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3 Caminhos do sol 3

4 copyright Todos os direitos reservados 4

5 Autor Jorge Luiz de Moraes Minas Gerais, outubro de

6 Observação. Aproveita-se o título de alguns textos para complemento de leitura. 6

7 Introdução Em pequenas partes do mundo encontramos grandes coisas e pequeno é o espaço da poesia hoje no mundo sendo ela enorme, tendo o peito aberto e sabendo mostrar o seu coração que bate escrevendo seu curso nobre para falar da vida e de tudo o que existe no mundo. Ela leva significados de enormes coisas em poucos espaços de linhas, em si ela é um doce, um romance e caminha sempre consigo mesma procurando ao mundo acordar e viver atenta a tudo o que acontece em torno de si mesma e do mundo que faz parte de sua vida. Horas fala verdades, horas brinca, horas fala de amor, de natureza, de animais, índios, amizades e o mais importante é que ela adora nos olhos da gente fazer um passeio. Como e igual nas manhãs que ao nascer do sol iluminando o dia trazendo o seu calor em seu passeio pela terra, a poesia a vejo também nascendo e brotando dentro do nosso peito a sua força de viver ganhando e conquistando novos espaços nobres dentro da literatura o valor que realmente merece ter. Onde existir caminhos para seguir, também seguirá junto a vida da poesia como a luz do sol em todas as manhãs. 7

8 8

9 A aranha e a castanha A aranha arranha a castanha, a castanha como ostra se fecha fazendo rolar e irritar a aranha que ali dentro quer entrar. De casulo pensa a castanha, não serve para a aranha, a casca de uma castanha. 9

10 A arte Do mundo redondo e oriundo, profunda como a imensidão sem fim, natural como o latifúndio, vadia como o bicho furão e solta como um pássaro na mão aberta voando livre no espaço intangível da vida como as estradas sem fim. E bela é a arte que de bela se veste, ela que nobremente e fortemente nasceu dentro de mim. 10

11 A barata e a poesia Coitada da barata, jogaram nela inseticida e ela morta caiu de costas no chão, na poesia veneno de língua, perdendo a inocência a poesia com muito brilho e eloquência seguiu o seu caminho à frente não se importando com o veneno. E assim escreveu mais uma. Que avante nasceu o que deve ir em frente e que para trás sabe que não pode ficar, pois o futuro sempre aguarda com fé a grandeza dos grandes que seguem com e sempre com coragem seus destinos escritos. E cheia está a bagagem sabendo que de bobagens gostam apenas os que não sabem e não querem seguirem em frente, sendo, sempre e avante com poesias a cada passo dado na vida favorecendo a beleza da mesma e com muito carinho, dedicação, amor e respeito, com a dona das palavras... 11

12 A ciência e a discada E assim caminha a humanidade. 12

13 A dama do escuro Caminhava sempre naquele mesmo horário, aos fins de semana ninguém à via, na terça-feira viajava para bem distante voltando na sexta nunca dizendo para onde ia. E foi então que Pedro, Mario e João, deram conta e perceberam que a luz da cidade se apagava quando ela dali se ausentava. 13

14 A descoberta do remoto Moto, controle remoto, como coisas remotas, como fotos e fatos que é claro, sempre cheios de luzes nos mostrando o jovem no passado que fomos um dia igual a um ato de segundos que ligeiramente passam e que sempre mostra-nos em fotos as alegrias de certos momentos passados nas nossas vidas que estarão sempre guardados em nós em algum lugar de nossa memória. Precisa, sabemos da vida, de uma atitude mais nobre para vivermos a própria vida não deixando que ela depois vire apenas uma conciliação entre familiares e amigos em lembranças de tempos de outrora que em horas de encontros pessoais, relembramos os registros de nossas vidas e sempre ou quase com lamentos, com alegrias e uma certa pitada de ironia, o fato de não termos feito algo ou vividos mais. Ralo, às vezes me engasgo, entalo-me e quase me engulo, reforço o meu menor osso do pescoço e baixo do umbigo e entupo-me como cera no ouvido não me deixando ouvir o resmungo da própria vida. Talo o meu pneu e faço-o rodar, mas entala ele na lama me fazendo chorar, tolo e bobo não preciso e nem menos sei ser, nem entupido como ralo ou carro na lama me vale a vida viver. Acordo nas manhãs procurando a minha liberdade de livre encontrar-me e nela caminhar com 14

15 a cor da alegria que a vida nasceu no mundo para ser vivida. Sonho mil sonhos e acordado estou, ao fim da tarde descarrego todo o peso do dia, a ira, a revolta e me sinto castigado, enrolado nas trapaças da vida. Banho-me e depois me deito na cama e me desligo no controle remoto meu deste mundo sem engrenagem, pois rompida foi a liberdade na vida e em paz com Deus vou dormir na esperança de acordar em um mundo liberto para se viver e não cheio de traquinas e armações. 15

16 A dona da febre Ela é igual à uma lebre, de dia se esconde e à noite aparece. 16

17 A ponte do desejo Na ponte dos desejos joguei moedas e não me lembro nem mais o pedido que fiz deixando a desejar e na esperança de que um dia se realize o que nem mesmo o tempo revela-me mais o que pedi. Pois já sei e de fato que não me é possível lembrar-me mais o pedido que fiz. Se quando jovem de tudo me lembro da minha juventude, por que não o pedido na fonte? Intriga-me por isso a ponte do desejo como um tempo pendurado e esquecido nas lembranças de vestes perdidas e impossíveis de serem lembradas. Talvez pensando hoje nisto o desejo maior fosse mesmo o de não contar a ninguém como segredos feitos mesmo para guardar e guardei em mim não contando posteriormente nem a mim o que pedi e simplesmente com o passar do tempo, esqueci. Talvez seja você o desejo da ponte e o preço da moeda que lá joguei fazendo um pedido como muitos e com muita fé não tendo quer se hoje valor algum a moedinha e sim e apenas, o retorno do que pode vir a mim. 17

18 A fruta A fruta e a truta, o doce e o sal. A vida cansada pensar com clarezas não pensa mais em certas coisas, a fruta no pé alguém apanhou, a truta do mar, alguém pescou. Os doces feitos de frutas todos adoram comer, o sal é certo tempero, a vida cansada de alguém que já se foi deste mundo o mundo esqueceu, menos eu que não sou de esquecer, da horta em que nasci. 18

19 A fruta do vento Muitas caíram com o forte vento, algumas como outras continuam no pé e não se sabe quem vai apanhá-las para comer. 19

20 A lesma É um bichinho nojento, só anda parecendo estar sempre resfriado e o seu próprio nariz não sabe ou não se importa em limpar. Observação. As lesmas são moluscos gastrópodes, isto é, que andam sobre o abdômen, são hermafroditas e alimentam-se de várias plantas, raízes e sempre no período da noite. 20

21 A letra do oco Vazia está por dentro, sem sentido e não se pode e nem se tem como isto entender, está podre, cheia de vento não se podendo contar também com isto desta forma, está feia, torta, desengonçada na vida e jogada às traças como lixo, já virando detritos. Perdeu tudo o que havia dentro e para poder se ter u- ma pequena idéia, não se pode nem mesmo olhar dentro, pois já vive fora do que é denso virando apenas casca não devendo nós nem mesmo sorrir da coitada, pois graça alguma na vida tem mais. Que oca ficou se tornando em uma aflita atrás do que pode lhe preencher a vida. Ela é triste como um mundo que não existe e inexistente como mentiras contadas, sem mesmo trapos, sem laços e sem brilho. Mas felizmente algo se pode fazer por ela, jogá-la em um poço sem fundo para ela entender o que é oco e deixar de ser boba para que na vida pare de depositar, confiança em cupim. 21

22 A luz do desejo No sol não há chuvas, nem relâmpagos e nem trovões, no olhar não pode haver distração da outra vida que se manifesta suas aptidões, claro, ao desejo de amar. 22

23 A primeira vez A primeira hora, o primeiro tombo, o fantástico e único lugar, a descoberta do fogo, a embriagues dos apaixonados, a liquidez das dividas, a sombra de um pinheiro, u- ma casca de banana. Um macaco, um jovem, um idoso, o pneu furado, o giz que quebrou na mão do professor, o amor que no mundo se pendurou e quase enforcado morreu. O sorriso do mundo dizendo a humanidade que não é assim que se vive e todos assim mesmo assim caminhando pelo mundo em quase e total desobediência aos preceitos valorosos da vida. Lembrando que, a primeira vez retrata sempre o primeiro amor, a última, deveria ser de erros cometidos por quem não gosta do que é certo na vida e o fim do pecado no mundo. 23

24 A rainha, a lua e a prata Unidas brilham na noite com e como as estrelas do céu acompanhadas de flores, brisas e frescores. A lua e ela juntas formam um brilho de amor. A prata sem ela rainha e mulher nada valem e não se vê terem alguma graça e nem mesmo no meio do escuro no luar da noite sem a presença de outra luz. É ela a única rainha do mundo que a tudo reluz e a tudo faz viver como luz iluminando a escuridão, a clara razão da vida a quem chamam de rainha da luz... 24

25 A rima da dama Com fama e sem trama a fina dama se encheu de drama, na cama pensou em ser uma ama, na vida uma atriz que nada diz, no conceito nobre tornou-se pobre e feito cobre se encheu de energia do que na vida gostava e do que não indo muito mais longe a fina dama com sua rima firme de vida. Para o Tibet atrás de um monge querendo e buscando explicações de seus loucos desejos insaciáveis de amar, a- prendendo a lição, voltou de lá com sabedoria de vida se tornando ela muito mais culta do que palavras com rimas, quanto ao amor insaciável, descobriu ser saúde de vida. 25

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