AVALIAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA GASTRODUODENAL PELA IMUNO-HISTOQUÍMICA ASSOCIADA À INVESTIGAÇÃO DE Helicobacter spp. EM CAVALOS DE CORRIDA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AVALIAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA GASTRODUODENAL PELA IMUNO-HISTOQUÍMICA ASSOCIADA À INVESTIGAÇÃO DE Helicobacter spp. EM CAVALOS DE CORRIDA"

Transcrição

1 JULIANA DA SILVA LEITE AVALIAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA GASTRODUODENAL PELA IMUNO-HISTOQUÍMICA ASSOCIADA À INVESTIGAÇÃO DE Helicobacter spp. EM CAVALOS DE CORRIDA Niterói 2009

2 JULIANA DA SILVA LEITE AVALIAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA GASTRODUODENAL PELA IMUNO-HISTOQUÍMICA ASSOCIADA À INVESTIGAÇÃO DE Helicobacter spp. EM CAVALOS DE CORRIDA Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Patologia da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Doutor. Área de concentração: Anatomia Patológica Veterinária. Orientadora: Profª. Drª. Ana Maria Reis Ferreira Niterói 2009

3 L Leite, Juliana da Silva Avaliação da resposta inflamatória gastroduodenal pela imuno-histoquímica associada a investigação de Helicobacter spp. em cavalos de corrida / Juliana da Silva Leite. Niterói, f. Tese de Doutorado (Anatomia Patológica Veterinária Programa de Pós-Graduação em Patologia) Universidade Federal Fluminense Orientador: Ana Maria Reis Ferreira Bibliografia: f GASTRODUODENITE 2.EQÜINO 3. Helicobacter spp. I. Universidade Federal Fluminense. II. Título.

4 JULIANA DA SILVA LEITE AVALIAÇÃO DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA GASTRODUODENAL PELA IMUNO-HISTOQUÍMICA ASSOCIADA À INVESTIGAÇÃO DE HELICOBACTER SPP. EM CAVALOS DE CORRIDA Tese apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Patologia da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do Grau de Doutor. Área de concentração: Anatomia Patológica Veterinária Aprovado em 05 de outubro de BANCA EXAMINADORA Profª. Drª. Gisele Braziliano de Andrade (examinador prévio) Universidade Católica Dom Bosco Profª. Drª. Terezinha de Jesus Sirotheau Corrêa (examinador prévio) Universidade Federal Fluminense Prof. Dr. Fernando Queiroz de Almeida Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Drª. Ana Paula Delgado da Costa Universidade Estadual Norte Fluminense Prof. Drª. Marcela Freire Vallim de Mello Universidade Federal Fluminense

5 AGRADECIMENTOS À Profª Drª Ana Maria Reis Ferreira, pelo modelo profissional que é para mim, pelo acolhimento em seu grupo de pesquisa, por ser parte imprescindível de minha formação profissional, pelo apoio e pela amizade ao longo desses anos de convivência. Principalmente, não posso deixar de agradecer por ter confiado na minha capacidade de executar este trabalho, e por ter apoiado meus sonhos. Ao Prof. Leopoldo José Cury, pelo total apoio na realização do trabalho. Ao médico veterinário Ricardo Summa, pela oportunidade de pesquisar nos eqüinos do Jockey Club do Rio de Janeiro. Ao Prof. Fernando Queiroz de Almeida e sua equipe de alunos, pela colaboração no trabalho. Ao Prof. Aloysio de Mello Figueiredo Cerqueira, por ter aberto as portas de seu laboratório e pelo apoio na realização do trabalho e à sua equipe de alunos, pela colaboração.

6 À Profª Eliene Carvalho Fonseca, técnicas e funcionários do laboratório de Imuno-histoquímica do Hospital Universitário Antônio Pedro, pela colaboração e auxílios indispensáveis prestados. Ao técnico Antônio Carlos dos Santos pela paciente disponibilidade, apoio, e pelo brilhantismo na arte do processamento das amostras e confecção das lâminas. Aos técnicos e funcionários da técnica histológica, pelo auxílio no processamento das amostras. Aos funcionários, estagiários, residentes e médicos veterinários do Hospital do Jockey Club do Rio de Janeiro, por todo auxílio prestado. À coordenadora do Programa de Pós-graduação em Patologia da UFF, Profª Drª Eliane Pedra Dias e à secretária Thereza Christina Fontana, por todo o apoio e particular atenção. Aos professores, funcionários e colegas do Programa de Pós-graduação em Patologia da UFF, pela colaboração e auxílio. À Profª Ana Beatriz Soares Monteiro, do Departamento de Estatística do Instituto de Matemática da UFF, pelo auxílio com a análise estatística dos dados pesquisados. À Profª Marcela Freire Vallim de Mello, pela amizade, auxílio em minha formação profissional e apoio. Á Profª Elan Cardoso Paes de Almeida e Profª Daniela de Carvalho Martins, pela amizade e auxílio em minha formação profissional. A Isabel Meschesi Pinheiro, Rodrigo de Macedo Couto e Natacha Rosa Barreto, por todo o apoio prestado. Ao CNPq, pelo apoio financeiro.

7 Aos amigos e colegas do grupo de pesquisa da Profª Ana Ferreira, que acompanharam e compuseram a minha formação profissional e pessoal e que, sem dúvidas, foram essenciais na realização deste trabalho. Aos meus amigos, meus avós, tios, tias, padrinhos, e primos pelo amor e incentivo ao longo da vida. Ao meu namorado, pelo seu amor e por ter me acompanhado bravamente ao longo desta caminhada. Aos meus pais e meu irmão por todo o amor, apoio incondicional, incentivo, oportunidades ao longo da vida e principalmente por terem me permitido sonhar. À Deus por me dar a vida, inspiração, oportunidades de crescimento e por ter me permitido a realização de muitos sonhos.

8 RESUMO As gastroduodenites e a úlcera gastroduodenal são enfermidades extremamente comuns em cavalos de corrida. Elas trazem desconforto para o animal e perdas econômicas significativas devido à queda de desempenho. Especula-se que tanto o treinamento de corrida quanto à presença de Helicobacter spp. podem exercer um importante papel nessa patogênese. Além disso, não existem relatos sobre a infecção pelo Helicobacter spp. em eqüinos no Brasil e muito pouco se estudou no mundo. O objetivo desse trabalho foi avaliar pela imunohistoquímica a reação inflamatória gastroduodenal e investigar a presença de Helicobacter spp. na mucosa gástrica de eqüinos sob treinamento de corrida. Foram necropsiados 15 eqüinos e coletadas amostras da mucosa gástrica das regiões do fundo glandular, fundo aglandular, margo plicatus, antro, piloro e duodeno para a realização do teste rápido da uréase (TRU), exame bacterioscópico direto (EBD), histopatologia com as colorações hematoxilina-eosina (HE) e Warthin-Starry (WS), e imuno-histoquímica (IHQ) com os anticorpos anti- H.pylori, anti mieloperoxidase (MPO), anti-cd3 e anti-cd20. As alterações macroscópicas encontradas nesses animais foram muco, exsudato fibrinoso, sangue, edema, eritema, hiperqueratose e hemorragia. A histopatologia revelou infiltrado inflamatório linfoplasmocitário leve a acentuado difuso ao longo da mucosa, com algumas áreas de infiltração de polimorfonucleares, demonstrando atividade. Além disso, todos os animais apresentavam algum grau de acantose e hiperqueratose na região aglandular do estômago. Foram observadas erosões e úlceras com freqüência de 64,3% e 19,6% das amostras respectivamente. No TRU, 5 dos 9 eqüinos avaliados apresentaram positividade. O EBD revelou a presença de cocos e bacilos em 10 animais. A coloração WS mostrou impregnação pela prata de cocos e/ou bacilos em forma de vírgula ou ligeiramente espiralados em todos os animais estudados. A imunohistoquímica revelou a presença de Helicobacter spp. no estômago de 14 eqüinos tanto na região aglandular quanto na região glandular. WS e IHQ foram estatisticamente semelhantes em seus resultados.o Antro foi a região mais colonizada pela bactéria.a região gastroduodenal com maior número de polimorfonucleares (MPO+) por campo foi a margo plicatus. Já o duodeno foi a região gastroduodenal com maior número de linfócitos T (CD3+) e B (CD20+) por campo. Um maior número células CD3 positivas infiltrando a mucosa foi relacionado a presença de Helicobacter spp. Portanto, os eqüinos são susceptíveis à infecção natural por Helicobacter spp.. A infiltração de células inflamatórias está intimamente ligada ao tipo de alteração histopatológica presente, como por exemplo, erosão e depósito de fibrina estão associados a um aumento na infiltração de células CD3 e CD20 positivas, enquanto que úlceras, elevam o número de células MPO- positivas. Já a presença de Helicobacter spp. esta associada a infiltração de linfócitos T. Por outro lado, diversos fatores podem estar relacionados ao desenvolvimento de lesões gástricas, sendo necessários mais estudos sobre a relação entre Helicobacter spp. e enfermidades gástricas, e a atuação das células inflamatórias nessa patogênese. Palavras-chave: Helicobacter, Gastroduodenite, cavalo de corrida, imunohistoquímica.

9 ABSTRACT Gastroduodenites and gastroduodenal ulceration are frequent diseases of Thoroughbred racehorses. They bring discomfort to the animal and economical losses due to a drop in performance. It is speculated that both the training race and Helicobacter spp. infection can play an important role in the pathogenesis of gastroduodenal disease. In addition, in Brazil, there are no reports of Helicobacter spp. infection of the horse gastric mucosa and there are very few researches about it around the world. The aim of this study was to evaluate by immunohistochemistry the inflammatory gastroduodenal reaction and investigate Helicobacter spp. in the gastroduodenal mucosa of Thoroughbred racehorses. Necropsy was performed in 15 horses and samples of the gastric regions (aglandular fundus, glandular fundus, margo plicatus, antrum, pylorus and duodenum) were obtained. Urease rapid test, direct bacterioscopic exam, histopathology (H&E and Warthin-Starry stains), and Immunohistochemistry (anti- H.pylori, anti-myeloperoxidase, anti CD3 and anti-cd20 antibodies) were performed. The macroscopic changes found in these animals were mucus, fibrin exudate, blood, edema, erythema, hyperkeratosis and hemorrhage. Histopathology revealed mild to severe diffuse lymphoplasmacytic infiltrate throughout the mucosa sometimes accompanied by areas of polymorphonuclear infiltration, a feature that shows activity. In addition, all animals showed some degree of acanthosis and hyperkeratosis in the glandular stomach. Erosions and ulcers frequencies were 64.3% and 19.6% respectively. Urease activity was detected in five of the nine tested animals. Rods or even round coccoid-shaped organisms were detected in 10 animals. Warthin-Starry stain showed silver impregnated coccus and curved rods in all horses. Immunohistochemistry detected Helicobacter spp. in the glandular and squamous mucosa of 14 horses. The antrum was the most colonized region. Warthin Starry and Immunohistochemistry had statistically similar results. The gastroduodenal region with the highest number of polymorphonuclear cells (MPO +) per field was the margo plicatus. And the duodenum was the gastroduodenal region with the highest number of T (CD3 +) and B (CD20 +) lymphocytes per field. Helicobacter spp. infection was associated with higher numbers of CD3 positive cells infiltrating the gastroduodenal mucosa. Therefore, the horses are susceptible to natural infection with Helicobacter spp.. The inflammatory cell infiltration is closely linked to the kind of histopathologic changes, for example, erosion and deposition of fibrin are associated to an increased infiltration of CD3 and CD20 positive cells, while ulcers, increase the number of MPO-positive cells. Helicobacter spp. colonization is associated with T lymphocytes infiltration. Moreover, several factors may be related to the development of gastroduodenal lesions. Further studies on that matter are necessary in order to establish the relationship between Helicobacter spp., gastroduodenal disorders and inflammatory cells in this pathogenesis. Key words: Helicobacter, gastroduodenitis, racehorse, immunohistochemistry.

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Fatores que afetam o desenvolvimento de ulceras...34 Tabela 2 - Principais dados dos cavalos de corrida Puro Sangue Inglês avaliados (n=15), Niterói, Tabela 3 - Freqüência dos graus de gastrite e enterite dos cavalos de corrida avaliados (n=15) com base nos parâmetros de avaliação da divisão endoscópica do Sistema Sidney Atualizado, Niterói, Tabela 4 Freqüência dos graus observados na mucosa gástrica dos cavalos de corrida estudado (n=15) de acordo com a classificação proposta pelo Conselho da Síndrome da Ulcera Gástrica Eqüina (SUGE), Niterói, Tabela 5 Resultados do teste rápido da urease e regiões da mucosa gastroduodenal positivas por eqüinos sob treinamento de corrida avaliado (n=9).niterói, Tabela 6 Freqüência dos resultados do exame bacterioscópico direto em amostras gastroduodenais dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=14). Niterói, Tabela 7 Freqüência dos resultados da coloração especial de Warthin-Starry para a pesquisa de Helicobacter spp. em amostras gastroduodenais dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=14). Niterói, Tabela 8 Freqüência dos resultados da imuno-histoquímica com anticorpo anti- Helicobacter pylori. em amostras gastroduodenais dos eqüinos

11 submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15). Niterói, Tabela 9 Resultados dos testes para detecção de Helicobacter spp. e status final de infecção por eqüino submetido a treinamento de corrida avaliado (n=15). Niterói, Tabela 10 Freqüência das alterações histopatológicas observadas nas 112 amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida estudados (n=15), Niterói, Tabela 11 Freqüência em percentual de amostras das regiões da porção aglandular do estômago dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15) quanto aos parâmetros histopatológicos da camada basal, queratose e edema. Niterói, Tabela 12 Resultados da avaliação de amostras das regiões da porção aglandular do estômago dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15) quanto aos parâmetros do infiltrado inflamatório. Niterói, Tabela 13 Resultados da avaliação de amostras das regiões da porção glandular do estômago dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15) quanto aos parâmetros do infiltrado inflamatório. Niterói, Tabela 14 Resultados da avaliação de amostras de duodeno dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15) quanto aos parâmetros do infiltrado inflamatório. Niterói,

12 Tabela 15 Freqüência em percentual dos parâmetros histopatológicos do infiltrado inflamatório obtidas da avaliação de amostras gastroduodenais dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15). Niterói, Tabela 16 Diagnóstico final após avaliação histopatológica das amostras gastroduodenais dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15). Niterói, Tabela 17 Média do número células marcadas por campo pela imuno-marcação com anticorpo anti-mieloperoxidase em amostras gástricas e duodenais de cavalos PSI sob treinamento de corrida (n=15), Niterói, Tabela 18 Média do número células marcadas por campo pela imunorreação com anticorpo anti-cd3 em amostras gástricas e duodenais de cavalos PSI sob treinamento de corrida (n=15), Niterói, Tabela 19 Média do número células marcadas por campo pela imunorreação com anticorpo anti-cd20 em amostras gástricas e duodenais de cavalos PSI sob treinamento de corrida (n=15), Niterói, Tabela 20 Freqüência das amostras positivas para os diferentes testes diagnósticos para Helicobacter spp. por região analisada da mucosa gastroduodenal dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados. Niterói,

13 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Gráfico 1 - Conteúdo luminal dos estômagos dos eqüinos submetidos a treinamento de corrida avaliados (n=15), Niterói, Gráfico 2 - Freqüência dos graus de exudato fibrinoso nos estômagos dos cavalos de corrida avaliados (n=15). A lesão foi classificada em 0 = ausente; 1 = leve; 2 = moderado; 3 = grave. Niterói, Gráfico 3 - Graduação das lesões da mucosa gástrica encontradas nos cavalos de corrida avaliados (n=15). As lesões foram classificadas em 0 = ausente; 1 = leve; 2 = moderado; 3 = grave. Niterói, Gráfico 4 Grau de inflamação da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados (n=15 para mucosa gástrica e n=11 para duodeno). A inflamação foi graduada em 0= ausente; 1 = leve; 2 = moderado; 3 = grave. Niterói, Gráfico 5 Avaliação da mucosa gástrica dos cavalos de corrida avaliados (n=15) utilizando a graduação proposta pelo Conselho da Síndrome da Ulcera Gástrica Eqüina (SUGE), na qual: 0-mucosa intacta; 1-mucosa com áreas de hiperemia e/ou hiperqueratose (espessamento do epitélio aglandular); 2- erosões ou úlceras pequenas (menores de 3 cm), solitárias ou multifocais; 3- úlceras grandes (maiores de 3 cm), solitárias ou multifocais, ou extensa erosão e sangramento; 4- úlceras extensas (mais de 7 cm de diâmetro), com áreas de penetração submucosa profunda (mais de 3 mm de profundidade). Niterói, Gráfico 6 Regiões gastroduodenais que apresentam erosão da mucosa em cavalos de corrida (para DU n= 10; PI n = 11; FUA n=14 e para as demais regiões n=15). Entende-se por PI = piloro; A.N. = antro; MP =

14 margo plicatus; FUA = fundo aglandular; DU = duodeno. Niterói, Gráfico 7 Regiões gastroduodenais ulceradas de cavalos de corrida (para DU n= 10; PI n = 11; FUA n=14 e para as demais regiões n=15). Entende-se por PI = piloro; A.N. = antro; MP = margo plicatus; FUA = fundo aglandular; DU = duodeno. Niterói, Gráfico 8 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo antimieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas em dois grupos de lesão e de coleta padrão. Niterói, Gráfico 9 Número de amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas nos grupos do padrão de coleta e lesão. FUA = fundo aglandular, MP = margo plicatus, FUG = fundo aglandular, AN = antro, PI = piloro, DU=duodeno. Niterói, Gráfico 10 Média do números de células marcadas por campo pelo anticorpo antimieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas de acordo com a região estudada. FUA = fundo aglandular, MP = margo plicatus, FUG = fundo aglandular, AN = antro, PI = piloro, DU=duodeno. Niterói, Gráfico 11 Média do números de células marcadas por campo pelo anticorpo anti- CD3 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas de acordo com a região estudada. FUA = fundo aglandular, MP = margo plicatus, FUG = fundo aglandular, AN = antro, PI = piloro, DU=duodeno. Niterói,

15 Gráfico 12 Média do números de células marcadas por campo pelo anticorpo anti- CD20 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas de acordo com a região estudada. FUA = fundo aglandular, MP = margo plicatus, FUG = fundo aglandular, AN = antro, PI = piloro, DU=duodeno. Niterói, Gráfico 13 Freqüência de amostras de cada região da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas de acordo com os resultados da coloração Warthin-Starry para a detecção de Helicobacter spp.. FUA = fundo aglandular, MP = margo plicatus, FUG = fundo aglandular, AN = antro, PI = piloro, DU=duodeno. Niterói, Gráfico 14 Freqüência de amostras de cada região da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas de acordo com os resultados da reação imuno-histoquímica com o anticorpo anti- Helicobacter pylori. FUA = fundo aglandular, MP = margo plicatus, FUG = fundo aglandular, AN = antro, PI = piloro, DU=duodeno. Niterói, Gráfico 15 Freqüência de amostras de cada região da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas de acordo com o status final de infecção por Helicobacter spp.. FUA = fundo aglandular, MP = margo plicatus, FUG = fundo aglandular, AN = antro, PI = piloro, DU=duodeno. Niterói, Gráfico 16 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo antimieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas nos parâmetros observados do epitélio. Niterói,

16 Gráfico 17 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti-cd3 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas nos parâmetros observados do epitélio. Niterói, Gráfico 18 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti- Mieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas nos tipos de infiltrado inflamatório. Niterói, Gráfico 19 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti- Mieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto à localização de infiltrado inflamatório. Niterói, Gráfico 20 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti- Mieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto ao grau de infiltrado inflamatório. Niterói, Gráfico 21 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti-cd3 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto ao grau de infiltrado inflamatório. Niterói, Gráfico 22 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo antimieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto aos tipos de edema. Niterói,

17 Gráfico 23 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti- CD20 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto aos tipos de edema. Niterói, Gráfico 24 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti-cd3 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto à presença de erosão. Niterói, Gráfico 25 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti- CD20 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto à presença de erosão. Niterói, Gráfico 26 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo antimieloperoxidase em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto à presença de úlceras. Niterói, Gráfico 27 Média da contagem de células imunomarcadas pelo anticorpo anti-cd3 em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados que foram distribuídas quanto aos tipos de gastrite. Niterói, Gráfico 28 Distribuição dos achados das glândulas gástricas de acordo com o status final de infecção de Helicobacter spp. em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados. Niterói,

18 Gráfico 29 Distribuição dos graus de hemorragia de acordo com o status final de infecção para Helicobacter spp. em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados. Niterói, Gráfico 30 Distribuição da contagem de CD3 de acordo com o status final de infecção para Helicobacter spp. em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados. Niterói, Gráfico 31 Comparação entre os testes de Imuno-histoquímica com anticorpo anti- Helicobacter pylori e Warthin-Starry para identificação de Helicobacter spp. em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados. Niterói, Gráfico 32 Comparação entre os testes de Imuno-histoquímica com anticorpo anti- Helicobacter pylori e Teste rápido da urease para identificação de Helicobacter spp. em amostras da mucosa gastroduodenal dos cavalos de corrida avaliados. Niterói,

19 Figura 1 Organização do complexo receptor da Célula T (TCR-CD3). Subunidades de ligação (TCRα and TCRβ) e subunidades de transdução de sinais (CD3γ,CD3δ,CD3ε and CD3ζ). Fonte: cd3.jpg Figura 2 - A molécula CD20 humana. Fonte: van Meerten, Neth J Med. 67(7):251-9, Figura 3 - Expressão de CD20 no desenvolvimento da célula B. O antígeno CD20 é expressado primeiramente durante o desenvolvimento precoce do prélinfócito B e é perdido durante a diferenciação terminal em plasmócito. Adaptado de van Meerten, Neth J Med. 67(7):251-9, Figura 4 - Estômago eqüino: padrão de coleta das amostras - três fragmentos do fundo aglandular (FUA), três fragmentos da margo plicatus (MP), dois fragmentos do fundo glandular (FUG), dois do antro (A.N.), um do piloro (PI) e um do duodeno (DU). Niterói, Figura 5A - Aspecto macroscópico do estômago e porção anterior do duodeno de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Cavalo 6: Região de margo plicatus com ulceração recente onde coágulo sanguíneo pode ser observado na superfície da úlcera (seta verde) Figura 5B - Aspecto macroscópico do estômago e porção anterior do duodeno de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Cavalo 8: região do fundo glandular com espessamento de rugas gástricas recobertas por exudato fibrinoso (seta preta vazada) e exudato fibrinoso recobrindo a mucosa associado a erosão (seta verde); fundo aglandular (FUA) apresentando úlcera extensa e profunda (seta preta)

20 Figura 5C - Aspecto macroscópico do estômago e porção anterior do duodeno de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Cavalo 14: Focos hemorrágicos na região do fundo glandular (seta preta), espessamento do epitélio escamoso (seta verde) e duodeno (DU) com mucosa hiperêmica irregular Figura 5D - Aspecto macroscópico do estômago e porção anterior do duodeno de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Cavalo 12: Região de margo plicatus com área de ulceração crônica (setas) e espessamento do epitélio escamoso ao redor da úlcera Figura 5E - Fotomicrografia de esfregaço da mucosa gástrica - exame bacteriológico direto - de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região do fundo aglandular do cavalo 3: notar bacilo e célula epitelial escamosa corados em rosa. (fuccina fenicada, barra = 10 µm) Figura 5F - Fotomicrografia de esfregaço da mucosa gástrica - exame bacteriológico direto - de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região de margo plicatus do cavalo 10: notar bacilo curvo (fuccina fenicada, barra = 10 µm) Figura 6A - Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região de antro do cavalo 12: bacilos curvos impregnados pela prata na luz de glândulas gástricas (Warthin-Starry; barra = 10µm) Figura 6B - Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região de fundo glandular do cavalo 12: bacilos curvos impregnados pela prata na luz de glândulas gástricas. (Warthin-Starry; barra = 10µm) Figura 6C - Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região da prega margo plicatus do cavalo 9: impregnação pela prata de

21 bacilo em forma de vírgula na superfície do epitélio escamoso (seta). (Warthin-Starry; barra = 10µm) Figura 6D - Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região da prega margo plicatus do cavalo 12: bacilos curvos corados em vermelho no muco protetor e na superfície da célula foveolar. (Marcação imuno-histoquímica pelo anticorpo anti-h. pylori, cromógeno fast red, barra = 10 µm) Figura 6E - Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região do fundo glandular do cavalo 4: bacilos corados em vermelho no citoplasma de células parietais (seta). (Marcação imuno-histoquímica pelo anticorpo anti-h. pylori, cromógeno fast red, barra = 10 µm) Figura 6F - Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região da prega margo plicatus do cavalo 4: ausência de marcação em cocos que se apresentavam na superfície do epitélio escamoso e marcação em vermelho de bacilo espiralado. (Marcação imunohistoquímica pelo anticorpo anti-h. pylori, cromógeno fast red, barra = 10 µm) Figura 7A - Fotomicrografia da mucosa gastroduodenal de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região da prega margo plicatus do cavalo 10: úlcera no epitélio escamoso; hiperparaqueratose e acantose nos bordos da úlcera (seta - A-F - HE, barra = 100 µm) Figura 7B - Fotomicrografia da mucosa gastroduodenal de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região de margo plicatus do cavalo 13: aglomerado linfóide na união entre a mucosa glandular e o epitélio pavimentoso estratificado. (seta - A-F - HE, barra = 100 µm)...140

22 Figura 7C Fotomicrografia da mucosa gastroduodenal de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região de antro do cavalo 13: foliculo linfóide próximo ao epitélio de revestimento (seta - A-F - HE, barra = 100 µm) Figura 7D - Fotomicrografia da mucosa gastroduodenal de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região de fundo glandular do cavalo 12: atrofia leve de glândulas gástricas e infiltrado inflamatório difuso. (seta - A-F - HE, barra = 100 µm) Figura 7E - Fotomicrografia da mucosa gastroduodenal de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Duodeno do cavalo 14: Duodenite mononuclear grave, notar folículo linfóide (FL) e infiltrado inflamatório grave. (seta - A-F - HE, barra = 100 µm) Figura 7F - Fotomicrografia da mucosa gastroduodenal de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Duodeno do cavalo 14: infiltrado inflamatório grave composto de linfócitos, plasmócitos, e eosinófilos (seta - A-F - HE, barra = 100 µm) Figura 8A Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região do antro do cavalo 12: polimorfonucleares com marcação citoplasmática em marrom infiltrando tecido conjuntivo que entremeia as glandulas gástricas. (Marcação imuno-histoquímica pelo anticorpo anti- Mieloperoxidase, cromógeno diaminobenzidina, barra = 100 µm) Figura 8B - Fotomicrografia do estômago de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês. Região da prega margo plicatus do cavalo 12: polimorfonucleares com marcação citoplasmática em marrom infiltrando tecido conjuntivo sub epitelial. Notar epitélio escamoso (EE) (Marcação imuno-histoquímica pelo anticorpo anti-mieloperoxidase, cromógeno diaminobenzidina, barra = 100 µm)

HISTOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO. Profa MARIA ELISA CARNEIRO

HISTOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO. Profa MARIA ELISA CARNEIRO HISTOLOGIA DO SISTEMA DIGESTIVO Profa MARIA ELISA CARNEIRO INTRODUÇÃO Função: - Obter nutrientes necessários para manutenção, crescimento e demandas energéticas do organismo. Composição: - Cavidade oral

Leia mais

Análise macroscópica da região de transição esôfago-gástrica de eqüinos submetidos a diferentes manejos alimentares e atividade física

Análise macroscópica da região de transição esôfago-gástrica de eqüinos submetidos a diferentes manejos alimentares e atividade física Biotemas, 22 (2): 121-125, junho de 2009 Análise da região de transição esôfago-gástrica de eqüinos ISSN 0103 1643 121 Análise macroscópica da região de transição esôfago-gástrica de eqüinos submetidos

Leia mais

AULA DO PRODUTO. Curso inicial & Integração Novos Representantes

AULA DO PRODUTO. Curso inicial & Integração Novos Representantes AULA DO PRODUTO Curso inicial & Integração Novos Representantes 1 HELICOBACTER PYLORI A bactéria Helicobacter pylori foi descoberta em 1982 pelos australianos Barry J. Marshall e J. Robin Warren. Até então,

Leia mais

FÁRMACOS Moduladores GástricosG

FÁRMACOS Moduladores GástricosG Curso Noções Básicas B de Farmacologia Clínica nica FÁRMACOS Moduladores GástricosG Thyago Araújo Fernandes Secreção gástrica Produção diária de 2,5L de suco gástrico diariamente; Substâncias produzidas:

Leia mais

PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTIVO, ÚLCERA PÉPTICA E GASTRITE

PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTIVO, ÚLCERA PÉPTICA E GASTRITE PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTIVO, ÚLCERA PÉPTICA E GASTRITE Como prevenir? Como diagnosticar? Como tratar? SISTEMA DIGESTIVO O sistema digestivo se estende da boca até o ânus. É responsável pela recepção

Leia mais

Universidade Federal de Pernambuco Processos Patológicos Gerais PPG Centro de Ciências Sociais - CCS

Universidade Federal de Pernambuco Processos Patológicos Gerais PPG Centro de Ciências Sociais - CCS Universidade Federal de Pernambuco Processos Patológicos Gerais PPG Centro de Ciências Sociais - CCS É um processo inflamatório agudo da mucosa, geralmente de natureza transitória. A inflamação pode ser

Leia mais

ÚLCERA GÁSTRICA EM EQÜINOS

ÚLCERA GÁSTRICA EM EQÜINOS REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA - ISSN 1679-7353 PUBLICAÇÃO CI ENTÍFICA DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA DE GARÇA/FAMED ANO IV, NÚMERO, 08, JANEIRO DE 2007. PERIODICIDADE:

Leia mais

Gastrite e Dispepsia Funcional

Gastrite e Dispepsia Funcional Gastrite e Dispepsia Funcional Este assunto caiu de bandeja pra você! Comer é uma coisa gostosa, e ninguém precisa sofrer com disgestão difícil, náuseas, saciedade precoce, desconforto ou dor de estômago.

Leia mais

Sistema Digestivo - Função

Sistema Digestivo - Função Sistema Digestivo Fome Saciedade Sistema Digestivo - Função O organismo humano recebe os nutrientes através dos alimentos. Estes alimentos têm de ser transformados em substâncias utilizáveis, envolvendo

Leia mais

CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito

CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE TRANSFERÊNCIA 2 o semestre letivo de 2005 e 1 o semestre letivo de 2006 CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito Verifique se este caderno contém: INSTRUÇÕES AO CANDIDATO

Leia mais

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida DEFINIÇÃO: Pathos: doença Logos: estudo Estudo das alterações estruturais, bioquímicas e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar os mecanismos

Leia mais

Trato Digestivo do Suíno

Trato Digestivo do Suíno Trato Digestivo do Suíno Monogástrico onívoro com limitada fermentação pós-gástrica Estômago simples, incapaz de utilizar dietas ricas em forragem Incapaz de digerir algumas substâncias presentes em grãos,

Leia mais

LINFOMAS. Maria Otávia da Costa Negro Xavier. Maio -2013

LINFOMAS. Maria Otávia da Costa Negro Xavier. Maio -2013 LINFOMAS GASTROINTESTINAIS Maria Otávia da Costa Negro Xavier Maio -2013 1 INTRODUÇÃO Cerca de 1 a 4% de todas as malignidades gastrointestinais são linfomas. Por definição os linfomas gastrointestinais

Leia mais

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 Doença Inflamatória Intestinal Acometimento inflamatório crônico do TGI. Mulheres > homens. Pacientes jovens (± 20 anos). Doença

Leia mais

GASTRITE EM CÃES INDUZIDA POR Helicobacter spp.

GASTRITE EM CÃES INDUZIDA POR Helicobacter spp. GASTRITE EM CÃES INDUZIDA POR Helicobacter spp. LEOPOLDINO, Danielly Cristina de Castro MELLO, Érica Paulini de Almeida ABDO, Heitor Destro Alunos de graduação da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia

Leia mais

ANATOMIA E FISIOLOGIA

ANATOMIA E FISIOLOGIA ANATOMIA E FISIOLOGIA SITEMA DIGESTÓRIO Enfª Renata Loretti Ribeiro 2 3 SISTEMA DIGESTÓRIO Introdução O trato digestório e os órgãos anexos constituem o sistema digestório. O trato digestório é um tubo

Leia mais

Prof. Dr. José Gomes Pereira

Prof. Dr. José Gomes Pereira Prof. Dr. José Gomes Pereira 1. Considerações preliminares Série: órgãos tubulares e glandulares 1.1. Funções estruturas modificadas e especializadas Ingestão Mastigação Deglutição Digestão Absorção Eliminação

Leia mais

Ingestão; Secreção; Mistura e propulsão; Digestão; Absorção; Defecação; Ingestão de Alimento. Processo Digestivo. Processo Absortivo.

Ingestão; Secreção; Mistura e propulsão; Digestão; Absorção; Defecação; Ingestão de Alimento. Processo Digestivo. Processo Absortivo. Ingestão; Secreção; Mistura e propulsão; Digestão; Absorção; Defecação; Ingestão de Alimento Processo Digestivo Processo Absortivo Defecação Grandes moléculas Moléculas menores Utilização Resíduos Trato

Leia mais

Linfomas gastrointestinais

Linfomas gastrointestinais Linfomas gastrointestinais Louise Gracielle de Melo e Costa R3 do Serviço de Patologia SAPC/HU-UFJF Introdução Linfomas extranodais: a maioria é de TGI. Ainda assim, linfomas primários gastrointestinais

Leia mais

Profa. Susana M.I. Saad Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo

Profa. Susana M.I. Saad Faculdade de Ciências Farmacêuticas Universidade de São Paulo XIV Congresso Brasileiro de Nutrologia Simpósio ILSI Brasil Probióticos e Saúde Profa. Dra. Susana Marta Isay Saad Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica USP e-mail susaad@usp.br Alimentos

Leia mais

Anatomia e fisiologia do sistema digestivo

Anatomia e fisiologia do sistema digestivo Anatomia e fisiologia do sistema digestivo Professor: Aparecido Porto da Costa Disciplina: Caprinovinocultura e Bovinocultura E-mail: aparecidoport@hotmail.com Introdução Classificação do hábito alimentar

Leia mais

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa SISTEMA DIGESTÓRIO SALIVA A saliva é um líquido claro, viscoso, alcalino (ph entre 6 e 7), que contém em sua composição: 95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. Além disso, também

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Componentes Vias Respiratórias A) Cavidades ou Fossas Nasais; B) Boca; C) Faringe; D) Laringe; E) Traqueia; F) Brônquios; G) Bronquíolos; H) Pulmões Cavidades ou Fossas Nasais; São duas cavidades paralelas

Leia mais

Será que égastrite? Luciana Dias Moretzsohn Faculdade de Medicina da UFMG

Será que égastrite? Luciana Dias Moretzsohn Faculdade de Medicina da UFMG Será que égastrite? Luciana Dias Moretzsohn Faculdade de Medicina da UFMG Sintomas Dor na região do estômago Estômago estufado Empanzinamento Azia Arrotos frequentes Cólica na barriga Vômitos e náusea

Leia mais

18/9/2014 DISTÚRBIOS GÁSTRICOS, ESOFÁGICOS E INTESTINAIS GASTRITE AGUDA GASTRITE CRÔNICA - TIPO A - TIPO B GASTRITE AGUDA

18/9/2014 DISTÚRBIOS GÁSTRICOS, ESOFÁGICOS E INTESTINAIS GASTRITE AGUDA GASTRITE CRÔNICA - TIPO A - TIPO B GASTRITE AGUDA UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª: FLÁVIA NUNES DISTÚRBIOS GÁSTRICOS, ESOFÁGICOS E INTESTINAIS TIPOS DE GASTRITE GASTRITE AGUDA GASTRITE AGUDA GASTRITE CRÔNICA - TIPO A - TIPO B É uma inflamação da

Leia mais

Estrutura Funcional do TGI. Fisiologia do Sistema Digestório. Função do trato gastrintestinal:

Estrutura Funcional do TGI. Fisiologia do Sistema Digestório. Função do trato gastrintestinal: Fisiologia do Sistema Digestório Organização Anatomofuncional e Funções do Trato Gastrintestinal Prof. Dr. Leonardo Rigoldi Bonjardim Prof. Adjunto do Depto. de Fisiologia- CCBS-UFS Material disponível

Leia mais

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia Caso complexo Natasha Especialização em Fundamentação teórica DISPEPSIA Vinícius Fontanesi Blum Os sintomas relacionados ao trato digestivo representam uma das queixas mais comuns na prática clínica diária.

Leia mais

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Biopatologia 2006/2007 16º Seminário: 14/02/07. Cancro e lesões pré-cancerosas do esófago e do estômago

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Biopatologia 2006/2007 16º Seminário: 14/02/07. Cancro e lesões pré-cancerosas do esófago e do estômago Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Biopatologia 2006/2007 16º Seminário: 14/02/07 Cancro e lesões pré-cancerosas do esófago e do estômago O esófago junta-se ao estômago no cárdia, constituindo

Leia mais

FISIOLOGIA DIGESTIVA

FISIOLOGIA DIGESTIVA EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA DIGESTIVA 01. Na digestão, a redução dos alimentos a partículas através de processos mecânicos tem por finalidade: a) facilitar a eliminação de substâncias inúteis

Leia mais

Para quê precisamos comer?

Para quê precisamos comer? Para quê precisamos comer? Para a reposição de água, substratos energéticos, vitaminas e sais minerais. O TUBO DIGESTIVO E SUAS PRINCIPAIS ESTRUTURAS O Trato Gastrointestinal (TGI) Digestive System (Vander,

Leia mais

FÁRMACOS USADOS EM ÚLCERA PÉPTICA E DOENÇA DO REFLUXO GASTRESOFÁGICO

FÁRMACOS USADOS EM ÚLCERA PÉPTICA E DOENÇA DO REFLUXO GASTRESOFÁGICO FÁRMACOS USADOS EM ÚLCERA PÉPTICA E DOENÇA DO REFLUXO GASTRESOFÁGICO FUCHS; WANNMACHER; FERREIRA, 2004 1 - RANG et al, 2007 2 ; GOODMAN, 2006 3. Secreção de ácido gástrico (2,5 L /dia), muco e bicarbonato.

Leia mais

SISTEMA DIGESTIVO. Ciências Naturais 9º ano

SISTEMA DIGESTIVO. Ciências Naturais 9º ano SISTEMA DIGESTIVO Ciências Naturais 9º ano Digestão e Sistema Digestivo A digestão é o processo através do qual moléculas complexas dos alimentos são desdobradas, em moléculas mais simples que podem ser

Leia mais

14 Aproveitamos tudo o que comemos?

14 Aproveitamos tudo o que comemos? A U A UL LA Aproveitamos tudo o que comemos? Nas Aulas 1 e 5 vimos a importância de carboidratos, proteínas e gorduras para o bom funcionamento do corpo e o quanto é fundamental uma alimentação saudável,

Leia mais

EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA. 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo:

EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA. 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo: EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo: 1) Tecido Ñsseo compacto 2) Tecido Ñsseo esponjoso 3) Cartilagem hialina 4) Cartilagem elöstica 5) Cartilagem fibrosa

Leia mais

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Mecanismos da rejeição de transplantes Envolve várias reações de hipersensibilidade, tanto humoral quanto celular Habilidade cirúrgica dominada para vários

Leia mais

COMO SURGEM OS TECIDOS

COMO SURGEM OS TECIDOS TECIDO EPITELIAL COMO SURGEM OS TECIDOS Nos seres de reprodução sexuada, que constituem a maioria dos organismos, todas as células surgem a partir de uma única célula, a célula-ovo. Esta sofre divisões

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa SISTEMA DIGESTÓRIO SALIVA A saliva é um líquido claro, viscoso, alcalino (ph entre 6 e 7), que contém em sua composição: 95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. Além disso, também

Leia mais

1º modelo: doença degenerativa

1º modelo: doença degenerativa 2ª Aula de Biopatologia 18/09/2006 Medicina molecular: Da nova Biologia à Clínica Nesta aula vamos falar de três modelos de relevância entre a biologia básica e a clínica. 1º modelo: doença degenerativa

Leia mais

Abordagem. Fisiologia Histologia. Aspectos Clínicos. ANATOMIA -Partes constituintes -Vascularização e Inervação -Relações

Abordagem. Fisiologia Histologia. Aspectos Clínicos. ANATOMIA -Partes constituintes -Vascularização e Inervação -Relações Intestino Delgado Abordagem ANATOMIA -Partes constituintes -Vascularização e Inervação -Relações Fisiologia Histologia Aspectos Clínicos Anatomia Do estômago ao intestino grosso Maior porção do trato digestivo

Leia mais

FISIOLOGIA DA DIGESTÃO MONOGÁSTRICOS AULA 1

FISIOLOGIA DA DIGESTÃO MONOGÁSTRICOS AULA 1 Programa de Pós-Graduação em Zootecnia Produção Animal FISIOLOGIA DA DIGESTÃO MONOGÁSTRICOS AULA 1 Profa. Dra. Cinthia Eyng FCA/UFGD OBJETIVOS DA AULA: Importância da digestão; Estrutura do sistema digestório;

Leia mais

Materiais e Métodos. 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Casuística

Materiais e Métodos. 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Casuística 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Casuística Foram selecionadas dos arquivos da Seção de Anatomia Patológica do Instituto Lauro de Souza Lima, pertencente à Coordenadoria dos Institutos de Pesquisa da Secretaria

Leia mais

Aula 4: Sistema digestório

Aula 4: Sistema digestório Aula 4: Sistema digestório Sistema digestório As proteínas, lípideos e a maioria dos carboidratos contidos nos alimentos são formados por moléculas grandes demais para passar pela membrana plasmática e

Leia mais

QUEIMADURAS OCULARES

QUEIMADURAS OCULARES QUEIMADURAS OCULARES As queimaduras oculares classificam-se em químicas e térmicas. As complicações graves da superfície ocular, após uma queimadura ocular, são relativamente raras. No entanto, são uma

Leia mais

SISTEMA DIGESTÓRIO. Introdução

SISTEMA DIGESTÓRIO. Introdução SISTEMA DIGESTÓRIO Introdução Os animais não encontram no meio, em forma imediatamente utilizável, todos os alimentos ou nutrientes de que necessitam. A absorção direta de nutrientes ocorre, excepcionalmente,

Leia mais

Aula 9 Sistema digestório

Aula 9 Sistema digestório Aula 9 Sistema digestório Os alimentos fornecem nutrientes para construção de estruturas celulares e, ainda, liberação de energia para as atividades celulares. A função da digestão é converter os alimentos

Leia mais

REPARAÇÃO. M.Sc Isabela Brcko

REPARAÇÃO. M.Sc Isabela Brcko REPARAÇÃO M.Sc Isabela Brcko Conceito: "Processo de reposição do tecido destruído observado após a extinção dos agentes flogísticos Objetivo: restaurar o tecido a seu estado natural A reparação pode acontecer

Leia mais

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS Porção de 100g (1/2 copo) Quantidade por porção g %VD(*) Valor Energético (kcal) 64 3,20 Carboidratos 14,20 4,73 Proteínas 1,30 1,73 Gorduras

Leia mais

Distúrbios Gastrointetinais

Distúrbios Gastrointetinais Distúrbios Gastrointetinais Anatomia Gastrointestinal Doenças do tubo digestivo Patologias do Esôfago Classificação segundo o mecanismo da doença Anomalias do desenvolvimento (exs: Atresias; hérnias;estenoses)

Leia mais

Sistema Urinário. Para eliminar estes resíduos, o organismo possui várias vias de eliminação

Sistema Urinário. Para eliminar estes resíduos, o organismo possui várias vias de eliminação Sistema Urinário Profa Juliana Normando Pinheiro Morfofuncional IV juliana.pinheiro@kroton.com.br O organismo animal depende de várias reações metabólicas para se manter vivo e saudável. Estas reações

Leia mais

Tema 05: Sistema Digestório

Tema 05: Sistema Digestório Universidade Federal do Amazonas ICB Dep. Morfologia Disciplina: Tópicos Especiais para Biotecnologia Tema 05: Sistema Digestório Constituição Boca, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso,

Leia mais

FÍGADO. Veia cava inferior. Lobo direito. Lobo esquerdo. Ligamento (separa o lobo direito do esquerdo) Vesícula biliar

FÍGADO. Veia cava inferior. Lobo direito. Lobo esquerdo. Ligamento (separa o lobo direito do esquerdo) Vesícula biliar FÍGADO É o maior órgão interno È a maior glândula É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg Possui a coloração arroxeada, superfície

Leia mais

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê Neoplasias Gástricas Pedro Vale Bedê Introdução 95% dos tumores gástricos são malignos 95% dos tumores malignos são adenocarcinomas Em segundo lugar ficam os linfomas e em terceiro os leiomiosarcomas Ate

Leia mais

TECIDOS. 1º ano Pró Madá

TECIDOS. 1º ano Pró Madá TECIDOS 1º ano Pró Madá CARACTERÍSTICAS GERAIS Nos animais vertebrados há quatro grandes grupos de tecidos: o muscular, o nervoso, o conjuntivo(abrangendo também os tecidos ósseo, cartilaginoso e sanguíneo)

Leia mais

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 SISTEMA IMUNE E ALERGIA Por alergia, entendem-se as repostas imunes indesejadas contra substâncias que venceram as barreiras como, os epitélios, as mucosas e as enzimas.

Leia mais

Imunodepressão em Atletas Os marcadores Laboratoriais

Imunodepressão em Atletas Os marcadores Laboratoriais Imunodepressão em Atletas Os marcadores Laboratoriais Quem Sou? Carlos Ballarati : Formação Medicina: Formado em Medicina pela PUC-SP Sorocaba em 1988. Residência Médica: Clinica Medica Unicamp em 1989

Leia mais

Streptococcus sp. Boletim Técnico

Streptococcus sp. Boletim Técnico Boletim Técnico S Streptococcus sp. C A Estreptococose é uma doença causada por bactérias gram positivas do gênero Streptococcus sp. e S. agalactiae. Esta é considerada a enfermidade de maior impacto econômico

Leia mais

TECIDOS EPITELIAIS HISTOLOGIA

TECIDOS EPITELIAIS HISTOLOGIA TECIDOS EPITELIAIS HISTOLOGIA Tecidos: Células justapostas, nas quais o material intersticial é escasso ou inexistente. TECIDOS EPITELIAIS FUNÇÕES: PROTEÇÃO ABSORÇÃO E SECREÇÃO DE SUBSTÂNCIAS PERCEPÇÃO

Leia mais

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Tecido sanguíneo Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Transporte Regulação Proteção Funções do Sangue Sangue É um tecido conjuntivo especializado pois apresenta sua matriz extracelular totalmente fluida. O sangue

Leia mais

ESTUDO BASE 8 ANO. Prof. Alexandre

ESTUDO BASE 8 ANO. Prof. Alexandre ESTUDO BASE 8 ANO Prof. Alexandre FORMA E FUNÇÃO Natureza FORMA E FUNÇÃO Artificiais FORMA E FUNÇÃO Todos os objetos apresentam uma relação intíma entre sua forma e função Relação = FORMA/FUNÇÃO BIOLOGIA

Leia mais

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração.

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. DOENÇAS PULMONARES Árvore Brônquica Circulação sanguínea Intrapulmonar V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. A. Pulmonar traz sangue venoso do coração para o pulmão. Trocas Histologia

Leia mais

Prof Weber Ciências 7ºANO

Prof Weber Ciências 7ºANO Prof Weber Ciências 7ºANO O que é a digestão? É a transformação dos alimentos em moléculas menores para que possam ser absorvidos pelo nosso corpo. Acontece em um tubo chamado TUBO DIGESTÓRIO. O tubo digestório

Leia mais

1. Introdução. Digestão, Absorção e Transporte:

1. Introdução. Digestão, Absorção e Transporte: 1. Introdução Todas as células do corpo necessitam de nutrição tendo este que lhe ser fornecido. O aparelho digestivo, com a colaboração importante do aparelho circulatório, forma como que uma refeição

Leia mais

ALIMENTAÇÃO Preventiva. Volume I

ALIMENTAÇÃO Preventiva. Volume I ALIMENTAÇÃO Preventiva Volume I By porque evoluir é preciso Que o teu alimento seja seu medicamento Hipócrates Pai da medicina moderna Não coma, nutra-se! Existem muitas informações importantes disponíveis,

Leia mais

Fisiologia da Digestão. Deise Maria Furtado de Mendonça

Fisiologia da Digestão. Deise Maria Furtado de Mendonça Fisiologia da Digestão Deise Maria Furtado de Mendonça Função Geral O sistema ou aparelho gastrintestinal é a porta de entrada do organismo a todos os nutrientes necessários: carboidratos, lipídios, proteínas,

Leia mais

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOSCOPIA

12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOSCOPIA 12 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS MÉDICO ENDOSCOPIA QUESTÃO 21 A Hemorragia digestiva é uma complicação da Moléstia Diverticular dos Cólons. Assim é ERRADO afirmar: a) O tratamento das enfermidades

Leia mais

Patologia inflamatória e infecciosa do tubo. digestivo e vias biliares

Patologia inflamatória e infecciosa do tubo. digestivo e vias biliares Patologia inflamatória e infecciosa do tubo digestivo e vias biliares Caso 1 Homem de 40 anos com história de dor abdominal recorrente. Foi submetido a uma endoscopia digestiva alta com colheita de biópsia

Leia mais

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes Prof.Dr. Gilson Costa Macedo Processo de retirada de células, tecidos ou órgãos, chamados enxertos, de um indivíduo e a sua inserção em um indivíduo

Leia mais

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Patologia Cirúrgica macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Exame Histopatológico Exame anatomopatológico é ATO MÉDICO! lâminas microscopia laudo

Leia mais

SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO. Definição Nutrição Alimentos Anatomia Fisiologia www.infopedia.pt/$sistema-digestivo,2

SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO. Definição Nutrição Alimentos Anatomia Fisiologia www.infopedia.pt/$sistema-digestivo,2 SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO Definição Nutrição Alimentos Anatomia Fisiologia www.infopedia.pt/$sistema-digestivo,2 Digestão É o conjunto de transformações fisioquímicas ou físico-químicas que os alimentos

Leia mais

ANTICORPOS. CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido

ANTICORPOS. CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia e Imunologia Clínica PROFESSORES: Guilherme Dias Patto Silvia Maria Rodrigues Querido ANTICORPOS Anticorpo é uma globulina sintetizada por linfócitos B e principalmente

Leia mais

PERSPECTIVA. ciências. Sugestão de avaliação. Coleção Perspectiva

PERSPECTIVA. ciências. Sugestão de avaliação. Coleção Perspectiva PERSPECTIVA Coleção Perspectiva ciências 8 Sugestão de avaliação Professor, esta sugestão de avaliação corresponde ao segundo bimestre escolar ou às Unidades 3 e 4 do Livro do Aluno. Avaliação Ciências

Leia mais

Tecido Epitelial Glandular

Tecido Epitelial Glandular Tecido Epitelial Glandular Revestimento Glandular Tecido epitelial É constituído por células epiteliais especializadas na atividade de secreção As moléculas a serem secretadas são armazenadas em grânulos

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Digestivo - RUMINANTES

Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Digestivo - RUMINANTES Anatomia e Fisiologia Animal Sistema Digestivo - RUMINANTES Ruminantes: Animais que mastigam e regurgitam o alimento ingerido Dividido em 2 subordens: 1-) Ruminantia: veado, alce, rena, antílope, girafa,

Leia mais

Um olhar rumo ao futuro da oftalmologia veterinária

Um olhar rumo ao futuro da oftalmologia veterinária Um olhar rumo ao futuro da oftalmologia veterinária Linha Oftálmica Labyes Primeira Linha Oftálmica com Sulfato de Condroitina Labyes foi o primeiro laboratório do mundo a desenvolver uma linha oftálmica

Leia mais

Para viver, crescer e manter o nosso organismo, precisamos consumir alimentos. Mas o que acontece com os alimentos que ingerimos? Como os nutrientes

Para viver, crescer e manter o nosso organismo, precisamos consumir alimentos. Mas o que acontece com os alimentos que ingerimos? Como os nutrientes PROFESSORA NAIANE Para viver, crescer e manter o nosso organismo, precisamos consumir alimentos. Mas o que acontece com os alimentos que ingerimos? Como os nutrientes dos alimentos, chegam às células do

Leia mais

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 2ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ==============================================================================================

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 2ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== PROFESSOR: Mônica Narciso BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 2ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== Questões Discursivas 01-

Leia mais

EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - FISIOLOGIA

EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - FISIOLOGIA EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - FISIOLOGIA 1. Lipases são enzimas relacionadas à digestão dos lipídios, nutrientes que, em excesso, levam ao aumento da massa corporal. Certos medicamentos para combate à obesidade

Leia mais

Níveis de. Organização do. Corpo Humano

Níveis de. Organização do. Corpo Humano Níveis de Organização do Corpo Humano No corpo humano existem vários grupos de células semelhantes entre si. Cada grupo constitui um TECIDO Semelhança de forma: todas destinam-se a uma função específica.

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

Fazendo a digestão. A voz do professor. A voz do professor. De onde provém a energia necessária para o movimento dos automóveis?...

Fazendo a digestão. A voz do professor. A voz do professor. De onde provém a energia necessária para o movimento dos automóveis?... A U A UL LA Fazendo a digestão Atenção De onde provém a energia necessária para o movimento dos automóveis? Nosso corpo é semelhante a um carro. Como você acha que conseguimos energia para viver? Um corpo

Leia mais

DOENÇAS AUTO-IMUNES MUCOCUTÂNEAS

DOENÇAS AUTO-IMUNES MUCOCUTÂNEAS Curso: Graduação em Odontologia 4º e 5º Períodos Disciplina: Patologia Oral DOENÇAS AUTO-IMUNES MUCOCUTÂNEAS http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 DOENÇAS AUTO-IMUNES

Leia mais

II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares:

II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares: Capítulo 1: Parte 3 1 II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares: O epitélio que participa principalmente da secreção está geralmente disposto em estruturas denominadas glândulas. As substâncias

Leia mais

Recuperação. Células tecidos órgãos sistemas. - As células são as menores unidades vivas e são formadas por três regiões:

Recuperação. Células tecidos órgãos sistemas. - As células são as menores unidades vivas e são formadas por três regiões: Recuperação Capítulo 01 - Níveis de organização Células tecidos órgãos sistemas - As células são as menores unidades vivas e são formadas por três regiões: A- Membrana Plasmática - Revestimento da célula;

Leia mais

DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES GÁSTRICAS CAUSADAS PELO HELICOBACTER SPP. EM CÃES NATURALMENTE INFECTADOS

DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES GÁSTRICAS CAUSADAS PELO HELICOBACTER SPP. EM CÃES NATURALMENTE INFECTADOS DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES GÁSTRICAS CAUSADAS PELO HELICOBACTER SPP. EM CÃES NATURALMENTE INFECTADOS Caique Augusto Ribeiro Gomes 1 ; Thiago Pires Anacleto 2 ; Luan Gavião Prado 3 ; Rodolfo

Leia mais

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA Augusto Schneider Carlos Castilho de Barros Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas TÉCNICAS Citologia Histologia Imunohistoquímica Citometria Biologia molecular

Leia mais

PROTOZOÁRIOS PARASITAS INTESTINAIS

PROTOZOÁRIOS PARASITAS INTESTINAIS COLÉGIO JOÃO PAULO I LABORATÓRIO DE BIOLOGIA - 2º ANO PROF. ANDRÉ FRANCO FRANCESCHINI PROTOZOÁRIOS PARASITAS INTESTINAIS AMEBÍASE Agente causador: Entamoeba histolytica. Diagnóstico: E. P. F. exame parasitológico

Leia mais

Sistema Digestório - Estômago

Sistema Digestório - Estômago Sistema Digestório - Estômago Profa Juliana Normando Pinheiro Morfofuncional III juliana.pinheiro@kroton.com.br O Estômago é um alargamento do canal alimentar em forma de saco entre o esôfago e o duodeno

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 61

PROVA ESPECÍFICA Cargo 61 11 PROVA ESPECÍFICA Cargo 61 QUESTÃO 26 São contra-indicações absolutas da Endoscopia Digestiva Alta, EXCETO: a) Gravidez. b) Intolerância do paciente. c) Perfuração de víscera suspeita. d) Perfuração

Leia mais

22.05. O tipo básico de tecido epitelial é o de revestimento sendo os demais tecidos epiteliais (glandular e neuroepitélio) derivados desse.

22.05. O tipo básico de tecido epitelial é o de revestimento sendo os demais tecidos epiteliais (glandular e neuroepitélio) derivados desse. BIO 8E aula 22 22.01. O tecido epitelial de revestimento é pobre em substância intercelular e avascular. Existe também o tecido epitelial glandular que é derivado do tecido epitelial de revestimento. O

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Projetos de pesquisa. Patologia. Epidemiologia. Trato gastrointestinal.

PALAVRAS-CHAVE Projetos de pesquisa. Patologia. Epidemiologia. Trato gastrointestinal. 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X) SAÚDE

Leia mais

Anatomia e Histologia do Limbo

Anatomia e Histologia do Limbo Anatomia e Histologia do Limbo Introdução: O limbo é a zona intermediária anular com cerca de 1,5mm de largura que fica entre a córnea transparente e a esclera opaca. Sua relativa opacidade se explica

Leia mais

UNIDADE I NUTRIÇÃO anatomia/fisiologia do sistema digestório HELENA MUKAI

UNIDADE I NUTRIÇÃO anatomia/fisiologia do sistema digestório HELENA MUKAI UNIDADE I NUTRIÇÃO anatomia/fisiologia do sistema digestório HELENA MUKAI Anatomia do Sistema Digestório O sistema digestório humano é formado por um longo tubo musculoso, ao qual estão associados órgãos

Leia mais

Histologia animal. Equipe de Biologia

Histologia animal. Equipe de Biologia Histologia animal Equipe de Biologia Tipos de tecidos animais Tecidos epiteliais Tecidos conjuntivos Tecidos musculares http://www.simbiotica.org/tecidosanimal.htm Tecido nervoso Tecidos epiteliais Apresenta

Leia mais

244 Medicina Veterinária - Curitiba

244 Medicina Veterinária - Curitiba UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ PROCESSO DE OCUPAÇÃO DE VAGAS REMANESCENTES NÚCLEO DE CONCURSOS Edital n 06/2015 UOVR/COPAP/NC/PROGRAD / UFPR Prova Objetiva 18/10/2015 244 Medicina Veterinária - Curitiba

Leia mais

CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR

CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR 1 Características Histológicas O tecido muscular é constituído por células alongadas que possuem grande quantidade de filamentos citoplasmáticos com proteínas contráteis. Esse

Leia mais

SISTEMA DIGESTÓRIO. Quitéria Paravidino

SISTEMA DIGESTÓRIO. Quitéria Paravidino SISTEMA DIGESTÓRIO Quitéria Paravidino PROCESSOS DIGESTÓRIOS Ingestão:captar alimento pela boca; Mistura e movimentação do alimento:contrações musculares misturam o alimento e as secreções e movimentam

Leia mais

BIOLOGIA AULA 03. c) diabetes tipo II. d) hipertensão arterial.

BIOLOGIA AULA 03. c) diabetes tipo II. d) hipertensão arterial. BIOLOGIA Prof. Hélder Telles AULA 03 1. (Fgv 2015) O pâncreas é uma glândula anfícrina, ou seja, com dupla função, desempenhando um papel junto ao sistema digestório na produção de enzimas, tais como amilases

Leia mais

SISTEMA DIGESTÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA DIGESTÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA DIGESTÓRIO Função retirar dos alimentos as substâncias necessárias para o desenvolvimento e manutenção do organismo. Alimento é digerido e transformado

Leia mais