UM FILME SOBRE O QUÊ? Reassemblage: o filme e o caderno de campo. 1 A FILM ABOUT WHAT? Reassemblage: the film and the fieldnote.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UM FILME SOBRE O QUÊ? Reassemblage: o filme e o caderno de campo. 1 A FILM ABOUT WHAT? Reassemblage: the film and the fieldnote."

Transcrição

1 UM FILME SOBRE O QUÊ? Reassemblage: o filme e o caderno de campo. 1 A FILM ABOUT WHAT? Reassemblage: the film and the fieldnote. Gustavo Soranz 2 Resumo: Apresentamos uma análise do filme Reassemblage from the firelight to the screen (1982), dirigido por Trinh T. Minh-ha, explorando como este apresenta críticas às formas de representação cultural tradicionais, notadamente a antropologia e o cinema documentário, enfatizando, em especial, o uso da voz over como uma estratégia diferencial do filme. Para a análise detida deste recurso no caso aqui proposto, realizamos uma comparação com três momentos distintos da escrita etnográfica no trabalho de campo, conforme descritos por James Clifford (1990): a inscrição, a transcrição e a descrição, a fim de evidenciar como o filme se configura como um trabalho que expõe o caderno de campo da cineasta, ou seja, apresenta as estratégias de elaboração do discurso, ao invés de optar por uma descrição acabada e totalizante sobre os processos culturais que observa, uma das estratégias para criticar a escrita etnográfica tradicional e os discursos de poder e de autoridade, questão central do filme. Palavras-Chave: Reassemblage 1. Caderno de campo 2. Trinh T. Minh-ha 3. Abstract: We presentan analysis of the film Reassemblage - from the firelight to the screen (1982), directed by Trinh T. Minh- ha, exploring how this presents criticism of traditional forms of cultural representation, notably anthropology and documentary filmmaking, emphasizing in particular the use of voice over as a differential strategy of the film. For a careful analysis of this feature in the case presented here, we compared three different moments of ethnographic writing on fieldwork, as described by James Clifford (1990): inscription, transcription and description in order to show how the movie is configured as a job that exposes the filmmaker s fieldnotes, ie, presents the strategies of the discourse, rather than opt for a finished and totalizing description of the cultural processes that observes, one of the strategies to criticize the traditional ethnographic writing and the discourses of power and authority, a central issue of the film. Keywords: Reassemblage 1. Fieldnotes 2. Trinh T.minh-ha3. 1. Introdução O filme Reassemblage from the firelight to the screen foi produzido em um período histórico marcado pela ascensão dos estudos do pós-modernismo e do pós-colonialismo, que 1 Trabalho apresentado ao Grupo de Trabalho Estudos de Cinema, Fotografia e Audiovisual do XXIII Encontro Anual da Compós, na Universidade Federal do Pará, Belém, de 27 a 30 de maio de Unicamp, Doutorando em Multimeios, Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) 1

2 definiram um contexto de crítica e revisão epistemológicas de diversos campos do conhecimento, sobretudo das ciências humanas. O filme materializa na estética cinematográfica certa hermenêutica do discurso ocidental sobre a alteridade, refletindo, por exemplo, uma tendência crescente de experimentação na escrita etnográfica, uma espécie de reação filosófica às convenções de realismo que imperavam na antropologia. Estava em curso um debate sobre a natureza da interpretação nas descrições etnográficas, destacando-se uma consciência crescente por parte de destacados antropólogos, em sua maioria norteamericanos, da evidenciação da estrutura narrativa e retórica da etnografia. Uma referência importante para considerar esta ruptura epistemológica e seu impacto nas descrições etnográficas é o livro Writing culture the poetics and politics of ethnography, editado por James Clifford e George E. Marcus, resultado de seminários avançados acontecidos na School of American Research, em Santa Fé, Novo México, Estado Unidos, em abril de Trinh T Minh-ha produziu um filme cuja forma fragmentada e descontínua critica o paradigma clássico de cinema documentário, sobretudo do cinema de cunho etnográfico, elaborando uma forma fílmica que coloca sob investigação práticas de representação cultural, especificamente a antropologia e o cinema documentário, tradicionalmente ligadas à descrição do Outro. Aqui a referência importante é a da vertente de estudos pósestruturalistas da teoria do cinema documentário, que tem se dedicado a refletir sobre como o cinema documentário representa o mundo histórico, enfatizando seu caráter de constructo social. Apoiamo-nos principalmente no trabalho de Bill Nichols, reunido e sintetizado em seu livro Introdução ao documentário, para pensar o filme de Trinh T Minh-ha em seus aspectos formais e estéticos. Para abordar a forma fílmica inovadora de Reassemblage, buscamos nos deter nos aspectos sonoros de sua composição, analisando a locução em voz over, escrita e narrada pela própria diretora, como uma espécie de leitura de um possível caderno de campo, opção esta que seria, em si, outra crítica às práticas da antropologia cultural tradicional, pois, iria contra as convenções da disciplina, que mantém os cadernos de campo como trabalhos pessoais, íntimos, geralmente inacessíveis. Para esta discussão nos apoiamos no texto Notes on (Field)notes, de James Clifford (1990), que busca refletir sobre a função dos cadernos de campo, complexificando e descentralizando a atividade da descrição na etnografia. 2

3 2. A forma do filme e a crítica à representação cultural No período em que o filme foi lançado, as discussões acerca da natureza do documentário passaram a ganhar maior relevância nos estudos acadêmicos, lançando luzes sobre questões relacionadas às particularidades do documentário enquanto gênero cinematográfico e reflexões sobre o estatuto da representação do mundo histórico. Conformou-se um corpus teórico mais denso, com a divisão entre basicamente duas vertentes de estudo (RAMOS, 1991): uma de linha cognitivista-analítica, que buscava afirmar a especificidade do cinema de não-ficção e outra de viés pós-estruturalista, que, ao contrário, enfatizava a sua não-especificidade, borrando as fronteiras entre a ficção e a não-ficção. Dada a forte influência das tendências revisionistas do período, neste contexto, a vertente tributária do pós-estruturalismo vai enaltecer a valorização dos processos de subjetividade e da autorreflexão em relação à representação do mundo histórico e da alteridade nos estudos sobre o cinema documentário. Reassemblageé frequentemente citado na bibliografia que se dedica ao cinema documentário como um exemplo de filme que apresenta uma estrutura autorreflexiva, onde a preocupação está não apenas em o que está sendo representado, mas, especialmente, sobre o modo como o filme elabora seu discurso, enfatizando que ele é um discurso sobre o mundo histórico. Em Reassemblage, Trinh T.Minh-ha rejeita deliberadamente os cânones do típico documentário clássico, construindo um filme de estrutura fragmentada e disjuntiva, de ritmo musical e disnarrativo, em uma estética que aposta na repetição para construir sua retórica, onde imagem e som trabalham para provocar no espectador uma postura crítica em relação ao filme. Desde sua primeira imagem, na verdade não uma imagem isolada, mas uma tela preta que se prolonga por 43 segundos, acompanhada de sons de tambores e outros instrumentos, temos as expectativas relacionadas a um filme etnográfico convencional frustradas. Cortes abruptos, enquadramentos oblíquos, planos curtos, telas pretas e silêncios são recorrentes e parte fundamental da estratégia narrativa do filme. A ênfase está centrada na opacidade da linguagem cinematográfica e o foco do filme é a crítica aos modos de representação cultural, notadamente em relação às etnografias tradicionais e ao cinema documentário. No filme a relação da imagem com o som nunca é de ilustração ou descrição. A banda sonora do filme é muito valorizada e utilizada de maneira inovadora, inserindo cada elemento disponível de forma complexa na estrutura do filme. Podemos destacar três aspectos sonoros distintos que são trabalhados pela diretora: em primeiro lugar o uso de paisagens sonoras, 3

4 construídas com a repetição de músicas, sons de instrumentos musicais, cantos, conversações, sons de insetos e de batidas no pilão, que são retiradas do seu contexto original, pois nunca são utilizadas em sincronia com as imagens das respectivas ações, e passam a atuar como formas expressivas autônomas, com presença marcante na estrutura rítmica elaborada para o filme. A utilização dessa sonorização pontua o filme e ajuda a apresentar as diferentes regiões e os seus diferentes povos, não de modo convencional, mas de maneira original, enfatizando aspectos menos objetivos e mais ligados à sensibilidade em relação à dimensão sonora. Segundo a diretora, O que me interessa é o modo como certos ritmos retornavam a mim enquanto eu estava viajando e filmando pelo Senegal, e como a entonação e inflexão de cada uma das diversas línguas locais me informavam de onde eu estava. Por exemplo, o filme trouxe a qualidade musical da linguagem dos Sereer por meio de trechos nãotraduzidos de conversação entre os aldeões e variando a repetição de certas frases. Cada língua tem sua própria musicalidade e sua prática não tem que ser reduzida a uma mera função de transmitir significado. A repetição de que fiz uso tem, consequentemente, nuances e diferenças inseridas em si, então essa repetição aqui não é apenas uma reprodução automática do mesmo, mas sim a sua produção com as diferenças e nas diferenças. (TRINH, 1992, p.114) 3 Em segundo lugar, podemos destacar a presença dos silêncios na banda sonora de Reassemblage. Assim como as paisagens sonoras, a utilização dos silêncios é importante para a estrutura rítmica do filme, pois, servem como marcações que ajudam ao filme a desenvolver seus compassos e a dar andamento aos diversos temas que desenvolve (aqui me refiro aos aspectos tipicamente musicais desses dois termos compasso e andamento -, sendo o primeiro responsável por dividir os sons em grupos e o segundo pela velocidade com que esses grupos se alternam). Os silêncios tem, ainda, um importante papel de provocar estranhamento, desnaturalizando as imagens e enfatizando a opção pela opacidade da linguagem cinematográfica, demonstrando que cada aspecto presente em sua estrutura é resultado de uma opção deliberada da cineasta. A justaposição de planos mais abertos ou mais fechados de um mesmo objeto ou sujeito. Imagens acompanhadas de sonorização ou em silêncio. Pontas pretas. As imagens saltam aos olhos do espectador, provocadas pelos jump cuts. A descontinuidade visual e narrativa contribui para certo distanciamento crítico por 3 What interests me is the way certain rhythms came back to me while I was traveling and filming across Senegal, and how the intonation and inflection of each of the diverse local languages inform me of where I was. For example, the film brought out the musical quality of the Sereer language through untranslated snatches of a conversation among villagers and the varying repetition of certain sentences. Each language has its own music and its practice need not to be reduced to the mere function of communicating meaning. The repetition I made use of has, accordingly, nuances and differences built within it, so that repetition here is not just the automatic reproduction of the same, but rather the production of the same with and in differences. 4

5 parte do espectador, que é instado a uma reflexão não apenas devido a esse trabalho de montagem, mas também pelas assertivas e declarações da cineasta na locução. O terceiro e último aspecto sonoro que gostaríamos de ressaltar no filme é a utilização da locução em voz over, recurso que, na tradição do cinema documentário, foi largamente utilizado nos filmes de retórica mais objetiva, alvos preferenciais das críticas proferidas pela diretora em Reassemblage. Com a intenção de elaborar uma descrição generalizante e totalizante sobre o assunto abordado, os filmes associados ao que se convencionou chamar de modelo clássico de documentário, demonstram uma postura onisciente sobre o mundo, no que já foi identificado por muitos como voz de Deus. Elaboram discursos detentores de saber sobre esse mundo histórico, que resultam em filmes descritivos, expositivos e informativos. Apesar de normalmente estar associada a esse modelo chamado de expositivo, a locução em voz over foi utilizada de modo criativo e não convencional em diversos filmes que se destacam na história do cinema documentário, demonstrando que a opção pela utilização desse recurso não se resume a seguir ditames voltados a discursos objetivos, sendo, muitas vezes, um recurso criativo e inventivo. Podemos citar aqui uma série de filmes de diretores notáveis, como Chris Marker (Lettre de Sibérie, 1957), Jean Rouch (Moi, un noir, 1958) e Agnès Varda (Salut les cubains, 1963), para citar apenas alguns precursores, que utilizaram locuções irônicas, poéticas, bem humoradas, com referências autobiográficas, com fabulações, estruturas epistolares, em primeira pessoa, etc. Consideramos que o aspecto original de Reassemblageem relação à locução em voz over do filme, cujo texto foi escrito e narrado pela própria Trinh T. Minh-ha, é o fato de que este se assemelha às anotações de um caderno de campo, recurso utilizado por diversos profissionais quando em trabalho externo, no campo, consagrado, sobretudo, ao trabalho do antropólogo, local onde reúne suas anotações e observações, que mais tarde serão elaboradas em uma etnografia escrita sobre o fenômeno observado. 3. A voz over em Reassemblage Um dos aspectos mais inovadores de Reassemblage reside no uso complexo e criativo de sua banda sonora, conforme buscamos apresentar de forma sintetizada anteriormente neste artigo. A utilização da locução em voz over, aspecto sobre o qual nos debruçaremos mais detidamente de agora em diante, se destaca entre as estratégias utilizadas pela diretora na 5

6 elaboração do filme e se caracteriza por se diferenciar profundamente da maneira como este recurso foi mais geralmente usado na história do cinema documentário, um modelo que se convencionou chamar de voz de Deus, tradição esta que, segundo Bill Nichols, fomentou a cultura do comentário com voz masculina profissionalmente treinada, cheia e suave em tom e timbre, que mostrou ser a marca de autenticidade do modo expositivo, embora alguns dos filmes mais impressionantes tenham escolhido vozes menos educadas, precisamente em nome da credibilidade que obtinham evitando tanto treino (2007, p. 142). É evidente que a opção de Trinh T. Minh-ha na utilização da locução em voz over no filme aqui em questão em tudo se diferencia dos aspectos relacionados nessa proposição de Bill Nichols, conforme podemos notar no fato de ser a própria diretora que realiza a locução, em oposição à voz masculina profissionalmente treinada, em sua inflexão sutil e frágil, quase introspectiva, em oposição à voz cheia e suave em tom e timbre, além da questão de que a locução é feita em inglês, sendo que ela não é uma falante nativa dessa língua, ficando sua pronúncia carregada de sotaque. Conforme apontamos anteriormente, a locução não se limita a descrever a imagem em nenhuma passagem do filme. Ao invés disso, elabora sentenças quase autônomas, que tem diferentes efeitos em sua estrutura discursiva fragmentada. Faremos aqui um esforço em propor uma categorização para os tipos de sentença que julgamos estarem presentes no filme, de modo a permitir uma análise mais detalhada da locução do filme em comparação com aspectos de um caderno de campo. Consideramos que podemos definir as passagens da locução em Reassemblage à partir de cinco categorias: A) Proposições assertivas trechos em que a cineasta realiza afirmações enfáticas, que são importantes para indicar como ela se posiciona em relação ao seu tema e seu objeto, sem precisar fazer afirmações objetivas para isso, como na passagem inicial, menos de vinte anos foram suficientes para fazer com que vinte bilhões de pessoas se definam como subdesenvolvidas, quando podemos inferir que ela escolheu falar do ponto de vista do pós-colonialismo ou no trecho filmar na África significa para muitos de nós imagens cheias de cores, mulheres de seios desnudos, danças exóticas e ritos temerosos. O incomum, afirmação sobre a qual vai construir uma série de contrapontos visuais no filme para exercer uma crítica sobre a representação da África encontrada tradicionalmente no cinema. 6

7 B) Aforismos importantes para marcar a postura ética segundo a qual pautou suas decisões na elaboração do filme, como na famosa sentença Eu não pretendo falar sobre. Apenas falar ao lado, onde busca fazer uma afirmação de princípios e opor-se ao típico falar sobre das representações culturais tradicionais ou na passagem documentário porque a realidade é organizada em uma explicação de si mesma, quando direciona sua crítica para as formas clássicas de documentários descritivos e informativos, marcados pela pretensão da objetividade vinda da observação externa ao processo cultural que está sendo descrito. C) Descrições de cenas em diversas passagens a cineasta descreve cenas, talvez hipotéticas em alguns casos, mas possivelmente visualizadas por ela anteriormente em outros, que nunca estão sendo vistas na imagem. Esta opção reforça a postura de enfatizar que a realidade é mais complexa e intrigante do que é possível conceber em uma descrição ou representação, seja ela escrita ou visual. Logo no início do filme temos a passagem em Enampor, Andre Manga diz que seu nome está listado em um livro de informações para turistas. Sobre a entrada da sua casa há uma placa escrita à mão que diz trezentos e cinquenta francos. Um fato antropológico vazio, trecho que nos leva a refletir sobre a questão da intersubjetividade presente no trabalho de campo. Em outro momento, mais adiante, ela descreve a seguinte cena: um etnólogo e sua esposa ginecologista voltaram por duas semanas a uma vila onde eles realizaram trabalho de campo no passado. Ele se define como uma pessoa que ficou bastante tempo na vila, tempo o suficiente, para estudar a cultura de um grupo étnico. Tempo, conhecimento e segurança. `Se você não ficou tempo suficiente em um lugar você não é um etnólogo`, ele diz. Mais tarde ao anoitecer, um círculo de homens se reúne em frente da casa onde o etnólogo e sua esposa ginecologista estão. Um dos aldeões está contando uma estória, outro está tocando música em seu alaúde improvisado, o etnólogo está dormindo ao lado do seu gravador de áudio que está ligado. Ele pensa que exclui valores pessoais. Ele tenta ou acredita, mas como ele pode ser um Fulani? Isso é objetividade. Aqui temos uma cena que descreve uma relação que implica em lugares de poder determinados, que buscam se legitimar por critérios que seriam validados por sua cientificidade e objetividade. D) Indagações e reflexões diversos trechos da locução do filme fazem perguntas e proposições que problematizam definições que poderiam ser consideradas como 7

8 inequívocas em um olhar mais apressado, como, por exemplo, a passagem um filme sobre o quê? Meus amigos perguntam. Um filme sobre o Senegal; mas o quê no Senegal Uma afirmação aparentemente trivial reverte-se em uma pergunta que toca no ponto nevrálgico do projeto político, ético e estético de Trinh T. Minh-ha, qual seja, o de que todo discurso implica em um sujeito histórico, com um olhar elaborado sobre seu objeto. Dito de outro modo, ao propor essa questão, mas o quê no Senegal?, a cineasta está afirmando que o Senegal, ou, por exetensão, qualquer outra realidade cultural, não pode ser resumida a definições fechadas, objetivas, digamos, positivistas. Outro exemplo a ser destacado é a pergunta o quê podemos esperar da etnologia? Evidentemente não há uma resposta objetiva a esta questão, que adquire relevância e densidade quando surge, uma vez que já houve, naquela altura do filme, um acúmulo de informações, de construções e de argumentações que levam o espectador a considerar a indagação e duvidar das afirmações peremptórias. E) Repetições e reformulações O filme tem uma estética baseada na repetição, algo notado visivelmente em sua estrutura fílmica, na articulação das imagens com os sons. Porém, é sobretudo na utilização da locução que a repetição adquire maior significação. Não se trata de uma repetição mecânica, automática. Está mais relacionada a um retorno a um argumento prévio para repensá-lo, confrontá-lo novamente para melhor poder apresentá-lo outra vez. É mais propriamente uma reformulação, como se acompanhássemos o próprio ato de reflexão da cineasta, que indaga mais uma vez seu objeto e não só, mas se questiona novamente. Acompanhamos o amadurecimento de questões e problemas com os quais a cineasta está em embate. Assim acontece com as principais passagens da locução, como a colocada no início do filme: menos de vinte anos foram suficientes para fazer com que vinte bilhões de pessoas se definam como subdesenvolvidas, assim como com a questão Eu não pretendo falar sobre. Apenas falar ao lado, que retorna mais ao final, já resumida e ressignificada, apenas com a frase falar sobre. As reformulações configuram-se como anotações de um processo de reflexão, a exposição de um processo intelectual de interpretação de uma realidade cultural. Ao optar por esse procedimento, a cineasta está como que a desvelar as convenções da construção de narrativas etnográficas, convenções estas que não estão evidenciadas em seu produto final. 8

9 4. Considerações sobre o caderno de campo Em seu ensaio Notes on (field)notes, James Clifford traz para o centro de sua reflexão os cadernos de campo dos antropólogos, deslocando o foco sobre a atividade da descrição etnográfica, tradicionalmente reconhecida por seu texto final, elaborado, para a etapa de sua gênese ainda no trabalho de campo, quando começa a tomar forma por meio de anotações, registros e descrições de processos culturais. Para Clifford, cadernos de campo são cercados por lenda e frequentemente certo sigilo. Eles são registros íntimos, cheios de significados temos dito apenas para o seu escritor. 4 (1990, p. 52). Segundo o autor, não há definição exata sobre o que constitui um caderno de campo. O trabalho de campo, seu lugar de origem, pode incorporar diferentes fontes de informação e de evidências sobre as quais o antropólogo se debruçará para elaborar sua etnografia, que, ao final, será o resultado de um processo de generalizações, sínteses e teorização. O trabalho de campo é um conjunto complexo de experiências históricas, políticas e intersubjetivas que fogem das metáforas de participação, observação, iniciação, harmonia, indução, aprendizado, e por aí adiante, frequentemente adotadas para explicá-lo. 5 (CLIFFORD, 1990, p. 53). Em seu exercício de reflexão sobre a constituição do caderno de campo, Clifford vai utilizar três fotografias que registraram diferentes etnógrafos em trabalho de campo, especificamente em momentos de escrita, para ilustrar e distinguir graficamente três momentos distintos na constituição do caderno de campo (Eu posso apenas especular o que realmente estava acontecendo em cada uma das três cenas de escrita). 6 (CLIFFORD, 1990, p. 51). 4 Fieldnotes are surrounded by and often a certain secrecy. They are intimate records, fully meaningful we are often told only to their inscriber. 5 Fieldwork is a complex historical, political, intersubjective set of experiences which escapes the metaphors of participation, observation, initiation, rapport, induction, learning, and so forth, often deployed to account for it. 6 illustrated and to distinguish graphically three distinct moments in the constitution of fieldnotes. (I can only guess what was actually going on in any of the three scenes of writing) 9

10 Figura 1: Joan Larcom em campo em Malekula, Vanuatu. FONTE CLIFFORD, 1990, P. 48 Na figura 1temos a primeira das fotografias citadas por Clifford em seu ensaio, um registro da etnógrafa Joan Larco, na ilha de Malekula, Vanuatu. Conforme podemos notar na fotografia, ela está sob uma tenda, entre mulheres e crianças, olhando para um papel que tem em mãos. Duas mulheres olham diretamente para fora do quadro na direção oposta à da etnógrafa. Uma delas tem em seu colo um garoto, que olha atentamente para as mãos da etnógrafa, que seguram papel e caneta. Um garoto, posicionado logo à frente dela olha diretamente para a câmera, assim como outro garoto que está de pé ao fundo da cena. 10

11 Figura 2: C.G. Seligman em campo na Nova Guiné. FONTE CLIFFORD, 1990, P. 49 A figura 2 apresenta a segunda fotografia da série, que mostra o etnógrafo C.G. Seligman na Nova Guiné, no ano de 1898, sentado em uma mesa escrevendo suas notas. A mesa está tomada por diversos objetos. Ao seu lado um dos homens está sentado em outra cadeira, ambos são rodeados por um grupo de homens e garotos em pé, alguns dos quais olham diretamente para a câmera. Por fim, a figura 3 apresenta a terceira fotografia, que mostra o famoso etnógrafo Bronislaw Malinowski trabalhando em uma mesa sob uma tenda nas ilhas Trobriand. Ele está de perfil, aparentemente concentrado em seu trabalho no que parece ser uma máquina de escrever. Ao fundo alguns garotos estão ajoelhados e homens estão de pé, do lado de fora da 11

12 tenda. Há uma clara separação entre o etnógrafo, na penumbra da tenda, e dos nativos da ilha, que estão do lado de fora, observando-o. Figura 3: Malinowski em campo nas ilhas Trobriand. FONTE CLIFFORD, 1990, P. 50 Para Clifford, essas três fotografias dizem muito sobre as ordens e desordens do trabalho de campo 7. (1990, p. 51). Para detalhar sua proposta de reflexão, ele vai propor a definição de três diferentes momentos no trabalho de campo. Optamos em transcrever aqui as considerações do autor sobre esses momentos, deixando para compará-las mais adiante com nossas proposições relacionadas ao texto da locução de Reassemblage. Para o autor, a figura 1 representa um momento de inscrição. Eu imagino que a foto de Joan Larcom olhando para suas notas registra uma pausa (talvez por apenas um instante) no fluxodo discurso social, um momento de abstração (ou distração) quando o observador-participante anota uma frase ou palavra mnemônica para fixar uma observação ou para recordar algo que alguém acabou de dizer. A foto também pode representar um momento quando a etnógrafa se refere a alguma lista prioritária de questões, traços de personalidade, ou hipóteses uma relação pessoal de notas e consultas. Porém, mesmo que a inscrição seja 7 tell a lot about the orders and disorders of fieldwork. 12

13 simplesmente uma questão de, como dizemos, tomar uma nota mental, o fluxo da ação e do discurso foi interrompido, direcionado para a escrita 8. (CLIFFORD, 1990, p. 51) Seguindo as demais descrições de Clifford, a figura 2 representa um momento de transcrição. Talvez o etnógrafo tenha feito uma pergunta e esteja escrevendo a resposta: Como você chama isso e isso? Chamamos isso assim e assim Diga isso novamente, lentamente. Ou o escritor esteja tomando um ditado, registrando o mito ou a magia associada a um dos objetos sobre a mesa. Esse tipo de trabalho era do tipo que Malinowski tentou desalojar do papel central em favor da observação-participante: se afastando da mesa da varanda e caminhando por aí, conversando, questionando, ouvindo, observando e escrevendo tudo mais tarde. Porém, apesar do sucesso do método de observação-participante, a transcrição permaneceu crucial no trabalho de campo, especialmente quando a pesquisa é orientada à linguística ou à filologia, ou quando coleta (eu prefiro produz ) textos indígenas extensos. 9 (CLIFFORD, 1990, p. 51) Finalmente, ainda segundo o autor, a figura 3 representa um momento de descrição. a realização de uma representação mais ou menos coerente de uma realidade cultural observada. Ainda que fragmentada e rascunhada, tais descrições de campo são designadas para servir como base de dados para escritas e interpretações posteriores visando a produção de uma narrativa finalizada. Esse momento de escrita no campo gera o que Geertz (1973) chamou descrições densas. Ela envolve, como como a foto de Malinowski registra, um afastamento do diálogo e observação para um lugar separado de escrita, um lugar para reflexão, análise e interpretação. 10 (CLIFFORD, 1990, p ) Como enfatiza o próprio autor em seu texto, a descrição destes momentos foi um exercício de abstração, uma vez que eles não existem em estado puro, separados, mas acabam por se misturar e se alternar nas sequências de encontros e mudanças que acontecem no 8 I imagine that the photo of Joan Larcomglancing at her notes records a break (perhaps only for an instant) in the flow of social discourse, a moment of abstraction (or distraction) when a participant-observer jots down a mnemonic word or phrase to fix an observation or to recall what someone has just said. The photo may also represent a moment when the ethnographer refers to some prior list of questions, traits, or hypotheses a personal Notes and Queries. But even if inscription is simply a matter of, as we say, making a mental note, the flow of action and discourse has been interrupted, turned to writing. 9 Perhaps the ethnographer has asked a question and is writing down the response: What do you call such and such? We call it so and so. Say that again, slowly. Or the writer may be taking dictation, recording the myth or magic spell associated with one of the objects on the table-top. This kind of work was the sort Malinowski tried to dislodge from center stage in favor of participant-observation: getting away from the table on the verandah and hanging around the village instead, chatting, questioning, listening in, looking on writing it all up later. But despite the success of the participant-observation method, transcription has remained crucial in fieldwork, especially when the research is linguistically or philologically oriented, or when it collects (I prefer produces ) extended indigenous texts. 10 the making of a more or less coherent representation of an observed cultural reality. While still piecemeal and rough, such field descriptions are designed to serve as a data base for later writing and interpretation aimed at the production of a finished account. This moment of writing in the field what Gerrtz (1973) has called thick descriptions. And it involves, as the Malinowski photo registers, a turning away from dialogue and observation toward a separate place of writing, a place for reflection, analysis and interpretation. 13

14 trabalho de campo. O exercício foi necessário para levar adiante a proposta que ele colocava no texto sobre o qual estamos nos apoiando, quando buscava lançar uma reflexão sobre o processo de elaboração do caderno de campo, ao invés de analisar etnografias escritas já finalizadas. Aqui em nossa proposta servirão de apoio para a análise do filme Reassemblage. 5.Reassemblage o filme como exposição do caderno de campo Reassemblage desafia as convenções tradicionais encontradas na história do cinema documentário. Não se trata evidentemente de um documentário clássico, não é um filme eminentemente experimental, não é propriamente um filme etnográfico, não é simplesmente um diário pessoal ou um filme de viagem. De certo modo, a um só tempo, o filme dialoga com cada uma dessas expressões do cinema de não-ficção, deslocando as premissas relacionadas a essas searas fílmicas, contribuindo para alargar as fronteiras da prática cinematográfica. Ao não se enquadrar em definições rigorosas e categorizações previamente definidas, o filme desafia o espectador a uma interpretação que dialogue com essas diferentes tradições que ele coloca em contato. O aspecto fragmentário e disnarrativo do filme nos provoca de tal modo, que somos levados a pensar nas opções adotadas pela cineasta para definir suas estratégias, suas opções. Uma maneira de buscarmos uma aproximação original a ele foi realizar uma análise comparativa entre sua locução em voz over e a descrição dos momentos do trabalho de campo do etnógrafo, conforme descritos por Clifford (1990). Seria possível considerar que o filme se configura como a exposição de um caderno de campo? Ou seja, poderíamos considerar que seu aspecto fragmentário e disnarrativo é resultado de uma estrutura de anotações, de esboços, de impressões e interpretações ainda não completamente elaboradas, não depuradas, como nas anotações de um caderno de campo? Poderia Reassemblage ser considerado uma versão fílmica de um possível caderno de campo de Trinh T. Minh-ha no período em que ela realizou suas filmagens no Senegal? Para Clifford, os cadernos de campo constituem uma base de dados descritiva, crua, ou parcialmente cozida, para generalização, síntese e elaborações teóricas posteriores. 11 (1990, p.52). Como na metáfora da base de dados crua para os cadernos de campo, podemos considerar que o texto de Trinh T. Minh-ha para a locução remete a essa ideia de algo não acabado, portanto, próximo da imagem de algo ainda cru, proposta por Clifford. A locução 11 Constituting a raw, or partly cooked, descriptive database for later generalization, synthesis and theoretical elaboration. 14

15 do filme não tem uma estrutura narrativa clara, assim, para manter uma mesma chave de análise, podemos considerar que apresenta uma estrutura parcialmente cozida, resultando em um filme que não pode ser enquadrado em uma definição rígida, que se apresenta em preparo, para ainda usar a metáfora do autor. Tomemos os momentos do trabalho de campo propostos por Clifford (1990) para iniciar nossa análise. Dos três momentos descritos pelo autor, um em especial pode ser relacionado às categorias de análise que propusemos aqui. Trata-se do momento de inscrição, que seria marcado por uma quebra no trabalho de anotações em favor de uma abstração ou mesmo uma distração. Seria o momento das anotações e da recuperação de listas prévias de questões e hipóteses, quando a observação se interrompe e o etnógrafo se volta para o ato da escrita. Esse momento, segundo Clifford (1990), é tanto o processo de fazer quanto de refazer os textos. Escrever é sempre em algum grau reescrever 12 (1990, p.54). Em nossa análise da locução de Reassemblage, definimos cinco categorias para a interpretação das diferentes proposições do texto. Em uma comparação com o momento de inscrição poderíamos considerar que todas as categorias tem relação estreita com a natureza das anotações obtidas em um momento de inscrição. Talvez uma excessão possa ser feita em relação à categoria descrição de cenas, que teria uma identificação maior com o momento de descrição proposto por Clifford. Evidentemente, dada a opção da cineasta em construir um filme que tece críticas às formas convencionais de representação cultural, como temos insistido, o momento de inscrição destaca-se dos demais, pois, trata-se justamente do momento em que o etnógrafo, ou em nosso caso a cineasta, mergulha no mundo histórico em busca de um contato com o processo cultural a ser observado. A questão relevante aqui é que as anotações resultantes dessa observação, que ainda estão incompletas, parciais, impregnadas de subjetividade, são alçadas ao primeiro plano. Em outras palavras, no caso de Reassemblage, o caderno de campo não é uma etapa intermediária, que aguarda uma depuração, uma reflexão do etnógrafo para chegar a uma forma final, mas passa a ser o produto principal, evidenciando suas incompletudes e impropriedades deliberadamente, elaborando uma forma final onde sua fragmentação visual e estrutura disjuntiva reforçam o caráter discursivo do relato. A escrita e a reescrita estão presentes no filme, na forma de assertivas e aforismos presentes na locução, assim como no fluxo de imagens e de sons, revelando um processo de elaboração de discurso 12 is both theprocessof redoingdo aboutthe texts. Writing isalways in somedegreerewrite. 15

16 sobre a realidade, não a busca por uma descrição objetiva desta. As anotações resultantes da inscrição da cineasta nessa cultura estão impregnadas da intersubjetividade desse encontro, que valorizam as abstrações em detrimento de descrições objetivas. As categorias da locução que aqui elaboramos apresentam o aspecto ensaístico do filme, de uma reflexão que se constrói no processo. Uma elaboração que surge de um segundo pensamento, da reflexão sobre a descrição, sobre o lugar da cineasta e a alteridade, sobre a relação intersubjetiva que afeta a ambas as partes. Um processo que coloca questões, dúvidas e indagações ao invés de apresentar respostas. Com essa opção na locução do filme, contendo características de momentos de inserção no campo, Trinh T. Minh-ha estaria também realizando uma crítica às formas convencionais de etnografia, que se apresentam apenas em suas formulações finais, já acabadas, relegando o processo de escrita, o processo de formulação, para o obscurecimento. Com essa estratégia a diretora expõe o seu caderno de campo no filme, trazendo para o primeiro plano o seu processo de elaboração, contribuindo assim para a revisão das práticas de escrita etnográficas, que encontram no processo fílmico um terreno fértil para a experimentação. Como a opção da cineasta é criticar os discursos de representação cultural convencionais, a opção deliberada da cineasta é se opor à descrição objetiva, evitar as formas de representação que aprisionam as expressões culturais a significados específicos. Em Reassemblage a transcrição é subvertida de sua função primordial, que seria a de registrar aspectos e fragmentos das manifestações culturais, coletar evidências, no que implica uma ideia de objetividade. No filme a transcrição torna-se a evidenciação do ato da escrita, da sua elaboração. No caso, trata-se de uma escrita fílmica, cujas estratégias narrativas são evidenciadas por sua forma. Os planos são curtos, justapostos em uma montagem fragmentada que valoriza o ritmo mais do que a narratividade. Os diversos pontos de vista sobre um mesmo sujeito ou objeto enfatizam que esse olhar sobre o mundo histórico depende de escolhas. A transcrição não existe em plena objetividade, depende decisivamente da subjetividade da cineasta. O momento da descrição tem referência direta com as descrições de cenas que estão presentes na locução em voz over de Reassemblage. Porém, mesmo nesses momentos, podemos notar a crítica e a reflexividade. Não há no filme a opção pela descrição detida do fenômeno observado, como temos insistido a diretora duvida da objetividade, mas sim uma elaboração que constrói-se quase como uma fabulação, uma estória que é contada. Seriam 16

17 realmente situações observadas in loco ou estórias que foram ouvidas pela diretora? Essas fabulações vão contribuir com a complexidade do discurso do filme. Contribuem inserindo dúvidas, flexionando a observação para realçar a relação construída no encontro, que afeta quem observa e quem é observado, impregnando todo e qualquer relato. Trata-se de um relato que é afetado por essa cultura visitada, mas que também imagina uma realidade à partir dela. 6. Considerações finais Como produto final, Reassemblage é um filme que provoca a tradição do cinema documentário, propondo uma forma original que aproxima diferentes vertentes do cinema, do filme etnográfico ao experimental, ao mesmo tempo em que desloca as fronteiras e convenções desses subgêneros, contribuindo para a expansão do campo cinematográfico e para o estabelecimento de estratégias fílmicas inovadoras no uso do som e da imagem. A continuídade de nossa pesquisa sobre a obra de Trinh T. Minh-ha deve aprofundar questões sobre a autoinscrição da cineasta em seus filmes e também a análise de como a cineasta utliza de maneira inovadora estratégias típicas da tradição do cinema documentário, assim como refletir sobre a forma ensaística que elabora nos diferentes trabalhos, que, no campo do audiovisual, vão se estender para além do cinema em direção a instalações multimídia em trabalhos seguintes. Como vimos, o empreendimento eminentemente fílmico de Reassemblage pode ser cotejado com a teoria social, de modo a contribuir para uma reflexão da qual é contemporâneo em relação às descrições culturais e aos discursos que inscrevem e reforçam lugares de poder. Do embate entre a estética fílmica e a teoria social vemos surgir uma forma de etnografia que não mais pertence ao domínio estrito da antropologia como disciplina, mas uma etnografia que reposiciona sujeitos e incorpora outros métodos, para além das convenções tradicionais da disciplina na qual se originou. As questões ligadas ao diálogo teórico de Trinh T. Minh-ha com diferentes campos do saber e diferentes epistemologias ensejará análises futuras da relação entre a sua prática artística e sua produção intelectual. 17

18 Referências CLIFFORD, J. Notes on (field)notes. In: SANJEK, R. (Ed.) Fieldnotes the makings of anthropology. Cornell University Press, pp CLIFFORD, J. & MARCUS, G.E. Writing culture the poetics and politics of ethnography. University of California Press, NICHOLS, B. Introdução ao documentário. Campinas, SP: Papirus, RAMOS, F. O quê é documentário? In: RAMOS, F. & CATANI, A. (orgs.)estudos de Cinema SOCINE 2000, Porto Alegre: Editora Sulina, pp TRINH, T. M. Framer framed.nova York: Routledge, The totalizing quest of meaning. In: RENOV, M. Theorizing documentary. Nova York: Routledge,

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário

Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Guia de como elaborar um Projeto de Documentário Prof. Dr. Cássio Tomaim Departamento de Ciências da Comunicação Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)/Cesnors Adaptação: Prof. Claudio Luiz Fernandes

Leia mais

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA DISCIPLINA AUDIOVISUAL DA ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO 1. AUDIOVISUAL NO ENSINO MÉDIO O audiovisual tem como finalidade realizar-se como crítica da cultura,

Leia mais

PADRÃO PLÁSTICO TOM.

PADRÃO PLÁSTICO TOM. PADRÃO PLÁSTICO TOM. Os princípios de dinâmica de um padrão tonal são muito parecidos com o que vimos em relação aos da linha. Ao colocarmos algumas pinceladas de preto sobre um campo, eles articulam uma

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA Fabiana de Jesus Oliveira União de Ensino do Sudoeste do Paraná fabiana@unisep.edu.br Diversas são as pesquisas que têm mostrado que o ensino encontra-se

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais

Sumário. PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios...

Sumário. PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios... Sumário APRESENTAÇÃO DA EDIÇÃO BRASILEIRA... 13 PREFÁCIO... 19 PARTE 1 A arte do cinema e a realização cinematográfica 1 CAPÍTULO O cinema como arte: Criatividade, tecnologia e negócios... 29 Decisões

Leia mais

AGNÈS VAN ZANTEN PESQUISADORA DO CENTRO NACIONAL DE PESQUISA CIENTÍFICA CNRS. PARIS/FRANÇA

AGNÈS VAN ZANTEN PESQUISADORA DO CENTRO NACIONAL DE PESQUISA CIENTÍFICA CNRS. PARIS/FRANÇA AGNÈS VAN ZANTEN PESQUISADORA DO CENTRO NACIONAL DE PESQUISA CIENTÍFICA CNRS. PARIS/FRANÇA COMPRENDER Y HACERSE COMPRENDER: COMO REFORZAR LA LEGITIMIDADE INTERNA Y EXTERNA DE LOS ESTUDIOS CUALITATIVOS

Leia mais

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental Ajuda ao SciEn-Produção 1 Este texto de ajuda contém três partes: a parte 1 indica em linhas gerais o que deve ser esclarecido em cada uma das seções da estrutura de um artigo cientifico relatando uma

Leia mais

História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4

História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4 História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4 História e Atividades de Aprendizagem para o Ciclo 4 de pilotagens, a iniciar em fevereiro de 2013. Instruções Histórias de Aprendizagem do Ciclo 4 Contar

Leia mais

A LINGUAGEM MUSICAL DO MUSICOTERAPEUTA

A LINGUAGEM MUSICAL DO MUSICOTERAPEUTA A LINGUAGEM MUSICAL DO MUSICOTERAPEUTA Rita Bomfati. UNESPAR- FAP ritabomfati1@gmail.com Resumo: A importância da formação musical do musicoterapeuta (conhecimento de ritmos e instrumentos, história da

Leia mais

CIDADANIA: o que é isso?

CIDADANIA: o que é isso? CIDADANIA: o que é isso? Autora: RAFAELA DA COSTA GOMES Introdução A questão da cidadania no Brasil é um tema em permanente discussão, embora muitos autores discutam a respeito, entre eles: Ferreira (1993);

Leia mais

TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA

TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA TÍTULO / TÍTULO: A DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA AUDIOVISUAL ENTRE O TELEJORNALISMO E O CINEMA AUTOR / AUTOR: Iara Cardoso INSTITUIÇÃO / INSTITUCIÓN: Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) Unicamp,

Leia mais

Não adianta falar inglês sem fazer sentido. 1

Não adianta falar inglês sem fazer sentido. 1 Não adianta falar inglês sem fazer sentido. 1 BOGUSZEWSKI, Luiza. 2 SCHETTERT, Gabriela Antunes. 3 MENEZES, Sérgio. 4 Universidade Positivo, Curitiba, PR. 2013 RESUMO Com a disseminação da cultura norte-americana

Leia mais

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR

SITUAÇÃO DE PRODUÇÃO DA RESENHA NO ENSINO SUPERIOR RESENHA Neste capítulo, vamos falar acerca do gênero textual denominado resenha. Talvez você já tenha lido ou elaborado resenhas de diferentes tipos de textos, nas mais diversas situações de produção.

Leia mais

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PORTUGUESA DE LÍNGUA. Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) MARÇO

EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PORTUGUESA DE LÍNGUA. Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) MARÇO EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA MARÇO 2013 Expectativas de Aprendizagem de Língua Portuguesa dos anos iniciais do Ensino Fundamental 1º ao 5º ano Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES

OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES OS DOZE TRABALHOS DE HÉRCULES Introdução ao tema A importância da mitologia grega para a civilização ocidental é tão grande que, mesmo depois de séculos, ela continua presente no nosso imaginário. Muitas

Leia mais

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória

O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória O uso do desenho e da gravura sobre fotografia como práxis poética da memória Vinicius Borges FIGUEIREDO; José César Teatini CLÍMACO Programa de pós-graduação em Arte e Cultura Visual FAV/UFG viniciusfigueiredo.arte@gmail.com

Leia mais

UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL

UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL UM CAMINHO DE UMA PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Existem infinitas maneiras de organizar, produzir e finalizar uma obra audiovisual. Cada pessoa ou produtora trabalha da sua maneira a partir de diversos fatores:

Leia mais

RELATO DE EXPERIÊNCIA. Sequência Didática II Brincadeira Amarelinha

RELATO DE EXPERIÊNCIA. Sequência Didática II Brincadeira Amarelinha ESCOLA MUNICIPAL JOSÉ EVARISTO COSTA RELATO DE EXPERIÊNCIA Sequência Didática II Brincadeira Amarelinha Professoras: Maria Cristina Santos de Campos. Silvana Bento de Melo Couto. Público Alvo: 3ª Fase

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO

FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO FORMAÇÃO CONTINUADA CAMINHOS PARA O ENSINO SUPERIOR PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS Profª Msc. Clara Maria Furtado PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO CURRÍCULO ORGANIZAÇÃO CURRICULAR PLANEJAMENTO DO CURSO OBJETIVOS

Leia mais

Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada.

Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada. Toque de Mestre 16 Discursivas do Cespe Tema específico: resposta fácil, organização complicada. Profa. Júnia Andrade Viana profajunia@gmail.com face: profajunia Autora do livro Redação para Concursos

Leia mais

DIAGNÓSTICO DO PERFIL DO LEITOR: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O ENSINO PÚBLICO E PRIVADO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO

DIAGNÓSTICO DO PERFIL DO LEITOR: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O ENSINO PÚBLICO E PRIVADO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO DIAGNÓSTICO DO PERFIL DO LEITOR: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O ENSINO PÚBLICO E PRIVADO NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO Érika Cristina Mashorca Fiorelli, UNESP - Presidente Prudente-SP, SESI/SP; Ana

Leia mais

Guia Curta Fácil 1 Festival Nacional Curta no Celular de Taubaté

Guia Curta Fácil 1 Festival Nacional Curta no Celular de Taubaté 1 Conteúdo TIPOS DE PLANOS... 3 PLANO GERAL... 3 PLANO MÉDIO... 3 PLANO AMERICANO... 4 PRIMEIRO PLANO OU CLOSE-UP... 4 PRIMEIRÍSSIMO PLANO... 4 MOVIMENTOS DE CÂMERA... 5 PANORÂMICAS - PANS... 5 PANORÂMICA

Leia mais

O lugar da oralidade na escola

O lugar da oralidade na escola O lugar da oralidade na escola Disciplina: Língua Portuguesa Fund. I Selecionador: Denise Guilherme Viotto Categoria: Professor O lugar da oralidade na escola Atividades com a linguagem oral parecem estar

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIDADADE LITORAL NORTE/OSÓRIO GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA CLAINES KREMER GENISELE OLIVEIRA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: POR UMA PERSPECTIVA DE RELAÇÕES ENTRE

Leia mais

Tutorial de animação quadro a quadro

Tutorial de animação quadro a quadro Tutorial de animação quadro a quadro quadro a quadro é uma técnica que consiste em utilizar imagens ou fotografias diferentes de um mesmo objeto para simular o seu movimento. Nesse caso, trata-se de relatar

Leia mais

Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos

Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos 44 5. Percursos da pesquisa de campo: as rodas de conversas e a caracterização dos jovens e seus contextos As rodas de conversa tiveram como proposta convidar os participantes a debater o tema da violência

Leia mais

Rita FigueiRas * O seu mais recente livro, publicado em 2004, intitula-se Taking Journa- lism Seriously

Rita FigueiRas * O seu mais recente livro, publicado em 2004, intitula-se Taking Journa- lism Seriously Comunicação & Cultura, n.º 4, 2007, pp. 177-183 Entrevista a Barbie Zelizer Rita Figueiras * Barbie Zelizer é uma das mais notáveis investigadoras da actualidade na área do jornalismo e cultura. É professora

Leia mais

WALDILÉIA DO SOCORRO CARDOSO PEREIRA

WALDILÉIA DO SOCORRO CARDOSO PEREIRA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E ENSINO DE CIÊNCIAS NO AMAZONAS MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE CIÊNCIAS NO AMAZONAS WALDILÉIA DO SOCORRO CARDOSO PEREIRA PROPOSTAS

Leia mais

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR

BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR BEM-VINDO AO ESPAÇO DO PROFESSOR APRESENTAÇÃO Nosso objetivo é inaugurar um espaço virtual para o encontro, o diálogo e a troca de experiências. Em seis encontros, vamos discutir sobre arte, o ensino da

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

A Arte e as Crianças

A Arte e as Crianças A Arte e as Crianças A criança pequena consegue exteriorizar espontaneamente a sua personalidade e as suas experiências inter-individuais, graças aos diversos meios de expressão que estão à sua disposição.

Leia mais

DIFERENTES PERCEPÇÕES

DIFERENTES PERCEPÇÕES 1 RESUMO DO TRABALHO DIFERENTES PERCEPÇÕES Colégio Londrinense Alunas: Isadora Ferreira Pelisson Raquel Maria de Barros Orientadora: Wiviane Knott Sá Oliveira Silva Os olhos são considerados uns dos principais

Leia mais

A Música No Processo De Aprendizagem

A Música No Processo De Aprendizagem A Música No Processo De Aprendizagem Autora: Jéssica Antonia Schumann (FCSGN) * Coautor: Juliano Ciebre dos Santos (FSA) * Resumo: O presente trabalho tem por objetivo investigar sobre a importância em

Leia mais

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO

Constelação 1 RESUMO. PALAVRAS-CHAVE: haicai; minimalismo; poesia; imaginação INTRODUÇÃO Constelação 1 Bruno Henrique de S. EVANGELISTA 2 Daniel HERRERA 3 Rafaela BERNARDAZZI 4 Williane Patrícia GOMES 5 Ubiratan NASCIMENTO 6 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, RN RESUMO Este

Leia mais

Aula 6 TREINAMENTO DE PROFESSORES. Ministério de Educação Cristã. Igreja Batista Cidade Universitária

Aula 6 TREINAMENTO DE PROFESSORES. Ministério de Educação Cristã. Igreja Batista Cidade Universitária Aula 6 TREINAMENTO DE PROFESSORES Igreja Batista Cidade Universitária Ministério de Educação Cristã PERÍODO Aula 5 Apresentações PPT Objetivo da Apresentação em Power Point Com a popularização dos softwares

Leia mais

MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS

MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS MOTIVAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NO APRENDIZADO DE LÍNGUAS Prof. Dr. Richard Schütz www.sk.com.br Referência: SCHÜTZ, Ricardo. "Motivação e Desmotivação no Aprendizado de Línguas" English Made in Brazil .

Leia mais

WORKSHOP DE EXPRESSÃO AUDIOVISUAL

WORKSHOP DE EXPRESSÃO AUDIOVISUAL WORKSHOP DE EXPRESSÃO AUDIOVISUAL PROGRAMA Tronco Comum SESSÃO 1 Apresentação do Workshop e Introdução à Linguagem Audiovisual 3 horas Apresentação dos intervenientes (formador e formandos). Apresentação

Leia mais

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO PIBID PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA CÍCERO WILLIAMS DA SILVA EMERSON LARDIÃO DE SOUZA MARIA DO CARMO MEDEIROS VIEIRA ROBERTO GOMINHO DA SILVA

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Instituto de Computação Universidade Federal Fluminense

Instituto de Computação Universidade Federal Fluminense Gerência da tutoria - o diferencial em uma plataforma on-line Luiz Valter Brand Gomes* Rosângela Lopes Lima* Filipe Ancelmo Saramago* Rodrigo Telles Costa* Instituto de Computação Universidade Federal

Leia mais

Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro

Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro Informativo G3 Abril 2011 O início do brincar no teatro Professora Elisa Brincar, explorar, conhecer o corpo e ouvir histórias de montão são as palavras que traduzem o trabalho feito com o G3. Nesse semestre,

Leia mais

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO

SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO MESTRADO SUGESTÕES PARA ARTICULAÇÃO ENTRE O MESTRADO EM DIREITO E A GRADUAÇÃO Justificativa A equipe do mestrado em Direito do UniCEUB articula-se com a graduação, notadamente, no âmbito dos cursos de

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. DINIS

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. DINIS 1 NOTA INTRODUTÓRIA Programa Música - AEC (1º e 2º Ano - 1º CEB) (Adaptação do Programa do 1º Ciclo Plano da Meloteca) No âmbito da Expressão e Educação Musical, ao abrigo do Despacho n.º 9265-B/2013,

Leia mais

Sua Escola, Nossa Escola

Sua Escola, Nossa Escola Sua Escola, Nossa Escola Episódio: Andréa Natália e o Ensino na Fronteira Ponta Porã Resumo Esse vídeo integra a série Sua Escola, Nossa Escola, composta por dezessete programas, os quais mostram experiências

Leia mais

Pré-texto. Texto. Pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso. A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto.

Pré-texto. Texto. Pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso. A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto. Estrutura do Trabalho Final de Curso A estrutura do Trabalho Final de Curso compreende: pré-texto, texto e pós-texto. Pré-texto Capa Folha de Rosto Dedicatória Agradecimentos Epígrafe Resumo Sumário Texto

Leia mais

Paula Almozara «Paisagem-ficção»

Paula Almozara «Paisagem-ficção» Rua da Atalaia, 12 a 16 1200-041 Lisboa + (351) 21 346 0881 salgadeiras@sapo.pt www.salgadeiras.com Paula Almozara «Paisagem-ficção» No âmbito da sua estratégia internacional, a Galeria das Salgadeiras

Leia mais

LENDO IMAGENS A PARTIR DE PROPOSTAS DE AÇÃO EDUCATIVA EM EVENTOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM GOIÁS.

LENDO IMAGENS A PARTIR DE PROPOSTAS DE AÇÃO EDUCATIVA EM EVENTOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM GOIÁS. LENDO IMAGENS A PARTIR DE PROPOSTAS DE AÇÃO EDUCATIVA EM EVENTOS DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM GOIÁS. ARAÚJO, Haroldo de 1; Prof.Dr. Costa, Luis Edegar de Oliveira 2;. Palavras chaves: Arte contemporânea; curadoria;

Leia mais

Questão 1 / Tarefa 1. Questão 1 / Tarefa 2. Questão 1 / Tarefa 3. Questão

Questão 1 / Tarefa 1. Questão 1 / Tarefa 2. Questão 1 / Tarefa 3. Questão Neste teste, a resolução da questão 1 exige a audição de uma sequência de três músicas que serão executadas sem interrupção: uma vez, no início do teste; uma vez, dez minutos após o término da primeira

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

ESCOLA MONDRIAN FUNDAMENTAL SÃO GABRIEL - RS

ESCOLA MONDRIAN FUNDAMENTAL SÃO GABRIEL - RS ESCOLA MONDRIAN FUNDAMENTAL SÃO GABRIEL - RS PROJETO CINEMA MUDO CONSTRUINDO HISTÓRIAS NO DIA DOS PAIS PROFESSORA LIA HEBERLÊ DE ALMEIDA TURMA KANDINSKY PROJETO CINEMA MUDO CONSTRUINDO HISTÓRIAS NO DIA

Leia mais

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS GISELE CRISTINA DE SANTANA FERREIRA PEREIRA JÉSSICA PALOMA RATIS CORREIA NOBRE PEDAGOGIA: PROJETO MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA JANDIRA - 2012 FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS GISELE CRISTINA

Leia mais

A inserção do Youtube na aula de piano: um relato de experiência

A inserção do Youtube na aula de piano: um relato de experiência XVII ENCONTRO NACIONAL DA ABEM DIVERSIDADE MUSICAL E COMPROMISSO SOCIAL O PAPEL DA EDUCAÇÃO MUSICAL SÃO PAULO, 08 A 11 DE OUTUBRO DE 2008 IMPRIMIR FECHAR A inserção do Youtube na aula de piano: um relato

Leia mais

POESIA PRA QUÊ TE QUERO? UMA PERSPECTIVA DO TRABALHO COM POESIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

POESIA PRA QUÊ TE QUERO? UMA PERSPECTIVA DO TRABALHO COM POESIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL POESIA PRA QUÊ TE QUERO? UMA PERSPECTIVA DO TRABALHO COM POESIA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Rita de Cássia Rangel Alves Rita.alves_2007@hotmail.com Paula Sabrina Barbosa de Albuquerque Paulasabrina.ba@hotmail.com

Leia mais

Portfólio fotográfico com o tema Unicamp Caroline Maria Manabe Universidade Estadual de Campinas Instituto de Artes

Portfólio fotográfico com o tema Unicamp Caroline Maria Manabe Universidade Estadual de Campinas Instituto de Artes Portfólio fotográfico com o tema Unicamp Caroline Maria Manabe Universidade Estadual de Campinas Instituto de Artes Introdução Como foi explicitado no Projeto de Desenvolvimento de Produto, a minha intenção

Leia mais

CONSTRUINDO TRIÂNGULOS: UMA ABORDAGEM ENFATIZANDO A CONDIÇÃO DE EXISTÊNCIA E CLASSIFICAÇÕES

CONSTRUINDO TRIÂNGULOS: UMA ABORDAGEM ENFATIZANDO A CONDIÇÃO DE EXISTÊNCIA E CLASSIFICAÇÕES CONSTRUINDO TRIÂNGULOS: UMA ABORDAGEM ENFATIZANDO A CONDIÇÃO DE EXISTÊNCIA E CLASSIFICAÇÕES Poliana de Brito Morais ¹ Francisco de Assis Lucena² Resumo: O presente trabalho visa relatar as experiências

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

Encontro: 20 e 21 de Setembro. Prof. Esp. Angélica Viriato Ortiz Alves

Encontro: 20 e 21 de Setembro. Prof. Esp. Angélica Viriato Ortiz Alves Encontro: 20 e 21 de Setembro Prof. Esp. Angélica Viriato Ortiz Alves 1 RAÍZES - Habilidades, Qualidades, Valores 2 TRONCO: Nome / Formação 3 GALHOS/FOLHAS: Projetos para o futuro 4 FLORES: Projetos em

Leia mais

CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA

CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA CULTURA E HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA NA AULA DE INGLÊS: E A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL NA ESCOLA Júlio César Paula Neves Tânia Mayra Lopes de Melo Modalidade: Pôster Sessão Temática 5: Educação e

Leia mais

Aprenda a vender VOCÊ, suas IDEIAS, PRODUTOS e SERVIÇOS

Aprenda a vender VOCÊ, suas IDEIAS, PRODUTOS e SERVIÇOS WORKSHOP COACHING APLICADO PARA O DESENVOLVIMENTO DE NEGÓCIOS - Comunicação, Marketing, Negociação e Vendas para Empresários, Vendedores e Profissionais Liberais Aprenda a vender VOCÊ, suas IDEIAS, PRODUTOS

Leia mais

ARTES DA INFÂNCIA 1/5 CABEÇAS

ARTES DA INFÂNCIA 1/5 CABEÇAS ARTES DA INFÂNCIA 1/5 CABEÇAS 2 3 Artes da Infância infans Do latim, infans significa aquele que ainda não teve acesso à linguagem falada. Na infância adquirimos conhecimentos, acumulamos vivências e construímos

Leia mais

PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS

PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS PLANO DE ENSINO E ESTRATÉGIAS Profª. Msc. Clara Maria Furtado claramaria@terra.com.br clara@unifebe.edu.br PLANEJAMENTO Representa uma organização de ações em direção a objetivos bem definidos, dos recursos

Leia mais

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior.

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior. Cotas Pra Quê? 1 Sarah Rocha MARTINS 2 Luan Barbosa OLIVEIRA 3 Camilla Alves Ribeiro PAES LEME 4 Instituto de Ensino Superior de Rio Verde, Rio Verde, Goiás RESUMO Este documentário foi planejado e desenvolvido

Leia mais

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR

FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE DOCENTES NO ENSINO SUPERIOR As transformações sociais no final do século passado e início desse século, ocorridas de forma vertiginosa no que diz respeito aos avanços tecnológicos

Leia mais

II FESTIVAL NACIONAL CURTA NO CELULAR GUIA CURTA FÁCIL

II FESTIVAL NACIONAL CURTA NO CELULAR GUIA CURTA FÁCIL II FESTIVAL NACIONAL CURTA NO CELULAR GUIA CURTA FÁCIL O FEST CURT CELU Guia Curta Fácil 2 A câmera de cinema funciona como se fosse uma máquina fotográfica que dispara milhares de foto em um espaço muito

Leia mais

QUADROS. Orientações para aplicação. Os desenhos. QUADROS é composto por 27 imagens que tendem a se relacionar

QUADROS. Orientações para aplicação. Os desenhos. QUADROS é composto por 27 imagens que tendem a se relacionar QUADROS QUADROS Orientações para aplicação QUADROS foi criado pelo Instituto Fonte no escopo da avaliação do Programa Pró-Menino: Jovens em Conflito com a Lei, desenvolvido pela Fundação Telefônica. Nossa

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado da Educação Superintendência Regional de Ensino de Carangola Diretoria Educacional

SERVIÇO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado da Educação Superintendência Regional de Ensino de Carangola Diretoria Educacional SERVIÇO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Secretaria de Estado da Educação Superintendência Regional de Ensino de Carangola Diretoria Educacional Sequencia Didática destinada aos Anos Finais do Ensino

Leia mais

Sete Motivos Importantes Para Usar Áudio Para Melhorar As Suas Habilidades Em Inglês

Sete Motivos Importantes Para Usar Áudio Para Melhorar As Suas Habilidades Em Inglês Sete Motivos Importantes Para Usar Áudio Para Melhorar As Suas Habilidades Em Inglês Oi! Meu nome é David. Atualmente estou em Imperatriz, Maranhão ajudando pessoas como você aprenderem inglês. Já faz

Leia mais

Estudo de um Sistema de Gêneros em um Curso Universitário

Estudo de um Sistema de Gêneros em um Curso Universitário Departamento de Letras Estudo de um Sistema de Gêneros em um Curso Universitário Aluna: Esther Ruth Oliveira da Silva Orientadora: Profª. Bárbara Jane Wilcox Hemais Introdução O presente projeto se insere

Leia mais

Aprenda inglês cantando Como ensinar inglês sem saber falá-lo?

Aprenda inglês cantando Como ensinar inglês sem saber falá-lo? Aprenda inglês cantando Como ensinar inglês sem saber falá-lo? Taklit Publishing & Productions 22, rue de Fleurus 75006 Paris France All rights reserved 2012 Você compreende essa frase? This is a cat.

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE CURTA DURAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1 Título do

Leia mais

Trabalho submetido ao XVIII Prêmio Expocom 2011, na Categoria Cartaz Avulso, modalidade cartaz avulso.

Trabalho submetido ao XVIII Prêmio Expocom 2011, na Categoria Cartaz Avulso, modalidade cartaz avulso. RESUMO Email Marketing: Pós-Graduação em Arquitetura Contemporânea 1 Silvia Fernanda Santos de SENA 2 Thiago Jerohan Albuquerque da Cruz 3 Fernando Israel FONTANELLA 4 Universidade Católica de Pernambuco,

Leia mais

Grice, o que é dito e o que é comunicado

Grice, o que é dito e o que é comunicado Grice, o que é dito e o que é comunicado Referências: Grice, Paul, Logic and conversation, in Studies in the Way of Words, Cambridge (Mas.), Harvard University Press, 1989, pp 22-40. Grice, Paul, Meaning,

Leia mais

Precisa. falar inglês. no trabalho, mas tem medo? Conheça 4 maneiras para superar esta barreira.

Precisa. falar inglês. no trabalho, mas tem medo? Conheça 4 maneiras para superar esta barreira. Precisa falar inglês no trabalho, mas tem medo? Conheça 4 maneiras para superar esta barreira. Aprender um novo idioma é se sentir como uma criança novamente: faltam palavras para se expressar e a insegurança

Leia mais

Relacionamento professor-aluno e os procedimentos de ensino

Relacionamento professor-aluno e os procedimentos de ensino Relacionamento professor-aluno e os procedimentos de ensino Curso de Atualização Pedagógica Julho de 2010 Mediador: Adelardo Adelino Dantas de Medeiros (DCA/UFRN) Relacionamento professor-aluno Professor:

Leia mais

Palavras-chave: Aquecimento global, Mídias, Tecnologias, Ecossistema.

Palavras-chave: Aquecimento global, Mídias, Tecnologias, Ecossistema. Aquecimento Global e Danos no Manguezal Pernambucano SANDRA MARIA DE LIMA ALVES 1 - sandrali@bol.com.br RESUMO Este artigo procura enriquecer a discussão sobre o fenômeno do aumento da temperatura na terra

Leia mais

Composição musical na educação infantil: uma experiência possível

Composição musical na educação infantil: uma experiência possível Composição musical na educação infantil: uma experiência possível Francine Kemmer Cernev francine@cernev.com.br Universidade Estadual de Londrina/ Colégio Nossa Senhora do Rosário, Cornélio Procópio/PR/

Leia mais

Profª Drª Maria Aparecida Baccega

Profª Drª Maria Aparecida Baccega Profª Drª Maria Aparecida Baccega http://lattes.cnpq.br/8872152033316612 Elizabeth Moraes Gonçalves - UMESP Alguns dados de currículo Livre Docente em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da

Leia mais

PRINCÍPIOS PARA A REDAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO OU TESE

PRINCÍPIOS PARA A REDAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO OU TESE 1 PRINCÍPIOS PARA A REDAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO OU TESE Prof. Dr. Flávio Villaça Professor Titular de Planejamento Urbano da FAU-USP Versão de 20/12/04 Flavila@uol.com.br INTRODUÇÀO Este texto foi elaborando

Leia mais

Tocando coisas: a impressão como registro de existência, ampliada em outras experiências. Por Carolina Rochefort

Tocando coisas: a impressão como registro de existência, ampliada em outras experiências. Por Carolina Rochefort APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS E PROVOCAÇÕES PERMANENTES Tocando coisas: a impressão como registro de existência, ampliada em outras experiências. Por Carolina Rochefort - Conceito da Obra/Apresentação. Em minha

Leia mais

PRATICANDO TRABALHO COM PROJETOS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

PRATICANDO TRABALHO COM PROJETOS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA PRATICANDO TRABALHO COM PROJETOS NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA Fernanda Pimentel Dizotti Academia de Ensino Superior fernandadizotti@gmail.com Norma Suely Gomes Allevato Universidade Cruzeiro do Sul normallev@uol.com.br

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

AS RELAÇÕES ENTRE O BRINCAR E A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DE UMA NOVA CONCEPÇÃO DE SUJEITO

AS RELAÇÕES ENTRE O BRINCAR E A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DE UMA NOVA CONCEPÇÃO DE SUJEITO AS RELAÇÕES ENTRE O BRINCAR E A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DE UMA NOVA CONCEPÇÃO DE SUJEITO Igor Guterres Faria¹ RESUMO: Este estudo é parte integrante do projeto de pesquisa de iniciação científica

Leia mais

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I

GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I EDUCAÇÃO INFANTIL Maceió, 12 de março de 2015. GUIA PEDAGÓGICO PARA OS PAIS Jardim I Senhores pais ou responsáveis Iniciamos esta semana os projetos pedagógicos do 1 Trimestre letivo. As turmas de Jardim

Leia mais

As Cartilhas e a Alfabetização

As Cartilhas e a Alfabetização As Cartilhas e a Alfabetização Métodos globais: aprender a ler a partir de histórias ou orações Conhecer e respeitar as necessidades e interesses da criança; partir da realidade do aluno e estabelecer

Leia mais

APÊNDICE. Planejando a mudança. O kit correto

APÊNDICE. Planejando a mudança. O kit correto APÊNDICE Planejando a mudança No capítulo 11, trabalhamos o estabelecimento de um objetivo claro para a mudança. Agora, você está repleto de ideias e intenções, além de uma série de estratégias de mudança

Leia mais

Educação Infantil - Ensino Fundamental - Ensino Médio. Atividade: Reflexão sobre Amadurecimento e Relacionamento Interpessoal

Educação Infantil - Ensino Fundamental - Ensino Médio. Atividade: Reflexão sobre Amadurecimento e Relacionamento Interpessoal Educação Infantil - Ensino Fundamental - Ensino Médio Atividade: Reflexão sobre Amadurecimento e Relacionamento Interpessoal Público: Oitavos anos Data: 25/5/2012 181 Dentro deste tema, foi escolhida para

Leia mais

REVISTA pensata V.4 N.2 OUTUBRO DE 2015

REVISTA pensata V.4 N.2 OUTUBRO DE 2015 Ara Pyaú Haupei Kyringue Paola Correia Mallmann de Oliveira Este ensaio fotográfico é uma aproximação ao ara pyaú (tempo novo) e às kiringue (crianças) no nhanderekó, modo de ser tradicional entre os mbyá

Leia mais

1 Um guia para este livro

1 Um guia para este livro PARTE 1 A estrutura A Parte I constitui-se de uma estrutura para o procedimento da pesquisa qualitativa e para a compreensão dos capítulos posteriores. O Capítulo 1 serve como um guia para o livro, apresentando

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral

Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral III Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação PUCRS Reflexões sobre as dificuldades na aprendizagem de Cálculo Diferencial e Integral Marcelo Cavasotto, Prof.ª Dra. Ruth Portanova (orientadora) Mestrado em Educação

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

Donald Davidson e a objetividade dos valores

Donald Davidson e a objetividade dos valores Donald Davidson e a objetividade dos valores Paulo Ghiraldelli Jr. 1 Os positivistas erigiram sobre a distinção entre fato e valor o seu castelo. Os pragmatistas atacaram esse castelo advogando uma fronteira

Leia mais

Aula 03 Passado do to be e past continuous

Aula 03 Passado do to be e past continuous Aula 03 Passado do to be e past continuous No passado, o to be se comporta de forma semelhante ao presente, ou seja, as afirmações, negações e questões são feitas da mesma forma. Examples: I was worried

Leia mais

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: domínio e/ou desenvolvimento? Cipriano Carlos Luckesi 1

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: domínio e/ou desenvolvimento? Cipriano Carlos Luckesi 1 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: domínio e/ou desenvolvimento? Cipriano Carlos Luckesi 1 A partir do texto que publiquei na revista ABC EDUCTIO, nº 54, de março do corrente ano, tratando das armadilhas que são

Leia mais

www.portaledumusicalcp2.mus.br

www.portaledumusicalcp2.mus.br Apostila de Educação Musical 1ª Série Ensino Médio www.portaledumusicalcp2.mus.br O QUE É MÚSICA? A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constituise basicamente de uma sucessão

Leia mais

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância

Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância 1 Reflexão: Abordagem ao domínio da matemática, comunicação oral e escrita na Educação de Infância Mariana Atanásio, Nº 2036909. Universidade da Madeira, Centro de Competência das Ciências Sociais, Departamento

Leia mais