A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel"

Transcrição

1 A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel Gustavo da Gama Torres 1 Diretor-presidente da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte Áreas de interesse: Engenharia de software, Administração pública, Gestão da informática PALAVRAS-CHAVE Administração pública - Modernização do Estado - Informática e informação RESUMO O artigo destaca os princípios que devem nortear a gestão da informática pública no Brasil, num contexto onde o modelo inspirado na gestão privada predomina. Foram levantadas as limitações desse modelo e os papéis que uma instituição de informática e informação pública deveria desempenhar. 1. INTRODUÇÃO Para entender o modelo de gestão pública de informática que prevalece no país é necessário conhecer o contexto do seu aparecimento e o formato institucional que foi adotado para sua implantação e consolidação. Reporta-se aos anos 50, quando uma onda modernizante varreu todos os setores da vida brasileira. Nos anos JK, uma parcela do setor público que experimentara uma dinâmica inovadora de gestão baseada no trabalho de Celso Furtado, inspirado em Raúl Prebish, perseguia um propósito de mudança e desenvolvimento, resultando em algumas instituições adrede implantadas para implementá-lo. A ditadura militar que se seguiu ao golpe de Estado de 1964 redefiniu, sob um caráter conservador, os mecanismos institucionais que seriam a base da ocupação do setor público brasileiro nos anos seguintes. Não obstante, foi introduzido um sentido reformista 1 9

2 Gustavo da Gama Torres em algumas áreas do serviço público, auscultando a aspiração de um segmento da elite nacional, desejosa de superar o anacronismo ensejado de uma estrutura da economia ainda acentuadamente agrária, e sem perder de vista o perigo do socialismo. Algumas áreas do serviço público e alguns programas foram mantidos separados dos setores considerados atrasados e estimulados a buscar processos de gerenciamento semelhantes aos do setor privado, como forma de incrementar sua eficiência. As primeiras Empresas Públicas de Informática (EPI) foram criadas em Estas iniciativas têm um elevado conteúdo explicativo para a situação atual do gerenciamento da informática no setor público. Naquela época, o termo corrente para designar o que hoje está contido no significado atribuído à informática era processamento de dados e não incorporava os recursos de comunicação presentes no cenário da chamada informática ou telemática. Ademais, políticas de informação eram estritamente relacionadas ao tema da segurança de Estado. Políticas construídas de baixo para cima, que são marcadamente dependentes da qualidade do debate público e das informações que nele circulam, eram impensáveis. Nos anos seguintes, o país experimentou taxas de crescimento expressivas, apoiadas na forte presença do investimento estatal 2. Ao final desse período, o domínio da tecnologia foi apontado como um fator determinante, dentre outros, para a superação do problema de geração de déficits persistentes, tornando o clima propício para a intensificação dos investimentos públicos em informática, ao lado de uma política protecionista à indústria nacional. Esta vitalidade, que aparentemente cumpria a nobre destinação de propiciar autonomia a uma população pela via do domínio da tecnologia, paradoxalmente transmudou-se em anacronismo e em fragilidade. A nova modernidade que se instala nos governos nos anos 90, incorporava um liberalismo econômico sem peia e senão. Como é do conhecimento geral, a superação da Lei da Informática, juntamente com a nova Lei de Patentes, foi episódio emblemático para representar o estabelecimento da nova hegemonia liberal sobre a economia e a gestão governamental. O presente artigo parte do pressuposto de que a submissão aos postulados liberais trouxe um efeito desagregador importante, que não se resume, como querem os defensores mais ardorosos dessa doutrina na economia, ao movimento de destruição da parte ruim das estruturas estatais. Além da desarticulação de importan- 2 FURTADO [1999] refere-se ao papel do Estado no processo de desenvolvimento, análogo ao papel desempenhado pelos capitalistas nacionais no crescimento e consolidação das economias desenvolvidas dos países centrais. 10

3 A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel tes iniciativas de desenvolvimento tecnológico, a fragilização dos setores de informática e informação governamentais afetou negativamente a transparência e a eficiência de inúmeras áreas do serviço público. São colocados alguns argumentos sobre a necessidade de reorientação das políticas públicas de informática e informação, o que inclui o reposionamento das instituições públicas de informática, a modificação do modelo institucional que vem prevalecendo, e de definição de um modelo de gestão, com uma melhor caracterização desse papel institucional. 1. PARA REPOSICIONAR AS INSTITUIÇÕES DE INFORMÁTICA A idéia do reposicionamento pressupõe a existência de uma posição atual. Na verdade, as instituições de informática do setor público cumpriam dois papéis, muitas vezes contraditórios. De um lado serviam às políticas de reformas, visando um sentido de modernização. De outro, sob um enfoque administrativista, implementavam políticas de legitimação das estruturas de poder do Estado autoritário, propiciando um rosto novo aos velhos mecanismos de dominação. A exemplo de inúmeras instituições ligadas ao Estado, havia uma orientação de procurar situar as organizações de informática na vanguarda do conhecimento tecnológico e utilizar o poder de compra do governo como instrumento de política de desenvolvimento. Um dos fatores mais freqüentemente relacionados ao crescimento e à manutenção da atividade econômica, em níveis elevados, é o desenvolvimento tecnológico. Sua importância pode ser medida pelo aparato institucional dos países desenvolvidos e de muitos países de economia parcialmente desenvolvida, destinado ao fomento e à articulação da produção e difusão da tecnologia. O Brasil, ao longo de muitos anos e à custa de muito esforço, logrou formar um sistema de inovações [ALBUQUERQUE 1999], ainda que incompleto, superior ao de muitos países no seu estágio de desenvolvimento. A desnacionalização de nossa economia, provocada por uma privatização referenciada na geração de caixa para fazer frente ao custo da dívida mobiliária do governo, tem como efeito colateral a desarticulação de uma parte do Sistema de Nacional de Inovações [ALBUQUERQUE 1999], que vinha sendo financiado pelos sistemas estatais produtivos. Os setores estatais de informática que permaneceram, ao perderem sua capacidade de investimento, também reduziram sua presença frente ao Sistema Nacional de Inovações. Este perdeu duplamente: uma fonte de financiamento e o retraimento de um campo privilegiado de difusão de tecnologia. 11

4 Gustavo da Gama Torres Em todo o mundo, para fazer frente ao recrudescimento da competição internacional, que aos poucos substitui os mecanismos de cooperação multilateral, os governos intensificaram a proteção aos seus sistemas nacionais de inovação. Paradoxalmente, o Brasil tem exposto todas as componentes de sua estrutura produtiva à competição, em uma espécie de tudo ou nada, onde quem não é competitivo deve desaparecer, ao invés de quem não é competitivo deve procurar ser. O fracionamento e a alienação dos sistemas estatais produtivos e seus efeitos sobre a economia em geral, sobre o emprego em particular e sobre o sistema de inovações, provocam a retomada da questão do desenvolvimento sob novas bases. Embora o equacionamento do problema do desenvolvimento econômico esteja fortemente relacionado à situação política e social interna a cada país e de como a vontade política se organiza em torno desse objetivo, a crise econômica tem levado ao seu enfrentamento nas diversas localidades. O estímulo ao desenvolvimento e à rearticulação da produção, sob bases de cooperação local e regional, tem sido visto como sendo mais evoluído, mais próximo das vontades cidadãs, do que as formas tradicionais dirigidas pelos governos centrais, menos capazes de produzir respostas, em face da fragilização da federação frente à globalização. Supera as concepções correntes, pelas quais não seria possível uma estratégia local de desenvolvimento. Colocando de outra maneira, quando se pensa em desenvolvimento econômico, tende-se a pensar em estratégias baseadas na grande empresa, a exemplo do que ocorre atualmente quanto à disputa pela instalação de montadoras de automóveis, cujo assentamento estaria fora de alcance para definidores locais de política. Devem ser pensadas estratégias de baixo para cima, de caráter mais difundido pela comunidade, sustentadas por fatores, além dos econômicos, sociais, culturais e territoriais. Este tipo de desenvolvimento econômico de característica local, é baseado na utilização de recursos endógenos e pequenas empresas, dependendo essencialmente de agentes locais concentrando esforços nesse sentido. Além da coordenação dos atores socioeconômicos locais, é indispensável incorporar inovações tecnológicas e organizativas no tecido produtivo. Depende, fundamentalmente, da contínua capacidade de introduzir inovações no nível microeconômico da atividade produtiva local. Ao setor público caberia o papel de construir uma institucionalidade político-administrativa de respaldo ao desenvolvimento. Respostas atuais ao problema do desenvolvimento têm sido apoiadas no crescimento da economia baseada nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), evidenciando um papel mais destacado da informática e sugerindo maior cuidado em relação a políticas nesta área. Assim, as instituições públicas de informática podem jogar um papel importante. Para isso é necessária a orientação tecnológica para padrões abertos, cooperação intensiva com instituições públicas congêneres e centros de pesquisa, bem como integração regional através de polí- 12

5 A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel ticas públicas de fomento ao desenvolvimento, enfim, a reintegração ao Sistema Nacional de Inovações, desta feita, a partir da inserção local. Para completar o reposicionamento da instituição pública de informática, é indispensável que seu objeto de estudo - os governos com suas estruturas, finalidades e recursos seja tomado como um todo articulado. Implica na necessidade de desenvolver programas que projetem resultados integradores e que ultrapassem os resultados dos programas setoriais tomados separadamente ou limitados pelos períodos dos mandatos. A exemplo de inúmeras funções públicas que procuram calçar suas atividades a partir da leitura dos interesses dos protagonistas das diversas esferas públicas e de uma ética sustentada na busca do interesse público, os agentes da informática pública deveriam refundar seus objetivos consubstanciando uma nova função de governo. Tratar-se-ia de uma função de modernização, informática e informação, incorporando a temática de valores sociais, em especial a noção de direitos e cidadania: a Informática Pública. De um certo modo, seriam os conceitos inscritos inicialmente nas concepções de Simon Nora e outros, da chamada sociedade da informação, em oposição à concepção norte-americana da nova economia. 2. UMA NOVA INSTITUIÇÃO PARA UMA NOVA FUNÇÃO Vários estudiosos da administração pública no Brasil discorreram sobre a estratégia de tentar separar alguns setores, dentre eles o de informática, dos problemas de clientelismo e formalismo presentes no serviço público, através da criação de empresas estatais. Destaca-se a reforma administrativa de Orientadas ao lucro, os parâmetros de desempenho dessas empresas tenderiam a referenciar-se no mercado, mormente a captação, remuneração e regime de trabalho de seus quadros, como forma de aproximá-los da produtividade supostamente superior do setor privado. As primeiras empresas públicas de informática lançaram suas bases a partir dos setores de mecanografia e processamento de dados que vinham sendo organizados há algum tempo dentro da máquina governamental. A expansão dessas empresas deu-se, principalmente, no início dos anos 70. Com a crise de financiamento da economia brasileira nos anos 80, foram levadas, a exemplo de uma série de empresas estatais das mais diversas atividades, a buscar um status especial dentro do setor público. A lucratividade empresarial deixou de funcionar como critério de gestão. Créditos especiais, monopólios e isenções fiscais, articulados com razões políticas e sociais ditando as decisões de investimento, fizeram os custos e a lucratividade apurados, fictícios do ponto de vista do mercado. Neste cenário, os salários e critérios de remuneração diferenciados do serviço público tradicional constituíram-se, em algumas áreas, em privilégios, em face de 13

6 Gustavo da Gama Torres uma economia em contração. Estas distorções ofereceram alguns dos argumentos para uma campanha contra o serviço público em geral e as empresas públicas em particular, desviando o foco da questão principal: o problema de subfinanciamento da economia e a forma de alocação de recursos. A crise, o modelo de ajuste macroeconômico adotado para contorná-la e medidas de controle intragovernamentais resultantes, produziram uma espécie de modelo de finanças públicas de gerenciamento pelo caixa : desvinculação e centralização das receitas pela autoridade fazendária. A grande maioria das empresas públicas foi transformada em caixa de amortização do tesouro. Os novos métodos de administração financeira compreendiam: i) utilização das Empresas Estatais (EE) na obtenção de empréstimos e créditos de diversas naturezas; ii) acumulação de dívidas nas EE e procrastinações de pagamentos; iii) eliminação de subvenções sem eliminação de programas deficitários, de suporte a ações de governo, onerando as atividades produtivas; iv) não pagamento por serviços prestados. Sob este último aspecto, os critérios para liquidação das obrigações dos governos têm sido, ainda hoje, de pagamento da folha, em primeiro lugar, dos fornecedores privados, em segundo, e das empresas, de sua propriedade, por último. Poder-se-ia afirmar que esta situação definiu dois modelos ad hoc. O modelo da gestão financeira do Estado e o modelo da Informática Pública. Neste, os setores de governo usariam compulsoriamente a Empresa de Informática (EI), que, ao seu turno, procuraria enxergá-los como usuários voluntários. Ambos, presos nos limites estreitos impostos pela pressão do caixa do tesouro, estariam impedidos de compor um plano consistente de modernização. Embora seja comum haver reclamações quanto a qualidade dos serviços, a situação tornou-se de interesse do establishment da burocracia governamental. Em um ambiente deste, ninguém é obrigado a perseguir resultados e não é possível estabelecer indicadores de desempenho. A EI, apesar de ficar devendo em qualidade, mantém um certo status de excelência frente ao conjunto da máquina, que se justifica na impossibilidade de fazer melhor pela ausência de meios. A burocracia dispõe de um bode expiatório adequado para justificar seu baixo desempenho. Há pouca ou nenhuma iniciativa na requalificação do serviço público. Este modelo implicou não apenas no enfraquecimento da EI. Provocou, principalmente, o abandono do papel institucional para o qual ela e suas congêneres autárquicas (Autarquias e Fundações) foram criadas e que diz respeito à definição de políticas públicas de informática e informação. As ações ficaram condicionadas às políticas setoriais específicas, sem espaço para o estabelecimento de programas de articulação intersetoriais. O gestor da informática não se credenciou para exercer o papel de coordenação de políticas, e os usuários não buscaram a integração em sistemas governamentais horizontalizados. As conseqüências foram: i) incorporação da Tecnologia da Informação quase sempre pela sua componente instrumental, através dos sistemas informáticos, ao 14

7 A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel nível operacional das funções de governo; ii) manutenção da atrofia, nas entidades de informática e informação, do papel de coordenação de políticas; iii) substituição da cooperação por relações de troca mercantil ou de competição, e uma espécie de predisposição das EIs para serem ocupadas por setores privados. Essa predisposição se explica como decorrência da lógica de gestão privada que ainda preside a IP, cuja racionalidade máxima, voltada à redução de gastos, desaguaria nas privatizações, concessões de serviços ou terceirizações. Isto não implica, necessariamente, em custos mas baixos, além de produzir uma persistente instabilidade institucional das entidades. Com efeito, diversas entidades congêneres de informática pública, por serem simples ofertantes de serviços e não desenvolverem a gestão informacional governamental, são freqüentemente colocadas em xeque pelas políticas de ajuste macroeconômico, cujo apanágio é de promoção da redução do Estado, o que implica em desativação dos sistemas informáticos que sustentam seu funcionamento. Desse modo, o formato autárquico apoiado nos modelos de gestão privada, em especial o da EI, não foi capaz de responder ao desafio da gestão governamental da informática e da informação, principalmente quando exigido frente à necessidade de colocar a questão social como central. Por outro lado, para sistemas complexos, as administrações têm experimentado não uma, mas um conjunto de formas de organização, cada uma explorando as melhores possibilidades que sua natureza proporciona, unificadas na gestão, em torno de mecanismos complexos mas eficazes de coordenação. Trata-se da construção de sistemas governamentais com elevada coesão interna e eficiente articulação externa, compondo um sistema maior, de múltiplas organizações, inclusive as da sociedade civil, em torno de um tema maior. Os exemplos mais eloqüentes dessa afirmativa têm sido experimentados pelo setor da saúde. Por analogia, amadurece, há alguns poucos anos, a idéia de formar-se um Sistema Governamental de Informática e Informação (SGII). Diferentemente do sistema de saúde, que aos poucos encontra sua eficiência na descentralização, a partir de uma estrutura nacional, há a possibilidade de buscar a construção do SGII de baixo para cima, a partir do poder local e das vontades cidadãs que se forjam em torno de mecanismos de participação, a exemplo de conselhos populares em diversas áreas de gestão ou, até mesmo, das iniciativas de elaboração da peça orçamentária com as comunidades, conhecidas como orçamento participativo. Na seqüência, políticas de cooperação e coordenação regionais dariam ensejo à construção do sistema em seus níveis superiores. Para cumprir sua finalidade é razoável pensar que o sistema, localmente, especialmente nas grandes cidades, devesse estar organizado como uma rede de instituições [LEMOS1998], em torno de objetivos que podem ser inferidos dos papéis inscritos a seguir. 15

8 Gustavo da Gama Torres 3. PAPÉIS DE UM SISTEMA GOVERNAMENTAL DE INFORMÁTICA E INFORMAÇÃO Identificam-se pelo menos quatro papéis-chave para o Sistema Governamental de Informática e Informação (SGII). O primeiro papel refere-se ao Estado como um provedor de direitos. Neste caso, do Direito à informação. Resulta da herança racionalista da humanidade, inscrita nas promessas do Iluminismo. O reconhecimento formal do direito à informação não seria garantia para o seu provimento, que fica condicionado ao desenvolvimento de sistemas informáticos, passíveis de controle social. É um problema pouco explorado em nosso país. O segundo papel refere-se à presença do Estado no sistema de inovações, como coordenador de políticas. Aqui cabe lembrar a crescente importância do poder local no desenvolvimento das políticas em geral, e da política de gestão da informação, em particular, e os novos mecanismos de identidade e solidariedade. Foi comentado por vários autores [AFFONSO 1995] o efeito desagregador da globalização sobre a coesão federativa. Uma de suas manifestações mais perversas é a guerra fiscal, destruindo as possibilidades de cooperação regional. Isso revela, de maneira contundente, que a competição não é uma atitude adequada para presidir as relações institucionais do setor público, qualquer que seja a esfera de poder. A Tecnologia da Informação -TI pode alterar, de maneira significativa, as possibilidades de gestão dos governos locais, além de contribuir para processos ativos de cooperação e repactuação da solidariedade. Através do compartilhamento de investimentos para desenvolvimento de sistemas de informação, é possível incorporar know-how rapidamente, reduzir custos e obter sistemas padronizados, intercambiáveis, de maior estabilidade. A iniciativa de consorciamento de várias agências governamentais sob esta perspectiva ilustra a afirmativa. O terceiro papel articula-se com o segundo e diz respeito aos processos de gestão governamental. Esses devem ser desenvolvidos sob critérios públicos e orientarem-se para a integração sistêmica das funções de governo. A TI abre novas possibilidades de integração sistêmica. As maiores evidências sobre as vantagens de procurar compreender os sistemas, estudar suas interações e procurar integrá-los, estão nos exemplos da atividade econômica, da agricultura integrada, bem como nos empreendimentos articulados em rede ou da produção just in time. As componentes de integração da TI estão baseadas nas redes de computadores, padrões abertos de comunicação e técnicas de groupware 3. O desafio implica na necessidade de racionalizar o gasto com tecnologia, substituindo o consumismo tecnológico [KLIKSBERG1992], que preside as decisões sobre a informatização, pela pesquisa aplicada sobre Informática Pública. Como decorrência desta, a 16

9 A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel difusão do conhecimento consubstancia um conjunto de atividades à divulgação tecnológica, formação e capacitação. O quarto papel refere-se à autonomia da função informacional com relação às demais funções, no que diz respeito à sua finalidade, entendida como serviço a ser prestado, definição de seus mecanismos de financiamento e sentido desenvolvimentista. Até então, a decisão sobre adoção de uma solução informatizada, como suporte à execução de uma função, era tomada com base na análise de custo e benefício para a referida função. No setor privado, particularmente naquelas instituições que dão dimensão estratégica ao uso da TI, as decisões ocorrem baseadas na aferição do grau de contribuição do projeto de desenvolvimento apoiado em TI, para melhorar o desempenho geral da organização, com foco em seu negócio. O negócio do Estado é de provisão de bens e serviços, quando há uma insuficiência do mercado. Isto é feito através da oferta de bens públicos, definidos através de mecanismos de escolhas públicas. Neste sentido, a informação e o aparato necessário para obtê-la devem ser ofertados como bens públicos: sistemas informáticos, compreendendo redes, computadores e softwares, e o acervo de informações. É da Teoria dos Bens Públicos que se obtêm os argumentos para definir o objeto da Informática Pública [MUSGRAVE et al.1980]. O que caracteriza o Bem Público é que ele é um bem para todos. Ele tem que ser um bem dirigido para a sociedade, indistintamente. E, portanto, tem que ter dois princípios inscritos nele: o da indivisibilidade desse bem e o da não rivalidade. Ou seja, todos o usam e seu uso não enseja competição. Implica em custo marginal zero. O modelo para a gestão pública da informação funda-se no princípio de que as informações utilizadas e produzidas no Estado, devidamente classificadas segundo princípios definidos em políticas públicas, são Bens Públicos. Sua obtenção, armazenamento e difusão visaria à elevação da capacidade do Estado em responder às exigências das diversas funções públicas, como viabilização da aplicação do princípio geral de prestação de contas, ampliação dos espaços de democracia na ação do Estado e provimento do direito à informação. Os procedimentos de decisão sobre os bens públicos a investir devem ser baseados nos mecanismos orçamentários e devem considerar todos os elementos constitutivos do sistema, em especial as redes. De modo análogo ao papel das rodovias ou ferrovias para o setor de transporte, as redes são os meios de transporte da informação, sendo essenciais para os aspectos de integração. O uso social diz respeito à geração de externalidades positivas com o consumo privado de um bem (a exemplo da vacinação). Considera-se que se mais pessoas têm acesso aos serviços de transporte da informação, toda a coletividade se bene- 3 Uma técnica voltada para comunicação, colaboração e coordenação. 17

10 Gustavo da Gama Torres ficiaria com isso. Com efeito, até há bem pouco tempo, toda a legislação sobre telefonia, em diversas partes do mundo, consagrava a tarifa residencial subsidiada pela tarifa comercial. 4. CONCLUSÃO A complexidade da gerência informacional do Estado e o problema da democracia, da transparência, da integração sistêmica, colocam um novo desafio: a construção de um Sistema Nacional de Informática e Informação. A decorrência lógica dessa proposição é que toda a administração, e não somente os iniciados, seja envolvida no problema da informática e da informação, de maneira análoga às funções de coordenação de qualquer governo (planejamento, governo etc). Uma sólida base local, a articulação com sistemas de inovação, a descentralização da execução, articulação em rede, coordenação em programas de modernização, educação permanente e postura de disseminação de informações compõem os aspectos-chave da nova institucionalidade. KEYWORDS Public administration - Modernization of the State - Computer service and information ABSTRACT The article highlights the foundations that owe to direct the administration of the public sector information systems in Brazil, in a context where the model inspired by the private administration prevails. They were lifted up the limitations of that model and the papers that a computer service institution and public information should carry out. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [AFFONSO, R.; SILVA, P. (orgs.)] O federalismo diante do desafio da globalização em A federação em perspectiva. FUNDAP, 1995 [ALBUQUERQUE, E. M.] Infra-estrutura de informações e sistema nacional de inovações: notas sobre a emergência de uma economia baseada no conhecimento e suas implicações para o Brasil. CDE-Prodabel, 1999a. 18

11 A Empresa Pública de Informática e Informação: modelo de gestão e papel [ALBUQUERQUE, E. M.] Comunicação pessoal. Prodabel, Belo Horizonte, 1999b. [BARROS, L] Tecnologia da informação e gestão pública. (mimeo), Belo Horizonte, [BENAKOUCHE, R. (org.)] Questão da informática no Brasil. Brasiliense/CNPq, [CEPIK, M.] Cidadania e informação: notas de leitura. IUPERJ(mimeo), Rio de Janeiro, [DANTAS, M] Telecomunicações, cidadania e serviços públicos: aspectos conceituais e experiência brasileira em série. Documentos n.19, Universidade Federal do Rio de Janeiro,1995. [DANTAS, M] A lógica do capital-informação: a fragmentação dos monopólios e a monopolização dos fragmentos num mundo de comunicações globais. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996, 160 p. [FURTADO, C] O longo amanhecer: reflexões sobre a formação do Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, [HUMPHREY, W] Managing the software process. Addison-Wesley/SEI, [KLIKSBERG, B] Como transformar o estado: para além de mitos e dogmas. Escola Nacional de Administração Pública ENAP, Brasília, [LEMOS, M. B.] Comunicação pessoal. Secretaria Municipal do Planejamento, Belo Horizonte, [MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES] Infra-estrutura nacional de informações: documento de apresentação. Brasília, [MUSGRAVE,R.; MUSGRAVE, P] Finanças públicas. Rio de Janeiro: Campus, [TORRES,G.G.] Esboço de um modelo de gestão governamental da informática, informação e comunicação. Reunião da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe - CEPAL, Santiago do Chile, novembro de [TORRES,G.G.] Informática Pública: estatizada, privatizada ou terceirizada? Congresso de Informática Pública- Conip, maio de

12

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento)

Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Brasil em Ação (Investimentos Básicos para o Desenvolvimento) Nos dois últimos anos, vimos construindo as bases de um crescimento sustentável e socialmente benéfico para a grande maioria dos brasileiros.

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO As condições para o financiamento do desenvolvimento urbano estão diretamente ligadas às questões do federalismo brasileiro e ao desenvolvimento econômico. No atual

Leia mais

Parte V Financiamento do Desenvolvimento

Parte V Financiamento do Desenvolvimento Parte V Financiamento do Desenvolvimento CAPÍTULO 9. O PAPEL DOS BANCOS PÚBLICOS CAPÍTULO 10. REFORMAS FINANCEIRAS PARA APOIAR O DESENVOLVIMENTO. Questão central: Quais as dificuldades do financiamento

Leia mais

Política de Software e Serviços

Política de Software e Serviços Política de Software e Serviços Encontro de Qualidade e Produtividade em Software - Brasília Dezembro / 2003 Ministério da Ciência e Tecnologia Secretaria de Política de Informática e Tecnologia Antenor

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária

Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE TRIBUTAÇÃO IMOBILIÁRIA Iniciativas para o Fortalecimento da Ação Fiscal dos Municípios em Tributação Imobiliária Salvador, 21 e 22 de novembro de 2007 SESSÃO III Inovação,

Leia mais

DECRETO Nº XX.XXX, DE XX DE XXXXXXXXXXXX DE 2009.

DECRETO Nº XX.XXX, DE XX DE XXXXXXXXXXXX DE 2009. DECRETO Nº XX.XXX, DE XX DE XXXXXXXXXXXX DE 2009. Institui a Política de Tecnologia da Informação e Comunicação no Governo do Estado do Piauí, cria o Sistema de Governança de Tecnologia da Informação e

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

O PLANEJAMENTO ECONÔMICO E A ARTICULAÇÃO REGIONAL *

O PLANEJAMENTO ECONÔMICO E A ARTICULAÇÃO REGIONAL * O PLANEJAMENTO ECONÔMICO E A ARTICULAÇÃO REGIONAL * Lúcio Alcântara ** Durante o dia de hoje estaremos dando continuidade aos debates que vêm sendo realizados desde o início do governo Lula sobre a reestruturação

Leia mais

Modernização da Gestão

Modernização da Gestão Modernização da Gestão Administrativa do MPF Lei de Responsabilidade Fiscal, Finanças Públicas e o Aprimoramento da Transparência Francisco Vignoli Novembro-Dezembro/2010 MPF - I Seminário de Planejamento

Leia mais

DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE

DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE DIAGNÓSTICO GERAL DAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ESTADUAIS PESQUISA PNAGE Fernando Luiz Abrucio DIMENSÃO DO ESTADO Principais Problemas Precariedade das informações Falta de Bancos de Dados compartilhados

Leia mais

ORGANIZAÇÕES DA SOCIDEDADE CIVIL NO BRASIL. Um novo setor/ator da sociedade

ORGANIZAÇÕES DA SOCIDEDADE CIVIL NO BRASIL. Um novo setor/ator da sociedade ORGANIZAÇÕES DA SOCIDEDADE CIVIL NO BRASIL Um novo setor/ator da sociedade Emergência da Sociedade Civil Organizada I fase Séculos XVIII e XIX Entidades Assistenciais tradicionais Confessionais Mandato

Leia mais

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso

Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivístico Digital Preservar para garantir o acesso Considerando que a informação arquivística, produzida, recebida, utilizada e conservada em sistemas informatizados,

Leia mais

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO 21 de novembro de 1978 SHS/2012/PI/H/1 Preâmbulo A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial Sistema de Gestão Estratégica Brasília - 2010 SUMÁRIO I. APRESENTAÇÃO 3 II. OBJETIVOS DO SGE 4 III. MARCO DO SGE 4 IV. ATORES

Leia mais

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo:

F n i a n n a c n i c a i m a en e t n o Foco: Objetivo: FINANCIAMENTO DO SUAS: GESTÃO MUNICIPAL E AS DESIGUALDADES REGIONAIS Financiamento Foco: competências da gestão municipal, especialmente no enfrentamento das desigualdades regionais exige o debate sobre

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS

PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS PROTEÇÃO INTEGRAL EM REDES SOCIAIS ENCONTRO DE GRUPOS REGIONAIS DE ARTICULAÇÃO- ABRIGOS - SÃO PAULO O QUE É UMA REDE DE PROTEÇÃO SOCIAL? sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições,

Leia mais

Reforma do Estado. Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais).

Reforma do Estado. Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais). Reforma do Estado Pressões para Reforma do Estado: internas (forças conservadoras) e externas (organismos multilaterais). Redefinição da natureza, do alcance e dos limites à intervenção estatal. Preocupação

Leia mais

Estratégia de Financiamento

Estratégia de Financiamento Sustentabilidade Conforme o art. 29 da Lei nº 11.445/07, os serviços públicos de saneamento básico terão a sustentabilidade econômico-financeira assegurada, sempre que possível, mediante remuneração pela

Leia mais

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br C1 Introdução Este guia traz noções essenciais sobre inovação e foi baseado no Manual de Oslo, editado pela Organização para a Cooperação

Leia mais

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL

TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL TEXTO BASE PARA UM POLÍTICA NACIONAL NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL Eixos Temáticos, Diretrizes e Ações Documento final do II Encontro Nacional de Educação Patrimonial (Ouro Preto - MG, 17 a 21 de julho

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.593, DE 18 DE JANEIRO DE 2012. Mensagem de veto Institui o Plano Plurianual da União para o período de 2012 a 2015. A PRESIDENTA

Leia mais

Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Conteúdo Programático. Administração Geral / 100h

Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Conteúdo Programático. Administração Geral / 100h Administração Geral / 100h O CONTEÚDO PROGRAMÁTICO BÁSICO DESTA DISCIPLINA CONTEMPLA... Administração, conceitos e aplicações organizações níveis organizacionais responsabilidades Escola Clássica história

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local

RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local RESPONSABILIDADE SOCIAL: a solidariedade humana para o desenvolvimento local 1 Por: Evandro Prestes Guerreiro 1 A questão da Responsabilidade Social se tornou o ponto de partida para o estabelecimento

Leia mais

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO Fernando Ferrari Filho Resenha do livro Macroeconomia da Estagnação: crítica da ortodoxia convencional no Brasil pós- 1994, de Luiz Carlos Bresser Pereira, Editora 34, São Paulo,

Leia mais

Princípios de Finanças

Princípios de Finanças Princípios de Finanças Apostila 03 O objetivo da Empresa e as Finanças Professora: Djessica Karoline Matte 1 SUMÁRIO O objetivo da Empresa e as Finanças... 3 1. A relação dos objetivos da Empresa e as

Leia mais

EIXO 3 ADMINISTRÇÃO PÚBLICA. D 3.4 Planejamento e Gestão Orçamentária e Financeira (24h) Professor: James Giacomoni. Aula 5

EIXO 3 ADMINISTRÇÃO PÚBLICA. D 3.4 Planejamento e Gestão Orçamentária e Financeira (24h) Professor: James Giacomoni. Aula 5 EIXO 3 ADMINISTRÇÃO PÚBLICA D 3.4 Planejamento e Gestão Orçamentária e Financeira (24h) Professor: James Giacomoni Aula 5 17 a 19, 21 a 25, 28 e 29 de novembro de 2011 Classificações orçamentárias Despesa

Leia mais

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e

Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das demandas sociais concentração de poder e PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL - PNEF A EDUCAÇÃO FISCAL COMO EXERCÍCIO DE CIDADANIA CONTEXTO Nova ética emergindo de crises mudança no sistema de emprego exclusão/marginalização social aumento das

Leia mais

Movimento Nossa São Paulo Outra Cidade. Gestão Democrática

Movimento Nossa São Paulo Outra Cidade. Gestão Democrática Movimento Nossa São Paulo Outra Cidade Gestão Democrática Diagnóstico Em agosto de 2002, o Fórum de Educação da Zona Leste promoveu o 2º seminário Plano Local de Desenvolvimento Educativo. Realizado no

Leia mais

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação

CidadesDigitais. A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais A construção de um ecossistema de cooperação e inovação CidadesDigitais PRINCÍPIOs 1. A inclusão digital deve proporcionar o exercício da cidadania, abrindo possibilidades de promoção cultural,

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU

Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU Experiências Nacionais Bem Sucedidas com Gestão de Tributos Municipais Ênfase no IPTU O Papel dos Tributos Imobiliários para o Fortalecimento dos Municípios Eduardo de Lima Caldas Instituto Pólis Marco

Leia mais

Documento referencial: uma contribuição para o debate

Documento referencial: uma contribuição para o debate Documento referencial: uma contribuição para o debate desenvolvimento integração sustentável participação fronteiriça cidadã 1. Propósito do documento O presente documento busca estabelecer as bases para

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX

Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Lei N X.XXX de XX de XXXXX de XXX Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Estadual de Educação Ambiental e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: FAÇO SABER

Leia mais

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Tocantins decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1.374, DE 08 DE ABRIL DE 2003. Publicado no Diário Oficial nº 1.425. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental e adota outras providências. O Governador do Estado do Tocantins Faço

Leia mais

Implantação de Sistema Integrado de Gerenciamento da Execução da Reforma Agrária e Agricultura Familiar

Implantação de Sistema Integrado de Gerenciamento da Execução da Reforma Agrária e Agricultura Familiar Programa 0139 Gestão da Política de Desenvolvimento Agrário Objetivo Coordenar o planejamento e a formulação de políticas setoriais e a avaliação e controle dos programas na área de desenvolvimento agrário

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo *

Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo * Políticas Públicas de Fomento ao Cooperativismo * Introdução Euclides André Mance México, DF, 19/10/2007 No desenvolvimento do tema desta mesa, trataremos de três aspectos, a saber: a) de que cooperativismo

Leia mais

A Importância do Gestor Público no Processo Decisório. Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional Secretaria do Tesouro Nacional

A Importância do Gestor Público no Processo Decisório. Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional Secretaria do Tesouro Nacional A Importância do Gestor Público no Processo Decisório Coordenação-Geral de Desenvolvimento Institucional Secretaria do Tesouro Nacional Contexto A administração pública brasileira sofreu transformações

Leia mais

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001

INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. Adriana Beal, Eng. MBA Maio de 2001 INTRODUÇÃO À GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, Eng. MBA Maio de 2001 Apresentação Existe um consenso entre especialistas das mais diversas áreas de que as organizações bem-sucedidas no século XXI serão

Leia mais

Governabilidade = Poder de Governo

Governabilidade = Poder de Governo 6. Governabilidade, Governança e Accountability 1. Governança 2. Controle por Resultados 3. Accountability Esta tríade reflete os princípios da Nova Gestão Pública e serviu de fundamento para o desenho

Leia mais

Escola de Formação Política Miguel Arraes

Escola de Formação Política Miguel Arraes Escola de Formação Política Miguel Arraes Curso de Atualização e Capacitação Sobre Formulação e Gestão de Políticas Públicas Módulo III Gestão das Políticas Públicas Aula 5 Parcerias na gestão e execução

Leia mais

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR Consiste na forma como as diferentes Pessoas Jurídicas atuam no desenvolvimento de atividades econômicas e sociais no âmbito da sociedade. De acordo com o

Leia mais

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil

Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Rio de Janeiro: o melhor lugar para a sua empresa no Brasil Thayne Garcia, Assessora-Chefe de Comércio e Investimentos (tgarcia@casacivil.rj.gov.br) Luciana Benamor, Assessora de Comércio e Investimentos

Leia mais

02 a 05 de junho de 2009. Eventos Oficiais:

02 a 05 de junho de 2009. Eventos Oficiais: 02 a 05 de junho de 2009 Expo Center Norte - SP Eventos Oficiais: 1 A Saúde Rompendo Paradigmas para o Crescimento Sustentável Saúde Suplementar : Modelo,Regulação e Intervenção Estatal Alceu Alves da

Leia mais

Garantir a economicidade dos recursos e a melhor alocação dos recursos necessários à prestação jurisdicional.

Garantir a economicidade dos recursos e a melhor alocação dos recursos necessários à prestação jurisdicional. Tema 1: Eficiência Operacional Buscar a excelência na gestão de custos operacionais. Garantir a economicidade dos recursos e a melhor alocação dos recursos necessários à prestação jurisdicional. Agilizar

Leia mais

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social

Desenvolvimento de Novos Produtos e Serviços para a Área Social Programa 0465 SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO - INTERNET II Objetivo Incrementar o grau de inserção do País na sociedade de informação e conhecimento globalizados. Público Alvo Empresas, usuários e comunidade

Leia mais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais

Especialização em Gestão Estratégica de Projetos Sociais Especialização em Gestão Estratégica de Apresentação CAMPUS COMÉRCIO Inscrições Abertas Turma 02 --> Início Confirmado: 07/06/2013 últimas vagas até o dia: 05/07/2013 O curso de Especialização em Gestão

Leia mais

Gestão 2013-2017. Plano de Trabalho. Colaboração, Renovação e Integração. Eduardo Simões de Albuquerque Diretor

Gestão 2013-2017. Plano de Trabalho. Colaboração, Renovação e Integração. Eduardo Simões de Albuquerque Diretor Gestão 2013-2017 Plano de Trabalho Colaboração, Renovação e Integração Eduardo Simões de Albuquerque Diretor Goiânia, maio de 2013 Introdução Este documento tem por finalidade apresentar o Plano de Trabalho

Leia mais

ESTRUTURA DO MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (PROFIAP)

ESTRUTURA DO MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (PROFIAP) ESTRUTURA DO MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (PROFIAP) OBRIGATÓRIAS (6 disciplinas de 60 h cada = 360 h) Estado, Sociedade e Administração Pública O Estado, elementos constitutivos, características

Leia mais

PODER EXECUTIVO ANEXO I ATRIBUIÇÕES DO CARGO DE ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO GOVERNAMENTAL

PODER EXECUTIVO ANEXO I ATRIBUIÇÕES DO CARGO DE ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO GOVERNAMENTAL ANEXO I ATRIBUIÇÕES DO CARGO DE ESPECIALISTA EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO GOVERNAMENTAL a) formulação, implantação e avaliação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sócio-econômico e

Leia mais

A CRISE ENERGÉTICA E AS EMPRESAS DE ENERGIA DO FUTURO (*)

A CRISE ENERGÉTICA E AS EMPRESAS DE ENERGIA DO FUTURO (*) A CRISE ENERGÉTICA E AS EMPRESAS DE ENERGIA DO FUTURO (*) Enquanto o Brasil vinha insistindo em uma política energética privilegiando grandes usinas e extensas linhas de transmissão, cada vez mais distantes

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Chile. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Chile. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Chile Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios A Lei nº 20.416 estabelece regras especiais para as Empresas de Menor Tamanho (EMT).

Leia mais

Planejamento Estratégico de TIC. da Justiça Militar do Estado. do Rio Grande do Sul

Planejamento Estratégico de TIC. da Justiça Militar do Estado. do Rio Grande do Sul Planejamento Estratégico de TIC da Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul MAPA ESTRATÉGICO DE TIC DA JUSTIÇA MILITAR DO ESTADO (RS) MISSÃO: Gerar, manter e atualizar soluções tecnológicas eficazes,

Leia mais

Classificação por Categoria Econômica

Classificação por Categoria Econômica Classificação por Categoria Econômica 1. Classificação A classificação por categoria econômica é importante para o conhecimento do impacto das ações de governo na conjuntura econômica do país. Ela possibilita

Leia mais

Reunião de Abertura do Monitoramento 2015. Superintendência Central de Planejamento e Programação Orçamentária - SCPPO

Reunião de Abertura do Monitoramento 2015. Superintendência Central de Planejamento e Programação Orçamentária - SCPPO Reunião de Abertura do Monitoramento 2015 Superintendência Central de Planejamento e Programação Orçamentária - SCPPO Roteiro da Apresentação 1. Contextualização; 2. Monitoramento; 3. Processo de monitoramento;

Leia mais

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações

Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações Documento de Referência do Projeto de Cidades Digitais Secretaria de Inclusão Digital Ministério das Comunicações CIDADES DIGITAIS CONSTRUINDO UM ECOSSISTEMA DE COOPERAÇÃO E INOVAÇÃO Cidades Digitais Princípios

Leia mais

Ana Lúcia Vitale Torkomian. Secretária Adjunta de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia

Ana Lúcia Vitale Torkomian. Secretária Adjunta de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia Sessão Plenária 5: Programas Nacionais de Estímulo e Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos Ana Lúcia Vitale Torkomian Secretária Adjunta de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA

POLÍTICAS PÚBLICAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA POLÍTICAS PÚBLICAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA 1. Concepções e diretrizes políticas para áreas; Quando falamos de economia solidária não estamos apenas falando de geração de trabalho e renda através de empreendimentos

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL PROJETO DE LEI Institui o Plano Plurianual da União para o período 2012-2015. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL E DO PLANO PLURIANUAL Art.1 o Esta lei institui o Plano

Leia mais

LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007.

LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007. LEI Nº 2.278/07, DE 24 DE AGOSTO DE 2007. Dispõe sobre a criação do Instituto Escola de Governo e Gestão Pública de Ananindeua, e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE ANANINDEUA estatui, e eu

Leia mais

Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado.

Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado. TECNICAS E TECNOLOGIAS DE APOIO CRM Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado. Empresas já não podem confiar em mercados já conquistados. Fusões e aquisições

Leia mais

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE

POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE POLÍTICAS DE GESTÃO PROCESSO DE SUSTENTABILIDADE 1) OBJETIVOS - Apresentar de forma transparente as diretrizes de sustentabilidade que permeiam a estratégia e a gestão; - Fomentar e apoiar internamente

Leia mais

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção

A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL IV SIMBRAS I CONGRESSO INTERNACIONAL DE AGROPECUÁRIA SUSTENTÁVEL A Sustentabilidade nos Sistemas Associativistas de Produção Prof. José Horta Valadares,

Leia mais

Detalhamento da Implementação Concessão de Empréstimos, ressarcimento dos valores com juros e correção monetária. Localizador (es) 0001 - Nacional

Detalhamento da Implementação Concessão de Empréstimos, ressarcimento dos valores com juros e correção monetária. Localizador (es) 0001 - Nacional Programa 2115 - Programa de Gestão e Manutenção do Ministério da Saúde 0110 - Contribuição à Previdência Privada Tipo: Operações Especiais Número de Ações 51 Pagamento da participação da patrocinadora

Leia mais

ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário

ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário RESOLUÇÃO Nº 99, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2009 Dispõe sobre o Planejamento Estratégico de TIC no âmbito do Poder Judiciário e dá outras providências. ANEXO I A Estratégia de TIC do Poder Judiciário Planejamento

Leia mais

Tributação e Incentivos à Inovação

Tributação e Incentivos à Inovação VIII Seminário do Setor de Saúde - BRITCHAM Tributação e Incentivos à Inovação São Paulo/SP, 17 de junho de 2009 Inovação Tecnológica no Brasil 30% das empresas industriais realizam algum tipo de inovação

Leia mais

Este Fórum Local da Agenda 21 se propõe a escutar, mobilizar e representar a sociedade local, para construirmos em conjunto uma visão compartilhada

Este Fórum Local da Agenda 21 se propõe a escutar, mobilizar e representar a sociedade local, para construirmos em conjunto uma visão compartilhada Fórum da Agenda 21 de Guapimirim Aprender a APRENDER e a FAZER. Aprender a CONVIVER, e Aprender a SER Cidadãos Participativos, Éticos e Solidários Este Fórum Local da Agenda 21 se propõe a escutar, mobilizar

Leia mais

Área de Comunicação. Tecnologia em. Produção Multimídia

Área de Comunicação. Tecnologia em. Produção Multimídia Área de Comunicação Produção Multimídia Curta Duração Produção Multimídia Carreira em Produção Multimídia O curso superior de Produção Multimídia da FIAM FAAM forma profissionais preparados para o mercado

Leia mais

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE

A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO DO GOVERNO FEDERAL E A MACROMETA DE AUMENTAR O INVESTIMENTO PRIVADO EM P&D ------------------------------------------------------- 3 1. O QUE É A PDP? ----------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e

DECRETO Nº, DE DE DE. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e DECRETO Nº, DE DE DE. Aprova a Política Nacional da Indústria de Defesa (PNID). A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, e Considerando

Leia mais

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Edson Crisostomo dos Santos Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES edsoncrisostomo@yahoo.es

Leia mais

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas

Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Minuta do Capítulo 10 do PDI: Relações Externas Elaborada pela Diretoria de Extensão e pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação 1 1 Esta minuta será apreciada pelo Colegiado de Ensino, Pesquisa

Leia mais

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO

ECONOMIA SOCIAL PORTUGUESA: PAPEL NO PÓS-TROIKA GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO GERIR UMA FUNDAÇÃO É UM COMPROMISSO PARA O FUTURO Citação de Dr. Emílio Rui Vilar 2 Tempo de mudanças sociais Estamos no início de um século que se adivinha difícil e instável nos seus Problemas Globais

Leia mais

Política Ambiental das Empresas Eletrobras

Política Ambiental das Empresas Eletrobras Política Ambiental das Empresas Eletrobras Versão 2.0 16/05/2013 Sumário 1 Objetivo... 3 2 Princípios... 3 3 Diretrizes... 3 3.1 Diretrizes Gerais... 3 3.1.1 Articulação Interna... 3 3.1.2 Articulação

Leia mais

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim - ES PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Introdução O Programa Municipal de Educação Ambiental estabelece diretrizes, objetivos, potenciais participantes, linhas

Leia mais

A EVOLUÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE TI PARA ATENDER AS NECESSIDADES EMPRESARIAIS

A EVOLUÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE TI PARA ATENDER AS NECESSIDADES EMPRESARIAIS INSTITUTO DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PÓS-GRADUAÇÃO Gestão e Tecnologia da Informação IFTI1402 T25 A EVOLUÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE TI PARA ATENDER AS NECESSIDADES EMPRESARIAIS Marcelo Eustáquio dos Santos

Leia mais

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo

Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Discurso do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na cerimônia de transmissão de cargo Brasília, 02 de janeiro de 2015. Ministra Miriam Belchior, demais autoridades, parentes e amigos aqui presentes.

Leia mais

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo:

3. Processos, o que é isto? Encontramos vários conceitos de processos, conforme observarmos abaixo: Perguntas e respostas sobre gestão por processos 1. Gestão por processos, por que usar? Num mundo globalizado com mercado extremamente competitivo, onde o cliente se encontra cada vez mais exigente e conhecedor

Leia mais

Política de Logística de Suprimento

Política de Logística de Suprimento Política de Logística de Suprimento Política de Logística de Suprimento Política de Logística de Suprimento 5 1. Objetivo Aumentar a eficiência e competitividade das empresas Eletrobras, através da integração

Leia mais

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A indissociabilidade entre ensino/produção/difusão do conhecimento

Leia mais

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005.

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. Cooperação empresarial, uma estratégia para o sucesso Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. É reconhecida a fraca predisposição

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

DESAFIO PORTUGAL 2020

DESAFIO PORTUGAL 2020 DESAFIO PORTUGAL 2020 Estratégia Europa 2020: oportunidades para os sectores da economia portuguesa Olinda Sequeira 1. Estratégia Europa 2020 2. Portugal 2020 3. Oportunidades e desafios para a economia

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL Lei n o 9.795, de 27 de Abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS 1 FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS MAURICIO SEBASTIÃO DE BARROS 1 RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar as atuais

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Projeto: Rede MERCOSUL de Tecnologia

Projeto: Rede MERCOSUL de Tecnologia ANEXO XIII XXXIII REUNIÓN ESPECIALIZADA DE CIENCIA Y TECNOLOGÍA DEL MERCOSUR Asunción, Paraguay 1, 2 y 3 de junio de 2005 Gran Hotel del Paraguay Projeto: Rede MERCOSUL de Tecnologia Anexo XIII Projeto:

Leia mais

Princípios ref. texto nº de votos N

Princípios ref. texto nº de votos N Princípios N G A E Estimular os processos de articulação de políticas públicas nos territórios, garantindo canais de diálogo entre os entes federativos, suas instituições e a sociedade civil. Desenvolvimento

Leia mais

Agências Reguladoras: o novo em busca de espaço

Agências Reguladoras: o novo em busca de espaço III Congresso Iberoamericano de Regulação Econômica Agências Reguladoras: o novo em busca de espaço São Paulo-SP Junho de 2008 Alvaro A. P. Mesquita Sócio Sumário I. Objetivo II. III. IV. Regulação Papel

Leia mais

Workshop Cooperação Internacional e rede de cidades

Workshop Cooperação Internacional e rede de cidades Workshop Cooperação Internacional e rede de cidades Vicente Trevas, Vice-Presidente da RIAD e Subchefe de Assuntos Federativos da Presidência da República do Brasil. Inicialmente, gostaria de colocar algumas

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020

ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 ANEXO I PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 2014-2020 1 Missão 2 Exercer o controle externo da administração pública municipal, contribuindo para o seu aperfeiçoamento, em benefício da sociedade. Visão Ser reconhecida

Leia mais

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar

Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar março de 2012 Introdução Com o objetivo de continuar aprimorando o modelo de gestão de Minas Gerais, foi lançado, em 2010, o projeto Agenda de Melhorias caminhos para inovar na gestão pública. A criação

Leia mais