ADIÇÕES OU SUBSTITUTOS PARCIAIS DO CIMENTO PORTLAND

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ADIÇÕES OU SUBSTITUTOS PARCIAIS DO CIMENTO PORTLAND"

Transcrição

1 Adição material inorgânico, com finura à do cimento, adicionado ao betão o na amassadura para melhorar certas propriedades ou para adquirir propriedades especiais Tipos de adições Podem substituir parcialmente o cimento Portland diferentes tipos de cimentos Não se designam por Adição, pois são juntos ao clinquer em fabrica e não na 1 altura da amassadura do betão

2 TIPO I (adições quase inertes) - Fileres e filer calcário (L, LL). Cimentos Portland de calcário (CEM II-L e LL) Filer material com finura à do cimento Portland, benéfico para as seguintes propriedades do betão Inertes quimicamente (em geral) Porém, se originarem taumasite Contribuem para o ataque do betão por sulfatos Só com clinquer Portland < 35% Centros de concentração de reacções melhor hidratação do cimento Portland Mais utilizado Filer calcário cimentos Portland de calcário (CEM II/A-L, CEM II/B-L, CEM II/A-LL, CEM II/B-LL) 2 Qq cimento < 5%

3 FILER para cimentos Portland de calcário (CEM II/A-L, CEM II/B-L, CEM II/A-LL, CEM II/B-LL) % argila VBS < 1,2g/100g EN TOC (teor de carbono orgânico total) LL < 0,2% (em massa) L < 0,5% (em massa) % CaCO3 > 75% (em massa) s.e. > 500m 2 /kg + boa mistura melhor granulometria das partículas < % de água ADIÇÃO de filer calcário Actua como corrector granulométrico dos finos LNEC E classes (A a D) 200m 2 /kg < s.e. < 600m 2 /kg 3

4 TIPO II (adições hidráulicas latentes) Escória de alto forno. Cimentos de escória (CEM II-S) e cimentos de alto forno (CEM III) Escórias de alto forno (slag) Subproduto do fabrico do ferro fundido Mistura de OCa, SiO 2 e Al 2 O 3 Mesmos constituintes do cimento Portland Reacção mto lenta sem aplicação prática Aplicação prática activadores soda / potassa cáustica cal silicato de sódio cimento portland (qdo hidratado ph > 12) Minério de ferro mistura de óxidos de ferro e substâncias ricas em cálcio silício e alumínio Minério de ferro + carvão + fundente entram pela parte superior do alto forno fundem a 1500ºC parte inferior do alto forno recolhe-se ferro fundido + escórias 1t de ferro 300kg de escória 4

5 Escória de alto forno Aplicações das Escórias de alto forno Cimentos Portland de escória (CEM II/A-S, CEM II/B-S) 35 a 95% de escórias AF + 5 a 64% (ou mais) de clinquer Portland 6 a 35% de escórias AF + 65% (ou mais) de clinquer Portland Cimentos de alto forno 5 (CEM III/A, CEM III/B, CEM III/C)

6 Escória de alto forno Aplicação das Escórias de alto forno na indústria do cimento Vantagens: ambientais económicas * Exigido: composições física e química apropriadas amorfa ( > 66%) γ = 2,9 g/cm 3 < 3,1 g/cm 3 (cimento portland) Limites para a composição química média (em massa) Arrefecimento rápido com água fria GRANULAÇÃO Não cristalino (inofensivo) > 1 < 1,4 * Economia de cerca de 200kg de carvão / t de clinquer substituído por 1t de escória 6

7 Escória de alto forno Aspecto das Escórias de alto forno PELETIZAÇÃO (forma + recente de conseguir o estado amorfo da escória) Escória obtida tem menos água 7 + eficaz do que a granulação

8 Escória de alto forno PELETIZAÇÃO PASSOS 1 - Escória em fusão expandida por injecção de água 2 passa por 1 roda dentada que projecta as partículas do material arrefecidas por jactos de água 8

9 Escória de alto forno PROCESSOS DE UTILIZAÇÃO DA ESCÓRIA SUBSTITUIÇÃO ADIÇÃO moída em conjunto com o clinquer adicionada no fim da moagem do clinquer depois de peletizada é moída até finura > 275m 2 /kg PROCESSO TRIEFF (Bélgica) moída molhada e armazenada em pasta para aplicação posterior - Moagem em meio húmido + económica - Produto final + fino Processo + EFICAZ 9

10 Escória de alto forno PRODUTOS DA HIDRATAÇÃO DA ESCÓRIA aos da hidratação do cimento portland Durabilidade excepto na ausência de Ca(OH) 2 ESCÓRIA + eficaz que cimento portland Ataque por sulfatos e por alcális apenas em soluções sobressaturadas de Ca(OH) 2 Cimentos com + de 50% de escórias elevada resistência química Não se formam os produtos de hidratação do C 3 A do cimento portland Forma-se aluminato bicálcico hidratado 10

11 Escória de alto forno Substituição de cimento Portland por 40 a 65% de escórias Substituição de cimento Portland por escórias Influência na expansão provocada por reacção álcalissílica reactiva do agregado Influência na resistência à penetração dos cloretos 11

12 Pozolanas TIPO II (adições com propriedades pozolânicas) Materiais pozolânicos. Actividade pozolânica. Classificação das pozolanas Materiais pozolânicos substâncias naturais de composição substâncias naturais de composição siliciosa, sílico-aluminosa ou uma combinação de ambas Não endurecem misturados com água COMPOSIÇÃO SiO 2 (dióxido de sílicio reactivo) Al 2 O 3 Fe 2 O 3 outros óxidos Mto moídos, em água, à temperatura ambiente reagem com o Ca(OH)2 dissolvido compostos de silicato e aluminato de cálcio desenvolvendo resistência aos do endurecimento dos materiais hidráulicos SiO 2 > 25% (em massa) % insignificante de CaO reactivo para endurecimento 12

13 Pozolanas Pozolana + Ca(OH) 2 gel C-S-H + pobres em cálcio do que os da hidratação do cimento portland Não necessitam contacto com soluções sobressaturadas de Ca(OH) 2 REACTIVIDADE POZOLÂNICA Sílica e Alumina pouco cristalinas Ligada à estrutura interna Ex: quartzo (inerte) Qto + afastada do estado cristalino > reactividade Determinante para o início da reacção pozolana/cal Pq reacção dá-se com a pozolana no estado sólido Estado da superfície Elevada área de contacto com Ca(OH) 2 dissolvido s.e. 600 a 1000 m2/kg 2 a 3 x a do cimento 13 Portland

14 Pozolanas Classificação das Pozolanas naturais artificiais subprodutos industriais ou da agricultura ARGILAS OU XISTOS NATURAIS s/ prop. pozolânicas iniciais a 500 a 900ºC adquirem essas propriedades Designações: pozolana natural calcinada xisto cozido Designações: cinza volante sílica de fumo cinza de casca de arroz Provêm de MAGMAS (em geral ácidos, i.e., ricos em sílica) em estado amorfo ou cripto-cristalino (devido à solidificação rápida) reactividade > depois da meteorização Materiais processados por: - britagem - moagem - peneiração 14

15 Pozolanas Queima controlada de casca de arroz Cinza de casca de arroz Pozolana mto reactiva Constituída por sílica amorfa Partículas não mto pequenas Estrutura celular elevada superfície específica 15

16 Pozolanas Cimento pozolânico Alguma resistência ao ataque por sulfatos e por ácidos fracos Taxa de desenvolvimento de calor durante a hidratação < MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO DA REACTIVIDADE DE UMA POZOLANA Métodos baseados Na determinação da tensão de rotura de pastas ou argamassas Ex: ÍNDICE DE ACTIVIDADE Na determinação do grau de combinação do Ca(OH) 2 com a pozolana Ex: POZOLANICIDADE 16

Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades

Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades É um aglomerante hidráulico obtido pela moagem do clínquer Portland com adições de gesso e, eventualmente, escória básica de alto-forno, pozolana

Leia mais

DECIV EM UFOP Aglomerantes Cimento Portland

DECIV EM UFOP Aglomerantes Cimento Portland MATERIAIS DE CONSTRUÇAO DECIV EM UFOP Aglomerantes Cimento Portland Cimento Portland Cimento Portland 3 Cimento Portland Aglomerante hidráulico produzido a partir da moagem do clínquer constituído por

Leia mais

A especificação LNEC E 464:2016 O que muda? Arlindo Gonçalves e Manuel Vieira - LNEC

A especificação LNEC E 464:2016 O que muda? Arlindo Gonçalves e Manuel Vieira - LNEC A especificação LNEC E 464:2016 O que muda? Arlindo Gonçalves e Manuel Vieira - LNEC Secções a alterar Errata 2008 Índice Preâmbulo 1 Objecto 2 Referências normativas 3 Aptidão dos cimentos, adições e

Leia mais

Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II

Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II Pontifícia Universidade Católica de Goiás Engenharia Civil Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II Professora: Mayara Moraes Adições Minerais ASTM C125 Aditivos/adições (Admixtures): Qualquer

Leia mais

Presa. Difícil de determinar o instante em que se dá a passagem do estado líquido ao estado sólido

Presa. Difícil de determinar o instante em que se dá a passagem do estado líquido ao estado sólido LIGANTES HIDRÓFILOS CIMENTOS Propriedades físicas e mecânicas do cimento Presa Métodos de definição do início de presa: condutibilidade eléctrica viscosidade desenvolvimento de calor, etc. Difícil de determinar

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL Concreto translúcido M.Sc. Arq. Elena M. D. Oliveira Concreto Translúcido Uma empresa húngara desenvolveu um tipo de concreto que, misturado a uma pequena porcentagem de fibras

Leia mais

Materiais constituintes do Concreto. Prof. M.Sc. Ricardo Ferreira

Materiais constituintes do Concreto. Prof. M.Sc. Ricardo Ferreira Materiais constituintes do Concreto Prof. M.Sc. Ricardo Ferreira Adições Prof. M.Sc. Ricardo Ferreira Fonte: Egydio Herve Neto Dario Dafico Silvia Selmo Rubens Curti, 3/42 Adições Adições minerais são

Leia mais

Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II

Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II Pontifícia Universidade Católica de Goiás Engenharia Civil Adições Minerais ao Concreto Materiais de Construção II Professora: Mayara Moraes Adições Minerais Fonseca, 2010: Aditivos químicos ASTM C125

Leia mais

APLICAÇÕES DO CIMENTO

APLICAÇÕES DO CIMENTO UNIVERSIDADE DO ALGARVE APLICAÇÕES DO CIMENTO Catarina Coelho CIMPOR Indústria de Cimentos, S.A. Definição de Cimento Material inorgânico finamente moído que, quando misturado com água, forma uma pasta

Leia mais

Cimento Portland pozolânico

Cimento Portland pozolânico JUL 1991 NBR 5736 Cimento Portland pozolânico ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13-28! andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇAO. DECIV EM UFOP Aglomerantes Cimento Portland

MATERIAIS DE CONSTRUÇAO. DECIV EM UFOP Aglomerantes Cimento Portland MATERIAIS DE CONSTRUÇAO DECIV EM UFOP Aglomerantes Cimento Portland Cimento Portland Cimento Portland 3 Cimento Portland Aglomerante hidráulico produzido a partir da moagem do clínquer constituído por

Leia mais

O que é cimento Portland?

O que é cimento Portland? O que é cimento Portland? HISTÓRICO PRODUTO FABRICAÇÃO TIPOS APLICAÇÕES QUALIDADE ITAMBÉ Fonte: SNIC, 2015 70,2 milhões de toneladas 353 kg/hab Cimento Bloco Alvenaria Residência PRODUÇÃO APLICAÇÃO E

Leia mais

Materiais e Processos Construtivos. Agregados. Frank Cabral de Freitas Amaral 1º º Ten.-Eng.º. Instrutor

Materiais e Processos Construtivos. Agregados. Frank Cabral de Freitas Amaral 1º º Ten.-Eng.º. Instrutor Agregados Frank Cabral de Freitas Amaral 1º º Ten.-Eng.º Instrutor Março/2005 Programação SEMANA DATA TÓPICOS 1 2 3 4 5 6 7 8 06/mar 09/mar 13/mar 16/mar 20/mar 23/mar 27/mar 30/mar 3/abr 6/abr 10/abr

Leia mais

Materiaisde Construção. UCP Engenharia Civil

Materiaisde Construção. UCP Engenharia Civil Materiaisde Construção Parte II CimentoPortland UCP Engenharia Civil II Clinker (silicatos hidráulicos de cálcio)+ adições Clinker = produto granular resultado da calcinação de cal (CaO), sílica(sio2),

Leia mais

Os materiais de proteção térmica devem apresentar:

Os materiais de proteção térmica devem apresentar: Os materiais de proteção térmica devem apresentar: Elevado calor específico Reduzida condutividade térmica Garantia de integridade durante a evolução do incêndio Resistência mecânica adequada Custo viável

Leia mais

CIMENTO PORTLAND: NOMENCLATURA

CIMENTO PORTLAND: NOMENCLATURA Pontifícia Universidade Católica de Goiás Engenharia Civil Prof.: Mayara Moraes CIMENTO PORTLAND: NOMENCLATURA TIPO CP XXX RR Cimento Portland Composição Classe - Resistência aos 28 dias(mpa) SIGLA Ex.:

Leia mais

CONCRETO Componentes AGLOMERANTES. AGLOMERANTES Classificação. AGLOMERANTES Requisitos importantes. AGLOMERANTES Propriedades fundamentais CIMENTO

CONCRETO Componentes AGLOMERANTES. AGLOMERANTES Classificação. AGLOMERANTES Requisitos importantes. AGLOMERANTES Propriedades fundamentais CIMENTO CONCRETO Componentes Fase contínua Pasta de cimento endurecida Zona de transição Interface entre a pasta e o agregado Fase descontínua Agregados Componente cuja principal característica é endurecer quando

Leia mais

DURABILIDADE ESTRUTURAS DE BETÃO

DURABILIDADE ESTRUTURAS DE BETÃO DURABILIDADE ESTRUTURAS DE BETÃO António Costa Instituto Superior Técnico DURABILIDADE Objectivo Assegurar que a estrutura satisfaça, durante o seu tempo de vida, os requisitos de utilização, resistência

Leia mais

Cimento Portland comum

Cimento Portland comum CDU: 666.942.2 JUL 1991 NBR 5732 Cimento Portland comum ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13-28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro

Leia mais

Efeito do Processo de Calcinação na Atividade Pozolânica da Argila Calcinada

Efeito do Processo de Calcinação na Atividade Pozolânica da Argila Calcinada Realização 20 a 22 de Junho de 2016 - São Paulo/SP Efeito do Processo de Calcinação na Atividade Pozolânica da Argila Calcinada Gabriel Alves Vasconcelos Engenheiro Civil João Henrique da Silva Rêgo Professor

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 2. Apoio às aulas práticas

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 2. Apoio às aulas práticas MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 2 Apoio às aulas práticas Joana de Sousa Coutinho FEUP 2002 MC2 0 MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 2 Calda de cimento Argamassa Betão Cimento+água (+adjuvantes) Areia+ Cimento+água (+adjuvantes)

Leia mais

Tecnol. Mecânica: Produção do Ferro

Tecnol. Mecânica: Produção do Ferro A história do homem é a história do domínio da tecnologia dos materiais. Não é à toa que alguns de seus períodos se confundem com os materiais mais usados neles: Idade da Pedra, Idade do Bronze, Idade

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL INTRODUÇÃO Construção Civil Importância no desenvolvimento social e econômico. Novas moradias, indústrias, estradas... Geradora de impactos ambientais e consumo

Leia mais

Gesso de Construção FATEC SP. Aglomerante Aéreo

Gesso de Construção FATEC SP. Aglomerante Aéreo (http://www.tallestskyscrapers.info/images/tallest-buildings.jpg) MCC I - AGLOMERANTES MCC I Aglomerantes Aglomerante Aéreo Gesso de Construção O gesso de construção é produzido por calcinação do minério

Leia mais

Universidade Federal do Ceará. Curso de Engenharia Civil. Aulas 1 e 2: Aglomerantes Cal, Gesso e Cimento. Prof. Eduardo Cabral

Universidade Federal do Ceará. Curso de Engenharia Civil. Aulas 1 e 2: Aglomerantes Cal, Gesso e Cimento. Prof. Eduardo Cabral Universidade Federal do Ceará Curso de Engenharia Civil Aulas 1 e 2: Aglomerantes Cal, Gesso e Cimento Prof. Eduardo Cabral Definições Aglomerantes É o material ligante, ativo, geralmente pulverulento,

Leia mais

Escórias e refratários

Escórias e refratários Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno Departamento de Engenharia de Materiais Escola de Engenharia de Lorena Universidade de São Paulo 2016 LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T.

Leia mais

4 CAL AÉREA E CAL HIDRÁULICA

4 CAL AÉREA E CAL HIDRÁULICA Ciências de Materiais 1ª Parte 4 CAL AÉREA E CAL HIDRÁULICA 4.1 Introdução Um dos ligantes artificiais mais antigos é o ligante que resulta da cozedura dos calcários, constituídos sobretudo por CaCO 3,

Leia mais

Rodovia Presidente Dutra, km 163 Nº total de Centro Rodoviário Vigário Geral

Rodovia Presidente Dutra, km 163 Nº total de Centro Rodoviário Vigário Geral DNIT MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA ESTRUTURA DE TRANSPORTES NORMA DNIT 050/2004 EM Pavimento rígido Cimento Portland Especificação de material Autor: Diretoria de Planejamento

Leia mais

ARGAMASSAS E CONCRETOS AGLOMERANTES

ARGAMASSAS E CONCRETOS AGLOMERANTES ARGAMASSAS E CONCRETOS AGLOMERANTES DEFINIÇÃO São materiais ligantes, em geral pulverulentos, que promovem a união entre os grãos de agregados. Estes materiais sofrem transformações químicas, por isso

Leia mais

Histórico. Histórico. Conceito. Conceito. Requisitos. Requisitos. Composição. Composição. Indicação. Indicação. Tipos. Tipos. Histórico.

Histórico. Histórico. Conceito. Conceito. Requisitos. Requisitos. Composição. Composição. Indicação. Indicação. Tipos. Tipos. Histórico. Disciplina Titulo da aula Expositor Slides 34 Materiais Dentários I Revestimentos odontológicos Prof. Dr. Eclérion Chaves Duração Aproximadamente 1:30 Plano de aula Publicado em: http://usuarios.upf.br/~fo/disciplinas/materiais%20dentarios/materiais1.htm

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL. M.Sc. Arq. Elena M. D. Oliveira

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL. M.Sc. Arq. Elena M. D. Oliveira MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL M.Sc. Arq. Elena M. D. Oliveira GESSO É um aglomerante natural resultante da queima do CaSO4 2H2O (gipsita). Também chamado de gesso de estucador, gessoparisougessodepegarápida.

Leia mais

1. CONCEITO: 2. CLASSIFICAÇÃO: AGLOMERANTES. Ativos. Inertes. Aéreos. Hidráulicos. Endurecem por secagem Ex.: argila (barro cru)

1. CONCEITO: 2. CLASSIFICAÇÃO: AGLOMERANTES. Ativos. Inertes. Aéreos. Hidráulicos. Endurecem por secagem Ex.: argila (barro cru) 1. CONCEITO: É um material ativo (pulverulento), que promove a ligação entre os grãos do material inerte (agregado). Exemplos: gesso, cal e cimento). São usados para a fabricação de: Pastas: aglomerante

Leia mais

17/04/2015 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS PARA PAVIMENTAÇÃO REFERÊNCIAS CAL HIDRÁULICA. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Centro de Tecnologia

17/04/2015 AGLOMERANTES HIDRÁULICOS PARA PAVIMENTAÇÃO REFERÊNCIAS CAL HIDRÁULICA. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Centro de Tecnologia UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Civil e Ambiental Laboratório de Geotecnia e Pavimentação (LAPAV) AGLOMERANTES HIDRÁULICOS PARA PAVIMENTAÇÃO Prof. Ricardo

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II SEÇÃO DE ENSINO DE ENGENHARIA DE FORTIFICAÇÃO E CONSTRUÇÃO MAJ MONIZ DE ARAGÃO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II AGLOMERANTES ACAL 1. Definição. Generalidades. Características Gerais. Classificação. 2. Aglomerantes

Leia mais

Cal Hidráulica Um ligante para a reabilitação

Cal Hidráulica Um ligante para a reabilitação Cal Hidráulica Um ligante para a reabilitação Ana Cristina Sequeira Secil Martingança, SA Portugal cristina@secilmartinganca.pt Dina Frade Secil Martingança, SA Portugal dinafrade@secilmartinganca.pt Paulo

Leia mais

O cimento é um aglomerante hidráulico produzido a partir de uma mistura de rocha calcária e argila.

O cimento é um aglomerante hidráulico produzido a partir de uma mistura de rocha calcária e argila. Cimento Portland O cimento é um aglomerante hidráulico produzido a partir de uma mistura de rocha calcária e argila. A calcinação dessa mistura dá origem ao clinker, um produto de natureza granulosa, cuja

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL - A AGLOMERANTES. Profa Lia Lorena Pimentel

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL - A AGLOMERANTES. Profa Lia Lorena Pimentel MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL - A AGLOMERANTES Profa Lia Lorena Pimentel Aglomerantes: Terminologia (NBR 11172) Aglomerante de origem mineral Produto com constituintes minerais que, para sua aplicação,

Leia mais

E 373 Inertes para Argamassa e Betões. Características e verificação da conformidade. Especificação LNEC 1993.

E 373 Inertes para Argamassa e Betões. Características e verificação da conformidade. Especificação LNEC 1993. 1.1. ÂMBITO Refere-se esta especificação a agregados para betão. Agregados para betão são os constituintes pétreos usados na composição de betões nomeadamente areias e britas. 1.2. ESPECIFICAÇÕES GERAIS

Leia mais

24/11/2016. Cimento Aluminoso. Origem, um breve histórico. Origem, um breve histórico. Origem, um breve histórico. Origem, um breve histórico

24/11/2016. Cimento Aluminoso. Origem, um breve histórico. Origem, um breve histórico. Origem, um breve histórico. Origem, um breve histórico N5 Cimento Aluminoso A palavra CIMENTO é originada do latim CAEMENTU Designava na velha Roma, espécie de pedra natural de rochedos e não esquadrejada A cerca de 4.500 anos, os imponentes monumentos do

Leia mais

Quadro 27 Características dos Materiais

Quadro 27 Características dos Materiais Ácido fosfórico Granulado 1,00 25 13 C Açúcar Granulado 0,65 30 17 C Açúcar em rama Granulado 0,88-1,04 37-45 20-25 E Açúcar refinado Granulado 0.8-0,88 37-45 20-25 E Alúmen Moído 0,72-0,80 35 E Alúmen

Leia mais

Reaproveitamento de cinzas de carvão mineral na formulação de argamassas. (Reuse of ash coal in the formulation of mortars)

Reaproveitamento de cinzas de carvão mineral na formulação de argamassas. (Reuse of ash coal in the formulation of mortars) 275 Cerâmica 58 (212) 275-279 Reaproveitamento de cinzas de carvão mineral na formulação de argamassas (Reuse of ash coal in the formulation of mortars) J. S. Siqueira, C. A. G. Souza, J. A. S. Souza Programa

Leia mais

Capitulo 3 Resíduos Sólidos Industriais Utilizados em Argamassas/Concretos

Capitulo 3 Resíduos Sólidos Industriais Utilizados em Argamassas/Concretos Capitulo 3 Resíduos Sólidos Industriais Utilizados em Argamassas/Concretos 55 Atualmente existem três rotas que têm sido utilizadas, ou pelo menos estudadas, nestes últimos anos com relação à problemática

Leia mais

AVALIAÇÃO DE ARGAMASSAS COMPOSTAS PELO CIMENTO PORTLAND CP IV-32 E PELA ADIÇÃO MINERAL DE METACAULIM PARA ELABORAÇÃO DE CONCRETO AUTO-ADENSÁVEL

AVALIAÇÃO DE ARGAMASSAS COMPOSTAS PELO CIMENTO PORTLAND CP IV-32 E PELA ADIÇÃO MINERAL DE METACAULIM PARA ELABORAÇÃO DE CONCRETO AUTO-ADENSÁVEL AVALIAÇÃO DE ARGAMASSAS COMPOSTAS PELO CIMENTO PORTLAND CP IV-32 E PELA ADIÇÃO MINERAL DE METACAULIM PARA ELABORAÇÃO DE CONCRETO AUTO-ADENSÁVEL Autores: ANDERSON RENATO VOBORNIK WOLENSKI - Universidade

Leia mais

Concretos com adições Zona de Transição na Interface.

Concretos com adições Zona de Transição na Interface. Concretos com adições Zona de Transição na Interface. C. S. Thomaz 1 / 1 Zona de Transição na Interface Agregado X Pasta de cimento The ITZ in concrete a different view based on image analysis and SEM

Leia mais

ANGELINA DO NASCIMENTO OLIVEIRA ESTUDO DA SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO CIMENTO PORTLAND POR RESÍDUOS DE CERÂMICA VERMELHA

ANGELINA DO NASCIMENTO OLIVEIRA ESTUDO DA SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO CIMENTO PORTLAND POR RESÍDUOS DE CERÂMICA VERMELHA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLOGICAS CURSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA ANGELINA DO NASCIMENTO OLIVEIRA ESTUDO DA SUBSTITUIÇÃO PARCIAL DO CIMENTO PORTLAND

Leia mais

ENCONTRO TÉCNICO 4ª REUNIÃO DO GT-CONAMA

ENCONTRO TÉCNICO 4ª REUNIÃO DO GT-CONAMA ENCONTRO TÉCNICO 4ª REUNIÃO DO GT-CONAMA MATERIAIS SECUNDÁRIOS COM POTENCIAL DE UTILIZAÇÃO NA PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES MICRONUTRIENTES ABRIL 2009 MICRONUTRIENTES FINALIDADE: (MODO DE USO) VIA FOLIAR,

Leia mais

Da importância do aço

Da importância do aço Da importância do aço Imaginemos um mundo sem aço pregos e parafusos motores eléctricos armaduras para betão trilhos e rodas de comboios carrosserias e jantes para automóveis embalagens de bebidas equipamento

Leia mais

Revestimentos Odontológicos

Revestimentos Odontológicos Revestimentos Odontológicos HISTÓRICO: ± 500 AC Roma - Coroas e pontes em ouro. Séc.. 11 Theophilus - Técnica da cera perdida. 1907 - W. H. Taggart - Máquina de fundição utilizando a técnica da cera perdida.

Leia mais

USO E APLICAÇÕES. Módulo 2 O que é Vidro?

USO E APLICAÇÕES. Módulo 2 O que é Vidro? USO E APLICAÇÕES Módulo 2 O que é Vidro? O QUE É VIDRO? O VIDRO É Substância inorgânica Homogênea Amorfa (sem forma definida) Obtida através do resfriamento de uma massa em fusão entorno de 1500ºC QUALIDADES

Leia mais

Classificação e distribuição dos sólidos em função do tamanho

Classificação e distribuição dos sólidos em função do tamanho UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO DECIV DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tratamento de Água: Coagulação DISCIPLINA: SANEAMENTO PROF. CARLOS EDUARDO F MELLO e-mail: cefmello@gmail.com Sólidos Presentes

Leia mais

2 Desta forma, os primeiros capítulos deste trabalho, apresentam uma revisão bibliográfica sobre assuntos de fundamental importância para o

2 Desta forma, os primeiros capítulos deste trabalho, apresentam uma revisão bibliográfica sobre assuntos de fundamental importância para o 1 INTRODUÇÃO Entre os diversos problemas enfrentados atualmente pelo setor industrial, um dos principais é a necessidade de minimizar, quando não é possível eliminar, os efeitos da agressão ambiental que

Leia mais

WORKSHOP 2 CONSERVAÇÃO DE REVESTIMENTOS E SUPERFÍCIES ARQUITECTÓNICAS (exteriores)

WORKSHOP 2 CONSERVAÇÃO DE REVESTIMENTOS E SUPERFÍCIES ARQUITECTÓNICAS (exteriores) OA AO-SRN - CICLO 3R REABILITAR / REUTILIZAR / / RECICLAR PORTO, OUTUBRO, 2008 WORKSHOP 2 CONSERVAÇÃO DE REVESTIMENTOS E SUPERFÍCIES ARQUITECTÓNICAS (exteriores) José Aguiar (jaguiar@fa.utl.pt) (Professor

Leia mais

Condicionantes de projecto impostas pela exposição ambiental das estruturas de betão

Condicionantes de projecto impostas pela exposição ambiental das estruturas de betão Condicionantes de projecto impostas pela exposição ambiental das estruturas de betão Eng. o João Carlos Duarte, APEB Eng. o Jorge Santos Pato, APEB Resumo Tradicionalmente, é o projectista quem estabelece

Leia mais

GRUPO TCHÊ QUÍMICA. Carbonato de sódio soda barrilha, Na 2 CO 3. Porto Alegre, RS Grupo Tchê Química. Versão 1.

GRUPO TCHÊ QUÍMICA. Carbonato de sódio soda barrilha, Na 2 CO 3. Porto Alegre, RS  Grupo Tchê Química. Versão 1. GRUPO TCHÊ QUÍMICA Carbonato de sódio soda barrilha, Na 2 CO 3. Porto Alegre, RS www.tchequimica.com Versão 1.1 Grupo Tchê Química SUMÁRIO Introdução 03 - Propriedades do carbonato de sódio 04 - Propriedades

Leia mais

Otimização do consumo de cimento por meio da adição da Sílica da casca do arroz (SCA)

Otimização do consumo de cimento por meio da adição da Sílica da casca do arroz (SCA) Otimização do consumo de cimento por meio da adição da Sílica da casca do arroz (SCA) GOMES, C.E.M. 1, a e MARTON, L.F.M. 2,b 1 UNICAMP Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo Departamento

Leia mais

- cimentos aluminosos (high-alumina) (Neville, 1995).

- cimentos aluminosos (high-alumina) (Neville, 1995). 5 CIMENTOS 5.1 Introdução Em geral são consideradas duas abordagens para classificar cimentos, uma em relação à composição e a outra relativa às propriedades correspondentes ao desempenho dos cimentos

Leia mais

PROGRAMA DE ENSINO. CÓDIGO DISCIPLINA OU ESTÁGIO SERIAÇÃO IDEAL/PERÍODO 1146 Química Tecnológica para Engenharia Civil 1ª S / 2º P

PROGRAMA DE ENSINO. CÓDIGO DISCIPLINA OU ESTÁGIO SERIAÇÃO IDEAL/PERÍODO 1146 Química Tecnológica para Engenharia Civil 1ª S / 2º P PROGRAMA DE ENSINO UNIDADE UNIVERSITÁRIA: UNESP CÂMPUS DE ILHA SOLTEIRA CURSO: Engenharia HABILITAÇÃO: Engenharia Civil - (Resolução UNESP nº 76/2007- Curso: 2 - Currículo: 3 OPÇÃO: DEPARTAMENTO RESPONSÁVEL:

Leia mais

INTEGRANTES DO GRUPO

INTEGRANTES DO GRUPO SUMÁRIO 1. Introdução 02 2. Definição 02 3. Importância 02 4. Nomenclatura, especificação e classificação 02 5. Tensoativos 03 5.1 Nomenclatura e Composição 03 5.2 Aplicação 04 6. Modificadores de pega

Leia mais

Análise de diferentes ligantes na formulação de argamassas industriais de reabilitação

Análise de diferentes ligantes na formulação de argamassas industriais de reabilitação Análise de diferentes ligantes na formulação de argamassas industriais de reabilitação Coimbra, 29 e 30 de Março 2012 Índice Enquadramento Norma NP EN 459 Matérias primas Composição Características Produto

Leia mais

AVALIAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DA ATIVIDADE POZOLÂNICA DO RESÍDUO DE TIJOLO MOÍDO NA RESISTÊNCIA DE ARGAMASSAS

AVALIAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO DA ATIVIDADE POZOLÂNICA DO RESÍDUO DE TIJOLO MOÍDO NA RESISTÊNCIA DE ARGAMASSAS Conferência Interamericana sobre Materiais e Tecnologias não-convencionais na Construção Ecológica e Sustentável. IAC-NOCMAT 2005 Rio de Janeiro, Brasil, 11 a 15 de novembro de, 2005 AVALIAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PIAUÍ CEFET UNED PARNAÍBA/PI CURSO: MESTRE DE OBRAS

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PIAUÍ CEFET UNED PARNAÍBA/PI CURSO: MESTRE DE OBRAS CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PIAUÍ CEFET UNED PARNAÍBA/PI CURSO: MESTRE DE OBRAS Materiais de Construção Tecnologia da Construção Civil Leitura e Interpretação de Plantas Parnaíba/PI Preparo

Leia mais

Ciclo das Rochas e Formação dos Solos

Ciclo das Rochas e Formação dos Solos Ciclo das Rochas e Formação dos Solos Conjunto de transformações do material rochoso no qual rochas são geradas, recicladas, destruídas e alteradas devido à dinâmica interna e externa da Terra! CICLO

Leia mais

Centro Universitário Padre Anchieta Controle de Processos Químicos Ciência dos Materiais Prof Ailton. Metais Não Ferrosos

Centro Universitário Padre Anchieta Controle de Processos Químicos Ciência dos Materiais Prof Ailton. Metais Não Ferrosos Metais Não Ferrosos 8.1 - Introdução Denominam-se metais não ferrosos, os metais em que não haja ferro ou em que o ferro está presente em pequenas quantidades, como elemento de liga Os metais não ferrosos

Leia mais

Materiais de Construção II

Materiais de Construção II Pontifícia Universidade Católica de Goiás Engenharia Civil Materiais de Construção II Propriedades Mecânicas do Concreto em seu estado ENDURECIDO Professora: Mayara Moraes Propriedades no estado endurecido

Leia mais

A ESPECIFICAÇÃO DO BETÃO

A ESPECIFICAÇÃO DO BETÃO Guia para a utilização da norma NP EN 206-1 A ESPECIFICAÇÃO DO BETÃO Edição: Maio 08 Guia para a utilização da norma NP EN 206-1 A ESPECIFICAÇÃO DO BETÃO 4.ª Edição: Maio 2008 1 A APEB, Associação Portuguesa

Leia mais

SUMÁRIO... 1 INTRODUÇÃO... 1 DEFINIÇÃO... 2 FABRICAÇÃO DO CIMENTO... 3

SUMÁRIO... 1 INTRODUÇÃO... 1 DEFINIÇÃO... 2 FABRICAÇÃO DO CIMENTO... 3 SUMÁRIO SUMÁRIO... 1 INTRODUÇÃO... 1 DEFINIÇÃO... 2 FABRICAÇÃO DO CIMENTO... 3 A)- DOSAGEM, SECAGEM E HOMOGENEIZAÇÃO DAS MATÉRIAS-PRIMAS... 4 B)- CLINQUERIZAÇÃO... 5 C)- MINERALOGIA DO CLÍNQUER... 6 D)-

Leia mais

CIMENTO PORTLAND. A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes.

CIMENTO PORTLAND. A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Histórico A procura por segurança e durabilidade para as edificações conduziu o homem à experimentação de diversos materiais aglomerantes. Os romanos chamavam e sse s materiais de " caeme ntu m", termo

Leia mais

Camilo Mizumoto (1); Flávio Moreira Salles (2) (1) Engenheiro da Leonardi Construção Industrializada Ltda e-mail: mizueng@yahoo.com.

Camilo Mizumoto (1); Flávio Moreira Salles (2) (1) Engenheiro da Leonardi Construção Industrializada Ltda e-mail: mizueng@yahoo.com. Efeitos da aplicação de escória granulada de alto forno em diferentes finuras em composições de argamassa Effects of granulated blast furnace slag in different fineness in mortar composition Camilo Mizumoto

Leia mais

Materiais de Construção Civil. Aula 08. Cimento Portland

Materiais de Construção Civil. Aula 08. Cimento Portland Materiais de Construção Civil Aula 08 Cimento Portland Taciana Nunes Arquiteta e Urbanista Definição Cimento Portland é a denominação técnica do material usualmente conhecido como cimento. Foi criado e

Leia mais

Informativo técnico SIO2

Informativo técnico SIO2 Informativo técnico SIO2 INFORMATIVO TÉCNICO Sílica Ativa ASTM C494 Active Silic é um produto decorrente do processo de fabricação do sílico metálico ou do ferro sílico, de onde é gerado o gás SiO, que

Leia mais

É correto afirmar: Os solos da Amazônia em geral têm ph ácido?. ph logaritmo do inverso da [H + ]

É correto afirmar: Os solos da Amazônia em geral têm ph ácido?. ph logaritmo do inverso da [H + ] 1. ph e Acidez É correto afirmar: Os solos da Amazônia em geral têm ph ácido?. ph logaritmo do inverso da [H + ] 1 ph = log + [H ] ph = - log [H + ] ph 0 7 14. Acidez [H + ] = 10 -ph ph = 6 [H + ] = 10-6

Leia mais

Incorporação de resíduos de vidro em argamassas de revestimento avaliação da sua influência nas características da argamassa

Incorporação de resíduos de vidro em argamassas de revestimento avaliação da sua influência nas características da argamassa Incorporação de resíduos de vidro em argamassas de revestimento avaliação da sua influência nas características da argamassa Ana Fragata Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Lisboa, Portugal

Leia mais

AS SUPERFÍCIES E O COMPORTAMENTO DAS PAREDES DE TERRA CRUA

AS SUPERFÍCIES E O COMPORTAMENTO DAS PAREDES DE TERRA CRUA AS SUPERFÍCIES E O COMPORTAMENTO DAS PAREDES DE TERRA CRUA Paulina Faria Rodrigues Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa 2829-516 Caparica, PORTUGAL Tel.: +351 21 2948580; Fax:

Leia mais

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 148 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 5.1 CONCLUSÕES A partir dos resultados apresentados e analisados anteriormente, foi possível chegar às conclusões abordadas neste item. A adição tanto de cinza volante, como

Leia mais

Mudanças Climáticas: Cenário e Desafios da Indústria Brasileira de Cimento

Mudanças Climáticas: Cenário e Desafios da Indústria Brasileira de Cimento Mudanças Climáticas: Cenário e Desafios da Indústria Brasileira de Cimento Desafios e Futuro A Sustentabilidade é o futuro da indústria A busca pela Eficiência Energética e Os esforços para redução dos

Leia mais

TM703 Ciência dos Materiais PIPE Pós - Graduação em Engenharia e Ciências de Materiais

TM703 Ciência dos Materiais PIPE Pós - Graduação em Engenharia e Ciências de Materiais TM703 Ciência dos Materiais PIPE Pós - Graduação em Engenharia e Ciências de Materiais Carlos Mauricio Lepienski Laboratório de Propriedades Nanomecânicas Universidade Federal do Paraná Aulas 7 1º sem.

Leia mais

Reciclagem de Resíduos Refratários

Reciclagem de Resíduos Refratários Resíduos Refratários Logística Reversa Reciclagem de Resíduos Refratários A Magnesita, integrando-se às soluções e demandas ambientais e sociais, vem investindo em pesquisa de tecnologias ainda mais sustentáveis

Leia mais

Cimento: Uma matéria-prima essencial no fabrico de argamassas

Cimento: Uma matéria-prima essencial no fabrico de argamassas Cimento: Uma matéria-prima essencial no fabrico de argamassas Noel Varela Secil, SA Portugal nvarela@secil.pt Fernando Sales Vieira Secil, SA Portugal sales@secil.pt Sumário: A actual tendência para a

Leia mais

Argamassa TECNOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES ARGAMASSA. Elizeth Neves Cardoso Soares 2016

Argamassa TECNOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES ARGAMASSA. Elizeth Neves Cardoso Soares 2016 TECNOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES ARGAMASSA Elizeth Neves Cardoso Soares 2016 Definições Pastas Resulta das reações químicas do cimento com a água. Quando há água em excesso, denomina-se nata. Argamassa São misturas

Leia mais

Redução potencial do cimento portland por meio da sílica da casca do arroz (SCA)

Redução potencial do cimento portland por meio da sílica da casca do arroz (SCA) Redução potencial do cimento portland por meio da sílica da casca do arroz (SCA) Optimization of portland cement content by the husk rice ash (SCA) Gomes, Carlos Marmorato Gomes (1); Marton; Luiz Fernando

Leia mais

CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA INTERATIVIDADE FINAL AULA QUÍMICA. Unidade III. Ligações químicas e funções inorgânicas.

CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA INTERATIVIDADE FINAL AULA QUÍMICA. Unidade III. Ligações químicas e funções inorgânicas. Unidade III Ligações químicas e funções inorgânicas. 2 Aula 11.2 Conteúdo: Função Inorgânica: sais e óxidos. 3 Habilidades: Compreender os códigos e símbolos próprios da Química atual. 4 REVISÃO 5 Xampu

Leia mais

Materiais cerâmicos e vítreos vítreos

Materiais cerâmicos e vítreos vítreos Materiais cerâmicos e vítreos Materiais inorgânicos e não-metálicos processados e / ou usados a elevadas temperaturas Cerâmicas / argilas / silicatos das mais velhas indústrias humanas (15000 AC) resistentes

Leia mais

CIMENTO PORTLAND. O que é cimento Portland?

CIMENTO PORTLAND. O que é cimento Portland? CIMENTO PORTLAND O que é cimento Portland? CIMENTO PORTLAND 1. HISTÓRICO 2. PRODUTO 3. FABRICAÇÃO 4. TIPOS 5. APLICAÇÕES 6. QUALIDADE 7. ITAMBÉ HISTÓRIA DO CIMENTO MURALHA DA CHINA PANTEON COLISEU ROMANO

Leia mais

A influência das condições de cura em argamassas de cais aéreas com e sem adição de metacaulino. Ana Isabel Guerreiro Martins

A influência das condições de cura em argamassas de cais aéreas com e sem adição de metacaulino. Ana Isabel Guerreiro Martins Ana Isabel Guerreiro Martins A influência das condições de cura em argamassas de cais aéreas com e sem adição de metacaulino Dissertação apresentada para: cumprimento dos requisitos necessários à obtenção

Leia mais

Atividade complementar. Substâncias e transformações químicas, entendendo os aspectos quantitativos

Atividade complementar. Substâncias e transformações químicas, entendendo os aspectos quantitativos Atividade complementar Substâncias e transformações químicas, entendendo os aspectos quantitativos Esta atividade tem como objetivo complementar e aprofundar os estudos sobre as transformações químicas,

Leia mais

O que é uma erupção vulcânica?

O que é uma erupção vulcânica? Vulcanismo 1 O que é uma erupção vulcânica? Uma erupção vulcânica é caracterizada geralmente pela: emissão de materiais no estado de fusão ignea: a lava; muitas vezes pela expulsão de materiais sólidos

Leia mais

5.6.1 Presa, endurecimento e hidratação

5.6.1 Presa, endurecimento e hidratação Ciencia de Materiais 1ª Parte 5.6.1 Presa, endurecimento e hidratação Durante um período inicial designado por período dormente ou de indução, após a amassadura de água e cimento, a fluidez ou consistência

Leia mais

Intemperismo. Profa. Maristela Bagatin Silva

Intemperismo. Profa. Maristela Bagatin Silva Intemperismo Profa. Maristela Bagatin Silva Uma vista do sul do escarpamento de Omã, próximo ao mar da Arábia Intemperismo Conjunto de modificações de ordem Física (desagregação) Química (decomposição)

Leia mais

Curso Superior em Tecnologia em Produção da Construção Civil. Materiais de Construção Civil. Prof. Marcos Alyssandro. Natal, 2013

Curso Superior em Tecnologia em Produção da Construção Civil. Materiais de Construção Civil. Prof. Marcos Alyssandro. Natal, 2013 Curso Superior em Tecnologia em Produção da Construção Civil Materiais de Construção Civil Prof. Marcos Alyssandro Natal, 2013 Conteúdos 1) Generalidades sobre materiais de construção; 2) Introdução à

Leia mais

RECICLAGEM DE ESCÓRIA DE ALTO FORNO NO BRASIL

RECICLAGEM DE ESCÓRIA DE ALTO FORNO NO BRASIL RECICLAGEM DE ESCÓRIA DE ALTO FORNO NO BRASIL Vanderley M. John (1), Vahan Agopyan (2) (1) Prof. Dr., john@poli.usp.br (2) Prof. Titular, vahan.agopyan@poli.usp.br Departamento de Engenharia de Construção

Leia mais

Generalidades. Metal. Elemento químico, sólido, com estrutura cristalina e com as seguintes propriedades de interesse para a Engenharia

Generalidades. Metal. Elemento químico, sólido, com estrutura cristalina e com as seguintes propriedades de interesse para a Engenharia Materiais Metálicos Generalidades Metal Elemento químico, sólido, com estrutura cristalina e com as seguintes propriedades de interesse para a Engenharia Alta dureza Grande resistência mecânica Elevada

Leia mais

1) Quais as matérias primas básicas do Cimento Portland (CP)?

1) Quais as matérias primas básicas do Cimento Portland (CP)? Respostas dos exercícios: Aglomerantes (cimento, cal e gesso) (exercícios de fixação e relação entre o conhecimento de MCC I e MCC II): 1) Quais as matérias primas básicas do Cimento Portland (CP)? Calcário,

Leia mais

CORROSÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO. Prof. Ruy Alexandre Generoso

CORROSÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO. Prof. Ruy Alexandre Generoso CORROSÃO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO Prof. Ruy Alexandre Generoso É um dos materiais mais importantes de engenharia usado em construções. É usado nos mais variados tipos de construções tais como: barragens,

Leia mais

02)Numa reação endotérmica, há [1] de calor, a entalpia final (produtos) é [2] que a entalpia inicial (reagentes) e a

02)Numa reação endotérmica, há [1] de calor, a entalpia final (produtos) é [2] que a entalpia inicial (reagentes) e a 01)Numa reação exotérmica, há [1] de calor, a entalpia final (produtos) é [2] que a entalpia inicial (reagentes) e a variação de entalpia é [3] que zero. Completa-se corretamente essa frase substituindo-se

Leia mais

QUÍMICA LIGAÇÕES QUÍMICAS PROF. SAUL SANTANA

QUÍMICA LIGAÇÕES QUÍMICAS PROF. SAUL SANTANA QUÍMICA LIGAÇÕES QUÍMICAS PROF. SAUL SANTANA Ligação Química O conceito de configuração eletrônica e o desenvolvimento da Tabela Periódica permitiu aos químicos uma base lógica para explicar a formação

Leia mais

Atenção É necessário apresentar sempre a indicação dos cálculos no papel da sua prova. Física I

Atenção É necessário apresentar sempre a indicação dos cálculos no papel da sua prova. Física I Exame do º Ciclo Prova escrita de Ciências Físico-Químicas Ciências Físico-Químicas º ciclo - Publicada no Diário de Lisboa em 31 de Julho, no nº 17101, ano 50, página 1, 13 e respectiva solução nas mesmas

Leia mais

GESSO 1 DEFINIÇÃO 2 DESIDRATAÇÃO DA GIPSITA

GESSO 1 DEFINIÇÃO 2 DESIDRATAÇÃO DA GIPSITA GESSO 1 DEFINIÇÃO É um aglomerante aéreo (endurece pela ação química do CO 2 do ar), obtido pela desidratação total ou parcial da Gipsita aglomerante já utilizado pela humanidade há mais de 4.500 anos,

Leia mais

U IVERSIDADE FEDERAL DE SA TA CATARI A. PPGEC Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil RONALDO PILAR

U IVERSIDADE FEDERAL DE SA TA CATARI A. PPGEC Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil RONALDO PILAR U IVERSIDADE FEDERAL DE SA TA CATARI A PPGEC Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil RONALDO PILAR AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE POZOLÂ ICA DA CI ZA PESADA MOÍDA EM PASTAS DE CIME TO PORTLA D Dissertação

Leia mais

Os elementos apresentam uma ampla variação em abundância nas rochas da crosta terrestre, nos oceanos e na atmosfera.

Os elementos apresentam uma ampla variação em abundância nas rochas da crosta terrestre, nos oceanos e na atmosfera. O GRUPO DO BORO (13 OU IIIA) OS ELEMENTOS Os elementos apresentam uma ampla variação em abundância nas rochas da crosta terrestre, nos oceanos e na atmosfera. Há uma ampla variação nas propriedades químicas

Leia mais

Génese das Rochas. Minerais. Rochas Sedimentares. Rochas Magmáticas. Rochas Metamórficas

Génese das Rochas. Minerais. Rochas Sedimentares. Rochas Magmáticas. Rochas Metamórficas Génese das Rochas Minerais Rochas Sedimentares Rochas Magmáticas Rochas Metamórficas As rochas são constituídas por... São substâncias inorgânicas, naturais, cristalinas e com uma composição química bem

Leia mais