EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DA LIBERDADE: a apropriação de novos instrumentos para a cidadania ativa letramento digital no Pedagogia da Terra

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DA LIBERDADE: a apropriação de novos instrumentos para a cidadania ativa letramento digital no Pedagogia da Terra"

Transcrição

1 Universidade Federal de Minas Gerais Programa de Formação de Conselheiros Nacionais Curso de Especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DA LIBERDADE: a apropriação de novos instrumentos para a cidadania ativa letramento digital no Pedagogia da Terra Anderson de Souza Santos BELO HORIZONTE 2009

2 1 ANDERSON DE SOUZA SANTOS EDUCAÇÃO COMO PRÁTICA DA LIBERDADE: a apropriação de novos instrumentos para a cidadania ativa letramento digital no Pedagogia da Terra Monografia apresentada à FAFICH Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), como requisito parcial para a obtenção do título de Especialização em Democracia Participativa, República e Movimentos sociais. Orientadora: Antônia Vitória Soares Aranha BELO HORIZONTE 2009

3 2

4 3 Dedico esse trabalho, de todo o meu coração a minha mãe, Leny e a meu pai, Newton (in memoriam), que sem eles não teria conseguido fazer esse percurso. Obrigado por me ensinarem a andar, meus pais amados! Dedico esse trabalho, com igual amor, a minha mulher, Ana Luísa, que sempre me ajudou e incentivou nessa caminhada e a minha filha, Alice Louise, que sem elas não teria conseguido ver os indivíduos dessa pesquisa como as pessoas que realmente são. Obrigado por me ensinarem a amar, Ana e minha filha queridas!

5 4 A exclusão é muito mais que a marginalidade, é a perda de laços e referências sociais (CASTEL, 1998)

6 5 AGRADECIMENTOS A Deus, primeiramente, pela força da vida... Aos meus pais, Leny e Newton (in memoriam), pois sem eles nunca teria chegado até aqui, pois é graças a eles que sou que eu sou... A minha filha, pelo carinho e o sorriso sempre abertos, mesmo quando não estava para brincadeiras... A minha enteada Sophie, por ter sempre a fala quando não tinha palavras... Ao meu irmão Klaus, pela tranqüilidade que me passa em todos os momentos... A minha irmã Cynthia, por me servir de exemplo nesse percurso estudantil... A minha irmã Glady, pelos conselhos sempre práticos da vida diária. Sem eles não seria a pessoa que sou hoje... Ao meu irmão Gladson, pela perseverança sempre constante... Aos meus amigos, André e Alessandro, pelo incentivo, companheirismo do diaa-dia e pela alegria da convivência diária... A minha orientadora Antônia, colega de trabalho, pelo incentivo, pelas palavras sempre gentis a me mostrarem o caminho certo e pelo tratamento sempre de igual para igual... A turma do curso Pedagogia da Terra, que sem eles essa pesquisa nunca teria se realizado... Pelas coordenadoras do curso Pedagogia da Terra, que sem o convite delas para ministrar o curso de informática nunca teria tido a chance de conviver com esses professores e aprender tanto com eles... Aos meus colegas de trabalho, pela chance de poder aprender até mesmo nos mínimos detalhes... A todos aqueles que,de uma forma ou de outra, me auxiliaram, me incentivaram e torceram por mim nessa nova fase de minha vida. A palavra obrigado é pequena para dizer o quão grato e feliz estou nesse momento!

7 6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES GRÁFICO1: MAPA DA EXCLUSÃO DIGITAL NO BRASIL FIGURA 1: CAPITAL DIGITAL E TIPOS DE IMPACTOS GRÁFICO 2: QUANTIDADE DE QUESTIONÁRIOS I E II ENTREGUES GRÁFICO 3: FAIXA ETÁRIA DOS ALUNOS PESQUISADOS GRÁFICO 4: FUNÇÃO EXERCIDA NO MOVIMENTO GRÁFICO 5: ASPECTOS AUXILIADOS PELO CURSO DE INFORMÁTICA DENTRO DA COMUNIDADE GRÁFICO 6: POSSIBILIDADE DE CONTRIBUIÇÃO DO CURSO DE INFORMÁTICA NAS CONDIÇÕES SOCIAIS GRÁFICO 7: CONDIÇÕES DE MELHORIAS SOCIAIS NA COMUNIDADE COM O CURSO DE INFORMÁTICA GRÁFICO 8: O QUE É ESSENCIAL APRENDER NO CURSO DE INFORMÁTICA GRÁFICO 9: TERMOS LIGADOS AO APRENDIZADO DE INFORMÁTICA GRÁFICO 10: APRENDIZADO DE INFORMÁTICA X RESULTADOS ESPERADOS GRÁFICO 11: APRENDIZAGEM PODERÁ SER ÚTIL... 65

8 7 LISTA DE TABELAS TABELA 1: DIVISÃO DOS TEMPO-ESCOLA E TEMPO-COMUNIDADE DO CURSO... 42

9 8 SUMÁRIO RESUMO... 9 ABSTRACT INTRODUÇÃO INFORMATIZAÇÂO E SOCIEDADE LETRAMENTO DIGITAL EXCLUSÃO DIGITAL INCLUSÃO DIGITAL Cidadania e inclusão digital Informática educativa EDUCAÇÃO E O MST MST BREVE HISTÓRICO EDUCAÇÃO POPULAR E CIDADANIA O CURSO PEDAGOGIA DA TERRA METODOLOGIA SUJEITOS DA PESQUISA PERCURSO DA PESQUISA PROCEDIMENTOS DE COLETAS DE DADOS INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS Pesquisa bibliográfica Elaboração de questionário Observação DIFICULDADES ENCONTRADAS RESULTADOS E ANÁLISE DOS DADOS QUESTIONÁRIO I - EXPECTATIVAS QUESTIONÁRIO II - FINALIZAÇÃO CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS ANEXO ANEXO

10 9 RESUMO Pensando na inclusão social pela digital, este trabalho tem por objetivo verificar quais as conseqüências da conquista do conhecimento tecnológico e as possibilidades vislumbradas a partir da ruptura do processo de exclusão digital, de alunos do Curso de Licenciatura em Educação do Campo - Pedagogia da Terra-, realizado na Faculdade de Educação (FaE), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Esses alunos, provenientes do Movimento dos Sem Terra (MST) foram sujeitos dessa pesquisa de campo após serem convidados a participarem de aulas de informática dentro do período em que estiveram em Belo Horizonte, durante seu tempo-escola IX, entre os meses de junho e julho de Por meio de um trabalho que envolveu pesquisa bibliográfica, aplicação de questionários e observações em sala de aula, podemos concluir da importância nesse aprimoramento tecnológico desses indivíduos para a melhoria das suas condições políticas e sociais tanto pessoais quanto do movimento aos quais pertencem. Palavras-chave: MST; Educação no campo; Pedagogia da Terra; Inclusão digital; Informática.

11 10 ABSTRACT Thinking of inclusion for digital, this study aims to determine what the consequences of the conquest of technical knowledge and the existing possibilities from the rupture process of the digital divide, students of the Degree in Countryside Education Pedagogia da Terra directed in the Faculdade de Educação (FAE), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). These students, from the Movimento dos Sem Terra (MST) were subjects of this research field after being invited to participate in computer classes in the period they were in Belo Horizonte, during his school time-ix, between the months of June and July of Through a work involving literature review, questionnaires and observation in the classroom, we can conclude that the importance of technological improvement of these patients to improve their social and political conditions both personal and the movement to which they belong. Keywords: MST; Education in the field, Pedagogia da Terra; Digital inclusion; Computers.

12 11 INTRODUÇÃO Em minha carreira de técnico em processamento de dados, venho percebendo que a questão da informatização está, cada vez mais, fazendo parte do cotidiano de cada um de nós, em diversas (para não dizer todas) situações que permeiam nossa vida e a realidade que nos cerca. Este mundo pós-industrial, transformado e em transformação tecnológica, faz surgir, diante de nossos olhos, situações e palavras novas, em uma realidade nunca dantes imaginada por nossos antepassados (nem tão distantes quanto imaginamos). Máquina de escrever, arquivo morto, pilhas de papéis dão lugar a palavras como robótica, banco de dados, arquivos... alterando consideravelmente, inclusive, a produção e as articulações sociais a partir das quais nos relacionamos. O que antes, no momento da industrialização, era centralizado, delimitado e concentrado, cedeu lugar, pouco a pouco, a estruturas mais flexíveis e descentralizadas horizontalmente através de redes de microcomputadores. (SOUZA, 1993, p.7). Portanto, ainda segundo o autor, entendermos termos tecnológicos torna-se imprescindível em nossa sociedade pós-industrial. As unidades menores, antes sem (ou com pouca) função, tornam-se, no lugar dos grandes centralizadores, unidades ágeis e com grande capacidade de iniciativa, articuladas em redes (SOUZA, 1993, p.8). Ainda de acordo com Souza (1993): Surgem por toda a parte networks, réseaux de empresas e movimentos sociais. É todo o tecido social que regenera e se dinamiza através de novos canais. Ao lado do Estado, ocupam lugar as organizações nãogovernamentais (ONGs), as assessorias, os serviços e as novas organizações comunitárias. (SOUZA, 1993, p.7). Portanto, chats, s, sms, grupos de relacionamentos, jogos virtuais, blogs, fotologs, msn, orkut, fóruns, groupware... esses são apenas alguns dos inúmeros nomes que são cada vez mais utilizados atualmente. Essa revolução se deu a partir, principalmente, do século XX e vem transformando a realidade de grande número de pessoas, interferindo diretamente nas suas relações sociais. Nesse sentido, segundo Souza (1993):

13 12 A modernidade, como já indicara Max Weber, privilegiou teórica e praticamente dois espaços: o mercado e o estado, ou seja, as dimensões econômica e política. A crise dessa mesma modernidade revela a enorme complexidade do real e faz presente outros espaços, pelo menos tão determinantes quanto os anteriores. Também a crise dos modelos e dos programas políticos questiona o protagonismo dos partidos e traz à luz outras articulações de demandas e de propostas sociais. Eles são laboratórios de criatividade, nos quais se testam novas alternativas societárias. Não se trata de projetos globais de discutida aplicação, mas de experiências localizadas e concretas, talvez mais eficazes e com potencial efeito multiplicador. Ao lado dos movimentos tradicionais, surgem os novos movimentos ecológicos, femininos, negros -, que ampliam enormemente as perspectivas de transformações sociais. Talvez seja aí que ocorrem as práticas mais fecundas e originais. (SOUZA, 1993, p.7). A mídia digital faz, portanto, parte de toda (ou quase toda) sociedade contemporânea e do cotidiano de inúmeros grupos sociais, surgindo a partir de suas demandas. Nesse sentido, a inclusão digital de seus participantes torna-se um assunto aberto à investigação e de interesse econômico e social, visto que é também por meio dele e de sua significação na nossa sociedade que a consolidação democrática e, consequentemente, a inclusão social de grupos fora do desenvolvimento socioeconômico do país, é possibilitada. Para tanto, diante da importância atribuída à informatização na sociedade e, no caso específico dessa pesquisa, dos movimentos sociais, procura-se verificar até que ponto o aprendizado sobre as questões tecnológicas (leia-se letramento digital) auxilia no desenvolvimento e/ou aprimoramento técnico dos participantes de projetos sociais e em que medida esse aprimoramento tem, como consequência, a melhoria nas condições de luta e de cidadania dessas instituições das quais esse indivíduo faz parte. Portanto, acreditamos que essa pesquisa faz-se mister, primeiramente, pela crença na inclusão social pela digital. A possibilidade de uma maior abertura, de uma nova visão, no sentido de ampliação da democracia e da cidadania de indivíduos e grupos antes excluídos e/ou marginalizados político e socioeconomicamente que só poderá ser efetivada quando se oferece a esse público a oportunidade de integração real. Essa integração poderá ser local ou global, mas se ela realmente existir, acreditamos que esses sujeitos dela participantes terão a possibilidade de viver com independência e liberdade. Liberdade aqui entendida como uma nova forma de obtenção de informação e veiculação de idéias por meio da Educação e da inclusão digital, contribuindo para uma sociedade mais justa e cidadã.

14 13 Já com relação à integração, hoje o que denominamos globalização vem alterando consideravelmente nossas vidas, nossa realidade política, econômica, social. Exemplo disso é que a crise americana se estende hoje ao mundo inteiro graças a esse processo, que é universal. A divisão entre global e local torna-se inexistente e nos encaminha para uma situação na qual alguns pesquisadores a denominam como glocal (TRIVINHO, 2005; PATROCÍNIO, 2002; ZIRFAS, 2001, entre outros) Portanto, pesquisar sobre a inclusão digital de indivíduos antes excluídos faz-nos remeter a um estudo mais específico, já que a informação, nos dias de hoje, tornou-se uma dimensão ampla e fecunda e que transforma, inclusive, a forma com que a sociedade se organiza. Mas quais as consequências, para esses grupos excluídos, da conquista do conhecimento e diante da diversificação dos meios de comunicação e das possibilidades aberta por eles? Para tanto, procuramos investigar uma turma de informática formada por 20 professores do Curso de Licenciatura em Educação do Campo - Pedagogia da Terra, ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST), da Faculdade de Educação (FaE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Procurando observar, ainda, suas expectativas e possíveis novos encaminhamentos a serem dados e qual a repercussão do que foi aprendido na sala de aula nos assentamentos dos quais participam. Para tanto, esse trabalho encontra-se assim dividido: No primeiro capítulo, procuramos elucidar sobre as questões tecnológicas, estabelecendo a conceituação de letramento digital, identificando e contextualizando termos como exclusão e inclusão digital e, por fim, procurando averiguar sobre a relação entre cidadania e inclusão digital; No segundo capítulo, procuramos relacionar os temas MST e Educação, trazendo um breve histórico do Movimento dos Sem Terra e sua ligação com a Educação popular e cidadania, além de discutir sobre a escola como espaço sociocultural e discorrer acerca do campo como espaço social, principalmente no que diz respeito às escolas do campo; No terceiro capítulo trazemos a metodologia, com a descrição do Curso de Licenciatura em Educação do Campo Pedagogia da Terra, identificando os sujeitos da pesquisa, o percurso da mesma, assim como as explicações sobre os instrumentos de

15 14 coletas de dados. Por fim, apresentamos as dificuldades encontradas para a realização desse trabalho; No quarto capítulo discorremos sobre os resultados obtidos com a pesquisa; No quinto e último capítulo, trazemos algumas considerações a respeito do trabalho realizado, abrindo caminhos para novas possibilidades de encaminhamentos futuros.

16 15 1. INFORMATIZAÇÂO E SOCIEDADE Como podemos observar e verificar com o decorrer dos anos, a internet e a tecnologia, de um modo geral, está revolucionando e inovando a comunicação humana, pois com ela e, a partir dela, novas formas de intercâmbio de informações, de interatividades, de relações vêm surgindo, mesmo que sem proximidade física, porém, determinado grau de intimidade. Sendo assim, além do correio eletrônico ( ), já conhecido há um certo tempo por grande parte de nossa sociedade, a internet vem aprimorando cada vez mais canais de diálogo e informação que permitem a conversa simultânea de dezenas de pessoas, jogos, fotos e vídeos on line, fóruns e grupos de debates e discussão, pesquisas informatizadas, entre tantos outros sem-número de atividades possíveis no meio digital. Além disso, alguns serviços de BBS e chat (como o IRC 1 ) são constituídos como verdadeiros pontos de encontro on line e têm contribuído para a formação de comunidades virtuais. Tecnicamente, de acordo com Negroponte (1995), em seu livro Vida Digital, o que a maioria dos executivos dos meios de comunicação pensa e discute é a transmissão melhor e mais eficiente do que já existe (NEGROPONTE, 1995, p.23). Além disso, segundo o autor, o mundo digital é intrinsecamente maleável. Ele pode crescer e modificar-se de uma forma mais contínua e orgânica do que os antigos sistemas analógicos (NEGROPONTE, 1995, p.47). Seria pertinente, ainda, mencionar os desdobramentos das teorias e práticas advindas da Teoria da Informação e da Cibernética, que, de acordo com Manuel Castells (2003, vol.1), acabaram por facilitar o surgimento dos computadores pessoais'', da cibercultura'' e da interatividade''; revolucionando os conceitos de informação e comunicação, resgatando-os de sua circulação restrita antes aos acadêmicos e militares, e oferecendo-os à utilização pública atualmente. (CASTELLS, 2003, p.23) O que podemos notar, nesse sentido, é que o mundo está vivenciando uma nova forma cultural, batizada por alguns pensadores como cibercultura. Esse surgimento chamado de cibercultura dá-se, atualmente, no que chamamos de ciberespaço. De 1 Internet Relay Chat (IRC), criado em agosto de 1988, é um programa considerado rápido e permite o acesso de milhares de pessoas nas salas ao mesmo tempo. É caracterizado como um lugar no ciberespaço de reunião virtual onde as pessoas de todo o mundo podem se encontrar em conversas.

17 16 acordo com Pierre Lévy (1999), entende-se por cibercultura o conjunto de técnicas, práticas, atitudes, modos de pensar e valores que se desenvolvem juntamente com o ciberespaço, espaço considerado pelo autor como um novo meio de comunicação que surge a partir da interconexão mundial dos computadores. O termo, portanto, especifica, não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo de informação que ela abriga e a quantidade de pessoas que navegam e sustentam esse universo (LÉVY, 1999, p.26). O estudo do ciberespaço e da cibercultura, que fazem possível a formação de comunidades virtuais, está diretamente ligado à criação da Internet. Conforme Pierre Lévy (1999), a mídia digital traz à tona uma nova maneira das pessoas conviverem, mas alerta que: compreender o lugar fundamental das tecnologias da comunicação e da inteligência na história cultural nos leva a olhar de uma nova maneira a razão, a verdade e a história, ameaçadas de perder sua preeminência na civilização da televisão e do computador" (LÉVY, 1999, p.92). Como podemos observar em nosso cotidiano, ao utilizarmos essas redes virtuais e a internet, verificamos que, como nos diz Machado e Palácios (2003): Trabalhando com bancos de dados alojados em máquinas de crescente capacidade de armazenamento e contando com a possibilidade do acesso assíncrono por parte do usuário, bem como de alimentação (atualização contínua) de tais bancos de dados por parte não só do produtor como também do usuário (interatividade), além do recurso sempre disponível da hiperlinkagem a outros bancos de dados (hipertextualidade e multimidialidade), os textos acabam dispondo de espaços virtualmente ilimitados diante da grandiosidade de espaço colocado à disposição de todos. (MACHADO; PALÁCIOS, 2003, p.7). O conceito de comunidade, portanto, a partir dessa evolução tecnológica, tem passado por inúmeras transformações. De acordo com Primo (1997), este termo é normalmente utilizado para descrever um conjunto de pessoas em uma determinada área geográfica, incluindo-se, aí, a visão de que ele tem uma estrutura social, ou seja, que exista algum tipo de relacionamento entre essas pessoas. (PRIMO, 1997, p.01) Além disso, ainda de acordo com o autor, pode existir um espírito compartilhado entre os membros da comunidade e um sentimento de pertencer ao grupo. Primo (1997), citando Persell (1987), descreve a diferenciação entre comunidade (gemeinschaft) e associação (gesellschaft) feita pelo sociólogo alemão Ferdinand

18 17 Tönnies, em Segundo Persell, comunidade significa uma sociedade tradicional, de cultura homogênea, onde os indivíduos têm relacionamentos interpessoais e valorizam as relações sociais. Associação indica uma sociedade urbana industrializada, descreve o conjunto de indivíduos com relações impessoais, distantes, individualizadas e que usam as relações sociais como meios para um fim (PERSELL (1987), citado por PRIMO (1997)). As tecnologias digitais, que atualmente passaram a ter um aspecto de coletividade, hoje, na sociedade contemporânea, têm também como referência a virtualidade, segundo Pierre Lévy (1999), já que, de acordo com o autor, elas surgiram, então, como a infra-estrutura do ciberespaço, novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transição, mas também novo mercado da informação e do conhecimento (LÉVY, 1999, p.32). De acordo com ele, em geral não importa qual é o tipo de informação ou de mensagem: se pode ser explicitada ou medida, pode ser traduzida digitalmente (LÉVY, 1999, p.81), haja vista a quantidade de pessoas que participam do Orkut (rede virtual de relacionamentos) e de comunidades virtuais em geral, como o IRC, já citado anteriormente. Assim, de acordo com Lemos (2002), é a cultura contemporânea, associada às tecnologias digitais (ciberespaço, simulação, tempo real, processos de virtualização), que cria esta nova relação. Ele explica que as novas tecnologias tornam-se vetores de novas formas de agregação social (LEMOS, 2002, p.17). Fernback e Thompson (1995, p. 8), citados por Primo (1997), definem comunidades virtuais como as relações sociais formadas no ciberespaço através do contato repetido em um limite ou local específico (como uma conferência eletrônica) simbolicamente delineado por tópico ou interesse. Assim, para esses autores, nesses locais os indivíduos se reúnem por terem um senso comum, e não por mera agregação geográfica. Outros autores, como, por exemplo, Rheingold (1996), entendem comunidade virtual como: Agregações sociais que emergem na Internet quando um número de pessoas conduz discussões públicas por um tempo determinado, com suficiente emoção, e que forma teias de relações pessoais no ciberespaço. (...) a diminuição das possibilidades de encontros reais nas cidades motivou o surgimento e o crescimento dos encontros virtuais. (RHEINGOLD, 1996, p.85)

19 18 Portanto, diante de uma rede imensa de conceitos, torna-se importante entendermos a sua relação com a questão da cidadania e a sua analogia com termos como Educação, inclusão digital e grupos sociais. Para tanto, apoiamos em Silva et al (2005), quando afirma que deve haver uma estreita vinculação entre esses termos, visto que, de um lado, se encontram a ética e a cidadania; de outro, estão a educação para a informação por via digital, mas todos estes com vistas à inclusão digital (SILVA et al, 2005, s.p.). 1.1 Letramento digital Segundo Xavier (2002), o surgimento das novas tecnologias explicitado anteriormente acabaram por atingir diretamente o processo ensino aprendizagem, além de que a utilização dessas novas ferramentas tecnológicas acabarem por exigir dos indivíduos aprendizagem de comportamentos e raciocínios específicos. Assim, essas mudanças tidas como sociais pelo autor, fizeram com que surgisse uma nova forma de letramento a que se tem denominado letramento digital. Para o autor, letramento digital representa a importância de que esses indivíduos passem a dominar uma série de habilidades e um conjunto de novas informações. Porém, para entendermos esse contexto, é imprescindível que façamos uma breve discussão acerca do tema letramento digital. Para isso, é necessário entendermos a diferença, primeiramente, entre alfabetização e letramento. Para Soares (2003), alfabetizado é aquele indivíduo que possui a tecnologia da escrita, que tem a capacidade de decodificar os símbolos e sinais gráficos da língua, mas não tem a capacidade de leitura e de escrita ou ela ainda é falha, onde o sujeito não possui a habilidade efetiva de leitura e escrita. Isso indica, segundo Xavier (2006), que o sujeito, mesmo alfabetizado, ainda não degustou o que as práticas socioculturais podem lhe oferecer, quer seja: a) A compreensão de textos maiores, mais aprimorados e construídos; b) A elaboração de relatórios mais detalhados; c) A facção de textos argumentativos que sejam claros e que defendam sua opinião com persuasão;

20 19 d) A descrição detalhada de ambientes e pessoas sobre os quais ele deseja escrever, por exemplo. O letramento, por sua vez, trata-se de uma prática cultural social e historicamente estabelecida [...] que permite ao indivíduo apoderar-se das suas vantagens e assim participar efetivamente e decidir, como cidadão do seu tempo, os destinos da comunidade à qual pertence e as tradições, hábitos e costumes com os quais se identifica. A capacidade de enxergar além dos limites do código, fazer relações com informações fora do texto falado ou escrito e vinculá-las à sua realidade histórica, social e política são características de um indivíduo plenamente letrado. (BARTON e HAMILTON, 1998, p.12). Também para Valente (s.d.) 2, o letramento diz respeito ao processo por meio do qual o sujeito, depois de adquirir o método de leitura e escrita tradicionais, aprende as mais diversas formas de como utilizar aquele conhecimento nas suas práticas sociais. Para o coordenador, no caso específico do letramento digital, ele pode ser considerado fraco, quando o indivíduo possui um conhecimento básico e utiliza as mídias de modo banal, ou forte, quando o sujeito utiliza as mídias como forma de se conscientizar e de transformar a realidade em que vive. Porém, mesmo que uma pessoa possa ser considerada alfabetizada e letrada, se ela não realiza as práticas de leitura e escrita em diferentes suportes e sob as mais diversas formas que não somente a tida como convencional, ela pode ser considerada como uma analfabeta ou iletrada digital. Isso significa que para ser considerado como um letrado digital, o indivíduo precisa ter a capacidade de ler e escrever códigos verbais e não verbais, independentemente do suporte em que eles se encontrarem. Uma pesquisa realizada por Tapscott (1999) revelou que crianças e adolescentes estão procurando o caminho para o letramento digital de maneira autônoma e independente, em grande parte, por meio da própria internet, propondo, de acordo com o pesquisador, uma maneira nova de aprender, mais participativa, dinâmica e que descentraliza a figura o professor. 2 VALENTE. José Armando. Por que o computador na Educação? Disponível em: Acesso em: 6 jan 2010.

21 20 Ao discutir essa pesquisa realizada, Xavier (2006) afirma que essa geração conectada possui uma tendência a desenvolver habilidades como, por exemplo: [...] independência e autonomia na aprendizagem; abertura emocional e intelectual; preocupação pelos acontecimentos globais; liberdade de expressão e convicções firmes; curiosidade e faro investigativo; imediatismo e instantaneidade na busca de soluções; responsabilidade social; senso de contestação; tolerância ao diferente. (XAVIER, 2006, s.p.). Além disso, Barton (1998) afirma que existem alguns tipos de letramento, sendo o digital apenas um deles. Para ele: Letramento não é o mesmo em todos os contextos; ao contrário, há diferentes Letramentos. A noção de diferentes letramentos tem vários sentidos: por exemplo, práticas que envolvem variadas mídias e sistemas simbólicos, tais como um filme ou computador, podem ser considerados diferentes letramentos, como letramento fílmico e letramento computacional (computer literacy). (BARTON, 1998, p.9). Esses letramentos, portanto, por serem contextualizados tecnologicamente, historicamente, econômica e culturalmente, acabam sofrendo mudanças dependendo das instituições sociais e da sociedade nas quais são tidos como oficiais. Para Xavier (2006), no processo de união dos letramentos alfabético e digital, a aprendizagem passa a acontecer a partir do alfabético para o digital. Portanto o grande volume de informações que são acessíveis a partir do meio digital faz com que o letramento alfabético se caracteriza de suma importância para a conquista da cidadania, já que é ele que vai permitir àqueles que acessam as informações a assimilação, a avaliação e o controle das mesmas, transformando-as em conhecimento. Além disso, ainda segundo o autor, isso acaba por fazer com que haja a ampliação da utilização do letramento alfabético em virtude da existência do digital. Então, concluindo as idéias do autor, podemos afirmar que para que o indivíduo não seja considerado um analfabeto digital, faz-se mister que ele não só domine a escrita, mas também a consiga utilizá-la levando em conta suas potencialidades sociais e que, ao menos minimamente, consiga entender o funcionamento dos sistemas operacionais. Para tanto, nos exemplifica Xavier (2002), que:

22 21 Só se sai da ignorância digital, conhecendo pelo menos parte das infovias ou auto-estradas virtuais por onde trafegam as informações relevantes que ficam à espera de serem transformadas em conhecimento. É preciso saber buscar uma certa informação na rede digital, utilizar com eficiência os mecanismos de busca em sites que têm como função única armazenar e disponibilizar todas as páginas eletrônicas da Internet que abordam certos temas ou assuntos. (XAVIER, 2002, p.16). Para Xavier (2002), o letramento possui três componentes: as Práticas Sociais, os Eventos de Letramento e os Gêneros textuais/digitais, sendo que todos eles contribuem para a concretização de um projeto político. Ainda segundo o autor, as práticas sociais significam as formas culturais por meio das quais os sujeitos realizam sua ações. Essas devem ser concebidas como atitudes reais e que atendem às expectativas de outros indivíduos, dentro das instituições políticas, religiosas, sociais etc da qual fazem parte. Ou seja, saber usar adequadamente gêneros, sejam textuais ou digitais, nos mais diversificados eventos de letramento institucionais torna-se imprescindível para o desempenho cultural, político ou econômico do sujeito na sociedade/comunidade a qual pertence. (XAVIER, 2002). De acordo com Xavier (2002), as condições tecnológicas, sociais e culturais estão cada vez com mais intensidade, nos indicando a necessidade da aquisição do letramento digital, o que corrobora com as palavras de Freire quando diz que: é preciso ser letrado digital, Isto é, fazer-se cidadão do mundo através dos processos digitais, hoje um pouco mais democraticamente disponíveis (FREIRE, 1982, p.84). Para Graff (1998), porém, é importante lembrarmos que em nenhuma sociedade o letramento poderá ser considerado universal, visto que, como já foi falado anteriormente, ele está intimamente ligado à situação social, econômica e história pelas quais perpassam aquela determinada sociedade. 1.2 Exclusão digital Trata-se por exclusão digital, nos dizeres de Almeida e Meneses 3, na realidade, o conceito oposto ao de inclusão digital tratando-se, mais especificamente, do problema da falta de acesso, ou seja, daquele grande número de pessoas que ainda se encontram à margem do fenômeno da sociedade da informação. Esse é um conceito que, apesar de 3 ALMEIDA, André; MENESES, Nathália. Exclusão Digital Disponível em: Acesso em 25 jan 2010.

23 22 ser novo, é bastante utilizado teoricamente em diversos campos como, por exemplo, o da comunicação e da sociologia. Além disso, vale a pena destacar que em muitos países o termo exclusão digital deixou de ser usado em detrimento do termo brecha digital significando justamente a separação entre incluídos e excluídos. Esse termo já está também sendo utilizado no Brasil. Ainda de acordo com os autores, esse é um tema atual de debates entre governos, organizações multilaterais e entidades de um modo geral, como as ONGs e que têm, normalmente como pauta questões como as políticas de inclusão digital, a criação de pontos comunitários de acesso à internet e a capacitação de usuários de ferramentas digitais. (Grifo nosso). Os gráficos abaixo nos indicam a relação entre população x acesso a computador, primeiramente em relação à região da qual pertence e, em seguida, em relação às questões de raça (GRÁFICO 1): Gráfico1: Mapa da exclusão digital no Brasil FONTE: Fundação Getúlio Vargas (FGV) 4 4 FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Mapa da Exclusão Social. Rio de Janeiro: FGV/IBRE, CPS, Disponível em: www2.fgv.br/ibre/cps/...exclusao/.../apresentação.htm. Acesso em: 5 jan 2010.

24 23 Para Chaves 5 : Hoje em dia, dados os avanços tecnológicos, é fundamental que todos tenham acesso a terminais de computadores e saibam operar com alguns sistemas básicos que permitem, com grande velocidade e eficiência, digitar textos, fazer cálculos, trabalhar com imagens e gráficos, elaborar planilhas de contas, etc., etc. (CHAVES, s.d.). Para o autor, é importante, para não dizer imprescindível, que cedamos aos avanços tecnológicos em nome da pura e simples eficiência. (CHAVES, s.d., s.p.). 1.3 Inclusão digital Para Almeida e Meneses 6, a inclusão digital pode ser entendida como democratização das tecnologias. Para os autores em questão, em corroboração ao que já foi dito anteriormente, inclusão digital significa fazer com que o conhecimento adquirido sobre informática por um indivíduo seja utilizado com a finalidade de melhorar e ampliar seu quadro social. como: Nesse sentido, essa melhora do quadro social é explicado por Fleury (2005) [...] a busca de uma nova institucionalidade para a democracia, que seja capaz de atender conjuntamente aos princípios de reconhecimento, participação e redistribuição, marca o momento atual. Trata-se de uma articulação entre inovação social e inovação institucional que permitiria a construção de uma nova institucionalidade para a democracia. A democracia passa a ser vista, mais do que um procedimento, como uma prática social na qual se constróem as identidades coletivas, uma nova gramática de organização da sociedade que permite a redefinição dos vínculos sociais, a inclusão de novos temas e atores, a ampliação do político. Mais do que um conjunto de regras, a democracia implica o reconhecimento do outro, a inclusão de todos os cidadãos em uma comunidade política, a promoção da participação ativa e o combate à toda forma de exclusão. Enfim, a democracia requer o primado de um principio de justiça social, além de sujeitos políticos e instituições. (FLEURY, 2005, p.12). Assim, é necessário entendermos, mais detalhadamente, o conceito de inclusão digital e o acesso às informações que ela nos permite, possibilitando a construção de 5 CHAVES, Lázaro. Analfabetismo digital. Disponível em: Acesso em 6 jan ALMEIDA, André; MENESES, Nathália. O que é inclusão digital? Disponível em: Acesso em 25 jan 2010.

25 24 novos conhecimentos e, consequentemente, a melhoria na qualidade de vida desses indivíduos agora incluídos digitalmente. De acordo com Silva et al (2005), inclusão digital é um processo que deve levar o indivíduo à aprendizagem (...) e ao acesso à informação disponível nas redes, especialmente aquela que fará diferença para a sua vida e para a comunidade na qual está inserido. (SILVA et al, 2005, s.p.) Cidadania e inclusão digital Para iniciarmos essa discussão, torna-se prioritário entendermos a conceituação de cidadania, para alguns autores. Assim, de acordo com Coutinho (2005): Antes de mais nada, cabe lembrar que, sobretudo em sua acepção propriamente moderna, ocorre uma profunda articulação entre cidadania e democracia. (...) Democracia é sinônimo de soberania popular. Ou seja: podemos defini-la como a presença efetiva das condições sociais e institucionais que possibilitam ao conjunto dos cidadãos a participação ativa na formação do governo e, em conseqüência, no controle da vida social. (COUTINHO, 2005, s.p.). Para Reis (1997): Etmologicamente, a palavra cidadania vem do latim civitas, mas as idéias que levam à noção de cidadania surgem muito antes disso. Com os gregos, já são incorporados os ideais que remetem à noção de liberdade, de valores republicanos, constituindo o germe do conceito de cidadania. E mesmo antes dos gregos as referências abstratas à noção de igualdade na doutrina das religiões antigas já introduzem alguma noção de igualdade. A noção de que os seres humanos são idênticos perante Deus, perante alguma divindade, constitui uma inovação nesse sentido. De qualquer forma, pode-se dizer que, no contexto da polis grega, as noções de liberdade e igualdade adquirem, diferentemente das religiões antigas, um conteúdo político. (REIS, 1997, p. 12). Como complementação ao que nos disse Reis, Boldstein (1997), citado por Silva et al (2005) nos diz que o termo cidadania: [...] apesar de sua estreita relação com a ideologia individualista moderna, deve ser abordada como uma experiência histórica, cujo aparecimento remete à Antigüidade Grega. Desde o seu início, caracteriza uma relação entre iguais, e destes com o poder. Assim, só ganha existência como medida de igualdade e de convivência coletiva dentro de uma comunidade política, composta de sujeitos portadores de direitos. Constitui-se, dessa forma, em

26 25 pré-requisito indispensável para inclusão e participação na vida pública. É inseparável da noção de igualdade sociopolítica, presente de forma restrita ou ampliada em todas as sociedades. De qualquer maneira e em suas múltiplas dimensões, a cidadania é um meio de proteção e uma condição para o exercício dos direitos e, também, deveres. (SILVA et al, 2005, s.p.). Além disso, de acordo com Coutinho (2005): A democracia é concebida como a construção coletiva do espaço público, como a plena participação consciente de todos na gestação e no controle da esfera política. É precisamente isso o que Rousseau entende por "soberania popular". Um dos conceitos que melhor expressa essa reabsorção dos bens sociais pelo conjunto dos cidadãos -- que melhor expressa, portanto, a democracia -- é precisamente o conceito de cidadania. Cidadania é a capacidade conquistada por alguns indivíduos, ou (no caso de uma democracia efetiva) por todos os indivíduos, de se apropriarem dos bens socialmente criados, de atualizarem todas as potencialidades de realização humana abertas pela vida social em cada contexto historicamente determinado. (COUTINHO, 2005, s.p.). Para Martins (1997): O atual estágio de percepção e intervenção a respeito da crise do Estado tem suscitado a proliferação de alternativas de reconstrução e evolução burocrática no ambiente democrático. A administração pública brasileira está diante de uma oportunidade única na sua trajetória: modernizar-se na democracia. Isto implica o grande desafio de se integrar meios de regulação política com meios de inserção social. (MARTINS, 1997, p.59). Já segundo Araújo (1999), citado por Silva et al (2005): Araújo (1999) considera que a construção da cidadania, ou de práticas de cidadania, passa, necessariamente, pela questão do acesso e uso de informação. Tanto a conquista de direitos políticos, civis e sociais, quanto a implementação dos deveres do cidadão dependem do livre acesso à informação sobre tais direitos e deveres. Ou seja, dependem da ampla disseminação e circulação da informação e, ainda, de um processo comunicativo de discussão crítica sobre as diferentes questões relativas à construção de uma sociedade mais justa e, portanto, com maiores oportunidades para todos os cidadãos. (SILVA et al, 2005, s.p.). (Grifo nosso). Essa interconexão mundial possibilitada pelo acesso à informatização é, segundo Wolton (1999), uma comunicação direta, sem mediações, como uma mera performance técnica. Isso apelaria, de acordo com o autor, para sonhos de liberdade individual, mas

27 26 que, segundo ele, é ilusório, já que a rede pode dar acesso a uma massa de informações, mas ninguém é um cidadão do mundo, querendo saber tudo, sobre tudo, no mundo inteiro. Quanto mais informação há, maior é a necessidade de intermediários. (...) A igualdade de acesso à informação não cria igualdade de uso da informação. (WOLTON, 1999, p.12). Nesse sentido, segundo Lustosa (s.d.) 7 : A criação de canais que permitissem e estimulassem a participação da sociedade na condução das políticas de seu interesse mais direto, embora condição necessária, não é condição suficiente para que haja participação de fato. A sociedade precisa querer e saber participar. Precisa ter uma clara noção do seu papel, dos seus objetivos e dos seus poderes junto a essas instâncias participativas, para poder fazer uso dos canais da maneira esperada. (LUSTOSA, s.d., p.4). Assim, atualmente, em algumas instituições do setor da informação, de acordo com Henriques, Braga e Mafra (s.d.) 8 : O enorme crescimento dos meios de comunicação de massa como um campo especializado de intermediação social tem acarretado um desenvolvimento intenso das atividades de planejamento da comunicação no âmbito das organizações, de tal forma que se possa garantir, num espaço público cada vez mais disputado, a visibilidade necessária ao seu reconhecimento pelos públicos aos quais se vinculam direta ou indiretamente. (HENRIQUES; BRAGA; MAFRA, s.d., p.1). Assim, segundo Henriques, Braga e Mafra (s.d.): Nos dias de hoje, o imenso volume de estímulos produzidos pela sociedade da informação, disputam a atenção dos indivíduos em torno das mais variadas questões. Os projetos de mobilização perceberam a necessidade de profissionalizar a sua intervenção comunicativa para entrar nesta concorrência de interesses. Para isso, passaram a utilizar a grande mídia como meio obrigatório para a divulgação de suas ações e a convocação da participação dos indivíduos. As lutas por reconhecimento transformaram-se em lutas por visibilidade. Os movimentos passaram a programar estratégias de comunicação de massa, com a esperança de obterem a legitimidade (reconhecimento público) e o destaque (visibilidade ampliada) necessários para que os projetos de mobilização conquistem o apoio e a adesão do maior 7 LUSTOSA, Paulo Henrique. Desenvolvimento local induzido e democracia participativa. Disponível em: Acesso em: 10 mar BRAGA, Clara S.; HENRIQUES, Márcio S.; MAFRA, Rennan L. M. As Relações Públicas na constituição das causas sociais: a mobilização como ato comunicativo. S.d. Disponível em: Acesso em: 14 jul

28 27 número possível de pessoas. (HENRIQUES; BRAGA; MAFRA, s.d., p. 2) 9. Essa participação da sociedade na condução das políticas de seu interesse é realizada, agora, com a realidade da inclusão digital, por atores que, segundo Arroyo (2003): São eles, os novos-velhos atores sociais em cena. Estavam em cena mas se mostram como atores em público, com maior ou novo destaque. Seu perfil é diverso, trabalhadores, camponeses, mulheres, negros, povos indígenas, jovens, sem-teto, sem creche [...] Sujeitos coletivos históricos se mexendo, incomodando, resistindo. Em movimento. (ARROYO, 2003, p.4). Mas qual seria o papel desempenhado pela inclusão digital nas condições de vida dos indivíduos? De acordo com pesquisa sobre o tema divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (2003), a melhor forma de fazer essa verificação, é identificar os impactos dessa inclusão sobre as condições de vida e o bem-estar, como indica o esquema abaixo: (FIGURA 1) Figura 1: Capital digital e tipos de impactos FONTE: FGV, 2003, p HENRIQUES, Márcio S.; BRAGA, Clara S.; MAFRA, Rennan L. M. As Relações Públicas na constituição das causas sociais: a mobilização como ato comunicativo. S.d. Disponível em: Acesso em: 14 jul

29 28 Portanto, conforme pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (2003), um dos efeitos positivos da inclusão digital, e de que vamos tratar no decorrer deste trabalho, trata-se do que diz respeito ao bem-estar social 10. O documento informa que: Os indivíduos extraem utilidade diretamente do uso de computadores ou da sua conexão à rede mundial de computadores, independentemente do capital digital afetar, ou não, a sua capacidade de geração de renda. Na chamada era do conhecimento, ID (inclusão digital) é uma questão básica de cidadania, como o é no acesso a serviços públicos, educação e saúde. Isso implica, na prática, em expandir as medidas usadas de bem estar social com a posse de recursos físicos, conhecimentos e redes ligadas ao uso de tecnologia de informática. (FGV, 2003, p.25) Informática educativa O termo informática educativa, segundo Almeida e Meneses 11, é o nome que se dá à interferência tecnológica sofrida pela educação que incentiva a utilização do computador nos processos pedagógicos, tanto no ensino como na aprendizagem. Para os autores, essa não é uma significação única, já que dependerá da visão educacional e da condição pedagógica em que essa ferramenta tecnológica será usada. Para eles: Vive-se um período em que se faz necessário ter ao menos um domínio mínimo das informações. Os benefícios trazidos pelas novas tecnologias são incontáveis, e é indiscutível a proporção de seus reflexos sociais e comportamentais. O símbolo maior dessas inovações da tecnologia é o computador que hoje é acessível à boa parte da população e com isso vem ganhando seu devido valor. (ALMEIDA e MENESES, s.d.). Ainda segundo Almeida e Meneses, as vantagens na utilização do computador e da internet são muitas e independem do nível e da modalidade da Educação, entre elas, os autores destacam: o grande número de hipertextos e a rede de informações que possibilitam o acesso a um universo de textos, a possibilidade de aulas virtuais, a maior interação entre as pessoas, entre outras. Essas possibilidades elencadas pelos autores podem dinamizar as relações, de acordo com eles, além de aumentar a capacidade de desenvolvimento dos alunos; porém, para que isso aconteça efetivamente, torna-se 10 Apesar de entender que os três impactos colocados pela pesquisa da FGV são importantes, para efeito de dinamização do trabalho nos embasaremos prioritariamente no segundo impacto divulgado, ou seja, os efeitos de bem-estar social. 11 ALMEIDA, André; MENESES, Nathália. O que é informática educativa? Disponível em: Acesso em 13 jan 2010.

30 29 necessário que ele tenha, ao menos que minimamente, alguma habilidade para lidar com aquela tecnologia. Para resumir o que foi colocado aqui, podemos nos embasar em Machado (2007), quando afirma que: No decorrer deste texto, busquei demonstrar como as tecnologias de informação, com especial atenção à Internet, proporcionaram novos horizontes para o ativismo político e o engajamento nas lutas sociais. A "apropriação" de espaços na rede mundial pelos movimentos sociais tem contribuído para o fortalecimento das demandas sociais, ao oferecer certos tipos de organização, formas de articular ações e de se fazer política, que não existiam antes. (MACHADO, 2007, p.6).

31 30 2 EDUCAÇÃO E O MST 2.1 MST Breve histórico A história do MST, de acordo com Gonsaga (2009), remonta ao ano de 1979, a partir do momento em que um grupo de famílias, ao ser expulso de suas terras e não aceitando as condições de colonização impostas pelo governo decidiram ocupar terrenos. Apoiados naquele momento por um padre, a decisão de ocupação tanto de terras de grandes proprietários quanto do governo, foi a forma que aquele grupo encontrou para procurar uma solução para o problema pelo qual passavam: a falta de um espaço para viverem. Segundo Fernandes (2000), essas ocupações, inicialmente no Rio Grande do Sul, foram se estendendo para outras partes do país, até que no ano de 1984, no 1º Encontro Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, nasce o MST. O movimento tinha como principal objetivo de luta a ocupação de terras improdutivas concentrada nas mãos da elite latifundiária. Esse surgimento, portanto, ainda de acordo com o autor, acontece como conseqüência da política agrária implementada pelo governo ditatorial em nosso país, décadas antes, mais precisamente entre os anos de 1960 e 1970, com a mecanização da lavoura, quando houve a expulsão de trabalhadores do campo em detrimento das máquinas que passaram a substituí-los. Além disso, para Gonsaga (2009), os pequenos agricultores, sem condições de competição no mercado, acabaram por migrar para o setor extrativista, principalmente em estados como o Pará, Rondônia e Mato Grosso, onde o governo tinha projetos de colonização. De acordo ainda com Gonsaga (2009), porém, muitas famílias ainda optaram por permanecer em suas cidades e lutar contra essa situação. O governo, em contrapartida, reprimiu essas famílias, dificultando suas vidas enormemente. Além disso, o governo utilizava-se, também, dos meios de comunicação existentes na época, principalmente os jornais impressos e o rádio, com a finalidade de degradar a imagem do movimento que surgia diante da sociedade da época. A essa fase histórica vivida pelo movimento, que durou dos anos 60 até 1984, para Fernandes (2000), é denominada de inicial. Nesse sentido, de acordo com SHERER-WARREN (1993):

32 31 Se partirmos da definição de que existe um movimento social quando uma ação coletiva gera um princípio identitário grupal, define os opositores ou adversários à realização plena dessa identidade ou identificação e age em nome de um processo de mudança societária, cultural ou sistêmica, podemos concluir que os movimentos sociais existem em permanente tensão e conflito com os princípios da modernidade, (...). Talvez esta tensão explique a constante tentativa de criminalização dos movimentos sociais ou a dificuldade das elites hegemônicas em aceitar como legítimos os movimentos dos segmentos subalternos em países como o Brasil, onde os valores da modernidade estão bastante presentes. Entretanto, frequentemente, em uma direção conciliatória, os movimentos sociais têm dialogado com os valores orientadores da modernidade, numa tentativa de coadunar permanência e mudança, face aos conflitos sociais e contradições que os atingem. (SHERER-WARREN, 1993, p.01). Já a fase de consolidação do MST, ainda segundo o autor, aconteceu dos anos de 1985 e vai até o início da década de 90 e foi denominada dessa forma por ter sido nesse período em que o movimento se projetou como movimento de massas e por ter sido essa uma época de conquista da autonomia e do reconhecimento político (FERNANDES, 2000, p.22), com a consolidação do MST graças à organização interna, o que gerou, consequentemente, um maior poder de luta e um ganho de abrangência que ia adquirindo com o passar daqueles anos. A terceira fase do movimento, ocorrida a partir da década de 90 até os dias atuais é denominada pelo autor como a época de territorialização, por ser esse o período em que o movimento passou a ser conhecido nacionalmente. Porém, de acordo com Gonsaga (2009), essa é uma fase em que o MST passou por intensas modificações internas, o que veio a se constituir como desafio para o movimento, além da repressão que a atual conjuntura política imprimia aos movimentos de classe naquele período. Apesar dessa divisão colocada por Fernandes (2000), Caldart (2004), na visão de Gonsaga (2009), não concorda com o terceiro momento descrito. A autora afirma que Caldart (2004) reconhece a terceira fase do movimento como sendo aquele no qual o MST se insere mais amplamente nas questões políticas e sociais do país, procuramdo lutar por um projeto popular de reforma agrária e estrutural brasileiros. Atualmente, na fala de Gonsaga (2009), o Movimento dos Sem Terra organizase por meio de brigadas, que são a união de 250 famílias, a fim de facilitar o diálogo, a discussão e a própria organização do movimento. Essa mudança ocorre a partir da segunda fase já explicitada e se amplia à medida que ele passa a exercer maior poder de luta. Segundo Gonsaga (2009):

33 32 A luta do MST vai além da conquista da terra, entendendo que não basta conquistá-la; é preciso ter condições de se manter nela. Para este fim lutam por uma estrutura que envolve o bem estar do homem, lutam por justiça social e contra as desigualdades sociais existentes na sociedade brasileira. Portanto, a luta do MST é a luta dos trabalhadores, se configurando como uma luta política envolvendo diversos segmentos da sociedade - o direito à saúde, trabalho, educação, lazer, etc. (GONSAGA, 2009, p.14). Com relação à Educação, O MST, na visão de Gonsaga (2009), tem o objetivo centrado na busca por um modelo de Educação diferenciado, direcionado à formação integral, com vistas às dimensões humana e social, tanto dos sujeitos quanto do próprio movimento, além dos conteúdos curriculares tradicionais. Esse modelo de Educação, apesar de ter por base a realidade do meio em que esse indivíduo viva, não fecha em si própria, abarcando novos horizontes. Faz-se mister afirmar aqui, nos embasando em Caldart (2004), que esse modelo de Educação diferenciada é uma das bandeiras do movimento, surgido ainda nos anos de 1980, no mesmo período em que surgiram os primeiros assentamentos, em decorrência da necessidade de escolarização dos filhos das famílias acampadas. Inicialmente, a iniciativa foi realizada por mães e professoras que acabaram por pressionar a mobilização do movimento por escolas. Além disso, outro fator que impulsionou a luta foi o fato de que as próprias lideranças do movimento entendiam a importância do estudo para a organização do MST. Assim, partindo do princípio, segundo o autor, de que as crianças do movimento dos Sem Terra possuíam experiência de vida diferenciada de outras crianças, deveriam receber formas diferentes de ensino, onde pudessem se sentir valorizadas, principalmente no que concerne o modo de vida e de socialização das mesmas. Essa busca por uma educação que satisfizesse as necessidades explicitadas originou a criação do setor de Educação do MST a partir do 1º Encontro Nacional do MST, no ano de 1987, sendo que, dez anos depois acontece o I ENERA, Encontro de Educadoras e Educadores da Reforma Agrária, em Brasília, com a formação da primeira turma de Magistério do MST, em parceria com a FUNDEP (Fundação de Desenvolvimento de Pesquisa). Assim, pelos Princípios Educativos da Educação no MST (1996), a Educação oferecida deve ter, como característica primordial, a preocupação com a abertura de

34 33 horizontes de nossos/nossas estudantes, de modo que pratiquem aquele velho princípio, também filosófico, de que nada do que é humano me pode ser estranho. (MST, 1996, p.6). Ao longo de anos de Encontros Nacionais, portanto, de acordo com Caldart (2000), foi sendo aprimorada o que seria, mais tarde, a proposta pedagógica do MST para suas escolas, que foi elaborada pelo Coletivo Nacional de Educação do movimento, tendo como principal finalidade de orientação do trabalho de Educação em todos os acampamentos e assentamentos do país. Foram utilizadas, ainda, para a construção dessa proposta, teorias educacionais de diversos autores, entre os quais podemos destacar Paulo Freire, Makarenko, José Martí, entre outros expoentes. Já em 1998, nos dizeres de Gonsaga (2009), o MST implementou o curso superior de Pedagogia, denominado de Pedagogia da Terra, em parceria com diversas unidades públicas em todo o país. Para Menezes Neto (2001) a Educação proposta pelo MST, portanto, tem o objetivo primeiro de formação de sujeitos conscientes e críticos na aquisição de uma educação libertadora. Para atingir tal meta, portanto, ainda de acordo com o autor, torna-se importante que os educadores tenham uma formação diferenciada, quebrando a estrutura tradicional de aquisição de conhecimentos, e que procurem, prioritariamente, estar comprometidos com a bandeira de lutas do MST. Podemos concluir, diante do exposto, e apenas inicialmente, que em qualquer movimento social é importante que haja uma ampla discussão acerca das questões individuais e coletivas de forma que cada um de seus participantes possa perceber-se em um universo maior que o individual com vistas à transformação da coletividade e da sociedade como um todo. O que é reafirmado por Sen (2000), citado por Anastasia e Inácio (2006), quando diz que: Do ponto de vista do desenvolvimento da capacidade de participação política, os processos deliberativos efetivados nessas arenas comportam uma dimensão instrumental, relativa à ampliação das oportunidades de vocalização de preferências e reivindicação de atenção política por parte dos cidadãos, e uma dimensão construtiva, relativa à definição de necessidades a partir de uma base informacional pautada na pluralidade de preferências. (ANASTASIA; INÁCIO, 2006, p. 12).

35 34 Nos dizeres de Anastasia e Inácio (2006), os direitos, no plano da normalização, são facultativos, porém, com recursos mal distribuídos de tempo, espaço, econômicos, de informação e de debate político, há uma dificuldade da transição entre direitos e reais capacidades, quer seja, a possibilidade de um ator focalizar preferências e controlar publicamente os atos e omissões dos representantes eleitos. Por isso, ainda de acordo com a autora, o maior desafio é a combinação adequada entre instituições e condições para garantir a tradução dos direitos, recursos e preferências dos diferentes atores políticos em capacidades do exercício efetivo do seu status de cidadão. 12, o que é a grande preocupação do grupo, como pudemos observar, o que nos remete às palavras de Anastasia 13, quando afirma que: As instituições são pensadas para regular comportamentos e interações entre seres humanos e, portanto, operam sob condições econômicas, sociais, culturais diversas e afetam o comportamento e os resultados do jogo político e são afetadas pelas condições do contexto em que elas estão envolvidas. (ANASTASIA, 2009). De acordo com Arroyo (2003), A brutal exclusão dos setores populares urbanos dos serviços públicos, mais básicos, provocou, desde a década de 50, reações e mobilizações pela inserção social. Pelo direito à cidade, aos bens e serviços públicos. (ARROYO, 2003, p.3). A escola, antes considerada como uma dádiva da política clientelística passa a ser exigida como um direito. Para o autor: Vai se dando um processo de reeducação da velha cultura política, vai mudando a velha auto-imagem que os próprios setores populares carregavam como clientes agraciados pelos políticos e governantes. Nessa reeducação da cultura política tem tido um papel pedagógico relevante os movimentos sociais, tão diversos e persistentes na América Latina. (ARROYO, 2003, p.4). Como o movimento social em questão é o Movimento dos Sem-Terra, portanto um movimento social atualmente de grande escala, podemos corroborar com as idéias de Arroyo quando esse afirma que a mídia nomeia os sujeitos que participam desse movimento social como indivíduos baderneiros, desorganizados, violentos e sem escrúpulos. De acordo com Castelo Branco (2003), em sua pesquisa de doutorado, em uma entrevista com um de seus personagens ela cita que isso acontece: 12 Vídeo-aula módulo Em vídeo-aula Módulo 1

36 35 [...] porque a televisão transmite o que é os Sem-Terra. Eles não passam uma coisa boa. Eles falam é um bando de não sei o quê, bagunceiro, baderneiro, ladrão. Então, a maioria que assiste, escuta aí e quando você chega assim: eu sou Sem-Terra, é a mesma coisa que tá falando eu sou ladrão. É a ideologia que transmite isso, diz o jovem Gabriel. (CASTELO BRANCO, 2003, p.34). Para Arroyo (2003), nesses movimentos sociais o mais importante torna-se o coletivo. Para o autor, esses são processos educativos-formadores totais. Segundo Arroyo (2003): Os sujeitos coletivos que se agregam e põem em movimento se identificam com essas dimensões tão perenes. Eles nos remetem ao enraizamento de nossa condição e formação como humanos: a vida, o sobre-viver, as condições materiais, o lugar, o espaço, o corpo, a raça, a cor da pele, as temporalidades, o gênero, as relações mais básicas entre coletivos. (ARROYO, 2003, p.10). Assim, ainda segundo o autor: O objeto das mobilizações são necessidades localizadas no seu universo mais próximo, na reprodução mais imediata da existência, porém as reivindicações são dirigidas para fora, para os governos, para as políticas públicas, para a reforma agrária, para o modelo econômico, para a igualdade (...) Os movimentos geram um saber e um saber-se para fora. (ARROYO, 2003, p.11). Segundo Castelo Branco (2003): O que pensamos que somos se contrapõe às representações que o outro tem de mim ou de nós. Assim o eu e o nós não existem fora da representação do outro. A dinâmica de um grupo social vai ser mediada na relação dialética do outro que está fora 14. A escola, as pessoas da cidade vizinha, os agentes de extensão, o padre visitante, o pesquisador da Embrapa... podem ser o outro que vai participar da trama das relações vividas no cotidiano ou contexto social do grupo social (nesse estudo, o assentamento rural). E é nesse movimento dialético das relações que vão se formando as diferentes identidades que só poderão ser desvendadas no jogo contraditório das concepções sobre o genérico e o particular, em que indivíduo e sociedade se interpenetram. (CASTELO BRANCO, 2003, p.27). É nessa concepção, que reafirmamos as concepções de Arroyo (2003), quando esse diz que esse ser participante do movimento social alarga seu saber localizado e a

37 36 partir daí se amplia, repleto de interpretações que o auxiliam a entender o mundo exterior ao assentamento (no caso específico de nossos sujeitos da pesquisa) para se entender como coletivo nessa globalidade e a partir disso conseguem maneiras de enfrentar esse mundo exterior ao do movimento do qual faz parte. Ainda para Arroyo (2003), a maioria dos coletivos que se agregam e organizam na luta pela terra, o espaço, os serviços públicos... carregam uma esperança espontânea em um mundo de justiça, de liberdade, igualdade e dignidade. (ARROYO, 2003, p.15). Portanto, suas vivências expressam não só suas vivências, mas também as experiências dos outros, seus semelhantes na busca de um ideal por meio da luta. Para Stöbaus e Mosquera (2006), quanto mais positiva for sua auto-imagem, mais livres de tensões, intranqüilidades e frustrações esses movimentos são capazes de lutar, pois esse é um bolo único, unido pela busca de um mesmo ideal. mister: Finalizando, concordamos com Souza (1993), quando esse afirma que faz-se [...] descobrir a novidade nas lutas mais tradicionais das áreas rurais, na ocupação de espaço, na resistência e na reação popular. A sociedade brasileira tem um enorme dinamismo, que se manifesta por inesperados caminhos e em irradiações nem sempre visíveis para aqueles que olham a realidade em seus aspectos mais aparentes. (SOUZA, 1993, p.7). 2.2 Educação popular e cidadania Como pudemos verificar, os movimentos sociais do campo possuem, como bandeira central, a luta pela reforma agrária, entendendo-a como transformação latifundiária. Porém, como nos demonstra Gonsaga (2009): Diante da diversidade de sujeitos e das relações sociais que se configuram no campo, eles abarcam diversas demandas, incluindo em suas lutas outras questões tais como: direitos sociais e trabalhistas, melhores salários, contra o trabalho escravo, pelos direitos dos atingidos pela construção de barragens, pela afirmação e respeito à cultura indígena, pelos direitos da mulher, pela garantia de políticas que garantam a produção agrícola, entre outras. Eles atuam na perspectiva de mudar as condições concretas de opressão, de carências, de exclusão, de discriminação, apontam um projeto de produção auto-sustentável e baseado na agro-ecologia, na construção de relações sociais de produção auto-gestionárias, baseadas na solidariedade; buscam uma sociedade sem preconceito, sem discriminação. (GONSAGA, 2009, p.45).

38 37 Diante dessa realidade, podemos afirmar que as propostas de luta implementadas por esses movimentos sociais, independentemente de qual seja, surgem a partir da experiência adquirida, na maioria das vezes concretamente, por sujeitos sociais e são resultados de diálogos e conhecimentos que foram construídos socialmente na busca pelo cooperativo. Assim, de acordo com Freire (2000), a educação popular proveniente de organizações sociais precisam, para serem efetivadas, de assumir uma posição transformadora considerando seus sujeitos agentes ativos na produção de um conhecimento. Essa Educação, para Freire (1987), para ser considerada como popular, deve incorporar os princípios, sejam eles políticos, filosóficos, culturais ou sociológicos dos movimentos nos quais atua, a fim de formarem sujeitos autônomos e livres; concepção de Educação delineada por Freire como pedagogia do oprimido (FREIRE, 1987). Essa concepção educacional, para Freire (1987): é uma educação libertadora, nascida e fortalecida no seio das classes populares e de seus movimentos sociais que busca romper ou superar uma concepção de educação tradicional, bancária, largamente utilizada na educação escolar, criticada por ser funcional aos setores dominantes, numa perspectiva de consolidar um projeto hegemônico de dominação econômica, ideológica e cultural. Insurge-se, assim, como uma educação contra-hegemônica, posto que reclama e afirma um projeto de educação aliado a um projeto alternativo de sociabilidade. (FREIRE, 1987, p.23). É, portanto, nessa perspectiva que se insere a educação do campo, que possui o diálogo como um elemento essencial de construção do conhecimento, promovendo processos comunicativos e de intercomunicação entre sujeitos que buscam, efetivamente, a transformação pela ação de libertação e de emancipação. Essa Educação Popular, ainda nos embasando em Freire (2000): [...] busca proporcionar aos indivíduos uma compreensão crítica que possibilite uma práxis transformadora da realidade social, política, cultural, numa expectativa utópica de uma sociedade igualitária, emancipadora. O exercício constante da leitura do mundo, demandando necessariamente a compreensão crítica da realidade, envolve, de um lado sua denúncia, de outro o anúncio do que ainda não existe. (FREIRE, 2000, p. 21).

39 38 De acordo com Gonsaga (2009), esses princípios da escola popular precisam estar em consonância com as reivindicações dos movimentos sociais sob diversos aspectos, entre eles ideológicos, filosóficos, políticos, cultural a fim de fortalecer o projeto de sociedade, mas, principalmente devido ao fato de que a educação ainda é negada aos sujeitos que vivem da terra. (GONSAGA, 2009, p.57). Para finalizarmos essa discussão 15, no que diz respeito às Leis que regem o tema, podemos citar a Constituição de 1988, que colocava a Educação como direito de todos os cidadãos; fato que teve, como conseqüência a abertura de novos olhares para a educação no campo, antes, tida como inexistente diante da Lei. A visibilidade alcançada pelas lutas dos movimentos de campo pela Educação fez com que a educação rural ganhasse espaço legítimo a partir da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) 9394/96 que diz, em seu artigo 28 que: Na oferta de educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente: I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; II - organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas; III - adequação à natureza do trabalho na zona rural. (BRASIL, 1996). Devemos destacar, ainda como conquistas adquiridas por meio das lutas dos movimentos de campo, entre elas, a criação, no âmbito do MEC, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, que inclui, na sua estrutura, a Coordenação Geral de Educação do campo e o Grupo Permanente de Trabalho de Educação do Campo, o qual conta com a participação do poder público e de representantes dos movimentos sociais. Segundo Batista (2008), as concepções e reivindicações do movimento contribuíram para a formulação e para aprovação, também, das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo, pelo Conselho Nacional de Educação. Em seu artigo 4º, a Resolução CNE/CEB, de 3 de abril de 2002, afirma que: 15 Digo finalizar como uma questão temporal, de momento, visto que essa discussão não tem um fim em si própria, mas permanece e se amplia gerando novos questionamentos e debates.

40 39 O projeto institucional das escolas do campo, expressão do trabalho compartilhado de todos os setores comprometidos com a universalização da educação escolar com qualidade social, constituir-se-á num espaço público de investigação e articulação de experiências e estudos direcionados para o mundo do trabalho, bem como para o desenvolvimento social, economicamente justo e ecologicamente sustentável. (BRASIL, 2002). Portanto, conforme nos mostra Batista (2008), fica aí, nesse artigo, delineada a preocupação no desenvolvimento social com vistas à sutentabilidade e à justiça social, diferentemente do que acontece tradicionalmente. Já em seu capítulo 2º, a Resolução (2002) também implica que: A identidade da escola do campo é definida pela sua vinculação às questões inerentes à sua realidade, ancorando-se na temporalidade e saberes próprios dos estudantes, na memória coletiva que sinaliza futuros, na rede de ciência e tecnologia disponível na sociedade e nos movimentos sociais em defesa de projetos que associem as soluções exigidas por essas questões à qualidade social da vida coletiva no país. (BRASIL, 2002). (Grifo nosso). Nesse artigo podemos notar a importância que se é dada aos saberes já apropriados pelos alunos, com respeito à memória. Um dado que nos chama a atenção diz respeito à preocupação com a questão tecnológica, citada nesse artigo, e que indica a necessidade da construção desse tipo de saber (leia-se letramento digital, como já especificado anteriormente) como parte constitutiva do que o documento identifica como qualidade social da vida coletiva no país (BRASIL, 2002, s.p.). Outra conquista feita pelos movimentos sociais do campo, por meio de suas lutas, como nos aponta Batista (2008), é o PRONERA Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária que tem como um de seus objetivos o acompanhamento e atendimento a projetos educacionais do campo e como função, a elaboração e a implementação de cursos de formação de educadores, denominado: Pedagogia da Terra; Licenciatura em Pedagogia para Educadores e Educadoras da Reforma Agrária; Curso de Graduação em Ciências Agrárias- Licenciatura Plena; Curso Técnico de Enfermagem; além da capacitação de monitores alfabetizadores para desempenharem essa função nos cursos de Educação de Jovens e Adultos e Ensino Fundamental nos assentamentos e acampamentos do MST. Além dos cursos de Graduação, ainda nos

41 40 embasando em Batista (2008), podemos citar, ainda, cursos de Pós-Graduação, possibilitados pelo Programa Nacional de Formação de Estudantes e Qualificação Profissional para a Assistência Técnica, criado no ano de Essas conquistas são indicadores sutis, mas ao mesmo tempo veementes, de que a cidadania passa a ser, no contexto da pesquisa que ora propomos, um processo de luta pela conscientização de cada um, através da Educação e do acesso ao conhecimento e à informação. (ROCHA, 2000, citado por SILVA et al, 2005) Assim, concordamos com Souza (1993), quando esse afirma que: Descobrir a novidade nas lutas mais tradicionais das áreas rurais, na ocupação de espaço, na resistência e na reação popular. A sociedade brasileira tem um enorme dinamismo, que se manifesta por inesperados caminhos e em irradiações nem sempre visíveis para aqueles que olham a realidade em seus aspectos mais aparentes. (SOUZA, 1993, p.7). Para Praia (2000), foi a conscientização sobre a existência de diferentes contextos sociais que ampliou o conceito de cidadania que assume, diante de conquistas implementadas, não somente a qualidade do ser cidadão, mas fazendo deles próprios responsáveis pela transformação por que perpassa toda a sociedade. A escola, sob esse olhar, ainda de acordo com o autor, sofre interferências dessas mudanças, tornando-se um espaço de reconhecimento da memória e dos conhecimentos existentes em somatório com os novos saberes e novas tecnologias. Isso permite a integração entre pessoas e a construção de uma sociedade mais justa e de indivíduos com uma consciência mais crítica. Além disso, de acordo com Resweber (1995), essa escola a qual concebemos como espaço de memória, passa a ser, ao mesmo tempo um local de interação, não só entre sujeitos, como já dito, mas como espaço onde coabitam técnicas tradicionais e novas de aprendizagem. Então, diante do exposto, podemos admitir que o conhecimento historicamente produzido no contexto universal nos remete a afirmar que as escolas rurais não estão descoladas do todo. A existência e a necessidade dessas escolas devem ser entendidas como formas articuladas do movimento da totalidade. E, conforme nos afirma Silva (2000):

42 41 É preciso superar a visão dualista, que organiza o conhecimento sobre os fenômenos humanos de forma dicotomizada, em pares antagônicos (ex rural; x urbano). Essa maneira de compreender o mundo baseia-se em aparências e não dá conta da complexidade do mundo real. No mundo real, os objetos se interpenetram para compor a totalidade. A totalidade contém uma integração entre o rural e urbano. (SILVA, 2000, p. 131). 2.3 O curso Pedagogia da Terra Esse curso é fruto de parceria entre a UFMG, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Movimento dos Sem-Terra (MST), o movimento social Via Campesina, e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A proposta do curso é formar professores aptos a atuar nos ensinos Fundamental e Médio, em projetos de assentamentos criados pelo Programa de Reforma Agrária do Governo Federal. Com estrutura diferenciada do ensino tradicional, a licenciatura prevê módulos presenciais e não-presenciais. Ao final de cinco anos, 60 alunos terão o diploma de Licenciatura em Educação Básica do Campo: Pedagogia da Terra com atuação interdisciplinar nos ensinos fundamental e médio. Segundo Gonsaga (2009), esse curso foi formulado tendo como base áreas de conhecimento, quer sejam: Ciências da Vida e da Natureza; Matemática; Ciências Sociais e Humanidades; Línguas, Artes e Literatura. Esse curso funciona de forma diferenciada, sendo, portanto, semi-presencial. Esse modelo funciona de forma que os períodos são divididos em dois tempos : tempo-escola, quando os alunos têm aula presencial na Universidade, e tempocomunidade, quando aqueles mesmos alunos desenvolvem atividades em suas próprias comunidades. Com duração de cinco anos, o curso Pedagogia da Terra está estruturado em dez Tempos-Escola e dez Tempos-Comunidade, como nos indica a tabela 1 a seguir:

43 42 TABELA 1: Divisão dos Tempo-Escola e Tempo-Comunidade do curso Em seu Projeto Político Pedagógico (1997), a importância e a necessidade da terra para os participantes do MST e a sua estreita ligação com a Educação a ser ali apreendida e que é direcionada pelo documento ficam claras. Esse mesmo sentimento é expresso por Leonardo Boff (1999), citado por Caldart (2000), quando diz que: Pertencemos à Terra; somos filhos e filhas da Terra; somos Terra. Daí que homem vem de húmus. Viemos da Terra e a ela voltaremos. A terra não está à nossa frente como algo distinto de nós mesmos. Temos a Terra dentro de nós. Somos a própria Terra que na sua evolução chegou ao estágio de sentimento, de compreensão, de vontade, de responsabilidade e de veneração. Numa palavra: somos a Terra no seu momento de auto-realização e de autoconsciência. (BOFF (1999) citado por CALDART, 2000, p. 221). Essas palavras são também corroboradas pelo Projeto Político Pedagógico do Movimento dos Sem Terra, quando, na sua epígrafe, é colocado um trecho de Caldart (2000) que afirma:

Mídia, linguagem e educação

Mídia, linguagem e educação 21 3 22 Mídia, Linguagem e Conhecimento Segundo a UNESCO (1984) Das finalidades maiores da educação: Formar a criança capaz de refletir, criar e se expressar em todas as linguagens e usando todos os meios

Leia mais

PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE (PITS) Curso de Internet para Profissionais de Saúde

PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE (PITS) Curso de Internet para Profissionais de Saúde PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE (PITS) INTRODUÇÃO UNIDADE 1 Módulo 1: Curso de Internet para Profissionais de Saúde Internet e a Ciência O papel da internet na formação dos profissionais

Leia mais

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1

O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO NO CONTEXTO DA GESTÃO ESCOLAR 1 Janete Maria Lins de Azevedo 2 Falar sobre o projeto pedagógico (PP) da escola, considerando a realidade educacional do Brasil de hoje, necessariamente

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

INTERNET, HIPERTEXTO E GÊNEROS DIGITAIS: NOVAS POSSIBILIDADES DE INTERAÇÃO Elaine Vasquez Ferreira de Araujo (UNIGRANRIO) elainevasquez@ig.com.

INTERNET, HIPERTEXTO E GÊNEROS DIGITAIS: NOVAS POSSIBILIDADES DE INTERAÇÃO Elaine Vasquez Ferreira de Araujo (UNIGRANRIO) elainevasquez@ig.com. INTERNET, HIPERTEXTO E GÊNEROS DIGITAIS: NOVAS POSSIBILIDADES DE INTERAÇÃO Elaine Vasquez Ferreira de Araujo (UNIGRANRIO) elainevasquez@ig.com.br 1. Introdução A rede mundial tem permitido novas práticas

Leia mais

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos.

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos. Etapa de Ensino Faixa Etária Prevista Duração Educação Infantil 3 a 5 anos Ensino Fundamental: Anos Iniciais 6 a 10 anos 5 anos Ensino Fundamental: Anos Finais 11 a 14 anos 4 anos EDUCAÇÃO INFANTIL EDUCAÇÃO

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA ATRIBUÍDOS PELOS EGRESSOS DO CURSO PEDAGOGIA DA TERRA EM SUAS PRÁTICAS DOCENTES

OS SIGNIFICADOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA ATRIBUÍDOS PELOS EGRESSOS DO CURSO PEDAGOGIA DA TERRA EM SUAS PRÁTICAS DOCENTES OS SIGNIFICADOS DA FORMAÇÃO ACADÊMICA ATRIBUÍDOS PELOS EGRESSOS DO CURSO PEDAGOGIA DA TERRA EM SUAS PRÁTICAS DOCENTES Luciana Borges Junqueira Mestranda Educação - UFSJ Écio Portes - Orientador RESUMO

Leia mais

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira

FICHA TÉCNICA. Concepção Marcelo Garcia João Cruz Rodrigo Salgueiro Naira de Araújo. Revisão Ludmila Schmaltz Pereira SENAR INSTITUTO FICHA TÉCNICA Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Senadora Kátia Abreu Secretário Executivo do SENAR Daniel Carrara Presidente do Instituto CNA Moisés Pinto

Leia mais

LETRAMENTO DIGITAL: REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA NA CIBERCULTURA

LETRAMENTO DIGITAL: REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA NA CIBERCULTURA LETRAMENTO DIGITAL: REFLEXÕES SOBRE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA NA CIBERCULTURA INTRODUÇÃO Silvane Santos Souza(UNEB/Lusófona) No contexto atual em que a educação encontra-se inserida, surgem muitas inquietações

Leia mais

LETRAMENTO DIGITAL COMO CONSEQUÊNCIA DA ELABORAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS PARA A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

LETRAMENTO DIGITAL COMO CONSEQUÊNCIA DA ELABORAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS PARA A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA LETRAMENTO DIGITAL COMO CONSEQUÊNCIA DA ELABORAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS PARA A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Verônica Ribas CÚRCIO (UFSC) 1 Resumo em português A elaboração dos materiais didáticos para cursos

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE I... 4 02 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO... 4 03 PROFISSIONALIDADE DOCENTE... 4 04 RESPONSABILIDADE

Leia mais

INCLUSÃO E DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES DE GERAÇÃO DE RENDA DAS ALUNAS DO PROGRAMA MULHERES MIL DE SÃO JOÃO DA BARRA NAS REDES SOCIAIS

INCLUSÃO E DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES DE GERAÇÃO DE RENDA DAS ALUNAS DO PROGRAMA MULHERES MIL DE SÃO JOÃO DA BARRA NAS REDES SOCIAIS INCLUSÃO E DIVULGAÇÃO DAS ATIVIDADES DE GERAÇÃO DE RENDA DAS ALUNAS DO PROGRAMA MULHERES MIL DE SÃO JOÃO DA BARRA NAS REDES SOCIAIS Resumo Solange da Silva Figueiredo; Isabel Cristina da Silva Gonçalves;

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO.

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. Resumo Paula Lopes Gomes - Universidade Estadual da Paraíba. E-mail: paulagomes20@msn.com

Leia mais

O EDUCADOR E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: INCLUSÃO, DIVERSIDADE E IGUALDADE

O EDUCADOR E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: INCLUSÃO, DIVERSIDADE E IGUALDADE O EDUCADOR E AS POLÍTICAS EDUCACIONAIS: INCLUSÃO, DIVERSIDADE E IGUALDADE Kizzy Morejón 1 Luci Riston Garcia 2 Cristiane Camargo Aita 3 Vitor Cleton Viegas de Lima 4 RESUMO Vivemos em uma sociedade que,

Leia mais

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 624 A TERCEIRA GERAÇÃO DA EAD E SUA INFLUÊNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Fabiane Carniel 1,

Leia mais

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola

3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola 3.3. Conselho escolar e autonomia: participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira da educação e da escola João Ferreira de Oliveira - UFG Karine Nunes de Moraes - UFG Luiz

Leia mais

EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA?

EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA? EDUCAÇÃO MUDANÇAS O QUE ESTÁ REFLETINDO NA ESCOLA? Elisane Scapin Cargnin 1 Simone Arenhardt 2 Márcia Lenir Gerhardt 3 Eliandra S. C. Pegoraro 4 Edileine S. Cargnin 5 Resumo: Diante das inúmeras modificações

Leia mais

Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras. Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem

Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras. Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem Maio, 2014 1 Índice 1. Introdução 3 2. Cenário do acesso

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

Novas Tecnologias em EJA

Novas Tecnologias em EJA Novas Tecnologias em EJA Antropologia As Idades e os tempos As técnicas e as tecnologias De nômade a sedentário Criações e invenções Meios de produção ão: trabalho MULTIMEIOS NA EDUCAÇÃO O QUE SÃO MULTIMEIOS?

Leia mais

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES

AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES AOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DO BRASIL PROPOSTAS DE POLÍTICAS PARA A ÁREA DAS COMUNICAÇÕES 1 Apresentação 1. As comunicações, contemporaneamente, exercem crescentes determinações sobre a cultura,

Leia mais

FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS

FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS 1. Garantir a participação juvenil na elaboração e acompanhamento das políticas públicas na área de cidadania, em nível municipal, estadual e nacional, promovendo

Leia mais

2 Segundo Jean Piaget as características observáveis mais importantes do estágio pré-operacional são:

2 Segundo Jean Piaget as características observáveis mais importantes do estágio pré-operacional são: PROVA DE CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS 1 Segundo Piaget toda criança passa por estágios do desenvolvimento. Assinale a alternativa que indica a qual estágio corresponde a idade em que o pensamento da criança

Leia mais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais Situando o uso da mídia em contextos educacionais Maria Cecília Martinsi Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual,

Leia mais

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas

Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais. 14º Encontro Nacional do Congemas Entre o Suas e o Plano Brasil sem Miséria: Os Municípios Pactuando Caminhos Intersetoriais 14º Encontro Nacional do Congemas CRAS como unidade de gestão local do SUAS 14º Encontro Nacional do Congemas

Leia mais

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis

Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Construção das Políticas Públicas processos, atores e papéis Agnaldo dos Santos Pesquisador do Observatório dos Direitos do Cidadão/Equipe de Participação Cidadã Apresentação O Observatório dos Direitos

Leia mais

A EDUCAÇÃO ALIADA AS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (NTIC)

A EDUCAÇÃO ALIADA AS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (NTIC) A EDUCAÇÃO ALIADA AS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (NTIC) José Wellithon Batista Zacarias (1); Programa de Pós Graduação, Faculdade Leão Sampaio - wellithonb@gmail.com RESUMO No mundo informatizado

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO

AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO AS RELAÇÕES DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O TRABALHO DO TUTOR COMO MEDIADOR DO CONHECIMENTO SOEK, Ana Maria (asoek@bol.com.br) Universidade Federal do Paraná (UFPR) - Brasil HARACEMIV,

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/

3.360 H/AULA (*) CURRÍCULO PLENO/ MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Regime: Duração: HISTÓRIA LICENCIATURA PLENA SERIADO ANUAL 3 (TRÊS) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 03 (TRÊS) ANOS LETIVOS - MÁXIMO = 05 (CINCO)

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO CONTEÚDOS DE SOCIOLOGIA POR BIMESTRE PARA O ENSINO MÉDIO COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Ricardo Dantas

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

Categorias Sociológicas

Categorias Sociológicas Categorias Sociológicas Fato Social DURKHEIM, E.; AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO.São Paulo, Abril, Os Pensadores, 1973 p. 389-90. O que é fato social O objeto de estudo da Sociologia é o fato social.

Leia mais

Com-Vida. Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida

Com-Vida. Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida Com-Vida Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida Com-Vida Comissao de Meio Ambiente e Qualidade de Vida Depois de realizar a Conferência... Realizada a Conferência em sua Escola ou Comunidade, é

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO OESTE UNICENTRO CURSO DE MÍDIAS NA EDUCAÇÃO KARINA DE NAZARÉ DA COSTA MARTINS PROFESSOR: PAULO GUILHERMITE

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO OESTE UNICENTRO CURSO DE MÍDIAS NA EDUCAÇÃO KARINA DE NAZARÉ DA COSTA MARTINS PROFESSOR: PAULO GUILHERMITE UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO OESTE UNICENTRO CURSO DE MÍDIAS NA EDUCAÇÃO KARINA DE NAZARÉ DA COSTA MARTINS PROFESSOR: PAULO GUILHERMITE O USO DA INTERNET NO PROCESSO EDUCACIONAL: O DESAFIO PARA OS PROFESSORES

Leia mais

A formação de professores do campo: análise do perfil e dos sentidos da docência de estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da FaE/UFMG

A formação de professores do campo: análise do perfil e dos sentidos da docência de estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da FaE/UFMG A formação de professores do campo: análise do perfil e dos sentidos da docência de estudantes da Licenciatura em Educação do Campo da FaE/UFMG Introdução Aline Aparecida Angelo O debate sobre a formação

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE PEDAGOGIA, Licenciatura REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das disposições gerais O presente documento

Leia mais

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas

2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas 1. O Passado das ciências (Integração). O papel das Ciências Humanas? 2. Os estudantes sujeitos do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas Contexto

Leia mais

A INTERNET COMO RECURSO PEDAGÓGICO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

A INTERNET COMO RECURSO PEDAGÓGICO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A INTERNET COMO RECURSO PEDAGÓGICO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Jacqueline Liedja Araujo Silva Carvalho Universidade Federal de Campina Grande (UFCG CCTA Pombal) jliedja@hotmail.com

Leia mais

A INSERÇÃO DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFCG

A INSERÇÃO DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFCG A INSERÇÃO DO PIBID NA FORMAÇÃO DOCENTE NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO DA UFCG Andréa Augusta de Morais Ramos 1 /UFCG-CDSA - andreaedu.15@gmail.com Fabiano Custódio de Oliveira 2 /UFCG-CDSA

Leia mais

Sociologia Movimentos Sociais. Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

Sociologia Movimentos Sociais. Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 Sociologia Movimentos Sociais Visão Geral Ações sociopolíticas Atores sociais coletivos diferentes classes e camadas sociais Interesses em comum Atuação explícita Consciência organização política cultura

Leia mais

Florianópolis SC - maio 2012. Categoria: C. Setor Educacional: 3. Classificação das Áreas de Pesquisa em EaD Macro: A / Meso: L / Micro: N

Florianópolis SC - maio 2012. Categoria: C. Setor Educacional: 3. Classificação das Áreas de Pesquisa em EaD Macro: A / Meso: L / Micro: N LABORATÓRIO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM ESPAÇO DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E AMPLIAÇÃO DE CONHECIMENTOS REFERENTES À INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA Florianópolis SC - maio 2012 Categoria: C Setor

Leia mais

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO Instituto Federal Farroupilha Câmpus Santa Rosa ledomanski@gmail.com Introdução Ler no contexto mundial globalizado

Leia mais

REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE PEDAGOGIA ISSN: 1678-300X. Ano XII Número 24 Julho de 2014 Periódicos Semestral

REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE PEDAGOGIA ISSN: 1678-300X. Ano XII Número 24 Julho de 2014 Periódicos Semestral CURRÍCULO E CONHECIMENTO ESCOLAR: O USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇAO INFANTIL Amanda Aparecida ALVES 1 Marta Fresneda TOMÉ 2 RESUMO Esta pesquisa investiga questões relacionadas ao currículo suas teorizações

Leia mais

Artigo Publicado na revista Eletrônica F@pciência, Apucarana-PR, v.1, n.1, 61-66, 2007. INCLUSÃO DIGITAL

Artigo Publicado na revista Eletrônica F@pciência, Apucarana-PR, v.1, n.1, 61-66, 2007. INCLUSÃO DIGITAL Artigo Publicado na revista Eletrônica F@pciência, Apucarana-PR, v.1, n.1, 61-66, 2007. Resumo INCLUSÃO DIGITAL Leandro Durães 1 A inclusão digital que vem sendo praticada no país tem abordado, em sua

Leia mais

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE

PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE PROJOVEM E INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO SOBRE AS REPERCUSSÕES DO PROGRAMA NA FORMAÇÃO DOS JOVENS ATENDIDOS NO RECIFE Maria do Rozario Gomes da Mota Silva Orientadora: Profª Drª Márcia Ângela da Silva Aguiar

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Educação Ambiental, seus objetivos, princípios

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal.

e construção do conhecimento em educação popular e o processo de participação em ações coletivas, tendo a cidadania como objetivo principal. Educação Não-Formal Todos os cidadãos estão em permanente processo de reflexão e aprendizado. Este ocorre durante toda a vida, pois a aquisição de conhecimento não acontece somente nas escolas e universidades,

Leia mais

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016

DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 DIRETRIZES A SEREM DEBATIDAS NAS CONFERÊNCIAS NO ANO DE 2015 E 2016 A Constituição de 1988 criou a possibilidade de que os cidadãos possam intervir na gestão pública. Pela via do controle social, influenciam

Leia mais

1 Introdução. 1.1 A Nova Era Digital

1 Introdução. 1.1 A Nova Era Digital 11 1 Introdução Com o advento da nova era da internet, conhecida com web 2.0, e o avanço das tecnologias digitais, o consumidor passa a ter maior acesso à informação bem como à facilidade de expressar

Leia mais

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A escola católica será uma instituiçao com mística evangelizadora UMA ESCOLA A SERVIÇO DA PESSOA E ABERTA A TODOS UMA ESCOLA COM

Leia mais

O BLOG NUMA PERSPECTIVA EDUCOMUNICATIVA

O BLOG NUMA PERSPECTIVA EDUCOMUNICATIVA O BLOG NUMA PERSPECTIVA EDUCOMUNICATIVA SANTOS, Suara Macedo dos 1 - UFPE Grupo de Trabalho Comunicação e Tecnologia Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo O trabalho apresentado resulta

Leia mais

SUJEITO COLETIVO NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO TURMA DOM JOSÉ MAURO

SUJEITO COLETIVO NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO TURMA DOM JOSÉ MAURO SUJEITO COLETIVO NO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO TURMA DOM JOSÉ MAURO VIANA, Valdecir Lopes Universidade Federal de Minas Gerais Valdecir_viana@yahoo.com.br RESUMO Este texto integra as reflexões

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR 1 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR Maurina Passos Goulart Oliveira da Silva 1 mauripassos@uol.com.br Na formação profissional, muitas pessoas me inspiraram: pensadores,

Leia mais

A ESCOLA ITINERANTE DO MST: DO PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO ÀS PRÁTICAS POLÍTICO-PEDAGÓGICAS.

A ESCOLA ITINERANTE DO MST: DO PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO ÀS PRÁTICAS POLÍTICO-PEDAGÓGICAS. A ESCOLA ITINERANTE DO MST: DO PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO ÀS PRÁTICAS POLÍTICO-PEDAGÓGICAS. AMES, Maria Madalena INTRODUÇÃO A educação é um direito previsto na Constituição, no entanto, até bem pouco tempo

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil

Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil Analfabetismo e alfabetismo funcional no Brasil Vera Masagão Ribeiro 1 A definição sobre o que é analfabetismo vem sofrendo revisões nas últimas décadas. Em 1958, a Unesco definia como alfabetizada uma

Leia mais

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global

Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global Este Tratado, assim como a educação, é um processo dinâmico em permanente construção. Deve portanto propiciar a reflexão,

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

Inclusão digital e a busca por um acesso tecnológico respaldado nos reais interesses dos povos da Amazônia

Inclusão digital e a busca por um acesso tecnológico respaldado nos reais interesses dos povos da Amazônia ARTIGO Inclusão digital e a busca por um acesso tecnológico respaldado nos reais interesses dos povos da Amazônia Ricardo Damasceno Moura RESUMO Este ensaio faz uma análise da importância das tecnologias

Leia mais

file://c:\documents and Settings\Administrador\Meus documentos\minhas Webs\NED...

file://c:\documents and Settings\Administrador\Meus documentos\minhas Webs\NED... Página 1 de 16 ano 2 - número 2-2004 ELEMENTOS PARA CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO E PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO [1] Roseli Salete Caldart [2] Momento Atual da Educação do Campo Passaram-se quase 6

Leia mais

RELEMBRANDO OS FÓRUNS DE EJA RJ: PERSPECTIVAS ATUAIS

RELEMBRANDO OS FÓRUNS DE EJA RJ: PERSPECTIVAS ATUAIS RELEMBRANDO OS FÓRUNS DE EJA RJ: PERSPECTIVAS ATUAIS PRISCILA NUNES FRANÇA DE OLIVEIRA (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO), CARLA TATIANA MUNIZ SOUTO MAIOR (UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO).

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO/ 2013

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO/ 2013 Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: COMUNICAÇÃO SOCIAL BACHARELADO MATRIZ CURRICULAR PUBLICIDADE E PROPAGANDA SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL

Leia mais

PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA INTERNET: UMA ANÁLISE DAS ATIVIDADES DO LIVRO DIDÁTICO DO ENSINO MÉDIO

PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA INTERNET: UMA ANÁLISE DAS ATIVIDADES DO LIVRO DIDÁTICO DO ENSINO MÉDIO PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA NA INTERNET: UMA ANÁLISE DAS ATIVIDADES DO LIVRO DIDÁTICO DO ENSINO MÉDIO Elaine Vasquez Ferreira de Araujo (UNIGRANRIO) elainevasquez@ig.com.br RESUMO Este artigo discute

Leia mais

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social

Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social Proposta de tradução da Definição Global da Profissão de Serviço Social O Serviço Social é uma profissão de intervenção e uma disciplina académica que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

FÓRUM: MEIO DE INTERAÇÃO NA EAD

FÓRUM: MEIO DE INTERAÇÃO NA EAD 1 FÓRUM: MEIO DE INTERAÇÃO NA EAD Elisangela Lunas Soares UNICESUMAR Centro Universitário Cesumar elisangela.soares@unicesumar.edu.br Alvaro Martins Fernandes Junior UNICESUMAR Centro Universitário Cesumar

Leia mais

CURSO DE INFORMÁTICA LICENCIATURA 1 PERÍODO

CURSO DE INFORMÁTICA LICENCIATURA 1 PERÍODO CURSO DE INFORMÁTICA LICENCIATURA 1 PERÍODO DISCIPLINA: Metodologia Científica H111900 Finalidade da metodologia científica. Importância da metodologia no âmbito das ciências. Metodologia de estudos. O

Leia mais

AS TECNOLOGIAS NA ESCOLA DO CAMPO UMA QUESTÃO DE DIREITO A CIDADANIA

AS TECNOLOGIAS NA ESCOLA DO CAMPO UMA QUESTÃO DE DIREITO A CIDADANIA AS TECNOLOGIAS NA ESCOLA DO CAMPO UMA QUESTÃO DE DIREITO A CIDADANIA Rose Madalena Pereira da Silva Prof. da Educação Básica e Pós graduanda em Educação e Novas Tecnologias Sara Ingrid Borba Mestra em

Leia mais

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL

Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Síntese da POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO DO BRASIL RURAL Apresenta à sociedade brasileira um conjunto de estratégias e ações capazes de contribuir para a afirmação de um novo papel para o rural na estratégia

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica

Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica Música nas escolas: uma análise do Projeto de Resolução das Diretrizes Nacionais para a operacionalização do ensino de Música na Educação Básica Luis Ricardo Silva Queiroz Presidente da ABEM presidencia@abemeducacaomusical.com.br

Leia mais

ENSINO DE MATEMÁTICA PONTO BLOG

ENSINO DE MATEMÁTICA PONTO BLOG ENSINO DE MATEMÁTICA PONTO BLOG Moema Gomes Moraes 1 RESUMO: Este trabalho faz uma reflexão sobre os aspectos relacionados ao uso de Blogs no ensino de Matemática. Para isto, ele inicia fazendo uma reflexão

Leia mais

Informática na Educação: aplicação de Ferramentas Informatizadas no ensino fundamental

Informática na Educação: aplicação de Ferramentas Informatizadas no ensino fundamental Informática na Educação: aplicação de Ferramentas Informatizadas no ensino fundamental Ingrid S. T. Silva Caio J. M. Veloso Ester E. Jeunon y Regina M. S. Moraes Resumo Este projeto teve como propósito

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

HISTÓRIA EM QUADRINHO: A CRIAÇÃO E A EXPRESSÃO NA WEB

HISTÓRIA EM QUADRINHO: A CRIAÇÃO E A EXPRESSÃO NA WEB HISTÓRIA EM QUADRINHO: A CRIAÇÃO E A EXPRESSÃO NA WEB Luzivone Lopes GOMES - PPGFP UEPB luzivone@gmail.com Kennedy Machado OLIVIERA prof.kennedy@hotmail.com RESUMO: Este artigo trata de um relato de experiência

Leia mais

RESOLUÇÃO CNAS Nº 11, DE 23 DE SETEMBRO DE 2015.

RESOLUÇÃO CNAS Nº 11, DE 23 DE SETEMBRO DE 2015. RESOLUÇÃO CNAS Nº 11, DE 23 DE SETEMBRO DE 2015. Caracteriza os usuários, seus direitos e sua participação na Política Pública de Assistência Social e no Sistema Único de Assistência Social, e revoga a

Leia mais

PROJETO INTEGRADO DE TRABALHO COM PROFESSORES E ALUNOS DAS ESCOLAS ITINERANTES DO MST EDIÇÃO 2008. Resumo

PROJETO INTEGRADO DE TRABALHO COM PROFESSORES E ALUNOS DAS ESCOLAS ITINERANTES DO MST EDIÇÃO 2008. Resumo PROJETO INTEGRADO DE TRABALHO COM PROFESSORES E ALUNOS DAS ESCOLAS ITINERANTES DO MST EDIÇÃO 2008 Luciele Alves Fagundes 1 Cesar De David 2 Resumo O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) configura-se

Leia mais

A Era Da Informação: Uma Leitura Da Educação Contemporânea Por Meio Da Comunicação Informatizada 1

A Era Da Informação: Uma Leitura Da Educação Contemporânea Por Meio Da Comunicação Informatizada 1 A Era Da Informação: Uma Leitura Da Educação Contemporânea Por Meio Da Comunicação Informatizada 1 Otavio OLIVEIRA 2 Cintia BARIQUELO 3 Jamile SANTINELLO 4 Universidade Estadual do Centro-Oeste Resumo

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO LINHA DE PESQUISA TEORIA E PRÁTICA PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PROJETO IDENTIDADE E A PRÁTICA PEDAGÓGICA

Leia mais

Desafios e vantagens da Educação a distância para uma aprendizagem significativa na Universidade

Desafios e vantagens da Educação a distância para uma aprendizagem significativa na Universidade Desafios e vantagens da Educação a distância para uma aprendizagem significativa na Universidade José Walter Fagundes de Souza Filho RESUMO Conhecer e analisar fatores que interferem de forma positiva

Leia mais

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS

EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE PINHAIS-PR: COMPARTILHANDO IDEIAS E IDEAIS Cordeiro, Juliana SEMED/Pinhais, vínculo efetivo, Pinhais, Paraná, Brasil juliana.cordeiro@pinhais.pr.gov.br

Leia mais

JOGO PARA UMA MELHOR APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL

JOGO PARA UMA MELHOR APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL JOGO PARA UMA MELHOR APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Renata Aparecida de Campos 1, Frederico de Miranda Coelho (Orientador) 1 1 Curso Bacharelado em Ciência da Computação Universidade Presidente Antônio

Leia mais

ANALISE DA CONSTRUÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA ESTADUAL DO CAMPO DOM PEDRO II 1

ANALISE DA CONSTRUÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA ESTADUAL DO CAMPO DOM PEDRO II 1 ANALISE DA CONSTRUÇÃO E RECONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA ESCOLA ESTADUAL DO CAMPO DOM PEDRO II 1 Eduarda Nicola 2 Gabriela Geron³ INTRODUÇÃO A gestão democrática escolar está prevista na

Leia mais

Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social

Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social Desenvolvimento Local: Um processo sustentado no investimento em capital social 1 Resumo por Carlos Lopes Nas próximas paginas, apresento uma fundamental estratégia para o estabelecimento de relacionamento

Leia mais

A Implementação do Ambiente Moodle na Educação de Jovens e Adultos a Distância

A Implementação do Ambiente Moodle na Educação de Jovens e Adultos a Distância A Implementação do Ambiente Moodle na Educação de Jovens e Adultos a Distância Maria Vandete de Almeida Especialista em Desenvolvimento de Sistemas para Web Aluna não-regular Programa de Pós-graduação

Leia mais

O SEU DIA COMO PROFESSOR : UMA ATIVIDADE QUE EXTRAPOLA A SALA DE AULA.

O SEU DIA COMO PROFESSOR : UMA ATIVIDADE QUE EXTRAPOLA A SALA DE AULA. O SEU DIA COMO PROFESSOR : UMA ATIVIDADE QUE EXTRAPOLA A SALA DE AULA. Ana Paula Carvalho Nogueira Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. anacarvalhonogueira@gmail.com

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular

A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Ministério da Educação Secretaria de Educação Básica A construção participativa da Base Nacional Comum Curricular Direitos e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento Diretrizes Curriculares Nacionais

Leia mais

RESENHA/REVIEW. ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. 128 p.

RESENHA/REVIEW. ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. 128 p. RESENHA/REVIEW ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. 128 p. Resenhado por/by: Acir Mario KARWOSKI (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009 (*)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009 (*) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009 (*) Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil O Presidente

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR 1.ª SÉRIE DE OFERTA 99-8791-04 DIDÁTICA 160 0 160 99-8792-04

MATRIZ CURRICULAR 1.ª SÉRIE DE OFERTA 99-8791-04 DIDÁTICA 160 0 160 99-8792-04 Curso: Graduação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA PLENA MATRIZ CURRICULAR SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização: A) TEMPO TOTAL - MÍNIMO = 04 (QUATRO) ANOS LETIVOS - MÁXIMO

Leia mais