ESTUDOS DOUTORAMENTO & MESTRADO NOTAS SOBRE O CONTRATO DE AGÊNCIA FERNANDO DE PAULA BATISTA MELLO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESTUDOS DOUTORAMENTO & MESTRADO NOTAS SOBRE O CONTRATO DE AGÊNCIA FERNANDO DE PAULA BATISTA MELLO"

Transcrição

1 ESTUDOS DOUTORAMENTO & MESTRADO FERNANDO DE PAULA BATISTA MELLO NOTAS SOBRE O CONTRATO DE AGÊNCIA ELEMENTOS ESSENCIAIS, DIVERGÊNCIAS DOUTRINÁRIAS E CAUSAS DE CESSAÇÃO DO VÍNCULO CONTRATUAL 3 SÉRIE D

2 página deixada propositadamente em branco

3

4 EDIÇÃO Instituto Jurídico Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra COORDENAÇÃO EDITORIAL Instituto Jurídico Faculdade de Direito Universidade de Coimbra CONCEPÇÃO GRÁFICA INFOGRAFIA Ana Paula Silva CONTACTOS Pátio da Universidade Coimbra ISBN JULHO 2014 INSTITUTO JURÍDICO FACULDADE DE DIREITO UNIVERSIDADE DE COIMBRA

5 Doutoramento & ESTUDOS Mestrado SÉRIE D 3 FERNANDO DE PAULA BATISTA MELLO NOTAS SOBRE O CONTRATO DE AGÊNCIA ELEMENTOS ESSENCIAIS, DIVERGÊNCIAS DOUTRINÁRIAS E CAUSAS DE CESSAÇÃO DO VÍNCULO CONTRATUAL

6 página deixada propositadamente em branco

7 Notas sobre o Contrato de Agência Elementos Essenciais, Divergências Doutrinárias e Causas de Cessação do Vínculo Contratual Fernando de Paula Batista Mello Resumo: O presente artigo pretende revitalizar as discussões e polêmicas acerca do contrato de agência, a partir de um estudo específico e aprofundado dos pontos concernentes à existência e cessação deste contrato. O contrato de agência, nos tempos atuais, constitui um instrumento fundamental para a circulação de riqueza, o que acentua a necessidade de um constante estudo em torno de sua natureza jurídica. Pretende-se, para a consecução deste fim, analisar os seus elementos tipificadores (distinguindo-o dos contratos afins), destacando o seu regime jurídico nas principais legislações estrangeiras, sem, contudo, deixar de ressaltar as principais questões presentes no Decreto-lei 178/86 (modificado pelo Decreto-Lei n.º 118/93). Palavras-chave: contrato de agência; representante comercial; contratos duradouros. 5

8 Abstract: This article aims to revitalize the discussions and controversies about the agency agreement, from a specific and thorough study concerning the existence and termination of this contract. The agency contract is, nowadays a fundamental instrument for the circulation of wealth, one that requires constant study of its legal nature. To this purpose, the A. analyzes its constituent elements (by distinguishing it from related contracts) and highlights the legal status in major foreign laws while emphasizing the main issues dealt with in Decree-Law 178 / 86 (amended by Decree-Law 118/93). Keywords: agency agreement; trade representative; long-term contracts. 6

9 Notas sobre o Contrato de Agência NOÇÕES INTRODUTÓRIAS É cediço que o sistema econômico impõe a circulação de produtos no tráfego comercial, realizando o fenômeno natural, que, na verdade, se sustenta pelo binômio produção/consumo. Consequência lógica desse desencadeamento econômico é, num primeiro estágio, a utilização do contrato de compra e venda como o instrumento jurídico básico para o escoamento dos produtos 1. Deve, no entanto, ater-se para o fato de que, em uma escala mais desenvolvida, o produtor não tem condições de explorar individualmente o seu negócio, situação na qual se vê obrigado a recorrer a terceiros que, sob o seu comando, lhe prestem serviços, seja na criação ou na venda dos seus produtos 2. É diante desse breve raciocínio que se verifica o processo econômico de distribuição mercantil que, por via dos contratos de distribuição, tem por finalidade diminuir o distanciamento físico e temporal habitualmente existente entre o produtor e o consumidor 3. 1 Humberto Theodoro Júnior. «Do contrato de agência e distribuição no novo código civil». Num estágio primário da exploração do mercado, o artesão cria o produto, expõe-no à venda e, ele mesmo o vende ao consumidor. Ibid. 2 Humberto Theodoro Júnior. «Do contrato de agência e distribuição no novo código civil». 3 José V. Soria Ferrando. El agente de comercio. Valencia: Tirant lo Blanch, 1996, 11. Em termos históricos, a construção desses contratos se deu paulatinamente com as alterações do modo de produção. Inicialmente, durante o século XIII, a sociedade presenciou uma era marcada pela homogeneidade no sistema de produção e distribuição de bens, uma vez que este era, em sua maioria, artesanal, formado por uma diminuta clientela, sem ensejar uma independência ou autonomia de uma fase sobre a outra, já que a produção e a distribuição se encon- 7

10 ESTUDOS Doutoramento & Mestrado 8 Todavia, ao se falar em contrato de distribuição, se quer disciplinar as relações entre o produtor (ou importador) e o distribuidor, e não os contratos com os consumidores 4 (que se perfazem, normalmente, em contratos de compra e venda 5 ). Portanto, numa definição geral, pode-se dizer que os contratos de distribuição são todos aqueles que visam interligar as fases do processo de comercialização de um bem ou serviço disponibilizado no mercado por determinada pessoa, por intermédio da atuação, formalmente independente, de um terceiro 6. Em termos atuais, é possível inferir que as políticas comerciais adotadas impõem a uma determinada empresa a conclusão do maior número possível de contratos, tendo, com isto, o menor custo. Para o cumprimento deste escopo, é essencial a utilização de meios eficientes de escoamento da produção (ou seja, distribuição de produtos), como forma de alcançar os mais variados consumidotravam a cargo da mesma pessoa os contratos de distribuição eram basicamente relegados ao limbo. Somente com a Revolução Industrial, marcada pela produção em massa, se verificou uma radical transformação no processo de produção que, consequentemente, modificou o processo de distribuição, na medida em que a larga produção intensificou a necessidade de se escoar o excedente. Foi neste momento que se viu a substituição do termo comércio pelo termo distribuição. Roberto Pardolesi. I contratti di distribuzione. Napoli: Jovene, 1979, António Pinto Monteiro, Direito Comercial. Contratos de Distribuição Comercial. Coimbra: Almedina, 2009, O ilustre Professor Pinto Monteiro destaca, ressalvando, porém, que suas palavras devam ser entendidas de forma ampla e imprópria, que o contrato de compra e venda também é designadamente um contrato de distribuição, pois através dele [ ] que os bens se transmitem, distribuem, hoc sensu (grifos no original). Note-se que diante desta concepção diversos outros contratos, que fossem utilizados na distribuição, poderiam ser taxados como contratos de distribuição v. g. depósito, locação, transportes. Por isso, desde logo, o renomado autor afasta esta sua afirmação inicial, conforme se observa do trecho a seguir: [n]ão é este o sentido em que se fala dos contratos de distribuição: interessa, para o efeito, não o acto final da transmissão do bem ao consumidor, antes a actividade desenvolvida a montante, de intermediação, instrumental e preparatória daquela transmissão; numa palavra, não são as relações com o consumidor, antes as relações com o produtor que pertencem ao direito da distribuição (grifos no original). Ibid., Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, 23.

11 Notas sobre o Contrato de Agência res 7. Daí, verifica-se, no plano doutrinário, uma recorrente adoção de dois modos de conceber a organização estrutural do processo distributivo, a saber: um sistema direto e outro indireto 8. A distribuição indireta concentra-se na ideia de divisão do trabalho e na concepção de especialização, na qual o produtor se concentra na produção, dispensando a um terceiro distribuidor a responsabilidade pela distribuição de bens ou serviços disponibilizados pelo produtor, e.g., contrato de concessão, de franquia Já a distribuição direta, a contrario sensu, indica que as funções concernentes à distribuição estarão a cargo do produtor, embora ele se utilize de um terceiro, que atuará como um intermediário. Logo, estará ele, o produtor, vinculado diretamente à conclusão do contrato e adimplemento da obrigação e. g., um viajante ou pracista (empregado), agente ou comissionário Cumpre destacar que parte da doutrina entende que os contratos de distribuição somente se perfazem através da distribuição indireta, hipótese em que, obrigatoriamente, se transfere a propriedade do bem a ser distribuído no mercado aos intermediários. Assim, os contratos de distribuição direta, por permanecer a propriedade na esfera do produtor, e não na dos intermediários, são taxados como 7 Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, Roberto Pardolesi. I contratti di distribuzione, Ver: Roberto Pardolesi. I contratti di distribuzione, 12; Alicia Garcia Herrera. La duración del contrato de distribución exclusiva, 110; e Paula A. Forgioni, Contrato de distribuição, O fabricante faz chegar determinado bem ao mercado, por intermédio de um terceiro que, atuando por sua conta e em nome próprio, adquire o bem pelo primeiro disponibilizado e posteriormente o revende ao consumidor final, assumindo os riscos da atividade. Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, Ver: Roberto Pardolesi, I contratti di distribuzione, 13; Alicia Garcia Herrera, La duración del contrato de distribución exclusiva, 119; e Paula A. Forgioni, Contrato de distribuição, [O]correrá a distribuição direta quando a conclusão e o adimplemento do contrato se derem na sede do distribuidor ou quando esse distribuidor se utilizar da constituição ou de uma filial ou de um auxiliar dependente. Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, 26. 9

12 ESTUDOS Doutoramento & Mestrado contratos para a promoção de negócios. Nessa senda, dispunha o professor Pinto Monteiro: [é] certo que a actividade distribuidora envolve uma fase promocional e que esta, por outro lado, se faz tendo em vista o escoamento de bens. Promoção e distribuição surgem, pois, como actividades interligadas. Mas o que pretende salientar- -se, com aquela classificação [o contrato de agência, bem como a mediação, seriam contratos para a promoção, a concessão e a franquia (franchising) seriam contratos de distribuição], é que há contratos, cuja finalidade típica e essencial é a promoção de negócios, ao lado de outros cuja ratio e escopo reside na distribuição de bens. Aquilo que nuns aparece como nota decisiva é, nos outros, em suma, apenas uma nota secundária, instrumental em relação à concretização da finalidade típica respectiva 13. No entanto, atualmente, entende a melhor doutrina 14 que quer os contratos de distribuição indireta, quer os contratos de distribuição direta devem ser considerados, em sentido amplo, como contratos de distribuição comercial, já que embora o fim, de que compartilham, se mostre susceptível de ser prosseguido por meios diferentes, [ ] comunga[m] de um conjunto essencial de notas comuns que permitem enquadrá-los numa mesma categoria 15. Dessa forma, é dos contratos de distribuição que se extrai a natureza jurídica do contrato de agência, uma vez que se caracteriza por ser um contrato de distribuição direta, o que, desde já, impõe dizer que o poder de controle de conclusão e adimplemento do contrato é do agenciado. Por outro lado, o proponente não irá comandar o processo, pois o agente é um representante que organiza o seu próprio trabalho e o dirige, sem a interferência da outra parte. O agente faz da intermediação do negócio a sua própria profissão, prestando o serviço tendente a promover a compra e venda, que (Grifos no original). António Pinto Monteiro, Contratos de agência, de concessão e de franquia [ Franchising ], Assim já preleciona o próprio Professor António Pinto Monteiro, Direito Comercial. Contratos de Distribuição Comercial, António Pinto Monteiro, Direito Comercial. Contratos de Distribuição Comercial, 27.

13 Notas sobre o Contrato de Agência será concluída pela contraparte 16. Por isso, usualmente, é designado como representante comercial autônomo 17. O Contrato de agência ou de representação comercial 18 é a convenção pela qual uma das partes (o agente) 19 assume, em caráter não eventual (estável) e sem vínculos de dependência (autônomo), a obrigação de promover à conta da outra 20 parte (agenciado, proponente, principal, comitente, empresário ou mandante 21 ) a celebração de 16 Há quem fale no chamado agente de compras. Deve-se ter em mente que os contratos de agência são habitualmente contratos pelos quais o agenciado irá vender os seus bens ou prestar serviços que fornece, o que faz destes contratos de distribuição. No entanto, a jurisprudência e a doutrina vêm alargando o seu âmbito de abrangência, não impedindo que a promoção de contratos, a cargo do agente, seja destinada à aquisição de bens ou serviços para o proponente (agenciado ou proponente). António Pinto Monteiro, Contrato de agência. Anotações ao Decreto-Lei n.º 178/86, de 3 de julho, 7.ª ed., Coimbra: Almedina, 2010, 53. Ver: Acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra de 25 de Maio de Rel. Des. Jorge Arcanjo. Processo, n.º 2509/05.OTBA VR.C1 (Disponível em: <http:// nt>. Acesso em 24 de jun. 2013). 17 Humberto Theodoro Júnior, «Do contrato de agência e distribuição no novo código civil». 18 Designação que, atualmente, não é utilizada por grande parte da doutrina e nem pelos diversos diplomas legais acerca da matéria, uma vez que o agente, habitualmente, não detém poderes de representação. 19 A designação agente caracteriza-se por ser um termo pacífico na doutrina para denominar aquela parte à qual incube o dever contratual de angariar clientes, bem como o de manter tal clientela em favor da outra parte. 20 Deve-se, desde logo, realizar uma distinção entre o alcance da expressão à conta de outrem da expressão em nome de outrem. No contrato de agência, habitualmente, o agente somente atua à conta de outrem, já que promove a conclusão de negócios em favor da outra parte. Isso quer dizer que os efeitos decorrentes dos atos realizados pelo agente se projetam na esfera jurídica do agenciado. Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, A simples existência do contrato de agência não legitima o agente a agir em nome do agenciado, salvo se lhe forem outorgados poderes de representação (ver: Karl Larenz, Derecho civil: parte general, 766). Em posicionamento contrário, defendendo que o agente sempre age em conta e em nome do agenciado, o que lhe faz ter uma representatividade irredutível, ver: Francisco Mercadal Vidal, El contrato de agencia mercantil, A nomenclatura dada ao figurante que busca aumentar a sua clientela, ou seja, seu número de negócios (contratos), não é pacífica na doutrina. A legislação alemã o designou de empresário; a legislação italiana e brasileira de proponente; 11

14 ESTUDOS Doutoramento & Mestrado contratos, numa zona determinada (ou, ainda, em um determinado círculo de clientes), mediante retribuição 22. Fica claro que o contrato de agência nasceu para substituir o empregado subordinado (pracista ou viajante) que onerava os custos do negócio, não só por conta de suas viagens, mas, também, pelo pagamento de remuneração fixa, independentemente da sua produtividade 23. Com o processo de agenciamento, o produtor transfere 12 a ordem jurídica suíça e francesa lhe reservou o nome de mandante; a Diretiva da C.E.E (Comunidade Econômica Europeia) de 1989 apelidou-o de comitente; e o direito da Common Law utiliza a designação principal. A doutrina portuguesa aplica em larga escala a designação principal, posicionamento este que influenciou o próprio legislador português a adotar, timidamente, a referida expressão somente se utiliza da expressão principal em dois artigos do Decreto-lei n.º 178/86 (arts. 19.º e 23.º), preferindo, nos demais momentos, utilizar expressões como outra parte. É bem verdade que nenhuma das nomenclaturas é isenta de críticas, conforme se extrai dos comentários de Carlos Lacerda Barata, Sobre o contrato de agência, 31-32) e, também, António Pinto Monteiro, Contrato de Agência (anteprojecto). Boletim do Ministério da Justiça. N.º 360. Novembro, p. 61, mas algumas devem ser evitadas, como: empresário, já que, como se verificará, não obrigatoriamente a contraparte do agente deverá ser empresário; mandante, uma vez que remete ao contrato de mandato, que não se confunde com o contrato de agência o mesmo raciocínio se aplica ao termo comitente. Enfim, atento a esta flutuação terminológica, o presente trabalho utilizará a designação agenciado, do mesmo modo que era empregado pelo digníssimo jurista Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda, Tratado de Direito Privado, Carlos Lacerda Barata, Sobre o contrato de agência, 33. O contrato de agência é um contrato: a) bilateral, por criar obrigações para ambas as partes; b) oneroso, porque o representante fará jus a uma remuneração a depender dos serviços prestados; c) comutativo, uma vez que as mútuas vantagens são equivalentes e conhecidas desde a celebração do ato negocial ainda que o agente não consiga promover nenhum contrato em favor do agenciado, este contrato não deixará de ser comutativo, já que são circunstâncias independentes do contrato; d) intuitu personae, por ser personalíssimo, portanto, intransferível; e) não-solene (ou consensual), já que, nos mais diversos ordenamentos jurídicos, não se coloca uma exigência especial de forma, podendo constituir-se oralmente ou por escrito. Porém, a forma escrita é a mais comum. Maria Helena Diniz, Curso de direito civil, O contrato de agência nasceu para que fossem atendidos os anseios dos comerciantes de verem vencidas as dificuldades impostas pelo tráfico para organizar, da melhor forma, a atividade comercial distributiva e de exploração dos mercados. Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, 29.

15 Notas sobre o Contrato de Agência alguns custos e riscos para o intermediário, vendo-se ainda livre da obrigação de uma remuneração fixa, na medida em que o agente será remunerado a partir dos resultados obtidos em favor do industrial para o qual está trabalhando 24. As vantagens supracitadas culminaram na consolidação prática deste contrato, o que não representou uma rápida tipificação, pois a sua semelhança com outros tipos contratuais retardou a sua configuração como um modelo jurídico-legal 25. Sob essa nova realidade legislativa, o presente trabalho tem por finalidade analisar o contrato de agência observando as suas principais características e distinguindo-as dos contratos afins, apontando, ainda, as principais divergências doutrinárias e legislativas, para ao final apontar as causas de extinção e denúncia do referido contrato. PARTE I I. ANÁLISE CRÍTICA DAS CARACTERÍSTICAS ELEMENTARES DO CONTRATO DE AGÊNCIA O contrato de agência se caracteriza por ser formado pela mutação de vários elementos de outros contratos v. g., contrato de comissão, mediação, dentre outros, o que implica dizer que a não concretização de um de seus elementos essenciais não dará ensejo ao tipo contratual estudado, mas, sim, a outra espécie contratual, seja típica ou atípica. Portanto, o estudo em torno dos elementos essenciais do 24 A agência busca a sua génese na relação de comenda. Por esta, o comerciante (commendator) entregava as suas mercadorias a um tractator que ficava encarregado de as vender no estrangeiro, mediante uma participação nos lucros derivados dos negócios por si realizados. Carlos Lacerda Barata, Sobre o contrato de agência, A Alemanha, em 1857, foi o primeiro país a apresentar um regime jurídico ao contrato de agência. 13

16 contrato de agência se justifica não só para caracterizar o contrato em tela, mas também para o afastar do regime jurídico de outros contratos afins. Nesse sentido, será de extrema valia a análise dos mais diversos regimes jurídicos os quais contemplam essa forma de convenção Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, França e Brasil, bem como o exame de seus precedentes judicias e obras doutrinárias, uma vez que se trata de um contrato que demorou a ser reconhecido pelo legislador A delimitação subjetiva: A (in)existência da obrigatoriedade da condição de empresário (ou comerciante) para os figurantes do contrato de agência A delimitação subjetiva do contrato de agência faz alusão às pessoas que desempenham o papel de agente e agenciado. É neste diapasão que se indaga, preliminarmente, qual espécie de pessoa (física ou jurídica) pode ser sujeito ativo ou passivo do supracitado contrato. Cumpre destacar que esta não desprestigiada discussão ganha relevo nos ordenamentos jurídicos italiano 27, português 28 e brasileiro 29 nesses sistemas o legislador não mencionou o tipo de pessoa que deverá figurar nos polos do contrato em apreço, já em Enquadra-se, aqui, a exemplo, o caso português onde a Lei regulamentou as notas económico-social que a doutrina e a jurisprudência já haviam configurado em solo nacional. António Pinto Monteiro, Direito Comercial. Contratos de Distribuição Comercial, Articolo 1742 do Codice Civile: Col contratto di agenzia una parte assume stabilmente l incarico di promuovere, per conto dell altra, verso retribuzione, la conclusione di contratti in una zona determinata. 28 Artigo 1.º (Decreto-lei 178/1989): Agência é o contrato pelo qual uma das partes se obriga a promover por conta da outra a celebração de contratos em certa zona ou determinado círculo de clientes, de modo autónomo e estável e mediante retribuição. 29 Artigo 710 do Código Civil. Pelo contrato de agência, uma pessoa assume, em caráter não eventual e sem vínculos de dependência, a obrigação de promover, à conta de outra, mediante retribuição, a realização de certos negócios, em zona determinada, caracterizando-se a distribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada.

17 países como Espanha 30 e França 31 essa lacuna é de pronto afastada, pois estas legislações, de modo expresso, delimitaram a possibilidade de ser tanto pessoa física como jurídica. De plano, quanto ao agenciado, a questão não suscita maiores problemas. A doutrina dos ordenamentos estudados é uníssona em admitir a possibilidade de poder o agenciado ser pessoa física ou jurídica. Da mesma forma, não se deve aceitar o reconhecimento de situação diversa para os agentes, uma vez que tanto pessoas físicas como jurídicas podem promover negócios à conta de outrem, finalidade fundamental do contrato de agência. Daí cumpre reconhecer que a qualidade de pessoa, descrita nas legislações lacunosas, deve ser interpretada como fato jurídico lato sensu, ou seja, assume a condição de pessoa aquele que nascer com vida ou a partir do registro do devido ato constitutivo no órgão competente 32. Logo, não há que se admitir os argumentos daqueles que defendem a obrigatoriedade de ser o agente uma pessoa física 33, pois não persiste uma impossibilidade prática, nem legal, para que as pessoas jurídicas exerçam essa atividade de promoção. O nó górdio da delimitação subjetiva está na necessidade de o agenciado ou do agente ter a qualidade de empresário (ou comerciante) para fins de configuração do contrato de agência. 30 Articulo 1.(Ley 12/1992): Por el contrato de agencia una persona natural o jurídica, denominada agente, se obliga frente a otra de manera continuada o estable a cambio de una remuneración, a promover actos u operaciones de comercio por cuenta ajena, o a promoverlos y concluirlos por cuenta y en nombre ajenos, como intermediario independiente, sin asumir, salvo pacto en contrario, el riesgo y ventura de tales operaciones. (grifou-se). 31 Article 1. (Loi n.º /1991): L agent commercial [*définition*] est un mandataire qui, à titre de profession indépendante, sans être lié par un contrat de louage de services, est chargé, de façon permanente, de négocier et, éventuellement, de conclure des contrats de vente, d achat, de location ou de prestation de services, au nom et pour le compte de producteurs, d industriels, de commerçants ou d autres agents commerciaux. Il peut être une personne physique ou une personne morale (grifou-se). 32 Este posicionamento, no caso português, poderá ser confirmado a partir da interpretação do artigo 26, alínea c), do Decreto-lei n.º 178/ Rubens Edmundo Requião, Nova regulamentação da representação comercial autônoma, 20 e 43. Rubens Requião, no direito brasileiro, assenta seu argumento no artigo 719 do Código Civil, uma vez que o presente dispositivo apenas se refere ao direito dos herdeiros de buscar os créditos do agente falecido. 15

18 ESTUDOS Doutoramento & Mestrado Inicialmente, quanto ao agenciado (ou principal), embora haja, em pequena escala, posicionamento em contrário, considera- -se que ele tanto pode ser empresário (ou comerciante) como não 34. Se uma associação pessoa coletiva de direito privado não empresarial contrata uma determinada pessoa para angariar novos sócios, em caráter duradouro, em determinada zona e mediante remuneração pelos contratos concluídos, realiza com tal indivíduo contrato de agência; da mesma forma, um renomado artista poderá incumbir certa pessoa, em caráter não eventual, da obrigação de promover a conclusão de contratos de empreitadas de execução musical, em determinado lugar e mediante remuneração pelos contratos que forem concluídos, efetuando com ela, pois, um contrato de agência 35. Já quanto à figura central do contrato, o agente, a obrigatoriedade de ser ou não empresário é motivo de tamanha divergência pela doutrina. Caso ele seja uma pessoa coletiva não resta dúvida quanto ao caráter empresarial da atividade exercida pelo agente em forma societária, uma vez que essa atividade será exercida de forma profissional e organizada 36. No entanto, a dúvida está em saber Dessa forma posicionou o legislador português no preâmbulo do Decreto-lei n.º 178/86, Mas é a empresa rectius, o principal, pois contraparte do agente pode não ser empresário. Nesse sentido, ver: Carlos Lacerda Barata, Sobre o contrato de agência, 31; António Pinto Monteiro, Contrato de Agência (anteprojecto), Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, 48. Cumpre verificar que a doutrina não é unânime, por vezes, em delimitar se certas figuras (como agentes desportivos, artísticos, de publicidade, de viagens, etc.) serão ou não considerados como agentes. António Pinto Monteiro, Contrato de agência, 53. A título de exemplo, tem-se entendido que o contrato entre o agente FIFA e o atleta não será regulado por um contrato de agência, nem, tampouco, por outro contrato civil (v.g. mandato, corretagem, prestação de serviço). Trata-se de um contrato bilateral, atípico porém, regulamentado pela FIFA, oneroso, intuito persona e por prazo determinado. Sua semelhança com outros institutos do direito civil advém da complexidade das funções exercidas pelo agente FIFA, o que não implica que ele prescinda de características próprias que o desassemelha dos demais contratos. Felipe Legrazie Ezabella, O agente FIFA à luz do direito civil brasileiro. 36 Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, 40.

19 Notas sobre o Contrato de Agência como a questão se resolve no caso de o agente ser pessoa física. A resposta para esta querela está intimamente relacionada com o conceito de empresário (ou comerciante), pois as funções do agente, a depender do modo que são realizadas, poderão ser enquadradas na atividade empresarial ou nos chamados atos de comércio. Empresário (ordenamento jurídico brasileiro) ou comerciante (ordenamento jurídico português) é aquele que exerce com profissionalidade e organização a atividade econômica para a produção ou circulação de bens 37. A organização empresarial do agente pode ser constatada quando ao exercer sua atividade ele se valha de um escritório, depósito de mercadorias, caminhões para entrega, bem como a inclusão de empregados e subagentes. Todavia, a aplicação de métodos simplificados para a realização da atividade sem a utilização de um complexo de bens ou do trabalho de terceiros não descaracteriza o contrato de agente, mas afasta a qualidade de empresário 38. Já a profissionalidade, para alguns autores, estaria inserida na atividade do agente, pois ele a exerce em caráter não eventual, ou seja, de modo contínuo, estável e sistemático. Porém, cumpre verificar que o aspecto duradouro do contrato de agência encontra-se vinculado ao quantum indefinido de promoções, as quais o agente tem por obrigação realizar, na busca de conclusões de negócios em favor do agenciado. Logo, esta característica nada tem que ver com a profissionalidade elemento de caráter objetivo a ser verificado na atividade do sujeito que se caracteriza pela habitualidade, ou seja, por uma constante e usual prática de determinada atividade 39. Deve o agente exercer a sua atividade com finalidade de sua vida ativa e com habitualidade, para que seja profissional Ver artigo 966 do Código Civil brasileiro e artigos 13.º c/c 230 do Código Comercial português. 38 Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos 17

20 ESTUDOS Doutoramento & Mestrado Assim, exemplificadamente, um engenheiro agrônomo que, ocasionalmente, no período da plantação de café, é contratado para, em determinada zona, promover, junto aos produtores rurais, o aumento da conclusão de contratos de compra e venda de determinado agrotóxico, embora realize atividade de agente, não deverá ser considerado como um empresário (ou comerciante) 41. Constata-se, portanto, que, normalmente, o agente será considerado um empresário, já que desenvolverá de modo organizado atividade econômica, de promoção para a conclusão de negócios, à conta e no interesse de outrem, com ânimo profissional. No entanto, esta máxima não pode ganhar contornos absolutos 42, uma vez 18 jurídicos, 42. Desse modo, a habitualidade, em princípio, decorre da estabilidade da obrigação do agente, mas dela, imperiosamente, não advém. Serve para caracterizar a profissionalidade de determinada atividade. Em sendo a atividade ocasional ou esporádica, não há como tornar quem a exerça profissional. Ibid., Gustavo Haical, O contrato de Agência. Seus elementos tipificadores e efeitos jurídicos, 43. Embora a secundariedade no exercício da promoção à conclusão de negócios em conta e no interesse de outrem possa afastar o caráter profissional do agente, essa assertiva não deve ser considerada em termos absolutos. Em muitos casos, mesmo a atividade de agente sendo secundária, a atividade principal, como no exemplo em tela, pode não vir a descaracterizar a profissionalidade. A atuação exclusiva do agente no exercício da sua atividade não é requisito para a profissionalidade. [... O] agente pode vir a ser profissional, exercendo essa atividade de modo secundário e periódico. Ibid. p Em Portugal a discussão deve, inicialmente, ser realizada sob o ponto de vista legislativo. Isso porque o Decreto-Lei 339/85, especificadamente no seu artigo 1.º, n.º 5, previa a condição de empresário (comerciante) para a realização da atividade do agente, já que dispunha a organização comercial e a profissionalidade como pressupostos para essa função. O agente, segundo o dispositivo, seria necessariamente qualificado como comerciante, uma vez que a sua atividade era enquadrada como um ato de comércio (Decreto-Lei 339/85, artigo 1.º, n.º 5. [e] ntende-se que exerce a actividade de agente de comércio toda a pessoa física ou colectiva que, não se integrando em qualquer das categorias anteriormente definidas mas possuindo organização comercial, pratica, a título habitual e profissional, actos de comércio ). Nesse sentido, ainda, destaca-se o Decreto-Lei n.º 144/83 que em seu artigo 3.º, alínea d), dispõe que [s]ão considerados empresários em nome individual os agentes que desenvolvam uma actividade económica intermédia entre a produção e o consumo, organizada com fim lucrativo, sem vínculo de subordinação jurídica. Portanto, por um longo tempo durante o período no qual o contrato de agência era um contrato atípico inominado, a qualidade de comerciante foi condição sine qua non para o exercício da atividade de agente. No entanto, com o advento do Decreto-Lei

Contratos de Agência, Representação Comercial e Distribuição: considerações.

Contratos de Agência, Representação Comercial e Distribuição: considerações. Contratos de Agência, Representação Comercial e Distribuição: considerações. Autor: Rafael Soares Gonçalves Mestre em Direito pela FDMC 1 Introdução O presente trabalho tem como objetivo básico analisar

Leia mais

CONTRATOS DE COLABORAÇÃO III. I - Noções gerais:

CONTRATOS DE COLABORAÇÃO III. I - Noções gerais: CONTRATOS DE COLABORAÇÃO III I - Noções gerais: - Na cadeia de circulação de mercadorias vamos encontrar, inicialmente, aqueles que se dedicam a extrair bens propiciados pela natureza, como o agricultor,

Leia mais

REPRESENTAÇÃO COMERCIAL

REPRESENTAÇÃO COMERCIAL REPRESENTAÇÃO COMERCIAL I- LEGISLAÇÃO APLICÁVEL: O Código Civil brasileiro traça as diretrizes gerais sobre contratos de agência e distribuição em seus artigos 710 a 721. A representação comercial no Código

Leia mais

Contratos de Agência, Distribuição e Representação Comercial: questões controvertidas.

Contratos de Agência, Distribuição e Representação Comercial: questões controvertidas. Contratos de Agência, Distribuição e Representação Comercial: questões controvertidas. Autor: Luiz Guilherme de Melo Borges Mestrando em Direito em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA alínea c) no n.º 1 do artigo 18.º Exclusão da aplicação ao "Contrato de Gestão Discricionária de Valores Mobiliários" da alínea e) do n.º 27 do artigo 9.º

Leia mais

7º Simpósio de Ensino de Graduação BREVE ESTUDO SOBRE AS MUDANÇAS DO DIREITO EMPRESARIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL

7º Simpósio de Ensino de Graduação BREVE ESTUDO SOBRE AS MUDANÇAS DO DIREITO EMPRESARIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL 7º Simpósio de Ensino de Graduação BREVE ESTUDO SOBRE AS MUDANÇAS DO DIREITO EMPRESARIAL NO NOVO CÓDIGO CIVIL Autor(es) FATIMA ANDREA KISIL MENDES Orientador(es) RENATA RIVELLI MARTINS SANTOS 1. Introdução

Leia mais

Programa da disciplina de Direito Comercial II

Programa da disciplina de Direito Comercial II Universidade de Macau Faculdade de Direito Ano lectivo 2010/2011 Programa da disciplina de Direito Comercial II Regente: Mestre Augusto Teixeira Garcia Plano de Curso da Disciplina Direito Comercial II

Leia mais

1. CONTRATO DE CORRETAGEM.

1. CONTRATO DE CORRETAGEM. 1. CONTRATO DE CORRETAGEM. Atuação do Corretor: A atuação do corretor é de mediação, ele aproxima as pessoas, percebendo uma remuneração quando essa aproximação resultar uma atividade útil (um consenso

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS. Cácito Augusto Advogado

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS. Cácito Augusto Advogado TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica SOCIEDADES SIMPLES E EMPRESARIAS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ATUAIS Cácito Augusto Advogado I INTRODUÇÃO Após quatro anos de vigência do Novo Código Civil brasileiro, que

Leia mais

Acordo de Promoção e Protecção Recíprocas de Investimentos entre a República Portuguesa e a República de Angola. Diploma Legal

Acordo de Promoção e Protecção Recíprocas de Investimentos entre a República Portuguesa e a República de Angola. Diploma Legal Acordo de Promoção e Protecção Recíprocas de Investimentos entre a República Portuguesa e a República de Angola Diploma Legal O texto que se segue é um documento não oficial, preparado pelo ICEP Portugal,

Leia mais

RELAÇÃO DE EMPREGO RELAÇÃO JURIDICA

RELAÇÃO DE EMPREGO RELAÇÃO JURIDICA RELAÇÃO DE EMPREGO A partir do momento em que o trabalho começou a existir, surgiram também as relações de emprego. Sob o ponto de vista do direito, a relação de emprego é um regramento jurídico que envolve

Leia mais

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO FONTES DO DIREITO DO TRABALHO CONCEITO As fontes do direito do trabalho são fundamentais para o conhecimento da própria ciência, vez que nelas são descobertas as reais origens e as bases da matéria do

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS CAMPUS BETIM

FACULDADE PITÁGORAS CAMPUS BETIM FACULDADE PITÁGORAS CAMPUS BETIM A SOCIEDADE SIMPLES PABLO ROGER DE ANDRADE Administração 6º período Disciplina Direito Empresarial Professor Douglas BETIM 2010 A luta pela existência é a lei suprema de

Leia mais

Pessoa Jurídica de Direito Privado como Sujeito de Direitos e Obrigações

Pessoa Jurídica de Direito Privado como Sujeito de Direitos e Obrigações 1 Pessoa Jurídica de Direito Privado como Sujeito de Direitos e Obrigações Maria Bernadete Miranda Mestre em Direito das Relações Sociais, sub-área Direito Empresarial, pela Pontifícia Universidade Católica

Leia mais

ORIGENS DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E SURGIMENTO DA TEORIA DA EMPRESA

ORIGENS DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E SURGIMENTO DA TEORIA DA EMPRESA ORIGENS DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E SURGIMENTO DA TEORIA DA EMPRESA Resumo JOÃO BATISTA DE ALVARENGA 1 O objetivo do trabalho proposto é analisar as origens das relações comerciais, sua evolução até o momento

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º. Isenções - Prestações de Serviços Médicos Refacturação Redébito - Localização de operações. Processo: nº 1163, por despacho de 2010-11-02, do SDG do

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA. Faculdade de Direito de Campos. Direito Civil. Contratos. Fiança no Contrato de Locação Urbana

PROJETO DE PESQUISA. Faculdade de Direito de Campos. Direito Civil. Contratos. Fiança no Contrato de Locação Urbana PROJETO DE PESQUISA Faculdade de Direito de Campos Direito Civil Contratos Fiança no Contrato de Locação Urbana Ana Luiza P. Machado Bárbara Tavares Caldas Fábia Santos Pereira Campos, 2006 ASSUNTO: Direito

Leia mais

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada

Gabinete do Conselheiro Antônio Carlos Andrada Fls. PROCESSO: 837554 NATUREZA: CONSULTA CONSULENTE: ITAMAR ANTÔNIO DINIZ (Diretor do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Três Pontas/MG) PROCEDÊNCIA: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES

Leia mais

1. Breve Introdução sobre o Tema

1. Breve Introdução sobre o Tema 1. Breve Introdução sobre o Tema A formação de parcerias comerciais viabiliza aos empresários vender produtos para consumidores que, sem a parceria comercial, não seria possível, por isso, não sem razão,

Leia mais

Concessão Mercantil Lei nº 6.729 de 28 de novembro de 1979. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Concessão Mercantil Lei nº 6.729 de 28 de novembro de 1979. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Concessão Mercantil Lei nº 6.729 de 28 de novembro de 1979 Concessão Contrato de concessão mercantil é aquele pelo qual o concessionário tem o direito de comprar, durante o prazo de sua vigência, os produtos

Leia mais

SUMÁRIOS DESENVOLVIDOS CONTRATOS CIVIS E COMERCIAIS Ano letivo de 2011/2012 Doutor Alexandre Mota Pinto (Com a colab. da Dra. Joana Torres Ereio)

SUMÁRIOS DESENVOLVIDOS CONTRATOS CIVIS E COMERCIAIS Ano letivo de 2011/2012 Doutor Alexandre Mota Pinto (Com a colab. da Dra. Joana Torres Ereio) I. ASSOCIAÇÃO EM PARTICIPAÇÃO 24/02/2012 Bibliografia recomendada: RAÚL VENTURA, Associação em Participação (Anteprojecto), in Boletim do Ministério da Justiça, n.º 189, págs. 15-136 e n.º 190, 1969, págs.

Leia mais

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte)

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte) Olá, pessoal! Neste Toque continuaremos a análise da prova aplicada pela FGV em 21/05/2006, que selecionou candidatos ao cargo de Fiscal de Rendas para a Secretaria de Receita e Controle do Estado do Mato

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 278 - Data 6 de outubro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF xxxxxxxxxxxxxxxxx XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX xxxxxxxxxxxxx Assunto: Contribuição

Leia mais

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Corretagem Corretagem O vocábulo "corretor", vem do verbo correr, em seu significado semântico quer dizer: O que anda, procura, agencia negócios comerciais ou civis, serve de intermediário

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Incidência Tributária sobre operações comerciais envolvendo software Fabiano Pereira dos Santos I Introdução; II Conceito de software; III A questão tributária; IV - Jurisprudência;

Leia mais

DEPÓSITO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito

DEPÓSITO. 1. Referência legal do assunto. Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito 1. Referência legal do assunto Arts. 627 a 652 do CC. 2. Conceito de depósito DEPÓSITO O contrato de depósito importa na guarda temporária de um bem móvel pelo depositário até o momento em que o depositante

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS. CRECI 2ª Região

CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS. CRECI 2ª Região DEFINE A FUNÇÃO DOS CONSELHOS PROFISSIONAIS E A OBRIGATORIEDADE DE INSCRIÇÃO NO CRECI DE JURÍDICA COM COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS Ilmos. Srs.. OPTIO ENGENHARIA E CONSTRUÇÕES LTDA. Rua Sete de Setembro n

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ MARIA LUCENA APELANTE APELADO ADV/PROC REMTE ORIGEM RELATOR : FAZENDA NACIONAL : SUASSUNA CORRETORA E ADMINISTRADORA DE SEGUROS LTDA : MÁRIO DE GODOY RAMOS e outro : JUÍZO DA 12ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO (RECIFE)

Leia mais

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES NO NOVO CÓDIGO CIVIL ASPECTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTES DO TRABALHO

DIREITO DAS OBRIGAÇÕES NO NOVO CÓDIGO CIVIL ASPECTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTES DO TRABALHO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES NO NOVO CÓDIGO CIVIL ASPECTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTES DO TRABALHO FLÁVIO LANDI (*) A Lei n. 10.406, publicada aos 11.1.2002, com vacatio legis de um ano, instituiu

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º Isenções Prestações de serviços designadas "business broker", isto é, intermediário na compra e venda de participações sociais de sociedades. Processo:

Leia mais

NOTA TÉCNICA N.º 1 TEMA: Formação profissional contínua no Código do Trabalho. INTRODUÇÃO:

NOTA TÉCNICA N.º 1 TEMA: Formação profissional contínua no Código do Trabalho. INTRODUÇÃO: NOTA TÉCNICA N.º 1 TEMA: Formação profissional contínua no Código do Trabalho. INTRODUÇÃO: O presente documento visa divulgar o entendimento da ACT sobre algumas questões que se colocam no âmbito da formação

Leia mais

A PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E A INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

A PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E A INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA A PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E A INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA Matheus Corredato Rossi 1 Publicado originalmente em Fundos de Pensão Revista da ABRAPP / SINDAPP / ICSS. n. 316. São Paulo: mai/06. A importância

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 9º; 18º.

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 9º; 18º. Diploma: CIVA Artigo: 9º; 18º. FICHA DOUTRINÁRIA Assunto: Isenções Taxas Direito à dedução - Complexo Desportivo de Município Piscinas municipais, aulas de hidroginástica e de ginástica diversas; prática

Leia mais

Contrato de Empreitada. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Empreitada. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Empreitada Contrato de Empreitada Empreiteiro é a designação dada a um indivíduo ou empresa que contrata com outro indivíduo ou organização (o dono da obra) a realização de obras de construção,

Leia mais

RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS...

RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS... RESOLUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIA POR INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DO COMPRADOR QUESTÕES ATUAIS E OUTRAS NEM TÃO ATUAIS... Rubens Leonardo Marin SECOVI / SP 11/05/2015 O problema:

Leia mais

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes Introdução ao Direito Administrativo NOÇÕES GERAIS O estudo do Direito Administrativo, no Brasil, torna- se um pouco penoso pela falta de um código, uma legislação

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 3.954. Altera e consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes no País.

RESOLUÇÃO Nº 3.954. Altera e consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes no País. RESOLUÇÃO Nº 3.954 Altera e consolida as normas que dispõem sobre a contratação de correspondentes no País. O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna

Leia mais

Contrato que transmite propriedade de algo por um preço sem fins lucrativos

Contrato que transmite propriedade de algo por um preço sem fins lucrativos Acto Acto Civil Contrato que transmite propriedade de algo por um preço sem fins lucrativos Importancia do registo comercial na constituição do registo comercial Art. 874 e ss C. Civ Acto Comercial Contrato

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 222 - Data 27 de outubro de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS SISCOSERV. OPERAÇÃO COM MERCADORIAS. SERVIÇOS

Leia mais

Acordo de Previdência Social entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Helênica

Acordo de Previdência Social entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Helênica Acordo de Previdência Social entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Helênica Desejosos de regular as relações dos dois países em matéria de previdência social, Resolveram

Leia mais

TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO

TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO O presente estudo tem o intuito de analisar e diferenciar brevemente os institutos da cessão de uso, concessão de uso e concessão de direito real de

Leia mais

Processo nº 257/2009 Acórdão de: 04-06-2009

Processo nº 257/2009 Acórdão de: 04-06-2009 PDF elaborado pela Datajuris Processo nº 257/2009 Acórdão de: 04-06-2009 Acordam no Supremo Tribunal de Justiça N... P..., SA intentou, no dia 13 de Dezembro de 2005, contra AA, acção declarativa de condenação,

Leia mais

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.º

Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Artigo 1.º Decreto n.º 14/96 de 28 de Maio Acordo entre a República Portuguesa e a República da Coreia sobre a Promoção e a Protecção Mútua de Investimentos, assinado em Seul, em 3 de Maio de 1995 Nos termos da alínea

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS. CRECI 2ª Região DEFINE A OBRIGATORIEDADE DE INSCRIÇÃO NO CRECI DE JURÍDICA INCORPORADORA DE IMÓVEIS

CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS. CRECI 2ª Região DEFINE A OBRIGATORIEDADE DE INSCRIÇÃO NO CRECI DE JURÍDICA INCORPORADORA DE IMÓVEIS DEFINE A OBRIGATORIEDADE DE INSCRIÇÃO NO CRECI DE JURÍDICA INCORPORADORA DE IMÓVEIS Ilmos. Srs. VILLELA REIS ENGENHARIA E NEG. IMOBILIÁRIOS S/C LTDA. N/P da Sra. MARIA REGINA PONCE VILLELA LIMA Rua 14

Leia mais

Gestão de Contratos. Noções

Gestão de Contratos. Noções Gestão de Contratos Noções Contrato - Conceito Contrato é todo acordo de vontades, celebrado para criar, modificar ou extinguir direitos e obrigações de índole patrimonial entre as partes (Direito Civil).

Leia mais

Convém ressaltar, de início, que o benefício do diferimento não se confunde com a isenção ou com a suspensão do imposto.

Convém ressaltar, de início, que o benefício do diferimento não se confunde com a isenção ou com a suspensão do imposto. ICMS/SP - Diferimento - Tratamento fiscal 6 de Abril de 2010 Em face da publicação do Decreto nº 55.305/2009 - DOE SP de 31.12.2009, este procedimento foi atualizado (tópico 9 - bens do ativo imobilizado

Leia mais

NEWSLETTER I SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS

NEWSLETTER I SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS NEWSLETTER I SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS NEWSLETTER SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS 2.º Trimestre 2015 I Regime Jurídico das Sociedades Financeiras de Crédito 2 II Legislação A. Direito

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DA CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 6.542, DE 2006 VOTO EM SEPARADO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DA CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 6.542, DE 2006 VOTO EM SEPARADO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DA CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 6.542, DE 2006 Regulamenta o inciso IX do art. 114 da Constituição Federal, para dispor sobre competências da Justiça do Trabalho referentes

Leia mais

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças

28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças 28. Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças Os Estados signatários da presente Convenção, Firmemente convictos de que os interesses da criança são de primordial importância

Leia mais

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação 27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação Os Estados signatários da presente Convenção: Desejosos de estabelecer disposições comuns sobre a lei aplicável aos

Leia mais

Coordenação Geral de Tributação

Coordenação Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta nº 46 Data 19 de fevereiro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL SIMPLES NACIONAL. INTERMEDIAÇÃO DE NEGÓCIOS. A Atividade

Leia mais

A FAZENDA PÚBLICA X PROCESSO FALIMENTAR: Pode a Fazenda Pública. Resumo: Surge com a Lei nº 11.101/2005 novos institutos, como o da Recuperação

A FAZENDA PÚBLICA X PROCESSO FALIMENTAR: Pode a Fazenda Pública. Resumo: Surge com a Lei nº 11.101/2005 novos institutos, como o da Recuperação A FAZENDA PÚBLICA X PROCESSO FALIMENTAR: Pode a Fazenda Pública requerer a falência do contribuinte empresário? Emerson Luiz Xavier Pereira 1 Resumo: Surge com a Lei nº 11.101/2005 novos institutos, como

Leia mais

Tal fato decorre do princípio da continuidade da relação do emprego, que é um princípio basilar do Direito do Trabalho.

Tal fato decorre do princípio da continuidade da relação do emprego, que é um princípio basilar do Direito do Trabalho. 1. CONTRATO POR PRAZO INDETERMINADO O Contrato por prazo indeterminado é firmado quando o empregado for contratado para trabalhar em atividades normais da empresa, sem tempo de duração (Princípio da Continuidade

Leia mais

RESPONSABILIDADE FINAL DO PAGAMENTO DOS ENCARGOS CONDOMINIAIS EM SHOPPING CENTERS

RESPONSABILIDADE FINAL DO PAGAMENTO DOS ENCARGOS CONDOMINIAIS EM SHOPPING CENTERS RESPONSABILIDADE FINAL DO PAGAMENTO DOS ENCARGOS CONDOMINIAIS EM SHOPPING CENTERS Inicialmente, destaca-se que, não há no ordenamento jurídico brasileiro norma específica que regule a importante atividade

Leia mais

Aspectos da Responsabilidade Civil Extracontratual Objetiva no Código Civil/02

Aspectos da Responsabilidade Civil Extracontratual Objetiva no Código Civil/02 60 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 13 10 Anos do Código Civil - Aplicação, Acertos, Desacertos e Novos Rumos Volume 2 Aspectos da Responsabilidade Civil Extracontratual Objetiva no Código Civil/02

Leia mais

ASPECTOS CONTROVERSOS DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI) E AS ALTERAÇÕES DO PROJETO DE LEI DO SENADO FEDERAL Nº 96/2012

ASPECTOS CONTROVERSOS DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI) E AS ALTERAÇÕES DO PROJETO DE LEI DO SENADO FEDERAL Nº 96/2012 1 ASPECTOS CONTROVERSOS DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI) E AS ALTERAÇÕES DO PROJETO DE LEI DO SENADO FEDERAL Nº 96/2012 DIEGO BISI ALMADA Advogado, Consultor Empresarial, Professor

Leia mais

A REPRESENTAÇÃO COMERCIAL Fabiano Cordeiro Cozzi I. HISTÓRICO E CONCEITO. Sumário:

A REPRESENTAÇÃO COMERCIAL Fabiano Cordeiro Cozzi I. HISTÓRICO E CONCEITO. Sumário: A REPRESENTAÇÃO COMERCIAL Fabiano Cordeiro Cozzi Sumário: I- HISTÓRICO E CONCEITO II- A LEGISLAÇÃO ESPECIAL (Leis ns. 4.886/65 e 8.420/92) II.1. DO PRAZO DO CONTRATO II.2. DA ZONA DE ATUAÇÃO E A EXCLUSIVIDADE

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER N.º 14.239

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO PARECER N.º 14.239 PARECER N.º 14.239 CONTRATO DE LOCAÇÃO EM QUE A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA É LOCATÁRIA. PRORROGAÇÃO. DURAÇÃO DO CONTRATO. REVISÃO DO PARECER 10.391. O presente expediente, proveniente da Secretaria da Justiça

Leia mais

Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários

Auditoria Geral do Mercado de Valores Mobiliários RELATÓRIO FINAL DA CONSULTA PÚBLICA DA AGMVM SOBRE A PROPOSTA DE REFORMA DO CÓDIGO DE MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS 1. Introdução No presente documento procede-se à análise das respostas recebidas no

Leia mais

A CLÁUSULA DE MELHORES ESFORÇOS NOS CONTRATOS

A CLÁUSULA DE MELHORES ESFORÇOS NOS CONTRATOS A CLÁUSULA DE MELHORES ESFORÇOS NOS CONTRATOS SÍLVIO DE SALVO VENOSA 1 Com muita freqüência, por tradução, influência ou injunção do direito anglo-saxão, encontramos em contratos aqui redigidos ou cujos

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS. CRECI 2ª Região

CONSELHO REGIONAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS. CRECI 2ª Região DEFINE OS REQUISITOS E A ABRANGÊNCIA DOS PODERES A SEREM CONFERIDOS AO ADMINISTRADOR DE SOCIEDADE IMOBILIÁRIA Ilmo. Sr. ANTONIO SIMAS DD. Diretor Secretário do CRECI da 2a. Região São Paulo - SP PARECER

Leia mais

Brasília (DF), 14 de outubro de 2004. REF.: LEI N.º 8.955, DE 15.12.94. PROPOSTA DE ALTERAÇÃO DO ART. 9º. ENTIDADE

Brasília (DF), 14 de outubro de 2004. REF.: LEI N.º 8.955, DE 15.12.94. PROPOSTA DE ALTERAÇÃO DO ART. 9º. ENTIDADE Brasília (DF), 14 de outubro de 2004. À FEDERAÇÃO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA PREVIDENCIÁRIA SOCIAL - FENAFISP, A/C do Ilustríssimo Dr. LUÍS RONALDO MARTINS ANGOTI, Digníssimo DIRETOR JURÍDICO. REF.:

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 166 - Data 25 de junho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: SIMPLES NACIONAL VENDA DE VEÍCULOS USADOS. CONTA PRÓPRIA. INTERMEDIAÇÃO.

Leia mais

LEGISLAÇÃO / E-mails 4.31

LEGISLAÇÃO / E-mails 4.31 E-mail de 06/06/2006 ASSUNTO: Prorrogação de contrato no período eleitoral ANEXO: Parecer 179/06-AJ Prezados Senhores, Tem o presente a finalidade de encaminhar o Parecer nº 179/2006-AJ, que trata da possibilidade

Leia mais

Capítulo II Da Necessidade do Contrato de Corretagem para a Exigibilidade da Comissão em Transações Imobiliárias.,

Capítulo II Da Necessidade do Contrato de Corretagem para a Exigibilidade da Comissão em Transações Imobiliárias., SUMÁRIO: Capítulo I Do Contrato de Corretagem; 1. Introdução e Conceito, 2. Características Jurídicas do Contrato de Corretagem, 3. Dos Corretores, 3.1. Espécies de Corretores, 4. Das Obrigações do Corretor,

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

Contratos mercantis. Tipos de contratos mercantis: Compra e venda

Contratos mercantis. Tipos de contratos mercantis: Compra e venda Contratos mercantis Quando duas ou mais pessoas acordam em constituir, regular ou extinguir uma relação jurídica de índole patrimonial, estão celebrando um contrato. O contrato é o consenso, aperfeiçoando

Leia mais

1 - Direito Comercial x Direito Empresarial

1 - Direito Comercial x Direito Empresarial 1 - Direito Comercial x Direito Empresarial INSTITUTO CUIABÁ DE ENSINO E CULTURA CURSOS SUPERIORES TECNOLÓGICOS AULA 13 DIREITO COMERCIAL X DIREITO EMPRESARIAL O Direito Comercial teve sua origem de modo

Leia mais

NOTA TÉCNICA JURÍDICA

NOTA TÉCNICA JURÍDICA 1 NOTA TÉCNICA JURÍDICA Obrigatoriedade de dispensa motivada. Decisão STF RE 589998 Repercussão geral. Aplicação para as sociedades de economia mista e empresas Públicas. Caso do BANCO DO BRASIL e CAIXA

Leia mais

EMENTA: DIREITO EMPRESARIAL: empresa, espécies, divisão. Empresário. Atos de empresário. Sociedades empresariais.

EMENTA: DIREITO EMPRESARIAL: empresa, espécies, divisão. Empresário. Atos de empresário. Sociedades empresariais. AULA XI CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: DIREITO PRIVADO: EMPRESARIAL PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ EMENTA: DIREITO EMPRESARIAL: empresa, espécies, divisão. Empresário. Atos

Leia mais

DOS CONTRATOS DE EXTINÇÃO ANALISE DOS ARTIGOS 472 AO 480 DO CÓDIGO CIVIL.

DOS CONTRATOS DE EXTINÇÃO ANALISE DOS ARTIGOS 472 AO 480 DO CÓDIGO CIVIL. DOS CONTRATOS DE EXTINÇÃO ANALISE DOS ARTIGOS 472 AO 480 DO CÓDIGO CIVIL. Francine Navas Nascimento 1 RESUMO A forma pelo qual o contrato deixará de existir está tratada neste artigo sobre extinção do

Leia mais

DÉCIO XAVIER GAMA Desembargador aposentado

DÉCIO XAVIER GAMA Desembargador aposentado DÉCIO XAVIER GAMA Desembargador aposentado 1) É o contrato de câmbio simples pacto de compra e venda de coisa trato é a moeda estrangeira, e o seu preço se apura pela indicação da taxa de câmbio do dia,

Leia mais

A natureza jurídica sui generis do membro da EIRELI 1*

A natureza jurídica sui generis do membro da EIRELI 1* A natureza jurídica sui generis do membro da EIRELI 1* Nadialice Francischini de Souza 2** Em 11 de julho de 2011 foi sancionada a Lei n. 12.441, que criou a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º /XII/4.ª

PROJETO DE LEI N.º /XII/4.ª Grupo Parlamentar PROJETO DE LEI N.º /XII/4.ª PROCEDE À TERCEIRA ALTERAÇÃO À LEI.º 53-E/2006, DE 29 DE DEZEMBRO, REFORÇANDO A PROIBIÇÃO DE CRIAÇÃO DE TAXAS DAS AUTARQUIAS LOCAIS POR SERVIÇOS GERAIS E DE

Leia mais

Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP

Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP PLR: pressupostos para caracterização conforme jurisprudência do CARF e a tributação dos planos de stock option Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP A TRIBUTAÇÃO DOS PLANOS DE STOCK OPTION Hipótese

Leia mais

Pronunciamento CPC 30 Receitas: reconhecimento para fins fiscais e demais aspectos ao IRPJ, CSLL, PIS e COFINS.

Pronunciamento CPC 30 Receitas: reconhecimento para fins fiscais e demais aspectos ao IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. Pronunciamento CPC 30 Receitas: reconhecimento para fins fiscais e demais aspectos ao IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. Índice 1. Normas Contábeis e Normas de Tributação Dois Corpos Distintos de Linguagem e de

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO

AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 001, DE 24 DE NOVEMBRO DE 1999 (*) Vide alterações e inclusões no final do texto

Leia mais

www.pwc.com/br Compartilhamento de atividades

www.pwc.com/br Compartilhamento de atividades www.pwc.com/br Compartilhamento de atividades 1 Agenda 1 por meio de contrato de rateio Contrato de rateio Critérios de rateio Documentação comprobatória 2 Aspectos fiscais IRPJ e CSLL ISS PIS e COFINS

Leia mais

2 - Aos programas de computador que tiverem carácter criativo é atribuída protecção análoga à conferida às obras literárias.

2 - Aos programas de computador que tiverem carácter criativo é atribuída protecção análoga à conferida às obras literárias. PROTECÇÃO JURÍDICA DE PROGRAMAS DE COMPUTADOR - DL n.º 252/94, de 20 de Outubro Contém as seguintes alterações: - Rectif. n.º 2-A/95, de 31 de Janeiro - DL n.º 334/97, de 27 de Novembro O presente diploma

Leia mais

Decreto 1/98, de 24 de Janeiro - I Série-A

Decreto 1/98, de 24 de Janeiro - I Série-A Decreto 1/98, de 24 de Janeiro - I Série-A Aprova o Acordo entre a República Portuguesa e a República da Eslovénia sobre a Promoção e a Protecção Mútua de Investimentos e respectivo Protocolo, assinados

Leia mais

Contratos de Trabalho e Formas de Contratação. História do Direito do Trabalho. Direito do Trabalho

Contratos de Trabalho e Formas de Contratação. História do Direito do Trabalho. Direito do Trabalho Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos Profa. Barbara Mourão Contratos de Trabalho e Formas de Contratação História do Direito do Trabalho Origem do trabalho: desde o início da humanidade.

Leia mais

RESOLUÇÃO CONSEAcc-SP 2/2005

RESOLUÇÃO CONSEAcc-SP 2/2005 RESOLUÇÃO CONSEAcc-SP 2/2005 ALTERA AS EMENTAS E CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DAS DISCIPLINAS CH1301 - COMERCIAL I, CH1306 - COMERCIAL II E CH1308 - COMERCIAL III, DO CURSO DE, DO CÂMPUS DE SÃO PAULO, DA UNIVERSIDADE

Leia mais

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal,

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, A SRA. JANAÍNA BARBIER GONÇALVES (PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, na pessoa de quem cumprimento as demais autoridades

Leia mais

CONTRATO DE BOLSA DE INVESTIGAÇÃO ALGUNS ASPECTOS DO SEU REGIME JURÍDICO

CONTRATO DE BOLSA DE INVESTIGAÇÃO ALGUNS ASPECTOS DO SEU REGIME JURÍDICO CONTRATO DE BOLSA DE INVESTIGAÇÃO ALGUNS ASPECTOS DO SEU REGIME JURÍDICO CONSULTA A ASSOCIAÇÃO DOS BOLSEIROS DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA (ABIC) solicita-me uma breve informação sobre a legalidade de uma

Leia mais

ESTATUTO CONTRATUAL DO ADVOGADO ESTAGIÁRIO - A AUTONOMIA DO CANDIDATO À ADVOCACIA E AS RESPONSABILIDADES DO PATRONO

ESTATUTO CONTRATUAL DO ADVOGADO ESTAGIÁRIO - A AUTONOMIA DO CANDIDATO À ADVOCACIA E AS RESPONSABILIDADES DO PATRONO ESTATUTO CONTRATUAL DO ADVOGADO ESTAGIÁRIO - A AUTONOMIA DO CANDIDATO À ADVOCACIA E AS RESPONSABILIDADES DO PATRONO O acesso pleno e autónomo ao exercício da advocacia depende de um tirocínio sob a orientação

Leia mais

Decreto n.º 6/95 Acordo de Promoção e Protecção Mútua de Investimentos entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República da Venezuela

Decreto n.º 6/95 Acordo de Promoção e Protecção Mútua de Investimentos entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República da Venezuela Decreto n.º 6/95 Acordo de Promoção e Protecção Mútua de Investimentos entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da República da Venezuela Nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 200.º da

Leia mais

DIREITO CIVIL CONTRATOS TIPOS Danilo D. Oyan

DIREITO CIVIL CONTRATOS TIPOS Danilo D. Oyan DIREITO CIVIL CONTRATOS TIPOS Danilo D. Oyan COMPRA E VENDA 481 a 532 Transferência de domínio, preço. TROCA OU PERMUTA 533 Contrato CONSENSUAL, BILATERAL, ONEROSO e COMUTATIVO. Não dinheiro e de valores

Leia mais

A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil nos 10 Anos do Código Civil na Construção da Doutrina e Jurisprudência

A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil nos 10 Anos do Código Civil na Construção da Doutrina e Jurisprudência 222 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 13 10 Anos do Código Civil - Aplicação, Acertos, Desacertos e Novos Rumos Volume 2 A Visão do Desembargador Sergio Cavalieri Filho Sobre a Responsabilidade Civil

Leia mais

DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO

DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO 6.1 Definições Locação de serviço - Código Civil de 1916 Termo contrato de trabalho Lei 62/1935 o Contrato de trabalho X relação de emprego (contrato de emprego) o Impropriedade dos termos empregado autônomo

Leia mais

INFORMAÇÃO PRI NCI PAL LE GISL AÇÃO D O PE RÍ ODO

INFORMAÇÃO PRI NCI PAL LE GISL AÇÃO D O PE RÍ ODO INFORMAÇÃO N.º 60 P E R Í O D O DE 20 A 26 DE J A N E I R O D E 20 12 PRI NCI PAL LE GISL AÇÃO D O PE RÍ ODO Portaria n.º 17-A/2012, de 19 de Janeiro Aprova o modelo de declaração de regularização tributária

Leia mais

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade.

INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. INTERESSE PÚBLICO: Supremacia e Indisponibilidade. Jaileno Miranda Conceição¹ RESUMO O Direito Administrativo é um ramo do Direito Público composto por órgãos, agentes, e pessoas jurídicas administrativas,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A confusão entre pessoa física e empresa individual para efeitos de habilitação técnica na licitação à luz do Código Civil Carlos Alexandre Perin* Segundo a teoria do emérito comercialista

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

Newsletter DIREITO BANCÁRIO & FINANCEIRO

Newsletter DIREITO BANCÁRIO & FINANCEIRO Newsletter DIREITO BANCÁRIO & FINANCEIRO 2013 NOVIDADES LEGISLATIVAS NEWSLETTER DE NOVEMBRO DIREITO BANCÁRIO & FINANCEIRO NOVIDADES LEGISLATIVAS GOVERNO Comunicado do Conselho de Ministros datado de 13

Leia mais

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição A 3ª edição do livro CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO foi atualizada com o texto do PL de novo CPC enviado pelo Congresso Nacional à sanção presidencial em 24.02.2015. Em razão da renumeração dos artigos

Leia mais

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Direito Empresarial II Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Contratos Aula 18 Contratos: Teoria Geral; Classificação; Requisitos; Objetos; Elementos; Contratos em Espécie: Compra

Leia mais

Parecer: Direito do Trabalho / transmissão de estabelecimento

Parecer: Direito do Trabalho / transmissão de estabelecimento Hugo Tavares e Patrícia Ferreira Parecer: Direito do Trabalho / transmissão de estabelecimento VERBO jurídico VERBO jurídico Parecer: Direito do trabalho e transmissão de estabelecimento : 2 Parecer: Direito

Leia mais

DESTAQUE. I Introdução

DESTAQUE. I Introdução DESTAQUE Abril de 2011 BREVES NOTAS SOBRE AS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES AO REGIME DOS DIREITOS REAIS DE HABITAÇÃO PERIÓDICA I Introdução O regime dos Direitos Reais de Habitação Periódica ( DRHP ), regulado

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT 4ª Região Membro Oficiante: Dr. Fabiano Holz Beserra Interessado 1: TRT 4ª Região Interessado 2: Prefeitura Municipal de Porto Alegre Assunto: Fraudes Trabalhistas 03.01.09 - Trabalho na Administração

Leia mais