TEXTO PARA DISCUSSÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TEXTO PARA DISCUSSÃO"

Transcrição

1 ii TEXTO PARA DISCUSSÃO MELHORAR A DISTRIBUIÇÃO DA RIQUEZA ACUMULADA E DA RENDA COMO ESTRATÉGIAS FUNDAMENTAIS PARA VIABILIZAR NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO DURADOURO E VIRTUOSO NO BRASIL ALGUMAS PROPOSIÇÕES PRELIMINARES PARA O DEBATE SOBRE AVANÇOS ESTRUTURAIS Cézar Manoel de Medeiros Economista Doutor pelo IE-UFRJ Março/2006

2 iii SUMÁRIO 1 NOTAS INTRODUTÓRIAS 2 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO LONGO PERÍODO DE CRESCIMENTO BASEADO NO MODELO DE SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES 1930/ DO ENDIVIDAMENTO EXTERNO À BUSCA DA ESTABILIDADE EM UM PAÍS SEM RUMO 1980/2003 NEM TUDO FOI PERDIDO 4 RESTRIÇÕES, OU POTENCIALIDADES (?), PARA A RETOMADA CONSISTENTE DO CRESCIMENTO INICIATIVAS DE GOVERNO NA DIREÇÃO DE AVANÇOS ESTRUTURAIS ENTRE 2003/05 PROPOSIÇÕES PARA MAIOR INCLUSÃO SOCIAL 5 DESEMPENHO EMPRESARIAL RECENTE E GERAÇÃO DE EXCEDENTES FINANCEIROS FAVORÁVEIS AOS INVESTIMENTOS 6 OBSOLETISMO GOVERNAMENTAL DE GESTÃO, MECANISMOS OPERACIONAIS DISPONÍVEIS E INOVAÇÕES INSTITUCIONAIS PARA FINANCIAMENTO DE INVESTIMENTOS APÊNDICE 1 AGENDA PRELIMINAR PARA UM PLANO DE METAS MAIOR OUSADIA PARA 2006/10

3 APÊNDICE 2 FORMULAÇÃO SIMPLIFICADA DA PROPOSTA iv

4

5 1 1 NOTAS INTRODUTÓRIAS O objetivo central deste texto é mostrar que é estratégico distribuir a riqueza (estoque) e a renda (fluxos) para garantir novo ciclo virtuoso e duradouro de desenvolvimento em seu sentido mais amplo: crescimento econômico e redução das desigualdades sociais e regionais. Não se trata de crescer com distribuição de renda e muito menos crescer para distribuir renda. São necessários, e possíveis, significativos avanços estruturais de política econômica, inclusive mudanças de postura do BC, já a partir de O Brasil poderá crescer entre 6 a 7% segundo suas próprias potencialidades sem risco de recrudescimento da inflação desde que atinja entre 23 a 25% de formação bruta de capital fixo (taxa anual de investimento) do PIB por ano. Porém, aumentar investimentos exige redução significativa de juros reais para alcançar patamar de cerca de 3% ao ano e, principalmente, expandir o mercado interno (inclusão e distribuição de renda) e o mercado externo através de aumento da competitividade que demanda elevar a escala e modernizar a estrutura produtiva, ou seja, incrementar o mercado interno. Este texto apresenta proposições pragmáticas para o debate, considerando que melhorar a distribuição da renda e da riqueza, bem como para superar problemas de infra-estrutura são, no atual estágio de desenvolvimento do Brasil, os pré-requisitos fundamentais para promover um novo ciclo de crescimento duradouro e virtuoso. As sugestões supõem, em primeiro lugar, que novos sistemas fiscal/tributário/previdenciário e trabalhista serão estruturados com o duplo objetivo: redução da carga tributária para estimular investimentos e nova composição de encargos visando aumentar o nível de emprego e melhorar a distribuição da renda e da riqueza (aumento de impostos diretos, redução de impostos indiretos, etc.) e, em segundo lugar, uma profunda mudança de postura do BC: flexibilizar, seletiva e, ativamente, depósitos compulsórios e

6 2 redescontos, além de diminuir a taxa SELIC para alcançar 3 a 4% ao ano de juros reais, em um período de 2 anos, o que possibilitará reduzir e alongar o perfil da dívida pública, atingir uma taxa de câmbio capaz de manter superavitário o balanço transações correntes e estimular investimentos em infra-estrutura, em expansão da capacidade produtiva e em modernização tecnológica. Aqui, cabe chamar a atenção que as livres forças de mercado não são capazes de promover adequadamente os objetivos apontados, o que nos leva a considerar que é imprescindível o exercício de ativa coordenação de governo. RANGEL * identificou que o Brasil atravessava, em meados da década de 80, uma nova fase de dualidade básica: elevada fragilidade financeira do setor público e das empresas estatais, o que inviabilizava investir em infraestrutura e em setores intensivos de capital, como observado entre 1950/80 e, de outra parte, excedentes financeiros crescentes gerados pelo setor privado em processo acelerado de geração de lucros. Em outras palavras: a caracterização de um pólo de antiociosidade e outro de ociosidade. O governo, e particularmente o BNDES, equivocadamente utilizaram o diagnóstico de RANGEL para implementar um processo de privatização sem quaisquer objetivos. E o mais grave: usaram recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e outros recursos fiscais e parafiscais (títulos públicos a vencer pelo valor de face, denominados de moedas podres) para financiar aquisições de estatais, a preços aviltuados, pelo setor privado, o que agravou ainda mais a fragilização financeira do setor público. Resgatando RANGEL *, tomamos a hipótese que o Brasil apresenta, em síntese, um quadro que pode ser classificado como de Dualidade Contemporânea, cuja busca de sua eliminação promoverá a expansão de mercado interno, a elevação da competitividade externa e, com certeza, um * RANGEL, Ignacio. Recursos Ociosos e Política Econômica. São Paulo, * RANGEL, Ignacio. Recursos Ociosos e Política Econômica. São Paulo, 1980.

7 3 novo ciclo de desenvolvimento consistente e, o mais importante, virtuoso no que tange à redução significativa das desigualdades sociais e regionais. É nítida a existência de um pólo de ociosidade que concentra recursos excedentes, ou até mesmo ociosos, constituído de: bancos/instituições financeiras (seguradoras/fundos de pensão/administradoras de planos de previdência), que tem obtido lucros crescentes durante os últimos 20 anos; rentistas nacionais (cerca de 10% da população, que sempre se apropriou de mais de 50% dos fluxos anuais da renda nacional 46% em 2004, segundo último PNAD e que tem propensão média a consumir de 60% de seus rendimentos, logo poupam 40% de seus ganhos, o que equivale a uma poupança agregada de cerca de 20% da renda nacional); detentores de riquezas financeiras e patrimoniais acumuladas que geram efeitos-riqueza na forma de: juros, lucros, dividendos, aluguéis, remessas de lucros para o exterior; rentistas (especuladores) do exterior que, devido aos elevados juros reais praticados no Brasil em comparação com o resto do mundo, realizam aplicações financeiras de curto prazo (capitais externos voláteis) no mercado financeiro brasileiro; multinacionais, as quais, sempre que os juros reais estão elevados no Brasil e, ao mesmo tempo, o real está valorizado, antecipam vultosas remessas de lucros e de dividendos para o exterior; governos, os quais, mesmo administrando escassez, não são capazes de definir as melhores prioridades, o que resulta em má alocação de recursos públicos. De outro lado, é também nítida a existência de um pólo de anticiosidade que reúne setores que demandam elevados requisitos de investimentos:

8 4 extratos sociais de baixo poder aquisitivo que devem ser incluídos na sociedade de consumo de massas através da apropriação de parcelas da renda e da riqueza das camadas sociais que vem participando do processo histórico de concentração da renda no Brasil; seja através de prioridades em programas de moradia popular, de transportes coletivos, de saneamento básico, de segurança alimentar, de saúde e de educação; seja através de adequadas políticas de criação de emprego, de recuperação do salário mínimo e do salário real em função da produtividade do trabalho; seja através de um novo modelo da previdência; setores de infra-estrutura de energia, de saneamento básico, de rodovias, de ferrovias, de portos e de logística de um modo geral, cujos investimentos possibilitam otimizar o aproveitamento de sinergias, complementariedades e externalidades empresariais setoriais e regionais; segmentos produtivos e sociais que demandam significativos avanços tecnológicos; cadeias intersetorias, que oferecem concretas oportunidades para ampliar vantagens comparativas e competitividades sistêmicas através de adensamento e de enobrecimento de seus principais elos. É estratégico, portanto, mobilizar, adequadamente, os mecanismos operacionais disponíveis e, ao mesmo tempo, criar novos instrumentos institucionais capazes de promover a transferência de recursos excedentes do pólo de ociosidade para investimentos em setores que constituem o pólo de antiociosidade, o que poderá impedir, ou pelo menos minimizar riscos de fortalecimento do rentismo, de avanços do capital financeiro, da antecipação de remessas de lucros para fora do Brasil como observados em períodos com semelhantes características (alta taxas de juros e baixa relação US$/R$) e, o mais grave: queima de poupança acumulada/diminuição da formação de

9 5 poupança através da diminuição da contribuição dos participantes e dos patrocinadores dos fundos de pensão que alcançaram reservas técnicas superiores aos seus compromissos atuariais devido às alienações de participações em ativos de renda variável, em obediência às pressões da SPC, do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional. No capítulo 2 foram sintetizados as principais características do longo período de crescimento econômico baseado no modelo de substituição de importações entre 1930 e 1980, salientando, todavia, como um processo de financiamento centrado no endividamento externo resulta em entraves para novas etapas de crescimento. O capítulo 3 descreve o período de 1980 a Procura mostrar que a busca de estabilidade em um país sem rumo ou sem um projeto nacional de desenvolvimento, teve, mesmo assim, resultados que podem servir como parâmetros para a retomada de um novo ciclo duradouro e virtuoso de desenvolvimento. O capítulo 4, com alto nível de especulação, sugere que adequado tratamento das principais restrições pode ser fundamental para, ao mesmo tempo, promover maior inclusão social no processo de retomada do desenvolvimento. O capítulo 5 visa chamar a atenção que o desempenho empresarial recente possibilita canalizar parcela da geração de recursos excedentes para promover investimentos em programas de inclusão de segmentos sociais; em projetos fundamentais de infra-estrutura; em iniciativas propulsoras de desenvolvimento tecnológico e na expansão/modernização da estrutura produtiva. Em outros termos: é perfeitamente factível financiar a melhoria da distribuição de renda através de novos projetos de inclusão social e de novas prioridades que elevem o poder aquisitivo das classes trabalhadoras, bem como estruturar novo padrão de financiamento para viabilizar investimentos em infra-estrutura e na expansão/modernização da capacidade produtiva,

10 6 desde de que sejam canalizados recursos do pólo de ociosidade para o pólo de antiociosidade. O capítulo 6 contempla proposições de inovações institucionais e de mobilização de instrumentos operacionais disponíveis, inclusive do Banco Central e dos Bancos Oficiais, para superar as restrições apontadas, estimular investimentos, especialmente em infra-estrutura e no adensamento/enobrecimento de cadeias intersetoriais estratégicas. O apêndice apresenta uma formulação simplificada do modelo sugerido.

11 7 2 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO LONGO PERÍODO DE CRESCIMENTO BASEADO NO MODELO DE SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES 1930/1980 O Brasil está sem um consistente projeto nacional de desenvolvimento desde o início da década de O período de 1930 a 1964 foi exaustivamente analisado por Bielschowsky (Pensamento Econômico Brasileiro O Ciclo Ideológico do Desenvolvimento), enquanto o período de 64 a 80 mereceu profundas analises de autores dedicados aos estudos da economia brasileira. Cabe citar as contribuições de: A. B. Castro (Economia Brasileira em macha forçada, O Capitalismo ainda é aquele, etc.), Ignacio Rangel (Recursos Ociosos e Política Econômica). Artigos de Carlos Lessa, de José Serra, de Maria da Conceição Tavares, de Paul Singer, de João Sayad, de Luís Gonzaga Belluzzo, de Jorge Chami Batista, entre outros, devem ser considerados com o mesmo grau de importância. O II PND, último Projeto Nacional implementado entre 1974/79, que orientou o Governo Geisel, teve como objetivo principal a complementação do parque industrial brasileiro para torná-lo diversificado e integrado via adensamento de importantes cadeias intersetoriais. Mesmo diante de dois choques de preços do petróleo, que resultaram em brusca mudança dos preços relativos em um País altamente dependente de importação do óleo bruto, o qual pesava significativamente na matriz energética, o Brasil, turbinado pelo Estado Empresário e pela elevada liquidez internacional, cumpriu arrojado programa de investimentos na infraestrutura e na indústria. Foram priorizados os setores de energia (hidrelétricas, pró-álcool, petróleo), de telecomunicações, de grandes rodovias, de siderurgia, de petroquímica, de fertilizantes, de bens de capital, os quais dinamizaram a economia como um todo. E o País alcançou taxas

12 8 médias de crescimento de aproximadamente 7% ao ano em um período de relativa recessão mundial. Porém, como financiara significativas parcelas daqueles investimentos com empréstimos externos a taxas flutuantes, o Brasil ficara altamente vulnerável e, como fator agravante, o choque de preços do petróleo se fez acompanhar da quase quintuplicação das taxas de juros (de cerca de 5% ao ano para até 26% ao ano) em um momento em que os investimentos do II PND ainda não haviam entrado em plena operação. A conseqüência disso foi uma rápida elevação do endividamento externo, sem contrapartida na melhoria da balança comercial, tanto devido à rigidez das importações - principalmente de petróleo e insumos básicos - quanto devido à timidez de uma pauta de exportações pouco diversificada. A alternativa foi estabelecer um acordo com o FMI no começo de A ortodoxia desse acordo, em que pesem as sucessivas desobediências das autoridades brasileiras, não deixou de exercer influências, as quais, de certa forma, deram início ao desmonte do Estado como promotor do desenvolvimento. Logo, o II-PND implementado no período Geisel, pode ser criticado pelo excesso de projetos altamente intensivos em capital, tanto para avançar no processo industrialização, quanto para criar externalidades com ousados projetos de infra-estrutura de energia, de transportes e de telecomunicações, em um período muito curto e financiados com recursos externos a taxas flutuantes, o que comprometeu o desempenho da década de No entanto, também na década de 1980, podemos observar vários equívocos decorrentes de diagnósticos incompletos, às vezes carregados de vieses ideológicos, que deram inicio ao enfoque neoliberal. Os equívocos principais disso foram o abandono de projetos de investimentos, o desmonte dos órgãos de planejamento e de importantes instituições colegiadas (CDI,

13 9 CONCEX, CDE, CDS, etc.), bem como o inadequado tratamento do setor produtivo estatal e dos órgãos de planejamento. O País obteve uma taxa média de crescimento do PIB da ordem de 7,0% ao ano durante o período de 1930 a 1980 e, especialmente, de 1950 a 1980 intensificou o processo de industrialização e de urbanização. Entre as principais características daquela longa etapa de crescimento, cabe ressaltar: 1 o estágio de industrialização tardia impôs a geração de infraestrutura como externalidades para atrair investimentos privados e envolveu pesados investimentos visando aumentar a atratividade para investimentos setoriais e regionais; 2 a necessidade de garantir baixo custo de capital resultou na participação do Estado empresário e na canalização de recursos fiscais, parafiscais e subsídios creditícios para viabilizar investimentos na infra-estrutura física (grandes rodovias, hidrelétricas, telecomunicações) e em setores de baixa rotatividade dos ativos, longo-prazo de maturação e baixa lucratividade de curto-prazo (siderurgia, petroquímica, fertilizantes, máquinas, etc.), em detrimento dos gastos sociais (educação, saúde, saneamento básico). Ferrovias e portos também foram pouco priorizados; 3 a acumulação de capital diante de elevadas necessidades de investimentos em relação ao PIB (aproximadamente 30% de investimentos em relação ao PIB) para alcançar cerca de 7 a 8% de crescimento econômico por ano, exigiu vultosos incentivos para as empresas setoriais e regionais estratégicas. A principal característica do modelo de investimentos setoriais e regionais intensivos em capital foi a composição do tripé: empresas multinacionais, empresas privadas nacionais e empresas estatais, especialmente nos setores siderúrgico, petroquímico, fertilizantes, bens de capital, telecomunicações e energia;

14 10 4 o processo de tomada de decisões se deu através de um aparato institucional altamente concentrado e do uso intensivo de alguns órgãos governamentais estratégicos, particularmente os ministérios voltados para infra-estrutura, o Planejamento e a Fazenda, as grandes empresas estatais, o BNDES, o Banco do Brasil, o BNH, etc. O modelo institucional foi gradativamente aperfeiçoado e, durante o Governo Geisel, os órgãos colegiados (CDE, CDS, CDI, CONCEX, etc.) exerceram funções fundamentais para o cumprimento de metas traçadas pelo II-PND; 5 a melhoria da distribuição de renda foi conseqüente apenas do crescimento do nível de emprego e do salário em relação à renda nacional como resultado de elevadas taxas de crescimento econômico observadas durante o período, especialmente entre 1950 e Uma característica importante observada em todo o período de 1930 a 1980, diz respeito ao desinteresse das empresas investirem em infra-estrutura devido à baixa rentabilidade esperada e ao longo-prazo da maturação dos projetos (Ver capítulo 4 e 5).

15 11 3 DO ENDIVIDAMENTO EXTERNO À BUSCA DA ESTABILIDADE EM UM PAÍS SEM RUMO 1980/2003 NEM TUDO FOI PERDIDO Este capítulo, intencionalmente provocativo, pretende abordar aspectos pouco analisados sobre o extenso período de baixo crescimento econômico médio, de modo a traçar uma agenda para o debate sobre as concretas possibilidades de o Brasil aproveitar novas oportunidades para experimentar um ciclo duradouro e sustentado de crescimento, mesmo levando em conta que a economia brasileira, que no passado figurava entre as que mais rapidamente se expandiam no mundo, passou a crescer algo como 2% ao ano a partir de Do início da década de 1980 até meados de 1990, o país conviveu com três restrições principais para crescer: vulnerabilidade externa, desequilíbrios das contas públicas e pressões inflacionárias. Porém, já a partir de inicio da década de 1990, a economia brasileira dispunha de duas alternativas para retomar o crescimento. A primeira, formatada de modo abrangente e operacionalmente detalhada no nível setorial, foi proposta * pelo Banco do Brasil. Apresentava sugestões para solucionar cada restrição (inflação, vulnerabilidade externa, desequilíbrio das contas públicas, concentração da renda) e, tendo como pano de fundo a estruturação de uma ampla sociedade de consumo de massas; a expansão do mercado interno; a elevação da escala de produção e a modernização da estrutura produtiva; a redução de desigualdades sociais e regionais; e a inserção soberana do Brasil na economia mundial. A segunda alternativa, denominada Integração Competitiva do Brasil na Globalização, foi proposta pelo BNDES e, foi a opção escolhida: as equipes econômicas vêm, desde 1990, cumprindo os princípios estabelecidos * Bases para um projeto nacional de desenvolvimento O Papel do Banco do Brasil no novo ciclo de desenvolvimento Ajustes Estruturais para o Planejamento Estratégico Presidente: Dr. Mário J. G. Bérard; Coordenador: Cézar Manoel de Medeiros. Banco do Brasil, 1988/89.

16 12 pelo consenso de Washington, nem sempre praticados pelos próprios países desenvolvidos: - abertura comercial sem qualquer planejamento e acompanhada de significativa valorização do real; - liberalização financeira; - privatizações sem compromissos com investimentos e com o desenvolvimento tecnológico no país; - igualdade de tratamento interno entre o capital nacional e o capital estrangeiro, o qual dispõe de significativas vantagens comparativas em seus países de origem; - quebra de monopólios estatais estratégicos; - reformas (tributárias, previdenciária, trabalhista, etc.), que se caracterizam pela modernização conservadora, ou seja, transferindo ao setor privado tarefas de governo em prejuízo de avanços nos níveis do bem-estar social. No que se refere à abertura comercial, o governo brasileiro vem reduzindo as alíquotas de importação, desde 1994, de mais de cinco mil produtos, com o objetivo de garantir o abastecimento e controlar os preços internos. A medida, contudo, colocou em risco o parque industrial nacional. Além de resultar na elevação do desemprego e dos desequilíbrios sociais, provocou déficits crescentes na balança comercial, que foram compensados com empréstimos externos e/ou queima de reservas cambiais. A redução das alíquotas de importação ocorreu em um período em que o Real estava sobrevalorizado, o que, por si só, já constituiu em incentivos para importar e desestímulos para exportar. Após cinco anos de freqüentes e crescentes déficits comerciais, as forças de mercado impuseram ao País uma maxidesvalorização em janeiro de 2000; cujos danos, felizmente, foram menores do que os previstos. Em poucas palavras: a sociedade brasileira está sendo vítima de um debate acadêmico que teve início há cerca de quase 20 anos. Trata-se, de um

17 13 lado, da interpretação sobre a evolução da indústria brasileira que enfatiza os planos nacionais de desenvolvimento e o estratégico papel do Estado e, de outro lado, os fervorosos defensores do livre mercado (os neoliberais de plantão), legítimos representantes dos novos clássicos norte-americanos. De um lado, estão analistas que aprofundaram avaliações do II PND no contexto do processo de industrialização brasileira e concluíram que o Brasil havia alcançado uma estrutura produtiva altamente integrada e diversificada capaz de gerar, estruturalmente, superávits em sua balança comercial devido ao baixo coeficiente de importações e à possibilidade de valorizar e de elevar exportações. A conclusão capacidade estrutural de gerar superávits comerciais estava, no entanto, baseada na continuidade de uma política industrial ativa e na manutenção de taxas de câmbio de equilíbrio capazes de, no tempo, elevar a produtividade e a competitividade da indústria nacional de modo a integrar, de forma organizada e coordenada, a estrutura produtiva brasileira na globalização da economia. De outro lado, estão as várias equipes econômicas dos governos a partir de 1990, na medida em que seguiram o receituário neoliberal proposto pela escola de pensamento econômico denominado de novo clássico, tem enorme dificuldade para interpretar a história e a dinâmica produtiva envolvidas nas análises que consideram o tempo uma variável estratégica na interpretação econômica. Não é por outra razão que confundiram, e ainda confundem, os proponentes de políticas industrial e de comércio exterior ativas através do exercício de funções estruturantes e de coordenação do governo, como defensores de proteção indesejável de empresários nacionais ineficientes. Neste contexto, nem mesmo o sucesso do Plano Real no controle da inflação e na recuperação do poder de consumo foram insuficientes para promover constante retomada do crescimento devido à valorização do real e

18 14 os desequilíbrios da contas públicas, o que resultou na desintegração de setores intensivos em mão-de-obra, na desestruturação de importantes cadeias produtivas e de seus elos intersetoriais; no significativo aumento do desemprego, no baixo crescimento econômico; a menor arrecadação tributária; no aumento dos encargos financeiros das dívidas interna e externa; e na menor capacidade de realizar investimentos sociais. Foram, em outras palavras; os principais resultados da prática neoliberal no Brasil, da equipes econômicas pós Aqui, é necessário, desde logo, chamar a atenção que circula uma nova proposta de choque tarifário preparada pela atual equipe econômica que precisa ser amplamente debatida. Em um ambiente de valorização do real e elevada taxas de juros, o Ministério da Fazenda está propondo reduzir a taxa máxima de importações de 35% para 15%, a média de 15% para 7,4% e a mínima para zero, o que atingirá vários setores e, conseqüentemente, diminuirá a competitividade principalmente dos agronegócios e de importantes cadeias setoriais. O resultado será, sem dúvida, novo agravamento das contas externas. Desconsiderando tal proposta, a longa quase-estagnação, por maiores que sejam os problemas dela herdados, afeta, segundo Castro 1, também positivamente, o desempenho que pode ser alcançado pela economia, daqui, para a frente. Para o autor, uma corrente acredita que a economia brasileira está, aos poucos, retomando o caminho do crescimento sustentável. De acordo com esta corrente, já seria mesmo possível crescer de forma sustentada sendo, no entanto, crucialmente importante, não exceder certos limites, inferidos, através das informações disponíveis acerca do crescimento observado no passado. Caso tais limites sejam excedidos, com já foi anteriormente 1 CASTRO, Antônio Barros de. A hipótese do crescimento rápido e sustentável. Brasília, 2004 (texto para discussão.

19 15 assinalado, os equilíbrios macroeconômicos que tanto custaram à economia e à sociedade voltam a ser ameaçados. Outra corrente tem a convicção de que as reformas estruturais introduzidas no país nos últimos 15 anos, apontavam na direção certa, mas não teriam sido suficientes para implantar neste país, uma verdadeira economia de mercado. Nesta perspectivas caberia, pois, retomar e aprofundar as reformas. Este grupo tende ainda a colocar num primeiro plano a abertura financeira, vista como condição para o rebaixamento das taxas reais de juros sem o que não seria supostamente possível, retomar o crescimento. Uma terceira corrente se caracteriza por colocar e manter no centro da discussão a fragilidade (e a instabilidade) tantas vezes demonstrada por esta economia. Nesta perspectiva, para a economia voltar a crescer sustentadamente, acredita-se que o regime de políticas macro deve ser alterado. Neste grupo, alguns acrescentam que outras políticas, como, destacadamente, as políticas industriais e tecnológicas, teriam, também, que voltar a ser implementadas. Antes disto não se colocaria, sequer, a possibilidade do crescimento rápido e sustentado. Para esta abordagem as transições devem ser entendidas a partir de fatores explicativos idiossincrátivos. A importância da conclusão dificilmente poderia ser exagerada, e ela será aqui fundamentalmente acatada: trata-se da literatura sobre catch up (emparelhamento). O autor conclui: ao valorizar a longa quase-estagnação pretende-se colocar em destaque possibilidades nela contidas e não realizadas. O procedimento parece plenamente justificar-se, na medida em que se admita que no período que estamos (possivelmente) deixando para trás e que se estende de 1980 a 2003 muitas decisões foram bloqueadas, muitas oportunidades foram, quando muito, semi-exploradas. Se assim é, o futuro, não deve ser pensado como projeção mecânica (e repetitiva) do passado: ele deverá combinar a exploração de oportunidades represadas, com o

20 16 desenvolvimento de oportunidades inteiramente novas. Assim, cabe chamar a atenção para o fato maior que os últimos anos estão muito longe de apresentar o marasmo associado a estagnações duradouras, tanto na forma, como no conteúdo, a instabilidade e seus mecanismos foram mudando ao longo do tempo: curiosa mescla de baixo dinamismo e alta mudança o que não pode ser omitida ao se tentar avaliar o potencial de crescimento da economia. Sintetizar este longo período (1980/2003), é necessário, portanto, realçar suas principais características: - uma primeira fase, que se estende de 1980 a 1994, é dominada pela crise da dívida e suas seqüelas, bem como pela quase hiperinflação e as tentativas, mais ou menos dramáticas, de evitá-la. Durante este período, nas ocasiões em que se logrou obter um relativo controle sobre a macroeconomia, afastando-se com isto a ameaça da insolvência externa e do espectro da hiperinflação, verificaram-se episódios de crescimento. O mais notável deles, ocorreu após o pleno amadurecimento dos grandes projetos integrantes do II PND e o brutal esforço de ajustamento levado a afeito por Delfim de 1981 a O surto inclui o breve episódio do Plano Cruzado e nele a economia cresceu, em média, 7% ao ano entre 1984/86 ; - o segundo período surge com o êxito extraordinário do Plano Real, no que toca a estabilização monetária. A impulsão com que se afirma o crescimento é notável. Mas o descompasso entre a altíssima propensão a importar e o medíocre desempenho das exportações (reflexo da sobrevalorização cambial), o desequilíbrio fiscal crescente, a sucessão de crises internacionais (México, Ásia, Rússia) e a virulência das respostas dadas pelos gestores da política macro (via taxas de juros, resultam na erosão da confiança da economia submetida a uma forte instabilidade. Esta, que abandonara a esfera dos preços, recrudescia no âmbito das atividades

21 17 produtivas. Ainda assim é importante chamar a atenção para a intensa reestruturação microeconômica observada neste segundo período, tanto como resposta à intensa abertura, sem qualquer planejamento, mas também em decorrência da miragem de um amplo mercado de massas, surgida na euforia pós-estabilização ; - a terceira fase, que se estende de 1999 até 2003, está inequivocamente associada à exitosa desvalorização de Convém frisar que à desvalorização combinou-se pelos menos uma mudança de fundamental importância: a adoção, da segunda metade de 1998 até o presente, de uma política fiscal crescentemente severa e, além disto, o novo quadro traria consigo a adoção do chamado regime de metas inflacionárias. A retomada do crescimento sustentável, aguardada por alguns para este terceiro período, mostrou-se, contudo, mais uma vez, uma hipótese equivocada. Em suma, em março/abril de 2001, o nada desprezível surto de crescimento iniciado no segundo trimestre de 1999 ruiu com o castelo de cartas. Um novo mergulho viria ainda a ocorrer em 2002, cortando o fôlego de uma curta retomada iniciada poucos meses antes. Finalmente, é importante frisar que a experiência histórica extraída de vários países, revela que estão presentes, também no Brasil, determinados conjuntos de condições capazes de induzir duradouros ciclos de crescimento econômico. É claro, no entanto, que são necessárias mudanças de postura da política monetária e cambial, bem como avanços de coordenação governamental. (Ver capítulos 4 e 6) - o primeiro conjunto diz respeito às possibilidades de melhor aproveitamento de vantagens comparativas estáticas tais como a exploração de recursos naturais (minérios estratégicos, petróleo, etc.) e a adequada geração de vantagens comparativas dinâmicas (inovador sistema de financiamento dos investimentos, diferenciado aparato de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico, etc.) capazes de estimular

A POSTURA DO GOVERNO DIANTE DA CRISE PRESERVAR O NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO EM CURSO A ATUAÇÃO CONTRADITÓRIA DO BACEN

A POSTURA DO GOVERNO DIANTE DA CRISE PRESERVAR O NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO EM CURSO A ATUAÇÃO CONTRADITÓRIA DO BACEN 1 A POSTURA DO GOVERNO DIANTE DA CRISE PRESERVAR O NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO EM CURSO A ATUAÇÃO CONTRADITÓRIA DO BACEN Cézar Manoel de Medeiros* O Novo Ciclo de desenvolvimento em curso no Brasil é

Leia mais

Cézar Manoel de Medeiros*

Cézar Manoel de Medeiros* CRISE GLOBAL E O PAPEL DO SETOR PÚBLICO NO BRASIL ALGUMAS PROPOSIÇÕES PARA DISCUSSÃO Cézar Manoel de Medeiros* O Brasil reúne condições propícias para manter o novo ciclo duradouro de crescimento econômico

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia

Disciplina: Economia ECN001. Macroeconomia Disciplina: Economia ECN001 Macroeconomia Orçamento do Setor Público É a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem realizadas por um Governo em um determinado exercício (geralmente um ano).

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO Fernando Ferrari Filho Resenha do livro Macroeconomia da Estagnação: crítica da ortodoxia convencional no Brasil pós- 1994, de Luiz Carlos Bresser Pereira, Editora 34, São Paulo,

Leia mais

Parte V Financiamento do Desenvolvimento

Parte V Financiamento do Desenvolvimento Parte V Financiamento do Desenvolvimento CAPÍTULO 9. O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS CAPÍTULO 10. REFORMAS FINANCEIRAS PARA APOIAR O DESENVOLVIMENTO. Questão central: Quais as dificuldades do financiamento

Leia mais

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil Davi Almeida e Rodrigo Ventura Macroplan - Prospectiva, Estratégia & Gestão Artigo Publicado em: Sidney Rezende Notícias - www.srzd.com Junho de 2007 Após duas décadas

Leia mais

Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações

Evolução Recente dos Preços dos Alimentos e Combustíveis e suas Implicações 1 ASSESSORIA EM FINANÇAS PÚBLICAS E ECONOMIA PSDB/ITV NOTA PARA DEBATE INTERNO (não reflete necessariamente a posição das instituições) N : 153/2008 Data: 27.08.08 Versão: 1 Tema: Título: Macroeconomia

Leia mais

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas

Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como Sonho Brasileiro.(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Na Crise - Esperança e Oportunidade. Desenvolvimento como "Sonho Brasileiro".(Desenvolvimento com Inclusão). Oportunidade para as Favelas Rio de Janeiro, 17 de setembro de 2009 Fórum Especial INAE Luciano

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750

BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR. Colégio Anglo de Sete Lagoas Prof.: Ronaldo Tel.: (31) 2106 1750 BRASIL EXCLUDENTE E CONCENTRADOR As crises econômicas que se sucederam no Brasil interromperam a política desenvolvimentista. Ocorre que o modelo de desenvolvimento aqui implantado (modernização conservadora

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Palma, G. (2002). The Three routes to financial crises In: Eatwell, J; Taylor, L. (orgs.). International Capital Markets: systems in transition. Oxford

Leia mais

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente BRICS Monitor A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente Agosto de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS BRICS Monitor

Leia mais

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC 27.03.12 Paulo Safady Simão Presidente da CBIC REPRESENTANTE NACIONAL E INTERNACIONAL DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MERCADO IMOBILIÁRIO SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES E CÂMARAS 62

Leia mais

Redução da Pobreza no Brasil

Redução da Pobreza no Brasil Conferencia Business Future of the Americas 2006 Câmara Americana de Comércio Redução da Pobreza no Brasil Resultados Recentes e o Papel do BNDES Demian Fiocca Presidente do BNDES Rio de Janeiro, 5 de

Leia mais

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS 1 Questão: Considere uma economia na qual os indivíduos vivem por dois períodos. A população é constante e igual a N. Nessa economia

Leia mais

TRABALHO DE ECONOMIA:

TRABALHO DE ECONOMIA: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUIUTABA - FEIT INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA DE ITUIUTABA - ISEPI DIVINO EURÍPEDES GUIMARÃES DE OLIVEIRA TRABALHO DE ECONOMIA:

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS

ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS ANEXO VII OBJETIVOS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA, CREDITÍCIA E CAMBIAL LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2007 (Anexo específico de que trata o art. 4º, 4º, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000)

Leia mais

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção

Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia. Prof.: Antonio Carlos Assumpção Curso DSc Bacen - Básico Provas 2001-2010 - Macroeconomia Prof.: Antonio Carlos Assumpção Contabilidade Nacional Balanço de Pagamentos Sistema Monetário 26- Considere a seguinte equação: Y = C + I + G

Leia mais

Avaliação de Conhecimentos. Macroeconomia

Avaliação de Conhecimentos. Macroeconomia Workshop de Macroeconomia Avaliação de Conhecimentos Específicos sobre Macroeconomia Workshop - Macroeconomia 1. Como as oscilações na bolsa de valores impactam no mercado imobiliário? 2. OquemoveoMercadoImobiliário?

Leia mais

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade II Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercados Financeiros Definição do mercado financeiro Representa o Sistema Financeiro Nacional Promove o fluxo de recursos através

Leia mais

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento)

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Nos dois últimos anos, vimos construindo as bases de um crescimento sustentável e socialmente benéfico para a grande maioria dos brasileiros.

Leia mais

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015

Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015 Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria São Paulo, 13 e 14 de maio de 2015 INOVAR É FAZER Manifesto da MEI ao Fortalecimento da Inovação no Brasil Para nós empresários Inovar é Fazer diferente, Inovar

Leia mais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais

Investimento internacional. Fluxos de capitais e reservas internacionais Investimento internacional Fluxos de capitais e reservas internacionais Movimento internacional de fatores Determinantes da migração internacional: diferencial de salários; possibilidades e condições do

Leia mais

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos Economia e Mercado Aula 4 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Oscilações dos níveis de produção e emprego Oferta e demanda agregadas Intervenção do Estado na economia Decisão de investir Impacto da

Leia mais

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil

A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil 28 set 2006 Nº 14 A queda da desigualdade e da pobreza no Brasil Por Antonio Prado 1 Economista do BNDES O salário mínimo subiu 97% de 1995 a 2006, enquanto a concentração de renda diminuiu O desenvolvimento

Leia mais

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO

O sucesso do Plano Real na economia brasileira RESUMO 1 O sucesso do Plano Real na economia brasileira Denis de Paula * RESUMO Esse artigo tem por objetivo evidenciar a busca pelo controle inflacionário no final da década de 1980 e início da década de 1990,

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil 1 A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil Guido Mantega Outubro de 2008 1 2 Gravidade da Crise Crise mais forte desde 1929 Crise mais grave do que as ocorridas nos anos 1990 (crise de US$ bilhões

Leia mais

PANORAMA DA ECONOMIA RUSSA

PANORAMA DA ECONOMIA RUSSA PANORAMA DA ECONOMIA RUSSA A Federação da Rússia é o maior país do mundo, com 17 milhões de km2. O censo de 2001 revelou uma população de 142,9 milhões de habitantes, 74% dos quais vivendo nos centros

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

Apresentação de Teresa Ter-Minassian na conferencia IDEFF: Portugal 2011: Coming to the bottom or going to the bottom? Lisboa, Jan.31-Fev.

Apresentação de Teresa Ter-Minassian na conferencia IDEFF: Portugal 2011: Coming to the bottom or going to the bottom? Lisboa, Jan.31-Fev. Apresentação de Teresa Ter-Minassian na conferencia IDEFF: Portugal 2011: Coming to the bottom or going to the bottom? Lisboa, Jan.31-Fev.1, 2011 Estrutura da apresentação Antecedentes Principais características

Leia mais

O Modelo de Desenvolvimento Brasileiro

O Modelo de Desenvolvimento Brasileiro GESTÃO DE MACROPOLÍTICAS PÚBLICAS FEDERAIS O Modelo de Desenvolvimento Brasileiro Esther Dweck Brasília Ministério do Planejamento 04 de fevereiro de 2014 O modelo de desenvolvimento brasileiro Objetivos

Leia mais

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Alessandro Golombiewski Teixeira Secretário-Executivo do MDIC Rio de Janeiro, Agosto de 2011 Introdução 1 Contexto

Leia mais

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006

DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 DESENVOLVIMENTO DAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, GERAÇÃO DE EMPREGO E INCLUSÃO SOCIAL. XII Seminario del CILEA Bolívia 23 a 25/06/2006 Conteúdo 1. O Sistema SEBRAE; 2. Brasil Caracterização da MPE; 3. MPE

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

Debate Sobre a Desoneração da Folha de Pagamento

Debate Sobre a Desoneração da Folha de Pagamento Debate Sobre a Desoneração da Folha de Pagamento Julho de 2011 1 Debate sobre desoneração da folha de pagamento deve ser feito com cautela e tendo como ponto de partida a compensação vinculada (principal

Leia mais

FGTS 45 ANOS DE DESENVOLVIMENTO O BRASIL E PROMOVENDO A CIDADANIA

FGTS 45 ANOS DE DESENVOLVIMENTO O BRASIL E PROMOVENDO A CIDADANIA FGTS 45 ANOS DE DESENVOLVIMENTO O BRASIL E PROMOVENDO A CIDADANIA Inês Magalhães Secretária Nacional de Habitação Ministério das Cidades Brasília, 24 de novembro de 2011 Política Nacional de Habitação

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

Uma política econômica de combate às desigualdades sociais

Uma política econômica de combate às desigualdades sociais Uma política econômica de combate às desigualdades sociais Os oito anos do Plano Real mudaram o Brasil. Os desafios do País continuam imensos, mas estamos em condições muito melhores para enfrentálos.

Leia mais

ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS. IETS Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade

ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS. IETS Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade ELABORAÇÃO DE CENÁRIOS ECONÔMICOS E SOCIAIS Uma proposta de trabalho para apresentação ao SESC Serviço Social do Comércio Preparada pelo IETS Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade Maurício Blanco

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o 101, de

Leia mais

Gestão de Finanças Públicas

Gestão de Finanças Públicas APRESENTAÇÃO Desde a primeira edição deste livro mencionamos como os avanços no arcabouço institucional e instrumental de gestão financeira foram relevantes para que o governo brasileiro, efetivamente,

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais IMF Survey PERSPECTIVAS ECONÓMICAS REGIONAIS África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais Por Jesus Gonzalez-Garcia e Juan Treviño Departamento da África, FMI 24 de Abril de 2014

Leia mais

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira +

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Fernando Ferrari Filho * e Luiz Fernando de Paula ** A recente crise financeira internacional mostrou que a estratégia nacional para lidar

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira

Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Ajuste Macroeconômico na Economia Brasileira Fundação Getúlio Vargas 11º Fórum de Economia Ministro Guido Mantega Brasília, 15 de setembro de 2014 1 Por que fazer ajustes macroeconômicos? 1. Desequilíbrios

Leia mais

APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO

APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO APRESENTAÇÃO NO INSTITUTO DO VAREJO 18 de Agosto de 2006 Demian Fiocca Presidente do BNDES www.bndes.gov.br 1 BRASIL: NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO Um novo ciclo de desenvolvimento teve início em 2004.

Leia mais

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Yoshiaki Nakano Escola de Economia de São Paulo Fundação Getulio Vargas 26 de Abril de 2006 Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil A Base do Novo

Leia mais

de 1,000 (um) for o IDH, melhor a qualidade de vida de sua população.

de 1,000 (um) for o IDH, melhor a qualidade de vida de sua população. RESULTADOS O Espírito Santo que se deseja em 2015 é um Estado referência para o País, na geração de emprego e renda na sua indústria, com conseqüente eliminação das desigualdades entre os municípios capixabas.

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1

A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1 A Dívida Paga-se Sempre Teodora Cardoso A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1 Teodora Cardoso As Duas Faces da Dívida Usada com moderação e sentido do risco, a dívida é um factor de desenvolvimento e promove o bem-estar.

Leia mais

ENGENHARIA CONSULTIVA FOMENTAR O PARQUE CONSULTIVO NACIONAL

ENGENHARIA CONSULTIVA FOMENTAR O PARQUE CONSULTIVO NACIONAL ENGENHARIA CONSULTIVA FOMENTAR O PARQUE CONSULTIVO NACIONAL A Engenharia Consultiva Nacional e a Construção da Infraestrutura Um breve diagnóstico O setor de infraestrutura apresenta aspectos distintos

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 63 março de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico A concentração bancária no Brasil é uma ameaça à justiça econômica e social 1 Quais as ameaças

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DE FINANÇAS 1 JUSTIFICATIVA A atividade empresarial requer a utilização de recursos financeiros, os quais são obtidos na forma de crédito e de

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer.

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer. Plano Brasil Maior 2011/2014 Inovar para competir. Competir para crescer. Foco e Prioridades Contexto Dimensões do Plano Brasil Maior Estrutura de Governança Principais Medidas Objetivos Estratégicos e

Leia mais

ipea A EFETIVIDADE DO SALÁRIO MÍNIMO COMO UM INSTRUMENTO PARA REDUZIR A POBREZA NO BRASIL 1 INTRODUÇÃO 2 METODOLOGIA 2.1 Natureza das simulações

ipea A EFETIVIDADE DO SALÁRIO MÍNIMO COMO UM INSTRUMENTO PARA REDUZIR A POBREZA NO BRASIL 1 INTRODUÇÃO 2 METODOLOGIA 2.1 Natureza das simulações A EFETIVIDADE DO SALÁRIO MÍNIMO COMO UM INSTRUMENTO PARA REDUZIR A POBREZA NO BRASIL Ricardo Paes de Barros Mirela de Carvalho Samuel Franco 1 INTRODUÇÃO O objetivo desta nota é apresentar uma avaliação

Leia mais

Usina Hidrelétrica de Belo Monte

Usina Hidrelétrica de Belo Monte Usina Hidrelétrica de Belo Monte PA Ao dar continuidade ao maior programa de infraestrutura do Brasil desde a redemocratização, o Governo Federal assumiu o compromisso de implantar um novo modelo de desenvolvimento

Leia mais

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras

Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras Política de Sustentabilidade das empresas Eletrobras 1. DECLARAÇÃO Nós, das empresas Eletrobras, comprometemo-nos a contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável, das áreas onde atuamos e

Leia mais

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO:

Fernanda de Paula Ramos Conte Lílian Santos Marques Severino RESUMO: O Brasil e suas políticas sociais: características e consequências para com o desenvolvimento do país e para os agrupamentos sociais de nível de renda mais baixo nas duas últimas décadas RESUMO: Fernanda

Leia mais

Discurso do presidente Alexandre Tombini na comemoração dos 30 anos da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC).

Discurso do presidente Alexandre Tombini na comemoração dos 30 anos da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC). São Paulo, 21 de março de 2013. Discurso do presidente Alexandre Tombini na comemoração dos 30 anos da Associação Brasileira de Bancos Comerciais (ABBC). Senhoras e senhores É com grande satisfação que

Leia mais

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil CRISTINA FRÓES DE BORJA REIS (*) O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre

Leia mais

Questões de Economia Cesgranrio. Macroeconomia

Questões de Economia Cesgranrio. Macroeconomia Macroeconomia Balanço de Pagamento 1. Cesgranrio ANP 2008 Especialista em Regulação) Quando um país tem um deficit no balanço comercial do seu balanço de pagamentos, pode-se afirmar que a) as exportações

Leia mais

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos

ipea 45 NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano anos ipea 45 anos NOTA TÉCNICA Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Rio de Janeiro, maio de 2009 1 Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano Marcio Pochmann

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc

ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc Mercadante_ANEXOS.indd 225 10/4/2006 12:00:02 Mercadante_ANEXOS.indd 226 10/4/2006 12:00:02 QUADRO COMPARATIVO POLÍTICA EXTERNA Fortalecimento e expansão

Leia mais

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL SEMINARIO FIESP REINDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL: CHAVE PARA UM PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO 4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL 26 agosto 2013 Carlos

Leia mais

Breve visão histórica sobre o planejamento no Brasil

Breve visão histórica sobre o planejamento no Brasil Breve visão histórica sobre o planejamento no Brasil A. Planos de desenvolvimento e de infra-estrutura (1949-1979) 1. Plano Salte (Governo Dutra, 1946-1950, desenhado em 1948, implementado a partir do

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95

DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 DIAGNÓSTICO SOBRE O CRESCIMENTO DA DÍVIDA INTERNA A PARTIR DE 1/1/95 JOÃO RICARDO SANTOS TORRES DA MOTTA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos, Desenvolvimento Econômico,

Leia mais

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06

PAINEL 9,6% dez/07. out/07. ago/07 1.340 1.320 1.300 1.280 1.260 1.240 1.220 1.200. nov/06. fev/07. ago/06 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ASSESSORIA ECONÔMICA PAINEL PRINCIPAIS INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA Número 35 15 a 30 de setembro de 2009 EMPREGO De acordo com a Pesquisa

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Sumário. Conceitos básicos 63 Estrutura do balanço de pagamentos 64 Poupança externa 68

Sumário. Conceitos básicos 63 Estrutura do balanço de pagamentos 64 Poupança externa 68 Sumário CAPÍTULO l As CONTAS NACIONAIS * l Os agregados macroeconômicos e o fluxo circular da renda 2 Contas nacionais - modelo simplificado 4 Economia fechada e sem governo 4 Economia fechada e com governo

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

O CÂMBIO E AS INCERTEZAS PARA 2016

O CÂMBIO E AS INCERTEZAS PARA 2016 O CÂMBIO E AS INCERTEZAS PARA 2016 Francisco José Gouveia de Castro* No início do primeiro semestre de 2015, o foco de atenção dos agentes tomadores de decisão, principalmente da iniciativa privada, é

Leia mais

O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito

O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito 3 ago 2006 Nº 7 O papel anticíclico do BNDES sobre o crédito Por Ernani Teixeira Torres Filho Superintendente da SAE Nas crises, sistema bancário contrai o crédito. BNDES atua em sentido contrário e sua

Leia mais

UNIJUI Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS ECONOMIA II PROFESSOR AGENOR CASTOLDI APONTAMENTOS DE MACROECONOMIA

UNIJUI Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS ECONOMIA II PROFESSOR AGENOR CASTOLDI APONTAMENTOS DE MACROECONOMIA UNIJUI Universidade Regional do Noroeste do Estado do RS ECONOMIA II PROFESSOR AGENOR CASTOLDI APONTAMENTOS DE MACROECONOMIA MATERIAL DE AUXILIO PARA AULAS DE ECONOMIA II CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS ANO

Leia mais

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo

A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A Importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo A importância dos Fundos de Investimento no Financiamento do Governo Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008

INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008 INOVAR E INVESTIR PARA SUSTENTAR O CRESCIMENTO Fórum do Planalto 03/07/2008 O momento e as tendências Fundamentos macroeconômicos em ordem Mercados de crédito e de capitais em expansão Aumento do emprego

Leia mais

Novos Prefeitos e Prefeitas 2013

Novos Prefeitos e Prefeitas 2013 Novos Prefeitos e Prefeitas 2013 Curso de Prefeitos Eleitos 2013 a 2016 ARDOCE Missão Ser um banco competitivo e rentável, promover o desenvolvimento sustentável do Brasil e cumprir sua função pública

Leia mais

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Março / 2015 Cenário Econômico Bonança e Tempestade Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Bonança Externa Boom das Commodities Estímulos ao consumo X inflação Importações e real valorizado 2

Leia mais

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Brasília, 02 de janeiro de 2015. Ministra Miriam Belchior, demais autoridades, parentes e amigos aqui presentes.

Leia mais

Núcleo de Inovação e Empreendedorismo. CRI Nacional. Relatório de Evento 11 de Dezembro de 2013

Núcleo de Inovação e Empreendedorismo. CRI Nacional. Relatório de Evento 11 de Dezembro de 2013 Data Núcleo de Inovação e Empreendedorismo CRI Nacional Relatório de Evento 11 de Dezembro de 2013 Encontro do CRI Nacional 11 de Dezembro de 2013 Cenários Econômicos e Impactos para a Inovação em 2014

Leia mais

Crise e respostas de políticas públicas Brasil

Crise e respostas de políticas públicas Brasil Crise e respostas de políticas públicas Brasil Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada BRASIL Jorge Abrahão de Castro Diretor da Diretoria de Estudos Sociais Brasília, 08 de setembro de 2009 Situação

Leia mais

Política Fiscal do Brasil: pós-crise x pré-crise?

Política Fiscal do Brasil: pós-crise x pré-crise? Política Fiscal do Brasil: pós-crise x pré-crise? José Roberto R. Afonso ANBIMA 14/6/213 2 Pós-Crise Metas Fiscais: contabilidade criativa esconde mudanças mais profundas como modelo de crescente endividamento

Leia mais

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO As condições para o financiamento do desenvolvimento urbano estão diretamente ligadas às questões do federalismo brasileiro e ao desenvolvimento econômico. No atual

Leia mais

Correlação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de Commodities

Correlação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de Commodities Correlação entre Termos de Troca e Preços Internacionais de Commodities Os termos de troca no comércio exterior são definidos pela relação entre os preços das exportações de um país e os das suas importações.

Leia mais

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012 RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria

Leia mais

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário

Boletim Econômico. Federação Nacional dos Portuários. Sumário Boletim Econômico Federação Nacional dos Portuários Agosto de 2014 Sumário Indicadores de desenvolvimento brasileiro... 2 Emprego... 2 Reajuste dos salários e do salário mínimo... 3 Desigualdade Social

Leia mais

ECONOMIA E GESTÃO DO SETOR PÚBLICO MÓDULO 7 O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

ECONOMIA E GESTÃO DO SETOR PÚBLICO MÓDULO 7 O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO ECONOMIA E GESTÃO DO SETOR PÚBLICO MÓDULO 7 O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO Índice 1. O Sistema Tributário Brasileiro...3 1.1. Breve histórico do sistema tributário brasileiro... 3 1.1.1. A reforma dos

Leia mais

Modernização da Gestão

Modernização da Gestão Modernização da Gestão Administrativa do MPF Lei de Responsabilidade Fiscal, Finanças Públicas e o Aprimoramento da Transparência Francisco Vignoli Novembro-Dezembro/2010 MPF - I Seminário de Planejamento

Leia mais