ASTRONOMIA. A coisa mais incompreensível a respeito do Universo é que ele é compreensível Albert Einstein

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ASTRONOMIA. A coisa mais incompreensível a respeito do Universo é que ele é compreensível Albert Einstein"

Transcrição

1 ASTRONOMIA A coisa mais incompreensível a respeito do Universo é que ele é compreensível Albert Einstein

2 ASTRONOMIA A LUZ PROVENIENTE DE ESTRELAS DISTANTES PROVA QUE O UNIVERSO É ANTIGO? Vivemos num universo imenso que contém galáxias que se encontram a bilhões de anos-luz de distância. O facto da luz destas galáxias chegar até nós tem sido usado como evidência a favor de um universo com uma idade de aproximadamente 14 bilhões de anos. As técnicas utilizadas pelos astrónomos para medir distâncias cósmicas poderiam ser questionadas. No entanto, elas são geralmente lógicas e correctas e não se baseiam em pressuposições evolucionistas do passado. Além do mais elas fazem parte da ciência observável, sendo presentemente testáveis e duplicáveis. Criacionistas, ao produzirem modelos de uma terra e de um universo jovens, com cerca de milhares de anos e não milhões ou bilhões de anos, são de uma forma geral, criticados por não levar em consideração questões tão simples como o tempo de viagem da luz vinda de pontos muito distantes do universo. Sendo assim, uma breve avaliação sobre o tempo de viagem da luz é necessária para a validação dos modelos criacionistas de uma terra e de um universo ainda jovens. AS PRESSUPOSIÇÕES DOS ARGUMENTOS DO TEMPO DE VIAGEM DA LUZ. Qualquer tentativa científica que tente estimar a idade de qualquer coisa envolverá necessariamente um certo número de pressuposições. Estas pressuposições podem estar relacionadas com as condições iniciais, a constância de certas proporções, contaminação do sistema e muitas outras, e portanto, serem incorrectas. Muitas vezes uma cosmovisão errada pode também ser a causa de pressuposições incorrectas. A luz distante das estrelas apresenta várias pressuposições que são questionáveis nenhuma das quais faz com que o argumento esteja necessariamente errado. A CONSTÂNCIA DA VELOCIDADE DA LUZ. Actualmente, assume-se que a velocidade da luz é constante em função do tempo. Actualmente, no vácuo, ela demoraria um ano para percorrer aproximadamente 9,5 trilhões de quilómetros. Se assumirmos que esta velocidade tem sido constante durante toda a existência do universo, poderemos incorrer no erro de acharmos uma idade muito mais antiga para o universo do que a idade real. Por outro lado, a velocidade da luz não é um parâmetro arbitrário. Por outras palavras, se mudarmos a velocidade da luz, outras coisas também

3 mudariam, como a proporção entre a energia e a massa de um sistema, e as demais constantes que estão relacionadas com esta velocidade. Portanto, se for alterada a velocidade da luz, o impacto que isto causaria no universo, na terra e na vida seria algo inimaginável. A PRESSUPOSIÇÃO DA RIGIDEZ DO TEMPO. A pressuposição de que o tempo se move de forma constante em todas as condições obedecendo a uma forma rígida, não é verdadeira. Existem maneiras através das quais a não rigidez do tempo pode permitir que a luz proveniente de pontos muito distantes chegue até nós numa escala de tempo relativamente pequena. Albert Einstein descobriu que o movimento e a gravidade afectam a passagem do tempo. Por exemplo, quando um objecto está num movimento muito próximo ao da velocidade da luz, o seu tempo é abrandado. Isto é chamado de dilatação do intervalo de tempo. O mesmo acontece com a medição do intervalo de tempo entre um relógio posicionado ao nível do mar e outro numa montanha. O relógio posicionado ao nível do mar, por estar mais próximo da fonte da gravidade, teria também o seu tempo abrandado. Portanto, um mesmo evento no passado poderia ter ocorrido num longo período de tempo para um observador, e num curto período de tempo para outro observador. Por exemplo, a luz das estrelas que demoraria bilhões de anos para chegar até nós (medida por relógios posicionados no espaço profundo deep space clocks ) chegaria à Terra em alguns milhares de anos, medida por relógios daqui. Isto ocorreria naturalmente se a Terra estivesse numa cavidade gravitacional ( gravitational well ). Suponhamos que o sistema solar esteja localizado próximo do centro de um número finito de galáxias. Esta proposta é totalmente consistente com a evidência, e portanto, uma possibilidade perfeitamente razoável. Neste caso, a Terra estaria localizada nesta cavidade gravitacional. Isto significa que muita energia teria que ser utilizada para levar algo para uma posição distante desse centro. Nessa cavidade gravitacional, nós não sentiríamos nenhum efeito gravitacional anormal, mas os nossos relógios estariam abrandados (muito mais lentos) quando comparados com os relógios posicionados noutros pontos distantes. Sendo que a expansão do universo é aceite pela maioria dos astrónomos actuais, o universo teria sido menor no passado, fazendo com que a diferença entre os relógios na terra apresentasse um abrandamento quando comparado com relógios em pontos distantes do universo. Sendo assim, a luz proveniente de galáxias

4 distantes teria chegado até à Terra em apenas alguns poucos milhares de anos, quando medida por relógios na Terra, em comparação com bilhões de anos, quando medida por relógios distantes da Terra. Uma outra maneira pela qual a relatividade do tempo é importante, é a sincronização: como fazer com que relógios mostrem o mesmo tempo e ao mesmo tempo. A teoria da relatividade tem mostrado que tal sincronização não é absoluta. Por exemplo, um observador num plano de referência poderia ver dois relógios sincronizados ao passo que outro observador, num plano de referência diferente, não os veria sincronizados. Portanto, quando se trata de sincronização de relógios separados por uma distância qualquer (pequena ou quase infinita), não existe um método pelo qual tal sincronização possa ser feita no sentido absoluto, de tal maneira que todos os observadores iriam concordar, independente do movimento. Um exemplo simples seria um avião levantar voo às 14:00 horas e pousar precisamente às 14:00 horas. Visto que o avião aterrou no mesmo tempo em que levantou voo, esta viagem seria instantânea. Como seria possível? A resposta está no fuso horário. Imagine um avião partir de Brasília às 14:00 horas (horário local) e chegar em Cuiabá às 14:00 horas (horário local). A hora marcada em Cuiabá é uma a menos que a de Brasília (consideramos que o avião voa rápido o suficiente para percorrer a distância numa hora). Para um passageiro a viagem teria demorado uma hora (tempo universal), mas para um observador em Cuiabá, o avião teria chegado na mesma hora em que partiu (tempo local). Existe um equivalente cósmico entre o tempo local e o tempo universal. A luz a viajar em direção à Terra é equivalente a um avião a viajar no sentido oeste (Brasília a Cuiabá), o tempo local permaneceria sempre o mesmo. Se usarmos o tempo cósmico universal, a luz levaria 100 anos para percorrer 100 anos-luz. De acordo com a teoria da relatividade de Einstein, a luz não experimenta a passagem do tempo, sendo a sua viagem instantânea. Portanto, a luz vinda da extremidade do universo chegaria instantaneamente aqui ao passo que nós acharíamos que ela teria levado bilhões de anos. O TEMPO DE VIAGEM DA LUZ: UM ARGUMENTO QUE REFUTA A SI MESMO. A própria teoria do big bang possui um problema seríssimo com a questão do tempo de viagem da luz. De acordo com este modelo, a luz teria que percorrer uma distância muito acima da que lhe é permitida, dentro de um período de 14 bilhões de anos (idade do universo proposta pela teoria do big bang). Esta dificuldade é conhecida como o problema

5 do horizonte. De acordo com a teoria do big bang, quando o universo era ainda bastante jovem e muito pequeno, ele desenvolveu pequenas diferenças locais de temperaturas (sem isso, corpos celestes como estrelas e galáxias não se poderiam ter formado). Vamos assumir teoricamente que neste início de universo haveriam, portanto, dois pontos: A (quente) e B (frio). Hoje, bilhões de anos depois deste período, o universo expandiu de tal forma que os pontos A e B estão muito distantes um do outro. No entanto, temos visto por meio da radiação de fundo (Cosmic Background Radiation) que a temperatura, mesmo a enormes distâncias, é praticamente a mesma: 2,7 K (270 C negativos). Isto significa que os pontos A e B possuem a mesma temperatura hoje. Mas isso somente seria possível se eles tivessem trocado energia. E a maneira mais rápida de trocar energia é através de radiação electromagnética. No entanto, essa troca teria que ter ocorrido múltiplas vezes durante a existência do universo para que um equilíbrio térmico fosso atingido (como obervado através da temperatura uniforme da radiação de fundo). Dado o tamanho do universo a distância e a quantidade de vezes entre dois pontos que a luz teria que ter percorrido durante os supostos 14 bilhões de anos a velocidade da luz não teria sido suficiente para que tal temperatura uniforme existisse. Uma solução proposta para a teoria do big bang é o que se chama de período inflacionário. O universo no seu início teria expandido dentro dos limites conhecidos pela ciência. Em seguida ele teria entrado num período inflacionário, através do qual teria chegado às dimensões actuais. Esta proposta não possui nenhuma evidência, não é nada mais que pura conjectura. (Não existe nenhuma evidência do que poderia ter dado início a esse período e muito menos o que teria feito com que ele chegasse ao fim de forma suave para manter intacta a estrutura observada no universo actualmente).

6 CONCLUSÃO. Sendo assim, o problema do tempo de viagem da luz permanece uma questão aberta para a discussão científica. Aceitar uma idade antiga para o universo (teoria do big bang), apenas porque a luz de corpos celestes localizados a bilhões de anos-luz tem chegado até nós, é uma questão de preferência por um modelo de idade antiga por outro modelo de idade recente. Esta preferência não se dá por méritos científicos, mas sim por pressuposições e posicionamento filosófico pessoal de cada cientista ou pesquisador.

Eu não tenho fé suficiente para ser um ateu

Eu não tenho fé suficiente para ser um ateu Eu não tenho fé suficiente para ser um ateu Aula 2 Evidências do mundo natural: um universo projetado Wesley R. Silva e José Luiz F. Rodrigues Escola Bíblica de Adultos Agosto Setembro 2014 Einstein e

Leia mais

Instituto de Educação Infantil e Juvenil Outono, 2015. Londrina, Nome: Ano: Tempo Início: Término: Total: ALBERT EINSTEIN

Instituto de Educação Infantil e Juvenil Outono, 2015. Londrina, Nome: Ano: Tempo Início: Término: Total: ALBERT EINSTEIN Instituto de Educação Infantil e Juvenil Outono, 2015. Londrina, Nome: de Ano: Tempo Início: Término: Total: Edição 4 MMXV grupo B ALBERT EINSTEIN Imagens de supernova podem ajudar a testar teoria de Einstein

Leia mais

Departamento de Astronomia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Departamento de Astronomia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul Departamento de Astronomia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul FIS02010-A - FUNDAMENTOS DE ASTRONOMIA E ASTROFÍSICA A 3.a PROVA - 2012/1 - Turma C NOME: I.Nas questões de 1 a 20, escolhe a alternativa

Leia mais

O tamanho, idade e conteúdo do Universo.

O tamanho, idade e conteúdo do Universo. O tamanho, idade e conteúdo do Universo. Sumário Nosso endereço cósmico Distâncias e tamanhos no universo: Sistema Solar Estrelas Galáxias Aglomerados de Galáxias Universo Tamanho e idade do Universo Conteúdo

Leia mais

CIÊNCIAS PROVA 2º BIMESTRE 6º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ

CIÊNCIAS PROVA 2º BIMESTRE 6º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUBSECRETARIA DE ENSINO COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO CIÊNCIAS PROVA 2º BIMESTRE 6º ANO PROJETO CIENTISTAS DO AMANHÃ Prova elaborada

Leia mais

Neste ano estudaremos a Mecânica, que divide-se em dois tópicos:

Neste ano estudaremos a Mecânica, que divide-se em dois tópicos: CINEMÁTICA ESCALAR A Física objetiva o estudo dos fenômenos físicos por meio de observação, medição e experimentação, permite aos cientistas identificar os princípios e leis que regem estes fenômenos e

Leia mais

A origem do Universo Evidências a favor da Teoria do Big Bang Limitações da Teoria do Big Bang Reacções químicas e reacções nucleares

A origem do Universo Evidências a favor da Teoria do Big Bang Limitações da Teoria do Big Bang Reacções químicas e reacções nucleares Sumário: A origem do Universo Evidências a favor da Teoria do Big Bang Limitações da Teoria do Big Bang Reacções químicas e reacções nucleares A origem do Universo Até há muito pouco tempo pensava-se que

Leia mais

INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, I.P. Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda Curso: Técnico de Informática Sistemas

INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, I.P. Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda Curso: Técnico de Informática Sistemas INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, I.P. Centro de Emprego e Formação Profissional da Guarda Curso: Técnico de Informática Sistemas (EFA-S4A)-NS Formando: Igor Daniel Santos Saraiva Covilhã,

Leia mais

DATAÇÃO. 2. Contaminação: nenhuma quantidade de isótopos-pai ou isótopos-filho entrou ou saiu da amostra.

DATAÇÃO. 2. Contaminação: nenhuma quantidade de isótopos-pai ou isótopos-filho entrou ou saiu da amostra. DATAÇÃO Vários estudos mostram que 14C tem sido detectado em amostras que não deveriam conter nenhuma quantidade detectável deste elemento, devido às idades atribuídas por outros métodos de datação Dr.

Leia mais

Como surgiu o universo

Como surgiu o universo Como surgiu o universo Modelos para o universo Desde os tempos remotos o ser humano observa o céu, buscando nele pistas para compreender o mundo em que vive. Nessa busca incansável, percebeu fenômenos

Leia mais

Introdução à Astronomia. (AGA210) Notas de aula. Cosmologia

Introdução à Astronomia. (AGA210) Notas de aula. Cosmologia Introdução à Astronomia (AGA210) Notas de aula Cosmologia Enos Picazzio IAGUSP 2006 Esta apresentação é parcialmente baseada no capítulo Universo e Cosmologia, do livro virtual Astronomia e Astrofísica,

Leia mais

UM BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DA RADIAÇÃO CÓSMICA DE FUNDO

UM BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DA RADIAÇÃO CÓSMICA DE FUNDO UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FÍSICA NÍVEL MESTRADO PROFISSIONAL RAMON MARQUES DE CARVALHO UM BREVE RELATO SOBRE A HISTÓRIA DA RADIAÇÃO CÓSMICA DE FUNDO PICOS

Leia mais

Unidade I: Introdução à CINEMÁTICA

Unidade I: Introdução à CINEMÁTICA Colégio Santa Catarina Unidade I: Introdução à Cinemática 1 O que é a Física? palavra física tem origem grega e significa natureza. ssim física é a ciência que estuda a natureza, daí o nome de ciência

Leia mais

15 O sistema solar e seus planetas

15 O sistema solar e seus planetas A U A UL LA Atenção O sistema solar e seus planetas Leia com atenção as notícias abaixo, que apareceram em jornais de diferentes épocas. ANO DE 1781 CIENTISTAS DESCOBREM NOVO PLANETA De há quase 2.000

Leia mais

Descobrindo o Sistema Solar Denis E. Peixoto NASE, Brasil

Descobrindo o Sistema Solar Denis E. Peixoto NASE, Brasil Introdução Descobrindo o Sistema Solar Denis E. Peixoto NASE, Brasil Comumente, quando estudamos o Sistema Solar, nos deparamos com questões interessantes, tais como: quais os limites do nosso sistema

Leia mais

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza p. 1/29

A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza p. 1/29 A Teoria de Cordas e a Unificação das Forças da Natureza Victor O. Rivelles Instituto de Física Universidade de São Paulo rivelles@fma.if.usp.br http://www.fma.if.usp.br/ rivelles/ Simpósio Nacional de

Leia mais

O que é Cosmologia? Estrutura do universo Expansão do universo Evolução do universo Cosmologia Newtoniana Matéria e Energia no Universo Radiação

O que é Cosmologia? Estrutura do universo Expansão do universo Evolução do universo Cosmologia Newtoniana Matéria e Energia no Universo Radiação Introdução à Cosmologia www.ift.unesp.br ogério osenfeld Instituto de Física Teórica/UNESP JFT8 oteiro da aula O que é Cosmologia? Estrutura do universo Expansão do universo Evolução do universo Cosmologia

Leia mais

Uma viagem da Terra às Estrelas.

Uma viagem da Terra às Estrelas. Uma viagem da Terra às Estrelas. Luís Cunha Depº de Física Universidade do Minho Júpiter e Io vistos da sonda Cassini Tópicos para a sessão 1 Primeira parte da sessão 1 a) As escalas do Cosmos unidades

Leia mais

Cosmologia: a estrutura do nosso universo. MSc Rodrigo Nemmen FIS2207 Fundamentos de Astronomia Dez. 2006

Cosmologia: a estrutura do nosso universo. MSc Rodrigo Nemmen FIS2207 Fundamentos de Astronomia Dez. 2006 Cosmologia: a estrutura do nosso universo MSc Rodrigo Nemmen FIS2207 Fundamentos de Astronomia Dez. 2006 Qual o modelo cosmológico padrão atual para a evolução do universo? Evolução e composição do universo

Leia mais

Rita de Cássia Bastos e Silvino Bastos. Volume 1. Itabuna, Bahia 2010.

Rita de Cássia Bastos e Silvino Bastos. Volume 1. Itabuna, Bahia 2010. Rita de Cássia Bastos e Silvino Bastos Volume 1 Itabuna, Bahia 2010. Copyright 2010, Rita de Cássia Bastos e Silvino Bastos Todos direitos desta edição reservados à VIA LITTERARUM EDITORA Rua Rui Barbosa,

Leia mais

O UNIVERSO EM ESCALA PLANETÁRIA

O UNIVERSO EM ESCALA PLANETÁRIA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE FÍSICA 2013 1ª FASE 18 de maio de 2013 NÍVEL III Ensino Médio- 3ª série Ensino Técnico- 4ª série O UNIVERSO EM ESCALA PLANETÁRIA LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES ABAIXO: 01) Esta

Leia mais

Fundamentos de Astronomia e Astrofísica TEORIA DO BIG BANG. Clayton B. O. dos Reis Deyvson G. Borba

Fundamentos de Astronomia e Astrofísica TEORIA DO BIG BANG. Clayton B. O. dos Reis Deyvson G. Borba Fundamentos de Astronomia e Astrofísica TEORIA DO BIG BANG Clayton B. O. dos Reis Deyvson G. Borba Resumo de como surgiu a teoria: No ano de 1927, O padre e cosmólogo belga Georges- Henri Édouard Lemaître,

Leia mais

Aula 04: Leis de Newton e Gravitação Tópico 05: Gravitação

Aula 04: Leis de Newton e Gravitação Tópico 05: Gravitação Aula 04: Leis de Newton e Gravitação Tópico 05: Gravitação Lei da Gravitação http://www.geocities.com/capecanaveral/hangar/6777/newton.html Era um tarde quente, no final do verão de 1666. Um homem jovem,

Leia mais

NOTAS SOBRE COSMOLOGIA E GESTÃO DO CONHECIMENTO

NOTAS SOBRE COSMOLOGIA E GESTÃO DO CONHECIMENTO NOTAS SOBRE COSMOLOGIA E GESTÃO DO CONHECIMENTO SANJAY VASHIIST ALUNO DO CURSO DE FILOSOFIA DA UFJF. W.W.W.SANJAYMX@YAHOO.COM.MX O esforço de compreender o cosmo tem sido uma das inquietações inerentes

Leia mais

AS QUATRO FORÇAS FUNDAMENTAIS DA NATUREZA

AS QUATRO FORÇAS FUNDAMENTAIS DA NATUREZA AS QUATRO FORÇAS FUNDAMENTAIS DA NATUREZA Adaptado dum artigo na revista inglesa "Astronomy Now" por Iain Nicolson As interacções entre partículas subatómicas e o comportamento em larga escala de matéria

Leia mais

PAUTA DO DIA. Acolhida Revisão Interatividades Intervalo Avaliação

PAUTA DO DIA. Acolhida Revisão Interatividades Intervalo Avaliação PAUTA DO DIA Acolhida Revisão Interatividades Intervalo Avaliação REVISÃO 1 Astronomia Ciência que estuda os astros e os fenômenos relacionados a eles. REVISÃO 1 Relaciona os fenômenos celestes aos fatos

Leia mais

A Terra gira... Nesta aula vamos aprender um pouco mais. sobre o movimento que a Terra realiza em torno do seu eixo: o movimento de

A Terra gira... Nesta aula vamos aprender um pouco mais. sobre o movimento que a Terra realiza em torno do seu eixo: o movimento de A U A U L L A A Terra gira... Nesta aula vamos aprender um pouco mais sobre o movimento que a Terra realiza em torno do seu eixo: o movimento de rotação. É esse movimento que dá origem à sucessão dos dias

Leia mais

As estações do ano acontecem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. O movimento do nosso planeta em torno do Sol, dura um ano.

As estações do ano acontecem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. O movimento do nosso planeta em torno do Sol, dura um ano. PROFESSORA NAIANE As estações do ano acontecem por causa da inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol. O movimento do nosso planeta em torno do Sol, dura um ano. A este movimento dá-se o nome de movimento

Leia mais

Lista de Exercícios CINEMÁTICA I Unidade PROF.: MIRANDA

Lista de Exercícios CINEMÁTICA I Unidade PROF.: MIRANDA Lista de Exercícios CINEMÁTICA I Unidade PROF.: MIRANDA Física Aplicada BIOCOMBUSTÍVES ELETRO INFORMÁTICA 01. Um carro com uma velocidade de 80 Km/h passa pelo Km 240 de uma rodovia às 7h e 30 mim. A que

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL VALE DO SÃO FRANCISCO MESTRADO NACIONAL PROFISSIONAL EM ENSINO DE FÍSICA MNPEF. Jaildson Paulino de Souza

UNIVERSIDADE FEDERAL VALE DO SÃO FRANCISCO MESTRADO NACIONAL PROFISSIONAL EM ENSINO DE FÍSICA MNPEF. Jaildson Paulino de Souza UNIVERSIDADE FEDERAL VALE DO SÃO FRANCISCO MESTRADO NACIONAL PROFISSIONAL EM ENSINO DE FÍSICA MNPEF Jaildson Paulino de Souza MATERIA E ENERGIA ESCURA UMA PROJEÇÃO DO FIM JUAZEIRO 2014 Jaildson Paulino

Leia mais

Big Bang Evolução de uma Idéia

Big Bang Evolução de uma Idéia Big Bang Evolução de uma Idéia Tina Andreolla 1 Até o século XIV, acreditava-se que o universo era formado pela Terra, ao centro, e pelo céu girando ao redor dela, com seus elementos fixos nele. Esta idéia

Leia mais

O Q U E É U M REL Ó G I O DE S O L? Relógio de Sol é um instrumento que determina as divisões. do dia através do movimento da sombra de um objecto, o

O Q U E É U M REL Ó G I O DE S O L? Relógio de Sol é um instrumento que determina as divisões. do dia através do movimento da sombra de um objecto, o O Q U E É U M REL Ó G I O DE S O L? Relógio de Sol é um instrumento que determina as divisões do dia através do movimento da sombra de um objecto, o gnómon, sobre o qual incidem os raios solares e que

Leia mais

Formação estelar e Estágios finais da evolução estelar

Formação estelar e Estágios finais da evolução estelar Elementos de Astronomia Formação estelar e Estágios finais da evolução estelar Rogemar A. Riffel Formação estelar - Estrelas se formam dentro de concentrações relativamente densas de gás e poeira interestelar

Leia mais

O Sistema Solar, a Galáxia e o Universo. Prof Miriani G. Pastoriza Dep de Astronomia, IF

O Sistema Solar, a Galáxia e o Universo. Prof Miriani G. Pastoriza Dep de Astronomia, IF O Sistema Solar, a Galáxia e o Universo Prof Miriani G. Pastoriza Dep de Astronomia, IF O Sistema Solar Matéria do Sis. Solar (%) Sol 99.85 Planetas 0.135 Cometas:0.01 Satélites Meteoróides Meio Interplanetario

Leia mais

Um planeta. chamado Albinum

Um planeta. chamado Albinum Um planeta chamado Albinum 1 Kalum tinha apenas 9 anos. Era um menino sonhador, inteligente e inconformado. Vivia num planeta longínquo chamado Albinum. Era um planeta muito frio, todo coberto de neve.

Leia mais

História... Esta Teoria permaneceu Oficial durante 13 Séculos!!

História... Esta Teoria permaneceu Oficial durante 13 Séculos!! Astronomia História... O modelo grego para explicar o movimento dos corpos celestes foi estabelecido no século IV a.c. Neste modelo a Terra estava no centro do universo e os outros planetas, Sol e Lua

Leia mais

HUBBLE E A EXPANSÃO DO UNIVERSO

HUBBLE E A EXPANSÃO DO UNIVERSO HUBBLE E A EXPANSÃO DO UNIVERSO Pedro José Feitosa Alves Júnior Universidade Federal do Vale do São Francisco 1. INTRODUÇÃO O início do século XX pode ser considerado um grande marco no desenvolvimento

Leia mais

Leis de Newton. 1ª Lei

Leis de Newton. 1ª Lei Leis de Newton 1ª Lei MOVIMENTOS Até agora estudámos como os cientistas descrevem a posição de objetos, o movimento dos objetos, e as mudanças no movimento de objetos. Agora vamos avançar para além da

Leia mais

Mestrado Profissional em Ensino das Ciências na Educação Básica. Área de Concentração: Física ANDRÉA SILVA DE LIMA

Mestrado Profissional em Ensino das Ciências na Educação Básica. Área de Concentração: Física ANDRÉA SILVA DE LIMA Mestrado Profissional em Ensino das Ciências na Educação Básica. Área de Concentração: Física ANDRÉA SILVA DE LIMA Produto Final da Dissertação apresentada à Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza

Leia mais

1) Calcular, em m/s, a velocidade de um móvel que percorre 14,4Km em 3min. a) ( ) 70m/s b) ( ) 80 m/s c) ( ) 90m/s d) ( ) 60m/s

1) Calcular, em m/s, a velocidade de um móvel que percorre 14,4Km em 3min. a) ( ) 70m/s b) ( ) 80 m/s c) ( ) 90m/s d) ( ) 60m/s SIMULADO DE FÍSICA ENSINO MÉDIO 1) Calcular, em m/s, a velocidade de um móvel que percorre 14,4Km em 3min. a) ( ) 70m/s b) ( ) 80 m/s c) ( ) 90m/s d) ( ) 60m/s 2) Um avião voa com velocidade constante

Leia mais

Docente: Prof. Doutor Ricardo Cunha Teixeira Discentes: Carlos Silva Sara Teixeira Vera Pimentel

Docente: Prof. Doutor Ricardo Cunha Teixeira Discentes: Carlos Silva Sara Teixeira Vera Pimentel Docente: Prof. Doutor Ricardo Cunha Teixeira Discentes: Carlos Silva Sara Teixeira Vera Pimentel Sem a Matemática, não poderia haver Astronomia; sem os recursos maravilhosos da Astronomia, seria completamente

Leia mais

Início 15.09.11 03.01.12 10.04.12 Final 16.12.11 23.03.12 08.06.12 Interrupções - 20 22 Fev 2012 -

Início 15.09.11 03.01.12 10.04.12 Final 16.12.11 23.03.12 08.06.12 Interrupções - 20 22 Fev 2012 - TOTAL Outras Atividades Tema B: Terra em Transformação Tema A: Terra no Espaço Departamento de Matemática e Ciências Experimentais PLANIFICAÇÃO 7º Ano de Ciências Físico-Químicas Ano Letivo 2011 / 2012

Leia mais

Ivan Guilhon Mitoso Rocha. As grandezas fundamentais que serão adotadas por nós daqui em frente:

Ivan Guilhon Mitoso Rocha. As grandezas fundamentais que serão adotadas por nós daqui em frente: Rumo ao ITA Física Análise Dimensional Ivan Guilhon Mitoso Rocha A análise dimensional é um assunto básico que estuda as grandezas físicas em geral, com respeito a suas unidades de medida. Como as grandezas

Leia mais

Aula Inaugural. Introdução à Astrofísica. Reinaldo R. de Carvalho (rrdecarvalho2008@gmail.com)

Aula Inaugural. Introdução à Astrofísica. Reinaldo R. de Carvalho (rrdecarvalho2008@gmail.com) Aula Inaugural Introdução à Astrofísica Reinaldo R. de Carvalho (rrdecarvalho2008@gmail.com) Livros recomendados:!! 1 - An Introduction to Modern Astrophysics, Bradley W. Carroll & Dale A. Ostlie, Second

Leia mais

Autor: (C) Ángel Franco García. Ptolomeu e Copérnico. Os planetas do Sistema Solar. Os satélites. Atividades

Autor: (C) Ángel Franco García. Ptolomeu e Copérnico. Os planetas do Sistema Solar. Os satélites. Atividades Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é: Autor: (C) Ángel Franco García O Sistema

Leia mais

I Olimpíada Brasileira de Astronomia Brasil, 22 de agosto de 1998. Nível 1 GABARITO OFICIAL

I Olimpíada Brasileira de Astronomia Brasil, 22 de agosto de 1998. Nível 1 GABARITO OFICIAL I Olimpíada Brasileira de Astronomia Brasil, 22 de agosto de 1998. Nível 1 GABARITO OFICIAL Questão 1 a) (VALOR: 0,2 pts) Quais os planetas do Sistema Solar que têm sistema de anéis? R: Saturno, Júpiter,

Leia mais

www.google.com.br/search?q=gabarito

www.google.com.br/search?q=gabarito COLEGIO MÓDULO ALUNO (A) série 6 ano PROFESSOR GABARITO DA REVISÃO DE GEOGRAFIA www.google.com.br/search?q=gabarito QUESTÃO 01. a) Espaço Geográfico RESPOSTA: representa aquele espaço construído ou produzido

Leia mais

Apostila de Física 28 Gravitação Universal

Apostila de Física 28 Gravitação Universal Apostila de Física 28 Gravitação Universal 1.0 História Astrônomo grego Cláudio Ptolomeu (87-150): Sistema planetário geocêntrico A Terra é o centro do universo. A Lua e o Sol descreveriam órbitas circulares

Leia mais

NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA CAPÍTULO 1. Prof. Carlos R. A. Lima INTRODUÇÃO AO CURSO E TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL

NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA CAPÍTULO 1. Prof. Carlos R. A. Lima INTRODUÇÃO AO CURSO E TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA Prof. Carlos R. A. Lima CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO AO CURSO E TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL Edição de junho de 2014 2 CAPÍTULO 1 TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL ÍNDICE 1.1-

Leia mais

International Space Station - ISS

International Space Station - ISS International Space Station - ISS International Space Station - ISS Agenda O que é a Estação Espacial Internacional (ISS)? O kit da ISS: Propostas de integração no currículo do 3.º ciclo - Algumas questões

Leia mais

UNIDADE 2: ASTRONOMIA

UNIDADE 2: ASTRONOMIA UNIDADE 2: ASTRONOMIA ARISTÓTELES (384-322 a.c.) Afirmou que a Terra era redonda devido à sombra esférica deixada por ela durante o eclipse lunar. ERATÓSTENES (273-194 a.c.) Mediu a circunferência da Terra

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Departamento de Astronomia. Estrelas. Prof. Tibério B. Vale

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Departamento de Astronomia. Estrelas. Prof. Tibério B. Vale Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Departamento de Astronomia Estrelas Prof. Tibério B. Vale Propriedades Estrelas são esferas autogravitantes de gás ionizado, cuja fonte de

Leia mais

Sumário. Prefácio... xi. Prólogo A Física tira você do sério?... 1. Lei da Ação e Reação... 13

Sumário. Prefácio... xi. Prólogo A Física tira você do sério?... 1. Lei da Ação e Reação... 13 Sumário Prefácio................................................................. xi Prólogo A Física tira você do sério?........................................... 1 1 Lei da Ação e Reação..................................................

Leia mais

Pr e f á c i o. Todos nós crescemos com algumas ideias básicas referentes a espaço, tempo e matéria. Eis algumas delas:

Pr e f á c i o. Todos nós crescemos com algumas ideias básicas referentes a espaço, tempo e matéria. Eis algumas delas: Pr e f á c i o Todos nós crescemos com algumas ideias básicas referentes a espaço, tempo e matéria. Eis algumas delas: * Todos habitamos o mesmo espaço tridimensional; * O tempo passa com a mesma velocidade

Leia mais

Física - QUESTÕES de 01 a 06 INSTRUÇÕES: Questão 01 (Valor: 20 pontos) RASCUNHO

Física - QUESTÕES de 01 a 06 INSTRUÇÕES: Questão 01 (Valor: 20 pontos) RASCUNHO Física - QUESTÕES de 01 a 06 LEIA CUIDADOSAMENTE O ENUNCIADO DE CADA QUESTÃO, FORMULE SUAS RESPOSTAS COM OBJETIVIDADE E CORREÇÃO DE LINGUAGEM E, EM SEGUIDA, TRANSCREVA COMPLETA- MENTE CADA UMA NA FOLHA

Leia mais

Escola E. B. 2º e 3º ciclos do Paul. Trabalho elaborado por: Diana Vicente nº 9-7ºB No âmbito da disciplina de Ciências Naturais

Escola E. B. 2º e 3º ciclos do Paul. Trabalho elaborado por: Diana Vicente nº 9-7ºB No âmbito da disciplina de Ciências Naturais Escola E. B. 2º e 3º ciclos do Paul Trabalho elaborado por: Diana Vicente nº 9-7ºB No âmbito da disciplina de Ciências Naturais Introdução Formação do sistema solar Constituição * Sol * Os planetas * Os

Leia mais

HÁ FÍSICA NA BÍBLIA?

HÁ FÍSICA NA BÍBLIA? HÁ FÍSICA NA BÍBLIA? Nillo Gallindo nillo.gallindo@bol.com.br Este artigo é parte de um livro de 114 páginas intitulado: O QUE EINSTEIN NÃO PERCEBEU - do autor Nillo Gallindo. Os direitos autorais Copyright

Leia mais

ÇÃO À ASTRONOMIA (AGA-210) Notas de aula INTRODUÇÃ. Estrelas: do nascimento à Seqüê. üência Principal. Enos Picazzio IAGUSP, Maio/2006

ÇÃO À ASTRONOMIA (AGA-210) Notas de aula INTRODUÇÃ. Estrelas: do nascimento à Seqüê. üência Principal. Enos Picazzio IAGUSP, Maio/2006 INTRODUÇÃ ÇÃO À ASTRONOMIA (AGA-210) Notas de aula Estrelas: do nascimento à Seqüê üência Principal Enos Picazzio IAGUSP, Maio/2006 De que são formadas as estrelas? Átomo: elemento básico b da matéria

Leia mais

Terra: um só lugar no Universo

Terra: um só lugar no Universo Terra: um só lugar no Universo Por Cassiano Zeferino de Carvalho Neto Uma rua movimentada, no centro de uma Megalópole, trânsito congestionado, às 12h00. Há 150 quilômetros dali uma vistosa carroça, puxada

Leia mais

De Profundis.indd 25 20/05/15 18:01

De Profundis.indd 25 20/05/15 18:01 Janeiro de 1995, quinta feira. Em roupão e de cigarro apagado nos dedos, sentei me à mesa do pequeno almoço onde já estava a minha mulher com a Sylvie e o António que tinham chegado na véspera a Portugal.

Leia mais

Sugere-se a elaboração de um documento em Word, na qual articule as respostas às questões propostas, nas três dimensões:

Sugere-se a elaboração de um documento em Word, na qual articule as respostas às questões propostas, nas três dimensões: Pág 1 Proposta de Trabalho Título: Leis e Modelos Científicos Data: 14 de Março de 2011 Data Limite: 21 de Março de 2011 Descrição: UC/UFCD: STC Núcleo Gerador 7 Formador[a]: Maria João Canudo Tendo em

Leia mais

Geografia/15 6º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / RECUPERAÇÃO FINAL 2015 GEOGRAFIA 6º ano

Geografia/15 6º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / RECUPERAÇÃO FINAL 2015 GEOGRAFIA 6º ano Geografia/15 6º ano Turma: 1º trimestre Nome: Data: / / 6ºgeo301r RECUPERAÇÃO FINAL 2015 GEOGRAFIA 6º ano Querido(a) Aluno(a) No primeiro trimestre buscamos entender o surgimento da Geografia, sua contribuição

Leia mais

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia 5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia Prova da eliminatória regional 14 de Abril de 2009 15:00 Duração máxima 120 minutos Nota: Ler atentamente todas as questões. Existe uma tabela com dados no final

Leia mais

O Alcorão sobre o Universo em Expansão e a Teoria do Bing Bang

O Alcorão sobre o Universo em Expansão e a Teoria do Bing Bang O Alcorão sobre o Universo em Expansão e a Teoria do Bing Bang القرآن وتمدد الكون ونظر ة الانفجار الكب [رتغايل portuguese [português - www.islamreligion.com website موقع دين الا سلام 2013-1434 Lei de Hubble

Leia mais

PROVA UPE 2012 TRADICIONAL(RESOLVIDA)

PROVA UPE 2012 TRADICIONAL(RESOLVIDA) PROVA UPE 2012 TRADICIONAL(RESOLVIDA) 33 - Sete bilhões de habitantes, aproximadamente, é a população da Terra hoje. Assim considere a Terra uma esfera carregada positivamente, em que cada habitante seja

Leia mais

Plutão era um planeta, mas...

Plutão era um planeta, mas... Sistema Solar Plutão era um planeta, mas... Em termos científicos, não existe uma verdade absoluta. Como demonstrou o filósofo Karl Popper (1902-1994), a ciência só produz teorias falseáveis ou refutáveis,

Leia mais

Guia de funções e características avançadas. Português

Guia de funções e características avançadas. Português Guia de funções e características avançadas Guia de funções e características avançadas Este manual contém instruções para o usos das funções adicionais (especialmente no modelo com a régua de cálculo

Leia mais

ÓRBITA ILUMINADA HU F 152/ NT4091

ÓRBITA ILUMINADA HU F 152/ NT4091 ÓRBITA ILUMINADA HU F 152/ NT4091 INTRODUÇÃO Trata-se de um modelo científico de trabalho, representando o Sol, a Terra e a Lua, e mostrando como estes se relacionam entre si. Foi concebido para mostrar

Leia mais

O Geomagnetismo Terrestre e o Meio Ambiente. Daniela Simonini Teixeira

O Geomagnetismo Terrestre e o Meio Ambiente. Daniela Simonini Teixeira O Geomagnetismo Terrestre e o Meio Ambiente Daniela Simonini Teixeira TÓPICOS Introdução Apresentação Fenômenos Conservativos e Degenerativos Decaimento Radioativo Noções Gerais sobre Eletromagnetismo

Leia mais

Curso de Engenharia Civil. Física Geral e Experimental I Movimento Prof.a: Msd. Érica Muniz 1 Período

Curso de Engenharia Civil. Física Geral e Experimental I Movimento Prof.a: Msd. Érica Muniz 1 Período Curso de Engenharia Civil Física Geral e Experimental I Movimento Prof.a: Msd. Érica Muniz 1 Período Posição e Coordenada de Referência Posição é o lugar no espaço onde se situa o corpo. Imagine três pontos

Leia mais

Ciências da Natureza VOLUME 1 UNIDADE 1 E 2

Ciências da Natureza VOLUME 1 UNIDADE 1 E 2 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ENSINO FUNDAMENTAL Ciências da Natureza VOLUME 1 UNIDADE 1 E 2 CIÊNCIAS DA NATUREZA, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 2015 1 SUMÁRIO Unidade 1 Origem do Universo... 03 Unidade

Leia mais

Uma estrela-bebê de 10 mil anos

Uma estrela-bebê de 10 mil anos 1 Uma estrela-bebê de 10 mil anos Jane Gregorio-Hetem (IAG/USP) Email: jane@astro.iag.usp.br A versão original deste texto foi divulgada no CD-ROM da 48ª Reunião Anual da SBPC, na qual a conferência Estrelas

Leia mais

Método científico e Atitude cientifica.

Método científico e Atitude cientifica. Texto complementar: Método científico e Atitude cientifica. Extraido de : Física Conceitual (9ª Edição) Paul G. Hewitt O físico Italiano Galileu Galilei e o filósofo inglês Francis Bacon são geralmente

Leia mais

Sistema Solar. Sistema de Ensino CNEC. 4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Atividades de Ciências Nome:

Sistema Solar. Sistema de Ensino CNEC. 4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Atividades de Ciências Nome: 4 o ano Ensino Fundamental Data: / / Atividades de Ciências Nome: Sistema Solar 1 o Mercúrio 5 o Júpiter 2 o Vênus 6 o Saturno 3 o Terra 7 o Urano 4 o Marte 8 o Netuno Com certeza você já deve ter ouvido

Leia mais

GRAVITAÇÃO QUÂNTICA ATRATIVA, REPULSIVA E NEUTRA

GRAVITAÇÃO QUÂNTICA ATRATIVA, REPULSIVA E NEUTRA GRAVITAÇÃO QUÂNTICA ATRATIVA, REPULSIVA E NEUTRA Hindemburg Melão Jr. Introdução Quando Newton formulou a Teoria da Gravitação Universal, ele estabeleceu uma relação entre gravidade e massa e também postulou

Leia mais

No começo eram as trevas e então... BANG! Nasceu um sistema que se expande infinitamente feito de tempo, espaço e matéria... O Universo.

No começo eram as trevas e então... BANG! Nasceu um sistema que se expande infinitamente feito de tempo, espaço e matéria... O Universo. Alfa e Ômega No começo eram as trevas e então... BANG! Nasceu um sistema que se expande infinitamente feito de tempo, espaço e matéria... O Universo. No início, apenas a escuridão. Um nada interminável

Leia mais

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia

5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia 5 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia Prova da eliminatória regional 14 de Abril de 2010 15:00 Duração máxima 120 minutos Nota: Ler atentamente todas as questões. Existe uma tabela com dados no final

Leia mais

Introdução à cosmologia observacional

Introdução à cosmologia observacional X ESCOLA DO CBPF MÓDULO GRADUAÇÃO Introdução à cosmologia observacional Ribamar R. R. Reis IF - UFRJ O que é cosmologia? Cosmologia é o estudo do universo como um todo. Para tornar esse estudo possível

Leia mais

Algumas Noções sobre Desconto e Capitalização

Algumas Noções sobre Desconto e Capitalização Algumas Noções sobre Desconto e Capitalização Introdução O desconto é um dos mais importantes, e também dos mais difíceis, conceitos em economia. Através das taxas de juro, as questões do desconto atravessam

Leia mais

Súmula Teoria Energética. Paulo Gontijo

Súmula Teoria Energética. Paulo Gontijo Súmula Teoria Energética Paulo Gontijo O Universo Chama-se Universo ao conjunto de todas as coisas. Sua existência pressupõe a necessidade de dois conceitos anteriores a ele, que se denominam existência

Leia mais

A brisa do mar está ótima!

A brisa do mar está ótima! A brisa do mar está ótima! Mais um fim de semana. Cristiana e Roberto vão à praia e convidam Maristela para tomar um pouco de ar fresco e de sol, e tirar o mofo! É verão e o sol já está bem quente. Mas

Leia mais

Introdução à Arte da Ciência da Computação

Introdução à Arte da Ciência da Computação 1 NOME DA AULA Introdução à Arte da Ciência da Computação Tempo de aula: 45 60 minutos Tempo de preparação: 15 minutos Principal objetivo: deixar claro para os alunos o que é a ciência da computação e

Leia mais

Aula 1. O Sistema Solar e o Planeta Terra. Disciplina: Geografia A Profª.: Tamara Régis

Aula 1. O Sistema Solar e o Planeta Terra. Disciplina: Geografia A Profª.: Tamara Régis Aula 1. O Sistema Solar e o Planeta Terra. Disciplina: Geografia A Profª.: Tamara Régis A origem do Universo A teoria do Big Bang foi anunciada em 1948 pelo cientista russo naturalizado estadunidense,

Leia mais

Entrevista a Galileu Galilei

Entrevista a Galileu Galilei Escola Secundária Emidio Navarro 2009/2010 Disciplina: Físico-Quimica Entrevista a Galileu Galilei Trabalho realizado por: Cristiana Monteiro nº5 Francisco Pinto nº9 11ºCT2 Entrevista a Galileu Galilei

Leia mais

Centro de Massa. Curso: Engenharia Disciplina: complementos de Física Professor: Douglas Assunto: Centro de Massa E Momento de Inércia

Centro de Massa. Curso: Engenharia Disciplina: complementos de Física Professor: Douglas Assunto: Centro de Massa E Momento de Inércia Curso: Engenharia Disciplina: complementos de Física Professor: Douglas Assunto: Centro de Massa E Momento de Inércia Centro de Massa O centro de massa de um sistema de partículas é o ponto que se move

Leia mais

4.2 Modelação da estrutura interna

4.2 Modelação da estrutura interna 4.2 Modelação da estrutura interna AST434: C4-25/83 Para calcular a estrutura interna de uma estrela como o Sol é necessário descrever como o gás que o compõe se comporta. Assim, determinar a estrutura

Leia mais

Lista 13: Gravitação. Lista 13: Gravitação

Lista 13: Gravitação. Lista 13: Gravitação Lista 13: Gravitação NOME: Matrícula: Turma: Prof. : Importante: i. Nas cinco páginas seguintes contém problemas para se resolver e entregar. ii. Ler os enunciados com atenção. iii. Responder a questão

Leia mais

Viajando com a matemática

Viajando com a matemática Viajando com a matemática Digite seu nome no local indicado por, e logo após clique no botão. Clique sobre o globo Escolha um dos aviões e clique sobre este: o avião azul corresponde a atividades envolvendo

Leia mais

Dividiremos nossa aula em:

Dividiremos nossa aula em: Curso: Pedagogia Profa. Ms. Mara Pavani da Silva Gomes Ciências, tecnologia e qualidade de vida Dividiremos nossa aula em: 1) Algumas considerações sobre a ciência 2) A atividade científica 3) Construção

Leia mais

Como as estrelas se formam?

Como as estrelas se formam? EAD - Astrofísica Geral 2013 Home Informações Gerais Cronograma do Curso Contato Inscrições Como as estrelas se formam? Nada no Universo existe para sempre, talvez nem mesmo o próprio Universo. Todas as

Leia mais

VERSÃO 2. 11º ano de escolaridade. Teste Intermédio de Agrupamento Física e Química A AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VOUZELA E CAMPIA AGEVC.

VERSÃO 2. 11º ano de escolaridade. Teste Intermédio de Agrupamento Física e Química A AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VOUZELA E CAMPIA AGEVC. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE VOUZELA E CAMPIA AGEVC 11º ano de escolaridade Teste Intermédio de Agrupamento Física e Química A 12 páginas Duração da prova: 90 min 2015-02-06 VERSÃO 2 Indique de forma legível

Leia mais

Exercícios de Física Gravitação Universal

Exercícios de Física Gravitação Universal Exercícios de Física Gravitação Universal 1-A lei da gravitação universal de Newton diz que: a) os corpos se atraem na razão inversa de suas massas e na razão direta do quadrado de suas distâncias. b)

Leia mais

Aritmética: Regra de Três e Grandezas Proporcionais

Aritmética: Regra de Três e Grandezas Proporcionais Aritmética: Regra de Três e Grandezas Proporcionais 1. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo testou em 2013 novos radares que permitem o cálculo da velocidade média desenvolvida por um

Leia mais

FÍSICA ÓPTICA GEOMÉTRICA FÍSICA 1

FÍSICA ÓPTICA GEOMÉTRICA FÍSICA 1 2014_Física_2 ano FÍSICA Prof. Bruno ÓPTICA GEOMÉTRICA FÍSICA 1 1. (Uftm 2012) Uma câmara escura de orifício reproduz uma imagem de 10 cm de altura de uma árvore observada. Se reduzirmos em 15 m a distância

Leia mais

ESTADOS DA MATÉRIA. O átomo é composto por outras partículas ainda menores.

ESTADOS DA MATÉRIA. O átomo é composto por outras partículas ainda menores. ESTADOS DA MATÉRIA A matéria que temos a nossa volta é formada de moléculas que são constituídas por átomos. Uma combinação destes átomos forma as substâncias que conhecemos, porém, devemos salientar que

Leia mais

Formação da Lua. (Estes trabalhos estão protegidos pelos direitos de autor, registados oficialmente no I.G.A.C. sob os nºs. 4961/2008 a 1211/2012)

Formação da Lua. (Estes trabalhos estão protegidos pelos direitos de autor, registados oficialmente no I.G.A.C. sob os nºs. 4961/2008 a 1211/2012) Formação da Lua (Estes trabalhos estão protegidos pelos direitos de autor, registados oficialmente no I.G.A.C. sob os nºs 4961/2008 a 1211/2012) José Luís Pereira rebelofernandes@sapo.pt Introdução. A

Leia mais

Complemento Matemático 06 Ciências da Natureza I NOTAÇÃO CIENTÍFICA Física - Ensino Médio Material do aluno

Complemento Matemático 06 Ciências da Natureza I NOTAÇÃO CIENTÍFICA Física - Ensino Médio Material do aluno Você sabia que a estrela Alfa da constelação do Centauro está a 41.300.000.000.000 quilômetros da Terra. a massa do próton vale 0,00000000000000000000000000167 quilogramas. o raio do átomo de hidrogênio

Leia mais

Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Astronomia Problemas propostos

Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Astronomia Problemas propostos Universidade da Madeira Estudo do Meio Físico-Natural I Astronomia Problemas propostos J. L. G. Sobrinho 1,2 1 Centro de Ciências Exactas e da Engenharia, Universidade da Madeira 2 Grupo de Astronomia

Leia mais

EXOPLANETAS EIXO PRINCIPAL

EXOPLANETAS EIXO PRINCIPAL EXOPLANETAS Antes mesmo de eles serem detectados, poucos astrônomos duvidavam da existência de outros sistemas planetários além do Solar. Mas como detectar planetas fora do Sistema Solar? Às suas grandes

Leia mais