ECONOMIA AMBIENTAL. Assunto: Recursos Naturais, falhas de mercado e direito de Propriedade. Jeferson Alberto de Lima

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1 ECONOMIA AMBIENTAL Assunto: Recursos Naturais, falhas de mercado e direito de Propriedade Jeferson Alberto de Lima

2 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Art Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

3 CONCEITOS BÁSICOS MEIO AMBIENTE Conjunto de condições físicas, químicas e biológicas que favorecem ou não a existência e o desenvolvimento dos seres vivos. -Ambientes naturais: não sofreram a interferência humana. -Ambientes artificiais: modificados pela ação do homem.

4 RECURSOS NATURAIS Água Ar Solo Energia

5 RECURSO NATURAL Recurso: Algo que homem pode utilizar; Recurso Natural: Recurso obtido do Meio Ambiente; Recurso Artificial: Recurso que o homem transformou.

6 O que são os Recursos Naturais? É difícil defini-los; Mas se podem ser utilizados na satisfação das necessidades humanas, e no desenvolvimento da atividade econômica, são RECURSOS; Se não foram feitos pela atividade humana, então são NATURAIS.

7 O que são os Recursos Naturais? São muito numerosos e muito variados, e existem muitos modos diferentes de os agrupar, conforme o critério de classificação usado: As suas características físicas e biológicas; O seu modo de produção e reprodução; O seu grau de apropriabilidade privada; O seu tempo de reconstituição; Etc; Porém, para um economista eles são, na melhor das hipóteses, fatores de produção que, combinados com o trabalho, o capital e as matérias-primas, produzem bens e serviços.

8 O que são os Recursos Naturais? O TEMPO é um componente crucial na análise econômica dos recursos Naturais, pois permite distinguir diferentes tipos de recursos: Recurso Renovável É o recurso natural que pode fornecer indefinidamente imputs a um sistema econômico; Recurso não renovável é um recurso natural esgotável, com um stock finito ou uma oferta finita. Num sentido mais amplo, todos os recursos são renováveis, e somente o seu tempo de reconstituição varia. Por outro lado a maioria dos recursos naturais pode ser esgotada, desde que seja possível encontrar um ritmo de utilização que provoque uma diminuição das suas disponibilidades até as anular.

9 A crescente dependência dos mercados mundiais por recursos naturais e por commodities alimentares e energéticas aponta para a constatação de que, em um futuro próximo, as economias baseadas no uso sustentável dos recursos naturais terão papel preponderante na condução do processo de construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável. Moscou, 12 de setembro de 2011 Câmara Cívica da Federação Russa CCFR Conselho de desenvolvimento econômico e social.

10 Sistema de suporte à vida composto por recursos escassos que podem ser destruídos se persistir a sua utilização em livre acesso sem que os preços de mercado reflitam a sua escassez. (determinada, caso a caso, pelo nível de utilização e capacidade de carga e resiliência dos ecossistemas); AMBIENTE X ECONOMIA Uma abordagem que pode contribuir para identificar as causas econômicas dos problemas ambientais, resultantes de falhas de mercado;

11 Recursos escassos AMBIENTE X ECONOMIA Recursos cuja disponibilidade, em quantidade e/ou qualidade, não é suficiente para satisfazer, em simultâneo ou num dado horizonte temporal, todas as necessidades. Eficiência econômica Capacidade de atingir um determinado objetivo com o menor custo possível (melhor relação custo-eficácia) ou, de uma forma mais geral, obtendo maior benefício líquido.

12 A economia pode contribuir para a solução ou mitigação dos problemas ambientais. AMBIENTE X ECONOMIA apoiando a definição de objetivos de política ambiental; servindo de base ao desenvolvimento e aplicação de instrumentos destinados a corrigir as distorções de mercado.

13 Minimização de Resíduos (reúso, Reciclagem) Uso racional dos Recursos naturais Otimização do uso de energia Conscientização da sociedade para mudança de comportamento ambiental AÇÕES AMBIENTAIS SUSTENTÁVEIS Integração humana com os ciclos naturais Substituição de Tecnologias Prejudiciais ao Meio ambiente

14 QUEM é que é relevante na atividade Econômica? Quando falamos de ECONOMIA e AMBIENTE, não os podemos considerar como setores independentes. Devemos considerar o AMBIENTE no seu sentido mais lato, ou seja: Ambiente é o espaço natural que nos envolve; Ambiente é também a Sociedade.

15 QUEM é que é relevante na atividade Econômica? Tradicionalmente, os agentes econômicos envolvidos na própria atividade Econômica: - Aqueles cujas decisões é preciso levar em conta, são chamados PRIVADOS, sejam eles produtores ou consumidores; Logo: o conjunto relevante da sociedade (S) era portanto o formado pelos produtores e consumidores privados (P). A regra básica era: S=P (sociedade = produtores e consumidores)

16 Onde reside a importância de S=P? Na presença de um MERCADO CONCORRENCIAL, a quantidade e a qualidade dos bens e dos serviços é a ÓTIMA ou EFICIENTE. Isto é: o bem-estar obtido pelos agentes econômicos é o máximo possível, dadas as limitações que já existem. Mas a partir dos anos 50 do século XX, começou a dar ênfase ao bem-estar de outras pessoas que são afetadas pela atividade econômica. A essas pessoas chama-se normalmente EXTERNOS. Portanto passamos a ter: S = P+E (sociedade = produtores e consumidores + externos)

17 E a importância de S=P+E? Quando os EXTERNOS são afetados no seu bem-estar, e os pretendemos incluir em qualquer tipo de análise, concluímos que o MERCADO CONCORRENCIAL não é EFICIENTE. É neste sentido dizemos que o Mercado falha; Na prática, ou temos demasia de produção, ou temos demasia de consumo de bens e serviços. Estamos perante um problema de EXTERNALIDADE. As externalidades são uma das causas, ou um tipo de FALHA do Mercado.

18 Sistema Linear - INFINITO ECONOMIA fluxo de produtos, de recursos, de capital. MEIO AMBIENTE fornece INSUMOS ao processo produtivo, e serve como REPOSITÓRIO DE RESÍDUOS do processo AMBIENTE fluxo de nutrientes entre indivíduos do ecossistema, de recursos naturais, de resíduos, de efluentes Efluentes Nutrientes Resíduos Recursos naturais Energia Sistema ciclos - FINITO

19 SURGE UM PROBLEMA ENTRE: ESCALA DE PRODUÇÃO OU CONSUMO E ALOCAÇÃO EFICIENTE

20 DIFERENÇAS: Para a Economia Ambiental, a ESCALA - é determinado pelo cálculo de custo/benefício feito pelos agentes econômicos, dada a tecnologia, visando minimizar o custo total através da ALOCAÇÃO de recursos entre gastos com controle da poluição e gastos com pagamento de taxas por poluir. Portanto, a tecnologia e as preferências são tomadas como parâmetros não-físicos que determinam uma posição de equilíbrio onde são minimizados os custos totais, sendo a ESCALA a variável de ajuste. Para a Economia Ecológica, ao contrário, é a ESCALA o parâmetro físico que deve determinar a posição à qual deverão se ajustar as preferências e a tecnologia.

21 Como a Escala é determinada? Pelo Estado e/ou Sociedade Civil Organizada com base na Ciência

22 VÍDEO:

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