8 CulturaPrev dá acesso a financiamento da casa própria mais em conta Manoel de Araújo Gonçalves, gerente de financiamentos da Petros: taxas de juros para participantes do fundo de pensão são diferenciadas Os benefícios que o músico tem ao fazem um plano de previdência no CulturaPrev não se restringem ao complemento da aposentadoria. Todos os associados aos planos que a Petros administra podem também ter acesso aos convênios do fundo de pensão. Um deles é com a Caixa Econômica Federal(CEF). O acordo prevê juros diferenciados para os participantes de planos da Petros na hora do financiamento da casa própria. Para isto, basta acessar o site da Petros, preencher os campos de matrícula e senha e, na área verde do menu lateral, selecionar a opção "Financiamento Habitacional". O associado então deve imprimir a Carta de Apresentação, com a qual pode agendar o atendimento em qualquer agência da Caixa Econômica. "As taxas serão menores do que a de qualquer outro cidadão que vá lá na Caixa", diz Manoel de Araújo Gonçalves, gerente do setor de administração de empréstimos e financiamentos da Petros. Uma família com renda mensal de até 1750 reais, por exemplo, tem, a princípio, direito a um juro de 6% no balcão da CEF. Já um participante do CulturaPrev com a mesma renda tem direito a um juro de 5,5%. Manoel ainda falou que a Petros está articulando convênios com outras instituições para que o associado aos planos de previdência do fundo de pensão tenham outras opções de financiamento com juros abaixo do mercado. Vantagem adicional Em agosto foi criada uma nova vantagem para o trabalhador que possui conta vinculada do FGTS, ou seja, os trabalhadores que estão empregados e recebendo depósitos todos os meses. O Conselho Curador do FGTS aprovou, no dia primeiro de agosto, a redução de meio ponto percentual na taxa de juros anual do financiamento habitacional com recursos do Fundo de Garantia. A medida só entra em vigor a partir de janeiro de De qualquer forma, uma família com renda mensal de 3900 reais que tenha financiado o imóvel pelo FGTS a partir de convênio com a Petros, terá uma redução de 1% na taxa anual de juros em relação aos clientes não sócios do fundo de pensão. Para ter acesso a esse benefício o trabalhador ainda precisa contar com pelo menos três anos no regime do FGTS. CulturaPREV: um plano que soa bem! Passo a passo 1) Filiar-se ao SindMusi 2) Aderir ao CulturaPrev 3) Imprimir carta de apresentaçao da Petros 4) Agendar visita à Caixa Econômica Federal Criado em 2004, o CulturaPREV é um plano de previdência administrado pela Petros - Fundação Petrobras de Seguridade Social e destina-se exclusivamente à classe artística. O SindMusi foi um dos primeiros Instituidores do CulturaPREV, do qual faz parte desde a criação do Plano. Desde o início, os músicos abraçaram este projeto. Tanto é que a maioria dos artistas inscrita no Plano pertence ao Sindicato: hoje já são 400 músicos. Um dos principais diferenciais do CulturaPREV é a transparência da gestão realizada pela Petros. Os investimentos realizados com os recursos do plano são acompanhados de perto pelo Sind- Musi, que tem representantes no Comitê Gestor do Plano, e pelos próprios participantes, que recebem extratos periodicamente e também podem verificar o saldo acumulado Plano acessando o Portal da Petros na Internet. O CulturaPrev foi criado, levando em conta as características diversas da carreira dos artistas brasileiros e garante ao participante a cobertura para os três riscos sociais: sobrevivência, invalidez e morte. O Plano permite que o Participante interrompa o pagamento da sua contribuição em caso de impossibilidade temporária de manter o compromisso mensal. As contribuições para o plano CulturaPrev são dedutíveis do imposto de renda até o limite de 12% da renda bruta. Para mais informações: ou Jornal Musical No 37

9 Na agência da Caixa A partir daí, o participante do CulturaPrev vai conversar com um gerente a respeito do financiamento. O Jornal Musical falou com Leonardo Sanches, o técnico bancário de habitação da agência da Caixa Econômica Federal da Avenida Rio Branco. Leonardo explicou que, dependendo da renda familiar, o financiamento do imóvel é feito por Carta de Crédito FGTS - um financiamento baseado em recursos do Fundo de Garantia - ou por Carta de Crédito SBPE, que é o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. Se a renda familiar for acima de reais o imóvel, a princípio, já será financiado por meio do plano SBPE, que tem os juros mais altos que o do plano com financiamento baseado no FGTS. No entanto, há casos em que, mesmo a renda familiar sendo acima de reais o imóvel pode ser financiado por recursos do FGTS. Quando a renda familiar é de até reais o imóvel novo pode ser financiado por FGTS em valores de até 100 mil reais se tiver menos de três meses de uso. Se tiver mais de três meses, o valor desce para até 80 mil reais. Só imóveis novos conseguem financiamento de 100%. Se tiver mais de 80 dias de habite-se, a Caixa financia apenas 80%. No caso de o responsável pelo financiamento morrer, o imóvel é considerado quitado. Por isso, a idade também influencia nas condições do empréstimo para a compra da casa própria. A soma do prazo de financiamento, que pode chegar a 20 anos, mais a idade de quem pede o empréstimo não pode passar de 80 anos. Leonardo Sanches, técnico de habitação da Caixa, dá as dicas para o financiamento Em geral, o músico trabalha de maneira informal, sem carteira assinada ou contracheque, como acontece em outras carreiras. No entanto, há outras formas que podem ser usadas para o profissional comprovar a sua renda. Para que seja considerada renda formal, se não tiver contracheque, o músico pode usar a declaração de imposto de renda. A renda também pode ser comprovada por movimentação de conta corrente ou por um Decore com recolhimento dos DARF, feito por contador. Nos dois casos ela é considerada renda informal. Neste caso, pode ser mais difícil conseguir o financiamento, mas a possibilidade está aberta. Leonardo Sanches lembra ainda que a Caixa é diferente de outros bancos por ter um viés social. Quanto menor a renda familiar, menor os juros a serem pagos no financiamento. O financiamento Toda a estrutura de financiamento da casa própria é da Caixa Econômica Federal. Os recursos são da Caixa, e não da Petros, que apenas articulou o convênio. A Caixa é quem vai analisar para quem e como vai ser feito o financiamento. No mais, é só ir a qualquer agência da CEF. Luiz Gonzaga, analista de investimentos da Petros, lembra que, algumas vezes, pode ser oferecido algum tipo de venda casada por algum gerente, mas não há nada que a pessoa precise fazer além de comprovar condições de receber o financiamento. O máximo que o pretendente ao financiamento terá que fazer é abrir uma conta corrente para que a Caixa possa debitar o valor da prestação. Jornal Musical N o 37 9

10 Centenário SindMusi / Há 52 anos Ângela Maria, Rainha dos Músicos Na década de 50 a Rádio Nacional elegia todos os anos a Rainha do Rádio. O Sindicato dos Músicos também organizava seu concurso onde Emilinha, Marlene e Ângela Maria eram as grandes concorrentes para o cobiçado posto de Rainha dos Músicos. Nessa época, Angela Maria gravou um disco pela Copacabana intitulado Rainha dos Músicos, um samba de Ary Barroso e Alegoria de Músico, de Ciro Monteiro e Dias da Cruz. Este disco fez parte da premiação da popular cantora eleita Rainha dos Músicos em Nos versos de Alegoria de Músico, vemos o ofício do músico assim descrito: Alegoria de músico (Ciro Monteiro e Dias da Cruz) Foto: Arq. SindMusi No dó, ré, mi, fá, sol da minha terra O povo canta e ri sempre contente Em si a própria música encerra O que traduz a alma duma gente O músico embeleza com magia A vida em sustenidos e bemóis O músico transforma em sinfonia A fria lua em belos arrebóis... E dentro da linguagem do Universo Transporta o mundo em sonhos e canções A nota musical é o próprio verso Que faz vibrar de amor os corações. A Rainha dos Músicos 1955 Angela Maria em noite de coroação. 10 Jornal Musical No 37

11 Congresso regional da CGTB em setembro Quem participou da plenária estadual da CGTB, no dia primeiro de agosto, teve uma pequena amostra de como será o III Congresso Regional da CGTB. O SindMusi esteve presente, representado pela presidente Déborah Cheyne e pelos diretores Álan Magalhães e Kleber Vogel. Na mesa do evento estavam presentes Marcos Vinício, presidente da Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado (FASP-RJ), o presidente da CGTB Antônio Neto e Leandro Costa, coordenador do congresso. Na plenária, entre os quase 40 representantes de sindicatos presentes estavam cerca de 10 de filiação recente, incluindo o SindMusi. Foto: Divulgação Plenária da Central Geral dos Trabalhadores foi preparação para o congresso Déborah Cheyne destacou a importância da cultura dentro do quadro social do Brasil, destacando que isto é um direito do trabalhador brasileiro. O III Congresso Regional da CGTB do Rio de Janeiro será realizado nos dias 14 e 15 de setembro no Sesc do Flamengo já com algumas prioridades definidas, como o combate à Emenda 3 - ponto bastante destacado pelo presidente da CGTB Antônio Neto - e a luta pela geração de mais empregos. Também acontece no congresso a escolha dos novos dirigentes da CGTB do Rio de Janeiro na atual fase de reestruturação. Marcos Vinício destacou a importância da rearticulação da CGTB do Rio de Janeiro com a participação decisiva de Leandro Costa, com novas filiações e interiorização. "Isto é muito positivo dentro da configuração que pretendemos fazer da CGTB: uma grande central efetivamente comprometida com o envolvimento de trabalhadores públicos e privados". Conceição Cassano, da Confederação das Mulheres do Brasil no Rio de Janeiro, destacou a participação da mulher no sindicalismo da CGTB, inclusive na comissão de organização do Congresso "e com certeza [as mulheres] vão estar na diretoria", comentou a sindicalista. "A nossa luta é junto com os homens contra um opressor que quer impedir a entrada das mulheres no mercado de trabalho", finalizou Conceição Notas Musicais Kleber Vogel SindMusi leva o Programa de Conscientização Profissional a Campo Grande O SindMusi foi convidado pelo Programa Cultura em Rede, da Vale do Rio Doce, a fazer uma palestra de conscientização profissional durante o lança- mento do Programa. O evento aconteceu na Lona Cultural de Campo Grande (Lona Elza Osborne), no dia primeiro de julho. Na palestra, a presidente do SindMusi Déborah Cheyne e o Álan Magalhães (esq) e o diretor administrativo percussionista Zé Leal participam da palestra do PCP. Álan Magalhães falaram sobre a importância do músico tomar consciência do seu papel como trabalhador e na formalização da categoria. Durante a palestra também foi abordado o plano de previdência complementar CulturaPrev e o novo convênio com a Unimed-Rio. SindMusi no carnaval 2008 A escola de samba Unidos de Vila Isabel vai apresentar, no próximo carnaval, o enredo Trabalhadores do Brasil. O sócio do SindMusi Martinho da Vila concorre com um samba enredo. Um baner com a logomarca do SindMusi deve ser aberto quando o samba dele for cantado. Foto: Divulgação Seminário Rumos Itaú Cultural no Rio de Janeiro No dia 26 de julho, o Rumos Itaú Cultural aterrissou no Rio de Janeiro. O evento começou às 15:30. Edson Natale, coordenador do projeto, abriu o seminário falando dos objetivos do projeto. Logo depois passou um documentário Rumos Brasil da Música - 30 mil quilômetros - Pensamentos e Reflexões. O evento prosseguiu depois com um debate sobre as possibilidades associativas dos músicos do qual participaram o presidente da Cooperativa de Músicos de São Paulo Carlos Zimbher e o jornalista e produtor cultural Rodrigo Lariú. Sated-RJ tem nova diretoria O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro tem nova diretoria. Jorge Coutinho tomou posse como presidente após eleição em que a chapa única União e Trabalho foi referendada nas urnas. As eleições ocorreram entre os dias 16 e 18 de maio com a participação de 544 associados. As votações aconteceram no Rio de janeiro e nas delegacias sindicais dos municípios de Campos, Macaé, Petrópolis, Volta Redonda, Nova Iguaçu e São Gonçalo. O vice-presidente do SindMusi Itamar Assiére, nos representou na posse. Fest Musi Com a produção e a realização de Abel Duërë e Flávio Carpes, aconteceu no CasaShopping o Fest Musi. No lançamento, dia 23 de agosto, houve um show de Hamilton de Holanda com gravação ao vivo e transmissão pela MPB FM. A exposição, que fica no Casa Expo, do Casa Shopping, conta com fotos do acervo do SindMusi Hamilton de Holanda (esq) recebe os cumprimentos de Déboráh Cheyne, Abel Duërë (pro dutor) e Flávio Carpes (MPB FM) Foto: Cristina Granato Guia dos Músicos 2008 Em outubro começa a captação de anúncios para o catálogo Guia do Músico O guia terá novo layout tanto para a versão impressa quanto para a internet. Jornal Musical N o 37 11

12 Lançamentos DVD CD Livro Quadros de uma Alma Brasileira OBRAS DE: VILLA-LOBOS (DVD-Independente) O Som de Dorival Caymmi PAULO MOURA E OCILADOCÊ (CD - Biscoito Fino) Minha Vontade VÂNIA LUCAS (CD - Independente) Ritmos Brasileiros MARCO PEREIRA (livro e CD) A Cia. Bachiana Brasileira, em parceria com a Fundação Alexandre de Gusmão e a produtora Alma Brasileira, lançou um DVD que é o primeiro com obras de Villa-Lobos no mundo. O DVD foi patrocinado pela Fundação Charitas Brasil e o Ipanema Coffees. Com roteiro, direção e regência do maestro Ricardo Rocha, direção e edição de vídeo de José Schiller e engenharia de áudio de Eduardo Monteiro, Quadros de uma alma brasileira é um painel das obras que representam a fase mais radical e vanguardista de Villa-Lobos, entre os anos de 1917 e 1928, quando ele escreveu o Sexteto Místico, Nonetto e o conjunto completo de seus Choros de câmara. O DVD tem um concerto e um documentário. Lançado originalmente em 1991 pelo selo Chorus, o disco é fruto e uma pesquisa de sons afro-brasileiros feita por Paulo Moura e o grupo Ociladocê. No início, a idéia do encontro entre o clarinetista e o grupo era gravar composições próprias, feitas durante os ensaios na casa de Paulo Muylaert, mas a proposta de gravar músicas de Dorival Caymmi encontrou mais receptividade. O resultado é uma experiência musical diferente, que beira a bossa-nova e, em alguns momentos, até a salsa. Os arranjos são de Paulo moura com Paulo Muylaert e o tecladista Alex Meirelles, dando ênfase à percussão de Carlos Negreiros, músico e estudioso dos tambores do jongo e dos terreiros de candomblé. Ainda tocaram no CD os percussionistas Jovi e Marcos Suzano. Fernando Feijão no baixo fecha o octeto. A simples participação de músicos do quilate de Paulo Jobim, Guinga e Jaques Morelembaum já seria um belo cartão de visitas para o disco e Vânia Lucas, mas o repertório também é um ponto forte. Paulo Jobim participa da segunda faixa, Estrelaria, que é uma parceria dele com Ronaldo Bastos enquanto Guinga e Morelembaum participam da terceira faixa, Fonte Abandonada, de autoria de Guinga e Paulo César pinheiro. As músicas, de compositores como o próprio Guinga, Dona Ivone Lara e Tom Jobim, caminham entre o samba, a bossa nova e a MPB. Vale a pena conferir. Ritmos brasileiros é um livro com 70 fórmulas rítmicas usadas nos gêneros musicais brasileiros. Do samba ao baião, do frevo ao maculelê, o livro é um prato cheio para quem gosta de pesquisar sobre a música brasileira. Além de partituras e tablaturas, ele contém textos explicativos que explicam o contexto social do surgimento de cada um dos ritmos. O livro vem com um CD de áudio no qual há exemplos dos gêneros musicais pesquisados. Os CDs desta sessão estão à venda na sede do SindMusi. Conheça nosso Armazém Virtual: 12 Jornal Musical No 37

13 Inaugurado o Centro e Referência da Música Carioca, um local de fomento do conhecimento musical O Centro de Referência da Música Carioca foi inaugurado no dia 16 de junho. Ele funciona no número 824 da rua Conde de Bonfim, na Tijuca, em um casarão tombado e restaurado pela prefeitura do Rio de Janeiro. A inauguração aconteceu com uma exposição e um documentário sobre Elifas Andreato. Também houve uma apresentação do saxofonista e flautista Carlos Malta e uma roda de samba nos jardins da casa. "A inauguração foi lindíssima. Ela ter sido feita com a exposição do Elifas Andreato foi, para nós, uma honra", disse Ana Bernardes, a diretora administrativa do Centro de Referência. Além do casarão histórico, foram construídos dois novos prédios no terreno. Em um deles fica o auditório. No outro, funciona a escola de música e um estúdio de gravação. Mário Sève é o diretor musical. O Centro ainda tem a colaboração do compositor Moacyr Luz e da harpista Cristina Braga. O Centro funciona em casarão histórico do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro As primeiras atividades exercidas nestes primeiros meses foram as apresentações musicais, com nomes como Turíbio Santos e Guinga, passando ainda por Jards Macalé, entre muitos outros. Vale destacar o lançamento do Songbook do Choro, que sai pela editora Lumiar, acontecido no dia 18 de agosto. Além de abrigar apresentações musicais, o espaço pretende ser um centro de produção de conhecimento da música popular praticada no Rio de Janeiro. E tudo começa na escola de música que deve ser, nas palavras do diretor artístico, Mário Sève, "o coração da casa". Escola de música As atividades musicais da casa serão baseadas no "hóspede do mês". Em cada mês o Centro de Referência vai estudar a obra de pessoas com atividades ligadas à música carioca. Aldir Blanc é o hóspede do mês de setembro. "Ele foi escolhido porque este é o mês de seu aniversário. Em outubro será o Nelson Cavaquinho", explica Moacyr. Outros nomes já são cogitados, como Paulinho da Viola, Noel Rosa, Tom Jobim, Clementina de Jesus, Pixinguinha e Villa-Lobos. "Como aqui não é um museu, não guardamos um acervo. Nós construímos um acervo afetivo sobre cada artista que homenageamos", diz Mário Sève. A escola de música é coordenada pelo violonista e arranjador Caio Cezar, que também participa do AcariOcamerata, um O auditório cabe 160 pessoas Ana Bernardes é a diretora administrativa projeto de formação musical e inclusão social. A inauguração será no dia 15 de setembro com uma jornada musical. Serão seis salas de aula com seis assuntos Moacyr Luz e Mário Sève: Centro será lugar onde se produz conhecimento diferentes relacionados à música. "Uma sala de aula falando como é que funciona uma escola de música, outra, como é que funciona a carreira do músico, outra como funciona um estúdio de gravação, etc,", enumera Moacyr Luz. Esta será a primeira Jornada de Música Carioca. A escola funcionará em duas linhas: uma de ensino musical propriamente dito, com aulas de instrumentos como violão, cavaquinho, teclados, sopros, percussão e teoria musical. A outra linha é de oficinas sobre diversos assuntos relacionados à produção musical, como a atividade de contra-regra, iluminação e som, além de gravação e postura profissional do músico. Além da Jornada de Música Carioca, um dos projetos que já começa a se concretizar em setembro é a série "Classes de Mestre": aulas gratuitas ministradas por grandes nomes da música. Elas serão dirigidas a quatro músicos, mas poderão ser acompanhadas por 80 ouvintes. "A cada mês traremos um músico importante da cultura carioca", expõe Mário Sève. A primeira, no dia 28 de agosto, é sobre canto coral, com Paulo Malagutti. Já estão confirmados outros nomes para o mês de setembro, como o compositor e violonista Guinga. Mário Sève dá muita importância ao fato de construir um centro de referência musical. "Estamos fazendo um projeto muito conseqüente. Chamamos o Caio Cezar para coordenar a escola. Pretendemos trabalhar com o material didático já produzido no Brasil e trabalhar o ensino de compositores brasileiros, sobretudo os cariocas. O Rio de Janeiro é uma metrópole bombardeada por diversas influências", explica o músico. Um dos pontos fundamentais da escola, segundo o curador Moacyr Luz, é trazer a comunidade da Tijuca para o Centro de Referência. "Estamos aqui para criar oportunidades para a comunidade", ressalta Moacyr Luz. Estúdio Os objetivos do estúdio, que deve ficar totalmente pronto até o fim do ano, não são comerciais. Além de registrar a obra de compositores cariocas independentes, ele será utilizado para montar material didático para Casarão foi restaurado para abrigar o Centro de Referência as aulas da escola, "como os discos que nos Estados Unidos são chamados play-along", expõe Mário Sève. Play along são gravações feitas para o estudante tocar junto com elas. O estúdio será de médio porte. "São duas salas de gravação e uma sala para a técnica. O equipamento é muito bom", complementa o diretor musical. Tudo isto faz com que o Centro de Referência da Música carioca seja um local não só de aprendizado, mas também de produção de conhecimento da música. "O bacana é isso, a integração de tudo. É ter a possibilidade de se aprender alguma coisa criativa na sala de aula que possa imediatamente ser registrado no estúdio. Ou então gravar um show do auditório. Eu acho que essa concentração de atividades é que é o diferencial deste Centro", finaliza Mário Sève. As inscrições para a jornada já estão abertas. Para mais informações é necessário ligar para o Centro de Referência no telefone (21) Jornal Musical N o 37 13

14 SindMusi apóia projeto social com doação de instrumento Doação de violino ajuda a ampliar o projeto dão" e parabenizou a professora Suray Soren e os alunos. O projeto social acontece no Instituto Casa de Cultura Rio de Janeiro, criado há 19 anos. Ele se consiste em bolsas de estudo para interessados em aprender a tocar violino. "A Déborah (presidente do SindMusi) ligou nos fazendo a doação. Isto é ótimo, porque às vezes há uma criança que quer entrar e não há instrumentos", comemora Suray Soren, professora e coordenadora do curso. A professora utiliza o método Suzuki de musicalização, no qual os alunos têm de memorizar as pe- O SindMusi, representado pela diretora de patrimônio Ariane Petri e pelo integrante do conselho fiscal Carlos Soares, fez a doação de violino e acessórios para o projeto social Com a Corda Toda. A doação ocorreu durante a apresentação semestral que é feita pelos alunos na sede do curso, na 1ª Igreja Batista de Botafogo. A diretora Ariane Petri agradeceu a acolhida dos presentes. "Isto é muito especial para nós. Deixamos aqui a nossa pequena contribuição: o violino com alguns acessórios", disse a diretora. Carlos Soares destacou a importância da música "no crescimento do cidaças que tocam. O curso é dividido em nove módulos nos quais a dificuldade das peças vai aumentando. Os alunos bolsistas vêm de toda parte do Rio de Janeiro. "Há alunos que vêm de Bangu, Nilópolis ou Santa Tereza. Se houvesse uma empresa para ajudar o projeto, conseguiríamos ajudar mais gente", diz a professora. Mas o curso não é apenas para bolsistas. Quem quiser ter aulas pode participar como aluno, pagando uma ajuda e colaborando no projeto.o telefone para mais informações é Obituário Durval Ferreira Violonista Durval fez parte do grupo de músicos que criou a bossa nova, sendo considerado um dos melhores "violões de centro" da época. Parceiro em composições famosas como Batida Diferente e Estamos Aí, Durval teve músicas gravadas por grandes nomes da música mundial, como Herbie Mann e Wes Montgomery. Durval também teve importante atuação como produtor, produzindo Sarah Vaughan e lançando diversos artistas no cenário nacional como Sandra de Sá e Emílio Santiago. Durval morreu de câncer, em 17 de junho de Núbia Lafayette Cantora Nascida em 21 de janeiro de 1937, Núbia começou a carreira no fim da década de 50, em programas de calouros nas rádios. O auge da carreira foi nos anos 60, quando emplacou diversos sucessos como Seria Tão Diferente e Solidão, ambas de Adelino Moreira. Núbia gravou mais de 20 discos entre 78 rpm, Lps e Cds. A cantora morreu em 19 de junho de Jayoleno dos Santos Clarinetista Nascido em 1913, Jayoleno dos Santos foi membro-fundador e primeiro clarinetista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Jayoleno também foi responsável pela formação de diversos instrumentistas importantes no cenário musical brasileiro, como Paulo Moura, Wilfried Berk e Cristiano Alves. Jayoleno também foi o autor daquela que foi a primeira obra brasileira composta para clarineta e piano: a Sonata para Clarineta e Piano, escrita em O músico morreu em 14 de julho aos 94 anos de idade. Luiz Gonzaga Carneiro Saxofonista e clarinetista Nascido na cidade de Paulista (PE) em 1928, Luiz Gonzaga Carneiro iniciou as atividades musicais no Recife. Em meados da década de 1950 mudou-se pra o Rio de Janeiro, onde integrou o Quinteto Villa-Lobos por 10 anos, entre 1968 e Em 1974, foi convidado pela Universidade de Brasília (UNB), onde desenvolveu intensa atividade didática. Gonzaga Carneiro também foi membro do Quinteto de Sopros da UNB e da Orquestra Sinfônica do Teatro nacional de Brasília. O músico morreu em 6 de agosto de 2007 Zygmunt Kubala Violoncelista Polonês radicado no Brasil, Zygmunt Kubala foi um dos principais violoncelistas do país. O músico vivia no Brasil desde Enquanto morou no Rio, na década de 1970, foi solista da Orquestra Sinfônica Brasileira e membro da Orquestra de Câmara do Brasil. Em São Paulo, foi membro do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo e fundador da Orquestra Jazz Sinfônica além de ter sido professor da USP e da Unesp. O músico morreu em 4 de agosto de 2007, aos 64 anos, durante um concerto numa igreja de Ouro Branco (MG). Ed Nelson Cantor Cantor e violonista da noite, o músico se apresentava com um repertório baseado na MPB e estava sempre presente nos bares do centro do Rio de Janeiro. Ed Nelson morreu em 9 de junho de Jornal Musical No 37

15 Nayran Pessanha Teatro Municipal pede socorro Vergonhosa. Essa é a situação em que se encontra o Teatro Municipal do Rio de Janeiro por atuação lamentável do poder público. As obras que começaram em janeiro de 1905 por iniciativa do então prefeito Pereira Passos eram inspecionadas quase que diariamente pelo seu maior entusiasta, o comediógrafo Arthur Azevedo. Inaugurado em 1909, a principal casa de espetáculos da cidade tem sido palco de renomados artistas brasileiros e estrangeiros. No passado foi berço para estreantes famosos como Arturo Toscanini, que aqui no TM empunhou pela primeira vez a sua batuta. Com uma história artística das mais ricas, o nosso Municipal não merece essa situação de penúria. Orquestra, Coro e Corpo de Baile, clamam por soluções urgentes para problemas diversos, desde a conservação até o preenchimento das vagas nos corpos estáveis. Os artistas terceirizados, pelo que sabemos, não foram pagos. Essa falta de verbas compromete o trabalho de todos os profissionais e prejudica a programação da temporada. Achar que o TM vai bem por ter alguns espetáculos garantidos e atrações internacionais é colocação infeliz. Antes de tudo é preciso valorizar os artistas da casa dando condições dignas de trabalho, fechar as brechas da insatisfação e dialogar com transparência com os representantes dos corpos estáveis. Plantão Jurídico INSS - PORTARIA 142 de 11 de abril de 2007: Regulamento da Previdência Social O que muda para o músico? Os novos procedimentos facilitam que os sindicatos acompanhem os descontos e recolhimentos feitos pelas empresas todo mês. Embora saibamos que, em nossa categoria profissional, tais procedimentos se aplicam a uma minoria que trabalha com carteira assinada (orquestras, estúdios e produtoras musicais), é importante ficar atento a este instrumento de defesa dos interesses profissionais. Lutamos para que, um dia, a relação de trabalho de todos os músicos seja formalizada e estes benefícios se estendam a todos nós. As empresas estão obrigadas a encaminhar ao sindicato representativo da categoria profissional mais numerosa entre seus empregados, cópia da Guia de Recolhimento das contribuições devidas a Seguridade Social arrecadadas pelo INSS. (Artigo 3º da Lei 8.870, de 15/04/94). A PENALIDADE por falta de envio da GPS (Guia da Previdência Social) ao Sindicato da categoria: Segundo o Artigo 287 do Decreto n 3.048, de 06/05/99, o descumprimento dessa obrigação sujeitará o infrator à multa que varia entre R$ 157,24 a R$ ,15. Veja, abaixo, outras referências legais importantes: Decreto nº 4.032, de 26/11/2001; Portaria 142 MPS, de 11/04/2007. Álan Magalhães Felizmente o governo estadual retrocede na sua posição de passar o TM para a prefeitura e com isso, enfrentar essa crise com responsabilidade. No caos que o país vivencia a Cultura, por insensibilidade de Brasília, está na hora do Rio de Janeiro dar o exemplo mostrando como trata os seus artistas, não deixando que o Municipal chore a mais dramática das tragédias _ não poder trabalhar com dignidade. Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA EDITAL DE CONVOCAÇÃO O SINDICATO DOS MÚSICOS PROFISSIONAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEI- RO convoca seus associados para a Assembléia Geral Ordinária a ser realizada em sua sede à Rua Álvaro Alvim nº 24, Grupos 401/405, nesta cidade, às 14:00 horas do dia 11 de dezembro de 2007, em 1ª convocação. Caso não haja número legal de associados presentes, será feita a 2ª convocação às 14:30 horas, com qualquer número, para deliberarem sobre a seguinte ORDEM DO DIA: a) Aprovação das Contas do exercício de 2006; b) Previsão Orçamentária para o exercício de De acordo com a alínea "B" do Art. 524 da CLT, as deliberações serão tomadas por escrutínio secreto. Rio de Janeiro, 23 de agosto de Déborah Cheyne Prates - Presidente Balcão Musical Newton Rolla Luthier Reforma, compra e venda de instrumentos de corda e arco. Rua das Marrecas, 40 / 803 Centro Tel.: (21) (21) Jornal Musical N o 37 15

16 TABELA DE PREÇOS Titulares e Dependentes (R$) Produtos sem Co-Participação Faixa Etária Personal QC Personal QP Alfa Beta Delta Ômega ,02 71,74 77,14 109,84 123,42 154, ,34 91,14 98,00 139,56 156,81 196, ,66 113,91 122,49 174,42 195,98 244, ,97 119,86 128,88 183,52 206,21 257, ,47 127,15 136,72 194,68 218,74 273, ,77 145,40 156,35 222,64 250,16 312, ,06 175,98 189,23 269,46 302,76 378, ,62 202,38 217,61 309,88 348,18 435, ,60 281,91 303,13 431,66 485,01 606,27 59 ou mais 384,02 430,28 462,67 658,84 740,28 925,34 16 Jornal Musical No 37

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