Relatório de Gestão 2014

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1 2014

2 3 Vinte anos com grandes resultados para comemorar. Porque todo sonho é possível. Acreditar em um sonho é o primeiro passo para transformá-lo em conquista. O segundo é se unir a pessoas com o mesmo ideal. Porque, juntos, somamos forças para trilhar o caminho da vitória. Foi desta forma que o começou sua história, há 20 anos: reunindo lideranças que buscavam fomentar e consolidar o cooperativismo de crédito em Minas Gerais. Assim, da crença em um mundo mais democrático e justo, nasceu uma central de cooperativas de crédito. Nosso desafio era ultrapassar grandes fronteiras, vencer os obstáculos do mercado financeiro competitivo e desigual daquela época. E, com a união das filiadas, cooperados, gestores, funcionários e parceiros, conseguimos superar as dificuldades e alçar voos mais altos, construindo a história de uma grande instituição financeira, capaz de transformar a vida das pessoas. Hoje, podemos comemorar não só o ano de 2014, mas uma trajetória de 20 anos marcada por grandes resultados. Um crescimento que vai além dos números: representa os incontáveis sonhos que realizamos juntos. Conquistas que só alcançamos porque acreditamos que todo sonho é possível.

3 Índice 7 Apresentação 9 Conselhos 11 Mensagem do Presidente 12 Sicoob Sistema Cecremge 16 Incorporações 19 Livre Admissão 21 Negócios 28 Planejamento Estratégico Gerenciamento Matricial de Despesas 31 Taxa de Manutenção 32 Gestão Financeira 38 Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito 41 Supervisão 45 Controles Internos 46 Consultoria e Normas 49 Comunicação 52 Tecnologia 54 Educação Cooperativista 62 Projetos de Gestão de Pessoas Responsabilidade Social 79 Balanço Patrimonial 83 Relatório dos Auditores Independentes 85 Parecer do Conselho Fiscal

4 6 7 Apresentação Uma empresa é a consolidação de um sonho somada ao resultado do trabalho dedicado de seus idealizadores e funcionários. Foi com esse espírito que o completou 20 anos de existência em 2014, acreditando que todo sonho é possível. Cada passo dado nessas duas décadas foi avançado com prudência e bom senso, sem deixar, porém, de ser audacioso na definição de suas metas e objetivos. Nas páginas a seguir, você encontrará a prestação de contas do ano de 2014, com os principais números, iniciativas e projetos desenvolvidos. Este documento comprova a robustez da instituição, fruto dos esforços de uma equipe sólida e altamente capacitada em conjunto com um quadro social sempre presente. Após 20 anos de existência, o sabe que vai continuar caminhando, avançando frente às adversidades e com a certeza de que no futuro estarão mais desafios, planos, projetos e todas as outras conquistas que ainda estão por vir. Boa leitura!

5 8 9 Conselhos Diretoria Executiva Conselho de Administração Conselho Fiscal Luiz Gonzaga Viana Lage Diretor-presidente César Augusto Mattos Charles Drake Guimarães Gonçalves Amando Prates João Carlos Leite Ramiro Rodrigues de Ávila Júnior Vice-presidente Alfredo Alves de Oliveira Melo Diretor de Supervisão e Controle Márcio Olívio Villefort Pereira Diretor Administrativo e de Desenvolvimento Samuel Flam Diretor Comercial e Financeiro Cristiano Felix dos Santos Silva Darcy da Silva Neiva Filho Hélio Alves de Rezende Jacson Guerra Araújo Nelson Soares de Melo Ronaldo Siqueira Santos Urias Geraldo de Sousa Maurício Mafra Silmon Vilela Carvalho Junqueira Taitson Rodrigues Melo Bessas Zélia Maria Alves Rabelo

6 10 11 Mensagem do Presidente Bão demais, uai!!! - Com esta expressão simples, matuta mesmo, nós mineiros demonstramos nossa satisfação com as coisas e gentes, quando perguntados se estamos felizes e, a aproveitamos para narrar o que se passou no exercício de Caminhamos por caminhos seguros, com trilhas e rotas detalhadamente estudadas, conscientes de que executamos as diretrizes traçadas por um quadro social harmônico e participativo, fator preponderante na qualidade e nos baixos custos operacionais por nós praticados. Festejamos nossa existência numa festa memorável, quando comemoramos 20 anos de fundação: estivemos bem perto da apoteose, tal a felicidade que reinou naqueles poucos instantes em que saudamos e agradecemos as pessoas e instituições que nos primórdio estiveram aqui, dando-nos forças e esperança de que dias melhores viriam. Continuamos crescendo alicerçados na amizade e no companheirismo, coisas inexistentes no sistema financeiro convencional, mas tão normal e comum no cooperativismo, no qual temos uma fé inquebrantável e que nos leva a abominar os escândalos e vergonhas pelos quais passam a República, apequeninando-nos como brasileiros. De cabeças erguidas, queremos justiça. Afinal, procuramos sempre cumprir a parte que nos cabe. Os números mostrados logo a seguir merecem uma análise não só na ótica técnica e sistêmica por parte do leitor, pois veremos claramente que o cooperativismo financeiro praticado nas Gerais tem ainda um cheirinho de gente. Agradecemos ao Sistema Ocemg, ao Sicoob Confederação e ao Bancoob pelas parcerias vitoriosas, e às filiadas pelo apoio sempre presente. Bão demais, uai!!! Luiz Gonzaga Viana Lage Diretor-presidente

7 12 13 Sicoob Sistema Cecremge Toda grande conquista começa com um grande sonho e, há 20 anos, o sonho do Sicoob Central Cecremge era enorme. Com história iniciada mais precisamente em 27 de outubro de 1994, a Central das Cooperativas de Economia e Crédito do Estado de Minas Gerais Ltda. nasceu do propósito de ultrapassar grandes fronteiras e representar os interesses de suas filiadas em prol de um projeto coletivo e sustentável. As dificuldades encontradas foram muitas e poucos eram os recursos disponíveis. Portanto, construir uma relação de confiança com as cooperativas para que elas viessem a se filiar talvez tenha sido o maior desafio no início. Naquele tempo, diante de um mercado financeiro competitivo e desigual, a busca pela sustentabilidade e a garantia de solidez foi, e continua sendo, um propósito do. Após duas décadas de existência, o tem respeitada atuação no segmento cooperativo de crédito e contribui para a perenidade das cooperativas filiadas e para o sucesso dos associados em suas atividades, oferecendo suporte por meio da representação, assistência técnica, supervisão e integração. Composto por 73 singulares associadas, o Sicoob Sistema Cecremge atende os mais diversos segmentos da economia nacional, sendo livre admissão, rural, comerciantes, empresários, profissionais liberais e funcionários de empresas públicas e privadas. Ao todo, são 190 pontos de atendimentos presentes em todas as regiões do Estado de Minas Gerais, prestando serviços financeiros a quase 375 mil associados. 2 cooperativas formadas por comerciantes e empresários 14 cooperativas formadas por empregados de empresas privadas 21 cooperativas formadas por empregados de empresas públicas 31 cooperativas de Livre Admissão 3 cooperativas formadas por profissionais liberais 2 cooperativas formadas por produtores rurais

8 14 15 Das 73 cooperativas que integram o quadro social do, 15 não operam com conta corrente e 58 dispõem desse serviço para seus associados por meio de convênio com o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob). A soma de esforços entre Central e filiadas engrandece ainda mais o cooperativismo de crédito e proporciona ao Sicoob Sistema Cecremge uma posição de destaque frente ao mercado financeiro do Estado. Ao fazer parte desse movimento há 20 anos, o se consolida cada vez mais, oferecendo serviços de qualidade às singulares e demonstrando como o trabalho coletivo é um capital imprescindível para a transformação da sociedade.

9 16 17 Incorporações Com o acirramento da concorrência entre as empresas, desde o início de década de 1990, impulsionado pela diminuição das barreiras comerciais, processo de globalização, estabilidade da moeda e novas tecnologias, as estruturas das empresas, sobretudo as brasileiras, têm vivenciado profundas mudanças. Dentre as mais significativas, para se adequar a essa nova realidade econômica, nos deparamos com a concentração empresarial por fusões, aquisições e incorporações, com o objetivo de se tornarem mais sólidas e atingirem novos mercados. Para as cooperativas de crédito, os processos de incorporação têm sido pauta de discussão em diversas situações, tanto para impedir o risco de continuidade, quanto para casos de redução expressiva de patrimônio em função da mudança da realidade social e econômica. Muitas vezes, esse processo acontece, também, para a melhoria da eficiência, a partir da ampliação do quadro social e aumento do volume de negócios, considerando a elevação do patrimônio. O, alinhado com esse entendimento, tem tratado o assunto e acompanhado os processos de incorporação que contam com a participação de suas singulares filiadas. Em 2014, foram iniciadas tratativas para a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados Cemig Ltda. - Sicoob Cecremec, filiada à Central, incorporar a Cooperativa de Crédito dos empregados em

10 18 19 Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico de Juiz de Fora Ltda. Cecrepam, singular independente. Outras duas filiadas também deram início ao processo para aumentar sua dimensão e melhor atender seus associados. A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de São Roque de Minas Ltda. Sicoob Saromcredi, incorporará a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empregados da Alcoa Alumínio S.A. e Empresas Subsidiárias em Poços de Caldas Ltda. Credial. As assembleias individuais dessas cooperativas foram realizadas no final de Ambos os processos de incorporação se efetivarão, portanto, no exercício de Livre Admissão A transformação de cooperativas segmentadas em livre admissão de associados representa um grande avanço para o setor e para a comunidade em que atuam. Essa condição permite a livre adesão de pessoas físicas e jurídicas, de diversas origens e atividades econômicas, em cooperativas de crédito. Com maior diversidade na condição de associação, a livre admissão viabiliza o acesso ao cooperativismo de crédito por parte de um número maior de pessoas e, dessa forma, é possível vislumbrar um modelo de cooperativismo de crédito sólido e que favorece o fomento das economias locais. Em 2014, dois processos de transformação de cooperativas filiadas em livre admissão foram autorizados pelo Banco Central do Brasil (BACEN): Cooperativa de Crédito de Livre Admissão do Leste e Nordeste Mineiro Ltda. Sicoob AC Credi. Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Nova Serrana e Região Ltda. Sicoob Credinova. Atualmente, o tem em seu quadro de filiadas 31 cooperativas de livre admissão.

11 20 21 Negócios As cooperativas de crédito do Sicoob dispõem de um completo portfólio de produtos e serviços que viabilizam aos cooperados soluções compatíveis às suas necessidades. O, por sua vez, tem o papel de representar os interesses de suas filiadas, orientando-as e apoiando-as em todas as operações, por meio de suporte, treinamentos, desenvolvimento de metas e estímulo nas ações de vendas. No ano de 2014, frente ao mercado altamente competitivo, a Central buscou fomentar nas cooperativas a conscientização para a necessidade de ampliar suas receitas com a comercialização de produtos e serviços. Ao final do exercício, após intenso trabalho, o resultado obtido foi surpreendente: a expectativa inicial, que era de 20% de aumento, foi superada, atingindo a marca de 99,35% de crescimento em receitas nas filiadas. A seguir, veja quais ações foram promovidas para o alcance desse resultado. Treinamentos Treinamento de Integração Produtos Sicoob A novidade em 2014 foi o Treinamento de Integração Produtos Sicoob, destinado aos novos funcionários do Sistema. Com o objetivo de apresentar-lhes de forma completa o portfólio de produtos disponíveis. Os participantes puderam conhecer as características e vantagens de cada um, além de aprenderem uma metodologia de trabalho a ser aplicada nas cooperativas. Multiplicadores Especialistas em Cartões Outra ação realizada pelo, em parceria com o Sicoob Central Crediminas e com apoio do Bancoob, foi o curso para formação de multiplicadores especialistas em cartões. A iniciativa teve como objetivo tornar o atendimento ao cooperado, relativo a cartão, mais eficiente e focado em melhores resultados financeiros para as cooperativas.

12 22 23 Com carga horária de 20 horas, o treinamento foi realizado regionalmente e direcionado aos funcionários responsáveis pelo produto na singular. O conteúdo ministrado contemplou tanto a parte conceitual e operacional, como a comercial, com abordagem sobre os cartões da família Sicoobcard e Cabal Benefícios. Ao final do curso, todos realizaram uma avaliação sobre o conteúdo aprendido, sendo certificados com o título de Especialista apenas aqueles que alcançaram 70% de aproveitamento. Distribuídos em nove turmas, 108 funcionários de cooperativas filiadas participaram da certificação, que aconteceu nas cidades de Belo Horizonte, Uberlândia, Patos de Minas, Divinópolis e Governador Valadares, com aprovação total de 94%. Metas e Resultados Desafio de Negócios Para fomentar e intensificar o desempenho das cooperativas, o também promoveu o Desafio de Negócios. A ação propôs um modelo de trabalho para apoiar as singulares nas vendas dos produtos Sicoobcard (função crédito e débito), Crédito Consignado, Sicoob Consórcios, Seguro de Vida e Residencial, Poupança Sicoob, Cabal Benefícios e Sicoob Previ. Assim, cada filiada recebeu, mensalmente, uma proposta de ação, sugerindo concentrar os esforços de suas equipes no alcance de uma meta. As cooperativas que cumpriram seis ou mais desafios propostos, foram certificadas com o selo Ouro. Já as que realizaram dois desafios, receberam o selo Bronze. Respondendo positivamente às ações, as filiadas certificadas foram: Selo Ouro: Sicoob AC Credi Selo Bronze: Sicoob Aracoop Sicoob Coopemata Sicoob Copesita A tabela a seguir demonstra o crescimento dos produtos trabalhados pelas singulares em resposta às ações propostas pelo. Seguros PRODUTOS CRESCIMENTO % Seguros (Vida e Residencial) 124% Sicoob Consórcios 124% Sicoobcard 121% Cabal Benefícios 82% Sicoob Previ 69% Poupança Sicoob 60% Crédito Consignado 37% No mês de outubro período em que mundialmente se investe em ações de prevenção ao câncer de mama o lançou uma campanha para promover a comercialização do Seguro de Vida Mulher. A meta da iniciativa era produzir, durante o mês, 500 propostas. Com a eficácia e envolvimento das cooperativas filiadas, o objetivo foi ultrapassado em 27%, alcançando 635 propostas emitidas. O resultado demonstra o compromisso do Sicoob Sistema Cecremge em oferecer um atendimento altamente qualificado, preocupado com o bem-estar dos associados. Para auxiliar os trabalhos, a Central monitorou as cooperativas e, semanalmente, enviou um ranking para que cada uma avaliasse seu desempenho. As cooperativas vencedoras da Campanha foram: Sicoob AC Credi Sicoob Credimepi Sicoob Credesp Sicoob Vale do Aço

13 24 25 O gráfico a seguir demonstra a evolução do produto Seguros: Evolução do produto Sicoob Consórcios: SICOOB SISTEMA CECREMGE - SEGUROS (Em milhões) SICOOB SISTEMA CECREMGE - CONSÓRCIOS (Em milhões) Sicoob Consórcios Em sequência aos trabalhos de Seguros, o Bancoob lançou a campanha Vendeu, Ganhou, como promoção do produto Sicoob Consórcios, objetivando alavancar o segmento Imóveis. As tabelas a seguir apresentam o ranking da Campanha e a posição consolidada do Sicoob Central Cecremge no ano de CENTRAIS 2º lugar RANKING CAMPANHA VENDEU, GANHOU COOPERATIVAS Sicoob AC Credi 5º lugar Sicoob Credicopa 6º lugar Sicoob Vale do Aço 7º lugar RANKING NACIONAL PRODUÇÃO SICOOB CONSÓRCIOS CENTRAIS COOPERATIVAS Sicoob Vale do Aço 8º lugar 1º lugar Sicoob Ac Credi 10º lugar Reuniões Comerciais Regionais Referenciado pela experiência do Sicoob Negócios, evento com foco comercial realizado nos anos de 2012 e 2013, no segundo semestre de 2014, o inovou e promoveu as Reuniões Regionais Comerciais. Com formato customizado e visando maior aproximação junto às cooperativas, o evento aconteceu em seis regiões mineiras e teve como público alvo os dirigentes das filiadas locais e funcionários ligados à área comercial. Os principais temas abordados foram: portfólio de produtos Sicoob, planejamento de ações comerciais e perfil do bom vendedor. Além disso, o público contou com a apresentação de casos de destaque de singulares da região, demonstrando os sucessos obtidos com a mudança na postura comercial. No gráfico a seguir, é possível identificar o expressivo resultado dessas Reuniões Comerciais. O crescimento acelerado nos últimos meses de 2014 confirma a evolução dos números do Sicoob Sistema Cecremge, com desempenhos superiores aos previstos.

14 26 27 SICOOB SISTEMA CECREMGE - RECEITAS ( Produtos Sicoob) #Liberte seu Porquinho A #Liberte seu Porquinho veio para mostrar as vantagens da Poupança Sicoob. Com abordagem bem-humorada e criativa, a divulgação teve como mascote um cofre em formato de porquinho, ícone quando se trata de poupar. De forma lúdica, a campanha apresentou que, livre das moedas, o porquinho podia ter uma vida mais interessante e repleta de atividades, enquanto os recursos do poupador estariam seguros e gerando rendimentos. A #Liberte seu Porquinho alcançou a marca de quase 260 milhões de visualizações em um mês, com veiculação nas mídias sociais digitais e durante a programação da TV Globo. Golaço Sicoob Os resultados obtidos no exercício foram comemorados com muito entusiasmo pela Central e suas cooperativas filiadas. Esses números refletem o comprometimento de funcionários e dirigentes do Sicoob Sistema Cecremge, que encararam os desafios do mercado e abraçaram as oportunidades. O demonstra, em sua trajetória, que já construiu bons índices de eficiência e vem melhorando cada vez mais seus resultados, mas sabe que ainda tem muito para alcançar. Agora é o momento de continuar avançando, trabalhando para maior crescimento de suas cooperativas filiadas, sempre atento às oportunidades de negócios. Outra grande campanha nacional promovida foi a Golaço Sicoob, alusiva a Copa do Mundo. Os associados que investissem nos produtos RDC Sicoob, Sicoob Consórcios, Sicoob Previ, Poupança Sicoob ou utilizassem o Sicoobcard, poderiam se cadastrar na promoção, gerar números da sorte e concorrer a grandes prêmios, como automóveis, mini ipads, celulares e cartões-presentes. A iniciativa foi tão bem-sucedida que os números contempláveis se esgotaram antes do prazo previsto para o encerramento da campanha. Campanhas Nacionais Aspirando maior reconhecimento de sua marca e serviços, o Sicoob produz, desde 2011, campanhas institucionais de divulgação nacional. Em 2014, foram lançadas as primeiras campanhas publicitárias de produtos: a #Liberte seu Porquinho e a Golaço Sicoob. O, como parte integrante do Sistema e cumprindo o papel de prestar suporte às ações das cooperativas filiadas, estimulou suas singulares na participação desses dois grandes movimentos. Cientes da oportunidade de fidelizar mais associados e incrementar suas receitas em produtos, as cooperativas trabalharam com afinco as campanhas.

15 28 29 Planejamento Estratégico 2014 Em continuidade aos trabalhos iniciados em 2013, o executou seu Planejamento Estratégico em 2014 utilizando a metodologia sistêmica, capitaneada pelo Sicoob Confederação, da Franklin Covey As 4 Disciplinas da Execução. Essa metodologia possibilita aos gestores ter foco nos objetivos e metas mais importantes, estabelecendo ações para o seu alcance. Dessa forma, o definiu como meta no exercício Melhorar em dois pontos percentuais o índice de eficiência até 31 de dezembro de Com o envolvimento de todo o quadro funcional, o atingiu seu objetivo, reduzindo o índice de eficiência de 65,53% para 60,58% ao final de 2014, consolidando, assim, a cultura voltada para a busca de resultados.

16 30 31 Taxa de Manutenção Os primeiros passos na elaboração de um planejamento orçamentário do foram dados em Naquela época, com a oportunidade de contratação da consultoria do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), a Central firmou as bases do que, ao longo desses dez anos, se consolidou como ferramenta estratégica e com forte diferencial competitivo, o Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD). Com o passar dos anos, o foi refinando seus processos internos, depurando as contas que compõem a matriz do GMD, inicialmente em planilhas de Excel e, posteriormente, em software exclusivo, desenvolvido e aprimorado pela equipe interna de técnicos. Com a cultura devidamente absorvida por todo quadro funcional, a Central colheu os resultados positivos de fechar os exercícios abaixo do teto previsto no início de cada ano. Gerenciamento Matricial de Despesas Desse modo, o trabalhou intensamente para que a taxa de manutenção*, paga pelas cooperativas filiadas, sofresse uma correção cada vez menor. Assim, após amplos estudos sobre suas despesas e o cenário econômico, a Central manteve essa taxa sem reajuste durante todo o ano de A medida, adotada ainda em julho de 2013 e sem perder a eficiência operacional, sustenta a mesma perspectiva para o primeiro semestre do exercício de O Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD) consolidou-se no como uma ferramenta modelo para outras instituições. Importante instrumento de gestão orçamentária, esse sistema foi desenvolvido para monitorar as despesas realizadas pela Central, mensurando o cumprimento dos tetos previstos no orçamento anual. Em linhas gerais, o GMD consiste na análise detalhada dos gastos de cada área do Sicoob Central Cecremge, fazendo o comparativo entre orçado x realizado. Compatíveis com o potencial de ganho e na validação de contas, essas informações são analisadas, discutidas e apresentadas aos Conselhos de Administração e Fiscal, bem como nas Assembleias e Reuniões Regionais (encontros semestrais realizados com as cooperativas filiadas ao ). * Taxa de manutenção é a contribuição mensal das cooperativas filiadas para cobrir as despesas e investimentos do. Ela é apurada considerando os depósitos, operações de crédito e patrimônio de referência de cada singular.

17 32 33 Gestão Financeira Os gráficos a seguir apresentam evoluções no período entre : A Centralização Financeira é constituída pela movimentação do saldo disponível na conta corrente mantida no pelas cooperativas filiadas. Esse saldo, administrado pela Central, é proveniente dos recursos excedentes dos serviços de compensação e convênios das singulares. O montante apurado é consolidado e investido em aplicações no Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e no Bancoob Distribuidora de Títulos e Valores Monetários (Bancoob DTVM), empresa de administração e gestão de recursos do Sicoob. As receitas obtidas mensalmente com as aplicações são rateadas proporcionalmente aos saldos médios de cada cooperativa participante. SALDO MÉDIO DA CENTRALIZAÇÃO FINANCEIRA O gráfico a seguir demonstra o crescimento do saldo em conta corrente na Centralização Financeira em SALDO EM CONTA CORRENTE HISTÓRICO DA RENTABILIDADE DA CENTRALIZAÇÃO FINANCEIRA (EM % DO CDI)

18 34 35 O gráfico a seguir demonstra o comparativo entre a Carteira de Crédito e a Provisão de Crédito em Dados consolidados do Sicoob Sistema Cecremge: DEPÓSITOS CONSOLIDADOS DAS SINGULARES FILIADAS: CARTEIRA DE CRÉDITO DA CENTRAL X PROVISÃO DE CRÉDITO EM 2014: OPERAÇÕES DE CRÉDITO CONSOLIDADAS DAS SINGULARES FILIADAS:

19 36 37 PATROMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DAS COOPERATIVAS FILIADAS: SALDO DEVEDOR CRÉDITO RURAL REPASSE BANCOOB: SOBRAS CONSOLIDADAS DAS COOPERATIVAS FILIADAS: SALDO DEVEDOR CRÉDITO RURAL REPASSE BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SOCIAL BNDES

20 38 39 por um fundo único de proteção de crédito em casos de decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial das cooperativas associadas ao FGCoop. Com isso, o Fundo Garantidor do Sicoob (FGS), em funcionamento desde 2002, deixou de existir. Dessa forma, os dirigentes das 57 cooperativas filiadas que integravam o FGS se reuniram na sede da Central, em 6/8/2014, para decidirem a destinação dos recursos oriundos do fundo. A fatia correspondente às contribuições das singulares filiadas à Central era de R$ 47,3 milhões. Desses, R$ 22,9 milhões foram destinados para a capitalização do Bancoob, do Sicoob Confederação e do Sicoob Central Cecremge. O restante, cerca de R$ 24,4 milhões, foi utilizado em cada cooperativa, segundo seus critérios de distribuição das sobras no final do exercício. O valor total recebido foi lançado contabilmente pela filiada como recuperação de despesas, portanto, sendo caracterizado como receita. Com valores equiparados de garantias, o cooperativismo financeiro agora tem a oportunidade de ampliar ainda mais o número de cooperados e o volume de depósitos e aplicações, com mais recursos para direcionar as operações de crédito. Fundo Garanti dor do Cooperati vismo de Crédito Criado por meio da Resolução nº 4.284/13, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) veio conferir mais proteção aos depósitos dos associados, no limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, contribuindo para o fortalecimento da imagem do cooperativismo financeiro brasileiro. R$ 274 milhões Saldo Total do FGS em 31/05/14 R$ 47,3 milhões Contribuição das 57 cooperativas do Sicoob Central Cecremge R$ 22,9 milhões Destinados à capitalização do Bancoob, Sicoob Confederação e da Central Com operacionalização iniciada em 2014, o primeiro recolhimento se deu no mês de abril e, a partir de então, todas as pessoas associadas às instituições financeiras cooperativas terão os seus recursos garantidos

21 40 41 Supervisão Supervisão Direta Objetivando reafirmar o compromisso junto ao seu quadro social, o continua aprimorando os processos de supervisão nas cooperativas filiadas, realizando, em 2014, investimentos em infraestrutura e na qualificação dos funcionários da equipe, suportes fundamentais na perenidade dos negócios. O trabalho de supervisão nas singulares filiadas consiste em verificar a adequação do sistema de controles internos, as adesões aos normativos do Conselho Monetário Nacional (CMN), Banco Central do Brasil (BACEN), do Sicoob Confederação e normativos da Central. O auxilia nas correções das irregularidades, se por ventura identificadas, mitigando os riscos existentes, além de garantir a sustentabilidade do Sistema Sicoob. No exercício de 2014, a Central, por meio da Gerência de Supervisão Direta, realizou visitas em todas as cooperativas filiadas, além dos trabalhos de pós-auditoria e auditorias especiais, em função de solicitações das próprias filiadas e do BACEN, totalizando 135 visitas às singulares. Para atuar de forma mais eficaz, foi estipulada a meta de reduzir o processo de auditoria por cooperativa de 80 para 60 dias, obtendo sucesso no objetivo. Conforme determinação legal, o também fez o trabalho de acompanhamento da regularização dos apontamentos constantes nos relató rios de auditoria sobre as demonstrações contábeis e nas súmulas de auditoria, emitidas pelos auditores independentes. Supervisão Indireta Monitoramento e Gestão de Riscos O considera a gestão de risco um instrumento essencial para a saúde financeira de suas cooperativas filiadas. Essa gestão tem como objetivo mapear os eventos de temeridade de natureza interna e externa que possam afetar as estratégias e objetivos das singulares, com possibilidade de impactos nos resultados, no capital, na liquidez e na reputação das mesmas.

22 42 43 Para acompanhar e avaliar continuamente as suas cooperativas, a Central utiliza o sistema de Monitoramento e Gestão de Riscos (MGR). Com a plataforma, é possível visualizar a situação econômico-financeira das singulares e ainda supervisionar os limites legais vigentes por meio de indicadores de risco, permitindo a identificação de desconformidades e adoção de medidas preventivas e corretivas. Com o MGR, as cooperativas têm a oportunidade de desenvolver planos de ações para a regularização dos índices que se encontram com divergências, além de gerar relatórios para acompanhamento e gestão. No ano de 2014, nenhuma cooperativa filiada ao foi classificada como Alto Risco. O gráfico a seguir demonstra a evolução do triênio 2012/2013/2014 da Matriz de Risco das Cooperativas: Matriz de Risco Para realizar a análise desses dados, é utilizado o Sistema de Controle Interno e Riscos (SCIR), que identifica os riscos das singulares por meio de uma Lista de Verificação de Conformidades (LVC). No ano de 2014, o coordenou todo o procedimento de mapeamento do risco operacional dos processos de cadastro, crédito, contabilidade, caixa e tesouraria das cooperativas filiadas. O risco operacional é a possibilidade de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos, prejudicando o pleno funcionamento da singular. A identificação desses índices é realizada pelos Agentes de Controle Interno e Risco (ACIR) de cada cooperativa. Em 2014, somente uma, das 73 filiadas ao, encerrou o ano com a classificação de risco enquadrada fora dos padrões do Sicoob Confederação, conforme a seguir: SISTEMA DE CONTROLE INTERNO E RISCO DEZEMBRO 2014 Sendo: BRLP = Baixo Risco Longo Prazo BRMP = Baixo Risco Médio Prazo MRLP = Médio Risco Longo Prazo MRMP = Médio Risco Médio Prazo MRCP = Médio Risco Curto Prazo Sendo: BRLP = Baixo Risco Longo Prazo BRMP = Baixo Risco Médio Prazo MRLP = Médio Risco Longo Prazo MRCP = Médio Risco Curto Prazo Controles Internos e Risco Operacional O é responsável pelo monitoramento e coordenação dos processos de Controles Internos e Gerenciamento do Risco Operacional das cooperativas filiadas. Prevenção a Fraudes e a Lavagem de Dinheiro Os processos e procedimentos de Prevenção a Fraudes e a Lavagem de Dinheiro do e suas filiadas seguem as diretrizes sistêmicas do Sicoob Confederação.

23 44 Em 2014, a Central promoveu o Workshop Precaver, que abordou, diretamente com os diretores das cooperativas filiadas, a importância da conscientização para o tema e os riscos envolvidos. O evento também deu ênfase ao envolvimento dos funcionários no modelo sistêmico de prevenção à fraudes, sob a coordenação do Agente de Controle Interno e Risco de cada singular. Planos de Negócio e Relatórios de Conformidade Conforme normatizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil (BACEN), o acompanhou, mensalmente, o cumprimento dos planos de negócio de sete cooperativas filiadas que se transformaram em livre admissão ou se constituíram e que ainda estão dentro do prazo regulamentar de 36 meses de monitoramento. A Central também elaborou vários Relatórios de Conformidade para as cooperativas interessadas em fazer alterações estatutárias de área e de condições de associação de cooperados, para acompanhamento das respectivas propostas de alteração junto ao Banco Central do Brasil. Controles Internos Os mecanismos de controles internos são necessários para que o Sicoob Central Cecremge alcance seus objetivos estratégicos, atenda às expectativas das cooperativas filiadas e de seus associados e esteja de acordo com as regulamentações estabelecidas pelos órgãos fiscalizadores. As principais atribuições do Controle Interno são: identificar os controles necessários à segurança do patrimônio das cooperativas; sugerir a inserção de procedimentos de controles por ocasião de desenvolvimento de normas padrões para as áreas da organização; auxiliar as áreas na implementação de procedimentos de controle; avaliar periodicamente a observância e a aderência aos normativos aprovados e implementados nas áreas da entidade; relatar eventuais falhas de procedimentos de controles detectadas que possam vir causar prejuízos ao patrimônio das cooperativas e apresentar recomendações cabíveis; motivar os empregados a praticar a eficiência operacional e conferir a qualidade e a exatidão do fluxo de informações; entre outros. 45 O, ciente dos riscos de identificação de problemas nas instituições financeiras, adota, desde 2011, a Política de Controles Internos (aprovada pelo Conselho de Administração) e o Manual de Instruções Gerais (MIG) Controles Internos, ambos criados pelo Sicoob Confederação, com finalidade de estabelecer procedimentos padrões que auxiliam as entidades do Sicoob na implantação e acompanhamento do Sistema de Controles Internos. Os controles do contribuíram fortemente para a redução do risco apurado pela Matriz de Risco da Lista de Verificação de Conformidade LVC, que evoluiu sua classificação de Baixo Risco Médio Prazo (BRMP) em 2011, para Baixo Risco Longo Prazo (BRLP) em 2012 e 2013, mantendo a mesma classificação em 2014.

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