REVISTA PARAENSE DE MEDICINA PARÁ MEDICAL JOURNAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "REVISTA PARAENSE DE MEDICINA PARÁ MEDICAL JOURNAL"

Transcrição

1 V. 29 (2) abril-junho 2015

2 REVISTA PARAENSE DE MEDICINA PARÁ MEDICAL JOURNAL Órgão Oficial da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará Vol. 29(2) abril- junho 2015 ISSN GOVERNO SIMÃO JATENE Presidente - Rosangela Brandão Monteiro Diretoria administrativa-financeira - Sandra Rosemary Pereira de Souza Nery Diretoria assistencial - Mary Lucy Ferraz Maia Fiúza de Melo Diretoria de Ensino e Pesquisa - Lizomar de Jesus Pereira Móia Diretoria Técnica - Cinthya Francinete Pereira Pires Editor responsável- Alípio Augusto Barbosa Bordalo Editor adjunto- Eliete da Cunha Araújo Conselho editorial Ana Maria Revoredo Ventura UEPA PA Antonio Celso Ayub SCMRS RS Andy Petroianu UFMG MG Alexandre Lopes de Miralha UFAM AM Arival Cardoso de Brito UFPA PA Cléa Carneiro Bichara UEPA PA Geraldo Ishak UFPA PA Geraldo Roger Normando Jr UEPA PA Habib Fraiha Neto IEC PA Ítalo Suassuna UERJ RJ Ivanete Abraçado Amaral FSCMPA PA José Thiers Carneiro Jr UFPA PA Lizomar Pereira Moia FSCMPA PA Luciana Lamarão Damous USP SP Luciano Lobo Gatti FEMA SP Lusmar Veras Rodrigues UFCE CE Manoel de Almeida Moreira UEPA PA Manoel do Carmo Soares IEC PA Marcia de Fátima M. de Rojas UEPA PA Marcus Vinícius Henriques Brito UEPA PA Mauro José Fontelles UEPA PA Maria de Lourdes B. Simões UFPR PR Maria Rosângela Duarte Coelho UFPE PE Mário Ribeiro de Miranda Nara Macedo Botelho UFPA UEPA PA PA Nicodemos Teles de P. Filho UFPE PE Paulo Eduardo Santos Àvila UNAMA PA Paulo Roberto Alves Amorim UFPA PA Pilar Maria de Oliveira Moraes UNAMA PA Robson José de S. Domingues UEPA PA Simônides da Silva Bacelar UNB DF Vânia Lúcia Noronha Cavalcante UEPA PA William Mota Siqueira UFPA PA Assessoria de estatística Rogério da Silva Santos Assessoria de língua inglesa Lorena Oliveira Lima Luana Pereira Margalho Renan Kleber Costa Teixeira Victor Seiji Nascimento Assessoria de informática Heriberto da Silva Pedroso Juliene de Souza Ferreira Secretaria Renata Viégas Campelo Bibliotecárias-indexadoras Luciane Obando Maia Regina Célia Coimbra Membros honorários Manuel Ayres, Camilo Martins Viana e Manoel Barbora Rezende Menção honrosa In memoriam Clóvis de Bastos Meira, Leônidas Braga Dias, Clodoaldo Riberio Beckmann, José Monteiro Leite e Guaraciaba Quaresma da Gama

3 International Standard Serial Number ISNN Indexada na Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde LILACS/BIREME/OPAS QUALIS B4 Medicina III, Odontologia e Psicologia; QUALIS B5 Medicina I, II - CAPES/MEC A Revista Paraense de Medicina é o periódico biomédico da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará com registro nº 22, Livro B do 2º Ofício de Títulos, Documentos e Registro Civil das Pessoas Jurídicas, do Cartório Valle Chermont, de 10 de março de 1997, Belém PA Diagramação e composição: Ione Sena Produção gráfica: Supercores Publicação trimestral e distribuição gratuita Tiragem: 500 Endereço: Rua Oliveira Bello, Umarizal Belém - PA Fone: (91) Fax (91) Endereço eletrônico: - BVS-LILACS/BIREME/OPAS - IEC Portal Eletrônico da BVS Dados de catalogação da fonte Revista Paraense de Medicina / Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. Belém, FSCMP, vol. 29 (2) Irregular ; semestral ; trimestral ISSN Medicina-Periódico I. Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. CDD 610.5

4 SUMÁRIO / CONTENTS EDITORIAL O ABRAÇO-AÇU NO BARRETÃO... Geraldo Roger Normando ARTIGO ORIGINAL RELAÇÃO ENTRE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E ADESÃO AO TRATAMENTO EM PACIENTES COM LÚPUS RELATIONSHIP BETWEEN ANXIET, DEPRESSION AND ADHERENCE TO TREATMENT IN PATIENT WITH LUPUS Patrícia Regina Bastos NEDER, Eleonora Arnaud Pereira FERREIRA e José Ronaldo Matos CARNEIRO TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV EM MATERNIDADE DE REFERÊNCIA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA... TRANSMISSION OF HIV IN REFERENCE MOTHERHOOD IN THE BRAZILIAN AMAZON Eliete da Cunha ARAÚJO, Fábio Santos DROSDOSKI, Nivaldo Borges NUNES JÚNIOR e Paulo Gileno Martins FERREIRA MAPEAMENTO DOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM NARRADOS PELA MÍDIA IMPRESSA DO ESTADO DO PARÁ... MAPPING CASES OF VIOLENCE AGAINST IN THE METROPOLITAN AREA OF BELÉM NARRATED BY PRINTED MEDIA IN STATE OF PARA André Ozela AUGUSTO, Vera Lúcia de Azevedo LIMA, Lidiane Xavier de Sena, Andrey Ferreira da Silva, Valquíria Rodrigues Gomes e Alessandra Carla Baia dos Santos ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DE PACIENTES COM LESÕES IATROGÊNICAS DAS VIAS BILIARES... EPIDEMIOLOGICAL ASPECTS OF PATIENTS WITH IATROGENIC BILIARY Geraldo ISHAK, Newton Quintino FEITOSA JUNIOR, Wilame Melo MEIRELES, Thamer Costa MAGALHÃES, Carleno da Silva COSTA e Renan Domingues Gavião de CARVALHO AVALIAÇÃO DA ABORDAGEM MÉDICA EM GESTANTES HIV POSITIVAS... MEDICAL EVALUATION APPROACH TO HIV POSITIVE PREGNANT WOMEN Eliete da Cunha ARAÚJO, Fábio Santos DROSDOSKI, Nivaldo Borges NUNES JÚNIOR e Paulo Gileno Martins FERREIRA AVALIAÇÃO PEDOMÉTRICA EM PACIENTES NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO, APÓS MOBILIZAÇÃO PRECOCE... PEDOMETER EVALUATION IN PATIENTS IN POST-OPERATIVE SURGERY CORONARY ARTERY BYPASS GRAFTING AFTER EARLY MOBILIZATION IN BED INTENSIVE CARE UNIT José Maria Farah COSTA JUNIOR, Klebson da Silva ALMEIDA, Marcio Clementino de Souza SANTOS, Saul Rassy CARNEIRO e Daniel da Costa TORRES FREQUÊNCIA DE AMOSTRAS INSATISFATÓRIAS DOS EXAMES PREVENTIVOS DO CÂNCER DE COLO UTERINO NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE, EM MUNICÍPIO DO AGRESTE PERNAMBUCANO... FREQUENCY OF UNSATISFACTORY SAMPLES OF PREVENTIVE EXAMS OF CERVICAL CANCER IN THE PUBLIC HEALTH SYSTEM IN A CITY LOCATED IN PERNAMBUCO, BRAZIL Elainy Fabriny Brito GALVÃO, Maria Jaciane Mendes da SILVA, Fabrício Andrade Martins ESTEVES e Adrya Lúcia PERES ATUALIZAÇÃO/REVISÃO EMPREGO DE CÉLULAS TRONCO NA ODONTOLOGIA... THE USE OF STEM CELLS IN DENTISTRY Pedro Philippe da SILVA ROSALES, Eloana soares MACHADO, Daniel farias DALLAGNOL e Aluísio Ferreira CELESTINO JÚNIOR 57

5 ENTEROCOLITE NECROSANTE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL... NECROTIZING ENTEROCOLITIS IN NEONATAL INTENSIVE CARE UNIT Samyra Said de LIMA, Jamilly Iracema Campos de SOUZA e Paulo Eduardo dos Santos ÁVILA 63 RELATO DE CASO VASCULITE CRIOGLOBULINÊMICA EM PORTADOR DO VÍRUS DA HEPATITE C - RELATO DE CASO... CRYOGLOBULINEMIC VASCULITIS BY HEPATITIS C CASE REPORT Carolina Barros KAHWAGE, Lilian Lima da SILVA e Natália Sousa ESTEVES 69 IMAGEM EM DESTAQUE ASPECTOS TOMOGRÁFICOS DA MICROLITÍASE ALVEOLAR PULMONAR... TOMOGRAPHIC FINDINGS OF PULMONAR ALVEOLAR MICROLITHIASIS Salime Saráty MALVEIRA, Augusto Cesar Ataide da SILVA, Renan Domingues Gavião de CARVALHO, Jose Paulo LIRA Neto e Augusto Cesar da Costa SALES 73 NORMAS DE PUBLICAÇÃO MODELO DE CARTA DE ENCAMINHAMENTO DE ARTIGO Revista Paraense de Medicina V.29(1) janeiro-março 2015

6 EDITORIAL O ABRAÇO-AÇU NO BARRETÃO Geraldo Roger Normando* Expedito foi internado no hospital Barros Barreto, às pressas, com obstrução respiratória. Tinha quarenta e poucos anos e era procedente de São Miguel do Guamá, na Belém-Brasília. Durante três horas de viagem agonizante, com a sirene da ambulância sem funcionar, suportou a respiração estridosa. Logo foi submetido à endoscopia: obstrução logo abaixo da cricóide. Era tumoral e o ar passava por uma fresta pouco mais larga que o buraco da agulha de crochê. Passou direto para sala de cirurgia. O anestesiologista sofreu para garantir a via aérea, até iniciar a operação exerética. Então o pescoço foi abordado e extirpada a moléstia com alguns anéis da traqueia. O paciente foi para o CTI e a peça operatória para exame. Câncer, segundo o laudo, cujas margens não havia doença. Curado e ponto final. No outro dia, desperto, com respiração renovada e, mais que isso, emocionado com a segunda chance de nascer, Expedito gostaria de dar um forte abraço na equipe, ou melhor, um abraço-açu (Açu é radical de origem tupi com função adjetiva; significa grande e surge em palavras compostas, como Igarapé-açu, capim-açu). Disseram-lhe para transferir o abraço no Barretão, que passa por momento difícil. Barretão é apelido carinhoso que os residentes cunharam no hospital Barros Barreto, posse da Universidade Federal do Pará. É um gigante que nasceu nos idos de 1950/60. Inicialmente era sanatório de tuberculosos, depois o governo o transformou em hospital geral, porém ao longo dos últimos anos vem sofrendo bombardeio administrativo e escasseando tudo, até luz. Lá se trabalha na penumbra do progresso, apesar de muros e portões de academia. Expedito, tão logo que andou foi bater na diretoria, mas deu com a mesa vazia. O diretor estava no lá fora, à sombra de um Ipê, ao lado de dezenas de pessoas que se mostravam amigos do hospital, organizando de um abraço ressuscitativo. Expedito se enfronhou entre os demais e, com uma gargantilha de curativo no pescoço e pijama abraçou o Barretão como promessa de ter obtido aquela glória. Naquele momento, o Barretão sofria um simbólico abraço-açu de todos, porque sabiam que o velho sanatório estava preste a atravessar a rua. O abraço-amigo puxou-o do sepultamento condoído. Naquele mesmo momento estava dando na difusora que o INCA, um dos maiores centro de câncer do Brasil, no Rio de Janeiro, estava na mesma penúria. Percebe-se que, diante do descaso com hospitais públicos, o Barretão é mais um que tomba no silêncio funesto da saúde pública pantominada. Por sua vez, no coração do CTI, um residente de cirurgia tentava realizar um procedimento cirúrgico, à beira do leito, sem dar conta do acontecimento simbólico repleto de holofotes e mídia, que ocorria lá fora. No final perguntaram a ele porque não esteva no abraço-açu - sob pena de ser punido. Respondeu: nessa hora eu tava à procura de foco cirúrgico pra realizar uma drenagem torácica na UTI.

7 Resposta tão silenciosa quanto o pisar de um Brontossaurus. Interromperam a punição e tiveram pejo de saber se ele havia operado à luz de vela. Se Expedito abraçou por fora e aquele residente abraçou por dentro, certamente foram os abraços dos mais afetuosos que o Barretão sentiu. * Professor de Cirurgia Torácica da Universidade Federal do Pará

8 ARTIGO ORIGINAL RELAÇÃO ENTRE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E ADESÃO AO TRATAMENTO EM PACIENTES COM LÚPUS 1 RELATIONSHIP BETWEEN ANXIET, DEPRESSION AND ADHERENCE TO TREATMENT IN PATIENT WITH LUPUS Patrícia Regina Bastos NEDER 2, Eleonora Arnaud Pereira FERREIRA 3 e José Ronaldo Matos CARNEIRO 4 RESUMO Objetivo: identificar a relação entre níveis de ansiedade, depressão e comportamentos de adesão ao tratamento em pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Método: estudo epidemiológico transversal com 30 pacientes do sexo feminino, com diagnóstico de LES, em seguimento no ambulatório de reumatologia de um hospital público de referência na cidade de Belém do Pará, com idades entre 18 e 50 anos, atendidas de maio a novembro de 2008, distribuídas em dois grupos de categorias: Adesão (n=17) e Não Adesão (n=13). Utilizou-se: roteiros de entrevista (em pré-consulta e em consulta de retorno), Escalas Beck e SF-36. Resultados: não houve relação estatisticamente significante entre adesão, características sociodemográficas e níveis de ansiedade. Entretanto, foi observada relação significativa entre adesão e ausência de internação hospitalar. O Grupo Adesão apresentou menor nível de depressão e melhor domínio nos aspectos sociais. Conclusão: o estudo chama atenção para a necessidade de acompanhamento psicológico a pacientes com LES e com indicadores de depressão a fim de prevenir psicopatologias e de promover a adesão ao tratamento. DESCRITORES: adesão ao tratamento, lúpus eritematoso sistêmico, depressão, ansiedade, doença crônica. INTRODUÇÃO Um dos principais problemas que o sistema público de saúde enfrenta é o abandono do tratamento pelo paciente ou o incorreto cumprimento das orientações prescritas pelos profissionais de saúde. A não adesão aos tratamentos constitui, provavelmente, a mais importante causa de insucesso das terapêuticas, introduzindo disfunções no sistema de saúde por meio do aumento da morbidade e da mortalidade 1,2. O curso clínico que muitos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) experimentam pode contribuir negativamente para a adesão ao tratamento da doença, contribuindo para o aparecimento de várias comorbidades, até a morte. Daí a necessidade de estratégias que permitam um enfrentamento da situação, 1 Trabalho desenvolvido no ambulatório de reumatologia da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. 2 Psicóloga graduada pela Universidade Federal do Pará. Professora Auxiliar IV na Universidade do Estado do Pará. 3 Psicóloga graduada pela Universidade Federal do Pará. Professora Associada IV na Universidade Federal do Pará. 4 Médico graduado pela Universidade Federal do Pará. Professor Adjunto na Universidade do Estado do Pará e na Universidade Federal do Pará. Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho

9 como orientação aos pacientes sobre o surgimento de sintomas que possam estar relacionados à atividade da doença e métodos que auxiliem na prevenção de futuras crises. Assim, uma boa anamnese e empatia entre o médico e o doente podem ser os pilares para um adequado acompanhamento da doença, permitindo boa qualidade de vida 3. A implementação dos comportamentos de adesão na rotina de indivíduos com LES poderá ser de grande auxílio no tratamento dessa enfermidade, pois poderá auxiliar na prevenção de complicações clínicas observadas pelo uso de alguns fármacos, contribuindo para a melhora da qualidade de vida desses pacientes 4. Pesquisas utilizando as bases de dados Medline/ Pubmed e Cochrane, consultadas em junho de 2011, indicaram 151 artigos nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa quando se usou os termos Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e adesão ao tratamento. E, desse universo, 87 artigos tratam de ensaios clínicos randomizados em seres humanos com diagnóstico de LES, sendo apenas 10% destes da área da psicologia. Dentre estes últimos, foi possível observar a prevalência de comorbidades entre LES e os estados depressivos. No Brasil são raros os estudos que chamam atenção para os transtornos depressivos em pacientes com LES. Investigar esta relação pode contribuir para intervenções terapêuticas mais efetivas. Além disso, os estudos deixam dúvidas se os estados depressivos poderiam contribuir para a não adesão ao tratamento. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) 5, adesão ao tratamento corresponde ao grau de concordância entre as recomendações do prestador de cuidados de saúde e o comportamento do paciente relativamente ao regime terapêutico proposto em comum acordo. Sob esta perspectiva, há vários estudos sobre adesão ao tratamento de doenças crônicas, como a hipertensão 6, o diabetes 7 e o HIV/aids 8, e em menor número os que tratam da adesão ao tratamento do lúpus. Tal conceito atende ao objetivo de análise do estudo no que se refere ao seguimento das regras estabelecidas pelo profissional de saúde. O LES é uma doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo, caracterizada por alterações imunológicas, com formação de autoanticorpos dirigidos principalmente contra antígenos celulares, alguns dos quais participam da lesão tecidual imunologicamente mediada. Apresenta grande polimorfismo de manifestações clínicas, podendo acometer um ou mais órgãos e sistemas, de maneira concomitante ou consecutiva, assumindo um padrão de recorrência intercalado por períodos de remissão, com evolução e prognósticos muitas vezes imprevisíveis 9. O LES apresenta prevalência no sexo feminino e, entre adultos, a proporção é de nove mulheres diagnosticadas para cada homem. Embora o LES possa ocorrer em qualquer faixa etária, é mais frequentemente observado em mulheres em idade fértil, sendo sua maior frequência entre os 15 e 45 anos de idade 10. O tratamento é bastante diversificado, dificultando a adesão do paciente. Habitualmente, as medicações utilizadas para o controle da doença durante o período de atividade são indicadas de acordo com as manifestações clínicas (como artrites, lesões cutâneas e insuficiência renal) e a gravidade do caso, incluindo os anti-inflamatórios não hormonais, antimaláricos, corticosteroides e imunossupressores 11. Os pacientes e seus familiares devem ser orientados sobre fatores que influenciam na ativação da doença, como exposição à irradiação ultravioleta, uso de estrógenos e gravidez, entre outros. Também são alertados para a necessidade de suporte psicológico e social ao paciente 3,12 uma vez que as limitações físicas afetam os pacientes em seus aspectos emocionais e sociais 13. Algumas informações gerais sobre a doença, como medidas educacionais e orientações sobre o controle, recursos disponíveis para o diagnóstico e o tratamento, devem ser feitas no momento das consultas médicas. É necessário ainda educar o paciente para os cuidados com sua saúde, indicar realização de atividades físicas, dieta adequada, proteção solar e evitar o tabagismo. Estes hábitos poderão contribuir para o controle da doença, proporcionando o prolongamento da vida com produtividade e qualidade 14. Contudo, a aquisição de novos hábitos e estilo de vida por pacientes com diagnóstico de LES não garante o controle satisfatório dos sintomas e manifestações clínicas mais graves, em virtude de ser característico da doença períodos de remissão e exacerbação dos sintomas. Fatores genéticos e ambientais podem estar relacionados com a resposta fisiológica de parte dos pacientes 15. Estudos laboratoriais 16,17 fazem esta correlação e mostram que há um padrão diferente de resposta imune nos pacientes com LES, quando comparados a pessoas saudáveis, que pode estar ligado à piora ou exacerbação da doença. Da mesma forma, apontam que estudos sobre variáveis ambientais comprovariam que estressores cotidianos ligados a relacionamentos interpessoais podem preceder a piora da atividade clínica do LES. Embora os resultados desses estudos não tenham sido conclusivos, advertem para a necessidade de novas pesquisas acerca de fatores psicossociais associados ao LES. 8 Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho 2015

10 A literatura refere que uma porcentagem significativa de mulheres com diagnóstico de LES desenvolve depressão em nível moderado ou grave, o que dificultaria a adesão ao tratamento por estas pacientes 18. Se essa depressão pode ser normalmente esperada devido ao estresse e aos sacrifícios impostos pela doença ou se, ao contrário, é ela que agrava e desencadeia os sintomas e crises agudas, é uma questão de difícil resposta. Outros estudos informam que 15% das pessoas com doenças crônicas em geral sofrem de depressão e que, entre os pacientes com diagnóstico de lúpus esse percentual pode chegar a quase 60% 19. Mas alertam que, embora a depressão seja muito mais comum em portadores de doenças crônicas do que no resto da população, nem todos apresentarão depressão. Entretanto, os autores destacam que estudos têm documentado que cerca de 30 a 50% destes casos de depressão não são diagnosticados pelos procedimentos médicos de rotina. Dentre as pesquisas acerca de depressão em pacientes com LES, destaca-se uma que investigou 20 mulheres com diagnóstico de LES em período de atividade e de inatividade da doença a fim de comparar níveis de depressão 20. Os autores concluíram que tanto nos momentos de exacerbação dos sintomas como nos de remissão, os níveis de depressão se mantinham presentes. Outro estudo teve como objetivo estudar a prevalência de alterações de humor em pacientes com LES fazendo correspondência com a percepção global de saúde 21. Participaram da pesquisa 84 pacientes com diagnóstico de LES e 84 pessoas saudáveis para depressão (de acordo com a escala Beck) e para ansiedade (segundo a escala Hamilton). Os resultados revelaram que os pacientes com LES sofrem mais de ansiedade do que a população normal, sendo que tal achado é mais frequente naqueles com maior idade e com pior percepção de sua própria saúde. Fatores estressantes associados ao LES também têm sido investigados. Pesquisadores acompanharam 120 pacientes com LES durante 15 meses. Trimestralmente, eram avaliados estressores ambientais do cotidiano, sintomas psiquiátricos, qualidade de vida, suporte social e estratégias de enfrentamento. Além destas variáveis, a atividade da doença também foi avaliada ao início e ao final do estudo 22. Os autores verificaram que estresse não predizia aumento da atividade da doença. Porém, todas as pacientes com LES eram participantes de um grupo de psicoterapia, e, segundo os pesquisadores é provável que essa intervenção tenha interferido no controle do estresse, uma vez que todas as medidas avaliadas mostraram melhora ao longo do estudo. A relação entre doenças reumáticas e depressão chama a atenção da comunidade científica. Um estudo sobre a estimativa da prevalência de depressão em pacientes com síndrome de fibromialgia (que também é classificada como doença reumática, como o LES), bem como da condição de qualidade de vida destes pacientes, avaliou a magnitude da associação entre a depressão e a qualidade de vida 23. Para esse estudo foram selecionados 70 pacientes com fibromialgia que compareceram às consultas médicas em duas instituições públicas e em seis consultórios particulares de reumatologia. Foi aplicado o Medical Outcome Short Form Health Survey (SF-36) para medir a qualidade de vida, composto de oito subescalas, que abordam vários aspectos deste construto. Observou-se queda dos escores nas escalas que mediam vitalidade, concentração, qualidade das interações sociais e satisfação com a vida nos pacientes que também apresentaram quadros depressivos. Desta forma, quanto mais severa a depressão, pior era a percepção da qualidade de vida entre os participantes do estudo, levando os autores a sugerirem que a depressão compromete a funcionalidade social e emocional dos pacientes, uma vez que pessoas depressivas têm tendência ao isolamento, a sentimentos de derrota e frustração, influenciando negativamente o seu relacionamento com outras pessoas. A avaliação da qualidade de vida pode ser realizada pela administração de escalas e questionários adaptados a contextos culturais específicos. O instrumento de medida da qualidade de vida SF-36 já foi traduzido e validado para a população brasileira. Apresenta 36 itens multidimensionais incluindo oito componentes: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental. Os escores variam de 0 a 100, onde 0 é o indicativo do pior resultado. As propriedades de medida podem variar para cada população, especialmente se diferem nos aspectos sociodemográficos e no estado geral de saúde 24. O estado geral de saúde também foi investigado por psicólogos que concluíram que, nas equipes multiprofissionais, há ausência de informação acerca das diversas possibilidades de investigação e mensuração da qualidade de vida e que também há uma resistência por parte da equipe em incluir uma avaliação da qualidade de vida em seus pacientes 25. Outros profissionais da saúde concluíram que o LES interfere na qualidade de vida dos pacientes avaliados principalmente pelo fator dor nas articulações, condição limitante e desconfortável, além de estados depressivos 24. Achados como este vem Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho

11 atraindo mais pesquisadores no Brasil para a investigação de temas como a qualidade de vida no campo da saúde, mas ainda são poucos os estudos relacionando estas varáveis (depressão, ansiedade e qualidade de vida) com a adesão ao tratamento do LES. Desse modo, verificou-se a necessidade de se realizar um estudo exploratório com vistas a identificar fatores relacionados à adesão ao tratamento em mulheres com diagnóstico de LES. Neste estudo investigouse a relação entre adesão ao tratamento e variáveis demográficas e socioeconômicas, indicadores de depressão, ansiedade e qualidade de vida. MÉTODO Trata-se de um estudo prospectivo, transversal, onde participaram 30 pacientes (mulheres) com diagnóstico de LES, consecutivas, em seguimento no ambulatório de reumatologia de um hospital de ensino da rede pública da cidade de Belém, Estado do Pará. Foram incluídas no estudo as pacientes que apresentaram os seguintes critérios: ter diagnóstico de LES, segundo os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia; estar em acompanhamento por, no mínimo, seis meses no ambulatório; ter idade entre 18 e 50 anos; não apresentar outra doença reumática autoimune associada; e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido para participar do estudo. Foram excluídas do estudo todas as pacientes que não apresentassem os critérios de inclusão e que estivessem em acompanhamento psiquiátrico (N=31). Para a realização da presente pesquisa foram utilizados os seguintes instrumentos: (a) Protocolo para análise dos prontuários; (b) Roteiro de Entrevista semi-estruturado, contendo questões sobre características demográficas e da situação socioeconômica, e questões acerca do entendimento da participante sobre o diagnóstico, descrição das regras do tratamento e levantamento do repertório de comportamentos de adesão ao tratamento; (c) Escalas Beck, das quais foram selecionados os Inventários de ansiedade (BAI), e de depressão (BDI); (d) Questionário Genérico de Avaliação de Qualidade de Vida - SF-36 (Medical Outcomes Study 36 Item Short-Form Health Survey), é um instrumento genérico de avaliação de qualidade de vida, de fácil administração e compreensão; é um questionário multidimensional formado por 36 itens, divididos em oito dimensões [funcionamento físico (dez itens), função física (quatro itens), função emocional (dois itens), função social (dois itens), bemestar emocional (cinco itens), dor (dois itens), energia/ fadiga (quatro itens), saúde geral (cinco itens)], o estado de saúde atual comparado há um ano (um item) e avaliação da saúde no geral (um item) são computados à parte, e os valores de cada item variam de 0 a 100 pontos, correspondendo, respectivamente, ao pior e melhor estado geral de qualidade de vida; e, (e) Roteiro para observação de consulta médica. Procedimento As pacientes que aguardavam em sala de espera do ambulatório eram convidadas a participar da pesquisa mediante a apresentação do termo de consentimento livre e esclarecido. Antes da consulta médica, as participantes respondiam, individualmente, ao Roteiro de entrevista fornecendo informações sobre o diagnóstico e o tratamento já prescrito, seguido de levantamento dos comportamentos de adesão já instalados e os sentimentos em relação à doença e ao tratamento. Logo após esse primeiro momento eram aplicadas as escalas Beck (BAI e BDI) e o questionário SF-36, na própria sala de espera do ambulatório. Em seguida, fez-se a observação direta de uma consulta com o médico reumatologista, com a utilização do roteiro de observação e de um gravador de áudio, cujo objetivo foi registrar as orientações descritas pelo profissional à participante. No dia da consulta de retorno com o médico, foi realizada mais uma entrevista com cada participante com o objetivo de se obter relatos de adesão ao tratamento indicado na consulta anterior. Ao final da entrevista, foram apresentados os escores obtidos nas Escalas Beck e no SF-36 para cada participante. Os casos indicados para psicoterapia foram encaminhados ao serviço de psicologia de uma clínica escola de universidade pública na cidade. Por fim, fez-se a análise do prontuário de cada participante, incluindo coleta de dados acerca da evolução clínica da paciente, com histórico de sintomas, tratamento prescrito, internações e outras orientações médicas. Análise dos dados A análise das entrevistas foi realizada a partir da transcrição integral das gravações e se estabeleceu os grupos/categorias: adesão e não adesão. Os grupos/ categorias se dividiram em adesão para aquelas que seguiram as regras prescritas pelo médico (uso do filtro solar, da prednisona e cloroquina) e não adesão para as que não seguiram as regras referidas. Tais regras 10 Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho 2015

12 eram comuns a todas as participantes. A análise dos instrumentos padronizados foi realizada de acordo com as normas estabelecidas para cada um. Inicialmente, foi realizada a análise de conglomerados. Este método é utilizado para separar os indivíduos em grupos diferentes, sendo que dentro de cada grupo os indivíduos são semelhantes entre si 26. Esta análise foi realizada a fim de dividir a amostra em dois grupos: adesão e não adesão, além de se testar a relevância estatística na divisão da amostra. Neste estudo, considerou-se como comportamento de adesão ao tratamento, seguindo o conceito da OMS 5, a correspondência entre as principais orientações para o tratamento, prescritas pelo médico durante a consulta, e o relato de seguimento dessas orientações pela participante na consulta de retorno. As orientações selecionadas como referência para esta análise foram aquelas que estavam presentes em todas as consultas observadas: fazer uso diário de filtro solar e prescrição de cloroquina e de corticóides em doses necessárias para cada paciente. Esse critério também foi escolhido com base nas informações do Guia de Reumatologia 11. Portanto, as pacientes que confirmaram seguir regularmente, no mínimo, estas três orientações foram agrupadas no Grupo/categoria Adesão e as restantes na de Não Adesão. Em seguida, foram aplicados métodos estatísticos descritivos e inferenciais para comparação entre os grupos. Para os testes de hipóteses foi prefixado o nível de significância de p=0,05 para rejeição da hipótese de nulidade. Foram selecionados os seguintes testes estatísticos para o estudo: (a) Teste Qui-Quadrado 26, o qual permitiu verificar a associação entre a adesão ao tratamento com as variáveis idade, escolaridade, ocupação, renda, situação conjugal e classe econômica ABEP; (b) Teste-G, semelhante ao teste Qui-Quadrado conforme afirma Ayres et al. 26, aplicado sob as mesmas circunstâncias; (c) para testar a diferença entre as médias dos grupos (Adesão x Não Adesão), foi empregado o Teste t de Student para amostras independentes, segundo Ayres et al. 26 para testar se existe diferença entre a média de uma amostra (aleatória) e a média populacional; (d) Teste Exato de Fisher, aplicado para comparar duas amostras independentes, semelhante ao teste Qui-Quadrado, utilizado quando os escores são baixos, inclusive admite dados com valores zero, e (e) Teste U de Mann-Whitney utilizado para comparar duas amostras independentes, o qual revela os valores medianos ao invés da média aritmética, pois é indicado para comparação de dois grupos não pareados para se verificar se pertencem ou não à mesma população e verificar se há evidências para acreditar que valores de um grupo A são superiores aos valores do grupo B. RESULTADOS Participaram do estudo 30 pacientes sendo 17 incluídas no grupo Adesão e 13 no grupo Não adesão. As características demográficas das participantes do estudo, idade média, escolaridade, número de filhos etc. encontram-se na Tabela I. Tabela I - Distribuição das variáveis sociodemográficas no grupo Adesão (n=17) e no grupo Não Adesão (n=13). Idade (anos) fa fa Σ 0, a a a a Escolaridade fa fa Σ 0,4214 Fundamental Incompleto Fundamental Completo Médio Incompleto Médio Completo Superior Incompleto Superior Completo Ocupação fa fa Σ 0,4253 Desempregada Dona de Casa Professora Outra Renda fa fa Σ 0,5043 Classe socioeconômica (ABEP) <1 SM SM a 2 SM a 4 SM SM ou mais Ignorado fa fa Σ 0,7536 Mínimo 8 (D) 4(E) 4 Máximo 22 (B1) 19 (B2) 22 Mediana º Quartil º Quartil Fonte: Protocolo da Pesquisa. ABEP/ B1: 21 a 24; B2: 17 a 20; D: 6 a 10; E: 0 a 5. Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho

13 De acordo com os critérios estabelecidos para a divisão da amostra em dois grupos, observou-se que 17 participantes foram incluídas no Grupo Adesão e 13 foram incluídas no Grupo Não Adesão. Com relação à idade, observou-se que não houve diferença entre as participantes dos dois grupos (p-valor=0.6456). Também não foram identificadas diferenças significativas quanto à escolaridade (p=0,4214), embora as quatro participantes com curso superior tenham sido classificadas no Grupo Adesão. Também não houve diferença quanto à ocupação (p=0,4253), quanto à renda (p=0,5043) e quanto à classe socioeconômica (p=0,7536). A avaliação dos aspectos situação conjugal (p=0,5578), número de filhos (p=0,8535), número de abortos decorrentes do LES (0,6814) e tempo de diagnóstico (p=0,8965), entre os dois grupos de categorias, realizada pelo teste Qui-Quadrado, indicou que a adesão ao tratamento independe das mesmas. A avaliação da quantidade de hospitalizações conforme a adesão ao tratamento, pelo Teste Exato de Fisher, especificamente para a categoria nenhuma hospitalização, obteve p-valor = 0,0014* o qual é altamente significativo, indicando que existe uma real associação entre o comportamento de adesão e a referida condição. Da amostra estudada, 41,2% das participantes do Grupo/Categoria Adesão afirmaram terem sido hospitalizadas de duas a nove vezes. Entretanto, estas hospitalizações não foram por motivos associados ao LES (como para serem submetidas a cesarianas, por exemplo). No Grupo/Categoria Não Adesão, todas as integrantes já haviam sido hospitalizadas ao menos uma vez em decorrência do LES. Com relação aos dados obtidos com a aplicação do BDI, o resultado mais relevante foi observado no nível mínimo de depressão, o qual apresentou no Grupo/ categoria Adesão (35,3%) proporções maiores do que no Grupo/categoria Não Adesão (15,4%). Entretanto, o p-valor encontrado (p= 0,2217) evidencia que esta diferença não foi estatisticamente significativa. Nos demais níveis (leve, moderado e grave), observou-se que, também, não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos/categorias. No entanto é importante considerar que as participantes do Grupo/ categoria Adesão mantiveram bom estado de humor, com níveis mínimos de depressão apesar dessa diferença estatística não ter sido significativa. Quanto aos dados obtidos com a aplicação do BAI, em todos os níveis de ansiedade avaliados (mínimo, leve, moderado e grave), não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos de categorias. Quanto à qualidade de vida das participantes (Tabela II), os resultados obtidos por meio do SF-36 sugeriram que no domínio Aspectos Sociais a diferença entre as medianas dos Grupos/categorias Adesão (50 pontos) e Não Adesão (36 pontos) foi significativa (p-valor=0,0364*). Neste caso, as participantes do Grupo/categoria Adesão apresentaram uma melhor percepção de seu envolvimento social do que as do Grupo/categoria Não Adesão. Tabela II Resultados obtidos com o SF-36 entre as participantes do Grupo Adesão (n=17) e do Grupo Não Adesão (n=13) Domínio Capacidade Funcional Adesão Não Adesão (n=17) (n=13) p-valor Mediana (Min, Máx) ( ) ( ) Média Desvio ±21.8 ±18.8 Padrão Aspecto Físico Mediana (Min, (0-10) (0-80) Máx) Média Desvio ±34.4 ±31.3 Padrão Dor Mediana (Min, (12-98) (0.1-71) Máx) Média Desvio ±25.1 ±23.6 Padrão Estado geral de Mediana saúde (Min, Máx) ( ) ( ) Média Desvio ± Padrão Vitalidade Mediana * (Min, Máx) (8.8-85) ( ) Média Desvio ±19.2 ±16.0 Padrão Aspectos sociais Mediana * (Min, Máx) ( ) ( ) Média Desvio ±20.9 ±29.3 Padrão Aspectos emocionais Mediana Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho 2015

14 (Min, (0-100) (0-80) Máx) Média Desvio ±32.6 ±32.1 Padrão Saúde Mental Mediana (Min, Máx) ( ) ( ) Média Desvio Padrão ±22.3 ±24 Fonte: Protocolo de pesquisa. *Teste U de Mann-Whitney. DISCUSSÃO Quanto às características demográficas e socioeconômicas, observa-se que os grupos Adesão e Não adesão eram homogêneos e pareados. Desse modo, pode-se afirmar que estas variáveis não influenciaram no quesito adesão ao tratamento do LES. Tais dados corroboram com os encontrados por Cavicchia et al. 24 que mostrou que as características sociodemográficas são irrelevantes para promover comportamentos de adesão em pacientes com LES. Em outro ensaio realizado por Reis e Costa 27 resultados semelhantes também foram relatados. Os autores destacaram que a adesão ao tratamento da doença não parece estar relacionada ao estado conjugal e ao número de filhos. O estudo revelou, ainda, que orientação sobre a doença por parte dos médicos (incluindo cuidados básicos, como a proteção solar efetiva) pode favorecer o controle da doença e evitar crises de exacerbação. Neste sentido, Pistori e Pasquini 4 propõem uma educação continuada sobre a doença a pacientes e seus familiares, incluindo a adesão e tratamento para prevenir futuras complicações. Os resultados do presente estudo também se assemelham aos obtidos por Segui et al. 20, no qual os pacientes com LES que não mantinham rotina de adesão foram os que apresentaram transtornos de ansiedade e níveis mais altos de depressão, especialmente em períodos de atividade da doença. Do mesmo modo, há semelhanças com os resultados obtidos no estudo de Skare et al. 21, onde foi identificada a presença de alterações de humor em 44,06% dos participantes com LES, os quais apresentaram escores maiores para ansiedade (medida pela escala de Hamilton) do que a população normal. Esta variável revela a importância da inserção do psicólogo na equipe multiprofissional enquanto mediador que fornece suporte emocional aos pacientes para o enfrentamento das adversidades inerentes à doença e auxilie a participação do grupo social como rede de apoio ao paciente com LES. Os resultados confirmam outros achados 28, ressaltando a importância do apoio social para o controle de doenças crônicas, sugerindo que o isolamento social e a sensação de não contar com ajuda na manutenção do tratamento de uma doença podem levar ao abandono do autocuidado. Comparando-se os dois grupos de categorias, embora a análise estatística não tenha indicado diferença significativa, as participantes do Grupo/categoria Adesão obtiveram escores positivos no SF-36, no que se refere à capacidade funcional, aspectos físicos, emocionais e sociais, assim como relataram sentir menos dor e estado geral de saúde melhor do que as participantes do Grupo/ categoria Não Adesão. Os achados confirmam que os comportamentos de seguir as regras descritas pelos profissionais de saúde ajudam no bom estado geral 2. CONCLUSÃO As pacientes que participaram deste estudo não tiveram assistência multiprofissional nos seus atendimentos. Algumas apresentaram comportamentos depressivos que podem se relacionar ao abandono do tratamento e a agravos da doença. Por outro lado, a qualidade de vida das pacientes se mostrou melhor no grupo que aderiu aos comportamentos de autocuidado. Portanto, sugere-se que práticas assistenciais promovam avaliação do estado emocional de mulheres com LES relacionando-o com comportamentos de adesão ao tratamento. A prevenção de estados graves em pacientes portadores de LES pode se fazer pela organização de equipe de profissionais como médicos, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas ocupacionais atuantes em períodos regulares. Destaca-se a presença do psicólogo nessa equipe para auxiliar na instalação e manutenção de comportamentos adequados para prevenir psicopatologias e promover a adesão ao tratamento do LES. Os resultados obtidos nesse estudo mostram que a construção de uma rede de apoio estruturada pode ser uma estratégia para contribuir na melhoria da qualidade de vida, adesão e bem-estar de mulheres diagnosticadas com doenças crônicas como o LES. O estudo limitou-se em estudar, transversalmente, pacientes com mesmo diagnóstico sem considerar o nível de comprometimento e limitação destes em função da doença. Em novos estudos a medida do nível de atividade do LES e suas consequências para as atividades cotidianas do paciente deveriam ser consideradas por terem um custo na resposta de adesão ao tratamento. Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho

15 SUMMARY RELATIONSHIP BETWEEN ANXIETY, DEPRESSION AND ADHERENCE TO TREATMENT IN PATIENT WITH LUPUS Patrícia Regina Bastos NEDER, Eleonora Arnaud Pereira FERREIRA e José Ronaldo Matos CARNEIRO Objective: this study aimed to identify the relationship between levels of anxiety, depression and treatment adherence behavior in patients with Systemic lupus erythematosus (SLE). Method: thirty female patients between 18 to 50 years old with SLE participated in the survey from May to November 2008 in a rheumatology outpatient public hospital in the city of Belém, Pará. They were divided into two groups: Adherence (n = 17) and Non Adherence (n = 13). Data were obtained through interviews during the first and the second medical appointment, Beck scales and SF-36. Results: there was no significant statistical relation between adherence, social demographic characteristics and levels of anxiety. However, it was noticed significant relation between adherence and non-hospitalization. The Adherence Group presented a lower level of depression and better control of the social aspects. Conclusion: the study shows a need for psychological care to patients with SLE and symptoms of depression in order to prevent psychopathologies and promote adherence to treatment. KEYWORDS: adherence to treatment, systemic lupus erythematosus, depression, anxiety, chronic disease. REFERÊNCIAS 1. Gallagher EJ, Viscoli CM, Horwitz RI. The relationship of treatment adherence to the risk of death after myocardial infarction in women. The Journ of the Americ Medic Associat. 1993; 270 (6), Gusmão JL, Mion Junior, D. Adesão ao tratamento: conceitos. Revis Bras de Hipertensão. 2006; 13(1) Araújo AD, Traverso-Yépez, MA. Expressões e sentidos do lúpus eritematoso sistêmico (LES). Estudos de Psicologia. 2007; 12(2), Pistori PA, Pasquini VZ. Cuidados e orientações de enfermagem para pacientes portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico. Rev de Enfermag. UNISA. 2009;10 (1) World Health Organization -WHO (2003). Burden of Mental and Behavioural Disorders, Disponível em: Acessado em: 27/09/ Oigman W. Métodos de avaliação da adesão ao tratamento anti-hipertensivo. Rev Bras de Hipertensão. 2006; 13(1), Gomes DL, Ferreira EAP, Souza, CMC. Automonitoramento e adesão a dois tipos de regras nutricionais em adultos com diabetes Tipo 2. Acta Comportamentalia. 2012; 20(3), Seidl EMF, Melchíades A, Farias V, Brito A. Pessoas vivendo com HIV/aids: variáveis associadas à adesão ao tratamento anti-retroviral. Cad de Saúd Públic. 2007; 23(10), Pons-Estel GJ, Alarcón GS, Scofield L, Reinlib L, Cooper, GS (February). Understanding the epidemiology and progression of systemic lupus erythematosus. In Seminars in arthritis and rheumatism. 2010; 39 (4), Schur PH, Morchella SL. Mucocutaneous manifestations of systemic lupus erythematosus. UpToDate [Internet] [cited 2012 Nov 21]; 19(2). Available from: mucocutaneousmanifestations-of-systemic-lupus-erythematosus. 11. Sato EI. Reumatologia: Guia de medicina ambulatorial e hospitalar Unifesp/Escola paulista de medicina. 1 ed. Barueri, São Paulo: Manole Editora; Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho 2015

16 12. Riskalla MM, Somers CE, Fatica RA, McCune WJ. Tolerabilidade do micofenolato de mofetil em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. The Journ of Rheumatol. 2003; 30 (7), Salicio VAMM, Leite CA, Arruda LKAD, Santin ACW, Matos MB, Galera MF et al. Avaliação da qualidade de vida em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico atendidos no hospital universitário em Mato Grosso - Brasil. Rev Bras de Ciências da Saúde - USCS. 2013; 11(36), Vieira FTDS. Adherence to long term therapies: Evidence for action. Geneva: World Health Organization, Nery FG, Borba EF, Lotufo Neto, F. Influência do estresse psicossocial no Lúpus Eritematoso Sistêmico. Rev Bras de Reumatol. 2004; 44(05), Hinrichsen H, Barth J, Ruckemann M, Fersfl R, Kirch W. Influence of prolonged neuropsychological testing on immunoregulatory cells and hormonal parameters in patients with systemic lupus erythematosus. Rheumatol Int. 1992; 12: Jacobs R, Pawlak CR, Mikeska E, et al. Systemic lupus erythematosus and rheumatoid arthritis patients differ from healthy controls in their cytokine pattern after stress exposure. Rheumatol Int. 2001; 40: Ayache DCG, Costa IP. Alterações da Personalidade no Lúpus Eritematoso Sistêmico. Rev Bras de Reumatol. 2005; 45(5), Rossoni C, Bisi MC, Keiserman MW, Staub HL. Antimaláricos e perfil lipídico em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico.rev Bras Reumatol. 2011; 51(4), Segui J, Ramos-Casals M, Garcia-Carrasco M, De Flores T, Cervera R, Valdeés M, et al. Psychiatric and psychosocial disorders in patients with systemic lupus erythematosus: a longitudinal study of active and inactive stages of the disease. Lupus. 2000; 9(8), Skare TL, Biondo CM, Outi DEN, Manfrim EB, Pedri LE, Kuroda MP. Distúrbios de humor em pacientes com Lupus Eritematoso Sistêmico. Rev do Méd Resid. 2008; 10 (4), Dobkin PL, Da Costa D, Fortin PR, Edworthy S, Barr SUS NA, Esdaile JM, Clarke AE. Living with lupus: a prospective pan-canadian study. The Journ of Rheumatol. 2002; 28(11), Berber JSS, Kupek E, Berber SC. Prevalência de depressão e sua relação com a qualidade de vida em pacientes com Síndrome da Fibromialgia. Rev Bras de Reumatol. 2005; 45(2), Cavicchia R, Neto EB, Guedes LK, Vianna DL. Qualidade de vida em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. Jorn Healt Scienc Institut. 2013; 31(1), Seidl EMF, Zannon CMLC. Qualidade de vida e saúde: aspectos conceituais e metodológicos. Cad de Saúd Públic. 2004; 20(2), Ayres M, Ayres Júnior M, Ayres DL, Santos ADA. Aplicações estatísticas nas áreas das ciências bio-médicas. 5 ed. Instituto Mamirauá. Belém; Reis MG, Costa IP. Qualidade de vida de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico. Rev Bras de Reumatol. 2010; 50 (4), Neder PRB. Análise da adesão ao tratamento em mulheres com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico. [Dissertação de Mestrado] Belém: Universidade Federal do Pará - UFPA; Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho

17 ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA: Recebido em Aprovado em Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho 2015

18 ARTIGO ORIGINAL TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV EM MATERNIDADE DE REFERÊNCIA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA 1 TRANSMISSION OF HIV IN REFERENCE MOTHERHOOD IN THE BRAZILIAN AMAZON Eliete da Cunha ARAÚJO 2, Fábio Santos DROSDOSKI 3, Nivaldo Borges NUNES JÚNIOR 3 e Paulo Gileno Martins FERREIRA 3 RESUMO Objetivo: avaliar a transmissão vertical (TV) do Human Immunodeficiency Virus (HIV) em bebês de mulheres soropositivas que deram a luz na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA). Método: estudo transversal, descritivo, tendo como amostra 70 bebês nascidos de mulheres soropositivas para o HIV, que deram a luz na FSCMPA, no período de janeiro de 2000 a julho de Resultados: dos 70 bebês, filhos de mulheres soropositivas, 4,3% (3-70) nasceram por via vaginal; nenhum (0%) foi amamentado ao seio; 11,3% (6-53) foram prematuros; todos receberam zidovudina (AZT) por seis semanas após o nascimento e nove (12,85%) foram contaminados. Conclusão: a TV do HIV foi expressiva, considerando-se que a aplicabilidade de determinadas medidas é capaz de reduzir esta transmissão para menos de 2%, o que sinaliza a necessidade da melhoria da assistência pré-natal. DESCRITORES: recém-nascido, transmissão vertical, HIV. INTRODUÇÃO: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no Brasil, apesar de inicialmente concentrada em populações vulneráveis, apresenta incidência crescente entre as mulheres devido a transmissão heterossexual. A relação do número de casos de AIDS homem/mulher vem diminuindo ao longo dos anos 1. O crescimento da epidemia da AIDS no Brasil afetou de maneira especial as mulheres e trouxe como novo desafio a ser enfrentado o controle da TV do HIV 2. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), no período de 1980 a junho de 2011, o maior número de casos de AIDS está concentrado na região Sudeste (56,4%) enquanto na região Norte se apresenta com apenas 4,7%. O Pará registrou o maior número absoluto de casos (12.532) 3. O HIV/AIDS é uma doença sexualmente transmissível que também possui como meio de transmissão as vias parenteral e vertical. Atualmente, observa-se o aumento proporcional de casos de AIDS de transmissão heterossexual e taxas de incidência crescentes no gênero feminino. Este fenômeno, chamado feminização, é acompanhado por um número cada vez maior de crianças atingidas 4,5. A TV do HIV pode ocorrer durante a gestação (35%), o trabalho de parto e o parto propriamente dito (65%), ou através da amamentação, com risco acrescido de transmissão entre 7% e 22% a cada exposição (mamada) 6. Sem intervenções de profilaxia, ocorre em cerca de 26% das gestações, podendo ser reduzida para menos de 2% com intervenções preconizadas pelo Programa Nacional de DST/AIDS, tais como o uso de antirretrovirais combinados, a partir da 14ª semana de ¹ Trabalho realizado na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. Belém, Pará 2 Profª Associada da Universidade Federal do Pará UFPA, Doutora em Medicina 3 Alunos do curso de medicina da Universidade Federal do Pará/UFPA Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho

19 gestação, utilização, de AZT injetável durante o trabalho de parto e o parto, parto por cirurgia cesariana eletiva, AZT oral para o recém-nascido exposto, do nascimento até 42 dias de vida e inibição da lactação associada ao fornecimento de fórmula infantil até os seis meses de idade 7 Em 1994, foram publicados os resultados do emprego do Protocolo ACTG-076, mostrando uma redução de quase 70% nas taxas de transmissão maternoinfantil do HIV com o uso do AZT na gestação, parto e no recém-nascido 8. OBJETIVO O objetivo deste trabalho é descrever a taxa de TV de HIV, em maternidade de referência na região norte do país, no período de janeiro de 2000 a julho de MÉTODO Trata-se de estudo epidemiológico, descritivo,transversal, tendo como amostra, 70 bebês filhos de mulheres soropositivas para o HIV, nascidos na FSCMPA no período de janeiro de 2000 a julho de O estudo foi realizado em duas etapas: a primeira no próprio hospital (informações dos prontuários) e a segunda em domicílio (entrevista). RESULTADOS Dos RN de mães soropositivas, 4% nasceram por via vaginal (Figura 1). Figura 2 - Distribuição dos bebês de mulheres HIV positivas segundo a administração de AZT após o nascimento, FSCMPA, Fonte: protocolo de pesquisa Figura 3 - Distribuição dos bebês de mulheres HIV positivas segundo a ocorrência de prematuridade, FSCMPA, Fonte: protocolo de pesquisa Nenhum bebê foi amamentado ao seio; todos receberam fórmulas lácteas após o nascimento (Figura 4). Figura 1 - Distribuição dos bebês de mulheres HIV positivas segundo a via de nascimento, FSCMPA, Fonte: protocolo de pesquisa Todos os recém-nascidos receberam AZT por via oral durante seis semanas após o nascimento (Figura 2). Observa-se na Figura 3, que 11% (6-53) dos conceptos foram prematuros. Figura 4 - Distribuição dos bebês de mulheres HIV positivas segundo ao aleitamento materno, FSCMPA, Fonte: protocolo de pesquisa A transmissão vertical do HIV na amostra estudada foi de 13% (Figura 5). 18 Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho 2015

20 Figura 5 - Distribuição dos bebês de mulheres HIV positivas segundo à prevalência da transmissão vertical, FSCMPA, Fonte: protocolo de pesquisa Dos 9 casos de TV, em 33% houve relato de bolsa rota com mais de 4 horas até o momento do parto (Figura 6). DISCUSSÃO O rompimento precoce das membranas (Fig. 6) e o parto por via vaginal(fig. 1) podem ter contribuído para o elevado percentual de TV (12,9%) observado neste estudo (Fig. 5). Apesar da reconhecida importância da TV para a saúde pública, ainda existem poucas publicações sobre o assunto nas revistas científicas brasileiras. Estudo realizado no município de Itajaí (SC) no período de 2002 a 2007encontrou um percentual de 6,28% 9. Estudo abrangente realizado em 17 maternidades públicas de referência em quatro capitais brasileiras mostrou taxa de TV de 5,58% no período de 1997 a Outros estudos de menor abrangência mostraram uma grande variação nas taxas de TV: em Campinas (SP), na década de 1990, houve uma redução de 32,3% para 2,9% 11 ; em Porto Alegre (RS) as taxas variaram entre 2,8% e 8,31% na década de ,13, semelhante aos 5,95% encontrados em Novo Hamburgo (RS) 14 e 5,1% em Juiz de Fora (MG) 15, mas inferiores aos 9,7% encontrados em Santos (SP) 16. No Rio de Janeiro, no período de 1996 a 2004, a taxa de 2,4% 17 foi semelhante aos 2,5% registrados em Campo Grande (RS) 18. CONCLUSÃO Figura 6 - Distribuição dos bebês de mulheres HIV positivas segundo a ocorrência de rotura precoce de membranas, FSCMPA, Fonte: protocolo de pesquisa O elevado percentual de TV observado neste estudo é preocupante e sinaliza para a necessidade de maiores esforços direcionados à assistência pré-natal. Revista Paraense de Medicina V.29(2) abril-junho

RELAÇÃO ENTRE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E ADESÃO AO TRATAMENTO EM PACIENTES COM LÚPUS 1

RELAÇÃO ENTRE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E ADESÃO AO TRATAMENTO EM PACIENTES COM LÚPUS 1 ARTIGO ORIGINAL RELAÇÃO ENTRE ANSIEDADE, DEPRESSÃO E ADESÃO AO TRATAMENTO EM PACIENTES COM LÚPUS 1 RELATIONSHIP BETWEEN ANXIET, DEPRESSION AND ADHERENCE TO TREATMENT IN PATIENT WITH LUPUS Patrícia Regina

Leia mais

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO?

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: HÁ DIFERENÇA NA DISTRIBUIÇÃO ENTRE IDOSOS POR SEXO? Enelúzia Lavynnya Corsino de Paiva China (1); Lucila Corsino de Paiva (2); Karolina de Moura Manso da Rocha (3); Francisco

Leia mais

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE 1 Discente de graduação do curso de Biomedicina 2 Doutoranda Docente das Faculdades Integradas

Leia mais

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 Talita da Conceição de Oliveira Fonseca. Economista Doméstica. Endereço: Rua João Valadares Gomes nº 210, bairro JK, Viçosa-MG. E-mail:

Leia mais

SESSÃO I. APRESENTAÇÃO POSTER

SESSÃO I. APRESENTAÇÃO POSTER SESSÃO I. APRESENTAÇÃO POSTER 1. Riscos e causas de contaminação na Central de Material de Juliana Santos Andrade Esterilização: uma análise teórico-reflexiva 2. Biossegurança e Higienização das mãos:

Leia mais

MORBIDADES AUTORREFERIDAS POR IDOSOS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE GERIATRIA

MORBIDADES AUTORREFERIDAS POR IDOSOS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE GERIATRIA INTRODUÇÃO MORBIDADES AUTORREFERIDAS POR IDOSOS ATENDIDOS EM UM AMBULATÓRIO DE GERIATRIA Mayara Muniz Dias Rodrigues 1 Saemmy Grasiely Estrela de Albuquerque 2 Maria das Graças Melo Fernandes 3 Keylla

Leia mais

Estratégias para eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis

Estratégias para eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis Estratégias para eliminação da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis 1)Contextualização da Transmissão Vertical de HIV e de Sífilis A transmissão vertical do HIV (TVHIV) acontece pela passagem do vírus

Leia mais

INCIDÊNCIA DE AIDS NA POPULAÇÃO IDOSA DO BRASIL

INCIDÊNCIA DE AIDS NA POPULAÇÃO IDOSA DO BRASIL INCIDÊNCIA DE AIDS NA POPULAÇÃO IDOSA DO BRASIL Tacilla Maria Rodrigues Pereira¹(tacilla90@hotmail.com) Milene Evaristo Pereira¹(Milene.trab@gmail.com) Nicole Cristine Diniz de Medeiros Dutra¹ (nicole_dutra@hotmail.com)

Leia mais

HIV/AIDS EM IDOSOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

HIV/AIDS EM IDOSOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA HIV/AIDS EM IDOSOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Fabiana Medeiros de Brito (NEPB/UFPB). E-mail: fabianabrito_@hotmail.com Eveline de Oliveira Barros (NEPB/UFPB). E-mail: evinhabarros@gmail.com

Leia mais

Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes de um centro de referência em hipertensão arterial

Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes de um centro de referência em hipertensão arterial Fatores que interferem na qualidade de vida de pacientes de um centro de referência em hipertensão arterial Autores: Liza Batista Siqueira¹, Paulo César Brandão Veiga Jardim², Maria Virgínia Carvalho³,

Leia mais

SITUAÇÃO DO HIV/AIDS NO BRASIL E OS FATORES QUE INFLUENCIAM A INFECÇÃO

SITUAÇÃO DO HIV/AIDS NO BRASIL E OS FATORES QUE INFLUENCIAM A INFECÇÃO SITUAÇÃO DO HIV/AIDS NO BRASIL E OS FATORES QUE INFLUENCIAM A INFECÇÃO Jader Dornelas Neto 1 ; Daniel Antonio Carvalho dos Santos 2 ; Guilherme Elcio Zonta 3 ; Simone Martins Bonafé 4 RESUMO: O objetivo

Leia mais

B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST. ano VIII nº 01

B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST. ano VIII nº 01 B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST ano VIII nº 01 27ª a 52ª semanas epidemiológicas - julho a dezembro de 2010 01ª a 26ª semanas epidemiológicas - janeiro a junho de 2011 2012. Ministério

Leia mais

TÍTULO: ADESÃO À TERAPIA MEDICAMENTOSA POR DIABÉTICOS ASSISTIDOS POR DUAS EQUIPES DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DA CIDADE DE ARAXÁ-MG

TÍTULO: ADESÃO À TERAPIA MEDICAMENTOSA POR DIABÉTICOS ASSISTIDOS POR DUAS EQUIPES DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DA CIDADE DE ARAXÁ-MG TÍTULO: ADESÃO À TERAPIA MEDICAMENTOSA POR DIABÉTICOS ASSISTIDOS POR DUAS EQUIPES DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DA CIDADE DE ARAXÁ-MG CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA:

Leia mais

Perfil dos Beneficiários de Planos e SUS e o Acesso a Serviços de Saúde PNAD 2003 e 2008

Perfil dos Beneficiários de Planos e SUS e o Acesso a Serviços de Saúde PNAD 2003 e 2008 Perfil dos Beneficiários de Planos e SUS e o Acesso a Serviços de Saúde PNAD 2003 e 2008 Marcos Novais Carina Burri Martins José Cechin Superintendente Executivo APRESENTAÇÃO O objetivo deste trabalho

Leia mais

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Evolução dos Fatores de Risco para Doenças Crônicas e da prevalência do Diabete Melito e Hipertensão Arterial na população brasileira: Resultados do VIGITEL 2006-2009 Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

TÍTULO: PERFIL SÓCIO DEMOGRÁFICO E PROVÁVEL FONTE DE INFECÇÃO DE MULHERES COM HIV/AIDS NO MUNICÍPIO DE CARAGUATATUBA-SP

TÍTULO: PERFIL SÓCIO DEMOGRÁFICO E PROVÁVEL FONTE DE INFECÇÃO DE MULHERES COM HIV/AIDS NO MUNICÍPIO DE CARAGUATATUBA-SP TÍTULO: PERFIL SÓCIO DEMOGRÁFICO E PROVÁVEL FONTE DE INFECÇÃO DE MULHERES COM HIV/AIDS NO MUNICÍPIO DE CARAGUATATUBA-SP CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: ENFERMAGEM INSTITUIÇÃO:

Leia mais

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778

ANAIS DA 4ª MOSTRA DE TRABALHOS EM SAÚDE PÚBLICA 29 e 30 de novembro de 2010 Unioeste Campus de Cascavel ISSN 2176-4778 SÍFILIS NA GESTAÇÃO: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA A PARTIR DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CASCAVEL - PR Fabiana Luize Kopper 1 Cláudia Ross 2 INTRODUÇÃO A sífilis na gestação

Leia mais

TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV E TRANSPLANTE DE FÍGADO

TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV E TRANSPLANTE DE FÍGADO TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV E TRANSPLANTE DE FÍGADO FÁBIO DE BARROS CORREIA GOMES Consultor Legislativo da Área XVI Saúde Pública, Sanitarismo MAIO/2009 Fábio de Barros Correia Gomes 2 SUMÁRIO 1. Introdução...3

Leia mais

PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS.

PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS. PREVENÇÃO DE DST/AIDS APÓS VIOLÊNCIA SEXUAL AVALIAÇÃO DOS CASOS NOTIFICADOS À SES/RS. Introdução e método: A violência física em especial a violência sexual é, sem dúvida, um problema de saúde pública.

Leia mais

Indicadores da Saúde no Ceará 2008

Indicadores da Saúde no Ceará 2008 Indicadores da Saúde no Ceará 2008 Fortaleza - 2010 GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Cid Ferreira Gomes Governador SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E COORDENAÇÃO (SEPLAG) Desirée Mota Secretária INSTITUTO DE PESQUISA

Leia mais

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA IX CONGRESO IBEROAMERICANO DE DIAGNÓSTICO Y EVALUACIÓN PSICOLÓGICA MACEIÓ, 04 A 07 DE JUNHO DE 2013

VI CONGRESSO BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA IX CONGRESO IBEROAMERICANO DE DIAGNÓSTICO Y EVALUACIÓN PSICOLÓGICA MACEIÓ, 04 A 07 DE JUNHO DE 2013 VI CONGRESSO BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA & IX CONGRESO IBEROAMERICANO DE DIAGNÓSTICO Y EVALUACIÓN PSICOLÓGICA MACEIÓ, 04 A 07 DE JUNHO DE 2013 1) Tipo e título da atividade proposta: a) Tipo: MESA-REDONDA;

Leia mais

INCIDÊNCIA DE AIDS POR SEXO NO ESTADO DE MINAS GERAIS, NO PERÍODO DE 2007 A 2010. AIDS INCIDENCE BY SEX IN STATE OF MINAS GERAIS, FROM 2007 TO 2010.

INCIDÊNCIA DE AIDS POR SEXO NO ESTADO DE MINAS GERAIS, NO PERÍODO DE 2007 A 2010. AIDS INCIDENCE BY SEX IN STATE OF MINAS GERAIS, FROM 2007 TO 2010. INCIDÊNCIA DE AIDS POR SEXO NO ESTADO DE MINAS GERAIS, NO PERÍODO DE 2007 A 2010. AIDS INCIDENCE BY SEX IN STATE OF MINAS GERAIS, FROM 2007 TO 2010. Larissa de Oliveira Abrantes 1 ; Amanda Cristina Souza

Leia mais

NTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS

NTRODUÇÃO MATERIAL E MÉTODOS Características socioeconômicas, demográficas, nutricionais, controle glicêmico e atividade física de adolescentes portadores de diabetes melito tipo 1 Izabela Zibetti de ALBUQUERQUE 1 ; Maria Raquel Hidalgo

Leia mais

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIDA NO ACOMPANHAMENTO DO TRATAMENTO DAS PESSOAS COM AIDS

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIDA NO ACOMPANHAMENTO DO TRATAMENTO DAS PESSOAS COM AIDS AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIDA NO ACOMPANHAMENTO DO TRATAMENTO DAS PESSOAS COM AIDS Leidyanny Barbosa de Medeiros 1 Moema Brandão de Albuquerque 2 Oriana Deyze Correia Paiva Leadebal 3 Jordana de Almeida

Leia mais

Alexandre O. Chieppe

Alexandre O. Chieppe Transmissão Vertical da Sífilis S e do HIV Alexandre O. Chieppe Coordenação Estadual de DST/AIDS-CVE Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro Câmara Técnica de AIDS do CREMERJ Do Início da Epidemia

Leia mais

Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012.

Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012. Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012. Layz Dantas de Alencar 1 - layzalencar@gmail.com Rosimery

Leia mais

PERCEPÇAÕ DA QUALIDADE DE VIDA NO PUERPÉRIO IMEDIATO

PERCEPÇAÕ DA QUALIDADE DE VIDA NO PUERPÉRIO IMEDIATO 209 PERCEPÇAÕ DA QUALIDADE DE VIDA NO PUERPÉRIO IMEDIATO Nicole Silva Pedrosa 1, Daniela Bonfim Cortês 1, Karina Cristina Fernandes 1, Mariane Fátima da Silva Araujo 2, Ana Paula Rodrigues Rocha 2, Edna

Leia mais

MORBIDADE E MORTALIDADE POR NEOPLASIAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO

MORBIDADE E MORTALIDADE POR NEOPLASIAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO MORBIDADE E MORTALIDADE POR NEOPLASIAS NO ESTADO DE PERNAMBUCO Edmilson Cursino dos Santos Junior (1); Renato Filipe de Andrade (2); Bianca Alves Vieira Bianco (3). 1Fisioterapeuta. Residente em Saúde

Leia mais

Grazielly Rita Marques Giovelli (1); Gabriel José Chittó Gauer(1) orientador; Prisla Ucker Calvetti (1); João Feliz Duarte de Moraes(2)

Grazielly Rita Marques Giovelli (1); Gabriel José Chittó Gauer(1) orientador; Prisla Ucker Calvetti (1); João Feliz Duarte de Moraes(2) 1418 IV Mostra de Pesquisa da Pós- Graduação PUCRS SINTOMAS DE DEPRESSÃO, SUPORTE SOCIAL, QUALIDADE DE VIDA E ADESÃO EM PESSOAS QUE VIVEM COM HIV/AIDS Grazielly Rita Marques Giovelli (1); Gabriel José

Leia mais

ATUAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NA ANSIEDADE E DEPRESSÃO EM IDOSOS

ATUAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NA ANSIEDADE E DEPRESSÃO EM IDOSOS ATUAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NA ANSIEDADE E DEPRESSÃO EM IDOSOS Thayla Sayuri Suzuki Calderon, Elaine Aparecida Lozano da Silva, Vinicius Gustavo Gimenes Turato, Giovana Renata Parizi Silva, Laís

Leia mais

QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PORTADOR DE DOENÇA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE

QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PORTADOR DE DOENÇA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES PORTADOR DE DOENÇA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE Marta Isabel Valente Augusto Moraes CAMPOS, Maria do Rosário Gondim PEIXOTO, Edna Regina Silva PEREIRA, Ana Tereza Vaz de

Leia mais

HUMANIZAÇÃO DO PARTO

HUMANIZAÇÃO DO PARTO HUMANIZAÇÃO DO PARTO TEIXEIRA, Kátia de Cássia CBES katita.teixeira@gmail.com BASTOS, Raquel CBES Resumo Este texto apresenta os diferentes aspectos envolvidos na humanização do parto, desde sua definição,

Leia mais

Avaliação do grau de implementação do programa de controle de transmissão vertical do HIV em maternidades do Projeto Nascer

Avaliação do grau de implementação do programa de controle de transmissão vertical do HIV em maternidades do Projeto Nascer Avaliação do grau de implementação do programa de controle de transmissão vertical do HIV em maternidades do Projeto Nascer 1 CRÉDITOS Elaboração do relatório Elizabeth Moreira dos Santos (ENSP/FIOCRUZ)

Leia mais

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Por Rodrigo Cunha 5 de junho de 1981. O Relatório Semanal de Morbidez e Mortalidade do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos

Leia mais

Mostra de Projetos 2011 Projeto Troca

Mostra de Projetos 2011 Projeto Troca Mostra de Projetos 2011 Projeto Troca Mostra Local de: Campo Mourão Categoria do projeto: Projetos em implantação, com resultados parciais. Prefeitura Municipal de Campo Mourão Cidade: Campo Mourão Contato:

Leia mais

VIGILÂNCIA DE HIV EM SANGUE DOADO: TENDÊNCIA DE SOROPREVALÊNCIA

VIGILÂNCIA DE HIV EM SANGUE DOADO: TENDÊNCIA DE SOROPREVALÊNCIA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 VIGILÂNCIA DE HIV EM SANGUE DOADO: TENDÊNCIA DE SOROPREVALÊNCIA Janete Lane Amadei 1 ; Deborah Cristiny Dantas Moreti 2 ; Diego Montanhei 2 ; Dennis Armando

Leia mais

Estimativa do número de crianças (0-14 anos) infectadas pelo HIV, Brasil, 2000

Estimativa do número de crianças (0-14 anos) infectadas pelo HIV, Brasil, 2000 Estimativa do número de crianças (0-14 anos) infectadas pelo HIV, Brasil, 2000 Introdução Célia Landmann Szwarcwald (1), Aristides Barbosa Júnior(2) e Maria Goretti P. Fonseca(2) A epidemia de aids no

Leia mais

OBJETIVOS: GERAL: Determinar a prevalência do alcoolismo em Policiais Militares do Estado do Amazonas.

OBJETIVOS: GERAL: Determinar a prevalência do alcoolismo em Policiais Militares do Estado do Amazonas. TÍTULO: ALCOOLISMO NA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO AMAZONAS. Autores: Fernando de Lima Ferreira; Aristóteles Alencar; Manoel Galvão; Giselle Oliveira da Costa; Márcia Maria Leão de Araújo; Roberta Kelly

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM NA BUSCA E PREVENÇÃO DO HIV/AIDS

EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM NA BUSCA E PREVENÇÃO DO HIV/AIDS 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA EXPOSIÇÃO DE RISCO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO UEPG-ENFERMAGEM

Leia mais

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Em 2012, ocorreram 2.767 óbitos por Aids no Estado de São Paulo, o que representa importante queda em relação ao pico observado em 1995 (7.739). A

Leia mais

Taxa de mortalidade neonatal RN < 1500g

Taxa de mortalidade neonatal RN < 1500g Taxa de mortalidade neonatal RN < 1500g V1.01 - Novembro de 2012 1. Sigla E-EFT-04 Sumário: Sigla Nome Conceituação Domínio Relevância Importância Estágio do Ciclo de Vida Método de Cálculo Definição de

Leia mais

IV Seminário de Iniciação Científica

IV Seminário de Iniciação Científica ANÁLISE DO PERFIL IMUNOLÓGICO E VIRAL DAS GESTANTES HIV/AIDS ATENDIDAS NO HOSPITAL MATERNO INFANTIL E NO HOSPITAL ANUAR AUAD EM GOIÂNIA-GOIÁS, ENTRE OS ANOS DE 2003 E 2005. Raffaella Silva Pinheiro 1,4

Leia mais

VARIÁVEIS PREDITORAS DA AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS ACIMA DE 50 ANOS COM HIV/AIDS

VARIÁVEIS PREDITORAS DA AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS ACIMA DE 50 ANOS COM HIV/AIDS VARIÁVEIS PREDITORAS DA AVALIAÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA EM PESSOAS ACIMA DE 50 ANOS COM HIV/AIDS Josevania da Silva UNIPÊ/UEPB josevaniasco@gmail.com Renata Pires Mendes da Nóbrega UNIPÊ - renata_pmn@hotmail.com

Leia mais

COMÉRCIO INTERNACIONAL CURSO DE ECONOMIA

COMÉRCIO INTERNACIONAL CURSO DE ECONOMIA COMÉRCIO INTERNACIONAL CURSO DE ECONOMIA CLASSIFICAÇÕES DO SEGUNDO TESTE E DA AVALIAÇÃO CONTINUA Classificações Classificação Final Alex Santos Teixeira 13 13 Alexandre Prata da Cruz 10 11 Aleydita Barreto

Leia mais

Perfil do usuário de crack no Brasil

Perfil do usuário de crack no Brasil Lígia Bonacim Dualibi Prof. Dr. Marcelo Ribeiro Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas - INPAD Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas - UNIAD Universidade Federal

Leia mais

Diagnóstico Tardio do HIV em Crianças e Adolescentes Nascidas de mães Portadoras do HIV" Programa Estadual de DST/AIDS-SP www.crt.saude.sp.gov.

Diagnóstico Tardio do HIV em Crianças e Adolescentes Nascidas de mães Portadoras do HIV Programa Estadual de DST/AIDS-SP www.crt.saude.sp.gov. Diagnóstico Tardio do HIV em Crianças e Adolescentes Nascidas de mães Portadoras do HIV" Programa Estadual de DST/AIDS-SP www.crt.saude.sp.gov.br Casos notificados de AIDS, Brasil e São Paulo - 1980 a

Leia mais

10 projetos de pesquisa aprovados no edital BICT/FUNCAP 12/2014

10 projetos de pesquisa aprovados no edital BICT/FUNCAP 12/2014 Projetos de pesquisa no Saúde Instituto de Ciências da 10 projetos de pesquisa aprovados no edital BICT/FUNCAP 12/2014 Título: Avaliação da autoeficácia materna para prevenir diarreia infantil em Redenção-CE

Leia mais

TÍTULO: AUTORES: E-Mail INSTITUIÇÃO ÁREA TEMÁTICA: INTRODUÇÃO OBJETIVOS: Objetivo geral Objetivos específicos

TÍTULO: AUTORES: E-Mail INSTITUIÇÃO ÁREA TEMÁTICA: INTRODUÇÃO OBJETIVOS: Objetivo geral Objetivos específicos TÍTULO:AVALIAÇÃO DA PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV NO HULW EM JOÃO PESSSOA - PB AUTORES: Karina Carla de Paula Medeiros, Ana Cecília Bezerra Carvalho, Márcia Regina Piuvezam, Margareth de Fátima

Leia mais

O IMPACTO DA DOR CRÔNICA NA VIDA DAS PESSOAS QUE ENVELHECEM

O IMPACTO DA DOR CRÔNICA NA VIDA DAS PESSOAS QUE ENVELHECEM O IMPACTO DA DOR CRÔNICA NA VIDA DAS PESSOAS QUE ENVELHECEM Eliane de Sousa Leite. Universidade Federal de Campina Grande/UFCG. Email: elianeleitesousa@yahoo.com.br. Jéssica Barreto Pereira. Universidade

Leia mais

TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ENFERMAGEM 1ª TURMA - 2005/2009 DIURNO

TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ENFERMAGEM 1ª TURMA - 2005/2009 DIURNO TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ENFERMAGEM 1ª TURMA - 2005/2009 DIURNO CASSIO CRISTIANNO PEREIRA LIMA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTES IDOSOS COM ENFISEMA PULMONAR DEBORA GUIMARÃES SILVA O DESAFIO

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Saúde da mulher. Prevenção. Neoplasia. Atenção Primária de Saúde.

PALAVRAS-CHAVE Saúde da mulher. Prevenção. Neoplasia. Atenção Primária de Saúde. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças

Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças META Até 2015, ter detido a propagação do HIV/Aids e começado a inverter a tendência atual. 6a META Alcançar, até, o acesso universal ao tratamento para

Leia mais

Gisane kelly Silva de Miranda 1 Rosimere Pessoa de Souza 2

Gisane kelly Silva de Miranda 1 Rosimere Pessoa de Souza 2 Gisane kelly Silva de Miranda 1 Rosimere Pessoa de Souza 2 Resumo: O presente trabalho tem por intuito analisar os fatores que condicionam o aumento da vulnerabilidade da transmissão do vírus do HIV entre

Leia mais

AIDS: IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL NA PREVENÇÃO DE COMORBIDADES RESUMO

AIDS: IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL NA PREVENÇÃO DE COMORBIDADES RESUMO AIDS: IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL NA PREVENÇÃO DE COMORBIDADES Natalia Priscila Barros Menezes 1 Robson Ferreira dos Santos 2 Talitha Araújo Faria 3 RESUMO A síndrome de imunodeficiência

Leia mais

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DST/AIDS

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DST/AIDS BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DST/AIDS 2013 SMS-RJ/SUBPAV/SAP boletim.indd 1 07/11/2013 12:51:59 boletim.indd 2 07/11/2013 12:51:59 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 5 SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA AIDS NO MUNICÍPIO DO RIO

Leia mais

INTRODUÇÃO (WHO, 2007)

INTRODUÇÃO (WHO, 2007) INTRODUÇÃO No Brasil e no mundo estamos vivenciando transições demográfica e epidemiológica, com o crescente aumento da população idosa, resultando na elevação de morbidade e mortalidade por doenças crônicas.

Leia mais

Perfil das gestantes adolescentes na assistência ao pré-natal na clinica materno infantil em Sarandi - PR

Perfil das gestantes adolescentes na assistência ao pré-natal na clinica materno infantil em Sarandi - PR Perfil das gestantes adolescentes na assistência ao pré-natal na clinica materno infantil em Sarandi - PR ADRIANA SANT ANA GASQUEZ (UNINGÁ)¹ SANDRA MARISA PELLOSO (UEM)² EVERTON FERNANDO ALVES (G-UNINGÁ)³

Leia mais

MORTALIDADE FETAL SEGUNDO VARIÁVEIS RELACIONADAS À MÃE NO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA

MORTALIDADE FETAL SEGUNDO VARIÁVEIS RELACIONADAS À MÃE NO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

7º Congresso Unidas de

7º Congresso Unidas de 7º Congresso Unidas de Gestão o de Assistência à Saúde Dra. Rozana Ciconelli Centro Paulista de Economia da Saúde Escola Paulista de Medicina A epidemia da obesidade Como as doenças crônicas afetam a gestão

Leia mais

PRÁTICAS ALIMENTARES EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO DE IDADE DA CIDADE DE MARINGÁ-PR

PRÁTICAS ALIMENTARES EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO DE IDADE DA CIDADE DE MARINGÁ-PR 26 a 29 de outubro de 2010 ISBN 978-85-61091-69-9 PRÁTICAS ALIMENTARES EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO DE IDADE DA CIDADE DE MARINGÁ-PR Maria Alice Nunes De Campos Monteiro 1 ; Flávia Ponzio Breda Dos Santos¹;

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE GERÊNCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS COORDENAÇÃO ESTADUAL DE DST/AIDS PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS Goiânia, 2012

Leia mais

PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL DE LONDRINA-PARANÁ

PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL DE LONDRINA-PARANÁ PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL DE LONDRINA-PARANÁ SCHUINDT, P. S; ANDRADE, A. H. G. RESUMO A grande incidência de desnutrição hospitalar enfatiza a necessidade de estudos sobre

Leia mais

PROJETOS APROVADOS PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA (CEP-IMIP) EM REUNIÃO ORDINÁRIA DE 28.01.15. CAAE Título do Projeto Pesquisador Responsável

PROJETOS APROVADOS PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA (CEP-IMIP) EM REUNIÃO ORDINÁRIA DE 28.01.15. CAAE Título do Projeto Pesquisador Responsável PROJETOS APROVADOS PELO COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA (CEP-IMIP) EM REUNIÃO ORDINÁRIA DE 28.01.15 CAAE Título do Projeto Pesquisador Responsável 38889314.1.0000.5201 Estudo comparativo das representações

Leia mais

ANÁLISE DO NÍVEL DE CONHECIMENTO EM PUÉRPERAS SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO NO AMBULATÓRIO RN DE RISCO DO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA

ANÁLISE DO NÍVEL DE CONHECIMENTO EM PUÉRPERAS SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO NO AMBULATÓRIO RN DE RISCO DO MUNICÍPIO DE PONTA GROSSA 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ANÁLISE DO

Leia mais

GINÁSTICA FUNCIONAL: IMPACTOS NA AUTOESTIMA E AUTOIMAGEM DE IDOSOS DA UNIVERSIDADE ABERTA À MATURIDADE

GINÁSTICA FUNCIONAL: IMPACTOS NA AUTOESTIMA E AUTOIMAGEM DE IDOSOS DA UNIVERSIDADE ABERTA À MATURIDADE GINÁSTICA FUNCIONAL: IMPACTOS NA AUTOESTIMA E AUTOIMAGEM DE IDOSOS DA UNIVERSIDADE ABERTA À MATURIDADE RESUMO Esterfania Silva Lucena; Manoel Freire de Oliveira Neto Universidade Estadual da Paraíba, Email:

Leia mais

FATORES DE RISCOS OBSTÉTRICOS E NEONATAIS PARA OCORRÊNCIA DE PREMATURIDADE NO MUNICÍPIO DE MARINGÁ-PR

FATORES DE RISCOS OBSTÉTRICOS E NEONATAIS PARA OCORRÊNCIA DE PREMATURIDADE NO MUNICÍPIO DE MARINGÁ-PR 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 FATORES DE RISCOS OBSTÉTRICOS E NEONATAIS PARA OCORRÊNCIA DE PREMATURIDADE NO MUNICÍPIO DE MARINGÁ-PR Willian Augusto de Melo 1 ; Francislaine Men Castellini

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE DA MULHER EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA E INTERVENÇÕES SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO UTERINO

DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE DA MULHER EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA E INTERVENÇÕES SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO UTERINO 11. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA DIAGNÓSTICO SOBRE A SAÚDE

Leia mais

BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015

BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015 BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015 AIDS O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde estima que aproximadamente 734 mil pessoas vivam com HIV/aids no país, o que corresponde

Leia mais

ANÁLISE DO PERFIL IMUNOLÓGICO E VIRAL DOS PACIENTES HIV/AIDS ATENDIDOS NA UNIDADE DE SAÙDE JUNDIAÍ EM ANÁPOLIS GOIAS ENTRE OS ANOS 2002 E 2006.

ANÁLISE DO PERFIL IMUNOLÓGICO E VIRAL DOS PACIENTES HIV/AIDS ATENDIDOS NA UNIDADE DE SAÙDE JUNDIAÍ EM ANÁPOLIS GOIAS ENTRE OS ANOS 2002 E 2006. 1 ANÁLISE DO PERFIL IMUNOLÓGICO E VIRAL DOS PACIENTES HIV/AIDS ATENDIDOS NA UNIDADE DE SAÙDE JUNDIAÍ EM ANÁPOLIS GOIAS ENTRE OS ANOS 2002 E 2006. Adriana Paim da Silva 1,2 ; Andrea Brígida de Souza 1,2

Leia mais

EVOLUÇÃO TEMPORAL DE MANIFESTAÇÕES ORAIS NOTIFICAÇÃO EM PORTADORES DE AIDS

EVOLUÇÃO TEMPORAL DE MANIFESTAÇÕES ORAIS NOTIFICAÇÃO EM PORTADORES DE AIDS EVOLUÇÃO TEMPORAL DE MANIFESTAÇÕES ORAIS NOTIFICAÇÃO EM PORTADORES DE AIDS Bárbara Letícia de Queiroz Xavier. Universidade Federal de Campina Grande/UFCG. Email: barbaraleticiaqx@hotmail.com Eliane de

Leia mais

Palavras-chave: Comportamento sexual de risco; Psicologia da Saúde; Universitários; Prevenção.

Palavras-chave: Comportamento sexual de risco; Psicologia da Saúde; Universitários; Prevenção. COMPORTAMENTO SEXUAL DE RISCO EM ESTUDANTES DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Ellidja Evelyn de Sousa Barbalho Lúcia Maria de Oliveira Santos Departamento de Psicologia GEPS

Leia mais

INTERFERÊNCIA DO DIABETES MELLITUS NA QUALIDADE DE VIDA DE USUÁRIOS DA ATENÇÃO BÁSICA EM BLUMENAU - SC

INTERFERÊNCIA DO DIABETES MELLITUS NA QUALIDADE DE VIDA DE USUÁRIOS DA ATENÇÃO BÁSICA EM BLUMENAU - SC INTERFERÊNCIA DO DIABETES MELLITUS NA QUALIDADE DE VIDA DE USUÁRIOS DA ATENÇÃO BÁSICA EM BLUMENAU - SC Autores: Eduardo José Cecchin(1), Luiza Pinto de Macedo Soares(1), José Augusto Bach Neto(1), João

Leia mais

PROJETO DA GERÊNCIA-GERAL TÉCNICO-ASSISTENCIAL DOS PRODUTOS PARA AÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DE RISCOS E DOENÇAS NA SAÚDE SUPLEMENTAR

PROJETO DA GERÊNCIA-GERAL TÉCNICO-ASSISTENCIAL DOS PRODUTOS PARA AÇÕES DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DE RISCOS E DOENÇAS NA SAÚDE SUPLEMENTAR AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR DIRETORIA DE NORMAS E HABILITAÇÃO DOS PRODUTOS GERÊNCIA-GERAL TÉCNICO-ASSISTENCIAL DOS PRODUTOS PROJETO DA GERÊNCIA-GERAL TÉCNICO-ASSISTENCIAL DOS PRODUTOS PARA AÇÕES

Leia mais

Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública

Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública Capítulo 3 Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública Maria Inês Monteiro Mestre em Educação UNICAMP; Doutora em Enfermagem USP Professora Associada Depto. de Enfermagem

Leia mais

Autor(es) MICHELLE MARTINS DE MELO. Co-Autor(es) MÁRCIA FUZA. Orientador(es) ÂNGELA MÁRCIA FOSSA / TEREZA HORIBE. 1. Introdução

Autor(es) MICHELLE MARTINS DE MELO. Co-Autor(es) MÁRCIA FUZA. Orientador(es) ÂNGELA MÁRCIA FOSSA / TEREZA HORIBE. 1. Introdução 7º Simpósio de Ensino de Graduação IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À GESTANTES EM UM SERVIÇO ESPECIALIZADO EM DSTS DO INTERIOR DE SÃO PAULO Autor(es) MICHELLE MARTINS DE MELO

Leia mais

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA CONSULTA PUERPERAL DE ENFERMAGEM

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NA CONSULTA PUERPERAL DE ENFERMAGEM 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE ( ) TRABALHO (X

Leia mais

CERTIFICADO DE ATIVIDADE DE EXTENSÃO

CERTIFICADO DE ATIVIDADE DE EXTENSÃO Certificamos para os devidos que ESTEVÃO JÚNIOR participou da atividade de extensão de Simulado da OAB, promovida pelas Faculdades Kennedy de Minas Gerais, no dia 07 de outubro de 2015, com carga horária

Leia mais

Consumo de álcool por adolescentes e gênero. Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa

Consumo de álcool por adolescentes e gênero. Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa Consumo de álcool por adolescentes e gênero Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa Área de pesquisa Saúde pública Importância do fenômeno Álcool Droga psicotrópica atua no sistema nervoso central Possui

Leia mais

Hélio Vasconcellos Lopes

Hélio Vasconcellos Lopes HIV/AIDS no Município de Santos e dados brasileiros Hélio Vasconcellos Lopes Coordenador do Programa Municipal DST/AIDS/Hepatites da Secretaria Municipal de Saúde Professor titular da Faculdade de Medicina

Leia mais

DIABETES AUTORREFERIDO EM IDOSOS: SEGUIMENTO TERAPÊUTICO E FATORES ASSOCIADOS

DIABETES AUTORREFERIDO EM IDOSOS: SEGUIMENTO TERAPÊUTICO E FATORES ASSOCIADOS DIABETES AUTORREFERIDO EM IDOSOS: SEGUIMENTO TERAPÊUTICO E FATORES ASSOCIADOS Anna Karla de Oliveira Tito Borba - UFPE - anninhatito@gmail.com Ana Paula de Oliveira Marques - UFPE - marquesap@hotmail.com

Leia mais

RESUMO. Palavras-chave: Saúde do adolescente; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; HIV.

RESUMO. Palavras-chave: Saúde do adolescente; Síndrome de Imunodeficiência Adquirida; HIV. SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE: A EPIDEMIA DA AIDS EM ADOLESCENTES NO BRASIL, 2001-2010. KOGLIN, Ilivelton Martins 1 ; TASSINARI, Tais Tasqueto 2 ; ZUGE, Samuel Spiegelberg 3 ; BRUM, Crhis Netto de 3 ;

Leia mais

Tendência da transmissão vertical da AIDS após terapia anti-retroviral no Estado de Santa Catarina de 1994 a 2006.

Tendência da transmissão vertical da AIDS após terapia anti-retroviral no Estado de Santa Catarina de 1994 a 2006. Tendência da transmissão vertical da AIDS após terapia anti-retroviral no Estado de Santa Catarina de 994 a 26. Maternal-infant vertical transmission of AIDS trends after antiretroviral therapy in Santa

Leia mais

Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos.

Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos. PARECER Nº121/2015 PAD: Nº 43/2015 Autora: Conselheira Renata Ramalho Da Cunha Dantas Solicitante: Dr. Ronaldo Miguel Beserra Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos. DO FATO

Leia mais

USO DO PRESERVATIVO POR CASAIS HETEROSSEXUAIS EM UNIÃO ESTÁVEL

USO DO PRESERVATIVO POR CASAIS HETEROSSEXUAIS EM UNIÃO ESTÁVEL USO DO PRESERVATIVO POR CASAIS HETEROSSEXUAIS EM UNIÃO ESTÁVEL INTRODUÇÃO: Ítala Mônica de Sales Santos Joelma Barros de Sousa Ana Izabel Oliveira Nicolau As Doenças sexualmente transmissíveis, principalmente

Leia mais

PERFIL NUTRICIONAL DE INDIVÍDUOS DIABÉTICOS ATENDIDOS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE UM MUNICÍPIO DO NORTE DO PARANÁ

PERFIL NUTRICIONAL DE INDIVÍDUOS DIABÉTICOS ATENDIDOS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE UM MUNICÍPIO DO NORTE DO PARANÁ PERFIL NUTRICIONAL DE INDIVÍDUOS DIABÉTICOS ATENDIDOS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DE UM MUNICÍPIO DO NORTE DO PARANÁ VIEIRA, G.A. Resumo: O diabetes Mellitus é considerado atualmente uma das principais

Leia mais

16/02/2013 ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM ABORDAGEM SINDRÔMICA DAS DST. Prof. Rivaldo lira

16/02/2013 ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM ABORDAGEM SINDRÔMICA DAS DST. Prof. Rivaldo lira ABORDAGEM SINDRÔMICA DAS DST ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM Prof. Rivaldo lira 1 2 Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas. a) São corretas apenas as afirmativas 1 e 2. b) São corretas

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES TRATADOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UEG

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES TRATADOS NA CLÍNICA ESCOLA DE FISIOTERAPIA DA UEG Anais do IX Seminário de Iniciação Científica, VI Jornada de Pesquisa e Pós-Graduação e Semana Nacional de Ciência e Tecnologia UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS 19 a 21 de outubro de 2011 PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

Leia mais

ANEXO I. 1 Indicadores da dimensão da atenção à saúde

ANEXO I. 1 Indicadores da dimensão da atenção à saúde ANEXO I RELAÇÂO DOS INDICADORES, COM AS RESPECTIVAS METODOLOGIAS ESTATÍSTICAS A SEREM UTILIZADAS NO PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DA SAÚDE SUPLEMENTAR - COMPONENTE OPERADORAS - REFERENTE AO ANO DE 2013 1 Indicadores

Leia mais

Estatuto da Criança e do Adolescente:

Estatuto da Criança e do Adolescente: PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL HIV e alimentação infantil Estatuto da Criança e do Adolescente: Livro I Parte Geral Título I Das disposições preliminares Art. 4º - é dever da família, da comunidade,

Leia mais

PROTOCOLO GESTANTE COM SÍFILIS. Carmen Silvia Bruniera Domingues Vigilância Epidemiológica Programa Estadual DST/Aids - SP

PROTOCOLO GESTANTE COM SÍFILIS. Carmen Silvia Bruniera Domingues Vigilância Epidemiológica Programa Estadual DST/Aids - SP PROTOCOLO GESTANTE COM SÍFILIS Carmen Silvia Bruniera Domingues Vigilância Epidemiológica Programa Estadual DST/Aids - SP O que fazer antes do bebê chegar? Os caminhos do pré-natal... (fase I estamos grávidos

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA:

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( x ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA

Leia mais

Atividade Física Referida e Estilo de Vida entre Trabalhadores de Enfermagem em Serviço Público de Saúde

Atividade Física Referida e Estilo de Vida entre Trabalhadores de Enfermagem em Serviço Público de Saúde Capítulo 14 Atividade Física Referida e Estilo de Vida entre Trabalhadores de Enfermagem em Serviço Público de Saúde Manuela de Santana Pi Chillida Mestre em Enfermagem UNICAMP Enfermeira Supervisora,

Leia mais

ESTRESSE OCUPACIONAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

ESTRESSE OCUPACIONAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 ESTRESSE OCUPACIONAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Cristiane Luchtenberg 1 ; Rosangela Costa 1 ; Willian Augusto

Leia mais

Bioestatística. Organização Pesquisa Médica. Variabilidade. Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação:

Bioestatística. Organização Pesquisa Médica. Variabilidade. Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação: Bioestatística Lupércio F. Bessegato & Marcel T. Vieira UFJF Departamento de Estatística 2010 Organização Pesquisa Médica Variabilidade Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação:

Leia mais

Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com

Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com Prof. Sabrina Cunha da Fonseca E-mail: sabrina.cfonseca@hotmail.com A estatística tem como objetivo fornecer informação (conhecimento) utilizando quantidades numéricas. Seguindo este raciocínio, a estatística

Leia mais

VACINAÇÃO: PERFIS E CONHECIMENTO DAS GESTANTES. Descritores: vacinação, gestantes, doenças infecciosas.

VACINAÇÃO: PERFIS E CONHECIMENTO DAS GESTANTES. Descritores: vacinação, gestantes, doenças infecciosas. VACINAÇÃO: PERFIS E CONHECIMENTO DAS GESTANTES Julianne Melo dos Santos 1, Auleliano Adonias dos Santos 1, Rosa Maria Nunes Galdino 2 Descritores: vacinação, gestantes, doenças infecciosas. Introdução

Leia mais

ADESÃO DE ADULTOS À TERAPIA EM VOZ NA CLÍNICA DE FONOAUDIOLOGIA

ADESÃO DE ADULTOS À TERAPIA EM VOZ NA CLÍNICA DE FONOAUDIOLOGIA ADESÃO DE ADULTOS À TERAPIA EM VOZ NA CLÍNICA DE FONOAUDIOLOGIA Autores: THAISY SANTANA DA SILVA, ADRIANA DE OLIVEIRA CAMARGO GOMES, ANA NERY BARBOSA DE ARAÚJO, JONIA ALVES LUCENA, ZULINA SOUZA DE LIRA,

Leia mais

26/4/2012. Inquéritos Populacionais Informações em Saúde. Dados de Inquéritos Populacionais. Principais Características. Principais Características

26/4/2012. Inquéritos Populacionais Informações em Saúde. Dados de Inquéritos Populacionais. Principais Características. Principais Características Inquéritos Populacionais Informações em Saúde Dados de Inquéritos Populacionais Zilda Pereira da Silva Estudos de corte transversal, únicos ou periódicos, onde são coletadas informações das pessoas que

Leia mais