E s c o p o d e P r o j e t o s e S e r v i ç o s d e. Hidráulica

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1 M a n u a l d e E s c o p o d e P r o j e t o s e S e r v i ç o s d e Hidráulica

2 FASE Direitos DIREITOS autorais AUTORAIS reservados RESERVADOS Todos os direitos desta edição, reprodução ou tradução são reservados. A reprodução deste Manual só pode ser feita mediante download, após cadastro individual e pessoal através do site de cada entidade signatária, ou autorizada para este fim. Nenhuma parte ou todo desta publicação pode ser reproduzida, alterada ou transmitida de outra forma ou meio, sem autorização expressa da Comissão Gestora dos Manuais In In Memorian Ao término deste longo e árduo trabalho, no momento da celebração da sua conclusão, lamentavelmente perdemos o colega, amigo e incansável batalhador pelas causas da cadeia produtiva da indústria da construção civil e em particular do setor de projetos: ROBERTO AMÁ. Por isso dedicamos a ele todos os Manuais de Escopo de Projetos e Serviços. 4

3 FASE Apresentação Geral Apresentação Geral A definição prévia, clara e cuidadosa do escopo dos serviços envolvidos na elaboração de projetos, é uma necessidade para o início de qualquer projeto em qualquer tipo de empreedimento. A No definição entanto, prévia, nem sempre clara e cuidadosa acontece dessa do escopo forma. dos Muitos serviços projetos envolvidos (grandes na ou elaboração pequenos) de começam projetos, é com uma acordos necessidade mal-ajustados para o início entre de seus qualquer idealizadores projeto e em os qualquer responsáveis tipo de pela empreendimento. preparação dos projetos. No Dúvidas entanto, sobre nem o sempre que, quando acontece e como dessa deveria forma. ser Muitos elaborado, projetos desenvolvido (grandes ou e pequenos) entregue pelos começam projetistas com são acordos comuns mal-ajustados em todas as entre etapas seus do projeto, idealizadores gerando e os situações responsáveis desconfortáveis pela preparação para todos projetos. os envolvidos. De um lado, os empreendedores, com a impressão de que pagaram por serviços que não foram efetivamente realizados. De Dúvidas outro, sobre profissionais o que, quando e empresas e como de projeto, deveria ser que elaborado, apesar de desenvolvido cumprirem todas e entregue as tarefas pelos que projetistas imaginaram são fazer, comuns têm em sua todas imagem as etapas desgastada do projeto, pelo gerando descontentamento situações desconfortáveis dos contratantes. para todos os envolvidos. De um lado, os empreendedores, com a impressão de que pagaram por serviços que não foram efetivamente realizados. A situação De outro, não é profissionais benéfica para e empresas nenhuma das de projeto, partes e, que muitas apesar vezes, de cumprirem nasce de um todas contrato as tarefas mal-redigido, que imaginaram ou com lacunas fazer, têm importantes, sua imagem que desgastada poderiam ser pelo evitadas descontentamento se houvesse um dos padrão contratantes. para servir de referência para às contratações. A situação não é benéfica para nenhuma das partes e, muitas vezes, nasce de um contrato mal-redigido, ou com Para lacunas pôr fim importantes, a esse estado que de poderiam coisas, as ser entidades evitadas representativas houvesse um do padrão setor de para projetos, servir Abece, de referência Abrasip, para Asbea, as contratações. com a participação das entidades setoriais representativas dos contratantes de projetos do setor imobiliário Para pôr fim e da a esse construção, estado de Secovi-SP, coisas, as Sindinstalação entidades representativas e Sinduscon-SP, do setor uniram de projetos, esforços Abece, para Abrasip, oferecer ao Asbea, mercado com uma a participação ferramenta das capaz entidades de esclarecer setoriais de representativas uma vez por todas dos como contratantes desenvolver de projetos bons projetos, do setor com imobiliário toda a segurança, e da construção, cumprindo Secovi-SP, todas as Sindinstalação etapas necessárias: e Sinduscon-SP, um guia completo uniram esforços do que deve para fazer oferecer parte ao dos mercado projetos uma e qual ferramenta o nível capaz de detalhamento de esclarecer requerido, de uma vez cuja por utilização todas como evitará desenvolver os desgastes, bons mal-entendidos projetos, com e toda desencontros a segurança, tão cumprindo comumente todas observados as etapas no necessárias: mercado. um guia completo do que deve fazer parte dos projetos Assim e qual nasceu o nível o conjunto de detalhamento Manuais requerido, de Escopo cuja utilização de Projetos evitará e Serviços desgastes, para Indústria mal-entendidos Imobiliária e desencontros voltados inicialmente tão comumente para as observados áreas projetos no mercado. de Arquitetura e Urbanismo, Estrutura, Sistemas Elétricos e Assim Hidráulicos, nasceu perfeitamente o conjunto de integrados Manuais de e compatibilizados Escopo de Projetos entre e si. Serviços O que se para espera Indústria é que este Imobiliária conjunto de voltados manuais inicialmente seja um começo, para as referência áreas dos para projetos a criação de Arquitetura de outros manuais e Urbanismo, abrangendo Estrutura, outras especialidades Sistemas Elétricos de projeto. e Hidráulicos, Posteriormente perfeitamente seguindo a integrados mesma sistemática, e compatibilizados foram desenvolvidos entre si. O os que Manuais se espera de é Escopo que este de conjunto Serviço de para manuais Coordenação seja um de começo, Projetos referência e o Manual para de a criação Escopo de de outros Projetos manuais e Serviços abrangendo de Ar Condicionado outras especialidades e Ventilação de Mecânica. projeto. Posteriormente seguindo a mesma sistemática, foram desenvolvidos os Manuais de Escopo de Serviço A idéia para que Coordenação sustenta essa de Projetos iniciativa e o não Manual é cercear de Escopo a liberdade de Projetos dos procedimentos e Serviços de Ar de Condicionado contratação, mas e Ventilação facilitar esse Mecânica. processo, contribuindo para que os projetos se tornem uma ferramenta importante na otimização e A aumento idéia que de sustenta produtividade essa iniciativa dos serviços não é nos cercear canteiros a liberdade de obras, dos a procedimentos partir da disponibilidade de contratação, de referências mas facilitar claras, esse corretas processo, e completas contribuindo quanto para ao que que os deve projetos ser executado. se tornem uma ferramenta importante na otimização e aumento A definição produtividade clara do escopo dos serviços dos projetos nos canteiros é um primeiro de obras, passo a partir de uma da mudança disponibilidade cultural de importantíssima referências claras, para corretas o setor da e completas construção quanto brasileira. ao que A partir deve da ser organização executado. das etapas do próprio empreendimento, isso levará A definição a uma clara revisão do escopo de todos dos relacionamentos projetos é um primeiro entre os passo agentes de uma que mudança interagem cultural em seu importantíssima desenvolvimento. para Além o setor disso, da ele construção tende a melhorar brasileira. a definição A partir da das organização responsabilidades das etapas envolvidas, do próprio atendendo empreendimento, às exigências isso do levará novo a Código uma revisão Civil. de todos os relacionamentos entre os agentes que interagem em seu desenvolvimento. Além disso, ele tende a melhorar a definição das responsabilidades envolvidas, atendendo às exigências A reprodução dos Manuais ocorrerá por meio de downloads através dos sites das entidades. Este processo do permitirá novo Código que Civil. atualizações periódicas sejam feitas através de uma Comissão Gestora com representantes das entidades que participaram e participam dos Manuais, possibilitando assim um conjunto de Manuais sempre atualizados. Arq Henrique Cambiaghi Arq. Roberto Amá Eng.Augusto Pedreira de Freitas Eng.Marcelo Rozenberg Eng.Fabio Pimenta Eng.Levon Sevzatian Eng. Carlos Massaru Kayano Eng. Raul José de Almeida Eng. Ricardo Bunemer Eng. Silvio Melhado Arq. Cecília Levy Arq. Eliane Adesse Arq. Márcio Luongo Eng. Marco Antonio Manso 5

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5 RELAÇÃO DE MANUAIS DE ESCOPO DE PROJETOS E SERVIÇOS Esperamos que estes Manuais, propicie um novo ciclo de aprimoramento entre projetistas, contratantes, órgãos de fomento da construção, e construtores e que sejam um estímulo ao aperfeiçoamento de todos os elos da cadeia produtiva dos empreendimentos imobiliários no país. Colocado agora à disposição de todos, torna-se guia de orientação de entidades e profissionais, para que todos possam adotá-lo como referência já em seus próximos projetos e empreendimentos. Volume I Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Arquitetura e Urbanismo Volume II Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Estrutura Volume III Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Instalações Prediais - Elétrica Volume IV Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Instalações Prediais - Hidráulica Volume V Manual de Escopo de Serviços para Coordenação de Projetos Volume VI Manual de Escopo de Projetos e Serviços de Ar Condicionado Outras Especialidades A idéia do grupo que originou este Manual de Escopo de Projetos não é se restringir a essas especialidades, mas oferecer um roteiro aos demais sistemas componentes das edificações de como continuar a definição de escopo de todas as disciplinas profissionais envolvidas com os empreendimentos. Aos poucos, a construção brasileira irá ganhar orientações mais precisas de quais projetos são necessários para cada tipo de empreendimento e o que deve ser considerado por cada um deles no que se refere à documentação técnica necessária, para que alcancem um nível de excelência não só em sua construção, mas também durante toda a sua vida útil.

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7 Sumário ÍNDICE GERAL

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9 SUMÁRIO - ÍNDICE GERAL INTRODUÇÃO 15 ESTRUTURA GERAL DO MANUAL Escopo e Objetivos Gerais de cada uma das Fases do Projeto de Hidráulica 21 FASE A - Concepção do Produto Serviços Essenciais HID-A 001 Análise das condicionantes locais 25 Serviços Opcionais HID-A 201 Consulta às concessionárias de serviços públicos 28 FASE B - Definição do Produto Serviços Essenciais HID-B 001 Definição de ambientes e espaços técnicos 29 HID-B 002 Consulta às concessionárias de serviços públicos 32 Serviços Opcionais HID-B 201 Assessoria para adoção de novas tecnologias 33 FASE C - Identificação e Solução de Interfaces Serviços Essenciais HID-C 001 Posicionamento de dispositivos e componentes hidráulicos 35 HID-C 002 Definição e layout de salas técnicas 38 HID-C 003 Traçado de tubulações hidráulicas principais 39 Serviços Específicos HID-C 104 Definição e layout de shafts verticais 40 FASE D - Projeto de Detalhamento Serviços Essenciais 11

10 SUMÁRIO - ÍNDICE GERAL HID-D 001 Dimensionamentos hidráulicos gerais 41 HID-D 002 Projeto e detalhamento de instalações localizadas 44 HID-D 003 Plantas de distribuição hidráulica 45 HID-D 004 Preparação de esquemas verticais da instalação 46 HID-D 005 Detalhamento de ambientes e centrais técnicas 47 HID-D 006 Elaboração de memoriais e especificações 48 Serviços Específicos HID-D 101 Projeto de sistema de chuveiros automáticos (sprinklers 49 HID-D 102 Especificação básica de sistema de tratamento de água 50 HID-D 103 Especificação básica de sistema de tratamento de esgoto 51 Serviços Opcionais HID-D 201 Elaboração de plantas de marcação de lajes 52 HID-D 202 Verificação da adequação e conformidade de elementos, sistemas e/ou componentes 53 HID-D 203 Detalhamento de montagem de instalação em shafts 54 HID-D 204 Otimização do sistema de sprinklers por cálculo informatizado 55 HID-D 205 Marcação e especificação de suportes 56 HID-D 206 Elaboração de planilha de quantidades de materiais 57 HID-D 207 Elaboração de orçamento 58 HID-D 208 Preparação de memorial de parâmetros de dimensionamento 59 HID-D 209 Elaboração de minutas contratuais 60 FASE E - Pós Entrega dos Projetos Serviços Essenciais HID-E 001 Apresentação do projeto 61 HID-E 002 Programa básico de acompanhamento da obra 64 HID-E 003 Esclarecimento de dúvidas 65 12

11 SUMÁRIO - ÍNDICE GERAL Serviços Opcionais HID-E 201 Análise técnica de propostas de fornecedores 66 HID-E 202 Análise de soluções alternativas 67 HID-E 203 Alterações de projeto 68 HID-E 204 Acompanhamento técnico da obra 69 HID-E 205 Orientação sobre procedimentos de execução 70 HID-E 206 Recebimento e/ou start-up de sistemas ou do empreendimento 71 HID-E 207 Desenhos as built 72 HID-E 208 Preparação de manual de operação e manutenção dos sistemas hidráulicos 73 HID-E 209 Preparação de manual do proprietário 74 FASE F - Pós Entrega da Obra Serviços Opcionais HID-F 201 Atividades de Avaliação e/ou Assessoria 75 HID-F 202 Projetos de Alterações 78 ANEXOS 79 13

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13 Introdução 15

14 16

15 INTRODUÇÃO Os conceitos dos Manuais A elaboração de um projeto é um processo complexo que envolve, além dos projetos em si, diversas interfaces com outras especialidades técnicas. Portanto, a contratação e coordenação racional de um projeto devem considerar a necessidade de integração das equipes, dos conhecimentos e experiências. Além disso, a dinâmica atual da indústria imobiliária tem exigido uma otimização cada vez maior dos projetos para garantir um melhor planejamento e controle das obras. Para que seja possível essa otimização, torna-se necessário o estabelecimento de um fluxo de trabalho estável e padronizado na elaboração dos projetos de um empreendimento, onde as etapas a serem cumpridas atendam adequadamente às necessidades de todos os intervenientes e contribuam para a interação eficiente entre as diversas equipes. A partir desta ótica foram elaborados estes Manuais, sendo o principal objetivo apresentar diretrizes para que as responsabilidades sejam bem definidas, procurando eliminar as chamadas zonas cinzentas entre os contratantes, projetistas, fornecedores e executores das obras; oferecendo orientações precisas de como identificar os itens envolvidos e suas soluções assim atendendo às expectativas dos projetos. A forma como os Manuais estão estruturados Os Manuais partem de uma seqüência de atividades, organizadas em fases bem definidas, que permitem determinar com clareza cronogramas, medições e outras etapas notáveis. Os serviços oferecidos durante a elaboração de um projeto foram classificados conforme sua necessidade, em: Serviços Essenciais. Produtos que são obrigatoriamente desenvolvidos em cada etapa de projeto sem exigências específicas. Serviços Específicos. Produtos complementares, não usuais, que são adicionais aos Serviços Essenciais, que poderão ser desenvolvidos pelos escritórios de projeto mediante contratação especifica. Serviços Opcionais. Produtos e serviços especializados, normalmente executados por outros escritórios ou profissionais, mas que alguns escritórios de projeto, possuem qualificação para executá-los mediante contratação específica. Para cada etapa de projeto, estes Manuais apresentam claramente a Descrição das Atividades, relacionando os Dados Necessários à realização dessa etapa (documentos ou informações a serem fornecidos) e descrevendo com profundidade os Produtos Gerados por esses serviços, identificando o momento oportuno em que as ações devem ocorrer, além de deixar perfeitamente claras as Responsabilidades por cada atividade, documento e produto gerado. Desenhos, detalhes, memoriais descritivos, requisições, relatórios, quadros, etc. gerados por cada um dos serviços de projetos efetivamente contratados são claramente identificados, e estabelecido quando são necessários. Com os Manuais de Escopo de Projetos e Serviços, portanto, todos os envolvidos podem identificar o nível de qualidade requerido e o momento certo de exigir e fornecer dados e informações para que os projetos respondam corretamente aos objetivos e desejos dos empreendedores e futuros usuários. É importante ainda ressaltar que a abordagem dos Manuais se inicia nas definições conceituais de um empreendimento e vai até a etapa ainda pouco considerada pelos contratantes, que é o acompanhamento técnico das obras, sua entrega final, incluindo os desenhos as built, passando pela mais importante atividade prevista nestes Manuais: a compatibilização e consolidação das interfaces dos vários sistemas em todas as etapas. 17

16 INTRODUÇÃO Para quem são destinados os Manuais Os Manuais oferecem inestimável referência a todos aqueles que se relacionam com o processo de desenvolvimento de empreendimentos imobiliários. Estabelecem parâmetros do que se espera dos projetistas, contribuindo para a elaboração de propostas de serviços, e para a organização dos trabalhos. Para os projetistas, são um excelente instrumento de valorização do projeto e do seu trabalho, possibilitando a todos envolvidos um conhecimento pleno do seu conteúdo e interfaces. Do ponto de vista dos empreendedores, os Manuais de Escopo de Projetos e Serviços oferecem recomendações importantes a serem seguidas, de acordo com o que se considera boa técnica na execução de projetos. Para os contratantes isso possibilitará a efetiva comparação das propostas técnicas e comerciais que venham a ser apresentadas para elaboração de projetos, resultando em investimentos mais equalizados, financeira e tecnicamente adequados a ambas as partes, e portanto mais eficazes nesta importante e fundamental etapa do empreendimento. O uso dos Manuais reduzirá a possibilidade de que diferentes empresas ou profissionais de projeto apresentem propostas com diferentes níveis de rigor técnico, oferecendo a todos um roteiro completo para o desenvolvimento e cotejo dos serviços, desde a fase de proposta, até o acompanhamento pós-entrega da obra. Conseqüentemente, ocorrerão menos discrepâncias nos valores de honorários muitas vezes apresentando custos incompatíveis com o teor e qualidade de projeto desejável. Como resultado, os projetos serão melhor desenvolvidos e compatibilizados, proporcionando obras mais eficientes e econômicas, com melhor controle do seu desenvolvimento. As particularidades de cada Manual Arquitetura e Urbanismo 0s projetos de arquitetura e urbanismo são sempre o ponto de partida. Iniciam-se a partir de programas claros e objetivos. Mas para um bom resultado, é fundamental a participação e o envolvimento desde o seu inicio dos responsáveis pelos projetos das outras especialidades. Vale a pena ressaltar que uma das fases mais importantes do projeto é a consolidação das interfaces dos vários sistemas presentes nos empreendimentos. O ideal é que esta consolidação ocorra sempre antes da aprovação dos projetos legais junto às autoridades constituídas, com a clara concordância dos responsáveis pelo empreendimento e execução das obras, pois serão estes que viabilizarão os procedimentos executivos. Infelizmente, em muitos casos isso não ocorre. Alguns empreendedores só vem a se preocupar com a compatibilização geral dos projetos após a definição do responsável pela construção, o que, muitas vezes só acontece após o lançamento imobiliário do empreendimento, sendo que isso pode ocasionar a perda do controle dos projetos, e portanto o descontrole dos custos das obras reduzindo o desempenho do empreendimento. Por isto o Manual de Arquitetura e Urbanismo dá um grande destaque para estas questões. Estrutura O ideal para o bom desenvolvimento do projeto de estrutura seria a contratação do escritório de projeto estrutural ocorrer logo na primeira fase do empreendimento, quando ainda está acontecendo a concepção do produto. A redução das margens de lucro dos empreendimentos exige uma racionalização construtiva cada vez maior e as melhores chances de economia para se atingir os objetivos pretendidos pelos empreendedores podem estar nas definições conceituais do projeto de estruturas em cooperação com a concepção arquitetônica. 18

17 INTRODUÇÃO Instalações Elétricas e Hidráulicas Uma preocupação constante do trabalho de desenvolvimento do escopo dos projetos de sistemas elétricos e hidráulicos foi identificar os momentos em que é possível a análise das interferências, antes de exigirem alterações dos demais projetos. Assim, propõe-se a integração dos projetistas de instalações desde o início dos trabalhos, com a análise dos condicionantes locais, como acesso aos serviços públicos disponíveis no local do empreendimento. Os projetistas de sistemas prediais podem contribuir desde a concepção dos ambientes, com as melhores soluções para a acomodação de equipamentos e também com a assessoria para a incorporação de novas tecnologias nas edificações. O trabalho segue com o traçado e as definições de posicionamento dos componentes dos sistemas prediais, que levam ao dimensionamento e o detalhamento de cada sistema. Conclusões O fluxo de desenvolvimento dos projetos proposto nestes MANUAIS, implica na quebra de paradigmas. A proposta é substituir os termos estudos preliminares, anteprojeto, pré-forma, projeto executivo, etc. que comparecem em momentos distintos em cada especialidade e geram interpretações diferentes, por concepção, definição, soluções de interfaces do produto, e etc., vinculando-os às Fases e objetivos do trabalho. É fundamental acabar com a produção de projetos isolados, devendo estes ser sempre pensados como um trabalho em equipe, com todos os profissionais desenvolvendo seus trabalhos sobre objetivos e procedimentos bem definidos. As mudanças propostas, uma vez que envolvem a quebra de paradigmas, irão exigir esforços de todos os envolvidos nos empreendimentos imobiliários, pois hábitos terão que ser mudados, assim como as formas de contratação e procedimentos de desenvolvimento de projetos também deverão ser alteradas. O fluxo de projeto não deve ser voltado para atender apenas ao construtor, mas também para atender ao cliente final, responsável ou usuário do empreendimento. O sucesso do empreendimento garante o retorno financeiro e profissional para todos os envolvidos, assim como seu fracasso deve ser encarado, também, como uma responsabilidade coletiva. 19

18 20

19 Estrutura Geral do Manual Escopo e Objetivos Gerais de cada uma das Fases do Projeto de Hidráulica A estrutura geral do Manual foi desenvolvida com base na Norma da ABNT NBR13.531/95 adequando a sistemática de desenvolvimento dos projetos para a Indústria Imobiliária. 21

20 22

21 ESTRUTURA GERAL Escopo e Objetivos Gerais de cada uma das Fases do Projeto de Hidráulica FASE A - CONCEPÇÃO DO PRODUTO (Estudo Preliminar conforme NBR ) Levantar um conjunto de informações jurídicas, legais, programáticas e técnicas; dados analíticos e gráficos objetivando determinar as restrições e possibilidades que regem e limitam o produto imobiliário pretendido. Estas informações permitem caracterizar o partido hidráulico, e as possíveis soluções das edificações e de implantação dentro das condicionantes levantadas. Esta fase está subdividida nas seguintes etapas: LV - Levantamento de Dados PN - Programa de Necessidades EV - Estudo de Viabilidade FASE B - DEFINIÇÃO DO PRODUTO (Anteprojeto, conforme NBR ) Desenvolver o partido hidráulico e demais elementos do empreendimento, definindo e consolidando todas as informações necessárias a fim de verificar sua viabilidade física, legal e econômica bem como possibilitar a elaboração dos Projetos Legais. Esta fase está subdividida nas seguintes etapas: EP - Estudo Preliminar AP - Anteprojeto PL - Projeto Legal FASE C - IDENTIFICAÇÃO E SOLUÇÃO DE INTERFACES (Pré-executivo / Projeto Básico, conforme NBR ) Consolidar claramente todos ambientes, suas articulações e demais elementos do empreendimento, com as definições necessárias para o intercâmbio entre todos envolvidos no processo. A partir da negociação de soluções de interferências entre sistemas, o projeto resultante deve ter todas as suas interfaces resolvidas, possibilitando uma avaliação preliminar dos custos, métodos construtivos e prazos de execução. Quando esta fase estiver concluída ainda que o projeto não esteja completo e for necessário licitar a obra esta fase opcional, se caracteriza como: PB - Projeto Básico FASE D - PROJETO DE DETALHAMENTO DE ESPECIALIDADES (Projeto Executivo conforme NBR ) Executar o detalhamento de todos os elementos do empreendimento de modo a gerar um conjunto de informações suficientes para a perfeita caracterização das obras/serviços a serem executadas, bem como a avaliação dos custos, métodos construtivos, e prazos de execução. Executar o detalhamento de todos os elementos do empreendimento e incorporar os detalhes necessários de produção dependendo do sistema construtivo. O resultado deve ser um conjunto de informações técnicas claras e objetivas sobre todos os elementos, sistemas e componentes do empreendimento. Esta fase se denomina: PE - Projeto Executivo FASE E - PÓS-ENTREGA DO PROJETO Garantir a plena compreensão e utilização das informações de projeto, bem como sua aplicação correta nos trabalhos de campo. FASE F - PÓS-ENTREGA DA OBRA Analisar e avaliar o comportamento da edificação em uso para verificar e reafirmar se os condicionantes e pressupostos de projeto foram adequados e se eventuais alterações, realizadas em obra, estão compatíveis com as expectativas do empreendedor e de ocupação dos usuários. 23

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23 FASE FASE A CONCEPÇÃO DO PRODUTO (Estudo Preliminar conforme NBR ) Levantar um conjunto de informações jurídicas, legais, programáticas e técnicas; dados analíticos e gráficos objetivando determinar as restrições e possibilidades que regem e limitam o produto imobiliário pretendido. Estas informações permitem caracterizar o partido hidráulico, e as possíveis soluções das edificações e de implantação dentro das condicionantes levantadas. Esta fase está subdividida nas seguintes etapas: LV - Levantamento de Dados PN - Programa de Necessidades EV - Estudo de Viabilidade 25

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25 FASE A CONCEPÇÃO DO PRODUTO hid-a 001 Serviços Essenciais Análise dos Condicionantes Locais Descrição das Atividades - Analisar, obter informações preliminares e orientar o empreendedor quanto aos condicionantes locais que possam ter influência na concepção do produto, incluindo: - Condições locais de atendimento pelos serviços públicos (água, esgoto, gás combustível telecomunicações e energia elétrica) - Condicionantes relacionados à topografia do terreno - Outros aspectos Dados Necessários Arquitetura - Dados gerais do empreendimento (áreas, número de pavimentos, tipo de ocupação, etc.) - Croquis do terreno com dados preliminares de níveis - Planta de situação Produtos Gerados Relatório preliminar de condicionantes locais, contendo as seguintes informações: - Informações preliminares sobre a disponibilidade e características de atendimento do empreendimento pelos serviços públicos - Comentários e recomendações preliminares sobre a ligação do edifício aos serviços públicos 27

26 FASE A CONCEPÇÃO DO PRODUTO hid-a 002 Serviços Opcionais Consulta a Concessionárias de Serviços Públicos Descrição das Atividades Realizar consultas preliminares formais às concessionárias de serviços públicos (água, esgoto e gás combustível) (Observação 1 e 2) Dados Necessários Arquitetura - Cópias do projeto para aprovação na prefeitura, em versão preliminar - Cronograma físico da construção Produtos Gerados Diretrizes / respostas às consultas junto às concessionárias locais de água, esgoto, gás combustível e energia elétrica. Observações 1. Os documentos necessários, procedimentos e forma de resposta das concessionárias podem variar em cada localidade. 2. Quando realizadas nesta fase, as consultas preliminares poderão perder a validade devido à introdução de novos condicionantes nas fases posteriores de projeto. 28

27 FASE B DEFINIÇÃO DO PRODUTO (Anteprojeto conforme NBR ) Desenvolver o partido arquitetônico e demais elementos do empreendimento, definindo e consolidando todas informações necessárias a fim de verificar sua viabilidade física, legal e econômica bem como possibilitar a elaboração dos Projetos Legais. Esta fase está subdividida nas seguintes etapas: EP - Estudo Preliminar AP - Anteprojeto PL - Projeto Legal 29

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29 FASE B DEFINIÇÃO DO PRODUTO hid-b 001 Serviços Essenciais Definição de Ambientes e Espaços Técnicos Descrição das Atividades - Concepção básica das soluções técnicas a serem adotadas - Pré-dimensionamento dos sistemas primários, de modo a permitir a definição dos espaços necessários para as instalações hidráulicas nos ambientes e centrais técnicas, bem como a consulta às concessionárias de serviços públicos - Estudo dos ambientes e centrais técnicas e dos espaços necessários para os diversos sistemas técnicos Dados Necessários Empreendedor - Conceituação do empreendimento e dos sistemas a serem previstos, além de informações que afetem a definição de salas e dos espaços técnicos - Informações sobre demandas de suprimento de água, coleta de esgoto e outras necessidades de sistemas hidráulicos para abastecer/servir os equipamentos a serem integrados ao empreendimento Arquitetura - Plantas de pavimentos tipo - Croquis dos demais pavimentos - Croquis da implantação e pavimento térreo, com níveis preliminares - Corte esquemático Construtor - Tecnologias de construção a serem utilizadas no empreendimento Produtos Gerados - Croquis dos ambientes e centrais técnicas (ver observações 1 e 2), com dimensões, condições de posicionamento, acesso e circulação de pessoas, tubulações e sistemas técnicos, ventilação dos espaços e outros condicionantes - Dimensões principais e posicionamento de shafts e espaços técnicos, com percurso vertical - Dimensões principais de outros espaços, inclusive alturas de entreforro, necessários para passagem de tubulações e/ou sistemas técnicos - Demarcação de zonas de encaminhamento das tubulações primárias, com indicação de posicionamento, altura ocupada e/ou caimento nos pavimentos, onde se detectar essa necessidade Observações 1. Os ambientes e centrais técnicas de sistemas hidráulicos incluem reservatórios, salas de equipamentos e de bombas, salas de aquecedores, áreas para instalação de equipamentos de aquecimento, poços de captação e bombeamento de efluentes, centrais de armazenamento de gás, abrigos para medidores de água e gás, além de outros sistemas, que devam ser considerados pelas demais especialidades. 2. Os documentos necessários, procedimentos e forma de resposta das concessionárias podem variar em cada localidade. 31

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