Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional

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1 Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional Foto: Arquivo MEC Gleicivan Barbosa Rodrigues Capacitação de Gestores e Técnicos da Educação Profissional

2 Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional Capacitação de Gestores e Técnicos da Educação Profissional Programa de Fortalecimento dos Gestores e Técnicos da Educação Profissional em Metodologias para Elaboração, Seleção e Organização de Propostas Curriculares Gleicivan Barbosa Rodrigues Secretaria de Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Desenvolvimento Tecnológico do Estado do Maranhão SECTEC Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 1

3 Equipe Gestora Eliana Inês Wilder Coordenadora de Educação Profissional Vânia Cristiane Chaves Fonseca Rozileide da Silva Barbosa Coelho Eusébia de Araújo Pereira Noleto Gianfranco Dalsasso Márcio Allan de Lima Martins O preenchimento consciente dos instrumentos de acompanhamento e de avaliação das atividades de estágio é fundamental na geração de informações e conhecimentos norteadores na tomada de decisões, aumentando a eficácia, a qualidade e a eficiência da educação profissional UNESCO. Todos os direitos reservados. Publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Esta publicação é fruto de uma parceria entre a Representação da UNESCO no Brasil e o Governo do Estado do Maranhão. Esta publicação tem a cooperação da UNESCO no âmbito do Projeto BR, o qual tem o objetivo de capacitar e promover o desenvolvimento das equipes locais responsáveis pela educação profissional nos estados do Brasil. Os autores são responsáveis pela escolha e pela apresentação dos fatos contidos nesta publicação, bem como pelas opiniões nela expressas, que não são necessariamente as da UNESCO, nem comprometem a Organização. As indicações de nomes e a apresentação do material ao longo desta publicação não implicam a manifestação de qualquer opinião por parte da UNESCO a respeito da condição jurídica de qualquer país, território, cidade, região ou de suas autoridades, tampouco a delimitação de suas fronteiras ou limites. BR/2005/PI/H/42 2 Educação Profissional :: Pontos de partida

4 Prefácio O presente documento incorpora três textos que, originalmente, foram editados em separado. São os planos de curso Técnico em Informática, Técnico em Hotelaria (integrado com o Ensino Médio) e Técnico em Turismo produzidos por diferentes grupos de trabalho durante oficina que integrou capacitação. de órgãos ligados à educação profissional do estado do Maranhão. Neste texto, a consultora responsável pela orientação do trabalho relata o desenvolvimento da capacitação, com 72 horas de duração, e incluindo cinco módulos, a saber: I. Políticas Públicas para a Educação Profissional; II. Legislação da Educação Profissional; III. Diretrizes Curriculares Nacionais; IV. Metodologia de Planejamento e Desenvolvimento de Currículos; V. Organização Curricular. O documento descreve a forma como a capacitação foi desenvolvida e registra os produtos das dinâmicas de trabalho. Os módulos IV e V foram desenvolvidos no formato de oficina: três grupos de participantes foram montados e envolvidos, cada um deles, no processo de elaboração orientada dos planos de curso Técnico em Turismo, Técnico em Hotelaria e Técnico em Informática. O texto menciona três Anexos Ficha de Avaliação da Capacitação, Folha de Frequência e Relação de Participantes, estando somente o primeiro deles incorporado ao documento. Os outros dois contêm nomes e s de participantes, portanto, não são de interesse geral. Os planos de curso foram integrados ao documento, pois, apesar de terem sido editados em arquivos separados, são produtos construídos pelos participantes, organizados em três grupos de trabalho, durante os módulos IV e V da Capacitação, desenvolvidos, como mencionado anteriormente, no formato de oficina. Os planos de curso Técnico em Informática, Técnico em Hotelaria (integrado com o Ensino Médio) e Técnico em Turismo apresentam justificativa, objetivos, requisitos de acesso, perfil profissional de conclusão, organização curricular, critérios de aproveitamento de conhecimentos e de experiências anteriores, critérios de avaliação, instalações e equipamentos, pessoal docente e técnico, certificados e diplomas, procurando seguir conceitos e princípios, bem como diretrizes e orientações estabelecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. Elementos dos Referenciais Curriculares da Educação Profissional de Nível Técnico, correspondentes às duas áreas que foram contempladas na oficina Informática e Turismo e Hospitalidade foram, também, utilizados. Elizabeth Fadel Consultora Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 3

5 Sumário APRESENTAÇÃO MÓDULO I Políticas Públicas para a Educação Profissional MÓDULO II Legislação da Educação Profissional MÓDULO III Diretrizes Curriculares Nacionais MÓDULO IV Metodologia de planejamento e desenvolvimento de currículos...15 ANEXO...19 Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 5

6 Apresentação Delimitação e caracterização da capacitação Capacitação da equipe técnica do Órgão Gestor da Educação Profissional, em Metodologia para a Elaboração dos Planos de Cursos de Qualificação e Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio com base em competências profissionais. A referida ação encontra-se, conforme o Termo de Referência previsto no Plano Estadual de Educação Profissional, como ação estruturante e fundamental para implantação dos Centros Estaduais de Educação Profissional. Título da Capacitação PROGRAMA DE FORTALECIMENTO DOS GESTORES E TÉCNICOS DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM METODOLOGIAS PARA ELABORAÇÃO, SELEÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE PROPOSTAS CURRICULARES Objetivos Capacitar a equipe técnica do Órgão Gestor da Educação Profissional na elaboração dos Planos de Cursos de Qualificação e Cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, centrados no desenvolvimento de competências conforme o estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Período: 7 a 19 de julho de 2005 Público: 23 participantes Sectec Secretaria de Ciência e Tecnologia oito técnicos Cetec-Ma Centro de Capacitação Tecnológica do Maranhão cinco técnicos Seduc Secretaria de Estado da Educação cinco técnicos Senac Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial um técnico Cefet Centro Federal de Educação Tecnológica um técnico EAF Escola Agrotécnica Federal um técnico Projeto Escola de Fábrica um técnico CEE Conselho Estadual de Educação um técnico Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 7

7 Cronograma das atividades realizadas na capacitação Atividades CH Dias Módulo I Políticas Públicas para a Educação Profissional 8 x Módulo II Legislação da Educação Profissional 8 x Módulo III Diretrizes Curriculares Nacionais 8 x Módulo IV Metodologia de Planejamento e Desenvolvimento de Currículos Módulo V Organização Curricular Desenvolvimento das Oficinas: Elaboração dos Planos de Cursos de Turismo, Hotelaria e Informática 12 x x 36 x x x x x Total de horas 72 Metodologia utilizada exposição oral dos temas; estratégias vivenciais com situações reais de trabalho, distribuídas em quatro módulos; arquitetura das oficinas centrada na ação, na reflexão crítica e na construção do conhecimento; valorização dos saberes individuais e da construção coletiva da aprendizagem; uso de recursos e dinâmicas que promoveram o relacionamento interpessoal e o contato dos participantes, contextualizando a aprendizagem; atividades não presenciais (20 horas) orientadas. Desenvolvimento da capacitação A capacitação foi organizada em cinco módulos, que reuniram um conjunto de atividades organizadas para subsidiar o trabalho das equipes técnicas no desenvolvimento, no planejamento, na elaboração, na implementação, no acompanhamento e na avaliação de propostas curriculares focados em competências. 8 Educação Profissional :: Pontos de partida

8 1. MÓDULO I 1.1. Políticas Públicas para a Educação Profissional 8 horas Os trabalhos foram iniciados com a abertura oficial feita pela equipe da Secretaria, com a participação do Secretário Estadual e do Vice-Reitor da Universidade Virtual do Maranhão Univima. Logo após, foi dada a palavra à Consultora, que se apresentou e expôs a proposta de trabalho, a programação prevista, as normas de convivência e a contribuição de todos para o alcance dos objetivos propostos, dando início, assim, às atividades do curso. É importante ressaltar a excelente estrutura da sala de aula, composta de equipamentos de multimídia, como TV/vídeo, tela de projeção, câmeras e som, bem como móveis adequados à necessidade do curso. Atividade 1: Apresentação do grupo e levantamento de expectativas Procedeu-se à apresentação do grupo e ao levantamento das expectativas, utilizando uma dinâmica de grupo com balões. As expectativas emitidas pelo grupo foram: aprender e praticar as bases que serão ensinadas; ampliar conhecimentos; refletir sobre a prática da elaboração de planos de cursos; trocar ideias que colaborem com a aprendizagem dos temas propostos; integrar-se e interagir com os demais participantes; aprimorar os conhecimentos sobre organização de propostas curriculares; adquirir novos conhecimentos; realizar qualificação; desenvolver a proposta de um curso técnico; aprender a elaborar um plano de curso; adquirir subsídios técnicos e pedagógicos para aplicar na gestão da educação profissional; receber atualização sobre a nova política de educação profissional. Atividade 2: Apresentação dos slides sobre Políticas Públicas para a Educação Profissional Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 9

9 A consultora fez explanação com o apoio de slides em PowerPoint dos seguintes temas: Mercado de trabalho no Brasil; Conceitos de políticas públicas, educação, ciência, tecnologia, educação tecnológica e educação profissional; Princípios e pressupostos da educação profissional; Quadro descritivo da educação profissional e tecnológica no Brasil; Censo da Educação Profissional ano 2004; A conjuntura atual revisão da legislação, financiamento, formação de docentes, novos projetos etc. Estratégias do Ministério da Educação ações em andamento. Atividade 3: Plano Estadual de Educação Profissional PEP A consultora fez uma explanação sobre a proposta dos planos estaduais, os objetivos, a estruturação, a importância deles como instrumentos de implantação de uma política pública nos estados e a situação nacional atualmente. Em seguida, solicitou que a Secretaria de Ciência e Tecnologia fizesse uma explanação sobre o Plano Estadual de Educação Profissional do Maranhão. A equipe apresentou para o grupo os seguintes pontos: metodologia de elaboração do PEP em 1999 e aprovação em 2000; principais objetivos do plano; parceria com a UNESCO na implantação e na execução das atividades previstas trabalhos já realizados; demanda estadual cadeias produtivas locais e áreas profissionais, conforme pesquisa realizada; número de escolas previstas no PEP dezenove centros; implantação de três centros, em fase de construção, com ênfase nas dificuldades encontradas na execução e nos vários problemas junto ao PROEP; cursos de qualificação ou formação inicial e continuada esta oferta, por enquanto, está acontecendo por meio do Cetec-Ma Centro de Tecnologia, vinculado à Sectec. Em seguida, a consultora exibiu o filme Quebra de Paradigmas, com trinta minutos de duração, levando o grupo à reflexão sobre a necessidade de implementar mudanças, de estar aberto a inovações e desafios, diante do contexto socioeconômico e do quadro político que então se apresentava. Recursos utilizados no módulo I Crachás Quadro branco Pincel atômico 10 Educação Profissional :: Pontos de partida

10 Balões Cópia dos slides Documento: Políticas Públicas para a Educação Profissional e Tecnológica Setec/MEC/2004 a consultora distribuiu um exemplar a cada participante Folder A Educação Profissional no Brasil Setec/MEC/2004 Censo Escolar 2004 Fita de vídeo filme Quebra de Paradigmas, de Joel Backer Siamar TV e videocassete 2. MÓDULO II 2.1. Legislação da Educação Profissional 8 horas As atividades tiveram como objetivo propiciar espaço para interpretação e compreensão dos dispositivos legais que disciplinam a oferta de cursos técnicos de nível médio, bem como as novas orientações do Conselho Nacional de Educação sobre a integração com o ensino médio. Atividade 1: Explanação da legislação vigente Dinâmica de integração: A inversão da roda. A consultora fez uma explanação da legislação, utilizando exposição em PowerPoint e distribuindo a todos os participantes cópias dos slides e dos instrumentos legais abaixo: Decreto Federal nº 5.154/04; Parecer CNE/CEB nº 16/99; Resolução CNE/CEB nº 4/99; Resolução CNE/CEB nº 1/2004; Parecer CNE/CEB nº 39/2004; Resolução nº 134/2001 CEE-MA; Resolução CNE/CEB nº 1/2005. Atividade 2: Trabalho em grupo Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 11

11 Após apresentação dos slides e debates, realizou-se um trabalho em grupo para aprofundamento da legislação. Para a formação dos grupos, a consultora utilizou uma dinâmica de grupo com balas de diversos sabores. Formaram-se quatro grupos. A atividade consistiu em realizar uma leitura dos textos legais já distribuídos, discuti-los internamente e elaborar um quadro com os principais pontos abordados na legislação vigente. Em seguida, os grupos apresentaram os seguintes pontos: 1º grupo Organização da educação profissional. 2º grupo Organização curricular (criação de módulos, itinerários formativos etc.). 3º grupo Articulação/integração com o ensino médio (formas possíveis de concretização desta articulação ). 4º grupo Planos de cursos técnicos e de formação inicial e continuada (organização, etapas, cargas horárias, estágio etc.). A consultora fechou as apresentações, esclarecendo possíveis dúvidas. Explicou ainda sobre a organização dos cursos de qualificação, conforme o PNQ Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Emprego MTE, distribuindo a todos cópias do plano. Atividade 3: Conclusão do módulo A consultora concluiu o módulo, levando o grupo à reflexão sobre a necessidade de educação profissional que atenda a demandas sociais, demandas do mercado e demandas pessoais. Enfatizou a importância do conhecimento da fundamentação legal, que orienta as ações da educação profissional, e fez o seguinte questionamento: A educação profissional que estamos desenvolvendo atende ao que está sendo preconizado? Por quê? Solicitou que cada um respondesse com apenas uma palavra. Como é Como desejamos Educação Profissional Algumas respostas: Difícil Comprometida Incipiente Fraca Boa Respeitada Precisa melhorar Precisa ser fortalecida Deficiente Pouca oferta etc. Algumas respostas Abrangente De sucesso Valorizada Atuante Implementada com urgência Essencial De qualidade Respeitada Fortalecida Com mais oportunidades etc. 12 Educação Profissional :: Pontos de partida

12 A discussão foi encerrada, evidenciando a importância de uma educação profissional que atendesse ao pleno desenvolvimento do ser humano. Recursos utilizados no módulo II: Slides PowerPoint Textos principais dispositivos legais já mencionados Documento: PNQ Plano Nacional de Qualificação Folhas para flip-chart Pincel atômico Balas 3. MÓDULO III 3.1. Diretrizes Curriculares Nacionais 8 horas Os trabalhos consistiram de exposição oral, com o recurso de slides no PowerPoint, sobre planejamento das atividades de ensino para o desenvolvimento de competências, conceito de competência e currículo focado no desenvolvimento de competências. Além dos slides, foram usados textos como base para discussão, reflexão e compreensão dos conceitos, alternando atividades em grupo, dinâmicas, e concluiu-se com o filme Visão de futuro. Atividade 1: As aprendizagens essenciais Dinâmica de integração: os bichos (gato, pato, carneiro e cachorro). A dinâmica, além de integrar o grupo, teve como objetivo dividi-lo em subgrupos. A consultora distribuiu dois textos: As quatro aprendizagens essenciais, de Celso Antunes, e A Educação Profissional do Século XXI, de José Eustáquio Romão, para leitura em grupo e desenvolvimento de algumas atividades. O texto de Romão discute os re-aprenderes necessários, segundo o Relatório Jacques Delors RJD. O relatório é resultado dos trabalhos desenvolvidos, de 1993 a 1996, pela Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNESCO, com o qual colaboraram educadores do mundo inteiro. Publicado no Brasil sob o título de Educação um tesouro a descobrir (2000), representa a síntese do pensamento pedagógico oficial da humanidade, já que foi formulado e lançado sob a chancela do órgão máximo responsável pelo setor educacional no mundo. Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 13

13 Os grupos, após lerem os textos, discutiram como a educação profissional desejada pode contemplar estas aprendizagens essenciais: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver; aprender a ser. Foi distribuído um quadro impresso, para ser preenchido com sugestões de ações educativas adequadas a cada uma dessas aprendizagens. Após o preenchimento, os grupos apresentaram suas sugestões, seguindo-se discussão e análise das propostas. Educação Profissional Aprendizagens Essenciais Ações Educativas Conhecer Fazer Conviver Ser Atividade 2: Currículo focado no desenvolvimento de competências Continuando com a explanação dos slides, discutiu-se o conceito de competência, conforme definido no Parecer nº 16/99 CNE/CEB. Competência profissional é a capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação valores, conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. A consultora dividiu o grupo em sete subgrupos, distribuiu cópias do item 7 do Parecer nº 16/99 CNE/CEB, para leitura, discussão interna, conclusão das principais ideias e apresentação na plenária dos subitens: estética da sensibilidade; política da igualdade; a ética da identidade; competências para o trabalho; flexibilidade, interdisciplinaridade e contextualização; identidade dos perfis profissionais; atualização permanente dos cursos e currículos e autonomia da escola. 14 Educação Profissional :: Pontos de partida

14 Os grupos leram os textos, discutiram e apresentaram os resultados, utilizando datashow, flipchart ou mesmo o quadro branco, fazendo a relação dos temas com as diretrizes curriculares e com a proposta de definição dos planos de cursos técnicos. Foi uma apresentação muito rica, em que se percebeu a compreensão e o envolvimento dos grupos com os assuntos estudados. Recursos utilizados no módulo III: Slides PowerPoint Textos e parecer CNE nº 16/99 Folhas para flip-chart Pincel atômico Data show/tela de projeção Filme: Visão de Futuro, Siamar Quadro Aprendizagens essenciais 4. MÓDULO IV 4.1. Metodologia de planejamento e desenvolvimento de currículos 12 horas O cenário nacional tem-se alterado substancialmente, com seus reflexos em todas as cadeias dos processos produtivos, no mercado de trabalho e, em particular, nas relações trabalhistas. Assim se elevam as exigências quanto ao desempenho pessoal e profissional dos indivíduos, levando os responsáveis pela implementação da oferta de cursos de educação profissional a promover a formação de qualidade, e isso perpassa a compreensão em desenvolver propostas curriculares condizentes com as realidades local e regional. Dessa forma, o curso, naquele momento, passou a ser direcionado para os objetivos específicos da construção de Planos de Cursos, levando em consideração a real necessidade do estado do Maranhão. A consultora promoveu uma discussão para definição das habilitações técnicas a serem desenvolvidas, lembrando que elas devem estar em consonância com o PEP e o termo de referência que norteia esse trabalho. Após as discussões, ficou decidida a divisão do grupo em três subgrupos, com afinidades e interesses comuns, para desenvolverem os seguintes planos de cursos: 1º Subgrupo Componentes: Secretaria de Ciência e Tecnologia Sectec, Conselho Estadual de Educação CEE, e Escola de Fábrica onze membros. Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 15

15 Área Profissional: Turismo e Hospitalidade Habilitação Técnica de Nível Médio em Turismo 2º Subgrupo Componentes: Centro de Capacitação Tecnológica do Maranhão Cetec-MA cinco membros. Área Profissional: Informática Habilitação Técnica de Nível Médio em Informática 3 Subgrupo Componentes: Secretaria de Educação Seduc, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Senac e Escola Agrotécnica Federal EAF sete membros. Área Profissional: Turismo e Hospitalidade Curso Técnico integrado com o Ensino Médio, com habilitação em Hotelaria. Após a definição dos grupos e habilitações que seriam desenvolvidas, a consultora deu continuidade às atividades sobre a metodologia para a elaboração dos planos de cursos. Atividade 1: Estudos de Demandas para Definição de Perfil A consultora usou slides no PowerPoint para apresentar o processo de construção de um plano de curso, iniciando com os estudos de demandas para definição da justificativa, objetivos e perfil profissional. O conhecimento e o entendimento da realidade educacional e profissional do estado e da região é a base para o início dos trabalhos de construção de um Perfil Profissional. Os estudos de demandas foram realizados pela Secretaria de Educação e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia, para elaboração do Plano Estadual, do documento de Políticas Públicas para Educação Profissional do Estado do Maranhão e para subsidiar os projetos escolares dos centros de São Luis, Balsas e Açailândia, em fase de implementação. Analisaram-se também os estudos de mercado da Paer/Fundação Seade-SP, os quais foram realizados especificamente para subsidiar os estados na elaboração das suas propostas de educação profissional. Para auxiliar os grupos nos estudos e na análise desses documentos, a secretaria providenciou cópias para todos. Os grupos foram orientados a desenvolver estudos de demandas ou atualizar os existentes, sempre que forem implantar novos cursos técnicos. 16 Educação Profissional :: Pontos de partida

16 Num estudo de demanda, devem ser considerados aspectos como: perfil socioeconômico da área de abrangência; indicadores populacionais, por atividade econômica, faixa etária etc.; indicadores educacionais; PIB; indicadores habitacionais e IDH; características da demanda por mão de obra; caracterização, integração, organização e dinâmica do mercado de trabalho; segmentação do mercado de trabalho (trabalho formal e informal); distribuição do emprego por setores de atividade econômica e CBO Classificação Brasileira de Ocupações; informações sobre o desemprego; políticas, diretrizes e programas do governo federal, regional e municipal e suas relações com o projeto de qualificação profissional; previsão financeira de investimento por ramo de atividade; previsão de geração de postos de trabalho; projetos de geração de emprego e suas relações com a demanda por qualificação profissional; instalação de novos polos e empresas na região (caso existam); oferta concorrente (instituições, vagas e egressos por áreas e cursos). 5. MÓDULO V 5.1. Organização curricular Desenvolvimento das Oficinas: Elaboração dos Planos de Cursos de Turismo, Hotelaria e Informática 36 horas Com base na discussão e na compreensão dos estudos de demandas para definição da justificativa, objetivos e perfil profissional, os grupos iniciaram a elaboração dos planos de cursos. Antes, a consultora trabalhou todos os passos da metodologia, utilizando slides no PowerPoint, apostilas e textos sobre: identificação das competências requeridas por função e subfunção (Turismo e Informática); verificação das competências gerais; identificação das habilidades dos cursos de Turismo e Informática; definição das bases tecnológicas, correlacionadas com as competências e habilidades; organização curricular: definição de terminalidades; desenho dos módulos; definição dos itinerários; Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 17

17 definição e planejamento de estágio supervisionado; definição e planejamento do processo de avaliação; critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiências anteriores; instalações e equipamentos; pessoal docente e técnico; certificados e diplomas. anexos que poderiam fazer parte de um plano. Durante o período de elaboração dos planos de cursos, foram desenvolvidas, junto aos grupos, diversas atividades teóricas e práticas, como: análise de diversos planos de cursos, utilizando o roteiro definido pela Setec/MEC; análise de documentos do Ministério da Educação, que orientam a construção dos planos de cursos; análise de documentos utilizados pelos Conselhos Estaduais de Educação; análise de documentos do Cadastro Nacional de Cursos Técnicos CNCT (sistematização dos planos para inserção e validação nacional); consulta à internet Classificação Brasileira de Ocupações CBO, e Cadastro Nacional de Cursos Técnicos CNCT. Avaliação do Curso A avaliação do curso foi realizada no último encontro, após as apresentações e a entrega dos planos concluídos. A consultora fez uma revisão das expectativas do grupo levantadas no primeiro dia e, junto com o grupo, analisou se o programa atingiu ou não os objetivos. De forma unânime, todos concordaram com o alcance dos objetivos propostos. Realizou-se então a seguinte dinâmica: Foram distribuídas quatro folhas de papel sulfite para cada participante. Solicitou-se que, na 1ª folha, o participante desenhasse o contorno da própria mão e escrevesse o que adquiriu e o que poderia oferecer ao grupo a partir de então. Na 2ª folha, pediu-se que desenhasse o contorno do próprio pé e escrevesse qual havia sido a contribuição do grupo para o seu caminhar. Na 3ª folha, deveria desenhar um coração e escrever seu sentimento em relação ao grupo. Na 4ª folha, pediu-se desenhasse uma cabeça e escrevesse quais tinham sido as ideias sobre educação profissional que surgiram na convivência com o grupo. Procedeu-se à solicitação de quatro voluntários para recolher separadamente as folhas com as mãos, pés, corações e cabeças desenhados. Pediu-se a cada voluntário que lesse: O que este grupo oferece A caminhada do grupo Os sentimentos do grupo As ideias construídas pelo grupo 18 Educação Profissional :: Pontos de partida

18 As respostas foram muito ricas e encontram-se, junto com os demais documentos trabalhados no curso, arquivadas na secretaria. Em seguida, foi exibido o filme Juntos e projetado o poema Certeza, de Fernando Sabino. Houve manifestações do grupo, comentários sobre o quanto valeu à pena terem participado do curso, dos conhecimentos adquiridos e do crescimento profissional e pessoal. Distribui-se a ficha de avaliação, que foi respondida por todos. A palavra foi dada à superintendente, professora Maria de Fátima Durans, que realizou o encerramento oficial, com a entrega dos certificados aos participantes. Brasília, 28 de julho de Gleicivan Barbosa Rodrigues Consultora Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 19

19 FICHA DE AVALIAÇÃO CAPACITAÇÃO DOS GESTORES E TÉCNICOS DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM METODOLOGIAS PARA ELABORAÇÃO SELEÇÃO E ORGANIZAÇÃO DE PROPOSTAS CURRICULARES, Data: 7 a 19/7/2005 Local: Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia Sectec Cidade: São Luís MA Dê a sua opinião quanto aos aspectos relacionados, marcando seu grau de satisfação, numa escala crescente de 1 a 3. Sua avaliação é essencial para orientar nossas atividades futuras. QUANTO AO EVENTO Alcance dos objetivos Qualidade do material Adequação das instalações Adequação da carga horária QUANTO AO DINAMIZADOR Relacionamento com o grupo Conhecimento dos temas trabalhados Facilitação e estímulo à aprendizagem QUANTO À SUA PARTICIPAÇÃO Interesse e dedicação Aprendizagem COMPLETE CONSIDERANDO ASPECTOS FACILITADORES OU DIFICULTADORES Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 21

20 Que bom... Que pena... Que tal... Consultora: Gleicivan Rodrigues 22 Educação Profissional :: Pontos de partida

21 ANEXO 24 Educação Profissional :: Pontos de partida

22 GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO CENTRO DE CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO PLANO DE CURSO TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO NA ÁREA DE INFORMÁTICA Equipe de elaboração: Manoel Machado Amorim José Willame Nascimento Santos Luciana Protázio Barbosa Janaína Pinheiro Heloísa Helena M. G. Guimarães São Luís MA 2005

23 SUMÁRIO CAPÍTULOS Pág. CAPÍTULO 1. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS Justificativa Objetivos Geral Específico...02 CAPÍTULO 2. REQUISITOS DE ACESSO...02 CAPÍTULO 3. PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO...02 CAPÍTULO 4. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR Matriz curricular Fluxograma Competências, habilidades e bases tecnológicas Módulo introdutório Informática Competências Habilidades Bases tecnológicas Módulo II Informática Competências Habilidades Bases tecnológicas Módulo III Arquitetura de hardware Competências Habilidades Bases tecnológicas Módulo IV Noções de programação Competências Habilidades Bases tecnológicas...21 CAPÍTULO 5. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS ANTERIORES...22 CAPÍTULO 6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO...23 CAPÍTULO 7. DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS Acervo bibliográfico...25 CAPÍTULO 8. PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO...27 CAPÍTULO 9. CERTIFICADOS E DIPLOMAS...30

24 CAPÍTULO 1. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS 1.1. Justificativa Com a economia globalizada e os constantes avanços tecnológicos que se verificam no mundo e no Brasil, onde tudo gira em torno do mercado, a geração de trabalho e renda só poderá acontecer com massificação do conhecimento, que deve ocorrer em todos os níveis educacionais. Nesse âmbito, o Governo do Estado do Maranhão possui como meta mobilizadora a elevação do IDH Índice de Desenvolvimento Humano, pois este índice reúne três variáveis fundamentais ao desenvolvimento social e econômico: saúde, educação e renda. Em uma sociedade imersa nas evoluções tecnológicas do mundo globalizado, faz-se cada vez mais necessária a inclusão do cidadão por meio da educação, como via de acesso ao trabalho. Considerando essa relação que se estabelece, a opção de oferta de educação profissional deve apoiar-se na análise das características locais e das necessidades e possibilidades para formação profissional em diferentes áreas, sendo a área de informática a que concentra uma grande demanda, por estar presente em praticamente todos os campos de atividade. De certa forma, é exigido dos profissionais, de um modo geral, conhecimentos na área de informática, para atuarem de forma eficiente e eficaz no mundo laboral. Conforme consta no PEE Plano Estadual de Educação, no estado do Maranhão, a grande maioria dos cursos de educação profissional (antigos cursos de ensino médio profissionalizante) foram, gradativamente, extintos nas redes estadual e municipal, a partir de 1997, o que reforça ainda mais a carência desses profissionais, uma vez que cursos técnicos se têm concentrado somente na esfera federal e privada, não contemplando, dessa forma, uma camada relevante e necessitada da sociedade. Nessa perspectiva, destacam-se as dez unidades dos Centros de Capacitação Tecnológica do Maranhão Cetecs-MA, implantadas em municípios Polos de Desenvolvimento Regional do estado, constituindo-se, dessa forma, como instituições, em potencial para oferta de cursos técnicos na área de informática, bem como em outras áreas emergentes, uma vez que dispõem de infraestrutura adequada, com instalações compostas de equipamentos avançados e de um quadro de profissionais de elevada qualificação, sendo 70% com MBA em Gestão Tecnológica e Inovação, 20% com especialização em Gestão Tecnológica e Inovação e 10% com especialização em Gestão Empreendedora e Inovação. Estes cursos foram oferecidos pela FGV Fundação Getulio Vargas, por intermédio de parceiros como Cefet-PR, Escola do Futuro USP, Sangari do Brasil, entre outros. Cabe ressaltar, que os Cetecs-MA oferecem, há quatro anos, cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores na área das Ciências Naturais e Informática (Biologia, Física, Química e Informática) e cursos de qualificação profissional nas áreas de Alimentos, Eletricidade, Informática e Higiene e Limpeza. Ao todo são oferecidos, nos centros, em média, 28 cursos, variando este quantitativo conforme a demanda existente em cada município polo. Registra-se, portanto, que a evolução na oferta dos cursos está contemplada na Proposta Técnica dos Cetecs-MA, que vêm propor, por meio deste documento, a implantação do curso técnico de nível médio na área de informática, contribuindo, assim, com a meta mobilizadora do estado no que concerne à elevação do IDH Índice de Desenvolvimento Humano. Diretrizes Pedagógicas para a Educação Profissional 1

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