Conselho Brasileiro de Oftalmologia Diretoria ( ) Presidente Paulo Augusto de Arruda Mello

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2 Comissão de Ensino ( ) Rubens Belfort Junior Ana Rosa Pimentel de Figueiredo Bruno Castelo Branco Haroldo Vieira de Moraes Junior João Orlando Ribeiro Gonçalves Liana Maria Vieira de Oliveira Ventura Marcelo Palis Ventura Maria Cristina Nishiwaki Dantas Rodrigo Jorge Assessores Raul Nunes Galvarro Vianna Ana Maria Noriega Petrilli Conselho Brasileiro de Oftalmologia Diretoria ( ) Presidente Paulo Augusto de Arruda Mello Vice-Presidente Marco Antonio Rey de Faria Secretário Geral Nilo Holzchuh 1 Secretário Fabiola Mansur de Carvalho 2 Tesoureiro Mauro Nishi

3 Apresentação O convite do Prof. Paulo Augusto de Arruda Mello para coordenar a Comissão de Ensino, há dois anos, foi recebido com muita responsabilidade, pois a Comissão de Ensino do CBO, nos últimos anos, sob sua liderança, avançou muito e trouxe nossa especialidade a um dos patamares mais altos da Medicina brasileira. Aceitamos com a ideia de investir em gente mais jovem e com grande liderança e capacidade de trabalho e, assim, foi constituída a atual Comissão do Conselho Brasileiro de Oftalmologia que vem trabalhando com muita eficiência e dedicação. Está de parabéns a Oftalmologia brasileira, o nosso Conselho e, principalmente, a Dra. Liana Ventura por este Censo que será muito útil no planejamento das atividades de ensino do CBO para divulgar a nossa Oftalmologia internacionalmente. Prof. Dr. Rubens Belfort Junior Coordenador da Comissão de Ensino O Censo Ensino é fruto de parte das atividades de toda a Comissão de Ensino, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, e existe graças à liderança e ao longo trabalho realizado pela Dra. Liana Ventura, uma das grandes líderes da nossa Oftalmologia atual pelo seu dinamismo, capacidade profissional, envolvimento com outras áreas da Medicina e, principalmente, no que diz respeito ao ensino e participação social. Liderou toda a Oftalmologia brasileira e os coordenadores dos Cursos de Especialização do CBO na realização de simpósios regionais e, em seguida, na elaboração detalhada deste Censo. Traz a cooperação do Dr. Bruno Castelo Branco que, há anos, se dedica à Comissão de Ensino, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, inclusive com a elaboração de instrumentos objetivos de avaliação e também da especializanda Dra. Camila Ventura, que mostrou a importância de albergarmos indivíduos das próximas gerações, investindo e recebendo deles a energia e a criatividade. 3

4 4 Introdução A Comissão de Ensino do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) sente-se honrada em poder oferecer esta publicação com importantes informações fornecidas pelos coordenadores de Cursos de Especialização em Oftalmologia, credenciados pelo CBO. Esta descrição sistemática dos dados coletados de cada serviço deve ser levada aos gestores de educação e saúde do Brasil para alicerçar o fomento a um plano nacional, objetivando melhores condições nos serviços que oferecem cursos de especialização em Oftalmologia do país. É um desafio verificar o panorama destes serviços, já que cada um deles sofre influência de acordo com a conjuntura política, socioeconômica nacional, regional e institucional em que está inserido. Considerando a importância deste tema, a Comissão de Ensino do CBO reuniu esforços para desenvolver o Censo Ensino, destinado aos interessados no ensino da Oftalmologia, gestores de educação e saúde, médicos oftalmologistas e ao público em geral. Apresentamos, nesta publicação, os resultados da pesquisa realizada pelo CBO sobre as características de cada Curso quanto ao credenciamento simultâneo, ou não, com o Ministério de Educação (MEC); presença de grade nuclear programática curricular; processo seletivo; avaliação do aluno e do docente; infraestrutura; recursos humanos; oferta de curso de fellow nas diversas subespecialidades da Oftalmologia 1. A segunda fonte de dados foi o material coletado nos Fóruns de Ensino realizados em cada região do país, que contou com a participação da diretoria do CBO, representantes da Comissão de Ensino e dos coordenadores de cada serviço. Foram apresentados os principais pontos positivos e negativos de cada instituição que repercutem na qualidade dos cursos. Alguns serviços enviaram estas informações por ou fax para o CBO. A terceira fonte de dados deste Censo foi as informações do instrumental de avaliação da Comissão de Ensino do CBO, encaminhadas pelos Cursos de Especialização em Oftalmologia para o recredenciamento do Curso. A importância do tema é inconteste tendo em vista que o ensino da Oftalmologia é de fundamental interesse para toda a nação. Mais uma vez, o CBO cumpre seu papel na sociedade. Agradecemos ao Prof. Dr. Paulo Augusto de Arruda Mello, Presidente do CBO, pela oportunidade e confiança. Uma homenagem e agradecimento especiais devem ser feitos ao Dr. Bruno Castelo Branco, por ter elaborado os instrumentais de avaliação com apoio da diretoria do CBO, do CDG e da própria Comissão de Ensino do CBO. Agradecemos a todos os coordenadores de cursos credenciados pelo CBO por terem fornecido os dados que refletem a realidade de seus serviços; à toda equipe do CBO, que dedicou tempo e esforço necessários para coletar os dados e execução deste Censo; à equipe da Fundação Altino Ventura e do Hospital de Olhos de Pernambuco, por ter participado ativamente na alimentação dos dados e elaboração deste Censo. Liana Vieira de Oliveira Ventura Cols: Rubens Belfort Junior Bruno Castelo Branco Camila Vieira de Oliveira C. Ventura

5 Prefácio A Oftalmologia é uma especialidade que requer conhecimentos técnico-científicos específicos, necessita atender pacientes de todas as faixas etárias e com distintos perfis socioeconômicos 2. Diante dos avanços tecnológicos da Oftalmologia contemporânea, aliado ao acesso globalizado ao conhecimento da especialidade, quando as bibliotecas virtuais permitem levar o conhecimento às áreas mais remotas do mundo, fazse necessário a adequação curricular e da infraestrutura dos serviços responsáveis pelos cursos de pós-graduação, aliada à busca de uma medicina humanizada e ética 2-4. O CBO, ao longo de seus 70 anos de existência tem procurado introduzir e aprofundar a utilização de ferramentas de ensino facilitadoras na construção do conhecimento, com adequação à realidade dos Cursos de Especialização em Oftalmologia, credenciados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia 5. É notória a discrepância da distribuição geográfica dos cursos de especialização, sendo este desequilíbrio também evidenciado quanto à distribuição do número de oftalmologistas, de acordo com o Censo de 2011 realizado pelo CBO 6. Existe também uma importante diversidade na qualidade do ensino oferecida pelos Cursos, que sofre variação de acordo com o perfil institucional, conjuntura política e condição sócioeconômica regional e nacional. Estas informações possibilitarão nortear políticas públicas estratégicas de investimento nas instituições públicas, filantrópicas ou privadas, responsáveis pela formação de profissionais médicos oftalmologistas de todo o país. A Diretoria do CBO e a Comissão de Ensino, neste momento, agradecem a confiança e a valiosa contribuição de todos os coordenadores de Cursos de Especialização credenciados pelo CBO, sem os quais seria impossível a coleta de dados tão importantes. Estes dados respaldam pleitos aos poderes públicos, que possibilitarão suprir as carências de cada serviço para o adequado ensino da Oftalmologia. Paulo Augusto de Arruda Mello Presidente do Conselho Brasileiro de Oftalmologia A diretoria do CBO, através da Comissão de Ensino, decidiu fazer Fóruns de Ensino em cada região do Brasil, onde foram incluídos temas pertinentes à melhoria do ensino da Oftalmologia, desde a seleção do aluno ingressante, como a implementação de currículo mínimo padronizado, avaliação do serviço (avaliação 3600), biblioteca virtual, treinamento cirúrgico virtual e com wet lab e com discussões sobre as principais barreiras e soluções para o ensino da Oftalmologia no país 1. A publicação do Censo Ensino apresenta também os principais dados coletados nos Fóruns. 5

6 ÍNDICE 6 Resumo Introdução Fóruns de Ensino Características dos Cursos de Especialização em Oftalmologia do Brasil Aspectos positivos e negativos dos serviços credenciados pelo CBO Estratégias Instrumental de Avaliação Perspectivas Referências Bibliográficas

7 Capítulo Resumo

8 Resumo Este Censo Ensino tem como objetivo realizar dentre os Cursos de Especialização, credenciados pelo CBO, o diagnóstico situacional do ensino da Oftalmologia no país. Os dados coletados tiveram como fonte: 1. Fóruns de Ensino realizados regionalmente; 2. Enquete realizada com os coordenadores dos Cursos de Especialização, quanto às características, aspectos positivos e negativos de cada serviço e sugestões de estratégias a serem adotadas para melhoria das condições do ensino no país; 3. Dados obtidos através do Instrumental de Avaliação que foi utilizado pelo CBO para recredenciamento dos Cursos. Verificou-se que existe variação do perfil de cada instituição de ensino, em cada região e, até mesmo, dentro da mesma região. Algumas instituições são vinculadas a órgãos públicos, outras a filantrópicas e até mesmo a entidades privadas. Todos os serviços são credenciados pelo CBO, sendo que 70% são credenciados simultaneamente pela Comissão Nacional de Residência Médica / Ministério de Educação (MEC). Um dado muito positivo é que existe elevada motivação dos serviços na construção e na transmissão do conhecimento em Oftalmologia. Não existe desinteresse em aprender por parte dos especializandos. Cada Curso de Especialização funciona como centro multiplicador, formando pós-graduandos de todo país, suprindo em parte as necessidades deste Brasil de dimensões territoriais com tanta diversidade socioeconômica. 8 Há escassez de serviços credenciados para o ensino de Oftalmologia em algumas áreas do país, tais como as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, diminuindo o número de oftalmologistas que permanecem na região para exercer a profissão após o término do curso de especialização.

9 A maioria dos serviços possui grade nuclear formal e realiza seleção dos seus alunos através de testes e avaliação curricular. A avaliação dos alunos é feita em 100% dos serviços, porém a dos docentes só é feita em 40%. Foi ressaltada carência de wet labs nas regiões Sul, Norte e Nordeste; escassez de equipamentos foi referida por alguns serviços em todas as regiões do país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A oferta do curso de extensão (fellow) é feita por 70% dos serviços, entretanto existe escassez nas áreas de Oftalmologia pediátrica, uveítes e neuroftalmologia. O estímulo ao uso da ferramenta de biblioteca online é uma estratégia adequada no sentido de estimular uma educação continuada mesmo à distância. O Instrumental de Avaliação elaborado pelo CBO, cujos dados podem ser analisados neste documento, juntamente com 29 vistorias realizadas nos serviços, permitiram a homologação em fevereiro de 2011, pelo Conselho Deliberativo do CBO, do credenciamento de 13 novos serviços e a ampliação de vagas em cinco Cursos de Especialização já credenciados. A análise destes dados permitirá aos gestores públicos elaborar estratégias visando minimizar as dificuldades encontradas pelos diretores de serviços, para o cumprimento de suas atribuições quanto ao ensino da Oftalmologia, em curso de pós-graduação lato sensu. 9

10 Capítulo Introdução

11 Introdução O ensino da Oftalmologia em todo o mundo tem exigido a utilização de ferramentas inovadoras e ousadas sem dispensar a supervisão de experientes mestres competentes, habilidosos e atualizados 3,4,7. A oferta de infraestrutura adequada, aliada a docentes comprometidos na construção e transmissão do conhecimento, pode levar a uma nova geração de profissionais com competências e capacidade resolutiva quanto à saúde ocular do país, preparados para enfrentarem os desafios da vida moderna 2,7,8. O avanço tecnológico, a renovação dos costumes e do comportamento e as perspectivas do mercado de trabalho exigem profundas alterações no ensino da Oftalmologia 9. Precisamos adotar uma estratégia de ensino que seja atualizada e adequada à realidade brasileira, que venha atender aos anseios da sociedade carente de serviços especializados dotados com oftalmologistas qualificados 2,5. Este Censo Ensino sumariza os dados obtidos por meio de importantes informações fornecidas pelos coordenadores de Cursos de Especialização em Oftalmologia, credenciados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, acerca da situação atual do ensino da Oftalmologia em seus respectivos serviços. O momento é oportuno para o lançamento de uma estratégia política que venha suprir as carências apontadas por este documento, tendo-se a consciência de que contribuiremos para fortalecer a base da pirâmide do conhecimento que gera a assistência oftalmológica adequada e resolutiva em um país francamente em crescimento. O ensino da Oftalmologia alicerçado na capacitação dos recursos humanos, e aliado ao uso de tecnologia de ponta em infraestrutura institucional adequada, é responsável pela força geradora e propulsora, fundamental para suprir as carências quanto à oferta de saúde ocular no país. 11

12 Capítulo Fóruns de Ensino

13 A experiência pioneira dos fóruns de ensino regionais Durante o ano de 2010, a Comissão de Ensino do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) promoveu quatro Fóruns, que reuniram coordenadores e preceptores dos cursos credenciados das diferentes regiões brasileiras. Foram realizados debates em relação aos desafios enfrentados pelos coordenadores dos serviços quanto ao ensino da Oftalmologia em suas instituições. Essas condições específicas constituíram a base para a discussão de soluções e para a troca de experiências entre instituições que atuam no mesmo espaço geográfico, social e cultural. Os Fóruns de Ensino realizados foram: 1) 21 de março - Com os representantes dos cursos das regiões Norte e Nordeste do país, como parte da programação do XVII Congresso Norte-Nordeste de Oftalmologia, em Aracaju; 2) 19 de junho - Com coordenadores e preceptores dos Cursos de Especialização credenciados pelo CBO no Estado de São Paulo, realizado durante o XVI Simpósio Internacional de Atualização em Oftalmologia, da Santa Casa de São Paulo; 3) 26 de junho - Com coordenadores e preceptores dos Cursos de Especialização credenciados pelo CBO dos Estados de Santa Catarina e Paraná, durante o 35º Congresso da Associação Paranaense de Oftalmologia; 4) 21 de agosto - Com coordenadores e perceptores dos Cursos de Especialização Credenciados pelo CBO nos Estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Embora destinados a discutir as condições e os problemas locais enfrentados para o ensino da especialidade, os fóruns tiveram estrutura comum, a partir da qual os debates se desenvolveram. A primeira fase de cada encontro foi dedicada à análise dos aspectos favoráveis e dificuldades dos Cursos de Especialização em Oftalmologia da região e, o currículo mínimo que necessita ser implantado em todas as instituições credenciadas pelo CBO. 13

14 A partir das primeiras apresentações, os debates evoluíram para os processos de seleção e avaliação dos alunos, o papel dos educadores, as barreiras e obstáculos enfrentados em cada serviço e os modos de superá-los. Parte significativa de cada encontro foi dedicada ao estudo, difusão e discussão das novas ferramentas para a difusão do conhecimento através da internet e às potencialidades e limitações de tais modalidades de ensino. Entre os pontos debatidos em todas as ocasiões, estiveram a possibilidade de implantação da avaliação seriada dos alunos dos diferentes cursos de especialização, a elaboração de um programa curricular mínimo para cada subespecialidade e a utilização da produção científica dos alunos na contagem de pontos para a obtenção do Título de Especialista em Oftalmologia. A coordenação geral da iniciativa foi compartilhada entre Rubens Belfort Junior (Coordenador da Comissão de Ensino) e Liana Ventura (Coordenadora do Curso de Especialização em Oftalmologia da Fundação Altino Ventura, do Recife, PE). A coordenação do Fórum de Ensino, que reuniu os Cursos do Estado de São Paulo, também contou com a colaboração de Maria Cristina Nishiwaki Dantas (Coordenadora do Curso de Especialização do Departamento de Oftalmologia da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP) e a coordenação do Fórum de Ensino de Curitiba contou com a parceria de Fernando César Abib e Hamilton Moreira (Presidente do CBO - gestão 2007/09). Finalmente, a coordenação do encontro do Rio de Janeiro contou com a participação dos integrantes da Comissão de Ensino, Haroldo Vieira Moraes Júnior, Marcelo Palis Ventura e Raul Nunes Galvarro Vianna. 14 Para Rubens Belfort Junior, o grande resultado dos Fóruns de Ensino, organizados pela Comissão de Ensino, em 2010, foi a possibilidade de discutir os pontos positivos e negativos existentes nos Cursos de Especialização em cada região do país e o ideal a ser alcançado com a ajuda de todos. As sugestões, recomendações e propostas foram alinhadas para estudo, aprimoramento e execução e todos os participantes concordaram que a iniciativa contribuiu para o aprimoramento do ensino da Oftalmologia no Brasil.

15 O saldo foi extremamente positivo, pois as discussões atingiram um grau de profundidade e a troca de experiências foi tão abrangente que cada instituição pode enxergar seus problemas de uma nova forma. A Comissão de Ensino pode ter novos aportes para colaborar com o aprimoramento dos cursos e do ensino da especialidade, concluiu Liana Ventura. Fórum de Ensino: XVII Congresso N/NE de Oftalmologia Fórum de Ensino: XVI Simpósio Internacional de Atualização em Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo. Fórum de Ensino: Programas de Especialização dos Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. 15

16 Capítulo Características dos Cursos de Especialização em Oftalmologia do Brasil

17 Características dos cursos de especialização em Oftalmologia do Brasil Serviços credenciados pelo CBO e respectivos coordenadores (2010) REGIÕES NORTE-NORDESTE Região UF Serviço Norte AM BA Inst. de Oftalmologia Oculistas Associados de Manaus Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública- IBOPC Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia - BA Coordenador (a) Dr. (a) Claudio C. Chaves Regina H. R. Pinheiro Roberto L. Marback Nordeste CE Clínica Oftalmológica do Hospital Geral de Fortaleza Fundação Leiria de Andrade Marineuza Rocha Memória Leiria de Andrade Neto PE Fundação Altino Ventura Universidade Federal de PE Liana Mª O. Ventura Fernando P. Paiva PI Universidade Federal do PI João Batista Lopes Fº RN Universidade Federal do RN (Hosp. Onofre Lopes) Carlos Alexandre de A. Garcia 17

18 REGIÃO CENTRO-OESTE Região UF Serviço Coordenador (a) Dr. (a) DF Hospital de Base do DF HBDF Procópio M. Santos Centro-Oeste GO Universidade Federal de GO Alan Ricardo Rassi MS Soc. Beneficente Santa Casa de Campo Grande Beogival W. L. Santos REGIÃO SUDESTE Região UF Serviço Universidade Federal de MG Coordenador (a) Dr. (a) Roberto Márcio Teixeira 18 Sudeste MG Fac. Ciências Médicas Minas Gerais - Santa Casa de BH Inst. de Estudos e Pesquisa Centro Oftalmo. Minas Gerais Fac. Med. Triângulo Mineiro João Agostini Netto Paulo Peret Hélia S. Angotti

19 Univ. Est. Rio de Janeiro Ricardo L. de A. Neves RJ CEPOA Serv. Oftalmo. Instituto Benjamin Constant Hospital dos Servidores do Estado Fac. Med. da Universidade Federal Fluminense Universidade Federal do RJ Fundão Luiz A. Molina Mônica Abelardo S. Couto Jr. Gilberto dos Passos Marcelo Palis Ventura Haroldo V. de Moraes Jr. Hospital da Piedade Yoshifumi Yamane Hospital da Lagoa Roberli H. B. Pinto Hospital Geral de Bonsucesso Arlindo J. F. Portes Policlínica de Botafogo Morizot Leite Filho 19

20 SP Fac. de Med. da Univ. de São Paulo FMUSP Univ. Fed. de S. Paulo UNIFESP EPM Fac. de Ciências Méd. da Santa Casa SP Hospital do Serviço Público Estadual de SP Fac. de Med. Ribeirão Preto USP Ribeirão Preto Inst. Dr. João Penido Burnier Univ. Estadual de Campinas UNICAMP Fac. de Med. de Jundiaí Universidade Estadual Paulista - UNESP Fac. de Med. Fundação Univ. do ABC Fac. de Medicina de Marília FAMEMA Univ. de Santo Amaro UNISA Univ. de Mogi das Cruzes UMC Milton Ruiz Alves Wallace Chamon Maria Cristina N. Dantas Pedro D. Serracarbassa Jayter Silva de Paula Elvira B. Abreu Carlos E. L. Arieta Marta B. C. de F. Sartori Amelia Kamegasawa José Ricardo C. L. Rehder José Augusto A. Ottaiano Silvia P. S. Kitadai Ana Maria N. Petrilli 20 Hospital Oftalmológico de Sorocaba Inst. CEMA de Oftalmo.e Otorrino. Luciene Barbosa de Souza José Carlos E. Carani

21 REGIÃO SUL Região UF Serviço Fac. Evangélica Med. do Paraná Coordenador (a) Dr. (a) Carlos Augusto Moreira PR Fac. Med. Univ. Federal do Paraná Hospital de Olhos do Paraná Ana Tereza R. Moreira Hamilton Moreira Univ. Estadual de Londrina Gerson J. A. Lopes Sul Univ. Federal Rio Grande do Sul Jacó Lavinsky RS Instituto Oft. Prof. Ivo Correa Meyer Santa Casa de Porto Alegre Manuel Augusto Vilela Alexandre S. Marcon Hosp. Bco. de Olhos de Porto Alegre João Borges Fortes Fº SC Hosp. Reg. São José Luis Cesar Q. Galvão 21

22 Distribuição dos serviços por região de acordo com o credenciamento - CBO ou MEC/CBO (2010) CBO MEC/CBO 24 (83%) 3 (17%) (33%) (25%) (0%) 0 (0%) 6 (67%) 6 3 (75%) (100%) 1 (100%) 22 SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE

23 Distribuição dos serviços por região de acordo com a presença de grade curricular nuclear, processo seletivo e avaliação do aluno/docente G. curricular Seleção teste Seleção currículo Avalição aluno Avaliação docente SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE (100%) 3 (100%) 8 (100%) (100%) 8 (100%) 3 (100%) 7 (88%) (100%) 9 (100%) (67%) 7 (10%) (88%) 7 (78%) (100%) 8 (100%) (100%) 3 (34%) 1 (33%) (13%) (100%) 11 (38%) (100%) (97%) (93%) (97%) 23

24 Distribuição dos serviços por região de acordo com a infraestrutura e recursos humanos Wet lab Carência equipamento Carência docente Desinteresse aluno (90%) (41%) 12 (41%) (34%) 3 (100%) 5 (55%) 3 0 (0%) 4 (45%) (34%) (13%) (100%) (45%) 4 2 (67%) 1 (13%) (0%) 0 4 (45%) (0%) 1 (34%) 1 (13%) (0%) SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE

25 Distribuição dos serviços por região de acordo com a infraestrutura e recursos humanos SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE 0 7 (78%) 2 (67%) 3 (38%) (0%) 23 (79%) Fellow SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE 0 2 (22%) 1 (34%) 1 (13%) (0%) 12 (41%) Uveíte SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE 0 0 (0%) 1 (34%) 1 (13%) (0%) 8 (28%) Seg. anterior SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE (67%) 2 (25%) (0%) (67%) 18 (62%) Neuroftalmo SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE (67%) 2 (25%) (0%) (87%) 21 (72%) Oftalmopediatria 25

26 SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE (17%) 5 (34%) 1 (13%) 1 (0%) 0 Seg. posteriror (0%) 0 SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE (41%) 12 (34%) 1 (25%) 2 (0%) 0 (34%) 3 SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE (66%) 19 (34%) 1 (25%) 2 (0%) 0 (55%) 5 SUL SUDESTE CENTRO-OESTE NORDESTE NORTE (62%) 18 (34%) 1 (38%) 3 (0%) 0 (55%) 5 Glaucoma Plástica ocular Estrabismo 26

27 Capítulo Aspectos positivos e negativos dos serviços credenciados pelo CBO

28 Aspectos positivos e negativos dos serviços credenciados pelo CBO REGÕES NORTE-NORDESTE Instituição Positivos Negativos Instituto de Olhos de Manaus - AM 1. Único na região Norte. 2. Incentiva interiorização da Oftalmologia. 3. Contribui para a saúde ocular da população. 1. Alunos egressos provêm de universidades de currículo pobre. 2. Carência de docentes em todas as subespecialidades. 3. Desequilíbrio em relação aos outros cursos de Oftalmologia do país. 4. Não oferece curso básico de Oftalmologia. 1. Serviço bem estruturado e organizado. 1. Falta de departamento de tumores oculares. 2. Acesso à moderna aparelhagem oftalmológica. 2. Número reduzido de transplantes de córnea. 28 Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - IBOPC - BA 3. Proporção especializando/preceptores acima do exigido pelas normas de ensino. 4. Treinamento cirúrgico dos especializandos em catarata. 5. Treinamento dos especializandos em refração. 3. Ausência de realização de cirurgias refrativas no próprio serviço. 4. Número reduzido de urgência oftalmológica. 5. Pequena produção científica e publicação.

29 Fundação Leiria de Andrade - CE 1. Elevado volume clínico-cirúrgico. 2. Estrutura física adequada. 3. Aulas teóricas. 1. Carência de docentes. 2. Docentes pouco envolvidos. 3. Preceptoria insuficiente. Hospital Geral de Fortaleza - CE 1. Apresenta instalações novas. 2. Novos equipamentos. 3. Preceptores capacitados e comprometidos. 4. Grande volume de pacientes. 5. Faz parte de um hospital geral. 1. Ausência de alguns departamentos (Lente de Contato, Órbita, Uveítes, Neuroftalmologia). 2. Escassez de número de mestres e doutores. 3. Descompromisso de alguns especializandos. 4. Demora na solução de alguns problemas pela burocracia do serviço público. 5. Pessoal insuficiente para um bom suporte cirúrgico. Universidade Federal de Pernambuco (Hospital das Clínicas) - PE 1. Intercâmbio multidisciplinar por ser hospital universitário. 2. Oferece pós-graduação stricto sensu e lato sensu. 3. Conta com professores voluntários além dos contratados. 1. Ausência de alguns departamentos (Lente de Contato, Órbita, Uveítes, Neuroftalmologia). 2. Escassez de número de mestres e doutores. 3. Descompromisso de alguns especializandos. 4. Demora na solução de alguns problemas pela burocracia do serviço público. 5. Pessoal insuficiente para um bom suporte cirúrgico. 29

30 30 Fundação Altino Ventura - PE Universidade Federal do Piauí - PI Universidade do Rio Grande do Norte (Hospital Onofre Lopes) - RN 1 Procedimentos de alta complexidade e tecnologia de ponta em todas as subespecialidades. 2. Grande volume de procedimentos clínicocirúrgicos. 3. Motivação da equipe. 4. Incentivo à produção científica. 5. Equipe multidisciplinar. 6. Oferece curso de fellow em todas as subespecialidades. 1. Professores e preceptores com bom relacionamento com especializandos. 2. Reuniões científicas semanais e de boa qualidade. 3. Treinamento cirúrgico adequado. 4. Qualificação dos docentes. 5. Serviço de urgência satisfatório. 1. Aulas ou seminários de segunda a sábado. 2. Novos médicos contratados pela Secretaria de Saúde Estadual ou Municipal à disposição do serviço. 3. Centro cirúrgico próprio do serviço. 1. Dificuldade dos oftalmologistas realizarem cursos de pós-graduação stricto sensu. 2. Área física (imóveis alugados). 3. Carência de departamento de Patologia Ocular e laboratório de Doenças Externas Oculares. 1. Carência de equipamentos (OCT, retinógrafo, Yag Laser e topógrafo). 2. Preceptoria presencial insuficiente. 3. Aulas teóricas e práticas deficientes. 4. Pouca exigência das atividades aos especializandos e preceptores. 5. Ausência de departamentos de Lente de Contato, Cirurgia Refrativa e Uveíte. 1. Falta aquisição de novas tecnologias. 2. Falta na manutenção dos equipamentos. 3. Total dependência financeira da gestão hospitalar. 4. Relação desgastante com direção do hospital (há 18 anos o mesmo diretor). 5. Falta renovação de docentes e médicos.

31 REGIÃO CENTRO-OESTE Instituição Positivos Negativos Hospital de Base do Distrito Federal - DF 1. Volume adequado de pacientes clínico-cirúrgicos. 2. Oportunidade de discussões/aulas diárias, com preceptores de diferentes áreas. 3. Diversidade de patologias. 1. Depende da estrutura de um serviço público. 2. Dependente de insumos, recursos humanos. 3. Algumas limitações físicas. Universidade Federal de Goiás - GO 1. Alto nível do corpo discente/docente. 2. Instalações físicas e todos os equipamentos necessários para prática da Oftalmologia geral e todas subespecialidades. 3. Grande volume de pacientes de patologias diversificadas, procedentes não só da região do Centro-Oeste, mas da região Norte. 4. Ligação com a UFGO, facilitando o desenvolvimento de pesquisa clínica e experimental. 5. Grande número de voluntariado. 1. Dificuldade de realização de licitações para aquisição de insumo e equipamentos. 2. Dificuldade na manutenção de equipamentos. 3. Dificuldade de contratar pessoal técnico administrativo. 4. Dificuldade burocrática de atendimento de pacientes fora da rede municipal/estadual de pactuação. 5. Número de alunos inferior ao planejamento estratégico. Soc. Beneficente Sta Casa de Campo Grande - MS 1. Serviço tem credibilidade. 2. Biblioteca conta com coleções do CBO. 3. Apoio ao ensino através do ICO. 4. Participação em congressos do CBO. 5. Alunos realizam a prova para título de especialista no CBO. 1. Pouco incentivo aos docentes. 2. Necessidade do curso de FACO do CBO. 3. Falta de cobrança de CBO ao Ministério da Saúde. 4. Deveria contar como pontos na validação do título. 31

32 REGIÃO SUDESTE Instituição Positivos Negativos 32 F. M. U. Federal de Minas Gerais - MG Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais - MG 1. Alunos do curso de especialização de elevado nível, aprovados por concurso. 2. Volume de procedimentos clínico-cirúrgicos. 3. Dispõe de todas as subespecialidades da Oftalmologia. 4. Urgência 24h. 5. Apoio institucional da Faculdade de Medicina/ Hospital das Clínicas UFMG. 1. Preceptoria contratada, há vários anos na parte ambulatorial e cirúrgica do curso. 2. Oferta de curso de fellow em todas as áreas de subespecialidades oftalmológicas. 3. Equipamentos e aparelhagens atualizados e satisfatórios. 4. Atendimento de urgências e emergências 24 horas. 5. Seguimento dos casos clínicos ou cirúrgicos pelos alunos com supervisão das subespecialidades. 1. Carência de renovação material e humana deficiente, sucateamento. 2. Resistência a mudanças, práticas arraigadas às vezes inoperantes, direitos adquiridos. 3. Dificuldade de planejamento global de toda a instituição. 4. Burocracia e inoperância de instituição pública (editais, licitações, greves, remuneração, etc.) 5. Dificuldades de relacionamento com gestor municipal do SUS/Vigilância Sanitária/Promotoria de Justiça, etc. 1. Carência de estruturação do departamento de Visão Subnormal. 2. Espaço físico insuficiente. 3. Burocracia do SUS (Secretaria Municipal Saúde) para agendamento de procedimentos. 4. Excesso de atendimento de urgências por falta de outros serviços credenciados para atendimento do SUS. 5. Excesso de exigências por parte do CBO (correspondência e normas).

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