Michell Baunard. Tradução de Albuquerque Medeiros (1908) Editora Central Gospel. Digitalizado por SusanaCap Revisado por Lucia Garcia

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1 Ele Viu os Céus Abertos Michell Baunard Tradução de Albuquerque Medeiros (1908) Editora Central Gospel Digitalizado por SusanaCap Revisado por Lucia Garcia

2 ORELHAS: S u mário INTRODUÇÃO CONVIVENDO FISICAMENTE COM O FILHO DO HOMEM CAPÍTULO 1 - REENCONTRANDO AS PEGADAS DO EVANGELISTA CAPÍTULO 2 - ELEITO DISCÍPULO DO MESTRE CAPÍTULO 3 - EDUCADO NA ESCOLA DE JESUS CAPÍTULO 4 - TESTEMUNHA FIEL DO SENHOR CAPÍTULO 5 - A FACE HUMANA E DIVINA DE JESUS CAPÍTULO 6 - A INSTITUIÇÃO DA SANTA CEIA CAPÍTULO 7 - DURANTE A CEIA COM O SENHOR CAPÍTULO 8 - AO PÉ DA CRUZ CAPÍTULO 9 - TESTEMUNHANDO A RESSURREIÇÃO CONVIVENDO ESPIRITUALMENTE COM O FILHO DE DEUS CAPÍTULO 10 - O PRIMEIRO TESTEMUNHO DE JOÃO PERANTE OS JUDEUS CAPÍTULO 11 - JOÃO EM SAMARIA E A MORTE DE TIAGO CAPÍTULO 12 - JOÃO PARTE PARA O CAMPO MISSIONÁRIO CAPÍTULO 13 - COMBATENDO AS HERESIAS CAPÍTULO 14 - O EVANGELHO DE JOÃO CAPÍTULO 15 - A TEOLOGIA DO EVANGELHO DE JOÃO CAPÍTULO 16 - SUA PRIMEIRA EPÍSTOLA CAPÍTULO 17 - JOÃO NA ILHA DE PATMOS CAPÍTULO 18 - O APOCALIPSE DE JOÃO CAPÍTULO 19 - O RETORNO DE JOÃO A ÉFESO CAPÍTULO 20 - A ESCOLA DE JOÃO CANTO SOBRE AS ÁGUAS DA ILHA ORELHAS: Este é o livro mais belo e mais rico que alguém já escreveu sobre o evangelista João a testemunha mais importante e a mais bem informada da verdade do cristianismo. João foi aquele discípulo que destacouse entre os doze por sua corajosa ternura e fidelidade a Jesus Cristo, fatores que o tornaram conhecido como "o discípulo que Jesus amava " (Jo

3 19.26). Seguindo todos os dias Aquele que "tem as palavras de vida eterna" (Jo 6.68) como seu amigo e confidente, João foi o discípulo que mais próximo esteve da transfiguração do Senhor no Tabor, de seu coração na Ceia, e de sua Cruz no Calvário. Foi o evangelista do Verbo, o profeta de Patmos, o pastor de Éfeso, o missionário de Jônia, o filho do Trovão. Michell Baunard nos faz caminhar passo a passo ao lado de João durante aqueles gloriosos dias em que ele viveu em companhia de Jesus, e após Jesus retornar para o Céu, ainda acompanhamos João em sua trajetória até a ilha de Patmos, e em seguida seguimos os seus últimos passos sobre a face da terra. Venham, venham, pois não é um artista, não é um atleta ou um retórico que vou fazer vocês ouvirem. É um homem cuja voz ressoa como a do trovão no céu. O universo tornou-se cativo dessa voz inspirada pela graça. Além de encher o mundo, ela é repleta de uma harmonia celestial indescritível. Esse filho do trovão, que Jesus amou, que é uma das colunas da Igreja na terra, que bebeu do cálice de Jesus, que viu abrir-se o céu e que descansou sobre o seio de seu Mestre, vem hoje até vocês. Um grande correr de cortinas celestiais, um portentoso rasgar de véus vai começar. O céu inteiro é a cena e os crentes em Jesus Cristo reunidos em sua Igreja sobre a face da terra serão os espectadores. Porém, não devemos esquecer que João é um homem sem ciência e sem letras, um pescador de Betsaida, o filho de Zebedeu. Que nos poderá dizer este homem da Galiléia que só conhece a sua pesca? Não irá nos falar de redes e de peixes? Não, ele nos falará unicamente de coisas celestiais ignoradas antes dele. Esse homem que bebeu sua sabedoria nos tesouros do Espírito Santo, vai fazer empalidecer todos os pensamentos sublimes de Aristóteles e de Platão. Este livro traz inúmeras informações inéditas sobre o Quarto Evangelista. Seu autor, escrevendo de maneira clara e inspiradíssima, mostra, entre outras coisas, que em lugar algum a Verdade se revela de maneira superior à maneira como ela está no Evangelho, e em parte alguma ela se mostra mais profunda e mais bela do que no Evangelho de João.

4 INTRODUÇÃO João foi a testemunha mais importante e a mais bem informada da verdade do cristianismo. Ele foi aquele discípulo que destacou-se entre os doze por sua corajosa ternura e fidelidade a Jesus Cristo, fatores que o tornaram conhecido como "o discípulo que Jesus amava" (Jo 19.26). Quando, ao longo das páginas deste livro, o virmos seguindo Aquele que "tem as palavras da vida eterna" (Jo 6.68) como seu amigo e confidente, o mais próximo de sua glória no Tabor, de seu coração na Ceia, e de sua cruz no Calvário, compreenderemos o direito que o evangelista teve de denominar-se por excelência a "testemunha da Verdade". Ele foi também um dos discípulos de João Batista. Foi o apóstolo querido de Jesus, o íntimo de sua paixão e de sua glória, o evangelista do Verbo, o profeta de Patmos, o pastor de Éfeso, o missionário da Jônia. João não era uma figura fraca. Não devemos esquecer que apesar de ele ter-se intitulado de o discípulo predileto, Jesus o chamava de filho do Trovão. João pediu um lugar de honra à direita de seu Rei; mas convém não esquecer que ele se comprometeu em beber o cálice de amargura, e que cumpriu a palavra. Para ele a perfeição não consistia em contemplar a santidade e a glória do Senhor, mas sobretudo em trabalhar e sofrer. A gloriosa montanha da Transfiguração, onde João foi uma das testemunhas do Salvador, destacou-se tão-somente como um degrau da crucificação. Se ele descansou no seio do seu Mestre, não adormeceu. Levantai-vos e caminhemos (João 26.46) disse Jesus aos que estavam com ele no Getsêmani. Era para caminhar rumo ao Calvário, para marchar ao combate que o Senhor o chamou. E mais tarde nenhum apóstolo sustentou nem comandou tão brilhante combate como o apóstolo João. Ele refutou a gnose, detestou o nicolaísmo, anatematizou Cerinto e seus erros, padeceu pela justiça, odiou a iniqüidade e amaldiçoou Roma, inebriada de volúpia e de sangue sobre a cabeça das nações. Mostrou suspensa a taça dos flagelos divinos, repreendeu as igrejas da Ásia por sua inconstância e fraqueza, e até em seus pastores denunciou as máculas. Escrevendo à mocidade cristã que formara, João antes de tudo a felicita por ser forte (1 João 2.13). Fala de lutas, de triunfos e de vitórias. Atravessou o fogo, suportou o exílio, desejou a morte, porque para

5 demonstrar o quanto amava era pouco sofrer, se não conseguisse morrer. Será possível representar em um livro essa alma tão elevada, essa existência tão grandiosa? A mesma ponderação sobre a impossibilidade de se traçar um perfil completo de um personagem de estatura biográfica tão rica e variada como o apóstolo João foi também feita pelo pastor Agostinho de Hipona, quando no ano 396 ele retirou da vida do homem que viu os céus abertos lições preciosas para o seu rebanho. Assim pregava Agostinho: Eu, que lhes falo agora, será que poderei esquecer quem sou e o assunto de que trato? Trato de coisas divinas, e sou apenas um homem. Trato das coisas do Espírito, e não passo de um mortal Longe de mim, meus queridos irmãos, a vã presunção de sondar esses mistérios. As lições que lhes apresento tomoas primeiramente para mim. Talvez seja temerário querer perscrutar desta maneira os mistérios de Deus. Porém, se não podemos penetrar até à Fonte, bebamos juntos, pelo menos, das águas que correm pelo riacho. Se não temos acesso direto aos mistérios de Deus, procuremos ouvir quem teve acesso. E por sua vez, também explorando as riquezas espirituais e humanas da imensa figura apostólica do apóstolo João, o inspiradíssimo pregador João Crisóstomo propunha, também no século IV, ao rebanho dirigido por ele na cidade Neo-testamentária de Antioquia: Venham, venham, pois não é um artista, não é um atleta ou um retórico que vou fazer vocês ouvirem. É um homem cuja voz ressoa como a do trovão no céu. O universo tornou-se cativo dessa voz inspirada pela graça. Além de encher o mundo, ela é repleta de uma harmonia celestial indescritível. Esse filho do trovão, que Jesus amou, que é uma das colunas da Igreja na terra, que bebeu do cálice de Jesus, que viu abrirse o céu e que descansou sobre o seio de seu Mestre, vem hoje até vocês. Um grande correr de cortinas celestiais, um portentoso rasgar de véus vai começar. O céu inteiro é a cena e os crentes em Jesus Cristo reunidos em sua Igreja sobre a face da terra serão os espectadores. Porém, não devemos esquecer que João é um homem sem ciência e sem letras, um pescador de Betsaida, o filho de

6 Zebedeu. Que nos poderá dizer este homem da Galiléia que só conhece a sua pesca? Não irá nos falar de redes e de peixes? Não, ele nos falará unicamente de coisas celestes ignoradas antes dele. Esse homem que bebeu sua sabedoria nos tesouros do Espírito Santo, vai fazer empalidecer todos os pensamentos sublimes de Aristóteles e de Platão. O que o leitor passará a ler é, além de um livro biográfico, um livro de doutrina, útil a todos os que tiverem interesse em instruir-se na verdade. Em lugar algum a Verdade se revela de maneira superior à maneira como ela está no Evangelho, e em parte alguma ela se mostra mais profunda e mais bela do que no Evangelho e na vida de João. 1 ª p arte Convivendo fisicamente com o Filho do Homem CAPÍTULO 1 - REENCONTRANDO AS PEGADAS DO EVANGELISTA Betsaida, a cidade onde João nasceu A alguns quilômetros de distância de Nazaré, sobre um monte às margens do lago de Tiberíades, até o início do século 20 era possível ver os restos de grandes ruínas paralelas à costa. Vários blocos de pedra bruta indicavam que ali existira uma grande cidade. Dois blocos se destacavam entre aquelas ruínas. Um deles representava os restos de um edifício de pequenas dimensões, situado perto da praia, apresentando colunas e pilastras mais antigas que os muros. O outro era um monumento de grande extensão, do qual só restavam duas muralhas prestes a cair, porém ainda ornamentadas de belos fragmentos, de capitéis coríntios, mutilados e estendidos confusamente na relva que os ocultava. O local daquelas magníficas ruínas apresenta-se hoje desolado e morto. Durante muito tempo o lago de Tiberíades banhou tristemente o que restou daquelas construções amontoadas ou esparsas na margem. Po-

7 rém ali existiu Betsaida, cidade onde nasceram os apóstolos João e seu irmão Tiago. O próprio nome Betsaida não foi conservado até os nossos dias. Vários séculos depois da morte de João, os turcos que se apossaram da Palestina deram ao lugar o nome de Tell-Houm. Beit significa casa, e Saindoun significa pesca. Betsaida tinha, portanto, seu nome derivado da principal atividade de seus habitantes a pesca. Suspensa sobre o golfo mais setentrional do mar da Galiléia, Betsaida se destacava entre dois dos maiores símbolos do infinito: as montanhas e as águas. As montanhas formam, dos despenhadeiros de Gilboé às primeiras colinas do Líbano, um vasto panorama que se abre aqui e ali para melhor mostrar o céu. O lago, que não tem mais de 20 quilômetros de circunferência, fica ao pé dessas colinas. Suas águas célebres banhavam Tiberíades, Corazim, Cafarnaum nomes históricos e benditos, que comovem o nosso coração. Nessa praia estavam espalhadas dez cidades, constituindo o que os antigos chamavam de Decápolis. Como último elemento desse cenário grandioso, e formando a moldura do quadro, podia-se ver, ao oriente, o deserto que se estende pela Ituréia, Abilene e Traconites. Ao sul está o Jordão, que sai do lago para descer pelo vale do Hinom. Ao ocidente ficam a planície de Esdrelom e o monte Tabor, sobre o qual todas as tardes o sol descansa e desaparece. Uma magnificência de natureza mais elevada estava reservada àquela região que Deus ia consagrar com sua presença, e que foi o berço do seu grande evangelista. O historiador judeu Flávio Josefo conta que Felipe, tetrarca da Galiléia, embelezou Betsaida de tal forma que ela perdeu suas características judaicas. É por isso que enquanto Marcos a denomina de aldeia (Mc 8.23), Lucas a chama de cidade (Lc 9.10). O embelezamento realizado pelo tetrarca Felipe teve um caráter profano. O tetrarca quis adaptá-la aos costumes das nações pagãs, e para que Betsaida nada conservasse de sua origem, Felipe trocou o seu nome para Júlias, em homenagem à Júlia, neta do imperador Augusto. Assim transformada, e situada no caminho da Síria para o Egito, Betsaida foi pouco a pouco sendo invadida pela influência romana. Muitos milionários construíram nela suas mansões e vilas de veraneio. A cidade passou a ser um ponto de encontro para negócios e lazer. Porém, à sombra da população rica, flutuante e soberba que chegava e saía de Betsaida, havia uma população simples, austera, laboriosa, que

8 protestava energicamente contra as novas idéias e os novos costumes que circulavam na cidade. Essa população era composta, sobretudo, de pescadores do lago, e os seus dias transcorriam distanciados dos homens soberbos e mais próximos de Deus. Zebedeu, seu pai Foi entre essas pessoas de trabalho árduo e de fé inflexível que Jesus escolheu dois irmãos para incluí-los entre seus apóstolos. Zebedeu era o chefe da família. Alguns antigos comentaristas levantaram a hipótese de Zebedeu ter sido parente de José, o pai adotivo de Jesus. Porém isso ficou só na hipótese, pois nenhum dos quatro evangelhos fornece qualquer elemento que o confirme. Zebedeu era pescador. Convém não esquecer que, para os judeus, ser pescador era tido como uma honra quase religiosa. O costume nacional e os ensinamentos dos rabinos faziam do trabalho manual um dever cuja obrigação incluía até os mais elevados sábios e chefes judaicos. Os rabinos exigiam que todos os letrados soubessem um ofício manual. O rabino Gamaliel, em seu livro Hoad, ordenava isso. O ilustre rabino Jochana foi alfaiate; o rabino Judas Levi foi pescador. No antigo oriente, o trabalho manual era um costume e uma lei. Zebedeu possuía uma barca no lago de Tiberíades da qual ele era o patrão. Às vezes associava-se com outra família de pescadores, cujo chefe se chamava Jonas, pai de Simão Pedro e de André. Consta que desde essa época reinava grande união entre essas duas famílias que o apostolado ia tornar dali por diante inseparáveis. Tiago e seu irmão João eram companheiros de pesca de Pedro (Lc 5.10). Outras vezes Zebedeu era ajudado na pesca por pessoas a quem ele pagava. Por esta circunstância e outras análogas é que observadores consideravam essa família de pescadores como gozando de um certo bemestar. Porém, na realidade a maior fonte de riqueza daquela família era o trabalho. Deus não procura fortuna naqueles que Ele resolve convidar para o seu apostolado. Ele também não excluiu os ricos nem os grandes. Porém, geralmente as suas escolhas estão do outro lado. Se houver em qualquer parte, mesmo que seja no oculto de um casebre, em uma rua de uma aldeia perdida, atrás de uma montanha ou no fundo de um bosque

9 alguém que tenha desejo sincero de servi-lo, é lá que ele fará a convocação para sua Seara; é lá que ele derramará sobre a cabeça desse servo a unção que o capacitará para Sua obra. Dois filhos de Zebedeu exerciam com ele o ofício de pescador, passando a noite no lago, trabalhando pesado, enfrentando às vezes perigosas tempestades, e descendo de dia com ele à praia a fim de negociar o peixe e consertar as redes. O mais velho dos irmãos chamavase Tiago. Nos evangelhos ele é designado por Tiago "o maior" para ser distinguido do outro Tiago, filho de Alfeu, denominado "o menor". O filho mais moço de Zebedeu chamava-se João. É a sua história que vamos contar aqui. Na língua hebraica João significa beleza, graça divina, amor. Vários outros personagens da história de Israel já haviam usado esse nome, mas o filho de Zebedeu é quem estava destinado a torná-lo imortal. Além da instrução religiosa que os judeus recebiam na sinagoga, onde o rabino explicava ao povo a lei de Deus, não consta que João tivesse sido iniciado no estudo das ciências humanas liberais. Falando dele em Atos dos Apóstolos, Lucas chama tanto a ele como a Pedro de "homens sem letras e indoutos" (Atos 4.13). O idioma dos galileus era o aramaico, que passara a ser falado em toda a Palestina desde o tempo do retorno do cativeiro. Porém, o grego também se tornara tão comum na "Galiléia das nações" que João pôde em poucos anos entendê-lo e até falá-lo. Não era por certo o grego das altas escolas, cheio de arte e de tons delicados, tal qual o falavam em Atenas e Alexandria. Era o grego comum, conforme o chamavam, o grego koinê. Um grego "com ares de bárbaro", mais simples, mais popular, mesclado de locuções locais, sobrecarregado de fórmulas hebraicas e do esplendor helênico. Porém um dia os elementos brutos dessa língua, sob a ação do fogo sagrado do Pentecostes, traçarão o perfil da figura divina de Jesus Cristo, e se tornarão a língua do Evangelho de João. Salomé, sua mãe A mãe de João era aquela generosa Salomé que mais tarde veremos acompanhando os passos de Jesus durante seu ministério (Marcos 15.40; 16.1). Nada prova, porém, como pretendem alguns autores, que Salomé,

10 mãe de João, fosse parente ou mesmo irmã de Maria, mãe de Jesus. Mas o Evangelho nos faz entender que suas almas ao menos eram da mesma família. Houve um episódio em sua vida que nos forneceu traços visíveis de seu caráter e do seu coração. Foi quando ela se aproximou de Jesus para interceder pelos seus filhos, solicitando para eles um lugar de honra junto ao Rei de Israel (Mateus ). Veremos Salomé mais tarde no monte Calvário. Porém, naquela hora suprema ela não passou de uma mãe cristã. Ela reconheceu que o verdadeiro trono do Rei das dores era uma cruz, e ao ver seu filho João ao pé daquele trono sangrento, no primeiro lugar que tinha pedido para ele, ela certamente se posicionou ao lado do filho e ficou ali até o fim, conservando a fidelidade mais generosa, aquela que sobrevive à morte e que, desfeita em lágrimas, fica junto ao túmulo. Tendo tido, portanto, uma origem modesta, uma aldeia por pátria, um pescador por pai, uma mulher generosa por mãe, e por única riqueza uma barca, assim foi o evangelista João. Porém, será dessa simplicidade que Deus fará brotar o grande evangelista e o visionário de Patmos. O João que batizava Por aquela mesma época outro homem chamado João, o precursor de Jesus, filho de Zacarias e de Isabel, começou a pregar o batismo do arrependimento às margens do rio Jordão. Ele não ostentava a pompa arrogante dos que habitavam a casa dos reis. Sua vida era rigorosa, a alimentação muito simples, a vestimenta grosseira, e ele próprio era ainda mais austero que sua pregação. Desde o seu nascimento João Batista tivera uma consagração divina. Muito cedo a mão de Deus o arrastou ao deserto desolador e grandioso, que se estende acima do mar Morto. Ali, diante da severa cadeia de montanhas de Moabe, contemplando as grandezas terríveis daquele país abatido, ele se preparou, sob o olhar de Deus, ao ministério dos profetas. O próprio Filho de Deus declarou que, entre os nascidos de mulher, nenhum era maior que João. Por isto, desde que se fez ouvir "a voz que clamava no deserto", grande número de israelitas se achegaram a João para escutar sua pregação e confessar-lhe os pecados. Porém, além dessa multidão atenta e

11 faminta, João Batista tinha a seu lado seus discípulos, conforme o nome dado pelo Evangelho aos seus ouvintes mais fiéis e mais assíduos. Estes se haviam apegado ao profeta e até o ajudavam no seu ministério sagrado, batizando a multidão. João Batista edificava-os na vida de santidade, ensinando-lhes a orar, iniciando-os nos mais profundos mistérios da fé, preparando-os assim para as próximas revelações do Reino dos céus. João, filho de Zebedeu, foi um desses discípulos. Não foi preciso ao jovem galileu deixar seu pai nem sua barca. O ano em que João Batista começou a pregar no Jordão era um ano sabático ou de "repouso universal", e por isso João teve tempo suficiente para ir com André ouvir as lições do mestre. Quando mais tarde ele se tornar apóstolo e evangelista, nós o veremos começar a narrativa da vida de Jesus pelo magnífico capítulo do "Testemunho de João." Essas cenas preliminares das margens do Jordão, especialmente circunstanciadas e minuciosamente expostas em seu livro, não poderiam ser relatadas com mais autoridade e mais fidelidade senão por aquele que as havia presenciado. As primeiras lições que o filho de Zebedeu aprendeu na escola de João Batista foi sobre Jesus Cristo, o Filho de Deus. Enquanto outros historiadores comentaram os aspectos exteriores da pregação do Precursor, o apóstolo penetrou mais além no ensinamento do mestre, retendo e assimilando especialmente as respostas que João Batista dava a seus discípulos sobre aquele que devia ser o Redentor de Israel. João Batista dizia que não era mais que o Precursor, alguém semelhante aos batedores que no Oriente tinham o costume de caminhar adiante dos soberanos a fim de afastarem qualquer obstáculo que por acaso surgisse no caminho real. Declarava também ser tão-somente o paraninfo que se coloca em segundo plano ao lado do esposo para honrálo e servi-lo na festa nupcial. Narrando esses fatos, João torna bem saliente o quanto o coração de João Batista estava desde então preparado para a adoração daquele que havia de vir. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já essa minha alegria está cumprida. É necessário que ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos, aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do

12 céu é sobre todos. E aquilo que ele viu e ouviu, isto testifica; e ninguém aceita o seu testemunho. Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro. Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois não lhe dá Deus o Espírito por medida. O Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. (João ) Eram estas as revelações que o futuro evangelista do Verbo recebia a respeito do Messias de Israel, antes mesmo que visse a beleza de sua face. Aqueles que, maravilhados pela divina luz que irradia de seu Evangelho, têm procurado saber em que escola filosófica do Oriente, do Egito ou da sábia Grécia aprendera ele essa alta doutrina, devem simplesmente lembrar-se que ele era discípulo do Precursor. João, o Evangelista, herdoua de João, o Profeta. E João, o Profeta, aprendera-a na escola daquela que, trazendo-o ainda no seu ventre, dissera à Maria: E de onde me provém isso a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? (Lucas 1.43) A escola de João não é, portanto, a escola de Atenas ou de Alexandria, de Platão ou de Filon. É a escola de João Batista, de Isabel, de Maria, a escola do anjo da Anunciação, a escola do próprio Céu. CAPÍTULO 2 - ELEITO DISCÍPULO DO MESTRE Já fazia um ano que João Batista estava pregando, anunciando a magnificência mais que humana daquele "que estava entre os homens, mas que os homens ainda não conheciam". Porém, João Batista o reconhecera à margem do rio Jordão, e dava disso testemunho dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele... E eu vi e tenho testificado que este é o Filho de Deus (João 1.32,34)

13 O dia em que João viu Jesus O filho de Zebedeu ainda não o tinha visto, mas tudo o que ouvia dizer desse Mestre extraordinário aumentava cada vez mais o desejo de conhecê-lo, e despertava no seu coração os primeiros indícios daquele amor que ia tornar-se inseparável do seu nome. A escola de João Batista era para seu discípulo uma escola de doutrina superior e celestial, e ao mesmo tempo o aprendizado de uma vida santamente contrita. Seguindo o exemplo do mestre, dedicou-se ao nazireado, exercício de santidade em que os judeus se consagravam mais particularmente a Deus, fazendo voto de abster-se de bebida fermentada, não tocando em cadáver e deixando crescer intacta a cabeleira (Números 6.1-8). Acredita-se que João também tenha recebido o batismo do Precursor. Porém, aquele batismo tinha sido só uma preparação para o batismo daquele que batizaria com o Espírito Santo e com fogo. E João Batista bem compreendera isso. Ele preparara o caminho do Senhor, e tornara retas as suas veredas: o Senhor podia vir. Jesus Cristo, Filho de Deus, apareceu às margens do Jordão no 15º. ano do reinado de Tibério, o 30º. da era cristã, e, segundo cálculos de sábios cronologistas, no começo da primavera. Havia ali um lugar que os judeus chamavam de Betábara, e que o Evangelho chama de Betânia ou "casa dos navios". Fora naquele lugar que outrora os judeus, guiados por Josué, tinham atravessado o Jordão. Era costume os barcos que navegavam pelo Jordão fazerem uma parada naquele lugar. Como aquela praia era muito freqüentada por causa do movimento dos barcos, João, filho de Zacarias, batizava ali. Naquele dia João Batista tinha junto de si só dois de seus discípulos. O evangelista João diz que um deles era André, irmão de Simão Pedro. Mas não revela quem era o segundo. Porém, conhecendo-se o seu costume de nomear a todos e não se incluir por uma questão de modéstia, concluise que o segundo discípulo era o próprio evangelista João. João conservou na memória todos os pormenores sobre o aparecimento de Jesus às margens do Jordão. Foi, diz ele, na décima hora depois do nascer do sol. Isso correspondia mais ou menos às quatro ou cinco horas da tarde. Essa era a hora em que os sacerdotes do Templo de

14 Jerusalém ofereciam o sacrifício da tarde, imolando um cordeiro (Números 28.4). Vendo aparecer diante dele o divino Salvador Jesus naquela hora solene do sacrifício da tarde, João Batista aproveitou a ocasião para apontar para ele e dizer aos dois discípulos: Eis aqui o Cordeiro de Deus (João 1.36). Foi esse o nome pelo qual João, filho de Zebedeu, aprendeu pela primeira vez a conhecer Jesus. Ele jamais o esquecerá. A designação "Cordeiro de Deus" aparecerá mais tarde nos escritos do evangelista e nos escritos do profeta de Patmos. E veremos nisso uma lembrança daquele grande dia, e como que uma herança de João Batista, seu primeiro mestre. Não era possível dar ao Filho de Deus que se fizera homem um nome que definisse sua pessoa e sua missão na terra com mais vivo esplendor. Jesus Cristo é o Cordeiro e o Santo de Deus. Nele não há mácula alguma. Nele só há inocência. Esse Ser absolutamente puro, que desde o pecado original não era neste mundo senão um sentimento e uma lembrança, desceu do seio de Deus para andar entre nós. Conhecendo o Cordeiro de Deus O Cordeiro, que é a santidade, é também a doçura. Ei-lo! Ele veio não com o espírito atemorizante com que já outrora abalara o topo do Sinai. Não está mais prevalecendo a lei do temor, e sim a lei da graça. Ele não está mais ali na condição de Leão de Judá, mas sim de o manso Cordeiro de Deus. Veio inaugurar o reinado do Amor, e como o maior amor é o dom da própria vida, eis que esse nome de Cordeiro, símbolo da santidade, emblema da doçura, irá significar agora a vítima do sacrifício. Há muitos séculos que o mundo culpado implorava à virtude um sangue imaculado que o resgatasse e satisfizesse a Deus. Desta vez o sacrifício será digno do Senhor, pois a vítima será o próprio Filho de Deus. Também de agora em diante não haverá outro sacrifício sobre os altares da terra senão este. Quando Deus estiver irritado, quando os corações estiverem à míngua e clamarem pela vida, será esta mesma vítima que há de abrandar a Deus. E quando em Patmos o céu se abrir sobre a cabeça de João, o

15 evangelista, ele poderá entrever o Cordeiro, a vítima que foi oferecida desde o começo, que ele viu pela primeira vez nas margens do rio Jordão, que ele viu imolada no Calvário, e que o anjo lhe mostrará na visão de Patmos, coroada e gloriosa. Os dois discípulos, ouvindo pela primeira vez João Batista apresentar Jesus, compreenderam que se tratava do Messias, e decidiram seguir esse novo Rei. E imediatamente passaram a andar com ele ao longo do rio. Tendo consciência de serem tão simples e tão rústicos, temiam aproximar-se dele e conservavam-se à distância por timidez e respeito. Mas Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, perguntoulhes: Que buscais? (João 1.38) A bondade, a beleza, a majestade da face adorável de Cristo que lhes aparecia pela primeira vez, logo os conquistou. Jesus perguntou-lhes o que eles procuravam. Mas haverá no mundo alguma coisa que se possa ainda tentar achar depois que se viu o rosto de Jesus? Eles nada mais queriam, e num ímpeto responderam: Rabi, onde moras? (v. 38). Este nome de "mestre" era já uma promessa de que lhe pertenceriam. Vinde e vede (v.39), Jesus respondeu. Foram e viram onde habitava aquele que criou todas as coisas, mas que viverá neste mundo tão isento delas, que no decorrer do seu ministério declarará que não tem sequer uma pedra onde apoiar a cabeça. E ficaram em companhia dele o restante daquele dia. Porém, o que viram, o que acharam naquele que encontraram? Certamente a beleza divina se manifestou a eles em todo o seu esplendor. Seria alguma beleza capaz de arrebatar o olhar? Não. Era a beleza incorruptível da justiça, da santidade, da virtude; beleza que o olhar interior pode sempre perceber, e que impressiona tanto quanto mais puro for esse olhar. Ora, João era puro. Segundo suposição muito bem respaldada dos grandes estudiosos, João tinha naquela época uns 25 anos, idade em que o homem se dedica a buscar um relacionamento profundo com Deus e a conhecê-lo melhor. A noite chegara. Os discípulos e o Mestre tinham ficado juntos o dia inteiro. De acordo com o método de contagem do tempo utilizado pelos judeus, a expressão "o dia inteiro" também abrangia a noite. A conversa, começada no fim do dia, continuou noite adentro. Passaram toda ela em íntima palestra, e João e seu amigo puderam desvendar algo dos ministérios do Reino dos céus. Grandioso dia, grandiosa noite para aqueles que os passam com

16 Jesus Cristo em sua casa! "Senhor, onde habitas? Por favor, diga-me onde é a tua morada para que eu possa também fixar nela a minha. Só desejo unir-me a ti, ó Senhor". "Ó, venha e veja!" Quão doces são estas palavras, e como é bom saber onde Jesus habita! Da parte de nosso Senhor Jesus Cristo, aquelas horas conversando com João e André representaram um ato de eleição. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro (1 João 4.19) João dirá um dia. Foram os primeiros passos admiráveis na direção do Senhor, que resultaram em atenções misteriosas e que só serão conhecidas por homens resolvidos a procurar Deus e a entregar-se a ele. Irineu, que foi da mesma escola e quase do mesmo tempo em que João viveu, conta que nos últimos anos de sua vida, João ainda se recordava de tudo: Todos os anciãos que cercavam João na Ásia afirmavam que João contava freqüentemente como Jesus, na idade de trinta anos, se revelara primeiramente a ele e a André, e lhes ensinara coisas maravilhosas. Alguns ouviram isso não só através do próprio João, mas também pelos outros discípulos, que deram disso pleno testemunho. Entre esta eleição misteriosa de João e sua vocação ao apostolado de Jesus Cristo ocorreram alguns acontecimentos notáveis. Entre os evangelistas, só João os relatou, porque só ele os testemunhou. Fazem parte da sua particular história com o seu divino Mestre. "Achamos o Messias! Estes acontecimentos ocorreram na Galiléia. A notícia do encontro dos dois discípulos de João Batista com o Salvador não tardou a espalharse entre os pescadores do lago de Genesaré. André, o companheiro de João naquelas inesquecíveis horas passadas em companhia de Jesus, não pôde calar a sua felicidade, e assim que retornou e encontrou Simão Pedro, seu irmão, disse-lhe: Achamos o Messias (João 1.41) e em seguida levou seu irmão para conhecer o Mestre. E Jesus impressionou profundamente Pedro ao dizer-lhe: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas que quer dizer Pedro. (João 1.42)

17 No dia seguinte é a vez de Felipe, também de Betsaida. O Senhor se aproxima dele e o convence a segui-lo. Por sua vez Felipe encontra Natanael, seu amigo, e informa-o que acabou de descobrir aquele que Moisés e os profetas anunciaram. Natanael duvida: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? (João 1.46). Mas Jesus vira esse bom israelita quando ele ainda estava debaixo da figueira. Lembra-lhe a hora, as circunstâncias e talvez alguns segredos. Subjuga-o ainda mais pelo amor do que pela luz, e o discípulo vencido adora o Mestre, o Filho de Deus, o Rei prometido a Israel (João 1.49). Tal é a narrativa de João, tais são as reticências do princípio da vida que ele passou junto de Jesus, na sua aldeia, no meio de seus irmãos e companheiros, convertidos como ele. Mil particularidades pessoais, alusões locais, a simplicidade da descrição e um tom de verdade realmente inimitáveis dão a essa narrativa o mesmo interesse e encanto de sinceridade que a presença da testemunha dá às memórias íntimas. Enquanto os outros historiadores se contentam em relatar a vocação definitiva desses pescadores do lago, o apóstolo João, como testemunha ocular, nos conduz preliminarmente à conversão deles. É ele o historiador dessas conversões por ter sido a primeira conquista. Foi dele, foi de André, foi de Betânia e em seguida de Betsaida que partiu a vibração das ondas de poder que em breve irão agitar todos os recantos do mundo. A água transformada em vinho A primeira reunião desses discípulos e a primeira manifestação da glória do Senhor Jesus são da mesma época, e é a mesma testemunha que nos conta isso. Natanael, que acabara de reconhecer em Jesus o Messias, morava na aldeia de Cana, a moderna Kafar-Kenna, distante quase cinco quilômetros de Nazaré, e a pequena distância de Betsaida. Celebrava-se um casamento em uma família daquele lugar. Talvez os noivos fossem parentes de Natanael ou do próprio Jesus. O fato é que Jesus, os primeiros discípulos e Maria foram convidados. Jesus e os que o acompanhavam eram apenas seis pessoas, todas da mesma região, de condição igualmente humilde, unidos por aquela intimidade que encerrava as sementes da universalidade da futura Igreja cristã.

18 Um jantar familiar durante um casamento inaugura o novo Reino, assim como uma ceia de despedida deverá coroá-lo. Jesus começou por mudar a água em vinho, assim como um dia o veremos usar o vinho como símbolo do seu sangue. Aquele milagre já prefigura a transformação da água da antiga lei no vinho evangélico que vai inebriar as almas em núpcias divinas. E essas almas começarão a maravilhar-se por ele. Jesus principiou assim os seus sinais em Cana da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele, João Ali terminava a vida oculta de Jesus. Quando pela primeira vez João encontrou Jesus Cristo nas margens do Jordão, ele o tinha admirado e amado como Mestre. Mas agora, nesta segunda manifestação de sua glória, nas bodas de Caná, João crê nele, e já o adora como Deus. Está subjugado, conquistado para sempre. A escolha dos Doze Tinha chegado a hora de Jesus organizar o grupo de seus discípulos. Se Jesus tivesse consultado os mais simples princípios da prudência humana, teria procurado para o acompanhar no seu ministério terrestre pessoas que se equiparavam aos três reis que se haviam ajoelhado diante dele, ou aos doutores a quem ele havia maravilhado no Templo. Ou bastava falar a seu Pai para que uma legião de anjos baixasse à terra. Se ele tivesse agido assim, não teria ido buscar seus colaboradores em barcos de pesca. Porém, se ele não tivesse escolhido como seus discípulos aqueles simples pescadores, sua obra teria sido puramente humana, e não teria se revestido de uma ternura infinita e de uma força divina. Eis porque o Senhor só abriu o seu coração, com raríssimas exceções, aos ingênuos, aos pobres e aos pequeninos. Ele lembrou-se sempre daqueles que o tinham inicialmente amado. Por isso foi que ele, abandonando os palácios e as escolas, desceu à praia do mar da Galiléia. Jesus, andando ao longo da praia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. (Mateus 4.18)

19 Em seguida foi a vez de convocar oficialmente João e seu irmão Tiago: E, adiantando-se dali, viu Jesus outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no. (Mateus ) João abandonou suas redes. Aliás, para seguir a Jesus foi necessário deixar tudo, romper com tudo, tudo sacrificar a Deus. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. (Mateus 10.39) Eleito discípulo do Mestre De quantas almas essa renúncia de João ia tornar-se a história, e que reinado de consagração a ele Jesus Cristo inauguraria neste mundo! CAPÍTULO 3 - EDUCADO NA ESCOLA DE JESUS Jesus, tendo escolhido João e Tiago, tornou-os definitivamente seus companheiros. Porém, Salomé não quis separar-se de seus filhos. É por isso que a vemos seguindo os passos de Jesus juntamente com outras mulheres da Galiléia. Elas se ocupavam com a subsistência do Mestre e recebiam suas lições. O apostolado para o qual o filho de Salomé tinha sido convidado deveria ser o instrumento de salvação do mundo. Mas era preciso que antes esses rudes pescadores sofressem uma transformação completa. A eles, sim, caberia o trabalho de propagar o evangelho por toda a terra. Pois o objetivo de Jesus não era realizar diretamente, por si mesmo, a obra sobrenatural da conversão da humanidade. Durante toda a sua vida, o divino Pastor só teve no seu rebanho algumas raras ovelhas do redil de Israel. Em três anos de pregação, de

20 grandes exemplos e de milagres, o Mestre só conseguiu reunir ao seu redor doze apóstolos e setenta e dois discípulos. Isto prova muito bem que ele não foi e não quis ser, durante sua estada neste mundo, um grande ganhador de almas. Como ele mesmo declarou algumas vezes, seu trabalho não era propriamente colher e sim semear. Ele semeou, e em seguida deixou ao tempo o cuidado de fazer brotar as sementes. O trabalho de colher e dar continuidade à semeadura caberia aos apóstolos. Somente depois de sua Ascensão, precisamente no dia de Pentecostes, é que começaria a pregação geral, universal. Ele constituiu os apóstolos primeiramente com uma grande autoridade e poder doutrinário, por ele assistido até a consumação dos séculos. Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. (Mateus 10.40) Assim que reuniu aquele pequeno exército e o armou com sua autoridade, Jesus quis fazer com eles um pequeno treinamento, mandando-os dois a dois às ovelhas de Israel. Aquela missão de algumas semanas proporcionou-lhe ocasião de resumir suas instruções sobre o ministério confiado àqueles singulares evangelizadores do mundo. Deveria ser principalmente um ministério de pobreza e renúncia. Eles foram aconselhados a não possuir nem ouro, nem prata, nem duas túnicas, nem alforges, nem bordão. Deveriam dar de graça o que de graça haviam recebido. Tinha de ser fundamentalmente um ministério de amor. Eles estavam sendo enviados para curar os doentes, libertar os cativos de espíritos imundos, ressuscitar mortos e levar a paz de Deus a toda a casa onde entrassem. Enfim, deveria ser um ministério de sacrifício, de imolação, e Jesus insistia neste ponto igualmente doloroso e fecundo do seu apostolado: Acautelai-vos, porém, dos homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis até conduzidos à presença dos governadores e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios. (Mateus )

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