Transportes em questão: a importância geoeconômica das ferrovias para o Brasil 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Transportes em questão: a importância geoeconômica das ferrovias para o Brasil 1"

Transcrição

1 ECONOMIA DE TRANSPORTE AN P Transportes em questão: a importância geoeconômica das ferrovias para o Brasil 1 Márcio Rogério Silveira Professor doutor do Departamento de Geografia da Universidade Federal da Bahia - UFBA No presente trabalho, procurou-se resgatar a história econômica do setor ferroviário no Brasil e em Santa Catarina, além de entender a atual situação do setor, concedido à iniciativa privada após 1995, e suas perspectivas futuras. Nesse sentido, contextualizou-se a implantação e o desenvolvimento das ferrovias no Brasil e as influências por elas sofridas em virtude dos ciclos econômicos mundiais, das substituições de importações e dos pactos de poder empreitados ao longo da história brasileira. Os grupos envolvidos nesses pactos optaram pelas ferrovias (agroexportação), no início do ferroviarismo, e fizeram, após a década de 1930, a opção pelo rodoviarismo (mercado interno). O setor férreo entrou em estagnação e logo em decadência. O resultado foi a concessão do modo férreo, junto com outros setores, à iniciativa privada, na década de 1990, e uma série de aquisições e fusões, bem como a formação de monopólios. Um novo modelo de concessão e de investimentos em serviços públicos aqui é sugerido. Vale ressaltar que no atual governo há uma proposta de concessão e de investimentos em debate: são as Parcerias Público-Privadas (PPP). A IMPORTÂNCIA GEOECONÔMICA DAS ESTRADAS DE FERRO E DA PEQUENA PRODUÇÃO MERCANTIL PARA A FORMAÇÃO SÓCIO-ESPACIAL SUL-BRASILEIRA E CATARINENSE Em Santa Catarina, as ferrovias foram importantes para o progresso de algumas colônias, facilitando o transporte da produção dessas regiões. No oeste e no sul do Estado a passagem das ferrovias aju- 1. Este trabalho foi apresentado no VI Congresso Brasileiro de Geógrafos, realizado em Goiânia, entre 18 e 23 de julho de 2004, em comemoração aos setenta anos da Associação de Geógrafos Brasileiros - AGB. dou na implantação das colônias interioranas. Na região de Joinville e no vale do Itajaí, a construção de estradas de ferro foi uma exigência natural para a não estagnação econômica das colônias já implantadas. Por conseguinte, a capitalização da pequena produção mercantil caracterizou o desenvolvimento catarinense e as ferrovias tiveram destacada participação. Tanto Santa Catarina como todo o Sul do Brasil apresentaram diferenças, em relação às demais regiões brasileiras, no desenvolvimento econômico e, por conseqüência, ferroviário. O fator principal está na orientação econômica de cada uma delas e seu atrelamento com o tipo de produto e o mercado a que atendiam. Assim, o Sudeste, com a produção de café, atendeu muito mais ao mercado internacional e o Sul, com sua policultura, serviu mais ao mercado interno. Mas também se destacava no Sul a produção e principalmente o extrativismo para o mercado externo. Dessa forma, as ferrovias podiam transportar erva-mate, madeiras, carvão mineral etc. O resultado de todos esses fatos foi uma maior integração ferroviária no Sul, onde as ferrovias passaram a atender às principais regiões econômicas internas e secundariamente à exportação. No Sul as ferrovias tiveram um direcionamento muito mais radial do que longitudinal. 2 Muitas dessas estradas de ferro longitudinais transportavam produtos para os portos - como o de Porto Alegre - que dali seguiam, por cabotagem, para outras regiões do Brasil, como ocorreu com o charque e com os produtos coloniais e artesanais dos pequenos produtores, e para exportação. O porto de Porto Alegre localizase nas proximidades das principais áreas coloniais do Rio Grande do Sul e para esse ponto convergia boa parte das cargas do Estado gaúcho, inclusive a produção agrícola extensiva e os produtos derivados da pecuária do planalto e da campanha. No Sudeste prevaleceu o direcionamento interior-litoral para a agroexportação. Nesta região, a pequena produção mercantil com imigrantes estrangeiros também contribuiu para a formação de importantes regiões industriais, comerciais e de serviços, como em São Paulo. Claro que há ferrovias no Sul construídas para atender ao extrativismo e essas estradas geralmente têm o sentido longitudinal, ou seja, do interior para os portos e vice-versa. Entretanto, observouse que nas regiões extrativas não houve grande desenvolvimento econômico e social. Quando há esse desenvolvimento é porque houve uma combinação com a pequena produção mercantil em 2. Os trechos e estradas de ferro longitudinais são a Tereza Cristina, a EFSC, o Ramal São Francisco, a Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá e o trecho da Rede de Viação Gaúcha de Estradas de Ferro que atende ao porto de Pelotas e de Rio Grande

2 ascensão. Esse fato é observado na região carbonífera do sul de Santa Catarina, com a Ferrovia Tereza Cristina, na região do vale do Itajaí, com a Estrada de Ferro Santa Catarina, e no nordeste catarinense, com o Ramal São Francisco. Finalmente, conclui-se que essas estradas de ferro foram muito mais importantes para a transformação da pequena produção mercantil em relações capitalistas do que para o extrativismo. A falta de inversões no modal férreo brasileiro e a exploração que sofreu o Estado, pelos contratos leoninos (com garantias de juros), e a ineficiência das empresas estrangeiras, como a de Farquhar, comprometeram as finanças brasileiras e a consolidação de uma rede ferroviária totalmente integrada e eficiente até a década de Após essa data, ficou muito mais difícil a formação de uma rede ferroviária nacional integrada, porque o rápido desenvolvimento da industrialização e da urbanização, num país continental como o Brasil, necessitou de um meio de transporte mais barato para os cofres públicos e rápido para a integração territorial. As rodovias estavam sendo implantadas em todos os continentes. O Brasil aproveitou-se dessa conjuntura. Assim, atualmente, as estradas de ferro no país parecem mais uns emaranhados de pequenas redes ferroviárias regionais e inter-regionais. FERROVIARISMO E RODOVIARISMO NO CONTEXTO DA MODERNIZAÇÃO ECONÔMICA BRASILEIRA Conforme se consolida o processo republicano, consideráveis mudanças são gestadas e a nova República (1930) surge com profundas alterações no quadro geral da economia nacional. A expansão do mercado interno, o crescimento da indústria, o desenvolvimento voltado para dentro, através das substituições de importações, vão oferecer outra postura ao setor ferroviário, ou seja, este passa a fazer, também, a ponte para o transporte da produção industrial entre regiões produtoras e os mercados consumidores regionais. Essa era a vontade das elites política e econômica da terceira dualidade (Rangel, 1981). A elite política era composta pelos latifundiários, sobretudo os pecuaristas, e a elite econômica era composta pelos industriais, inclusive o originado da pequena produção mercantil de São Paulo e do Sul do Brasil. Assim, o pacto de poder da terceira dualidade tem interesse na integração do mercado nacional, para que seus produtos alcancem todo o território brasileiro. Pronuncia-se o fim dos arquipélagos regionais, de difícil articulação, num país continental como o Brasil. Essa integração ocorre pelo vertiginoso desenvolvimento das estradas de rodagem, mas também pela adaptação das ferrovias, atra- 51 vés da tentativa de construção de alguns ramais integradores. Foi por isso que, de 1930 a 1960, foram construídos, no Brasil, 6 mil quilômetros de linhas férreas (Brasil, vários números). Devido ao direcionamento dado às ferrovias no seu período de desenvolvimento, elas foram, e ainda são, incapazes de integrar completamente o mercado nacional. Assim, construção de uma rede ferroviária voltada para o mercado interno não se concretizou totalmente. Apesar de o governo de Getúlio Vargas procurar interligar, com pequenos trechos, alguns pontos ferroviários e desativar outros, antieconômicos, para possibilitar uma maior integração ferroviária nos locais onde já havia estradas de ferro, hoje se observa que a integração territorial brasileira é feita pelas rodovias e os traçados ferroviários, com alguma exceção no Sul, são, na maioria, voltados para um porto no litoral. Mas para se fazer a expansão da produção das elites da terceira dualidade e conquistar os consumidores dos arquipélagos econômicos, o meio mais rápido era, como afirma Rangel (1980), um transporte flexível, versátil, avesso ao planejamento e que comprometesse menos as verbas governamentais: o caminhão. E não poderia ser de outra forma. A integração das várias regiões brasileiras foi feita através das rodovias automobilísticas, que substituíram as ferrovias e passaram a ser a espinha dorsal dos transportes no Brasil. Essa dominação do modal rodoviário, iniciada pelo governo Vargas e consolidada nos governos de Kubitscheck e dos militares, se mantém até hoje. A maioria dos investimentos necessários para a consolidação rodoviária, mas também para a montagem das grandes empresas estatais brasileiras, foi realizada através do Estado. Nesse momento, o Estado viabiliza os principais investimentos, em infra-estruturas e em indústrias pesadas, capazes de desenvolver o capital produtivo nacional. Os grandes beneficiados são os industriais, lideres econômicos da terceira dualidade ( ). As rodovias foram importantes no desenvolvimento nacional e, em Santa Catarina, foram responsáveis pelo transporte dos produtos industrializados, contribuindo com uma outra forma de produção, a industrialização especializada. O Sul integra-se ao mercado nacional a partir do terceiro Kondratieff e também passa a fazer parte da terceira dualidade ( ). É nesse período que várias regiões sulinas passam por um vertiginoso desenvolvimento, abrigando, nas décadas seguintes, consideráveis conglomerados industriais e comerciais, além de áreas urbanas compostas por regiões metropolitanas e cidades médias repletas de serviços essenciais. Todas as mudanças envolvendo a economia nacional, a partir da década de 1930 até o final da década de 1960, originaram a estag- 52

3 nação do setor ferroviário. A partir da década de 1970, quando se inicia a crise do quarto Kondratieff (1973-?), até o primeiro lustro da década de 1990, o setor vive um profundo sucateamento. O período de decadência é verificado através do agravamento da estagnação do setor ferroviário, iniciado na década de Entretanto, política e economicamente, o início do período de decadência das ferrovias é nacionalmente conturbado. O Brasil vive contragolpes e golpes militares e a classe trabalhadora, representada por João Goulart, permanece pouco tempo no poder. Como as elites da terceira dualidade ainda são política e economicamente fortes, elas realizam, juntamente com os militares, o golpe de Estabeleceram-se os militares no comando institucional do Estado por 21 anos. Eles são subservientes ao pacto da terceira dualidade. É sobretudo no período dos governos militares que as ferrovias são ainda mais abandonadas. Entretanto, mesmo durante o período de crise internacional, iniciado com as duas crises do petróleo (1973/1979), o PIB brasileiro continua crescendo e supera o Produto Interno Bruto de muitas economias desenvolvidas. Ainda, nesse período, há substituições de importações e as infra-estruturas pesadas, como as hidroelétricas, as rodovias e a indústria petrolífera, são levadas adiante. Apesar do endividamento, a economia brasileira é pujante. Mas o período de euforia diminui consideravelmente com o fim do governo Geisel. A partir desse momento, agrava-se a crise do Estado e cresce o sucateamento das infra-estruturas públicas. POLÍTICA ECONÔMICA RECESSIVA E A SAÍDA DA CRISE: A CONTRIBUIÇÃO DO SETOR DE INFRA-ESTRUTURA FERROVIÁRIA Após a década de 1980, a retomada do crescimento brasileiro só pode ser feito com as concessões dessas infra-estruturas à iniciativa privada. Mas, para isso, o modelo de concessão de infra-estruturas tem que ser bem planejado e sério, atendendo, sobretudo, aos interesses nacionais. Mas o modelo que ocorreu a partir da década de 1990 foi prejudicial ao Brasil e realizou-se num momento de apostasia e de predomínio do capital financeiro internacional. Os representantes desses grupos foram Fernando Collor de Melo e Fernando Henrique Cardoso. Tanto o governo Collor, quanto o governo Fernando Henrique não estabeleceram grandes compromissos com a Nação brasileira. Na realidade, esses governos programaram seu desmonte a pedido dos agentes neoliberais. O momento era propício para isso, devido à crise do quarto Kondratieff e a indefinição da quarta dualidade. É nessas condições que as políticas neoclássicas espalham-se pelo mundo e atingem o Brasil. Os resultados para o setor estatal foram diversos, como o enfraquecimento dos sindicatos, a criação de agências reguladoras muito mais comprometidas com as concessionárias do que com o desenvolvimento nacional, índices de correções das tarifas públicas mais elevados que a inflação etc. Também se observa que, enquanto os ativos das empresas estatais foram transferidos para a iniciativa privada, os passivos, como o trabalhista e outros, ficaram com o Estado, como ocorreu com a concessão das estradas de ferro à iniciativa privada. O governo federal, a partir de 1995, inicia a concessão à iniciativa privada da RFFSA e da Fepasa. Muitas rodovias também foram concedidas, ou seja, são as estradas com pedágios. Critica-se, nesse trabalho, o modelo de concessão adotado, já que originou um contrato de concessão simples e cheio de falhas, e a política econômica que predominou nos últimos vinte anos foi recessiva e excessivamente ortodoxa. A preocupação do governo Fernando Henrique era livrarse dos prejuízos que a RFFSA deixava nos cofres públicos, ocasionando a estagnação do desenvolvimento desse modal, e a mudança na matriz de transporte nacional ficou em segundo plano. No setor férreo há má utilização da malha nacional. As concessionárias exploram e investem pouco e têm retornos financeiros imediatos, deixando de lado o desenvolvimento regional, como ocorreu no oeste agroindustrial e no oeste paulista, com a desativação de vários trechos ferroviários importantes. A indústria ferroviária nacional foi quase toda desmontada ou desnacionalizada, como a Mafersa, a Maxion, a Villares etc. e o que ocorre atualmente é a compra de equipamentos ferroviários no exterior, sobretudo usados, da Namíbia, África do Sul, Japão e outros países. Também são reformadas sucatas de vagões e de locomotivas, como ocorre na oficina da Ferrovia Tereza Cristina em Tubarão/SC. CONCESSÕES FERROVIÁRIAS À INICIATIVA PRIVADA: UM MODELO INADEQUADO Alguns dados, levantados por nós, mostram que a quantidade de carga transportada pelas ferrovias aumentou de 38,20 milhões de toneladas em 1995 para 52,76 milhões de toneladas em 2002 (Brasil, vários números). Entretanto, a porcentagem da participação das ferrovias, no transporte da produção nacional, não se alterou, ou seja, continua baixa (20,86%). Assim, mais de 60% da produção brasileira são transportados pelas rodovias. Após as concessões, observou-se que algumas concessionárias não cumpriram as metas estabelecidas pelo edital de concessão com relação à produção, à redução de aci

4 dentes e aos investimentos. As inversões realizadas pelos concessionários foram de R$ 1,4 bilhão. Esse montante foi insuficiente para a adequada recuperação das vias, bem como para a ampliação e melhoria dos materiais rodantes e permanentes. Desde as concessões, vem ocorrendo, no setor, um processo contínuo de reestruturação societária, com uma série de fusões, aquisições e formação de monopólios, como observado na América Latina Logística e nas ferrovias controladas pela Companhia Vale do Rio Doce. As ferrovias poderiam participar de forma mais significativa no desenvolvimento catarinense e de outros estados. Para isso seria necessária a implementação dos novos projetos ferroviários. Com esses novos projetos concluídos, em Santa Catarina, haveria um modal integrando, economicamente, as várias regiões aos portos e às rodovias e, pela primeira vez, se teria uma rede multimodal eficaz. 3 Da mesma forma que Santa Catarina seria beneficiada com essas obras infra-estruturais, outros estados brasileiros também o seriam. Por isso, é importante que haja um plano eficaz de investimentos em obras prioritárias nos estados, como energia, telecomunicações, transportes etc., mas desde que elas se articulem nacionalmente. Lembra-se que os equipamentos, ou seja, no caso das ferrovias, os materiais rodantes e permanentes e as construtoras ferroviárias precisam ser nacionais para que esses produtos não sejam importados e sim fabricados no Brasil, gerando empregos aqui. Também para que não haja fuga de capitais oriundos dos lucros das empresas estrangeiras. Com relação às várias ferrovias brasileiras, empresa por empresa, e sua respectiva importância para a economia nacional, deve-se alertar que elas são extremamente necessárias para a mudança na matriz dos transportes, em substituição ao domínio das rodovias. Cada uma delas é importante para a região onde exerce influência e, no conjunto, são fundamentais para o desenvolvimento nacional Mas, aparentemente, não há grandes esforços para sua implementação. Haveria, com essas construções (Ferrovia Litorânea e Ferrovia Leste-Oeste), um efeito multiplicador no Estado, através da geração de renda. O Estudo de viabilidade do sistema ferroviário no Estado de Santa Catarina, elaborado pela Enefer/STE, em 2003, mostra que, com a construção da Ferrovia Litorânea e da Ferrovia Leste-Oeste, seriam gerados empregos e se movimentaria uma renda total de R$ 11,85 bilhões, num prazo de trinta anos. Para isso, os investimentos iniciais para a construção das duas ferrovias chegariam a R$ 2,5 bilhões. Vale notificar que essas obras férreas em Santa Catarina não constam no Plano Plurianual de Todavia, o Estado receberá investimentos da ordem de R$ 1,203 bilhão, ou seja, quase quatro vezes o valor do PPA de (R$ milhões) em obras viárias. 4. Projetos que estão sendo tocados lentamente, como a Norte-Sul e a Ferronorte e outros projetos parados, também devem ser continuados, como o Ferroanel, em São Paulo; a construção do Ramal Ferroviário Estreito-Balsas, no Maranhão; a Transnordestina; a ampliação da Ferroeste, o Trem do Pantanal, entre Campo Grande e Corumbá etc. Para que isso ocorra é fundamental a participação da União. 55 Vale lembrar que o atual estágio de desenvolvimento das forças produtivas, no Brasil, exige transportes mais eficientes e com menor custo. Atualmente, esses transportes resumem-se nas hidrovias e nas ferrovias. Para o financiamento desses meios de transportes e outras obras infra-estruturais, pode-se utilizar o modelo rangeliano de concessões de serviços públicos à iniciativa privada. A equipe econômica do governo Lula está propondo outro modelo. As Parcerias Público-Privadas (anteprojeto discutido no Congresso Nacional) também podem ser uma alternativa viável. Mas, além de um modelo de concessão que traga investimentos da iniciativa privada às infra-estruturas essenciais do país, é necessário uma legislação favorável e isso não existe na atualidade. A saída da crise brasileira passa também pela mudança do atual modelo econômico, extremamente ligado ao capital financeiro internacional. O Brasil precisa, portanto, fortalecer suas relações capitalistas, criar um capital financeiro próprio capaz de financiar projetos nacionais, ou seja, é presente a necessidade de um projeto nacional, como no passado, com Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Geisel e outros. Analisando o modelo de concessão adotado pela equipe econômica do governo Fernando Henrique e confrontando esse modelo com a proposta de Ignácio Rangel, chega-se à conclusão de que, caso não haja uma mudança estrutural comandada pelo Estado, logo haverá um vertiginoso processo de sucateamento das ferrovias. Não levando, também, em consideração a importância de cada ferrovia para sua região de influência e privilegiando somente os lucros das concessionárias privadas, logo as ferrovias pouco beneficiarão o desenvolvimento do conjunto macroeconômico nacional, tanto esperado. As estratégias empresarial e logística adotadas por cada empresa são importantes, mas o que o Brasil realmente precisa é de investimentos maciços, gerando renda, poupança e outros para formar uma espiral virtuosa de crescimento. PALAVRAS FINAIS Como já relatado, está sendo discutido, no governo federal, um novo programa de concessão e de investimentos em infra-estruturas. O programa de Parcerias Público-Privadas, pode estar caminhando na direção proposta nesse trabalho, ou seja, a saída rangeliana. Todavia, o modelo PPP ainda está em formação e não foi aplicado. Somente hoje (o PPP demonstra isso), no país, as elites dominantes e a esquerda brasileira alcançaram a consciência de que a saída da crise passa por investimentos maciços em infra-estruturas, consciência que Rangel alcançou na década de Portanto, tanto o modelo inglês (Public Private Partnerships) quanto o PPP brasileiro são poste- 56

5 riores ao desenvolvimento da tese das concessões de serviços públicos subinvestidos à iniciativa privada, ou seja, a denominada saída rangeliana. Espera-se, assim, por todos os apontamentos e análises feitos até o presente momento, que esta pesquisa deixe uma contribuição para o estudo dos transportes no Brasil. Por fim, constatou-se que, nos últimos 150 anos, a história econômica do setor ferroviário brasileiro passou por importantes mudanças, como se a história das ferrovias, no Brasil, fosse contada da seguinte forma: no início todas as ferrovias eram concessões públicas à iniciativa privada estrangeira (através das garantias de juros), seguindo encampações, arrendamentos, nacionalizações, erradicações e, por conseqüência, os serviços ferroviários passaram para a administração direta do Estado; em 1957, a administração direta foi substituída pela das empresas públicas, com a criação da Rede Ferroviária Federal S/A, e décadas mais tarde, em 1995, as concessões às empresas públicas passaram para o instituto de serviços públicos concedidos à iniciativa privada nacional e estrangeira. A história das ferrovias é um grande ciclo, cheio de lutas, conquistas e também de algumas tragédias. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIONDI, Aloysio. O Brasil privatizado: um balanço do desmonte do Estado. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, BRASIL. Ministério dos Transportes. Dados estatísticos das empresas concessionárias ferroviárias. Brasília, BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. PPA : lista geral de projetos de infra-estrutura. Brasília, MAMIGONIAN, Armen. Teorias sobre a industrialização brasileira. In: Cadernos Geográficos, Florianópolis, nº 2, mai NATAL, Jorge Luiz Alves. Transporte, ocupação do espaço e desenvolvimento capitalista no Brasil: história e perspectiva. Revista Ensaios, Porto Alegre, v. 12, nº 2, 1991, pp PIZZO, Maria Rosário. Rangel e a concessão de serviços públicos à iniciativa privada. In: MAMIGONIAN, Armen (org.). O pensamento de Ignácio Rangel. Florianópolis: PPGG/UFSC, 1997, pp RANGEL, Ignácio. História da dualidade brasileira. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 1, nº 4, 1981, pp RANGEL, Ignácio. Recursos ociosos e política econômica. São Paulo: Hucitec, SILVA, João Márcio Palheta da; SILVEIRA, Márcio Rogério (orgs.). Geografia Econômica do Brasil: temas regionais. Presidente Prudente: FCT/Unesp, SILVEIRA, Márcio Rogério. A importância geoeconômica das estradas de ferro para o Brasil. Tese (doutorado em Geografia). Faculdade de Ciência e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente,

DISCIPLINA: DOWNSTREAM TRANSPORTE Prof. Mauro Ferreira

DISCIPLINA: DOWNSTREAM TRANSPORTE Prof. Mauro Ferreira DISCIPLINA: DOWNSTREAM TRANSPORTE Prof. Mauro Ferreira CAPÍTULO I INTRODUÇÃO Iniciaremos aqui mais um desenvolvimento de segmento da Indústria de Petróleo e Gás, DOWNSTREAM TRANSPORTE, no que se refere

Leia mais

. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL

. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL TRANSPORTES Os transportes têm como finalidade o deslocamento e a circulação de mercadorias e de pessoas de um lugar para outro. Nos países subdesenvolvidos, cuja economia sempre foi dependente dos mercados

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 2ª Ano Tema da aula: transporte e Telecomunicação Objetivo da aula:. Entender as principais formas de

Leia mais

Disciplina - Geografia 3 a Série Ensino Médio Professor: Gelson Alves Pereira

Disciplina - Geografia 3 a Série Ensino Médio Professor: Gelson Alves Pereira Disciplina - Geografia 3 a Série Ensino Médio Professor: Gelson Alves Pereira É a divisão de um espaço ou território em unidades de área que apresentam características que as individualizam. A regionalização

Leia mais

Nos trilhos do progresso

Nos trilhos do progresso Nos trilhos do progresso brasil: polo internacional de investimentos e negócios. Um gigante. O quinto maior país do mundo em extensão e população e o maior da América Latina, onde se destaca como a economia

Leia mais

LOGÍSTICA. O Sistema de Transporte

LOGÍSTICA. O Sistema de Transporte LOGÍSTICA O Sistema de Transporte O TRANSPORTE 1. Representa o elemento mais importante do custo logístico; MODALIDADE (UM MEIO DE TRANSPORTE) MULTIMODALIDADE (UTILIZAÇÃO INTEGRADA DE MODAIS) Tipos de

Leia mais

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL: Avanços e investimentos pós-concessões

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL: Avanços e investimentos pós-concessões Miguel Andrade Comitê de Planejamento da ANTF São Paulo, 12 de maio de 2011 TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL: Avanços e investimentos pós-concessões www.antf.org.br Associadas ANTF Malhas Sul,

Leia mais

Objetivo 3.2. Melhorar a infra-estrutura de transporte e logística do Estado. As prioridades estaduais, segundo a visão da indústria, estão na

Objetivo 3.2. Melhorar a infra-estrutura de transporte e logística do Estado. As prioridades estaduais, segundo a visão da indústria, estão na Objetivo 3.2. Melhorar a infra-estrutura de transporte e logística do Estado. As prioridades estaduais, segundo a visão da indústria, estão na ampliação do número de terminais portuários, rodovias, ferrovias

Leia mais

3 O Cimento no Brasil. 10 Características da Indústria Cimenteira. 12 O Cimento no Custo da Construção. 13 Carga Tributária. 15 Panorama Internacional

3 O Cimento no Brasil. 10 Características da Indústria Cimenteira. 12 O Cimento no Custo da Construção. 13 Carga Tributária. 15 Panorama Internacional 3 O Cimento no Brasil 3 Processo produtivo 4 Histórico 5 Indústria 6 Produção 7 Consumo 8 Produção e consumo aparente regional 9 Vendas internas e exportação 10 Características da Indústria Cimenteira

Leia mais

O Papel do Governo no Transporte Ferroviário. Atuação do Ministério dos Transportes

O Papel do Governo no Transporte Ferroviário. Atuação do Ministério dos Transportes O Papel do Governo no Transporte Ferroviário Atuação do Ministério dos Transportes Brasília, 11 de agosto de 2010 Paulo Sérgio Passos Ministro dos Transportes Um momento especial 2010 tem sido um ano de

Leia mais

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL Rodrigo Vilaça Presidente-Executivo da ANTF Rio de Janeiro, 23 de Agosto de 2013. Malhas Sul, Oeste, Norte e Paulista www.all-logistica.com Ferrovia Norte Sul

Leia mais

REDES DE TRANSPORTES E CRISE DO SETOR NO BRASIL Nelson Fernandes Felipe Junior FCT/UNESP Presidente Prudente nelfelipejr@hotmail.

REDES DE TRANSPORTES E CRISE DO SETOR NO BRASIL Nelson Fernandes Felipe Junior FCT/UNESP Presidente Prudente nelfelipejr@hotmail. REDES DE TRANSPORTES E CRISE DO SETOR NO BRASIL Nelson Fernandes Felipe Junior FCT/UNESP Presidente Prudente nelfelipejr@hotmail.com Márcio Rogério Silveira UNESP Ourinhos marcio@ourinhos.unesp.br Introdução

Leia mais

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO

EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO Superintendência de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Cargas SUFER Gerência de Regulação e Outorga de Infraestrutura e Serviços de Transporte Ferroviário de Carga - GEROF EVOLUÇÃO

Leia mais

Unidade I GERENCIAMENTO DE. Prof. Altair da Silva

Unidade I GERENCIAMENTO DE. Prof. Altair da Silva Unidade I GERENCIAMENTO DE TRANSPORTES Prof. Altair da Silva Introdução O transporte é a essência das atividades logísticas visto como estratégica para que as empresas possam ser cada vez mais competitivas.

Leia mais

TRANSPORTE FERROVIÁRIO

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos TRANSPORTE FERROVIÁRIO OUTUBRO DE 2015 1 2 PRODUTOS O transporte ferroviário responde por 20,7% do transporte de cargas no Brasil e por 0,5% do transporte

Leia mais

As atuais condições da infraestrutura de transporte e logística do Brasil têm

As atuais condições da infraestrutura de transporte e logística do Brasil têm ESTUDO DA CNT APONTA QUE INFRAESTRUTURA RUIM AUMENTA CUSTO DO TRANSPORTE DE SOJA E MILHO As atuais condições da infraestrutura de transporte e logística do Brasil têm impacto significativo na movimentação

Leia mais

La Brazilian Traction en la industrialització del Brasil

La Brazilian Traction en la industrialització del Brasil Les hidroelèctriques i la transformació del Paisatge Universitat de Lleida La Brazilian Traction en la industrialització del Brasil Alexandre Macchione Saes Departamento de Economia Universidade de São

Leia mais

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL

TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL As Concessionárias do Transporte Ferroviário de Carga Rodrigo Vilaça Presidente-Executivo da ANTF Brasília, 31 de Julho de 2013. Malhas Sul, Oeste, Norte e Paulista

Leia mais

Pesquisa CNT de Ferrovias 2011

Pesquisa CNT de Ferrovias 2011 Cresce o transporte de cargas nas ferrovias brasileiras As ferrovias brasileiras se consolidaram como uma alternativa eficiente e segura para o transporte de cargas. A, que traçou um panorama do transporte

Leia mais

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal Brasil e suas Organizações políticas e administrativas GEOGRAFIA Em 1938 Getúlio Vargas almejando conhecer o território brasileiro e dados referentes a população deste país funda o IBGE ( Instituto Brasileiro

Leia mais

Aplicações Móveis em Ferrovias: Aumento de Produtividade e Inclusão Social

Aplicações Móveis em Ferrovias: Aumento de Produtividade e Inclusão Social Aplicações Móveis em Ferrovias: Aumento de Produtividade e Inclusão Social Apesar de todos os avanços implementados nos serviços e na rede ferroviária brasileira, podemos notar problemas que impedem a

Leia mais

ENTRAVES NO SETOR DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO

ENTRAVES NO SETOR DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO ENTRAVES NO SETOR DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO 1 INTRODUÇÃO A ANTF Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários congrega oito empresas Concessionárias prestadoras dos serviços públicos de transporte

Leia mais

Superintendência de Serviços de Transporte de Cargas SUCAR Gerência de Transporte Ferroviário de Cargas - GEFER EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Superintendência de Serviços de Transporte de Cargas SUCAR Gerência de Transporte Ferroviário de Cargas - GEFER EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO Superintendência de Serviços de Transporte de Cargas SUCAR Gerência de Transporte Ferroviário de Cargas - GEFER EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO Brasília, agosto de 2012 Apresentação A Agência Nacional

Leia mais

Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas DECIV. Aula 3 SISTEMA FERROVIÁRIO BRASILEIRO. Superestrutura de Ferrovias

Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas DECIV. Aula 3 SISTEMA FERROVIÁRIO BRASILEIRO. Superestrutura de Ferrovias Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas DECIV CIV 259 Aula 3 SISTEMA FERROVIÁRIO BRASILEIRO Malha Ferroviária Brasileira Transporte Ferroviário O sistema ferroviário brasileiro totaliza 29.706

Leia mais

IV Brasil nos Trilhos

IV Brasil nos Trilhos IV Brasil nos Trilhos Crescimento do Setor Ferroviá Bruno Batista Diretor Executivo CNT Brasília, 11 de agosto de 2010. Objetivos da Pesquisa Identificar as alterações ocorridas no setor nos últimos anos

Leia mais

OBRAS DE INFRAESTRUTURA NO BRASIL

OBRAS DE INFRAESTRUTURA NO BRASIL OBRAS DE INFRAESTRUTURA NO BRASIL Estudo realizado com 259 empresas; Faturamento das empresas pesquisadas representando mais de 30% do PIB brasileiro; O objetivo principal é mapear e avaliar a importância

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano B Montanhas Rochosas

Leia mais

Apoio do BNDES ao Setor Ferroviário

Apoio do BNDES ao Setor Ferroviário Seminário Nacional IV Brasil nos Trilhos Apoio do BNDES ao Setor Ferroviário Nelson Siffert Área de Infraestrutura Brasília -Agosto/2010 O BNDES Evolução dos Ativos 386,6 R$ bilhões 277 151 152 164 175

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 27 Discurso na solenidade de assinatura

Leia mais

MRS - MRS Logística S. A.

MRS - MRS Logística S. A. MRS - MRS Logística S. A. A MRS Logística S. A., vencedora do leilão de desestatização da Malha Sudeste da RFFSA em 20 de setembro de 1996, iniciou suas atividades no dia 1 de dezembro de 1996, constituída

Leia mais

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRENTE 5B AULA 14 e 15. Profº André Tomasini

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRENTE 5B AULA 14 e 15. Profº André Tomasini TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRENTE 5B AULA 14 e 15 Profº André Tomasini Formação Industrial Brasileira Proibição da produção (fim do século XVIII). Barão de Mauá (ferrovias e indústrias). Ciclo do café fase capitalista

Leia mais

O Círculo Vicioso da Instabilidade Política e a Necessidade de Planejamento Estratégico de Longo Prazo

O Círculo Vicioso da Instabilidade Política e a Necessidade de Planejamento Estratégico de Longo Prazo O Círculo Vicioso da Instabilidade Política e a Necessidade de Planejamento Estratégico de Longo Prazo Figura importada dos relatórios do PPIAF - Public Private Infrastructure Advisory Facility (http://www.ppiaf.org/)

Leia mais

CUSTOS LOGÍSTICOS NO BRASIL 2014. Logística, Supply Chain e Infraestrutura. Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura

CUSTOS LOGÍSTICOS NO BRASIL 2014. Logística, Supply Chain e Infraestrutura. Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura CUSTOS LOGÍSTICOS NO BRASIL 2014 Logística, Supply Chain e Infraestrutura Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura Paulo Tarso Vilela de Resende Paulo Renato de Sousa Bolsistas Fapemig Gustavo

Leia mais

Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas 1997 2011

Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas 1997 2011 Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas 1997 2011 Resultados positivos dos quinze anos de concessões ferroviárias comprovam a importância das ferrovias para o desenvolvimento do País Crescimento de

Leia mais

BALANÇO DE INVESTIMENTOS DO PRONAF EM MINAS GERAIS: uma tentativa de inserção da agricultura familiar no mercado. Resumo

BALANÇO DE INVESTIMENTOS DO PRONAF EM MINAS GERAIS: uma tentativa de inserção da agricultura familiar no mercado. Resumo 1 BALANÇO DE INVESTIMENTOS DO PRONAF EM MINAS GERAIS: uma tentativa de inserção da agricultura familiar no mercado Álisson Riceto 1 João Cleps Junior 2 Eduardo Rozetti de Carvalho 3 Resumo O presente artigo

Leia mais

Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009 131 RESUMOS EXPANDIDOS...132

Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009 131 RESUMOS EXPANDIDOS...132 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009 131 RESUMOS EXPANDIDOS...132 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 5 a 8 de outubro, 2009 132

Leia mais

Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Notas sobre o balanço de um ano do PAC

Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Notas sobre o balanço de um ano do PAC Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Notas sobre o balanço de um ano do PAC Brasília, 22 de janeiro de 2008 NOTAS SOBRE O BALANÇO DE UM ANO DO PAC AVALIAÇÃO GERAL Pontos positivos e destaques: 1)

Leia mais

BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS - 2010

BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS - 2010 Rodrigo Vilaça Diretor-Executivo da ANTF Brasília, 22 de Fevereiro de 2011 BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS - Coletiva de Imprensa ANTF - Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários

Leia mais

FICHA DE GEOGRAFIA CAFEICULTURA E INDUSTRIALIZAÇÃO A INDÚSTRIA NO PERÍODO DA REPÚBLICA VELHA (1889 1930) Prof. Dario Alencar Ensino Médio

FICHA DE GEOGRAFIA CAFEICULTURA E INDUSTRIALIZAÇÃO A INDÚSTRIA NO PERÍODO DA REPÚBLICA VELHA (1889 1930) Prof. Dario Alencar Ensino Médio 1 FICHA DE GEOGRAFIA CAFEICULTURA E INDUSTRIALIZAÇÃO Prof. Dario Alencar Ensino Médio CAFEICULTURA E INDUSTRIALIZAÇÃO A cafeicultura criou condições necessárias ao desenvolvimento da indústria. Esta, por

Leia mais

A REALIDADE LOGÍSTICA

A REALIDADE LOGÍSTICA A REALIDADE LOGÍSTICA Logística NO BRASIL Por Marco Aurélio O Brasil teve, até o ano de 2010, 1,76 milhão de quilômetros de vias rodoviárias. Desse total, somente 212.000 quilômetros estavam pavimentados.

Leia mais

MODAL FERROVIÁRIO DE CARGA

MODAL FERROVIÁRIO DE CARGA Rodrigo Vilaça Diretor-Executivo da ANTF São Paulo, dia 11 de maio de 2010 MODAL FERROVIÁRIO DE CARGA Fórum de Transporte Multimodal de Cargas Os entraves na Multimodalidade e a Competitividade Associação

Leia mais

Impactos dos investimentos previstos no PIL 2015 nos corredores logístico de exportação. Apoio

Impactos dos investimentos previstos no PIL 2015 nos corredores logístico de exportação. Apoio Impactos dos investimentos previstos no PIL 2015 nos corredores logístico de exportação Apoio s previstos no PIL 2015 no Corredor Logístico Centro-Norte s estimados em R$ 29,5bilhões com o PIL 2015 Rodovias

Leia mais

OPORTUNIDADES E DESAFIOS DA INFRAESTRUTURA LO- GÍSTICA BRASILEIRA FRENTE AO CENÁRIO INTERNACIONAL. Tatiana Torres

OPORTUNIDADES E DESAFIOS DA INFRAESTRUTURA LO- GÍSTICA BRASILEIRA FRENTE AO CENÁRIO INTERNACIONAL. Tatiana Torres OPORTUNIDADES E DESAFIOS DA INFRAESTRUTURA LO- GÍSTICA BRASILEIRA FRENTE AO CENÁRIO INTERNACIONAL Tatiana Torres Em um país com tantas deficiências em termos de gestão, investimentos e política pública,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL

A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL 04/05/2011 Senado Federal - Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo O BRASIL EM NÚMEROS BASE PARA O CRESCIMENTO Os investimentos nas áreas

Leia mais

A Importância da Logística para o Desenvolvimento Regional Wagner Cardoso

A Importância da Logística para o Desenvolvimento Regional Wagner Cardoso A Importância da Logística para o Desenvolvimento Regional Wagner Cardoso Secretário-Executivo do Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria CNI Brasília, 4 de maio de 2011 1 Qualidade

Leia mais

ESTUDO DA CRIAÇÃO DE UMA PLATAFORMA MULTIMODAL Prof. Ph.D. Cláudio Farias Rossoni Área delimitada onde em um mesmo local se encontram disponibilizados: DUTOVIAS HIDROVIAS RODOVIAS AEROVIAS FERROVIAS Área

Leia mais

CONSELHO GESTOR DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PPP SECRETARIA EXECUTIVA

CONSELHO GESTOR DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PPP SECRETARIA EXECUTIVA 1 CONSELHO GESTOR DO PROGRAMA MUNICIPAL DE PPP SECRETARIA EXECUTIVA Secretaria de Fazenda Prefeitura de Sorocaba A Cidade 2 No próximo ano de 2014 Sorocaba completará 360 anos de sua fundação; A história

Leia mais

Proibição 1500-1808. Instalaram-se pequenas manufaturas domésticas. Tratado de Methuen, em 1703 (panos e vinhos);

Proibição 1500-1808. Instalaram-se pequenas manufaturas domésticas. Tratado de Methuen, em 1703 (panos e vinhos); Proibição 1500-1808 Estabeleceu-se o Pacto Colonial e a DIT; Instalaram-se pequenas manufaturas domésticas (fiação, calçados, têxtil, etc.); Tratado de Methuen, em 1703 (panos e vinhos); Com o Alvará de

Leia mais

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK

O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O PLANO DE METAS DO GOVERNO DE JUCELINO KUBITSCHEK O desenvolvimento autônomo com forte base industrial, que constituiu o núcleo da proposta econômica desde a Revolução de 1930 praticamente esgotou suas

Leia mais

Esquema. a. Getúlio Vargas b. Juscelino Kubitschek Consequências da política do Kubistchek:

Esquema. a. Getúlio Vargas b. Juscelino Kubitschek Consequências da política do Kubistchek: Página 1 de Industrialização do Brasil Esquema sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 09:32 1. Anterior a 1930 Economia cafeeira: Mão de obra assalariada (imigrante) Infra estrutura de transporte, notavelmente

Leia mais

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global

Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Copersucar completa 50 anos de liderança em açúcar e etanol com planos para aumentar ainda mais sua atuação global Exportações de açúcar da empresa devem aumentar 86% na safra 2009/2010 A Copersucar completa

Leia mais

Grãos Combustíve is - 420 285,26 679 6.214 1.861,91 300 2.297 1.231,66 536 - - 2.035 689,06 339 - - 3.262 1.269,48 389 4.981 1.

Grãos Combustíve is - 420 285,26 679 6.214 1.861,91 300 2.297 1.231,66 536 - - 2.035 689,06 339 - - 3.262 1.269,48 389 4.981 1. INFORME INFRA-ESTRUTURA ÁREA DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA MAIO/99 Nº 34 Ferrovias: Privatização e Regulação A implantação das ferrovias no Brasil foi iniciada em meados do século passado pelo Barão de

Leia mais

Transporte e logística: as ferrovias no Brasil

Transporte e logística: as ferrovias no Brasil Transporte e logística: as ferrovias no Brasil Márcio Rogério Silveira Resumo O presente texto procura fazer uma análise das consecutivas mudanças que vem sofrendo os setores de serviços públicos no Brasil,

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano C Montanhas Rochosas

Leia mais

MINERAÇÃO DE CARVÃO NA REGIÃO SUL CATARINENSE: DA FORMACÃO DO ESPAÇO URBANO À MODERNIDADE

MINERAÇÃO DE CARVÃO NA REGIÃO SUL CATARINENSE: DA FORMACÃO DO ESPAÇO URBANO À MODERNIDADE MINERAÇÃO DE CARVÃO NA REGIÃO SUL CATARINENSE: DA FORMACÃO DO ESPAÇO URBANO À MODERNIDADE A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das "Revoluções Burguesas" do século XVIII, responsáveis

Leia mais

BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS DE 2011

BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS DE 2011 Rodrigo Vilaça Presidente-Executivo da ANTF Brasília, 17 de maio de 2012 Audiência Pública Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS DE 2011 Associação

Leia mais

PLANO NACIONAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTE (PNLT): AFINAL, DO QUE SE TRATA? 1

PLANO NACIONAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTE (PNLT): AFINAL, DO QUE SE TRATA? 1 PLANO NACIONAL DE LOGÍSTICA E TRANSPORTE (PNLT): AFINAL, DO QUE SE TRATA? 1 Após um longo período de estagnação econômica, o planejamento do governo para com os sistemas de movimento no território nacional

Leia mais

A ABERTURA COMERCIAL, A INSERÇÃO DE MATO GROSSO NO CENÁRIO INTERNACIONAL E SEUS PRINCIPAIS EIXOS VIÁRIOS

A ABERTURA COMERCIAL, A INSERÇÃO DE MATO GROSSO NO CENÁRIO INTERNACIONAL E SEUS PRINCIPAIS EIXOS VIÁRIOS A ABERTURA COMERCIAL, A INSERÇÃO DE MATO GROSSO NO CENÁRIO INTERNACIONAL E SEUS PRINCIPAIS EIXOS VIÁRIOS Benedito Dias Pereira 1 RESUMO: A economia do Estado de Mato Grosso, mais acentuadamente nos dez

Leia mais

ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO DAS EMPRESAS ESTATAIS

ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO DAS EMPRESAS ESTATAIS ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO DAS EMPRESAS ESTATAIS Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí S.A PIAUÍ FOMENTO Águas e Esgotos do Piauí S/A AGESPISA Companhia Administradora da Zona de Processamento

Leia mais

BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL DE 2012

BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL DE 2012 BALANÇO DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL DE 2012 Rodrigo Vilaça Presidente-Executivo da ANTF São Paulo, 03 de Abril de 2013 Malhas Sul, Oeste, Norte e Paulista www.all-logistica.com Ferrovia

Leia mais

LOGÍSTICA & BRASIL Artigo

LOGÍSTICA & BRASIL Artigo O artigo aborda relações entre logística, formação profissional e infra-estrutura do país. São debatidas questões sobre a evolução da logística no Brasil, a preparação educacional do profissional de logística

Leia mais

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil CRISTINA FRÓES DE BORJA REIS (*) O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre

Leia mais

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012 RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria

Leia mais

CLIPPING EVENTO DO DIA 26/11 COM PRESIDENTE DA EPL

CLIPPING EVENTO DO DIA 26/11 COM PRESIDENTE DA EPL CLIPPING EVENTO DO DIA 26/11 COM PRESIDENTE DA EPL 27/11/2012 27/11/2012 27/11/2012 Meta da EPL é que Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo opere em 2018 Em palestra na Amcham Rio, o presidente da EPL,

Leia mais

Testes de Geografia. a) Santo Ângelo (RS) b) Ouro Preto (MG) c) São Paulo (SP) d) Salvador (BA) e) n.d.a.

Testes de Geografia. a) Santo Ângelo (RS) b) Ouro Preto (MG) c) São Paulo (SP) d) Salvador (BA) e) n.d.a. Testes de Geografia 1) No período colonial, apesar do esforço de catequese, empreendido pelos padres jesuítas, dezenas de milhares de indígenas brasileiros foram aprisionados e, depois, escravizados pela

Leia mais

A Infra-estrutura e os Desafios Logísticos das Exportações Brasileiras

A Infra-estrutura e os Desafios Logísticos das Exportações Brasileiras A Infra-estrutura e os Desafios Logísticos das Exportações Brasileiras P. Fernando Fleury Um dos principais efeitos do processo de globalização que vem afetando a grande maioria das nações, é o aumento

Leia mais

Reunião APIMEC - 3T15 dri@santosbrasil.com.br +55 11 3279-3279

Reunião APIMEC - 3T15 dri@santosbrasil.com.br +55 11 3279-3279 Reunião APIMEC - 3T15 dri@santosbrasil.com.br +55 11 3279-3279 Ressalvas sobre considerações futuras As afirmações contidas neste documento quanto a perspectivas de negócios para a Santos Brasil Participações

Leia mais

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO Fernando Ferrari Filho Resenha do livro Macroeconomia da Estagnação: crítica da ortodoxia convencional no Brasil pós- 1994, de Luiz Carlos Bresser Pereira, Editora 34, São Paulo,

Leia mais

O NOVO MODELO DE CONCESSÃO DE FERROVIAS

O NOVO MODELO DE CONCESSÃO DE FERROVIAS O NOVO MODELO DE CONCESSÃO DE FERROVIAS REGULAÇÃO DO OPERADOR FERROVIÁRIO INDEPENDENTE (OFI) EXPOSIÇÃO NA CTLOG / MAPA BRASÍLIA, 07 DE MAIO DE 2014 Luis Henrique T. Baldez Presidente Executivo OBJETIVOS

Leia mais

Aimplementação da estratégia Caminhos da Bahia fundamenta-se no aporte de infraestrutura

Aimplementação da estratégia Caminhos da Bahia fundamenta-se no aporte de infraestrutura PPA 2004-2007 Caminhos da Bahia: Infra-estrutura e Logística Aimplementação da estratégia Caminhos da Bahia fundamenta-se no aporte de infraestrutura nas áreas de transportes e energia, com o objetivo

Leia mais

Apresentação sobre a Reestruturação do Setor de Transportes no Brasil, com Ênfase para o Modal Rodoviário

Apresentação sobre a Reestruturação do Setor de Transportes no Brasil, com Ênfase para o Modal Rodoviário MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES Reestruturação do Setor de ESTRUTURA Transportes DE Apresentação sobre a Reestruturação do Setor de Transportes no, com

Leia mais

AGENDA. A Vale. O Maior Projeto de Logística da America Latina. - Exportação de Minério. - Logística da Vale de Carga Geral

AGENDA. A Vale. O Maior Projeto de Logística da America Latina. - Exportação de Minério. - Logística da Vale de Carga Geral Vale no Maranhão AGENDA A Vale O Maior Projeto de Logística da America Latina - Exportação de Minério - Logística da Vale de Carga Geral A Vale no Mundo A Vale tem operações mineradoras, laboratórios de

Leia mais

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia 6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia Complementando o que foi exposto sobre a gerência da cadeia de suprimentos analisada no Capítulo 3, através de

Leia mais

São Paulo: múltiplas oportunidades que impulsionam seus negócios

São Paulo: múltiplas oportunidades que impulsionam seus negócios São Paulo: múltiplas oportunidades que impulsionam seus negócios A importância da economia paulista transcende as fronteiras brasileiras. O Estado é uma das regiões mais desenvolvidas de toda a América

Leia mais

Processo Brasileiro de Privatização dos Modais de Transporte

Processo Brasileiro de Privatização dos Modais de Transporte Processo Brasileiro de Privatização dos Modais de Transporte Prof. Manoel de Andrade e Silva Reis - FGV 1 Sumário Matriz Brasileira de Transportes Características do Sistema Logístico Brasileiro O Plano

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES

CADERNO DE ATIVIDADES COLÉGIO ARNALDO 2014 CADERNO DE ATIVIDADES GEOGRAFIA ATENÇÃO: Este trabalho deverá ser realizado em casa, trazendo as dúvidas para serem sanadas durante as aulas de plantão. Aluno (a): 5º ano Turma: Professora:

Leia mais

VIII CONSE VIII CONSE. Sao Paulo - 24, 25 e 26 de setembro de 2012. Apresentação. Carlos Monte

VIII CONSE VIII CONSE. Sao Paulo - 24, 25 e 26 de setembro de 2012. Apresentação. Carlos Monte VIII CONSE Sao Paulo - 24, 25 e 26 de setembro de 2012 Apresentação Carlos Monte Conceitos Gerais A Engenharia é a profissão do Crescimento. Mais emprego, melhores sálarios e inclusão social com distribuição

Leia mais

CONTROLE EXTERNO GOVERNANÇA A E DESENVOLVIMENTO

CONTROLE EXTERNO GOVERNANÇA A E DESENVOLVIMENTO CONTROLE EXTERNO GOVERNANÇA A E DESENVOLVIMENTO Evento Tá na Mesa Federasul Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul Ministro João Augusto Ribeiro Nardes Presidente do TCU

Leia mais

Onde está o investimento privado?

Onde está o investimento privado? ECONOMIA Onde está o investimento privado? Marcel Gomes de São Paulo O governo tem usado de incentivos, convencimento e pressão para impulsionar o investimento privado e reduzir os efeitos internos da

Leia mais

TRANSPORTE PARA O COMÉRCIO E A INTEGRAÇÃO REGIONAL:

TRANSPORTE PARA O COMÉRCIO E A INTEGRAÇÃO REGIONAL: Rodrigo Vilaça Diretor-Executivo da ANTF Brasília, 1 de outubro de 2008. TRANSPORTE PARA O COMÉRCIO E A INTEGRAÇÃO REGIONAL: Setor Ferroviário de Cargas Seminário CNI e BID Associadas da ANTF Malhas da

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C Ensino Fundamental Ciências Humanas Questão Conteúdo Habilidade da Matriz da EJA/FB 1 África: Colonização e Descolonização H40 2 Terrorismo H46 3 Economia da China H23 4 Privatizações

Leia mais

Nota sobre a Privatização no Brasil para informar missão de parlamentares sulafricanos

Nota sobre a Privatização no Brasil para informar missão de parlamentares sulafricanos Nota sobre a Privatização no Brasil para informar missão de parlamentares sulafricanos EDUARDO FERNANDEZ SILVA Consultor Legislativo da Área IX Política e Planejamento Econômicos,Desenvolvimento Econômico,

Leia mais

1 Súmula Empresarial. Consultoria. Tempo de Atuação: 18 anos

1 Súmula Empresarial. Consultoria. Tempo de Atuação: 18 anos Logística de Transportes e Gestão de Ativos Consultoria, Engenharia e Soluções de TI PERFIL EMPRESARIAL 1 Súmula Empresarial Tempo de Atuação: 18 anos Sede: : Rua da Quitanda, 52 sala 601 Centro Rio de

Leia mais

Recessão e infraestrutura estagnada afetam setor da construção civil

Recessão e infraestrutura estagnada afetam setor da construção civil CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO RECONHECIDA NOS TERMOS DA LEGISLAÇÃO VIGENTE EM 16 DE SETEMBRO DE 2010 Estudo técnico Edição nº 21 dezembro de 2014

Leia mais

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES TRANSPORTE NO BRASIL. Fórum Intermodal FGV-CELog São São Paulo, abril de de 2006

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES TRANSPORTE NO BRASIL. Fórum Intermodal FGV-CELog São São Paulo, abril de de 2006 AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES 1 TRANSPORTE NO BRASIL Fórum Intermodal FGV-CELog São São Paulo, abril de de 2006 2 1 ROTEIRO GERAL DA PALESTRA 1) Função Transporte e Eficiência; 2) Considerações

Leia mais

QUESTÕES FUNDAMENTAIS DA LOGÍSTICA NO BRASIL. 31 de julho de 2013

QUESTÕES FUNDAMENTAIS DA LOGÍSTICA NO BRASIL. 31 de julho de 2013 QUESTÕES FUNDAMENTAIS DA LOGÍSTICA NO BRASIL 31 de julho de 2013 PRINCIPAIS CADEIAS PRODUTIVAS Soja, milho e bovinos AGROPECUÁRIA AÇÚCAR E ÁLCOOL Soja, milho e bovinos Cana de açúcar MINERAÇÃO E SIDERURGIA

Leia mais

O faturamento das respondentes equivale a cerca de 17% do PIB brasileiro.

O faturamento das respondentes equivale a cerca de 17% do PIB brasileiro. Autores Paulo Tarso Vilela de Resende Paulo Renato de Sousa Bolsistas Fapemig Gustavo Alves Caetano André Felipe Dutra Martins Rocha Elias João Henrique Dutra Bueno Estudo realizado com 111 empresas. O

Leia mais

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Capítulo 1: Japão - Capítulo 2: China - Capítulo 4: Tigres Asiáticos Apresentação elaborada pelos alunos do 9º Ano C Monte Fuji - Japão Muralha da China Hong Kong

Leia mais

MATRIZ DE TRANSPORTE COM FOCO NAS FERROVIAS

MATRIZ DE TRANSPORTE COM FOCO NAS FERROVIAS MATRIZ DE TRANSPORTE COM FOCO NAS FERROVIAS Matriz de Transportes do Brasil Aquaviário Rodoviário Ferroviário Dutoviário e Aéreo 58% 25% 4% 13% Fonte: PNLT Matriz de Transportes Comparada Ferroviário Rodoviário

Leia mais

TEMA: DESAFIOS LOGÍSTICOS

TEMA: DESAFIOS LOGÍSTICOS Câmara dos Deputados Comissão Especial PL 0037/11 Audiência Pública em 18 de Setembro de 2013 TEMA: DESAFIOS LOGÍSTICOS (Brasília-DF) INSTITUTO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO SUMÁRIO 1) A MINERAÇÃO HOJE 2) MINERAÇÃO

Leia mais

GEOGRAFIA. Brasil dos Recursos Minerais e Energéticos

GEOGRAFIA. Brasil dos Recursos Minerais e Energéticos Brasil dos Recursos Minerais e Energéticos GEOGRAFIA O Brasil apresenta um território dotado de recursos minerais e bem diversificado, porém não são bem aproveitados isso devido a uma falta de conhecimento

Leia mais

PEP/2012 1ª AVALIAÇÃO DE TREINAMENTO FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO

PEP/2012 1ª AVALIAÇÃO DE TREINAMENTO FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO PEP/2012 1ª AVALIAÇÃO DE TREINAMENTO FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO 1 GEOGRAFIA 1 a QUESTÃO (Valor 6,0) Analisar o processo de urbanização no Brasil, com enfoque nos campos econômico e psicossocial, a partir

Leia mais

Nº 6. Considerações sobre os marcos regulatórios do setor ferroviário brasileiro 1997-2012

Nº 6. Considerações sobre os marcos regulatórios do setor ferroviário brasileiro 1997-2012 Considerações sobre os marcos regulatórios do setor ferroviário brasileiro 1997-2012 Fabiano M. Pompermayer Carlos A. S. Campos Neto Rodrigo Abdala F. Sousa Nº 6 Brasília, dezembro de 2012 Considerações

Leia mais

Infraestrutura: situação atual e investimentos t planejados. Setembro 2011 Paulo Fleury

Infraestrutura: situação atual e investimentos t planejados. Setembro 2011 Paulo Fleury Infraestrutura: situação atual e investimentos t planejados Setembro 2011 Paulo Fleury Agenda Infraestrutura Logística Brasileira PAC: Investimentos e Desempenho PAC: Investimentos e Desempenho Necessidade

Leia mais

Luciano Coutinho Presidente

Luciano Coutinho Presidente O papeldo BNDES napromoçãodo desenvolvimento econômico e social do Brasil IV Fórum Internacional de comunicação e sustentabilidade Brasília, 26 de maio de 2011 Luciano Coutinho Presidente O Brasil ingressa

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005 Cria a Zona Franca de São Luís, no Estado do Maranhão. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Fica criada a Zona Franca de São Luís, no Estado do Maranhão, definida

Leia mais

Visão Estratégica de Longo Prazo.

Visão Estratégica de Longo Prazo. Visão Estratégica de Longo Prazo. João Pessoa PB. Outubro de 2013 O MERCADO COMUM DO NORDESTE Adm. José Queiroz de Oliveira ESPECIALISTA PREVÊ SECAS MAIS INTENSAS E LONGAS NO NORDESTE. SE O HOMEM NORDESTINO

Leia mais

Navegação de Cabotagem

Navegação de Cabotagem Reunião Conjunta Câmaras Setoriais da Cadeia Produtiva de Milho e Sorgo e da Cadeia Produtiva de Aves e Suínos Identificação das formas de movimentação dos excedentes de milho no Brasil Navegação de Cabotagem

Leia mais

PACTO PELA INFRAESTRUTURA NACIONAL E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA

PACTO PELA INFRAESTRUTURA NACIONAL E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA PACTO PELA INFRAESTRUTURA NACIONAL E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA INSTITUTO BESC PAINEL 2015 LUIS HENRIQUE T. BALDEZ Presidente Executivo BRASÍLIA, 07/10/2015 A INFRAESTRUTURA LOGÍSTICA ESQUEMA DE ANÁLISE RODOVIAS

Leia mais