Revista Redescrições Revista on line do GT de Pragmatismo e Filosofia Norte-Americana Ano 1, Número 4, 2010

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Revista Redescrições Revista on line do GT de Pragmatismo e Filosofia Norte-Americana Ano 1, Número 4, 2010"

Transcrição

1 Filosofia e Fantasia Privada: Derrida por Richard Rorty versus Derrida por ele mesmo Lucas Nogueira do Rego Villa Lages i Resumo: Este artigo busca analisar a leitura feita por Richard Rorty, na obra Contingência, Ironia e Solidariedade, acerca do pensamento final do filósofo francês Jacques Derrida, comparando-a com a leitura que este filósofo, posteriormente, faria de si mesmo em conferência proferida com o tema Desconstrução e Pragmatismo. Rorty parece sugerir que Derrida, definitivamente, rompe com os limites entre filosofia e literatura, abandonando a preocupação com a esfera pública e lançando seu pensamento em uma audaciosa aventura pela fantasia privada. O próprio Derrida, no entanto, em resposta a esta leitura feita de sua obra pelo filósofo americano, refuta-a, assumindo seu compromisso com a filosofia e afirmando a impossibilidade de separar o filosofar de um compromisso com a dimensão pública. O Derrida de Rorty, aquele preocupado com a criação de um novo vocabulário e desprendido da lógica e da argumentação racional, embora contrário à leitura que Derrida faz de si mesmo, pareceria um pensador melhor encaixado no contexto da contemporaneidade. Palavras-chave: Rorty, Derrida, Desconstrução, Ironia, Fantasia Privada. Abstract: This article tries to analyze the Richard Rorty s interpretation, at Contingency, Irony and Solidarity, of Jacque Derrida s last philosophy, comparing it with Derrida s self-interpretation. Rorty sugest that Derrida definitely breaks the bounds between philosophy and literature, abandoning the concern about the public sphere and throwing his thought in an adventure over the private fantasy. Derrida himself, however, replying Rorty s reading, assume his commitment with philosophy and the impossibility of divide it from the public dimension. Rorty s Derrida, the one concerned about the creation of a new vocabulary and defying logic and rational argumentation, looks like a thinker more framed at the contemporary context. Keywords: Rorty, Derrida, Deconstruction, Irony, Private Fantasy. 1. Introdução O presente artigo tem como objetivo analisar a leitura que Richard Rorty faz do filósofo francês Jacques Derrida, tomando como base a obra Contingência, Ironia e Solidariedade (RORTY, 1994), mormente seu capítulo seis, incluso na parte II. Procura, também, confrontar essa leitura com a que Derrida faz de si próprio, embasando-se para tal na conferência Notas sobre Desconstrução e Pragmatismo (DERRIDA, 2005), por ele proferida no Collège International de Philosophie de Paris. Pretendemos, então, com esta análise, descobrir se Derrida concorda com a leitura que Richard Rorty faz de sua filosofia desconstrucionista e se existe, de fato, uma relação tão estreita entre desconstrução e pragmatismo. Derrida é, como sugere

2 Rorty, o ápice da teoria ironista, tendo sido o primeiro filósofo a mergulhar, através da literatura, no totalmente privado, desistindo, assim da necessidade da argumentação com a tradição filosófica? A este questionamento buscaremos nos ater, confrontando o Derrida de Rorty com a auto-imagem que Derrida parece ter de si. 2. O Derrida de Richard Rorty Toda a obra Contingência, Ironia e Solidariedade, de Richard Rorty (1994), tem por preocupação discorrer sobre a impossibilidade de conciliação perfeita entre o público e o privado, propondo, apesar disso, o modelo do ironista liberal como a mais adequada combinação destas duas esferas para a contemporaneidade. Inicialmente faz sua apologia ao ironismo na esfera privada, dissertando sobre seus grandes heróis ironistas, ou poetas fortes, para utilizar a expressão que o próprio Rorty colhe de Harold Bloom: Proust, Nietzsche, Heidegger e, por fim, Derrida. O ironista, segundo Rorty, é este capaz de ultrapassar a metafísica, abandonando a busca do universal, da Verdade, em detrimento de um desejo verdadeiramente artístico de autocriação privada através do desenvolvimento de um novo vocabulário, de um estilo. No sexto capítulo da referida obra, intitulado Da Teoria Ironista às Alusões Privadas: Derrida (RORTY, 1994), Rorty dedica-se ao pensamento ironista de Derrida, sugerindo que este, em sua última fase, teria, por meio da privatização de seu pensamento, superado a dicotomia entre ironismo e teoria. Rorty inicia o capítulo afirmando que Derrida está para Heidegger assim como Heidegger está para Nietzsche. Teriam, Heidegger e Derrida, sido os leitores mais inteligentes e mais devastadores críticos de seus antecedentes. Travariam com seus antecessores uma relação dúbia de aprendizado e necessidade de ultrapassamento. Derrida teria aprendido com Heidegger a importância dos fonemas, porém ter-se-ia apercebido que a litania de Heidegger é apenas a de Heidegger, e não a do Ser ou da Europa (RORTY, 1994, p. 159). Derrida pretenderia, assim, como proposta de ultrapassamento da filosofia heideggeriana, descobrir um modo de quebrar a tentação de se identificar com algo de grande algo como a Europa ou o apelo do Ser ou o Homem (RORTY, 1994, p. 159).

3 Segundo Rorty, a obra de Derrida, assim como a de Heidegger, se dividiria em um período inicial, mais profissional, e em um período posterior, de escrita mais excêntrica, pessoal e original. Este último período é o que mais interessa a Rorty. É o último Derrida que, segundo Rorty, privatiza o seu pensamento filosófico e, com isso, quebra a tensão entre ironismo e teoria (RORTY, 1994, p. 163). Abandona a tentativa de argumentar com seus antecessores, buscando ultrapassá-los racionalmente, substituindo este projeto pela pretensão de fantasiar sobre estes antecessores, jogando com eles e dando livre curso às cadeias associativas que se originariam deste jogo. Estas fantasias, entretanto, não teriam qualquer moral ou uso público (político ou pedagógico). É esta fantasia essencialmente privada que, segundo Rorty, é o produto final da atividade teórica ironista (RORTY, 1994, p. 163). Uma vez reconhecida a impossibilidade de conciliação entre o público e o privado, da total relação de continuidade ou causalidade entre estas esferas, mergulhar na fantasia privada parece ser a única possibilidade de adotar, teoricamente, um referencial para si próprio. É a única saída para o ironista buscar ir além de seus antecessores sem recair nos mesmos modelos que eles utilizaram. Vejamos o que, a este respeito, afirma o próprio Rorty: Cair na fantasia privada é a única solução para o problema autoreferencial com que tal actividade teórica depara, o problema de saber como passar à frente dos nossos antecessores sem fazer exactamente aquilo que se repudiou terem feito. Assim, considero que a importância de Derrida reside em ter tido a coragem de abandonar a tentativa de unir o público e o privado, de deixar de tentar conciliar uma busca de autonomia privada e uma tentativa de ressonância e utilidade pública. Derrida privatiza o sublime, tendo aprendido com o destino dos seus antecessores que o público nunca pode ser mais do que belo (RORTY, 1994, p. 163). É assim que o último Derrida aprende que o grande desafio não é atingir a natureza ou estrutura da linguagem, mas sim criar um estilo diferente, um vocabulário único, capaz de tornar suas obras impossíveis de serem comparadas com as de seus antecessores, e isto por um motivo simples: não haveria como estabelecer critérios de julgamento. A luta não é mais por criar neologismos, mas por forjar um estilo. Por fim, o outro grande salto atribuído por Rorty a Derrida seria o de desenvolver a tal ponto um novo estilo e uma nova linguagem que seria capaz,

4 conseqüentemente, de abandonar os jogos da linguagem antiga e ultrapassar a necessidade de argumentar. O fim da argumentação é o estágio último de evolução do estilo de Derrida, segundo Rorty. Vejamos o que, a este respeito, afirma o filósofo americano: Considero que Derrida não pretende dar um único passo dentro do jogo de linguagem que distingue entre fantasia e argumentação, entre filosofia e literatura, entre escrita séria e escrita lúdica o jogo de linguagem da grande époque. Derrida não vai jogar segundo as regras do vocabulário final de outro (RORTY, 1994, p. 171/172). É através deste abandono da antiga linguagem que Derrida, segundo Rorty, ultrapassaria a distinção entre Filosofia e Literatura, entre o Racional e o Irracional. Derrida não estaria mais preocupado com a argumentação ou com a racionalidade, não teria mais compromisso com a tradição filosófica. Ao trabalho de Derrida já não faria sentido a tensão entre o sério e o lúdico: Derrida não quer mais ser filósofo, quer ser poeta forte! É a figura do poeta forte, comprometido com a autocriação privada, que Rorty atribui ao ironista Derrida, quando afirma que ele (...) está a tentar criar-se a si próprio ao criar seu próprio jogo de linguagem, a tentar evitar dar à luz outra criança através de Sócrates, de ser mais uma nota de pé-de-página a Platão. Está a pôr em funcionamento um jogo que corte transversalmente a distinção racional-irracional. Mas enquanto professor de Filosofia tem dificuldade de consegui-lo. Enquanto seria bastante primitivo perguntar a Proust se devíamos ler o seu romance como história social ou como um estudo de obsessão sexual ou perguntar a Yeats se realmente acreditava em todas aquelas tolices sobre as fases da Lua, dos filósofos pretende-se tradicionalmente que respondam a este tipo de pergunta. Se nos anunciamos como romancistas ou poetas, é-nos poupada uma série de perguntas difíceis devido à névoa de divino que envolve o artista criativo. Mas dos professores de filosofia pretende-se que sejam feitos de uma matéria mais resistente e que se exponham (RORTY, 1994, p. 172). Rorty sugere, então, colocar Derrida neste espaço de indecidibilidade entre a filosofia e a literatura, entre a razão e a criatividade, já que considera que sua finalidade é a mesma autonomia que Proust e Yeats tinham em vista (RORTY, 1994, p. 172). A vantagem de tomar esta postura em relação a Derrida, segundo Rorty, é assim

5 (...) podermos evitar dissecar sua escrita segundo linhas estabelecidas por outros e podermos, em vez disso, sentar-nos e apreciar essa escrita esperar que conforto ou exemplo ela nos pode oferecer, se se verifica ser relevante para as nossas próprias tentativas de autonomia (RORTY, 1994, p. 172). Assim se evitaria incorrer em deslizes como aqueles que Rorty atribui a Gasché e Culler, de sugerir que Derrida teria demonstrado algo ou refutado alguém. Por fim, significa (...) abandonar a ideia de que Derrida desenvolveu um método desconstrutivo (...) (RORTY, 1994, p. 173). Segundo Rorty, na obra do último Derrida (...) não há nenhum método envolvido, se um método é um processo que pode ser ensinado por referência a regras (RORTY, 1994, p. 174). O que Derrida pretende não é traçar um catálogo de regras, mas sim descobrir o que aconteceria se nós agíssemos desconsiderando-as: A atitude de Derrida para com todas as regras é a de que, evidentemente, é necessário segui-las se se quiser argumentar com outras pessoas, mas que há outras coisas a fazer com os filósofos além de argumentar com eles. Essas regras tornam o discurso argumentativo possível, mas Derrida responde à pergunta O que aconteceria se as ignorássemos? (RORTY, 1994, p. 174). É assim que Derrida se transubstancia no herói ironista de Rorty, aquele que conseguiu, sem traumas, pelo mergulho no privado, abandonar a necessidade de argumentar, que desistiu de duelar segundo as regras dos jogos da linguagem tradicionais. Aquele que pretende criar novos jogos, ignorando as regras do passado. É essa consciência de que o processo de auto-invenção do poeta forte versa sobre a sedução através da linguagem, e não do convencimento pela argumentação racional, que caracteriza o pensamento ironista que Rorty sugere para a pósmodernidade e que teria atingido seu apogeu em Derrida. Onde estaria, então, a vantagem de se desenvolver um estilo como o de Derrida? Vejamos o que diz Rorty: Qual é a vantagem de escrever desta maneira? Se se quer argumentos que alcancem conclusões, não há vantagem nenhuma. Como já disse,

6 não há nada de proposicional a retirar da experiência de o ler tal como não há no caso dos textos do último Heidegger. Deve-se, então, julgar essa escrita por critérios literários ou filosóficos? Não, porque, tal como nos casos da Fenomenologia do Espírito, de Em Busca do Tempo Perdido e de Finnegans Wake, não há critérios anteriormente disponíveis de nenhum dos tipos. Quanto mais original é um livro ou um tipo de escrita, quanto mais destituído de precedentes é, menos provável é dispormos de critérios e menos sentido faz tentar atribuir-lhe um gênero. Temos de ver se podemos encontrar-lhe um uso (RORTY, 1994, p. 174/175). Essa auto-invenção através do estilo que promove o último Derrida é responsável, segundo Rorty, pelas características mais maduras do ironismo, ou seja: a) o mergulho no privado, percebendo sua incomunicabilidade com o público; b) o abandono da necessidade de argumentar com a tradição filosófica, tornando-a apenas objeto de suas fantasias privadas; c) a derrubada da fronteira entre a filosofia e a literatura, com a criação de um novo vocabulário; d) a superação da metafísica e da nostalgia da transcendentalidade. Este, então, parece ser o perfil do Derrida de Richard Rorty. 3. Derrida por ele mesmo: resposta à leitura rortyana Em encontro realizado no Collège International de Philosophie de Paris organizado por Chantal Mouffe, Derrida teve a oportunidade de se manifestar sobre a leitura que Richard Rorty faz de sua obra. Este pronunciamento de Derrida foi, posteriormente, publicado com o título de Notas sobre Desconstrução e Pragmatismo (DERRIDA, 2005, p. 151/170). Neste pronunciamento, Derrida parece rechaçar, em muitos pontos, a leitura que Rorty faz de seu pensamento desconstrucionista. No que tange, por exemplo, ao suposto mergulho no privado que Derrida promoveria, percebendo a impossibilidade de conciliação do mesmo com o público, vejamos o que afirma: (...) gostaria de dizer o seguinte, especialmente para Richard Rorty, por quem sinto uma grande gratidão pela leitura, ao mesmo tempo generosa e tolerante, que tem feito de vários de meus textos. Entretanto, devo dizer que obviamente não posso aceitar a distinção público/privado da maneira em que a usa em relação com minha obra. (...) para mim o privado não se define pelo singular (não digo pessoal,

7 porque acho esta noção um tanto confusa) ou pelo secreto. Ao tempo em que trato de tematizar uma dimensão do secreto que é absolutamente irredutível ao público, também resisto à aplicação da distinção público/privado a esta dimensão ii (DERRIDA, 2005, p. 154). Portanto, Derrida afirma que Rorty estaria confundindo aquilo que ele chama secreto com a esfera do privado ou do pessoal. Esta distinção entre o secreto e o privado, entretanto, não parece ficar muito clara em seu pronunciamento. Rorty também afirma que Derrida teria abandonado a necessidade de argumentar e que a desconstrução já não teria mais o compromisso de atuar na esfera argumentativa. A este respeito, vejamos o que diz Derrida: Antes de tudo, a questão da argumentação. Estamos aqui para discutir e para trocar argumentos da maneira mais clara, unívoca e comunicável possível. Por outro lado, a questão que gira mais freqüentemente em torno do tema da desconstrução é a da argumentação. Acusam-me se é que se acusa aos desconstrucionistas de não argumentar ou que não gosto da argumentação, etcétera. Isto é, obviamente, uma difamação. Mas esta difamação deriva do fato de que há argumentações e argumentações, e isto é assim porque em contextos de discussão como este, onde governa uma forma proposicional, um certo tipo de forma proposicional, e onde desaparece necessariamente um certo tipo de micrologia, onde a atenção à linguagem resta necessariamente reduzida, a argumentação é claramente essencial. E, obviamente, o que me interessa são outros protocolos, outras situações argumentativas onde não se renuncia à argumentação só porque se rechaça discutir sob certas condições (DERRIDA, 2005, p. 152). Parece, então, que Derrida rechaça a leitura que Rorty dele faz quando sugere que não há, por parte dele, nenhum compromisso com a argumentação. Derrida esclarece que está, sim, muito preocupado com a argumentação só que uma argumentação que não é, necessariamente, proposicional. A ideia seria, portanto, forjar novos protocolos argumentativos. Sobre a afirmação de Rorty de que Derrida teria derrubado a fronteira entre filosofia e literatura e que o mesmo já não tinha mais preocupação em produzir trabalhos filosóficos ou ser lido como um filósofo, mergulhando, através da adesão à literatura, na idiossincrática fantasia privada, deixemos mais uma vez falar e gesticular o espectro de Derrida:

8 Gostaria de insistir nisto porque é uma acusação recorrente, e dada a falta de tempo e contexto, terei que falar um pouco brutalmente: jamais tratei de confundir literatura e filosofia ou de reduzir a filosofia à literatura. Presto muita atenção à diferença de espaço, de história, de ritos históricos, de lógica, de retórica, de protocolos e de argumentação. Tratei de prestar a máxima atenção a esta distinção. A literatura me interessa, supondo que, a minha maneira, a pratico ou a estudo nos outros, precisamente como algo que é completamente oposto à expressão da vida privada. A literatura é uma instituição pública de recente invenção (...) não sou capaz de separar a invenção da literatura, a história da literatura, da história da democracia. (...) Em todo caso, a literatura é, em princípio, o direito de dizer algo, e é para grande benefício da literatura que seja uma operação a uma só vez política, democrática e filosófica, na medida em que a literatura permite formular perguntas que freqüentemente se reprimem em um contexto filosófico (DERRIDA, 2005, p. 155/156). E, mais adiante, mostra que não se considera um literato, mas um filósofo: (...) apesar de que me parece necessária a ironia para aquilo que faço, ao mesmo tempo e é uma questão de memória tomo muito a sério o tema da responsabilidade filosófica. Sustento que sou um filósofo e quero seguir sendo um filósofo, e essa responsabilidade filosófica é algo que dirige meu trabalho (DERRIDA, 2005, p. 159). Derrida, então, tanto nega que a literatura seja a expressão do privado, como que tenha ele abandonado o compromisso com a tradição e a escrita filosófica em favor de um mergulho nas belas letras. Por fim, quanto à alegação de Rorty de que Derrida teria superado qualquer tipo de nostalgia da transcendentalidade, vejamos, mais uma vez, o que sobre o tema afirma o filósofo da desconstrução: Algo que aprendi com as grandes figuras da história da filosofia, com Husserl em particular, é a necessidade de formular perguntas transcendentais para não ficar preso na fragilidade de um incompetente discurso empirista e, portanto, para evitar o empirismo, o positivismo e o psicologismo, é que resulta interminavelmente necessário renovar o questionamento transcendental. Mas esse questionamento deve renovar-se tomando em conta a possibilidade da ficção, do acidental e da contingência, assegurando assim que esta nova forma de questionamento transcendental só imite o fantasma da clássica seriedade transcendental, sem renunciar àquilo que, dentro desse fantasma, constitui um legado essencial (DERRIDA, 2005, p. 159).

9 A este posicionamento que não abandona a transcendência, mas dialoga com seu fantasma enfraquecido, Derrida chama de quase-transcendentalidade. Não há, portanto, na superação da metafísica derridiana, abandono da tradição, da transcendência ou da própria metafísica. O que há é um ultrapassamento sem abandono que se dá com o enfraquecimento da base dogmática e forte deste tipo de pensamento, com a transformação da tradição e do próprio ser em lembrança, rememoração, herança com a qual se dialoga, mas que já não pode mais ser levada totalmente a sério como era levada pelos pensadores do passado. É preciso, então, que a quasetranscendentalidade seja a uma só vez, irônica e séria (DERRIDA, 2005, p. 158). 4. Considerações Finais Percebemos, então, que Derrida parece rechaçar todos os argumentos de Rorty que fariam de si o grande herói da segunda parte de Contingência, Ironia e Solidariedade, o mestre da ironia que a teria levado a seu apogeu teórico. Entretanto, se lermos atentamente a resposta de Derrida a Rorty, perceberemos que, embora a mesma possa aparentemente consistir em uma tentativa de negação da leitura que o filósofo americano faz dele, o que ele sutilmente promove, através dela, é a confirmação, nas entrelinhas, de muito do que fora dito por Rorty. Não custa lembrar que escrever nas entrelinhas, obrigando o leitor a desmontar e desconstruir o texto, parece ser a grande jogada do estilo de Derrida e da técnica de leitura que ele chama desconstrução. Derrida, em sua resposta a Rorty, embora aparente argumentar ele, na verdade só se esquiva de seus questionamentos, negando-se a uma argumentação proposicional e fugindo das afirmações rortyanas através da criação de um novo vocabulário. É o que faz, por exemplo, quando rechaça a distinção privado/público em sua obra simplesmente substituindo a dimensão do privado pelo secreto (sem deixar clara a distinção entre os termos). Posteriormente, quando combate a afirmativa de que não estaria mais preocupado com a argumentação, afirma existirem argumentações e argumentações e que está sim preocupado com ela, mas com uma argumentação não proposicional (um novo protocolo de argumentação). Ora! O que foi este lance de Derrida, senão um jogo de palavras? Aparentemente negando, ele confirma não estar

10 interessado no antigo protocolo de argumentação, recaindo, assim (porém sem admitir), justamente naquilo que Rorty dele afirmava. Acerca da distinção entre literatura e filosofia, não parece clara, também, em que consiste a marca que delimita as margens de cada uma destas formas de escritura no pensamento de Derrida. Embora ele se afirme um filósofo, sua preocupação com a autocriação privada por meio da criação de um novo vocabulário e a transformação da desconstrução em um estilo de escritura não torna de todo sem sentido imaginar que ele rompe as muralhas que separam o saber filosófico das belas letras. Não importa como Derrida pretenda definir ou deixar de definir a desconstrução - ela não é um método filosófico ou uma técnica filológica: é um estilo (literário) de escrita. Quanto à questão da superação da transcendência, mais uma vez Derrida utiliza-se de uma manobra lingüística para desviar-se das afirmações de Rorty: desta vez forja a figura do quase-transcendental, que, uma vez desprovido de fundamento metafísico, já não poderia mais ser chamado de transcendental (confirmando o ultrapassamento da metafísica que Rorty lhe atribui). O ser, então, já não se dá enquanto presença, mas somente, como em Heidegger, como rememoração de seus rastros e restos. Mas o que é, então, a metafísica, senão a crença no ser enquanto presença, enquanto ontos on? Por que, então, Derrida aparentemente esperneia em árdua luta, evitando assumir que Rorty talvez tenha trazido à superfície nuances importantes de seu pensamento? Por um motivo simples: ele não poderia aceitar ser explicado pelo vocabulário de outro. Seu impulso de autocriação restaria prejudicado se ele se permitisse ser narrado de acordo com a linguagem de Rorty. Aqui encontramos, finalmente, nossa chave interpretativa e, com ela, a possibilidade de conciliação entre o Derrida rortyano e o Derrida derridiano: a necessidade de se auto-inventar através de um estilo que não se submeta aos protocolos alheios. Nos termos de Rorty: Derrida não vai jogar segundo as regras do vocabulário final de outro (RORTY, 1994, p. 172), ou, nas palavras do próprio Derrida, rechaço de plano um discurso que me estipule um só código, um único jogo de linguagem, um único contexto, uma única situação (DERRIDA, 2005, p. 158). Isso porque, conforme o filósofo francês, obviamente o que me interessa são outros protocolos, outras situações argumentativas (...) (DERRIDA,

11 2005, p. 153) ou seja: a criação de um novo vocabulário, a auto-invenção através do estilo, como bem sugere Rorty. Aparentemente, portanto, e ao contrário do que uma primeira leitura poderia sugerir, há mais semelhanças do que diferenças entre o Derrida de Rorty e o Derrida do próprio Derrida, muito embora alguma parte do Derrida rortyano pareça ser, também, fruto da fantasia privada do pensador americano (e, assim, ele nos mostra o que aprendeu com o filósofo da desconstrução). Referências DERRIDA, J. Notas sobre desconstrucción y pragmatismo. In: Desconstrucción y pragmatismo. Compilado por Chantal Mouffe. Buenos Aires: Paidós, RORTY, R. Contingência, ironia e solidariedade. Lisboa: Editorial

12 i Mestrando em Filosofia (Ética e Epistemologia) pela Universidade Federal do Piauí UFPI e Especialista em Ciências Criminais pelo Centro de Ensino Unificado de Teresina CEUT. Bacharel em Direito e Licenciatura Plena em Filosofia, ambos na Universidade Federal do Piauí UFPI. Atualmente é advogado, professor das faculdades FAP e NOVAFAPI e pesquisador bolsista da FUNPESQ. ii As traduções são de minha autoria.

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo.

IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. IACR ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL PARA O REALISMO CRÍTICO XII CONFERÊNCIA INTERNACIONAL da IACR Texto de Priscila Silva Araújo. Rorty e o realismo como instrumento da emancipação humana Alguns filósofos 1

Leia mais

Donald Davidson e a objetividade dos valores

Donald Davidson e a objetividade dos valores Donald Davidson e a objetividade dos valores Paulo Ghiraldelli Jr. 1 Os positivistas erigiram sobre a distinção entre fato e valor o seu castelo. Os pragmatistas atacaram esse castelo advogando uma fronteira

Leia mais

FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA

FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA BELÉM 2010 FACULDADE INTEGRADA BRASIL AMAZÔNIA BRUNA TOSCANO GIBSON RESENHA Trabalho apresentado à disciplina Teoria e Técnica da Tradução

Leia mais

FÁVERO, Altair A.; TONIETO, Carina. Leituras sobre John Dewey e a educação. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2011. RESENHA

FÁVERO, Altair A.; TONIETO, Carina. Leituras sobre John Dewey e a educação. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2011. RESENHA FÁVERO, Altair A.; TONIETO, Carina. Leituras sobre John Dewey e a educação. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2011. RESENHA Marta Marques 1 O livro Leituras sobre John Dewey e a educação, do Prof. Dr. Altair

Leia mais

Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles. Profa. Ms. Luciana Codognoto

Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles. Profa. Ms. Luciana Codognoto Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles Profa. Ms. Luciana Codognoto Períodos da Filosofia Grega 1- Período pré-socrático: (VII e VI a.c): início do processo de desligamento entre

Leia mais

As fontes da nossa auto-imagem

As fontes da nossa auto-imagem AUTO IMAGEM O QUE EU ACHO DE MIM MESMO QUEM SOU EU E QUAL E O MEU VALOR? NARCISISMO (deus da mitologia grega que se apaixonou por si mesmo ao ver sua imagem refletida na água) AS FONTES DA NOSSA AUTO -

Leia mais

PDF created with pdffactory Pro trial version www.pdffactory.com

PDF created with pdffactory Pro trial version www.pdffactory.com Tema:Humor Você vai ler a seguir um fragmento da peça teatral Lua nua, de Leilah Assunção, que foi encenada em várias cidades do país entre 1986 e 1989, sempre com grande sucesso de público e de crítica.

Leia mais

ALBERTO CAEIRO E A POÉTICA DA NEGAÇÃO RINALDO GAMA. Resumo

ALBERTO CAEIRO E A POÉTICA DA NEGAÇÃO RINALDO GAMA. Resumo ALBERTO CAEIRO E A POÉTICA DA NEGAÇÃO RINALDO GAMA Resumo Ao explicitar, em O Guardador de Rebanhos, a impossibilidade de se atingir o real por meio dos signos, ao mesmo tempo em que se vê na contingência

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

CATHIANI MARA BELLÉ EM KANT, É POSSÍVEL O HOMEM RACIONAL SER FELIZ?

CATHIANI MARA BELLÉ EM KANT, É POSSÍVEL O HOMEM RACIONAL SER FELIZ? CATHIANI MARA BELLÉ EM KANT, É POSSÍVEL O HOMEM RACIONAL SER FELIZ? CURITIBA 2011 CATHIANI MARA BELLÉ EM KANT, É POSSÍVEL O HOMEM RACIONAL SER FELIZ? Projeto de pesquisa apresentado à Universidade Federal

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Como se trabalha com projetos ALMEIDA, Maria Elizabeth. Como se trabalha com projetos. Revista TV Escola, [S.l.], n. 22, p. 35-38, 2001. Entrevista concedida a Cláudio

Leia mais

Pensar por si mesmo 1. Monica Aiub

Pensar por si mesmo 1. Monica Aiub Pensar por si mesmo 1 Monica Aiub Esclarecimento [Aufklärung] é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção

Leia mais

UNIDADE I OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SURGIMENTO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO.

UNIDADE I OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SURGIMENTO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO. UNIDADE I OS PRIMEIROS PASSOS PARA O SURGIMENTO DO PENSAMENTO FILOSÓFICO. PARTE 1 O QUE É FILOSOFIA? não é possível aprender qualquer filosofia; só é possível aprender a filosofar. Kant Toda às vezes que

Leia mais

Título: Educação e construção de sentidos em um mundo de constantes transformações.

Título: Educação e construção de sentidos em um mundo de constantes transformações. Família e Escola construindo valores. Título: Educação e construção de sentidos em um mundo de constantes transformações. Autor: Fábio Henrique Marques Instituição: Colégio Metodista de Ribeirão Preto

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013.

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013. 122 Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos LER, ESCREVER E REESCREVER NO ENSINO MÉDIO POR MEIO DOS CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA José Enildo Elias Bezerra (IFAP) enildoelias@yahoo.com.br

Leia mais

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC

COMO FORMATAR MONOGRAFIA E TCC TEXTO COMPLEMENTAR AULA 2 (15/08/2011) CURSO: Serviço Social DISCIPLINA: ORIENTAÇÕES DE TCC II - 8º Período - Turma 2008 PROFESSORA: Eva Ferreira de Carvalho Caro acadêmico, na Aula 2, você estudará Áreas

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

Como Funciona e o Que Você Precisa Saber Para Entender o Fator da Perda de Peso? Capítulo 9: Mantendo Um Corpo Livre De Celulite Para o Resto Da Vida

Como Funciona e o Que Você Precisa Saber Para Entender o Fator da Perda de Peso? Capítulo 9: Mantendo Um Corpo Livre De Celulite Para o Resto Da Vida Aviso Legal Qualquer aplicação das recomendações apresentadas neste livro está a critério e único risco (do leitor). Qualquer pessoa com problemas médicos de qualquer natureza deve buscar e consultar um

Leia mais

O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial

O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial das demais? Ari Rehfeld Publicado no livro Gestalt-terapia : e apresentado no Congresso Latino de Gestalt Maceió, 20 a 24 out 2004 Abertura Começo

Leia mais

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância

Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Imaginação e protagonismo na Educação Infantil: construindo uma escola mais íntima da infância Me. Tony Aparecido Moreira tony.educ@gmail.com Denise Watanabe de.wtnb@gmail.com Dr. José Milton de Lima miltonlima@fct.unesp.br

Leia mais

QUESTÕES FILOSÓFICAS CONTEMPORÂNEAS: HEIDEGGER E O HUMANISMO

QUESTÕES FILOSÓFICAS CONTEMPORÂNEAS: HEIDEGGER E O HUMANISMO QUESTÕES FILOSÓFICAS CONTEMPORÂNEAS: HEIDEGGER E O HUMANISMO Bernardo Goytacazes de Araújo Professor Docente de Filosofia da Universidade Castelo Branco Especialista em Filosofia Moderna e Contemporânea

Leia mais

Conhecimento - Kant e Númeno Teresa Simões FBAUL, 2006

Conhecimento - Kant e Númeno Teresa Simões FBAUL, 2006 Conhecimento - Kant e Númeno Teresa Simões FBAUL, 2006 Sumário Introdução 1 Desenvolvimento. 1 1. O Conhecimento.. 2 2. A sensação e percepção... 3 3. Kant e o conhecimento como actividade construtiva

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 21 Discurso na cerimónia de instalação

Leia mais

PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica.

PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. António Mora PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. PROLEGÓMENOS Uma corrente literária não passa de uma metafísica. Uma metafísica é um modo de sentir as coisas esse modo de

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil Documento do MEJ Internacional Para que a minha alegria esteja em vós Por ocasião dos 100 anos do MEJ O coração do Movimento Eucarístico Juvenil A O coração do MEJ é a amizade com Jesus (Evangelho) B O

Leia mais

José Aerton Rodrigues da Silva

José Aerton Rodrigues da Silva José Aerton Rodrigues da Silva Redação fácil para o Enem concursos públicos civis e militares Nilópolis RJ 2014 Edição do autor p. 1 Revisão: José Aerton Capa: Roberta Dias Aerton, José, Redação fácil

Leia mais

Um exemplo prático. Como exemplo, suponha que você é um recémcontratado

Um exemplo prático. Como exemplo, suponha que você é um recémcontratado pessoas do grupo. Não basta simplesmente analisar cada interpretação possível, é preciso analisar quais as conseqüências de nossas possíveis respostas, e é isso que proponho que façamos de forma racional.

Leia mais

FILOSOFIA 12º ANO 3ª UNIDADE: UMA OBRA DA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA: A ORIGEM DA TRAGÉDIA, DE NIETZSCHE

FILOSOFIA 12º ANO 3ª UNIDADE: UMA OBRA DA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA: A ORIGEM DA TRAGÉDIA, DE NIETZSCHE FILOSOFIA 12º ANO 3ª UNIDADE: UMA OBRA DA ÉPOCA CONTEMPORÂNEA: A ORIGEM DA TRAGÉDIA, DE NIETZSCHE SUBUNIDADE 1: Introdução CONTEÚDOS OBJECTIVOS / COMPETÊNCIAS ESTRATÉGIAS / RECURSOS T.L. AVALIAÇÃO Os objectivos

Leia mais

RACIONALIDADE E ESPIRITUALIDADE: TENSÕES

RACIONALIDADE E ESPIRITUALIDADE: TENSÕES RACIONALIDADE E ESPIRITUALIDADE: TENSÕES SOLOMON, Robert C. Espiritualidade para céticos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. Anaxsuell Fernando da Silva 1 1 É doutorando em Ciências Sociais

Leia mais

É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais. Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET

É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais. Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET É necessário (re)ler Ferdinand de Saussure nos manuscritos originais Entrevista de Laurent Wolf com Simon BOUQUET Nessa entrevista Simon Bouquet fala da importância de se retornar aos escritos originais

Leia mais

Rubricas e guias de pontuação

Rubricas e guias de pontuação Avaliação de Projetos O ensino a partir de projetos exibe meios mais avançados de avaliação, nos quais os alunos podem ver a aprendizagem como um processo e usam estratégias de resolução de problemas para

Leia mais

10 Como ler Foucault

10 Como ler Foucault Introdução Michel Foucault (1926-84) foi um filósofo de extraordinário talento, um ativista político, teórico social, crítico cultural, historiador criativo, professor na mais prestigiosa instituição acadêmica

Leia mais

Miracy Gustin * Responsabilidade Social do Operador Jurídico é um tema muito importante. Primeiro, porque nós não estamos chamando o operador

Miracy Gustin * Responsabilidade Social do Operador Jurídico é um tema muito importante. Primeiro, porque nós não estamos chamando o operador Miracy Gustin * A verdade é que quando recebi o convite, sendo uma associação de advogados de trabalhadores rurais, fiquei muito emocionada. E pensei: eu tenho que levar o melhor. O que vale mesmo é eu

Leia mais

Website:www.luckesi.com.br / e-mail:contato@luckesi.com.br

Website:www.luckesi.com.br / e-mail:contato@luckesi.com.br ENTREVISTA À REVISTA NOVA ESCOLA SOBRE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM (Esta entrevista subsidiou matéria que saiu na Revista Nova Escola de novembro de 2001) 1. O sr. considera as provas e exames instrumentos

Leia mais

Márcio Ronaldo de Assis 1

Márcio Ronaldo de Assis 1 1 A JUSTIÇA COMO COMPLETUDE DA VIRTUDE Márcio Ronaldo de Assis 1 Orientação: Prof. Dr. Juscelino Silva As virtudes éticas derivam em nós do hábito: pela natureza, somos potencialmente capazes de formá-los

Leia mais

Conteúdo Básico Comum (CBC) de FILOSOFIA do Ensino Médio Exames Supletivos/2015

Conteúdo Básico Comum (CBC) de FILOSOFIA do Ensino Médio Exames Supletivos/2015 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS SUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA SUPERINTENDÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DO ENSINO MÉDIO DIRETORIA DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Conteúdo

Leia mais

SEÇÃO ENTREVISTA A INICIAÇÃO CIENTÍFICA E A PUBLICAÇÃO NA GRADUAÇÃO COMO MEIOS DE QUALIDADE NA FORMAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR JOSÉ ROBERTO RUS PEREZ

SEÇÃO ENTREVISTA A INICIAÇÃO CIENTÍFICA E A PUBLICAÇÃO NA GRADUAÇÃO COMO MEIOS DE QUALIDADE NA FORMAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR JOSÉ ROBERTO RUS PEREZ Revista Eventos Pedagógicos v.5, n.4 (13. ed.), número regular, p. 115-121, nov./dez. 2014 SEÇÃO ENTREVISTA A INICIAÇÃO CIENTÍFICA E A PUBLICAÇÃO NA GRADUAÇÃO COMO MEIOS DE QUALIDADE NA FORMAÇÃO DE ENSINO

Leia mais

Mestre e discípulos conversam sobre o conceito de realidade.

Mestre e discípulos conversam sobre o conceito de realidade. HETERONÍMIA 7. REALIDADE Mestre e discípulos conversam sobre o conceito de realidade. Horóscopo de Alberto Caeiro, feito por Fernando Pessoa. «Uma sombra é real, mas é menos real que uma pedra» Uma das

Leia mais

O ATO DE ESTUDAR 1. (Apresentação a partir do texto de Paulo Freire.)

O ATO DE ESTUDAR 1. (Apresentação a partir do texto de Paulo Freire.) O ATO DE ESTUDAR 1 (Apresentação a partir do texto de Paulo Freire.) Paulo Freire, educador da atualidade, aponta a necessidade de se fazer uma prévia reflexão sobre o sentido do estudo. Segundo suas palavras:

Leia mais

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA

FILOSOFIA. Fernando Pessoa FILOSOFIA Fernando Pessoa FILOSOFIA FILOSOFIA Se há um assunto eminentemente filosófico é a classificação das ciências. Pertence à filosofia e a nenhuma outra ciência. É só no ponto de vista mais genérico que podemos

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39 [entradas sem data] [ ] * esforço artístico neste domínio, ao invés de pensar em Ti e de me sentir inspirada pelo amor que tanto desejaria sentir. Meu bom Deus, não consigo amar Te como pretendo. És o

Leia mais

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico 1 A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico Samyra Assad Foi a oportunidade de falar sobre o tema da ética na pesquisa em seres humanos, que me fez extrair algumas reflexões

Leia mais

A LITERATURA ESCOLARIZADA

A LITERATURA ESCOLARIZADA Revista Eletrônica da Faculdade Metodista Granbery http://re.granbery.edu.br - ISSN 1981 0377 Curso de Pedagogia N. 12, JAN/JUN 2012 A LITERATURA ESCOLARIZADA Raylla Portilho Gaspar 1 RESUMO Esse artigo

Leia mais

Sensibilidade, solidariedade, autocriação privada. Rorty e a literatura.

Sensibilidade, solidariedade, autocriação privada. Rorty e a literatura. Sensibilidade, solidariedade, autocriação privada. Rorty e a literatura. (I Colóquio Internacional Richard Rorty / UFRJ, em 22 de outubro de 2009) Aldir Carvalho Filho, UFMA Richard Rorty é considerado

Leia mais

O que é Ética? Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.

O que é Ética? Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado. 1 O que é Ética? Definição de Ética O termo ética, deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.

Leia mais

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: CONSTRUÇÃO COLETIVA DO RUMO DA ESCOLA

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: CONSTRUÇÃO COLETIVA DO RUMO DA ESCOLA PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: CONSTRUÇÃO COLETIVA DO RUMO DA ESCOLA Luís Armando Gandin Neste breve artigo, trato de defender a importância da construção coletiva de um projeto político-pedagógico nos espaços

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

Política de Línguas na América Latina 1

Política de Línguas na América Latina 1 Política de Línguas na América Latina 1 Eduardo Guimarães * Num momento como o atual, em que as relações internacionais vêm mudando rapidamente e que se caracteriza, entre outras coisas, pelo fato político

Leia mais

Considerações acerca da Fundamentação da Metafísica dos Costumes de I. Kant Liberdade, Dever e Moralidade

Considerações acerca da Fundamentação da Metafísica dos Costumes de I. Kant Liberdade, Dever e Moralidade Notandum 14 http://www.hottopos.com CEMOrOC Feusp / IJI Univ. do Porto 2007 Considerações acerca da Fundamentação da Metafísica dos Costumes de I. Kant Liberdade, Dever e Moralidade Marcos Sidnei Pagotto

Leia mais

A intenção por parte do educador

A intenção por parte do educador Intencionalidade A intenção por parte do educador TESTE NA SEXTA! consiste em implicar o educando na experiência de aprendizagem, assim, é o educador que selecciona e organiza a informação para conseguir

Leia mais

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i LUÍS CARLOS SANTOS luis.santos@ese.ips.pt Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal 1- Agostinho da Silva, um adepto da Educação

Leia mais

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/08/2009. Humanos aprimorados versus humanos comuns

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/08/2009. Humanos aprimorados versus humanos comuns VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA CONVIVER COM OS HUMANOS APRIMORADOS? http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=voce-esta-preparado-conviver-humanosaprimorados&id=010850090828 Redação do

Leia mais

Chantilly, 17 de outubro de 2020.

Chantilly, 17 de outubro de 2020. Chantilly, 17 de outubro de 2020. Capítulo 1. Há algo de errado acontecendo nos arredores dessa pequena cidade francesa. Avilly foi completamente afetada. É estranho descrever a situação, pois não encontro

Leia mais

A ILUSTRAÇÃO NO LIVRO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL: UM PROJETO EM ANDAMENTO

A ILUSTRAÇÃO NO LIVRO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL: UM PROJETO EM ANDAMENTO A ILUSTRAÇÃO NO LIVRO DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL: UM PROJETO EM ANDAMENTO Maria da Graça Cassano 1 1 Dos fatores determinantes para a pesquisa O trabalho com a literatura infanto-juvenil desenvolvido

Leia mais

É a pior forma de despotismo: Eu não te faço mal, mas, se quisesse, fazia

É a pior forma de despotismo: Eu não te faço mal, mas, se quisesse, fazia Entrevista a Carlos Amaral Dias É a pior forma de despotismo: Eu não te faço mal, mas, se quisesse, fazia Andreia Sanches 04/05/2014 O politicamente correcto implica pensar que a praxe é uma coisa horrível.

Leia mais

05/12/2006. Discurso do Presidente da República

05/12/2006. Discurso do Presidente da República , Luiz Inácio Lula da Silva, no encerramento da 20ª Reunião Ordinária do Pleno Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Palácio do Planalto, 05 de dezembro de 2006 Eu acho que não cabe discurso aqui,

Leia mais

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA

O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA O CONCEITO DE MATÉRIA NA FILOSOFIA KANTIANA DA NATUREZA Gilberto do Nascimento Lima Brito* 1. INTRODUÇÃO Nossa pesquisa consistirá em analisar o conceito de matéria na filosofia da natureza de Immanuel

Leia mais

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus CURSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E ESPIRITUAL DESCUBRA A ASSINATURA DE SUAS FORÇAS ESPIRITUAIS Test Viacharacter AVE CRISTO BIRIGUI-SP Jul 2015 Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus I SABER

Leia mais

Precisa. falar inglês. no trabalho, mas tem medo? Conheça 4 maneiras para superar esta barreira.

Precisa. falar inglês. no trabalho, mas tem medo? Conheça 4 maneiras para superar esta barreira. Precisa falar inglês no trabalho, mas tem medo? Conheça 4 maneiras para superar esta barreira. Aprender um novo idioma é se sentir como uma criança novamente: faltam palavras para se expressar e a insegurança

Leia mais

CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO EURÍPEDES DE MARÍLIA AUTOR(ES): GIOVANE MORAES PORTO

CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO EURÍPEDES DE MARÍLIA AUTOR(ES): GIOVANE MORAES PORTO TÍTULO: IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA DOS PRECEDENTES VINCULANTES NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E A DELIMITAÇÃO DO QUADRO SEMÂNTICO DOS TEXTOS NORMATIVOS. CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E

Leia mais

PLATÃO E SOCRÁTES: LEITURAS PARADOXAIS

PLATÃO E SOCRÁTES: LEITURAS PARADOXAIS PLATÃO E SOCRÁTES: LEITURAS PARADOXAIS Alan Rafael Valente (G-CCHE-UENP/CJ) Douglas Felipe Bianconi (G-CCHE-UENP/CJ) Gabriel Arcanjo Brianese (G-CCHE-UENP/CJ) Samantha Cristina Macedo Périco (G-CCHE-UENP/CJ)

Leia mais

O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LINGUA ESCRITA: FUNDAMENTADO EM EMILIA FERREIRO E ANA TEBEROSKY.

O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LINGUA ESCRITA: FUNDAMENTADO EM EMILIA FERREIRO E ANA TEBEROSKY. O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LINGUA ESCRITA: FUNDAMENTADO EM EMILIA FERREIRO E ANA TEBEROSKY. Silvana da Silva Nogueira (FECLESC/UECE) Priscila Cavalcante Silva (FECLESC/UECE) Resumo O processo de aquisição

Leia mais

Page 1 of 6. http://www2.unifap.br/borges

Page 1 of 6. http://www2.unifap.br/borges Page 1 of 6 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia da Educação I Educador: João Nascimento Borges Filho Pequena

Leia mais

Contribuições kierkegaardianas Para a Compreensão do Adoecimento Psíquico

Contribuições kierkegaardianas Para a Compreensão do Adoecimento Psíquico Contribuições kierkegaardianas Para a Compreensão do Adoecimento Psíquico Myriam Moreira Protasio CRP 05/07251 Para este trabalho selecionamos três obras do filósofo dinamarquês, através das quais poderemos

Leia mais

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Passar do Discurso para a Ação Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 1º Fórum de Ideias - Cambridge University Press

Leia mais

Dinâmica e Animação de Grupo

Dinâmica e Animação de Grupo Dinâmica e Animação de Grupo Desenvolvimento de Competências Turma G3D Leandro Diogo da Silva Neves 4848 Índice 1. Introdução... 3 2. Planeamento de desenvolvimento individual... 4 2.1 Competências...

Leia mais

Entrevista - Espiritualidade nas empresas

Entrevista - Espiritualidade nas empresas Entrevista - Espiritualidade nas empresas 1 - O que podemos considerar como espiritualidade nas empresas? Primeiramente considero importante dizer o que entendo por espiritualidade. Podemos dizer que é

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

A língua inglesa a serviço da interação Uma experiência de uso prático de projetos pedagógicos no ensino de língua estrangeira

A língua inglesa a serviço da interação Uma experiência de uso prático de projetos pedagógicos no ensino de língua estrangeira A língua inglesa a serviço da interação Uma experiência de uso prático de projetos pedagógicos no ensino de língua estrangeira Quando falávamos em projetos nas cadeiras teóricas da faculdade não conseguia

Leia mais

Como as instruções maçônicas mudaram minha vida

Como as instruções maçônicas mudaram minha vida 1 TEMA Como as instruções maçônicas mudaram minha vida Paulo Cesar de Freitas Machado - A M CAD. Nº 8064 2 A Glória do Grande Arquiteto do Universo Como as instruções maçônicas mudaram minha vida INTRODUÇÃO:

Leia mais

DE NOEL ROSA E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS: UM ESTUDO SEMÂNTICO-ENUNCIATIVO DA DIRETIVIDADE ARGUMENTATIVA NO PROCESSO DE LEITURA

DE NOEL ROSA E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS: UM ESTUDO SEMÂNTICO-ENUNCIATIVO DA DIRETIVIDADE ARGUMENTATIVA NO PROCESSO DE LEITURA A MÚSICA POSITIVISMO DE NOEL ROSA E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS: UM ESTUDO SEMÂNTICO-ENUNCIATIVO DA DIRETIVIDADE ARGUMENTATIVA NO PROCESSO DE LEITURA Josegleide Elioterio dos Santos gleideelioterio@hotmail.com

Leia mais

Só o governo pode garantir o desenvolvimento.

Só o governo pode garantir o desenvolvimento. ENTREVISTA Só o governo pode garantir o desenvolvimento. O ministro Eros Grau PERFIL INFORMAÇÕES PESSOAIS NOME COMPLETO Eros Roberto Grau DATA DE NASCIMENTO 19 de agosto de 1940 LOCAL DE NASCIMENTO Santa

Leia mais

A importância de ler Paulo Freire

A importância de ler Paulo Freire A importância de ler Paulo Freire Rodrigo da Costa Araújo - rodricoara@uol.com.br I. PRIMEIRAS PALAVRAS Paulo Reglus Neves Freire (1921-1997) o educador brasileiro que via como tarefa intrínseca da educação

Leia mais

Resenha Resenha Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 8, n. 11, p. 133-135, jun. 2002 131

Resenha Resenha Psicologia em Revista, Belo Horizonte, v. 8, n. 11, p. 133-135, jun. 2002 131 Resenha 131 132 LÉVY, André. Ciências clínicas e organizações sociais. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. 224p. Lançado por ocasião do VIII Colóquio Internacional de Psicossociologia e Sociologia Clínica,

Leia mais

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com Entrevista ENTREVISTA 146 COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com * Dra. em Letras pela PUC/RJ e professora do Colégio de Aplicação João XXIII/UFJF. Rildo Cosson Mestre em Teoria

Leia mais

Entrevista com Pierre Fédida

Entrevista com Pierre Fédida Rev. Latinoam. Psicopat. Fund., IV, 1, 168-174 Entrevista com Pierre Fédida (Concedida a Paulo Roberto Ceccarelli em Paris, no dia 27 de julho de 2000) 168 Há algum tempo o Sr. tem utilizado a expressão

Leia mais

Disciplina de Leitura Pessoal Manual do Aluno David Batty

Disciplina de Leitura Pessoal Manual do Aluno David Batty Disciplina de Leitura Pessoal Manual do Aluno David Batty Nome Data de início: / / Data de término: / / 2 Leitura Pessoal David Batty 1ª Edição Brasil As referências Bíblicas usadas nesta Lição foram retiradas

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

Os fundamentos do juízo: a faculdade do juízo e a conformidade a fins

Os fundamentos do juízo: a faculdade do juízo e a conformidade a fins 2. Os fundamentos do juízo: a faculdade do juízo e a conformidade a fins As considerações iniciais deste capítulo dizem respeito à faculdade do juízo, elemento sem o qual não é possível entender o fundamento

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

ANÁLISE DO POEMA AUTOPSICOGRAFIA DE FERNANDO PESSOA. Sob enfoque da teoria de Roman Jakóbson

ANÁLISE DO POEMA AUTOPSICOGRAFIA DE FERNANDO PESSOA. Sob enfoque da teoria de Roman Jakóbson PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RGS FACULDADE DE LETRAS ANÁLISE DO POEMA AUTOPSICOGRAFIA DE FERNANDO PESSOA Sob enfoque da teoria de Roman Jakóbson Disciplina: - Teorias Contemporâneas da Literatura

Leia mais

161 FILOSOFIA Prova escrita

161 FILOSOFIA Prova escrita 161 FILOSOFIA Prova escrita PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Duração: 120 min Ano: 2014 1ª fase - Junho 10º/11º anos Grupo I Selecione a alternativa correta: 1. Uma não ação é algo que A. Nos acontece.

Leia mais

O ENSINO DE FILOSOFIA NA ESCOLA BÁSICA: UMA LEITURA FOUCAULTIANA Liliana Souza de Oliveira - UFSM

O ENSINO DE FILOSOFIA NA ESCOLA BÁSICA: UMA LEITURA FOUCAULTIANA Liliana Souza de Oliveira - UFSM O ENSINO DE FILOSOFIA NA ESCOLA BÁSICA: UMA LEITURA FOUCAULTIANA Liliana Souza de Oliveira - UFSM Introdução O artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/96) determina que

Leia mais

CONCURSO DE EXPRESSÃO ESCRITA GERAÇÃO MÓVEL E DESAFIOS. O Real e o Virtual

CONCURSO DE EXPRESSÃO ESCRITA GERAÇÃO MÓVEL E DESAFIOS. O Real e o Virtual CONCURSO DE EXPRESSÃO ESCRITA GERAÇÃO MÓVEL E DESAFIOS 2012 O Real e o Virtual Olá! O meu nome é Real Virtual. A minha família e os meus amigos conhecem-me por Real, já para a malta dos chats e dos jogos,

Leia mais

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 1 a Edição Editora Sumário Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9 Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15 Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 Santos, Hugo Moreira, 1976-7 Motivos para fazer

Leia mais

EDUCAÇÃO COMO OPORTUNIDADE AO ÊXITO: outros tempos, outros desafios Mario Sergio Cortella *

EDUCAÇÃO COMO OPORTUNIDADE AO ÊXITO: outros tempos, outros desafios Mario Sergio Cortella * EDUCAÇÃO COMO OPORTUNIDADE AO ÊXITO: outros tempos, outros desafios Mario Sergio Cortella * 1. Antes de mais nada é preciso lembrar: a educação precisa ser contínua, isto é, é necessário que tenha perenidade

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS TEXTO DE APOIO

GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS TEXTO DE APOIO AULA 2.2 - A SIGNIFICAÇÃO NA ARTE TEXTO DE APOIO 1. A especificidade da informação estética Teixeira Coelho Netto, ao discutir a informação estética, comparando-a à semântica, levanta aspectos muito interessantes.

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA ESPÍRITA E ESPIRITISMO

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA ESPÍRITA E ESPIRITISMO INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA 1 ESPÍRITA E ESPIRITISMO Para designar coisas novas, são necessárias palavras novas. A clareza de uma língua assim exige, a fim de evitar que uma mesma palavra

Leia mais

KANT E AS GEOMETRIAS NÃO-EUCLIDIANAS

KANT E AS GEOMETRIAS NÃO-EUCLIDIANAS KANT E AS GEOMETRIAS NÃO-EUCLIDIANAS Gustavo Leal - Toledo 1 RESUMO Pretende-se mostrar, neste trabalho, que a Exposição Metafísica não depende da Exposição Transcendental nem da geometria euclidiana.

Leia mais

A DISCIPLINA NA PEDAGOGIA DE KANT

A DISCIPLINA NA PEDAGOGIA DE KANT A DISCIPLINA NA PEDAGOGIA DE KANT Celso de Moraes Pinheiro* Resumo: Através de uma análise das principais idéias de Kant sobre o conceito de disciplina, sobretudo os apresentados em seu texto, intitulado

Leia mais

1. Introdução ANAIS DO XV CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA

1. Introdução ANAIS DO XV CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA ESTRATÉGIAS DE LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS NA UNIVERSIDADE: DA DECODIFICAÇÃO À LEITURA CRÍTICA Urbano Cavalcante Filho (UESC, UFBA, IFBA) urbanocavalcante@yahoo.com.br 1. Introdução Todos

Leia mais

A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO

A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO A LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE INCENTIVO À LEITURA DA LITERATURA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DE SÃO SEBASTIÃO Autores: Rúbia Ribeiro LEÃO; Letícia Érica Gonçalves

Leia mais

Considerações sobre a ética do discurso

Considerações sobre a ética do discurso Considerações sobre a ética do discurso Jaqueline Stefani 1 Palavras-chave: ética, consenso, filosofia, discurso Key words: ethics, consensus, philosophy, discourse Introdução O modelo proposto por Apel

Leia mais

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO

O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO O CONCEITO DE DEUS NA DOUTRINA ESPÍRITA À LUZ DO PENSAMENTO ARISTOTÉLICO Ao longo da história da humanidade, crer na existência de Deus sempre esteve na preocupação do ser pensante, e foi no campo da metafísica

Leia mais

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em

Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em Titulo do Trabalho: Fundamentação da metodologia de pesquisa teórica em psicanálise Autor: Érico Campos RESUMO Este trabalho discute questões gerais envolvidas na leitura de textos e discursos nas ciências

Leia mais

OS SABERES DOS PROFESSORES

OS SABERES DOS PROFESSORES OS SABERES DOS PROFESSORES Marcos históricos e sociais: Antes mesmo de serem um objeto científico, os saberes dos professores representam um fenômeno social. Em que contexto social nos interessamos por

Leia mais