O que vem a ser identidade? O que vem a ser uma identificação?

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2 O que vem a ser identidade? O que vem a ser uma identificação?

3 . Quando falamos de identificação entre pessoas, entre pais e filhos, o que queremos dizer com isso? Resultado de projeções e de introjeções recíprocas. Conceito iluminista de identidade : identidade herdada que permanecia durante toda a vida do sujeito e com ele morria. No contemporaneidade temos um novo conceito de identidade? Em uma sociedade individualizada criar identidade se tornou propósito e sentido de vida. Mudanças são velozes.

4 Uma abordagem da psicanálise. A mãe ou o cuidador conhece o self da criança através da identificação projetiva. (devaneios maternos). A mãe idealiza seu bebê assim como sua relação com êle. É importante a experiência da frustração. Dessa maneira, o bebê diferencia-se do mundo externo. Forma-se o eu-pele inicialmente. Sua primeira identidade. Descobre sua própria continuidade: A estruturação primária e narcísica da personalidade, porque voltada para o próprio eu.

5 Processo de individuação. - 1a. fase "narcisogenese". Criança voltada para ela mesma : o objeto é experimentado como parte do próprio self. Freud narcisismo primário condição na qual o ego infantil experimenta autosuficiência. Uma criança no seio ainda não distingue seu ego do mundo externo e como fonte das sensações que experimenta. A criança nessa fase ainda não estabeleceu fronteiras egóicas. É a experiência do sentimento oceânico descrito por Freud.

6 Processo de individuação. 2a. fase : volta-se para o outro: em geral mãe, pai ou "primeiros cuidadores". - A identidade "primária" ainda está muito atrelada "ao outro" (identificação) - A partir das primeiras identificações a criança crescentemente passa a fazer escolhas individuais. Influências principais: escola e familia.

7 Psicanálise atual: introduz o self como a imagem que se tem de si mesmo. Jung : O ego é o centro da consciência mas não é o centro da psique. Self : centro inconsciente na psique humana. Elemento ordenador da personalidade que contém potencialidades de experiência e percepção do que Jung chamou de arquétipos. ( Matrizes em potencial da experiência humana)

8 Kohut: Chama as figuras materna e paterna de self- objeto. Self e objeto em um. O self- objeto é experimentado como parte do self infantil. Fordham: o self é uma totalidade existente desde o nascimento que se diferencia gradualmente em configurações de experiências no inconsciente. O ego deve se diferenciar do self.

9 Self Primário O bebê ainda no útero de sua mãe experimenta um tipo rudimentar de consciência. O ego representa um pequeno papel na vida do bebê que é melhor entendida como pulsões arquetípicas padronizadas. Self - entidade primária que contém sistemas parciais arquetípicos que se diferenciam na relação com o ambiente. ( Fordham)

10 Identidade : Latim _ Identitas, - atis. Qualidade de idêntico. Paridade absoluta. Circunstância de um indivíduo ser aquele que diz ser ou aquele que outrem presume que ele seja. O conflito de identidade contemporâneo perpassa o exercício dos papéis de pai, mãe, filhos e avós.

11 Estamos todos no mesmo barco. A humanidade se multiplicou no planeta. O mundo global funciona como um país. A aldeia global. O que ocorre na Malásia nos afeta no Brasil. Estamos diante de múltiplas opções oferecidas pelo desenvolvimento científico versus a suportabilidade do planeta. Divórcio entre poder e política. ( Zigmunt Baumann) Poder : No latim vulgar- Potere posse, ser capaz de... O Estado oferece cada vez menos aos cidadãos. Muitas das funções contratadas deveriam ser desempenhadas pelo Estado. Poder identificado com domínio e lei. Poder para versus poder de.

12 Transferencia da educação para a escola: implica em maior dificuldade de desenvolver adequadamente a identidade - alienação do papel da familia. Transferencia da responsabilidade as vezes para o Estado: implica em MUITO maior dificuldade de desenvolver adequadamente a própria identidade (ex. do Estado imputando indenizações afetivas por abandono parental).

13 Pergunta: até que ponto a escola e a familia (e o Estado) compreendem e respeitam (permitem) o desenvolvimento do "potencial individual" e da personalidade do jovem? Indivíduo autônomo e sociedade autônoma caminham juntos. ( Baumann)

14 Conflito de identidade. Não tememos mais a autoridade que vem de cima mas sim a perda do próprio lugar a partir do conflito intrapsíquico e individual entre liberdade e segurança. Como afirmar a identidade em um mundo em constante transformação? - Familia patriarcal em queda: estrutura familiar mais horizontal - relação "fraterna" entre todos os seus membros conflito de identidade dos homens. conflitos de papéis entre homens e mulheres.

15 Nova familia e conflito de identidade O conflito antes vivido nas relações verticais é agora vivido entre pares. Falta de esperança dos jovens em um futuro planejado devido às mudanças em um mundo globalizado. Conflito entre mensagem paterna que busca segurança e estabilidade e caráter volátil das escolhas na contemporaneidade. Idealização dos pais versus idealização dos filhos. Desidealização dos filhos e desidealização do conceito de segurança. Familias mais complexas: CF 1988 (iguala homem e mulher, familia monoparental, iguala filhos dentro e fora do casamento, adotados inclusive etc, até jurisprudencia atual reconhecendo uniões estaveis entre homossexuais.)

16 Conflito de poder na familia. segurança versus liberdade. Infantilização dos jovens: classe média: moram eternamente com os pais. classe alta: trabalham com o pai e submetem- se afetivamente ao poder do pai até idade avançada. O pai fica eternamente responsável pelos filhos. Opção pela segurança.

17 Geração felicidade.. No século XIX o conflito era entre : Muita segurança e pouca liberdade. Conceito de repressão freudiano. Contemporaneidade: Pouca segurança em prol da liberdade. Redefinir relação entre segurança e liberdade. - Redefinir responsabilidade dos filhos. (realidade da "geração felicidade") Necessário resgatar o respeito à alteridade em um mundo onde o mandato é o consumo e também das relações. Uma nova ética : Ética da alteridade.

18 Identidade da empresa e sucessão. Enquanto isso na empresa: globalização, tudo muito rápido, perda de identidade e de espaço no mundo dos negócios. Estamos diante de um retorno patriarcal reativo à ameaça de perda de poder? "não quero profissionalizar"; "não quero abrir mão do poder e do controle"; não vou dar ações aos filhos.

19 Herança hoje. Opções realistas oferecidas pela identidade da empresa versus individualidade. Papel do consultor, mediador ou terapeuta. Mediar é passar- se entre dois fatos ou duas épocas e interceder a cerca de um conflito. Há solução que satisfaça igualmente a todos? Solução de conflito e perda, luto ou sacrifício. COMO RESOLVER ISSO TUDO Para pensar: a necessária desidealização dos filhos e da empresa. Os filhos não são a continuação dos pais, a empresa não é a continuação dos fundadores. É possível? como?

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