Gestão do stresse. Guia da campanha Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho. Locais de trabalho saudáveis.

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1 Segurança e saúde no trabalho diz respeito a todos. Bom para si. Bom para as empresas. Locais de trabalho saudáveis #EUManageStress Gestão do stresse Guia da campanha Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho

2 Guia da campanha Gestão do stresse Europe Direct é um serviço que responde às suas perguntas sobre a União Europeia. Linha telefónica gratuita (*): (*) As informações prestadas são gratuitas, tal como a maior parte das chamadas, embora alguns operadores, cabinas telefónicas ou hotéis as possam cobrar. As fotografias usadas nesta publicação ilustram uma série de atividades no trabalho, mas não mostram, necessariamente, boas práticas ou o cumprimento das exigências legais. Mais informações sobre a União Europeia na Internet em: Uma ficha catalográfica figura no final desta publicação Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, 2013 Conceção e design: ROS, Espanha Fotografias: EU-OSHA, Shutterstock Printed in Luxembourg 2 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho Reprodução autorizada mediante indicação da fonte

3 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho Índice Introdução 4 O que é o stresse e os riscos psicossociais no trabalho? 4 Por que razão é tão importante a gestão do stresse e dos riscos psicossociais? 5 Por que razão está a EU-OSHA a realizar esta campanha? 6 Qual é a dimensão do problema? 8 A gestão dos riscos psicossociais 10 O papel dos quadros dirigentes na melhoria do ambiente psicossocial 11 A importância da participação dos trabalhadores 12 Os princípios de prevenção 15 O que contribui para um bom ambiente de trabalho em termos psicossociais? 16 Quais os benefícios de prevenir os riscos psicossociais? 16 A campanha de : «Locais de trabalho saudáveis contribuem para a gestão do stresse» 19 Sobre esta campanha 19 Ferramentas práticas e de apoio para reduzir o stresse 20 Quem pode participar na campanha? 20 Formas práticas de envolvimento 20 Certame «Prémios europeus de boas práticas» 23 A nossa rede de parceiros 25 O êxito da campanha anterior 26 Informações e recursos adicionais 28 Rede de pontos focais da EU-OSHA 29 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 3

4 Guia da campanha Introdução A gestão eficaz da segurança e da saúde no local de trabalho é benéfica para os trabalhadores, para a empresa e para a sociedade em geral. É especialmente importante ter isto presente em tempos de incerteza económica, em que é essencial as empresas manterem a produtividade. Quando se trabalha sob pressão para cumprir prazos a probabilidade de ocorrência de erros é maior e os acidentes são mais frequentes. Poderia haver a tentação de subestimar a segurança e saúde no trabalho (SST) nestes locais de trabalho, associando-os a uma «carga administrativa» que apenas se limita a cumprir obrigações legais. Mas essa seria uma atitude contraproducente. É sempre importante estarmos conscientes dos riscos no local de trabalho, e geri-los em conformidade. A presente brochura constitui o guia principal da campanha «Locais de trabalho saudáveis contribuem para a gestão do stresse» , organizada pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA). O seu principal objetivo é ajudar os empregadores, quadros dirigentes, trabalhadores e representantes dos trabalhadores a reconhecer e a gerir o stresse e os riscos psicossociais no trabalho. Enfrentar e gerir com eficácia os riscos psicossociais cria um ambiente de trabalho saudável em que os trabalhadores se sentem valorizados, tornando mais positiva a cultura organizacional do local de trabalho, o que, consequentemente, melhora o desempenho empresarial. O que é o stresse e os riscos psicossociais no trabalho? O stresse no trabalho ocorre quando as exigências do emprego excedem a capacidade do trabalhador para lhes dar resposta. É uma das mais sérias consequências de um ambiente de trabalho negativo em termos psicossociais, até porque os trabalhadores que experimentam um período prolongado de stresse no trabalho podem vir a sofrer graves problemas de saúde mental e física. Os riscos psicossociais estão associados às consequências psicológicas, físicas e sociais adversas resultantes de uma organização e uma gestão desfavoráveis no local de trabalho, bem como de um contexto social negativo no trabalho, incluindo, entre outras, as seguintes: trabalho excessivamente exigente e/ou tempo insuficiente para concluir as tarefas; exigências contraditórias e falta de clareza relativamente ao papel a desempenhar pelo trabalhador; desadequação entre as exigências do trabalho e as competências do trabalhador a subutilização das competências de um trabalhador pode ser, para este, uma fonte de stresse tão grande como o facto de lhe exigirem respostas que não está apto a dar; falta de envolvimento na tomada de decisões que afetam o trabalhador e falta de influência sobre a forma como o trabalho é realizado; trabalhar sozinho, especialmente quando em contacto com elementos do público ou clientes, e/ou ser sujeito a violência por parte de um terceiro suscetível de assumir a forma de agressão verbal, atenção sexual indesejada ou violência física potencial ou real; O stresse no trabalho ocorre quando as exigências do emprego excedem a capacidade do trabalhador para lhes dar resposta. 4 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

5 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho falta de apoio por parte das chefias e dos colegas e fracas relações interpessoais; assédio psicológico ou sexual no local de trabalho comportamento vitimizador, humilhante, prejudicial ou ameaçador da parte de superiores hierárquicos ou colegas em relação a um trabalhador ou grupo de trabalhadores; distribuição injusta do trabalho, ou das recompensas, promoções ou oportunidades de carreira; comunicação ineficaz, mudanças organizativas mal geridas e insegurança no emprego; dificuldades em conjugar os compromissos no trabalho e em casa. É importante salientar, que os riscos psicossociais não devem ser confundidos com um ambiente de trabalho saudável e exigente, que apoia os trabalhadores, estimulando e incentivando ao máximo o seu desenvolvimento e desempenho, em função das suas capacidades. Por que razão é tão importante a gestão do stresse e dos riscos psicossociais? Embora muitos fatores contribuam para a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores, está comprovado que o ambiente no local de trabalho dá um contributo importante nesse sentido. Num bom ambiente psicossocial, o trabalho pode ser muito benéfico para a saúde mental dos trabalhadores, proporcionando-lhes melhor qualidade de vida e conferindo-lhes um sentido mais alargado de inclusão social, identidade e estatuto, oportunidades de desenvolvimento e maior confiança. Ao invés, um ambiente de trabalho negativo em termos psicossociais pode ter consequências adversas significativas para a saúde dos trabalhadores. A nível individual, as consequências adversas de uma má gestão dos riscos psicossociais traduzem-se em stresse relacionado com o trabalho, uma saúde mental frágil, esgotamento, dificuldades de concentração e propensão para cometer mais erros, problemas em casa, abuso de álcool e drogas e problemas de saúde física, nomeadamente, doenças cardiovasculares e problemas musculoesqueléticos. A nível da empresa, as consequências negativas incluem um fraco desempenho geral da empresa, aumento do absentismo, do presentismo (os trabalhadores comparecem ao trabalho mesmo estando doentes e incapazes de desempenhar com eficácia as suas funções) e aumento das taxas de acidentes e de danos pessoais. As ausências tendem a ser mais prolongadas do que as associadas a outras causas (1) e o stresse relacionado com o trabalho pode contribuir para aumentar as taxas de reforma antecipada, particularmente entre os trabalhadores administrativos ou de «colarinho branco» (2). São significativas as estimativas dos custos para as empresas e para a sociedade, os quais podem ascender aos milhares de milhões de euros a uma escala nacional. ( 1 ) Health and Safety Executive, Disponível em: ( 2 ) The Austrian Employee Health Monitor survey, Chamber of Labour of the province of Upper Austria (AK OÖ) and the Austrian Institute for Empirical Social Studies (IFES), Viena. EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 5

6 Guia da campanha Por que razão está a EU-OSHA a realizar esta campanha? Existem muitos mal-entendidos e grande sensibilidade em torno do tema dos riscos psicossociais no local de trabalho, e continua a haver um estigma relacionado com a saúde mental. O Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER) concluiu que mais de 40% dos empregadores consideram os riscos psicossociais mais difíceis de gerir do que os «tradicionais» riscos de SST. Os principais obstáculos citados são a «sensibilidade do tema» e a «falta de conhecimentos especializados» na matéria (3). Acresce que um inquérito a quadros dirigentes de alto nível evidenciou que quase metade destes acreditava que nenhum dos seus trabalhadores alguma vez iria sofrer de um problema de saúde mental durante a sua vida profissional (4). A realidade é que um em cada seis trabalhadores irá sofrer de perturbações mentais. Os trabalhadores com problemas de saúde mental são por vezes considerados como um «risco» para a empresa, quando, na verdade, mesmo os que sofrem de problemas de saúde mental não relacionados com o trabalho podem geralmente colaborar com eficácia num local de trabalho que possua um bom ambiente psicossocial. Esta campanha pretende melhorar o entendimento desta questão e colmatar a falha existente a este nível, para tal prestando apoio e orientação a trabalhadores e empregadores, e promovendo o uso de ferramentas práticas e de fácil utilização. Os empregadores na União Europeia (UE) têm a obrigação legal de avaliar e gerir os riscos psicossociais do local de trabalho (5). Acresce que o Pacto Europeu para a Saúde Mental e Bem-Estar (6) reconhece as exigências em constante evolução bem como as pressões cada vez maiores no local de trabalho, e incentiva os empregadores a implementarem medidas adicionais e voluntárias para promover o bem-estar mental. Em relação aos empregadores, o objetivo desta campanha é convencê-los de que as suas obrigações legais são relevantes para gerir uma empresa com êxito e manter uma mão-deobra motivada e saudável, e de que a gestão do stresse e dos riscos psicossociais requerem a implementação de medidas organizacionais. No que toca aos trabalhadores, o objetivo é assegurar-lhes que o stresse relacionado com o trabalho é uma questão organizacional, e que não devem ter receio de dar conhecimento dessa situação nem temer que a mesma possa ser encarada como um sinal de fraqueza individual. O stresse relacionado com o trabalho é uma questão organizacional e não uma falha individual. ( 3 ) Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER). Disponível em: https://osha.europa.eu/en/publications/reports/esener1_osh_management. ( 4 ) The Shaw Trust, Mental Health: The Last Workplace Taboo. Shaw Trust, London. ( 5 ) Diretiva-Quadro 89/391/CEE. O Acordo-Quadro sobre o Stresse Relacionado com o Trabalho (2004) e o Acordo-Quadro sobre Assédio e Violência no Local de Trabalho (2007) fornecem orientações aos trabalhadores que enfrentam estas situações. ( 6 ) Pacto Europeu para a Saúde Mental e Bem-Estar, Disponível em: ( 7 ) Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Sondagem de opinião pan-europeia sobre segurança e saúde no local de trabalho, 21 de março de Disponível em: https://osha.europa.eu/en/safety-health-in-figures. 6 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

7 O que pensam os trabalhadores europeus sobre o stresse relacionado com o trabalho? Uma recente sondagem de opinião pan-europeia (7) revelou que: 72% dos trabalhadores consideram que a reorganização do trabalho ou a insegurança em termos de emprego constitui uma das causas mais comuns de stresse relacionado com o trabalho. 66% atribuem o stresse a «horas de trabalho excessivas ou carga de trabalho». 59% atribuem o stresse ao facto de «estarem sujeitos a comportamentos inadmissíveis, como bullying ou assédio». 51% de todos os trabalhadores dão conta de que o stresse relacionado com o trabalho é algo que é comum no seu local de trabalho. Cerca de quatro em cada dez trabalhadores considera que o stresse não é corretamente gerido no seu local de trabalho. EU-OSHA/Michel Wielick

8 Guia da campanha Qual é a dimensão do problema? EU-OSHA/Cristina Vatielli EU-OSHA/Luigi Lauria As estatísticas não deixam dúvidas. Estudos realizados sugerem que 50%-60% de todos os dias de trabalho perdidos podem ser atribuídos ao stresse relacionado com o trabalho e a riscos psicossociais (8). Trata-se do segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais frequentemente reportado na UE a seguir às perturbações musculoesqueléticas. Ao longo de um período de nove anos, cerca de 28% dos trabalhadores europeus deram conta de exposição a riscos psicossociais que afetaram o seu bem-estar mental (9). As investigações realizadas demonstram que os riscos psicossociais e o stresse relacionado com o trabalho dão origem a importantes custos, tanto para as empresas como para as economias nacionais. De um modo geral, é significativa a tendência dos trabalhadores para faltar ao trabalho quando sofrem de stresse relacionado com o trabalho ou de outros problemas psicológicos. Também é frequente os trabalhadores apresentarem-se ao serviço sem estarem em condições de trabalhar na plenitude das suas capacidades (situação conhecida como «presentismo»). Os custos totais das perturbações de saúde mental na UE (relacionadas ou não com o trabalho) estão estimados em 240 mil milhões de euros por ano (10). Menos de metade deste valor está associada a despesas diretas, como tratamentos médicos, sendo 136 mil milhões de euros originados por perdas de produtividade, incluindo absentismo devido a baixas por doença. ( 8 ) Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Research on Work-related Stress. (Investigação sobre o stresse no trabalho). Disponível em: osha.europa.eu/en/publications/reports/203/view. ( 9 ) Comunidade Europeia, Saúde e segurança no trabalho ( ): retrato estatístico. Serviço das Publicações da União Europeia, Luxemburgo. Disponível em: ( 10 ) Rede Europeia de Promoção da Saúde no Local de Trabalho (ENWHP). A guide to the business case for mental health, Disponível em: org/fileadmin/downloads/8th_initiative/mentalhealth_broschuere_businesscase.pdf. ( 11 ) Trontin C, Lassagne M, Boini S and Rinal S, Le coût du stress professionnel en France en Institut National de Recherche et de Sécurité, Paris. ( 12 ) Health and Safety Executive, Disponível em: ( 13 ) The Austrian Employee Health Monitor survey, Chamber of Labour of the province of Upper Austria (AK OÖ) and the Austrian Institute for Empirical Social Studies (IFES), Viena. 8 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

9 Os argumentos económicos, exemplos Segundo as estimativas, as despesas nacionais causadas pelo stresse ocupacional em França situaram-se entre 2 e 3 mil milhões de euros em 2007 (11). No Reino Unido, estima-se que cerca de 9,8 milhões de dias de trabalho foram perdidos em devido a stresse relacionado com o trabalho, tendo os trabalhadores estado, em média, ausentes durante 22,6 dias (12). Na Áustria, as perturbações psicossociais foram dadas como constituindo a principal razão para a reforma antecipada dos trabalhadores administrativos, originando mais de 42% de todas as reformas antecipadas nesta categoria de trabalhadores (13). Shutterstock, Inc./Rehan Qureshi

10 Guia da campanha A gestão dos riscos psicossociais Todas as empresas necessitam de ter em conta o stresse relacionado com o trabalho e os riscos psicossociais. Em média, 51% dos trabalhadores consideram o stresse relacionado com o trabalho como sendo comum no seu local de trabalho, atingindo este um valor elevado em empresas de todas as dimensões. Em empresas muito pequenas (micro) de nove ou menos pessoas, 45% dos trabalhadores consideram que o stresse relacionado com o trabalho é comum, e em empresas maiores este valor aumenta para 54%-58% dos trabalhadores (14). O inquérito ESENER da EU-OSHA concluiu que 79% dos quadros dirigentes na UE estão preocupados com o stresse no trabalho (15). Por outro lado, menos de 30% das empresas na UE dispõem de procedimentos para lidar com o stresse no local de trabalho, o assédio e a violência de terceiros. O ESENER concluiu que, enquanto 40%-50% das empresas de grande dimensão (+250 trabalhadores) têm medidas implementadas para lidar com os riscos psicossociais, apenas 20%-30% das empresas de menor dimensão (10-49 trabalhadores) dispõem desse tipo de medidas. Os relatos de falta de apoio e orientação ou de falta de conhecimentos especializados na matéria foram particularmente frequentes entre as organizações de menor dimensão. No entanto, mesmo com recursos limitados, os riscos psicossociais podem ser avaliados e geridos nas empresas de pequena dimensão. Os benefícios de gerir o stresse relacionado com o trabalho nas empresas de menor dimensão superam os custos de implementação de medidas nesse domínio (16). A pedra de toque é envolver todos os elementos da empresa na promoção de um bom ambiente de trabalho em termos psicossociais. Deste modo, quadros dirigentes e trabalhadores ficam dotados dos meios para lidar com eficácia com uma situação complexa, se esta ocorrer. Apenas em circunstâncias excecionais é que haverá provavelmente a necessidade de dispor de conhecimentos psicológicos especializados. EU-OSHA/Emmanuel Biard ( 14 ) Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Sondagem de opinião pan-europeia sobre segurança e saúde no local de trabalho, 21 de março de Disponível em: https://osha.europa.eu/en/safety-health-in-figures. ( 15 ) Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Inquérito Europeu às Empresas sobre Riscos Novos e Emergentes (ESENER). Disponível em: https://osha.europa.eu/en/publications/reports/esener1_osh_management. ( 16 ) Health and Safety Executive, The Suitability of HSE s Risk Assessment Process and Management Standards for Use in SMEs. Disponível em: uk/research/rrpdf/rr537.pdf. 10 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

11 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho EU-OSHA/Adam Skrzypczak O papel dos quadros dirigentes na melhoria do ambiente psicossocial O empregador é responsável por implementar um plano para prevenir/reduzir os riscos psicossociais, permitindo aos trabalhadores desempenharem o seu papel na criação de um ambiente de trabalho saudável em termos psicossociais. Ao estarem disponíveis para ser abordados e ao mostrarem sensibilidade e promoverem um ambiente de trabalho pautado pelo apoio ao trabalhador, os quadros dirigentes estarão não apenas a permitir que os trabalhadores exponham os seus problemas, mas também a incentivá-los a ajudar na busca de soluções para os mesmos. A compreensão das dificuldades dos trabalhadores fora do contexto laboral, embora não fazendo parte da responsabilidade jurídica do empregador para com os trabalhadores, ajudará igualmente a promover um ambiente de trabalho de entreajuda, criando oportunidades para interação social fora do local de trabalho. desempenham um papel essencial neste contexto e devem ser incentivados a desenvolver as suas competências na criação de um bom ambiente de trabalho em termos psicossociais. Uma boa liderança pode ajudar a reduzir o stresse relacionado com o trabalho e os riscos psicossociais, mas ninguém nasce um bom líder. Tal como outras competências, a boa liderança e a capacidade para gerir pessoas podem ser aprendidas e desenvolvidas. Um bom líder dá um bom exemplo, de modo a inspirar os trabalhadores e a motivá-los a atingir o seu pleno potencial. São abertos e acessíveis, compreendendo os pontos fortes e os pontos fracos de cada membro da sua equipa. Um bom líder desafia e incentiva os membros da equipa a trabalharem no sentido de alcançar os objetivos partilhados e o bem comum, e a assumirem a responsabilidade pelo seu trabalho. Promovem um espírito de equipa e um elevado moral, e conseguem o melhor do seu grupo. Os quadros dirigentes intermédios, na medida em que interagem com os trabalhadores diariamente, Existem riscos psicossociais em todos os locais de trabalho. EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 11

12 Guia da campanha A importância da participação dos trabalhadores Embora os empregadores detenham a responsabilidade jurídica de assegurar que os riscos no local de trabalho estão devidamente avaliados e controlados, é essencial que os trabalhadores também estejam envolvidos. Os trabalhadores e os seus representantes são quem melhor compreende os problemas que podem ocorrer no seu local de trabalho. Ao partilharem esse conhecimento com os quadros dirigentes e os empregadores, podem contribuir para a planificação de ações e para a implementação de soluções. EU-OSHA/Marcos Oliveira Contudo, a participação dos trabalhadores requer mais do que a mera comunicação de informações da base para o topo. Exige um diálogo nos dois sentidos, entre empregadores e trabalhadores, em que ambas as partes: falem entre si; escutem as preocupações uma da outra; partilhem opiniões e informação; e tomem decisões em conjunto (17). O envolvimento dos trabalhadores é particularmente importante para lidar com êxito com o stresse e os riscos psicossociais no local de trabalho, na medida em que, ao consultar os trabalhadores, os quadros dirigentes contribuem para criar um clima de confiança em que os trabalhadores se sentirão à vontade para expor os seus problemas. Envolver os trabalhadores no desenvolvimento de medidas preventivas contribui de um modo geral para melhorar o clima organizacional e para assegurar que as medidas implementadas sejam adequadas e eficazes. EU-OSHA/Tomas Bertelsen ( 17 ) Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), Participação dos trabalhadores na segurança e saúde no trabalho: guia prático. Disponível em https://osha.europa.eu/en/publications/reports/workers-participation-in-osh_guide. 12 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

13 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho ESTUDO DE CASO: Rigshospitalet, Copenhaga Os efeitos positivos do trabalho em conjunto e o envolvimento dos trabalhadores na melhoria do seu ambiente de trabalho estão claramente demonstrados num estudo de caso proveniente da Dinamarca (18). Com uma força de trabalho de cerca de trabalhadores, o hospital público Rigshospitalet é um dos maiores empregadores da Dinamarca. No entanto, um inquérito à satisfação no trabalho, realizado em 2011, revelou que o stresse, ações de bullying e de assédio sexual constituíam importantes problemas no local de trabalho. Melhorar o ambiente de trabalho tornou-se uma prioridade para os gestores de topo do hospital. No entanto, em lugar de aplicarem uma abordagem do topo para a base, esses gestores trabalharam com diferentes grupos, analisando o ambiente de trabalho em cada departamento do hospital, bem como com representantes sindicais e representantes dos trabalhadores, com vista a introduzir novas práticas destinadas a reduzir o stresse no trabalho, o bullying ou assédio moral e o assédio sexual. Foi colocada a tónica na importância de partilhar conhecimentos e de haver retorno de informação e o trabalho dos diferentes grupos existentes foi reorganizado para melhorar o ambiente de trabalho. Os representantes dos trabalhadores participaram na elaboração de guias e políticas de prevenção do assédio moral e sexual e de redução do stresse, e foi criada uma rede ao nível da gestão para evitar comportamentos abusivos. O boletim informativo eletrónico do hospital apresentou exemplos da forma como cada um dos departamentos conseguiu melhorar o seu ambiente de trabalho. Foram demonstrados resultados concretos, traduzidos numa melhoria generalizada em termos de satisfação com o trabalho e níveis de stresse significativamente reduzidos entre o pessoal administrativo e de enfermagem. ( 18 ) Galardoado no certame Boas Práticas em Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis , «Juntos na prevenção dos riscos profissionais». EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 13 Hay que poner el pie de foto

14 Guia da campanha 14 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho EU-OSHA/Mário Marques

15 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho Os princípios de prevenção Ser proativo e dispor de um plano para antecipar e prevenir os problemas é o modo mais eficaz de gerir os riscos psicossociais no local de trabalho. A experiência demonstra que, no momento em que o stresse relacionado com o trabalho, a doença e o absentismo começam a aumentar, já a produtividade e a inovação entraram em declínio, perspetivando-se um significativo impacto no desempenho económico. Os riscos psicossociais podem ser avaliados e geridos da mesma forma sistemática que outros riscos de SST, utilizando para tal o modelo de avaliação de riscos e seguindo a abordagem participativa, que passa por: identificar os perigos e aqueles que estão potencialmente em risco. A tomada de consciência sobre os riscos é essencial: importa assegurar que os quadros dirigentes e os trabalhadores estão conscientes dos riscos psicossociais e dos sinais de alerta precoce do stresse relacionado com o trabalho, e de que ambos estão envolvidos na avaliação de riscos; avaliar os riscos e classificá-los em termos de prioridades; planear ações preventivas: se os riscos não puderem ser evitados, de que forma poderão ser minimizados? pôr em execução o plano: há que especificar as medidas a tomar, os recursos necessários, as pessoas envolvidas e o enquadramento temporal; monitorizar e rever em permanência o plano, alterando-o em função dos resultados da monitorização. É importante ter em mente que as pessoas podem reagir de forma diferente ao mesmo conjunto de circunstâncias, por exemplo, algumas lidam melhor do que outras com períodos de grande exigência em termos de trabalho ou com prazos apertados. Sempre que possível, a avaliação do risco psicossocial deve ter em conta as capacidades e as necessidades psicológicas dos trabalhadores (por exemplo, as relacionadas com o género, a idade ou a experiência). Nas microempresas, os quadros dirigentes tendem a interagir regularmente com os trabalhadores e a conhecê-los mais de perto. Nas empresas de maior dimensão, os quadros dirigentes intermédios desempenham um papel importante, na medida em que interagem diariamente com os trabalhadores. A presente campanha proporciona apoio a empregadores, quadros dirigentes e trabalhadores, ao promover o recurso a ferramentas e abordagens simples e de fácil utilização, destinadas a avaliar e gerir os riscos psicossociais no local de trabalho. Este tipo de abordagem pode começar com uma avaliação do ambiente de trabalho existente, através de inquéritos e entrevistas aos trabalhadores, seguindo-se, por via do debate, a identificação de melhorias de ordem prática. A adoção deste tipo de procedimento assegura a participação dos trabalhadores e centra a atenção na resolução das causas subjacentes ao stresse relacionado com o trabalho e a outros problemas psicossociais. Ao disporem de um quadro para estruturar o processo, as empresas poderão também monitorizar o êxito das medidas preventivas adotadas. É importante que a gestão dos riscos psicossociais seja integrada na gestão da SST em geral, em lugar de ser levada a cabo como uma atividade separada. O modelo de avaliação de riscos pode ser prontamente aplicado à gestão do stresse relacionado com o trabalho. EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 15

16 Guia da campanha O que contribui para um bom ambiente de trabalho em termos psicossociais? Num bom ambiente de trabalho, os trabalhadores dão conta da sua satisfação com o trabalho e sentem-se estimulados e motivados para desenvolver todas as suas potencialidades. Para a empresa, isto conduz a um bom desempenho económico e a baixos níveis de absentismo e de rotatividade de mão de obra. São os seguintes os fatores-chave que contribuem para um bom ambiente de trabalho em termos psicossociais: os trabalhadores possuem boa formação e dispõem de tempo e autonomia suficientes para organizar e concluir as suas tarefas; as tarefas monótonas são minimizadas e partilhadas, e os trabalhadores são incentivados a desempenharem as suas próprias funções; os trabalhadores compreendem exatamente o que se espera deles e recebem informações de retorno (positivas ou negativas) com regularidade; os trabalhadores são envolvidos no processo de tomada de decisão relativamente ao seu trabalho e são incentivados a contribuir para o desenvolvimento, por exemplo, de métodos de trabalho e também de horários de trabalho; a distribuição do trabalho, bem como as recompensas, promoções e oportunidades de carreira são justas; o ambiente de trabalho é amistoso e de entreajuda, e em períodos de atividade mais intensa são disponibilizados recursos adicionais; a comunicação é aberta e nos dois sentidos, e os trabalhadores são mantidos informados sobre os desenvolvimentos, particularmente em momentos de mudança a nível da empresa; estão criadas medidas para prevenir o stresse relacionado com o trabalho e situações de assédio e violência por parte de terceiros, havendo entre os trabalhadores a perceção de que quaisquer preocupações por eles manifestadas serão tratadas com sensibilidade; os trabalhadores têm a possibilidade de conjugar, na prática, a sua vida profissional com a sua vida pessoal. Os empregadores podem a título voluntário implementar medidas adicionais para promover o bem-estar mental dos trabalhadores. Quais os benefícios de prevenir os riscos psicossociais? Não subsistem dúvidas para: os trabalhadores, quanto à melhoria do bem- -estar e da satisfação com o trabalho; os quadros dirigentes, quanto a uma mão de obra saudável, motivada e produtiva; as empresas, quanto a uma melhoria global do desempenho, redução do absentismo e do presentismo, redução das taxas de acidentes e de danos pessoais e maior manutenção dos trabalhadores em atividade; a sociedade, quanto à redução dos custos e dos encargos sobre as pessoas individuais e a sociedade em geral. Num bom ambiente de trabalho, os trabalhadores dão conta de um elevado grau de satisfação com o trabalho e sentem-se estimulados e motivados para desenvolver todas as suas potencialidades. ( 19 ) Organização Mundial de Saúde. Disponível em: 16 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

17 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho Promoção da saúde mental O bem-estar mental é essencial para ter uma boa saúde e qualidade de vida. Pode ser entendido como um «estado de bem-estar» que permite aos indivíduos desenvolver todas as suas potencialidades, enfrentar as normais tensões da vida, trabalhar produtivamente e desempenhar um papel positivo na sociedade em que estão inseridos (19). Promover o bem-estar mental pode dar um importante contributo para um local de trabalho saudável. Indicam-se a seguir alguns exemplos de medidas que podem ser tomadas com esse objetivo: flexibilizar os regimes de trabalho; prestar apoio em relação aos desafios da vida quotidiana, como assegurar o acesso a estruturas de cuidados infantis; proporcionar aos quadros dirigentes e aos trabalhadores formação e sensibilização para as questões relacionadas com a saúde mental; disponibilizar gratuitamente aconselhamento e apoio psicológicos; prestar apoio aos trabalhadores para que participem em ações de exercício físico. EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 17 EU-OSHA/David Tijero Osorio

18 Guia da campanha Sabia que: Cerca de metade dos trabalhadores considera o stresse relacionado com o trabalho como algo comum no seu local de trabalho, e que o stresse é o segundo problema de saúde relacionado com o trabalho mais frequentemente reportado na UE? 50%-60% da totalidade dos dias de trabalho perdidos são atribuídos ao stresse relacionado com o trabalho e aos riscos psicossociais? Um em cada seis trabalhadores será afetado por problemas de saúde mental durante a sua vida de trabalho? À escala nacional, os custos dos riscos psicossociais no trabalho atingem milhões de euros? Vale a pena gerir o stresse e os riscos psicossociais no trabalho, pois as vantagens para a atividade económica superam os custos de implementação de medidas que de outro modo seriam necessárias? 18 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho Shutterstock, Inc./wavebreakmedia

19 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho A campanha de : «Locais de trabalho saudáveis contribuem para a gestão do stresse» Sobre esta campanha Os riscos psicossociais podem ocorrer em qualquer local de trabalho, e a qualidade de qualquer local de trabalho está significativamente associada ao nível de stresse a que os trabalhadores estão sujeitos. Embora o combate aos riscos psicossociais e ao stresse relacionado com o trabalho possa parecer uma tarefa exigente, esta campanha pretende demonstrar que tais situações podem ser tratadas da mesma forma lógica e sistemática que qualquer outra questão no domínio da SST. Nesta perspetiva, a campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis » tem os seguintes objetivos-chave: aumentar a sensibilização para o crescente problema do stresse e dos riscos psicossociais relacionados com o trabalho; fornecer ferramentas e orientações simples e práticas, e promover a sua utilização na gestão dos riscos psicossociais e do stresse no local de trabalho; destacar os efeitos positivos da gestão dos riscos psicossociais e do stresse no local de trabalho, nomeadamente do ponto de vista económico. com o trabalho. No segundo ano da campanha, assumirá particular relevo o lançamento de um guia multilingue contendo informações simples e comprovadas sobre os riscos psicossociais, destinado aos empregadores e quadros dirigentes de micro e pequenas empresas. O guia pretende motivar os empregadores a combater os riscos psicossociais no trabalho, para tal demonstrando que a gestão dos riscos psicossociais nas micro e pequenas empresas não só é possível como também muito compensador. O guia incentiva as pequenas empresas em toda a UE a porem em prática uma gestão de riscos psicossociais sistemática e eficaz mediante a utilização de ferramentas nacionais ou setoriais. Esta campanha baseia-se na campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis », «Juntos na prevenção dos riscos profissionais», que chamava a atenção para a importância de combinar uma boa gestão com a participação dos trabalhadores. Esta abordagem é retomada na campanha de , que advoga a necessidade de os trabalhadores e os quadros dirigentes desempenharem um papel ativo e trabalharem em conjunto para combater com eficácia os riscos psicossociais e o stresse relacionado com o trabalho. Para o lançamento desta campanha, foi desenvolvido pela EU-OSHA um conjunto de recursos destinados a contribuir para uma sensibilização e um entendimento acrescidos sobre os riscos psicossociais e o stresse relacionado Trabalhando em conjunto, empregadores, quadros dirigentes e trabalhadores podem combater, em benefício de todos, o stresse e os riscos psicossociais relacionados com o trabalho. Datas-chave Lançamento da campanha: abril de Semanas europeias para a segurança e saúde no trabalho: outubro de 2014 e Cerimónia dos prémios europeus de boas práticas: abril de Cimeira «Locais de trabalho seguros e saudáveis»: novembro de EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 19

20 Guia da campanha Ferramentas práticas e de apoio para reduzir o stresse É possível medir, combater e reduzir os riscos psicossociais através da utilização de ferramentas práticas. Encontra-se disponível em linha um conjunto de ferramentas práticas, eficazes e de fácil utilização para avaliar e reduzir o stresse e os riscos psicossociais no local de trabalho, entre as quais: o manual da Organização Internacional do Trabalho «Stress Prevention at Work Checkpoints», que inclui «pontos de controlo» para identificar fatores de stresse e minimizar os seus efeitos nocivos; as normas de gestão do stresse relacionado com o trabalho, publicadas pelo HSE (Health and Safety Executive departamento de saúde e segurança) do Reino Unido, que dão conta de boas práticas em seis áreas-chave e proporcionam um termo de referência com o qual as empresas podem comparar o seu desempenho; o Instituto Nacional de Investigação e Segurança francês, o INRS, na sua publicação «Faire le Point», transmite ideias e soluções para avaliar riscos psicossociais em pequenas empresas e dá sugestões práticas para evitar a sua ocorrência; a estratégia SOBANE da Bélgica, que aplica a estratégia participativa SOBANE em quatro passos para a avaliação e prevenção de riscos psicossociais; o sítio web «SOS in the workplace A guide to improving the health and well-being of employees in the workplace» (SOS no local de trabalho um guia para melhorar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores no local de trabalho), que foi lançado na Eslovénia; outras ferramentas nacionais para a gestão do stresse e dos riscos psicossociais são fornecidas pelos pontos focais da EU-OSHA e estão disponíveis no sítio web da campanha. Quem pode participar na campanha? Todas as empresas e pessoas individuais são encorajadas a participar nesta campanha: empregadores de empresas de todas as dimensões nos setores público e privado; quadros dirigentes, supervisores e trabalhadores; profissionais de SST; sindicatos e representantes no domínio da segurança e saúde; associações patronais; organizações profissionais; organismos educativos e de formação; serviços de prevenção em matéria de riscos profissionais. Formas práticas de envolvimento Tanto as pessoas a título individual como as empresas se podem envolver na campanha de diversas formas, por exemplo: divulgando e publicitando os materiais de campanha; organizando eventos e atividades, tais como seminários e workshops; utilizando e promovendo as ferramentas práticas disponíveis para a gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho; participando no certame «Prémios europeus de boas práticas»; envolvendo-se nas semanas europeias para a segurança e saúde no trabalho 2014 e 2015; tornando-se parceiro oficial da campanha UE ou parceiro da campanha nacional. 20 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

21 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho A Caixa de Ferramentas da Campanha A Caixa de Ferramentas da Campanha EU-OSHA é um recurso excecional para empregadores, quadros dirigentes, representantes no domínio da segurança e, na verdade, para todos aqueles que pretendam lançar a sua própria campanha de SST. A caixa de ferramentas proporciona conselhos práticos e orientações sobre todos os aspetos relacionados com o lançamento de uma campanha e inclui: conselhos sobre o planeamento de uma campanha: definição dos objetivos da campanha, decisão sobre a principal mensagem da campanha, estratégia de marca e modo de chegar ao público, avaliação do êxito da campanha; orientação sobre recursos e redes: gestão de orçamentos, trabalhar em parceria, aproveitar ao máximo as oportunidades para divulgar as mensagens da campanha; exemplos de ferramentas e técnicas para promover a campanha: comunicados de imprensa ou artigos de fundo, publicidade e promoção, marketing e meios de comunicação social em linha, organização de eventos. Exemplos do modo como outras organizações realizaram as suas próprias campanhas estão igualmente disponíveis como recurso para ajudar a planear uma campanha. osha.europa.eu/en/campaign-toolkit EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 21 istockphoto /ImageegamI

22 Guia da campanha As vantagens de ser um parceiro da campanha Como recompensa pela promoção da campanha e pela publicidade dada, os parceiros oficiais da campanha beneficiam de publicidade numa secção específica no sítio web da campanha e de uma menção honrosa em todas as ocasiões em que a EU-OSHA promover a campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» à escala da UE. Outros benefícios incluem um convite para eventos e ações da EU-OSHA. 22 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho EU-OSHA/Eric VIDAL

23 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho Certame «Prémios europeus de boas práticas» Os prémios europeus de boas práticas em segurança e saúde no trabalho reconhecem os contributos excecionais e inovadores para a segurança e saúde no local de trabalho e demonstram os benefícios de adotar boas práticas em SST. São acolhidas com satisfação as candidaturas de boas práticas provenientes de empresas e organizações sediadas nos Estados-Membros da UE, países candidatos, países potencialmente candidatos e da Associação Europeia do Comércio Livre (EFTA). As candidaturas devem demonstrar o seguinte: gestão eficaz, combinada com participação dos trabalhadores, que promova o tema da campanha «Locais de trabalho saudáveis contribuem para a gestão do stresse»; execução bem-sucedida de intervenções destinadas a melhorar a segurança e a saúde no local de trabalho; resultados comprováveis em termos de melhoria da segurança e saúde no local de trabalho; sustentabilidade das intervenções ao longo do tempo; possibilidade de transferir as intervenções para outras organizações, podendo estas situar-se noutros países e ter uma dimensão diferente. EU-OSHA/Media Consulta Ireland EU-OSHA/Susan Kennedy A rede EU-OSHA de pontos focais recolhe as candidaturas e nomeia os vencedores nacionais para a competição pan-europeia. Os parceiros oficiais de campanha da EU-OSHA podem enviar as suas candidaturas diretamente para a EU-OSHA. A cerimónia de entrega dos prémios de boas práticas é realizada no segundo ano da campanha e destina-se a promover e partilhar boas práticas, anunciar os vencedores da competição e celebrar os feitos de todos aqueles que participaram. EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 23

24 Guia da campanha As campanhas «Locais de trabalho seguros e saudáveis» em revista No âmbito de cada campanha, a EU-OSHA fornece informações, ferramentas e guias práticos, sendo o material publicitário gratuito e traduzido para 25 línguas. Cada campanha inclui um certame «Prémios europeus de boas práticas». A Semana Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho constitui um ponto forte da campanha e realiza-se todos os anos, em outubro. A EU-OSHA conta com o apoio de uma rede de pontos focais para promover as suas campanhas. Regra geral, os pontos focais são as autoridades nacionais responsáveis em matéria de SST. Cada campanha inclui um programa de parceiros da campanha europeia mediante o qual é dada às organizações a possibilidade de se tornarem parceiros da EU-OSHA, ajudando a sensibilizar a população para o tema da campanha e a aumentar a visibilidade, não só da campanha como da organização parceira. 24 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho EU-OSHA/EU-OSHA

25 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho A nossa rede de parceiros Parcerias com os intervenientes-chave são essenciais para o êxito da campanha. Contamos com o apoio de algumas redes de parceiros, incluindo os seguintes: Pontos focais nacionais. A campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» é coordenada a nível nacional pela rede EU-OSHA de pontos focais. Se pretender saber mais acerca dos nossos pontos focais ou contactá-los diretamente, encontrará no final deste guia um link para a respetiva lista de contactos. Parceiros oficiais da campanha. A EU-OSHA encoraja as organizações pan-europeias e multinacionais a tornarem-se parceiros oficiais da campanha. Mais de 80 parceiros apoiam ativamente a campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis». Se estiver interessado em tornar-se parceiro da campanha, queira visitar o nosso sítio web da campanha (www.healthy-workplaces.eu/). Media partners (parceiros na comunicação social). Trata-se de um grupo exclusivo de jornalistas e editores em toda a UE que estão vivamente empenhados na promoção da segurança e saúde no local de trabalho. Revistas europeias de referência na área da SST ajudam a EU-OSHA a promover a campanha, enquanto a EU-OSHA disponibiliza uma plataforma para jornalistas e editores se ligarem e comunicarem, informarem e terem acesso às suas redes e intervenientes na Europa e não só. Enterprise Europe Network (Rede Europeia de Informação às Empresas). Esta rede aconselha e apoia as pequenas e médias empresas (PME) em toda a UE a tirarem partido de oportunidades de negócio. É importante a sua colaboração na campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis». EU-OSHA/Eric VIDAL EU-OSHA/Eric VIDAL EU-OSHA/Daniel de Pablos EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 25

26 Guia da campanha O êxito da campanha anterior As campanhas «Locais de trabalho seguros e saudáveis» pretendem sensibilizar a população para as questões da segurança e saúde no trabalho. Com esta vocação na sua matriz, as campanhas têm abordado uma diversidade de temas de particular importância para a SST. Organizadas desde 2000, cada uma das campanhas se centra num tema que difunde durante dois anos. As campanhas «Locais de trabalho seguros e saudáveis», atualmente as maiores do seu género no mundo, estão a aumentar cada vez mais a sua popularidade e contam presentemente com a participação de centenas de organizações em mais de 30 países. A EU-OSHA e os seus parceiros de campanha coordenam as campanhas «Locais de trabalho seguros e saudáveis» e, para além de chamarem a atenção para questões importantes relacionadas com a SST, procuram promover a ideia de que melhorar a segurança e a saúde no local de trabalho é benéfico para as empresas também do ponto de vista económico. Um instantâneo das campanhas «Locais de trabalho seguros e saudáveis» As mais recentes campanhas da EU-OSHA «Locais de trabalho seguros e saudáveis» incidiram nos temas «Juntos na prevenção dos riscos profissionais» ( ), «Manutenção segura» ( ) e «Avaliação de riscos» ( ). A campanha de , «Juntos na prevenção dos riscos profissionais», chamou a atenção para a importância de combinar uma boa gestão com a participação dos trabalhadores com vista à prevenção de riscos. No contexto da campanha, a EU-OSHA elaborou dois guias práticos sobre a liderança da gestão e a participação dos trabalhadores no domínio da segurança e saúde no trabalho. Mais de 80 parceiros oficiais da campanha, em representação de uma multiplicidade de setores, organizaram workshops e eventos e participaram em conferências. Foi dada especial atenção à necessidade de assegurar que quadros dirigentes e trabalhadores tivessem a oportunidade de interagir e debater a temática da prevenção de riscos e da segurança e saúde no trabalho. Os vencedores dos prémios de boas práticas revelaram-se tão diversos quanto inovadores, e todos privilegiaram o trabalho em conjunto: incluíram soluções para a indústria na Áustria, Países Baixos, Finlândia e Turquia, medidas para reduzir o stresse num hospital na Dinamarca, organizações de apoio às PME na Alemanha e Espanha, um grupo retalhista em Portugal, um grupo hoteleiro do Chipre e um grupo de discussão de produtores de laticínios da Irlanda. No âmbito da campanha «Manutenção segura», mais de 50 parceiros de campanha uniram esforços com a EU-OSHA na organização de uma série de atividades e na divulgação das mensagens da campanha. Esta campanha estava primordialmente direcionada para a sensibilização sobre a importância da manutenção para a segurança e a saúde dos trabalhadores e sobre os riscos associados à manutenção. Neste contexto, foram desenvolvidas e promovidas diversas publicações sobre temas relacionados com a manutenção. A campanha de , igualmente coroada de êxito, teve como importante legado a OiRA (uma aplicação web interativa em linha de avaliação de riscos). A avaliação de riscos, a pedra angular da abordagem europeia à prevenção de acidentes e doenças profissionais, foi o tema central desta campanha. A OiRA tem como objetivo facilitar o processo de avaliação de riscos. Destinada a ser utilizada por micro e pequenas empresas, esta aplicação, através de um procedimento que de passo a passo, ajuda os utilizadores a implementar e monitorizar um processo de avaliação de riscos. As ferramentas OiRA à disposição das pequenas e microempresas, e acessíveis em diversas línguas europeias, encontram-se disponíveis em linha em 26 EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho

27 Gestão do stresse e dos riscos psicossociais no trabalho EU-OSHA Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho 27 Shutterstock, Inc./Andresr

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