SESSÃO DE TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE 2003

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1 2-001 SESSÃO DE TERÇA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO DE PRESIDÊNCIA: VIDAL-QUADRAS ROCA Vice-Presidente (A sessão tem início às 09H05) Nomeação do Presidente do Banco Central Europeu Presidente. Segue-se na ordem do dia a recomendação (A5-0307/2003), em nome da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, referente à nomeação de Jean-Claude Trichet para o cargo de Presidente do Banco Central Europeu (10893/ C5-0332/ /0819(CNS)) (Relatora: Deputada Randzio-Plath) Magri, Conselho. (IT) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores Comissários, é um prazer intervir hoje sobre um assunto de extrema importância para a União Europeia: a nomeação do Presidente do Banco Central Europeu. A criação do euro constitui um êxito considerável na história da integração europeia em termos, quer políticos, quer técnicos. O euro é uma divisa ainda relativamente nova, e é preciso que se use a experiência acumulada amplamente reconhecida do Banco Central Europeu para que continue a ser um êxito. Estamos agora, pela primeira vez, a substituir um Presidente do Banco Central Europeu. É crucial para o Banco Central Europeu e para o euro que a escolha do sucessor do Presidente Duisenberg seja levada a cabo de forma transparente e tenha por base exclusivamente os critérios estipulados no Tratado que institui a Comunidade Europeia e nos Estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu, devendo também contar com o assentimento deste último quanto ao candidato mais qualificado para o cargo. Ao nomear o sucessor, temos de reconhecer e felicitar o excelente trabalho desenvolvido pelo Presidente Duisenberg, e manifestar a nossa confiança de que o Banco Central Europeu continuará a desempenhar todas as suas funções de forma cabal, como até agora tem feito. A base jurídica para o procedimento de nomeação do novo Presidente do Banco Central Europeu é o número 2, alínea b) do artigo 112º e o número 4 do artigo 122º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, bem como o número 2 do artigo 11º e o número 3 do artigo 43º do Protocolo do Estatuto do Sistema Europeu de Bancos Centrais e do Banco Central Europeu. Nos termos destas disposições, o Conselho ECOFIN Informação adoptou uma recomendação, a 15 de Julho de 2003, advogando a nomeação do Senhor Jean-Claude Trichet para Presidente do Banco Central Europeu para um mandato de oito anos, com efeitos a partir de 1 de Novembro de A recomendação foi enviada aos senhores deputados e ao Banco Central Europeu, de acordo com o estipulado no Tratado, de molde a que possam emitir o vosso parecer, antes de a recomendação ser apresentada aos Chefes de Estado e de Governo para decisão final. O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu adoptou o seu parecer, a 31 de Julho, e transmitiu-o ao Conselho e ao Parlamento. Este parecer confirma que o Conselho de Governadores do Banco Central Europeu considera o candidato proposto uma personalidade de reconhecida competência e com experiência profissional nos domínios monetário ou bancário, nos termos do estipulado no número 2, alínea b) do artigo 112º do Tratado. Espero que o Parlamento Europeu concorde com o Conselho e o Banco Central Europeu que o senhor Jean- Claude Trichet é um excelente candidato para este importante cargo. A adopção do parecer do Parlamento permitirá aos Chefes de Estado e de Governo tomar uma decisão final sobre a tomada de posse do novo Presidente do Banco Central Europeu, dentro do prazo previsto na recomendação do Conselho Randzio-Plath (PSE), relatora. (DE) Senhor Presidente, recomendo ao Parlamento, em nome da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, que confirme a nomeação do Senhor Jean-Claude Trichet como o candidato indicado para o cargo de Presidente do Banco Central Europeu. O candidato apresentou uma declaração por escrito e deu explicações orais à comissão no decorrer de um processo de confirmação. Convenceu os membros da comissão não só no que diz respeito à sua integridade pessoal e à sua competência profissional, mas também no que concerne às suas ideias sobre a política económica e monetária na zona euro. Mostrou, simultaneamente, que está receptivo à exigência de maior transparência e responsabilidade democrática por parte do Banco Central Europeu. O Banco Central Europeu atingiu, agora, a maturidade, cinco anos depois da sua criação. A sua independência em termos políticos, económicos, financeiros, organizacionais e de recursos humanos está garantida e não será posta em causa pelo projecto do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa. O seu elevado grau de independência, superior ao da Reserva Federal Americana, significa que o BCE tem um elevado grau de responsabilidade na evolução macro-económica e social. Tal exige a maior transparência possível, no interesse da democracia e da política de integração. Por esta razão, a transparência das decisões e dos processos de tomada de decisão faz parte integrante do papel do Banco Central Europeu. Este esforço por alcançar a

2 2 23/09/2003 transparência reflecte-se no diálogo monetário trimestral com o Parlamento Europeu, nas publicações e nas decisões periódicas, mas também nos relatórios, nas conferências e na previsão da inflação, publicada semestralmente. Ocorreu, assim, uma espécie de revolução cultural na Europa. A cultura dos bancos centrais nacionais na Europa não tinha este tipo de transparência. Aliás, a transparência também é do interesse do BCE, visto que este ainda é uma instituição recente, dependendo, portanto, particularmente da criação e da consolidação da sua legitimidade, credibilidade e fidedignidade, enquanto autoridade europeia. Afinal, o sistema monetário de uma nação reflecte tudo o que este representa e tudo aquilo a que ela aspira e suporta, para citar um economista europeu muito importante, Josef Schumpeter. Penso que, na fase actual do debate, a inclusão da totalidade do Tratado de Maastricht no projecto de Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa foi um passo correcto. O papel dos bancos centrais passou por uma mudança radical, ao longo dos séculos da sua existência, desde a sua forma privada de organização na história até à sua mudança de estatuto nos EUA, ao conceito de combate à inflação e ao papel de um banco emissor independente. É possível que ainda seja demasiado cedo para encontrar, hoje, respostas aos novos desafios. A tarefa consiste em definir o papel do Banco Central num mundo globalizado, dominado pelo negócio, pelo comércio e pelos mercados financeiros internacionais. Isto significa não só mercados dinâmicos, mas também riscos acrescidos e maiores para a estabilidade financeira internacional. Sendo assim, que papel podem e devem desempenhar os bancos centrais para contribuirem para a estabilidade financeira, para evitarem as crises financeiras e para prestarem ajuda? O BCE está apetrechado para desempenhar um papel de mutuante de último recurso? É isto que pretendemos? O euro realçou o estatuto internacional da Europa. O BCE terá de desempenhar um papel cada vez maior na definição e na implementação de políticas adequadas à economia global. Estamos preocupados com o desequilíbrio dramático na economia dos EUA e com os riscos que tal pode implicar para qualquer outra parte do mundo, a médio e longo prazo. Muitas das questões relacionadas com a futura política do BCE estão ligadas à nomeação do seu novo Presidente. Elas incluem a definição da estabilidade dos preços, assim como a questão dos instrumentos da política monetária. A manutenção da estabilidade dos preços como objectivo prioritário não pode levar a que o BCE retire o apoio ao crescimento e ao emprego da sua lista de tarefas. A política monetária não é neutra; por conseguinte, o BCE, enquanto agente macro-económico, tem de desempenhar um papel na coordenação das políticas europeias. Neste sentido, a disponibilidade para se empenhar numa coordenação retroactiva não é suficiente. Terão de ser tomadas decisões sobre esta questão e o novo impulso tem de vir do novo Presidente. O Parlamento Europeu espera igualmente outras medidas no sentido de uma maior transparência, desde a publicação de relatórios sumários de decisões que incluam os argumentos a favor e contra as decisões adoptadas até aos resultados (anónimos) da votação no Conselho de Governadores do BCE. O que é importante é que exista uma política monetária aberta e transparente, na qual o acesso aos processos de tomada de decisões seja um dado adquirido, porque isto é de todo o interesse para nós e para o bem comum. O futuro Presidente pode basear-se no trabalho bem sucedido do primeiro Presidente do BCE, Wim Duisenberg. Os deputados do Parlamento Europeu estão confiantes de que irá enfrentar os novos desafios e de que será capaz de encontrar as soluções certas. (Aplausos) Karas (PPE-DE). (DE) Senhor Comissário, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, o meu grupo possui três critérios para a política económica e monetária, de acordo com os quais também avaliamos a proposta para o novo Presidente do Banco Central Europeu. Só na semana passada, nos nossos dias de estudo em Madrid, é que redefinimos e estabelecemos, mais uma vez, os pontos decisivos da nossa política. O primeiro consiste num aval claro e inequívoco do Pacto de Estabilidade e de Crescimento. Consideramos o Pacto de Estabilidade e de Crescimento como o quadro regulamentar para as políticas orçamentais dos Estados-Membros. Consideramo-lo uma condição prévia para a estabilidade dos preços e, por conseguinte, para um crescimento sustentável e para a criação de empregos. O Pacto de Estabilidade e de Crescimento constitui uma força propulsora para as reformas, assim como a base para alcançar mais transparência nas situações orçamentais nos Estados-Membros. Ele constitui também uma orientação no caminho a percorrer pelos novos países candidatos para a moeda comum, permitindo-lhes aderir plenamente ao euro. A nossa segunda pedra angular é a independência do BCE. Esta independência tem de se exprimir através da continuação das políticas que foram dirigidas pela mão firme de Wim Duisenberg. Ela tem de se exprimir através da continuidade, da confiança, da credibilidade, do profissionalismo, do espírito de equipa e da atenção em relação à mudança, assim como através da clareza nas suas decisões e de uma grande capacidade de comunicação. Em terceiro lugar, o nosso grupo diz um claro sim à moeda única. A moeda única constitui a base para um mercado interno que funcione e para a transformação do mercado interno num mercado doméstico. São também estes os critérios que aplicamos na avaliação do candidato. Nas suas declarações escritas, assim como nas respostas orais, ele exprimiu um apoio inequívoco aos princípios do Pacto de Estabilidade e de Crescimento, à estabilidade dos preços, à independência e à moeda única, rejeitando quaisquer tentativas de os

3 23/09/ sabotar como um enfraquecimento da estabilidade da moeda, da estabilidade dos preços e de uma política em prol do crescimento e do emprego. Quando foi questionado sobre os princípios orientadores mais importantes, o senhor Jean-Claude Tichet disse e passo a citar: O mais alto nível de credibilidade na prossecução do objectivo da estabilidade dos preços, a independência, pretendida pelo Tratado CE, perante todo o poder ou grupo de influência, qualquer que seja a sua natureza; finalmente, o realismo e o pragmatismo na avaliação de um ambiente financeiro e económico em rápida mudança, devido às novas tecnologias e às mudanças no comportamento dos agentes económicos. Em segundo lugar, ele disse: A estabilidade dos preços constitui, efectivamente, uma condição necessária para o crescimento e a criação de emprego duráveis. Ele deixou claro que a estabilidade dos preços não basta em si mesma e que tem de ser complementada por uma política orçamental sensata, por um equilíbrio adequado entre o aumento de produtividade e a moderação do crescimento nominal das remunerações e por reformas estruturais urgentemente necessárias. Chamou a atenção para o facto de o Pacto de Estabilidade e de Crescimento estabelecer o projecto global e as regras comuns para as diversas políticas económicas dos Estados-Membros. Por conseguinte, todas as suas respostas revelaram que ele reconheceu e afirmou claramente que os nossos princípios são correctos. Por esta razão, o meu grupo também aprovará a sua nomeação. (Aplausos do Grupo PPE-DE) Goebbels (PSE). (FR) Senhor Presidente, Senhor Comissário, caros colegas, o Grupo Socialista, na sua grande maioria, dará o seu voto favorável a Jean-Claude Trichet. Jean-Claude Trichet foi um dos arquitectos do Tratado de Maastricht e é, sem dúvida, um homem com competência para dirigir o Banco Central Europeu. Mas, justamente porque foi, de certo modo, um dos inventores dos critérios de Maastricht que levaram à adopção do euro por 12 países da União, sabe melhor que ninguém que esses critérios, transferidos, praticamente sem modificações, para o pacto de estabilidade, nada têm de científico: resultam de um compromisso político que reflecte a realidade económica e os equilíbrios políticos da época. O pacto de estabilidade não decorre de uma ciência exacta: tal como qualquer pacto livremente aceite, deve ser respeitado. Todavia, este pacto não é sagrado, como se poderia pensar ao ouvir o colega Karas. Pode e deve ser melhorado, como o Comissário Monti declarou, numa entrevista: é mais que tempo de fazer de um pacto de estabilidade inteligente um pacto de estabilidade e de crescimento ainda mais inteligente. O Grupo do Partido dos Socialistas Europeus é a favor de uma política de estabilidade. A luta contra a inflação é essencial para defender, nomeadamente, os nossos cidadãos mais pobres. Contudo, como salientou o Presidente italiano, Carlo Ciampi, não pode haver estabilidade sem crescimento nem crescimento sem estabilidade. Esta dupla política é, portanto, necessária. O Banco Central Europeu deve lutar contra a inflação mas também contra a recessão. Dispõe de critérios objectivos para lutar contra a inflação mas não dispõe de nenhum para lutar contra a recessão. Para além disso, o Banco Central Europeu deve apoiar as outras políticas económicas da União: neste aspecto, a luta contra a inflação é primordial mas insuficiente. A Europa tem de tomar uma posição mais determinada. Não podemos limitar-nos a reclamar, constantemente, a estabilidade. Devemos, do mesmo modo, investir no crescimento, consagrar mais fundos à investigação e desenvolvimento, às infra-estruturas na Europa, ao ensino e à formação contínua. Esperemos que o Banco Central Europeu, com o seu novo presidente, apoie de forma adequada essa política Lipietz (Verts/ALE). (FR) Senhor Presidente, caros colegas, quando o rei de França Luís XIV morreu, os Franceses mostraram grande entusiasmo pelo seu sucessor, Luís XV. Também nós queremos receber com grande entusiasmo Jean-Claude Trichet e votaremos a favor da sua nomeação, apesar de não haver mais razões objectivas para o apoiar do que havia para amar, por antecipação, Luís XV. A letargia do seu antecessor é a principal razão do nosso entusiasmo em relação a Jean- Claude Trichet. Jean-Claude Trichet dir-nos-á que, durante todo o seu mandato de vice-presidente, apesar de ser mandatado para apoiar, como tarefa secundária, os objectivos da União Europeia os objectivos de Lisboa e de Gotemburgo, a saber, o pleno emprego e o desenvolvimento sustentável considerava que, para obter esse apoio, bastava perseguir o primeiro objectivo, ou seja a estabilidade de preços. Consequentemente, durante os três anos e meio do seu mandato, para a mesma taxa de inflação que os Estados Unidos tivemos resultados muito piores do que os Americanos no domínio do investimento e da estabilidade. Espero que Jean-Claude Trichet não diga: "Basta que isto dure enquanto eu cá estiver, depois, seja o que Deus quiser!" Abitbol (EDD). (FR) Senhor Presidente, tal como a maioria do meu grupo e, em todo o caso, todos os Franceses do Grupo para a Europa das Democracias e das Diferenças, votarei contra a nomeação de Jean- Claude Trichet para a presidência do Banco Central Europeu, apesar de me terem explicado que não é costume votar contra um compatriota. Porém, como todos vimos, Jean-Claude Trichet abjurou a nacionalidade na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, dizendo "I'm not a frenchman", para obter as boas graças da Comissão, e parece que o conseguiu.

4 4 23/09/2003 A razão da nossa oposição é, todavia, mais profunda. Jean-Claude Trichet, como todos os Franceses sabem, é um dos instigadores de uma política que sacrifica, que sacrificou e que continuará deliberadamente a sacrificar o crescimento ao dogma malthusiano da estabilidade. De há dez anos a esta parte pagamos com um ponto de crescimento por ano a política monetária do Banco Central e devo confessar que me surpreende, Senhor Deputado Alain Lipietz, que se tenha tornado um monárquico tão convicto. Durante os trabalhos da Convenção Europeia, tentámos, o senhor deputado Katiforis e muitos outros, quase todos os socialistas, os Verdes, mudar esse dogma e propor que, na nova Constituição Europeia, ao crescimento fosse conferida a mesma ambição que à estabilidade. Falhámos e julgo que o Parlamento ou, pelo menos, os Deputados que travaram esse combate, poderiam recuperar alguma dignidade abstendo-se quanto à nomeação de Jean-Claude Trichet, a tal ponto ele simboliza essa política que causou e continua a causar tanto prejuízo, como quotidianamente observamos, à economia europeia Villiers (PPE-DE). - (EN) Senhor Presidente, irei abster-me da votação sobre a nomeação de Jean-Claude Trichet, em parte, porque, como o Reino Unido não faz parte da zona euro, tendo a ser cauteloso ao falar sobre questões de organização interna relacionadas com euro, e, em parte, porque me sinto dividido em relação à sua nomeação. O Senhor Jean-Claude Trichet é, sem dúvida, excepcionalmente talentoso, competente e inteligente como governador de um banco central. No entanto, ao terminarmos as nossas discussões na comissão, pareceu-me que, apesar dessas qualidades, não tinha verdadeiramente nada de novo para dizer sobre o euro. Não apresentou respostas para alguns dos problemas económicos reais que estamos a observar na zona euro. Estão a registar-se níveis crescentes de desemprego na Alemanha e em França, dois países cujas economias estão a enfrentar problemas, na medida em que nenhum deles está a cumprir as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento. Existem, manifestamente, problemas económicos reais na zona euro e nada do que o Sr. Jean- Claude Trichet disse me leva a crer que tenha capacidade para os resolver. Não foi para mim surpresa nenhuma constatar que os Suecos votaram contra a abolição da sua moeda nacional. As dificuldades económicas que continuam a verificar-se na zona euro são uma das muitas razões pelas quais o Reino Unido não deve, também, abolir a sua moeda nacional. Por estas razões, irei abster-me na votação sobre a nomeação de Jean-Claude Trichet Berès (PSE). (FR) Senhor Presidente, não serei mais monárquica que Robert Goebbels ou Alain Lipietz e, assim, vou apoiar a nomeação de Jean-Claude Trichet devido às suas competências profissionais. Creio que, entre os governadores dos bancos centrais da zona euro, as suas qualidades são unanimemente reconhecidas. Possui todas as capacidades para ser um presidente rigoroso do BCE. Não terá a nota máxima pela política monetária que vai desenvolver, mas ainda não encontrei nenhum governador de um banco central aberto a uma política monetária diferente. Parece-me, portanto, que temos de procurar uma alteração da política económica e monetária da zona euro noutro lado. Permita-me complementar a minha posição com três observações. A primeira é que espero e, para já, não disponho de elementos para poder afirmar que tal se confirmará, que Jean-Claude Trichet seja mais aberto ao que devemos chamar coordenação das políticas económicas. Como actor da assinatura do Tratado de Maastricht, sabe muito bem que esse Tratado assenta em dois pilares: a união monetária e a união económica. Esta união económica não pode funcionar sem governos capazes de compreender que a sua política orçamental e fiscal é do interesse comum. O papel do governador do Banco Central, hoje, se não quiser ser constantemente o bode expiatório, é recordar aos governos essa responsabilidade. Dizer aos governos que podem dispensar a coordenação das políticas económicas seguindo simplesmente uma política monetária e instando-os apenas a proceder a reformas estruturais não permitirá à zona euro encontrar um verdadeiro potencial de crescimento baseado em investimentos na investigação, no desenvolvimento e no ensino. A minha segunda observação é que, se pretendemos restabelecer a confiança, precisaremos dessa coordenação das políticas económicas e não apenas de um banco central que aplique os critérios de forma rigorosa. Finalmente, aproveitarei o debate desta manhã para manifestar a minha estupefacção e preocupação perante a posição que ontem tomou o Banco Central Europeu ao solicitar que, entre os objectivos do projecto de Constituição, figurem um crescimento não inflacionista e a estabilidade de preços. Parece-me que o equilíbrio da redacção do artigo 3º tal como saído da Convenção é absolutamente satisfatório e que seria perigoso seguir, nessa matéria, o Banco Central Pex (PPE-DE). (NL) Senhor Presidente, uma audiência com o presidente ou um governador do Banco Central deixa sempre muito a desejar, já que a pessoa em causa tem de ter o maior cuidado em público por virtude do seu cargo. Quanto ao resto, apreciei a sua competência. Baseando-me na resposta ao questionário preparado pela Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, cheguei à conclusão de que o Sr. Jean- Claude Trichet é uma espécie de clone do Sr. Win Duisenberg. Creio que será óptimo se esta comparação se mantiver válida a longo prazo. A diferença entre um e outro foi de ordem linguística. É que, em questões de política monetária, a psicologia é importante. O Sr. Duisenberg nunca falava neerlandês, porque o inglês é a principal língua do BCE e, a meu ver, o Sr. Jean-Claude Trichet falou demasiado francês durante a audiência.

5 23/09/ Espero que isto não signifique que irá ser um pouco francês demais de um ponto de vista funcional, porque desejamos que ele defenda a causa do euro numa linguagem clara em Paris. O euro só existirá se as pessoas tiverem confiança na sua moeda. Para isso acontecer, é necessário que haja uma aplicação rigorosa das regras do Pacto de Crescimento e Estabilidade. Foi com grande prazer que constatei que o Sr. Jean-Claude Trichet é da mesma opinião e irá prosseguir a política do Sr. Wim Duisenberg. É extremamente importante aderirmos às regras do Pacto de Crescimento e Estabilidade sem jogos políticos e sem interpretarmos as regras de modo a promovermos os nossos próprios interesses. Aqueles que defendem que se adopte uma abordagem flexível dessas normas para promover o crescimento - estou a pensar, concretamente, no Senhor Primeiro-Ministro Raffarin, por exemplo - negam, ou não compreendem, ou, o que é ainda mais grave, não querem compreender que as percentagens mencionadas no Pacto de Crescimento e Estabilidade já têm uma componente estrutural que actua em todos os movimentos da economia. Espero que o Sr. Jean-Claude Trichet continue a seguir esta linha no futuro e que seja coerente quando chegar o momento de aplicar as regras, e, também, que fale claramente sobre este assunto em Paris. Espero que a Comissão Europeia faça o mesmo e, caso necessário, aplique sanções aos Estados-Membros que não cumpram as regras. Uma política rigorosa promove a credibilidade da união monetária e a confiança no nosso euro. Segundo a economia clássica, die Massengewohnheit der Annahme [o costume de aceitação das massas] está na base do funcionamento do dinheiro. O nosso desejo de utilizar o euro na União Europeia tem de ser confirmado e tem de aumentar de dia para dia Santos (PSE). Senhor Presidente, a substituição do senhor Wim Duisenberg não será uma tarefa fácil porque o actual presidente liderou com sucesso o Banco Central no período de criação da moeda única e, sobretudo, porque começa a ser inadiável a exigência de uma política monetária mais generosa para o crescimento económico. Nas respostas que deu à Comissão Parlamentar, o senhor Jean-Claude Trichet acentuou, entre outros, como princípio fundamental, o realismo e o pragmatismo na tomada em consideração do ambiente económico e financeiro em mutação muito rápida. Ora, é esse realismo e pragmatismo que se espera do novo presidente. Os cidadãos europeus reclamam mais crescimento económico e mais emprego. A maioria dos políticos que os representam exige mais flexibilidade orçamental e compreensão monetária perante a situação de crise económica que a Europa atravessa. Não ouvir nem atender a estas preocupações, para lá de nada resolver, terá inevitavelmente o custo de reforçar a descredibilização da moeda única e, por arrastamento, o enfraquecimento da adesão dos cidadãos à União Económica e Monetária. O resultado do referendo na Suécia e as recentes sondagens sobre o nível de adesão dos noruegueses à Europa são um sério aviso. Não é possível continuar a ignorar que os cidadãos começam a pensar que o euro tem um custo demasiado elevado para a Europa. O pacto de estabilidade e crescimento, de que a Comissão é guardiã e o Banco Central Europeu feroz defensor, corresponde a uma ideia generosa e fundamental, mas está elaborado de forma deficiente porque não responde a situações de crise como a actual. Mais importante que o nível do défice é a definição das grandes linhas de orientação para a despesa pública, e o pacto ignora este princípio. Uma coisa é promover o défice para baixar impostos, o que isoladamente tem uma escassa utilidade económica e gera sempre iniquidades, outra bem diferente é aceitar o défice como resultado de políticas de investimento verdadeiramente relançadoras da economia. É certo que os benefícios keynesianos do aumento da despesa pública se esgotam a partir de determinado nível, mas também é verdade que as sucessivas iniciativas para o crescimento económico que se anunciam, sendo absolutamente indispensáveis para a recuperação, nunca serão possíveis sem o aumento da despesa pública. É, aliás, muito estranho que tanto se fale hoje de iniciativas para o crescimento económico, quando ainda estão muito longe as reformas e os objectivos que, com esta mesma finalidade, foram definidos na estratégia de Lisboa. Pede-se, pois, ao BCE o realismo e o pragmatismo que o seu futuro presidente reconhece ser necessário para que um sistema económico, o da moeda única e da política monetária comum, laboriosa e dificilmente construído, não corra o risco de desabar. Esta é, aliás, a responsabilidade do senhor Jean-Claude Trichet. Boa Sorte! Radwan (PPE-DE). (DE) Senhor Presidente, também eu gostaria de exprimir o apoio ao senhor Jean-Claude Trichet em nome da CSU. Tal deve-se, antes de mais, à sua competência profissional e, em segundo lugar, às suas qualidades pessoais, porque ele irá prosseguir a tradição estabelecida pelo senhor Wim Duisenberg. Embora a minha estimadíssima colega Villiers tenha criticado o senhor Jean-Claude Trichet por ele não ter nada de novo a dizer, é precisamente isto que procuramos. Queremos que ele se empenhe na continuidade como Presidente do BCE. Isto aplica-se especialmente às tarefas centrais do BCE inflação baixa, um compromisso em prol da independência do BCE e a luta pela defesa do Pacto de Estabilidade. Neste contexto, espero especialmente que, enquanto francês, ele seja exigente com o seu país natal. Espero igualmente que os dois Comissários que estão hoje no Plenário como nossos convidados, o senhor Comissário Solbes e o senhor Comissário Bolkestein, lutem pelo cumprimento do Pacto de Estabilidade. A Suécia mostrou-nos como uma política orçamental errada nos Estados-Membros pode influenciar o voto. O que me desagrada realmente neste debate é a crítica

6 6 23/09/2003 constante ao BCE. O BCE está a ser responsabilizado pelo cumprimento dos objectivos de Lisboa. A responsabilidade principal pelo cumprimento dos objectivos de Lisboa não é do BCE, nem da Comissão. Estas instituições podem contribuir ambas para o processo, mas são os Estados-Membros que têm a responsabilidade principal e perdeu-se aqui muito tempo porque os Estados-Membros não fizeram os seus trabalhos de casa. Gostaria de pedir a todos os senhores que responsabilizam regularmente o BCE e que exprimem a sua crítica em relação a este que sejam tão ou mais críticos em relação às falhas dos Estados-Membros. Penso que isto nos levaria muito mais longe. (Aplausos) Katiforis (PSE). (EL) Senhor Presidente, a nomeação do novo Presidente do Banco Central Europeu e o respectivo parecer do Parlamento Europeu representam o exercício prático da soberania dos povos europeus e devem ser encarados com a devida seriedade. Desejaríamos que a nomeação pudesse um dia ser feita exclusivamente pelo Parlamento, pois teria maior validade e maior peso. A Assembleia tem hoje diante de si o parecer positivo da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários e não restam dúvidas quanto à competência profissional do candidato. Pelo contrário, a sua extraordinária carreira até aos dias de hoje é uma garantia total da sua competência pessoal. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer sobre a filosofia económica que o candidato a Presidente do Banco Central Europeu defendeu tão obstinadamente perante a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários. Ainda agora me custa a compreender como é que um economista com a enorme experiência de Jean-Claude Trichet pode defender que, em tempos de estagnação económica prolongada, o aumento da despesa pública pode prejudicar a recuperação da economia. Recorreu a vários sofismas teóricos para o justificar, embora seja sabido, pelos menos desde 1910, que o antídoto clássico para a depressão e para o desemprego é a realização de obras públicas. Imagino que até Jean- Claude Trichet há-de convir que, sem investimento, a máquina da economia não pode recomeçar a trabalhar e imagino que ele próprio se dará conta dos atrasos registados ao nível do investimento privado bem como da necessidade de impulsionarmos o investimento público, como acabaram por compreender, ainda que tardiamente, o Presidente Chirac e o Chanceler Schröder. No entanto, se a persistência nesta filosofia foi motivo suficiente para votar contra a nomeação de Jean-Claude Trichet na semana passada, receio muito que tenha deixado de o ser porque entretanto o povo sueco disse não ao euro, obrigando-nos a juntarmo-nos todos em torno dos símbolos da estabilidade da moeda única, e é essa a razão pela qual me sinto na obrigação e penso que falo pelo menos em nome dos meus colegas gregos que pensam como eu de votar a favor de Jean-Claude Trichet e de lhe dar o meu apoio. Em todo o caso, espero que os acontecimentos nos obriguem a adoptar uma posição e uma atitude diferentes, porque os governadores dos bancos centrais não podem servir-se da sua posição para dizer, como dizia o Sr. Lipietz, "après moi le déluge", [depois de mim o dilúvio] nem podem dizer "avant moi le déluge, pendant moi le déluge, et après moi Dieu nous sauve" [antes de mim o dilúvio, durante o meu mandato o dilúvio e, depois de mim, Deus nos acuda!] Magri, Conselho. (IT) Senhor Presidente, gostaria de agradecer aos deputados a atenção e autoridade de que deram mostra nas suas intervenções. Temos o orgulho, a honra, o privilégio e a consciência de fazer parte da transição para uma União Europeia alargada e, hoje, testemunhamos um momento que é seguramente importante para o reforço e a estabilidade da Europa. Ao reiterar o apoio do Conselho à candidatura do senhor Jean-Claude Trichet, gostaria de assegurar ao Parlamento que transmitirei todas as opiniões aqui expressas, hoje, positivas e negativas, aos meus colegas do Conselho. Permitam-me que conclua com uma palavra de encorajamento: gostaria de citar Séneca, que disse na Providência que, felizmente, com frequência, as provas difíceis recaem sobre os homens capazes de as superar. Estou convicto de que será esse o caso Presidente. Está encerrado o debate. A votação terá lugar hoje às 11H Patenteabilidade dos inventos que implicam programas de computador Presidente. Segue-se na ordem do dia o relatório (A5-0238/2003) da deputada McCarthy, em nome da Comissão dos Assuntos Jurídicos e do Mercado Interno, sobre a proposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à patenteabilidade dos inventos que implicam programas de computador (COM(2002) 92 C5-0082/ /0047(COD)) Bolkestein, Comissão. - (EN) Senhor Presidente, em nome da Comissão, gostaria de começar por agradecer à senhora deputada McCarthy, relatora para este assunto complexo e técnico, mas importante, o excelente trabalho que fez ao elaborar este relatório. Gostaria igualmente de agradecer aos relatores da Comissão para a Cultura, a Juventude, a Educação, os Meios de Comunicação e os Desportos, e da Comissão da Indústria, do Comércio Externo, da Investigação e da Energia, que deram também um contributo importante para o trabalho do Parlamento sobre esta questão.

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