A QUESTÃO CULTURAL NO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS Henrique Evaldo Janzen Universidade Federal do Paraná

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A QUESTÃO CULTURAL NO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS Henrique Evaldo Janzen Universidade Federal do Paraná"

Transcrição

1 A QUESTÃO CULTURAL NO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS Henrique Evaldo Janzen Universidade Federal do Paraná I - INTRODUÇÃO O presente texto apresenta, de forma sucinta, duas visões diferentes de cultura e as associa, a partir da análise de livros didáticos de língua alemã (LEM), a concepções de ensino. Não é objetivo desse trabalho aprofundar a discussão que envolve os diferentes conceitos de cultura, mas objetiva-se, de uma maneira até um pouco esquemática, indicar que uma determinada visão de mundo funciona como substrato para escolhas temáticas, didático-metodológicas e discursivas inseridas nos livros didáticos. Em primeiro lugar, serão focalizados a visão tradicional de cultura e os desdobramentos desta concepção de cultura nos livros didáticos de alemão (como língua estrangeira) e, posteriormente, serão focalizados um outro vértice cultural e as ressonâncias didático-metodológicas desta mudança paradigmática nos livros didáticos de alemão. II - VISÃO TRADICIONAL DE CULTURA Welsch (2000), no texto Transkulturalität - Zwischen Globalisierung und Partikularisierung, faz uma breve incursão pela história cultural, apresentando o conceito de cultura desenvolvido por Herder na obra Ideen zur Philosophie der Geschichte der Menschheit. Segundo Welsch, o sentido cultural em Herder (visão tradicional) está estruturado em três eixos: homogeneização social (soziale Homogenisierung), fundamentação étnica (ethnische Fundierung) e delimitação intercultural (interkulturelle Abgrenzung). Welsch mostra que, para Herder, o conceito de cultura deve ser associado ao povo, delimitando-o em face do mundo exterior. A concepção tradicional de cultura, caracterizada pela homogeneização interna e delimitação (Abgrenzung) externa, é, segundo o autor, insustentável e perigosa sob a perspectiva normativa 1. Uma visão tradicional de cultura implica a busca do apagamento das diferenças sócio-culturais, de modo a propiciar uma homogeneização do grupo. A homogeneidade interna possibilita a delimitação externa, uma vez que o que é estranho é externo ao grupo. Um dos movimentos de unificação interna e delimitação externa é o de negação dos valores e crenças do outro, do estranho, reforçando uma perspectiva etnocêntrica (comum à visão tradicional de cultura). 1 Welsch destaca que, em uma visão moderna de cultura, a percepção tradicional se tornou insustentável, pois existem, nas sociedades modernas, múltiplos e diferenciados modos de viver, diferentes culturas, que são multiculturais em si.

2 Referindo-se à homogeneidade cultural, Waldenfels (1999), no mesmo sentido de Welsch, destaca que a idéia de os indivíduos percorrerem as mesmas fases de desenvolvimento cultural pertence a um esquema que procura reproduzir ou eliminar o estranho/estrangeiro. A perspectiva do movimento homogêneo, da generalização, é gerada muitas vezes pelas estruturas que detêm o poder e estimulam a percepção do enfoque monocultural, como se os valores e atitudes fossem inerentes ao poder e apenas assimilados pelos outros. Essa escolha é representativa de uma valoração e implica na ausência de outras vozes sociais 2. A homogeneização a partir de um discurso-mestre elaborado com funções de caráter prescritivo tem a intenção de produzir uma solidez sociológica, evitando o estranhamento, que é constitutivo da alteridade. A percepção monológica da cultura tende a produzir um discurso unitário. Esta concepção cultural pode facilitar uma percepção estereotipada do outro. Neste sentido, a percepção da tradição enclausurada em categorias fixas e monolíticas pode representar interesses ideológicos, emblemáticos de uma postura monocultural. 3 Bhabha (1998), em seu livro O Local da Cultura, indica que a tradição representada na visão homogênea de cultura outorga uma forma parcial de identificação, apontando para o caráter monolítico destas categorias. A atitude etnocêntrica pode explicar a forte tendência ao pensamento unitário (Lewinson,1964). Neste contexto, é emblemático que os que têm tal atitude não enxerguem os indivíduos, porém apenas grupos. A diluição do outro/do sujeito, ao ser percebido apenas como grupo, indica a representação generalizante/homogeneizante do outro, que caracteriza a visão tradicional de cultura. Na orientação de sentido em que a postura etnocêntrica está presente, percebe-se com freqüência um entendimento maniqueísta da relação com o outro/estranho, que aponta para delimitações claras dos pares bem/mal, certo/errado e uma disposição para pensar a relação a partir de categorias e esquemas rígidos. 2 O processo da perda de identidade (ou esta percepção), o medo do estranho/estrangeiro/desconhecido, a desestabilização e a estranheza do não-igual podem gerar um movimento de negação do outro e conduzir a uma perspectiva etnocêntrica, auxiliando na assimilação do discurso unitário. 3 Chauí, no texto Cultura e Democracia - discurso competente e outras falas, indica a construção de um discurso unitário elaborado pela elite brasileira, assinalando a postura segregacionista desta que, no entanto, dissimula esta divisão absorvendo a cultura popular a partir de um discurso unitário (construído pela elite) de universalidade abstrata, "de um padrão cultural único como o melhor para todos os membros da sociedade" (Chauí, 1982, p. 40). Esta postura (da elite brasileira) apontada por Chauí pode ser relacionada com o que Welsch denomina, ao focalizar os elementos constitutivos de visão tradicional de cultura, como homogeneização social: a visão de si e do outro é homogeneizada. Essa representação unitária da identidade nacional na construção da memória histórica faz com que muitos percebam estranheza em seu país, pois não se sentem representados pela homogeneização discursiva.

3 Em seus textos, Lewinson e Adorno associam o etnocentrismo ao estereótipo e entendem este como uma forma delimitadora de pensamento (ADORNO, 1992, p.55), Estereotipização é uma forma de limitação principalmente em questões sociais e psicológicas, uma forma de pensar a partir de esquemas pré-concebidos, normalmente fechados. Hansen (2000) assinala que a visão estereotipada permite uma aproximação para a comunicação, a partir de conhecimentos coletivos relacionados a um outro grupo ou nação. Quando não se conhece os indivíduos, recorre-se, em caso de dificuldades, a estereótipos, portanto, a avaliações coletivas. Pode-se partir deste conhecimento limitado anterior (avaliações coletivas) para posteriormente seguir substituindo-o (após conhecimento individualizado) por julgamentos individuais (quando se aprofunda o conhecimento do outro/outra cultura). Um encontro cultural fundamentado na visão tradicional de cultura torna inviável o diálogo, pela negação do outro. 4 Discutindo esta postura etnocêntrica, Hinderer (1993), no texto Das Phantom des Herrn Kannitverstan - Methodische Überlegungen zu einer interkulturellen Literaturwissenschaft als Fremdheitswissenschaft, ao analisar a recepção cultural de textos literários, questiona a possibilidade de efetivação do diálogo cultural, focalizando a relação do leitor com o estranho/estrangeiro (e o movimento homogeneizador). O autor assinala o perigo de uma visão generalizante como referência axiológica de análise do texto literário e o perigo da simples transposição das vivências e experiências da própria cultura para a outra cultura como se esta também se orientasse pelos mesmos valores. O autor indica neste procedimento o perigo de perceber o outro apenas como variante da própria cultura. Parece-me sintomático que, nesta visão de cultura, a história também seja percebida de um modo compacto, que passa de uma geração a outra de forma acabada. Esta visão de história presente nos textos e nas personagens dos livros didáticos publicados no final dos anos 60/70 5. As personagens, nos livros didáticos elaborados sob esta orientação ideológica e didático-metodológica, eram apresentadas (nos textos, mini-diálogos etc) sem um percurso histórico particular. O cotidiano era apresentado de uma forma idílica, idealizada e artificial 6. Não encontramos nos livros didáticos um problema relevante; todos permanecem conscientes e felizes com o papel que desempenham na família. Estava em questão apenas a vida privada. Tudo orbitava em torno da família, do círculo de amigos/parentes, conhecidos, colegas de trabalho etc. Esta vida privada (cotidiana) estava desconectada da situação econômica, social e política do país. 4 Ainda que a negação não seja explícita, a tentativa de apontar as próprias categorias culturais e valores como parâmetros para a outra cultura implica certo grau de negação das categorias e valores desta outra cultura. 5 Em algumas escolas esta abordagem esteve presente até o início da década de As férias eram tiradas em família, havia uma constante troca de presentes e o espírito de amizade e confraternização prevalecia.

4 Assim, por um lado, a vida privada era apresentada de uma forma descontextualizada da realidade social e, por outro lado, apagava-se também a história recente do país. Nesta imagem da Alemanha que os livros didáticos projetam, a busca pela homogeneização (relacionada anteriormente à visão tradicional de cultura),é representada de diversas maneiras. Citamos duas: A primeira maneira é através dos movimentos e papéis previsíveis das personagens. Se existe uma situação conflituosa no trabalho, escola ou casa, essa jamais perdura, pois a questão é sempre resolvida para que a harmonia possa ser restabelecida. A fim de ilustrar este movimento busco um exemplo na página 63 do VORWÄRTS K2 No Escritório : Lisa: Eu quero ir nadar. Erika: E eu quero ir para a Itália. Diretor: Boa tarde. Minhas senhoras! As senhoras querem ir nadar, não é verdade? Mas, trabalho é trabalho. Às quatro eu tenho que ter as outras cartas. Não esqueçam disso. Então, por favor! Ao trabalho! Erika: Claro, senhor diretor. É fundamental que a ordem, a harmonia e, principalmente, a estrutura hierárquica sejam preservadas O movimento do restabelecimento da harmonia e da ordem é recorrente nas mais diversas situações elaboradas nos livros didáticos sob esta orientação didático-metodológica, indicando o caráter prescritivo e generalista desta concepção de ensino de língua estrangeira. Verifica-se uma segunda maneira de busca de homogeneização na forma como muitas personagens são introduzidas nos livros didáticos deste período. Estas são tipificadas, construídas a partir de características gerais comuns e, portanto sem marcas individuais que possam diferenciá-las de outras que desempenham o mesmo papel. Nesse sentido, encontramos apenas o doutor (e não o doutor Meyer, por exemplo; com nome e individualidade), o professor, o pai, o estudante etc, que cumprem apenas o papel o mais tradicional possível que lhes é reservado pela sociedade. Claro que o doutor, por exemplo, é apresentado como alguém extremamente gentil (amigo da família) e cumpridor incansável de suas obrigações, estando estreitamente circunscrito ao papel a desempenhar. Esta diluição da individualidade, como apontado na apresentação da visão tradicional da cultura, está presente nesta concepção de livros didáticos. É o apagamento da individualidade através da apresentação de um perfil genérico próximo da estereotipização. Este processo com tendências ao estereótipo da cultura alemã também é percebido em outros exemplos do livro didático Vorwärts. De forma ilustrativa, podemos citar a ordem/disciplina e a pontualidade 7, que são apresentadas como constitutivas da cultura alemã. Abaixo apresento um exemplo que destaca a pontualidade como elemento constitutivo da cultura alemã. Chefe: Tem uma senhorita Schaudi aqui. Ela gostaria de trabalhar conosco como secretária. Ela diz que trabalhou 18 meses com vocês. Senhor Schultz: Sim, está correto. Chefe: Como era o seu trabalho? Senhor Schultz: Posso dizer que estava muito satisfeito com ela. Seu trabalho sempre foi bom. Ela era muito aplicada. 7 O alemão típico e idealizado destes livros didáticos é também aplicado e trabalhador.

5 Chefe: Ela era pontual? Senhor Schultz: Sim! Ela sempre foi pontual. Posso recomendá-la. Chefe: Muito obrigado pela informação, senhor Schultz. 8 Nesta visão homogeneizante das dramatis personae, a visão patriarcal, com óbvio caráter hierárquico, está subjacente a todas as relações que envolvem as personagens. Esta autoridade é inquestionável; a mãe é apresentada no papel de dona de casa e o pai como provedor do lar e responsável também pelas decisões da casa. No diálogo entre pai e filho do texto Na Farmácia, esta relação centrada no pai fica clara. Klaus: Pai, por favor, posso ir ao cinema? Pai: Ao cinema? O que está passando? Klaus: O assassino Pai: É um policial, certo? Klaus: Sim, pai. Pai: Pai. Não, Klaus! Hoje você não pode ir ao cinema. Klaus: Oh. Por favor, pai! Pai: Não, você não pode ir ao cinema. O assassino, isto é bobagem! Klaus: O que eu posso fazer então? Pai: Você pode jogar futebol. Ou passear. Mas para o cinema você não pode ir! A ordem, a disciplina, a organização e a hierarquia orientam as ações e o comportamento das personagens inseridas na visão de mundo dos livros didáticos fundamentados em uma visão tradicional de cultura. III - OUTRO VÉRTICE CULTURAL Alguns (poucos) livros didáticos produzidos no final dos anos 70 e início dos anos 80 procuram apresentar uma visão mais plural da cultura alemã, contrapondose à voz discursiva unitária dos livros didáticos de orientação cultural tradicional. Esta reorientação conceitual no ensino de alemão como língua estrangeira pode ser relacionada a um outro vértice cultural. As obras de autores como Homi Bhabha e Raymond Williams, que discutem a relação entre cultura e modernidade, são substratos para uma concepção cultural que consideramos produtiva para encaminhamento de práticas interculturais. Raymond Williams (1969), autor inglês, reflete no livro Cultura e Sociedade sobre a questão da cultura na modernidade. Vincula a sua concepção de cultura a mudanças e a ações do homem. Bhabha (1998) aponta para uma concepção cultural identificada com a dinâmica da vida moderna, assinalando a mobilidade das identidades coletivas, além de ressaltar a importância da presença de várias vozes sociais e das histórias heterogêneas de povos em disputa. Se na visão tradicional de cultura procura-se criar fronteiras delimitadoras com o estranho/estrangeiro, a perspectiva multicultural e pluridiscursiva concebe o estranhamento e o distanciamento cultural como inerente ao movimento intercultural. A concepção de identidade coletiva proposta por Bhabha parte de um conceito cultural marcado pela mobilidade, diferenciando-se da perspectiva na qual as gerações recebem a cultura demarcada de uma maneira acabada. A visão de cultura não está, portanto, vinculada a um discurso unitário, que flui de forma 8 A tradução dos diálogos foi efetuada pelo autor do texto.

6 homogênea (história sem conflitos), porém é vista como ponto de encontro de opiniões contraditórias (as mais diversas vozes sociais). Para Reif Husler (1999), assim como para Bhabha, cada ato cultural significa traçar fronteiras. Estas, diferentemente de uma visão tradicional, se caracterizam por sua fluidez. Existe uma flexibilidade das fronteiras que permite o intercâmbio de elementos culturais. Muitos elementos culturais vão sendo re-elaborados a partir de novas construções de sentido, e as marcas culturais vão sendo constantemente relativizadas, reconfigurando identidades culturais. Existe um dinamismo da identidade cultural. Neste mesmo sentido, Rieger et al (1999) argumentam que o sujeito precisa do outro para se identificar em sua própria cultura, auxiliando no distanciamento desta. Esta necessidade implica sempre, segundo os autores, um momento de desestabilização da própria cultura e, consequentemente, de mobilidade cultural. O teórico russo Mikhail Bakhtin (1997), em seu texto Os Estudos literários hoje, aborda a relevância do estudo da vida literária vinculada ao estudo da cultura e, no processo de compreensão, sublinha a importância da exotopia temporal, espacial e cultural. Na cultura, a exotopia é o instrumento mais poderoso da compreensão, a cultura alheia só se revela em sua completitude e em sua profundidade aos olhos de outra cultura (e não se entrega em toda sua plenitude, pois virão outras culturas que verão e compreenderão ainda mais). Um sentido revela-se em sua profundidade ao encontrar e tocar outro sentido, um sentido alheio; estabelece-se entre eles como que um diálogo que supera o caráter fechado e unívoco, inerente ao sentido e à cultura considerada isoladamente (1997: 368). Muitos elementos culturais vão sendo re-elaborados a partir de novas construções de sentido. As marcas culturais vão sendo constantemente relativizadas a partir do olhar e a interpretação do outro/da outra cultura. Nesta exotopia de sentido, a compreensão do outro/da outra cultura a partir de um olhar de fora cria um universo híbrido, pois a exotopia só se concretiza a partir de um movimento de empatia, ou seja, o individuo compreende a outra cultura sem mimetizá-la e sem apenas duplicar-se nela, enxergando-a de uma maneira diferente da qual os indivíduos da própria cultura a enxergam. Neste processo hermenêutico, é possível que o leitor/estudante produza, por exemplo, leituras híbridas de diversas situações sócio-verbais concretas, considerando-se a relação que o estudante/leitor constrói, a partir de sua realidade concreta, com as vozes discursivas na construção de seu universo axiológico, na formação de sua consciência - a voz da família, da igreja dos amigos, da mídia etc. Estas relações podem sofrer alterações a partir de outras perspectivas de interpretação. Neste sentido, Seddiki, germanista argelino, apresenta no texto Abmilderung bestehender Hindernisse beim Lesen fremdkultreller Texte, um exemplo que ilustra

7 este posicionamento. Segundo Seddiki, se um alemão 9 disser a alguém que vai ligar amanhã, ele provavelmente o fará. Por outro lado, se um mexicano (entendo que mais próximo da realidade brasileira) também se utilizar do mesmo enunciado, ele provavelmente não ligará nos próximos dias ou semanas e pode até mesmo jamais ligar 10. Retomando o exemplo citado por Seddiki (op. cit.) e recontextualizando-o, o falante alemão pode conceber a mesma sentença ( te ligo amanhã ) com outra expressividade 11. Ele poderá produzir o enunciado de modo ambíguo. Se este cidadão alemão já teve um contato com a cultura brasileira e reconhece algumas marcas desta, porém ainda com um certo grau de estranheza e distanciamento e não com a segurança que lhe permite o aprofundamento de sentido, ele poderá repetir a sentença do exemplo, recorrendo a um duplo universo de compreensão. Como alemão, poderá considerar ser imprescindível ligar efetivamente no outro dia, mas ao mesmo tempo desconfiará, com a experiência do universo cultural brasileiro, que talvez não seja tão necessário efetuar a ligação. A experiência da percepção calcada numa ambigüidade interpretativa é recorrente no ensino de língua e literatura estrangeiras. Os elementos constitutivos de uma nova visão cultural (e intercultural) só começam a aparecer nos livros didáticos de ensino de alemão como língua estrangeira, segundo Ammer (1987, p. 68), em De acordo com o autor (p.17 e p.30), a partir de uma mudança de paradigma, as aulas de língua estrangeira deveriam problematizar os mais diversos temas e situações da Alemanha. Nesta nova visão de ensino, as mais diversas vozes discursivas deveriam estar representadas (pluridiscursividade): o mundo idílico e idealizado e o discurso unitário deveriam dar espaço a uma percepção mais plural da sociedade alemã. E o estudante de alemão poderia dialogar com a cultura-alvo. Comunicação e emancipação são as palavras-chave desta nova concepção de ensino. No caso especifico do ensino de alemão como língua estrangeira, o objetivo era atingir a competência sociolingüística a partir do desenvolvimento da competência comunicativa. (id., ibid., p.65). Como visto anteriormente, a Alemanha era apresentada com um perfil predominantemente positivo, destacando a imagem da harmonia, estabilidade e ordem, vinculando estes elementos a uma imagem de bem estar social e constante progresso. A apresentação de aspectos da vida alemã presentes nesta concepção de livros didáticos dá-se pela combinação de textos normativos documentários, que refletem uma visão problematizadora e crítico-emancipatória; diversas situações da realidade alemã são apresentadas e problematizadas. Embora os aspectos 9 Ao nos referirmos, de uma maneira simplificada, a um cidadão alemão/brasileiro, fazemo-lo a partir de uma percepção multicultural (intra-intercultural). A simplificação, aqui, tem fins didáticos. 10 Entendo que a compreensão brasileira está muito mais próxima da realidade mexicana. 11 Seddiki aponta que um cidadão alemão pode proferir em espanhol Te hablo manana, mas a valoração do conteúdo se dará em alemão.

8 positivos também estejam contemplados, avulta a preferência para o questionamento das mais diversas esferas da vida cotidiana do adolescente alemão. Um dos temas mais recorrentes na proposta didático-metodológica anterior era a vida familiar harmoniosa, na qual a figura paterna controlava e tinha um papel superior na hierarquia familiar; a mãe desempenhava o papel de dona de casa, e aos filhos restava obedecer sem questionar a hierarquia. A esta visão idealizada e rígida da vida familiar contrapõe-se a visão de família da perspectiva da abordagem comunicativa, que pode ser ilustrada em DEUTSCH KONKRET 2, lição 5, com o texto Férias com os pais : Beatrix: Quem é este aqui? Hanne: Este é Robert. Um alemão. Beatrix: Onde você o encontrou? Hanne: No camping. Aqui tem uma fotografia. Beatrix: Você o tem visto com freqüência? Hanne: Ah sim. Ele é bem legal. Agora, os meus pais... Beatrix: Teus pais? Hanne: Eles ficaram profundamente aflitos. Beatrix: Como assim? Hanne: Robert e eu nos encontramos com freqüência. Na realidade, estávamos sempre juntos. Eles me disseram que eu era muito jovem para o Robert; e, além do mais, eu tinha vindo com eles para as férias e não com o Robert! Beatrix: Isto não é legal! Da próxima vez, é melhor você viajar com a nossa galera. Na lição número 2 do livro DEUTSCH KONKRET 2, pode ser percebida a mudança mais acentuada de concepção da imagem da Alemanha nos livros didáticos, pois neste texto não apenas é problematizada uma situação mas também sugerida uma atitude emancipatória contra o Estado. Na lição mencionada, os jovens reivindicam a manutenção de um centro para a juventude em detrimento do projeto da prefeitura. Eles elaboram um panfleto convocando a juventude local para uma manifestação e participar de um abaixo-assinado contra a destruição do centro da juventude para dar lugar a um estacionamento a ser construído pela prefeitura, com o apoio dos comerciantes locais. O panfleto: Nossa cidade precisa de um centro da juventude! Muitos jovens se perguntam: O que podemos fazer no fim de semana? O que podemos fazer às tardes? Nós precisamos de um centro da juventude! A cidade não conseguiu! Mas nós conseguiremos. Por isto iniciamos Um abaixo-assinado! Nós precisamos da tua ajuda!!! Nós precisamos da tua assinatura!!!!! Quando? Na quinta-feira, 1 de julho, às 16 horas. Onde? Na praça da prefeitura. Venham todos! Todos assinem a lista! Ajudem! Acabem com a monotonia manifestem-se a favor do Centro da Juventude!!!!!! Se anteriormente a imagem da Alemanha mostrava o Estado como órgão supremo e regulador, artífice da segurança e mantenedor da ordem, proporcionador da harmonia e da estabilidade da sociedade, no texto acima isto não é apenas criticado mas também confrontado por um segmento da sociedade que propõe uma ação emancipatória. A imagem da Alemanha é também representada pela imagem das personagens inseridas nos mais diversos textos. A construção das dramatis personae reflete a mudança de uma abordagem inspirada nos pressupostos estruturalistas/behavioristas (audiovisual) para outra, baseada nos pressupostos comunicativos.

9 I V - CONCLUSÃO Não era objetivo do presente trabalho aprofundar a análise dos pressupostos didático-metodológicos das diversas concepções de ensino, mas associar abordagens de ensino de alemão como língua estrangeira a concepções de cultura, tentando nesse processo, indicar que existem visões de mundo diversas que fundamentam seleções de textos e escolhas didático-metodológicas. Se, por um lado, apontei para uma mudança de paradigma (ocorrida no final dos anos 70) em alguns livros didáticos, em especial o DEUTSCH KONKRET e o DEUTSCH AKTIV, por outro lado, isto não invalida a crítica que esbocei anteriormente a diversas obras comunicativas ao indicar que o estudante, frente a textos autênticos e situações comunicativas, não precisa mais se digladiar com abstrações lingüísticas via estruturas descontextualizadas, mas, muitas vezes, ele se defronta com abstrações culturais. Se focalizarmos os livros didáticos lançados atualmente, o que chama atenção é a retomada de uma política cultural, segundo Zimmermann (1989, p. 25), neoconservadora e que, ainda segundo o autor, faz a defesa das ciências do espírito (no caso específico, a literatura) como uma forma de compensação à industrialização violenta do mundo globalizado. Nesse sentido, parece-nos interessante destacar o discurso do filósofo Odo Marquard, citado por Zimmermann no encontro de reitores em Bamberg no ano de As ciências do espírito ajudam as tradições, para que as pessoas possam suportar a modernização [...] como compensação aos prejuízos da modernização. Para este fim, não se contam apenas histórias que falam de proteção, mas também histórias de orientação e sensibilização. No mundo dos avanços tecnológicos, da coisificação, deve ser preservada a pluralidade cultural em associação com a tradição, a fim de proteger o homem do crescente processo de estranhamento. Em outras palavras: pelo menos sob diversos aspectos, é uma retomada da visão idealizada com a qual a Alemanha era representada na visão tradicional de cultura. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADORNO, Theodor W. Studien zum autoritären Charakter. Frankfurt, Suhrkamp, BAKHTIN, M.M. Estética da criação verbal. São Paulo, Martins Fontes, BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Belo Horizonte, Ed. UMG, CHAUÍ, Marilena. Cultura e Democracia: O discurso competente e outras falas. São Paulo, Moderna,1982. REIF-HÜSLER, Monika. Die Macht des Fremden : Überlegungen zu einer Kulturgeschichte der Barbaren. In: Interkulturalität : zwischen Inszenierung und Archiv/ Stefan Rieger...(Hrsg.) Tübingen : Narr, 1999.

10 RIEGER, Stefan; SCHAMMA Schahadat; WEINBERG, Manfred. Vorwort. In: Interkulturität: zwischen Inszenierung und Archiv / Stefan Rieger...(Hrsg.) - Tübingen : Narr, SEDDIKI, A. Abmilderung bestehender Hindernisse beim Lesen fremdkultureller Texte. [s.n.t.] WALDENFELS, Bernhard. Topographie des Fremden. Studien zur Phänomenologie des Femden 1. Frankfurt am Main, Suhrkamp,1999. WELSCH, Wolfgang. Transkulturalität. Zwischen Globalisierung und Partikulisierung. In: Jahrbuch Deutsch als Fremdsprache. München, iudicium, ZIMMERMANN, Peter. (Hg.) Interkulturelle Germanistik. Dialog der Kulturen auf Deutsch? Frankfurt am Main, Peter Lang, 1989.

A aproximação intercultural entre os romances de formação "Doidinho" e "Die Verwirrung des Zöglings Törless.

A aproximação intercultural entre os romances de formação Doidinho e Die Verwirrung des Zöglings Törless. Cristiane Maria Bindewald Universidade Federal do Paraná A aproximação intercultural entre os romances de formação "Doidinho" e "Die Verwirrung des Zöglings Törless. Este trabalho é resultado do nosso

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE

PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE PROJETO FAZENDO ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DO ORIENTADOR NO COMPROMISSO DA CAPACITAÇÃO DOCENTE Sérgio Dal-Ri Moreira Pontifícia Universidade Católica do Paraná Palavras-chave: Educação Física, Educação, Escola,

Leia mais

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte.

A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. A fotografia como testemunho material das reflexões de alunos do ensino médio na aula de arte. Doutorando: Laudo Rodrigues Sobrinho Universidade Metodista de Piracicaba-UNIMEP e-mail: laudinho@bol.com.br

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO 1 LÍDERES DO SECULO XXI André Oliveira Angela Brasil (Docente Esp. das Faculdades Integradas de Três Lagoas-AEMS) Flávio Lopes Halex Mercante Kleber Alcantara Thiago Souza RESUMO A liderança é um processo

Leia mais

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA).

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). Alinne da Silva Rios Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP e-mail: alinnerios@hotmail.com Profa. Ms. Leila

Leia mais

PIBID HISTÓRIA 1 COORDENAÇÃO: PROFA. DRA. KARINA KOSICKI BELLOTTI SUPERVISÃO: PROF. DANIEL JACOB NODARI COLÉGIO D. PEDRO II 28 de novembro de 2014

PIBID HISTÓRIA 1 COORDENAÇÃO: PROFA. DRA. KARINA KOSICKI BELLOTTI SUPERVISÃO: PROF. DANIEL JACOB NODARI COLÉGIO D. PEDRO II 28 de novembro de 2014 PIBID HISTÓRIA 1 COORDENAÇÃO: PROFA. DRA. KARINA KOSICKI BELLOTTI SUPERVISÃO: PROF. DANIEL JACOB NODARI COLÉGIO D. PEDRO II 28 de novembro de 2014 RELATÓRIO FINAL ATIVIDADE SOBRE DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Leia mais

A realidade dos alunos trazida para a sala de aula. Ao ser perguntado Que possibilidade(s) de escrita(s) os seus alunos

A realidade dos alunos trazida para a sala de aula. Ao ser perguntado Que possibilidade(s) de escrita(s) os seus alunos INTERAÇÕES EM SALA DE AULA Autor: CARDON, Felipe Raskin Felipe Raskin Cardon 1 Resumo: Neste Estudo Piloto, relacionar-se-ão algumas citações do artigo A construção social da linguagem escrita na criança,

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

ANÁLISE DE VÍDEOS DOCUMENTAIS: PERSPECTIVAS PARA DISCUSSÕES ACERCA DO PROGRAMA ETNOMATEMÁTICA NEVES

ANÁLISE DE VÍDEOS DOCUMENTAIS: PERSPECTIVAS PARA DISCUSSÕES ACERCA DO PROGRAMA ETNOMATEMÁTICA NEVES ANÁLISE DE VÍDEOS DOCUMENTAIS: PERSPECTIVAS PARA DISCUSSÕES ACERCA DO PROGRAMA ETNOMATEMÁTICA Rouseleyne Mendonça de Souza NEVES Mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG Órgão financiador: CAPES

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

Resenha de livro. Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3

Resenha de livro. Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3 Resenha de livro Por Camila Munerato 1 Camila Rodrigues dos Santos 2 Eunice Pereira Cardoso 3 A presente resenha do livro de Moretto, (2007) em sua 2 edição tem o intuito de mostrar que a avaliação é um

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística?

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? Universidade de São Paulo benjamin@usp.br Synergies-Brésil O Sr. foi o representante da Letras junto à CAPES. O Sr. poderia explicar qual

Leia mais

OFICINA EDUCOMUNICATIVA EM FOTOGRAFIA

OFICINA EDUCOMUNICATIVA EM FOTOGRAFIA OFICINA EDUCOMUNICATIVA EM FOTOGRAFIA Uma proposta para aplicação no Programa Mais Educação Izabele Silva Gomes Universidade Federal de Campina Grande UFCG izabelesilvag@gmail.com Orientador (a): Professora

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 17 Discurso após a cerimónia de assinatura

Leia mais

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação Para ajudar a proteger sua privacidade, o PowerPoint impediu o download automático desta imagem externa. Para baixar e exibir esta imagem, clique em Opções na Barra de Mensagens e clique em Habilitar conteúdo

Leia mais

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO

SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO SEMANA 3 A CONTRIBUIÇAO DOS ESTUDOS DE GÊNERO Autor (unidade 1 e 2): Prof. Dr. Emerson Izidoro dos Santos Colaboração: Paula Teixeira Araujo, Bernardo Gonzalez Cepeda Alvarez, Lívia Sousa Anjos Objetivos:

Leia mais

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO ESTRUTURA GERAL DOS ROTEIROS DE ESTUDOS QUINZENAL Os roteiros de estudos, cujo foco está destacado nas palavras chaves, estão organizados em três momentos distintos: 1º MOMENTO - FUNDAMENTOS TEÓRICOS -

Leia mais

Currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia

Currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia Currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia 1. Componentes curriculares O currículo do Curso de Licenciatura em Filosofia engloba as seguintes dimensões. 1.1. Conteúdos de natureza teórica Estes conteúdos

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR APRESENTAÇÃO Nosso objetivo é inaugurar um espaço virtual para o encontro, o diálogo e a troca de experiências. Em seis encontros, vamos discutir sobre arte, o ensino da

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FORTALECIMENTO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA Assunção, Paraguay Abril 2015 POLÍTICAS PÚBLICAS

Leia mais

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Resumo: O presente trabalho apresenta uma análise, que se originou a

Leia mais

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a GRADE CURRICULAR DO MESTRADO EM LETRAS: LINGUAGEM E SOCIEDADE DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS 34 CRÉDITOS Teorias da Linguagem (60h/a 04 Teorias Sociológicas (60h/a 04 Metodologia da Pesquisa em Linguagem (30h/a

Leia mais

Ao considerar e ao explicitar a representação feita, nota-se sua lógica e o que levou o aluno a tal escolha. A partir dela, o professor pode chegar a

Ao considerar e ao explicitar a representação feita, nota-se sua lógica e o que levou o aluno a tal escolha. A partir dela, o professor pode chegar a 37 Ao trabalhar questões socioambientais e o conceito de natureza, podemos estar investigando a noção de natureza que os alunos constroem ou construíram em suas experiências e vivências. Alguns alunos

Leia mais

CORPO, JOVENS E PRÁTICA DE MUSCULAÇÃO

CORPO, JOVENS E PRÁTICA DE MUSCULAÇÃO UNIVERSIDADE DO PORTO FACULDADE DE DESPORTO CORPO, JOVENS E PRÁTICA DE MUSCULAÇÃO Um estudo em freqüentadores de academia na região do Grande Porto Dissertação apresentada com vista à obtenção do grau

Leia mais

Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Apoio a Gestão Educacional

Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Apoio a Gestão Educacional Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica Diretoria de Apoio a Gestão Educacional Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa Slides produzidos a partir do caderno: Currículo no ciclo de

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Ensino de Artes Visuais à Distância

Ensino de Artes Visuais à Distância 1 Ensino de Artes Visuais à Distância Bárbara Angelo Moura Vieira Resumo: Através de uma pesquisa, realizada em meio ao corpo docente da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, as

Leia mais

ABORDAGEM AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA APROVADOS PELO PNLEM/2007. Programa de mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG

ABORDAGEM AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA APROVADOS PELO PNLEM/2007. Programa de mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG ABORDAGEM AMBIENTAL NOS LIVROS DIDÁTICOS DE QUÍMICA APROVADOS PELO PNLEM/2007 Karla Ferreira DIAS 1 ; Dr. Agustina Rosa ECHEVERRÍA 2 1,2 Programa de mestrado em Educação em Ciências e Matemática - UFG

Leia mais

Campanha Nacional de Escolas da Comunidade Mantenedora da Faculdade Cenecista de Campo Largo

Campanha Nacional de Escolas da Comunidade Mantenedora da Faculdade Cenecista de Campo Largo Ementas das Disciplinas 1. Teorias Administrativas e a Gestão Escolar - 30 horas Ementa: Gestão Educacional conceitos, funções e princípios básicos. A função administrativa da unidade escolar e do gestor.

Leia mais

?- Período em que participavam das aulas.

?- Período em que participavam das aulas. Iniciativa Apoio como foi a campanha HISTÓRIAS EX ALUNOS 1997 2013 as perguntas eram relacionadas ao:?- Período em que participavam das aulas. - Impacto que o esporte teve na vida deles. - Que têm feito

Leia mais

OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO MEDIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NOS CURSOS SUBSEQÜENTES DO IFRN - CAMPUS NATAL/CIDADE ALTA

OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO MEDIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NOS CURSOS SUBSEQÜENTES DO IFRN - CAMPUS NATAL/CIDADE ALTA OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA COMO MEDIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NOS CURSOS SUBSEQÜENTES DO IFRN - CAMPUS NATAL/CIDADE ALTA Dayvyd Lavaniery Marques de Medeiros Professor do IFRN Mestrando do PPGEP

Leia mais

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com Entrevista ENTREVISTA 146 COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com * Dra. em Letras pela PUC/RJ e professora do Colégio de Aplicação João XXIII/UFJF. Rildo Cosson Mestre em Teoria

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS

MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS Prof. Dr. Richard Schütz www.sk.com.br Referência: SCHÜTZ, Ricardo. "Motivação e Desmotivação no Aprendizado de Línguas" English Made in Brazil .

Leia mais

RÉPLICA A JORGE J. E. GRACIA 1

RÉPLICA A JORGE J. E. GRACIA 1 TRADUÇÃO DOI: 10.5216/PHI.V17I2.18751 RÉPLICA A JORGE J. E. GRACIA 1 Autor: Peter F. Strawson Tradutor: Itamar Luís Gelain(Centro Universitário Católica de Santa Catarina) 2,3 itamarluis@gmail.com Em seu

Leia mais

WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS

WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS WORKSHOP DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL EM ESCOLAS PÚBLICAS 2014 Gisele Vieira Ferreira Psicóloga, Especialista e Mestre em Psicologia Clínica Elenise Martins Costa Acadêmica do curso de Psicologia da Universidade

Leia mais

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Rene Baltazar Introdução Serão abordados, neste trabalho, significados e características de Professor Pesquisador e as conseqüências,

Leia mais

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL JOSÉ INÁCIO JARDIM MOTTA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA Fundação Oswaldo Cruz Curitiba 2008 EDUCAÇÃO PERMANENTE UM DESAFIO EPISTÊMICO Quando o desejável

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN EDUCAÇÃO INFANTIL DIRETRIZES CURRICULARES INFANTIL IV

CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN EDUCAÇÃO INFANTIL DIRETRIZES CURRICULARES INFANTIL IV CENTRO EDUCACIONAL CHARLES DARWIN EDUCAÇÃO INFANTIL 2013 DIRETRIZES CURRICULARES INFANTIL IV DISCIPLINA : MUNDO SOCIAL OBJETIVOS GERAIS Demonstrar interesse e curiosidade pelo mundo social e natural, formulando

Leia mais

RESENHA. Autoras: Fraulein Vidigal de Paula e Denise D Aurea-Tardeli (orgs.) Editora: Universidade Metodista de São Paulo

RESENHA. Autoras: Fraulein Vidigal de Paula e Denise D Aurea-Tardeli (orgs.) Editora: Universidade Metodista de São Paulo RESENHA Violência na escola e da escola: desafios contemporâneos à psicologia da educação Autoras: Fraulein Vidigal de Paula e Denise D Aurea-Tardeli (orgs.) Editora: Universidade Metodista de São Paulo

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

Letras - Língua Portuguesa

Letras - Língua Portuguesa UNIVERSIDADE DA INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL DA LUSOFONIA AFRO-BRASILEIRA PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DE ENSINO COORDENAÇÃO DE CURSO Letras - Língua Portuguesa 1. Perfil do Egresso: Em consonância

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

ABCEducatio entrevista Sílvio Bock

ABCEducatio entrevista Sílvio Bock ABCEducatio entrevista Sílvio Bock Escolher uma profissão é fazer um projeto de futuro A entrada do segundo semestre sempre é marcada por uma grande preocupação para todos os alunos que estão terminando

Leia mais

Profª Drª Maria Aparecida Baccega

Profª Drª Maria Aparecida Baccega Profª Drª Maria Aparecida Baccega http://lattes.cnpq.br/8872152033316612 Elizabeth Moraes Gonçalves - UMESP Alguns dados de currículo Livre Docente em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da

Leia mais

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1 1 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA Élcio Aloisio FRAGOSO 1 Resumo O novo acordo ortográfico já rendeu uma série de discussões sob pontos de vistas bem distintos. O acordo

Leia mais

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO

A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino INTRODUÇÃO A Interdisciplinaridade como Metodologia de Ensino O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Paulo Freire INTRODUÇÃO A importância

Leia mais

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno A crise de representação e o espaço da mídia na política RESENHA Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno Rogéria Martins Socióloga e Professora do Departamento de Educação/UESC

Leia mais

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS Flávio Pereira DINIZ (FCS UFG / diniz.fp@gmail.com) 1 Dijaci David de OLIVEIRA (FCS UFG / dijaci@gmail.com) 2 Palavras-chave: extensão universitária;

Leia mais

Andragogia, uma estratégia em T&D.

Andragogia, uma estratégia em T&D. Andragogia, uma estratégia em T&D. Por PAULA FRANCO Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado Gosto de gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado, mas, consciente do inacabamento,

Leia mais

OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE

OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE OS CONHECIMENTOS DE ACADÊMICOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA IMPLICAÇÃO PARA A PRÁTICA DOCENTE Maria Cristina Kogut - PUCPR RESUMO Há uma preocupação por parte da sociedade com a atuação da escola e do professor,

Leia mais

CURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSORES. Profa. M. Ana Paula Melim Profa. Milene Bartolomei Silva

CURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSORES. Profa. M. Ana Paula Melim Profa. Milene Bartolomei Silva CURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSORES Profa. M. Ana Paula Melim Profa. Milene Bartolomei Silva 1 Conteúdo: Concepções Pedagógicas Conceitos de Educação; Pedagogia; Abordagens Pedagógicas: psicomotora, construtivista,

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

QUEM SOMOS intercâmbio

QUEM SOMOS intercâmbio alemanha Programa HIGH SCHOOL QUEM SOMOS intercâmbio O Number One Intercâmbio possui mais de 15 anos de mercado oferecendo as melhores opções de viagem para você e sua família, seja a lazer, trabalho ou

Leia mais

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 0 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Renato da Guia Oliveira 2 FICHA CATALOGRÁFICA OLIVEIRA. Renato da Guia. O Papel da Contação

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013.

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013. 122 Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos LER, ESCREVER E REESCREVER NO ENSINO MÉDIO POR MEIO DOS CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA José Enildo Elias Bezerra (IFAP) enildoelias@yahoo.com.br

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Filosofia da Educação 60 horas Metodologia Científica 60 horas Iniciação à Leitura e Produção de Textos Acadêmicos 60 horas Introdução à filosofia e

Leia mais

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA

PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PROJETO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA O que é o Projeto de Intervenção Pedagógica? O significado de projeto encontrado comumente nos dicionários da Língua Portuguesa está associado a plano de realizar,

Leia mais

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Departamento de Comunicação Social CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Aluno: Juliana Cintra Orientador: Everardo Rocha Introdução A publicidade

Leia mais

A Sociologia de Weber

A Sociologia de Weber Material de apoio para Monitoria 1. (UFU 2011) A questão do método nas ciências humanas (também denominadas ciências históricas, ciências sociais, ciências do espírito, ciências da cultura) foi objeto

Leia mais

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA, ÉTICA E SALA DE AULAS Cipriano Carlos Luckesi 1 Nos últimos dez ou quinze anos, muito se tem escrito, falado e abordado sobre o fenômeno da gestão democrática da escola. Usualmente,

Leia mais

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS

AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS E DE PROJECTOS PEDAGÓGICOS Prof. Domingos Fernandes/Portugal* A avaliação é uma prática social cuja presença é cada vez mais indispensável para caracterizar, compreender, divulgar

Leia mais

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

Ciclo de Conferências Montepio / Diário Económico 16 de Fevereiro de 2012 ENVELHECIMENTO: ENCARGO OU OPORTUNIDADE ECONÓMICA?

Ciclo de Conferências Montepio / Diário Económico 16 de Fevereiro de 2012 ENVELHECIMENTO: ENCARGO OU OPORTUNIDADE ECONÓMICA? Ciclo de Conferências Montepio / Diário Económico 16 de Fevereiro de 2012 ENVELHECIMENTO: ENCARGO OU OPORTUNIDADE ECONÓMICA? Ester Vaz estervaz@eu.ipp.pt ESEIG/Instituto Politécnico do Porto Repensar o

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua!

Suas atividades terão como horizonte a escola, de modo particular, a escola em que você atua! PROJETO-INTERVENÇÃO O curso de formação de gestores escolares que estamos realizando orientase por dois eixos básicos: a) a educação compreendida como direito social a ser suprido pelo Estado; b) a gestão

Leia mais

George Kelly (1905-1967) 11 - Kelly. Ponto de Partida. Kelly. O Realismo de Kelly. Universo de Kelly. Estágio Curricular Supervisionado em Física I

George Kelly (1905-1967) 11 - Kelly. Ponto de Partida. Kelly. O Realismo de Kelly. Universo de Kelly. Estágio Curricular Supervisionado em Física I 11 - Kelly George Kelly (1905-1967) Estágio Curricular Supervisionado em Física I www.fisica-interessante.com 1/33 www.fisica-interessante.com 2/33 Kelly Ponto de Partida formou-se em Matemática e Física

Leia mais

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS 01. Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, expressas pela Câmara

Leia mais

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA Conceito: PROJETO: -Proposta -Plano; Intento -Empreendimento -Plano Geral de Construção -Redação provisória de lei; Estatuto Referência:Minidicionário - Soares Amora

Leia mais

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA

PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA PROJETO MEIO AMBIENTE NA SALA DE AULA Conceito: PROJETO: -Proposta -Plano; Intento -Empreendimento -Plano Geral de Construção -Redação provisória de lei; Estatuto Referência:Minidicionário - Soares Amora

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

Roteiro. Espaço. Curso: Pedagogia Prof: Silvia Perrone. Espaços e processos pedagógicos da escola. Físico Sideral Político Arquitetônico

Roteiro. Espaço. Curso: Pedagogia Prof: Silvia Perrone. Espaços e processos pedagógicos da escola. Físico Sideral Político Arquitetônico Curso: Pedagogia Prof: Silvia Perrone Espaços e processos pedagógicos da escola Roteiro Pensando sobre conceitos de espaço O espaço escolar Reflexões sobre as concepções que permeiam a organização dos

Leia mais

informações em documentos.

informações em documentos. C O L É G I O L A S A L L E EducaçãoInfantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Guarani, 2000- Fone (045) 3252-1336 - Fax (045) 3379-5822 http://www.lasalle.edu.br/toledo/ DISCIPLINA: PROFESSOR(A): E-MAIL:

Leia mais

A interdisciplinaridade nos Programas de Pós-Graduação da Faculdade de Letras da UFRJ: alguns problemas estruturais. Marcelo Jacques de Moraes

A interdisciplinaridade nos Programas de Pós-Graduação da Faculdade de Letras da UFRJ: alguns problemas estruturais. Marcelo Jacques de Moraes A interdisciplinaridade nos Programas de Pós-Graduação da Faculdade de Letras da UFRJ: alguns problemas estruturais Marcelo Jacques de Moraes Historicamente, os Programas de Pós-Graduação da Faculdade

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED AULAS ABRIL E MAIO

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED AULAS ABRIL E MAIO INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED AULAS ABRIL E MAIO Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com 2. Direito como objeto de conhecimento. Conforme pudemos observar nas aulas iniciais

Leia mais

História da cidadania europeia

História da cidadania europeia História da cidadania europeia Introdução A cidadania da União conferida aos nacionais de todos os Estados Membros pelo Tratado da União Europeia (TUE), destina se a tornar o processo de integração europeia

Leia mais

CULTURA ESCOLAR DICIONÁRIO

CULTURA ESCOLAR DICIONÁRIO CULTURA ESCOLAR Forma como são representados e articulados pelos sujeitos escolares os modos e as categorias escolares de classificação sociais, as dimensões espaço-temporais do fenômeno educativo escolar,

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR:

ESTRUTURA CURRICULAR: ESTRUTURA CURRICULAR: Definição dos Componentes Curriculares Os componentes curriculares do Eixo 1 Conhecimentos Científico-culturais articula conhecimentos específicos da área de história que norteiam

Leia mais

4 Metodologia. 4.1. Primeira parte

4 Metodologia. 4.1. Primeira parte 4 Metodologia [...] a metodologia inclui as concepções teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a apreensão da realidade e também o potencial criativo do pesquisador. (Minayo, 1993,

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Diretoria de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e Tecnologias para a Educação Básica Coordenação Geral de Materiais Didáticos PARA NÃO ESQUECER:

Leia mais

Geração Segura promove Geração Futura

Geração Segura promove Geração Futura ENTRONCAMENTO Geração Segura promove Geração Futura Introdução As autarquias são, cada vez mais, agentes fundamentais na implementação de uma política de segurança rodoviária a nível local. O seu papel

Leia mais