Herança multifatorial

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Herança multifatorial"

Transcrição

1 Introdução Herança multifatorial Conceito Fundamentos básicos da herança multifatorial Modelo básico Distribuição normal sino 1

2 Exemplos de características multifatoriais O modelo de limiar Normais Altura Cor de cabelo Peso Pressão sanguínea Patológicas Fenda labial Diabetes Hipertensão Depressão Alzheimer Risco de recorrência São empíricos São específicos para uma determinada população Baseados em estudos de famílias Fatores que influenciam o risco de recorrência... Número de indivídos afetados na família Sexo do afetado Gravidade do distúrbio Grau de parentesco 2

3 Herança monogênica x Multifatorial Quanto maior o número de locus envolvidos Maior a variabilidade de genótipos e fenótipos Estudos em gêmeos Frequência: 1/100 nascimentos Taxa de concordância em gêmeos MZ e DZ Menor a contribuição de cada locus Estudos de adoção Ex: Esquizofrenia 8 a 10% de crianças adotadas cujos pais naturais têm a doença Defeitos congênitos: - Frequência: 3% 1.Defeitos de fechamento do tubo neural (DTN) Tipos anencefalia espinha bífida cefalocele 1/1.000 nascimentos Mais frequente no sexo feminino 3

4 Etiologia Anencefalia está associada a: Mais de 20 síndromes MONOGÊNICAS e a anomalias CROMOSSÔMICAS Mutações gênicas Anomalias cromossômicas Multifatorial Sindrome de Meckel Gruber Sindrome de Edwards Sindrome de Patau Sindrome de VATER Triploidia associada a agentes TERATOGÊNICOS: Diabetes materna Drogas, em especial as anticonvulsivantes Indutores de ovulação Ácido Fólico vitamina B Prevenção: ácido fólico reduz o risco de DTN Fortificação da farinha em vários países. nutriente essencial - cofator enzimático participa de: - doação de grupamentos metil - metabolismo de aas - síntese de purinas Fatores genéticos 2. Fenda labial com ou sem palato fendido 4

5 Distúrbios multifatoriais na população adulta Mais frequente em meninos Vários genes (ex: IRF6) Fator ambiental: cigarro? Teratógenos Alcoolismo 10% homens adultos e 3% mulheres Quando um genitor é afetado, risco 3 a 5 vezes maior para a prole. Tipo I (> 25 anos, solitários) e Tipo II (< 25 anos, extrovertidos) Agentes teratogênicos Definição Histórico: * Gregg (1941) apresentou a primeira evidência- rubéola * Lenz (1962) - talidomida Dificuldades para provar a teratogenicidade em humanos Homem: exposto a de substâncias, destas foram testadas em animais e cerca de 30 foram comprovadas como teratogênicas. Estudos experimentais: diferenças genéticas individuais e entre as espécies na resposta aos efeitos teratogênicos Ex: talidomida em camundongos e humanos Fatores que influenciam na determinação do risco teratogênico 1. Dose do agente 2. Época de exposição 3. Genótipo da mãe e do feto Estudos epidemiólogicos 5

6 Agentes teratogênicos Químicos Físicos Biológicos 1.Substâncias químicas Ácido retinóico Andrógenos Lítio Mercúrio orgânico Talidomida Tetraciclinas Teratógenos Sindrome da Talidomida Talidomida Defeitos FOCOMELIA Perda gestacional, anomalias cardíacas, renais, microtia e surdez. RISCO de 20% para os fetos expostos entre o 34º e 50º dias de gravidez Retinóides vitamina A (retinol), ácido retinóico (tretinoína), a isotretinoína e o etretinato. São utilizados no tratamento de doenças da pele como acne e psoríase. Qual a dose teratogênica? Em que período é prejudicial? Alguns retinóides podem permanecer na circulação mesmo depois de cessado o tratamento, portanto seu uso deve ser evitado não só periconcepcionalmente, mas com grande antecedência pré-concepcional 6

7 Que defeitos causam? hidrocefalia, assimetria facial, malformações cardiovasculares e outros defeitos de SNC. MISOPROSTOL: Nome comercial CYTOTEC Risco incerto Usado como abortivo No 1º trimestre foram relatados casos com defeitos de membros e diversas anomalias de SNC. 2. Infecções Rubéola Rubéola Sífilis Toxoplasmose O período crítico de aquisição da rubéola é da 4ª a 8ª semana de gestação Catarata congenita 3. Radiação Ionizante Os maiores efeitos sobre o feto associados à radiação são retardo mental, microcefalia e retardo de crescimento Período crítico - 8ª e 15ª semanas de gestação Doses menores que 5 rads (em geral) não oferecem risco 7

8 Radiação e a carcinogênese doses iguais ou maiores que 10 rads recebidas pelo feto produzem um aumento do risco para câncer infantil risco é incerto 4. Distúrbios metabólicos maternos Alcoolismo Diabetes Deficiência de ácido fólico Hipertermia Fenilcetonúria Doença reumática Álcool 1/100 nascimentos Síndrome do álcool fetal Vulnerabilidade ao etanol na populaçäo Severidade do fenótipo depende da dose, período e epoca de exposiçäo Síndrome do álcool fetal Síndrome de álcool fetal: Retardo do crescimento intrauterino; Retardo mental; Malformações faciais leves. 8

9 Importante! Cérebro só termina seu desenvolvimento no período pósnatal Qualquer dose, em qualquer período pode ser teratogenica pois nao há como identificar as mulheres mais suscetíveis Serviços de Informação sobre Agentes Teratogênicos Surgiram nadecada de 80 naeuropa, EUA e Canadá Serviço de informação gratuito! 1990 primeiro serviço no Brasil (Porto Alegre) 1992 RJ e atualmente RJ, SP e RS 9

HERANÇA MULTIFATORIAL

HERANÇA MULTIFATORIAL HERANÇA MULTIFATORIAL Resulta de uma combinação de PEQUENAS VARIAÇÕES nos genes que juntas podem produzir ou predispor a um grave defeito, em geral EM CONJUNTO COM FATORES AMBIENTAIS. Tendem a recorrer

Leia mais

CONCEITOS BÁSICOS EM GENÉTICA

CONCEITOS BÁSICOS EM GENÉTICA CONCEITOS BÁSICOS EM GENÉTICA HISTÓRICO: Veio ao Serviço de Aconselhamento Genético do Hospital de Clínicas, um casal jovem com o seguinte relato: a) homem fenotipicamente normal, com 35 anos, obeso, pertencente

Leia mais

AVALIAÇÃO DO ESTILO PARENTAL DE PAIS DE CRIANÇAS PORTADORAS DE SÍNDROMES GENÉTICAS NA TRÍPLICE FRONTEIRA

AVALIAÇÃO DO ESTILO PARENTAL DE PAIS DE CRIANÇAS PORTADORAS DE SÍNDROMES GENÉTICAS NA TRÍPLICE FRONTEIRA CIÊNCIAS DA SAÚDE AVALIAÇÃO DO ESTILO PARENTAL DE PAIS DE CRIANÇAS PORTADORAS DE SÍNDROMES GENÉTICAS NA TRÍPLICE FRONTEIRA VOLPATO VIEIRA, Marília. Estudante do Curso de Medicina ILACVN UNILA; E-mail:

Leia mais

Microcefalia na atenção básica

Microcefalia na atenção básica Microcefalia na atenção básica Enfoque da Medicina Fetal Dra. Jamile Simas Abi Saab MICROCEFALIA NA ATENÇÃO BÁSICA Microcefalia: malformação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.

Leia mais

Causas Microcefalia é o resultado do crescimento abaixo do normal do cérebro da criança ainda no útero ou na infância. A microcefalia pode ser

Causas Microcefalia é o resultado do crescimento abaixo do normal do cérebro da criança ainda no útero ou na infância. A microcefalia pode ser Microcefalia Microcefalia Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que os de outras da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente

Leia mais

Enfermagem na atenção à saúde materno-fetal: pré-natal

Enfermagem na atenção à saúde materno-fetal: pré-natal Enfermagem na atenção à saúde materno-fetal: pré-natal Idade: o profissional de saúde dever ter sua atenção voltada aos extremos da vida reprodutiva: os casais adolescentes ou aqueles com idade acima de

Leia mais

A criança portadora de deficiência

A criança portadora de deficiência A criança portadora de deficiência Unifenas - FCM Pediatria e Puericultura Prof. Dr. Orlando A. Pereira Pessoas Portadoras de Deficiências São pessoas que apresentam significativas diferenças físicas,

Leia mais

Vigilância e prevenção das Doenças de transmissão vertical 2016/2017

Vigilância e prevenção das Doenças de transmissão vertical 2016/2017 Vigilância e prevenção das Doenças de transmissão vertical 2016/2017 Principais Doenças de Transmissão Vertical no Brasil Sífilis congênita HIV-AIDS Hepatites B e C Rubéola congênita Toxoplasmose congênita

Leia mais

Biologia Genética Fácil [20 Questões]

Biologia Genética Fácil [20 Questões] Biologia Genética Fácil [20 Questões] 01 - (ESCS DF) Em uma população, conhece-se a freqüência de daltônicos. Sabendo-se que nela, o número de mulheres e de homens é aproximadamente igual e conhecendo-se

Leia mais

03. (U. Alfenas-MG) Analise o heredograma abaixo e assinale a alternativa correta.

03. (U. Alfenas-MG) Analise o heredograma abaixo e assinale a alternativa correta. PRIMEIRA LEI DA GENÉTICA 01. (UFPE) Renato (III.1), cuja avó materna e avô paterno eram albinos, preocupado com a possibilidade de transmitir o alelo para o albinismo a seus filhos, deseja saber qual a

Leia mais

Fundamentos da Genética. Professor: Anderson Marques de Souza 2016

Fundamentos da Genética. Professor: Anderson Marques de Souza 2016 Fundamentos da Genética Professor: Anderson Marques de Souza 2016 Genética: Conceitos Básicos 1º estuda a transmissão de características da célula-mãe para a célula-filha; 2º estuda as características

Leia mais

é um tipo de gráfico que representa a herança genética de determinada característica dos indivíduos representados...

é um tipo de gráfico que representa a herança genética de determinada característica dos indivíduos representados... é um tipo de gráfico que representa a herança genética de determinada característica dos indivíduos representados... EXEMPLO DE UM HEREDOGRAMA Herança Autossômica Dominante Critérios da Herança Autossômica

Leia mais

Isotretinoína Aurovitas

Isotretinoína Aurovitas Isotretinoína 10 mg e 20 mg cápsulas moles Plano de Prevenção da Gravidez Guia do doente para a utilização de isotretinoína Guia do doente para a utilização de isotretinoína 10 mg e 20 mg cápsulas moles

Leia mais

Recém-nascido de termo com baixo peso

Recém-nascido de termo com baixo peso Reunião de Obstetrícia e Neonatologia Abril 2014 Recém-nascido de termo com baixo peso Departamento da Mulher, da Criança e do Jovem Unidade Local de Saúde de Matosinhos - ULSM Andreia A. Martins 1, Ângela

Leia mais

Importante: escolha uma só resposta para cada pergunta. Cada resposta correta será contabilizada com 0,4 valores.

Importante: escolha uma só resposta para cada pergunta. Cada resposta correta será contabilizada com 0,4 valores. DATA: 21/12/2012 DURAÇÃO: 1h+30min DOCENTE: Doutora Goreti Botelho COTAÇÃO: 20 valores INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA Departamento de Ciência e Tecnologia Alimentar Saúde, Nutrição

Leia mais

Coelhos Himalaia. c h c h c h c h c h c h c h c h. Acima de 29 C. Abaixo de 2 C. Próximo a 15 C

Coelhos Himalaia. c h c h c h c h c h c h c h c h. Acima de 29 C. Abaixo de 2 C. Próximo a 15 C Coelhos Himalaia c h c h c h c h c h c h c h c h c h c h Próximo a 15 C Acima de 29 C Abaixo de 2 C Herança Multifatorial Genética Mendeliana Os sete traços que Mendel observava em suas ervilhas eram os

Leia mais

Cromossomos sexuais e suas anomalias

Cromossomos sexuais e suas anomalias Cromossomos sexuais e suas anomalias Síndrome de Turner ou Monossomia do cromossomo X A Síndrome de Turner, descrita na década de 40, é característica do sexo feminino e ocorre numa proporção de 1:2500

Leia mais

Classificando as crises epilépticas para a programação terapêutica Farmacocinética dos fármacos antiepilépticos... 35

Classificando as crises epilépticas para a programação terapêutica Farmacocinética dos fármacos antiepilépticos... 35 Índice Parte 1 - Bases para a terapêutica com fármacos antiepilépticos Classificando as crises epilépticas para a programação terapêutica... 19 Classificação das Crises Epilépticas (1981)... 20 Classificação

Leia mais

. a d iza r to u a ia p ó C II

. a d iza r to u a ia p ó C II II Sugestões de avaliação Ciências 8 o ano Unidade 3 5 Unidade 3 Nome: Data: 1. As bactérias não têm núcleo nem DNA. Você concorda com essa afirmação? Justifique. 2. Uma mulher de 40 anos de idade está

Leia mais

Saúde do Homem. Medidas de prevenção que devem fazer parte da rotina.

Saúde do Homem. Medidas de prevenção que devem fazer parte da rotina. Saúde do Homem Medidas de prevenção que devem fazer parte da rotina. saúde do Homem O Ministério da Saúde assinala que muitos agravos poderiam ser evitados caso os homens realizassem, com regularidade,

Leia mais

Desnutrição na Adolescência

Desnutrição na Adolescência Desnutrição na Adolescência Adolescência CRIANÇA Desnutrição Anorexia/Bulimia Obesidade / Diabetes ADULTO Dietas não convencionais e restritivas Deficiência de ferro Cálcio, vitamina A, zinco, Vitamina

Leia mais

Ficha de trabalho n.º 6 Hereditariedade Humana Turma: 12º A

Ficha de trabalho n.º 6 Hereditariedade Humana Turma: 12º A ESCOLA SECUNDÁRIA DE CASQUILHOS BARREIRO BIOLOGIA - 12º ANO Ficha de trabalho n.º 6 Hereditariedade Humana Turma: 12º A Professora Isabel Lopes Em relação à teoria cromossómica da hereditariedade, podem

Leia mais

Guia para médicos sobre a prescrição de TOCTINO

Guia para médicos sobre a prescrição de TOCTINO Guia para médicos sobre a prescrição de TOCTINO Queira ler atentamente este guia antes de discutir com a sua doente a possibilidade de tratamento com TOCTINO. Aqui encontrará informação acerca da contraceção,

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DA DIETA DO ADOLESCENTE D I S C I P L I N A : N U T R I Ç Ã O E D I E T É T I C A II P R O F : S H E Y L A N E A N D R A D E

CARACTERÍSTICAS DA DIETA DO ADOLESCENTE D I S C I P L I N A : N U T R I Ç Ã O E D I E T É T I C A II P R O F : S H E Y L A N E A N D R A D E CARACTERÍSTICAS DA DIETA DO ADOLESCENTE D I S C I P L I N A : N U T R I Ç Ã O E D I E T É T I C A II P R O F : S H E Y L A N E A N D R A D E ADOLESCÊNCIA OMS: 10 a 19 anos Estatuto da criança e do adolescente:

Leia mais

Tipos de Estudos Clínicos: Classificação da Epidemiologia. Profa. Dra. Maria Meimei Brevidelli

Tipos de Estudos Clínicos: Classificação da Epidemiologia. Profa. Dra. Maria Meimei Brevidelli Tipos de Estudos Clínicos: Classificação da Epidemiologia Profa. Dra. Maria Meimei Brevidelli Roteiro da Apresentação 1. Estrutura da Pesquisa Científica 2. Classificação dos estudos epidemiológicos 3.

Leia mais

MARIA DINIZ NUNES PERFIL EPIDEMIOLOGICO DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS EM RECÉM-NASCIDOS NO ESTADO DO TOCANTINS NO PERÍODO DE 2004 A 2008

MARIA DINIZ NUNES PERFIL EPIDEMIOLOGICO DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS EM RECÉM-NASCIDOS NO ESTADO DO TOCANTINS NO PERÍODO DE 2004 A 2008 0 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE MARIA DINIZ NUNES PERFIL EPIDEMIOLOGICO DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS EM RECÉM-NASCIDOS NO ESTADO

Leia mais

Genética IV: Genética Bioquímica

Genética IV: Genética Bioquímica Genética IV: Genética Bioquímica 1. Genética da População Este campo alcançou seus avanços pelas leis propostas por duas pessoas, Hardy e Weinberg (1908). Vamos supor que em uma população haja dois alelos

Leia mais

REGISTO NACIONAL DE ANOMALIAS CONGÉNITAS

REGISTO NACIONAL DE ANOMALIAS CONGÉNITAS REGISTO NACIONAL DE ANOMALIAS CONGÉNITAS Relatório de 2008 2010 Registo Nacional de Anomalias Congénitas (RENAC) Relatório de 2008-2010 Departamento de Epidemiologia Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo

Leia mais

Oligofrenias. Oligofrenia Psicopatologia Geral e Especial Carlos Mota Cardoso

Oligofrenias. Oligofrenia Psicopatologia Geral e Especial Carlos Mota Cardoso Oligofrenia 1 Definição Utiliza-se esta designação para classificar todos os indivíduos duos que, havendo sofrido uma detenção mais ou menos prematura das suas funções psíquicas, apresentam uma deficiência

Leia mais

Curso anual de revisão em hemodinâmica e cardiologia intervencionista - SBHCI Riscos da exposição aos raios X em

Curso anual de revisão em hemodinâmica e cardiologia intervencionista - SBHCI Riscos da exposição aos raios X em Curso anual de revisão em hemodinâmica e cardiologia intervencionista - SBHCI 2012 São Paulo, 18 e 19 de outubro de 2012 Riscos da exposição aos raios X em intervenções cardiovasculares Lucía Canevaro,

Leia mais

DOENÇAS GENÉTICAS. Classificação das Doenças Genéticas. Distúrbios Monogênicos (Mendeliano)

DOENÇAS GENÉTICAS. Classificação das Doenças Genéticas. Distúrbios Monogênicos (Mendeliano) DOENÇAS GENÉTICAS Classificação das Doenças Genéticas Distúrbios cromossômicos Distúrbios Monogênicos (Mendeliano) Distúrbios Multifatoriais Distúrbios Oligogênicos e poligênicos Distúrbios Mitocôndriais

Leia mais

OS GENES NAS POPULAÇÕES. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas

OS GENES NAS POPULAÇÕES. Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas OS GENES NAS POPULAÇÕES Augusto Schneider Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas GENÉTICA POPULACIONAL Estudo dos genes e frequência dos alelos nas populações EQUILÍBRIO DE HARDY-WEINBERG

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Setor de Ciências Biológicas Departamento de Genética BG403 - GENÉTICA ANIMAL. Lista de Exercícios

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Setor de Ciências Biológicas Departamento de Genética BG403 - GENÉTICA ANIMAL. Lista de Exercícios UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Setor de Ciências Biológicas Departamento de Genética Profa Angelica Boldt BG403 - GENÉTICA ANIMAL Lista de Exercícios T7 GENÉTICA DE POPULAÇÕES 1) As propriedades genéticas

Leia mais

Sumário. 1 Rastreamento de doenças

Sumário. 1 Rastreamento de doenças Sumário 1 Rastreamento de doenças Álcool, abuso e dependência 2 Anemia 3 Aneurisma de aorta abdominal (AAA) 4 + Anormalidades do crescimento infantil 5 Atraso de fala e linguagem 6 + Bacteriúria assintomática

Leia mais

A síndrome do alcoolismo fetal, SAF, é resultado da ingestão de bebida alcoólica pela mãe durante o período de gestação.

A síndrome do alcoolismo fetal, SAF, é resultado da ingestão de bebida alcoólica pela mãe durante o período de gestação. Quando Malcolm nasceu, meu coração se partiu, ela disse. E a culpa, meu Deus, o sentimento de culpa... Quando descobriu que estava grávida, Ellen O Donovan estava perdendo a luta contra o alcoolismo. Meses

Leia mais

ABORTAMENTO HABITUAL CASO I5

ABORTAMENTO HABITUAL CASO I5 ABORTAMENTO HABITUAL CASO I5 CASO Beatriz, 20 anos, casada, procedente de Laranjal paulista, dona de casa. Extrabalhadora de fábrica de bonecas (contato com solventes). G3P0A2C0 TS= O+ DUM=28/11/2014 US=DUM

Leia mais

Dificuldades De Aprendizado. Lancet 2003; 362:

Dificuldades De Aprendizado. Lancet 2003; 362: Dificuldades De Aprendizado Lancet 2003; 362:811-821 Definições Dificuldade de aprendizado e retardo mental são rótulos aplicados a indivíduos que apresentam um teste de QI abaixo de um certo nível (geralmente

Leia mais

Extensões à Genética Mendeliana

Extensões à Genética Mendeliana Extensões à Genética Mendeliana Extensões à Genética Mendeliana Dominância Incompleta Codominância Alelos múltiplos (polialelismo) Alelos letais Epistasia (interação génica) DOMINÂNCIA INCOMPLETA Não há

Leia mais

Por quê? Mendelismo após Ronald A. Fisher. Dois aspectos essenciais à maioria de características genéticas

Por quê? Mendelismo após Ronald A. Fisher. Dois aspectos essenciais à maioria de características genéticas Dois aspectos essenciais à maioria de características genéticas Complexidade da relação entre genótipo e fenótipo que representa uma interação entre múltiplos fatores genéticos e ambientais A confusão

Leia mais

parte 1 estratégia básica e introdução à patologia... 27

parte 1 estratégia básica e introdução à patologia... 27 Sumário parte 1 estratégia básica e introdução à patologia... 27 1 Terapêutica: estratégia geral... 29 terminologia de doenças... 29 História do caso... 34 Disposição do fármaco... 39 Seleção do fármaco...

Leia mais

NORMAS COMPLEMENTARES AO EDITAL Nº 03 DE 2016 CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR ASSISTENTE 1 DA UNIRV UNIVERSIDADE DE RIO VERDE

NORMAS COMPLEMENTARES AO EDITAL Nº 03 DE 2016 CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR ASSISTENTE 1 DA UNIRV UNIVERSIDADE DE RIO VERDE UniRV NORMAS COMPLEMENTARES AO EDITAL Nº 03 DE 2016 CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR ASSISTENTE 1 DA UNIRV O Reitor da UniRV, no uso de suas atribuições legais, na forma do que dispõe

Leia mais

Nutrigenômica x Nutrigenética - doenças relacionadas

Nutrigenômica x Nutrigenética - doenças relacionadas Nutrigenômica x Nutrigenética - doenças relacionadas Início Projeto Genoma Humano 20.000 genes (120.000 inicialmente estimados) Diversidade nucleotídica: 0,1 a 0,4% pares de base correspondente a aproximadamente

Leia mais

Introdução. Informação Complementar. Doenças Genéticas. Causadas por alteração em genes ou cromossomas

Introdução. Informação Complementar. Doenças Genéticas. Causadas por alteração em genes ou cromossomas Informação Complementar Aula TP 1º ano Ano lectivo 2014/2015 Introdução Doenças Genéticas Causadas por alteração em genes ou cromossomas Maioria são: Crónicas De início precoce Associadas a défice cognitivo

Leia mais

SISTEMA EDUCACIONAL INTEGRADO CENTRO DE ESTUDOS UNIVERSITÁRIOS DE COLIDER Av. Senador Julio Campos, Lote 13, Loteamento Trevo Colider/MT Site:

SISTEMA EDUCACIONAL INTEGRADO CENTRO DE ESTUDOS UNIVERSITÁRIOS DE COLIDER Av. Senador Julio Campos, Lote 13, Loteamento Trevo Colider/MT Site: SISTEMA EDUCACIONAL INTEGRADO CENTRO DE ESTUDOS UNIVERSITÁRIOS DE COLIDER Av. Senador Julio Campos, Lote 13, Loteamento Trevo Colider/MT Site: www.sei-cesucol.edu.br e-mail: sei-cesu@vsp.com.br FACULDADE

Leia mais

Arsênio e os efeitos à saúde humana

Arsênio e os efeitos à saúde humana Arsênio e os efeitos à saúde humana Eduardo M. De Capitani Centro de Controle de Intoxicações FCM HC UNICAMP Agente tóxico Organismo vivo DOSE EFEITO TÓXICO 1- FASE de EXPOSIÇÃO Vias de ABSORÇÃO / dose

Leia mais

A HERANÇA DOS CROMOSSOMOS SEXUAIS

A HERANÇA DOS CROMOSSOMOS SEXUAIS CAPÍTULO 6 A HERANÇA DOS CROMOSSOMOS SEXUAIS Em muitas espécies, incluindo a humana, a diferença entre os dois sexos é determinada por um par de cromossomos: os cromossomos sexuais, heterocromossomos ou

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas FAEM - DZ Curso de Zootecnia Genética Aplicada à Produção Animal. Efeito materno e herança extracromossômica

Universidade Federal de Pelotas FAEM - DZ Curso de Zootecnia Genética Aplicada à Produção Animal. Efeito materno e herança extracromossômica Universidade Federal de Pelotas FAEM - DZ Curso de Zootecnia Genética Aplicada à Produção Animal Efeito materno e herança extracromossômica Gametas São equivalentes em relação a constituição dos genes

Leia mais

Avaliação de risco toxicológico

Avaliação de risco toxicológico Avaliação de risco toxicológico UFVJM Mestrado SaSA Disciplina de Toxicologia ambiental e de alimentos Prof. Dr. Antonio Sousa Santos A avaliação do risco é dividida em quatro momentos: Identificação do

Leia mais

Disciplina: Específica

Disciplina: Específica UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Concurso Público para provimento de vagas de cargos Técnico-Administrativos Edital nº 293/2016 Resultado do julgamento dos recursos interpostos contra as questões

Leia mais

NUTRIÇÃO E SUAS DEFINIÇÕES

NUTRIÇÃO E SUAS DEFINIÇÕES FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA Departamento de Educação Física NUTRIÇÃO E SUAS DEFINIÇÕES Disciplina Nutrição aplicada à Educação Física e ao Esporte Prof. Dr. Ismael Forte Freitas Júnior HISTÓRICO

Leia mais

Repercuções das TRA na Gestante e no Concepto. Edson Borges Jr.

Repercuções das TRA na Gestante e no Concepto. Edson Borges Jr. Repercuções das TRA na Gestante e no Concepto Edson Borges Jr. 1 http://fertility.com.br/producao-cientifica-2016/ 2 USA: 1% Europa: 3% Dinamarca Finlândia: 6% Brasil: 25 30.000 ciclos FIV/ICSI / ano ~

Leia mais

BIOLOGIA Módulo 1 12º CTec GRUPO I

BIOLOGIA Módulo 1 12º CTec GRUPO I A g r u p a m e n t o d e E s c o l a s A n t ó n i o S é r g i o V. N. G a i a E S C O L A S E C U N D Á R I A / 3 A N T Ó N I O S É R G I O BIOLOGIA Módulo 2º CTec CURSO CIENTÍFICO-HUMANÍSTICO DE CIÊNCIAS

Leia mais

9º ano em AÇÃO. Assunção contra o mosquito!

9º ano em AÇÃO. Assunção contra o mosquito! Paz e Bem 9º ano em AÇÃO Assunção contra o mosquito! Informações sobre o mosquito Mosquito doméstico Hábitos Reprodução Transmissão vertical DENGUE Transmissão: principalmente pela picada do mosquito

Leia mais

Genética Conceitos Básicos. Professor Fláudio

Genética Conceitos Básicos. Professor Fláudio Genética Conceitos Básicos Professor Fláudio O que é genética? É o estudo dos genes e de sua transmissão para as gerações futuras. É dividida em: - Genética Clássica Mendel (1856 1865) - Genética Moderna

Leia mais

30 de Novembro de 2008 SEGUNDA FASE - QUESTÕES DISCURSIVAS E REDAÇÃO - GRUPO 2 e 4. (CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, MEDICINA VETERINÁRIA e ZOOTECNIA)

30 de Novembro de 2008 SEGUNDA FASE - QUESTÕES DISCURSIVAS E REDAÇÃO - GRUPO 2 e 4. (CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, MEDICINA VETERINÁRIA e ZOOTECNIA) UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS COMISSÃO PERMANENTE DE PROCESSO SELETIVO Câmpus Universitário Caixa Postal 3037 37200-000 Lavras (MG) VESTIBULAR - PAS 3ª ETAPA 30 de Novembro de 2008 SEGUNDA FASE - QUESTÕES

Leia mais

Aula 2 Caracteres Qualitativos e Quantitativos

Aula 2 Caracteres Qualitativos e Quantitativos Aula Caracteres Qualitativos e Quantitativos Piracicaba, 011 1 -Introdução Caracteres controlados por muitos genes são denominados de caracteres poligênicos, e como se referem a mensurações de quantidades

Leia mais

1a semana 11/08 12/08 13/08 14/08 15/08

1a semana 11/08 12/08 13/08 14/08 15/08 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE MEDICINA 2ª Fase Módulo III - INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA MEDICINA II (MED 7002) Módulo IV - INTERAÇÃO COMUNITÁRIA II (MED 7102)

Leia mais

Conceitos importantes. Droga qualquer entidade química ou mistura de entidades que alteram a função biológica e possivelmente sua estrutura.

Conceitos importantes. Droga qualquer entidade química ou mistura de entidades que alteram a função biológica e possivelmente sua estrutura. ALCOOLISMO Conceitos importantes Droga qualquer entidade química ou mistura de entidades que alteram a função biológica e possivelmente sua estrutura. Conceitos importantes Droga psicoativa altera o comportamento,

Leia mais

PLANILHA GERAL - BASES BIOLÓGICAS DA PRÁTICA MÉDICA IV 1º 2013

PLANILHA GERAL - BASES BIOLÓGICAS DA PRÁTICA MÉDICA IV 1º 2013 PLANILHA GERAL - BASES BIOLÓGICAS DA PRÁTICA MÉDICA IV 1º 2013 Dia Data Hora Professor Sala Conteúdo Módulo 08:00 Tiago 104 D Principais neoplasias ginecológicas e lesões precursoras SEGUNDA 6/5/2013 08:50

Leia mais

Boletim semanal #2 Resposta da Representação da OPAS/OMS no Brasil para a epidemia do vírus da zika e suas consequências

Boletim semanal #2 Resposta da Representação da OPAS/OMS no Brasil para a epidemia do vírus da zika e suas consequências Boletim semanal #2 Resposta da Representação da OPAS/OMS no Brasil para a epidemia do vírus da zika e suas consequências 11 de março de 2016 Reunião do Comitê de Emergências discutiu zika, microcefalia

Leia mais

GOIÂNIA, / / PROFESSOR: Mário Neto. DISCIPLINA: Ciências da Natureza SÉRIE: 3º. ALUNO(a):

GOIÂNIA, / / PROFESSOR: Mário Neto. DISCIPLINA: Ciências da Natureza SÉRIE: 3º. ALUNO(a): GOIÂNIA, / / 2016 PROFESSOR: Mário Neto DISCIPLINA: Ciências da Natureza SÉRIE: 3º ALUNO(a): NOTA: No Anhanguera você é + Enem 1) Em urtigas o caráter denteado das folhas domina o caráter liso. Numa experiência

Leia mais

CONCEITOS BÁSICOS EM TOXICOLOGIA

CONCEITOS BÁSICOS EM TOXICOLOGIA CONCEITOS BÁSICOS EM TOXICOLOGIA Conceitos básicos TOXICOLOGIA: Agente tóxico Organismo vivo efeito nocivo 1 Transdisciplinaridade Patologia Saúde Pública Química Física Estatística TOXICOLOGIA Farmacologia

Leia mais

A Prevenção do retardo mental na Síndrome do X Frágil

A Prevenção do retardo mental na Síndrome do X Frágil LOGO A Prevenção do retardo mental na Síndrome do X Frágil Renata Ríspoli Gatti, Msc. Laboratório de Genética Humana Classificação > 200 CGG ~55 200 CGG Afetados Pré mutação 40 ~55 CGG Zona Gray 6 - ~40

Leia mais

geração para outra, sendo considerado o pai da genética até os dias de hoje. Fonte: Ciências da natureza e suas tecnologias Biologia 1. Adaptado.

geração para outra, sendo considerado o pai da genética até os dias de hoje. Fonte: Ciências da natureza e suas tecnologias Biologia 1. Adaptado. Atividade extra Questão 1 Um monge britânico dedicou grande parte de sua vida ao estudo da transmissão de características de uma geração para outra, sendo considerado o pai da genética até os dias de hoje.

Leia mais

Doenças do Sistema Nervoso

Doenças do Sistema Nervoso SISTEMA NERVOSO Doenças do Sistema Nervoso Alzheimer degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais frequente após os 65 anos, que produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar,

Leia mais

Genética IV: Genética Bioquímica

Genética IV: Genética Bioquímica Página 1 de 6 Genética IV: Genética Bioquímica 1. Genética Populacional Este campo avançou em virtude das leis propostas por dois indivíduos: Hardy e Weinberg (1908) Suponha que em uma população existam

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE Morte Fetal. Indicadores de Saúde. Assistência Perinatal. Epidemiologia.

PALAVRAS-CHAVE Morte Fetal. Indicadores de Saúde. Assistência Perinatal. Epidemiologia. 14. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido - ISSN 2238-9113 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE

Leia mais

ENSINO DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS: UMA APROXIMAÇÃO NECESSÁRIA ENTRE EMBRIOLOGIA E GENÉTICA

ENSINO DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS: UMA APROXIMAÇÃO NECESSÁRIA ENTRE EMBRIOLOGIA E GENÉTICA ENSINO DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS: UMA APROXIMAÇÃO NECESSÁRIA ENTRE EMBRIOLOGIA E GENÉTICA TEACHING OF CONGENITAL MALFORMATIONS: AN APPROACH REQUIRED BETWEEN EMBRYOLOGY AND GENETICS Graciele Dillmann,

Leia mais

Prof a Cristiane Oliveira

Prof a Cristiane Oliveira Prof a Cristiane Oliveira *TEMAS DE ESTUDO: *Aborto *Fertilização in vitro *Eugenia e determinismo genético *Pesquisa com células-tronco embrionárias *INDICAÇÃO DE FILME/DOCUMENTÁRIO: * Gattaca: a experiência

Leia mais

UFSC - CCS - CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 2ª FASE - CRONOGRAMA DEFINIVO 8/03/2013

UFSC - CCS - CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 2ª FASE - CRONOGRAMA DEFINIVO 8/03/2013 UFSC - CCS - CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 2ª FASE - CRONOGRAMA 2013.1 - DEFINIVO 8/03/2013 1ª Semana seg, 18/03 ter, 19/03 qua, 20/03 qui, 21/03 sex, 22/03 a a 9:00h Apresentação da Fase Anfiteatro II

Leia mais

a) Qual é o mecanismo de herança dessa doença? Justifique.

a) Qual é o mecanismo de herança dessa doença? Justifique. É sabido que indivíduos homozigotos recessivos para alelos mutados do gene codificador da enzima hexosaminidase desenvolvem uma doença conhecida como Tay-Sachs, e morrem antes do quarto ano de vida. Nos

Leia mais

Prontuário de Pediatria Ambulatorial SOPERJ/SBP IDENTIFICAÇÃO

Prontuário de Pediatria Ambulatorial SOPERJ/SBP IDENTIFICAÇÃO ome: Mãe: Pai: Prontuário de Pediatria Ambulatorial OPERJ/BP IDETIFICAÇÃO at.: at.: at.: Prontuário nº: Data: / / Data de ascimento Dia Mês Ano Endereço: Telefone nº: Domicílio Recado exo F M MOTIVO DA

Leia mais

A AMAMENTAÇÃO COMO FATOR DE PROTEÇÃO DO CÂNCER DE MAMA. Evidências em Saúde Pública HSM 0122 Novembro/2015

A AMAMENTAÇÃO COMO FATOR DE PROTEÇÃO DO CÂNCER DE MAMA. Evidências em Saúde Pública HSM 0122 Novembro/2015 A AMAMENTAÇÃO COMO FATOR DE PROTEÇÃO DO CÂNCER DE MAMA Evidências em Saúde Pública HSM 0122 Novembro/2015 INTRODUÇÃO Câncer de mama: resultante de proliferação incontrolável de células anormais. Origem:

Leia mais

Equipe de Biologia. Biologia DIVISÃO CELULAR

Equipe de Biologia. Biologia DIVISÃO CELULAR Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 8R Ensino Médio Equipe de Biologia Data: Biologia DIVISÃO CELULAR A Divisão Celular Os cromossomos são responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários, ou

Leia mais

INFORME TÉCNICO 01 VIGILÂNCIA DAS MICROCEFALIA RELACIONADAS À INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA

INFORME TÉCNICO 01 VIGILÂNCIA DAS MICROCEFALIA RELACIONADAS À INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA 1 Secretaria de Estado da Saúde Coordenadoria de Controle de Doenças Centro de Vigilância Epidemiológica Instituto Adolfo Lutz INFORME TÉCNICO 01 VIGILÂNCIA DAS MICROCEFALIA RELACIONADAS À INFECÇÃO PELO

Leia mais

Genética Humana. Faculdade Anísio Teixeira. Prof João Ronaldo Neto

Genética Humana. Faculdade Anísio Teixeira. Prof João Ronaldo Neto Genética Humana Faculdade Anísio Teixeira Prof João Ronaldo Neto Segregação Genética Herança Monogênica Monogênica ou monoibridismo aplica-se a casos em que apenas um par de alelos de um gene está envolvido

Leia mais

4. NATALIDADE E MORTALIDADE INFANTIL

4. NATALIDADE E MORTALIDADE INFANTIL . NATALIDADE E MORTALIDADE INFANTIL .. Introdução A taxa de natalidade e a taxa de mortalidade infantil são indicadores frequentemente utilizados na caracterização da população. O estudo da taxa de natalidade,

Leia mais

ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA TRICA E CARDIOPATIAS CONGÊNITAS

ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA TRICA E CARDIOPATIAS CONGÊNITAS ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA TRICA E CARDIOPATIAS CONGÊNITAS ROSA, Rafael Fabiano Machado; ROSA, Rosana Cardoso Manique; ZEN, Paulo Ricardo Gazzola; KOSHIYAMA, Dayane Bohn; VARELLA- GARCIA, Marileila; PASKULIN,

Leia mais

INCIDÊNCIA DE MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS EM RECÉM-NASCIDOS EM HOSPITAL GERAL, DOURADOS - MS NO PERÍODO DE 2003 A 2007

INCIDÊNCIA DE MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS EM RECÉM-NASCIDOS EM HOSPITAL GERAL, DOURADOS - MS NO PERÍODO DE 2003 A 2007 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE LETÍCIA CASTELLANI DUARTE INCIDÊNCIA DE MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS EM RECÉM-NASCIDOS EM HOSPITAL GERAL, DOURADOS - MS NO PERÍODO DE

Leia mais

Marcadores Moleculares

Marcadores Moleculares Marcadores Moleculares Pedro Fernandes Instituto Gulbenkian de Ciência Oeiras, Portugal 04-12 12-20062006 LEBM - Bioinformática 1 No corpo humano Há 30,000 proteínas diferentes As proteínas: São os blocos

Leia mais

CARTÃO DA GESTANTE AGENDAMENTO. Nome. Endereço. Município. Bairro. Telefone. Nome da Operadora. Registro ANS. ANS- nº

CARTÃO DA GESTANTE AGENDAMENTO. Nome. Endereço. Município. Bairro. Telefone. Nome da Operadora. Registro ANS. ANS- nº CARTÃO DA GESTANTE Nome ANS- nº 0004 Endereço Município Bairro Telefone Nome da Operadora Registro ANS AGENDAMENTO Hora Nome do profissional Sala ANS- nº 0004 1 Idade Estado Civil Peso anterior Altura (cm)

Leia mais

BIOLOGIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2005

BIOLOGIA 2ª ETAPA do VESTIBULAR 2005 IOLOGIA 2ª ETAPA do VESTIULAR 2005 QUESTÃO 01 Os hormônios sexuais são substâncias que, no sistema reprodutor feminino, promovem interações que regulam o ciclo menstrual. Analise a possibilidade de ocorrência

Leia mais

Gene tica. O que é genética? É o estudo dos genes e de sua transmissão para as futuras gerações. Genética Clássica -> Mendel(1856)

Gene tica. O que é genética? É o estudo dos genes e de sua transmissão para as futuras gerações. Genética Clássica -> Mendel(1856) Gene tica Conceitos básicos Na semente estão contidas todas as partes do corpo do homem que serão formadas. A criança que se desenvolve no útero da mãe tem as raízes da barba e do cabelo que nascerão um

Leia mais

Genética Molecular. Tema 1: Genética Molecular. Prof. Leandro Parussolo

Genética Molecular. Tema 1: Genética Molecular. Prof. Leandro Parussolo Instituto Federal de Santa Catarina Câmpus Florianópolis Unidade Curricular: Biologia I Tema 1: Genética Molecular Genética Molecular Prof. Leandro Parussolo leandro.parussolo@ifsc.edu.br Genética Estuda

Leia mais

BIOLOGIA QUESTÃO 01. Observe o esquema abaixo que apresenta as diferentes etapas do processo de coagulação sangüínea. Ca ++ e tromboplastina

BIOLOGIA QUESTÃO 01. Observe o esquema abaixo que apresenta as diferentes etapas do processo de coagulação sangüínea. Ca ++ e tromboplastina Processo Seletivo/UNIFAL- janeiro 008 - ª Prova Comum TIPO BIOLOGIA QUESTÃO 0 Observe o esquema abaixo que apresenta as diferentes etapas do processo de coagulação sangüínea. Fibrinogênio Coágulo Ca ++

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS CIÊNCIAS

LISTA DE EXERCÍCIOS CIÊNCIAS LISTA DE EXERCÍCIOS CIÊNCIAS P1-4º BIMESTRE 8º ANO FUNDAMENTAL II Aluno (a): Turno: Turma: Unidade Data: / /2016 HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Identificar as principais mudanças pelas quais o indivíduo passa

Leia mais

Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO

Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO Modelando microevolução Evolução: mudança na frequência de alelos ou combinações de alelos no pool gênico. Modelos de evolução deve incluir a passagem

Leia mais

Aula: Genética I. (1ª e 2ª leis de Mendel e Polialelia).

Aula: Genética I. (1ª e 2ª leis de Mendel e Polialelia). Aula: Genética I (1ª e 2ª leis de Mendel e Polialelia). PROFESSOR: Brenda Braga DATA:26/06/2014 Conceitos Básicos A genética básica estuda os princípios da hereditariedade ou herança biológica. Gene =

Leia mais

O esquema representa o sistema digestório humano e os números indicam alguns dos seus componentes.

O esquema representa o sistema digestório humano e os números indicam alguns dos seus componentes. 89 e BIOLOGIA O esquema representa o sistema digestório humano e os números indicam alguns dos seus componentes. O local onde se inicia a digestão enzimática das gorduras que ingerimos como alimento está

Leia mais

Professora Leonilda Brandão da Silva

Professora Leonilda Brandão da Silva COLÉGIO ESTADUAL HELENA KOLODY E.M.P. TERRA BOA - PARANÁ Pág. 86 Professora Leonilda Brandão da Silva E-mail: leonildabrandaosilva@gmail.com http://professoraleonilda.wordpress.com/ 4 OUTROS TIPOS DE HERANÇA

Leia mais

Sobre a Esclerose Tuberosa e o Tumor Cerebral SEGA

Sobre a Esclerose Tuberosa e o Tumor Cerebral SEGA Sobre a Esclerose Tuberosa e o Tumor Cerebral SEGA A Esclerose Tuberosa, também conhecida como Complexo da Esclerose Tuberosa, é uma desordem genética que atinge entre 1 e 2 milhões de pessoas no mundo

Leia mais

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE LUCIMAR DE LARA AIRES SILVESTRE DOS REIS

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE LUCIMAR DE LARA AIRES SILVESTRE DOS REIS 1 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE LUCIMAR DE LARA AIRES SILVESTRE DOS REIS PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS NO MUNICÍPIO

Leia mais

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO FILOSOFIA DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO FILOSOFIA DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA FILOSOFIA DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA Proteção dos indivíduos, de seus descendentes, da humanidade como um todo e do meio ambiente contra os possíveis danos provocados pelo uso da radiação ionizante. 1 FILOSOFIA

Leia mais

ESCOLA E.B. 2,3 PEDRO DE SANTARÉM Ano lectivo 2010/ 2011 Ciências Naturais 9º Ano PLANIFICAÇÃO ANUAL POR PERÍODO 1º Período

ESCOLA E.B. 2,3 PEDRO DE SANTARÉM Ano lectivo 2010/ 2011 Ciências Naturais 9º Ano PLANIFICAÇÃO ANUAL POR PERÍODO 1º Período ESCOLA E.B. 2,3 PEDRO DE SANTARÉM Ano lectivo 2010/ 2011 Ciências Naturais 9º Ano PLANIFICAÇÃO ANUAL POR PERÍODO 1º Período Objectivos / Competências Compreender que a saúde envolve o bem estar físico,

Leia mais

ANEXO 3 CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE

ANEXO 3 CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE ANEXO 3 PROGRAMA CONHECIMENTOS GERAIS EM SAÚDE 1. Conhecimentos sobre o SUS - Legislação da Saúde: Constituição Federal de 1988 (Título VIII - capítulo II - Seção II); Lei 8.080/90 e Lei 8.142/90; Norma

Leia mais

Alelos: Um alelo é cada uma das várias formas alternativas do mesmo

Alelos: Um alelo é cada uma das várias formas alternativas do mesmo Genética Animal Alelos múltiplos 1 Alelos Múltiplos: خ Alelos: Um alelo é cada uma das várias formas alternativas do mesmo gene, ocupando um dado locus num cromossomo. Consiste em uma seqüência de núcleotídeos

Leia mais