A ROTULAGEM AMBIENTAL COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA: SUGESTÕES PARA UM PROGRAMA BRASILEIRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A ROTULAGEM AMBIENTAL COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA: SUGESTÕES PARA UM PROGRAMA BRASILEIRO"

Transcrição

1 ISSN A ROTULAGEM AMBIENTAL COMO MEIO DE COMUNICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA: SUGESTÕES PARA UM PROGRAMA BRASILEIRO Carlos Eduardo de Lima Monteiro (Inmetro) Stella Regina Reis da Costa (UFF) Resumo A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma ferramenta ou metodologia para avaliação dos aspectos ambientais e dos impactos ambientais potenciais associados a um produto ou serviço, compreendendo as etapas que vão desde a retirada da natureza das matérias-primas elementares que entram no sistema produtivo até a disposição do produto final, passando por serviços associados ao mesmo, como transporte, manutenção, etc. A ACV objetiva auxiliar o gerenciamento e a tomada de decisão na estratégia ambiental das empresas e, num contexto mais amplo, auxiliar os governos a estabelecerem metas de redução de impactos ao meio-ambiente, como emissões tóxicas, por exemplo. As discussões acerca da aplicação da ACV deixam clara a preocupação quanto à necessidade de se preparar a indústria para enfrentar os novos desafios de atender a demandas crescentes de produção com menor impacto para o meio ambiente e de modo o mais autossustentável possível, além de se preparar para atuais ou futuras sanções ou restrições as suas transações comerciais internacionais, que traria, consequentemente, impactos negativos à economia do País. A forma de evitar essas restrições dá-se pela implementação de programas de rotulagem ambiental, como meio de demonstrar que determinado produto ou serviço foi produzido levando em conta o aspecto da sustentabilidade. Palavras-chave: Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), rotulagem ambiental, barreiras técnicas.

2 Palavras-chaves: Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), rotulagem ambiental, barreiras técnicas. 2

3 1. Formulação da situação problema Com o passar dos anos, ficava cada vez mais evidente que já não era suficiente comparar as conseqüências ambientais apenas do processo de produção, por exemplo, sem levar em consideração as conseqüências ambientais de todas as outras fases da vida de um produto 1 (IBICT, 2009). A Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) surgiu, então, como uma técnica capaz de levantar o desempenho ambiental de um produto, avaliando todas as interações ocorridas entre o ciclo de vida do mesmo e o meio ambiente, e os impactos ambientais potencialmente associados a essas interações. Mas, já antes disso, os rótulos ambientais haviam surgido como um mecanismo de comunicação com o mercado consumidor, utilizado para fornecer informações a respeito de aspectos ambientais de um produto. Bonezzi (2005) ressalta que é crescente no comércio internacional a exigência de rótulos ambientais ou selos verdes, especialmente por parte dos países desenvolvidos, convertida, muitas vezes, em barreiras comerciais aos produtos de países em desenvolvimento, como o Brasil, em função da dificuldade técnica e financeira de implementação de processos adequados de gestão ambiental e da insuficiência de conhecimento técnico para sua condução. Nota-se, nessas afirmações, que num mercado globalizado cada vez mais regulado e exigente, onde cada País ou bloco econômico pode dificultar o acesso a seus mercados, por meio de regulamentos, políticas, medidas ou práticas governamentais, é importante estar atualizado com o que pode vir a se tornar uma exigência legal. 1.1 Objetivo Embora a ACV seja uma ferramenta que vem sendo estudada e desenvolvida há pelo menos 30 anos, ainda carece definir, para o Brasil, a melhor forma de inserção no tema, de forma a se alinhar a um contexto mais pragmático e aceito mundialmente. 1 A literatura normativa da International Organization for Standardization (ISO), referente à Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), denomina genericamente por produto um bem material ou serviço. 3

4 Verificou-se, nas opiniões dos especialistas e na revisão da literatura, que a rotulagem ambiental vem a ser o modo das empresas demonstrarem que realizam ACV de seus produtos. Assim sendo, este trabalho objetivou, através da visão de especialistas, pesquisar qual tipo de rotulagem ambiental deveria ser apoiado, em um ou mais programas de cunho governamental, que fosse mais apropriado para o País. Para ajudar a buscar essas respostas, foi realizada uma entrevista com especialistas da Academia e de responsáveis pela realização de programas ou estudos de ACV no setor privado ou de Instituições públicas, que auxiliam o setor privado nessa tarefa, para obter suas visões de como seria a melhor forma de participação do poder público. 2. Referencial Teórico 2.1 Definição de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) Para o UNEP 2 (1999), a ACV é uma ferramenta para avaliação dos efeitos que um produto tem sobre o meio ambiente, por toda a sua vida desde a extração e processamento das matérias-primas de que ele é feito, continuando pela fabricação, embalagem e processos de venda, uso, reuso e manutenção do produto até a sua eventual reciclagem ou disposição como lixo ao final de sua vida útil. 2.2 Aplicações da ACV As motivações ou objetivos para a realização de uma ACV pode variar entre os seus usuários, que são, basicamente, indústrias, governos em todos os níveis, ONGs e consumidores. Na indústria, uma ACV pode ser usada para desenvolver produtos existentes ou novos projetos; ou seja, para avaliação do desempenho ambiental ligado aos indicadores ambientais 2 United Nations Environment Programme (UNEP), no original, em inglês. 4

5 relevantes, definidos para atender uma dada legislação ambiental, negociação ou estratégia de marketing da empresa (ECOPRODUCERS, 2008). As empresas podem se valer também de estudos de ACV para obter acesso a mercados, por meio de declarações ou rotulagens ambientais de seu produto. Para as Organizações Não Governamentais (ONG), o principal uso da ACV é o de fornecer informações para o consumidor, balizar discussões públicas e influenciar empresas e governos. Já consumidores podem buscar informações sobre os produtos e serviços que compram, os despejos tóxicos associados ao processo de fabricação (...) tentar descobrir se as empresas de que compram têm iniciativas para tratar de seus impactos ambientais (...) buscar informações de como se pode usar, cuidar, reciclar ou descartar produtos efetivamente. (UNEP, 2004) E, no âmbito governamental, a ACV funciona como uma das ferramentas utilizadas que pode contribuir para a implementação de políticas públicas em prol do desenvolvimento de novos padrões de consumo que envolvem condições ambientalmente mais saudáveis e ainda contribuem para a evolução da produção industrial (MMA, 2002) 2.3 A Metodologia utilizada para realização da Análise do Ciclo de Vida Segundo Fava (2005), as normas sobre avaliação do ciclo de vida (ACV) da International Organization for Standardization (ISO) estabeleceram um conjunto de regras visando assegurar que os estudos de ACV fossem realizados num modo consistente e reproduzível em todo o mundo. A norma ISO estabelece que a ACV deve incluir 4 fases, conforme abaixo: Fase 1 Definição do Objetivo e Escopo Esta fase do estudo deve declarar: a aplicação pretendida; as razões para execução do estudo; a quem se destina o estudo (quem será comunicado de seus resultados) e se existe a intenção de utilizar os resultados em afirmações comparativas a serem divulgadas publicamente. Fase 2 Análise do Inventário do Ciclo de Vida (ICV) É a fase que contempla o levantamento, a compilação e a quantificação das entradas e saídas de um sistema em termos de energia, recursos naturais e emissões para água, terra e ar, 5

6 considerando as categorias de impacto 3 e as fronteiras definidas, com resultados ponderados pela unidade funcional. (MOURARD et al, 2002). Fase 3 Avaliação de Impacto do Ciclo de Vida (AICV) A fase da AICV tem como objetivo estudar a significância dos impactos ambientais potenciais, utilizando os resultados do ICV. (ABNT NBR ISO 14040:2009) Embora existam diversas metodologias para a AICV, ainda não existe nenhuma aceita de forma geral para a associação consistente e precisa de dados de inventários com impactos potenciais específicos e, assim sendo, a norma ISO não faz menção nem descreve uma metodologia para realização desta fase da ACV. (MOURARD et al, 2002) Com isso, fica a cargo do executor da ACV escolher sua metodologia, desde que o processo de avaliação seja composto, no mínimo, pelos seguintes elementos mandatórios da norma ISO 14040: Seleção e Definição das Categorias: Onde são identificados os grandes focos de preocupação ambiental, as categorias e os indicadores que o estudo utilizará (estes se relacionam a efeitos ou impactos ambientais conhecidos); Classificação: Onde os dados do inventário são classificados e agrupados nas diversas categorias, anteriormente identificadas. Caracterização: Onde os dados do inventário atribuídos a uma determinada categoria são modelados, para que os resultados possam ser expressos na forma de um indicador numérico para aquela categoria. (KIPERSTOCK, 2002) O resultado da avaliação do impacto do ciclo de vida é um perfil ambiental da empresa. Fase 4 Interpretação O objetivo desta fase é analisar os resultados obtidos nas duas fases anteriores, tirar conclusões, explicar as limitações do estudo, identificar oportunidades de melhorias de acordo com o objetivo e fornecer recomendações para aperfeiçoamento do próprio estudo de ACV. (CHEHEBE, 1997; KIPERSTOCK, 2002) 3 Refere-se ao enquadramento do impacto, referente às afetações provocadas sobre o meio ambiente por determinada ação ou atividade humana, tais como consumo de recursos naturais, aquecimento global, acidificação, toxidade humana, ecotoxidade, nutrificação e eutroficação, redução da camada de ozônio. 6

7 2.4 O projeto europeu International Reference Life Cycle Data System (ILCD) As normas ISO e ISO fornecem as diretrizes para a realização de uma ACV. Essas diretrizes, no entanto, deixam o praticante com uma gama de opções, que podem afetar a legitimidade dos resultados de um estudo de ACV. A flexibilidade é essencial para responder à grande variedade de questões abordadas, mas a orientação é necessária mais para assegurar a consistência e qualidade do estudo. O ILCD foi desenvolvido com o intuito de fornecer essa orientação e os dados necessários. O ILCD é um sistema de dados de ciclo de vida, que pretende ser internacional, e consiste, principalmente, de um manual e uma rede de base de dados. O manual do ILCD traz uma série de orientações técnicas para as avaliações do ciclo de vida e a uma base de dados de inventário de ciclo de vida de emissões e uso de recursos. (COMISSÃO EUROPÉIA, 2009) 2.5 O Projeto Brasileiro de Inventário do Ciclo de Vida para a Competitividade da Indústria Brasileira Surgido por meio de articulação entre o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), esse projeto governamental, segundo o descrito pelo IBICT e pela Universidade de Brasília (UnB), tem por objetivo desenvolver um sistema de informação de Inventários do Ciclo de Vida (ICV) dos materiais/produtos/processos produtivos mais relevantes para a sociedade brasileira. Este sistema de inventário será parte fundamental para a aplicação da metodologia ACV, como especificado pela família de normas ISO (IBICT e UnB, 2005) A disponibilização de dados de ICV é a base para a realização de estudos de ACV, obrigatoriamente necessários à rotulagem ambiental tipo III (tabela 1) e, onde especificado, na realização de rotulagens do tipo I (tabela 1). 2.6 A Rotulagem Ambiental De acordo com Lemos e Barros (2008), durante os anos 40 surgiram os primeiros rótulos obrigatórios que obedeciam a legislação sobre meio ambiente, tais como agrotóxicos e pesticidas, contendo especificações sobre seu uso e armazenagem. 7

8 Esses rótulos foram tão bem aceitos perante o mercado consumidor, que os fabricantes passaram também a informar aspectos ambientais positivos. Com isso, passou a haver uma proliferação desse mecanismo de informação em diversos países. (ACDP, 2008) Em virtude da proliferação de rótulos e selos ambientais no mercado e da necessidade de se estabelecerem padrões e regras para seu uso adequado, a Organização Internacional de Normalização (ISO) empreendeu esforços para fornecer normas e orientações para a rotulagem ambiental. A ISO classifica rótulos ambientais em três categorias: rótulo tipo I, tipo II e tipo III; para cada tipo de rótulo, foi elaborada uma norma específica. A tabela 01 mostra um comparativo das características dessas três rotulagens. Tabela 01 Tipos de Rotulagem Ambiental Fonte: COLTRO, Leda (2007, p.41) Kohlrausch (2003, p. 89) diz que a ISO recomenda que os programas de rotulagem utilizem a ACV, porém, são poucos os programas que realmente utilizam. A maioria acaba adotando uma análise limitada do ciclo de vida, ou seja, procura definir em qual etapa o impacto ambiental é maior e, a partir daí, identificar o 8

9 parâmetro ambiental para a formulação dos critérios exigidos na concessão do selo. Com base nos resultados, são então definidos os requisitos exigidos para a concessão dos selos aos produtos da categoria candidata. Na verdade, Kohlrausch não está aludindo à rotulagem tipo III, pois esta se refere aos produtos que tenham sua completa ACV realizada. 2.7 Projeto SECEX de Rotulagem Ambiental Outra iniciativa governamental é a realizada pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que assinou, em 2005, um projeto financiado pela União Européia e administrado pelo UNEP, denominado Permitindo que os países em desenvolvimento obtenham oportunidades de acesso à rotulagem ambiental: capacitação e a assistência técnica para a indústria e governos dos países em desenvolvimento 4. Em suma, esse programa objetiva aumentar a competitividade dos produtos brasileiros nos principais mercados mundiais, notadamente o mercado europeu, aderindo a um processo de certificação pelo programa de rotulagem ambiental europeu o Ecolabel (que é uma rotulagem tipo I Nota do autor). A criação do selo Ecolabel, resultante de uma decisão do Parlamento Europeu, em 1987, foi implementado pelo Conselho da União Européia, em O motivo da criação foi evitar a concorrência entre os diferentes programas ambientais adotados individualmente por seus estados-membros. O regulamento admite a continuidade de programas nacionais, porém, visa criar condições para adoção de um único selo em toda a União Europeia. (GUÉRON, 2003) O projeto SECEX prevê ações de treinamento e capacitação de técnicos dos países em desenvolvimento envolvidos, e fornece assistência técnica para que ao menos um produto obtenha a certificação para o rótulo Ecolabel. O Brasil está buscando a certificação para papel (de cópia e impressão) e celulose. (SECEX, 2009; JULIANI, A. J., 2009) 4 Tradução livre do autor desta pesquisa para Enabling Developing Countries to Seize Eco-Label Opportunities: Capacity Building and Techical Assistance for Industries and Governments in Developing Countries, no original, em Inglês. 9

10 Segundo Lemos e Barros (2006), apesar desse programa ser voluntário, vem sendo exigido pela UE para certos produtos importados, levando em consideração o ciclo de vida do produto, como máquinas de lavar louça, adubos para solo, papel higiênico, detergentes. 2.8 A Rotulagem Ambiental e Barreiras Técnicas ao Comércio Com a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), o acesso a mercados por parte dos países exportadores passou a ser regido por acordos específicos. Esses acordos disciplinam as relações comerciais entre os países membros da OMC, de forma que as regras de comércio sejam acessíveis a todos, de forma transparente, evitando o protecionismo. A questão dos requisitos de rotulagem para fins ambientais tornou-se, desde a 4ª Conferência Ministerial da OMC realizada em Doha, novembro de 2001, uma questão de foco especial no trabalho da Comissão da OMC sobre comércio e ambiente (CTE), que resultou na publicação de um relatório final, onde informava que a maioria dos membros da CTE entendia que sistemas de rotulagens ambientais voluntários, participativos, transparentes e baseados no mercado são instrumentos econômicos potencialmente eficazes para informar os consumidores sobre os produtos ecológicos. Ao mesmo tempo, o relatório observa que sistemas de rotulagem ambientais poderiam ser utilizados abusivamente para a proteção dos mercados. Por conseguinte, estes sistemas precisariam ser não-discriminatórios e não resultar em entraves desnecessários ou restrições dissimuladas ao comércio internacional. (FAO, 2009) O TBT 5 da OMC estabelece uma série de princípios com o objetivo de eliminar entraves desnecessários ao comércio, em particular as barreiras técnicas, que são aquelas relativas às normas e regulamentos técnicos e procedimentos de avaliação da conformidade que podem dificultar o acesso de produtos aos mercados. (CNI, 2008) As normas internacionais são normas técnicas estabelecidas por um organismo internacional de normalização, como a ISO, para aplicação em âmbito mundial. O TBT entende que as normas internacionais constituem referência para o comércio internacional. (CNI, 2008) Assim sendo, não está descartada a possibilidade de que a Rotulagem Ambiental executada de acordo com as normas ISO venham a ser exigidas pelos países mais desenvolvidos, 5 Acordo de Barreiras Técnicas ou Trade Barries to Trade (TBT), no original, em inglês. 10

11 como medidas protecionistas disfarçadas, visto que o TBT considera que as normas técnicas internacionais não constituem barreiras técnicas. 3. Metodologia A metodologia para o desenvolvimento desta pesquisa compreendeu, primeiramente, a caracterização do objeto da pesquisa para, em seguida, definir a situação problema e estabelecer os objetivos da pesquisa. Partiu-se, então, para o levantamento bibliográfico sobre o tema e, em paralelo, elaborouse a metodologia, quando se definiu a importância da pesquisa ser exploratória. Segundo Gil (2002, p.41), pesquisas exploratórias têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo mais explícito [...] na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão [...] Concluindo-se pela necessidade de entrevistas, fez-se necessário definir quem seriam os sujeitos a serem entrevistados. Entendeu-se que se deveria entrevistar especialistas da Academia, que vêm desenvolvendo e/ou orientando projetos de pesquisa sobre ACV. Assim sendo, foram entrevistados os seguintes especialistas: 1) Da Academia: A - Professor da Universidade de Brasília UnB, e coordenador do projeto-piloto de ICV para o Diesel brasileiro; B - Professor da Universidade de São Paulo USP, presidente da Associação Brasileira do Ciclo de Vida ABCV. C - Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, presidente do Instituto Brasil PNUMA. D - Professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR e diretora da ABCV; E - Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais CEFET-MG. 11

12 2) Do setor privado ou Instituições públicas: F - Gerente de Qualidade e Meio Ambiente da Aracruz Celulose, unidade de Guaíba/RS; G - Diretor do Instituto Ekos Brasil; H e I - Professor e pesquisadora do Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (CETEA/ITAL); As entrevistas foram realizadas no período de junho a setembro de 2009, a maioria de modo presencial e o restante por via programa de voz e vídeo Skipe. A questão proposta foi a seguinte: Qual seria o melhor esquema de rotulagem ambiental para as empresas demonstrarem a utilização da ACV, e por quê, nos processos de realização de seus produtos, ou seja, aquele que se aplicaria melhor ao Brasil e deveria ser apoiado pelo governo, de modo a se alinhar às exigências internacionais e se resguardar de barreiras técnicas? 4. Resultados e discussão As entrevistas foram analisadas sob a ótica da revisão da literatura. As opiniões foram relacionadas na tabela 2 que se segue. 12

13 TIPO DE ESPECIALISTA ROTULAGEM I II III A X B X C X D X TIPO DE ESPECIALISTA ROTULAGEM I II III E X X X F X X JUSTIFICATIVA - Assumir o projeto europeu ILCD como referência para o Projeto Brasileiro Vida para a Competitividade da Indústria Brasileira. (***) 6 - No mercado internacional se fala em Rotulagem tipo III. Assim sendo, vê forma de alinhamento ao já praticado. - A rotulagem ambiental tipo III é a que deve ser priorizada num program única que exige o estudo completo de ACV. Acha imprescindível não se abd somente um estudo completo de ACV pode proporcionar. - As certificações do tipo I são locais; exigir-lhes no comércio internacional O Selo tipo I tem aplicação diferente, que pode incluir alguns aspectos de baseado num estudo completo de ACV como o do tipo III; além disso, as c são locais; exigir-lhes no comércio internacional crê que seria criar uma barre - O Selo tipo III está sendo utilizado somente como B2B 7, mas não está desca já prevê isso) ser usado como B2C. No futuro, quando Países tiverem bancos o Selo tipo III irá evoluir também para B2C 8. - A rotulagem tipo III proporciona um resultado mais apropriado, mais comp - Crê que uma política para o País não deveria diferenciar o tipo de r econômicos, pois se estaria dando tratamento desigual. JUSTIFICATIVA - Deve-se começar pela rotulagem tipo I e caminhar para uma rotulagem tipo começar por fazer essas rotulagens em paralelo. Crê que esses passos não d porque há carência grande de pessoal especializado para se realizar esses estu - O importante é que seja avaliada por 3ª parte, aplicável tanto à rotulagem ti - A escolha da realização de rotulagem tipo I ou tipo II deve depender da exi a empresa atuar, pois estudos de ACV geram custos que o mercado pode nã os aplicadores do estudo (os fabricantes) deveriam ter a opção de escolherem 6 Apesar do ILCD também contemplar a rotulagem tipo I, o professor A entende que a rotulagem tipo III é a mais indicada. 7 Significa business to business ou relação comercial entre empresas. 8 Significa business to consumers ou relação comercial entre empresa e consumidor final.

14 G X H e I X X dependendo das exigências do mercado em que atua. - Diz que a rotulagem tipo I, como o Selo do programa do Inmetro / Procel bem mas não obriga a se realizar a ACV. - A rotulagem tipo III é feita para transações comerciais entre empresas (B2B consumidores (B2C), e é a forma dele ter conhecimento sobre o que está com - É preciso pensar numa rotulagem interna, para a população (B2C), de mod para a importância da redução dos impactos ambientais. - Por traz da rotulagem tipo I há um levantamento de ICV, mas feito som aspectos ambientais que um estudo prévio tenha detectado ser mais impacta Crê que o governo deveria focar um primeiro conjunto de produtos q importância e realizar uma rotulagem ambiental do tipo I. O tipo III requer a não irá se levantar nele o que é mais ou menos impactante, se fará o le entregará ao cliente, o qual também deverá ter capacidade técnica para analis 14

15 A revisão da literatura, bem como a entrevista com os especialistas, mostra que os estudos de ACV e a rotulagem ambiental devem ser realizados conforme as diretrizes contidas nas normas da International Organization for Standardization (ISO). Constatou-se, assim, que o ponto de discordância é relativa a qual seria o melhor programa de rotulagem que o País, por meio do estabelecimento de políticas ou programas de governo, deveria adotar. Embora nenhum dos entrevistados discorde que a rotulagem tipo III é aquela em que os estudos de ACV estão efetivamente sendo exigidos, alguns especialistas observam que devido a dificuldades inerentes à realização desses estudos, bem como o seu público alvo 9, pode ser recomendável que programas de rotulagem tipo I e tipo III pudessem existir simultaneamente. O professor E também considera válida a realização de rotulagens tipo II, que são as autodeclarações. Entretanto, conforme Barboza (2001), Selos do Tipo II são os das reinvindicações ambientais que são feitas pelos próprios fabricantes, importadores ou distribuidores para os seus produtos, sem avaliação de organizações de 3a Parte. Não são verificados independentemente, não usam os critérios preestabelecidos e aceitos como referência, e são questionáveis como sendo o menos informativo das três categorias de selos ambientais. Com isso, a rotulagem tipo II, por sua própria característica, não é utilizada pelos governos em seus programas nacionais. Conforme UNEP, 9 Conforme IPC (2009), enquanto na rotulagem tipo I uma 3ª parte avalia uma informação ambiental e identifica os produtos ambientalmente preferíveis, um rótulo tipo III não faz nenhuma alegação de superioridade ambiental. Esta decisão é deixada para o consumidor ou usuário final, que deve comparar os resultados das informações disponibilizadas de todas as categorias de impacto ambientais. Devido a isso, programas de rotulagem tipo III tipicamente acarretam a necessidade de concentração de recursos na educação dos usuários desse rótulo. Assim, muitos profissionais ambientais acreditam que rótulos tipo III são mais benéficos nas relações comerciais entre empresas (business to business ou B2B) ou nas relações comerciais empresas-governo, para as compras governamentais.

16 A amplitude da ACV assegura que melhorias sejam efetuadas, assim como ela mede os efeitos ao longo do ciclo de vida, para que se evite a transferência de encargos ambientais para outro tipo de impacto ambiental / ou outro estágio do ciclo de vida. (UNEP, 2009) Nessa linha, Lemos e Barros (2006) fazem uma crítica à rotulagem Tipo I dizendo que rótulos, como o Blue Angel, apresentam alguns problemas. Exemplifica que um produto certificado pode ter baixo consumo de energia, mas uma grande emissão de resíduos tóxicos durante sua fabricação. Segundo Frankl e Rubik (2000), em alguns casos é possível que uma considerada melhoria ou evolução num certo estágio cause uma piora em outro, e informam que um exemplo são as tintas a base de água (...) que diminui a carga de compostos orgânicos voláteis. Por outro lado, é possível que, para uma renovação da pintura, essas tintas têm de ser removidas com agentes a base de solventes ou usando uma imensa quantidade de energia térmica 5. Conclusões finais Visto que os países do terceiro mundo, como o Brasil, estão atrasados na questão da implementação de políticas ou programas que envolvem a sistemática da ACV, convém não se perder mais tempo com discussões e procurar alinhar-se ao que está sendo mais aplicado mundialmente ou nos blocos econômicos, pois a rotulagem ambiental poderá ser usada como barreira às exportações dos produtos dos países que não estiverem preparados. Não foi por acaso que os projetos governamentais brasileiros estão alinhados a essa premissa: o Projeto Brasileiro de Inventário do Ciclo de Vida para a Competitividade da Indústria Brasileira escolheu o ILCD como referência a ser adotada. E o projeto SECEX de rotulagem ambiental busca a certificação do rótulo europeu Ecolabel, o qual também está contemplado no ILCD. No entanto, a seleção do tipo rotulagem ambiental deve atentar para as vantagens ou 16

17 limitações, ou dificuldades de toda ordem (custos envolvidos, disponibilidade de dados, etc). Mas, algumas premissas deveriam poderiam ser estabelecidas e levadas em conta nesse momento. Para a indústria de base, que afeta todo o restante da cadeia produtiva, se teria um retorno ambiental maior se fosse realizado uma completa ACV, isto é, se o produto ou serviço avaliado atendesse aos requisitos da rotulagem tipo III. É o caso das geradoras de energia elétrica, transportes, refinarias de combustível. Mas as informações de um estudo de ACV servem para se fazer a declaração ambiental do produto (Environmental Product Declaration EPD, em inglês), que vem a ser o rótulo da rotulagem tipo III. As informações das EPD não são acessíveis ao público em geral, e isto deve também ser considerado num programa governamental. Assim, possivelmente o melhor seria não haver um esquema único de rotulagem ambiental. Para aqueles produtos onde haja uma categoria de impacto ambiental predominante (excluindo-se o da indústria de base), determinada por um inventário de ciclo de vida, a aplicação de uma rotulagem ambiental Tipo I já daria uma boa contribuição ao meio ambiente. E, com relação a outros produtos, produzidos pelo setor industrial do topo ou do meio da cadeia, outros fatores poderiam ser tomados em conta na definição de políticas ou programas de rotulagem ambiental, tais como (ao menos): - potencial impacto à saúde e ao meio ambiente: Somente uma ACV seria capaz de responder a esta questão com precisão. Porém, se houver um estudo de ACV completo, o melhor seria optarse por uma rotulagem tipo III. Entretanto, quando custo, disponibilidade de dados e outras barreiras impedem isso, deve-se valer de outras ferramentas ou dados ou estudos já realizados para realizar este julgamento. Um exemplo de estudo disponível, é o relatório técnico do Institute for Prospective Technological Studies (ITPS), localizado na Espanha, que identifica os produtos que têm maior impacto ambiental por todo o seu ciclo de vida benefícios ambientais e econômicos / sociais: Já em 1992, antes do evento ECO 92, no Rio de Janeiro, o Conselho de Comércio Mundial para o Desenvolvimento Sustentável 11 introduziu o 10 Relatório Environmental Impact of Products (EIPRO) Analysis of the life cycle environmental impacts related to the final consumption of the EU-25. Disponível em: 11 World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), no original, em Inglês. 17

18 conceito de ecoeficiência para ressaltar a ligação existente entre melhorias ao meio ambiente e benefícios econômicos. (UNEP, 2007) - custos suportados pelo setor: Um estudo completo de ACV, para a aplicação de uma rotulagem Tipo III, irá normalmente requerer uma grande quantidade de dados, cálculos e análise, o que irá consumir muito tempo e dinheiro. Conforme EEA (1997, p.10), estudos completos de ACV fornecem a melhor base para a tomada de decisões, mas são, muitas vezes, apenas relevantes para produtos de venda de grande circulação - que não são frequentemente alterados. Na prática, uma forma simplificada da ACV é freqüentemente usada, adaptados ao produto e da finalidade. - disponibilidade e qualidade de dados de ICV: Os dados utilizados num estudo de ACV podem ser provenientes de monitoramentos reais de um determinado processo de produção associados ao sistema estudado situação ideal ou podem ser calculados ou estimados por meio de estudos específicos divulgados na literatura, dados estatísticos, relatórios ambientais, etc. É um ponto de essencial importância, pois vários parâmetros influenciam a qualidade de dados disponíveis, tais como representatividade dos mesmos (foram coletados de forma pontual ou são médias mensais/anuais?), a confiabilidade da fonte de informação, a temporalidade (são dados aplicáveis aos processos de produção/serviço atuais?), a abrangência geográfica, etc. (MOURARD et al, 2002) Finalizando, entre apoiar uma única rotulagem, pelos padrões mais altos (e mais caros) ou buscar exemplos de uso de rotulagens ambientais distintas junto aos países ou blocos econômicos mais avançados na temática da ACV, esta última proposta parece ser a mais viável para o País, ao mesmo tempo que traz uma uma boa dose de satisfação de estar propiciando um maior bem estar social, econômico e financeiro para o seu povo, assegurando-se que não seremos alvo de discriminação pelos países ricos. 18

19 Referências bibliográficas AMBIENTAL COMUNICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL (ACDP). Comunicação / Marketing Ambiental. Disponível em: Acesso: 08 mai ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 14040: Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de vida - Princípios e estrutura. Rio de Janeiro, BARBOZA, Elza M. F. Rotulagem ambiental: rótulos ambientais e Análise do Ciclo de Vida (ACV). Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Novembro Disponível em: Acesso: 08 mai BONEZZI, C. B. Competitividade ambiental da siderurgia brasileira: impactos das definições de fóruns internacionais. 2005, 90 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica). Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB. Brasília/DF BRASIL, Ministerio do Meio Ambiente (MMA). Rotulagem ambiental: documento base para o Programa Brasileiro. 210 p. Brasilia/DF: MMA, CHEHEBE, José Ribamar Brasil. Análise do ciclo de vida dos produtos: ferramenta gerencial da ISO Rio de Janeiro: Qualitymark, 1997 (Reimpressão de 2002). COLTRO, Leda. Avaliação do Ciclo de Vida como Instrumento de Gestão. Campinas: CETEA/ITAL, Disponível em: Acesso: 12 jul COMISSÃO EUROPÉIA: JOINT RESEARCH CENTRE. International Reference Life Cycle Data System (ILCD): Data Network (upcoming) - Consistent and quality-assured data in support 19

20 of life cycle thinking in business and government. Disponível em: Acesso: 08 mai CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDUSTRIA (CNI). Normas internacionais. Disponível em: Acesso: 16 set FAVA, James A. Can ISO Life Cycle Assessment Standards Provide Credibility for LCA? Building design & construction. Novembro, Disponível em: Acesso: 09 mai FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS (FAO). Ecolabelling in fisheries management. Disponível em: Acesso: 21 abril EUROPEAN ENVIRONMENT AGENCY (EEA). Life Cycle Assessment (LCA): a guide to approaches, experiences and information sources. Agosto Disponível em: 6.pdf. Acesso: 18 jul FRANKL, P.; RUBICK, F. Life Cycle Assessment in Industry and Business: adoption Patterns, Aplications and Implications New York, Springer-Verlag Berlin Heidelberg. Disponível em: ATION+SCHEMES+FOR+LCA&source=bl&ots=OXuTEKXEHO&sig=t28pHcSqF1Xu8VFzq- LwXZvQoAU&hl=pt- BR&ei=FFFWS6yOFcinuAe1xcTABA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=3&ved=0C BoQ6AEwAg#v=onepage&q=label&f=false. Acesso: 05 mai GUÉRON, Ana Luisa. Rotulagem e Certificação Ambiental: uma Base para Subsidiar a Análise da Certificação Florestal no Brasil. 2003, 112 f. Dissertação (Mestrado em 20

Avaliação do Ciclo de Vida do Produto - ACV -

Avaliação do Ciclo de Vida do Produto - ACV - 1er. Taller Internacional de Gestión de Cadenas Productivas y de Suministros 1ra. Convención Internacional lde la Ciencia i y la Técnica de la Industria, CUBAINDUSTRIAS 2014 Avaliação do Ciclo de Vida

Leia mais

A Avaliação do Ciclo e Vida e as Normas ISO 14000

A Avaliação do Ciclo e Vida e as Normas ISO 14000 A Avaliação do Ciclo e Vida e as Normas ISO 14000 Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Instituto Brasil PNUMA Vice Presidente do ISO/TC 207 Presidente, Conselho Técnico T da ABNT Presidente, Conselho Empresarial

Leia mais

Selos Verdes ou Rótulos Ecológicos Florestas e Papéis Websites Selecionados para Navegação

Selos Verdes ou Rótulos Ecológicos Florestas e Papéis Websites Selecionados para Navegação Selos Verdes ou Rótulos Ecológicos Florestas e Papéis Websites Selecionados para Navegação Celso Foelkel As demandas por maior ecoeficiência e sustentabilidade continuam a pressionar os setores produtivos

Leia mais

AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA

AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA 2 - Metodologia 3 - Aplicação x Legislação 4 - Análise de Inventário 5 - Avaliação de Impacto 6 - Interpretação Avaliação A Análise de Ciclo de Vida (ACV) avalia as interações

Leia mais

ACV: Uma ferramenta para os desafios da Sustentabilidade

ACV: Uma ferramenta para os desafios da Sustentabilidade FÓRUM MINEIRO DE PRODUÇÃO E CONSUMO SUSTENTÁVEL Avaliação do Ciclo de Vida: Tendências, Aplicabilidade Oportunidades e Perspectivas ACV: Uma ferramenta para os desafios da Sustentabilidade GP2 Grupo de

Leia mais

Resolução n. o 03, de 22 de abril de 2010

Resolução n. o 03, de 22 de abril de 2010 Serviço Público Federal MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR CONSELHO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL CONMETRO Resolução n. o 03, de 22 de abril de 2010

Leia mais

Normas ISO 14000. Haroldo Mattos de Lemos. Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do RJ 27/11/2015

Normas ISO 14000. Haroldo Mattos de Lemos. Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do RJ 27/11/2015 Normas ISO 14000 Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Conselho Técnico da ABNT; Superintendente, ABNT/CB 38 Vice Presidente do ISO/TC 207 (Normas ISO 14000) Presidente, Conselho Empresarial de Meio Ambiente

Leia mais

PBACV Avaliação do Ciclo de Vida UNEP/SETAC Norma ABNT NBR ISO 14040:2009

PBACV Avaliação do Ciclo de Vida UNEP/SETAC Norma ABNT NBR ISO 14040:2009 PROGRAMA BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA PBACV OBJETIVO Estabelecer diretrizes, no âmbito do SINMETRO, para dar continuidade e sustentabilidade às ações de ACV no Brasil com vistas a apoiar o

Leia mais

Avaliação do Ciclo de Vida ACV

Avaliação do Ciclo de Vida ACV Avaliação do Ciclo de Vida ACV Eloísa Garcia Sustentabilidade BFT 2020 Desenvolvimento Sustentável Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades e aspirações da geração atual, sem comprometer

Leia mais

Organização de normas internacionais do setor privado, com sede em Genebra (Suíça), fundada em 1947 (normatização de 140 países)

Organização de normas internacionais do setor privado, com sede em Genebra (Suíça), fundada em 1947 (normatização de 140 países) A SÉRIE ISO 14.000 A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE NORMALIZAÇÃO (ISO) ISO => Internacional Organization for Standardization Organização de normas internacionais do setor privado, com sede em Genebra (Suíça),

Leia mais

PROGRAMA BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA

PROGRAMA BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA VII WORKSHOP INTERNACIONAL DE AC DO INMETRO PROGRAMA BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA Elizabeth Cavalcanti Rio de Janeiro 15 de maio de 2012 PBACV: OBJETIVO Estabelecer diretrizes, no âmbito do

Leia mais

O uso do poder de compra para a melhoria do meio ambiente: o papel da rotulagem ambiental

O uso do poder de compra para a melhoria do meio ambiente: o papel da rotulagem ambiental A rotulagem ambiental Informações disponibilizadas nos rótulos de embalagens para que os consumidores possam optar por adquirir produtos de menor impacto ambiental em relação aos produtos concorrentes

Leia mais

Produzido por CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem e ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, 2008.

Produzido por CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem e ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, 2008. Produzido por CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem e ABRE - Associação Brasileira de Embalagem, 2008. Sumário As Normas ISO 14000 4 A Rotulagem Ambiental 5 Rotulagem Tipo I NBR ISO 14024 5

Leia mais

O ECODESIGN e o Desenvolvimento Sustentável

O ECODESIGN e o Desenvolvimento Sustentável O ECODESIGN e o Desenvolvimento Sustentável Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Instituto Brasil PNUMA Vice Presidente, Comitê Técnico 207 da ISO (ISO 14000) Presidente, Conselho Técnico da ABNT Presidente,

Leia mais

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA SUMÁRIO Apresentação ISO 14001 Sistema de Gestão Ambiental Nova ISO 14001 Principais alterações e mudanças na prática Estrutura de alto nível Contexto

Leia mais

Avaliação de Ciclo de Vida

Avaliação de Ciclo de Vida A metodologia de (ACV) aplicada como ferramenta de gestão Prof. Dr. Bruno Fernando Gianelli 1 As respostas a estas dúvidas não estão fundamentadas em estudos técnicos profundos, que cubram todo o ciclo

Leia mais

Normas ISO 14000. Haroldo Mattos de Lemos

Normas ISO 14000. Haroldo Mattos de Lemos Normas ISO 14000 Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Conselho Técnico da ABNT; Superintendente, ABNT/CB 38 Vice Presidente do ISO/TC 207 (Normas ISO 14000) Presidente, Conselho Empresarial de Meio Ambiente

Leia mais

Normas ISO 14000. Jonas Lucio Maia

Normas ISO 14000. Jonas Lucio Maia Jonas Lucio Maia Agenda Origem das normas Normas ISO 14000 Similaridades GQ e GA Benefícios Críticas Bibliografia Origens das normas Quatro origens relacionadas: Padrões do Business Council for Sustainable

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL ABNT NBR ISO 14001 Prof. Eduardo Lucena Cavalcante de Amorim INTRODUÇÃO A norma ISO 14001 faz parte de um conjunto mais amplo de normas intitulado ISO série 14000. Este grupo

Leia mais

Avaliação do Ciclo de Vida de Roupeiro Composto por Material Aglomerado (MDP)

Avaliação do Ciclo de Vida de Roupeiro Composto por Material Aglomerado (MDP) Avaliação do Ciclo de Vida de Roupeiro Composto por Material Aglomerado (MDP) Diogo Aparecido Lopes Silva¹, Diego Rodrigues Iritani¹ Paulo Grael¹ e Aldo Roberto Ometto¹ 1- Universidade de São Paulo, Escola

Leia mais

Informações ambientais sobre o CICLO DE VIDA dos produtos utilizados quotidianamente pelas famílias

Informações ambientais sobre o CICLO DE VIDA dos produtos utilizados quotidianamente pelas famílias Informações ambientais sobre o CICLO DE VIDA dos produtos utilizados quotidianamente pelas famílias INTRODUÇÃO O desempenho ambiental dos diferentes produtos em opção é cada vez mais importante para os

Leia mais

Análise do Ciclo de Vida - ACV. Vera Lúcia P. Salazar

Análise do Ciclo de Vida - ACV. Vera Lúcia P. Salazar Análise do Ciclo de Vida - ACV Vera Lúcia P. Salazar ACV Todo produto, não importa de que material seja feito (madeira, vidro, plástico, metal, etc.), provoca um impacto no meio ambiente, seja em função

Leia mais

Avaliação do Ciclo de Vida. Cássia Maria Lie Ugaya, Dra. UTFPR

Avaliação do Ciclo de Vida. Cássia Maria Lie Ugaya, Dra. UTFPR Avaliação do Ciclo de Vida Cássia Maria Lie Ugaya, Dra. UTFPR Ciclo de Vida de Produto Avaliação do Ciclo de Vida ACV Evitar transferência de poluição Extração de petróleo Indústria petroquímica Geração

Leia mais

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS Índice 1 INTRODUÇÂO 2 A INDÚSTRIA DO CIMENTO NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 3 REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS 4 2º INVENTÁRIO BRASILEIRO DE EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA 5 PERSPECTIVAS E DESAFIOS 6

Leia mais

ISO 14000. ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1

ISO 14000. ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1 MÓDULO C REQUISITOS DA NORMA AMBIENTAL ISO 14001 ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1 REQUISITOS DA NORMA AMBIENTAL ISO 14001/04 Sumário A.) A Organização ISO...3 B.) Considerações sobre a elaboração

Leia mais

A ROTULAGEM AMBIENTAL NO CONTEXTO DE COMÉRCIO INTERNACIONAL

A ROTULAGEM AMBIENTAL NO CONTEXTO DE COMÉRCIO INTERNACIONAL A ROTULAGEM AMBIENTAL NO CONTEXTO DE COMÉRCIO INTERNACIONAL Diego Castro 1 Selene Castilho 2 Silvia Miranda 3 Artigo elaborado em maio/2004 Nas últimas décadas, verificou-se no cenário mundial o desenvolvimento

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos

Copyright Proibida Reprodução. Prof. Éder Clementino dos Santos SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL SGA ISO 14.001:2004 O que é ISO? A ISO - International Organization for Standardization é uma organização sediada em Genebra, na Suíça. Foi fundada em 1946; A sigla ISO foi

Leia mais

1. Metodologias de gestão ambiental com enfoque em prevenção da. 3. Metodologia de produção mais limpa desenvolvida pela UNIDO/UNEP

1. Metodologias de gestão ambiental com enfoque em prevenção da. 3. Metodologia de produção mais limpa desenvolvida pela UNIDO/UNEP 3 - Metodologias 1. Metodologias de gestão ambiental com enfoque em prevenção da poluição e minimização de resíduos 2. Histórico de produção mais limpa no Brasil 3. Metodologia de produção mais limpa desenvolvida

Leia mais

O meio ambiente e o planejamento estratégico

O meio ambiente e o planejamento estratégico O meio ambiente e o planejamento estratégico Roberto Sanches Garcia, Prof.Dr.Alfredo Colenci Junior Mestrado em Tecnologia: Gestão, Desenvolvimento e Formação. CEETEPS - São Paulo SP Brasil roberto.sanches4@terra.com.br;

Leia mais

22/06/2015. Cronograma finalização da disciplina GA I. Instrumentos de Gestão Ambiental. ambiental. Auditoria Ambiental

22/06/2015. Cronograma finalização da disciplina GA I. Instrumentos de Gestão Ambiental. ambiental. Auditoria Ambiental Cronograma finalização da disciplina GA I Instrumentos de Gestão Ambiental São ferramentas que auxiliam o gestor no seu plano de gestão ambiental Política e Legislação Ambiental Licenciamento Ambiental

Leia mais

Certificação Ambiental: Custo ou Oportunidade?

Certificação Ambiental: Custo ou Oportunidade? WORKSHOP ABIVIDRO MEIO AMBIENTE Novas demandas ambientais e seus impactos econômicos na indústria do vidro Certificação Ambiental: Custo ou Oportunidade? Gil Anderi da Silva Grupo de Prevenção da Poluição/EPUSP

Leia mais

2001 Edição das normas NBR ISO 14000 pela ABNT CB 38 2002 Fundada a ABCV 2003 IBICT Desenvolve site de ACV 2004 PBAC destaca ACV como questão

2001 Edição das normas NBR ISO 14000 pela ABNT CB 38 2002 Fundada a ABCV 2003 IBICT Desenvolve site de ACV 2004 PBAC destaca ACV como questão Workshop Mercosul PROGRAMA BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO DE CICLO DE VIDA PBACV Elizabeth Cavalcanti esantos@inmetro.gov.br t 2001 Edição das normas NBR ISO 14000 pela ABNT CB 38 2002 Fundada a ABCV 2003 IBICT

Leia mais

Certificação. xxx@vanzolinicert.org.br

Certificação. xxx@vanzolinicert.org.br Certificação Fundação Vanzolini FUNDAÇÃO CARLOS ALBERTO VANZOLINI ESCOLA POLITÉCNICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 2 Fundação Vanzolini Instituída em 1967 por professores do Departamento de Engenharia de Produção

Leia mais

Avaliação de Ciclo de Vida Estudo comparativo de perfil extrudado Alumínio e Poli Cloreto de Vinila (PVC)

Avaliação de Ciclo de Vida Estudo comparativo de perfil extrudado Alumínio e Poli Cloreto de Vinila (PVC) Avaliação de Ciclo de Vida Estudo comparativo de perfil extrudado Alumínio e Poli Cloreto de Vinila (PVC) ESPITIA, A. C. a*, GONDAK, M. O. a, SILVA, D. A. L. a a. Universidade de São Paulo, São Paulo *Corresponding

Leia mais

Gestão Ambiental. Definição. Processo de articulação das ações a

Gestão Ambiental. Definição. Processo de articulação das ações a Definição Processo de articulação das ações a dos diferentes agentes sociais que interagem em um dado espaço, visando garantir a adequação dos meios de exploração dos recursos ambientais às especificidades

Leia mais

Visão Sustentável sobre o Desenvolvimento de Embalagens

Visão Sustentável sobre o Desenvolvimento de Embalagens Fórum Varejo Sustentável Alternativas de Embalagens no Varejo Visão Sustentável sobre o Desenvolvimento de Embalagens Eloísa E. C. Garcia CETEA / ITAL VISÃO DE SUSTENTABILIDADE Consumo Sustentável é saber

Leia mais

GP2. AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA Sua importância para a sustentabilidade da construção civil. GIL ANDERI DA SILVA Outubro - 2007

GP2. AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA Sua importância para a sustentabilidade da construção civil. GIL ANDERI DA SILVA Outubro - 2007 Meio Ambiente em Debate Ciclo de Debates sobre Construção Civil Sustentável Insumos e Resíduos AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA Sua importância para a sustentabilidade da construção civil GIL ANDERI DA SILVA

Leia mais

CERTIFICAÇAO AMBIENTAL

CERTIFICAÇAO AMBIENTAL ISO 14000 - A NOVA NORMA GERENCIAMENTO E -- CERTIFICAÇAO AMBIENTAL DE AMBIENTAL *Francesco De Cicco A futura norma internacional para o meio ambiente - a série ISO 14000 - e a importância para as empresas

Leia mais

ENTENDENDO A ISO 14000

ENTENDENDO A ISO 14000 UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS ENTENDENDO A ISO 14000 Danilo José P. da Silva Série Sistema de Gestão Ambiental Viçosa-MG/Janeiro/2011

Leia mais

ABNT NBR ISO 9001:2008

ABNT NBR ISO 9001:2008 ABNT NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema de

Leia mais

9001:2000 - EPS - UFSC)

9001:2000 - EPS - UFSC) Implantação de um sistema de gestão da qualidade conforme a norma ISO 9001:2000 numa pequena empresa de base tecnológica, estudo de caso: Solar Instrumentação, Monitoração e Controle Ltda. Gustavo Slongo

Leia mais

NORMA NBR ISO 9001:2008

NORMA NBR ISO 9001:2008 NORMA NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema

Leia mais

CURSO EMBALAGENS DE PAPELCARTÃO, PAPEL E MICRO-ONDULADO. São Paulo/2013 Fernando Sandri

CURSO EMBALAGENS DE PAPELCARTÃO, PAPEL E MICRO-ONDULADO. São Paulo/2013 Fernando Sandri CURSO EMBALAGENS DE PAPELCARTÃO, PAPEL E MICRO-ONDULADO São Paulo/2013 Fernando Sandri Fernando Sandri Graduado em Engenharia Química pela EM- Universidade Estadual de Maringá. Pós graduado em MBA Marketing

Leia mais

Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA NUCLEAR - CDTN

Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA NUCLEAR - CDTN Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA NUCLEAR - CDTN PUBLICAÇÃO CDTN 931 Sistema de Gestão Ambiental SGA de acordo com as Normas NBR ISO 14001 e 14004, da

Leia mais

Critérios de Sustentabilidade Ambiental de Produtos. Luciana Betiol FGVCes Centro de Estudos em Sustentabilidade Outubro/2007

Critérios de Sustentabilidade Ambiental de Produtos. Luciana Betiol FGVCes Centro de Estudos em Sustentabilidade Outubro/2007 Critérios de Sustentabilidade Ambiental de Produtos Luciana Betiol FGVCes Centro de Estudos em Sustentabilidade Outubro/2007 Agenda Origem do estudo de Critérios de Sustentabilidade Ambiental de Produtos

Leia mais

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br.

18/06/2009. Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br. Marketing Ambiental Quando cuidar do meio-ambiente é um bom negócio. O que temos visto e ouvido falar das empresas ou associado a elas? Blog: www.tudibao.com.br E-mail: silvia@tudibao.com.br 2 3 Sílvia

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental

Sistema de Gestão Ambiental Sistema de Gestão Ambiental Universidade Federal do Espírito Santo UFES Centro Tecnológico Curso de Especialização em Gestão Ambiental Professora Flavia Nogueira Zanoni MSc em Controle de Poluição Ambiental

Leia mais

Sistemas e Instrumentos de Gestão Ambiental

Sistemas e Instrumentos de Gestão Ambiental Sistemas e Instrumentos de Gestão Ambiental Série ISO 14000 Prof. Gustavo Rodrigo Schiavon Eng. Ambiental A questão ambiental empresarial encontrase em fases distintas nos diversos países do mundo: De

Leia mais

ISO 14000. Estrutura da norma ISO 14001

ISO 14000. Estrutura da norma ISO 14001 ISO 14000 ISO 14000 é uma serie de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization (ISO) e que estabelecem directrizes sobre a área de gestão ambiental dentro de empresas. Histórico

Leia mais

CONCEITOS E APLICAÇÕES DE ACV NO BRASIL

CONCEITOS E APLICAÇÕES DE ACV NO BRASIL ! "#$ " %'&)(*&)+,.- /10.2*&4365879&4/1:.+58;.2*=?5.@A2*3B;.- C)D 5.,.5FE)5.G.+ &4- (IHJ&?,.+ /?=)5.KA:.+5MLN&OHJ5F&4E)2*EOHJ&)(IHJ/)G.- D - ;./);.& CONCEITOS E APLICAÇÕES DE ACV NO BRASIL Afonso Frazão

Leia mais

A SUSTENTABILIDADE EM PROJETOS DE PRODUTO: UMA ABORDAGEM AMBIENTAL

A SUSTENTABILIDADE EM PROJETOS DE PRODUTO: UMA ABORDAGEM AMBIENTAL ISSN 1984-9354 A SUSTENTABILIDADE EM PROJETOS DE PRODUTO: UMA ABORDAGEM AMBIENTAL Jaqueline Colares Viegas (UFF) Mara Telles Salles (UFF) Resumo A sustentabilidade tem se tornado um tema cada mais relevante

Leia mais

Qualidade Ambiental ABNT

Qualidade Ambiental ABNT Qualidade Ambiental ABNT PROGRAMA ABNT DE ROTULAGEM AMBIENTAL Andreia Oliveira ABNT Fundação em 1940; Entidade privada, sem fins lucrativos e considerada de utilidade pública; Único fórum brasileiro de

Leia mais

SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO NBR ISO/IEC 27002: 2005 (antiga NBR ISO/IEC 17799) NBR ISO/IEC 27002:2005 (Antiga NBR ISO/IEC 17799); 27002:2013. Metodologias e Melhores Práticas em SI CobiT; Prof. Me. Marcel

Leia mais

Rótulo Ecológico para o processo de tratamento de solução eletrolítica de baterias automotivas

Rótulo Ecológico para o processo de tratamento de solução eletrolítica de baterias automotivas Pág. Nº 2/10 0 Introdução O programa de Rotulagem Ambiental da ABNT foi desenvolvido para apoiar um esforço contínuo para melhorar e/ou manter a qualidade ambiental por meio da redução do consumo de energia

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001. Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Curso: Ciências Biológicas - UFAM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: ISO 14001 Material Didático: IBB 254 Gestão Ambiental / 2015 Conceitos Gerais A gestão ambiental abrange uma vasta gama de questões, inclusive aquelas com implicações estratégicas

Leia mais

CICLO DE VIDA DOS PRODUTOS: CERTIFICAÇÃO E ROTULAGEM AMBIENTAL.

CICLO DE VIDA DOS PRODUTOS: CERTIFICAÇÃO E ROTULAGEM AMBIENTAL. ! "#$ " %'&)(*&)+,.- /10.2*&4365879&4/1:.+58;.2*=?5.@A2*3B;.- C)D 5.,.5FE)5.G.+ &4- (IHJ&?,.+ /?=)5.KA:.+5MLN&OHJ5F&4E)2*EOHJ&)(IHJ/)G.- D - ;./);.& CICLO DE VIDA DOS PRODUTOS: CERTIFICAÇÃO E ROTULAGEM

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000

Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 ZOOTECNIA/UFG DISCIPLINA DE GPA Sistema de Gestão Ambiental & Certificação SGA - ISO 14.000 Introdução EVOLUÇÃO DA GESTÃO AMBIENTAL Passou por três grandes etapas: 1ª. Os problemas ambientais são localizados

Leia mais

Comparação do Desempenho Ambiental de dois Sabonetes Cosméticos utilizando a Técnica da ACV

Comparação do Desempenho Ambiental de dois Sabonetes Cosméticos utilizando a Técnica da ACV Comparação do Desempenho Ambiental de dois Sabonetes Cosméticos utilizando a Técnica da ACV ROMEU, C. C. a, SILVA, G. A. a a. Universidade de São Paulo, São Paulo, claromeu@hotmail.com a. Universidade

Leia mais

CAU/SP. Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo

CAU/SP. Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo CAU/SP Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo Estudo para implantação do SGA, PE e A3P Sistema de Gestão Ambiental do CAU/SP Programa de Ecoeficiência do CAU/SP Agenda Ambiental na Administração

Leia mais

AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA (ACV) - ESTUDOS DE CASOS DE PROJETOS COOPERATIVOS

AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA (ACV) - ESTUDOS DE CASOS DE PROJETOS COOPERATIVOS ACV AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA (ACV) - ESTUDOS DE CASOS DE PROJETOS COOPERATIVOS Ângela M. Ferreira Lima (IFBA, antigo CEFET-BA); Asher Kiperstok (UFBA/TECLIM); Maria de Lourdes de Almeida Silva (UFBA/TECLIM);

Leia mais

Francisco Cardoso SCBC08

Francisco Cardoso SCBC08 Formando profissionais para a sustentabilidade Prof. Francisco CARDOSO Escola Politécnica da USP Francisco Cardoso SCBC08 1 Estrutura da apresentação Objetivo Metodologia Resultados investigação Conclusão:

Leia mais

Surgimento da ISO 9000 Introdução ISO 9000 ISO 9001 serviços 1. ABNT NBR ISO 9000:2000 (já na versão 2005):

Surgimento da ISO 9000 Introdução ISO 9000 ISO 9001 serviços 1. ABNT NBR ISO 9000:2000 (já na versão 2005): Surgimento da ISO 9000 Com o final do conflito, em 1946 representantes de 25 países reuniram-se em Londres e decidiram criar uma nova organização internacional, com o objetivo de "facilitar a coordenação

Leia mais

GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PMBOK E A ISO-31000

GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PMBOK E A ISO-31000 GERENCIAMENTO DE RISCOS EM PROJETOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O E A -31000 Maildo Barros da Silva 1 e Fco.Rodrigo P. Cavalcanti 2 1 Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Fortaleza-CE, Brasil phone: +55(85) 96193248,

Leia mais

Planejamento Estratégico de TI. Prof.: Fernando Ascani

Planejamento Estratégico de TI. Prof.: Fernando Ascani Planejamento Estratégico de TI Prof.: Fernando Ascani Data Warehouse - Conceitos Hoje em dia uma organização precisa utilizar toda informação disponível para criar e manter vantagem competitiva. Sai na

Leia mais

O USO DA NORMA 14598 NA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE COM RELAÇÃO À QUALIDADE. Evaluation of Software With the use of Norm Iso 14598

O USO DA NORMA 14598 NA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE COM RELAÇÃO À QUALIDADE. Evaluation of Software With the use of Norm Iso 14598 O USO DA NORMA 14598 NA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE COM RELAÇÃO À QUALIDADE Evaluation of Software With the use of Norm Iso 14598 Walteno Martins Parreira Júnior, Izaura Pereira Pradela, Lucineida Nara de Andrade

Leia mais

RESPOSTA TÉCNICA. Informações referentes às legislações e normas de higiene e segurança de alimentos e aplicação de norma ISO à produção de alimentos.

RESPOSTA TÉCNICA. Informações referentes às legislações e normas de higiene e segurança de alimentos e aplicação de norma ISO à produção de alimentos. RESPOSTA TÉCNICA Título Higiene e segurança de alimentos Resumo Informações referentes às legislações e normas de higiene e segurança de alimentos e aplicação de norma ISO à produção de alimentos. Palavras-chave

Leia mais

Política de Saúde, Segurança e Meio Ambiente

Política de Saúde, Segurança e Meio Ambiente Política de Saúde, Segurança e Meio Ambiente Política Global Novartis 1 de março de 2014 Versão HSE 001.V1.PT 1. Introdução Na Novartis, nossa meta é ser líder em Saúde, Segurança e Meio Ambiente (HSE).

Leia mais

Programa interministerial para produtos eletroeletrônicos ambientalmente corretos

Programa interministerial para produtos eletroeletrônicos ambientalmente corretos Programa interministerial para produtos eletroeletrônicos ambientalmente corretos Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer CTI Ministério da Ciência e Tecnologia MCT Campinas SP - Brasil Sustentabilidade

Leia mais

Rotulagem Ambiental. Assunta Camilo Abril 2013 São Paulo

Rotulagem Ambiental. Assunta Camilo Abril 2013 São Paulo Rotulagem Ambiental Assunta Camilo Abril 2013 São Paulo Objetivo da Rotulagem Ambiental É promover a melhoria da Qualidade Ambiental de produtos e processos mediante a mobilização das forças de mercado

Leia mais

MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000)

MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000) MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000) Ao longo do tempo as organizações sempre buscaram, ainda que empiricamente, caminhos para sua sobrevivência, manutenção e crescimento no mercado competitivo.

Leia mais

VI-128 - PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE GESTÃO DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE (SMS) NA PETROBRAS

VI-128 - PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE GESTÃO DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE (SMS) NA PETROBRAS 22º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental 14 a 19 de Setembro 2003 - Joinville - Santa Catarina VI-128 - PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE GESTÃO DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE (SMS) NA

Leia mais

GEOGRAFIA, MEIO AMBIENTE E CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL Henrique Elias Pessoa Gutierres

GEOGRAFIA, MEIO AMBIENTE E CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL Henrique Elias Pessoa Gutierres GEOGRAFIA, MEIO AMBIENTE E CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL Henrique Elias Pessoa Gutierres Nas últimas décadas, o mundo tem testemunhado o desenvolvimento da consciência ambiental em diferentes setores da sociedade,

Leia mais

O consumo consciente de embalagens sustentáveis The conscientious consumption of sustainable packings

O consumo consciente de embalagens sustentáveis The conscientious consumption of sustainable packings O consumo consciente de embalagens sustentáveis The conscientious consumption of sustainable packings OLIVEIRA, Lorena Gomes Ribeiro Graduanda em Design de Produto Universidade do Estado de Minas Gerais

Leia mais

NORMAS ISO E SUA IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO DE SOFTWARE

NORMAS ISO E SUA IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO DE SOFTWARE NORMAS ISO E SUA IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO DE SOFTWARE Marina Benedetti Preto¹ RESUMO Muito se fala sobre a qualidade de software, mas sem sempre se tem uma verdadeira noção deste conceito. A qualidade possui

Leia mais

O Uso do Sistema de Informação Contábil como Ferramenta para a Tomada de Decisão nas Empresas da Região de Contagem - Minas Gerais.

O Uso do Sistema de Informação Contábil como Ferramenta para a Tomada de Decisão nas Empresas da Região de Contagem - Minas Gerais. O Uso do Sistema de Informação Contábil como Ferramenta para a Tomada de Decisão nas Empresas da Região de Contagem - Minas Gerais. Elaine Raquel Fernandes carlosadm@bol.com.br SENAC Flávia Cristina Pereira

Leia mais

Ações Reunião Extraordinária realizada no dia 30 de outubro de 2014

Ações Reunião Extraordinária realizada no dia 30 de outubro de 2014 R E L A Ç Õ E S I N T E R N A C I O N A I S Órgão Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC Representação Efetiva Comitê de Coordenação de Barreiras Técnicas ao Comercio - CBTC

Leia mais

Programa de Rotulagem de Sustentabilidade Selo SustentaX para Empresa Prestadora de Serviços de Limpeza Pós-Obra e Pré-Ocupação

Programa de Rotulagem de Sustentabilidade Selo SustentaX para Empresa Prestadora de Serviços de Limpeza Pós-Obra e Pré-Ocupação para Empresa Prestadora de Serviços de Limpeza Pós-Obra e Pré- Revisão de 11/05/21 2ª. Revisão 31/05/21 Revisão Técnica Nome: Eng. Alexandre Schinazi Cargo: Engenheiro CREA: 246223 Assinatura: Data: Aprovação

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E AVALIAÇÃO DO CICLO DE VIDA INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA IBICT Cecília Leite Oliveira Diretora CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA CNI Robson Braga

Leia mais

O GERENCIAMENTO AMBIENTAL NA INDÚSTRIA: UM AVAL PARA A CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL MICHEL EPELBAUM - BUREAU VERITAS JAIR ROSA CLAUDIO - BUREAU VERITAS

O GERENCIAMENTO AMBIENTAL NA INDÚSTRIA: UM AVAL PARA A CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL MICHEL EPELBAUM - BUREAU VERITAS JAIR ROSA CLAUDIO - BUREAU VERITAS 17 º CONGRESSO BRASILEIRO DE ENGENHARIA SANITARISTA E AMBIENTAL O GERENCIAMENTO AMBIENTAL NA INDÚSTRIA: UM AVAL PARA A CERTIFICAÇÃO AMBIENTAL MICHEL EPELBAUM - BUREAU VERITAS JAIR ROSA CLAUDIO - BUREAU

Leia mais

Eficiência Energética e sustentabilidade ambiental CTCV Centro Tecnológico da cerâmica e do Vidro 25 de Fevereiro 2014

Eficiência Energética e sustentabilidade ambiental CTCV Centro Tecnológico da cerâmica e do Vidro 25 de Fevereiro 2014 Eficiência Energética e sustentabilidade ambiental CTCV Centro Tecnológico da cerâmica e do Vidro 25 de Fevereiro 2014 Soluções para coberturas Telhas e acessórios cerâmicas Fibrocimento Complementos para

Leia mais

NORMA ISO 14001. Sistemas de Gestão Ambiental, Especificação e Diretrizes Para Uso

NORMA ISO 14001. Sistemas de Gestão Ambiental, Especificação e Diretrizes Para Uso Página 1 NORMA ISO 14001 Sistemas de Gestão Ambiental, Especificação e Diretrizes Para Uso (votação 10/02/96. Rev.1) INTRODUÇÃO 1 ESCOPO 2 REFERÊNCIAS 3 DEFINIÇÕES 4 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL 4.0. Generalidades

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

NORMA ISO 14004. Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio

NORMA ISO 14004. Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio NORMA ISO 14004 Sistemas de Gestão Ambiental, Diretrizes Gerais, Princípios, Sistema e Técnicas de Apoio São Paulo, 10 de Março de 2003 Índice 0 INTRODUÇÃO...4 0.1 ASPECTOS GERAIS...4 0.2 BENEFÍCIOS DE

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental

Sistema de Gestão Ambiental Objetivos da Aula Sistema de Gestão Ambiental 1. Sistemas de gestão ambiental em pequenas empresas Universidade Federal do Espírito Santo UFES Centro Tecnológico Curso de Especialização em Gestão Ambiental

Leia mais

9. O Que é Avaliação da Conformidade

9. O Que é Avaliação da Conformidade 9. O Que é Avaliação da Conformidade Demonstração de que os requisitos especificados relativos a um produto, processo, sistema, pessoa ou organismo são atendidos. (ABNT ISO/IEC 17000) PROCEDIMENTOS DE

Leia mais

(16) 3373 (16) 3373-8608 Estagiária PAE: Roberta Sanches (admrosanches@yahoo.com.br)

(16) 3373 (16) 3373-8608 Estagiária PAE: Roberta Sanches (admrosanches@yahoo.com.br) SEP0627 Sustentabilidade na Engenharia de Produção Prof. Aldo R. Ometto aometto@sc.usp.br (16) 3373 (16) 3373-8608 8608 Estagiária PAE: Roberta Sanches (admrosanches@yahoo.com.br) Objetivo Desenvolver

Leia mais

TRANSQUALIT GERENCIAMENTO DE RISCOS

TRANSQUALIT GERENCIAMENTO DE RISCOS TRANSQUALIT Transqualit GRIS GERENCIAMENTO DE RISCOS INTRODUÇÃO Organizações de todos os tipos estão cada vez mais preocupadas em atingir e demonstrar um desempenho em termos de gerenciamento dos riscos

Leia mais

INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009.

INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009. INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009. Introdução Segundo as informações disponíveis no site do

Leia mais

Portugal Brasil Moçambique Polónia

Portugal Brasil Moçambique Polónia www.promover.pt www.greatteam.pt Portugal Brasil Moçambique Polónia QUEM SOMOS - Prestamos serviços técnicos de consultoria de gestão e formação nos diversos setores da economia. - Presentes em Lisboa,

Leia mais

NORMA ISO 14001. Sistemas de Gestão Ambiental, Especificação e Diretrizes Para Uso (votação 10/02/96. Rev.1) São Paulo, 10 de março de 2003.

NORMA ISO 14001. Sistemas de Gestão Ambiental, Especificação e Diretrizes Para Uso (votação 10/02/96. Rev.1) São Paulo, 10 de março de 2003. NORMA ISO 14001 Sistemas de Gestão Ambiental, Especificação e Diretrizes Para Uso (votação 10/02/96. Rev.1) São Paulo, 10 de março de 2003. http://www.ibamapr.hpg.ig.com.br/14001iso.htm ii Índice INTRODUÇÃO...3

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Rafael D. Ribeiro, M.Sc. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br A expressão ISO 9000 (International Organization for Standardization) designa um grupo de normas técnicas que estabelecem

Leia mais

Sustentabilidade em Edificações Públicas Entraves e Perspectivas

Sustentabilidade em Edificações Públicas Entraves e Perspectivas Câmara dos Deputados Grupo de Pesquisa e Extensão - Programa de Pós-Graduação - CEFOR Fabiano Sobreira SEAPS-NUARQ-CPROJ-DETEC Valéria Maia SEAPS-NUARQ-CPROJ-DETEC Elcio Gomes NUARQ-CPROJ-DETEC Jacimara

Leia mais

ABNT/CB-38 Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental

ABNT/CB-38 Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental ABNT/CB-38 Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental ISO 14001 - Sistemas de gestão ambiental Requisitos com orientações para uso 06 /10/ 2015 www.abnt.org.br Tópicos Processo de Normalização Histórico da

Leia mais

Gestão de T.I. GESTÃO DE T.I. ITIL. José Luís Padovan jlpadovan@gmail.com

Gestão de T.I. GESTÃO DE T.I. ITIL. José Luís Padovan jlpadovan@gmail.com GESTÃO DE T.I. José Luís Padovan jlpadovan@gmail.com 1 Information Technology Infrastructure Library 2 O que é o? Information Technology Infrastructure Library é uma biblioteca composta por sete livros

Leia mais

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng.

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng. 01. O QUE SIGNIFICA A SIGLA ISO? É a federação mundial dos organismos de normalização, fundada em 1947 e contanto atualmente com 156 países membros. A ABNT é representante oficial da ISO no Brasil e participou

Leia mais

Como obter produção e consumo sustentáveis?

Como obter produção e consumo sustentáveis? Como obter produção e consumo sustentáveis? Meiriane Nunes Amaro 1 O conceito de produção e consumo sustentáveis (PCS) 2 vem sendo construído há duas décadas, embora resulte de um processo evolutivo iniciado

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. Projeto de Implantação e Implementação da Responsabilidade Socioambiental na Indústria

Mostra de Projetos 2011. Projeto de Implantação e Implementação da Responsabilidade Socioambiental na Indústria Mostra de Projetos 2011 Projeto de Implantação e Implementação da Responsabilidade Socioambiental na Indústria Mostra Local de: Umuarama Categoria do projeto: I - Projetos em implantação, com resultados

Leia mais

CEO da DQS do Brasil e América do Sul, na DQS há 17 anos. Auditora Líder de Sistema de Gestão da Qualidade Auditora Líder de Gestão de Riscos

CEO da DQS do Brasil e América do Sul, na DQS há 17 anos. Auditora Líder de Sistema de Gestão da Qualidade Auditora Líder de Gestão de Riscos Seu sucesso é Nosso objetivo! DQS do Brasil Ltda. Sistemas Integrados de Gestão CIESP - Diadema. Dezée Mineiro CEO da DQS do Brasil e América do Sul, na DQS há 17 anos Auditora Líder de Sistema de Gestão

Leia mais

miolo - 00 livro - 09114 [ ILDC ].indb 1 16/01/15 17:10

miolo - 00 livro - 09114 [ ILDC ].indb 1 16/01/15 17:10 miolo - 00 livro - 09114 [ ILDC ].indb 1 16/01/15 17:10 INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT) Diretoria Cecilia Leite Oliveira Coordenação-Geral de Pesquisa e Desenvolvimento

Leia mais