A ROTULAGEM AMBIENTAL COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA: SUGESTÕES PARA UM PROGRAMA BRASILEIRO

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1 ISSN A ROTULAGEM AMBIENTAL COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA: SUGESTÕES PARA UM PROGRAMA BRASILEIRO Carlos Eduardo de Lima Monteiro (Inmetro) Stella Regina Reis da Costa (UFF) Resumo A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma ferramenta ou metodologia para avaliação dos aspectos ambientais e dos impactos ambientais potenciais associados a um produto ou serviço, compreendendo as etapas que vão desde a retirada da natureza das matérias-primas elementares que entram no sistema produtivo até a disposição do produto final, passando por serviços associados ao mesmo, como transporte, manutenção, etc. A ACV objetiva auxiliar o gerenciamento e a tomada de decisão na estratégia ambiental das empresas e, num contexto mais amplo, auxiliar os governos a estabelecerem metas de redução de impactos ao meio-ambiente, como emissões tóxicas, por exemplo. As discussões acerca da aplicação da ACV deixam clara a preocupação quanto à necessidade de se preparar a indústria para enfrentar os novos desafios de atender a demandas crescentes de produção com menor impacto para o meio ambiente e de modo o mais autossustentável possível, além de se preparar para atuais ou futuras sanções ou restrições as suas transações comerciais internacionais, que traria, consequentemente, impactos negativos à economia do País. A forma de evitar essas restrições dá-se pela implementação de programas de rotulagem ambiental, como meio de demonstrar que determinado produto ou serviço foi produzido levando em conta o aspecto da sustentabilidade. Palavras-chave: Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), rotulagem ambiental, barreiras técnicas.

2 Palavras-chaves: Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), rotulagem ambiental, barreiras técnicas. 2

3 1. Formulação da situação problema Com o passar dos anos, ficava cada vez mais evidente que já não era suficiente comparar as conseqüências ambientais apenas do processo de produção, por exemplo, sem levar em consideração as conseqüências ambientais de todas as outras fases da vida de um produto 1 (IBICT, 2009). A Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) surgiu, então, como uma técnica capaz de levantar o desempenho ambiental de um produto, avaliando todas as interações ocorridas entre o ciclo de vida do mesmo e o meio ambiente, e os impactos ambientais potencialmente associados a essas interações. Mas, já antes disso, os rótulos ambientais haviam surgido como um mecanismo de comunicação com o mercado consumidor, utilizado para fornecer informações a respeito de aspectos ambientais de um produto. Bonezzi (2005) ressalta que é crescente no comércio internacional a exigência de rótulos ambientais ou selos verdes, especialmente por parte dos países desenvolvidos, convertida, muitas vezes, em barreiras comerciais aos produtos de países em desenvolvimento, como o Brasil, em função da dificuldade técnica e financeira de implementação de processos adequados de gestão ambiental e da insuficiência de conhecimento técnico para sua condução. Nota-se, nessas afirmações, que num mercado globalizado cada vez mais regulado e exigente, onde cada País ou bloco econômico pode dificultar o acesso a seus mercados, por meio de regulamentos, políticas, medidas ou práticas governamentais, é importante estar atualizado com o que pode vir a se tornar uma exigência legal. 1.1 Objetivo Embora a ACV seja uma ferramenta que vem sendo estudada e desenvolvida há pelo menos 30 anos, ainda carece definir, para o Brasil, a melhor forma de inserção no tema, de forma a se alinhar a um contexto mais pragmático e aceito mundialmente. 1 A literatura normativa da International Organization for Standardization (ISO), referente à Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), denomina genericamente por produto um bem material ou serviço. 3

4 Verificou-se, nas opiniões dos especialistas e na revisão da literatura, que a rotulagem ambiental vem a ser o modo das empresas demonstrarem que realizam ACV de seus produtos. Assim sendo, este trabalho objetivou, através da visão de especialistas, pesquisar qual tipo de rotulagem ambiental deveria ser apoiado, em um ou mais programas de cunho governamental, que fosse mais apropriado para o País. Para ajudar a buscar essas respostas, foi realizada uma entrevista com especialistas da Academia e de responsáveis pela realização de programas ou estudos de ACV no setor privado ou de Instituições públicas, que auxiliam o setor privado nessa tarefa, para obter suas visões de como seria a melhor forma de participação do poder público. 2. Referencial Teórico 2.1 Definição de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) Para o UNEP 2 (1999), a ACV é uma ferramenta para avaliação dos efeitos que um produto tem sobre o meio ambiente, por toda a sua vida desde a extração e processamento das matérias-primas de que ele é feito, continuando pela fabricação, embalagem e processos de venda, uso, reuso e manutenção do produto até a sua eventual reciclagem ou disposição como lixo ao final de sua vida útil. 2.2 Aplicações da ACV As motivações ou objetivos para a realização de uma ACV pode variar entre os seus usuários, que são, basicamente, indústrias, governos em todos os níveis, ONGs e consumidores. Na indústria, uma ACV pode ser usada para desenvolver produtos existentes ou novos projetos; ou seja, para avaliação do desempenho ambiental ligado aos indicadores ambientais 2 United Nations Environment Programme (UNEP), no original, em inglês. 4

5 relevantes, definidos para atender uma dada legislação ambiental, negociação ou estratégia de marketing da empresa (ECOPRODUCERS, 2008). As empresas podem se valer também de estudos de ACV para obter acesso a mercados, por meio de declarações ou rotulagens ambientais de seu produto. Para as Organizações Não Governamentais (ONG), o principal uso da ACV é o de fornecer informações para o consumidor, balizar discussões públicas e influenciar empresas e governos. Já consumidores podem buscar informações sobre os produtos e serviços que compram, os despejos tóxicos associados ao processo de fabricação (...) tentar descobrir se as empresas de que compram têm iniciativas para tratar de seus impactos ambientais (...) buscar informações de como se pode usar, cuidar, reciclar ou descartar produtos efetivamente. (UNEP, 2004) E, no âmbito governamental, a ACV funciona como uma das ferramentas utilizadas que pode contribuir para a implementação de políticas públicas em prol do desenvolvimento de novos padrões de consumo que envolvem condições ambientalmente mais saudáveis e ainda contribuem para a evolução da produção industrial (MMA, 2002) 2.3 A Metodologia utilizada para realização da Análise do Ciclo de Vida Segundo Fava (2005), as normas sobre avaliação do ciclo de vida (ACV) da International Organization for Standardization (ISO) estabeleceram um conjunto de regras visando assegurar que os estudos de ACV fossem realizados num modo consistente e reproduzível em todo o mundo. A norma ISO estabelece que a ACV deve incluir 4 fases, conforme abaixo: Fase 1 Definição do Objetivo e Escopo Esta fase do estudo deve declarar: a aplicação pretendida; as razões para execução do estudo; a quem se destina o estudo (quem será comunicado de seus resultados) e se existe a intenção de utilizar os resultados em afirmações comparativas a serem divulgadas publicamente. Fase 2 Análise do Inventário do Ciclo de Vida (ICV) É a fase que contempla o levantamento, a compilação e a quantificação das entradas e saídas de um sistema em termos de energia, recursos naturais e emissões para água, terra e ar, 5

6 considerando as categorias de impacto 3 e as fronteiras definidas, com resultados ponderados pela unidade funcional. (MOURARD et al, 2002). Fase 3 Avaliação de Impacto do Ciclo de Vida (AICV) A fase da AICV tem como objetivo estudar a significância dos impactos ambientais potenciais, utilizando os resultados do ICV. (ABNT NBR ISO 14040:2009) Embora existam diversas metodologias para a AICV, ainda não existe nenhuma aceita de forma geral para a associação consistente e precisa de dados de inventários com impactos potenciais específicos e, assim sendo, a norma ISO não faz menção nem descreve uma metodologia para realização desta fase da ACV. (MOURARD et al, 2002) Com isso, fica a cargo do executor da ACV escolher sua metodologia, desde que o processo de avaliação seja composto, no mínimo, pelos seguintes elementos mandatórios da norma ISO 14040: Seleção e Definição das Categorias: Onde são identificados os grandes focos de preocupação ambiental, as categorias e os indicadores que o estudo utilizará (estes se relacionam a efeitos ou impactos ambientais conhecidos); Classificação: Onde os dados do inventário são classificados e agrupados nas diversas categorias, anteriormente identificadas. Caracterização: Onde os dados do inventário atribuídos a uma determinada categoria são modelados, para que os resultados possam ser expressos na forma de um indicador numérico para aquela categoria. (KIPERSTOCK, 2002) O resultado da avaliação do impacto do ciclo de vida é um perfil ambiental da empresa. Fase 4 Interpretação O objetivo desta fase é analisar os resultados obtidos nas duas fases anteriores, tirar conclusões, explicar as limitações do estudo, identificar oportunidades de melhorias de acordo com o objetivo e fornecer recomendações para aperfeiçoamento do próprio estudo de ACV. (CHEHEBE, 1997; KIPERSTOCK, 2002) 3 Refere-se ao enquadramento do impacto, referente às afetações provocadas sobre o meio ambiente por determinada ação ou atividade humana, tais como consumo de recursos naturais, aquecimento global, acidificação, toxidade humana, ecotoxidade, nutrificação e eutroficação, redução da camada de ozônio. 6

7 2.4 O projeto europeu International Reference Life Cycle Data System (ILCD) As normas ISO e ISO fornecem as diretrizes para a realização de uma ACV. Essas diretrizes, no entanto, deixam o praticante com uma gama de opções, que podem afetar a legitimidade dos resultados de um estudo de ACV. A flexibilidade é essencial para responder à grande variedade de questões abordadas, mas a orientação é necessária mais para assegurar a consistência e qualidade do estudo. O ILCD foi desenvolvido com o intuito de fornecer essa orientação e os dados necessários. O ILCD é um sistema de dados de ciclo de vida, que pretende ser internacional, e consiste, principalmente, de um manual e uma rede de base de dados. O manual do ILCD traz uma série de orientações técnicas para as avaliações do ciclo de vida e a uma base de dados de inventário de ciclo de vida de emissões e uso de recursos. (COMISSÃO EUROPÉIA, 2009) 2.5 O Projeto Brasileiro de Inventário do Ciclo de Vida para a Competitividade da Indústria Brasileira Surgido por meio de articulação entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), esse projeto governamental, segundo o descrito pelo IBICT e pela Universidade de Brasília (UnB), tem por objetivo desenvolver um sistema de informação de Inventários do Ciclo de Vida (ICV) dos materiais/produtos/processos produtivos mais relevantes para a sociedade brasileira. Este sistema de inventário será parte fundamental para a aplicação da metodologia ACV, como especificado pela família de normas ISO (IBICT e UnB, 2005) A disponibilização de dados de ICV é a base para a realização de estudos de ACV, obrigatoriamente necessários à rotulagem ambiental tipo III (tabela 1) e, onde especificado, na realização de rotulagens do tipo I (tabela 1). 2.6 A Rotulagem Ambiental De acordo com Lemos e Barros (2008), durante os anos 40 surgiram os primeiros rótulos obrigatórios que obedeciam a legislação sobre meio ambiente, tais como agrotóxicos e pesticidas, contendo especificações sobre seu uso e armazenagem. 7

8 Esses rótulos foram tão bem aceitos perante o mercado consumidor, que os fabricantes passaram também a informar aspectos ambientais positivos. Com isso, passou a haver uma proliferação desse mecanismo de informação em diversos países. (ACDP, 2008) Em virtude da proliferação de rótulos e selos ambientais no mercado e da necessidade de se estabelecerem padrões e regras para seu uso adequado, a Organização Internacional de Normalização (ISO) empreendeu esforços para fornecer normas e orientações para a rotulagem ambiental. A ISO classifica rótulos ambientais em três categorias: rótulo tipo I, tipo II e tipo III; para cada tipo de rótulo, foi elaborada uma norma específica. A tabela 01 mostra um comparativo das características dessas três rotulagens. Tabela 01 Tipos de Rotulagem Ambiental Fonte: COLTRO, Leda (2007, p.41) Kohlrausch (2003, p. 89) diz que a ISO recomenda que os programas de rotulagem utilizem a ACV, porém, são poucos os programas que realmente utilizam. A maioria acaba adotando uma análise limitada do ciclo de vida, ou seja, procura definir em qual etapa o impacto ambiental é maior e, a partir daí, identificar o 8

9 parâmetro ambiental para a formulação dos critérios exigidos na concessão do selo. Com base nos resultados, são então definidos os requisitos exigidos para a concessão dos selos aos produtos da categoria candidata. Na verdade, Kohlrausch não está aludindo à rotulagem tipo III, pois esta se refere aos produtos que tenham sua completa ACV realizada. 2.7 Projeto SECEX de Rotulagem Ambiental Outra iniciativa governamental é a realizada pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que assinou, em 2005, um projeto financiado pela União Européia e administrado pelo UNEP, denominado Permitindo que os países em desenvolvimento obtenham oportunidades de acesso à rotulagem ambiental: capacitação e a assistência técnica para a indústria e governos dos países em desenvolvimento 4. Em suma, esse programa objetiva aumentar a competitividade dos produtos brasileiros nos principais mercados mundiais, notadamente o mercado europeu, aderindo a um processo de certificação pelo programa de rotulagem ambiental europeu o Ecolabel (que é uma rotulagem tipo I Nota do autor). A criação do selo Ecolabel, resultante de uma decisão do Parlamento Europeu, em 1987, foi implementado pelo Conselho da União Européia, em O motivo da criação foi evitar a concorrência entre os diferentes programas ambientais adotados individualmente por seus estados-membros. O regulamento admite a continuidade de programas nacionais, porém, visa criar condições para adoção de um único selo em toda a União Europeia. (GUÉRON, 2003) O projeto SECEX prevê ações de treinamento e capacitação de técnicos dos países em desenvolvimento envolvidos, e fornece assistência técnica para que ao menos um produto obtenha a certificação para o rótulo Ecolabel. O Brasil está buscando a certificação para papel (de cópia e impressão) e celulose. (SECEX, 2009; JULIANI, A. J., 2009) 4 Tradução livre do autor desta pesquisa para Enabling Developing Countries to Seize Eco-Label Opportunities: Capacity Building and Techical Assistance for Industries and Governments in Developing Countries, no original, em Inglês. 9

10 Segundo Lemos e Barros (2006), apesar desse programa ser voluntário, vem sendo exigido pela UE para certos produtos importados, levando em consideração o ciclo de vida do produto, como máquinas de lavar louça, adubos para solo, papel higiênico, detergentes. 2.8 A Rotulagem Ambiental e Barreiras Técnicas ao Comércio Com a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), o acesso a mercados por parte dos países exportadores passou a ser regido por acordos específicos. Esses acordos disciplinam as relações comerciais entre os países membros da OMC, de forma que as regras de comércio sejam acessíveis a todos, de forma transparente, evitando o protecionismo. A questão dos requisitos de rotulagem para fins ambientais tornou-se, desde a 4ª Conferência Ministerial da OMC realizada em Doha, novembro de 2001, uma questão de foco especial no trabalho da Comissão da OMC sobre comércio e ambiente (CTE), que resultou na publicação de um relatório final, onde informava que a maioria dos membros da CTE entendia que sistemas de rotulagens ambientais voluntários, participativos, transparentes e baseados no mercado são instrumentos econômicos potencialmente eficazes para informar os consumidores sobre os produtos ecológicos. Ao mesmo tempo, o relatório observa que sistemas de rotulagem ambientais poderiam ser utilizados abusivamente para a proteção dos mercados. Por conseguinte, estes sistemas precisariam ser não-discriminatórios e não resultar em entraves desnecessários ou restrições dissimuladas ao comércio internacional. (FAO, 2009) O TBT 5 da OMC estabelece uma série de princípios com o objetivo de eliminar entraves desnecessários ao comércio, em particular as barreiras técnicas, que são aquelas relativas às normas e regulamentos técnicos e procedimentos de avaliação da conformidade que podem dificultar o acesso de produtos aos mercados. (CNI, 2008) As normas internacionais são normas técnicas estabelecidas por um organismo internacional de normalização, como a ISO, para aplicação em âmbito mundial. O TBT entende que as normas internacionais constituem referência para o comércio internacional. (CNI, 2008) Assim sendo, não está descartada a possibilidade de que a Rotulagem Ambiental executada de acordo com as normas ISO venham a ser exigidas pelos países mais desenvolvidos, 5 Acordo de Barreiras Técnicas ou Trade Barries to Trade (TBT), no original, em inglês. 10

11 como medidas protecionistas disfarçadas, visto que o TBT considera que as normas técnicas internacionais não constituem barreiras técnicas. 3. Metodologia A metodologia para o desenvolvimento desta pesquisa compreendeu, primeiramente, a caracterização do objeto da pesquisa para, em seguida, definir a situação problema e estabelecer os objetivos da pesquisa. Partiu-se, então, para o levantamento bibliográfico sobre o tema e, em paralelo, elaborouse a metodologia, quando se definiu a importância da pesquisa ser exploratória. Segundo Gil (2002, p.41), pesquisas exploratórias têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo mais explícito [...] na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão [...] Concluindo-se pela necessidade de entrevistas, fez-se necessário definir quem seriam os sujeitos a serem entrevistados. Entendeu-se que se deveria entrevistar especialistas da Academia, que vêm desenvolvendo e/ou orientando projetos de pesquisa sobre ACV. Assim sendo, foram entrevistados os seguintes especialistas: 1) Da Academia: A - Professor da Universidade de Brasília UnB, e coordenador do projeto-piloto de ICV para o Diesel brasileiro; B - Professor da Universidade de São Paulo USP, presidente da Associação Brasileira do Ciclo de Vida ABCV. C - Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, presidente do Instituto Brasil PNUMA. D - Professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR e diretora da ABCV; E - Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais CEFET-MG. 11

12 2) Do setor privado ou Instituições públicas: F - Gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Aracruz Celulose, unidade de Guaíba/RS; G - Diretor do Instituto Ekos Brasil; H e I - Professor e pesquisadora do Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (CETEA/ITAL); As entrevistas foram realizadas no período de junho a setembro de 2009, a maioria de modo presencial e o restante por via programa de voz e vídeo Skipe. A questão proposta foi a seguinte: Qual seria o melhor esquema de rotulagem ambiental para as empresas demonstrarem a utilização da ACV, e por quê, nos processos de realização de seus produtos, ou seja, aquele que se aplicaria melhor ao Brasil e deveria ser apoiado pelo governo, de modo a se alinhar às exigências internacionais e se resguardar de barreiras técnicas? 4. Resultados e discussão As entrevistas foram analisadas sob a ótica da revisão da literatura. As opiniões foram relacionadas na tabela 2 que se segue. 12

13 TIPO DE ESPECIALISTA ROTULAGEM I II III A X B X C X D X TIPO DE ESPECIALISTA ROTULAGEM I II III E X X X F X X JUSTIFICATIVA - Assumir o projeto europeu ILCD como referência para o Projeto Brasileiro Vida para a Competitividade da Indústria Brasileira. (***) 6 - No mercado internacional se fala em Rotulagem tipo III. Assim sendo, vê forma de alinhamento ao já praticado. - A rotulagem ambiental tipo III é a que deve ser priorizada num program única que exige o estudo completo de ACV. Acha imprescindível não se abd somente um estudo completo de ACV pode proporcionar. - As certificações do tipo I são locais; exigir-lhes no comércio internacional O Selo tipo I tem aplicação diferente, que pode incluir alguns aspectos de baseado num estudo completo de ACV como o do tipo III; além disso, as c são locais; exigir-lhes no comércio internacional crê que seria criar uma barre - O Selo tipo III está sendo utilizado somente como B2B 7, mas não está desca já prevê isso) ser usado como B2C. No futuro, quando Países tiverem bancos o Selo tipo III irá evoluir também para B2C 8. - A rotulagem tipo III proporciona um resultado mais apropriado, mais comp - Crê que uma política para o País não deveria diferenciar o tipo de r econômicos, pois se estaria dando tratamento desigual. JUSTIFICATIVA - Deve-se começar pela rotulagem tipo I e caminhar para uma rotulagem tipo começar por fazer essas rotulagens em paralelo. Crê que esses passos não d porque há carência grande de pessoal especializado para se realizar esses estu - O importante é que seja avaliada por 3ª parte, aplicável tanto à rotulagem ti - A escolha da realização de rotulagem tipo I ou tipo II deve depender da exi a empresa atuar, pois estudos de ACV geram custos que o mercado pode nã os aplicadores do estudo (os fabricantes) deveriam ter a opção de escolherem 6 Apesar do ILCD também contemplar a rotulagem tipo I, o professor A entende que a rotulagem tipo III é a mais indicada. 7 Significa business to business ou relação comercial entre empresas. 8 Significa business to consumers ou relação comercial entre empresa e consumidor final.

14 G X H e I X X dependendo das exigências do mercado em que atua. - Diz que a rotulagem tipo I, como o Selo do programa do Inmetro / Procel bem mas não obriga a se realizar a ACV. - A rotulagem tipo III é feita para transações comerciais entre empresas (B2B consumidores (B2C), e é a forma dele ter conhecimento sobre o que está com - É preciso pensar numa rotulagem interna, para a população (B2C), de mod para a importância da redução dos impactos ambientais. - Por traz da rotulagem tipo I há um levantamento de ICV, mas feito som aspectos ambientais que um estudo prévio tenha detectado ser mais impacta Crê que o governo deveria focar um primeiro conjunto de produtos q importância e realizar uma rotulagem ambiental do tipo I. O tipo III requer a não irá se levantar nele o que é mais ou menos impactante, se fará o le entregará ao cliente, o qual também deverá ter capacidade técnica para analis 14

15 A revisão da literatura, bem como a entrevista com os especialistas, mostra que os estudos de ACV e a rotulagem ambiental devem ser realizados conforme as diretrizes contidas nas normas da International Organization for Standardization (ISO). Constatou-se, assim, que o ponto de discordância é relativa a qual seria o melhor programa de rotulagem que o País, por meio do estabelecimento de políticas ou programas de governo, deveria adotar. Embora nenhum dos entrevistados discorde que a rotulagem tipo III é aquela em que os estudos de ACV estão efetivamente sendo exigidos, alguns especialistas observam que devido a dificuldades inerentes à realização desses estudos, bem como o seu público alvo 9, pode ser recomendável que programas de rotulagem tipo I e tipo III pudessem existir simultaneamente. O professor E também considera válida a realização de rotulagens tipo II, que são as autodeclarações. Entretanto, conforme Barboza (2001), Selos do Tipo II são os das reinvindicações ambientais que são feitas pelos próprios fabricantes, importadores ou distribuidores para os seus produtos, sem avaliação de organizações de 3a Parte. Não são verificados independentemente, não usam os critérios preestabelecidos e aceitos como referência, e são questionáveis como sendo o menos informativo das três categorias de selos ambientais. Com isso, a rotulagem tipo II, por sua própria característica, não é utilizada pelos governos em seus programas nacionais. Conforme UNEP, 9 Conforme IPC (2009), enquanto na rotulagem tipo I uma 3ª parte avalia uma informação ambiental e identifica os produtos ambientalmente preferíveis, um rótulo tipo III não faz nenhuma alegação de superioridade ambiental. Esta decisão é deixada para o consumidor ou usuário final, que deve comparar os resultados das informações disponibilizadas de todas as categorias de impacto ambientais. Devido a isso, programas de rotulagem tipo III tipicamente acarretam a necessidade de concentração de recursos na educação dos usuários desse rótulo. Assim, muitos profissionais ambientais acreditam que rótulos tipo III são mais benéficos nas relações comerciais entre empresas (business to business ou B2B) ou nas relações comerciais empresas-governo, para as compras governamentais.

16 A amplitude da ACV assegura que melhorias sejam efetuadas, assim como ela mede os efeitos ao longo do ciclo de vida, para que se evite a transferência de encargos ambientais para outro tipo de impacto ambiental / ou outro estágio do ciclo de vida. (UNEP, 2009) Nessa linha, Lemos e Barros (2006) fazem uma crítica à rotulagem Tipo I dizendo que rótulos, como o Blue Angel, apresentam alguns problemas. Exemplifica que um produto certificado pode ter baixo consumo de energia, mas uma grande emissão de resíduos tóxicos durante sua fabricação. Segundo Frankl e Rubik (2000), em alguns casos é possível que uma considerada melhoria ou evolução num certo estágio cause uma piora em outro, e informam que um exemplo são as tintas a base de água (...) que diminui a carga de compostos orgânicos voláteis. Por outro lado, é possível que, para uma renovação da pintura, essas tintas têm de ser removidas com agentes a base de solventes ou usando uma imensa quantidade de energia térmica 5. Conclusões finais Visto que os países do terceiro mundo, como o Brasil, estão atrasados na questão da implementação de políticas ou programas que envolvem a sistemática da ACV, convém não se perder mais tempo com discussões e procurar alinhar-se ao que está sendo mais aplicado mundialmente ou nos blocos econômicos, pois a rotulagem ambiental poderá ser usada como barreira às exportações dos produtos dos países que não estiverem preparados. Não foi por acaso que os projetos governamentais brasileiros estão alinhados a essa premissa: o Projeto Brasileiro de Inventário do Ciclo de Vida para a Competitividade da Indústria Brasileira escolheu o ILCD como referência a ser adotada. E o projeto SECEX de rotulagem ambiental busca a certificação do rótulo europeu Ecolabel, o qual também está contemplado no ILCD. No entanto, a seleção do tipo rotulagem ambiental deve atentar para as vantagens ou 16

17 limitações, ou dificuldades de toda ordem (custos envolvidos, disponibilidade de dados, etc). Mas, algumas premissas deveriam poderiam ser estabelecidas e levadas em conta nesse momento. Para a indústria de base, que afeta todo o restante da cadeia produtiva, se teria um retorno ambiental maior se fosse realizado uma completa ACV, isto é, se o produto ou serviço avaliado atendesse aos requisitos da rotulagem tipo III. É o caso das geradoras de energia elétrica, transportes, refinarias de combustível. Mas as informações de um estudo de ACV servem para se fazer a declaração ambiental do produto (Environmental Product Declaration EPD, em inglês), que vem a ser o rótulo da rotulagem tipo III. As informações das EPD não são acessíveis ao público em geral, e isto deve também ser considerado num programa governamental. Assim, possivelmente o melhor seria não haver um esquema único de rotulagem ambiental. Para aqueles produtos onde haja uma categoria de impacto ambiental predominante (excluindo-se o da indústria de base), determinada por um inventário de ciclo de vida, a aplicação de uma rotulagem ambiental Tipo I já daria uma boa contribuição ao meio ambiente. E, com relação a outros produtos, produzidos pelo setor industrial do topo ou do meio da cadeia, outros fatores poderiam ser tomados em conta na definição de políticas ou programas de rotulagem ambiental, tais como (ao menos): - potencial impacto à saúde e ao meio ambiente: Somente uma ACV seria capaz de responder a esta questão com precisão. Porém, se houver um estudo de ACV completo, o melhor seria optarse por uma rotulagem tipo III. Entretanto, quando custo, disponibilidade de dados e outras barreiras impedem isso, deve-se valer de outras ferramentas ou dados ou estudos já realizados para realizar este julgamento. Um exemplo de estudo disponível, é o relatório técnico do Institute for Prospective Technological Studies (ITPS), localizado na Espanha, que identifica os produtos que têm maior impacto ambiental por todo o seu ciclo de vida benefícios ambientais e econômicos / sociais: Já em 1992, antes do evento ECO 92, no Rio de Janeiro, o Conselho de Comércio Mundial para o Desenvolvimento Sustentável 11 introduziu o 10 Relatório Environmental Impact of Products (EIPRO) Analysis of the life cycle environmental impacts related to the final consumption of the EU-25. Disponível em: 11 World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), no original, em Inglês. 17

18 conceito de ecoeficiência para ressaltar a ligação existente entre melhorias ao meio ambiente e benefícios econômicos. (UNEP, 2007) - custos suportados pelo setor: Um estudo completo de ACV, para a aplicação de uma rotulagem Tipo III, irá normalmente requerer uma grande quantidade de dados, cálculos e análise, o que irá consumir muito tempo e dinheiro. Conforme EEA (1997, p.10), estudos completos de ACV fornecem a melhor base para a tomada de decisões, mas são, muitas vezes, apenas relevantes para produtos de venda de grande circulação - que não são frequentemente alterados. Na prática, uma forma simplificada da ACV é freqüentemente usada, adaptados ao produto e da finalidade. - disponibilidade e qualidade de dados de ICV: Os dados utilizados num estudo de ACV podem ser provenientes de monitoramentos reais de um determinado processo de produção associados ao sistema estudado situação ideal ou podem ser calculados ou estimados por meio de estudos específicos divulgados na literatura, dados estatísticos, relatórios ambientais, etc. É um ponto de essencial importância, pois vários parâmetros influenciam a qualidade de dados disponíveis, tais como representatividade dos mesmos (foram coletados de forma pontual ou são médias mensais/anuais?), a confiabilidade da fonte de informação, a temporalidade (são dados aplicáveis aos processos de produção/serviço atuais?), a abrangência geográfica, etc. (MOURARD et al, 2002) Finalizando, entre apoiar uma única rotulagem, pelos padrões mais altos (e mais caros) ou buscar exemplos de uso de rotulagens ambientais distintas junto aos países ou blocos econômicos mais avançados na temática da ACV, esta última proposta parece ser a mais viável para o País, ao mesmo tempo que traz uma uma boa dose de satisfação de estar propiciando um maior bem estar social, econômico e financeiro para o seu povo, assegurando-se que não seremos alvo de discriminação pelos países ricos. 18

19 Referências bibliográficas AMBIENTAL COMUNICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL (ACDP). Comunicação / Marketing Ambiental. Disponível em: Acesso: 08 mai ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 14040: Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de vida - Princípios e estrutura. Rio de Janeiro, BARBOZA, Elza M. F. Rotulagem ambiental: rótulos ambientais e Análise do Ciclo de Vida (ACV). Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Novembro Disponível em: Acesso: 08 mai BONEZZI, C. B. Competitividade ambiental da siderurgia brasileira: impactos das definições de fóruns internacionais. 2005, 90 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica). Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB. Brasília/DF BRASIL, Ministerio do Meio Ambiente (MMA). Rotulagem ambiental: documento base para o Programa Brasileiro. 210 p. Brasilia/DF: MMA, CHEHEBE, José Ribamar Brasil. Análise do ciclo de vida dos produtos: ferramenta gerencial da ISO Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997 (Reimpressão de 2002). COLTRO, Leda. Avaliação do Ciclo de Vida como Instrumento de Gestão. Campinas: CETEA/ITAL, Disponível em: Acesso: 12 jul COMISSÃO EUROPÉIA: JOINT RESEARCH CENTRE. International Reference Life Cycle Data System (ILCD): Data Network (upcoming) - Consistent and quality-assured data in support 19

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