Maria F rancisca Rangel de Jesus Barros

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1 PA LEST RA A R ESPONSAB I L l DADE" DOS DOC ENTES NA FORMAÇ AO DE P ESSOAL D E N IV E L M E D I O Maria F rancisca Rangel de Jesus Barros BARROS MFRJ A responsabilidade dos docentes na formação de pessoal de n ível médio Rev Brlls Enf Brasília 38( 1 ) : jan/mar Os e ducadores responsáveis pela formação d e auxiliares e técnicos em enfermagem desenvolvem hoje o máximo de reflexão sobre os objetivos que deve rão conduzir seu trabalho a um ê xito traduzido no reconheci mento da enfermagem como profissão essenci al êxito e sse expresso através da ação de toda uma e qui pe bem de finida entre os profissionais de saú de e bem configurada no que respeita às tarefas t ípicas das categorias que a compõem A atenção de enfermagem nos dias atuais principalmente com a e xpansão e exte nsão do rol profis sional e transferência de tecnologia nos programas de regionalização com a crescen te demanda das comunidades por um n ível cada vez mais elevado da pre stação de cuidados re quer um preparo e ficiente de recur so s humanos Estes recursos devem ser bem orien tados conscientes de sua responsabilidade capazes de participar do processo de mudança que se opera em toda a parte na condição de profissionais seguros ajustados produtivos e acima d e tudo felize s d e proporcionar a o próximo não somente o cuidado mas a orientação correta o t rato cordial human ístico que caracteriza o ser humano em interação para a saúde na comunidade na fam ília no laze r ou no trabalho no hospi tal e na escola O discurso cont ínuo tem possibilitado aos docentes que se oc upam do pre paro desses recursos humanos perce ber e até de screver esses o bje tivos mas isso não tem sido suficiente para oferecer a esses educadore s meios de reconhece r a natureza do ensin o que será mais adequado para o tipo de comporta mentos finais esperados dos estudantes Os profe ssores raramente são treinados sobre as técnicas de acordo com as quais os alunos possam desenvolve r racional e sistematicamente componentes de comunicação que realmente lhe s dêem condi ções de funcionar na condição de agentes de mudança partici pando com sucesso das atividades de e duca ção para a saúde na comuniaade na uni dade de sauae ou na atenção dire ta ao paciente hospitalizado cuja expectativa ou necessidade sentida sabemo s permanece i nsatisfeita ou ainda como aspiração não aten dida É do II com grande respeito e satisfação que registramos neste documento a iniciativa da Coordenação Se núnário de Ensino de Enferm agem a N ível Médio ao propor um trabalho e fetivo fundamentado em ampla pesquisa de opiniões sob re a compe tência profissional desse s recu rsos h umanos com base em estudo e discussão da responsab i lidade dos docentes na formação de pessoal de n ível médio Estes estudos poderão se rvir de instrumento para a impleme ntação das grades curriculares dos programas dos planos de cursos e das própri as aulas Os métodos de ensino se definirão a partir dos obje tivos dos cursos O processo ensinoaprendiza gem se delineará através de análise da situação real do se tor saúde no Pa ís na região e no local onde se desenvolve rem os trabalhos te óricopráticos e estágios supervisionados To dos falam em obje tivos educacionai s interpretam sua concei tuação expressam a necessidade de definilos descrevemnos Pouco s entre tanto páram para questionarse e encon trar as respostas a três tipos de perguntas : J Diretora do Centro Interescolar de Saúde de Brasília FHDF Mestrado em Saúde Pú!>!ica FENSPMS PósGra duação em Desenvolvimento de RH Administração Pública Universidade de Manchester Inglaterra R ev Bras Enl Brasília 38( 1 ) jan /mar

2 o que devemos ensinar para o alcance desses objetivos? Como saberemos que o processo ensinoapren dizagem se realizou? Que materiais e procedimentos terão melhor desempenho para o n ível e o conteúdo que deseja mos ensinar? Além das respostas a essas pergun tas para especificar os objetivos tornase importan te respondê las mantendose sua ordem o que favorecerá a compreensão de inúmeros componen tes do conhecimen to sobre a natureza human a seu potencial e condições de crescimento Com essa linha de reflexão acre di tamos que os educadores desejosos de realizar um trabalho capaz de ser medido em sua traje tória perrrú tindo as al terações ou correções de maneira mais racional terão que traçar em primeiro lugar os objetivos do curso com base nas atribuições "que o recurso humano em questão deverá desenvolve r : CU RSO D E AUXI L I A R D E E N F E RMAGEM ATR I B U i Ç Õ E S DO AUXI L I A R D E E N F E RMAG E M C U R SO D E T ÉC N I CO E M E N F E R MAG EM AT R IB U içõ ES DO T É C N ICO E M E N F E RMAG E M OBJ E T I V OS DOS CU RSOS Parale lamen te deverão dorrúnar o conhecimento das forças positivas que constituirão a base racio nal para a interpre tação das reações das pe ssoas que in teragem no processo ensinoaprendizagem Para o estudo e compreensão dos Obje tivos Instrucionais tornase necessári o ainda que sumaria mente analisarmos a importância do conhecimento de alguns aspectos da Psicossociologia tais como : motivação ação de mudança e o processo de dar e receber ajuda É provável que todos tc l i j amos escutado muitas vezes perguntas ou declarações deste tipo: "Como podere i "motivar uma pessoa a que faça algo para resolver seu problema? " " Que se pode fazer para motivar os estudantes a que se in teressem pelo trabalho escolar? " "A qualidade d o bom l íder é motivar seus seguidores a que trabalhem" 1 Essas perguntas ou declarações passamnos a idéia de que motivação pode ser inj tada em alguém 2 Ou que motivação confere energia para o alcance de deternúnado objetivo EstaÍnos de acordo com a segun da das idéias A energia para atuação está em todos nós Quando nos parece que alguém não está motivado a pergunta deveria ser : " O que está impedindo que esse impulso mobilizador se manifeste?" As funções do educador de motivar estão bem mais relacionadas com aju dar a criar condições para que se liberem as forças criadoras ou ajudar a não se obstru írem os canais por onde essas forças possam ser liberad as Porque essa energia potencial está em todos os seres humanos Esses impulsos dirigi dos à motivação estão p or sua vez ligados à satisfação das necessidades dos seres humanos do ponto de vista biopsicossocial Da série de nece ssidades reconhecidas escalonadas ou hierarquizadas algumas são freqüentes específicas e exigem satisfação ; outras não exigem muita atenção são às vezes indecifráveis Entre esses extremos podem existir outras ainda não reconhecidas Os estudiosos do assunto concordam em sua e xistência reconhecem as mais vitais podem contu do discordar da hierarquia estabelecida : 96 R ev Bras Enl B rasília 38( 1 ) jan /rnar

3 Fisiológicas 11 1Il Segurança IV Do ego V Sociais De auto realizaç ão o E N S I N O D E E N F E R MA G E M A ação de mudança Ne m sempre o age n te d e mudança est á pre parad o para diagnosticar o n ível d e nece ssi dades mais mome ntâneas com fortes do grupo em questão Freqüen temente confunde suas próprias necessidades aquelas que seriam as do grupo Problemas de docentes da Enfermagem o êxi t o do seu trabalho deveria apoiarse na compreensão clara da força de nece ssi dades expressas pl'l ls reações do grupo e trabalhar com base naquele reconhecimen to M U DANÇA R ES IST Ê N C I A À M U DAN ÇA Toda a vida é mudança quando deixamos de crescer e de desenvolver começamos a declinar Na condição de seres human os apresentamos em maior ou menor grau uma dualidade : ao mesmo tempo e m que buscamos a mudança o crescimento nos prendemos a certos elos defensivos ou ilhas de continuidade e seguranç a Assi m estudos apontam resultados interessan tes en tre e studan tes : freqüentam cursos para apren de r e portan t o mudar mas se e sforçam por protegerse não estabelecendo relação autêntica com pro fessores p ara evitar que e sses os influencie m N a s experiências em que o se r human o s e envolve socialmente existem sinai s de mudança: e ntretan t o com as mudanças tecnológicas resistência à a sociedade segue a ten dência de se transformar e m alguns anos em s u a estru tura organizacional industrial e soci al A s e s truturas que m an têm o processo social apresentam um ritmo incompatível com as potencialida des tecnológicas o que se consubstancia nos grupos e indivíduos que querem sempre atrasar o relógio fazendo surgir e m todos os setore s as formas pol íticas extremamen te autoritárias M U DANÇA E AS AMB I G Ü i DADES Há certa dissonância e n tre as re ali dade s do passado e os fatos novos ou os novos enfo ques sobre a s situações vivenciais Às vezes irreconciliáveis em s u a na ture za provocam a procura de n ovas soluções Ao s inovadore s d e modo geral são atribu ídos motivos ocultos ou desonestos MUDANÇAS E ESTEREÓT IPOS Os tabu s os preconceitos e o sistema de crenças são às vezes tão antigos e profuiluus que resistem durante muito te mpo às mudan ç as Exemplo : quand o uma instituição quis provar através de um e studo que las mulhe res trabalhavam de maneira ineficien te p orque eram inferiore s o estudo provou que seu trabalho era al tame nte produtivo e suas ausências baix íssimas M U DANÇA E R E DU ÇÃO DO POD E R Há p rovas d e laboratório e resultados d e pesquisas e m grupos organizacionais que indiv íduos isola damen te ou e m conjunto resistem a mudanças quan do há dima competi tiv n o emprego e conse qüen' temente a p ossibilidade de re dução d o seu pode r ' : R ev Bras Enl Brasília 38( l ) Üm/mar

4 M U DANÇA E D ESTR EZA & L IM I TAÇÃO Outras vezes há a re s ist ên ci a à m u dan ça qu an d o o ass unto envol ve a n ece s si d a de de aval iar suas re sis ti r à mu da n ça e quivale a manter su a d ign i d a de porque não há exposição de sua linú ta ção Acei tar a mudança ao me smo tempo que pernúte ap re n de r nova destreza e xpõe sua l imitação linú taç ões : O P R OC ESSO DE MU DANÇA A mudança começa qwmdo alg ué m pe r ce be que ela prob lema passa a ser : conseguir é n e ce s sá r i a adesões e desenvolver es t ratégi as que e que sua realização é poss íve l O envol vam um plano de a ç ão e a p r ópria aç ão OBSTÁCULOS 1 Falta de i n formação sobre a s i t uaç â"o e d ad os sobre a at it ud e das pessoas em re l ação aos resul tados dà mudança 2 Fal ta d e confiança nos mo tivos d o s agen te s d e mudança falta d e estrutu ra d o s age n tes de mu d an ça em rel aç ão à organização d o gru po 3 A i mage m dos agen te s de mudan ç a qu e p o d e refle tir corre t a o u i ncorre tamente o desejo de não p art i l ha r dos obje tivos do gru po ou organização a qu il o que possa parecer agressão 4 A imposição ao grupo de um plan o de a ç ão quan d o o grupo tem con sciên ci a de nã o haver p ar tilhado das e tapas de mudança Os proble ma s s u rge m qu an do os defensores da mu danç a não re con hece m comum com o be mestar ou i deais da c omu ni d a de ou gru po ; quando a si t uaç ão qu and o se a re spon sa b ili da d e perde o respe i to ao gr u po e passa a se r compe titiva Se conce bêsse mos mu danç a apenas como res u l tado do trabalho de fo rç as propulsoras have ri a se mpre m udan ça e e qu i l ili ri o Poré m essas forç as pr o p ulso r as conjugamse c o m fo rças restritivas que fu n d ireç ão contrária ; se e ssas são ig uai s há um equil lb rio dinânúco e fl u tuan te não há possibili de m u dan ças As fo rç as res tri tivas re pre se ntam ge ral me n te p r o ble mas : Falta de reconhecimento da ne ce s si d ade de mudar Medo de c onseq üênci as dentro da organ ização Falta de confiança nos verd ad e iro s motivos dos age n tes d e m u dan ç a I nsegur ança quan to à c ap ac i d a de de de se n v o l ve r /lovas destrezas Me do de perda de pod e r Dificuldade de d e fi nir o sentido d as m udanças em relaç ão a o pre s en te e ao fu t u r o No p r oce sso de mudança ocorrem as me s mas etapas veri ficadas na técnica de so l u ção d e p robl e cionam e m dade mas Análise Pl a no de Aç ão Id e n t i fic a çã o Ação Causas Alternativa de Sol ução El i m aç ão de fo rç as r e stn t lvas Reforço d as forças p r op ul sor as Obj e tivos e metas a alcan ç ar Progr ama s imp le me nta ção Aval i ação 98 R ev Bras EII/ Brasília 38( 1 ) jan/mar

5 o PR OCESSO DE DAR E R EC E B E R AJU DA Empatia U m a g r a n d e sensi b ilidade ou p c r ce be r da m a n ei r a que ele pc rc e bc O p (o fe sso r ca paz de p e rce b e r a seja a c ap ac i d ad e de se c ol o c a r n o l u ga r do outro para r e a li d a d e d o pon t o de vi s t a do es t u d a n t e te m segun d o p e s qu i s as estabeleci da a re l a ç ã o de aj u d a o que p ro p i ci a m u da n ças fav oráveis no aj u s t amen to profissional e nd p r o d u t i v i dad e e tkiência e s a ti s façã o pcssoal A d in â m i ca do c r e s c i me n t o do e s tudante dc pc n d e d o e n fo q u e <l o professor ; i s t o é se o pr ofe ss or só te m c on d iç õe s de pe rcebe r os "fa tos " c omo lhe p a r ec e m ser "obje tivamente " como lhe será mais cômo d o n ão se d a n d o a o trabal h o d e apreciar o e n foq u e do e s t ud an t e n unca será capaz dc realizar a re l aç ão d e aj uda q u e e n vo lve os aspec t os de dar e rece be r Todos enriquecem quan do ess1 relação e v o l ui para u m a "cx p l o ração c onj u n t a e m ambien t e d e c o n fi a nça na q ua l u ma personalidade fa c il i t a à o u t r a o cre sci me n t o pessoal ; e m q u e se aj u d a o outro a t o rn ar se mais mad uro i n te gr a d o e e x posto à sua p r ó p r i a e x pcriência " Esse é um p r oce s s o que se deve ma n i fe s t a r e m fu n ç ão do profe ssor do p s i c ó l ogo do o r i e n t a d o r do e n fe r m e i r o que é a ve r d a d e i r a e ssê n c i a de que m é p ai c ônj u ge ou am igo ca paz d e n ão supcrprotege r mas d e aj u d a r a cresce r O p r oc esso d e aj u d a r não s e restri nge a o tr a bal h o i n d ivid u al mas este n d e se a gr u po s Toda vez que a l g u é m fun cion a c omo l íd e r de u m gru p o e v i sa a i n teração p o d e o b te r o re s u l tado p osi t i vo ou nega t i v o d epe n de n d o de sua capacidade de e s t a belecer a relação de aj uda A L G U MAS T É C N I C AS QU E POD E R ÃO FAVO R E C E R A R E L AÇÃO D E AJU DA Esc utar com i n t e re sse e xe rci t a n d o a i l l tuição de m o d o a perce ber o que n o s d izem n o que é p r oc u r an d o co m p re e n d e r sem i déias p re conce b idas Ob se rvar me lhor a c on d u t a t o t al para i n te r p re t a r c or re t a me n t e a mai s sutil c o mu n i c a ç ã o Estar a l er t a para as maneiras de sen tir da pessoa que nos fal a bem como para com n ossos próp r i o s se n t i m e n t o s Pe rscr u tar as necessidades da pessoa em qu e s t ã o e t r a b al har de acordo com seu ri t m o Pe r gu n tar de m a n e i r a a e s t i m u l a r () p r o c e ss o m e n t al Dar o e xe m p l o com suas p ró p rias a t i t u de s e con d u ta pa r a a c r i aç ão de um c li ma p rop íc i o ao crescime n t o e à i n t e ra ção dito e M É TODOS PARA DFSE NVOLV E R OS O BJ E T IVOS 1 ) Um d o s p ro ce d i m e n t o s técni c os m a i s u t ilizados é a ubst:rvação crdica de um incidente C o m o visam e stabelecer o s obj e t i v o s de aprendizage m e sse en foque se c en t r a nas cond u tas o b tidas ou e l e me n t o s d e c o m pe t ênc i a mai s do q ue n o conteúdo do curso ou n a me t o d o l o g i a do e n si todos os mé todos q u e no Anál ise de um comportamento final O o b se rv a d or descreverá () episód i o es pec í fic o c o m j u íz o c r ít i c o ou sej a avaliará o d e s e m p e n ho da t a r e fa d o proti ssional se o me s m o s e foi n o t o r i a m e n te bem ou deficien te men te i n d ic an d o a! razões p o r qu e c h e g o u a e ssas c on cl u s õ es À me d i d a que se a c u m ula m os e pi sódios ou e x pe r i ê n ci as os observa d ores de man e i ra independe n te e s tarão re a l i z a n d o s uas avaliaçõc s Em s e gu i d a grupamse as e xperiê n para hie rarquização Formamse as categorias de e xperiên ci as e a ga ma que t o t al i za o n úme ro e o que cad a c a te go ri a pr o fi ssi on al deve apresen tar c o mo su a co m pe tê n ci a Em o ut r a s pal avras os c o m p on e n t e s das tare fas d a s a t i v i d a d e s das ações na l i ngu agem de planejame n to a d m i n i s tr a tivo os componen tes do c o m p o r tam e n t o final na l inguagem do planej amen to do ensino técnico cias gr a u de co m pl e xi d a d e 2) O u t ro mé todo a análise do trabalho também chama d o e s t ud o do t e m p o e m o v i me n t o apresen ta a des v an t agem d a avaliação i n d i v i d u al mas o universo anal isa d o p e r mi t e al gu m a segurança para categor ev Bras En! B ra s íl i a 38( l ) jan /lll ar

6 rizar os incidente s ou e xperiências Consiste em analisar min uciosamente o que o profissional da catego ria em questão realiza efe tivame n te na prática diária de trab alho numa unidade de saúde por exemplo em lugar de especificar o que pare ça desejável que se aprenda Assim os tópicos de ensino devem repre sentar exatamen te o que se re queira da categoria profissional no campo de t rabalho 3) Um terce iro mé todo considera os problemas registrados estatisticamen te n as áreas federal regio nal e local relacionados à mor talidade morbidade Esse método ' é adequado para o preparo de recursos humanos que se destinem aos programas de a tenção primária por exempl o quando se e stabelece a regio' nalização do sistema de saúde A O R GAN I ZAÇÃO DOS OBJ E TIVOS Seja qual for a origem do obje tivo ou o método para classi ficálo convém que se sistematize e m três tipos : o cogni tivo o psicomotor e o afetivo (conhecimento habilidades profissionais atitudes e valo res) Em geral os docentes se preocupam com o conhecimento que desejam que os estudan tes adquiram As habilidades e atitudes que esperam dos estudantes nem sempre são destacadas de maneira a permitir sua sistematização e avaliação racional Mesmo nos obje tivos cogni tivos fre qüen temen te se destaca o que deverá ser apresentado aos estu dantes em lugar de ser val orizado o que eles deveriam ser capazes de fazer com o que estudam Com a finalidade de organizar essas formulaçõe s um grupo de especialistas em avaliação classificou as me tas cognitivas de apren dizagem em uma Taxonomia dos Objetivos Educacionais Esse sistema te m a vantagem de hierarquizar os objetivos e sua apre sen tação que pode ser clara men te compreendi da e acompanhada Isso também facilita aos professores observar de maneira racional a evolução de se u trabalho (experiências de aprendizagem) bem como a avaliação do progre sso do estu dante que implica na avaliação de se u progresso como educador ; em outras palavras quase sempre esse n ível alcançado é o da transmissão de conhecimento e memorização Uma taxonomia comparável também foi organizada para a área afetiva A utilização e o dom ínio dessa classificação são considerados bem mais difíceis que os da área cog ni tiva Não está ai nda esclarecida a razão da dificuldade mas supõese que reflete na ten dência que se tem de considerar valores e atitudes bons ou maus em vez de se pensar nos n íveis de predisposição de se rea gir aos padrões j ulgados convenientes A organização de atitudes de mane ira consciente para que se desenvolvam os traços considerados desejávei s pode constituir invasão nos valores e atitudes pessoais porém isso não se pode e vitar nos programas formais de ensino Na verdade a aprendizagem dessas atitudes é con stan te e permi te prever a ' conduta futura com mais precisão do que a apren dizagem de um conhecimento ou infomlação a que se dá tan ta impor tância como obje tivo cogrú tivo Se é provado que e xistem atitudes em relação ao paciente ao colega e até à prestação do cuidado de enfermagem e da atenção à saúde não somente é imperativo que os professores façam dessas atit udes objetivos e xpl ícitos mas também que se especifique o n ível de atuação esperado no estudante tal como se faz para os aspectos cogni tivos B A RROS MF RJ Teacher's responsability in the preparation 01' secondary levei people Rev Bras Enf Brasília 38(1 ) : jan/mar R ev Bras Eni B rasília 38( J ) j an /mar

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