FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Bárbara Gomes HYPÓLITO

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1 FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO Bárbara Gomes HYPÓLITO CONSERVAÇÃO DE OBRAS SACRAS: ACERVO BIBLIOGRÁFICO São Paulo 2010

2 FICHA CATALOGRÁFICA Hypólito, Barbára Gomes Conservação de Obras Sacras: acervo bibliográfico / Barbára Gomes Hypólito. - São Paulo, f. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, como requisito para obtenção do título de bacharel em Biblioteconomia. 1. Conservação 2. Obras Sacras 3. Acervo documental. I. Hypólito, Barbára Gomes. II. Título.

3 Bárbara Gomes HYPÓLITO CONSERVAÇÃO DE OBRAS SACRAS: ACERVO BIBLIOGRÁFICO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, como requisito para obtenção do título de bacharel em Biblioteconomia. Orientador: Prof(a): Edna Kátia Gaiardoni São Paulo 2010

4 FOLHA DE APROVAÇÃO Autor: Bárbara Gomes Hypólito Título: Conservação de Obras Sacras: acervo bibliográfico Conceito: Banca Examinadora Prof(a): Assinatura: Prof(a): Assinatura: Prof(a): Assinatura: Data de aprovação: / /

5 DEDICATÓRIA Dedico esse trabalho primeiramente a Deus, pois sem Ele, nada seria possível. Aos meus pais Ângelo e Dilma; pelo esforço, dedicação e compreensão, em todos os momentos desta e de outras caminhadas. Obrigada por tudo, sem vocês não seria nada. As minhas irmãs Heloisa, meu anjo da guarda, e a minha irmã Gabriela que apesar da distância, sempre me incentivou e cooperou. Amo vocês. Em especial a minha Tia Adriana Hypólito que me mostrou e me guiou por esse caminho lindo da Biblioteconomia e Ciência da Informação. Ao meu namorado Robson pelo apoio e compreensão. Te amo. Aos meus amigos de sala, em especial a Natalia Apostolo, Denise Débora, Denise Melo, Tauany e Pablo.

6 AGRADECIMENTOS Aos professores, pela contribuição, dentro de suas áreas, para o desenvolvimento da minha monografia. E em especial a minha orientadora e professora Edna Kátia Gaiardoni pela dedicação e empenho que demonstrou no decorrer de suas atividades para comigo. À bibliotecária Sandra A. Martins da Rosa, do mosteiro de São Geraldo, e a Antônio Cesar Garcia, assistente de biblioteca do Mosteiro de São Bento. A todos aqueles que, direta ou indiretamente, colaboraram para que este trabalho consiguisse atingir aos objetivos propostos.

7 EPÍGRAFE Se livrarias são como pequenas igrejas espalhadas pelo mundo, as bibliotecas são como catedrais onde é necessário se ajoelhar um pouco, abaixar a cabeça e reconhecer que o mundo pode ser guardado entre quatro paredes. J.R. Duran

8 RESUMO Este trabalho tem como finalidade apresentar os principais procedimentos utilizados para a conservação de Obras Sacras, salientando o valor histórico das mesmas. Estão reunidos dados bibliográficos e os principais processos de conservação de Obras Sacras nas Instituições visitadas, mostrando como os mesmos conservam suas obras. Palavras-chave: Conservação; Obras Sacras; Patrimônio Histórico; Mosteiro São Bento; Mosteiro São Geraldo ABSTRACT The object of this document is to show the procedures for the preservation of sacred works, enhancing the historical value of them. Here are the main process of conservation in the institutions visited that showing how they preserve the sacred works.. Keywords: Conservation; Sacred Works, Heritage, St. Benedict Monastery, Monastery St. Gerard.

9 LISTAS DE FIGURAS Figura 1 Patrimônio Cultural...15 Figura 2 Níveis de atuação em Preservação, Conservação e Restauração...16 Figura 3 São Bento...48 Figura 4 Acervo armazenado em estantes de madeira...55 Figura 5 São Bento e Santo Américo...57 Figura 6 Distribuição do acervo em três andares...61 Figura 7 Cópia de um manuscrito...62 Figura 8 Cópia de um manuscrito...62 Figura 9 Porta particular dos monges...63 Figura 10 Janelas e persianas...64 Figura 11 Umidificador...64 Figura 12 Armazenamento dos livros...65 Figura 13 Estante com as Obras Sacras...66 Figura 14 Livros dentro da estante...67 Figura 15 Livros com a capa bordado a mão...68 Figura 16 Livros com a capa bordado a mão...68

10 LISTAS DE TABELAS Tabela 01 Tabela comparativa de conservação das instituições visitadas...70

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVO OBJETIVOS ESPECÍFICOS METODOLOGIA HISTÓRIA DOS MANUSCRITOS O SCRIPTORIUM ILUSTRAÇÃO ENCADERNAÇÃO CONCEITOS DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA AGENTES DEGRADANTES DO PAPEL FATORES AMBIENTAIS Temperatura e Umidade Iluminação AGENTES BIOLÓGICOS Fungos Microorganismos Bactérias ATAQUES DE INSETOS Baratas (Blattaria) Traças (Tisanuros) Piolho de livro (Corrodentia) Cupins (Termitas) Brocas (Anobiídeos) Roedores Medidas preventivas para combater os agentes biológicos... 40

12 7.4 A AÇÃO DO HOMEM AGENTES QUÍMICOS ACIDEZ DO PAPEL Causas da Acidez POLUIÇÃO DO AR TINTAS DESASTRES NATURAIS MEDIDAS PREVENTIVAS Higienização Digitalização Encadernação Microfilmagem VIDA DE SÃO BENTO Mosteiro de São Bento Visita á Biblioteca do Mosteiro de São Bento VIDA DE SÃO GERALDO... Erro! Indicador não definido Mosteiro de São Geraldo Visita á Biblioteca do Mosteiro de São Geraldo QUADRO COMPARATIVO DOS ASPECTOS DE CONSERVAÇÃO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXO...85

13 13 1 INTRODUÇÃO Há vários séculos, a transmissão do conhecimento e da própria história era feita somente por meio de narrativas, seja pela inexistência da escrita e/ou pela falta de suportes duráveis que pudessem servir para esse fim. Com o desenvolvimento das atividades humanas, o homem criou ferramentas e instrumentos, descobriram suportes como: pedras, ossos, placas de bronze, tabuletas de argila ou cera, papiros, pergaminhos e papel, que poderiam ser empregados para registrar todo o conhecimento oral. Os livros foram feitos para serem lidos. Todo o conhecimento neles armazenados só tem razão de ser se for utilizado e passado de geração em geração. Caso contrário, teríamos continuado, somente, com a informação oral. O livro é como um organismo vivo. O homem sofre a ação de inimigos (micróbios, bactérias, insetos e agentes poluidores) que causam lesões em seu organismo que maltratado se deteriora mais rapidamente e podem ter sua vida útil abreviada, sem dizer, os acidentes aos quais o homem está sujeito no seu dia a dia. A longevidade do homem vai depender de cuidados e atenções que o humano proporcionará a si. Idêntico ao homem, está o documento, o livro, que também, possui seu ciclo de vida sofrendo envelhecimento natural desde que é gerado e alterações de fatores externos que vão provocar sua degeneração. O surgimento de materiais alternativos como os filmes, discos, microfilmes, fitas magnéticas, não solucionam todos os problemas. Estes, materiais, vão ser atacados pelos mesmos males que atacam o papel. Daí, a importância das Bibliotecas que são instituições recorrentes relacionadas à preservação dos registros do presente e do passado deixados pelo homem, deixando um elo para as gerações futuras. Seu papel é de centro informacional, o qual não apenas possibilita acesso à cultura escrita e material, como também a produz.

14 14 Como exemplo, cito os monges, que na Idade Média se refugiaram, para uma vida mais tranquila, e cultivaram a adoração pelos livros e a arte de fazer cópias dos mesmos, para o enriquecimento de suas bibliotecas. A perfeição com que os monges copistas executavam o seu trabalho fazia com que demorassem anos na finalização de um livro. Muitas bibliotecas monásticas foram destruídas, por invasões, guerras, incêndios, entre outros, com o passar dos anos foram poucas as bibliotecas monásticas que permaneceram intactas inclusive o seu acervo. Hoje muitas instituições monásticas não cultivam a arte da cópia do livro, tendo em seus acervos obras raras, que possuem um conhecimento inestimável, mas que estão em péssimas condições de conservação. A acessibilidade do acervo só será possível se este estiver em condições de conservação, ou seja, se mantiver a sua integridade física e a sua funcionalidade de forma a serem manuseáveis e legíveis. A conservação preventiva é desse modo, essencial a biblioteca. Este trabalho tem por objetivo orientar e conscientizar profissionais que lidam com este tipo de material, divulgando e esclarecendo procedimentos à conservação preventiva de Obras Sacras. Para ilustrar o tema presente, foi analisado um pequeno histórico dos mosteiros visitados e os monges que levam nome dos mosteiros com um quadro comparativo dos aspectos de conservação de cada biblioteca. A atividade de restauração não foi aqui estudada, por não ser o objetivo de trabalho e por ser uma atividade específica de técnico restaurador com comprovada experiência.

15 15 2 JUSTIFICATIVA Ao considerar a importância do acervo documental de Obras Sacras, cuja missão é ser referência cultural em termos históricos e, também, por ser considerado Patrimônio Cultural, despertou-me o interesse pela conservação desse acervo. Ressaltando a necessidade de adoção de uma política de conservação, visto que estes acervos são fontes de informação e cultura de uma época, por anos, décadas e séculos. Os responsáveis pelos acervos de Obras Sacras devem se conscientizar de que além de organizar, também são os responsáveis pela preservação física dos documentos, e que a partir dessa preservação física estará garantindo o acesso à informação contida nas obras, para todos os pesquisadores

16 16 3 OBJETIVO Apresentar a importância da conservação adequada do acervo bibliográfico de Obras Sacras, devido ao grande valor histórico desse material, e compartilhar a aquisição de conhecimento a partir das pesquisas realizadas. 3.1 Objetivos Específicos Fornecer subsídios ao bibliotecário sobre os procedimentos referentes à conservação dos acervos, em relação a Obra Sacras Esclarecer, divulgar e orientar os procedimentos adequados para conservação de Obras Sacras. Mostrar as condições ambientais, métodos e processos de conservação de Obras Sacras das instituições visitadas.

17 17 4 METODOLOGIA Para fundamentar minha pesquisa foram realizadas as seguintes atividades: levantamento bibliográfico e revisão de literatura, pesquisas na Internet, reuniões com a orientadora e visitas às instituições Mosteiro de São Bento e Mosteiro de São Geraldo. A partir do levantamento bibliográfico e a revisão de literatura sobre o assunto Conservação, foram retirados os embasamentos teóricos para o desenvolvimento deste trabalho. Para as pesquisas da Internet foram feitas buscas nas páginas das Instituições supracitadas, para verificar seus contextos históricos, pois isso não foi encontrado em nenhum livro em todas as pesquisas realizadas junto às bibliotecas autorizadas. Efetuei também pesquisas em sites especializados ao tema em questão. Serão relatadas as visitas realizadas ao Mosteiro de São Bento e ao Mosteiro São Geraldo, citando suas histórias, condições ambientais, métodos e processos de conservação dos acervos destas Instituições. Após os dados levantados, a partir das visitas, será elaborado um quadro comparativo dos procedimentos adotados por ambas as instituições e será verificado se estão de acordo com os métodos descritos na revisão de literatura.

18 18 5 HISTÓRIA DOS MANUSCRITOS O surgimento dos manuscritos medievais tem uma ligação estreita com as bibliotecas que atuaram na Idade Média, sobretudo nos mosteiros, pois foi no interior destes que a arte de copiar livros proliferou. Os mosteiros e conventos definiram-se, no período medieval, como bibliotecas: até arquitetonicamente isso é verdade, que em muitos deles os armários eram embutidos nas enormes paredes. As mais variadas formas de estantes de leitura existiam nesses conventos para permitir um manuseio cômodo dos grossos in-fólios medieval, inclusive as portáteis, mas nas quais acorrentavam os livros. (MARTINS, 1996, p. 82). De acordo com Martins (1996), todo texto escrito a mão, seja qual for o seu instrumento ou material, é um manuscrito, na significação direta da palavra. Mas, uma convenção por todos admitida é que manuscrito era para papel, papiro ou pergaminho. O livro que conhecemos, formado de folhas ligadas a um lado só, aparecerau muitos séculos depois dos rolos de papiro e de pergaminho. Esta forma de livro só começou a generalizar-se no século IV da era Cristã, quando os juristas do Baixo Império Romano verificaram que ela era mais conveniente para os seus livros de leis do que de rolo. No códice (codex), como se chama este tipo de livro, as folhas de pergaminho, em vez de serem coladas pelas extremidades e depois enroladas, dobravam-se para formar duas, e as coleções ou grupos destas folhas dobradas ligavam-se pelos vincos. (McMURTRIE, 1965, p. 79). Para McMurtrie (1965), durante o período da idade das trevas, que se seguiram às invasões do Império Romano pelos bárbaros, os que queriam levar uma vida tranquila de estudo refugiaram-se na igreja, e a adoração por livros, tornou-se cada vez mais uma ocupação exclusivamente monástica. Os conventos e outros lugares eclesiásticos chamaram a si a tarefa de fazer cópia de livros para

19 19 enriquecimento das suas bibliotecas e para uso da comunidade de leitores e estudiosos de todo o mundo. Para a composição de manuscritos, passava-se pelas etapas de cópia, rubrica, iluminação e encardenação, que serão explicadas logo a seguir. Sendo estas três últimas etapas o que dava aos manuscritos medievais o aspecto e também o valor de verdadeiras obras de arte. 5.1 O Scriptorium De acordo com Martins (1996), todas as abadias grandes possuíam um sriptorium, oficina de copista, onde o número de escribas variava, naturalmente, de acordo com a importância do convento. Para Oliveira (1985), os copistas, ou scribas, dos primeiros séculos, não utilizavam mesa, pousavam seu rolo sobre os joelhos. Ao fim do século V, apareceram os primeiros scribas diante de uma mesa. Campos, em sua obra Breve história do livro (1994), faz uma belíssima descrição de um scriptorium. A oficina dos escribas era o lugar no convento onde se copiavam os manuscritos; é um lugar amplo e pleno de claridade, compunha-se de repartições com janelas abertas para a arcada do claustro.havia uma janela para cada escriba (calígrafo) e costumava se localizar perto da biblioteca ou, no inverno, no calefactorium (lugar aquecido destinado ao religioso). Relata ainda que os monges começavam sua jornada editorial, logo a primeira luz da manhã, que durava cerca de seis horas. Quem coordenava os trabalhos do scriptorium era um monge conhecido por armarius ou bibliothecarius, ele dividia as tarefas, fiscalizava o desempenho dos colegas e providenciava todo o material necessário: pergaminho, tinta, penas, sovelas, canivetes e réguas. Porém, Oliveira (1985) diz que o trabalho do copista era uma tarefa enfadonha e muitas vezes intragável, trabalhavam em condições precárias e

20 20 utilizavam como materiais: peles de animais, canivete de corte duvidoso, tinta preta, vermelha, ou verde e os indispensáveis tinteiros. Para Campos (1994), o pergaminho, que era preparado pelo pergamenarius: era cortado em folhas de tamanhos padronizados, operação que se chamava de quadratio. Os monges aprendizes (librarii, scriptorii) dobravam as folhas e as pautavam levemente. Assim, o copista sentava-se diante de uma carteira inclinada, na qual, dos lados, havia dois tinteiros de chifre, um para a tinta vermelha, outro para a tinta preta e começava a escrever. E toda vez que um monge começava a escrever anotava na abertura do texto a expressão hic incipit (aqui começa) e ao terminar a cópia ele anotava explicitus est, prática essa que vem desde a Antiguidade, quando os livros, de papiro ou pergaminho, tinham a forma de rolos. O trabalho do copista medieval era penoso e lento, os manuscritos representavam, quase sempre, anos de trabalho. Um dos mais competentes calígrafos de que se tem notícia é Otholoh (século XI), de Saint-Emmeran que produziu durante toda a sua vida 23 missais, duas obras de Santo Agostinho, um evangelho, sete regulamentos, um saltério e dois lecionários. Alguns conventos, entretanto, conseguiram reunir grande número de copistas, alcançando com o trabalho deles centenas de cópias de uma mesma obra. Nesse caso o armarius ditava o texto a vários escribas simultaneamente. Tal procedimento, conduzia a resultados medíocres, quanto à ortografia e à integridade dos textos, já que os escribas não estavam autorizados a alterarem o texto, mesmo que o original que copiavam contivesse erros evidentes. Ao escrever no pergaminho, o copista não o tocava, para evitar que as impurezas do corpo (as gorduras naturais) denegrissem o suporte considerado o mais duradouro para o registro da palavra de Deus. (PINHEIRO, 2000). Quando era um texto de maior relevância recorria-se a um antiquarius, copista culto e experiente, muitas vezes recrutado fora do convento, entre escribas seculares. Com o passar do tempo, os conventos formaram grandes calígrafos e revisores. A entrada de estranhos no recinto era rigorosamente interditada, com exceção às autoridades monásticas, que possuíam passe livre. Exigia-se grande silêncio durante o trabalho, fazendo com que os escribas se comunicassem por meio de sinais, como os surdos e mudos, afirma Campos (1994)

21 21 Segundo McMurtrie (1965), era proibida a luz artificial no scriptorium, para se evitarem perdas causadas por incêndios. Assim trabalhavam apenas durante o dia, se houvesse claridade suficiente. Juntamente com os escribas regulares, que eram membros da comunidade monástica, havia alguns escribas seculares que eram levados para os mosteiros para fazer trabalhos especiais, como rubricação. 5.2 Ilustração Quando o copista terminava o seu trabalho ele encaminhava o manuscrito aos decoradores, ou ilustradores. Para Martins (1996) com certa incorreção, são dois tipos de ilustrações praticadas nos manuscritos medievais: a iluminura e a miniatura, que se reduzem a um só. A miniatura é uma técnica mais pobre que a iluminura, sendo esta, com desenhos ilustrativos propriamente ditos, e com variedades de cores muitos maiores. De acordo com Campos (1994), a arte de decoração vem desde os gregos, aparecendo em livros de ciências naturais ou de medicina, principalmente. A ilustração não se desenvolveu na Antiguidade porque o papiro, suporte de escrita da época, não se prestava àquela prática. O pergaminho, que era o suporte mais adequado ao desenho, ofereceu melhores condições aos artistas, reaparecendo as ilustrações em grande escala, a partir do século VI. O autor afirma também que o miniaturista, ou rubricador, era o encarregado de desenhar as letras maiúsculas, as iniciais dos diferentes parágrafos ou capítulos, onde os copistas já deixavam um espaço livre, decorando-lhes o interior com arabescos, floreiros e volutas, primeiramente na cor vermelha. Depois as maiúsculas foram aumentadas, tornando-se a decoração mais complexa e mais rica em cores. Com o passar do tempo o miniaturista evolui para a iconografia e conquista mais espaços nas páginas, quando não as ocupava por inteiro. Para McMurtrie (1965), as cores mais usadas no embelezamento dos manuscritos eram: vermelho, azul, verde, e o dourado, e com menos frequência, a

22 22 púrpura, o amarelo, o negro retinto, e o branco. Às vezes, os manuscritos eram caligrafados, por inteiro, com ouro ou prata. Abaixo seguem alguns manuscritos famosos pela beleza de suas iluminuras: Evangeliário de Kells (Book of Kells) é um manuscrito em latim, do Mosteiro de S. Colomba, do século VII, e atualmente se encontra na Biblioteca do Trinity College, em Dublin. Evangeliário de Lindsfarme, do Mosterio de S. Colomba, produzido por volta do ano 700, atualmente se encontra no Museu Britânico. Codex argenteus, contém parte da tradução gótica da Bíblia. Foi escrito na Itália no século VI, esteve desaparecido até o século XVI e foi encontrado em um convento alemão, passando para Praga. Atualmente, encontra-se na Biblioteca da Universidade de Upsala. 5.3 Encadernação Após o término do trabalho dos copistas e do iluminador, o manuscrito era encaminhado para a encadernação. Os monges que se dedicavam à encadernação eram chamados de ligator librorum ou encadernador. Para Campos (1994), a arte de encadernação veio da Antiguidade, se tornando possível quando o livro assumiu o formato de códice. As primeiras capas duras eram feitas de chapas de madeira, amarradas por duas tiras de couro. Os diptycha, eram retângulos de madeira cobertos de cera, utilizados pelos romanos para sucintas anotações, posteriormente se transformaram em chapas de marfim artisticamente trabalhadas e protegiam as folhas de textos especiais. No século V, d.c., as chapas de madeira se transformaram em chapas de ouro ou prata, cinzeladas, recobertas de valiosas pedras e começam a aparecer com frequência. Os diptycha chegariam à Idade Média com encardenações de manuscritos religiosos. No século VI, Cassidoro montou para seus discípulos um atelier de

23 23 encardenação com um catálogo com modelos de encardenação que eram escolhidos de acordo com o tipo de cada livro. Ao longo do século XIV, tornaram-se raras as encadernações em ouro e prata ficando o uso de metal restrito às cantoneiras. Há dois grandes tipos de encardenação na Idade Média: a encardenação de ourivesaria e a encardenação em couro, esta ultima subdividida em três espécies principais: o couro liso, o couro gravado e o couro estampado à frio. A encardenação de ourivesaria, que respondia mais a intenções artísticas e de luxo que ao desejo de proteger o livro, consistia em placas de madeira ornadas de marfim esculpido, de prata ou de ouro trabalhado ou incrustado, ao mesmo tempo, de pedras preciosas, de pérolas e de esmalte pintado. Esse tipo de encardenação era mais usado sobretudo para os livros de igreja, e por isso se conhecem igualmente pelo nome de encardenações de altar.(martins,1996, p ).

24 24 6 CONCEITOS DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVA Conservação visa salvaguardar o que consideramos bens culturais, que são produtos de nossa cultura, ou seja, nosso Patrimônio Cultural, sendo este, um conjunto de bens culturais de valor para um determinado grupo ou humanidade. O patrimônio cultural é dividido em duas categorias: os bens intangíveis e os bens tangíveis, sendo o segundo subdividido em bens imóveis e móveis, onde atua a conservação (CONSERVAÇÃO & RESTAURO, 2010). Patrimônio Cultural Bens Intangíveis Idéias, costumes, crenças,tradição oral, danças folclóricas, etc. Bens Imóveis Monumentos, edifícios, templos, sítios arqueológicos, etc. Bens Tangíveis Bens Móveis Objetos de artes, livros, documentos, objetos litúrgicos, fósseis,etc. Figura 1 Patrimônio Cultural Fonte: <http://www.conservacao-restauracao.com.br> Beatriz R. Restrepo (1985) diz que a conservação atua no meio ambiente e elementos físicos visando deter ou adiar os processos de deterioração.

25 25 Meio Ambiente Meio Ambiente Meio Ambiente Elementos Físicos Valores Históricos e Estéticos Elementos Físicos Valores Históricos e Estéticos Elementos Físicos Valores Históricos e Estéticos Preservação Conservação Restauração Figura 2 Níveis de atuação em Preservação, Conservação e Restauração Fonte: RESTREPO, Beatriz R. Bienes culturales: manual de prevención y primeiros auxílios Segundo Remédio (2003, p.159), a conservação é um tratamento preventivo de controle e manutenção das condições ideais à sobrevivência do papel. Segundo Silva Filho (1993, p.1), a conservação preventiva atua na deterioração do acervo com o objetivo de prevenir danos. São práticas de proteção. Incluem o monitoramento das condições ambientais, higienização, procedimentos de manutenção e planejamento de desastres. Durun (1999, p.9) afirma que em alguns textos aparece o termo conservação preventiva, que está relacionado essencialmente ao controle das condições ambientais, visando manter a integridade física dos acervos e a proteger o documento ou pelo menos aumentar a sua esperança de vida. Entretanto, para Carvalho (1998), a conservação preventiva não diz respeito apenas ao controle do meio ambiente, sua atuação envolve ampliar a perspectiva além do objeto alcançando desde o ambiente e arquitetura, aos planos de segurança, manutenção e maneira de usar as obras.

26 26 Compreende-se por conservação um conjunto de medidas e intervenções periódicas ou permanentes visando evitar danos ao acervo.

27 27 7 AGENTES DEGRADANTES DO PAPEL Um livro, tal como o homem, é um organismo vivo. Tal como homem sofre de inimigos como micróbios, bactérias, insetos e agentes poluidores que podem acarretar lesões em seu organismo. Um organismo maltratado se deteriora mais rapidamente e pode ter sua vida útil abreviada. A longevidade vai depender de cuidados e atenção que o indivíduo proporciona a si mesmo e a seus semelhantes. (VALLE, 1991, p.2) Segundo Cassares (2000), os acervos são, em geral, constituídos de livros, mapas, fotografias, obra de arte, revistas, manuscritos, entre outros, que utilizam o papel como suporte da informação, sendo este, formado basicamente de fibras de celulose provenientes de diferentes origens. Luccas e Seripierri (1995) concluem que existem fatores que contribuem para a degradação do papel, que se subdividem em: Fatores intrínsecos: que estão ligados diretamente aos elementos de composição do papel tais como, tipo de fibras, tipo de encolagem, resíduos químicos não eliminados e partículas metálicas. Fatores extrínsecos: estão ligados diretamente a agentes físicos e biológicos tais como radiação ultravioleta, temperatura, umidade, poluentes atmosféricos, microorganismos, insetos e roedores. Sendo que Cassares (2000) classifica os agentes de deterioração em fatores ambientais, fatores biológicos, intervenções próprias, agentes biológicos, furtos e vandalismo. 7.1 Fatores Ambientais

28 28 Os agentes ambientais são aquele que existem no ambiente físico do acervo: temperatura, umidade relativa do ar, radiação da luz, qualidade do ar. Na divisão de Luccas e Seripierri, citado acima, os fatores ambientais entram na subdivisão dos fatores extrínsecos, que estão ligados diretamente com os agentes físicos. Luccas, Seripierri e Cassares concordam que é possível identificar facilmente as consequências desses fatores, quando não controlados dentro de uma margem de valores aceitáveis. E que o papel é composto por alguns elementos químicos que reagem sensivelmente a esses fatores Temperatura e Umidade A umidade representa o vapor d água contido na atmosfera circunvizinha ao acervo bibliográfico e é resultante da combinação dos fenômenos de evaporação e condensação da água. Esses fenômenos estão diretamente relacionados com as variações de temperatura ambiental. (SPINELLI, 1995, p.27) Esses fatores contribuem significamente para a destruição dos documentos, principalmente quando o suporte é papel, sendo que, o desequilíbrio de um interfere no outro. O calor acelera a deterioração e a umidade alta proporciona as condições necessárias para desencadear intensas reações químicas nos materiais, conclui Cassares (2000). Confirma ainda que as evidências de temperatura e umidade altas são detectadas com a presença de colônias de fungos nos documentos e umidade e temperaturas muito baixas transparecem em documentos distorcidos e ressecados. Para Spinelli (1995), as fontes de umidade são inúmeras como a chuva, lagos, rios, limpeza aquosa, infiltrações por janelas, paredes e tetos defeituosos e a transpiração do corpo humano. Ogden (2001, p.3) recomenda que: devem-se evitar as oscilações bruscas de umidade e temperatura, pois, elas aceleram a deterioração e acarretam danos

29 29 visíveis, tais como ondulações, franzimento, descamação de tintas e empenamentos de capas. Essas oscilações fazem com que as fibras se dilatem ao absorver o excesso de umidade e se contraiam ao perder umidade, essa dilatação e contração causam quebras na estrutura do papel, ocasionando seu enfraquecimento. A temperatura ideal para reservas técnicas sem trânsito contínuo de pessoas é de 12 C, e em áreas de consulta, onde a circulação de pessoas é maior, a temperatura pode ser estabelecida entre 18 a 22 C, sendo que variações não são toleráveis. A umidade relativa do ar deverá estar entre 40 a 50%, mas quando tiver encardenações de couro, que requer em um ambiente mais úmido, a umidade tem de estar entre 45 e 55%, afirma Luccas e Seripierri (1995). Concluindo, ainda que quando a umidade estiver abaixo de 40% recomendase a utilização de umidificador. Os sistemas de ar condicionado e desumidificador deverão estar ligados ininterruptamente para evitar oscilações bruscas sobre o acervo. Hoje, existem inúmeros aparelhos de controle dos fatores climáticos, que vão desde o ar condicionado, até os sistemas centrais de filtragem, calefação, umidificação e desumidificação. Ogden (2001, p.22) apresenta alguns instrumentos para o controle e monitoramento do clima: Ar condicionado: controla a temperatura do ambiente; Termômetro: fornece informações precisas sobre a temperatura; Higrômetro eletrônico: mede a umidade relativa do ar e a temperatura do ambiente; Psicrômetro: mede a umidade relativa do ar; Umidificador: umidifica o ambiente; Desumidificador: retira a umidade do ar; Higrotermógrafo: registra e monitora a temperatura e a umidade relativa do ar;

30 30 Dataloggers: monitora o clima. Luccas e Seripierri (1995, p.19) dizem que quando, por algum motivo, o uso de aparelhagens não for possível, podem-se tomar algumas providências como: Em regiões úmidas: Não abrir janelas em dias úmidos; Não transportar para dentro do espaço do acervo guarda-chuvas, capas molhadas e plantas; Evitar infiltrações e goteiras; Arejar o ambiente com auxilio de ventiladores. Em regiões secas: Não abrir janelas em dias mais secos do que a média Iluminação Toda fonte de luz, seja ela natural ou artificial, emite radiação nociva aos materiais de acervos, provocando consideráveis danos através da oxidação (Cassares, 2000, p.19) Luccas e Seripierri (1995) afirmam que o efeito das radições ultravioletas (UV) acelera rapidamente a degradação da lignina presente na composição do papel, tornando-o progressivamente escuro (amarelado). Cassares (2000) conclui que além de amarelado o papel se torna frágil e quebradiço e as cores desbotam ou mudam de cor, alterando a legibilidade dos documentos textuais e das encadernações. Segundo Ogden (2001, p.11), a luz tem duas fontes: a natural (sol) e a artificial (lâmpadas). Cada uma dessas fontes atua de maneira danosa.

31 31 As lâmpadas podem ser de diferentes tipos de acordo com suas características. Lâmpadas incandescentes (ou de tungstênio) são extremamente quentes, pois necessitam de altos níveis de temperatura para operarem. Ogden (2001, p11) descreve o funcionamento desta lâmpada: a luz é produzida quando uma corrente elétrica passa por um filamento de tungstênio, esquentando até C. Lâmpadas fluorescentes caracterizam-se por serem frias e emitirem muita radiação ultravioleta (UV). Ogden (2001, p.11) descreve o funcionamento dessa lâmpada: quando a eletricidade passa através da lâmpada, o vapor de mercúrio emite radiação ultravioleta (UV) que é absorvida pelo pó fluorescente e reemitida na forma de luz visível. Lâmpadas HID (high intensity descharge), produzem radiação infravermelho (calor). A radiação infravermelha é uma reação térmica, que causa danos mais lentos. Tem pouco efeito sobre os materiais bibliográficos, execeto sob o calor gerado por longa exposição a esta radiação. (CUNHA, 1971, p.18). Os autores afirmam que as reações iniciadas pelo efeito da luz continuam ocorrendo mesmo depois de removida a causa. E recomendam algumas medidas que podem ser tomadas para proteção dos acervos: As janelas devem ser protegidas por cortinas ou persianas que bloqueia totalmente o sol; Recomenda-se substituir lâmpadas fluorescentes pelas que emitem número menor de raios ultravioletas; Filtros feitos de filmes especiais também ajudam no controle da radiação UV, tanto nos vidros de janelas quanto em lâmpadas fluorescentes (esses filmes têm prazo de vida limitado);

32 32 Quando for utilizar o acervo de obras raras não expor um objeto valioso por muito tempo; manter o nível da luz o mais baixo possível; não colocar lâmpadas dentro das vitrines; proteger objetos com filtros especiais e certificar-se de que as vitrines sejam feitas de materiais que não danifiquem os documentos. 7.2 AGENTES BIOLÓGICOS Dentre os agentes de degradação de acervos documentais, os agentes biológicos, notadamente insetos, fungos e roedores, constituem certamente ameaças sérias devido aos danos que podem gerar por vezes irreparáveis. Em razão disso, vigilância e controle de proliferação devem constituir um cuidado permanente dentro da política de acervos (Spinelli, 1995, p.28) Os agentes biológicos de deterioração de acervos são, entre outros, os insetos (baratas, brocas, cupins), os roedores e os fungos, cuja presença depende quase e exclusivamente das condições ambientais reinantes nas dependências onde se encontram os documentos, confirmam Cassares (2000) e Luccas e Seripierri (1995). Os agentes biológicos são a causa dos danos mais graves que podem sofrer os acervos. Contudo, condições ambientais impróprias à sua conservação, podem levar o conjunto de elementos que constituem o material bibliográfico à destruição. A maioria dos insetos que podem infestar os acervos de papel não são atraídos pelo papel em si, mas pelas gomas, adesivos e amidos, que são digeridos com facilidade muito maior do que a celulose, de que efeito o papel Fungos

33 33 Os fungos são insetos de clorofila e incapazes de assimilar o carbono atmosférico, vivem como parasitas em materiais orgânicos mortos, contribuindo assim para a decomposição dos materiais. (LUCCAS; SERIPIERRI, 1995). A palavra fungo é derivada do latim Fungus e significa cogumelo. Os fungos, às vezes chamados de mofos ou bolores, atacam todos os tipos de acervos independentemente dos seus materiais constitutivos. Eles variam desde organismo microscópio até estruturas maiores e mais complexas. A reprodução dos fungos se dá por meio de esporos assexuados. São conhecidos mais de (cem mil) tipos de fungos que atuam em diferentes ambientes; em acervos de biblioteca e arquivos são mais comuns aqueles que vivem dos nutrientes encontrados nos documentos, conforme relata Cassares (2000). Corujeira (1973) afirma que em temperaturas frias os fungos podem permanecer em estado latente, germinando ou voltando a desenvolver-se e que as temperaturas altas provocam a morte das células e, em temperaturas superiores a 40 poucos fungos se desenvolvem; Luccas e Seripierri (1995) afirmam que a principal causa da existência dos fungos está ligada ao alto teor de umidade e temperatura descontroladas. No entanto, se as condições forem adversas, esses fungos se tornam dormentes, que ocorre quando as condições ambientais se tornam desfavoráveis. Porém o estado de dormência é reversível, quando as condições do ambiente se tornam adequadas, confirma Cassares (2000). Os danos causados pelos fungos vão desde uma simples coloração até a deterioração da estrutura das obras como manchas de cor amarela, mais escura no centro dos livros e mais claras nos contornos. A variação de espécie pode causar, pela maior quantidade de esporos, a impressão de um pó ou fuligem que grande parte deles produzem, além da pigmentação do papel, a descoloração das tintas, pela liberação dos ácidos pelos fungos.

34 Microorganismo Os microorganismos são formados por uma célula só. O desenvolvimento dos microorganismos sobre os documentos é resultado de vários fatores que atacam o papel tanto quanto os insetos, fungos e roedores, quando encontram condições adequadas a sua vida. Os microorganismos encontram nutrientes na matéria orgânica inerte, causando sua destruição, como por exemplo, alimentos, madeiras e papéis. Alguns microorganismos se nutrem como parasitas, adaptando-se a organismos vivos, causando enfermidade em animais e vegetais. Outros podem viver em simbiose com estes organismos, sem prejudicá-los. (BECK, 1991, p.14) Bactérias As bactérias são os mais simples organismos encontrados na maioria dos ambientes naturais. São células esféricas ou em forma de bastonetes curtos com tamanhos variados, alcançando às vezes micrômetros linearmente. Podem se associar a células similares formando colônias. As células das bactérias, Ssgundo Beck (1991), não se diferenciam como as dos fungos, e se classificam de acordo com o tipo de formação das colônias: os cocos, que são células esféricas que, quando agrupadas aos pares, recebem o nome de diplococos. Quando o agrupamento constitui uma cadeia de cocos estes são denominados estreptococos; os bacilos são células cilíndricas, em forma de bastonetes, em geral se apresentam como células isoladas, porém, ocasionalmente, podem-se observar bacilos aos pares ou em cadeias. As bactérias alimentam-se de materiais orgânicos extraídos do papel como a glicose contida na massa celulósica.

35 35 Os danos causados pelas bactérias são uma ruptura das ligações moleculares, levando o objeto, ou a parte atingida, à total desintegração. A contaminação pode ser constatada mediante a olho nu. Surgem, a princípio, manchas de diferentes colorações, atingindo o castanho escuro na fase final da decomposição. 7.3 ATAQUES DE INSETOS Cabe aos insetos um papel importante como agente destruidor dos documentos bibliográficos. Desde a mais remota antiguidade têm-se notícias dos insetos e das medidas que se adotavam para prevenir e combater sua difusão. Entre as folhas dos códices colocavam folhas, flores como inseticidas; sobre o papiro; aplicava-se óleo de cedro para afastar os insetos Corujeira (171, p.36) menciona pesquisas datadas da primeira metade do século XVIII no sentido de identificar e isolar exclusivamente insetos daninhos aos livros. Cada tipo de inseto age de forma diversa, porém destrutiva. Alguns produzem galerias, outros cavam caminhos ramificados e deixam secreções que fazem as folhas aderirem uma às outras. Os insetos têm características que permitem sua adaptação a condições de vida surpreendentes. Podem ser terrestres, subterrâneos e aquáticos. O clima tropical permite ciclos reprodutivos mais numerosos. Luccas e Seripierri (1995) dividem os insetos em cinco dos principais, que atacam documentos de uma biblioteca ou arquivo. E subdivide-os em duas categorias: Insetos roedores de superfície, que atacam documentos externamente: baratas (Blattarias), traças (Tisanuros), piolho de livro (Corrodentia),

36 36 Insetos roedores internos que atacam o inteior dos volumes: cupins (Termitas) e brocas (Anobiideos). Afirma também que cada elemento tem um hábito, ciclo de vida e características de ataques diferenciados, bem como o controle das infestações Baratas (Blattaria) As baratas existem há mais de 200 milhões de anos, são aproximadamente cerca de espécies de baratas sendo duas espécies mais frequentes, a Blatella Germânica (baratinha caseira), pequena e avermelhada, com 2,5 cm de comprimento e a Periplaneta Americana (cascuda), medindo 4,0 cm, exemplo mais repugnante por ser especialista em voos. A água é um alimento essencial para as baratas; sem ela, as recém nascidas morrem em menos de três dias. As adultas podem resistir até dias, mas não conseguem se reproduzir sem água, de modo que a eliminação da água é uma medida eficiente de controle. As baratas atacam tanto o papel quanto o revestimento. E a sua variedade é bem grande. Sendo o seu ataque de característica bem próprias, principalmente por perdas de superfície e manchas de excremento, confirma Cassares (2000), afirmando também que as baratas se reproduzem no próprio local e se tornam infestações muito rapidamente, caso não sejam combatidas. Todas as baratas gostam de sobra de comidas e material celulósico, como jornais e papelão velhos. Obviamente, os acervos produzidos em papel e de livros não podem ser eliminados, mas, por isso mesmo, devem ser guardados em salas ou armários bem vedados. Recomenda-se trocar peças de armazenagem de madeiras por material de aço, pois a baratas preferem as superfícies de madeira. Quanto mais baixa a temperatura e a umidade relativa, menor é a aparecimento de insetos.

37 Traças (Tisanuros) A traça é outro roedor de superfície; tem o corpo mole; recoberto por minúsculas escamas finas de cor cinzenta e brilho prateado, pernas longas e não ultrapassam 2 cm de comprimento. Fogem da luz e são rápidas de movimento, penetram nos livros do dorso para dentro, vivem em temperatura de 15 a 24 e umidade de 55% (CORUJEIRA, 1971, p.21). Segundo Mendes (2001, p.36), as traças não gostam de luz, mas gostam de ambientes secos, por isso o que é bom para elas é ruim para outras espécies de insetos, ou seja, temos a habitual situação em que é impossível encontrar uma solução comum para tudo. As traças escondem-se dentro de papéis velhos enrolados, mapas, arquivos de documentos, jornais ou sobre superfície de papéis gomados. A característica do ataque deixado no material assemelha-se ao da barata, só que em menor proporção Piolho de livro (Corrodentia) Um dos insetos menos ofensivo aos livros e demais materiais bibliográficos; são muitos pequenos e dependendo da espécie, são providos de asas, medindo de 1 a 3 milímetros de comprimento. Segundo Luccas e Seripierri (1995), os piolhos de livro se alimentam dos fungos presentes no papel corroendo toda a superfície onde existe este tipo de organismo e vivem entre as páginas dos livros. Em grande número podem causar danos aos documentos e encadernações produzindo pequenos orifícios menores que um milímetro e de contorno irregular.

38 Cupins (Termitas) Os cupins pertencem à ordem dos isópteros, são como as formigas, abelhas e as vespas, insetos sociais. São pequenos, as patas minúsculas são finas, o comprimento total atinge no máximo 2,5 cm e as vezes menos de 5,5 cm. Segundo Cassares (2000), os cupins representam risco não só para os livros, mas para o prédio onde se localiza o acervo. Vivem em sociedades muito bem organizadas e sua ação é devastadora onde quer que ataquem e muitas vezes sua presença só é detectada depois de terem causado grandes danos. Os cupins percorrem áreas internas de alvenaria, tubulações, conduítes de instalações elétricas, rodapés, etc., muitas vezes fora do alcance dos nossos olhos. O seu ninho não precisa ficar dentro dos edifícios da biblioteca e arquivos, podendo estar a muitos metros de distância, em base de árvores ou em outros prédios, conclui Cassares (2000). Existem dois grupos de cupins: os subterrâneos, que constroem os cupinzeiros no solo ou em material à base de celulose, e os cupins da madeira seca ou da madeira úmida, e são os que atacam o material celulósico dos acervos, enquanto os subterrâneos preferem a estrutura do prédio, quando a construção é de madeira, embora tenham sido encontrados na maioria dos materiais à base de celulose como móveis, livros, etc. A principal fonte de alimentação dos cupins é a celulose, vegetais e madeira. Os cupins são uma grande ameaça para museus, bibliotecas e arquivos causando danos consideráveis no acervo. O dano ocasionado no papel por este inseto é irrecuperável. Diferentemente da traça que dificilmente penetra em livros fechados, os cupins penetram em livros fechados através da capa, e até mesmo, através das estantes de madeira. Os cupins de solo, mais devastadores, têm preferência por documentos úmidos e que se encontrem infestados por microorganismo, talvez por se alimentarem de fungos, como algumas espécies de formigas (BECK, 1991, p.18).

39 Brocas (Anobiídeos) As brocas são insetos coleópteros é a espécie que mais frequentemente ataca os livros. Adaptam-se a todos os climas, sendo particularmente ativos nas regiões tropicais. Segundo Cassares (2000), as brocas têm um ciclo de vida em 4 fases: ovos, larva, pupa e adulta, sendo a fase larva a que ataca os livros. Esse se reproduz por acasalamento, que ocorre no próprio acervo. Uma vez instalado, ataca não só papel e seus derivados, como também a madeira do mobiliário, portas, pisos e todos os materiais à base de celulose. Para Corujeira (1971, p.24), a broca é um dos mais perigosos insetos, pois ataca o documento em sua fase larvária. Suas larvas são de grande voracidade, atacando madeira e papel. Os danos causados por esses insetos caracterizam-se pelos caminhos sinuosos que fazem ao roer o papel, ficando com aspecto rendilhado. A folha fica fragmentada, danificando a escrita. A presença das larvas é detectada pelo pó que se deposita na base dos objetos atingidos. Quando os pós deixados pelas larvas são de cor marrom, as larvas já são adultas e já deixaram os livros, quando o pó é de cor clara indica a presença de larvas em atividade Roedores Os roedores são encontrados em quase todos os lugares do mundo, sua periculosidade é bastante significativa. Os roedores podem atacar o revestimento isolante dos condutores elétricos, favorecendo a ocorrência de sinistros. A presença de roedores nos acervos se dá devido à presença de resíduos de alimentos, hábito que deve ser desencorajado junto aos funcionários e usuários dos acervos.

40 40 Extremamente ágeis e rápidos, são dificilmente vistos em atividades, os estragos causados pela sua ação são muito extensos; transmitem doenças como a leptospirose, podendo ser fatal ao homem. Os roedores não destroem o material bibliográfico com a finalidade de se alimentar, ele roem constantemente para a construção de seus ninhos que procriam abundantemente até dez vezes por ano. São roedores compulsivos por essel Medidas preventivas para combater os agentes biológicos Todos os autores pesquisados indicam que o primeiro passo para o controle dos agentes biológicos é a prevenção, impedindo a entrada destes insetos e mantendo a limpeza constante dos ambientes; eliminar toda e qualquer fonte de alimento, como restos de comida e papel inutilizados; vedar todas as rachaduras; eliminar as fontes de água; reduzir, se possível, a umidade relativa e os níveis de temperatura. Com relação a fungos, microorganismos e bactérias as medidas a serem adotadas são estabelecer uma política de controle ambiental, principalmente temperatura, umidade relativa e ar circulante; praticar a higienização tanto do local quanto dos livros, com metodologia e técnicas adequadas; instruir os usuários e os funcionários com relação ao manuseio dos documentos e regras de higiene do local. O uso de fungicidas não é recomendado, os danos causados superam em muito a eficiência dos produtos sobre os documentos; caso se detecte situação de infestação, chamar profissionais especializados em conservação de acervos. Os acervos acondicionados em móveis de madeira devem ser tratados e observados constantemente, se puderem ser trocados por móveis de estantes de metal esmaltados é melhor. 7.4 A AÇÃO DO HOMEM

41 41 Uma vez na mão do homem [o livro], sofre tormentos e estragos de toda sorte (CORUJEIRA, 1971, p.25). O homem é um dos maiores inimigos dos livros, pois, com sua inteligência, deveria ser mais cuidadoso. As pessoas normalmente são descuidadas manuseando o livro com as mãos sujas, gordurosas, suadas, deixando resíduos ácidos que causam a deterioração do papel. Há quem ao abrir o livro produz estragos nas margens; outros abrem os livros forçando o dorso; alguns têm hábito de grifar, fazer sinais, anotações a lápis ou a caneta; outros produzem manchas por negligência ou falta de atenção. Não faltam também casos de furtos de livros e até páginas. Segundo Corujeira (1971), o homem é o responsável para transmitir ao futuro o mais nobre patrimônio da civilização, os testemunhos da vida e da história, progressos e as conquistas das ciências, a santidade dos ritos e do pensamento religioso. Para Spinelli (2000), os critérios para se manusear um documento são determinantes para uma vida útil e sua permanência no acervo, Recomenda-se, portanto, a adoção de normas e procedimentos básicos, como por exemplo, o treinamento de pessoal que contribui consideravelmente para a conservação preventiva do acervo. Outros procedimentos devem ser seguidos, como: Manter sempre as mãos limpas; Usar ambas as mãos ao manusear gravuras, impressos, mapas, etc, sobre uma superfície plana; Os livros devem permanecer em posição vertical. Nunca acondicioná-los com a lombada para baixo ou para cima; Evitar infiltrações e goteiras junto à coleção;

42 42 Em dias muitos úmidos, evitar abrir as janelas; Usar bibliocanto para evitar o tombamento dos livros; Usar marcadores próprios evitando efetuar marcas e dobras; Evitar enrolar documentos, gravuras, etc.; Não retirar os livros da estante puxando-o pela borda superior da lombada; Nunca umedecer os dedos com líquidos para virar páginas do livro. O ideal é virar pela parte superior da folha; Não fumar e realizar refeições em prédios que guardem acervos; Não usar espanador e produtos químicos para a limpeza do acervo e área física da biblioteca; usar trincha em local afastado das estantes. Para evitar a distribuição de poeira sobre os volumes, o piso deverá ser limpo com pano úmido; Nunca usar fitas adesivas em virtude de composição química da cola; Nunca usar carimbos sobre ilustrações ou textos; Não dobrar o papel (orelhas), pois ocasiona o rompimento das fibras. Nunca manter as estantes compactadas; Não manter plantas aquáticas, guarda-chuvas e capas molhadas junto ao acervo; Não fazer anotações particulares em papéis avulsos e colocá-los entre as páginas de um livro; Para os danos causados pelo homem, infelizmente, não existem medidas preventivas a não ser a própria consciência do ser humano. 7.5 AGENTES QUÍMICOS

43 43 Como agentes químicos, entendem-se os fatores internos inerentes à própria fabricação do papel, que trazem em si os elementos de sua destruição. Os fatores externos são elementos químicos existentes no ar atmosférico, como os oxigênios, entre outros que, em contato com os agentes físicos, irão ocasionar a oxidação e a combustão do material; as impurezas atmosféricas e as titãs empregadas na impressão de documentos gráficos irão proporcionar danos muitas vezes irreversíveis. (VALLE, 1991, p.23) Acidez do Papel Os papéis brasileiros apresentam um índice de acidez elevado (ph 5 em média) e, portanto uma permanência duvidosa. Somemos ao elevado índice de acidez, o efeito das altas temperaturas predominantes nos países tropicais e subtropicais e uma variação da umidade relativa, teremos um quadro bastante desfavorável na conservação de documentos em papel. Dentre as causas de degradação do papel, podemos citar as de origem intrínseca e as de origem extrínsecas. (LUCCAS; SERIPIERRI 1995, p.26) Para Luccas e Seripierri (1991, p.27), as fabricações dos materiais constitutivos dos documentos em si comprometem consideravelmente a qualidade dos suportes, uma vez que os papéis modernos, à base de polpa de madeira, já contêm substâncias ácidas, como a lignina. Apesar do aprimoramento do papel industrializado este ainda é susceptível aos chamados agentes intrínsecos, que comprometem a sua qualidade. A acidez dos papéis tem sido alvo de constante preocupação por parte de bibliotecários e conservadores. Seus efeitos nos documentos, como aparecimento de manchas marrons, amarelecimento. Perda da rigidez no papel tornando o quebradiço. (VALLE, 1991, P.23).

44 44 Segundo Kraemer Koller (1993) documentos antigos de 2 ou 3 mil anos de idade, como os papiros, e de 1100 anos como os papéis árabes, muitas vezes estão bem conservados apesar de sua acidez. Muitos ácidos são empregados no papel com o objetivo de protegê-los dos ataques dos insetos Causas da Acidez Para Irigon (1973), os ácidos podem entrar em contato com os documentos por três caminhos: Restos remasnescentes da fabricação do papel; Pelo uso de tintas ácidas; Pelo depósito, sobre os documentos, de dióxido de enxofre, existentes no ar e que se transformam depois em ácido sulfúrico. Refletindo sobre o raciocínio de Irigon (1973), encontramos duas formas de manifestação de acidez do papel: intrínseca e extrínseca, sendo que a de natureza intrínseca tem origem no processo da manufatura do papel, na forma de lignina residual deixada no papel durante sua manufatura. Acidez extrínseca, por outro lado, emana do meio ambiente na forma de dióxido sulfúrico, produzida pelo sistema industrial moderno. Segundo BARRETO (s.d), ao classificar as causas da acidez, só é levado em consideração a causa extrínseca, que pode ser provocada pela tinta à base de óxido de ferro, cola de vários tipos, impurezas do ar e contato com outros papéis também atacados pela acidez. Em compensação, chama atenção para outro problema: a acidez passa de um papel para outro através do processo chamado migração Poluição do Ar

45 45 O controle de qualidade de ar é essencial num programa de conservação de acervos. Os poluentes contribuem pesadamente para a deterioração de materiais de acervos. A poluição do ar está associada às cidades e às indústrias e constitui uma das causas da degradação química no papel. Para Cassares (2000) há dois tipos de poluentes - os gases e as partículas sólidas que podem ter duas origens, os que vêm do ambiente externo e os gerados no próprio ambiente. Os poluentes externos são principalmente o dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NO e NO2) e o Ozônio (O3). Os agentes poluentes que podem ter origem no próprio ambiente do acervo são os casos de aplicação de vernizes, madeiras, adesivos, tintas etc., que podem liberar gases prejudiciais à conservação de todos os materiais. Segundo Corujeira (1971), a poluição é prejudicial, mesmo que os documentos estejam em condições favoráveis de armazenamento, causando a oxidação da celulose. A poluição deriva-se da poeira do dia a dia que se deposita sobre os materiais e também dos gases tóxicos que são emitidos por automóveis, fábricas, queima de lixo, etc. Esse depósito constante de poeira sobre os livros e documentos causa problemas de ordem estéticos, constituindo-se em um meio propício ao desenvolvimento de microorganismos. Um dano muito presente em livros e documentos é o aparecimento de manchas de tom marrom ao longo de um documento, como se um líquido escuro tivesse sido derramado sobre a superfície do papel. Essas manchas são chamadas de mancha d água, que são o resultado do acúmulo de poeira na superfície do documento aliada á umidade relativa elevada. As medidas de proteção quanto ao ar exterior, poderão ser a adoação de filtros para eliminar partículas de poeira, microorganismos e substâncias químicas, através de filtros próprios acopláveis ao ar condicionado, confirma Luccas e Seripierri (1995). E devemos incentivar uma política sistemática de higienização do acervo, evitando assim o acumulo de poeira na superfície dos livros e documentos.

46 Tintas A tinta é um dos compostos mais importantes na documentação. Foi e é usada para escrever em papéis, pergaminhos e materiais similares, desde que o homem sentiu necessidade de registrar seu avanço técnico e cultural, e é ainda indispensável para a criação de registros e para atividades relacionadas aos interesses de vida diária. Existem dois tipos de tinta, que são: A tinta carbono, conhecida também por Tinta da índia, foi amplamente utilizada para a escrita até o século dezenove e é ainda proferida para bons trabalhos. Seu uso foi largamente difundido por todo mundo. É feito de negrofumo, seu pigmento é mantido em suspensão na água por meio de cola, gelatina ou goma. Essa tinta é permanente e não completamente prejudicial ao material no qual foi usada, é tinta de carbono e da cor preta; A tinta ferrogálica é uma combinação de sais de ferro (sulfato ferroso) com a infusão de taninos obtidos a partir de bugalhos. Quando a tinta é feita tem pouca cor e não pode ser usada, mas durante seu armazenamento ocorre uma oxidação e se desenvolve a cor azul preta, podendo assim ser usada. 7.6 DESASTRES NATURAIS Spinelli (1995, p.37) afirma que Há muito tempo, desde os primórdios da formação das bibliotecas, que a destruição de documentos raros ou valiosos por causa de catástrofes é um assunto da mais alta seriedade. Os incêndios e as inundações estão entre as primeiras causas dos desastres em bibliotecas. Estes danos podem ser evitados ou minimizados à medida que as bibliotecas tenham um planejamento

47 47 adequado com programas de proteção contra incêndios e inundações. (BIBLIOTECA PEDRO CALMOM, 2010) O plano de emergência é um componente importante do planejamento da preservação. Ele deve abranger todos os perigos, inclusive os provocados por água e fogo que constituem uma séria ameaça para os acervos. Um plano sistemático organizado e formalmente escrito possibilita uma resposta eficiente e rápida em casos de desastres no acervo e no prédio. Caso o acervo seja atingido diretamente ou indiretamente por água, decorrente de inundações, chuva, goteira, infiltrações, etc., medidas imediatas devem ser tomadas. A proteção contra a água é essencial para a preservação do material de bibliotecas e arquivos. Até mesmo um acidente menor com água, como vazamento de um cano, pode causar danos externos e irreparáveis ao acervo. (OGDEN, 2001, p.15). Os seguintes procedimentos técnicos devem ser observados e acionados de modo mais rápido possível: Manter os livros fechados até que toda a água ou umidade desapareça, pois ao se abrir, aleatoriamente, as folhas do livro, a água depositada em algumas folhas, penetra para outras não atingidas ou levemente atingida; Secar a obra através da circulação do ar, deixando-a em posição vertical com as folhas levemente entreabertas em forma de leque; Não expor os livros ao sol para secar, nem colocá-los perto ao forno, pois causará deformação do papel; Envolver os livros e/ou documentos mais encharcados com papéis mata borrão; Um dos piores danos, em termos de destruição de acervo, é a ocorrência de incêndio em biblioteca. O único modo seguro de evitar esse desastre é o trabalho preventivo.

48 48 O dano provocado pelo fogo pode ser ainda mais sério do que o causado pela água, pois se de alguma forma o acervo sobreviver, provavelmente ficará carbonizado, coberto de fuligem, fragilizado pela exposição ao calor elevado, umedecido pela água usada para apagar incêndio, mofado e cheirando a fumaça. (OGDEN, 2001, p.15). Para Spinelli (1995, p,37), de forma geral as causas do incêndio, quando não são atos de vandalismo, ocorrem em decorrência de curtos-circuitos nos sistemas de eletricidade causados algumas vezes por ataques de roedores, de pontas de cigarro deixadas acessas. Para evitar a ocorrência de incêndios em bibliotecas devem-se seguir os procedimentos técnicos de modo mais rápido possível: Verificar sempre o sistema de eletricidade do prédio; Instalar equipamentos de detecção de fumaça e realizar a sua manutenção constante; Adotar normas que priorizem a retirada do acervo; Sinalizar as dependências da biblioteca; Vistoriar constantemente os equipamentos de segurança e proteção, assim como o espaço físico. Os sistemas automáticos de extinção de incêndio, os sprinkles, são considerados pela maioria dos profissionais de segurança como a melhor forma de proteção para bibliotecas e arquivos. O esclarecimento prévio dos funcionários sobre como proceder em caso de incêndio é fundamental para a segurança e rápida evacuação do local. Deve-se sempre ter em local visível e amplamente difundindo o número de emergência do Corpo de Bombeiros. Criar uma brigada de incêndio dentro do estabelecimento, formado por funcionários que ficam encarregados de vistoriar as dependências e as áreas de guarda de acervo.

49 49 Um número cada vez maior de profissionais sabem que as pequenas emergências podem ser contidas quando os membros da equipe estão preparados para agir com rapidez. Os danos podem ser limitados mesmo em casos de calamidade de grande alcance. (OGDEN, 2001, p.7).

50 50 8 MEDIDAS PREVENTIVAS Para começar qualquer trabalho de conservação, é necessário diagnosticar para identificar os problemas e suas possíveis soluções. Para isso, deve-se utilizar uma ficha de diagnóstico e um guia para avaliação de coleções documentais. 8.1 Higienização Para Belloto e Camargo (1996), a higienização corresponde, basicamente, à retirada de poeira e outros resíduos estranhos dos materiais bibliográficos, por meio de técnicas apropriadas visando à preservação dos mesmos. Um dos principais cuidados para conservação de documentos consiste em sua limpeza. A higienização deve ser um hábito rotineiro, pois é considerada conservação preventiva. Além de remover a poeira, sempre que for possível, retiram-se objetos danosos aos documentos, tais como prendedores metálicos, grampos, clipes, etc. A higienização é um trabalho que requer paciência e dedicação. A higienização deve ser um hábito de rotina na manutenção de bibliotecas ou arquivos, razão por que é considerada conservação preventiva por excelência (CASSARES, 200, p.30). Segundo Luccas e Seripierre (1995, p.35), esta é sem dúvida a tarefa de maior importância nas bibliotecas, pois permite entrar em contato direto com o acervo, verificando sua integridade física. O trabalho de higienização deve ser executado em um ambiente isolado de área em que os materiais são guardados, evitando-se assim que a sujeira removida seja transferida para outros materiais e permitindo a observação de uma possível infestação de mofo, insetos, etc.

51 51 A higienização deve ser feita a intervalos regulares, numa freqüência que é determinada pela velocidade com que a poeira se acumula nos espaços de armazenagem. É importante assinalar que a própria limpeza pode danificar encadernações frágeis. Nesse caso é preciso bom senso para decidir quando os livros podem e devem ser limpos. (OGDEN, 2001, P.15) É perda de tempo recolocar os materiais higienizados em estantes sujas. A limpeza dos pisos em local de armazenamento, e das estantes também é muito importante; mantendo limpo o piso e o mobiliário, a quantidade de poeira e impurezas que se acumulam serão reduzidas. Gaiardoni (2010) recomenda o modo adequado de fazer a limpeza das estantes e do espaço físico: Estantes As estantes podem ser limpas com aspirador; Nas estantes, a limpeza das prateleiras e volumes é de cima para baixo e da esquerda para direita; As prateleiras que contêm volumes são limpas com um pano levemente umedecido em uma solução de água e antibactericida (Lysoform ) ou álcool a 50% e em seguida, passa-se outro pano seco até a secagem total da estante. Limpeza do espaço físico A forma mais eficiente e adequada é com aspirador de pó, pois remove a sujidade sem transferi-la para outras áreas; Não se recomenda qualquer tipo de solvente, cera, ou mesmo água, pois sua interferência, por menor que seja, desequilibra a umidade relativa do ambiente;

52 52 A vassoura deve ser totalmente abolida das áreas de guarda de material. 8.2 Digitalização Para Conway (2001, p.12) a tecnologia de formação de imagens digitais é outra opção de reformatação. A formação de imagens implica na transformação dos muitos conceitos acerca do formato; é mais que gerar uma imagem precisa a partir de um livro, documento, fotografia ou mapa, sobre um suporte diferente. O poder de aperfeiçoamento digital, as possibilidades para a organização de índices e a matéria e a compressão e comunicação aliadas alteram o conceito de preservação. O universo digital transforma os conceitos de preservação tradicional: no lugar de garantir a integridade física do objeto passa a especificar a geração e a manutenção do objeto cuja integridade intelectual é sua característica principal. Esta transformação, juntamente com as novas possibilidades de liderança que cria, forçará bibliotecários e arquivistas a transformar seus serviços e programas em andamento. Segundo Ogden (2001, p.7), o processo de digitalizar imagens é um meio de coletar e armazenar imagens usando tecnologia de computador. As imagens digitais armazenadas podem ser reproduzidas em papel ou em um monitor como imagens fac-similiares dos textos originais impressos, documentos ou fotografias. Gaiardoni (2010) lista as vantagens e desvantagens da digitalização e de como é feita a avaliação de custos para a digitalização: Vantagens Compartilhamento: os documentos podem ser vistos em qualquer lugar no mundo e com acesso simultâneo; Produtividade e Tempo: redução de prazo na busca de informações;

53 53 Espaço Físico: é reduzido drasticamente; Pesquisa: É possível fazer pesquisas amplas, com redução de tempo; Impressão: Impressão com boa qualidade, evita desperdícios e custos com cópias; Back-up e duplicação: O custo do back-up das imagens é baixo; Manuseio: diminuição do manuseio dos originais. Desvantagens Constantes mudanças de mídia, com custos imprevisíveis; Obrigatoriedade da existência de equipamento e software para recuperação do dado; Inexistência de valor jurídico. Avaliação de custos para digitalização Tamanho e tipo do documento Volume de documentos Software e hardwares envolvidos Resolução da imagem Tipo de scanner Velocidade de scanner (x páginas por minuto) Velocidade do processador

54 Encadernação Segundo o Dicionário Aurélio, encadernação é o ato ou efeito de encadernar. Ou seja, juntar os cadernos ou folhas de livros (livros), formando, manual ou mecanicamente, um volume, ao qual se liga, mais ou menos solidamente, uma capa, em geral rígida, coberta de couro, pano, etc. Proteger e preservar o objeto livro são um cuidado constante desde o início de sua história. Os egípcios, por exemplo, protegiam as bordas de seus rolos de papiro com tiras coladas, Já os antigos gregos e romanos costumavam envolvê-los em capas de pele ou pano. (BRUCHARD, 1998, p.13) A encadernação é um dos agentes de conservação de que dispomos para evitar a degradação do livro. Fala-se hoje na necessidade de apenas utilizar na encadernação, papelão neutro, evitando deste modo que a acidez deteriore o papel, migrando do papelão para o livro, mas antigamente esse problema não existia, pois o papel utilizado na confecção do papelão, sendo feito com trapos de linho ou algodão, não apresentava risco da acidez. A poluição provocada pelas nossas cidades, com a grande quantidade de carros, cujos gases, combinados com a umidade do ar e oxigênio, formam o ácido sulfúrico, danoso tanto para as encadernações, como para o papel, é um fator preponderante de destruição da encadernação. 8.4 Microfilmagem Gaiardoni (2010) afirma que a microfilmagem é uma mídia analógica de armazenamento para livros, periódicos e desenhos e sua expectativa de vida é de 500 anos e que foi inventada em 1927, pelo francês, René Dragon.

55 55 As microfilmagens têm muitas funções em uma biblioteca ou arquivo. Por exemplo, as bibliotecas e os arquivos fornecem cópias em microforma de seus itens mais raros e frágeis, proporcionando, desta forma, segurança e preservação ao reduzir o manuseio do item original. As microformas produzidas por bibliotecas, arquivos e outras organizações proporcionam acesso remoto a coleções que não podem ou não deveriam ser transportadas devido à sua raridade, fragilidade ou volume. Fox (2001, p.8) afirma que muitas bibliotecas de pesquisa produzem microfilme em vez de emprestar alguns de seus itens a usuários de outras localidades. As informações armazenadas em microfilme ocupam 1,0% do espaço requerido para a cópia em papel correspondente. Assim, o microfilme é especialmente útil para séries extensas de jornais e outros periódicos cujo uso não justifica o espaço de estante que requerem. A microfilmagem para preservação possui algumas características e benefícios únicos. Gaiardoni (2010) lista as vantagens e desvantagens da microfilmagem, que são: Vantagens Durabilidade; Reprodução fácil; Fidelidade do original; Padronizado mundialmente; Suporte seguro e confiável; Digitalização; Viabilizar o acesso aos documentos;

56 56 Preservar os originais; Garantir a longevidade das informações Desvantagens Custo inicial elevado; Resistência do usuário; Difícil manuseio; Especificações técnicas rígidas; Danificação do documento ao microfilmar. O material do filme é classificado de acordo com sua expectativa de vida. A classificação em termos de expectativa de vida (EV) mede por quantos anos o filme durará quando manufaturado, processado e armazenado sob condições definidas por normas técnicas nacionais (USA). Quando bibliotecas ou arquivos reformatam suas coleções com propósitos de preservação, deve ser utilizado o filme com uma expectativa de vida de quinhentos anos. Apenas o filme de gelatina e prata oferece este grau de longevidade, mas nem todos os filmes de gelatina e prata são assim. Desta forma, o filme deve ser utilizado com uma classificação EV-500 e este filme deve ser processado e armazenado de acordo com as suas especificações técnicas. Independente do formato escolhido a microfilmagem não é um meio de substituição perfeito. Ela não pode reproduzir a informação intelectual e histórica das características físicas do volume, como as marcas e linhas d água, técnicas de costura, materiais de encardenação, lacres ou outros aspectos tridimensionais do trabalho, ou mesmo a impressão.

57 57 9 VIDA DE SÃO BENTO Figura 3 São Bento Fonte: Por ocasião da dedicação do Mosteiro de Monte Cassino, em 1964, após sua reconstrução, o Papa Paulo VI proclamou São Bento 1 (ca ca. 547) patrono principal de toda a Europa. O título, apesar de um pouco exagerado, é verdadeiro sob vários aspectos. São Bento não construiu o Mosteiro de Monte Cassino com a intenção de salvar a cultura, mas, de fato, os mosteiros que depois seguiram a sua Regra foram lugares onde o conhecimento e os manuscritos foram preservados. Por mais de seis séculos, a cultura cristã da Europa medieval praticamente coincidiu com os centros monásticos de piedade e estudo. São Bento não foi o fundador do monaquismo cristão, tendo vivido quase três séculos depois do seu surgimento no Egito, na Palestina e na Ásia Menor. Tornou-se monge ainda jovem e, desde então, aprendeu a tradição pelo contato com outros monges e lendo a literatura monástica. Foi atraído pelo movimento monástico, mas acabou dando-lhe novos e frutuosos rumos. Isto fica evidente na 1 Histórico retirado do site Igreja online. Endereço: <http: //

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