A Inovação Social e a Dinâmica de Inovação Aberta na Rede Brasileira de Living Labs

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1 A Inovação Social e a Dinâmica de Inovação Aberta na Rede Brasileira de Living Labs Autoria: Silvio Bitencourt da Silva, Luiz Paulo Bignetti Resumo: Este trabalho apresenta um estudo de caso sobre a inovação social e a dinâmica de inovação aberta. A unidade de análise contempla os living labs integrantes da rede brasileira que atua vinculada à Rede Europeia de Living Labs (ENoLL) e as respectivas redes instituídas por esses laboratórios em suas regiões e localidades. A análise dos dados mostrou ser possível perceber que o conceito de inovação social adquire contornos semelhantes à noção de inovação aberta proposta por Chesbrough (2003; 2006) e encontra uma das suas formas de operacionalização no modelo denominado de living labs. Palavras-chave: inovação social, inovação aberta, living labs.

2 1. INTRODUÇÃO O conceito e as práticas de inovação têm se expandido de forma acelerada. Não apenas o termo inovação adquiriu novos significados como, também, o seu desenvolvimento e a sua aplicação ultrapassaram as fronteiras da empresa e, até, das nações. Da inovação tecnológica para a inovação organizacional e de negócios, da inovação fechada para processos abertos, da inovação que visa a resultados para a inovação social, as novas faces são múltiplas. O presente artigo procura trazer à discussão como dois desses conceitos se vinculam: inovação social e inovação aberta. Através da análise de experiências realizadas em living labs, uma forma recente de articulação interorganizacional, busca-se entender como essas inovações sociais se consolidam ao longo do tempo e de que forma ocorre a inovação aberta. A relevância do estudo se dá pela emergência dos living labs que começam a se consolidar também no Brasil como um meio para a inovação social. De fato, entender os mecanismos pelos quais os living labs se ligam aos diferentes atores e promovem ações junto à comunidade se mostra como objetivo de relevãncia em pesquisas no âmbito acadêmico. O termo inovação social vem sendo utilizado em algumas áreas das Ciências Sociais e das Ciências Sociais Aplicadas, principalmente com a intenção de fazer referência a mudanças sociais que visem à satisfação das necessidades humanas, buscando contemplar necessidades até então não supridas pelos atuais sistemas públicos ou organizacionais privados. A inovação social é desenvolvida por atores da sociedade civil, autonomamente ou em parceria com o poder público. Estes atores podem ser grupos comunitários, movimentos sociais ou empreendedores sociais que, por seu vínculo local, conseguem superar barreiras, geralmente, intransponíveis nos arranjos institucionais estabelecidos. Em apoio a iniciativas sociais, a inovação aberta encontra uma de suas formas de operacionalização no modelo denominado de living labs que se apresenta como uma abordagem à inovação em que se tenta congregar num ecossistema de comunidades e serviços todas as entidades envolvidas na cadeia de valor de uma nova tecnologia. Empresas, autoridades públicas e os cidadãos trabalham juntos para criar, desenvolver, validar e testar novos serviços, negócios, mercados e tecnologias. São contempladas cidades, regiões urbanas, áreas rurais e suas diferentes comunidades. As redes colaborativas virtuais, formadas entre as diferentes partes interessdas de um determinado contexto, permitem aos diferentes atores não só participar, mas também contribuir para o processo de inovação. Assim, estudar living labs e entender de que forma a inovação social se processa através deles se torna um desafio teórico e empírico relevante. Nesta situação, foi formulada a seguinte questão de pesquisa: como se promove a inovação social a partir da dinâmica de inovação aberta no âmbito da Rede Brasileira de living labs? O estudo toma por base a concepção de inovação aberta proposta por Chesbrough (2003, 2006) aplicado a um estudo de caso sobre a Rede Brasileira de living labs. O artigo apresenta, além deste capítulo introdutório, uma discussão teórica na seção 2. Na seção 3 são apresentados os procedimentos metodológicos utilizados e na seção 4 são descritos os resultados do estudo. Na seção 5 as considerações finais e na seção 6 são apresentadas as referências. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Inovação social Uma das alternativas às soluções de caráter essencialmente técnico enfatizado pelas propostas de desenvolvimento tradicionais é a criação e implantação de inovações de cunho social. Tal modalidade de inovação diferencia-se das que priorizam o aspecto tecnológico por não se enquadrarem na lógica de competição de mercado ou de atendimento dos caprichos dos clientes (Rollin & Vicent, 2007). 2

3 Ao se abordarem as diferenças entre inovação tecnológica e social, é possível fazer-se a transposição de algumas das noções vinculadas ao conceito schumpeteriano de inovação, principalmente das inovações tecnológicas, para as inovações sociais. Entretanto, se as concepções schumpeterianas e neoschumpeterianas tradicionais se baseiam na ideia de resultado econômico e de lucro, as inovações sociais se voltam para as questões sociais. Essa dicotomia não representa incompatibilidade entre inovação tecnológica e inovação social, pois há evidente permeabilidade entre ambas (Bignetti, 2011). Todavia, enquanto a inovação tecnológica trata da apropriação de valor, a inovação social se volta para a criação de valor (Mizik & Jacobson, 2003; Santos, 2009). Em essência, a inovação social se distingue da inovação tecnológica principalmente em função da finalidade, da estratégia, do lócus, do processo de desenvolvimento e da difusão do conhecimento (Bignetti, 2011). Numa pesquisa extensiva realizada por Mulgan et al. (2007), não foram encontradas apreciações consistentes, nem bases de dados ou análises longitudinais sobre o tema, constatando-se que alguns estudos repousam até mesmo em histórias, anedotas e palpites. O tema, portanto é menos conhecido se comparado com a literatura existente sobre inovação em seu sentido mais amplo, mas tem se multiplicado no mundo as pesquisas sobre essa forma de inovação, especialmente nos Estados Unidos, e também no Brasil (Bignetti, 2011). O uso mais recente do termo parece encontrar suas raízes em definições da década de 70, fundamentalmente através de dois autores: James B. Taylor e Dennis Gabor (Cloutier, 2003). Para Taylor (1970), a inovação social pode resultar da busca de respostas às necessidades sociais, introduzindo "novas formas de fazer as coisas", tais como novas formas de "lidar com a pobreza". Gabor (1970) considera as inovações sociais como instrumentos para lutar por novos arranjos sociais, por exemplo na forma de novas leis ou tecnologias. A infinidade de definições oferecidas por estudiosos de diferentes áreas tem destituído a inovação social de um significado único. Por exemplo, Bignetti (2011) apresenta 10 definições distintas, que variam de acordo com autores e fontes consultados. Propõe-se, para este artigo, uma definição de inovação social como sendo uma combinação de processos participativos e colaborativos desenvolvidos por atores da sociedade civil, autonomamente ou em parceria com o poder público para o atendimento de necessidades sociais. De acordo com Ferrarini e Hulgård (2010), a inovação social pode ser considerada tanto sob a perspectiva de resultado da inovação como finalidade social quanto de processo e inovação aberta, adquirindo contornos semelhantes à noção de inovação aberta proposta por Chesbrough (2003; 2006). Tanto a inovação aberta quanto a inovação social (esta concebida como processo) ocorrem em arenas colaborativas caracterizadas pela existência de limites tênues e indefinidos entre agentes, empresas e instituições e de redes como tipo dominante de organização (Ferrarini & Hulgård, 2010). Geddes (2010) em uma revisão das relações entre atores institucionalizados com parceiros de desenvolvimento local e regional identifica que estas relações frequentemente incluem atores da comunidade e da sociedade civil como também de organizações formais na área pública, com fins lucrativos, e organizações sem fins lucrativos. Para a análise da inovação social, Harrison, Klein and Browne (2010) propõem três dimensões: (a) a resposta a uma demanda específica; (b) a governança das inovações sociais; e (c) a transformação da democracia representativa e a governança democrática das instituições. A primeira dimensão diz respeito ao processo de inovação em si, que no âmbito da inovação social não pode ser isolado do produto da inovação social ou mesmo da forma como a inovação foi organizada. A segunda dimensão procura identificar as condições de governança das inovações sociais, examinando os diferentes atores envolvidos, a capacidade de sustentação e 3

4 disseminação da inovação sobretudo quando há participação do setor público e os mecanismos de gestão dos novos serviços ou produtos desenvolvidos. Por fim, a terceira dimensão envolve o caráter normativo da inovação social, tendo como preocupação identificar se as inovações estão consolidando novos espaços democráticos, criando uma intervenção alternativa àquela realizada pelo setor privado e pelo setor público ou corroborando para o fortalecimento do status quo. Em síntese, um esquema teórico sustentado pela revisão teórica anterior pautada na definição de inovação social proposta e que leve em conta as dimensões de análise apresentadas por Harrison, Klein and Browne (2010) permite a identificação de algumas categorias de interpretação representadas na Figura 1. Inovação Social Dimensões de análise resposta a uma demanda específica governança das inovações sociais transformação da democracia representativa e a governança democrática das instituições Figura 1: Dimensões de análise e categorias de interpretação da inovação social Categorias de interpretação - produto da inovação social - organização da inovação - condições de governança - consolidação de espaços democráticos, criando uma intervenção alternativa àquela realizada pelo setor privado e público Partindo-se do entendimento de que a inovação social adquire contornos semelhantes à noção de inovação aberta, torna-se necessário explorar as características do modelo de inovação aberta, de forma a se obter a interpretação sobre qual o produto da inovação social e sua forma de organização. 2.2.Inovação aberta A colaboração em rede facilita a reunião e integração de recursos e capacidades complementares de diferentes organizações (Richardson, 1972), permitindo o acesso a uma maior quantidade de recursos para a inovação, possibilitando às organizações que integram a rede, obter ganhos que não seriam capazes de obterem individualmente. (Powell, 1998). Esses ganhos resultam da união de recursos e capacidades inerentes aos membros da rede e que se tornam inacessíveis a organizações externas, possibilitando a formatação de uma estrutura única, sustentada pelas ações uniformes e ativas, mas descentralizadas, permitindo assim obter ganhos de escala sem perder os ganhos de flexibilidade inerentes a empresas de pequeno porte (Dyer & Singh, 1998). Neste âmbito, algumas empresas têm combinado ideias internas e externas, como também, trajetórias internas e externas para o mercado de modo a desenvolver ou aperfeiçoar tecnologias, adotando uma estratégia de inovação aberta, por meio da adoção de rotinas institucionalizadas como uma das alternativas para se adaptar rapidamente às mudanças nas condições de mercado e as mudanças estratégicas. (Dyer & Nobeoka, 2000; Dittrich & Duysters, 2007; Dodgdson, Gan & Salter, 2006). Como um dos seus princípios básicos, a inovação aberta parte do reconhecimento que nem todos os componentes para uma inovação são originados de fontes internas da organização e que o conhecimento proveniente de fontes externas pode tornar mais efetivos ou amplos seus próprios esforços (Witzeman et al., 2006). Para Chesbrough, (2003) o conceito de inovação aberta refere-se a um modelo de gestão da inovação, cuja função é capturar e criar valor com base em oportunidades localizadas dentro e fora da organização. De modo complementar, segundo Chesbrough, Vanhaverbeke and West (2008), a inovação aberta envolve o uso deliberado de fluxos 4

5 de conhecimentos internos e externos para acelerar a inovação interna e expandir os mercados externos com uso da inovação. A inovação, nesta perspectiva, pode ocorrer como resultado do aprendizado de vários atores com conhecimentos distintos, porém complementares que os unem em torno de uma proposta de criação de algo novo (Lundvall, 1992), por meio de interações de modo colaborativo, e que dependem primordialmente do compartilhamento de conhecimento (Dyer & Nobeoka, 2000). Porém, após analisar 150 documentos de inovação aberta, Dahlander & Gann (2010) concluiram que os pesquisadores tendem a usar diferentes definições e centrar a sua investigação sobre os diferentes aspectos que tornam difícil construir um corpo coerente de conhecimentos. Com a intenção de explorar os limites do conceito da inovação aberta Huizingh (2010) propõe questões relacionadas ao conteúdo de inovação aberta (o quê?), a dependência contexto da inovação aberta (quando?) e ao processo de inovação aberta (como?). Huizingh (2010) considera três aspectos de inovação aberta em relação ao seu conteúdo que podem ser compreendidos de forma a se assegurar maior coerência no campo: (a) a dimensão da abertura; (b) as atividades inerentes a inovação aberta; e (c) a eficácia da inovação aberta. O primeiro aspecto, relativo a dimensão de abertura reconhece que a inovação aberta reflete menos uma dicotomia entre aberto versus fechado do que um contínuo com graus variados de abertura (Dahlander & Gann, 2010). Em relação as atividades inerentes a inovação aberta, duas perspectivas são consideradas: as atividades de entrada da inovação aberta que referem-se a uso interno do conhecimento externo e as atividades externas da inovação aberta que referem-se a exploração de conhecimento interno. Quanto a eficácia da inovação aberta esperam-se resultados intermediários ligados ao compartilhamento de conhecimento e geração de aprendizado e resultados diretos voltados a ampliação do impacto ou alcance da inovação. Quanto a dependência da inovação aberta em relação ao contexto da, considera carcterísticas tanto do contexto interno, relacionadas a demografia e estratégias quanto externo relacionadas, mais claramente pela indútria (Gassman, 2006). Sobre o processo de inovação aberta considera-se em primeiro lugar as etapas pelas quais as empresas abrem seu processo de inovação. Na sequencia, às práticas que se relacionam a forma com que a inovação aberta se realiza, ou seja, como ela é feita, incluindo questões relacionadas a governança (Wallin & von Krogh, 2010), a atração de parceiros (Kogut & Metiu, 2001), e sobre como capturar o valor de inovação (Dahlander & Gann, 2010). Para os fins deste estudo, um esquema teórico sustentado pela revisão teórica anterior permite a identificação de dimensões de análise da inovação aberta quanto ao seu conteúdo, quanto a sua dependência do contexto e quanto ao seu processo (Figura 2). Inovação Aberta Dimensões de análise conteúdo dependência do contexto processo Categorias de interpretação - dimensão da abertura - atividades inerentes - eficácia - interno - externo - abertura das práticas de inovação - forma com que as práticas de inovação aberta são conduzidas. Figura 2: Dimensões de análise e categorias de interpretação da inovação aberta 5

6 Como se observa, há uma vinculação entre processos que conduzem à inovação social e os preceitos de inovação aberta. De fato, se a inovação social se caracteriza pelo envolvimento de atores da sociedade civil, autonomamente ou em parceria com o poder público na busca de soluções para seus problemas, a ação conjunta dos atores fornece a necessária sinergia e o essencial fluxo de conhecimentos teóricos e práticos para a obtenção de resultados duradouros. Nesse sentido, as experiências desenvolvidas pelos living labs merecem destaque como uma alternativa atual para a realização de inovações sociais, pois se apresentam como uma abordagem à inovação em que se tenta congregar num ecossistema de comunidades e serviços todas as entidades envolvidas na cadeia de valor de uma nova tecnologia social. 3. MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO O desenvolvimento desta pesquisa usa o método de estudo de caso. A escolha deste método se encaixa nas proposições de Yin (2001). A unidade de análise contempla os Living Labs que integram a Rede Brasileira dos living labs, que atua como uma sub-rede da ENoLL e as redes instituídas pelos living labs em suas localidades e regiões. O objeto de pesquisa refere-se ao modelo de inovação aberta adotado pelos living labs. Foram entrevistados os responsáveis de quatro living labs de acordo com a disponibilidade e retorno aos contatos preliminares estabelecidos via ou telefone ao longo dos meses de outubro e novembro de 2001, além da existência de contatos no site da ENoLL, sendo eles: Espirito Santo Cidadania Digital (Vitória, Espirito Santo) Living Lab INdT (Manaus, Amazonas), Amazonas Living Lab (Manaus, Amazonas) e Habitat Living Lab (Vitória, Espirito Santo). As entrevistas se realizaram por telefone entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, com duração média de 60 minutos, tomando por base um roteiro semi-estruturado permitindo uma interação maior entre o entrevistado e o entrevistador. As evidências levantadas nas entrevistas e, adicionalmente na análise dos dados secundários disponíveis em diferentes mídias, principalmente no endereço eletrônico dos living labs e seus parceiros, foram interpretadas qualitativamente utilizando como base a análise das dimensões de análise e categorias de interpretação da inovação social (Figura 1) e da inovação aberta (Figura 2). 4. APRESENTAÇÃO DOS LIVING LABS 4.1. Características dos living labs O conceito de living lab foi introduzido por William Mitchell, professor no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT). Inicialmente foi utilizado para observar os padrões de vida dos usuários de uma casa inteligente para uma período de tempo futuro em um estudo do MediaLab e Faculdade de Arquitetura e Planejamento Urbano (Galli 2010; ENoLL 2010). Um living lab típico é um projeto colaborativo envolvendo empresas, governo, academia e centros tecnológicos, no qual os usuários estão envolvidos em estágios de desenvolvimento nascentes e, através de sucessivas iterações, são validados em ambientes reais (Almirall & Wareham, 2011). Os living labs são movidos por dois princípios fundamentais: (1) os usuários como foco no processo de inovação, e (2) a experimentação no mundo real, com o objetivo de fornecer estrutura e governança para a participação do usuário no processo de inovação (Almirall & Wareham, 2008). 6

7 Na atualidade não há, entretanto, uma definição única para os, existindo, por exemplo, definições propostas em redes constituídas, no contexto de alguns projetos, por financiadores de pesquisa e na academia. A Rede Europeia de Living Labs (EnoLL, 2012) define um living lab como "um ambiente de inovação aberta em situações reais em que inovação centrada no usuário é o processo de co-criação de novos serviços, produtos e infra-estruturas sociais" enquanto o Projeto Europeu CoreLabs (CoreLabs, 2012) define living labs como "um sistema que permite que pessoas, os usuários / consumidores de serviços e produtos, tomem papéis ativos como contribuintes e co-criadores no processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação". Além disso, os living labs podem ser percebidos como "uma arena para a inovação, uma estrutura e uma comunidade de longo prazo ao contrário de relacionada a um único projeto, onde experiências, rotinas e condições são construídos para dtransformar idéias em inovações" (VINNOVA, 2012). O European Communities (2009) considera um living lab como um ecossistema de inovação aberta centrada no usuário que permite aos usuários tomar parte ativa no processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Outras descrições sobre living labs são encontradas na literatura. A Figura 3 procura ilustrar a variedade de conceitos existentes. Autores Schumacher and Feurstein (2007) Bergvall-Kåreborn et al. (2009) Eriksson et al., (2005) Ballon et al., (2005). Stahlbröst (2008) Feurstein et al., (2008) Figura 3: Conceitos sobre living labs Definição Metodologia de pesquisa para detecção, validação e refinamento de soluções complexas em múltiplos contextos da vida real, onde as inovações, como novos serviços, produtos ou melhorias de aplicação, são validados em ambientes empíricos dentro de contextos regionais. Meio de inovação centrada no usuário construída na rotina do dia a dia da prática e pesquisa, com uma abordagem que facilita a influência do usuário em processos de inovação abertos e compartilhados nos quais se dedicam todos os parceiros relevantes nos contextos da vida real, com o objetivo de criar valores sustentáveis. Metodologia de pesquisa centrada no usuário para a detecção, prototipagem, validação e refinamento de soluções complexas em múltiplos contextos e evolução da vida real Ambiente de experimentação em que a tecnologia é dada forma em contextos da vida real e na qual (finais) são consideradas "co-produtores" Abordagem de pesquisa e desenvolvimento centrada no indivíduo em que as inovações são co-criadas, testadas e avaliadas no contexto dos usuários. Abordagem sistêmica à inovação na qual todos os interessados em um produto, serviço ou aplicação participam diretamente do seu processo de desenvolvimento. Embora a diversidade de formas de definição, é possível entender o living lab como um ambiente estruturado em uma rede de inovação social constituída por atores da sociedade civil, autonomamente ou em parceria com o poder público, atuando em conjunto com os interessados na co-criação e no desenvolvimento de novas soluções, novos serviços ou novos modelos de negócios sustentáveis. Dois aspectos particularmente interessantes do conceito de living labs merecem destaque, pois representam os contornos que delineam o processo de inovação social. O primeiro refere-se a que ele fornece uma configuração a partir de formas de inovação aberta alinhada com conceito introduzido por Chesbrough (2003, 2006). O outro, decorrente do primeiro, considera que a inovação só terá importância se criar valor para os usuários e para a 7

8 sociedade. Essa ligação acontece por meio da interação entre o os diversos atores, na chamada co-criação de valor (Prahalad &Ramaswamy, 2004). 4.2 A Rede Europeia de Living Labs (ENoLL) Os livings labs cresceram na Europa a partir de 2005, vindo de experiências da vida real nos países nórdicos. Muito cedo, uma primeira rede, com o nome Living Labs-Europa, sob a liderança de uma pequena consultoria dinamarquesa (Interlace) foi criada. Instituída oficialmente em novembro de 2006 sob a presidência finlandesa, o ENoLL, a Rede Europeia de Living Labs, tem crescido no que se denominou de ondas, tendo sido lançadas cinco ondas com 274 living labs aceitos. Em fevereiro de 2012, encerrou-se a chamada de novos projetos no âmbito da sexta onda. A Rede Europeia de living labs (ENoLL) é uma comunidade de living labs com uma estratégia sustentável para fomentar a inovação de forma sistemática, por meio do a apoiar a pesquisa, desenvolvimento e inovação co-criativa, centrada no ser humano e orientada para o usuário para melhor atender às necessidades das pessoas. Está estruturada como uma associação internacional independente de Living Labs na Europa e no mundo, sem fins lucrativos, com sede em Bruxelas. Todos os living labs com a participação da ENoLL possuem a característica de envolver os usuários no processo de inovação através da experimentação da vida real. A maioria deles, embora não todos constituem-se de Parcerias - Público - Privadas (PPPs) a partir de iniciativas acadêmicas, como uma evolução das unidades de transferência de tecnologia nas universidades, ou como órgãos municipais de promoção da inovação. São, portanto, relativamente pequenas organizações que desempenham um papel de coordenação entre universidades, empresas, órgãos públicos e usuários, oferecendo uma série de serviços, diretamente ou através de parceria com outras empresas. Alguns deles organizam os usuários como um grupo de voluntários enquanto outros os recrutam na base do projeto. 4.3.Os living labs no Brasil Diversos grupos brasileiros já submeteram propostas ao ENoLL e, atualmente, existem dez membros brasileiros com reconhecimento e atuando segundo a metodologia de inovação aberta adotada na Europa, tendo feito parte da 3ª e 4ª onda do ENoLL. Ou seja, hoje são dez living labs brasileiros reconhecidos pela União Européia, todos com foco principal de atuação relacionado com a inovação social, além das atividades de pesquisa, desenvolvimento e aplicações reais. Nesse universo dos living labs brasileiros estão presentes, dentre outras, ações concretas relacionadas com a promoção da cidadania informacional, redução da pobreza e erradicação da miséria, atendimento a portadores de necessidades especiais e diminuição das desigualdades sociais. Com o objetivo de consolidar as atividades dos living labs brasileiros e possibilitar a integração dos mesmos, assim como a otimização das experiências já desenvolvidas, fez-se necessário, em primeiro momento, a criação da Rede Brasileira dos living labs como elemento articulador e de coordenação de suas ações. A constituição dessa Rede, que atua como uma sub-rede da ENoLL, possibilita a conexão e colaboração com demais Sub-Redes Internacionais de Living Labs, tais como aquelas dos continentes Americano, Asiático, Africano e Oceania. O marco de constituição desta sub-rede da ENoLL data de 2011, quando da realização do Workshop Internacional de Inovação do Amazonas (InovAmazonas 2011), quando se realizou uma Oficina Roadmap para a Rede Brasileira de living labs, na qual foram traçadas ações para uma política de inovação com foco nesses laboratórios. 8

9 Entre as medidas preconizadas incluiu-se a redação de uma carta denominada de Carta de Manaus (2011) que se constitui num pedido pelo reconhecimento formal dos living labs no Brasil e pela defesa de Programas de apoio e fomento à sub-rede nacional. O objetivo foi de abrir um canal permanente de diálogo visando a definição de Políticas Públicas Federais, Estaduais e Municipais, ajustadas ao movimento dos living labs no Brasil. Um segundo encontro realizado em 2011 em Vitória, no Espírito Santo, sediou um workshop internacional que contou com a presença de pesquisadores, doutores, mestres, autoridades do Ministério da Ciência e Tencologia - MCTI, membros dos Living Labs brasileiros, além do diretor de Inovação da União Europeia, onde se discutiu o cenário brasileiro e mundial dos ambientes de inovação social e inovação aberta, os living labs Descrição de living labs brasileiros Habitat Living Lab O Habitat Living Lab (2009) é a consolidação estruturada de projetos sociais, educacionais, de pesquisa & desenvolvimento e de extensão universitária. Seu início deu-se em 2003 em uma região de morro no município de Vitória - Espírito Santo, onde vivem aproximadamente 31 mil habitantes, os quais, em sua maior parte, vivem em situação de vulnerabilidades econômicas, sociais, culturais e educacionais. O Habitat Living Lab (2009) é uma estrutura em rede de projetos sociais, de educação, de pesquisa & desenvolvimento e de extensão universitária cujo propósito é desenvolver tecnologias amigáveis ao meio ambiente, com comunidades de baixa renda, para melhoria das condições de habitações urbanas e de propriedades rurais. As tecnologias desenvolvidas podem ser relacionadas a qualquer aspecto dos problemas habitacionais das pessoas de baixa renda e, portanto, necessariamente devem ser soluções de baixo custo para sua implantação e manutenção. A educação ambiental e a participação da comunidade são usados no desenvolvimento de tecnologia, respeitando a cultura local e, assim, contribuindo para o desenvolvimento local. Os usuários envolvidos devem ser organizados em fóruns ou outros movimentos para a discussão como esta permite a interação e envolvimento doslos com as atividades de MI, desde o planejamento até tecnologias de implementação e avaliação. A gestão do Habitat Living Lab (2012) é de responsabilidade do Laboratório de Tecnologias de Apoio a Redes de Colaboração LabTAR que reúne competências em Design da Informação, Gestão do Conhecimento, Gestão da Inovação e Gerenciamento de Projetos. Uma de suas principais atribuições é gerenciar o fluxo de informações dos projetos de interesse do Habitat Living Lab Núcleo de Cidadania Digital - NCD O Núcleo de Cidadania Digital NCD (2012) é um Programa de Extensão da Universidade Federal do Espírito Santo - UFES que oferece produtos e serviços para a comunidade a fim de promover a inclusão digital e estimular o exercício da cidadania por meio de ferramentas tecnológicas. Criado em agosto de 2005, o programa é mantido pela UFES e conta ainda com o apoio da Petrobras e da Prefeitura de Vitória. O Núcleo surgiu a partir da necessidade de uma iniciativa que contemplasse a inclusão digital de forma inovadora no Espírito Santo. Isso porque apesar de haver um crescimento contínuo do acesso às ferramentas de informática e à internet, pesquisas mostram que ainda existe um número significativo de pessoas que nunca tiveram a oportunidade de desfrutar dessas ferramentas. Diante dessa realidade, surgiu o NCD com o objetivo de promover a Cidadania Digital. Para isso, concentra esforços e desenvolve ações que visem à transformação social, 9

10 seja por meio do atendimento realizado, das capacitações promovidas, dos materiais produzidos ou pelo suporte dado aos projetos de inclusão digital do Espírito Santo. O Núcleo de Cidadania Digital NCD (2012) tem como estratégia a interação entre a Universidade e a sociedade civil. Neste sentido, o NCD caminha na perspectiva de formar e fomentar parcerias (com escolas, ONG's, OSCIP's, entre outras organizações) além de promover uma intervenção efetiva por parte de seus alunos, reafirmando seus valores por meio do protagonismo estudantil que compreende uma forma de intervenção direta dos estudantes na sociedade Instituto Nokia de Tecnologia - InDT O Instituto Nokia de Tecnologia - InDT (2011) é um Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento independente e sem fins lucrativos, fundado pela Nokia e focado na geração de novos conceitos, produtos e soluções para as áreas relacionadas com tecnologias móveis e Internet. Seus recursos são provenientes de serviços prestados a clientes e dos benefícios de isenção fiscal estabelecidos pela Lei de Informática (8.387/91). Desenvolvem produtos, ferramentas, tecnologias habilitadoras e soluções que geram maior eficiência e redução de custos de manufatura. Realizam, ainda, pesquisas aplicadas em áreas relacionadas a plataformas e metodologias de desenvolvimento software, tecnologias de rede, sustentabilidade, interfaces de usuário, gestão de projetos, usabilidade, logística, tecnologias de produto e manufatura. A partir de seus laboratórios, alguns com estrutura única no Brasil, provem serviços de consultorias, testes e certificações nas áreas de tecnologias de rede, usabilidade, logística e tecnologias de produto. Estão baseados em quatro centros de operação no Brasil. O maior grupo de pesquisadores está em Manaus, acomodado em um prédio anexo à fábrica da Nokia e trabalhando em cooperação com os times localizados nas unidades em: Brasília; Recife; e em São Paulo, próximo à sede da Nokia no Brasil. Além disso, visando a promoção da transferência de tecnologia, possui pesquisadores em outras sedes da Nokia no mundo. O Instituto Nokia de Tecnologia - InDT (2011) busca estabelecer acordos de cooperação com o Governo, universidades, empresas, projetos, instituições públicas e privadas e outros centros de P&D, além de manter parcerias com as principais universidades e centros de pesquisa do mundo para compartilhar conhecimentos, promover o desenvolvimento científico e fomentar a cultura de inovação. Adicionalmente, pesquisadores do INdT ministram disciplinas e coordenam projetos em programas de formação técnica, graduação e mestrado, capacitando estudantes e profissionais para a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias, aplicativos e soluções para dispositivos móveis. Estas ações criam um ambiente propício para a produção de artigos e outras publicações científicas Amazonas Living Lab O Amazonas Living Lab está estruturado a partir da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas SECT/AM (2009) e tem por missão integrar Ciência e Tecnologia no desenvolvimento regional, o Amazonas Living Lab apresenta uma forte interação institucional com as comunidades de investigação, com a política empresarial e os cidadãos. Sua estrutura inclui: o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Amazonas - SECT, o Secretário Executivo e três entidades diretas: a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas - FAPEAM, uma fundação que fornece os recursos financeiros para as atividades de PD&I no Estado do Amazonas, a Universidade Estadual do Amaznoas UEA e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas CETAM. 10

11 Sua finalidade é o desenvolvimento de programas em rede dirigidos a aumentar o valor econômico, ambiental e social das populações regionais centrados na idéia da sustentabilidade, especialmente relacionados com a natureza, a cultura de inovação tecnológica e educação ambiental. Funciona como um ambiente que permite que as empresas e o setor público cooperem com organizações de pesquisa e usuários na região amazônica. Tem apoiado a co-criação de plataformas ques permitem o acesso à internet, energia e serviços com iniciativas para fornecer energia elétrica para comunidades isoladas (dentro do Programa do Governo Federal Luz para Todos) onde, em alguns casos, as comunidades formam os seus próprios recursos para produzir energia elétrica utilizando tecnologias que em muitos casos, foram co-criada entre as universidades locais, empresas e comunidades. 4.5 Análise da atuação de living labs no Brasil à luz da teoria Quanto a inovação social No que diz respeito à inovação social, três dimensões de análise são consideradas: resposta a uma demanda específica, governança das inovações sociais e transformação da democracia representativa e a governança democrática das instituições. Inicialmente, em relação à demanda específica, constata-se que os living labs estabelecem rotinas institucionalizadas que envolvem o desenvolvimento, a implementação e a coordenação de ações para a promoção da inovação social. Essas ações se configuram como formas de inovação aberta beneficiadas pela cooperação com diversos parceiros complementares entre si no âmbito do desenvolvimento e da execução de projetos singulares que promovam a inovação social. Quanto à governança das inovações sociais, as atividades dos living labs se estruturam em dois níveis: estratégico e operacional. No nível estratégico, e no âmbito da estrutura central de apoio dos living labs e dos representantes das comunidades de usuários, processam-se a gestão dos projetos, a avaliação, a divulgação dos resultados e a captação de apoio institucional, político e financeiro. No nível operacional, cada projeto em si segue um fluxo relativamente comum, respeitadas singularidades de cada projeto. A transformação da democracia representativa e a governança democrática das instituições se percebe a partir da ação dos living labs que se processa de forma conjunta e com a efetiva participação dos atores envolvidos consolidando espaços democráticos ao se apresentarem como uma abordagem à inovação em que se tenta congregar num ecossistema de comunidades e serviços todas as entidades envolvidas na cadeia de valor de uma nova tecnologia social. Baseia-se no entendimento de que a estrutura em redes é a forma organizacional mais promissora para lidar com o grande desafio contemporâneo de encontrar formas de funcionamento sustentável para a sociedade no que se refere aos seus aspectos ambientais, culturais, sociais e econômicos Quanto a inovação aberta No que diz respeito às questões relativas à inovação aberta que se opera no âmbito dos living labs, três aspectos fundamentais foram considerados: o seu conteúdo, a sua dependência do contexto e o seu processo. Em relação ao conteúdo, as dimensões de análise desenvolvidas foram: a dimensão de abertura, as atividades inerentes à gestão do conhecimento e a eficácia das ações. Quanto a dependência o contexto pode ser considerado como interno e externo. Os processos, são abordados a partir da abertura das práticas de inovação e da forma com que as práticas de inovação aberta são conduzidas. 11

12 A dimensão da abertura da inovação no âmbito dos living labs se constitui a partir da constituição dos living labs como organizações em rede, de múltiplos atores, com o objetivo de gerar soluções às necessidades sociais, caracterizando inovações abertas tanto em relação ao uso de conhecimentos externos quanto do compartilhamento de conhecimentos internos. Procura-se tornar a inovação um resultado de interações de modo colaborativo de vários atores com competências e experiências distintas, porém complementares que os unem em torno de atividades e serviços inovadores que são motivados pelo objetivo de atender uma necessidade social. As atividades inerentes a inovação aberta, nesse contexto, tem caráter interativo e sistêmico, o que implica que a aprendizagem ocorre por interação. A capacidade de criar, utilizar e disseminar novos conhecimentos transcende a esfera individual e passa a ocorrer através da contínua interação entre os atores. Nos living labs, as práticas de inovação aberta são conduzidas pela busca do desenvolvimento de tecnologias e criação de inovações que saem dos laboratórios fechados em direção a vida cotidiana, originando-se das necessidades de usuários capazes de explicitar, de forma representativa, suas necessidades e, que deixam de serem percebidos somente como receptores passivos de tecnologia desenvolvida por outros. Ao aproximar o processo de desenvolvimento da tecnologia das suas potenciais situações de utilização, um living lab permite que os fatores sociais e de utilização associados a essa tecnologia sejam mais facilmente integrados nesse desenvolvimento, aumentando assim substancialmente a eficácia das tecnologias desenvolvidas, criando uma intervenção alternativa àquelas realizadas pelo setor privado e pelo setor público. Levando-se em conta o contexto interno, a rede que se constitui a partir de um living lab apresenta diversas intencionalidades, destacando-se: (a) assegurar uma resposta mais clara e consistente às demandas e necessidades sociais; (b) tornar mais eficazes as políticas públicas; (c) proporcionar maior sinergia às ações, (c) ampliar a eficiência na aplicação dos recursos disponíveis; (d) promover a integração e cooperação entre os atores; e (e) permitir a análise e entendimento da realidade e, com isso, propor soluções mais eficazes. Frente ao contexto externo os living labs apresentam um diferencial em relação às outras metodologias de inovação ao se constituírem como intermediários que mediam o envolvimento dos usuários, os interessados no produto dos projetos, junto com pesquisadores, empresas e instituições públicas, por meio da captura e codificação dos conhecimentos em ambientes da vida real, na busca de novas soluções, serviços ou novos modelos de negócio, gerando inovação social. Tais soluções tem origem nas necessidades de usuários capazes de explicitar, de forma representativa, seus interesses e, que deixam de serem percebidos somente como receptores passivos de tecnologia desenvolvida por outros. A possibilidade de ampliação da abertura das práticas de inovação surge das oportunidades de que os living labs possam se inserir em outras redes, sejam elas locais ou regionais, nacionais ou internacionais de múltiplos atores para a promoção de inovação social e obtenção de vantagens individuais e coletivas. Em nível local ou regional, a atuação dos living labs por meio da colaboração em rede facilita a reunião e integração de recursos e capacidades complementares de diferentes atores, possibilitando às organizações que integram a rede, obter ganhos que não seriam capazes de obterem individualmente. Nacionalmente, a interação e colaboração entre os living labs Brasileiros se dá por meio da recém-criada Rede Brasileira dos living labs, que atua como uma sub-rede da ENoLL que possibilta consolidar as atividades dos living labs brasileiros e a integração dos mesmos, assim como a otimização das experiências já desenvolvidas e, ainda, a conexão e colaboração com demais Sub-Redes Internacionais de living labs. 12

13 No âmbito internacional, por meio da inserção na Rede Européia de living labs EnoLL, os living labs brasileiros obtém sua legitimação além de possibilitar o acesso a fundos de pesquisa e inovação da Comissão Européia e a programas financiados conjuntamente pela União Européia e pelo Governo Federal brasileiro, no âmbito da pesquisa, desenvolvimento e aplicação de tecnologias tendo como foco o cidadão e o seu bem-estar numa sociedade justa e sustentável. Importantes questões de governança neste estágio incluem a seleção adequada de parceiros, a avaliação das contribuições, a propriedade da propriedade intelectual, divisão de lucros e perdas, a tomada de decisão no grupo e gestão de conflitos. Também, a dificuldade em gerir parceiros quando são mobilizados por incentivos muito diferentes, torna relevante a atração de individuos altamente motivados e capazes para a promoção de inovações sociais. Outra questão importante em relação ao processo de inovação aberta refere-se a captura do valor de inovação, sendo que os living labs se utilizam tanto de métodos formais quanto informais para a apropriação da inovação. Porém, de modo geral a captura de valor se dá pelos que integram a rede, por meio de vantagens que incluem o acesso a conjuntos de saberes diferentes e complementares, reduzindo riscos através de compartilhamento dos mesmos, acessando novos mercados ou fontes de recursos e, combinando, assim, competências complementares. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente artigo analisou as inovações sociais se consolidam ao longo do tempo e de que forma ocorre a inovação aberta. Tomando por base as evidências levantadas nas entrevistas e, adicionalmente na análise dos dados secundários disponíveis, é possível perceber que o conceito de inovação aberta encontra uma das suas formas de operacionalização no modelo denominado de living labs. De fato, evidencia-se uma combinação de processos participativos e colaborativos desenvolvidos em um ambiente estruturado em uma rede de inovação social constituída por atores da sociedade civil, autonomamente ou em parceria com o poder público, atuando em conjunto com os interessados na co-criação e no desenvolvimento de novas soluções, novos serviços ou novos modelos de negócios sustentáveis para obtenção de resultados que se refletem no atendimento de necessidades sociais. Os livings labs se tornam, portanto, um ambiente em que as inovações sociais encontram um lócus favorável para florescer, pois os vínculos formais, informais e virtuais entre os diversos atores pode ocorrer de forma sinérgica e concentrada, porém com abrangências distintas. A principal limitação desta pesquisa está na quantidade de atores pesquisados, já que a extensão e a diversidade proporcionariam a ampliação destes dados e forneceria maiores subsídios para análise ao ser possível contextualizar os diferentes tipos de papéis assumidos pelos atores no âmbito local e regional dos living labs, na Rede Brasileira dos living labs e na Rede Européia de living labs e, especialmente, permitindo levar a cabo a triangulação, que consiste na obtenção de evidências de um mesmo fenômeno a partir de fontes diferentes (Eisenhardt, 1989). A implicação teórica que se retira dos casos analisados, apesar de suas limitações, é de que estudos sobre inovação social encontram nos preceitos defendidos por autores que preconizam a inovação aberta (por exemplo, Chesbrough 2003, 2006) bases de argumentação e categorias de análise que se adaptam aos objetivos a que se propõem. De fato, se a inovação social, por definição, implica na participação de todos os atores envolvidos, num processo de construção social, e a utilização de redes e de mecanismos de coordenação de atividades facilitam a vinculação, a comunicação e a ação conjunta. 13

14 Ainda mais, implicações sobre laços fortes e laços fracos entre os diferentes atores e instituições envolvidas merecem maior atenção teórica, que se projeta além, exclusivamente da inovação aberta. A inovação social pressupõe uma gênese e um envolvimento multidirecional possibilitam a introdução de conceitos advindos de outras áreas de estudo e, até, de outras disciplinas. Assim, estudos mais amplos realizados no âmbito dos living labs e, particularmente, no interior de diferentes projetos por eles conduzidos, poderiam gerar um corpo de proposições consistentes para o entendimento de como se processam as inovações socais, contribuindo, portanto, para a solidificação de uma ainda incipiente teoria sobre o tema. 6. REFERÊNCIAS Almirall, E. & J. Wareham. (2008). Living Labs and open innovation: roles and applicability. Electronic Journal for Virtual Organizations and Networks 10: Almirall, E. & J. Wareham. (2011). Living Labs: arbiters of midand ground-level innovation. Technology Analysis & Strategic Management Vol. 23, No. 1, January 2011, Amazonas Living Lab. (2009). Recuperado em 05 de fevereiro, 2012, de Ballon, P., Pierson, J. & S. Delaere. (2005). Open Innovation Platforms for Broadband Services: Benchmarking European Practices. Proceedings of 16th European Regional Conference, Porto, Portugal, September 4-6. Bergvall-Kåreborn, B., Ihlström Eriksson, C., Ståhlbröst, A., & Svensson, J. (2009). A Milieu for Innovation - Defining Living Lab. Accepted to the 2nd ISPIM Innovation Symposium, New York, December 6-9. Bignetti, Luiz Paulo. (2011). As inovações sociais: uma incursão por ideias, tendências e focos de pesquisa. Ciências Sociais Unisinos 47(1):3-14, janeiro/abril Chesbrough, H. W.; Vanhaverbeke, W. & WEST, J. (2008). Open Innovation Researching A New Paradigm. Oxford: Oxford University Press. Chesbrough, Henry. (2003). Open Innovation. The New Imperative for creating and profiting from technology. Harvard Business School Press. Chesbrough, Henry. (2006). Open Business models. How to thrive in the new innovation landscape. Harvard Business School Press. Cloutier, J. (2003). Qu est-ce que l innovation sociale? Crises, ET0314. Recuperado em 27 de janeiro, 2012, de CoreLabs. (2008). Recuperado em 27 de janeiro, 2012, de Dahlander, L., Gann, D.M. (2010). How open is innovation? Research Policy, n. 39, Dittrich, K. & Duysters, G. (2007). Networking as a Means to Strategy Change: The Case of Open Innovation in Mobile Telephony. The Journal of Product Innovation Management, n.24. Dodgson, M; Gann, G. & Salter, A. (2006). The role of technology in the shift towards open innovation: the case of Procter & Gamble, R&D Management, v.36, n.3. 14

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