REGULAMENTO DE SEGURANÇA PORTUÁRIA. Elaborado por: F. David. Regulamento de Segurança do Porto de Nacala

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1 REGULAMENTO DE SEGURANÇA PORTUÁRIA Elaborado por: F. David

2 Índice Preâmbulo... 6 CAPITULO REGULAMENTO DE SEGURANÇA DO PORTO DE NACALA... 6 CAPITULO DESIGNAÇÃO, SEGURANÇA, AMBIENTE E SAÚDE OCUPACIONAL -hsec... 9 MEMBROS DO COMITÊ DE SEGURANÇA, SAÚDE OCUPACIONAL, E MEIO AMBIENTE Artigo 7- Criacao e funcionamento da comissao de seguranca CAPITULO AVISOS públicos LEGAIS, SIMBÓLOS DE SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO Artigo 8-Objectivo Artigo 9-Procedimento CAPITULO NOTIFICAÇÕES E INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES E INCIDENTES Artigo 12-Objectivo Artigo 13-Programa de investigação de acidentes/incidentes Artigo 14-Comunicação e classificação de acidentes CAPITULO Artigo 16-Requisitos para operadores Artigo 17-Requisitos para operadores e gestao de equipamento CAPITULO GEstão E ANÁLISE DE RISCOS Artigo 18-Objectivo Artigo 19-Descrição

3 CAPITULO PLANO DE EMERGÊNCIA Artigo 20-Objectivo Artigo 21-Descrição CAPITULO FERRAMENTAS proactivas DE SAÚDE E SEGURANÇA devem ser precedidas de um treinamneto especifico antes de serem utlizadas DSS Diálogo Diário de Segurança Artigo 22- -Descrição Artigo 23-Objectivo REC REGISTO DE CONDIÇÃO OU ACTO INSEGURO Artigo 24-Descrição Artigo 25-Objectivo DC DIÁLOGO COMPORTAMENTAL Artigo 26-Conceito DIREITO DE RECUSA Artigo 27-Objectivo S Artigo 28-Objectivo CAPITULO EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL-EPI Artigo 29-Definição Artigo 30-Classificação CAPITULO REGRAS BÁSICAS DE TRÁNSITO Artigo 31-regras básicas CAPITULO

4 CAIS NORTE 4 TERMINAL DE GRANÉIS LÍQUIDOS Artigo 32-análise geral CAPITULO OBJECTIVO E OBJECTO DO REGULAMENTO DE SEGURANÇA DO CAIS A área operacional que compreende os 25 metros da aresta do cais de acostagem do Cais 4 até o Armazém 4 estendendo-se a cerca de 180m ao longo do cais. Esta Artigo 33-Âmbito de aplicação CAPITULO AVALIAÇÃO DE RISCOS Artigo 34-Caracterização de Riscos no Cais de Granéis Líquidos Artigo 35-Incêndios Artigo 36-Incendios, explosões,prevenção e mitigação Artigo 37-Medidas de prevenção e mitigação de Incêndios e explosões Artigo 38-Teoria de Combate a Incêndios Artigo 39-Classificação de Incêndios (segundo ISGOTT) Artigo 40- classificação Artigo 41- Modo de combate Artigo 42-Modo de combate Artigo 43-Modo de combate Artigo 44-Considerações gerais Artigo 45-Segurança de navios e instalações portuárias CAPITULO Artigo 46-CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS CONDIÇÃO PARA O INTERDIção DE OPERAÇÕES EM FUNÇÃO DE CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS Artigo 47-permissão de atracação em caso de Ventos Artigo 48- Em caso de Estado atmosférico severo e em coordenacao com os servicos maritimos e operadores portuarios obriga se ao Artigo 49-Colisões e encalhamento de navios

5 Artigo 50-Condições de higiene e saúde ocupacional dos trabalhadores Artigo 51- Consideracoes gerais Em regra: CAPITULO Artigo 52-MEDIDAS DE PREVENÇÃO E MITIGAÇÃO DE INTOXICAÇÃO CAPITULO IMPLEMENTAÇÃO DO REGULAMENTO DE SEGURANÇA Artigo 53-Objecto CAPITULO Artigo 54-Conceito Artigo 55-Sinais de perigo (Sistema ASSO) Artigo 56-Sinais de proibição Artigo 57-Sinais de aviso Artigo 58-Sinais Informativos Artigo 59-disposições finais

6 PREÂMBULO Este documento propõe e impõe condutas a todos os utentes do Porto de Nacala sob os aspectos de Meio Ambiente, Saúde e Segurança. A VIDA é um valor inegociável e está em primeiro lugar. CAPITULO 1 REGULAMENTO DE SEGURANÇA DO PORTO DE NACALA ARTIGO 1 - INTRODUÇÃO O Porto de Nacala é um dos principais portos estratégicos de Moçambique e da Região da África Austral SADC. A sua actividade comercial centra-se numa missão de desenvolvimento económico e social e da maximização do valor de mercado, providenciando serviços e soluções eficientes através do uso de tecnologias avançadas, orientadas por trabalhadores altamente qualificados e motivados. As Empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, EP (CFM), Corredor de Desenvolvimento do Norte, SA (CDN) e a Portos do Norte, SA (PN) são as principais entidades envolvidas nas operações do Porto e estão comprometidas com o conceito de desenvolvimento sustentável. A responsabilidade ambiental, de Saúde e de Segurança Ocupacional são partes integrantes das suas estratégias e políticas de negócios. Para todas essas empresas o valor da vida é inegociável, pois a vida está em primeiro lugar. 1. O Porto é operado obedecendo o preconizado: a) Nas convenções internacionais: 6

7 - ISGOTT (International Safety Guide for Oil Tankers and Terminals) normas e condições de segurança das operações de navios tanques e terminais de granéis líquidos, - Código ISPS (International Ship and Port Facility Security Code) código internacional que regulamenta os princípios de análise de riscos, ameaças da segurança marítima, gestão e mitigação de incidentes através de planos de segurança operativa abordo de navios e nas instalações portuárias, - Código IMDG (International Maritime Dangerous Goods Code) Código Internacional que classifica as cargas perigosas, sua estiva e transporte em navios, - Normas internacionais de sistemas de gestão de ambiente e saúde ocupacional - Diversa documentação técnica de informação como por exemplo MSDS (Material Safety Data Sheet), Certificados de Qualidade, Normas Técnicas, etc. b) Legislação nacional sobre ambiente e de trabalho (higiene, segurança e saúde dos trabalhadores), c) Regulamentos e Planos locais específicos (Regulamento de Exploração do Porto, Planos de Contingências, de Emergências e de Segurança Operativa do Cais de Granéis Líquidos). 2. A implementação das condições mínimas das convenções internacionais, legislação nacional, Regulamentos e Planos locais específicos, resultou no presente Regulamento de Segurança do Cais de Granéis Líquidos. Por se tratar de uma operação especial, o regulamento de exploração do Terminal de Granel Líquido no Cais 4 está apresentado neste Regulamento como um capítulo a parte. 7

8 ARTIGO 2 -OBJECTIVO E ABRANGÊNCIA DO REGULAMENTO DE SEGURANÇA DO PORTO DE NACALA 1. Consciencializar todos os colaboradores e subcontratados da empresa da importância da Política de Segurança, Higiene no Trabalho e Meio Ambiente. 2. Fornecer as Directrizes Básicas e procedimentos mínimos para estabelecer um ambiente de trabalho seguro, limpo e saudável. 3. Informar e treinar os colaboradores de forma a dar conhecimento a todos do uso correcto de equipamentos e dos procedimentos de segurança. 4. Informar a todos os subcontratados, no acto da contratação, sobre os procedimentos de segurança a serem adoptados por eles. 5. Garantir o cumprimento de toda a legislação vigente de Segurança, Higiene no Trabalho e Meio Ambiente, em especial dos normativos do Ministério do Trabalho. 6. Todos os colaboradores são responsáveis pelo cumprimento das normas do HSEC. (Departamento de Saúde, Segurança Ocupacional e Ambiente) sendo os Gestores das áreas cobrados pelo desempenho de seus projectos/actividades em elevados padrões de segurança. 7. A melhoria contínua dos processos e desempenho em segurança, meio ambiente, saúde e relacionamento com a comunidade é um objectivo permanente a ser seguido. 8. Este regulamento abrange o Cais Sul e Cais Norte, nomeadamente a terminal de contentores e de carga geral, respectivamente incluindo o do Cais 4 que tem características especiais. 8

9 CAPITULO 2 DESIGNAÇÃO, SEGURANÇA, AMBIENTE E SAÚDE OCUPACIONAL -HSEC HSEC É um departamento de segurança empresarial, Ambiental e Saúde Ocupacional que todas as empresas devem ter que é responsável pela segurança empresarial e ocupacional de todas as actividades velando pelas actividades de trabalho com vista a se atingir zero acidentes como meta. ARTIGO 3-OBJECTIVO DO HSEC Garantir que todos os requisitos relevantes a segurança no trabalho no Porto e nomeações dos membros dos comités de segurança das empresas sejam revistos regularmente e permaneçam válidos segundo a lei laboral vigente em Moçambique conjugada com este regulamento interno do Porto de Nacala. ARTIGO 4-ÂMBITO DE APLICAÇÃO Este regulamento é aplicável a todos que operam no Porto de Nacala, nomeadamente: trabalhadores, visitantes, subcontratados, empresas prestadoras de serviços, terceirizadas, e outros que acessem o Porto de Nacala. ARTIGO 5-PADRÃO O Sistema de Gestão do HSEC tem várias realizações e compromissos que precisam ser cumpridos para que a estrutura de saúde e segurança seja efectiva. Alguns trabalhadores, funcionários e contratados poderão ser designados ou nomeados, com base em suas qualificações, habilidades e competências, para desempenharem as funções e deveres relativos a esse compromisso específico. 9

10 MEMBROS DO COMITÊ DE SEGURANÇA, SAÚDE OCUPACIONAL, E MEIO AMBIENTE ARTIGO 6- DESCRICAO E OBJECTIVO Nos termos da Lei 23/2007, de 01 de Agosto, (Lei do Trabalho), todas as empresas que apresentem riscos excepcionais de acidentes ou doenças profissionais, são obrigadas a criar Comissões de segurança no trabalho. As comissões de segurança no trabalho devem integrar representantes dos trabalhadores e do empregador e têm por objectivo vigiar o cumprimento das normas de higiene e segurança no trabalho, investigar as causas dos acidentes e, em colaboração com os serviços técnicos da empresa, organizar os métodos de prevenção e assegurar a higiene no local de trabalho Os membros da comissão de segurança são trabalhadores eleitos ou voluntários que expressam seu compromisso de melhorar as condições de trabalho para si e para os seus colegas nas equipes de trabalho nas reuniões mensais de segurança. Atribuição esta também defendida pela Lei do Trabalho. O envolvimento dos trabalhadores nas questões de ambiente, saúde e segurança têm como objectivo expressar seu compromisso de melhorar as condições de trabalho para si e para os seus colegas contribuindo positivamente e significativamente nos processos no seu local de trabalho. ARTIGO 7- CRIACAO E FUNCIONAMENTO DA COMISSAO DE SEGURANCA 1. A comissão de segurança deve ser criada pelo Coordenador de segurança de cada empresa para cobrir todas as áreas do Porto sob sua responsabilidade. 2. Os membros da Comissão elegem o presidente da Comissão de segurança. 10

11 3. A comissão se reunirá uma vez por mês, salvo disposição em contrário da sua Constituição, no momento e locais determinados pelo presidente. 4. A acta de cada reunião deve ser feita pelo presidente ou uma pessoa que tenha sido nomeado pelo presidente. A acta deve ser distribuída a cada membro da comissão no dia seguinte da reunião do comité. 5. Cópias das actas da reunião devem ser mantidas pelo coordenador de segurança, por pelo menos, três anos. 6. Acidentes e incidentes que ocorreram devem ser discutidos nas reuniões das comissões. 7. Cada representante da comissão deve trazer o relatório mensal de seu sector para a leitura e discussão na reunião da comissão que vai discutir os resultados e assinar o relatório. 8. Recomendações devem ser accionadas antes da reunião seguinte da comissão. 9. Todo o pessoal que é membro de uma comissão de segurança deve assinar uma carta de designação, que deve conter as suas funções como membro. 10. Os membros da comissão devem receber treinamento em noções básicas de meio ambiente, saúde e segurança ocupacional para tornar as reuniões mais produtivas. CAPITULO 3 AVISOS PÚBLICOS LEGAIS, SIMBÓLOS DE SEGURANÇA E SINALIZAÇÃO ARTIGO 8-OBJECTIVO Garantir que todos os avisos de segurança, símbolos e sinalizações prescritas sejam compreensíveis e colocados em locais que garantam sua visibilidade. 11

12 ARTIGO 9-PROCEDIMENTO O sistema de gestão de saúde e segurança exige que notificações e placas sejam exibidas em torno do local de trabalho. Alguns sinais têm que ser colocados em áreas específicas de trabalho, alertando todos os trabalhadores, visitantes e prestadores de serviços para riscos que podem ocorrer, ou se eles têm ou não permissão para entrar nessas áreas. Sinais simbólicos têm que ser erguidos obedecendo aos seguintes padrões: 1. Sinais simbólicos devem facilmente identificáveis, com alta taxa de visibilidade e, o empregador deve garantir que os sinais sejam respeitados. 2. Os sinais são para ser colocados em local e forma suficientemente alta para que eles possam ser facilmente vistos. 3. Os sinais devem ser limpos regularmente, garantindo que estes não percam o seu potencial de visibilidade e para que não sejam ignorados. 4. Os sinais devem ser substituídos atempadamente, pois com o passar de tempo geralmente tornam-se apagados. 5. Os sinais e símbolos que as empresas devem apresentar são: a) Sinais de banheiros indicando género; b) Sinal indicando armazenamento de líquidos inflamáveis; c) Sinal de proibição de fumar nas áreas junto aos produtos inflamáveis; d) Sinal para indicar a localização da caixa de primeiros socorros; e) Sinalização de cerca eléctrica; f) Aviso de bloqueio afixados em máquinas bloqueadas; 12

13 g) Sinalização para subestações; h) Aviso para zonas de ruído; i) Aviso de alerta para ferramentas eléctricas; j) Indicar o EPI obrigatório para a actividade ou local; k) Sinal de proibição de fumar, comer ou beber em determinadas áreas; l) Rotas de evacuação; m) Sinalização indicativa do local e do equipamento de combate a Incêndio. 5.1 A lista acima apresenta os requisitos mínimos. Existem inúmeros sinais que são necessários colocar em torno da empresa, indicando os perigos específicos e a demarcar áreas de risco. 5.2 Antes dos sinais serem colocados, uma avaliação de risco deve ser realizada e nunca deve ser tomado como certo que cada pessoa que entra nas instalações entende os sinais simbólicos, portanto a consciencialização da descrição e o significado de cada sinal deve estar disponível para os trabalhadores, visitantes, prestadores de serviços, e outros. Isto pode ser feito através da colocação de uma placa, com todos os sinais descritos nele com o seu significado nas entradas. O pessoal deve receber treinamento sobre o significado de cada sinal. 13

14 ARTIGO 10-PADRÃO 1. Sinais padronizados a serem erguidos (estes sinais devem ser visiveis e colocados em posição estratégica). Ilustracão 1 a) Obrigação - Círculo azul com símbolos brancos. b) Proibição - Círculo vermelho com fundo branco símbolos pretos. c) Informação Rectângulo azul com letras brancas ou com símbolos em preto. d) Perigo Triangulo vermelho com fundo branco e símbolo preto. e) Advertência - formato rectangular, fundo amarelo e letras ou símbolos na cor preta. 14

15 3. Cada gestor / supervisor do departamento deve garantir que os sinais dentro de suas áreas de responsabilidade sejam mantidos em bom estado de conservação. 4. Em todas as entrada das instalações, deve ter sinais e o seu significado claro. 5. Todos os sinais destruídos devem ser substituídos imediatamente. 6. Quando um empreiteiro for contratado para uma tarefa que vai exigir sinalização adicional, o contrato deve especificar o tipo correcto de sinalização a ser exigida. CAPITULO 4 NOTIFICAÇÕES E INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES E INCIDENTES ARTIGO 11-PREAMBULO Para garantir que as causas dos acidentes sejam eliminadas de modo a prevenir novos eventos da mesma natureza, deve-se verificar se os procedimentos estão sendo seguidos, bem como registar e divulgar o ocorrido como um aprendizado para toda a equipe de trabalho. ARTIGO 12-OBJECTIVO 1. A investigação de acidentes e incidentes tem como objectivo ajudar a determinar porque ocorrem acidentes, onde eles acontecem, as pessoas envolvidas e as medidas correctivas para impedir que um acidente ou incidente semelhante ocorra novamente. 2. As razões para que se divulguem acidentes ocorridos e a obrigatoriedade de fechar planos de acções são: a) Ajudar os trabalhadores a desenvolver uma consciência sobre potenciais problemas e perigos no local de trabalho; 15

16 b) Marcar e apontar as áreas onde os processos podem ser melhorados e sugerir propostas de melhorias para o aumento da segurança e produtividade; c) Observar as áreas onde os treinamentos ou métodos precisam ser melhorados; d) Sugerir um foco para o desenvolvimento do programa de segurança; e) Reduzir as perdas económicas de danos materiais, lesão e perda de produção. ARTIGO 13-PROGRAMA DE INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES/INCIDENTES O Programa de Investigação de Acidentes / incidentes deve determinar quem, o quê, onde, quando, como, porquê e medidas correctivas de um acidente ou incidente. O programa para ser eficaz deve incluir os seguintes elementos básicos: 1. Treinamento de investigação de acidentes apropriado para toda a supervisão de primeira linha e outros trabalhadores-chave, como os membros da equipe de segurança, apropriado para cada instalação; 2. Desenvolvimento de procedimento de notificação para assegurar que todos os danos materiais e ferimentos do pessoal sejam reportados imediatamente, e sem medo de represálias; 3. Sistema de acompanhamento de acções para eliminar as causas do acidente de uma maneira eficiente. 4. Utilização de dados de investigação de outros acidentes para desenvolver uma abordagem proactiva. 16

17 ARTIGO 14-COMUNICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE ACIDENTES 1. Todos os acidentes devem ser comunicados imediatamente, investigados, segundo o procedimento em anexo e obedecem a seguinte classificação: a) SAF - Acidentes sem perda de tempo (sem afastamento) FAC- Primeiros Socorros, lesões ou perturbações funcionais menores que requerem primeiros socorros, administrado por médico ou socorrista. MTC -Tratamento Médico. Requer tratamento médico específico. RWC Restrição de Trabalho. Qualquer lesão ou perturbação funcional que impeçam o trabalhador de realizar parte de suas actividades regulares no seu próximo dia de trabalho. b) CAF- Acidente com perda de tempo LWC Afastamento do Trabalho. Qualquer lesão ou perturbação funcional que impeçam o trabalhador de retornar ao trabalho no seu próximo dia de trabalho. FAT Fatalidade. Qualquer lesão ou perturbação funcional decorrentes do trabalho e que resultem em morte 2. Todos os acidentes e incidentes devem ser registados e reportados da seguinte maneira: a) A pessoa ferida ou testemunha deve reportar o acidente ou incidente a seu(a) superior imediato que fará chegar à informação ao coordenador de segurança. Um formulário de relatório de incidente deve ser preenchido pelo investigador designado e a acção correctiva recomendada. 17

18 b) Todos os acidentes e incidentes graves que são reportáveis devem ser comunicados ao coordenador de segurança imediatamente. A notificação, investigação e registo desses acidentes e incidentes será conduzida pela equipe de investigação de acidentes. c) O coordenador de segurança irá preencher o formulário de investigação de acidentes e enviá-lo para os gestores e comissões de segurança formados apôs acidentes para comentário e divulgação. d) Todos os formulários de investigação de acidentes devem ser mantidos e arquivados pelo coordenador do Segurança por um mínimo de três anos. e) Todos os acidentes e incidentes devem ser discutidos nas reuniões da comissão de saúde e segurança. f) Todas as empresas devem ter uma comissão de investigação de acidentes nomeada. g) O coordenador de segurança deve garantir que as nomeações dos investigadores de acidentes sejam mantidas actualizados. h) Um relatório estatístico deverá ser emitido mensalmente pelo coordenador de segurança. 18

19 CAPITULO 5 REGULAMENTO DE SEGURANÇA DO PORTO DE NACALA ARTIGO 15-PREAMBULO 1. Durante o movimento de produtos e materiais existem inúmeros riscos que podem causar danos pessoais e materiais se procedimentos adequados não forem adoptados. 2. Este capítulo do procedimento aplica-se a todos os equipamentos motorizados e veículos utilizados dentro das empresas. ARTIGO 16-REQUISITOS PARA OPERADORES 1. Todos os candidatos a operadores de máquinas devem atender aos seguintes requisitos básicos antes de iniciar o treinamento inicial ou anual: 2. Todos os operadores de equipamentos motorizados devem ser submetidos a exames médicos de rotina, conforme determinado pelo protocolo de vigilância médica a) Não deve ter problemas adversos de visão que não possa ser corrigido por óculos ou lentes de contactos; b) Sem perda de audição que não possa ser corrigida com aparelhos auditivos; c) Não pode ter deficiências físicas que comprometem a operação segura da máquina; d) Não apresentar distúrbios neurológicos que afectam o equilíbrio ou a consciência; 19

20 e) Não tomar qualquer medicação que afecte a percepção, visão ou capacidades físicas; 3. Todos os operadores devem garantir que não operam equipamentos com defeitos. Muitos acidentes ocorrem devido a pequenos problemas no equipamento, tais como indicadores quebrados, faróis avariados, etc. Onde existe a necessidade de usar sistemas/aparelhos de controlo, estes devem estar disponíveis e operacionais para uso de modo a reduzir a possibilidade de ocorrência de acidentes e incidentes. 4. Limites de velocidade específicos para equipamentos devem ser estabelecidos, considerando o tipo de máquina e condições de operação; 5. Os operadores devem sempre olhar na direcção de viagem mantendo uma visão clara, para evitar colisões, especialmente durante movimentação em marcha atrás. Espelhos convexos devem ser usados para ajudar a visibilidade em curvas cegas; 6. O operador deve manter sua máquina a uma distância segura caso esteja atrás de outros veículos em movimento; (10 metros) 7. Os operadores devem evitar fazer partidas rápidas, paradas bruscas ou movimentação em velocidade excessiva; 8. Ao operar em rampas ou inclinação, os operadores devem ser extremamente cautelosos; 9. O controlo reverso nunca deve ser usado como um freio; 10. Todos os veículos devem ter alarme sonoro quando realizam o movimento de retaguarda 11. Os operadores devem manter um vigia para pedestres e tocar a buzina quando se aproximar deles; 20

21 Nenhum "passageiro" deve ser autorizado a andar nas máquinas, garfo ou reboque, a menos que ele tenha sido projectado especificamente para esse fim. ARTIGO 17-REQUISITOS PARA OPERADORES E GESTAO DE EQUIPAMENTO 1. Cada gestor ou Supervisor de área deve garantir que os seus operadores de equipamentos motorizados sejam treinados e competentes para executar a tarefa; 2. Cópias de suas licenças externas ou internas devem ser enviadas para o sector de segurança do trabalho para a verificação e arquivamento; 3. Cada veículo é fornecido com uma lista de verificação (checklist): O operador do equipamento deve preencher esta lista antes de usa-lo O operador deve observar e reportar todas as faltas e as condições inseguras encontradas no equipamento, e, se necessário, utilizar outro equipamento, em concordância com o seu supervisor. 4. Nenhuma pessoa sem a devida habilitação é autorizada a operar qualquer equipamento motorizado. 5. Cada equipamento deve ter um programa de manutenção planeada e mantido em conformidade com as recomendações do fabricante. CAPITULO 6 GESTÃO E ANÁLISE DE RISCOS ARTIGO 18-OBJECTIVO Define critérios para identificar os riscos e perdas, classificar a importância dos riscos, para determinar o que causa ou pode causar danos para a saúde, segurança ou propriedade. 21

22 ARTIGO 19-DESCRIÇÃO 1. Identificar processos e actividades; 2. Identificar os riscos e danos potenciais; 3. Caracterizar os riscos e sua relevância; 4. Calcular e classificar o resultado dos riscos; 5. Identificar e propor acções necessárias para eliminar e controlar os riscos. CAPITULO 7 PLANO DE EMERGÊNCIA O plano de emergência é um documento que deve dar uma série de orientações a serem seguidas em caso de ocorrência de um acidente, calamidade natural, ou incidente e o modo de minimizar esses mesmos efeitos garantindo menos perdas humanas ou materiais possíveis e todas as empresas que operam no porto são obrigadas a ter um plano de emergência. ARTIGO 20-OBJECTIVO Tem como objectivo minimizar os efeitos indesejáveis de um acidente, calamidade natural ou incidente. ARTIGO 21-DESCRIÇÃO 1. Identificar processos e actividades críticas; 2. Identificar os riscos e danos potenciais; 22

23 3. Definir medidas de controlo e procedimentos para cada tipo de risco; 4. Realizar exercícios simulados para situações de emergência semestralmente. CAPITULO 8 FERRAMENTAS PROACTIVAS DE SAÚDE E SEGURANÇA DEVEM SER PRECEDIDAS DE UM TREINAMNETO ESPECIFICO ANTES DE SEREM UTLIZADAS DSS DIÁLOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA ARTIGO 22- -DESCRIÇÃO 1. Reuniões de curta duração, que devem ser feitas diariamente antes do início das actividades; 2. O DSS deve obedecer a uma programação mensal a qual deve conter a contribuição de todos os trabalhadores; 3. A folha de presença deve ter a assinatura de todos os participantes. ARTIGO 23-OBJECTIVO 1. Promover a comunicação entre os trabalhadores; 2. Agir proactivamente; 3. Informar aos trabalhadores sobre os riscos e medidas de controlo; 4. Promover a prevenção de lesões e doenças. 23

24 REC REGISTO DE CONDIÇÃO OU ACTO INSEGURO ARTIGO 24-DESCRIÇÃO 1. O REC e uma metodologia que serve para a identificação de riscos, condição ou acto inseguro; 2. Deve-se dar encaminhamento do registo para o Superior imediato; 3. Deve-se fazer avaliação e eliminação dos riscos, actos ou condição insegura; 4. Todos os colaboradores devem dar apoio a este processo; 5. Acções imediatas devem ser tomadas em função da gravidade; 6. Informações das irregularidades devem ser difundidas para todos da organização. ARTIGO 25-OBJECTIVO Neutralizar e/ou eliminar a condição de risco de forma a prevenir acidentes e doenças ocupacionais, através da identificação, do registo e da comunicação de condições inseguras no ambiente de trabalho. DC DIÁLOGO COMPORTAMENTAL ARTIGO 26-CONCEITO 1. É uma conversação estabelecida entre o observador e o (s) observado (s), com base na reflexão conjunta, troca de ideias e na observação do comportamento, com foco em saúde e segurança. Através do Diálogo, os trabalhadores percebem e compartilham experiências, visando a solução dos 24

25 problemas encontrados e o contínuo aprimoramento do comportamento individual e colectivo. 2. Diálogo de Oportunidade: Diálogo Comportamental que ocorre geralmente em função da percepção do observador quanto a alguma condição insegura, que apresentam riscos a um trabalhador. Deve ser imediato. 3. Diálogo Programado: Diálogo Comportamental que ocorre durante um tempo dedicado pelo observador à determinada actividade de uma forma programada. DIREITO DE RECUSA ARTIGO 27-OBJECTIVO 1. Dar ao trabalhador o direito de recusar realizar uma actividade com situação de risco grave e iminente; 2. As condições inseguras devem ser imediatamente comunicadas para tomada de acções. O Responsável deve analisar a situação e buscar soluções para eliminar ou minimizar os riscos; 3. O trabalhador deve ter um treinamento sobre como gozar do seu direito 4. Se nenhuma solução imediata for encontrada, a tarefa não pode ser executada. 5S ARTIGO 28-OBJECTIVO 1. O que são 5 Ss? 25

26 Prática desenvolvida no Japão com o objectivo de desenvolver padrões de limpeza e organização para proporcionar bem estar a todos e que foi adoptada para as nossas operações portuarias. 2. Quais os significados dos 5 Ss? a) SEIRI (UTILIZAÇÃO): Separar as coisas necessárias e eliminar as desnecessárias. Devemos ter apenas o que necessitamos, distinguindo o que é necessário do que não é, evitando o desperdício de coisas materiais e de nosso próprio esforço. b) SEITON (ARRUMAÇÃO): Arrumar as coisas necessárias, agrupando-as para facilitar seu acesso e manuseio. Liberação do espaço físico Diminuição de acidentes Diminuição de custos de manutenção Reutilização de recursos Melhoria no ambiente de trabalho c) SEISO (LIMPEZA): Eliminar sujeira, poeira, manchas de óleo do chão e equipamentos. Manter o local de trabalho e equipamentos limpos e adequados para uso imediato, assim, dá oportunidade para identificar o motivo da sujeira e mau funcionamento dos equipamentos. A limpeza deve ser encarada como uma forma de inspeção, pois, se houver sistemática poderemos detectar e corrigir as falhas nos equipamentos e máquinas 26

27 d) SEIKETSU (SAÚDE E HIGIENE): Conservar a limpeza dos ambientes, criando padronização. Também considerado como senso de colaboração, permite criar comprometimento entre os funcionários para que os mesmos criem e mantenham os padrões de limpeza. Preocupa-se com a saúde dos colaboradores em nível físico, mental e emocional e os aspectos relacionados com a poluição ambiental. e) SHITSUKE (AUTODISCIPLINA): Cumprir rigorosamente o que foi determinado, preservando os padrões estabelecidos. Tem como objetivo criar maior respeito e comprometimento em relação a empresa, cumprindo-se disciplinadamente o que foi determinado. Hábitos são vícios. Para mudarmos, utilizamos uma tática chamada Só hoje vou fazer diferente. Assim, nosso cérebro aceita mais fácil a mudança dos hábitos. Com esta tática, repetiremos os novos e bons comportamentos de auto-organização, e essa disciplina cria o hábito, que torna os comportamentos fáceis de serem seguidos. CAPITULO 9 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL-EPI ARTIGO 29-DEFINIÇÃO Quando medidas de protecção colectiva não são suficientes para minimizar a possibilidade de protecção dos trabalhadores, introduz-se o equipamento de protecção individual que é todo equipamento ou dispositivo individual usado para 27

28 preservar a saúde e a integridade física dos empregados contra riscos existentes no ambiente de trabalho, existirão sinais de obrigatoriedade de uso de tais equipamentos dependendo das áreas ARTIGO 30-CLASSIFICAÇÃO Protecção da cabeça, olhos e face, audição, vias respiratórias, tórax, braços e pernas. CAPITULO 10 REGRAS BÁSICAS DE TRÁNSITO As regras básicas de trânsito são orientações que devem ser cumpridas obrigatoriamente dentro do recinto Portuário e tem como finalidade minimizar riscos de acidentes envolvendo veículos ou veículos /pessoas/equipamentos ARTIGO 31-REGRAS BÁSICAS 1. Ao conduzir o motorista ou operador de máquinas deve: a) Obedecer os sinais de trânsito; b) Dar sempre prioridade ao peão; c) Nunca falar ao telemóvel enquanto a conduzir; d) Nunca ingerir bebidas alcoólicas ou fazer uso de drogas, estupefacientes e/ou e substâncias psicotrópicas. O limite de álcool no sangue é zero. e) Usar sempre o cinto de segurança; 28

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