O DIREITO INTERNACIONAL VISTO PELOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS: CORTE PERMANENTE DE ARBITRAGEM ANTÔNIO WALBER MATIAS MUNIZ

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1 1 O DIREITO INTERNACIONAL VISTO PELOS TRIBUNAIS INTERNACIONAIS: CORTE PERMANENTE DE ARBITRAGEM ANTÔNIO WALBER MATIAS MUNIZ Sumário: 1. Introdução; 2. Desenvolvimento; 2.1. Soberania e Globalização; 2.2. Arbitragem; 2.3. Arbitragem e Comércio Internacional; 2.4.O mecanismo da arbitragem comercial internacional; 2.5. Categorias de arbitragem: Ad hoc e Institucional; 3.Considerações Finais; 4. Conclusões; Referências. RESUMO O artigo estuda o Direito Internacional visto pelos Tribunais Internacionais com ênfase na Corte Permanente de Arbitragem. Mudanças advindas do processo de globalização da economia tornaram irreversível o surgimento de instituições internacionais. No ambiente da Corte Permanente de Arbitragem objetiva o presente estudo responder sobre sua criação, sua finalidade. O suporte teórico utilizado no estudo advém do conceito de Estado, governo, soberania e globalização. Pesquisa bibliográfica e documental foi a metodologia utilizada. Conclui-se que a Corte Permanente de Arbitragem ocupa um lugar singular dentro do Direito internacional público e privado. Palavras-chave: COMÉRCIO INTERNACIONAL TRIBUNAIS INTERNACIONAIS CORTE DE ARBITRAGEM Professor de Direito Internacional e Filosofia do Direito na Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Mestrando em Direito Constitucional. Membro da Sociedade brasileira de Direito Internacional. Advogado.

2 2 ABSTRACT The article study the International law seen by the International courts in focus at the Permanent Court of Arbitration. Changes brought by the process of globalization of the economy turned the appearance of international institutions irreversible. This paper tries to answer questions about the creation and purposes of the Permanent Court of Arbitration. The theoretical support used in the study explores the concept of State, government, sovereignty and globalization. The methodology used is bibliographical and documental research. Was one of the conclusions is that the Permanent Court of Arbitration occupies a singular place in International law. Keywords: INTERNATIONAL TRADE INTERNATIONAL COURTS COURT OF ARBITRATION 1. Introdução Desde a época dos impérios até o fenômeno da globalização o mundo passou por crescentes mudanças e evoluções até encontrar o seu estágio atual. Nesse contexto, a arbitragem constitui mecanismo extrajudicial para solução de controvérsias pelo qual as partes submetem seus litígios perante um tribunal arbitral constituídos por juízes não togados, com competência para solucionar a lide e prolatar a sentença que deverá ser obedecida pelas partes. A escolha do mecanismo da arbitragem, como forma consensual de solução de litígios, é feita por meio de cláusulas contratuais específicas, denominadas de cláusula compromissória ou compromisso arbitral, acordadas quando da celebração do contrato ou quando do surgimento do litígio, exemplo contemporâneo das controvérsias que envolveram o canal de Beagle e à delimitação da plataforma continental franco-britânica.

3 3 O presente trabalho busca proporcionar ao leitor um breve estudo sobre o instituto da arbitragem internacional focando, mais especificamente, sobre o surgimento, organização e finalidade da Corte Permanente de Arbitragem, no âmbito do Direito Internacional, este, visto pelos Tribunais Internacionais. 2. Desenvolvimento Contemporaneamente é indispensável ao presente estudo a abordagem sobre soberania fundamentada em um dos elementos constitutivos do estado de maior importância, o governo. O governo é uma organização política cujo escopo reside na realização do bem comum da coletividade e a manutenção de relações com os demais estados. O elemento governo é o que dá ao Estado a capacidade de dirigir o povo e o território da forma que melhor possa gerar o bem comum. Afora a capacidade o Estado é dotado de autoridade, tida como superior a qualquer outra dentro do território. A esta autoridade auferida dá-se o nome de soberania. A soberania, como um dos traços do poder dos Estados, surge com o advento do Estado moderno e nada se assegura que seja ela perpétua e se apresenta sob duas faces: a soberania interna e a soberania externa. A soberania interna confere ao poder do Estado a supremacia sobre qualquer outro poder social existente em seu território. Darcy Azambuja (1966, p.42) afirma que o poder do Estado é o mais alto existente dentro de seu território e considera soberania equivalente a autonomia. A soberania externa designa a igualdade entre os Estados, pode ser chamada de independência. Em ambos os casos a soberania se autolimita mediante a ordem jurídica que a institui, levando em consideração o bem comum que deve proporcionar. O poder soberano dos Estados encontra limites na existência de outros Estados, que estejam em situação jurídica de igualdade com o mesmo, tendo todos o dever de respeito recíproco.

4 4 2.1 Soberania e globalização A nova Ordem Mundial, segundo Adherbal Meira Mattos (2005) 1, convive com a noção de Soberania, repudiando pressões internacionais, com fundamento na Economia, na Política, na Estratégia e no Direito. Em um Direito de Coordenação, continua Meira Mattos, onde o Estado-Nação convive com Organizações Internacionais (de Cooperação e Integração), Organizações Não-Governamentais (ONG S), e Corporações Financeiras Transnacionais (TNC s) num mundo complexo e globalizado. A soberania é a suprema da ordem jurídica, tanto do Direito-Norma, do Direito-Conduta e do Direito Fato-Mutável. É um dos objetivos nacionais permanentes, ao lado da Democracia e Paz Social, fundamentos da República Federativa brasileira (Art. 1º CF/88), inclusive o princípio da autolimitação inerente à Soberania. Para Miguel Reale a soberania é uma realidade sócio-jurídico-política o que, segundo Meira Mattos, possui conotação estratégica. A Globalização é possuidora de várias características, entre as quais as de natureza econômica, financeira e social. Desta última decorre a necessidade, por parte do Estado-Nação, de uma especial estratégia de participação na manutenção da convivência com as Corporações Financeiras Transnacionais (TNC s). É a globalização uma política de penetração econômico-financeiro-social, cujos aspectos básicos são a tecnologia e a tirania dos países de economia centrais, a exemplo do G-7, em detrimento dos interesses dos países de economia periférica, G-77, conforme singular reflexão, para um futuro trabalho sobre o Tribunal Penal Internacional, do internacionalista Meira Mattos. A criação de novas tecnologias, o fortalecimento das empresas e o crescimento econômico são fatos inegáveis e que estão provocando sérias modificações e a introdução de fatos novos no contexto das relações internacionais. A este processo de modificações tem-se denominado globalização, por tornar mais intensas as relações entre países, em 1 Adherbal Meira Mattos, internacionalista em palestra para alunos do curso de Direito na Universidade de Fortaleza em sobre o tema Soberania e Gestão de Florestas Públicas. Referido Professor é Titular de Direito Internacional da Universidade Federal do Pará e autor da obra Direito e relações internacionais, Belém: Cesupa, 2003.

5 5 virtude da economia. A globalização é um processo extremamente complexo. É defendida por várias teorias que tentam explicá-la e, até mesmo, aportar um desfecho para a mesma. O constante aprimoramento técnico e o surgimento de novas tecnologias ocasionaram uma explosão imensa na economia o que levou ao fortalecimento das empresas, e, estas, ansiosas por novos mercados, começaram a se expandir e a estender os seus ramos por diversos outros países, proporcionando a existência das empresas transnacionais. O volume de dinheiro pelo mundo afora se torna incalculável e inibe a capacidade dos Estados em controlar os movimentos de capital. Essa diminuição da capacidade de controle do Estado, segundo Azambuja (1966, p.42) 2, tem fortalecido a grupos de pressão. Constata-se que, nos países em processo de desenvolvimento, cujo índice de desemprego é alto e semelhante a grande necessidade de arrecadação de impostos, as grandes transnacionais recebem enormes incentivos, impelindo as decisões políticas de modo a favorecer-lhes sob pena de retirarem-se do país. Os Estados que não seguem as orientações das transnacionais acabam sofrendo embargos, bloqueios econômicos e boicotes. Meios de coação que, praticados por Estados poderosos economicamente, acabam por causar grandes transtornos nos países contra os quais tais meios são aplicados. A partir da orientação de liberalismo econômico, os Estados têm apresentado uma tendência à criação de organizações baseadas na interdependência (DREIFUSS: 1996, p.105) 3 dos países envolvidos. Entre essas organizações criam-se Tribunais Internacionais, aptos a dirimir controvérsias em assuntos determinados e que possam vir a surgir entre os países aderentes à organização instituída. Pode-se dizer, nesse caso, do surgimento da 2 os grupos de pressão exercem influência sobre o poder político para obtenção eventual de uma determinada medida do governo que lhe favoreça os interesses. As empresas com tamanho poderio econômico são grupos de pressão com forças majestosas, que interferem nas decisões políticas dos países. 3 Do poder supranacional, que é um poder que se coloca acima do poder estatal, segundo Dreifuss em sua obra A época da perplexidade. Petrópolis: Vozes, desse poder supranacional, surge o direito comunitário, que consiste em delegar poderes soberanos

6 6 supranacionalidade, um poder que se coloca acima dos Estados, resultante da transferência que estes fazem de parte de suas funções próprias, (jurisdição em matérias específicas), que passam a ser exercida tendo em vista a função e interesse comum da organização e não o interesse individual dos Estados. Com a criação dos Tribunais Internacionais, não só o Estado aplica as normas nos casos concretos; o Estado delega jurisdição em certas matérias em favor do Tribunal. Desse modo, como a jurisdição é uma forma de exercer a soberania, o Estado delega parte de sua soberania, concedendo ao Tribunal a competência jurisdicional em matérias previamente acordadas. Convém indagar, em decorrência desse contexto, como fica a soberania, enquanto expressão jurídica da independência de um Estado, num mundo onde os Estados estão interdependentes? Onde fica a igualdade entre os Estados que a soberania pressupõe neste contexto de relações internacionais tão sujeitas às influências do capital? Problemática para a mente dos juristas fomentarem os seus posicionamentos. Antes de dar segmento a um breve estudo sobre arbitragem, assinala-se o que diz Odete Maria de Oliveira (2004, p. 44): perante a ordem mundial, o Estado membro conserva a sua soberania mesmo tendo transferido parte de suas atribuições a uma organização internacional, a qual apesar de revestida de competências amplas, não consubstancia a concretização de um conceito absoluto e supremo de soberania. Como se vê, os Estados ainda ditam as regras intrínsecas de seus territórios e decidem sobre os problemas internos ao mesmo tempo em que tendem a se moldar às regras da organização internacional. nas matérias convencionadas, levando em consideração o que é melhor para a organização como um todo.

7 7 2.2 Arbitragem A arbitragem é o mecanismo extra judicial para solução de controvérsias pelo qual as partes contratantes submetem seus litígios perante um tribunal arbitral constituídos por juízes não togados, com competência para solucionar a lide e prolatar sentença que deverá ser obedecida pelas partes. Sua finalidade principal é resolver de forma célere as controvérsias surgidas quanto à execução contratual, obedecendo a vontade das partes, seguindo regras internacionais uniformes, e usando o direito, ou a Lex mercatória, ou a equidade, ou os usos e costumes com fonte de direito no julgamento. A arbitragem é um dos mecanismos de solução alternativa de litígios, desenvolvida fora da jurisdição estatal. Conforme relata Dolinger (2003) 4, esse instituto remonta à antiguidade, há mais de anos, bem antes de os romanos oficializarem esse procedimento. Mostrando a antiguidade da arbitragem, há uma citação recorrentemente usada nos textos relativos à arbitragem no Brasil, atribuída a Platão ( a.c.), onde este comenta sobre a escolha de Juízes-árbitro, nitidamente em um contexto de arbitragem: "Que os primeiros juízes sejam aqueles que o demandante e o demandado tenham elegido, a que o nome de árbitros convém mais que o de juízes; que o mais sagrado dos Tribunais seja aquele em que as partes tenham criado e eleito de comum acordo". 5 Reforçando esse posicionamento, Lemos (2003, p.21) comenta que: no Oriente antigo, menciona-se o caso dos hebreus, que, na câmara composta de três árbitros, a Beth- Din, resolviam todas as pendências de direito privado, pela via arbitral. 6 4 Para Jacob Dolinger esse milenar direito apresenta um rico desenvolvimento das instituições da conciliação e da arbitragem, que vem acompanhando a história do povo judeu desde as narrativas do Pentateuco, anos atrás, até os tempos modernos. O Velho Testamento narra como vários conflitos foram resolvidos pela conciliação e faz referencia à solução via arbitragem. 5 PLATÃO, in De legibus, Livros: 6 e LEMOS, Luciano Braga e LEMOS, Rodrigo Braga. A Arbitragem e o Direito. Belo Horizonte: Decálogo Livraria e Editora, p. 21.

8 8 A arbitragem já era usada em Roma, desde 754 a.c., e obedecia a duas formas de aplicação: o processo das legis actiones e o processo per formulas. O pretor, pertencente aos quadros funcionais romanos, era encarregado de preparar a ação, verificando se havia os enquadramentos legais adequados, submetendo-a as fórmulas previstas. Posteriormente encaminhava o processo para julgamento por um iudex ou arbiter. Estes juízes eram cidadãos romanos particulares, com idoneidade e respeitabilidade na comunidade (pater familia) e que estavam incumbidos de promover o julgamento da controvérsia que lhes fosse apresentada. Eles não faziam parte do corpo funcional romano, portanto eram árbitros não estatais. À medida que o estado romano assume um caráter mais público, o instituto da arbitragem privada passa a perder importância diante do juízo estatal, que assume a figura de jurisdição clássica. 2.3 Arbitragem e Comércio Internacional Na história do comércio internacional, à medida que os comerciantes se lançavam aos mares para realizar seus negócios com outros povos, surgiu a necessidade da adoção de mecanismos mais uniformes do que as leis particulares de cada Estado, para a solução dos conflitos emergidos dessas relações contratuais de cunho internacional. A arbitragem foi o caminho natural para a concretização dessa necessidade, visto que tem como fundamento maior a vontade das partes e a entrega da solução dos litígios a terceiros que não a jurisdição estatal. A crescente globalização das transações comerciais, após a 1ª Guerra e mais acentuadamente depois da 2ª Guerra, e o exercício continuado desse tipo de solução arbitral requereram o desenvolvimento, no século passado (Séc. XX), de procedimentos internacionais padronizados a fim de facilitar essas interações comerciais. Um marco inicial importante e consolidalizante desse procedimento é a Convenção de Genebra, ocorrida em ; depois evolui para a Convenção de Nova York, 7 A Convenção de Genebra, 1922, dispõe em seu artigo 1º, que: Cada um dos Estados contratantes reconhece a validade, entre partes submetidas respectivamente à jurisdição de Estados contratantes diferentes, de compromisso ou cláusula compromissória pela qual as partes num contrato se obrigam, em matéria comercial ou em qualquer outra

9 9 em 1958; 8 e é coroada em 1976, quando a UNCITRAL Comissão da ONU para o Direito Comercial Internacional editou o Regulamento da Arbitragem. Em 1985, há uma evolução ainda maior, com a aprovação da Lei Modelo ou Lei Uniforme, a qual é mantida atualizada pelas principais instituições matrizes da arbitragem que são a AAA American Arbitration Association (USA) e a CCI - Chambre de Comerce International (França). Essa Lei Modelo tem por finalidade disciplinar os procedimentos arbitrais internacionais e é adotada, em maior ou menor escala, como principal fonte de elaboração da legislação local pertinente em cada país. 2.4 O Mecanismo da arbitragem comercial internacional A arbitragem é o instituto de solução extrajudicial de litígios contratuais sobre direitos patrimoniais disponíveis, realizado por juízes não togados, tendo como principais características, a celeridade processual, a autonomia da vontade das partes e a confidencialidade. Carmona (1998, p.51-53) 9 define e comenta sobre a arbitragem como sendo o: meio alternativo de solução de controvérsias através da intervenção de uma ou mais pessoas que recebem seus poderes de uma convenção privada, decidindo com base nela, sem intervenção estatal, sendo a decisão destinada a assumir a mesma eficácia da sentença judicial é colocada à disposição de quem quer que seja, para solução de conflitos relativos a direitos patrimoniais acerca dos quais os litigantes possam dispor. suscetível de ser resolvida por meio de arbitragem por compromisso, a submeter, no todo ou em parte, as divergências que possam resultar de tal contrato, a uma arbitragem, ainda que esta arbitragem deva verificar-se num país diferente daquele a cuja jurisdição está sujeita qualquer das partes no contrato. 8 Convenção de Nova York, 1958, que prevê em seu artigo 1º: a presente Convenção aplicar-se-á ao reconhecimento de sentenças arbitrais estrangeiras proferidas no território de um Estado que não seja o Estado que tencione o reconhecimento e execução de tais sentenças, oriundas de divergências entre pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas. A Convenção aplicar-se-á igualmente a sentenças arbitrais não consideradas como sentenças domésticas no Estado onde se tencione o seu reconhecimento e sua execução. 9 CARMONA, Carlos Alberto. Arbitragem e processo. Um comentário à Lei Nº 9.307/1996. São Paulo: Atlas, p

10 10 por último, ficou claro que a arbitragem é mecanismo extrajudicial de solução de conflitos, de tal sorte que a intervenção do Poder Judiciário ou não existirá, ou então será invocada quando houver necessidade de utilizar a força diante de resistência de uma das partes ou de terceiros (condução de testemunhas, implementação de medidas cautelares, execução de provimentos antecipatórios ou execução de sentença arbitral). A escolha do instituto da arbitragem para solução de possíveis litígios sobre contratos comerciais internacionais é o caminho natural para as partes contratantes, por afastar a solução do conflito do âmbito da jurisdição estatal e, em geral, as particularidades da legislação local dos países-sede dessas partes. A solução dos litígios passa às mãos de árbitros nomeados pelas partes ou por câmaras arbitrais da confiança dessas, obedecendo a procedimentos previamente definidos na cláusula contratual de convenção de arbitragem ou no procedimento padronizado de alguma câmara arbitral, neste caso tomando como base a Lei Modelo da UNCITRAL. 10 Alguns pressupostos, de validade contratual, para que o mecanismo da arbitragem possa ser acionado pelas partes contratantes hão que ser observados, a saber: a) autonomia da vontade das partes; b) capacidade contratual; c) direitos patrimoniais disponíveis; d) inserção da cláusula de convenção de arbitragem. Quanto a autonomia da vontade das partes, a Lei Modelo, dentre outras diretrizes, preconiza que as partes, ao escolherem a arbitragem como meio de solução de seus possíveis litígios contratuais, possuem a liberdade de selecionar o direito a ser aplicado ao litígio em questão material ou processual, e, ainda, a legislação de qual país. Elas podem optar que o julgamento seja feito com base na equidade (ex aequo et bono), ou nos princípios gerais do direito, ou nas regras internacionais do comércio (Lex Mercatoria), ou nos bons costumes e ordem pública. 10 Preceitos padronizados, definidos pela UNCITRAL United Nations Comission International Trade Law e adotados pela AAA (American Arbitration Association) Norte-Americana e pela CCI (Chambre de Commerce et d industrie) francesa (principais câmaras arbitrais do mundo); Lei que é verdadeira matriz dos estatutos de todas as câmaras arbitrais dos 135 países signatários da Convenção de Nova York, de 1958 (informação obtida na internet na página da UNCITRAL atualizada até

11 11 No tocante à capacidade contratual das partes na arbitragem é imperativo que as partes possuam plena capacidade civil para contratar, com base na legislação local de cada país, sem a qual tanto o contrato quanto a cláusula de convenção arbitral serão nulos ou anuláveis, mesmo considerando-se a autonomia da cláusula de convenção arbitral. O alcance do instituto da arbitragem somente poderá ser acionado para solução de litígios que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis, ou seja, estão fora da possibilidade da arbitragem todas as questões relativas ao direito de família, de sucessão, os que têm por objeto as coisas fora do comércio, as obrigações naturais, as relativas ao direito penal, dentre outras, uma vez que a vontade das partes não pode se sobrepor às regras do direito positivado para essas situações, que não admitem transação sobre as mesmas. Um direito é disponível quando ele pode ser ou não exercido livremente pelo seu titular, sem que haja norma cogente impondo o cumprimento do preceito sob pena de nulidade ou anulabilidade do ato praticado com sua infringência, Lima (1986) 11 Assim: são disponíveis aqueles bens que podem ser livremente alienados ou negociados, por encontrarem-se desembaraçados, tendo a alienante plena capacidade jurídica para tanto, Carmona (2004) 12. A Cláusula de convenção de arbitragem, com seu caráter contratual independente é a ante-sala da arbitragem. É a Cláusula que, uma vez inserta em um contrato ou a ele ligada, ainda que de forma autônoma, irá determinar que futuros litígios havidos no contrato em tratativa serão solucionados pelo mecanismo da arbitragem. A existência dessa cláusula é fundamental para fazer valer a vontade das partes no sentido de afastar a jurisdição estatal sobre as controvérsias surgidas no contrato. 2.5 Categorias de arbitragens: Ad Hoc e Institucional. A autonomia da vontade das partes é de tal forma, que elas podem decidir e definir todo o procedimento arbitral a ser instaurado quando do surgimento de um conflito contratual. Vai desde a definição dos árbitros quando da assinatura do contrato, ou o 11 LIMA, Alcides de Mendonça, Dicionário do Código de Processo Civil Brasileiro. São Paulo, Ed. Revista dos Tribunais, p.v225 apud CARMONA, Op. Cit. p CARMONA. Op. cit., p. 8.

12 12 mecanismo de escolha a ser adotado passando pela definição dos procedimentos processuais para o julgamento, até a escolha da forma de julgamento a ser adotado no processo e do local a ser instaurado o tribunal. Tudo isto devidamente formalizado na cláusula de convenção de arbitragem. Percebe-se, pelo exposto, que as partes contratantes, desde que não firam os preceitos da ordem pública, dos bons costumes, e do direito, têm ampla liberdade para definir o quê (quais litígios poderão ser arbitrados), por quem (quais árbitros irão julgar), e quais os ritos processuais e a forma de julgar (o tipo de julgamento a ser adotado) nos denominados procedimentos arbitrais ad hoc. Tendo como matriz os procedimentos definidos pela CCI (França) e AAA (USA), na Lei Modelo e nas Diretrizes (ADR) de Arbitragem, as diversas câmaras arbitrais existentes na maioria dos países instalam o tribunal arbitral institucional, a pedido das partes, para arbitrar as disputas que lhe são submetidas. Existem inúmeras vantagens na escolha de um tribunal arbitral institucional devido à padronização dos procedimentos e ao tabelamento das custas das disputas, além da possibilidade de maior especialização por parte dos árbitros que ali operam. Mesmo indicando um tribunal arbitral específico em uma convenção de arbitragem, as partes não estão totalmente adstritas aos regulamentos daquele tribunal. As partes têm a liberdade de definir um ou outro ajuste que desejem no procedimento arbitral, tal como a possibilidade de interposição de recursos ou a indicação de um árbitro específico para desempatar questões, ou critérios pessoais restritivos à escolha do árbitro, ou a definição do prazo para prolatação de sentença, dentre outros. No Brasil, com a Lei 9.307/96, a decisão arbitral passou a ter força de uma sentença judicial (art.31da referida lei) e é de caráter irrecorrível quanto ao seu mérito (art. 18); contudo, admitindo a desconstituição por questões formais ou de respeito às vontades das partes, conforme seu artigo 32.

13 13 3. Considerações finais A referência primeira que se faz à arbitragem é no sentido desta ser apenas antecedente da solução judicial. Inerente aos processos jurídicos, os tribunais arbitrais têm jurisdição transitória, proferido o julgamento, cessam de existir. Diferentes dos tribunais de solução judiciária, que usufruem permanência, os tribunais arbitrais quando muito, subsiste órgão administrativo e lista de árbitros, visando a facilitar a constituição de futuros órgãos de arbitragem. Entretanto, na esfera internacional a arbitragem permanece em princípio independente do controle de tribunais de solução judicial. Em 18 de março de 1899, na primeira Conferência da Paz foi instituída a Corte Permanente de Arbitragem, o mais antigo mecanismo global para a solução de controvérsias internacionais. A Conferência foi reunida por iniciativa do czar Nicolau II, da Rússia, presentes vinte e seis Estados à exceção do Brasil comparecendo, pela América Latina, somente o México 13. A partir da Carta das Nações Unidas se estabelece de forma expressa quatro métodos para resolver conflitos: a) investigação; b) mediação; c) conciliação; d) arbitragem. Segundo o Professor Vicente Marotta Rangel (2005) 14 discorrendo sobre justiça internacional em breves considerações destinadas a homenagear Eduardo Jiménez de Aréchaga 15 quanto a sua idéia de justiça, evoca sobre os tribunais internacionais em vários aspectos, além do alcance da justiça no mundo, considerando a arbitragem como precursora da solução judicial. Em seu repasse sobre a justiça internacional, Marotta Rangel no tocante a arbitragem internacional, fez, também, menção à segunda Conferência da Paz em outubro de 1907, reunida na Haia contando com quarenta Estados, inclusive o Brasil, a qual manteve a anteriormente criada Corte. 13 Alejandro Sobarzo, El centenário de la Corte Permanente de Arbitraje, Anuário Mexicano de Derecho Internacional, vol.1, 2001, p Vicente Marotta Rangel em recente Conferência no Itamaraty (Novembro de 2005) abordando sobre A Evolução da justiça internacional.

14 14 A Corte Permanente de Arbitragem, CPA, com sede no Palácio da Paz, na Haia, segundo o conferencista, ainda não consiste em órgão judicante pleno, mas em uma instituição integrada por secretaria permanente e uma relação de árbitros, quatro indicados por cada Estado-Parte da Convenção, enfatiza Marotta Rangel, os quais constituem os chamados grupos nacionais 16. A esses grupos nacionais, em suas funções, atribui-se a relevância ainda subsistente da Corte Permanente de Arbitragem, pois lhes compete indicar os nomes das pessoas em condições de desempenhar as funções de membro da Corte Internacional de Justiça para dirimir determinado conflito, e na ausência de acordo entre as Partes, cada qual nomeia dois árbitros, dos quais somente um pode ser de sua nacionalidade; os quatro árbitros escolhem um superárbitro. O Grupo Nacional do Brasil é atualmente composto por Nádia de Araújo, Celso Lafer, Eduardo Grebbler e Antônio Paulo Cachapuz de Medeiros. O gerenciamento da Corte Permanente de Arbitragem compete a um Conselho integrado por representantes diplomáticos das Potências contratantes acreditadas na Haia em conjunto com o Ministro das Relações Exteriores da Holanda que exerce a função de presidente. A CPA funciona com base nas regras estabelecidas pela Comissão das Nações Unidas para o Direito Mercantil Internacional (CNUDMI). Há uma representação regional na Costa Rica em contato com o Secretário-Geral na Haia. Marotta Rangel, assinala que foi a Corte Permanente de Arbitragem bastante acionada antes da Primeira Guerra Mundial, tendo, desde então, reduzida a sua contribuição. Ressalva que, o mecanismo administrativo da instituição tem permanecido bastante ativo até os dias atuais, a serviço de solução de controvérsias em nível não apenas inter-estatal, senão também transnacional, como reflexo aliás de tendência contemporânea, finaliza. 15 Sobre la efectividad de la justicia en las relaciones internacionales, El Derecho Internacional en un Mundo en Transformación, Montevideo, Fundación Cultura Universitária, pp B.M. Capithorne, The permanent court of arbitration and the election of members of the International Court of Justice, The Canadian Yearbook of international law, vol. XVI, 1978, pp

15 15 Estatisticamente desde a celebração do tratado Jay até 1922, cerca de 350 arbitragens internacionais se verificaram. 74 delas ocorreram entre 1981 e Entre 1900 e 1930 ocorreram 165 arbitragens. Entre 1930 e 1990 o número de arbitragens limita-se a pouco mais de cinqüenta. Esse relativo declínio quantitativo se explica em razão do surgimento e multiplicação de tribunais de solução judiciária 17. Porém, isso não quer dizer que a importância do processo arbitral tenha diminuído, aliás, a este se têm submetido relevantes controvérsias contemporâneas. 4. Conclusões De toda sorte, os órgãos de solução judicial, inclusive os de arbitragem, acabam concorrendo em seus respectivos graus para a consecução de justiça, conducente, de modo louvável, à solução de litígios por meio de instituições que devem estar a serviço do ser humano, dos povos e de governos. No caso da CPA, mesmo que ela tenha sido instituída originalmente para resolver controvérsias entre os Estados, a partir de 1935 seus serviços foram ampliados para incluir também casos em que se encontrem envolvidos Estados ou outras partes não estatais, entre os quais sujeitos de direito privado e organizações intergovernamentais. Dessa forma a Corte Permanente de Arbitragem ocupa um lugar singular dentro do Direito internacional público e privado. Referências AZAMBUJA, Darcy. Teoria geral do estado. 4ª ed. Porto Alegre: Globo, CARMONA, Carlos Alberto. Arbitragem e processo. Um comentário à Lei. São Paulo: Malheiros, 1998., O processo arbitral. In: Revista de arbitragem e mediação, Arnold Wald (Coordenador), ano 1 Nº 1, São Paulo: Revista dos Tribunais, DOLINGER, Jacob e TIBÚRCIO, Carmem. Direito internacional privado. Arbitragem comercial internacional. Rio de Janeiro: Renovar, DREIFUSS, René Armand. A época da perplexidade. Petrópolis: Vozes, Dados relatados por Jonathan Charney, Recueil dês Cours. Academie de Droit

16 16 Lei Nº 9.307, de 23 de setembro de Dispõe sobre a arbitragem. DOU LEMOS, Luciano Braga e LEMOS, Rodrigo Braga. A arbitragem e o direito. Belo Horizonte: Decálogo livraria e Editora, LIMA, Alcides Mendonça. Dicionário do Código de processo civil brasileiro. São Paulo: Revista dos Tribunais, MATTOS, Adherbal Meira. Direito e relações internacionais. Belém: Ed. Cesupa, OLIVEIRA, Odete Maria de. Relações internacionais: Estudos de introdução. 2ª ed. Curitiba: Juruá, RANGEL, Vicente Marotta. Evolução da justiça internacional. Jornadas de Direito Internacional Público, Brasília: Funag, REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. São Paulo: Saraiva, WALD, Arnoldo. Os meios judiciais do controle da sentença arbitral. In: Revista de arbitragem e mediação, Arnold Wald (Coordenador), ano 1 Nº 1, São Paulo: RT, International, tome 271, 1998, p. 31.

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