III Congreso Internacional Red Pilares

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1 III Congreso Internacional Red Pilares La Administración y los Estudios Organizacionales en el Contexto Latinoamericano Porto Alegre y São Leopoldo, Brasil Agosto 26 al 29 de 2014 Living Labs Como Sistemas Vagamente Acoplados Silvio Bitencourt da Silva Cláudia Cristina Bitencourt Luiz Paulo Bignetti Resumo: Neste estudo se busca aumentar a compreensão das redes de inovação como sistemas vagamente acoplados e, neste caso, particularmente as redes de inovação aberta e centradas no usário denominadas de living labs (laboratórios vivos, em português). Com este objetivo se analisa empiricamente, por meio de um estudo de caso em profundidade o Living Lab Habitat de Vitória Espírito Santo, Brasil contrastando sistemas de acoplamento vago com sistemas que são mais firmes por natureza, por meio da observação de quatro aspectos dos sistemas que os tornam fortemente acoplados: definição de regars, concordância dos membros da organização com as regras definidas, definição de resultados a partir das regras e existência de um sistema para determinar se os resultados foram alcançados e a existência de um circuito de retroalimentação que comunica o desempenho do processo. A pesquisa está sustentada em uma revisão da literatura sobre living labs e loosely coupled systems (sistemas vagamente acoplados, em português). Especificamente, se discute que redes de inovação aos serem compreendidas como vagamente acopladas podem não ser controláveis no sentido tradicional da gestão. Em vez disso, podem exigir uma forma de coordenação discreta com vistas a promover mudanças nos elementos da rede, incluindo a sua adição, remoção, redefinição, reconfiguração, alteração de características e reorganização na forma como os elementos estão interligados. Os resultados sugerem que os mecanismos de controle neste caso emergem da posição central do living lab na estrutura da rede que, ao usar sua proeminência e poder de realização por meio de uma influência discreta sobre a rede media a interação e colaboração mútua entre os diversos atores na integração dos recursos e capacidades dispersos na rede. Esta capacidade de um agente influenciar a evolução de uma rede por completo e que se destina a criar valor e extrair valor da rede, é reconhecida como orquestração de redes de inovação. Embora a abordagem de estudo de caso limita a possibilidade de fazer generalizações, os discernimentos obtidos em profundidade fornecem conhecimentos valiosos sobre a forma de gestão dos living labs como redes de inovação sob a perspectiva de sistemas vagamente acoplados. Palavras-chave: redes, inovação, living labs e sistemas vagamente acompados (loosely coupled systems) 1

2 1. INTRODUÇÃO Em particular, os living labs compreendidos como redes de inovação aberta e centrada no usuário tem como potencial inovativo suas novas configurações sociais para a organização da inovação. Nestas redes a inovação ocorre por meio da participação de atores heterogêneos em regiões físicas ou realidades virtuais, ou espaços de interação, operando muitas vezes em um contexto territorial (por exemplo, cidade, aglomeração, região). Em essência, tratam-se de ambientes estruturados em uma rede constituída por atores da sociedade civil, autonomamente ou em parceria com o poder público, a academia e a iniciativa privada, atuando em conjunto com os usuários na co-criação e no desenvolvimento de novas soluções, novos serviços ou novos modelos de negócios sustentáveis (Silva&Bignetti, 2012). À medida que a popularidade e o interesse sobre living labs estão crescendo (Borchardt&Santos, 2014) no âmbito do paradigma da inovação aberta, o novo fenômeno apresenta mais desafios teóricos e empíricos a serem considerados para acadêmicos e gestores. Dentre os temas de pesquisa sobre living labs enlencados com o objetivo de avançar o estado da arte deste campo de estudo destaca-se a compreensão da forma de coordenação das ações inovativas projetadas e desenvolvidas nas redes de de inovação reconhecidas como living labs. Neste contexto, algumas redes de inovação podem ser vistas como coalisões vagamente acopladas de acordo com Dhanaraj&Parkhe (2006). A ideia de redes de inovação como um sistema vagamente acoplado é apresentada por Freeman (1991) que as distingue de outros tipos de redes ao retomar as proposições de Imai&Baba (1989) que definem as redes de inovação como um arranjo institucional básico para lidar com a inovação sistêmica. Empiricamente são organizações vagamente acopladas e que incluem joint ventures, acordos de licenciamento, contratos de gestão, sub-contratação, produção compartilha e colaboração em P&D. De fato, entender os mecanismos pelos quais os living labs se ligam aos diferentes atores e promovem ações inovativas se mostra como um objetivo de relevância em pesquisas no âmbito acadêmico. No entanto, há poucas publicações sobre living labs no Brasil até recentemente, em função de se ser um campo emergente de estudo no campo da inovação. Entre elas, podemos destacar, sendo em sua maioria trabalhos apresentados em eventos e que ainda não alcançaram os periódicos nacionais, o estudo de Garone&Pinto (2011), Cardoso et al. (2011), Silva (2012a), Silva & Bignetti (2012), Silva (2012b), Lara et al. (2013), Silva & Bignetti (2013), Pinto&Fonseca (2013a), Pinto& Fonseca (2013b), Silva (2013), Oliari et al. (2014) e Silva (2014). No Brasil, principalmente, o movimento dos living labs, iniciado em 2009 envolve treze membros brasileiros reconhecidos pela ENoLL (European Network of Living Labs, Rede Européia de Living Labs no português), uma comunidade de living labs, estruturada como uma associação, que procura fomentar a inovação de forma sistemática, por meio do apoio a pesquisa, desenvolvimento e inovação co-criativa, centrada no ser humano e orientada para o usuário. Todo o quadro acima tende a valorizar situações de pesquisa em que se estuda os living labs e nos conduz, então, ao objetivo de pesquisa: como um living lab se caracteriza de acordo com a ideia de um sistema vagamente acoplado? Para responder à questão de pesquisa, será utilizado o referencial sobre orquestração de redes de inovação necessário para a compreensão dos sistemas vagamente acoplados, além dos que permitirão o entendimento dos living labs como um tipo particular de rede. Além dessa introdução, o texto contempla mais seis seções: a segunda expõe a fundamentação teórica utilizada para embasar a investigação; a terceira trata da metodologia 2

3 adotada; a quarta sobre o caso em questão, a quinta refere-se aos resultados e discussão do estudo; na seção seis são apresentadas as conclusões que oferecem ao campo sugestões para desenvolvimento e debate e, na seção sete, as referências utilizadas. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Living labs A ideia de um living lab ( laboratório vivo, em português) pode ser relacionada inicialmente ao trabalho de Knight em 1749, que descreve "as condições do corpo humano como um ambiente para experiências" e, posteriormente em 1956, quando ao cunhar pela primeira vez o termo grupos focais o Dr. Ernst Dichter os chamou living labs (Fulgencio, Le Febre, & Katzy, 2012p4). O uso do termo living lab é resgatado por Følstad (2008) no trabalho de Lasher, Ives, e Jarvenpaa (1991) onde se discorre sobre uma abordagem para a promoção de parcerias com representantes de serviço das empresas na área de sistemas de gestão da informação. No trabalho de Abowd (1999) é identificada referência a um tipo de tecnologia desenvolvida para capturar uma experiência de uma situação educacional ao vivo e, em seguida, fornecer acesso aos usuários. Outra área onde living labs tem sido usado como um conceito é na realização de testes de novas tecnologias onde Markopoulos e Rauterberg (2000) a reconhecem como uma infra-estrutura de pesquisa planejada, que é fundamental para a pesquisa de interação usuário-sistema. Alguns autores (Eriksson et al., 2005; Galli, 2010) referem-se principalmente ao termo living lab como tendo sido cunhado em 1995 pelo Professor William Mitchell (MediaLab e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, MIT Boston), quando ele montou PlaceLab - um laboratório utilizado para observar os padrões de vida dos usuários de uma casa inteligente (ENoLLb, 2012). Na atualidade não há, entretanto, uma definição única para os living labs, porém é possível identificar três aspectos particularmente interessantes do conceito pois delineiam o processo de inovação a que se propõem executar. O primeiro refere-se aos contornos ao conceito de inovação aberta introduzida por Chesbrough (2003, 2006). O segundo, devido ao primeiro, de que a inovação será importante para criar valor para os usuários e para a sociedade, através da interação entre os vários atores na chamada co-criação de valor (Prahalad, Ramaswamy, 2004). A terceira derivada dos dois anteriores, em que um living lab é percebido como uma rede que integra inovação aberta e de investigação centrado no usuário onde, por meio de vínculos formais, informais e virtuais entre os atores, a inovação pode ocorrer de forma sinérgica e concentrada, enquanto que em redes de inovação tradicionais as percepções dos usuários são capturados e interpretados por especialistas em interações consideradas complexas (Almirall & Wareham, 2008; Dekkers, 2011; Lievens et al., 2011; Westerlund & Leminen, 2012; Leminen et al., 2012). Com base nos aspectos identificados, os livings labs definidos como redes de inovação aberta e centrada no usuário formam estruturas tipo hélice quádrupla e referem-se a novas configurações sociais para a organização da inovação que (Carayannis & Campbell, 2009; Arnkil et al., 2010; Dutilleul et al., 2010). Podem se apresentar por meio de quatro tipos diferentes, categorizados pelo ator que dirige as atividades de operação e de inovação da rede: (1) empresas que lançam e promovem living labs para desenvolver seus negócios; (2) atores do setor público, organizações nãogovernamentais e financiadores, tais como cidades, municípios ou organizações da área do desenvolvimento; (3) provedores, tais como organizações de desenvolvedores, instituições de ensino, universidades ou consultores; e (4) comunidades de usuários (Leminen et al., 2012). Constituem-se em plataformas para a promoção da inovação aberta e centrada no usuário que ocorre por meio da constituição de uma rede de atores heterogêneos que formam 3

4 parcerias-pessoais-público-privadas (4Ps) compreendidas como regiões físicas ou realidades virtuais, ou espaços de interação, operando muitas vezes em um contexto territorial (por exemplo, cidade, aglomeração, região) nos quais se combinam motivações individuais e compartilhadas, elevado grau de abertura e participação do usuário (Bilgram et al., 2008, Westerlund & Leminen, 2011; Almirall & Wareham, 2011; Katzy, 2012; Nyström et al., 2013). Ao buscar a participação efetiva de usuários, os living labs seriam capazes de instigar o seu empoderamento, o que está relacionado à noção de inovação social, pois enquanto a inovação tecnológica é um componente crítico do crescimento econômico, a inovação social visa desenvolver e aplicar novas ideias para resolver os problemas e melhorar as condições sociais (Dawson & Daniel, 2010) gerando respostas aos crescentes desafios sociais, ambientais e demográficos, muitas vezes considerados insolúveis por conta do fracasso de soluções convencionais e dos paradigmas que permeiam as configurações institucionais em todos os três setores convencionais da sociedade (público, privado e sociedade civil) (Nicholls & Murdock, 2012) e assume importância na construção de capital social e na melhoria da qualidade de vida do ser humano (Elliott, 2013). Para entender os living labs como um sistema vagamente acoplado, é conduzida na seção seguinte uma revisão da literatura que analisa a ideia de acoplamento fraco visando identificar elementos que subsidiem a investigação destes tipos particulares de sistema empiricamente Living labs como sistemas vagamente acoplados Inicialmente, Glassman (1973) sugere que o grau de acoplamento é uma abstração útil para a compreensão da estabilidade de sistemas vivos o que, como metáfora, pode ser associado com palavra living (vivos, em português ) em living labs. Gumport & Sporn (1999) observam que o conceito de sistemas de acoplamento vago está associado na categoria mais ampla da Teoria dos Sistemas Abertos. No entanto, o artigo de Weick (1976) é comumente citado como seminal na discussão sobre as organizações como sistemas vagamente acoplados (Orton e Weick, 1990; Weick & Quinn, 1999; Pajak & Green, 2003). Weick (1976), seguindo as reflexões de Glassman (1973) e March & Olsen (1975) sugeriu que as organizações educacionais devem ser interpretadas como sistemas vagamente acoplados em substituição a ideia de um acoplamento firme entre seus elementos onde vagamente acoplado refere-se a uma situação em que os elementos são receptivos, mas mantêm a evidência de separação e identidade (Weick, 1976). Para ilustrar sua proposição adota uma forma peculiar de caracterização da organização educacional (Weick, 1976p.1) Imagine que você é ou o árbitro, treinador, jogador ou espectador em um jogo de futebol pouco convencional: o campo para o jogo é redondo; existem vários gols (traves) dispersos ao acaso em volta do campo; as pessoas podem entrar e sair do jogo sempre que quiser; eles podem atirar bolas quando quiserem; podem dizer "esse é o meu objetivo" sempre que desejarem, para qualquer número de gols; todo o jogo acontece em um campo inclinado; e o jogo acontece como se tudo fizesse sentido. Se você agora substituir neste exemplo diretores no lugar de árbitros, treinadores em substituição aos professores e os alunos como os jogadores, pais como expectadores e o ensino como o futebol, você tem uma representação igualmente não convencional das organizações educacionais. A beleza desta representação é que ela captura um conjunto diferente de realidades das organizações 4

5 educacionais que é diferente quando essas mesmas organizações são vistas através dos princípios da teoria burocrática. A representação acima procura contrastar a discussão de Weick (1976) contra as teorias racionais que cinham dominando a teoria organizacional durante 3 décadas. Estes modelos racionais compreendiam as organizações como tendo entradas e saídas rígidas. Esta visão simplista não funcionou para muitos tipos de organizações, incluindo as organizações educacionais. Contudo, Weick (1976) constata que não há falta de significados para a expressão acoplamento vago. Pesquisadores, neste sentido, afirma Weick (1976) deveriam ser claro em seus pensamentos sobre se eles estão estudando "acoplamento fraco" ou "sistemas de baixo acoplamento." A ideia de "acoplamento vago", simplesmente denota coisas que podem ser interligadas. Em sua essência, sistemas de acoplamento vago apresentam tanto vantagens como desvantagens como observado por Weick (1976). Uma das principais vantagens é que os sistemas de acoplamento vago permanecem isolados do meio ambiente. A unidade pode reagir a uma necessidade e, por conseguinte, funcionar como um mecanismo de detecção, enquanto que o resto do sistema mantém-se inalterado. Se uma alteração for encontrada e não for útil ou mesmo prejudicial para a unidade, todo o sistema não será danificado. Se a alteração encontrada for postiva ou eficaz, em seguida, a inovação pode ser comunicada através do sistema e adaptada por outras unidades. A desvantagem com sistemas de acoplamento vago é que eles podem ser ineficientes e demoram a mudar, devido à falta de ligações entre as unidades. A discussão foi aprofundada por Weick (1982), contrastando sistemas de acoplamento vago com sistemas que são mais firmes por natureza. Ele observou quatro aspectos dos sistemas que os tornam fortemente acoplados. Em primeiro lugar, as regras são definidas. Em segundo lugar, os membros da organização concordam com estas regras. Em terceiro lugar, os resultados são definidos a partir das regras e há um sistema para determinar se os resultados foram alcançados. Finalmente, um circuito de retroalimentação comunica o sucesso do processo. O sistema de acoplamento vago normalmente não dispõe de um ou mais desses aspectos. Seguindo nesta direção, Orton&Weick (1990) descrevem que, se não houver nenhuma resposta nem distinção, o sistema é não-acoplado. Se houver resposta, mas sem distinção, o sistema é firmemente acoplado. Se existe distinção, mas sem capacidade de resposta, o sistema está dissociado. Se há tanto distinção e capacidade de resposta, o sistema é de acoplamento vago. O fato de que de que as unidades do sistema estão ligadas e preservam algum grau de determinância é capturado na palavra acoplado e o fato de que também estão sujeitos a mudanças espontâneas e preservam algum grau de independência e indeterminância é capturada pela palavra vagamente, formando a expressão vagamente acoplado. A imagem resultante é um sistema que é ao mesmo tempo aberto e fechado, indeterminado e racional, espontâneo e deliberado (Orton&Weick, 1990p ). Normalmente, de acordo com Orton e Weick (1990) as aplicações do conceito de acoplamento vago são incorporadas em cinco vozes recorrentes de pesquisa: nexo de causalidade, tipologia, efeitos, compensações e resultados, sendo que cada uma tem uma tendência a afastar-se da interpretação dialética em direção a uma interpretação unidimensional, enfraquecendo assim o valor explicativo do conceito. Se o acoplamento vago for mantido como um conceito dialético pode iluminar respostas para várias questões organizacionais, tais como a definição de organização, a 5

6 medição e interpretação de sistemas e para entender a fluidez, a complexidade e construção social da estrutura organizacional (Orton&Weick, 1990). Uma das maneiras de representação de conceitos dialéticos é a tradução de variáveis bipolares para matrizes de duas variáveis como uma estratégia de valorização métrica e teórica (Bobko, 1985). Em vez de considerar essas construções como opostos bipolares, elas são consideradas como funções complementares que podem se manifestar em várias representações alternativas que indicam que tais questões focam nas inter-relações, não em fatos discretos. Nesta direção, a proposta de se apreender os living labs, um tipo particular de redes de inovação (aberta e centrada no usuário), como sistemas vagamente acoplados, pode ser sustentada pelas constatações de Provan (1983 p.85). Nelas se distingue certas redes como uma forma de coalizão onde os membros não atuam de forma independente, mas como representantes da rede como um todo, interagindo diretamente com os elementos do ambiente fora da rede constituída e uns com os outros com o objetivo de gerir sua interdependência. Dessa forma, procurando manter o conceito de acoplamento vago como um conceito dialético busca se aprofundar a discussão sobre os living labs como sistemas de acoplamento vagos contrastando sistemas de acoplamento vago com sistemas que são mais firmes por natureza como sugerido em (Weick, 1982) partindo do pressuposto de que sistemas de acoplamento vago normalmente não dispõe de um ou mais desses aspectos. 3. METODOLOGIA Dada a natureza indutiva e exploratória do foco deste estudo, optou-se por uma abordagem de estudo de caso para ilustrar os living labs como sistemas vagamente acoplados. Um estudo de caso é apropriado por duas razões. Em primeiro lugar, os estudos de caso oferecem flexibilidade quando se trata do uso de múltiplos métodos de coleta de dados para enriquecer os resultados da pesquisa (Yin, 2001). Em segundo lugar, estudos de caso tornam possível para os pesquisadores obter uma visão holística do fenômeno em estudo (Walsham, 1995). O objetivo foi de se obter um entendimento profundo dos quatro aspectos dos sistemas que os tornam fortemente acoplados: definição de regras, concordância dos membros da organização com as regras definidas, definição de resultados a partir das regras e existência de um sistema para determinar se os resultados foram alcançados e a existência de um circuito de retroalimentação que comunica o desempenho do processo para, em constraste, evidenciar os living labs como sistemas de acoplamento vago ao não dispor de um ou mais desses aspectos. No total, quatro entrevistas foram realizadas com os responsáveis pela coordenação do Living Lab Habitat, considerando aqueles que desemenham papel de liderança no LabTAR (uma entrevista) o subsistema responsável pela integração de todos os projetos do Living Lab, na ONG Associação Ateliê de Ideias (uma entrevista), organização que foi o núcleo de constituição do living lab, bem como frente as iniciativas em que sua atuação está baseada (duas entrevistas): Finanças Solidárias - Banco do Bem, Habitacionais - Bem Morar, Desenvolvimento Comunitário - Projeto Ecos do Bem e Fórum Bem Maior e Difusão de Tecnologias Sociais -Ateliê de Ideias. Para a realização das entrevistas, foi adotado, com base no referencial teórico antes exposto, um roteiro semi-estruturado cujas questões foram estruturadas de forma a estimular a discussão com os respondentes que se demonstraram dispostos a fornecer relevantes informações a partir de suas experiências. Em média, as entrevistas duraram uma hora e foram realizadas por meio de ligações telefônicas ou webconferência via skype. 6

7 Adicionalmente, com o objetivo de melhor situar o problema, buscou-se entender, a partir do uso da técnica de levantamento de dados secundários, as principais características dos living labs e do Living Lab Habitat de Vitória Espírito Santo, Brasil, objeto deste estudo de caso. Nessa etapa, foram coletados dados e informações da ENoLL em seu endereço eletrônico <http://www.openlivinglabs.eu> sobre living labs disponíveis em diferentes mídias e, ainda, particularmente no endereço eletrônico <http://www.labtar.net.br/site> e Fan Page no Facebook <https://www.facebook.com/labtar.ufes?fref=ts> do Laboratório de Tecnologias de Apoio a Redes de Colaboração LabTAR e, ainda, no endereço eletrônico <http://www.ateliedeideias.org.br>, e Fan Page no Facebook <www.facebook.com/pages/ateliê-de-idéias/ ?fref=ts> da ONG Associação Ateliê de Ideias, bem como as quatro iniciativas em que sua atuação está baseada: Finanças Solidárias - Banco do Bem, Habitacionais - Bem Morar, Desenvolvimento Comunitário - Projeto Ecos do Bem e Fórum Bem Maior e Difusão de Tecnologias Sociais -Ateliê de Ideias. 4. APRESENTAÇÃO DO LIVING LAB Para a apresentação do Living Lab Habitat, a seguir são apresentadas informações relacionadas a Rede Européia de Living Labs, a qual o Living Lab integra, além de resgatar sua origem por meio de um relato sintético de sua história. São apresentadas, ainda, as características de sua organização e governança e destacados os principais projetos. European Network of Living Labs - ENoLL A ENoLL (European Network of Living Labs, Rede Européia de Living Labs no português) (ENoLLa, 2014) foi criada em 2006 sob presidência finlandesa e tem crescido no que se denominou de ondas. Nelas, as organizações públicas e privadas de todos os países do mundo, ativamente comprometidas para envolver e capacitar os usuários e cidadãos a participar nos processos de inovação sustentáveis, são convidadas a se candidatar a membro da ENoLL. Hoje, a ENoLL é uma comunidade de living labs que procura promover a globalização e a colaboração aberta internacional com vistas a fomentar a inovação de forma sistemática, por meio do apoio a pesquisa, desenvolvimento e inovação co-criativa, centrada no ser humano e orientada para o usuário. Está estruturada como uma associação internacional independente de Living labs na Europa e no mundo, sem fins lucrativos, com sede em Bruxelas. Todos os Living labs com a participação da ENoLL possuem a característica de envolver os usuários no processo de inovação através da experimentação da vida real. Living Labs no Brasil No Brasil existem treze membros brasileiros com reconhecimento internacional por meio da ENoLL (European Network of Living Labs, Rede Européia de Living labs no português) e atuando segundo a metodologia de inovação aberta adotada na Europa. Nesse universo dos living labs brasileiros estão presentes, dentre outras, ações concretas relacionadas com a promoção da cidadania informacional, a redução da pobreza e erradicação da miséria, o atendimento a portadores de necessidades especiais, a melhoria da qualidade de vida na zona rural, o projeto de processo de design próprio e a diminuição das desigualdades sociais. Tais caraterísticas permitem afirmar que a dinâmica de constituição dos living labs Brasileiros levou a predominância daqueles que trabalham com a inovação social (Pinto&Fonseca, 2013). Dentre estes membros brasileiros da ENoLL, o Habitat Living Lab objeto deste estudo é uma estrutura em rede de projetos sociais, de educação, de pesquisa & desenvolvimento e de 7

8 extensão universitária cujo propósito é desenvolver tecnologias relacionadas a qualquer aspecto dos problemas habitacionais das pessoas de baixa renda e, portanto, necessariamente devem ser soluções de baixo custo para sua implantação e manutenção. História do Habitat Living Lab As primeiras atividades do Habitat - LL tiveram início em 2003 quando foi criada a ONG Associação Ateliê de Ideias visando o desenvolvimento de oito comunidades de uma região de morro no município de Vitória Espírito Santo, onde vivem aproximadamente 31 mil habitantes que, em sua maioria, se encontram em situação de vulnerabilidades econômicas, sociais, culturais e educacionais. Em 2006, a demanda por conhecimentos nas áreas de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, gerou o primeiro projeto integrando essa comunidade de usuários e a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, por meio dos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil. Essa interação teve como resultados a elaboração de projetos arquitetônicos; orientação para construção das casas; parceria com o Laboratório de Materiais de Construção - LEMAC para testes de granulometria do solo, de resistência e de absorção de água dos tijolos fabricados. Em 2008, foi envolvido o curso de Engenharia de Produção da mesma universidade que agregou conhecimentos técnicos para melhorias na organização da produção da fábrica de tijolos ecológicos Bem Construir. A experiência da Associação Ateliê de Ideias em articular redes promoveu uma reunião de algumas organizações para debate do assunto, surgindo ali perspectivas da implantação de painéis solares fotovoltaicos em habitações de renda baixa, sem uso de baterias para acúmulo de energia solar. Nascia naquele momento o Living Lab Habitat. Seu ingresso na ENoLL só ocorreu na 4ª Onda em 2010, demonstrando que o conceito living lab já permeava as ações dos diversos parceiros no que veio a se constituir no Habitat L e teve por objetivo legitimar o conceito living lab e obter acesso a fundos de pesquisa e inovação da Comissão Européia e a programas financiados conjuntamente pela União Européia e pelo Governo Federal brasileiro, no âmbito da pesquisa, desenvolvimento e aplicação de tecnologias tendo como foco o cidadão e o seu bem-estar numa sociedade justa e sustentável. Características O Habitat Living Lab é um ecossistema de rede social, de múltiplos atores, para pesquisa e desenvolvimento, educação e educação continuada, que tem a finalidade de desenvolver e aplicar inovações eco-amigáveis que melhorem para melhorar as condições de habitação urbana e rural de populações de baixa renda. Visa contribuir para suprir as necessidades humanas básicas de moradia adequada, água limpa, saudável alimentos, energia renovável e tratamento apropriado e eliminação de resíduos. Necessariamente devem ser soluções de baixo custo para sua implantação e manutenção. A educação ambiental e a participação da comunidade são usados no desenvolvimento de tecnologia, respeitando a cultura local e, assim, contribuir para o processo de desenvolvimento local. Organização e governança Quanto a organização e governança, as atividades do Living Lab se estruturam a partir do LabTAR, formado por professores, bolsistas e alunos, se constitui no subsistema responsável pela integração de todos os projetos do Living Lab Habitat. Dispõe de competências nas áreas de gestão da inovação, gerenciamento de projetos, gestão do conhecimento, informática, comunicação e design da informação. Sua função é desenvolver ferramentas que garantam a disseminação da informação e do conhecimento entre os diversos 8

9 atores do living lab. Funciona como um ponto de ligação entre estes muitos personagens que, por trabalharem em rede, devem se manter em constante contato e troca. Está sediado no Departamento de Engenharia de Produção/UFES e, atualmente, é apoiado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Espírito Santo Fapes. Projetos Vários projetos foram criados nesta região visando o desenvolvimento local das oito comunidades do território pela ONG Associação Ateliê de Ideias, uma organização não governamental com a missão de desenvolver soluções criativas, mobilizando e potencializando vocações locais, para gerar o desenvolvimento das comunidades atendidas. Tem como objetivo comunidades organizadas e capazes de conduzirem o seu desenvolvimento, articulando produtivamente seus atores, incidindo em políticas públicas e determinando os rumos da governança local. A Associação Ateliê de Ideias fomentou a criação de um fórum de desenvolvimento comunitário, chamado Fórum Bem Maior pela necessidade dos moradores de discutir interesses comuns no território e mobilizar pessoas para a melhoria da qualidade de vida na região. É um espaço onde os moradores podem exercer a governança local, onde lideranças comunitárias reúnem-se para debater e propor soluções para seus problemas e demandas. O Fórum juntamente com vários parceiros realizou uma pesquisa chamada: Saberes, fazeres e perfil dos moradores do Território do Bem. Os dados desta pesquisa subsidiaram a elaboração de um planejamento estratégico comunitário, chamado Plano Bem Maior. Um resultado das ações do Fórum Bem Maior foi a implantação de um Banco Comunitário - o Banco Bem, gerido pela ONG Associação Ateliê de Ideias e integrante da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, no qual os moradores são responsáveis por elaborar a política e exercer o controle social do banco. Além de financiar produtores e consumidores o banco tem uma linha de crédito habitacional. Este crédito foi criado para atender uma demanda específica por moradia digna. As construções no morro, em sua maioria, são erguidas pelos próprios moradores, sem planejamento, projetos e orientações. Na sua maioria elas são insalubres, sem segurança, construídas em locais impróprios, com grande desperdício de recursos naturais e de material de construção. É conveniente destacar que a Rede Brasileira de Bancos Comunitários consiste na articulação de todos os Bancos Comunitários do Brasil. Cadastram-se na Rede todos os bancos que após um rigoroso processo de formação, recebe e o selo de certificação da Rede de Bancos Comunitários. Todos os Bancos comunitários têm obrigação de "prestar contas" de suas atividades, anualmente, no Encontro Nacional da Rede de Bancos Comunitários. Atualmente são 51 Bancos Comunitários no Brasil. A rede é coordenada pelo Instituto Palmas, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede em Fortaleza-CE, O foco de sua atuação está voltado para implantação de sistemas econômicos alternativos na perspectivada inclusão social. Esta realidade fez com que a Associação Ateliê de Ideias criasse um programa habitacional, chamado Bem Morar, incluindo crédito, assistência técnica aos moradores e construção de casas com tecnologias limpas. Um projeto aprovado pela Brazil Foundation permitiu a construção da fábrica de tijolos de solo-cimento, que são ecológicos por não produzirem gás carbônico na sua fabricação e por possibilitar uma redução do consumo de cimento na obra. Também, promove a Tecnologia Social Ecos do Bem Educação Ambiental no Território do Bem, uma estratégia da própria comunidade para promover a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável local. Há, ainda, em desenvolvimento em uma parceria universidade-empresa (UFES- LabTAR e DLN Consultoria e Informática), a plataforma online de inteligência coletiva 9

10 Conecte Ideias que visa ser uma ponte digital entre o mundo das ideias e a realização, no mundo real, de ações que são produto da interação entre pessoas ligadas entre si pelas ideias que compartilham. Trata-se de uma plataforma voltada par comunidades formadas por interesses comuns. 5. RESULTADOS E DISCUSSÃO A partir da análise do Habitat Living Lab foram observadas evidências que permitem caracterizar um ling lab de acordo com a ideia de um sistema vagamente acoplado, conforme preconizada pela proposta deste artigo, especialmente a partir do desdobramento da governaça do Living Lab a partir do LabTAR. As seções que seguem apresentam e discutem os resultados deste estudo, e estão organizadas de acordo com os quatro aspectos dos sistemas que os tornam fortemente acoplados: definição de regras, concordância dos membros da organização com as regras definidas, definição de resultados a partir das regras e existência de um sistema para determinar se os resultados foram alcançados e a existência de um circuito de retroalimentação que comunica o desempenho do processo. Por fim, em constraste, evidenciar os living labs como sistemas de acoplamento vago ao não dispor de um ou mais desses aspectos. A. Evidências relacionadas a definição de regras A concepção do Living Lab Habitat está baseada em um modelo de organização sistêmica que parte do pressuposto que um sistema funcional deve ter um propósito definido. Para atingir seu propósito, o sistema contempla a definição de entradas, processos de transformação, saídas, fornecedores e clientes. Assim sendo, em um processo coletivo de construção, em reuniões presenciais, o Living Lab Habitat construiu seu referencial sistêmico básico onde se definem aas principais diretrizes (regras) do Living Lab a partir do modelo P- SIPOC (das iniciais em inglês para Purpose, Suppliers, Inputs, Processes, Outputs and Clients). O propósito do Living Lab Habitat é desenvolver, com comunidades de baixa renda, tecnologias amigáveis ao meio ambiente para melhoria de condições das habitações urbanas e das propriedades rurais. As tecnologias a serem desenvolvidas podem estar relacionadas com aspectos (a) habitacionais para a população de baixa renda e, portanto, necessariamente devem ser soluções de baixo custo para sua implantação e manutenção; e de (b) cuidado com o meio ambiente e com a vida no campo, como soluções para o descarte dos dejetos dos animais e dos resíduos sólidos, o uso de agrotóxicos e o tratamento dos efluentes. Tem como fornecedores os atores envolvidos na rede constituída pelas comunidades em que mantém conexão (Fórum Bem Maior, Fórum de Santa Maria de Jetibá, Fórum Permanente da Bacia do Arabiri e o Movimento Nacional de Luta pela Moradia), Organizações Não Governamentais (Ateliê de Ideias, Moradia e Cidadania, Fundação Otacílio Coser, Fundação Germânica Anna Duus), setor público (FAPES, Seama, Ministério Público, Prefeitura Municipal, Projeto Rondon e Consulado Alemão no Brasil), Setor privado (Prospective, Empresas da Incubadora do IFES, Ágata Construtora e Incorporadora, Instituto Energias de Portugal EDP e Zaruc) e Academia (UFES, IFES, UCL e Latec/UFF). Suas entradas contemplam recursos humanos, de conhecimento, infra-estrutura, apoio institucional, apoio do setor público e financiamentos. Quanto aos seus processos o Habitat Living Lab realiza suas ações por meio de projetos sociais, de educação, de pesquisa & desenvolvimento e de extensão universitária organizados como subsistemas relacionados com os processos construtivos, energia, 10

11 abastecimento de água e resíduos. Cada subsistema e, até mesmo cada projeto, deve ter explicitado seu P-SIPOC no qual fica claro seu posicionamento no Living Lab e como ele contribui para o atendimento do propósito do Living Lab. Como em qualquer sistema eficiente, os subsistemas são gerenciados em função de sua contribuição para o atendimento do propósito do Living Lab. O subsistema de integração de todos os projetos do LL Habitat é o Laboratório de Tecnologias de Apoio a Redes de Colaboração - LabTAR com competência nas áreas de gestão da inovação, gerenciamento de projetos, gestão do conhecimento e design da informação. O LabTAR tem por competência o desenvolvimento de ferramentas de apoio a decisão para os diversos atores envolvidos (facilitador, usuários, pesquisadores, empresários, governo) e o desenvolvimento de ferramentas eficazes para garantir a disseminação do conhecimento no LL e treinamento dos gestores em gerenciamento de projetos. As saídas dos processos do Living Lab Habitat são comunidades de baixa renda utilizando e apropriando-se de tecnologias amigáveis ao meio ambiente construídas coletivamente ou existentes gerando soluções para problemas identificados. Os clientes, ou seja, as pessoas às quais se destinam os esforços do Living Lab Habitat são comunidades urbanas e rurais de baixa renda organizadas em movimentos populares (fóruns ou outros espaços de discussão) permitindo a comunicação direta com as mesmas. B. Evidências da concordância dos membros da organização com as regras definidas As comunidades urbanas e rurais de baixa renda envolvidas são organizados em fóruns ou outros movimentos para a discussão dos temas permitindo o seu envolvimento e interação com as atividades, desde o planejamento até tecnologias de implementação e avaliação, tornando a concordância dos membros em relação as regras definidas um reflexo de sua participação e empoderamento no processo de construção da siniciativas do Living Lab. Assim, as ações do LL-Habitat originam-se das necessidades de usuários capazes de explicitar, de forma representativa, seus interesses. Essa interação com os usuários finais no desenvolvimento e experimentação das novas tecnologias caracterizam o processo de inovação aberta que pode ser relacionada as características das inovações geradas no contexto do Habitat Living Lab como inovação sociais, por meio de uma combinação de processos participativos e colaborativos desenvolvidos em um ambiente estruturado em uma rede de inovação social constituída por atores que atuam em conjunto com os interessados na cocriação e no desenvolvimento de novas soluções, novos serviços ou novos modelos de negócios sustentáveis para obtenção de resultados que se refletem no atendimento de necessidades sociais, como já destacado por Silva&Bignetti (2012). Essa concepção do Living Lab Habitat baseia-se no entendimento de que a estrutura em redes é a forma organizacional mais promissora para lidar com o grande desafio contemporâneo de encontrar formas de funcionamento sustentável para a sociedade no que se refere aos seus aspectos ambientais, culturais, sociais e econômicos. C. Definição de resultados a partir das regras e existência de um sistema para determinar se os resultados foram alcançados Tendo como resultados do Living Lab Habitat, comunidades de baixa renda utilizando e apropriando-se de tecnologias amigáveis ao meio ambiente construídas coletivamente ou existentes gerando soluções para problemas identificados, em 2009 a Associação Ateliê de Ideias criou o Planejamento Estratégico Comunitário concebido no âmbito do Fórum de Desenvolvimento Comunitário, denominado Fórum Bem Maior, a partir da necessidade de se fazer um diagnóstico sobre os conhecimentos e potencialidades dos moradores. Assim, por meio de parcerias, foi realizada uma pesquisa com 884 famílias, que subsidiou um planejamento denominado Plano Bem Maior do Território do Bem. 11

12 O Plano Bem Maior definiu ações de desenvolvimento local nas dimensões política, econômica, social, ambiental e cultural. Participaram deste planejamento, os moradores e técnicos de várias instituições e representantes do poder público, que assumiram o compromisso de colaborar com esse processo. Entre as ações estão a construção de um planejamento estratégico comunitário e de projetos na área ambiental e cultural demandados pela comunidade, além de assessoria para a execução dos projetos. Além disso o LabTAR adota a metodologia do Balanced Scorecard (BSC) como um sistema de acompanhamento e informação que mensura, consistente e objetivamente, a implementação da estratégia por meio de projetos. Além disso, auxilia no alinhamento estratégico do projeto no Livin Lab Habitat e apresenta uma sistema de medição do desempenho dos fatores de custo, tempo, qualidade e escopo. D. Existência de um circuito de retroalimentação que comunica o desempenho do processo Para que se assegure o envolvimento dos diversos atores permanente e harmoniosamente é imprescindível: a) o elemento de ligação claro que é o papel desempenhado pelo Living Lab Habitat, b) o espírito, a boa vontade de cada partícipe, de querer o bem para o outro, para todos e para si e c) o envolvimento dos diversos atores indispensáveis para a inovação no Living Lab Habitat como um todo, mas mais do que isso, em cada um dos projetos propostos. Sobre três premissas, organizam-se as atividades em dois níveis: estratégico e operacional. No nível estratégico, são três as ações executadas no âmbito do LabTAR: a) gestão da carteira de projetos, b) avaliação e divulgação dos resultados do Living Lab Habitat, e c) captação de apoio institucional, político e financeiro para o Living Lab. As três atividades são interdependentes e influenciam diretamente o conjunto dos projetos individuais em carteira. No nível operacional cada projeto em si segue um fluxo aproximadamente comum com especificidades em cada caso. O primeiro passo consiste na organização das comunidades de usuários de baixa renda em fóruns ou outros espaços de discussão que permitam a identificação de necessidades de mudanças tecnológicas a partir de seus pontos de vista. Identificadas as necessidades e possíveis fontes de financiamento são contatados os participantes, pessoa jurídica e pessoa física, de cada organização que participará do projeto desde a sua concepção, passando pela redação, submissão, celebração do aceite, realização e prestação de contas. Os envolvidos são usuários, membros das Instituições de Ensino Superior ou Institutos de Pesquisa, de empresas incluindo a empresa responsável pela gestão dos projetos em que houver necessidade e membros dos órgãos de governo identificados como necessários para o sucesso do projeto específico. A gestão da carteira de projetos também é uma potencial fonte de identificação de lacunas de tecnologias, de fontes de financiamento e de projetos a serem desenvolvidos e liga diretamente os níveis estratégico e operacional. Em linhas gerais é possível observar que Habitat Living Lab demonstra ser um sistema vagamente acoplado ao não dispor de dois aspectos dos sistemas que os tornam fortemente acoplados: a definição de resultados a partir das regras e existência de um sistema para determinar se os resultados foram alcançados e a existência de um circuito de retroalimentação que comunica o desempenho do processo. O primeiro aponta para que, mesmo com resultados determinados seja no propósito do Habitat Living Lab ou no Plano Bem Maior que definiu as ações de desenvolvimento em cinco perspectivas em um planejamento estratégico comunitário e de projetos demandados pela comunidade, além de assessoria para a execução dos projetos, além do da adoção da metodologia do BSC no LabTAR não há evidências de um sistema para determinar se os resultados foram alcançados para todo o Living Lab. 12

13 O segundo traz á tona elementos ligados a participação dos usuários no nível estratégico de decisões do Habitat Living Lab e no nível operacional com poder para a colocação de linhas de trabalho que possam ser seguidas e também de forma direta nos projetos específicos em curso o que permite afirmar que os usuários organizados em fóruns ou outros movimentos para a discussão dos temas estão envolvidos e interagem com as atividades, desde o planejamento até tecnologias de implementação e avaliação. Entretanto não se percebe além desta dinâmica, a existência de um circuito de retroalimentação que comunica o desempenho do processo especialmente em nível estratégico. Como um sistema de acoplamento vago, o Habitat Living Lab tem uma vantagem que se refere ao modo como reage a uma necessidade identificada por meio dos mecanismos de detecção tais como o Plano Bem Maior e os Fóruns, mobilizando a rede quando a ideia é viável e alinhada ao propósito do Living Lab. Convém, entretanto, considerar que muitas das práticas são relacionadas as atividades em um dos níveis (estratégico ou operacional) não havendo, em alguns casos, conexão entre elas permitindo observar lacunas em termos de alinhamento entre os níveis e atores. Outro elemento que emerge no estudo de caso refere-se a capacidade do Habital Living Lab, por meio de seus processos e propósito assegurar que as diferenças entre os atores seja mantida criando um terreno fértil para a inovação e flexibilidade de adaptação o que, em sistemas mais firmemente acoplados não aconteceria em função de uma certa estabilidade existente. Como uma potencial desvantagem, sendo um sistema de acoplamento vago, tem-se que a rede pode ser ineficiente e demorar a mudar e se adaptar a partir das necessidades identificadas, devido à falta de ligações entre os atores. Entretanto o papel do LabTAR neste contexto como um mobilizador dos atores e recursos dispersos na rede, incluindo a sua adição, remoção, redefinição, reconfiguração, alteração de características e reorganização na forma como os elementos estão interligados de acordo com as necessidades sociais identificadas minimiza estas características. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS Tomando por base as evidências levantadas na entrevista e, adicionalmente na análise dos dados secundários disponíveis, os resultados deste estudo de caso demonstram que é possível apreender os living labs, um tipo particular de redes de inovação (aberta e centrada no usuário) como sistemas vagamente acoplados. Especificamente, se discutiu que redes de inovação como os living labs ao serem compreendidas como vagamente acopladas podem não ser controláveis no sentido tradicional da gestão. Em vez disso, podem exigir uma forma de coordenação discreta com vistas a promover mudanças nos elementos da rede, incluindo a sua adição, remoção, redefinição, reconfiguração, alteração de características e reorganização na forma como os elementos estão interligados. Os resultados sugerem que os mecanismos de controle neste caso emergem da posição central do living lab na estrutura da rede que, ao usar sua proeminência e poder de realização por meio de uma influência discreta sobre a rede media a interação e colaboração mútua entre os diversos atores na integração dos recursos e capacidades dispersos na rede. Esta capacidade de um agente influenciar a evolução de uma rede por completo e que se destina a criar valor e extrair valor da rede, é reconhecida como orquestração de redes de inovação. Embora a abordagem de estudo de caso limita a possibilidade de fazer generalizações, os discernimentos obtidos em profundidade fornecem conhecimentos valiosos sobre a forma de gestão dos living labs como redes de inovação sob a perspectiva de sistemas vagamente 13

14 acoplados. O estudo, entretanto, pode estimular a condução de novas pesquisas teóricoempíricas que avaliem outros living labs existentes ou outros tipos de redes de inovação que permitam a obtenção de observações com maior poder de generalização, incluindo a possibilidade de estudos comparativos entre diferentes arranjos. Adicionalmente, estudos que se voltem a compreensão de mecanismos de orquestração de redes de inovação em que um agente influencia a evolução de uma rede por completo sucitam novas questões teóricoempíricas relevantes no campo. 7. REFERÊNCIAS Abowd, G. D. (1999). Classroom 2000: An Experiment with lhe Instrumentation of a Living Educational Environment. IBM Systems Journal 38(4): Special issue on Pervasive computing:, October. Almirall, E. & J. Wareham. (2011). Living Labs: arbiters of midand ground-level innovation. Technology Analysis & Strategic Management, vol. 23, No. 1, January, Almirall, E., and J. Wareham. (2008) Living Labs and open innovation: roles and applicability. Electronic Journal for Virtual Organizations and Networks 10: Arnkil, R.; Järvensivu, Anu; K., Pasi; P., T. (2010). Exploring the Quadruple Helix: Report of Quadruple Helix Research. Disponível em: <http://files.kotisivukone.com/testataan.kotisivukone.com/julkaisut/exploring_quadruple_ helix pdf>. Acesso em Bilgram, V.; Brem, A.; Voigt, K.I. (2008). "User-Centric Innovations in New Product Development Systematic Identification of Lead Users Harnessing Interactive and Collaborative Online-Tools". International Journal of Innovation Management. Volume 12, No. 3. pp Bobko, P. (1985). Removing Assumptions of Bipolarity: Towards Variation and Circularity. Academy of Management Review, 10 (1), Borchardt, P., & Santos, G. V. Dos. (2014). Gestão De Idéias Para Inovação: Transformando a Criatividade Em Soluções Práticas. Review of Administration and Innovation - RAI, 11(1), Carayannis, E. G.; Campbell, D. F. J. (2009). Mode 3 and Quadruple Helix : toward a 21st century fractual innovation ecosytem. International Journal of Technology Management, v. 46, n. 3/4, p Cardoso, P.A.; Davies, Y.M.; Veronez, L.H. (2012). Identificação de um sistema de Medição do Desempenho para Gestão de Projetos em Redes de Colaboração. In: SINGEP. São Paulo/SP. Anais do I Simpósio Internacional de Projetos... Chesbrough, Henry. (2003). Open Innovation. The New Imperative for creating and profiting from technology. Harvard Business School Press. Chesbrough, Henry. (2006). Open Business models. How to thrive in the new innovation landscape. Harvard Business School Press. Dekkers, Rob. (2011). Perspectives on Living Labs as innovation networks. International Journal of Networking & Virtual Organisations, Vol. 8 Issue 1, p Dhanaraj, C., & Parkhe, A. (2006). Orchestrating innovation networks. Academy of Management Review, 31(3), Dutilleul, B., Birrer, F. A. J., & Mensink, W. (2010). Unpacking European Living Labs : Analysing Innovation s Social Dimensions, Central European Journal of Public Policy, 4(June), Elliott, G. (2013). Character and Impact of Social Innovation in Higher Education. International Journal of Continuing Education and Lifelong Learning, 5(2). 14

15 Eriksson, M., V. P. Niitamo, and S. Kulkki. (2005) State-of-the-Art in Utilizing Living Labs Approach to User-centric ICT innovation a European approach. CDT at Luleå University of Technology, Sweden, Nokia Oy, Centre for Knowledge and Innovation Research at Helsinki Scholl of Economics, Finland, European Network of Living Labs (ENoLLa). Disponível em: <http://www.openlivinglabs.eu> Acesso em European Network of Living Labs (ENoLLb). William Mitchell, father of the Living Lab concept, passed away this weekend. Disponível em <http://www.openlivinglabs.eu/news/bill-mitchell-father-living-lab-concept-passed-awayweekend> Acesso em Følstad, A. (2008). Living Labs for Innovation and Development of Information and Communication Technology: A Literature Overview. Te Electronic Journal for Virtual Organizations and Networks, 10, Freeman, C Networks of innovators: A synthesis of research issues. Research Policy, 20: Fulgencio, H., Le Fever, H., & Katzy, B. (2012). Living Lab : Innovation through Pastiche. In P. Cunningham & M. Cunningham (Eds.), echallenges e-2012 (pp. 1 8). Galli, L. (2010) In memoriam:william Mitchell. Disponível em <http://www.lgalli.it/inmemoriam-william-mitchell> Acesso em Garone, C.; Pinto, M. De Magdala. (2011). O Design em uma rede de colaboração para inovação e sustentabilidade : uma análise das possibilidades. In: SIMPEX. Vitória/ES. Anais do Simpósio de Pesquisa e Extensão em Design... Glassman, Robert B. (1973). Persistence and Loose Coupling in Living Systems. Behavioral Science, 18:2 (Mar.) Gumport, P., & Sporn, B. (1999). Institutional adaptation: Demands for management reform and university administration. In J. Smart & W. Tierney (Eds.). Higher education: Handbook of theory and research (103 45). New York, NY: Agathon. Imai, K.; Baba, Y. (1991): Systemic Innovation and Cross-Border Networks, transcending Markets and Hierarchies to Create a New Techno-Economic System, in: OECD: Technology and Productivity: The Challenge for Economic Policy, Paris, p Katzy, Bernhard R. (2012). Designing Viable Business Models for LLs. Technology Innovation Management Review. September (19): LLs. Lara, A. P., Moreira, E., & Marques, J. S. (2013). Projeto 21 : a construção de uma região inteligente na cidade de Florianópolis, Brasil. In: ALTEC Portugal. Anais do XV Congresso de Gestão de Tecnologia Latino-Iberoamericano... Lasher, D. R., Ives, B., & Jarvenpaa, S. L. (1991). USAA-IBM Partnerships in Information Technology: Managing the Image Project. MIS Quarterly, 15(4), Leminen, S., Westerlund, M., & Nyström, A. (2012). Living Labs as Open-Innovation Networks. Technology Innovation Management Review (September), Lievens, B., Schaffers, H., Turkama, P., Ståhlbröst, A., & Ballon, P. (2011). Cross Border Living Labs Networks to Support SMEs Accessing New Markets. In P. Cunningham & M. Cunningham (Eds.), echallenges e-2012 (pp. 1 8). March, J. G. and J. P. Olsen (1975). "The Uncertainty of the Past: Organizational Learning Under Ambiguity." European Journal of Political Research, 3: Markopoulos, P., and Rauterberg, M., (2000) Living Lab - A White Paper, IPO - Annual Progress Report, 35. Nicholls, A. & Murdock, A. (2012). The nature of social innovation, In. Nicholls, A. & Murdock, A. (eds), Social Innovation, Basingstoke: Palgrave. 15

16 Nyström, Anna-Greta; Leminen, S.; Westerlund, M.; Kortelainen, M. (2013). Actor roles and role patterns influencing innovation in living labs. Industrial Marketing Management. vol.17, No.1/2, Oliari, J. A., Ráines, H., Muniz, S., & Júnior, M. C. (2014). Núcleo de Cidadania Digital (NCD) Extensão Universitária promovendo a Inclusão Sociodigital. In: SENID. Vitória/ES. Anais do 3º Seminário Nacional de Inclusão Digital... Pajak, E., & Green, A. (2003). Loosely coupled organizations, misrecognition, and social reproduction. International Journal of Leadership in Education, 6, Pinto, M. De Magdala & Fonseca, L. Pedruzzi. (2013a). Habitat Living Lab, red de innovación social y tecnológica. CTS-Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad. Pinto, M. De Magdala & Fonseca, L. Pedruzzi. (2013b). Profundizando la comprensión de los Living Labs de Brasil. CTS-Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad. Prahalad, C.K., & Ramaswamy, V. (2004). The Future of Competition: Co-Creating Unique Value with Customers. Boston: Harvard Business School Press. Provan, K. G The federation as an interorganizational linkage network. Academy of Management Review, 8: Silva, S. B. (2012b). Inovação Social Corporativa: Um Estudo de Caso no Instituto Nokia de Tecnologia. In: XXVII Simpósio de Gestão da Inovação Tecnológica. Salvador/Ba. Anais do Simpósio... Silva, S. B. (2013). Orquestração de Redes de Inovação: Um Estudo de Caso em Living Labs Brasileiro. In: XXXVII Encontro da ANPAD. Rio de Janeiro/RJ. Anais do EnANPAD... Silva, S. B. (2014) [em publicação]. Orquestração em Living Labs Brasileiros. RIGS Revista Interdisciplinar de Gestão Social. Silva, S. B.; Bignetti L.P. (2012). A Inovação Social e a Dinâmica de Inovação Aberta na Rede Brasileira de Living Labs. In: XXXVI Encontro da ANPAD. Rio de Janeiro/RJ. Anais do EnANPAD... Silva, S. B.; Bignetti L.P. (2013). Adoption of the Living Lab Methodology for Social Innovation in Brazil. In: IAMOT Porto Alegre/RS. IAMOT2013 Proceedings... Disponível em Acesso em: 24/06/2013. Silva, S.B. (2012a). A emergência dos Living Labs no Brasil como um meio para a promoção da Inovação Social. Vol. 3, No 3: III Seminário de Ciências Sociais Aplicadas Universidade do extremo Sul Catarinense UNESC. Disponível em Acesso em: 21/04/2014. Walsham, G. (1995). Interpretive case studies in IS research: nature and method. European Journal of Information Systems, 4(2), Weick, K. (1976). Educational organizations as loosely coupled systems. Administrative Science Quarterly, 21(1), Weick, K. (1982). Administering education in loosely coupled schools. Phi Delta Kappan, 63, Weick, K., & Quinn, R. (1999). Organizational change and development. Annual Review of Psychology, 50, Weick, Karl E. (2010). Administering Education in Loosely Coupled Schools.The Phi Delta Kappan, vol. 63, No. 10 ( Jun., 1982 ), Westerlund, M., Leminen, S., & Gabor, D. (2012). Managing the Challenges of Becoming an Open Innovation Company : Experiences from Living Labs. Technology Innovation Management Review (October),

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