DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE OPTOELETRÔNICO E MONITORAMENTO DE CHAVES SECCIONADORAS. Guilherme Avelino Freire

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE OPTOELETRÔNICO E MONITORAMENTO DE CHAVES SECCIONADORAS. Guilherme Avelino Freire"

Transcrição

1 DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE OPTOELETRÔNICO E SOFTWARE PARA APLICAÇÃO EM SISTEMA DE MONITORAMENTO DE CHAVES SECCIONADORAS. Guilherme Avelino Freire Projeto de Graduação apresentado ao Curso de Engenharia Eletrônica e de Computação da Escola Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Engenheiro. Orientador: Marcelo Martins Werneck Co-orientador: Cesar Cosenza de Carvalho Rio de Janeiro Dezembro de 2014

2 DESENVOLVIMENTO DE HARDWARE OPTOELETRÔNICO E SOFTWARE PARA APLICAÇÃO EM SISTEMA DE MONITORAMENTO DE CHAVES SECCIONADORAS. Guilherme Avelino Freire PROJETO DE GRADUAÇÃO SUBMETIDO AO CORPO DOCENTE DO CURSO DE ENGENHARIA ELETRÔNICA E DE COMPUTAÇÃO DA ESCOLA PO- LITÉCNICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE ENGENHEIRO ELETRÔNICO E DE COMPUTAÇÃO Autor: Orientador: Guilherme Avelino Freire Co-orientador: Prof. Marcelo Martins Werneck, Ph.D. Examinador: Cesar Cosenza de Carvalho, D.Sc. Examinador: Prof. José Gabriel Rodriguez Carneiro Gomes, Ph.D. Daniel Moreira dos Santos, B.Sc. Rio de Janeiro Dezembro de 2014 ii

3 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Escola Politécnica - Departamento de Eletrônica e de Computação Centro de Tecnologia, bloco H, sala H-217, Cidade Universitária Rio de Janeiro - RJ CEP Este exemplar é de propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que poderá incluí-lo em base de dados, armazenar em computador, microfilmar ou adotar qualquer forma de arquivamento. É permitida a menção, reprodução parcial ou integral e a transmissão entre bibliotecas deste trabalho, sem modificação de seu texto, em qualquer meio que esteja ou venha a ser fixado, para pesquisa acadêmica, comentários e citações, desde que sem finalidade comercial e que seja feita a referência bibliográfica completa. Os conceitos expressos neste trabalho são de responsabilidade do(s) autor(es). iii

4 AGRADECIMENTO Dedico este trabalho ao povo brasileiro que contribuiu de forma significativa para minha formação e estada nesta Universidade. Este projeto é uma pequena forma de retribuir o investimento e confiança em mim depositados. iv

5 RESUMO O processo de fechamento de uma chave seccionadora, apesar de ocorrer com pouca frequência em uma subestação de energia, pode causar sérios danos caso não seja realizado corretamente. A operação da chave em condições de falso fechamento pode danificar os contatos elétricos, o que leva à necessidade de troca de equipamentos e de interrupção do funcionamento de parte da subestação para a realização dos reparos. Atualmente, os técnicos fiam-se à inspeção visual para certificarem-se do efetivo fechamento da chave. A fim de suprir a falta de um sistema de monitoramento do fechamento de chaves seccionadoras, a concesionária brasileira de energia elétrica encomendou ao Laboratório de Instrumentação e Fotônica/UFRJ o projeto e desenvolvimento de um sistema que realizasse tal função, o que levou ao protótipo composto pelo hardware optoeletrônico e pelo software co-desenvolvido pelo autor apresentado no presente trabalho. Palavras-Chave: Chave seccionadora, monitoramento, fibra óptica. v

6 ABSTRACT The closure of a disconnect switch in an electrical substation, despite its low frequency, may result in major harms if not correctly performed. The operation of the disconnect switch under false closing may damage the electric contacts, which implies in the necessity of changing hardware, leading to interruption of the functioning of part of the substation for the realization of repairs. Currently the technicians use visual inspection to make sure the closure happened correctly. Due to the lack of systems to monitor the closure of disconnectors, the brazilian electrical company ordered to the Laboratório de Instrumentação e Fotônica/UFRJ the project and development of a system that filled this void, which led to the prototype composed of the optoelectronical hardware and software co-developed by the author presented in this work. Key-words: Disconnect switch, monitoring, optical fiber. vi

7 SIGLAS UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro SCADA - Supervisory Control and Data Acquisition HMI - Human Machine Interface RTU - Remote Terminal Unit UCD - Unidade de Controle de Dados SAGE - Sistema Aberto de Gerenciamento de Energia vii

8 Sumário 1 Introdução Justificativa Objetivos Fundamentos teóricos Fibra óptica Tipos de fibras ópticas Splitter Fotodetectores Switch óptico Chave seccionadora Estado da arte 14 4 Metodologia Hardware Hardware eletrônico Hardware optomecânico Software Teste & Resultados Conclusão Desenvolvimentos futuros Bibliografia 33 A Materiais utilizados 35 viii

9 Lista de Figuras 1.1 Diagrama de blocos do sistema A fibra óptica, extraído de [1] Fibra óptica multimodo, extraído de [2] Fibra óptica multimodo e monomodo Esquema de um splitter, extraído de [4] Junção PN e camada de depleção Switch com prisma, extraído de [5] Switch com motor de passo, extraído de [5] Polo de uma chave seccionadora Diagrama em blocos do sistema completo do sensor óptico de posição absoluta dos contatos de um seccionador de alta-tensão, extraído de [7] Esquema da arquitetura proposta para o monitoramento do fechamento da chave seccionadora, extraído de [8] Diagrama de blocos do protótipo Diagrama de pinos do LPS-830-FC da Thorlabs, onde o fotodiodo corresponde ao PD. Extraído de [13] Esquemático dos conversores DC-DC Esquemático do acionamento do laser e do condicionamento do sinal da referência Esquema do driver Amplificador inversor Esquemático do condicionamento do sinal proveniente do sensor optoeletrônico ix

10 4.8 Esquemático dos capacitores nas alimentações e dos conectores Layout da placa LIF Placa LIF montada Sensor optomecânico Refletividade de diferentes materiais Amortecedor de curso com parafuso de ajuste de curso Esboço da versão final do sensor optomecânico Desenho em corte do sensor optomecânico Interface com o usuário Diagrama em blocos do funcionamento do acionamento sequencial Trecho do arquivo de log no acionamento sequencial Interface com o usuário: acionamento assíncrono Integração do sistema para a realização do teste Curvas de abertura e fechamento do sensor optomecânico Sensor optomecânico fixada à chave seccionadora Curva de fechamento do sensor optomecânico, com intervalo de confiança de 5% A.1 Laser Thorlabs A.2 ProtoMat S42 LPKF A.3 Dispositivo de aquisição de sinais NI A.4 Switch 1x8-MM-A-D A.5 Sensor mecânico LIF/Coppe x

11 Lista de Tabelas 2.1 Principais parâmetros de fibras ópticas comerciais, extraído de [3] Modos de operação de um transistor BJT, adaptado de [14] xi

12 Capítulo 1 Introdução Sistemas SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) são utilizados para monitorar e controlar plantas e equipamentos em indústrias e sistemas de distribuição de energia. Um sistema central dotado de HMI s (Human Machine Interface) coleta os dados fornecidos pelos diversos RTU s (Remote Terminal Unit), a partir dos quais baseia seu processo de tomada de decisão. O controle central pode enviar comandos para os RTU s que suportam esse tipo de operação, ou simplesmente receber dados provenientes destes. As chaves seccionadoras, que são dispositivos mecânicos de manobra, são amplamente utilizadas em subestações de energia, realizando o chaveamento de circuitos. Na posição aberta asseguram uma distância de isolamento, abrindo o circuito, e na posição fechada asseguram a continuidade do caminho elétrico. Este trabalho corresponde ao estudo e desenvolvimento de um protótipo de um sistema optoeletrônico a ser utilizado em um sistema SCADA de uma subestação de energia, para monitoramento do fechamento de chaves seccionadoras. Esse sistema apenas enviará dados para o sistema central. O sistema do qual será construído o protótipo está representado na figura 1.1. Um switch óptico, com oito canais de saída, realizará o monitoramento de duas chaves seccionadoras, compostas, cada, por três fases e um sensor de abertura (este não é discutido neste trabalho). A cada fase será acoplado um sensor optomecânico, representado na figura por S n. Para a realização do monitoramento será utilizado um sinal óptico, obtido por meio de um laser. Em uma mesma placa de circuito impresso será feito o 1

13 Pátio da subestação SAGE CS 11 MMS S 1 IEC 61850/GOOSE UCD Switch óptico CS 12 S 2 Conversor... CS 24 Controlador S 8 Tratamento do sinal Laser Figura 1.1: Diagrama de blocos do sistema. acionamento deste e a recepção e tratamento dos sinais provenientes dos sensores optomecânicos e de abertura. Os sinais tratados serão enviados a um controlador, que maneja a multiplexação do switch, e depois serão enviados a um conversor. Este deverá transmitir os dados no protocolo IEC 61850/GOOSE para uma UCD (Unidade de Controle de Dados), que corresponde a uma RTU citada anteriormente. A UCD, por sua vez, recebe sinais de origens diversas e os repassa no protocolo MMS(Manufacturing Messaging Service) para o SAGE, sistema de controle central onde encontram-se as HMI s. 1.1 Justificativa As chaves seccionadoras, que operam na faixa de 230 kv, apesar de não estarem entre os componentes de maior custo de uma subestação, são de grande responsabilidade e podem dar origem a defeitos de grandes dimensões em situações operacionais, isto é, quando acionadas indevidamente ou energizadas em condições 2

14 de falso fechamento. Quando o fechamento não é realizado corretamente, ocorre um incremento da resistência no contato elétrico. Dada a ordem de grandeza da corrente que tipicamente circula por um chave seccionadora ( 3000 A), o aumento da energia térmica dissipada pode danificar os contatos ou até mesmo derretê-los em casos extremos. 1.2 Objetivos Esse projeto visa o desenvolvimento do protótipo de um sistema optoeletrônico e hardware. para monitorar o fechamento de uma chave seccionadora, com as seguintes características: Suportar as condições de operação agressivas (tensão, vibração, temperatura, oxidação, umidade etc) características do ambiente de uma subestação de energia; Indicação remota de fechamento efetivo da chave; Garantir isolamento apropriado entre a parte sensora em potencial nominal da chave e a parte de monitoramento em potencial terra; Custo compatível, ou seja, o custo desta tecnologia não deveria ultrapassar aproximadamente 5% do valor de uma chave seccionadora. Capaz de ser instalado em módulos antigos de chaves, e possibilidade de ser fabricado junto com chaves novas; Não interferir no funcionamento nem agregar risco elétrico à chave seccionadora. 3

15 Capítulo 2 Fundamentos teóricos Neste capítulo serão discutidos os equipamentos e conceitos necessários à compreensão do sistema de monitoramento de chaves seccionadoras que será apresentado. 2.1 Fibra óptica A fibra óptica guia um sinal óptico (luz) de um ponto para outro por meio de um caminho não necessariamente reto, sendo composta por dois materiais cristalinos e homogêneos, conforme mostrado na Figura 2.1: o material ocupando o centro é denominado núcleo (core) e o que o envolve é denominado casca (cladding). O sinal é confinado dentro da fibra por meio da reflexão total interna na interface entre a casca e o núcleo da fibra, fenômeno possibilitado pelo fato do índice de refração da casca ser menor que o do núcleo. O sinal óptico percorre a fibra por meio de sucessivas reflexões internas. O revestimento primário é um revestimento plástico de metacrilato de metila, que fornece proteção mecânica. As fibras ópticas podem ser de plástico ou sílica, com os materiais que compõem a casca e o núcleo podendo ser distintos. Entretanto, ambos apresentam baixa susceptibilidade eletromagnética, ou seja, sofrem baixa interferência mesmo submetidos a intensos campos eletromagnéticos. Dessa forma, fibras ópticas podem ser utilizadas em ambientes agressivos com altas tensões e correntes, como subestações de energia, sem que os sinais que transmitem sofram interferência eletromagnética significativa. 4

16 Figura 2.1: A fibra óptica, extraído de [1] Tipos de fibras ópticas Descreveremos as classificações mais usuais utilizadas para fibras ópticas Fibras ópticas multimodo e monomodo Fibras ópticas multimodo apresentam vários modos de propagação, ou seja, a fibra conduz os sinais que possua inclinação dentro do cone de aceitação (acceptance cone), conforme mostrado na Figura 2.2. Figura 2.2: Fibra óptica multimodo, extraído de [2]. À medida que diminuímos o diâmetro do núcleo e o ângulo do cone de aceitação, restringimos o número de modos de propagação aceitos pela fibra óptica. No limite, quando houver apenas um modo de propagação, tem-se uma fibra monomodo, conforme mostrado na Figura

17 Figura 2.3: Fibra óptica multimodo e monomodo. As fibras multimodo têm diâmetro de núcleo na faixa de 8 µm, enquanto fibras monomodo têm diâmetro na faixa de 8 µm. Comparativamente, fibras monomodo permitem uma maior taxa de transmissão e oferecem uma largura de banda superior às fibras multimodo, por apresentar menor dispersão do sinal. Estas são utilizadas para aplicações a menores distâncias. Entretanto, fibras monomodo exigem conectores mais precisos e o seu manejo é mais complexo Fibras ópticas plásticas e de sílica As fibras ópticas plásticas tem menor atenuação no espectro visível da luz, de 400 nm a 780 nm, enquanto as de sílica tem menor atenuação no infravermelho. As fibras plásticas apresentam menor custo de produção, o que possibilita aplicações de baixo custo, entretanto, sua atenuação no infravermelho chega a 200 db/km e sua temperatura máxima de operação não ultrapassa 100 C, enquanto fbras de silício podem atingir temperaturas até 1000 C. As principais grandezas associadas às fibras ópticas são mostradas na Tabela Splitter Um dos equipamentos utilizados para tratar sinais em fibras ópticas é o splitter, mostrado na Figura 2.4. Este divide o sinal proveniente em dois, com uma dada 6

18 Parâmetro Monomodo Multimodo Plástica Diâmetro do núcleo [µm] Diâmetro da casca [µm] Largura de faixa máxima [Gb Km ] 100 2,5 0,2 s Atenuação mínima [ db ] 0,25 0,5 50 Km Tabela 2.1: Principais parâmetros de fibras ópticas comerciais, extraído de [3]. razão de potência (90%-10%, 50%-50% etc). Pode ser utilizado, por exemplo, caso o sinal utilizado seja proveniente de um laser e seja necessário monitorar o nível de potência no qual está operando. Assim, parte do sinal por este gerado (canal 3, por exemplo), seria destinado unicamente à avaliação do seu nível de potência. Figura 2.4: Esquema de um splitter, extraído de [4]. 2.3 Fotodetectores Em sistemas que utilizam fibra óptica, os fotodiodos são os componentes mais apropriados e econômicos para atuarem como fotodetectores, ou seja, para detectarem o sinal óptico da fibra. Se uma junção PN polarizada reversamente (camada N com tensão superior à camada P) é iluminada (Vide Figura 2.5), ou seja, é exposta a um sinal óptico, os fótons quebram ligações covalentes, gerando pares elétron-lacuna na região de depleção. O campo elétrico deste, então, leva os elétrons para a região N e as lacunas para a região P, gerando uma corrente reversa na junção. Logo, converte luz em sinal elétrico. Fotodiodos são usualmente fabricados utilizando compostos de semiconduto- 7

19 Figura 2.5: Junção PN e camada de depleção. res, tais como o arsenieto de gálio (GaAs). Enquanto semicondutores elementares, tais como o silício, são compostos por elementos da coluna IV da tabela periódica, compostos semicondutores são formados pela combinação de elementos das colunas III e V, ou II e VI. 2.4 Switch óptico Os switch ópticos são equipamentos utilizados para realizar a multiplexação de uma sinal óptico, ou seja, oriundo de uma fibra óptica. Existem dois mecanismos principais de funcionamento desse tipo de equipamento: Switch óptico com prisma: a multiplexação é realizada colocando-se mecanicamente um prisma no caminho óptico, que desviará o sinal para o canal seguinte. A multiplexação para os demais canais é realizado acoplando-se prismas em série. Figura 2.6: Switch com prisma, extraído de [5]. Switch óptico com motor de passo: utiliza um motor de passo de precisão para realizar a multiplexação, alinhando o canal de entrada com o canal de saída selecionado. 8

20 Figura 2.7: Switch com motor de passo, extraído de [5]. Neste trabalho utiliza-se um switch óptico com motor de passo, modelo 1x8- MM-A-D ZG Technology, conforme mostrado no Apêndice A. 2.5 Chave seccionadora Esse equipamento de manobra conhecido durante décadas como chave seccionadora (CS), teve sua designação normalizada pela ABNT através da NBR 7571/85 e da NBR 6935/85, hoje substituída pela NBR IEC :2006 e foi renomeado como seccionador (ou secionador). Entretanto o nome chave seccionadora será aqui utilizado, pois este é o nome como é popularmente conhecido. Em inglês o nome técnico é disconnect switchs. A CS é um equipamento de manobra, ou seja, é um componente do sistema elétrico de potência que tem a função de estabelecer a união entre geradores, transformadores, consumidores e linhas de transmissão e separá-los ou seccioná-los de acordo com as exigências desse serviço. Na posição aberta asseguram uma distância de isolamento e na posição fechada mantêm a continuidade do circuito elétrico. A CS somente pode ser operada quando uma corrente desprezível estiver passando por ela e quando não houver variações significativas ou bruscas de tensão entre seus terminais. A expressão corrente de intensidade desprezível significa corrente tal como corrente capacitiva de buchas, barramentos, conexões, cabos muito curtos, correntes de impedâncias equalizadoras permanentemente ligadas ao disjuntor e correntes de transformadores de potencial e divisores de tensão. Para tensões nominais iguais ou menores que 460 kv, uma corrente não superior a 0,5 A é considerada como intensidade desprezível. 9

21 Principais constituintes da chave seccionadora Serão descritas a seguir as partes que compõem uma chave seccionadora, considerando os detalhes construtivos das tripolares, por constituírem a maioria. Esta é constituída por: Três polos (circuito principal, terminais, contato, etc. Na Figura 2.8, vemos um polo de um seccionador); Mecanismo de operação; Elemento de interligação dos polos e do mecanismo de operação; Acessórios. Polo É a parte da chave seccionadora, incluindo o circuito principal, isoladores e a base, associada exclusivamente a um caminho condutor eletricamente separado, excluindo todos os elementos que permitem a operação simultânea. Figura 2.8: Polo de uma chave seccionadora. Base É construída em aço laminado, galvanizado a quente, com perfis U, I, U dupla, treliça ou tubos de aço de parede reforçada. Uma outra solução ainda não utilizada no Brasil é a de se empregar perfis em liga de alumínio, que dispensam qualquer proteção contra atmosferas agressivas. Mancal Apesar dos seccionadores não serem operados frequentemente e sua velocidade e ângulo de giro serem pequenos, se forem analisadas as condições 10

22 normais de serviço, instalação ao tempo, impossibilidade de desmontagem periódica para manutenção, verifica-se que o mancal é um componente de extrema importância para o bom desempenho do seccionador. Sub-bases Destinam-se a elevar a altura da coluna isolante, equiparando-se com as outras. Além disso, tem a função de afastar o pedestal do último isolador de base para que não diminua a distância de arco da coluna isolante. Coluna isolante Parte fundamental na função isolante do seccionador, mantém a isolação entre a parte viva e a base do seccionador. Em um projeto do seccionador, o correto dimensionamento do isolador é fator preponderante na qualidade do produto final, devendo suportar os esforços dielétricos, os esforços mecânicos e não produzir níveis elevados de ruído. Lâmina principal É uma peça móvel, feita de tubo ou barra de material altamente condutor (cobre ou alumínio), que na posição fechada do seccionador conduz a corrente elétrica de um terminal a outro e na posição aberta assegura uma distância de isolamento. É a parte mais crítica da chave, pois além de reunir alta condutividade e boa rigidez mecânica, deve ser leve para permitir operação sem esforço demasiado. Contatos É o conjunto de duas ou mais peças condutoras de um seccionador destinadas a assegurar a continuidade do circuito quando se tocam, fechando ou abrindo esse circuito devido ao seu movimento relativo durante a operação da lâmina. É comum chamar-se de contato fixo a parte do contato que fica imóvel e rigidamente fixa aos terminais, e de contato móvel a parte que fica comumente nas extremidades da lâmina móvel. O contato fixo é normalmente feito por peças de cobre eletrolítico, chamados dedos de contato e sobre as quais são soldadas pastilhas de prata ou liga de prata. Os dedos dos contatos podem também ser prateados. O contato propriamente dito é então feito através das superfícies de prata ou sua liga. Existem também os contatos prata-cobre e cobre-cobre, este último em chaves de menor capacidade de condução de corrente. A pressão nos contatos é dada por molas de aço inox, bronze fosforoso ou cobre- 11

23 berílio. A utilização de um mesmo material nos contatos móvel e fixo pode ocasionar o fenômeno de soldagem de materiais similares submetidos à pressão (galling). É por isso que se costuma usar, por exemplo, liga Ag-Cd num dos contatos e liga Ag-Cu no outro contato (fixo e móvel) respectivamente. Mecanismo da lâmina É o conjunto que, recebendo o comando através da coluna isolante rotativa, opera a lâmina. Lâmina de terra Serve para aterrar a parte do circuito seccionado e desenergizado. A lâmina de terra possui um comando independente ao comando do seccionador, porém ambas devem estar intertravadas mecanicamente para evitar que esta seja fechada quando o seccionador estiver fechado e vice-versa. Terminal Parte condutora da chave seccionadora, destina a sua ligação elétrica a um circuito externo. Acessórios São peças ou conjuntos de peças que não fazem parte integrante do seccionador, mas que podem ser necessários em algumas condições específicas. Contatos de arco (chifres) convencionais: são utilizados para interromper pequenas correntes como, por exemplo, a corrente de magnetização do transformador. São duas hastes metálicas, uma fixa ao contato fixo e a outra à ponta da lâmina móvel, e são instaladas de tal modo que quando a lâmina começa a sair do contato fixo, o caminho da corrente fica estabelecido entre os chifres, evitando que o arco venha a queimar os contatos da chave. Conectores terminais: são os acessórios que interligam os barramentos ou cabos com os terminais do seccionador. Resistor de inserção: são diversos resistores montados dentro de uma bucha de porcelana hermeticamente fechada, onde a extremidade de cada resistor é ligada a um anel ou a uma pequena esfera. O conjunto é montado junto ao contato fixo de tal modo que quando a lâmina começa a abrir, os resistores vão gradativamente se inserindo no circuito, de modo que quando todos os resistores estiverem no circuito, a corrente estará limitada a um valor mínimo, podendo assim ser facilmente interrompida. 12

24 Intertravamento mecânico: é utilizado somente em seccionadores com lâmina de terra. Ele impede mecanicamente a operação da lâmina de terra quando o seccionador estiver fechado e vice-versa. Tubo de transmissão: tubo que está acoplado ao tubo de torque e que permite o movimento do motor para os tubos de acoplamento. Tubos de acoplamento: tubos que transmitem os movimentos de giro de uma fase para as demais. Caixa de engrenagens: estas caixas têm por função transmitir ou reduzir movimentos e fazer acoplamentos de eixos. 13

25 Capítulo 3 Estado da arte Uma das abordagens que podem ser adotadas na tentativa de resolver o problema do fechamento das chaves seccionadoras, ou seja, dar certeza necessária ao operador sobre o perfeito fechamento da chave, foca na análise espectral das correntes de acionamento dos motores que fecham e abrem as seccionadoras. Como a corrente de um motor é proporcional ao seu torque, analisando a corrente pode-se acompanhar o torque durante o fechamento. O torque deve ser maior no final do curso, pois é onde ocorre o contacto elétrico, quando os dois pólos se encontram e deve ocorrer a conexão mecânica. Entretanto, analisando-se o tamanho do motor de acionamento, pequeno em relação ao braço da chave (até dois metros), concluise que para se obter o torque necessário para efetuar a conexão mecânica dos dois pólos de uma chave deve-se usar uma grande relação de engrenagens entre o motor e o eixo da haste da chave. Assim, pequenas variações de torque no momento do fechamento serão igualmente divididas pela grande relação de engrenagens e consequentemente facilmente mascaradas dentro do ruído do sinal de corrente. Ou seja, a relação sinal/ruído mascara variações de torque que poderiam indicar um mal funcionamento da seccionadora. Uma pesquisa que analisa correntes dos motores foi efetuada pela Universidade Federal de Santa Catarina em cooperação com a concessionária Eletrobrás, gerando uma dissertação de mestrado [6]. O trabalho trata de analisar as correntes dos motores de acionamento para prever manutenções preventivas nas chaves seccionadoras utilizando uma técnica que o autor chama de análise da assinatura do valor eficaz. A conclusão da dissertação foi que o sistema desenvolvido poderia 14

26 ser usado nas manutenções de chaves seccionadoras das subestações, pois mostra uma simplicidade muito grande na análise e que muitas vezes foi possível observar defeitos à distância, que com certeza demorariam a serem evidenciados a partir dos procedimentos convencionais usados atualmente. Por outro lado, a pesquisa não menciona a capacidade de detecção de problemas de mal fechamento elétrico, já que este defeito não foi observado ou simulado. Figura 3.1: Diagrama em blocos do sistema completo do sensor óptico de posição absoluta dos contatos de um seccionador de alta-tensão, extraído de [7]. Outra tentativa de monitoração do fechamento é a de utilização de uma barreira óptica que detecta a passagem da haste da chave seccionadora por uma determinada posição no espaço é descrita em [7]. A tecnologia utilizada consiste de um sensor óptico remoto por propagação de luz em espaço livre, que teria como vantagens seu baixo custo, facilidade de instalação (tanto nas chaves novas quanto nas já em operação) e potencial rapidez no desenvolvimento. O sensor óptico seria capaz de detectar à distância, sem contato físico, o estado (aberto ou fechado) da chave seccionadora através do uso de luz laser retro-refletida, conforme esquematizado na Figura 3.1. O projeto é ambicioso, pois pretendia detectar a posição relativa entre os contatos fixo e móvel da chave seccionadora, na posição fechada, a uma distância de pelo menos 4 (quatro) metros, com precisão de 5 (cinco) mm, ainda que o conjunto se desloque lentamente em torno de sua posição de repouso, em qualquer direção, numa faixa de aproximadamente 10 cm. O sistema é composto de laser emissores de luz, espelhos fixos nas hastes móveis e nas hastes fixas, bem como detectores de luz localizado nos contatos elétricos. A literatura e a experiência nos indica que 15

27 espelhos e outros componentes ópticos, tais como, lentes, lasers e fotodetectores não devem ficar em ambiente aberto, sujeitos a chuvas, poeira, vento, vibração e todo tipo de condições adversas. O sistema, ainda que funcionando em laboratório, teria pouca eficiência de operar no ambiente agressivo de uma subestação. O trabalho designado em [8] utiliza como parâmetro para verificar o fechamento da chave seccionadora uma medida indireta da resistência elétrica do contato físico da chave seccionadora, obtida por meio do monitoramento da chave com sensores à fibra óptica. Utiliza-se um sensor óptico (bobinas atenuadoras de fibras ópticas) dentro do contato fixo da chave, contato este seccionado em duas partes, conforme esquematizado na Figura 3.2. A pressão exercida nas duas partes do contato fixo pelo braço móvel deforma a bobina atenuadora, de modo que se verifica uma perda de potência óptica no terminal receptor do sistema de sensoriamento. A partir desse valor estima-se a resistência do contato elétrico, e por fim, estima-se a qualidade do fechamento da chave seccionadora. Os autores apontam que os resultados obtidos em campo mostram que este sistema possui potencial para ser utilizado em larga escala. Figura 3.2: Esquema da arquitetura proposta para o monitoramento do fechamento da chave seccionadora, extraído de [8]. O trabalho designado em [9] utiliza um sistema de visão computacional que utiliza redes neurais do tipo SOM para verificar o fechamento das chaves seccionadoras. Os resultados dos testes de campo apresentaram uma eficiência de 100% do sistema na identificação dos estados aberto e fechado, apresentando redução no desempenho apenas na transição de estados, ou seja, em situações dinâmicas que não são relevantes para o estágio do protótipo apresentado. 16

28 Capítulo 4 Metodologia Esse trabalho descreve o desenvolvimento de um protótipo de bancada, que integra um dispositivo de aquisição de sinais conectado a um computador, um switch óptico, uma placa de acionamento de laser e de recepção e tratamento de sinal codesenvolvido pelo autor no Laboratório de Instrumentação e Fotônica/Coppe, e o sensor mecânico responsável pela interação com a chave seccionadora, dotado de superfície refletora que desliza à medida que a chave abre ou fecha. A simulação da abertura e fechamento da chave seccionadora foi feita por meio da fixação do sensor mecânico e de um micrômetro juntos à uma mesa óptica, sendo aberto ou fechado com passo de 0,1 mm. Uma vez o protótipo montado e integrado, foram realizados testes para se determinar os pontos de abertura e fechamento da chave seccionadora, para a identificação da necessidade de possíveis modificações visando à melhora na precisão da determinação desses pontos, guiando alterações no circuito de acionamento, recepção e tratamento, no software de controle do dispostivo de aquisição de sinais e no projeto do sensor optomecânico. Na figura 4.1, pode-se observar que será utilizado um sinal óptico para realizar o monitoramento do fechamento do sensor optomecânico, operado por meio de um micrômetro fixado a uma mesa óptica, obtido por meio de um laser. O laser utilizado no protótipo, o LPS-830-FC nm Thorlabs (vide Apêndice A), possui um fotodiodo embutido (Vide Figura 4.2), que permite o controle da referência do laser, ou seja, permite identificar se este está operando com a potência adequada. No protótipo este sinal é capturado como uma sinal de tensão 17

29 SO: Sensor Optomecânico Mancal SO Computador Ready Reset 1 300m... Software Cabo USB NI USB-6008 Bits de endereçamento Erro Switch óptico... 12V GND 8 Dado analógico (Referência) DB-15 Fibra óptica Splitter 50% 12V GND 50% Não utilizado 127V rms Fonte externa 12V GND Acionamento GND Fibra óptica Condicionamento do sinal LASER Dado analógico (Sensor) Condicionamento do sinal GND RECEPTOR Placa LIF Figura 4.1: Diagrama de blocos do protótipo. e exposto na interface com o usuário, de modo que este pode verificar a ocorrência de alguma defeito por meio da variação da tensão exposta. O sinal destinado ao sensor optomecânico, por sua vez, é enviado ao switch, passando por um splitter, sofre reflexão no espelho deslizante do sensor optomecânico, e retorna para um receptor. Este produz um sinal de corrente, que é em seguida transformado em sinal de tensão e amplificado. Os circuitos de acionamento do laser, tratamento da referência e recepção e condicionamento do sinal do sensor estão dispostos em uma placa de circuito impresso desenvolvida e manufaturada no laboratório. Os sinais capturados e tratados são enviados para uma placa de aquisição de 18

30 Figura 4.2: Diagrama de pinos do LPS-830-FC da Thorlabs, onde o fotodiodo corresponde ao PD. Extraído de [13]. sinais (NI USB-6008), que os exibe na interface com o usuário no computador. Essa placa é também responsável pelo controle da multiplexação dos canais no switch e tratamento dos sinais de READY, ERROR e RESET deste. Como este sistema se baseia em uma técnica de transdução que muda a intensidade do sinal óptico (superfície refletora deslizante do sensor optomecânico), pode ser classificado como um sensor de amplitude. Para uma descrição mais detalhada sobre essa classe de sensores sugere-se a consulta à referência [10]. O sistema é alimentado por uma fonte externa de 12 V, ligada à rede de energia, convertidas na placa LIF para 5 V e -5 V. Apesar da placa de aquisição de sinais disponibilizar saída de 5 V, não é capaz de alimentar todo o sistema, pois só o switch necessita de 500 ma de alimentação, enquanto a placa é capaz de fornecer 200 ma. 4.1 Hardware Nesta seção será descrito o desenvolvimento do hardware, dividido em hardware eletrônico (Placa LIF) e hardware optomecânico (Sensor optomecânico) Hardware eletrônico A placa LIF, conforme esquematizada na Figura 4.1, aciona o laser, e realiza a recepção e tratamento da referência do laser e do sinal proveniente do sensor optomecânico. O esquemático foi desenvolvido no software Eagle. O amplificador operacional escolhido para ser utilizado foi o OPA227, devido ao seu baixo ruído. Entretanto, 19

31 sua alimentação é simétrica, com valores +5V e -5V. Como havia disponível no laboratório apenas uma fonte de +12V, foram implementados dois conversores DC-DC. Na geração do -5 V foi utilizado o CI 063EC SDI e a montagem especificada em [11], e na geração do +5 V foi utilizado o LM7805 e a montagem especificada em [12], conforme mostra a Figura 4.3. Figura 4.3: Esquemático dos conversores DC-DC. O acionamento do laser requer um driver para o controle do seu ponto de operação, conforme mostrado na Figura 4.4. O transistor é polarizado na região ativa, modo de operação no qual a tensão base - emissor v BE é aproximadamente 0,7 V. Assim, o buffer é regulado de modo a garantir uma tensão de 2,62 V no base do transistor, que garante uma tensão em torno de 1,92 V no emissor. Conforme especificado em [13], este é o ponto de operação típico do laser, associado a uma corrente de 42,7 ma. Figura 4.4: Esquemático do acionamento do laser e do condicionamento do sinal da referência. 20

32 Modo de operação Junção Base-Emissor Junção Base-Coletor Corte Reversa Reversa Ativo Direta Reversa Saturação Direta Direta Tabela 4.1: Modos de operação de um transistor BJT, adaptado de [14]. Figura 4.5: Esquema do driver. Conforme mostrado na Tabela 4.1, no modo ativo a junção Base - Coletor deve ser reversa, ou seja, a tensão no coletor deve ser superior à tensão na base. Entretanto, para que o transistor efetivamente passe para o modo de saturação, a tensão na base deve superar a do coletor por pelo menos 0,4 V (a tensão na base mantém-se constante em 2,62 V). Como à medida que a corrente do coletor sobe, a tensão no coletor diminui, temos uma limitação na corrente que pode ser fornecida ao laser. Assim, a corrente máxima que o driver fornecer ao laser é dada por 12V (2, 62 0, 4)V 39Ω = 250mA (4.1) Como a corrente típica exigida pelo laser é de 42,7 ma, esse configuração do driver é capaz de alimentá-lo com grande folga. O laser utilizado (Thorlabs LPS-830, vide Apêndice A) possui um fotodi- 21

33 odo embutido, circulado em vermelho na representção esquemática do laser na Figura 4.4. A corrente de 42, 7mA gera um sinal de tensão de 22Ω 42, 7mA = 0, 94V na entrada do amplificador inversor. Este esquema de amplificador possui ganho dado por Figura 4.6: Amplificador inversor. V in R 1 = V out R 2 V out V in = R 2 R 1 (4.2) O amplificador não - inversor apresenta, então, ganho de 33kΩ 10kΩ = 3, 3. Assim, o sinal no conector referência laser, representado na Figura 4.8, é de 3, 3 0, 94 = 3, 1V. Este sinal é levado à placa de aquisição de sinais e tem seu valor exposto na interface com o usuário, permitindo identificar se o laser está operando no nível correto. O sinal proveniente do sensor optomecânico, por sua vez, passa por uma amplificador de transcondutância, a fim de converter o sinal de corrente em sinal de tensão, e em seguida passa por um amplificador não - inversor, conforme exposto na Figura 4.7. O sinal é levado à placa de aquisição de sinais e tem seu valor exposto na interface com o usuário. 22

34 Figura 4.7: Esquemático do condicionamento do sinal proveniente do sensor optoeletrônico. Quando o sensor optomecânico está fechado, ou seja, o sinal de retorno tem a sua maior intensidade, a corrente no receptor é de aproximadamente 48mA. Assim, a tensão na entrada do amplificador é -22Ω 48mA = 1, 05V. Assim, o sinal no conector sinal sensor, representado na Figura 4.8, após passar pelo amplificador não - inversor, é de 3, 3 1, 05V = 3, 5V. Por fim, conforme a Figura 4.8, foi utilizado um capacitor em cada alimentação dos amplificadores operacionais, a fim de diminuir o ripple, e foram colocados dois conectores, que permitem a alimentação da placa com +12V e o referencial terra e a saída dos sinais da referência do laser e da saída do sensor para o dispositivo de aquisição de sinais. Figura 4.8: Esquemático dos capacitores nas alimentações e dos conectores. Uma vez finalizado o esquemático, foi projetado o layout da placa LIF, ainda 23

35 no software Eagle, apresentado na Figura 4.9. Os trechos em vermelho representam ligac o es feitas utilizando fios jumper, dada a impossibilidade de trac ar todas as trilhas em uma mesma face da placa de cobre. Como sa o poucas ligac o es preferiu-se esta opc a o a uma placa dupla face. Figura 4.9: Layout da placa LIF. Uma vez o layout concluı do, a placa foi produzida utilizando-se a prototipadora ProtoMat S42 LPKF (vide Ape ndice A), disponı vel no laborato rio e, por fim, os componentes foram soldados manualmente, resultando na placa mostrada na Figura Figura 4.10: Placa LIF montada. 24

36 4.1.2 Hardware optomecânico O sensor optomecânico é formado por um espelho móvel que reflete a luz infravermelha proveniente da fibra óptica. O transdutor óptico é o conjunto de peças que contém o sensor e que tem como saída um cabo de fibra óptica. Figura 4.11: Sensor optomecânico. Na Figura 4.12 tem-se um gráfico onde se apresenta o percentual de reflexão de diferentes materiais. Note que para um comprimento de onda λ = 0, 827µm (comprimento de onda do laser Thorlabs LPS-830-FC, vide Apêndice A), o ouro, a prata e o cobre refletem próximo de 100% do sinal incidente. Testou-se, entretanto, três configurações em laboratório: aço inox polido com deposição de ouro, aço inox polido com deposição de prata e apenas aço inox polido, e esta última opção foi a que apresentou melhor refletividade, sendo assim, a opção adotada. Figura 4.12: Refletividade de diferentes materiais. Com a reflexão efetuada por contato frontal, deve-se controlar o curso máximo do espelho, a fim de não danificá-lo. Assim, quando o espelho e a fibra se tocarem, a mola começa a comprimir, impedindo uma força muito grande entre ambos. A Figura 4.13 mostra o amortecedor como um cilindro e pistão fixado em série com 25

37 Figura 4.13: Amortecedor de curso com parafuso de ajuste de curso. o sensor. Como o curso do contato da chave é de apenas 4 mm, nada pode ser desperdiçado. Assim, utiliza-se um parafuso de contato para aproximar o eixo do sensor no contato da chave seccionadora, eliminando qualquer folga, de modo que quando a chave estiver fechada, o espelho esteja junto à fibra óptica. Figura 4.14: Esboço da versão final do sensor optomecânico. O esboço da versão final do sensor optomecânico é mostrado na Figura Note as duas molas, uma dentro do amortecedor e outra em volta do sensor. Esta é mais fraca que a outra, de modo que é a primeira a ser comprimida. Quando o espelho toca a ponta da fibra, a mola dentro do amortecedor começa a comprimir até o fim do curso do contato da chave seccionadora. Essa abordagem evita que um movimento do contato da chave seccionadora maior do que o curso do sensor 26

38 produza esforço adicional no espelho. Figura 4.15: Desenho em corte do sensor optomecânico. 4.2 Software O código foi desenvolvido utilizando o software LabWindows/CVI 2010, que é um ambiente de desenvolvimento integrado para a linguagem C que permite a concepção de aplicações de instrumentação virtual. Seu objetivo é controlar o switch óptico e receber os sinais provenientes da placa LIF por meio do dispositivo de aquisição de sinais, realizar o logging dos sinais recebidos e construir uma interface com o usuário que os expõe. Figura 4.16: Interface com o usuário. Na Figura 4.16, percebe-se que o sistema final fará o monitoramento de duas chaves seccionadoras, cada uma composta por três fases(chave A, chave B e chave C) e um sensor de abertura(não apresentado nesse trabalho). Cada uma desses campos corresponde a uma das oito saídas do switch óptico 1x8-MM-A-D ZG. 27

39 No acionamento sequencial, o código executa iterativamente 4 passos, para cada uma das saídas do switch, como pode-se observar na Figura Ao final da execução desses quatro passos para uma das saídas, uma nova saída do switch é selecionada. O comando para a finalização da execução é dado de maneira assíncrona pelo usuário, pressionando o botão PARAR, que substitui o botão INICIAR após o início da varredura. Figura 4.17: Diagrama em blocos do funcionamento do acionamento sequencial. Existem três sinais específicos para o funcionamento do switch que são tratados pelo programa: Sinal READY Ao ser acionado, o switch indica que a multiplexação foi realizada corretamente por meio do sinal READY. Esse sinal foi incorporado ao programa, e conforme podemos observar na Figura 4.17, a leitura da tensão não é realizada até que TRUE seja retornado. Sinal ERROR Quando há algum erro na operação do switch, este emite um sinal de erro. Ao recebê-lo, o software interrompe imediatamente a execução, indicando a interrupção por meio de um LED na interface com o usuário. Ainda não foi introduzido um tratamento do erro, de modo que o programa deve ser reiniciado para que volte a funcionar. Sinal RESET Ao acionarmos o reset do switch, este não envia o sinal para ne- 28

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GMI 31 14 a 17 Outubro de 2007 Rio de Janeiro - RJ GRUPO XII GRUPO DE ESTUDO DE ASPECTOS TÉCNICOS E GERENCIAIS DE MANUTENÇÃO EM INSTALAÇÕES

Leia mais

1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos

1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1 Fibra Óptica e Sistemas de transmissão ópticos 1.1 Introdução Consiste em um guia de onda cilíndrico, conforme ilustra a Figura 1, formado por núcleo de material dielétrico (em geral vidro de alta pureza),

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS O diodo de junção possui duas regiões de materiais semicondutores dos tipos N e P. Esse dispositivo é amplamente aplicado em circuitos chaveados, como, por exemplo, fontes de

Leia mais

SENSOR DE VELOCIDADE Hudson Pinheiro de Andrade

SENSOR DE VELOCIDADE Hudson Pinheiro de Andrade UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA INSTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA PROFESSOR: LUCIANO CAVALCANTI SENSOR DE VELOCIDADE Hudson Pinheiro de Andrade

Leia mais

Cabeamento Óptico 14/03/2014. Vantagens de utilização. Noções Ópticas. Vantagens de utilização. Sistema de comunicação Fibra. Funcionamento da Fibra

Cabeamento Óptico 14/03/2014. Vantagens de utilização. Noções Ópticas. Vantagens de utilização. Sistema de comunicação Fibra. Funcionamento da Fibra Cabeamento Óptico Fundamentos de Redes de Computadores Prof. Marcel Santos Silva Vantagens de utilização Total imunidade às interferências eletromagnéticas; Dimensões reduzidas; Maior segurança no tráfego

Leia mais

Sistema de comunicação óptica. Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte

Sistema de comunicação óptica. Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte Sistema de comunicação óptica Keylly Eyglys Orientador: Adrião Duarte História A utilização de transmissão de informação através de sinais luminosos datam de épocas muito remotas. Acredita-se que os gregos

Leia mais

1. Descrição do Produto

1. Descrição do Produto 1. Descrição do Produto Os repetidores óticos FOCOS/PROFIBUS AL-2431 e AL-2432 destinam-se a interligação de quaisquer dispositivos PROFIBUS, assegurando altíssima imunidade a ruídos através do uso de

Leia mais

CIRCUITO PARA MEDIÇÃO DE CORRENTES ELEVADAS

CIRCUITO PARA MEDIÇÃO DE CORRENTES ELEVADAS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA DISCIPLINA: INSTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA PROFESSOR: LUCIANO FONTES CAVALCANTI CIRCUITO PARA MEDIÇÃO DE

Leia mais

Modulador e demodulador PWM

Modulador e demodulador PWM Modulador e demodulador PWM 2 ATENÇÃO O autor não se responsabiliza pelo uso indevido das informações aqui apresentadas. Danos causados a qualquer equipamento utilizado juntamente com os circuitos aqui

Leia mais

Fundamentos de Automação. Sensores 17/03/2015. Sensores. Sensores Analógicos e Sensores Digitais. Sensores Analógicos e Sensores Digitais

Fundamentos de Automação. Sensores 17/03/2015. Sensores. Sensores Analógicos e Sensores Digitais. Sensores Analógicos e Sensores Digitais Ministério da educação - MEC Secretaria de Educação Profissional e Técnica SETEC Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Campus Rio Grande Fundamentos de Automação Sensores

Leia mais

DIODO SEMICONDUTOR. Conceitos Básicos. Prof. Marcelo Wendling Ago/2011

DIODO SEMICONDUTOR. Conceitos Básicos. Prof. Marcelo Wendling Ago/2011 DIODO SEMICONDUTOR Prof. Marcelo Wendling Ago/2011 Conceitos Básicos O diodo semicondutor é um componente que pode comportar-se como condutor ou isolante elétrico, dependendo da forma como a tensão é aplicada

Leia mais

eletroeletrônica II Na linha de produção de uma empresa há Blocos eletrônicos

eletroeletrônica II Na linha de produção de uma empresa há Blocos eletrônicos A UU L AL A Manutenção eletroeletrônica II Na linha de produção de uma empresa há uma máquina muito sofisticada. Certo dia essa máquina apresentou um defeito e parou. Imediatamente foi acionada a equipe

Leia mais

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-5.0A

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-5.0A MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-5.0A V01R12 Atenção: - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Akiyama Tecnologia se reserva no direito de fazer alterações sem aviso

Leia mais

Figura 8.1 Representação esquemática de um transformador.

Figura 8.1 Representação esquemática de um transformador. CAPÍTULO 8 TRANSFORMADORES ELÉTRICOS 8.1 CONCEITO O transformador, representado esquematicamente na Figura 8.1, é um aparelho estático que transporta energia elétrica, por indução eletromagnética, do primário

Leia mais

INSTITUTO LABORO ESCOLA TECNICA

INSTITUTO LABORO ESCOLA TECNICA INSTITUTO LABORO ESCOLA TECNICA PESQUISA CABO COAXIAIS ASPECTOS TECNICOS FIBRA OPTICA SISTEMA TIPICO DE COMUNICAÇÃO PTICA ESTRUTURA DE UMA FIBRA OPTICA TIPOS DE FIBRA OPTICA Por Ítalo da Silva Rodrigues

Leia mais

Aula V Medição de Variáveis Mecânicas

Aula V Medição de Variáveis Mecânicas Aula V Medição de Variáveis Mecânicas Universidade Federal da Bahia Escola Politécnica Disciplina: Instrumentação e Automação Industrial I(ENGF99) Professor: Eduardo Simas(eduardo.simas@ufba.br) Sensores

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Infraestrutura de Redes de Computadores - 1º período Professor: José Maurício S. Pinheiro AULA 03 Cabeamento

Leia mais

Instituição Escola Técnica Sandra Silva. Direção Sandra Silva. Título do Trabalho Fonte de Alimentação. Áreas Eletrônica

Instituição Escola Técnica Sandra Silva. Direção Sandra Silva. Título do Trabalho Fonte de Alimentação. Áreas Eletrônica Instituição Escola Técnica Sandra Silva Direção Sandra Silva Título do Trabalho Fonte de Alimentação Áreas Eletrônica Coordenador Geral Carlos Augusto Gomes Neves Professores Orientadores Chrystian Pereira

Leia mais

ANSI - 23 26 45 49 49I 62 74 77 94

ANSI - 23 26 45 49 49I 62 74 77 94 ELECTRON TECNOLOGIA DIGITAL LTDA Página 1/7 INTRODUÇÃO O Monitor de Temperatura MASTERTEMP foi desenvolvido para monitorar a temperatura de óleo e enrolamento, comandar a ventilação e proteger transformadores

Leia mais

Monitor de Temperatura Digital para transformadores MONITEMP PLUS

Monitor de Temperatura Digital para transformadores MONITEMP PLUS ELECTRON TECNOLOGIA DIGITAL LTDA Página 1/6 INTRODUÇÃO O Monitor de Temperatura MoniTemp Plus foi desenvolvido para monitorar a temperatura de óleo e enrolamento, comandar a ventilação e proteger transformadores

Leia mais

MANUAL. - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio.

MANUAL. - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio. 1 P/N: AKDMP16-4.2A DRIVER PARA MOTOR DE PASSO MANUAL ATENÇÃO: - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio.

Leia mais

Meios de Transmissão. Conceito. Importância. É a conexão física entre as estações da rede. Influência diretamente no custo das interfaces com a rede.

Meios de Transmissão. Conceito. Importância. É a conexão física entre as estações da rede. Influência diretamente no custo das interfaces com a rede. Meios de Transmissão Conceito Importância É a conexão física entre as estações da rede. Influência diretamente no custo das interfaces com a rede. Meios de Transmissão Qualquer meio físico capaz de transportar

Leia mais

LABORATÓRIO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS Guia de Experimentos

LABORATÓRIO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS Guia de Experimentos UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE ENGENHARIA ELÉTRICA E INFORMÁTICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA LABORATÓRIO DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS Experimento 5 Transistor MOSFET LABORATÓRIO

Leia mais

IFRS Campus POA. Elétrica Aplicada Turma Redes II Noite. Prof. Sergio Mittmann. Grupo : Nilo Cesar Ferreira Alvira. Caroline Silva Tolfo

IFRS Campus POA. Elétrica Aplicada Turma Redes II Noite. Prof. Sergio Mittmann. Grupo : Nilo Cesar Ferreira Alvira. Caroline Silva Tolfo IFRS Campus POA Elétrica Aplicada Turma Redes II Noite Prof. Sergio Mittmann Grupo : Nilo Cesar Ferreira Alvira Caroline Silva Tolfo Claudia Silva Machado Marcelo Lucas A Fibra Óptica é um filamento extremamente

Leia mais

Cabeamento Estruturado

Cabeamento Estruturado Cabeamento Estruturado Infra-estrutura de cabeamento metálico ou óptico, capaz de atender a diversas aplicações proporcionando flexibilidade de layout, facilidade de gerenciamento, administração e manutenção

Leia mais

Mód. 32 SD Relé NA - "Check Before Operate"

Mód. 32 SD Relé NA - Check Before Operate 1. Descrição do Produto O módulo AL-3202 é uma interface de saída digital, de 32 pontos, a relé, microprocessada, cuja principal característica é implementar a operação com "check before operate", sendo

Leia mais

Monitor de Temperatura MONITEMP

Monitor de Temperatura MONITEMP ELECTRON TECNOLOGIA DIGITAL LTDA Página 1/5 INTRODUÇÃO O Monitor de Temperatura MoniTemp foi desenvolvido para supervisionar até 3 (três) canais de temperatura simultaneamente, ele é utilizado para proteger

Leia mais

Prof. Antonio Carlos Santos. Aula 7: Polarização de Transistores

Prof. Antonio Carlos Santos. Aula 7: Polarização de Transistores IF-UFRJ Elementos de Eletrônica Analógica Prof. Antonio Carlos Santos Mestrado Profissional em Ensino de Física Aula 7: Polarização de Transistores Este material foi baseado em livros e manuais existentes

Leia mais

RELÉS CONTATORES - BOTOEIRAS

RELÉS CONTATORES - BOTOEIRAS RELÉS CONTATORES - BOTOEIRAS Análise de Circuitos Contatores/Relés Aula 02 Prof. Luiz Fernando Laguardia Campos 3 Modulo Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina Cora Coralina Sobrecarga

Leia mais

Teoria das Descargas Parciais

Teoria das Descargas Parciais Teoria das Descargas Parciais Quando uma tensão é aplicada aos terminais de um equipamento elétrico que possui isolamento elétrico (dielétricos - ar, SF 6, óleo isolante, fenolite, resinas, vidros, etc.)

Leia mais

Sensores Digitais. Prof. Ms. Marco Antonio Baptista de Sousa

Sensores Digitais. Prof. Ms. Marco Antonio Baptista de Sousa Sensores Digitais Prof. Ms. Marco Antonio Baptista de Sousa Apresentação Em função dos novos métodos de fabricação, onde sofisticados comando de processos de automação e robotização de máquinas industriais

Leia mais

Experiência 06 Resistores e Propriedades dos Semicondutores

Experiência 06 Resistores e Propriedades dos Semicondutores Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Engenharia Elétrica Laboratório de Materiais Elétricos EEL 7051 Professor Clóvis Antônio Petry Experiência 06 Resistores e Propriedades dos Semicondutores

Leia mais

UNIDADE DE SAÍDA ESTENDIDA ÓPTICA ELO.2148/O MANUAL DO USUÁRIO. Junho de 2005. ELO Sistemas Eletrônicos S.A. 5045840068-B

UNIDADE DE SAÍDA ESTENDIDA ÓPTICA ELO.2148/O MANUAL DO USUÁRIO. Junho de 2005. ELO Sistemas Eletrônicos S.A. 5045840068-B UNIDADE DE SAÍDA ESTENDIDA ÓPTICA ELO.2148/O MANUAL DO USUÁRIO Junho de 2005 ELO Sistemas Eletrônicos S.A. 5045840068-B Índice Índice... i Introdução...1-1 Conteúdo Deste Manual...1-1 Onde Obter Mais

Leia mais

Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com

Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com Fundamentos em Sistemas de Computação Davidson Rodrigo Boccardo flitzdavidson@gmail.com Camada Física Primeira cada do modelo OSI (Camada 1) Função? Processar fluxo de dados da camada 2 (frames) em sinais

Leia mais

Electron do Brasil. Tecnologia ao seu alcance. Tecnologia Digital. www.electrondobrasil.com. Catálogo Monitemp - rev3. Qualidade Comprovada!

Electron do Brasil. Tecnologia ao seu alcance. Tecnologia Digital. www.electrondobrasil.com. Catálogo Monitemp - rev3. Qualidade Comprovada! Electron do Brasil Tecnologia Digital Qualidade Comprovada! Ensaios de Tipo Realizados Tecnologia ao seu alcance Catálogo Monitemp - rev3 Produtos Certificados! www.electrondobrasil.com O Monitor de Temperatura

Leia mais

Projeto de um Controlador de Temperatura Proporcional, Analógico, com Sensor de Temperatura Usando Transistor Bipolar

Projeto de um Controlador de Temperatura Proporcional, Analógico, com Sensor de Temperatura Usando Transistor Bipolar Projeto de um Controlador de Temperatura Proporcional, Analógico, com Sensor de Temperatura Usando Transistor Bipolar Introdução O objetivo deste Laboratório de EE-641 é proporcionar ao aluno um ambiente

Leia mais

Tutorial de Eletrônica Aplicações com 555 v2010.05

Tutorial de Eletrônica Aplicações com 555 v2010.05 Tutorial de Eletrônica Aplicações com 555 v2010.05 Linha de Equipamentos MEC Desenvolvidos por: Maxwell Bohr Instrumentação Eletrônica Ltda. Rua Porto Alegre, 212 Londrina PR Brasil http://www.maxwellbohr.com.br

Leia mais

CIRCUITO DE POTÊNCIA. Chaves com comando a distância

CIRCUITO DE POTÊNCIA. Chaves com comando a distância ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PEA Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas Eletrotécnica Geral DISPOSITIVOS DE COMANDO Índice 1 Objetivo... 1 2... 1 2.1 Generalidades......

Leia mais

Circuitos de Comando para MOSFETs e IGBTs de Potência

Circuitos de Comando para MOSFETs e IGBTs de Potência Universidade Federal do Ceará PET Engenharia Elétrica Fortaleza CE, Brasil, Abril, 2013 Universidade Federal do Ceará Departamento de Engenharia Elétrica PET Engenharia Elétrica UFC Circuitos de Comando

Leia mais

Motores I Automação I Energia I Transmissão & Distribuição I Tintas. CANespecial 1 SCA06. Manual do Usuário

Motores I Automação I Energia I Transmissão & Distribuição I Tintas. CANespecial 1 SCA06. Manual do Usuário Motores I Automação I Energia I Transmissão & Distribuição I Tintas CANespecial 1 SCA06 Manual do Usuário Manual do Usuário CANespecial 1 Série: SCA06 Idioma: Português N º do Documento: 10002922105 /

Leia mais

Bloco 3 do Projeto: Comparador com Histerese para Circuito PWM

Bloco 3 do Projeto: Comparador com Histerese para Circuito PWM Bloco 3 do Projeto: Comparador com Histerese para Circuito PWM O circuito de um PWM Pulse Width Modulator, gera um trem de pulsos, de amplitude constante, com largura proporcional a um sinal de entrada,

Leia mais

LABORATÓRIO 3 PROPAGAÇÃO EM FIBRAS ÓPTICAS

LABORATÓRIO 3 PROPAGAÇÃO EM FIBRAS ÓPTICAS LABORATÓRIO 3 PROPAGAÇÃO EM FIBRAS ÓPTICAS 1. RESUMO Determinação da dependência espectral da atenuação numa fibra óptica de plástico. Verificação do valor da abertura numérica da fibra. 2. INTRODUÇÃO

Leia mais

Roteiro elaborado com base na documentação que acompanha o conjunto por: Osvaldo Guimarães PUC-SP

Roteiro elaborado com base na documentação que acompanha o conjunto por: Osvaldo Guimarães PUC-SP 1 Roteiro elaborado com base na documentação que acompanha o conjunto por: Osvaldo Guimarães PUC-SP Alguns experimentos de óptica básica Este item é composto por um conjunto de peças avulsas que permitem

Leia mais

Módulo FGM721. Controlador P7C - HI Tecnologia

Módulo FGM721. Controlador P7C - HI Tecnologia Automação Industrial Módulo Controlador P7C - HI Tecnologia 7C O conteúdo deste documento é parte do Manual do Usuário do controlador P7C da HI tecnologia (PMU10700100). A lista de verbetes consta na versão

Leia mais

AUTOMATION. Soluções em sensoriamento industrial. Sensores fotoelétricos e laser, digitais e analógicos

AUTOMATION. Soluções em sensoriamento industrial. Sensores fotoelétricos e laser, digitais e analógicos Sensores fotoelétricos e laser, digitais e analógicos Sensores Indutivos, capacitivos e ultrassônicos Sistemas de medição laser e visão industrial Cabos e conectores de campo AUTOMATION. Soluções em sensoriamento

Leia mais

Equipamentos Elétricos e Eletrônicos de Potência Ltda.

Equipamentos Elétricos e Eletrônicos de Potência Ltda. Equipamentos Elétricos e Eletrônicos de Potência Ltda. Confiança e economia na qualidade da energia. Recomendações para a aplicação de capacitores em sistemas de potência Antes de iniciar a instalação,

Leia mais

O USO DE UM SENSOR DE LUZ LINEAR COMO RECURSO DIDÁTICO PARA DEMONSTRAR PRINCÍPIOS DE DIFRAÇÃO E ESPECTROSCOPIA

O USO DE UM SENSOR DE LUZ LINEAR COMO RECURSO DIDÁTICO PARA DEMONSTRAR PRINCÍPIOS DE DIFRAÇÃO E ESPECTROSCOPIA Quim. Nova, Vol. 38, No. 3, S1-S6, 2015 O USO DE UM SENSOR DE LUZ LINEAR COMO RECURSO DIDÁTICO PARA DEMONSTRAR PRINCÍPIOS DE DIFRAÇÃO E ESPECTROSCOPIA Fernando Arruda Mendes de Oliveira a,b, Eduardo Ribeiro

Leia mais

Diodo semicondutor. Índice. Comportamento em circuitos

Diodo semicondutor. Índice. Comportamento em circuitos semicondutor Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (Redirecionado de ) [1][2] semicondutor é um dispositivo ou componente eletrônico composto de cristal semicondutor de silício ou germânio numa película

Leia mais

Curso Técnico Integrado em Manutenção e Suporte em Informática

Curso Técnico Integrado em Manutenção e Suporte em Informática Curso Técnico Integrado em Manutenção e Suporte em Informática Disciplina: Infraestrutura de Redes de Computadores 04. Meios Físicos de Transmissão Prof. Ronaldo Introdução n

Leia mais

5 Utilização de grafeno em domínio óptico

5 Utilização de grafeno em domínio óptico 84 5 Utilização de grafeno em domínio óptico 5.1 Introdução O presente capítulo descreve como o grafeno interage com o meio optico e destaca os procedimentos realizados para a introdução de grafeno em

Leia mais

Meios de transmissão. Professor Leonardo Larback

Meios de transmissão. Professor Leonardo Larback Meios de transmissão Professor Leonardo Larback Meios de transmissão Na comunicação de dados são usados muitos tipos diferentes de meios de transmissão. A escolha correta dos meios de transmissão no projeto

Leia mais

09/08/2015 DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE REDES DE COMPUTADORES. Tecnologia em Jogos Digitais. Mídias (meios) de transmissão

09/08/2015 DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE REDES DE COMPUTADORES. Tecnologia em Jogos Digitais. Mídias (meios) de transmissão Tecnologia em Jogos Digitais Mídias (meios) de transmissão DISCIPLINA: TECNOLOGIA DE REDES DE COMPUTADORES Mídias físicas: composta pelo cabeamento e outros elementos componentes utilizados na montagem

Leia mais

TEMA DA AULA PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA

TEMA DA AULA PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA TEMA DA AULA TRANSFORMADORES DE INSTRUMENTOS PROFESSOR: RONIMACK TRAJANO DE SOUZA MEDIÇÃO DE GRANDEZAS ELÉTRICAS Por que medir grandezas elétricas? Quais grandezas elétricas precisamos medir? Como medir

Leia mais

História da Fibra Óptica

História da Fibra Óptica História da Fibra Óptica Em 1870, o físico inglês Jonh Tyndall, demonstrou o princípio de guiamento da luz através de uma experiência muito simples, utilizando um recipiente furado com água, um balde e

Leia mais

Controle universal para motor de passo

Controle universal para motor de passo Controle universal para motor de passo No projeto de automatismos industriais, robótica ou ainda com finalidades didáticas, um controle de motor de passo é um ponto crítico que deve ser enfrentado pelo

Leia mais

DIRETORIA DE OPERAÇÃO - DO

DIRETORIA DE OPERAÇÃO - DO ANEXO II ESPECIFICAÇÕES PARA UCD / CONCENTRADOR DE DADOS A2. Unidade Controle Digital Remota / Concentrador de Dados 2.1. Introdução Esta seção tem a finalidade de especificar tecnicamente a Unidade de

Leia mais

XIX Congresso Nacional de Estudantes de Engenharia Mecânica - 13 a 17/08/2012 São Carlos-SP Artigo CREEM2012 SENSOR DE TEMPERATURA WIRELESS

XIX Congresso Nacional de Estudantes de Engenharia Mecânica - 13 a 17/08/2012 São Carlos-SP Artigo CREEM2012 SENSOR DE TEMPERATURA WIRELESS XIX Congresso Nacional de Estudantes de Engenharia Mecânica - 13 a 17/08/2012 São Carlos-SP Artigo CREEM2012 SENSOR DE TEMPERATURA WIRELESS Antonio Carlos Lemos Júnior, Ednaldo Lopes Rosa e Leandro Aureliano

Leia mais

Controle remoto por Bluetooth

Controle remoto por Bluetooth Controle remoto por Bluetooth Introdução Esse tutorial tem como objetivo, facilitar a montagem do controle e drive de potência voltado a modalidades que necessitam de controle remoto, seja robô sumo de

Leia mais

AULA 02 REVISÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS TRANSFORMADORES DE MEDIDAS DISJUNTORES DE POTÊNCIA

AULA 02 REVISÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS TRANSFORMADORES DE MEDIDAS DISJUNTORES DE POTÊNCIA AULA 02 REVISÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS TRANSFORMADORES DE MEDIDAS DISJUNTORES DE POTÊNCIA ENE095 Proteção de Sistemas Elétricos de Potência Prof. Luís Henrique Lopes Lima 1 TRANSFORMADORES DE MEDIDAS

Leia mais

Medições com strain gage

Medições com strain gage Medições com strain gage Renan Azevedo Engenheiro de Produto, DAQ & Teste NI Henrique Sanches Marketing Técnico, LabVIEW NI Pontos principais Conceitos básicos de strain gage Conceitos básicos das medições

Leia mais

ni.com Série de conceitos básicos de medições com sensores

ni.com Série de conceitos básicos de medições com sensores Série de conceitos básicos de medições com sensores Medições de temperatura Renan Azevedo Engenheiro de Produto, DAQ & Teste NI Henrique Sanches Marketing Técnico, LabVIEW NI Pontos principais Diferentes

Leia mais

Automação industrial Sensores

Automação industrial Sensores Automação industrial Sensores Análise de Circuitos Sensores Aula 01 Prof. Luiz Fernando Laguardia Campos 3 Modulo Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina Cora Coralina O que são sensores?

Leia mais

PAINEL DE ACESSO FRONTAL CATEGORIA 5 ENHANCED

PAINEL DE ACESSO FRONTAL CATEGORIA 5 ENHANCED PAINEL DE ACESSO FRONTAL CATEGORIA 5 ENHANCED Aplicações imagens, segundo requisitos da norma ANSI/TIA/EIA-568A, uso interno, para cabeamento horizontal ou secundário, em salas de telecomunicações (cross-connect)

Leia mais

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-3.5A

MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-3.5A MANUAL DRIVE PARA MOTOR DE PASSO MODELO AKDMP5-3.5A V01R12 Atenção: - Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. - A Akiyama Tecnologia se reserva no direito de fazer alterações sem aviso

Leia mais

MANUAL DE INSTRUÇÕES

MANUAL DE INSTRUÇÕES MANUAL DE INSTRUÇÕES E CERTIFICADO DE GARANTIA 1 2 INTRODUÇÃO Obrigado por adquirir nosso produto e confiar na marca BOOG. Esteja certo de que você acaba de adquirir um produto de eficiente desempenho,

Leia mais

SUPLEMENTO Nº 03. 1. Com referência ao Pregão Eletrônico PE.GCM.A.00175.2013, informamos que este Suplemento visa alterar:

SUPLEMENTO Nº 03. 1. Com referência ao Pregão Eletrônico PE.GCM.A.00175.2013, informamos que este Suplemento visa alterar: PE.GCM.A.0075.203 /6 SUPLEMENTO Nº 03. Com referência ao Pregão Eletrônico PE.GCM.A.0075.203, informamos que este Suplemento visa alterar:.. Edital, Seção V, Anexo II, Formulário 02 Acessórios e Ferramentas

Leia mais

MAF 1292. Eletricidade e Eletrônica

MAF 1292. Eletricidade e Eletrônica PONTIFÍCIA UNIERIDADE CATÓICA DE GOIÁ DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E FÍICA Professor: Renato Medeiros MAF 1292 Eletricidade e Eletrônica NOTA DE AUA II Goiânia 2014 Diodos Retificadores Aqui trataremos dos

Leia mais

MANUAL. Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio.

MANUAL. Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio. 1 P/N: AKDMP5-1.7A DRIVER PARA MOTOR DE PASSO MANUAL ATENÇÃO Leia cuidadosamente este manual antes de ligar o Driver. A Neoyama Automação se reserva no direito de fazer alterações sem aviso prévio. 2 SUMÁRIO

Leia mais

VEÍCULO BV 1. Figura 01 BV 1 construído com material de baixo custo

VEÍCULO BV 1. Figura 01 BV 1 construído com material de baixo custo VEÍCULO BV 1 Resumo Este trabalho apresenta um tutorial ("How To") para a construção de um robô simples controlado por um PC através da porta paralela. A construção deste robô tem como objetivo introduzir

Leia mais

S i s t e m a s d e E n e r g i a

S i s t e m a s d e E n e r g i a S i s t e m a s d e E n e r g i a c a t á l o g o d e p r o d u t o s 2 0 1 0 A Analo oferece soluções completas, software e equipamentos para: Supervisão Telemedição Comunicação de dados Supervisão A

Leia mais

http://www.sabereletronica.com.br/secoes/leitura/1569/imprimir:yes Imprimir

http://www.sabereletronica.com.br/secoes/leitura/1569/imprimir:yes Imprimir 1 de 12 28/02/2011 16:11 Imprimir PRODUTOS / Sensores 05/04/2010 16:50:05 Curso sobre Sensores Veja na primeira parte deste artigo a abordagem dos principais sensores utilizados na indústria, e como eles

Leia mais

SENSORES INDUSTRIAIS. Prof. Jeferson L. Curzel 2013/01

SENSORES INDUSTRIAIS. Prof. Jeferson L. Curzel 2013/01 SENSORES INDUSTRIAIS Prof. Jeferson L. Curzel 2013/01 Tópicos 1. Chaves fim de curso 2. Sensores de proximidade indutivos 3. Sensores de proximidade capacitivos 4. Sensores fotoelétricos 5. Seleção de

Leia mais

Fonte de alimentação com duas saídas e proteção

Fonte de alimentação com duas saídas e proteção Fonte de alimentação com duas saídas e proteção Elias Bernabé Turchiello Técnico responsável Este manual se destina unicamente a orientar o montador interessado neste projeto, portanto não se encontram

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA DESENVOLVIMENTO DE UM PAR DE LUVAS INSTRUMENTALIZADAS PARA AQUISIÇÃO DE MOVIMENTOS APLICADAS AO PROCESSAMENTO E RECONHECIMENTO

Leia mais

Vejamos, então, os vários tipos de cabos utilizados em redes de computadores:

Vejamos, então, os vários tipos de cabos utilizados em redes de computadores: Classificação quanto ao meio de transmissão Os meios físicos de transmissão são os cabos e as ondas (luz, infravermelhos, microondas) que transportam os sinais que, por sua vez, transportam a informação

Leia mais

Sensores e Atuadores (1)

Sensores e Atuadores (1) (1) 4º Engenharia de Controle e Automação FACIT / 2009 Prof. Maurílio J. Inácio Introdução Sensores Fornecem parâmetros sobre o comportamento do manipulador, geralmente em termos de posição e velocidade

Leia mais

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS.

SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS. SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO ÓPTICA : INICIAR A PROPOSTA DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM DISCIPLINA OPTATIVA, DURANTE PERÍODO DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS. Sandra Maria Dotto Stump sstump@mackenzie.com.br Maria Aparecida

Leia mais

Introdução. Criar um sistema capaz de interagir com o ambiente. Um transdutor é um componente que transforma um tipo de energia em outro.

Introdução. Criar um sistema capaz de interagir com o ambiente. Um transdutor é um componente que transforma um tipo de energia em outro. SENSORES Introdução Criar um sistema capaz de interagir com o ambiente. Num circuito eletrônico o sensor é o componente que sente diretamente alguma característica física do meio em que esta inserido,

Leia mais

Luis Filipe Baptista MEMM 2

Luis Filipe Baptista MEMM 2 INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLO CAPÍTULO V Transdutores Optoelectrónicos 2012/2013 Índice do capítulo Introdução Transdutores ópticos Transdutores optoelectrónicos - Absolutos - Incrementais Aplicações industriais

Leia mais

26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente?

26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente? CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CÓDIGO 05 UCs de Eletrônica e/ou de Telecomunicações 26. Dentre as dimensões a seguir, núcleo/casca, quais representam tipicamente fibras monomodo e fibras multimodos, respectivamente?

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DE CIRCUITOS CONVERSORES DIGITAL-ANALÓGICOS PARA CONTROLE DE POLARIZAÇÃO

DESENVOLVIMENTO DE CIRCUITOS CONVERSORES DIGITAL-ANALÓGICOS PARA CONTROLE DE POLARIZAÇÃO DESENVOLVIMENTO DE CIRCUITOS CONVERSORES DIGITAL-ANALÓGICOS PARA CONTROLE DE POLARIZAÇÃO Aluno: Joaquim Masset Lacombe Dias Garcia Aluna: Ana Sofia Viotti Daker Aranha Orientador: Guilherme Penello Temporão

Leia mais

O circuito integrado 555 (ART011)

O circuito integrado 555 (ART011) O circuito integrado 555 (ART011) Pela utilidade do circuito integrado 555, este artigo é um dos mais acessados deste site. Nele explicamos quase tudo (pois tudo que ele pode fazer é impossível de descrever)

Leia mais

DH 406A SISTEMA DE TREINAMENTO EM MICROONDAS. Descrição de componentes

DH 406A SISTEMA DE TREINAMENTO EM MICROONDAS. Descrição de componentes DH 406A SISTEMA DE TREINAMENTO EM MICROONDAS Descrição de componentes 2 1 INTRODUÇÃO O sistema de treinamento em microondas DH-0406A foi desenvolvido para permitir explorar experimentalmente alguns conceitos

Leia mais

CAPÍTULO 2 DIODO SEMICONDUTOR

CAPÍTULO 2 DIODO SEMICONDUTOR CAPÍTULO 2 DIODO SEMICONDUTO O diodo semicondutor é um dispositivo, ou componente eletrônico, composto de um cristal semicondutor de silício, ou germânio, em uma película cristalina cujas faces opostas

Leia mais

fibra optica:layout 1 27-01-2011 00:23 Page 23

fibra optica:layout 1 27-01-2011 00:23 Page 23 fibra optica:layout 1 27-01-2011 00:23 Page 23 Fibra Óptica fibra optica:layout 1 27-01-2011 00:23 Page 24 FIBRA ÓPTICA Fibra Óptica é um pedaço de vidro com capacidade de transmitir luz. Tal filamento

Leia mais

Fibras Ópticas Medição da abertura numérica de uma fibra óptica multimodo

Fibras Ópticas Medição da abertura numérica de uma fibra óptica multimodo Fibras Ópticas Medição da abertura numérica de uma fibra óptica multimodo Equipamento: * Mesa óptica * Fibra multimodo, 50/125 µm * Laser de He-Ne * Microscópio * Multímetro óptico * Cortador de fibra

Leia mais

ENCODERS. Fig 1 - Princípio de funcionamento de um encoder rotativo.

ENCODERS. Fig 1 - Princípio de funcionamento de um encoder rotativo. ENCODERS Este é sem dúvida nenhuma um dos equipamentos mais usados em Automação Industrial e Mecatrônica, pois com ele conseguimos converter movimentos angulares e lineares em informações úteis à nossa

Leia mais

IFBA MOSFET. CELET Coordenação do Curso Técnico em Eletrônica Professor: Edvaldo Moraes Ruas, EE. Vitória da Conquista - 2009

IFBA MOSFET. CELET Coordenação do Curso Técnico em Eletrônica Professor: Edvaldo Moraes Ruas, EE. Vitória da Conquista - 2009 IFBA MOSFET CELET Coordenação do Curso Técnico em Eletrônica Professor: Edvaldo Moraes Ruas, EE Vitória da Conquista - 2009 MOSFET s - introdução Semicondutor FET de óxido metálico, ou Mosfet (Metal Oxide

Leia mais

3B SCIENTIFIC PHYSICS

3B SCIENTIFIC PHYSICS 3B SCIENTIFIC PHYSICS Conjunto para microondas 9,4 GHz (230 V, 50/60 Hz) Conjunto para microondas 10,5 GHz (115 V, 50/60 Hz) 1009950 (115 V, 50/60 Hz) 1009951 (230 V, 50/60 Hz) Instruções de operação 10/15

Leia mais

Conhecer meios de transmissão que utilizam cabos e fios. Componentes do processo de comunicação.

Conhecer meios de transmissão que utilizam cabos e fios. Componentes do processo de comunicação. Meios de transmissão Conhecer meios de transmissão que utilizam cabos e fios. Quando enviamos uma informação para um destino, ela vai por um canal de comunicação. Esse canal de comunicação tem um limite

Leia mais

Reparador de Circuitos Eletrônicos

Reparador de Circuitos Eletrônicos Reparador de Circuitos Eletrônicos O Curso de Reparador de Circuitos Eletrônicos tem por objetivo o desenvolvimento de competências relativas a princípios e leis que regem o funcionamento e a reparação

Leia mais

Proteção contra motorização e correntes desbalanceadas, falha de disjuntor e energização inadvertida Por Geraldo Rocha e Paulo Lima*

Proteção contra motorização e correntes desbalanceadas, falha de disjuntor e energização inadvertida Por Geraldo Rocha e Paulo Lima* 30 Capítulo VI Proteção contra motorização e correntes desbalanceadas, falha de disjuntor e energização inadvertida Por Geraldo Rocha e Paulo Lima* Proteção contra motorização e correntes desbalanceadas

Leia mais

INDICADOR DE POSIÇÃO DE TAP DIGITAL - IPTE

INDICADOR DE POSIÇÃO DE TAP DIGITAL - IPTE Catálogo Técnico INDICADOR DE POSIÇÃO DE TAP DIGITAL - IPTE CATÁLOGO TÉCNICO ÍNDICE CATÁLOGO TÉCNICO... 1 INTRODUÇÃO... 2 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS... 2 DADOS TÉCNICOS... 3 ENSAIOS DE TIPO REALIZADOS...

Leia mais

Monitor de Temperatura M96

Monitor de Temperatura M96 ELECTRON TECNOLOGIA DIGITAL LTDA Página 1/5 INTRODUÇÃO O Monitor de Temperatura M96 foi desenvolvido para supervisionar até 8 (oito) canais de temperatura simultaneamente, ele é utilizado para proteger

Leia mais

2.5. Placas eletrônicas da central

2.5. Placas eletrônicas da central 2.5. Placas eletrônicas da central Placa eletrônica de laço Piezo Placa de laço Na placa eletrônica de laço podem ser ligados quatro laços de detecção, compostos por detectores de fumaça, detectores termovelocimétricos

Leia mais

Universidade Federal Fluminense UFF Escola de Engenharia TCE Curso de Engenharia de Telecomunicações TGT

Universidade Federal Fluminense UFF Escola de Engenharia TCE Curso de Engenharia de Telecomunicações TGT Universidade Federal Fluminense UFF Escola de Engenharia TCE Curso de Engenharia de Telecomunicações TGT Programa de Educação Tutorial PET Grupo PET-Tele Dicas PET-Tele Uma breve introdução à componentes

Leia mais

CADASTRO TÉCNICO DE FORNECEDORES SISTEMA NORMATIVO CORPORATIVO MATERIAIS PADRONIZADOS APLICADOS EM CÂMARA DE TRANSFORMAÇÃO 15KV - ATENDIMENTO COLETIVO

CADASTRO TÉCNICO DE FORNECEDORES SISTEMA NORMATIVO CORPORATIVO MATERIAIS PADRONIZADOS APLICADOS EM CÂMARA DE TRANSFORMAÇÃO 15KV - ATENDIMENTO COLETIVO SISTEMA NORMATIVO CORPORATIVO CADASTRO TÉCNICO CÓDIGO TÍTULO VERSÃO CD.DT.PDN.03.14.001 03 APROVADO POR MARCELO POLTRONIERI ENGENHARIA E CADASTRO (DEEE) SUMÁRIO 1. OBJETIVO... 3 2. HISTÓRICO DAS REVISÕES...

Leia mais

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Redes de Computadores Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com 2/16 Nível Físico Tem a função de transmitir uma seqüência de bits através de um canal e comunicação. Este nível trabalha basicamente

Leia mais

Comunicação de Dados. Aula 9 Meios de Transmissão

Comunicação de Dados. Aula 9 Meios de Transmissão Comunicação de Dados Aula 9 Meios de Transmissão Sumário Meios de Transmissão Transmissão guiada Cabo par trançado Coaxial Fibra ótica Transmissão sem fio Ondas de rádio Micro ondas Infravermelho Exercícios

Leia mais