Mecanismos de resistência ao tratamento com anticorpos monoclonais Gustavo Stefanoff Grupo de Pesquisa Translacional em Linfomas Coordenação de

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Mecanismos de resistência ao tratamento com anticorpos monoclonais Gustavo Stefanoff Grupo de Pesquisa Translacional em Linfomas Coordenação de"

Transcrição

1 Mecanismos de resistência ao tratamento com anticorpos monoclonais Gustavo Stefanoff Grupo de Pesquisa Translacional em Linfomas Coordenação de Pesquisa Clínica/INCA

2 AcM terapêuticos aprovados ou em análise na União Européia ou EUA mabs 4:3, ; May/June 2012

3 N Engl J Med 2008;359:613-26

4

5 Aprox. 85% dos linfomas não-hodgkin em adultos são de origem nas células B

6 Proteína CD20 Marcador de linfócitos B Função desconhecida. Possível papel no desenvolvimento e diferenciação das células B. Expressa em 99% das células B normais e em linfomas não Hodgkin B Alvo terapêutico ideal: - Expressão em células B maduras - Não é internalizado após ligação dos AcMo - Forma solúvel desconhecida

7 Anti-CD20 Rituximabe Anticorpo monoclonal quimérico (humano/murino) desenvolvido contra o antígeno CD20 Primeiro anticorpo monoclonal a ser aprovado para uso clínico no tratamento do câncer (FDA, 1997) Região variável murina Cadeia κ humana IgG 1 Fc humana Rituximabe Utilizado com sucesso para o tratamento de pacientes adultos com linfomas não Hodgkin B Outras condições não tumorais, como doenças auto-imunes, parecem se beneficiar da terapia com o Rituximabe Proteína CD20

8 Resistência/Refratariedade ao tratamento com Anti-CD20 Rituximabe Alguns pacientes com LNH-B recaem ou não respondem ao tratamento com Rituximabe Atualmente não existe nenhum marcador preditivo de resposta individual Os mecanismos de resistência ainda não foram completamente elucidados, variando em cada subtipo de linfoma considerado Conhecer os mecanismos moleculares envolvidos na resistência ao Rituximabe pode contribuir ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas

9 Mecanismos de ação Citotoxicidade dependente de complemento (CDC) Apoptose e/ou inibição do crescimento Citotoxicidade celular dependente de anticorpo (CCDA) Fagocitose celular dependente de anticorpo (FCDA)

10 Principais mecanismos de resistência/refratariedade Expressão de proteínas reguladoras do complemento (PRC): CD55, CD59) Variações nos níveis de expressão do antígeno CD20 nas células tumoral Variantes polimórficas de genes envolvidos nos mecanismos efetores Fc dependentes : FCGR3A, FCGR2A, FCGR2C, etc.

11 Variações nos níveis de expressão do antígeno CD20 nas células tumoral

12 Expressão de CD20 Blood 16, 2009 vol. 113 no

13 Mutações e deleções no gene MS4A1 Perda ou diminuição de expressão do antígeno CD20 em células tumorais

14 Mutações e deleções no gene MS4A1 Mutações e deleções no MS4A1 podem ser encontradas em até 20% dos casos de linfomas B. As alterações no epítopo de reconhecimento do rituximab são raras (<2%) e não estão associadas à resposta em linfomas tratados com R+CHOP. Deleções no domínio c-terminal foram associadas à perda da expressão de CD20 e à falha de tratamento em linfomas agressivos Estudos de indução de resistência in vitro demonstraram que mutações no domínio intracelular de CD20 podem inibir a morte celular pelo rituximab. Não existem evidências sobre mutações hereditárias ou polimorfismos no MS4A1 que influenciem a resposta ao tratamento com anti-cd20 rituximab. Johnson et al. Haematologica (2009) Terui et al. Cancer Res (2009)

15 Mutações e deleções no gene MS4A1 Modificações póstraducionais Perda ou diminuição de expressão do antígeno CD20 em células tumorais

16 Mutações e deleções no gene MS4A1 Modificações póstraducionais Regulação epigenética Perda ou diminuição de expressão do antígeno CD20 em células tumorais

17 Mutações e deleções no gene MS4A1 Modificações póstraducionais Regulação epigenética Perda ou diminuição de expressão do antígeno CD20 em células tumorais Expressão de transcritos alternativos

18 Expressão de transcrito alternativo CD20 MS4A1 RNAm CD20 CD20 completo CD20 truncado ( CD20)

19 Expressão de transcrito alternativo CD20

20 Expressão de transcrito alternativo CD20 Linfoma agressivo vs linfoma indolente p <0,001 CD20v/CD20c x 100 CD20v/CD20c x 100 Linfoma indolente (LF) de baixo vs alto grau p= 0,01

21 Expressão de proteínas reguladoras do complemento (PRC): CD55, CD59, CD35, CD46

22 CD55 CD59

23 Linhagem sensível à CDC-R Linhagem resistente à CDC-R

24 Variantes polimórficas de genes envolvidos nos mecanismos efetores Fc dependentes : FCGR3A, FCGR2A, FCGR2C, etc

25 Distribuição dos receptores FcγR nas células efetoras

26 CCDA Polimorfismo FCGR2A O receptor FcγRIIa, expresso em macrófagos, neutrófilos e plaquetas, é um potente indutor de fagocitose e degranulação. Um polimorfismo no gene FCGR2A (SNP 519A>G) que acarreta em histidina (H) ou arginina (R) na posição 131 (R131H), determina alótipos funcionalmente diferentes. FcγRIIa-131H/H exibe uma maior eficiência de união às IgG2 e IgG3 humanas quando comparados ao receptor FcγRIIa-131R/R.

27 CCDA Polimorfismo FCGR3A O receptor FcγRIIIa (FCGR3A) é expresso em monócitos, macrófagos (papel no clearance de complexos imunes circulantes) e células NK (após ativação, induz ADCC e produção de linfocinas). As variantes protéicas com fenilalanina (F) ou valina (V) na posição 158 (SNP 559A>C), exibem afinidades diferentes do receptor com a IgG1 e subseqüente uma eficácia diferencial da CCDA via rituximab. Pacientes com linfoma folicular exibindo FcγRIIIa- 158V/V (20% da população americana) tratados com rituximab como único agente tiveram uma taxa de resposta de 90%, comparados com 51% de resposta dos pacientes com genótipo FcγRIIIa-158F/F

28 Polimorfismo FCGR2C CCDA O receptor FcγRIIc (CD32) está amplamente expresso em macrófagos, monócitos e neutrófilos Foi demonstrado que pode ser expresso também em células NK em níveis variáveis dentre os indivíduos Apresenta um polimorfismo no éxon 3 (259C>T) que afeta o domínio extracelular EC1 do receptor, resultando em uma proteína funcional com glutamina (Q) na posição 13 ou alternativamente, em uma proteína truncada (incorporação de um códon de parada) A expressão de CD32 em células NK se correlaciona com o genótipo FCGR2C ORF (proteína funcional) e não com o genótipo FCGR2C STOP (proteína truncada). Foi demonstrado que a ativação do FcγRIIc induz funções efetoras nas células NK CD32+, incluindo fosforilação de PTK, mobilização de Ca++ e CCDA.

29 Polimorfismo FCGR3B FCDA O receptor FcγRIIIb está constitutivamente expresso apenas em neutrófilos Existe em duas formas alotípicas conhecidas como NA1 e NA2 (neutrophil antigen) diferenciados por 4 aminoácidos no domínio Iglike distal que afeta a glicosilação do receptor. O FcγRIIIb -NA1 induz fagocitose de partículas opsonizadas com IgG1 e IgG3 humanas e se une a complexos imunes IgG3 mais eficientemente que o alótipo FcγRIIIb-NA2. A contribuição da fagocitoses por neutrófilos mediada pelo rituximab na eliminação de células tumorais e o impacto do polimorfismo FCGR3B- NA1/NA2 ainda não foram estudados

30 Acesso a novas abordagens terapêuticas Identificação de pacientes com potencial benefício

31 Variabilidade interindividual da resposta a anti-cd20 rituximab Impacto das variantes alotípicas dos FcγRs e do componente do complemento Cq1 na resposta terapêutica em pacientes com linfoma difuso de células grandes B tratados no INCA Genotipagem de SNPs nos genes FCGR2A, FCGR2B, FCGR2C, FCGR3A, FCGR3B, C1QA PCR-RFLP PCR em tempo real Sequenciamento

32

33 AcM anti-cd20 comercializados Denominação (INN) Nome comercial (fabricante) Descrição Rituximab MabThera, Rituxan (Genentech) IgG1 quimérico Tositumomab-I 131 Bexxar (GSK) IgG2a murino Ibritumomab tiuxetan Zevalin (Biogen IDEC) IgG1 murino Ofatumumab Arzerra (GSK) IgG1 humano Maior atividade in vitro frente a células com baixos níveis de CD20 CDC incrementada

34

35 AcM anti-cd20 em estudos clínicos Denominação (INN) Nome comercial (fabricante) Descrição Fase clínica Veltuzumab Immunomedics IgG1 humanizado Phase II AME133v (LY ) Eli Lilly IgG1 humanizado (Fc engineered) Phase I/II Ublituximab (LFBR603) TG Therapeutics IgG1 quimêrico (with low fucose) Phase I FBTA05 Obinutuzumab (GA101) Lymphomun (Trion Pharma GmbH) Hoffmann-La Roche Murino biespecífico anti-cd20/cd3 IgG1 tipo II humanizado (Glycoengineered) Phase I/II Phase III

36 Grupo de Pesquisa Translacional em Linfomas - INCA Lab. Pesquisa Clínica datalinfo

37 Grupo de Pesquisa Translacional em Linfomas - INCA Lab. Pesquisa Clínica datalinfo

38 Grupo de Pesquisa Translacional em Linfomas - INCA Lab. Pesquisa Clínica datalinfo Amanda Brandão (Aluna ME) Kamila Alfradique (Aluna ME) Natalia Pedra (Aluna AP1) Marcos Vidal (Aluno IC Biomedicina) Vinicius Maciel (Aluno IC Biomedicina) Adriana Scheliga (Médica) Isabela Pereira (Médica) Monik Mariano (Enfermeira) Vanessa Rajo (Aluna IC Medicina) Adriana Neves (Aluna IC Medicina) Rafael Almeida (Aluno IC Medicina)

39 Obrigado!

Imunidade Adaptativa Humoral

Imunidade Adaptativa Humoral Imunidade Adaptativa Humoral Daiani Cristina Ciliao Alves Taise Natali Landgraf Imunidade Adaptativa Humoral 1) Anticorpos: Estrutura Localização 2) Maturação de célula B: Interação dependente de célula

Leia mais

ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO

ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO Por definição, anticorpos são moléculas de glicoproteína, também chamadas de imunoglobulinas. São glicoproteínas altamente específicas sintetizadas em resposta a um antígeno,

Leia mais

TEMA: RITUXIMABE PARA A LEUCEMIA LINFOCÍTICA. Data: 05/03/2014 NOTA TÉCNICA /2014. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

TEMA: RITUXIMABE PARA A LEUCEMIA LINFOCÍTICA. Data: 05/03/2014 NOTA TÉCNICA /2014. Medicamento x Material Procedimento Cobertura NOTA TÉCNICA /2014 Data: 05/03/2014 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Solicitante: Marly Gonçalves Pinto - PJPI 3998-2 - Oficial de Apoio Judicial B - Escrivã Judicial da Comarca de Cláudio/MG

Leia mais

Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS

Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS MULTIPLICATION 1 Defesas Resposta imune frente a infecções 2 Defesas Imunidade inata Defesa e recuperação Genética Fatores séricos

Leia mais

Iniciação. Angiogênese. Metástase

Iniciação. Angiogênese. Metástase Imunidade contra tumores Câncer Cancro, tumor, neoplasia, carcinoma Características: Capacidade de proliferação Capacidade de invasão dos tecidos Capacidade de evasão da resposta imune Câncer Transformação

Leia mais

TEMA: RITUXIMABE PARA LINFOMA NÃO HODGKIN DE PEQUENAS CÉLULAS

TEMA: RITUXIMABE PARA LINFOMA NÃO HODGKIN DE PEQUENAS CÉLULAS NOTA TÉCNICA 46/2014 Data: 17/03/2014 Medicamento Material Procedimento Cobertura x Solicitante: Juiz de Direito Eduardo Soares de Araújo Número do processo: 0011607-07.2014.8.13.0026 Requerido(s): MUNICÍPIO

Leia mais

Denominação geral dos tumores

Denominação geral dos tumores Imunologia dos tumores Denominação geral dos tumores Carcinomas - derivados de células epiteliais (rim, fígado, epitélio gastro-intestinal) Sarcomas - originários de fibroblastos, células musculares e

Leia mais

Microbiologia e Imunologia Clínica

Microbiologia e Imunologia Clínica Estudo dos mecanismos naturais de defesa contra doenças. Microbiologia e Imunologia Clínica Estudo do sistema imune do corpo e suas funções e alterações. Profa. Ms. Renata Fontes Fundamentos da Imunologia

Leia mais

Ciclo de Palestras em Atualização no tratamento do Câncer Radioisótopos em Medicina

Ciclo de Palestras em Atualização no tratamento do Câncer Radioisótopos em Medicina Ciclo de Palestras em Atualização no tratamento do Câncer Radioisótopos em Medicina Introdução a Medicina Nuclear Radiofármacos de Terceira Geração Radiofármacos para Terapia Paliativa de Dor em Metástase

Leia mais

Somos uma companhia biofarmacêutica global, voltada à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores

Somos uma companhia biofarmacêutica global, voltada à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores ASTRAZENECA, CNPq e CAPES Unidos pelo desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação ASTRAZENECA Somos uma companhia biofarmacêutica global, voltada à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores

Leia mais

Imunidade aos microorganismos

Imunidade aos microorganismos Imunidade aos microorganismos Características da resposta do sistema imune a diferentes microorganismos e mecanismos de escape Eventos durante a infecção: entrada do MO, invasão e colonização dos tecidos

Leia mais

Imunologia do câncer. Aarestrup, F.M.

Imunologia do câncer. Aarestrup, F.M. Imunologia do câncer Impacto da imunologia na cancerologia Biologia tumoral Diagnóstico : imuno-histoquímica Tratamento : imunoterapia Mecanismos da resposta imunológica contra o câncer Quais as células

Leia mais

ANTICORPOS. CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido

ANTICORPOS. CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido ANTICORPOS Anticorpo é uma globulina sintetizada por linfócitos B e principalmente

Leia mais

VALIDAÇÃO DE MÉTODO ANALÍTICO PARA CÁLCULO DE CONCENTRAÇÃO DE ANTICORPO MONOCLONAL CONJUGADO

VALIDAÇÃO DE MÉTODO ANALÍTICO PARA CÁLCULO DE CONCENTRAÇÃO DE ANTICORPO MONOCLONAL CONJUGADO 2013 International Nuclear Atlantic Conference - INAC 2013 Recife, PE, Brazil, November 24-29, 2013 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA NUCLEAR - ABEN ISBN: 978-85-99141-05-2 VALIDAÇÃO DE MÉTODO ANALÍTICO

Leia mais

O Sistema do Complemento

O Sistema do Complemento UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Programa de Pós- Graduação em Imunologia Básica e Aplicada Disciplina- Integração Imunologia Básica- Clínica O Sistema do Complemento Elyara

Leia mais

Resposta Imune contra o Câncer

Resposta Imune contra o Câncer Câncer é um termo genérico, que compreende em torno de 200 doenças, cujas células causadoras partilham algumas características em comum: Mutações genéticas; Crescimento descontrolado; Capacidade de migração

Leia mais

TEMA: RITUXIMABE PARA A LEUCEMIA LINFOCÍTICA

TEMA: RITUXIMABE PARA A LEUCEMIA LINFOCÍTICA Data: 17/05/2013 NOTA TÉCNICA 73 /2013 Medicamento Material Procedimento Cobertura x Solicitante: Juíza Vanessa Guimarães da Costa Vedovotto Número do processo: TEMA: RITUXIMABE PARA A LEUCEMIA LINFOCÍTICA

Leia mais

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 IMUNOLOGIA Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 Imunidade contra tumores Linfócitos T-CD8 (azul) atacando uma célula tumoral (amarela) A imunologia tumoral é o estudo

Leia mais

Mandado de segurança contra ato do Secretário Municipal de Saúde RITUXIMABE PARA LINFOMA NÃO-HODGKIN FOLICULAR TRANSFORMADO EM DIFUSO

Mandado de segurança contra ato do Secretário Municipal de Saúde RITUXIMABE PARA LINFOMA NÃO-HODGKIN FOLICULAR TRANSFORMADO EM DIFUSO Data: 08/12/2012 Nota Técnica 2012 Juízo da 4ª Vara de Fazenda Pública Municipal Juiz Renato Dresh Numeração Única: 3415341-21.201 Impetrante Marlene Andrade Montes Medicamento Material Procedimento Cobertura

Leia mais

Resposta imunológica a. Ronei Luciano Mamoni

Resposta imunológica a. Ronei Luciano Mamoni Resposta imunológica a tumores Ronei Luciano Mamoni Tumores Conceitos gerais Neoplasias conceito Neoplasia (neo= novo + plasia = tecido) é o termo que designa alterações celulares que acarretam um crescimento

Leia mais

IV - IMUNOGLOBULINAS

IV - IMUNOGLOBULINAS Universidade Federal da Bahia Faculdade de Medicina Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina de Imunologia MED 194 IV - IMUNOGLOBULINAS Sumário Monitor: Bruno Bezerril 1. Definição....

Leia mais

Por outro lado, na avaliação citológica e tecidual, o câncer tem seis fases, conhecidas por fases biológicas do câncer, conforme se segue:

Por outro lado, na avaliação citológica e tecidual, o câncer tem seis fases, conhecidas por fases biológicas do câncer, conforme se segue: 8 - O câncer também tem fases de desenvolvimento? Sim, o câncer tem fases de desenvolvimento que podem ser avaliadas de diferentes formas. Na avaliação clínica feita por médicos é possível identificar

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

Biofármacos: desenvolvimento atual

Biofármacos: desenvolvimento atual Biofármacos: desenvolvimento atual Leda R. Castilho Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) COPPE Programa de Engenharia Química Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares (LECC) Produtos biotecnológicos

Leia mais

Métodos para detecção de alérgenos em alimentos. Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense

Métodos para detecção de alérgenos em alimentos. Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense Métodos para detecção de alérgenos em alimentos Gerlinde Teixeira Departamento de Imunobiologia Universidade Federal Fluminense Antigenos vs Alérgenos Antigeno Imunógeno Qualquer substância capaz de estimular

Leia mais

Auto-imunidade Doenças auto-imunes. Sandra Bertelli Ribeiro sandrabertelliribeiro@hotmail.com Doutoranda Lab. de Imunologia

Auto-imunidade Doenças auto-imunes. Sandra Bertelli Ribeiro sandrabertelliribeiro@hotmail.com Doutoranda Lab. de Imunologia Auto-imunidade Doenças auto-imunes Sandra Bertelli Ribeiro sandrabertelliribeiro@hotmail.com Doutoranda Lab. de Imunologia Célula tronco-hematopoiética Pluripotente. - Progenitor linfóide comum - Progenitor

Leia mais

A LINGUAGEM DAS CÉLULAS DO SANGUE LEUCÓCITOS

A LINGUAGEM DAS CÉLULAS DO SANGUE LEUCÓCITOS A LINGUAGEM DAS CÉLULAS DO SANGUE LEUCÓCITOS Prof.Dr. Paulo Cesar Naoum Diretor da Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto, SP Sob este título o leitor poderá ter duas interpretações

Leia mais

04/06/2015. Imunologia dos Transplantes. Bases imunológicas da rejeição do enxerto

04/06/2015. Imunologia dos Transplantes. Bases imunológicas da rejeição do enxerto Imunologia dos Transplantes Dayse Locateli Transplante: ato de transferir células, tecidos ou órgãos de um lugar para outro. Indivíduo doador Receptor Dificuldades: Técnicas Cirúrgicas Quantidade de doadores

Leia mais

CONHECIMENTO GOTAS. neoplasias hematológicas: leucemia mieloide crônica

CONHECIMENTO GOTAS. neoplasias hematológicas: leucemia mieloide crônica CONHECIMENTO EM GOTAS neoplasias hematológicas: leucemia mieloide crônica leucemia é uma doença maligna dos leucócitos (glóbulos brancos). ela pode ser originada em duas linhagens diferentes: a linhagem

Leia mais

RECEPTORES PARA IMUNOGLOBULINA G (FcγR)

RECEPTORES PARA IMUNOGLOBULINA G (FcγR) Medicina (Ribeirão Preto) 2005; 38 (1): 82-95. REVISÃO RECEPTORES PARA IMUNOGLOBULINA G (FcγR) RECEPTORS FOR IMMUNOGLOBULIN G (FcyR) Cleni M. Marzocchi-Machado 1 e Yara M. Lucisano-Valim 2 1 Pós-Doutoranda.

Leia mais

Imunologia. Introdução ao Sistema Imune. Lairton Souza Borja. Módulo Imunopatológico I (MED B21)

Imunologia. Introdução ao Sistema Imune. Lairton Souza Borja. Módulo Imunopatológico I (MED B21) Imunologia Introdução ao Sistema Imune Módulo Imunopatológico I (MED B21) Lairton Souza Borja Objetivos 1. O que é o sistema imune (SI) 2. Revisão dos componentes do SI 3. Resposta imune inata 4. Inflamação

Leia mais

IMUNIDADE AOS TUMORES IMUNIDADE AOS TRANSPLANTES

IMUNIDADE AOS TUMORES IMUNIDADE AOS TRANSPLANTES IMUNIDADE AOS TUMORES IMUNIDADE AOS TRANSPLANTES IMUNIDADE AOS TUMORES Neoplasias Histórico Classificação : linhagem celular, histomorfologia e comportamento clínicobiológico. Carcinogênese experimental

Leia mais

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes Prof.Dr. Gilson Costa Macedo Processo de retirada de células, tecidos ou órgãos, chamados enxertos, de um indivíduo e a sua inserção em um indivíduo

Leia mais

Disciplina de Imunologia. Curso de Biomedicina. Imunidade aos Microbios Bactéria extracelular

Disciplina de Imunologia. Curso de Biomedicina. Imunidade aos Microbios Bactéria extracelular Disciplina de Imunologia Curso de Biomedicina Imunidade aos Microbios Bactéria extracelular Como o sistema imune exerce sua função fisiológica principal = Proteger o hospedeiro de infecções por agentes

Leia mais

Geração de anticorpos monoclonais para alvos neurológicos

Geração de anticorpos monoclonais para alvos neurológicos Geração de anticorpos monoclonais para alvos neurológicos M. Carolina Tuma, Ph.D. Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento Recepta_cartão.jpg Recepta: uma parceria inovadora Brazilian Angel Investors Anticorpos

Leia mais

SANDRA BERTELLI RIBEIRO DE CASTRO LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA. Aviso: Início das aulas práticas

SANDRA BERTELLI RIBEIRO DE CASTRO LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA. Aviso: Início das aulas práticas ANTÍGENO E ANTICORPO SANDRA BERTELLI RIBEIRO DE CASTRO LABORATÓRIO DE IMUNOLOGIA Aviso: Início das aulas práticas Laboratório de Imunologia, Departamento de Parasitologia, Microbiologia e Imunologia, Instituto

Leia mais

Hematopoiese. Aarestrup, F.M.

Hematopoiese. Aarestrup, F.M. Hematopoiese Stem cells - pluripotencial Baixa frequência -1/10 4 cels da M.O Proliferação e diferenciação - linhagens linfóide e mielóide (3.7 X 10 11 cels/dia) Cels do estroma M.O - hematopoietic-inducing

Leia mais

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DE DROGAS IMUNOBIOLÓGICAS EM UTILIZAÇÃO NO BRASIL

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DE DROGAS IMUNOBIOLÓGICAS EM UTILIZAÇÃO NO BRASIL PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DE DROGAS IMUNOBIOLÓGICAS EM UTILIZAÇÃO NO BRASIL Dra. Ana Cristina de Medeiros Ribeiro Reumatologista do HC FMUSP e CEDMAC Doutoranda pela FMUSP IMUNOBIOLÓGICOS NO BRASIL Anti-TNF

Leia mais

RESUMOS DE PROJETOS... 124 ARTIGOS COMPLETOS(RESUMOS)... 128

RESUMOS DE PROJETOS... 124 ARTIGOS COMPLETOS(RESUMOS)... 128 123 RESUMOS DE PROJETOS... 124 ARTIGOS COMPLETOS(RESUMOS)... 128 RESUMOS DE PROJETOS 124 A GENÉTICA E NEUROFISIOLOGIA DO AUTISMO... 125 PAPEL DO POLIMORFISMO IL17A (RS7747909) NA TUBERCULOSE.... 126 PAPEL

Leia mais

M. Sc. Nadia Batoreu Dr Martin Bonamino Dr Etel Gimba. goulart@bio.fiocruz.br. Ana Emília Goulart, Bio-Manguinhos/ Fiocruz

M. Sc. Nadia Batoreu Dr Martin Bonamino Dr Etel Gimba. goulart@bio.fiocruz.br. Ana Emília Goulart, Bio-Manguinhos/ Fiocruz Investigação dos mecanismos moleculares pelos quais o PCA3 modula a sobrevivência de células de câncer de próstata. LATER/ PBIO Bio-manguinhos/ FIOCRUZ goulart@bio.fiocruz.br M. Sc. Nadia Batoreu Dr Martin

Leia mais

c) Macrófagos e células B apresentam antígenos a células T helper. (Preencha as lacunas.). 2 pontos.

c) Macrófagos e células B apresentam antígenos a células T helper. (Preencha as lacunas.). 2 pontos. Questão 1 Você é um imunologista que quer ficar rico e decide deixar o mundo da ciência, conseguindo um emprego como consultor de roteiro em um novo seriado de drama médico. Você avalia o conhecimento

Leia mais

Ativação de linfócitos B mecanismos efetores da resposta Humoral Estrutura e função de imunoglobulinas

Ativação de linfócitos B mecanismos efetores da resposta Humoral Estrutura e função de imunoglobulinas Ativação de linfócitos B mecanismos efetores da resposta Humoral Estrutura e função de imunoglobulinas Estrutura de uma molécula de anticorpo Imunoglobulinas. São glicoproteínas heterodiméricas e bifuncionais

Leia mais

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Tecido sanguíneo Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Transporte Regulação Proteção Funções do Sangue Sangue É um tecido conjuntivo especializado pois apresenta sua matriz extracelular totalmente fluida. O sangue

Leia mais

Coffee Break 10:30hs às 11:30hs Biologia Molecular do Processo de Apoptose Prof. Dr. Roberto César Pereira Lima Júnior Departamento de Fisiologia e

Coffee Break 10:30hs às 11:30hs Biologia Molecular do Processo de Apoptose Prof. Dr. Roberto César Pereira Lima Júnior Departamento de Fisiologia e II Curso Avançado em Citogenômica do Câncer - realizado pelo Laboratório de Citogenômica do Câncer da Universidade Federal do Ceará. 20 a 23 de novembro no Seara Praia Hotel em Fortaleza - Ceará. Carga

Leia mais

NOÇÕES DE IMUNOGENÉTICA E DA GENÉTICA DOS SISTEMAS SANGUÍNEOS ABO e RH

NOÇÕES DE IMUNOGENÉTICA E DA GENÉTICA DOS SISTEMAS SANGUÍNEOS ABO e RH NOÇÕES DE IMUNOGENÉTICA E DA GENÉTICA DOS SISTEMAS SANGUÍNEOS ABO e RH A RESPOSTA IMUNE 1. O Sistema Imune Inato: É formado pelos FAGÓCITOS, LINFÓCITOS killer e SIST. COMPLEMENTO O Sistema Imune Adaptativo

Leia mais

Imunossupressores e Agentes Biológicos

Imunossupressores e Agentes Biológicos Imunossupressores e Agentes Biológicos Histórico Início da década de 1960 Transplantes Prof. Herval de Lacerda Bonfante Departamento de Farmacologia Doenças autoimunes Neoplasias Imunossupressores Redução

Leia mais

Complexo principal de histocompatibilidade

Complexo principal de histocompatibilidade Complexo principal de histocompatibilidade Todas as espécies possuem um conjunto de genes denominado MHC, cujos produtos são de importância para o reconhecimento intercelular e a discriminação do que é

Leia mais

Boas-vindas e Introdução

Boas-vindas e Introdução Ensaios clínicos ou tratamento padrão? Opções para leucemias Boas-vindas e Introdução Ensaios clínicos ou tratamento padrão? Opções para leucemias John P. Leonard, médico Reitor Associado de Pesquisa Clínica

Leia mais

Imunologia dos Tr T ansplantes

Imunologia dos Tr T ansplantes Imunologia dos Transplantes Base genética da rejeição Camundongos isogênicos - todos os animais possuem genes idênticos Transplante de pele entre animais de linhagens diferentes rejeição ou aceitação depende

Leia mais

INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia Associada à Universidade de São Paulo

INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia Associada à Universidade de São Paulo INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia Associada à Universidade de São Paulo ESTUDO DE CONJUGAÇÃO DO ANTICORPO ANTI-CD20 PARA MARCAÇÃO COM RADIONUCLÍDEOS METÁLICOS OU LANTANÍDEOS. Akinkunmi

Leia mais

Apoptose em Otorrinolaringologia

Apoptose em Otorrinolaringologia Apoptose em Otorrinolaringologia Teolinda Mendoza de Morales e Myrian Adriana Pérez García Definição A apoptose é um processo biológico existente em todas as células de nosso organismo, conhecida desde

Leia mais

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA Augusto Schneider Carlos Castilho de Barros Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas TÉCNICAS Citologia Histologia Imunohistoquímica Citometria Biologia molecular

Leia mais

DIVISÃO ONCOLOGIA. ONCO - HEMATOLOGIA EXAME PRAZO MÉTODO FISH Rearranjo BCR ABL (Translocação: 9;22) 10 d. u. FISH

DIVISÃO ONCOLOGIA. ONCO - HEMATOLOGIA EXAME PRAZO MÉTODO FISH Rearranjo BCR ABL (Translocação: 9;22) 10 d. u. FISH DIVISÃO ONCOLOGIA ONCO - HEMATOLOGIA FISH Rearranjo BCR ABL (Translocação: 9;22) 10 d. u. FISH PCR Rearranjo BCR ABL (Translocação: 9;22 ) 11 d. u. PCR FISH Rearranjo PML RARA (Translocação: 15;17) 12

Leia mais

Parte III: Manipulação da informação

Parte III: Manipulação da informação Parte III: Manipulação da informação Novos alvos terapêuticos É possível fazer uma classificação molecular dos tumores e correlacionar com prognóstico. E agora? Leucémias agudas : LMA (L. Mieloblástica

Leia mais

Variabilidade genética. Variabilidade Genética. Variação genética e Evolução. Conceitos importantes

Variabilidade genética. Variabilidade Genética. Variação genética e Evolução. Conceitos importantes Variabilidade genética Conceitos importantes Variação genética: variantes alélicos originados por mutação e/ou recombinação Diversidade ou variabilidade genética: medida da quantidade de variabilidade

Leia mais

PROPRIEDADES E VISÃO GERAL DAS RESPOSTAS IMUNES. FARMÁCIA PROFa SIMONE PETRI AULA - 1

PROPRIEDADES E VISÃO GERAL DAS RESPOSTAS IMUNES. FARMÁCIA PROFa SIMONE PETRI AULA - 1 PROPRIEDADES E VISÃO GERAL DAS RESPOSTAS IMUNES FARMÁCIA PROFa SIMONE PETRI AULA - 1 INTRODUÇÃO A função fisiológica do sistema imune é a defesa contra micro-organismos infecciosos. Entretanto, mesmo

Leia mais

Morte Celular Programada (Apoptose)

Morte Celular Programada (Apoptose) UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE SETOR DE BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR Morte Celular Programada (Apoptose) Profa. Dra. Nívea Macedo APOPTOSE A morte celular desempenha

Leia mais

4 - A radiação Ultra Violeta pode produzir efeitos lesivos para a célula e esta melhor representado pela alternativa:

4 - A radiação Ultra Violeta pode produzir efeitos lesivos para a célula e esta melhor representado pela alternativa: 1 - A respeito da inflamação crônica, analise as assertivas a seguir: I) A inflamação crônica sempre tem início após a inflamação aguda. II) A inflamação crônica inespecífica é observada em resposta à

Leia mais

Sumário Detalhado Elementos do sistema imune e suas funções na defesa Resumo do Capítulo 1 Questões 28 Imunidade inata Resumo do Capítulo 2

Sumário Detalhado Elementos do sistema imune e suas funções na defesa Resumo do Capítulo 1 Questões 28 Imunidade inata Resumo do Capítulo 2 Sumário Detalhado Capítulo 1 Elementos do sistema imune e suas funções na defesa 1 1-1 Numerosos micro-organismos comensais habitam os corpos humanos saudáveis 2 1-2 Patógenos são organismos infecciosos

Leia mais

3º PROVA PATOLOGIA GERAL

3º PROVA PATOLOGIA GERAL 1 - A imunoterapia tem sido usado no tratamento de tumores e em alguns casos com sucesso significativo, meios de imunização ativo e passivo foram empregados para estimular o sistema imune. A melhor resposta

Leia mais

RESENHA: Novas perspectivas na luta contra a dependência química provocada pela cocaína.

RESENHA: Novas perspectivas na luta contra a dependência química provocada pela cocaína. RESENHA: Novas perspectivas na luta contra a dependência química provocada pela cocaína. FONTE: Yao, L. et al. (2010) Nature Medicine 16 (9), 1024. Contribuição de Rodolfo do Couto Maia (Doutorando do

Leia mais

RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS. Prof. Aline Aguiar de Araujo

RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS. Prof. Aline Aguiar de Araujo RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS Prof. Aline Aguiar de Araujo INTRODUÇÃO Número de indivíduos expostos à infecção é bem superior ao dos que apresentam doença, indicando que a maioria das pessoas tem condições

Leia mais

6- Qual é a causa do câncer? genes DNA), moléculas de RNA cromossomos ribossomos Genes: Moléculas de RNA: Ribossomos:

6- Qual é a causa do câncer? genes DNA), moléculas de RNA cromossomos ribossomos Genes: Moléculas de RNA: Ribossomos: 6- Qual é a causa do câncer? Na realidade não há apenas uma causa, mas várias causas que induzem o aparecimento do câncer. Primeiramente é importante saber que todo o câncer tem origem genética por abranger

Leia mais

I Curso de Verão em Oncologia Experimental Cursos Práticos

I Curso de Verão em Oncologia Experimental Cursos Práticos I Curso de Verão em Oncologia Experimental Cursos Práticos 1. Técnicas Experimentais para o Estudo da Expressão Gênica O curso terá como base o estudo da expressão gênica utilizando um fator de transcrição.

Leia mais

ACESSO VESTIBULAR QUESTÕES DE PROCESSAMENTO DE RNA OU SPLICING 01. (MAMA 2007.1) PÁGINAS OCULTAS NO LIVRO DA VIDA

ACESSO VESTIBULAR QUESTÕES DE PROCESSAMENTO DE RNA OU SPLICING 01. (MAMA 2007.1) PÁGINAS OCULTAS NO LIVRO DA VIDA ACESSO VESTIBULAR QUESTÕES DE PROCESSAMENTO DE RNA OU SPLICING 01. (MAMA 2007.1) PÁGINAS OCULTAS NO LIVRO DA VIDA Os biólogos supunham que apenas as proteínas regulassem os genes dos seres humanos e dos

Leia mais

MEDICAMENTOS BIOLÓGICOS: UM CAMINHO PARA A REDUÇÃO DE TOXICIDADES NO TRATAMENTO DO CÂNCER?

MEDICAMENTOS BIOLÓGICOS: UM CAMINHO PARA A REDUÇÃO DE TOXICIDADES NO TRATAMENTO DO CÂNCER? MEDICAMENTOS BIOLÓGICOS: UM CAMINHO PARA A REDUÇÃO DE TOXICIDADES NO TRATAMENTO DO CÂNCER? FERREIRA, Lígia L 2 ; TACCONI, Isabella D R G 1 STURARO, Daniel 3. 1 2 3 Curso de Farmácia do Centro Universitário

Leia mais

Subprojeto 18: Identification of anti-cd20 antibodies for the production of human monoclonal antibodies. Investigator: Dimas Covas.

Subprojeto 18: Identification of anti-cd20 antibodies for the production of human monoclonal antibodies. Investigator: Dimas Covas. Subprojeto 18: Identification of anti-cd20 antibodies for the production of human monoclonal antibodies. Investigator: Dimas Covas Abstract Cancer patients may produce antibodies against antigens on the

Leia mais

Prática 00. Total 02 Pré-requisitos 2 CBI257. N o. de Créditos 02. Período 3º. Aprovado pelo Colegiado de curso DATA: Presidente do Colegiado

Prática 00. Total 02 Pré-requisitos 2 CBI257. N o. de Créditos 02. Período 3º. Aprovado pelo Colegiado de curso DATA: Presidente do Colegiado 1 Disciplina IMUNOLOGIA PROGRAMA DE DISCIPLINA Departamento DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Carga Horária Semanal Pré-requisitos Teórica 02 Prática 00 Total 02 Pré-requisitos Unidade ICEB Código CBI126

Leia mais

Estabelecendo a linhagem das leucemias agudas. Elizabeth Xisto Souto

Estabelecendo a linhagem das leucemias agudas. Elizabeth Xisto Souto Estabelecendo a linhagem das leucemias agudas Elizabeth Xisto Souto Médica hematologista do Hospital Brigadeiro Responsável médica pelo setor de Citometria de Fluxo São Paulo Laboratório DASA Foco de atuação:

Leia mais

RECEPTA BIOPHARMA 13

RECEPTA BIOPHARMA 13 RECEPTA BIOPHARMA 13 INOVAR É FAZER. 22 CASOS EMPRESARIAIS DE INOVAÇÃO DE PEQUENAS, MÉDIAS E GRANDES EMPRESAS associação de competências para o desenvolvimento de medicamentos Inovadores para o tratamento

Leia mais

A Função da proteína CFTR e as alterações produzidas pelas diferentes classes de mutações do gene CFTR

A Função da proteína CFTR e as alterações produzidas pelas diferentes classes de mutações do gene CFTR A Função da proteína FTR e as alterações produzidas pelas diferentes classes de mutações do gene FTR Giselda MK abello Laboratório de Genética Humana IO/Fiocruz Função da FTR A proteína FTR: 1480 aa, 5

Leia mais

DI-INDOL METANO. Composto natural que previne o envelhecimento. Informações Técnicas

DI-INDOL METANO. Composto natural que previne o envelhecimento. Informações Técnicas Informações Técnicas DI-INDOL METANO Composto natural que previne o envelhecimento NOME QUÍMICO: 3,3'-Diindolylmethane. CAS: 1968-05-4. FÓRMULA MOLECULAR: C 17 H 14 N 2. PESO MOLECULAR: 246.31. INTRODUÇÃO

Leia mais

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem O Vírus da Hepatite C (HCV) é considerado o principal agente etiológico responsável por 90 a 95% dos casos de hepatite pós-transfusional não A e não

Leia mais

Peço desculpa, mas perdi o documento e apenas o consegui recuperar nesta forma. Para não atrasar mais, envio-o mesmo assim.

Peço desculpa, mas perdi o documento e apenas o consegui recuperar nesta forma. Para não atrasar mais, envio-o mesmo assim. Peço desculpa, mas perdi o documento e apenas o consegui recuperar nesta forma. Para não atrasar mais, envio-o mesmo assim. Assinale com uma cruz no(s) quadrado(s) que antecede(m) a(s)resposta(s) verdadeira(s):

Leia mais

Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes

Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes Capacitação ACS /FEMAMA 2012 Eduardo Cronemberger Oncologia em 120 anos Willian Halsted Aqui está minha sequencia! Mastectomia

Leia mais

CITOCINAS/INTERLEUCINAS. Universidade Estadual Paulsita Imunologia Veterinária Prof. Helio Montassier Andréa Maria C. Calado

CITOCINAS/INTERLEUCINAS. Universidade Estadual Paulsita Imunologia Veterinária Prof. Helio Montassier Andréa Maria C. Calado CITOCINAS/INTERLEUCINAS Universidade Estadual Paulsita Imunologia Veterinária Prof. Helio Montassier Andréa Maria C. Calado Introdução Respostas imunes: interações entre as diferentes populações celulares.

Leia mais

Patologia Geral AIDS

Patologia Geral AIDS Patologia Geral AIDS Carlos Castilho de Barros Augusto Schneider http://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/ SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS ou SIDA) Doença causada pela infecção com o vírus

Leia mais

LNH: Um guia para o tratamento de recém diagnosticados

LNH: Um guia para o tratamento de recém diagnosticados LNH: Um guia para o tratamento de recém diagnosticados John P. Leonard, MD 15 de junho de 2010 12:00pm ET OPERADOR: Olá todos e bem vindos ao LNH : Um guia para o tratamento de recém diagnosticados, um

Leia mais

Universidade Federal Fluminense Resposta do hospedeiro às infecções virais

Universidade Federal Fluminense Resposta do hospedeiro às infecções virais Universidade Federal Fluminense Resposta do hospedeiro às infecções virais Disciplina de Virologia Departamento de Microbiologia e Parasitologia (MIP) Mecanismos de resposta inespecífica Barreiras anatômicas

Leia mais

Incretinomiméticos e inibidores de DPP-IV

Incretinomiméticos e inibidores de DPP-IV Bruno de Oliveira Sawan Rodrigo Ribeiro Incretinomiméticos e inibidores de DPP-IV Liga de Diabetes - UNIUBE GLP-1 GLP-1 é normalmente produzido pelas células neuroendócrinas L da mucosa intestinal Sua

Leia mais

Universidade Federal da Bahia Faculdade de Medicina Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina de Imunologia MED 194

Universidade Federal da Bahia Faculdade de Medicina Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina de Imunologia MED 194 Universidade Federal da Bahia Faculdade de Medicina Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina de Imunologia MED 194 IMUNOPARASITOLOGIA Monitor: Alessandro Almeida Sumário 1 Introdução...1

Leia mais

Anticorpos Monoclonais

Anticorpos Monoclonais João Tomás Albuquerque Coelho Anticorpos Monoclonais Universidade Fernando Pessoa Faculdade de Ciências da Saúde Porto 2014 João Tomás Albuquerque Coelho Anticorpos Monoclonais Universidade Fernando Pessoa

Leia mais

N1001 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Biologia.

N1001 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Biologia. N1001 ATENÇÃO, ALUNO! Agora, você vai responder a questões de Biologia. Questão 01 B100010RJ Observe o esquema abaixo. 46 23 46 23 46 23 23 Disponível em: . Acesso

Leia mais

Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense

Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense Características principais Agente etiológico das verrugas (tumores epiteliais benignos) Infectam epitélio de

Leia mais

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br São doenças causadas pela proliferação descontrolada de células hematológicas malignas ou incapacidade da medula

Leia mais

Journal of Thoracic Oncology Volume 3, Number 12, December 2008

Journal of Thoracic Oncology Volume 3, Number 12, December 2008 R1 CIT Vinícius Journal of Thoracic Oncology Volume 3, Number 12, December 2008 Prolongamento na sobrevida em pacientes com Câncer avançado não-pequenas células (CPNPC) Recentemente, 2 estudos randomizados,

Leia mais

DOCUMENTO DE APOIO AO ESTUDO BIOLOGIA 12.º

DOCUMENTO DE APOIO AO ESTUDO BIOLOGIA 12.º DOCUMENTO DE APOIO AO ESTUDO BIOLOGIA 12.º Avisos 1. Este documento apenas serve como apoio parcial às aulas de Biologia 12.º ano parte da Unidade 2 e Unidade 3 - leccionadas na Escola Secundária Morgado

Leia mais

COMUNICAÇÃO CELULAR. Bioquímica Básica Ciências Biológicas 3º período Cátia Capeletto

COMUNICAÇÃO CELULAR. Bioquímica Básica Ciências Biológicas 3º período Cátia Capeletto COMUNICAÇÃO CELULAR Bioquímica Básica Ciências Biológicas 3º período Cátia Capeletto O que é comunicação celular? As células possuem um sistema responsável por: Geração Transmissão Recepção Resposta. Uma

Leia mais

TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS CIRURGIA QUIMIOTERAPIA SISTÊMICA

TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS CIRURGIA QUIMIOTERAPIA SISTÊMICA TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS Prof a Dra. Nise H. Yamaguchi Prof a Dra Enf a Lucia Marta Giunta da Silva Profª. Dra. Enf a Maria Tereza C. Laganá A abordagem moderna do tratamento oncológico busca mobilizar

Leia mais

Patogênese e Testes Genéticos no ide

Patogênese e Testes Genéticos no ide Patogênese e Testes Genéticos no Carcinoma Medular de Tireóide ide Ana Luiza Maia Serviço de Endocrinologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,

Leia mais

tica/genômica Farmacogenética/ Resposta a medicamentos Farmacogenômica Farmacogenômica O futuro com a terapia individualizada Metabolismo e eliminação

tica/genômica Farmacogenética/ Resposta a medicamentos Farmacogenômica Farmacogenômica O futuro com a terapia individualizada Metabolismo e eliminação 1º Simpósio Dr. Verner Willrich de Medicina Laboratorial Farmacogenética/ tica/genômica Farmacogenômica G. Mendel 1822-1884 Watson & Crick 1953 Terapia Personalizada Novos Fármacos (genômica) O futuro

Leia mais

PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA

PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 6ª VARA FEDERAL DE PORTO ALEGRE SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA Processo Nº 2009.71.00.009143-8 A DEFENSORIA PÚBLICA

Leia mais

Mitocôndrias e Cloroplastos

Mitocôndrias e Cloroplastos Universidade Federal de Sergipe Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Departamento de Morfologia Biologia Celular Mitocôndrias e Cloroplastos Características gerais de mitocôndrias e cloroplastos Mitocôndrias

Leia mais

INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia Associada à Universidade de São Paulo

INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia Associada à Universidade de São Paulo INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia Associada à Universidade de São Paulo Estudo de marcação com iodo-131 de anticorpo monoclonal anti-cd20 usado na terapia de linfoma não-hodgkin

Leia mais

INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia associada à Universidade de São Paulo

INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia associada à Universidade de São Paulo INSTITUTO DE PESQUISAS ENERGÉTICAS E NUCLEARES Autarquia associada à Universidade de São Paulo ESTUDO COMPARATIVO DA MARCAÇÃO DO ANTICORPO ANTI-CD20 COM 188 Re CARLA ROBERTA DE BARROS RODRIGUES DIAS Tese

Leia mais

HEMATOLOGIA. 2010-11 3ºAno. 10ª Aula. Prof. Leonor Correia

HEMATOLOGIA. 2010-11 3ºAno. 10ª Aula. Prof. Leonor Correia HEMATOLOGIA 2010-11 3ºAno Prof. Leonor Correia 10ª Aula Hematologia 2010/2011 Tumores dos tecidos hematopoiético e linfático Classificação OMS 2008: Interesse e objectivos da classificação Neoplasias mieloproliferativas

Leia mais

Bases celulares, histológicas e anatômicas da resposta imune. Pós-doutoranda Viviane Mariguela

Bases celulares, histológicas e anatômicas da resposta imune. Pós-doutoranda Viviane Mariguela Bases celulares, histológicas e anatômicas da resposta imune Pós-doutoranda Viviane Mariguela As células do SI inato e adaptativo estão presentes como: - células circulantes no sangue e na linfa; - aglomerados

Leia mais

O fluxo da informação é unidirecional

O fluxo da informação é unidirecional Curso - Psicologia Disciplina: Genética Humana e Evolução Resumo Aula 3- Transcrição e Tradução Dogma central TRANSCRIÇÃO DO DNA O fluxo da informação é unidirecional Processo pelo qual uma molécula de

Leia mais

CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito

CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE TRANSFERÊNCIA 2 o semestre letivo de 2005 e 1 o semestre letivo de 2006 CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito Verifique se este caderno contém: INSTRUÇÕES AO CANDIDATO

Leia mais