Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil

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1 Roseli Helena de Souza Salgado Rosilda Silvio Souza Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil Revisada por Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza (junho/2012)

2 APRESENTAÇÃO É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil, parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma apresentação do conteúdo básico da disciplina. A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidisciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e . Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso, bem como acesso a redes de informação e documentação. Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suplemento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal. A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar! Unisa Digital

3 SUMÁRIO INTRODUÇÃO BREVE HISTÓRICO Educação Infantil: da Antiguidade ao Século XXI Educação Infantil no Brasil Resumo do Capítulo Atividades Propostas METODOLOGIA Alguns Precursores da Educação Infantil Concepções e Métodos Resumo do Capítulo Atividades Propostas O PAPEL DO PROFESSOR Resumo do Capítulo Atividade Proposta O TRABALHO COM AS LINGUAGENS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A Linguagem Oral e Escrita Movimento Artes Visuais Música Natureza e Sociedade Matemática Resumo do Capítulo Atividades Propostas INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS DO PROFESSOR Observação Registro Planejamento Avaliação Resumo do Capítulo Atividades Propostas ASPECTOS ORGANIZACIONAIS A Organização do Tempo A Organização do Espaço Resumo do Capítulo Atividade Proposta EDUCAR E CUIDAR Resumo do Capítulo Atividade Proposta... 54

4 8 CULTURA DA INFÂNCIA Resumo do Capítulo Atividade Proposta BRINCAR O Faz de Conta Resumo do Capítulo Atividades Propostas CONSIDERAÇÕES FINAIS RESPOSTAS COMENTADAS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS REFERÊNCIAS... 67

5 INTRODUÇÃO Você já pensou qual é o sentimento que você traz da sua infância? Você lembra-se dela? Qual sentimento de infância existe entre nós? Ele foi sempre o mesmo? É o mesmo em todas as Unidades que trabalham com a infância? Varia conforme a região do país? Muda conforme o educador? A compreensão de pais e professores coincide? O que pode e o que não pode ser feito com as crianças? Quem deve definir? Com base em quê? O que as crianças fazem nas Unidades de Educação Infantil? Como deve ser organizado o ambiente de modo a favorecer o melhor desenvolvimento das crianças nas diferentes áreas? Qual a formação profissional necessária? Quais as propostas curriculares? Qual a melhor metodologia? Essas são algumas perguntas que norteiam as pesquisas e estudos acerca da Educação Infantil. Nesta disciplina, certamente não responderemos muitas delas, mas propiciaremos importantes reflexões, que nos permitirão esclarecer algumas questões. Saiba mais De acordo com a concepção de infância/criança que tivermos, fundamentaremos nossas práticas Fernando Pessoa também fez poemas sobre a infância: pedagógicas e, consequentemente, a metodologia a ser implementada, ora defendendo uma criança mais Por que esqueci quem fui quando criança? Por que deslembra quem então era eu? ativa, ora mais obediente, entre outras possibilidades. Por que não há nenhuma semelhança As práticas educativas devem ser contempladas num currículo voltado para a infância, no sentido Entre quem sou e fui? de favorecerem as diversas aprendizagens. Importante destacar que a base de sustentação dessas aprendizagens está na relação entre os professores e as crianças, sendo que aos primeiros compete propiciar situações que favoreçam outras tantas formas de interação: criança-criança, criança-espaço, criança-objeto, criança-adulto etc., vislumbrando motivar a criança a agir, relacionar-se, questionar e procurar possibilidades de soluções. Por isso, é necessário oferecer contextos ricos que permitam à criança defrontar-se com novas e interessantes experiências nas quais possa manipular, observar e criar novos significados, dando sentido a novas aprendizagens. Cabe lembrar que a integração com as famílias ajuda muito no trabalho, por isso a boa comunicação deve ser valorizada. Todos esses aspectos levados em consideração nos possibilitam pensar um currículo para a Educação Infantil. Nos Referenciais Curriculares de Educação Infantil, temos uma proposta de currículo, inspirada no modelo espanhol, que contempla os seguintes aspectos: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade, Matemática. 5

6 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza Salientamos que esta etapa seja planejada com identidade própria; convém não cair no engano de deixar-se levar pelas exigências que as etapas obrigatórias de ensino possam manifestar. É muito importante sabermos o que queremos ensinar e o porquê. A partir disso já encontraremos maneiras diversas de chegar lá. A reflexão sobre o que queremos que as crianças aprendam no decorrer da etapa é um elemento fundamental para que haja coerência. As propostas curriculares constituem-se em documentos orientadores para a prática educativa. Sua leitura, análise e discussão, nas equipes de professores, contribui para esclarecer os referentes contidos e tomar as decisões mais coerentes e compartilhadas. (BASSEDAS; HUGUET; SOLÉ, 1999, p. 88). Indicamos que, numa prática educativa de qualidade, além das linguagens e da metodologia, os aspectos organizacionais também requerem cuidado especial, bem como os instrumentos metodológicos do professor. Por considerarmos a relevância para o trabalho na educação infantil da organização do espaço e tempo, do cuidar e educar, da cultura da infância e da brincadeira, incluímos esses temas nesta apostila. Devido aos diversos assuntos que comporão esta apostila, a dividimos em duas partes: Parte I: conterá um breve histórico da educação, apresentando concepções de Educação Infantil e de infância que permearam a História. Nessa parte, também discutiremos acerca do conceito de metodologia e apresentaremos alguns pensadores, suas propostas e metodologias de ensino para a Educação Infantil, cujas ideias repercutem até nossos dias; Parte II: inicia com uma discussão do papel do professor, posteriormente apresenta uma perspectiva de trabalho com as linguagens e alguns instrumentos metodológicos do professor, trata dos aspectos organizacionais e dos temas cuidar/educar, cultura da infância e o brincar. 6

7 1 BREVE HISTÓRICO Sócrates disse temer muito mais aqueles acusadores que foram convencidos quando eram crianças, de que ele era um sábio que se preocupava com as coisas celestes e subterrâneas e que fazia mais forte o argumento mais débil, do que aqueles que só foram convencidos daquelas acusações em idade adulta. Apologia de Sócrates 1.1 Educação Infantil: da Antiguidade ao Século XXI Você sabia que a concepção de infância tem se modificado historicamente? Esse assunto será tratado a seguir. Na Antiguidade, podemos destacar uma visão platônica de infância, que a trata como um problema filosoficamente relevante, vislumbrando intencionalidades políticas, ou seja, Platão coloca a infância como a possibilidade de uma sociedade (polis) mais justa e melhor. Saiba mais Platão, filósofo grego, nasceu em Atenas, provavelmente em 427 a.c., e morreu em 347 a.c. É considerado um dos principais pensadores gregos. As suas ideias e teorias influenciaram profundamente o pensamento ocidental. No sentido etimológico do termo, infância quer dizer sem fala, o que nos remete ao conceito platônico de infância, que a vê como: ausente de marca específica, uma possibilidade; inferior; sem importância; perspectiva de um futuro melhor. Atenção O sentimento de Infância variou bastante ao longo da história. Mediante tal entendimento de infância, Platão cita Sócrates apontando como imprescindível a presença de guardiões que eduquem as crianças, tornando-as adultos mais justos. Defende um currículo que contemple a ginástica para o corpo e a música para a alma. Além disso, boas fábulas e relatos devem ser ouvidos pelas crianças desde a mais tenra idade. Os jogos infantis são valorizados como forma de apego à disciplina e às leis. Nessa perspectiva, a infância é um degrau fundador na vida humana, a base sobre a qual se constituirá o resto [...] a educação da infância tem projeções políticas: uma boa educação garante um cidadão prudente. (KOHAN, 2003, p. 39). 7

8 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza No Período Medieval, segundo Ariès, não havia uma consciência de infância. Até aproximadamente os séculos XVII e XVIII, as crianças eram vistas como adultos em miniatura, conviviam com os adultos, sem tratamento específico para a infância, nem mesmo existiam instituições próprias para a infância. As crianças eram vestidas como adultos e participavam das mesmas práticas sociais que os adultos. Até o século XVII, a vida, bem como a sobrevivência das crianças, não tinha relevância. A pesquisa historiográfica de Ariès apresenta alguns pontos polêmicos e superados, contudo duas dimensões ainda não o foram: a) a idéia de que a percepção, periodização e organização da vida humana é uma variante cultural e que a forma como uma sociedade organiza as etapas da vida deve ser sempre objeto de pesquisa histórica; b) na modernidade européia, senão a invenção, pelo menos uma fortíssima intensificação de sentimentos, práticas e idéias em torno da infância ocorreu como em nenhum outro período anterior da história humana. (KOHAN, 2003, p. 67). A partir do século XVII, considerável mudança ocorreu no tratamento dado à infância. As famílias foram se organizando ao redor das crianças, que foram se organizando ao redor daquelas. O Estado, preocupado com a formação delas, favoreceu a criação de instituições educativas, entre elas, a escola. As instituições de educação para crianças de 0 a 6 anos de idade passaram a despontar na Europa ao final do século XVIII, criadas para atender às crianças pobres e às mães trabalhadoras, apresentando-se com fortes características educacionais. Nelas, a criança deveria: perder os maus hábitos, adquirir hábitos de obediência, sinceridade, bondade e ordem; conhecer as letras minúsculas; soletrar; pronunciar bem as palavras e sílabas difíceis; conhecer a denominação correta das coisas; e adquirir as primeiras noções de moral e religião. Em determinadas regiões, esses locais eram chamados refúgios, com o objetivo principal de guardar os filhos das mulheres que precisavam ficar fora de casa. O refúgio era uma sala ou um local na casa de uma mulher que não trabalhasse fora, no qual se reuniam crianças de várias idades. Com a Revolução Industrial, muitas mulheres foram trabalhar nas fábricas, aumentando a necessidade de locais onde pudessem deixar as crianças. As creches surgiram na França, por volta de Elas cuidavam de crianças recém-nascidas. As denominações das Unidades de Atendimento à Infância variavam conforme a região, entre elas, encontramos as Salas ou Casas de Asilo. Durante a primeira metade do século XIX, em países como a Holanda e a Itália, também surgiram instituições similares ao que são as creches, o jardim de infância de Froebel e a sala de asilo, depois escola maternal, que foram as instituições mais difundidas. A mais bem-sucedida das instituições foi o jardim de infância, visto por alguns como a única proposta detentora de uma concepção pedagógica. Froebel pretendia não apenas reformular a educação pré-escolar, mas, por meio dela, a estrutura familiar e os cuidados à infância, envolvendo a relação entre as esferas pública e privada. (KUHL- MANN, 2001, p. 10). Pelo exposto até aqui, percebe-se que a sociedade europeia, após o século XVII, passou por diversas transformações, tornando-se mais urbana e alterando o modelo de família existente. Além disso, a ocorrência de um período de conflitos afetou sobremaneira as crianças, desencadeando a criação de instituições filantrópicas responsáveis pela sua educação. As primeiras, devido ao vínculo religioso, preocupavam-se com a formação moral e religiosa das crianças. Autores como Comênio, Rousseau, Pestalozzi, Decroly, Froebel e Montessori contribuíram para a uma nova visão de criança, considerando-a diferente dos adultos, com necessidades e características próprias: interessadas em explorar objetos e participar de brincadeiras. No final do século XIX e início do século XX, leis foram criadas e propagaram-se instituições sociais nas áreas da saúde pública, do direito da família, das relações de trabalho e da educação. As instituições jurídicas, sanitárias e de educação popular substituíram a tradição hospitalar e carcerária existente no período anterior. 8

9 Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil No início do século XX, os estudos sobre a criança foram aprofundados ainda mais. O movimento conhecido como Escola Nova ou Escolanovismo trouxe significativas contribuições no sentido de orientar as práticas pedagógicas voltadas para a infância. Na psicologia, tivemos a contribuição de autores como: Vygotsky, psicólogo russo, que reconheceu a importância da introdução da criança na cultura por parceiros mais experientes, desenvolvendo a memória, atenção, pensamento, linguagem etc. por meio dessa interação; Wallon, neuropsiquiatra francês, segundo o qual o desenvolvimento intelectual envolve muito mais do que um simples cérebro; foi o primeiro a levar não só o corpo da criança, mas também suas emoções, para dentro da sala de aula. Baseou suas ideias em quatro elementos básicos que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa; Piaget, biólogo suíço, estudioso da evolução do pensamento até a adolescência, procurou entender os mecanismos mentais que o indivíduo utiliza para captar o mundo. Como epistemólogo, investigou o processo de construção do conhecimento. Dicionário Epistemologia: reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano, especialmente nas relações que se estabelecem entre o sujeito indagativo e o objeto inerte, as duas polaridades tradicionais do processo cognitivo; teoria do conhecimento (Dicionário Houaiss). Na segunda metade do século XX, após a Segunda Guerra Mundial, o mundo ficou imbuído de forte sentimento de justiça social, propiciando, em 1959, a promulgação da Declaração dos Direitos da Criança. Atualmente, final do século XX e início do XXI, a Educação Infantil já se constitui como uma necessidade social, cujo investimento é indiscutível, porém as discussões giram em torno de como organizá-la, visando à garantia de uma melhor qualidade de atendimento. Na Europa, cada país tem seus critérios de atendimento às crianças pequenas, cujo limite vai até a idade para a escolaridade obrigatória, normalmente por volta dos 6 anos, variando muito de um país para outro o número de crianças atendidas, especialmente entre as mais novas. Com relação à creche, há países integrando-a ao sistema de ensino (poucos ainda) e outros ainda em vias de discussão, inclusive com relação ao financiamento, em que há divergências: em alguns, procede da área social e, em outros, de empresas, do Ministério do Trabalho e até mesmo dos pais. Há ainda duas visões acerca da Educação Infantil, ora voltando-se para uma educação compensatória para as crianças carentes, ora defendendo o direito dessa modalidade de ensino para todas as crianças. Acrescente-se a visão da Educação Infantil como preparatória para o Ensino Fundamental ainda muito presente. Quaisquer desses objetivos atribuídos à Educação Infantil definem o modo como será conduzido o ensino nela. Como apontado anteriormente, as concepções de infância e de Educação Infantil orientarão o trabalho do professor. Você já pensou nisso? 9

10 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza 1.2 Educação Infantil no Brasil Atenção Até meados do século XX, praticamente não existia no Brasil atendimento às crianças pequenas fora do lar. O atendimento às crianças em instituições de caráter educativo é uma ação recente. Os fatos ocorridos na Europa relativos à infância repercutiram no Brasil, veja como. Do ponto de vista histórico, os fatos ocorridos na Europa com relação à Infância e suas consequências educacionais repercutiram no Brasil, assim como as ideias de vários pensadores. Até meados do século XX, praticamente não existia no Brasil atendimento às crianças pequenas fora do lar. Especialmente porque, nesse período, a economia era predominantemente rural, sendo que as crianças acompanhavam as mães nos trabalhos agrícolas ou ficavam sob os cuidados de irmãos mais velhos, visto serem as famílias bastante numerosas. As crianças órfãs ou abandonadas eram acolhidas pelas famílias nas fazendas. Em alguns centros urbanos, por outro lado, as crianças abandonadas eram colocadas nas rodas dos expostos, geralmente vinculadas a alguma instituição religiosa que cuidava da alimentação e educação dessas crianças. Assim sendo, nessa época, as instituições voltadas para atendimento à infância tinham caráter eminentemente de proteção e abrigo. Influenciadas pelas ideias propagadas na Europa ligadas à ideologia liberal, as elites políticas brasileiras facilmente assimilaram e se interessaram pelas propostas relacionadas aos jardins de infância. Tal fato desencadeou profundas discussões, pois alguns consideravam prematuro tirar as crianças tão cedo do convívio familiar exclusivo, defendendo-o somente nos casos de extrema necessidade; outros eram a favor, alegando trazer vantagens para o desenvolvimento infantil. Mediante esse debate, foram criados, no Rio de Janeiro (1875) e em São Paulo (1877), os primeiros jardins de infância sob os cuidados de entidades privadas. Apenas em 1896, foram criados os primeiros jardins de infância públicos (um deles anexo à Escola Caetano de Campos, em São Paulo). Ambos os modelos de jardins de infância tanto os mantidos pela iniciativa privada quanto pública dirigiam o atendimento às crianças das classes mais favorecidas, com um programa que tinha por base o modelo pedagógico de Froebel. Com a Proclamação da República, definindo um cenário povoado de inovadoras ideias, as questões educacionais também ocuparam espaço nas discussões, sendo que foi criado, no Rio de Janeiro, o Instituto de Proteção e Assistência à Infância para cuidar de crianças pobres; outras tantas escolas infantis e jardins de infância foram criados pelas classes economicamente mais favorecidas para atender às suas crianças. Nesse contexto de mudanças, há também a crescente industrialização, propiciando o estabelecimento de alguns centros urbanos, cujas questões de saneamento básico e moradia estavam bastante comprometidas, ocasionando sérios riscos à saúde, especialmente das crianças. A creche, defendida pelos médicos, seria uma alternativa na melhoria das condições de vida da população operária. Nesse sentido, temos as creches com foco eminentemente voltado para a saúde. Dessa visão, muitas propostas sanitaristas foram feitas indicando que os estabelecimentos comerciais e industriais deveriam propiciar atendimento em creche que facilitasse, às mães trabalhadoras, a amamentação e o cuidado com seus filhos. No Brasil, assim como ocorreu em outros países, paralelamente ao foco na saúde, tivemos um debate de renovação educacional, ligado ao Movimento das Escolas Novas. Influenciado por essas ideias, Mário de Andrade, em São Paulo, propôs a disseminação das praças de jogos na cidade, as quais deram origem aos parques infantis para atendimento às crianças das classes populares. 10

11 Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil É importante salientar que, nesse momento, a Educação Infantil apresentava duas vertentes: assistencialista: ligada às creches, mantidas por ajuda governamental e donativos das famílias mais ricas; educacional: voltada para o desenvolvimento intelectual das crianças, com privilégio para aquelas oriundas das elites. Na década de 1960, tivemos importante mudança para a Educação Infantil: foi criada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 4.024, aprovada em 1961, que incluiu as escolas maternais e os jardins de infância no sistema de ensino. No período que vai de 1964 a 1985, época da Ditadura Militar, prevaleceu a ideia de creche e pré- -escola como equipamento de assistência à criança carente, incentivando iniciativas comunitárias, de baixo custo, desenvolvidas por pessoal leigo, voluntário e por mães. Na década de 1970, com a redução dos espaços lúdicos nas cidades e o aumento de mulheres no mercado de trabalho, a luta por creche e pré- -escola se intensificou. Em 1971, a Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº 5.692, declarou: os sistemas de ensino velarão para que as crianças de idade inferior a 7 anos recebam Educação em escolas maternais, jardins de infância ou instituições equivalentes. Mais uma vez, influenciadas pelas ideias propagadas nos Estados Unidos e Europa, novas concepções pedagógicas chegavam ao Brasil. Estas sustentavam que o fracasso escolar decorria da privação cultural sofrida pelas crianças pobres, justificando assim o que ficou conhecido como Educação Compensatória. A Educação Compensatória defendia que a escola podia remediar as carências das crianças pobres, oferecendo atendimento pré-escolar público, possibilitando a elas superar as condições desprivilegiadas em que viviam. Acreditando nisso, foram desenvolvidas propostas de trabalho que envolviam estimulação precoce e preparo para a alfabetização, mas, de fato, mantinham-se as práticas de visão assistencialista. Nesse momento, também nos deparamos com o aumento de mulheres provenientes da classe média ingressando no mercado de trabalho, provocando uma demanda por creches e pré-escolas, o que culminou com o aumento das redes particulares. Essas instituições investiam nos aspectos cognitivos, emocionais e de sociabilidade das crianças. As questões sociais, aliadas aos estudos e discussões desencadeados pela Psicologia da Educação, foram delimitando algumas características da Educação Infantil, entre elas, a importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento da criança e, consequentemente, a valorização da educação nessa fase. Em 1988, a Constituição Federal reconheceu a Educação Infantil como direito fundamental da criança e dever do Estado. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, reforçou esse direito. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) Lei nº 9.394/96 integra a Educação Infantil à Educação Básica, determinando que os Municípios se incumbam de oferecer a Educação Infantil em creches para crianças de zero a três anos e pré-escolas para crianças de quatro a seis anos, definindo que ela (art. 29) tem como finalidade o desenvolvimento integrado da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. A LDBEN aponta também procedimentos de avaliação, definindo, em seu art. 31, que a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança, sem o objetivo de promoção, mesmo para acesso ao Ensino Fundamental. A literatura contemporânea acerca da Educação tem apontado que crianças pequenas são portadoras e criadoras de cultura: desenham, falam, opinam, produzem, enfim, há consenso de que precisamos valorizar e conhecer suas produções. O fato de conhecermos suas criações nos permite conhecê-las melhor. Nesse breve relato histórico, podemos perceber que temos poucos registros da passagem das crianças deixados por elas mesmas. Geralmente, o que encontramos são pinturas, registros escritos ou fotos efetuados a partir de uma visão adultocêntrica, o que torna ainda mais nítida qual a visão de criança e qual o modo como foram tratadas ao longo do tempo. 11

12 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza Saiba mais Nossa visão adultocêntrica do mundo nos leva a pensar que as crianças são um vir a ser, um futuro ser humano. A Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia das Nações Unidas, porém, é muito clara: meninas e meninos são seres humanos em condição especial de desenvolvimento e são portadores de direitos desde o seu nascimento. Têm, assim, direito à saúde, à educação e à proteção. Fizemos até aqui um breve histórico da Educação Infantil. Em seguida, discutiremos acerca da metodologia em Educação Infantil. Contudo, num primeiro momento, apresentaremos alguns apontamentos a respeito do que seja metodologia e sua significação para a educação; num segundo momento, recuperaremos algumas concepções de alguns precursores da Educação Infantil e a metodologia que eles desenvolveram. 1.3 Resumo do Capítulo O histórico da educação infantil indica que a infância foi compreendida de diferentes maneiras ao longo da história, ora desprezada, ora supervalorizada. Até hoje, é polêmica a maneira como a criança é tratada: superprotegida por alguns e explorada por outros. Felizmente, as leis atuais resguardam os direitos da criança à proteção e à educação e o respeito ao seu tempo de existência, compreendido como um tempo curto e muito importante, que deve ser vivido em sua plenitude. 1.4 Atividades Propostas 1. Segundo Ariès, no Período Medieval, não havia uma consciência de infância. As crianças eram vistas como adultos em miniatura. Como elas eram tratadas? 2. No que acreditavam os defensores da Educação Compensatória? 12

13 2 METODOLOGIA Você já se perguntou: o que é um método? Metodologia é o estudo dos métodos, ou seja, dos processos utilizados para o estudo ou apresentação de determinado assunto. Ela é, também, uma forma de conduzir uma pesquisa. Para Pedro Demo (1987, p. 19), metodologia é uma preocupação instrumental [...] Cuida dos procedimentos, das ferramentas, dos caminhos Disto trata a metodologia. Para atingirmos uma finalidade, colocamos vários caminhos. A preocupação com a metodologia apresenta-se após definirmos qual o objetivo que pretendemos alcançar. Tomada essa primeira decisão, é de fundamental importância refletirmos acerca de qual caminho seguiremos, ou seja, qual metodologia utilizaremos. A metodologia a ser seguida não é uma definição de menor importância, porque, dependendo da metodologia escolhida, os resultados poderão ser diferentes. Quando escolhemos um caminho, em geral buscamos o que nos conduzirá com mais segurança ao lugar que pretendemos chegar. Por outro lado, a definição dos objetivos e sabermos onde queremos chegar são extremamente importantes. Lembremos a advertência do Gato para Alice (no livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll): quando ela pergunta que caminho ela deve seguir para sair de onde está, o Gato responde que depende de onde ela quer chegar. Alice responde que o lugar não importa muito, então o Gato lhe diz que então não importa o caminho que ela vai tomar. Portanto, qualquer caminho serve para quem não sabe para onde ir. No trabalho em educação, e certamente também na Educação Infantil, é necessário, é importante, é fundamental que saibamos para onde queremos ir, quais os objetivos de ensino que queremos atingir. Sem isso estaremos como Alice, perdidos, mesmo que pretensamente saibamos qual caminho ou metodologia utilizar. Para alguns autores, a metodologia é determinante no trabalho educacional. Consideram eles que a definição dos métodos é decisiva para o sucesso do ensino. Essa linha de pensamento esteve muito presente entre nós, ou seja, no Brasil. Hoje, ela já não possui muita força. Ela é chamada tecnicismo e norteou várias propostas educacionais, nas quais a preocupação com o método ou métodos era tão grande a ponto de desconsiderar a realidade educacional, bem como o aluno, suas características, interesses, necessidades e especificidades e, também, o próprio professor, tratado como um mero instrutor. Acerca do tecnicismo ou da pedagogia tecnicista, Saviani (1984, p. 16) afirma que buscou-se planejar a educação de modo a dotá-la de uma organização racional capaz de minimizar as interferências subjetivas que pudessem pôr em risco sua eficiência. Para tanto, era mister operacionalizar os objetivos e, pelo menos em certos aspectos, mecanizar o processo. Daí, a proliferação de propostas pedagógicas tais como o enfoque sistêmico, o micro-ensino, o tele- -ensino, a instrução programada, as máquinas de ensinar etc. Daí, enfim, a padronização do sistema de ensino a partir de esquemas de planejamento previamente formulados aos quais devem se ajustar as diferentes modalidades de disciplinas e práticas pedagógicas. [...] Na pedagogia tecnicista, o elemento principal passa a ser a organização racional dos meios, ocupando professor e aluno posição secundária, relegados que são à condição de executores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle ficam a cargo de especialistas supostamente habilitados, neutros, objetivos, imparciais. A organização do processo converte-se na garantia da eficiência, compensando e corrigindo as deficiências do professor e maximizando os efeitos de sua intervenção. 13

14 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza Saviani (1984) nos lembra dos desvios do tecnicismo, no qual a técnica, o método é mais importante do que os próprios agentes do processo pedagógico. Ele nos alerta ainda para uma pretensa neutralidade da técnica, dos métodos e dos especialistas. É sempre bom lembrar que não existe neutralidade. Toda técnica, todo método está a serviço de determinado fim, de certa ideologia, de alguma concepção. Saiba mais Demerval Saviani: considerado filósofo da educação. Fundador de uma pedagogia dialética, que denominou Pedagogia Histórico-Crítica. Por outro lado, não se trata de desprezarmos a metodologia, mas sim de atentarmos que ela não tem um fim em si mesma. Contudo, ela deve ser cuidadosamente escolhida, porque uma metodologia adequada, bem fundamentada e em consonância com os objetivos do ensino é fundamental para o processo pedagógico. Portanto, falar de metodologia em educação em geral ou de alguma etapa em especial, como na Educação Infantil, também requer que reflitamos acerca das concepções que a subjazem, tais como: de educação, de infância etc. Ao longo de sua história, as metodologias e os conteúdos da Educação Infantil se vinculam ao pensamento, às concepções de seus precursores. Vejamos algumas. 2.1 Alguns Precursores da Educação Infantil Concepções e Métodos Por que retomar os precursores? Seus métodos ou suas propostas metodológicas já não estão ultrapassados? Será que não? Esses pensadores têm ainda alguma coisa a nos dizer, na medida em que há tanta novidade atualmente? O pensamento pedagógico não teve grande evolução, então por que nos ocuparmos com pensadores antigos? Vejamos o que escreve Durkheim, citado em Doll e Rosa (2004, p. 26), acerca da evolução do pensamento pedagógico: [...] Quantas idéias atropeladas no caminho que deveriam ter vivido! As concepções novas, pedagógicas, morais e políticas, cheias do ardor, da vitalidade da juventude, são propositadamente agressivas para com as que aspiram a substituir. Tratam- -nas como inimigas irredutíveis, pois elas sentem fortemente o antagonismo que as divide, e esforçam-se para reduzi-las, destruí-las o mais completamente possível. Os campeões das idéias novas, levados pela luta, acreditam com facilidade que nada há para ser conservado das idéias anteriores que combatem, sem perceber que as primeiras são, no entanto, afins e saem das segundas, pois são suas descendentes. O presente se opõe ao passado, embora derive dele e o perpetue. Assim é que desaparecem elementos do passado que poderiam ter-se tornado elementos normais do presente e do futuro. Os homens do Renascimento estavam convencidos de que nada deveria ficar da Escolástica; e, na verdade, sob essa violenta força, não sobrou muita coisa. Deveremos perguntar-nos se dessa atitude revolucionária não resultou alguma grave lacuna no ideal pedagógico que nos foi transmitido pelos homens do Renascimento. Assim, a História nos permitirá não só afirmar nossos princípios, mas também descobrir, às vezes, aqueles de nossos predecessores dos quais devemos tomar consciência, pois somos seus herdeiros. 14

15 Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil Curiosidade Comênio O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização europeia que se desenvolveu entre 1300 e Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. Émile Durkheim nos mostra que somos herdeiros do passado, que o presente constrói-se a partir de suas conquistas. Devemos atentar ao passado, procurando continuar o que nele foi desenvolvido e também evitando os equívocos cometidos. Não há presente sem passado, aquele se erige sobre este. É a partir desse pensamento que retomaremos os precursores da Educação Infantil, não apenas para percebermos a atualidade de suas ideias, mas, sobretudo, por verificarmos a grandiosidade de suas propostas. Destacamos ainda que, nessa retomada, perceberemos que a preocupação com a forma de ensinar com sucesso é antiga. Há muitos pensadores que mereceriam ser estudados, contudo selecionamos alguns que apresentaremos a seguir. Atenção Diversos pensadores contribuíram para que o tratamento com as crianças considerasse as especificidades desse período de existência. Jan Amos Comênio ( ) foi um pastor protestante checo, sendo também bispo e professor. Ele teve uma produção literária impressionante, em torno de 150 trabalhos e livros, e ficou conhecido na Europa inteira. Inicialmente como professor de latim, a língua franca da época, ele desenvolveu um sistema para ensinar língua estrangeira. Outra obra importante foi seu livro didático, o Orbis Sensualium Pictus (O Mundo Desenhado), no qual ele juntou gravuras, frases simples, sons e letras para alfabetização e frases em latim para que os alunos pudessem, com um único livro, aprender a ler, escrever e conhecer o mundo a partir da visualização. Este livro foi utilizado nas escolas por mais de 100 anos. A grande obra pedagógica, porém, foi a Didática Magna (1657), inicialmente escrita como Didática Tcheca, na qual ele desenvolveu suas idéias sobre o ensino. Já no prefácio Comênio revela seu interesse pelo método: A proa e a popa da nossa Didática será investigar e descobrir o método segundo o qual os professores ensinem menos e os estudantes aprendam mais. (DOLL; ROSA, 2004, p. 27). Verificamos, além do impressionante volume do trabalho de Comênio, a sua preocupação com o 15

16 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza método, sendo que na Didática magna ele expressava o interesse de ensinar tudo a todos. Outro aspecto que chama atenção na obra de Comênio é a atualidade de suas ideias, como a proposta de uma educação igual a todos, homens e mulheres, de todas as classes sociais. Ele foi também o primeiro a usar ilustrações nos livros. Segundo Doll e Rosa (2004, p. 29), a leitura da Didática Magna impressiona pela riqueza das observações e sugestões e pelas suas críticas a um tipo de ensino que não parece ter a distância de mais de 300 anos. Mesmo que vários elementos não correspondam mais ao nosso contexto, principalmente os aspectos religiosos e as explicações a partir de um certo olhar sobre a natureza, as opiniões e propostas de Comênio merecem uma releitura. Comênio também salientou a importância da Educação Infantil e preconizou a criação de escolas maternais por toda parte. (DROUET, 1990, p. 10). [...] Em 1637 elabora um plano de Escola Maternal no qual recomenda, para educar crianças pequenas, até o uso de materiais audiovisuais, como livro de imagens. Já em 1657, ele usa a imagem de jardim-de-infância (onde arvorezinhas plantadas seriam regadas) como o lugar da Educação Infantil. Sua pedagogia, de base sensualista, coloca as sensações e experiências como a base da formação da consciência pela criança. Daí que a exploração do mundo pelas crianças no brincar era vista como uma forma de educação pelos sentidos. (SÃO PAULO, 2002a, p. 22). Pela citação, percebemos que nem a educação da criança pequena foi esquecida por Comênio. Ele ainda apresentou a ideia, na Educação Infantil, de jardim de infância, que seria mais tarde retomada por Froebel. Rousseau Observai a natureza e segui o caminho que ela vos traça. Ela exercita continuamente as crianças; endurece o seu temperamento com provas de toda espécie; e ensina-lhes, muito cedo, o que é uma dor e o que é um prazer. Rousseau Jean-Jacques Rousseau ( ) nasceu em Genebra (Suíça) e viveu boa parte de sua vida em Paris (França). Ele foi um importante filósofo europeu do século XVIII. Sua obra e seu pensamento extrapolam a preocupação com a educação, contudo nos ateremos às suas ideias acerca dela. Para Drouet (1990, p. 11), Rousseau [...] teve uma enorme influência na educação e pode ser considerado um dos precursores da educação pré-escolar. Até a sua época, a criança era considerada um adulto em miniatura. Foi Rousseau quem descobriu a infância, fazendo com que se passasse a pensar a criança como um ser com idéias próprias, diferentes das do adulto. Ele percebeu também que a a educação do homem começa com seu nascimento: antes de compreender, ele já se instruiu. A noção de que o homem, ao nascer, se orienta pelos sentidos, depois pela fantasia e só mais tarde pela razão, vem ao encontro das recentes idéias dos psicólogos a respeito do desenvolvimento mental. Suas concepções de educação junto à natureza, de atividade do aluno, de liberdade bem regrada, são conceitos que perduram até hoje. Rousseau acreditava que o homem é bom por natureza e é a sociedade que o corrompe. Esse pensamento também foi a base de sua pedagogia. A sua obra mais famosa sobre educação é Emílio. 16

17 Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil Rousseau também cria, ao estabelecer o esboço de uma pedagogia, a figura de Emílio, modelo que o ajuda a procurar aquilo que o homem é antes de ser homem. Tudo se passa nesse romance como se homem natural fosse o ideal que se submete à regra da educação. Para não correr o risco de ser contaminado pelos preconceitos, Emílio é educado por seu preceptor à margem do contato pernicioso da sociedade, seguindo a ordem da própria natureza, não a natureza selvagem, mas a verdadeira natureza que responde à vocação humana. A espontaneidade é valorizada e não há castigos, pois a experiência é a melhor conselheira. A educação começa pelo desenvolvimento das sensações, dos sentimentos, até que Emílio chega por si próprio às noções de bem e mal, à concepção religiosa, já que tratar de religião antes do desenvolvimento suficiente da razão é correr o risco da idolatria. O objetivo da educação é a reconstrução de um homem social participante de uma sociedade racional que respeite a natureza. (ARANHA; MARTINS, 1998, p. 259). As ideias de Rousseau influenciaram muitos outros pensadores, inclusive os que se debruçaram sobre as questões da educação. Pestalozzi ação é o fundamento do seu método. Ação significa para ele: observação, investigação, coleta de material e experimentação. (DROUET, 1990, p. 12). Pestalozzi também desenvolveu métodos para a formação de professores e preocupou-se com o estudo da educação como ciência. Froebel Nunca esqueça que o objetivo da escola não é tanto ensinar e comunicar uma variedade e multiplicidade de coisas, mas sim dar destaque à sempre viva unidade que está em todas as coisas. A brincadeira da criança é a fase mais alta do desenvolvimento da criança do desenvolvimento humano [...]. As brincadeiras da criança são as folhas germinais de toda a vida futura, pois o homem todo é desenvolvido e mostrado nelas, em suas disposições mais carinhosas, em suas tendências mais interiores. Froebel Friedrich Froebel ( ) nasceu na Alemanha e exerceu enorme influência na Educação Infantil de muitos países. Ele foi influenciado por Pestalozzi e trabalhou com ele nas escolas de Burgdorf e Yverdum. Froebel criou os jardins de infância (Kindergarten). Segundo Drouet (1990, p. 13), Johann Heinrich Pestalozzi ( ) foi um educador suíço que exerceu grande influência na pedagogia moderna. Pestalozzi dedicou-se à educação das crianças pobres e criou escolas na zona rural. Ele defendia uma aprendizagem pela experiência e pela atividade das crianças, visando a apreender a realidade através dos sentidos. A de início chamou-os de viveiros infantis, pois, como Pestalozzi, considerava as crianças plantinhas tenras que deveriam ser cuidadas com carinho. A finalidade principal dos jardins era colocar as crianças em estreito contato com a natureza. Reconhecia o poder do professor, mas enfatizava muito o fato de o aluno ser o principal agente de seu próprio desenvolvimento. Os jardins de infância atendiam a crianças menores de 6 (seis) anos, pois Froebel considerava esse período da vida muito importante para o desenvolvimento pleno do ser humano, algo que até então era 17

18 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza pouco considerado. Defendia também a necessidade de se apresentar à criança o mundo no qual ela estava inserida. Para ele, este é um período no qual deveria ser educada a percepção da criança, preocupar-se com a linguagem, pois este é, também, período dessa aquisição. Froebel atribuiu grande importância aos jogos e à brincadeira para o desenvolvimento da criança e para uma educação eficiente. Segundo Arce (2002, p. 60), neste ponto Froebel foi pioneiro por reconhecer o jogo e a brincadeira como formas que a criança utiliza para expressar como vê o mundo, além de serem geradores do desenvolvimento na primeira infância. Por isso, Froebel considera a brincadeira uma atividade séria e importante para quem deseja realmente conhecer a criança. Tamanha era a importância dada por Froebel ao jogo e à brincadeira que ele mesmo criou brinquedos para que a criança pudesse manifestar o seu mundo interior, desenvolver o seu pensamento e ampliar o seu conhecimento do mundo. Os brinquedos criados para este fim foram chamados de dons. Froebel assim chamou esses brinquedos, ou materiais educativos, porque eles seriam uma espécie de presentes dados às crianças, ferramentas para ajudá-las a descobrir os seus próprios dons, isto é, descobrir os presentes de que Deus teria dado a cada uma delas. Com esses brinquedos Froebel cristalizou importantes concepções a respeito do jogo, como por exemplo: ele observou que o jogo só funciona se as regras são bem entendidas, a continuação do jogo requer sempre a introdução de novos materiais e idéias, por isso existem muitas ocasiões em que o adulto deve brincar junto com a criança para auxiliá-la e manter o interesse vivo. Todos os jogos de Froebel que envolvem os dons sempre começavam com as pessoas formando círculos, dançando, movendo-se e cantando, pois assim atingiam a perfeita unidade. Froebel percebeu também, através desses jogos e brincadeiras, a grande força que os símbolos possuem para a criança. (ARCE, 2002, p. 61). Froebel colocou o foco da Educação Infantil no trabalho com o jogo e a brincadeira, porque considerava que brincar era uma forma de a criança se desenvolver. Ele achava que era a única forma da criança desenvolver a sua inteligência e sua essência humana (que para Froebel era o mesmo que essência divina). (ARCE, 2002, p. 61). Quando Froebel fundou o primeiro jardim de infância, ele procurou um nome que mais se adequasse aos seus princípios. Adotando o nome Kindergarten ou Jardim de Criança, conseguiu afirmar o seu propósito em guiar, orientar e cultivar nas crianças suas tendências divinas, sua essência humana através do jogo, das ocupações e das atividades livres, tal como Deus fez com as plantas da natureza. (ARCE, 2002, p. 67). Multimídia Se você não leu, precisa conhecer o livro de Paulo Freire: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar (Editora Olho d Água). Segundo ele, para que esses preceitos fossem plenamente atingidos e para que se atrelasse a educação ao desenvolvimento das crianças, esse recanto deveria ser entregue às mulheres, que com coração de mãe eram as únicas capazes de cultivarem nas criancinhas todos seus talentos e todos os germes da perfeição humana unida a Deus. (ARCE, 2002, p. 67). Essa concepção de Froebel de que as mulheres seriam as únicas a desempenhar a função de educadoras da infância deriva do seu pensamento de que o amor deve presidir a atuação dos professores, sendo que as suas influências viriam desse sentimento; porque tendo elas a capacidade biológica da maternidade, teriam o amor de uma forma mais pura, sendo, portanto, as únicas aptas a educar com amor e liberdade. 18

19 Metodologia e Prática do Ensino de Educação Infantil As ideias e propostas de Froebel exerceram grande influência no movimento escolanovista ou na Escola Nova e continuam influenciando, no século XXI, muitas propostas de Educação Infantil, talvez não apenas nessa área. Montessori Ela também elaborou materiais pedagógicos que visavam a desenvolver as funções sensoriais e a aprendizagem da escrita, da leitura e do cálculo. Segundo Drouet (1990, p. 15), a educação da vontade e da atenção também são objetivos do método montessoriano. As crianças têm liberdade de escolha do material. Nos primeiros anos de vida a criança aprende mais pelas ações do que pelas palavras; por isso, são recomendadas atividades da vida prática, como lavar roupa, louça, varrer, tirar pó etc. A cooperação é estimulada, mas o método é individualizante. Às fases de desenvolvimento Montessori chamou de períodos sensitivos ou sensíveis. Maria Montessori ( ) era italiana e médica psiquiatra. Ela tratava, no início, de crianças portadoras de necessidades especiais, para as quais criou um método educacional que depois foi estendido a todas as crianças, procurando oferecer-lhes um ambiente seguro e apropriado, que respeitasse a sua liberdade de ação. Para tal, ela criou móveis e utensílios de tamanho proporcional ao da criança; aboliu as carteiras tradicionais, introduzindo mesinhas individuais leves que a própria criança poderia deslocar. (DROUET, 1990, p. 15). Multimídia Você não pode deixar de ver o filme: COMO UMA ESTRELA NA TERRA, TODA A CRIANÇA É ESPECIAL. Não perca! As concepções de Montessori e, principalmente, seus materiais fizeram muito sucesso em toda a Europa e nos Estados Unidos. As suas propostas despertam até hoje muito interesse e há várias escolas que adotam seu método. Freinet Quando os cidadãos souberem que o jornal pode mentir ou, que ele pode apresentar como definitivas soluções que não passam de aspectos parciais dos problemas impostos pela vida; quando estiverem aptos a discutir com prudência, mas também com ousadia, quando tiverem uma formação baseada na investigação experimental e na criatividade [...] haverá então qualquer coisa de diferente nas nossas democracias. Queremos atividades escolares vivas, associadas ao interesse e ao profundo devir das crianças, que sejam muito mais do que um jogo ou um passatempo, que sejam um trabalho autêntico, fruto de uma necessidade, que se veja que é útil, ao qual uma pessoa se entrega de todo o coração e que, por todos esses motivos, se torna um poderoso gerador de dinamismo e de proveito pedagógico. Freinet Célestin Baptistin Freinet nasceu em 15 de outubro de 1896, em Gars, no sudoeste da França. Faleceu em 8 de outubro de 1966, em Vence, também na França. 19

20 Roseli Helena de Souza Salgado e Rosilda Silvio Souza Freinet foi um dos grandes educadores do século XX. Ele era professor primário, ao contrário dos anteriores, que eram filósofos, religiosos ou médicos. A força das suas concepções e propostas está também no fato de terem sido vivenciadas por ele com seus alunos, no interior da França. Freinet desencadeou o Movimento da Escola Moderna, que visava à renovação do ensino e que se espalhou por vários países. Até hoje, o Movimento Freinet é forte, possuindo encontros em que se reúnem representantes de várias partes do mundo. Ele foi um exemplo de luta pela transformação da escola, que considerava desligada da vida, distante da família, teórica e dogmática. Propõe a edificação de uma escola prazerosa, onde a criança queira estar, permanecer, onde o coração, a afetividade e as emoções predominem, onde haja alegria e prazer para descobrir e aprender. (ELIAS, 1999, p. 13). Para Drouet (1990, p. 19), com a experiência das aulas-passeios, ele conseguiu modificar sua ação educativa. Nestas aulas eram visitadas fábricas, manufaturas, mercearias e depois se comentavam essas visitas em classe. Quando o passeio era nos bosques ou no campo, as crianças recolhiam material que depois era pesquisado em classe. Dos relatos desses passeios surgiu a idéia do texto livre infantil, o que fazia com que as crianças pensassem e expressassem suas idéias e construíssem, ao mesmo tempo, através da vivência, a sua personalidade. Criou também um recurso a que chamou de correspondência interescolar motivada, no qual se trocavam experiências de várias escolas situadas em regiões diferentes. Existiam relatos sobre colheita de flores e frutos, festas locais, fabricação de perfume, pesca, caça etc. A escola preconizada por Freinet tem na livre atividade da criança, na cooperação e no trabalho seus pilares. Segundo Elias (1999, p. 46), o trabalho é o grande princípio, o motor e a filosofia de sua pedagogia (Pedagogia Popular), que parte da atividade para chegar às outras aquisições. Para ele, influenciado pela filosofia marxista, a escola pretendida e pensada é a escola do trabalho, perfeitamente integrada no processo geral da vida: a criança torna-se sujeito e o professor aquele que orienta, estimula e facilita a aprendizagem. O trabalho permite aos homens se estruturar e educar ao mesmo tempo em que transforma a natureza. A atividade, pressuposto fundamental da Pedagogia do Trabalho, é vista como algo natural, resultante de uma ação intelectual ou física. Na Pedagogia de Freinet, para efetivar os seus princípios e propostas, é mister que o educador organize o ambiente e realize um planejamento das atividades compartilhado com as crianças, de maneira que elas possam se engajar nas atividades pedagógicas. Outro elemento importante na proposta freinetiana é a realização de atividades diversificadas, atualmente conhecidas como cantinhos. Embora os cantinhos contenham atividades diversificadas, a sua simples realização não significa o desenvolvimento da Pedagogia Freinet, conforme julgam algumas pessoas. A Pedagogia Freinet é considerada, por muitos pesquisadores e profissionais da educação, uma das mais profícuas. Dicionário Profícuo: que dá proveito; de que resulta o que se esperava; frutífero, lucrativo, útil, proficiente (Dicionário Houaiss). De acordo com Elias (1999, p. 92), a obra teórica de Freinet, enriquecida pelas colaborações de Élise e de centenas de educadores, pode apontar novos caminhos de construção do conhecimento na escola, minimizando a problemática educativa em nosso país, levando a uma autêntica conscientização e crescimento social dos educandos. 20

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