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1 BELA REBECA HERTZ DO ROTULO A CONSTRU((AO DA IDENTIDADE ESTUDO DE CASO EM GESTALTERAPIA Monografia apresentada como requisito parcial para obtenyao do titulo de EspeciaJista no Curso de P6s-.Graduayao em Psicologia Clinica da Universidade Tuiuti do Parana. Orientador: Mestre Francisco Mario Pereira Mendes. '>'..' J' CURITIBA 2005

2 SUMARIO RESUMO vi 1 INTRODUCAo 01 2 FUNDAMENTACAo TE6RICA ABORDAGEM GESTALTICA GESTAL TERAPIA E SUAS PRINCIPAlS INFLUENCIAS PRINCIPAlS TECNICAS EM GESTAL TERAPIA ESTUDO DE CASO DAD OS DE IDENTIFICACAo HISTORICO IDENTIFICACAo DA QUEIXA PADRONIZACAO MANEJO TERAPEUTICO AVALIACAo TERAPEUTICA CONCLusAo 64 5 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 66 6ANEXOS 68 ANEXO I - PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS ANEXO II - RELATORIO DAS PRINCIPAlS SESSOES v

3 RESUMO A partir do alendimenlo de urn pacienle na clinica de Psicologia da UTP, observou- S8 que nem sempre a queixa inicial apresentada corresponde a situac;ao existencial do clienta. Neste case especifico 0 cliente trouxe como figura 0 problema do panico generalizado. Relatava 0 medo de viajar de carro, de lugares muito abertos au fechados, medo de mullidao, medo de incomodar os oulros e de nao ler conlrole sabre suas fantasias. Porem, no decorrer do processo verificou-se que a paciente nad apresentava medo de marrer, fator caracteristico no panico, demonstrando dificuldade de percep980 tanto do seu mundo interno como externo. Percebeu-se entad, que a dificuldade de reconhecer suas proprias necessidades e de interagir com as Qutros assumiu 0 lugar de figura e a evitac;ao a levava a isolar-se e a nao querer frequenlar lugares e silua90es que 0 expusessem a eslas dificuldades. Assim, sob 0 r61ulode panico generalizado escondia-se a falla de conlalo consigo masma e com 0 mundo. Objetiva-se demonstrar atraves do estudo de caso que a configurayao existencial apresentada pelo cliente no inicio de seu processo, desvela e esconde, ao mesmo tempo, a interrup~o do processo homeostatico fundamentada no contato disfuncional do individuo e na sua precaria conscienliza9ao. A melodologia ulilizada foi a realiza~ao de pesquisa bibliog",fica em literatura especializada sobre gestalterapia para fundamentar a analise e estudo de urn caso clinico. Assim, pretende-sa com este estudo de caso, ilustrar a importancia de fomentar 0 contato e a consciencia para au xi liar 0 paciente a construir e restaurar sua identidade e concluir que 0 encontro entre terapeuta e cliente e fundamental para a continuidade e crescimento do mesmo. VI

4 1 INTRODUC;;ii.O o presente trabalho trata de um Estudo de caso clinico em Gestalterapia de urn cliente do sexo masculino, 18 anos, com queixa de comportamento f6bico com 0 diagnostico de Transtorno do panico generalizado (CID-10 F 41.0.). o ohjetivo deste estudo e avaliar e demonstrar que a queixa inicial ou FIgura apresentada palo cliente pede nao corresponctera sua interac;ao existencial atua!. Nessa casa especifico 0 cliente ralatou sintomas corresponctentes a mado de viajar de carro, de lugares muito abertos ou fechados, medo de multidao, medo de incomodar as Qutros e de nao ter controle sobre suas fantasias. Relatou sentir calafrios, dar de garganta, dispneia, ressecamento das vias respirat6rias superiores, ah'm de cefaleia. Po rem, no decorrer do processo, verificau-se que a paciente nad apresentava a sensac;ao de mado de morrer, fator caracteristico no panico, demonstrando, sim, dificuldade de percep9ao tanto do seu mundo interne como externo. Percebeu-se, entad, que a dificuldade de reconhecer suas prcprias necessidades e de interagir com os outros assumiu 0 lugar de figura e esta evita9ao o levava a isolar-se e a nao querer freqgentar lugares e situa90es que 0 expusessem a essas dificuldades. Assim, sob 0 rctulo de panico generalizado escondia-se a falta de contato consigo mesmo e com 0 mundo. Assim, pretende-se com este estudo ilustrar a importancia de fomentar 0 contato e a consciemcia para auxiliar 0 cliente a construir e restaurar sua identidade a partir da e1ei9ao de figuras naturais que vao emergindo de acordo com a autoregula9ao do organismo.

5 2 o abjetivo geral e demonstrar, atrav9s do estudo de casc, que a configurac;bo existencial, apresentada pelo cliente no inieio de seu processo, desvela e esconde, ao mesmo tempo, a interrup980 do processo homeostatico fundamentada no cantata disfuncional do individuo e na sua precaria conscientiz8c;80. Para tanto sera necessaria aprofundar a estudo sabre as disturbios de cantata au mecanismas de defesa e realizar a padronizac;ao (diagnostico processual) atrav8s da articulac;ao do conteudo das sessoes com os conceitos, principios e metodos da Gestalterapia. Pretende-se salientar como a cliente foi desvelando sua identidade a partir do estimulo ao contato e do processo de conscientizac;ao.

6 3 2 FUNDAMENTACAO TE6RICA 2.1 ABORDAGEM GESTALTICA A Gestalterapia e urn sistema terapeutico fundamentado cientifica e filosoficamente, surgido a partir das formula90es de Frederick Salomon Perls, com a participa9iio de sua esposa Laura Perls e de seu colaborador Paul Goodman. Para PIMENTEL (2003, p.31) "a Gestalterapia e uma abordagem psicol6gica que, do ponto de vista epistemol6gico, pode ser colocada entre as abordagens fenomenoi6gico-existenciais, pais urn de seus suportes conceituais basicos e 0 conceito de intencionalidade, ou seja, 0 pressuposto de indissociabilidade da consciencia e de seus objetos". A hist6ria de vida de Perls retrata urn processo continuo de questionamentos, buscas, encontros e desencontros que 0 conduziram ao desenvolvimento de uma nova forma de terapia. Perls era judeu, nascido na Alemanha, mais especificamente, em Berlim no ano de 1893, terceiro filho ap6s duas meninas. Na infancia teve uma vida cultural ative, suas idas com a mae ao teatro, opera, e muse us 8r8m freqoentes. Seu pai, urn comerciante de vinhos, esteve distante da familia, na maior parte de sua infancia. Perls fez uma formula9iio renovadora para a epoca, segundo PIMENTEL (2003, p.31), ele "desenvolveu urn estilo inconformista de critica e rebeldia ante os valores socia is de sua epoca, atitude que permeou e influencieu a elaberat;ae des pressupostos te6ricos e a pratica clinica da Gestalterapia". Na adolescencia participou ativamente de uma escola de teatro, desenvolvendo a capacidade de detectar sutilezas de entona9iio de voz, posturas e

7 4 expressoes faciais, utilizadas futuramente em seu trabalho terapeutico. uvarios elementos da educayiio academica e para-academica de Perls, respectivamente, a formayc3omedica, a experiencia psiquiatrica e psicanalltica, a freqgencia a aulas de taatro, as [aituras, a curiosidade, a sensibilidade aguc;ada e a praxis profissional inhuenciaram0 desenvolvimento da Gestalterapia"(PIMENTEL, 2003, p.31). Aos 21 anos, Perls ingressou na Universidade de Berlim para cursar medicina e posteriormente especializou-se em psiquiatria. "Enquanto terminava seu treinamento medico, juntou-se ao exercito alemao e serviu como medico na primaira guerra mundial" (FADIMAN & FRAGER, 1986, p.126). Ap6s 0 termino do conmo, fica marcado palo anti-semitismo dos oficiais alema8s, 0 que a levou a urna constanta busea de direc;8oe enraizamento. Em 1920 recebe 0 seu diploma de medico e passa a trabalhar com neuropsiquiatria. Seu pensamento e infiuenciado, nessa epoca, pelo convivio com artistas, arquitetos, poetas, filosofos, escritores que lutam por novas farmas de expressaa e se apoem a ardem vigente. Ap6s a tentativa de se estabelecer nos Estados Unidos, Perls volta a Berlim e inicia sua analise cam a psicanalista Karen Horney, que mais tarde 0 aconselha a abandonar a cidade. Muda-se para Frankfurt, em 1926, dando inicio ao seu trabalho com Kurt Goldstein no Instituto de Soldados com Lesoes Cerebrais, 0 que possibilitou 0 cantata cam a vi sao hohstica do organismo humano, baseada nas n090es da gestaltpsicologia. Nessa epoca, Perls conhece Lore (Laura) Poster, graduada em psicalagia, com formac;ao em Gestalt, que mais tarde se tarnara sua esposa e tera participayao importante no desenvolvimento da Gestalterapia. Tambem se interessa

8 5 pelo pensamento existencialista de Martin Buber e Paul Tillich, radicados naquela cidade. Em 1927, vai para Viena e inicia seu treinamento em Psicanalise. Em 1930, e analisado por Wilhelm Reich, incorporando dele a visao do corpo em rela9ao a psique. Em 1933 muda-se para Africa do Sui, fugindo do nazismo, fundando naquele pais urn instituto de psicanalis8. Apesar de ser seguidor da psicanalise ortodoxa, faz experimentos com novas formas de psicoterapia que del a divergiam. Apresenta em 1936 um trabalho no Congresso Internacional de Psicanalise na Tchecoslovaquia, cnde S8 en contra com Freud. A frustra<;8o desse encontro e decisiva para 0 abandon a paulatino da Psicanalise e 0 desenvolvimento de urna nova forma de psicoterapia. Publica 0 livre "Ego, fome e agressao", marcando definitivamente seu rompimento com a psicanalise ortodoxa e inicia 0 desenvolvimento da Terapia da Concentra<;Bo - Konzentrationstherapie - que mais tarde passa a chamar-s8 Gestalterapia. Neste seu primeiro livro Perls utiliza a expressao "fraquezas conceituais e metodologicas da psicanalise" I que decorreu da decepcionante acolhida dos seus pares durante 0 congresso internacional de psicanalise em 1936, no qual falou sobre resistencias orais, tema deste mesmo livro (PIMENTEL, 2003, p.32). A partir de 1946 muda-se para os Estados Unidos, em fun9ao do fascismo introduzido na Africa do Sui, apos a segunda guerra mundial. Em Nova lorque, varias personalldades impressionaram-se com seu livro, entre elas Karen Horney, Erich Fromm e Paul Goodman.

9 6 Em 1951, Perls lan,a 0 seu segundo livro, "Gestalt-Therapy" em parceria com Paul Goodman e Ralph Hefferline, cnde tra<;aram a narrativa das estruturas psiquicas: percep,ao, organismo saudavel e doente, desenvolvimento, self, experiemcia, cantata, temporalidade com mfase no presente e na linguagem (PIMENTEL, 2003, p.33). No ano de 1952, Perls e Laura fundam em New York 0 instituto de Gestalterapia. Com 0 intuito de divulgar a nova terapia, Perls viaja pelo mundo, 0 que the proporcionou 0 conhecimento de novos conceitos, como as seguintes: a conscientiz8<;80 corporal de Charlot Salver; 0 psicodrama de Moreno e 0 Zen Budismo, atraves de seu amigo Paul Weiss. Em 1964, muda-se para a California, instalando em Esalen urn Centro de Desenvolvimento do Potencial Humano, cnde ensinou Gestalterapia, ministrou workshops e trabalhou como terapeuta. Em 1966, a Gestalterapia come,ou a ficar conhecida por todos os Estados Unidos. Perls muda-s8 para 0 Canada em 1969, para formar uma comunidade gesh,ltica, uma especie de kibutz. Morre em Homem de extrema intui,ao, a,ao e rebeldia, a personalidade de Perls teve grande influencia em sua obra. Sua inquietayao na busea de alga em que pudesse acreditar, transformou-se em nova estrategia psicoterapeutica, que S8 estendeu aham de seu impacto pessoal. Na visao de YONTEF, citado por PIMENTEL (2003, p.34), no seu desenvolvimento "a Gestalterapia adquiriu um carater fenomenol6gico mais consistente, explicitando tematicas existenciais como a do direito a posse das proprias escolhas e comportamentos, a responsabilidade pela auto-regula,ao e a experimenta9ao para descobrir as possibilidades."

10 2.2 GESTALTERAPIA E SUAS PRINCIPAlS INFLUENCIAS o contato de Perls com a filosofia ocidental (humanista, existencialista, fenomenologica), a religiao zen budista (filosofia oriental) e com diversos conceitos te6ricos que envolvem a gestalt psicologia, a teoria de campo de Kurt Lewin, a teoria organismica de Kurt Goldstein, a psicanalise ortodoxa e a visao de Wilhelm Reich, permitiu urna sintese que proporcionou 0 desenvolvimento de urna nova forma de terapia: a Gestalterapia. A seguir serao descritas, de forma sintetica, as correntes filos6ficas e as principais conceitos cientificos que compoem a corpo teorica da Gestalterapi8. A Gestalterapia preocupa-se, acima de tudo, com a valorizayao do homem e acentua 0 que ha de positivo nele: sua beleza, sua saude, sua forya, colocando-o no centro da vida e do mundo, a partir de urna visao humanista. o humanismo tern, na sua concep9iio de mundo e de existencia, a ser humane como centro. Nessa perspectiva, as seres humanos sao vistos como seres positivqs, criativqs, dotados de potencialidades transformadoras, capazes de se fazer e de se realizar. Os existencialistas vao infiuenciar a Gestalterapia com os conceitos de "concentra~aosobre 0 ser concreto, concentra~aosobre a existencia individual em relayao aos outros, auto-responsabilidade, possibilidades de escolha significativa." (BUROW, 1985, p.41). Esta filosofia e subjetiva, pois enfatiza a existencia individual concreta. A existemcia humana, apesar de individual, e sempre urn "ser (estar)-no-mundo" e e sempre um "ser (estar)-com-os-outros". o conceito chave da filosofia de Sartre e a exislencia, a qual nao significa apenas estar vivo. As plantas e os animais tambem existem no sentido de estarem

11 8 vivos, mas sao poupadas da indaga9ao do que isto signifiea. 0 sar humane e 0 unico ser vivo consciente de sua existencia. Sartre diz que as caisas fisicas 56 sao Uem si", ao passd que 0 homem tambem e "para silt, Para Sartre "a existencia precede a essencia", 0 que signifiea que 0 homem nad passui natureza, au seja "primeiramente 0 homem existe, se descobre, surge no mundo; e 56 depois S8 define". Dasta forma, ele precisa criar sua pr6pria natureza, sua propria essencia, ja que ela nao Ihe e dada de antemao. Para 0 filosofo, somas individuos livres e nossa liberdade nos condena a tomarmos decis6es durante tada a nossa vida. Nao existem regras au valores eternos a partir dos quais nos possamos nos guiar. E isto torna mais importantes nossas decisoes e escolhas. Ele chama a aten9ao para 0 fato de 0 homem nunca poder negar sua responsabilidade pelo que taz. Existir signifiea inventar sua propria vida. Assim, a Gestalterapia tern como objetivo levar 0 cliente a responsabilizar-se pel a propria vida, produzindo mudan9as a partir de suas proprias escolhas eonscientes. Nesse senti do, a mudan9a do individuo ira oeorrer a partir da aeeita~o de si mesmo, considerando suas poteneialidades e suas limita90es. A Gestalterapia tambem sofre influencia da fenomenologia que, para chegar a ess mcia das eoisas, se utiliza da redu9ao fenomenol6giea. Esse metodo consiste em eolocar entre parenteses a realidade que se evidencia, suspend end a todo e qualquer juizo sabre 0 dado que e investigado, para ehegar-se ao fenomeno propriamente dito, tal como ele se revela a conseie!ncia.

12 9 Nao afirmar, nem negar, mas antes abandonar-se a compreensao e 0 modo de atingir a realidade, assim como ela e. Ao fazer ista, estamos nos voltando as coisas mesmas, asslm como sao, como se apresentam, sem nenhum juizo a priori, estamos superando a oposic;ao entre essencia e apar~ncia. Estamos fazendo urna reductao fenomenol6gica. (RIBEIRO, 1985, p. 47). A Gestalterapia S9 utiliza desse metoda no processo terapeutico, procurando perceber 0 cliente como urn todo, buscando sua auto-revei8'y8o permanente. 0 terapeuta caleca-s9 como facilitador do fenomeno, que an uncia a sar. Assim, ad utilizar 0 "como" e "0 que?", 0 Gestalt-terapeuta, pade abter urn cantata direto com a realidade da pessoa, que pode ser atingida atraves de atitudes do cliente, como chora, emo98o, palavras, revelando 0 sar que S8 escende atras das aparemcias, evidenciando as tobias e as reais necessidades do individuo. Na fenomenologia 0 conceito de intencionalidade explica que toda a consciencia e intencional, nao podendo estar separada do mundo, mas toda a consci mcia tende para 0 mundo, toda a consciencia e consciencia de alguma coisa. Por outro lado, tambem nao ha objeto em si, este existe sempre para urn sujeito que Ihe da significado consciente. Assim, ha uma relae;:ao entre sujeito e objeto, homem e mundo, e ambos constituem palos separados pertencentes a uma (mica realidade. GINGER (1995, p. 36) descreve n090es fundamentais que toma emprestadas da corrente tenomenologica, utilizadas na Gestalterapia. - Eo mais importante descrever do que explicar; 0 como precede 0 porque; - 0 essencial e a vivencia imediata, tal como e percebida ou sentida corporalmente - ate imaginada - assim como 0 processo que esta S8 desenvolvendo aqui e agora. - Nossa percep9ao do mundo e do que nos rodeia e dominada por fatores subjetivos irracionais, que Ihes conferem urn sentido, diferente para cada urn; isso

13 10 conduz, particularmente, a importancia de uma tamada de consciemcia do corpo e do tempo vivido, como experielncia unica de cada ser humano, estranho a qualquer teoriza~ao preestabelecida. A Gestalterapia I influenciada pelas religioes orientais, a partir da tentativa de Perls de compreender a si e ao mundo. Ele encontra no zen budismo uma maneira de estar na reahdade e a ala reagir. Sua infiuencia na Gestalterapia esta "no sentido de abertura, de abandono a si proprio, de fuga no dominic do pensamento, da fuga dos rituais, de volta ao corpo e as em090es, da nao-espera programada, do deixar acontecer (... )" (RIBEIRO, 1985, p. 124). o zen nad pede sar explicado em palavras, trata-se de uma busca de autoconhecimento, que conduz a urn astado de liberdade denominado satori. Sua pratica e a busca da ilumina980 para si e para todos as Qutros seres vivos. Sua essen cia nao esta no intelecto, mas na pratica Zazen - uma forma de meditayao sentada e silenciosa, intensa e desapegada de qualquer ideia ou desejo de resultados. Ensina que a aten9ao deve estar voltada a todos os instantes da vida e enfatiza que a melhor maneira de aprender e atraves da experiencia pessoal. o zen da importancia aos detalhes do cotidiano e a todas as a9oes, palavras e pensamentos ocorridos no aqui-e-agora. Os pensamentos filos6ficos ocidentais e orientais descritos propoem a Gestalterapia uma viscid de homem e de mundo que ira conduzir sua pratica e buscar ressonancia nos principais conceitos cientificos que a integram, compondo urn todo coerente. A seguir serao apontadas as principais teorias cientificas que infiuenciaram a Gestalterapia.

14 11 A Gestalterapia foi sistematizada principalmente, a partir dos principios e fundamentos da Gestalt Psicologia e a PSicologia da Gestalt. Assim, a compreensao das leis e canceitos dessa tendencia psicologica, que dominava a Europa nos anos vinte e trinta, e fundamental para urn adequado entendimento do que e a Gestalterapia. Gestalt e palavra alema para a qual nao se encontra uma tradul'ao perfeita em portugues. De forma aproximada, significa 0 todo, a estrutura, a forma, a organizal'ao. Assim, "gestalt quer dizer urn padrao organizado ou urn todo organizado, em contraste a uma colel'ao de partes. A 'forma' afirma a prioridade do todo em relal'ao as suas partes, cuja natureza depende de sua funl'ao no todo" (CAMPOS, 1979, p.221). A partir desse significado, a Gestalt e tida como uma psicologia da forma, tendo como principia basico que 0 todo e diferente da soma de suas partes. o ser humano e visto sob uma perspectiva holistica e total, englobando tanto a seu comportamento perceptivel externa, quanta aqueles nao totalmente perceptiveis, internos. 0 organismo humane forma urna unidade, inseparavel de corpo - alma - mente, que remete a unidade do trio sentir - pensar - agir. "A Gestalt desenvolve urna perspectiva unificadora do sar humano, integrando ao masma tempo as dimensoes sensoriais, afetivas, intelectuais, socia is e espirituais..)"(ginger, 1995, p.17). A Gestalt Psicologia surge no inicio do seculo XX, na Alemanha, e desenvolveu-se a partir de duas fontes: a recusa dos pontos de vista atomisticos da psicologia estrutural e da psicologia associacionista e da aceital'ao dos trabalhos realizados por Wertheimer, Koffka e Kohler, atraves dos quais se havia chegado a

15 12 uma sarie de pressupostos basicos dos processos da percep9ao humana, as chamadas leis da Gestalt que serao a seguir descritas. Para a Gestalt Psicologia "0 desenrolar de 8y6es e uma constants e viva dinamica entre figura e fundo" (BUROW, 1985, p.25). A percep9ao S8 da de forma dinamica e I estruturada a partir da motiv8c;8.0 do individuo. A figura esta sempre nurn primeiro plano. Assim, 0 material percebido S8 destaca e emerge de urn fundo tertii, pouco visivel, para S8 tamar claro e Gonsciente. A lei da semelhanc;8 diz que hit uma tendencia de S9 perceberem coisas que, de alguma forma, S8 assemelham como padrao. Segundo a lei da proximidade, a proximidade das partes tende a favorecer grupos perceptuais, ou seja, como pertencentes a uma mesma categoria. Essa padronizagao pela proximidade aplica-se aos sons sucessivos (audigao) e a temporalidade (fatos mais recentes sao evocados com menor dificuldade do que outros mais remotos). A lei da pregnancia ou da boa forma estabelece que um padrao e percebido de maneira a dar-ihe a melhor forma possivel De acordo com a lei do fechamento, as linhas totalmente fechadas de uma figura, sob circunstancias identicas, sao mais facilmente tomadas como unidades, do que se nao estivessem fechadas. A Gestalterapia utiliza-se dessas leis no processo terapeutico, buscando proporcionar ao cliente 0 fechamento de gestalts abertas, assuntos nao acabados que tendem a ticar no funda, provocando incemodos que impedem 0 bem-estar do individuo.

16 ,, "/ A teoria organismica de Goldstein defende que a homem tern dentro de" 5i as potencialidades que regulam seu proprio cresci mento, impulsion ado sempre no sentido da auto-regulay80, recebendo tambem infiuencias do meio no seu desenvolvimento. A partir disso, urn conceito fundamental na Gestalterapia e 0 conceito de homeostas8, que S8 refere a tendemcia natural do organismo a auto-regular-sa. 0 equilibria em geral e desfeito pelas tens6es ocasionadas pelo meio interne e externo. Perls considerou que ha uma hierarquia de necessidade. Assim, as necessidades que exigem maior urgemcia para sua satisfag80 tandem a S8 destacar como figura contra um fundo da personalidade total, levando 0 organismo a dirigir toda a sua 8980 a satisfa9ao dessa necessidade. A constanta conscientiz8gao permite ao individuo a satisfay80 das necessidades mais urgentes. 0 trabalho terapeutico dave permitir ad sujeito a conscientizaqao de seus desejos e necessidades, para que suas escolhas sejam realizadas num movimento natural e saudilvel. A auto-regulaqao e 0 processo pelo qual 0 organismo interage com 0 meio em busca de equilibrio. Perls considerava que "nenhum individuo basta a si pr6prio; 0 individuo s6 pode viver num campo que 0 cerque. Ele e, inevitavelmente, a todo instante, parte de um campo. Seu comportamento e uma funy80 do campo todo, que 0 engloba e que engloba seu meio" (BUROW, 1985, p.63). A partir da visao de que 0 comportamento do individuo esta condicionado ao campo que par ele e percebido, 0 conceito de campo torna-se fundamental para a Gestalterapia. 0 campo ou espaqo vital e descrito por Kurt Lewin como uma regiao composta de elementos intrapessoais, interpessoais, fisicos e sociais, demarcados por fronteiras. Para Kurt Lewin a pessoa representa um universe fechado; mas,

17 14 apesar disso, faz parte de urn universo mais amplo, com 0 qual S8 relaciona constantemente. A partir dessa rela9ao surgem duas propriedades: a diferencia9ao, que e a tendencia da passoa a separar-se do resto do mundo por meio de urn limite continuo; e a relag80 parte e todo, que tende a incluir a passoa nurn universe mais amplo. campo social e psicol6gico e entendido como campo de for9as, que se constitui como urn todo dinamico, concreto e delimitado. Resumidamente, pode-s8 concluir que, em sua teoria de campo, Kurt Lewin considera que 0 campo se caracteriza por constituir urna rede de relagoes entre as partes. 0 espayo vital e 0 meio em que 0 comportamento ocorra, e esta deve sar analisado como fazendo parte de um contexte que 0 influencia e par ele e influenciado. A Gestalterapia se fundamenta na teoria de campo de Kurt Lewin, servindo-se dos conceitos estruturais e dinamicos do campo (RIBEIRO, 1985, p.103). Assim, na Gestalterapia, 0 homem e vista como sar integrado ao meio, dele dependente, e sendo limitado por ele. Entretanto, a partir da conscientiza9ao desses limites, 0 individuo pode agir sobre seu ambiente e modifica-io, trazendo para si a responsabilidade pela pr6pria vida. individuo deve aceitar a sua necessidade do outro, sem, contudo, perder a sua autoconfianc;a e independencia. o pracesso terapeutico da Gestalterapia ve 0 cliente como totalidade que se manifesta no aqui-e-agora, levando em conta sua expressao verbal e seu comportamento total, atentando para a forma como pensa, sente a age no mundo. Diante disso, Perls entra em conflito com alguns conceitos da Psicanalise de Freud, considarando-os pouco claras e ultrapassados. Os principais pontos de divergencia sao explicitados em seguida: - Perls discarda da visao isolacionista da Psicanalise, que considera em sua pratica as realidades psiquicas separadas do organismo. Para ale, a pratica

18 15 terapeutica deve basear-sa na visao de que carpo, alma e espirito comp6em urna unidade indissociavel. - A Psicanalise baseia-se no principio da causalidade, que valoriza a lei da causa e efeita, levando a urna supervaloriz8c;8o do porque do comportamento. Perls considerava que essa concepc;a.o leva a urna viscid unilateral das origens do comportamento. Como alternativa Perls propoe os pensamentos diferenciadores, baseados na lei dialetica dos opostos, que procura evitar a unilateralidade e permite uma observa~ao e descri~ao apropriada do objeto. - 0 metoda psicanalitico supervaloriza 0 passado, ao enfatizar as fix8c;oes infantis primarias, cnde impulsos reprimidos S8 apresentam sob a forma de sintomas, chistes ou atos falhos. Perls considera que se ocupar do comportamento, fora do aqui-e-agora, nao produz resultados terapeuticos. A Gestalterapia possui a visao de que 0 presente e ponto de transformac;ao entre passado e futuro. - A tecnica da associac;ao utilizada na Psicanalise e centrada na verbaliz8c;8o, enfatizando a concentrayao sabre a passado, facilitando a racionaliz8c;ao e a esquiva. Para Perls, a esquiva e 0 sintoma central da neurose. Assim, desconsidera a tecnica da associayao livre e a substitui pela tecnica da concentrayao no aqui-e-agora. Assim, alem das palavras, a expressao corporal do cliente adquire grande importancia no processo terapeutico. - Para Freud a rela~ao transferencial e fator de extrema importancia para 0 sucesso do processa terapeutica. Na transferencia, a cliente, inconscientemente, identifica a terapeuta com figuras parentais que fizeram parte de sua infancia. 0 terapeuta deve aceitar essa transferencia, sem deixar-se envalver par ela, evitando reagir como pessoa, permanecendo 0 mais neutro passivel diante daquila Quee dito pelo cliente. Perls, apesar de reconhecer 0 fen6meno da transferencia, encara-o

19 16 como urn mecanisme neurotico. Para ele 0 terapeuta dave deixar-se utilizar como tela de projegao, mas colocando-se como pessoa em sua totalidade, envolvendo-se e permitindo a interay8.o e 0 contato com 0 cliente. A Gestalterapia possui uma visao global do ser humano, levando em conta as manifesta90es corporais para atingir maior conscientizac;ao e ampliac;ao do cantata, colocando em evid mcia as processos emocionais do individua, permitindo-ihe que se expresse atravas de gestos, posturas, tom de voz etc. Nesse sentido, Wilhelm Reich tera forte influencia sabre a Gestalterapia, com a sua visao do corpo e mente como unidade indissociavel. Para Reich, 0 canfiter S8 constitui de camadas de resistemcia ou mecanismos de defesa, que S8 manifestam no corpo como couraera, formando urna rigidez que leva a ser humane a agir de maneira estereotipada e impede a sua livre atuac;ao no mundo. A Gestalterapia entende que cada ser humano a <inico,singular e individual, com vivencias proprias, possuidor de caracteristicas especificamente humanas e, a partir dessa vi sao, formula sua concep9ao de saude. A Gestalterapia a uma linha fenomenologico-existencial e relacional. Essa abordagem passou a reconhecer, junto com 0 surgimento da psicologia humanista, que 0 cliente nao e 0 unico polo do processo terapeutico. Com a influencia da vertente fenomenologico-existencial comec;ou a elaborac;;ao de uma problematica especifica para a questao do papel do terapeuta no processo psicoterapeutico. Comegamos a entender que este terapeuta nao a apenas urn perito que tenta aplicar uma tecnica especifica para curar 0 cliente. A atitude fenomenologica comegou a ser desenvolvida como pressuposto de urn metodo especifico. Pouco a pouco foi ficando claro que, a partir de uma perspectiva fenomenologico-existencial de algumas vertentes de psicoterapia, nao

20 cliente deve ter uma atitude fenomenologica, mas 0 proprio terapeuta, ao longo do processo, tarnbam assume tal atitude. Psicoterapia nad e urn processo de rela~ao entre urn tecnico e urn objeto defeituqsq, E urn processo de relac;ao entre duas pessoas, dentro do contexto. psicoterapeutico, que S8 colocam em postura fenomenologica de privilegio da perspectiva de suas consci mcias e de seu vivido. A terapia deixa de ser urn relacionamento entre urn sujeito e urnobjeto e passa a ser uma relac;:ao efetiva entre dais agentes autonomos. Nesta linha de pensamento resta uma questao fundamental que e a rela9ao. Existe a necessidade de elaborac;ao de uma teoria da relac;ao e em particular de uma filosofia da rela9ao. A filosofia que da a perspectiva e a compreensao do processo da relac;ao terapeuta-cliente e a filosofia dialogica de Martin Buber I conhecida tambem como filosofia do encontro. BUBER (1958, p.56) elabora uma filosofia da rela9ao especificamente, independente das psicoterapias fenomenoi6gico-existenciais, porem essas linhas vao ser profundamente infiuenciadas por suas ideias. Martin Buber e um pensador austriaco que viveu a maior parte do tempo na Alemanha, particularmente no periodo compreendido entre as duas grandes guerras. Ele tentou elaborar uma filosofia que desse conta da relac;ao entre seres diferentes e antagonicos. Uma das aplicagoes de suas ideias foi na rela980 entre palestinos e judeus. o pensamento de Buber faz parte de uma corrente dentro do judaismo que, de certa forma, foi vencida pelo Sionismo. Buber tenta elaborar uma perspectiva politica que constituisse 0 Estado de Israel como um Estado de Judeus e Palestinos (BUBER, 1958, p.67).

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