MANEJO INTEGRADO DE CUPINS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MANEJO INTEGRADO DE CUPINS"

Transcrição

1 1 MANEJO INTEGRADO DE CUPINS 1. INTRODUÇÃO RONALD ZANETTI 1 GERALDO ANDRADE CARVALHO 1 ALAN SOUZA-SILVA 2 ALEXANDRE DOS SANTOS 3 MAURÍCIO SEKIGUCHI GODOY 2 Os cupins ou térmitas são insetos da ordem Isoptera, que contêm cerca de espécies descritas no mundo. Mais conhecidos por sua importância econômica como pragas de pastagens, madeira e de outros materiais celulósicos; estes insetos também têm atraído a atenção de cientistas devido ao seu singular sistema social. Além dos consideráveis danos econômicos provocados em áreas urbanas e rurais, os cupins também são importantes componentes da fauna do solo de regiões tropicais, exercendo papel essencial nos processos de decomposição e de ciclagem de nutrientes. Existem vários nomes atribuídos popularmente a esses insetos em certas regiões do Brasil, tais como, cupins, termitas ou térmitas, formigasbrancas, formigas de asas, aleluias, sarassará, siriri, siriluia e siri-siri (Lara, 1977; Carrera, 1980; Gallo et al., 1988; Buzzi & Miyazaki, 1999). Vários nomes também são atribuídos aos termiteiros, que são pequenas elevações de terra produzidas pelos cupins, como, por exemplo, aterroada ou itapecuim (na Amazônia), munduru (no Ceará), murundu, tacuri ou tacuru (no Rio Grande do Sul) e cupim, este último mais conhecido por ser o nome do inseto que também é atribuído ao montículo de terra por ele produzido. O desenvolvimento deste inseto é por paurometabolia (ovo-ninfaadulto). As espécies dos cupins, sem exceção, são sociais, vivendo em sociedades ou colônias mais ou menos populosas, nas quais há uma divisão de tarefas (reprodução, segurança, cuidados com a rainha, com a limpeza e com os jardins de fungos etc), realizada por determinado grupo de indivíduos, denominados castas, representadas por cupins ápteros ou alados, que vivem alojados em ninhos chamados normalmente de cupinzeiros ou termiteiros. 1 Professor Adjunto do Departamento de Entomologia da Universidade Federal de Lavras. CP. 37, , Lavras, Minas Gerais. 2 Mestrando em Agronomia/Entomologia, Universidade Federal de Lavras. CP. 37, , Lavras, Minas Gerais. 3 Graduando em Engenharia Florestal, Universidade Federal de Lavras. CP. 37, , Lavras, Minas Gerais.

2 2 Notas de Aula de Entomologia 2. ORIGEM Dados relativos à origem dos isópteros ainda são bastante discutidos entre pesquisadores, pois alguns mostram que eles só podem ter descendido de baratas com hábitos idênticos aos de Cryptocercus e não de Problattodea, como acreditam certos autores. Há também suposições de que toda a ordem Isoptera, incluindo o gênero Mastodermes, provavelmente deve ter evoluído de uma forma semelhante a Pycnoblattina. Durante a evolução dos isópteros observaram-se algumas importantes linhas de transformação, tais como, redução do pronoto, alongamento das asas, redução da área anal da asa anterior, estreitamento das partes basais da asa e desenvolvimento da sutura humeral ou basal, ao longo da qual as asas se destacam após a revoada, restando, adjacente ao corpo do inseto, uma escama com importância taxonômica (Figura 1). FIGURA 1. Detalhe da sutura basal presente na base da asa de um cupim (Berti Filho, 1993).

3 3 3. ASPECTOS BIOLÓGICOS 3.1 Desenvolvimento Os isópteros são ovíparos, sendo os ovos, geralmente reniformes, colocados isoladamente apresentando-se tanto maiores quanto mais primitiva for a espécie. Mastodermes darwiniensis Froggatt, 1896, é a espécie mais primitiva conhecida na Austrália, sendo que a fêmea põe de 16 a 24 ovos em duas séries, reunidos em massa por uma substância gelatinosa, cujo aspecto lembra o das ootecas de algumas baratas (Figura 2). O período de desenvolvimento embrionário é bastante longo, podendo variar de 24 a 90 dias em algumas espécies. FIGURA 2. Massa de ovos de Mastodermes darwiniensis. (Fonte: Gay, 1970). As formas jovens do 1 o estádio são aparentemente iguais, mas no 2 o estádio elas se diferenciam em dois tipos principais: as larvas de cabeça pequena e as de cabeça grande. Esta diferenciação é que resultará na divisão entre os indivíduos estéreis ou neutros dos reprodutores. O desenvolvimento de todas estas formas se processa mediante transformações sem metamorfose. O número de ínstares varia nas diferentes espécies, de acordo com as condições ambientais, idade, tamanho e também com a composição das castas de uma colônia. Normalmente há sete ínstares pelos membros das colônias estabelecidas e em famílias mais primitivas. Em geral, o desenvolvimento é por paurometabolia, ou seja, insetos com metamorfose incompleta (ovo-ninfa-adulto) (Figura 3), entre os quais as ninfas vivem no mesmo hábitat dos adultos.

4 4 Notas de Aula de Entomologia Reprodutores alados ou imagos Reprodutores após perda das asas Soldado O p e r á r i o Ninfa Jovem Jovem Rei Ovos R a i n h a Reprodutores de substituição FIGURA 3. Ciclo de vida de cupim segundo Kofoid (1934), citado por Berti Filho (1993) Castas Assim como em todos os insetos sociais (formigas, abelhas etc.), existem divisões morfo-fisiológicas de indivíduos dentro de uma colônia de cupins, na qual existem grupos responsáveis por desempenharem determinadas tarefas, como por exemplo, reprodução, segurança da colônia, cuidados com a prole, com a limpeza, com o forrageamento etc., sendo esses grupos denominados castas (Figura 4).

5 5 CASTAS Temporárias (alados sexuados) Permanentes (ápteros sexuados) (férteis) (estéreis) Fêmeas (aleluias) Machos (aleluias) Rainha e Rei (reproduzir) Ninfas de Substituição (substituir a rainha e o rei caso morram) Operários (coletar, transportar o alimento e construir o ninho) Soldados (defender a colônia e auxiliar os operários) FIGURA 4. Castas da colônia de acordo com a função na sociedade. Nas colônias, além das formas jovens mencionadas anteriormente, nos vários estágios de desenvolvimento, há sempre duas categorias de indivíduos adultos formadas por castas bem distintas. A primeira compreende os indivíduos reprodutores, sexuados alados, machos e fêmeas, que propagarão a espécie. A segunda é constituída pelas formas ápteras de ambos os sexos, férteis ou estéreis. Estes últimos constituem a categoria de indivíduos que apresentam os seus órgãos reprodutores não completamente desenvolvidos. Nesta categoria há indivíduos de duas castas, a dos obreiros ou operários e a dos soldados (Figura 5).

6 6 Notas de Aula de Entomologia Ordem Isoptera. Castas: A. reprodutor suplementar; B. operário; C. soldado nasuto; D. soldado; E. forma alada reprodutora; F. forma alada reprodutora logo após a perda das asas; G. rainha fisogástrica; 1. cabeça; 2. antenas; 3. rostro; 4. olho composto; 5. aparelho bucal mastigador; 6. mandíbulas; 7. pronoto; 8. mesonoto; 9. metanoto; 10. perna anterior; 11. perna mediana; 12. perna posterior; 13. asa anterior; 14. asa posterior; 15. escama da asa anterior; 16. escama da asa posterior; 17. abdome; 18. abdome cheio de ovos; 19. cercos; 20. vaso dorsal; 21. tergos abdominais. FIGURA 5. Castas e principais estruturas externas do corpo de cupins (Buzzi & Miyazaki, 1999). A origem das castas pode ser explicada por duas teorias, ainda não comprovadas. A primeira recorre a uma questão hereditária, ou seja, na fase embrionária da blastogênese se daria a definição da casta a que pertenceria o

7 7 indivíduo. A segunda teoria baseia-se em questões nutricionais, ou seja, insetos que, na fase de ninfa, recebem alimento proctodeal contendo saliva, têm uma inibição na permanência de protozoários no intestino, o que daria espaço para o desenvolvimento normal do aparelho reprodutor, originando as formas reprodutoras (aleluias) Reprodutores sexuados alados As formas aladas são produzidas em grandes quantidades e ficam no cupinzeiro durante algum tempo, às vezes até três meses. Anualmente, no início do período chuvoso ocorre nas colônias de cupins um fenômeno conhecido como enxamagem ou enxameagem, caracterizado pelo surgimento desses reprodutores alados (siriris ou aleluias) em grande número. Os adultos alados voam do ninho preferencialmente no crepúsculo de dias claros e tardes nubladas e com alta umidade do ar, sendo que durante o vôo não há o acasalamento, diferente do que acontece com formigas e abelhas. Ao caírem no solo livram-se de suas asas membranosas e só então estarão aptos para realizarem a primeira cópula após a procura por um parceiro sexual. Após a formação do casal real, eles encontram um local adequado e iniciam a escavação do cupinzeiro, que se inicia com uma galeria e termina na câmara nupcial, onde o casal copula e a fêmea inicia as posturas. Cerca de um mês após, aparecem as primeiras formas jovens, que serão criadas pelo casal real. Após algum tempo estas formas jovens começam a se locomover e passam a desempenhar todas as funções da colônia, exceto a procriação. Essa casta possui os indivíduos mais desenvolvidos sexualmente dentro da colônia, apresentando o tegumento bem mais esclerotizado do que os demais das outras castas. Possuem grandes olhos facetados, ocelos bem desenvolvidos e antenas com o número máximo de artículos, de acordo com a espécie. Ambos os sexos possuem quatro asas membranosas, subiguais, que apresentam perto da base uma sutura (basal) ou linha de ruptura transversal, ao nível da qual se processa o destacamento da asa (Figura 1). A rainha, quando completamente desenvolvida, possui o abdome muito volumoso, chegando a ter duzentas vezes o volume do resto do corpo, sendo esse processo conhecido por fisogastria ou fisiogastria (Figuras 5G e 6). Em Bellcositermes bellicosus, cupim africano, o abdome pode chegar até 15 cm de comprimento (Buzzi & Miyazaki, 1999). O número de ovos postos depende da espécie, da idade e condições do meio em que vivem; em média as rainhas ovipositam cerca de 50 mil ovos durante aproximadamente 6 a 10 anos de vida. Geralmente, há somente um casal real por termiteiro, porém existem espécies com dois casais reais verdadeiros num mesmo termiteiro e, em outros casos, duas ou mais rainhas e um só rei.

8 8 Notas de Aula de Entomologia FIGURA 6. Rainhas fisogástricas de Microcerotermes subtilis; a - rainha de substituição com asas ninfais; b - rainha real (Harris, 1971) Operários e soldados Estas duas formas são as mais conhecidas pelo nome de cupins, devido à sua presença constante no termiteiro. São ninfas e adultos de ambos os sexos que realizam a maior parte do trabalho de uma colônia. Desempenham todas as funções na comunidade, menos a de procriação, uma vez que essas duas castas são, em regra, completamente estéreis. Os operários, também conhecidos por obreiros, geralmente são esbranquiçados ou de cor amarelo-pálida, ápteros, possuem mandíbulas pequenas e, normalmente, são desprovidos de olhos compostos e ocelos. Pelo fato de não possuírem olhos compostos e de serem fototrópicos negativos, desenvolvem as suas atividades sempre na obscuridade, sendo que ao forragearem um material mais ou menos longe do ninho, estabelecem comunicações mediante galerias ou túneis construídos de partículas de terra e dejeções cimentadas pela saliva. Geralmente, os operários são responsáveis por buscar o alimento, alimentar as rainhas e os soldados jovens, construir ninhos, túneis e galerias. Desta forma, são eles os responsáveis pelos danos às culturas. Além disso, eles cooperam com os soldados na defesa da comunidade. Os soldados são bem semelhantes aos operários por serem, na maioria das espécies, ápteros e cegos, diferindo daqueles essencialmente por apresentarem a cabeça muito mais volumosa e esclerotizada, de cor amarelo-

9 9 pálida; apresentam mandíbulas bastante desenvolvidas, porém incapazes de servir na mastigação (Figura 7). Assim, exercem a função de defenderem a comunidade contra qualquer intruso, além de proteger o trabalho dos operários, podendo agarrar-se ao inimigo durante o ataque, quando possuem mandíbulas robustas. FIGURA 7. Soldado de Syntermes sp. com suas estruturas corporais externas (Constantino, 2002). Em várias espécies de isópteros encontra-se uma casta de soldados que possuem mandíbulas pequenas ou atrofiadas, havendo uma compensação através de um prolongamento agudo na região frontal da cabeça, com uma abertura na extremidade, por onde é expelida uma substância viscosa tóxica aos inimigos. Esses indivíduos são chamados de

10 10 Notas de Aula de Entomologia soldados nasutiformes ou nasutos, que geralmente são menores que os operários (Figura 8). Em Rhynotermes latilabrum Snyder, 1926, há dois tipos de nasutos, um de cabeça maior com mandíbulas robustas e outro de cabeça menor com mandíbulas atrofiadas. Em ambos, o labro é consideravelmente alongado e sobre ele escorre a secreção emitida pela fontanela, tóxica para as formigas (Figura 9). Porém, em Armitermes os soldados nasutos são de um tipo intermediário e apresentam, além do labro em forma de nasuto, as mandíbulas bem desenvolvidas. Em algumas espécies de cupins primitivos há somente duas castas, a dos reprodutores e a dos soldados, onde o trabalho da colônia é realizado pelas formas imaturas das duas castas, ocorrendo, por exemplo, nos gêneros Archotermopsis, Zootermopsis, Kalotermes e Porotermes. FIGURA 8. Soldado nasuto de Syntermes sp. com suas estruturas corporais externas (Constantino, 2002).

11 11 FIGURA 9. Dois tipos de cabeças de soldados encontrados na mesma colônia de Rhinotermes latilabrum Snyder, 1926, na bacia do Amazonas. A - cabeça grande com mandíbulas desenvolvidas; B - cabeça pequena com mandíbulas vestigiais (Costa Lima, 1938). Os operários e os soldados ocasionalmente podem apresentar órgãos reprodutores funcionais, podendo excepcionalmente colocar ovos. Uma mesma espécie pode ter somente soldados grandes ou pequenos, sendo que em outras espécies pode haver grandes e pequenos soldados e um só tipo de operário, ou, então, grandes e pequenos operários e um só tipo de soldado Reprodutores de substituição Quando em um cupinzeiro falta um dos representantes do casal real, a proliferação da colônia é mantida à custa de indivíduos que, embora se apresentem como formas jovens providas de tecas alares, são sexualmente bem desenvolvidos, constituindo, assim, uma outra casta de reprodutores chamados reis e rainhas de reserva, de substituição, de complemento ou

12 12 Notas de Aula de Entomologia complementares. Em geral, são indivíduos que se originam de um tipo especial de jovens, diferentes dos que dão origem às formas aladas. Tais indivíduos distinguem-se das ninfas que originarão os reprodutores alados por apresentarem o tegumento menos esclerotizado e pigmentado, além de possuírem tecas alares mais curtas (Figura 10). Existem casos em que podem ser encontrados indivíduos reprodutores de substituição oriundos de jovens de operários e até mesmo de soldados. a c b d f e FIGURA 10. Castas de Armitermes hastatus: a- operário; b- soldado; c- rainha primária (real); d- rainha secundária (substituição); e- rainha terciária (substituição); f- ovo. Desenhados na mesma proporção (Berti Filho, 1993). A existência de indivíduos de substituição só ocorre após o desaparecimento de um ou de ambos os representantes do par real. Mas em algumas espécies, também pode ocorrer normalmente a substituição por indivíduos sexuados complementares, sendo que Holmgren, em 1906, citado por Costa Lima (1938), encontrou até 100 rainhas de substituição e um só rei verdadeiro em ninho de Armitermes neotenicus. Além da reprodução sexuada, novas colônias de cupins podem também ser formadas assexuadamente, através da fragmentação de uma colônia adulta por quebra natural ou provocada por animais ou pelo homem. Isso ocorre porque os reis e rainhas de substituição tomam o lugar do casal real na parte fragmentada, formando nova colônia. Por essa razão não se deve fragmentar um cupinzeiro antes de controlá-lo, pois isso poderá multiplicá-lo.

13 Anatomia externa Muitas vezes os cupins são denominados formigas-brancas ou formigas -de-asas, embora seja um grupo bem diferente das formigas, as quais pertencem à ordem Hymenoptera. Nenhum parentesco existe entre esses dois insetos (Figura 11). A seguir, as principais diferenças entre cupins e formigas estão relacionadas: Cupins (Isoptera) Formigas (Hymenoptera) 1. Desenvolvimento paurometábolo (ovo-ninfa-adulto) Desenvolvimento holometábolo (ovo-larva-pupa-adulto) 2. Tegumento mole e de cor clara Tegumento duro e geralmente escuro 3. Antenas moniliformes Antenas geniculadas 4 Asas I e II semelhantes Asas II menores que as asas I 5 Abdome ligado largamente ao tórax Abdome ligado ao tórax por estreito (séssil) pedúnculo (peciolado) 6. Operários e soldados estéreis dos Operários e soldados são fêmeas dois sexos. 7. Ninfas trabalham como operários (pernas funcionais) 8. Ausência de ferrão 9. Machos (reis) na casta reprodutora permanente 10. Acasalamento após o vôo e periódico estéreis. Ninfas não trabalham (ausência de pernas funcionais) Com ferrão na extremidade do abdome Machos só aparecem na casta reprodutora temporária Acasalamento no vôo

14 14 Notas de Aula de Entomologia FIGURA 11. Comparação esquemática entre formigas (A) e cupins (B); em cima, pela forma do adulto e, em baixo, pelo desenvolvimento (Hegh, 1922), citado por Carrera (1980) Cabeça Cupins apresentam a cabeça livre, sendo a forma e o tamanho variáveis, não só nas várias espécies, como também em uma espécie. Os olhos são facetados e geralmente estão presentes em indivíduos alados. Nas formas ápteras podem estar atrofiados ou mesmo ausentes. Na cabeça também existem ocelos que estão sempre presentes nas formas providas de olhos. Nos termitas superiores, existe no lugar dos ocelos uma depressão chamada de fontanela ou fenestra, que possui um pequeno orifício (poro frontal) que secreta um fluido espesso e viscoso, devido a tal poro estar ligado a uma glândula cefálica, servindo como estratégia de defesa. As antenas são do tipo moniliforme, podendo apresentar de 9 a 32 antenômeros idênticos. Em número de duas, as antenas são inseridas nos lados da cabeça numa depressão pouco profunda, acima da base da mandíbula. O aparelho bucal é do tipo mastigador, sendo que as mandíbulas geralmente apresentam-se bem desenvolvidas; em algumas formas (soldados) são robustas, podendo ser conspícuas ou mesmo disformes. Os palpos maxilares são longos, apresentando normalmente 5 segmentos. Os palpos labiais apresentam normalmente três segmentos (Figuras 7, 12 e 13).

15 15 FIGURA 12. Vista ventral da cabeça de um soldado mandibulado (Constantino, 2002).

16 16 Notas de Aula de Entomologia Antena Mandíbula Labro Clípeo Ocelo Olho Lacínia Gálea Palpo Estipe Cardo Fontanela MAXILA CABEÇA Lígula Palpo PRONOTO Prémento Pósmento LÁBIO FIGURA 13. Detalhes da cabeça e do aparelho bucal de um cupim (Harri, 1971) Tórax Geralmente, apresenta-se um tanto achatado, sendo que o protórax é distinto, podendo ser considerado livre, enquanto que o mesotórax e o metatórax apresentam-se mais ou menos reunidos (Figura 14). O pronoto pode ou não apresentar projeção anterior em forma de sela. As pernas são todas semelhantes e do tipo cursorial, apresentando tarsos pequenos de quatro artículos (tetrâmeros), com exceção do gênero Mastodermes, que é pentâmero. Nas tíbias anteriores podem estar presentes órgãos auditivos, através dos quais estes insetos comunicam-se mediante vibrações sonoras.

17 17 Protórax Mesotórax Metatórax FIGURA 14. Vista dos detalhes do tórax de um soldado (Romoser, 1981). As asas, em número de quatro, estão presentes somente nos indivíduos reprodutores adultos, onde são muito semelhantes em tamanho e forma, exceto em Mastotermitidae, os quais possuem asas diferentes. Em geral, as asas apresentam um sistema de nervação relativamente simples, com venação um tanto reduzida, sem veias transversais (Figura 15), porém variável nos diversos gêneros. Subcostal radial Mediana Cubital Setor radial FIGURA 15. Venação simples da asa anterior de um cupim (Harris, 1971). Quando em repouso, as asas se dispõem sobre o corpo, superpondo-se horizontalmente os dois pares e ambos excedem o ápice do abdome. Próximo à base das asas há uma sutura um tanto curvada, chamada

18 18 Notas de Aula de Entomologia de sutura basal ou humeral (Figura 1), ao nível da qual a asa se rompe, destacando-se do corpo do inseto, sendo que após a queda das asas restam presos ao corpo quatro manguitos coriáceos chamados de escamas Abdome Aderente ao tórax, apresenta-se volumoso constando de 10 segmentos (Figura 16), sendo que no último há um par de cercos curtos com 1 a 8 segmentos. A genitália em geral é ausente ou rudimentar, em ambos os sexos. No bordo posterior de 9 o esternito, há um par de pequenos estiletes, chamados de subanais, que estão presentes geralmente em todas as formas, exceto nas fêmeas aladas. FIGURA 16. Vista ventral dos segmentos abdominais terminais: esquerda - macho; direita - fêmea (Gay, 1970). 4. ASPECTOS BIOECOLÓGICOS Um cupinzeiro típico é constituído das seguintes partes: Camada externa: camada de terra endurecida pela saliva dos cupins e de consistência quase pétrea, que protege a colônia do meio externo e dá forma ao cupinzeiro. Endoécia ou câmara nupcial: é a câmara onde vive o casal real e onde são depositados os ovos. Periécia ou canais de comunicação: são as galerias periféricas que se comunicam com o exterior e com as fontes de alimento.

19 19 Paraécia ou bolsas de manutenção climática: é o espaço que existe entre o cupinzeiro e o solo que o circunda, destinado à manutenção de umidade e temperatura constantes no interior do ninho. Câmara de celulose: é o local onde é depositada matéria orgânica e criadas as formas jovens, constituindo a maior parte do ninho. Os cupins podem construir vários tipos de ninhos, como galerias e câmaras simples (cupins de madeira seca), ninhos subterrâneos (cupim-deterra-solta), ninhos arborícolas (túneis cobertos) ou de montículos ("murunduns") (Figura 17). Coptotermes Nasutitermes Heterotermes Nasutitermes Cornitermes Amitermes Anoplotermes Syntermes FIGURA 17. Tipos de ninhos de cupins (Berti Filho, 1993).

20 20 Notas de Aula de Entomologia 5. CUPINS NO BRASIL No Brasil ocorrem quatro famílias de cupins: Kalotermitidae: cupins considerados primitivos que não possuem fontanela, atacam madeira seca e nunca constroem ninhos; não apresentam operárias; alimentam-se exclusivamente de madeira; possuem no interior do intestino simbiontes (protozoários flagelados). Os principais gêneros são Cryptotermes, Neotermes e Rugitermes (Figura 18); Rhinotermitidae: cupins com fontanela; alados possuem asas com as escamas alares anteriores longas, cobrindo ou pelo menos tocando a base das escamas posteriores; as formas ápteras têm o pronoto plano, sem lobo ou projeção anterior no tórax; soldados não apresentam dentes basais nas mandíbulas; constroem ninhos subterrâneos, atacando plantas vivas e madeira morta. Os principais gêneros são Coptotermes e Heterotermes (Figura 18); Termitidae: é a principal família dos cupins; presença de fontanela; asas com as escamas alares anteriores curtas ou do mesmo tamanho das posteriores; soldados com projeção ou lobo anterior no pronoto em forma de sela ; apresentam dentes mandibulares basais desenvolvidos; constroem diferentes tipos de ninhos e possuem hábitos alimentares variados, como, por exemplo, madeira, folhas, húmus etc. Existem espécies que são cultivadores de fungos; no entanto, em condições brasileiras isto não ocorre. Os principais gêneros são Cornitermes, Nasutitermes, Syntermes e Anoplotermes (Figura 18). Serritermitidae: até recentemente continha uma única espécie, Serritermes serrifer, que ocorre apenas no Brasil. Novas evidências indicam que Glossotermes oculatus, espécie da Amazônia previamente incluída em Rhinotermitidae, também pertence a Serritermitidae.

21 21 Famílias de Isoptera Kalotermitidae Fontanela geralmente presente Fontanela ausente Soldado Adultos alados Tórax com projeção anterior Escama anterior curta Termitidae Tórax sem projeção anterior Rhinotermitidae Escama anterior longa FIGURA 18. Chave para identificação das principais famílias de cupins ápteros e alados (Zucchi et al., 1992). A. Xilófagos Estas famílias podem ser agrupadas em três grupos: São os cupins que vivem no interior do tronco das árvores ou de madeiras tratadas (móveis, mourões de cercas etc.) e não entram em contato com o solo. Todos os cupins deste grupo pertencem à família Kalotermitidae.

22 22 Notas de Aula de Entomologia B. Arborícolas Esse grupo refere-se aos cupins que constroem ninhos nos troncos das árvores ou em paus podres, mas se comunicam com o solo através de galerias superficiais, de onde saem para buscar o alimento, voltando depois para o ninho. Além da madeira, eles se alimentam de húmus, sendo que no intestino há presença de microrganismos bacterianos. A família Rhynotermitidae é a família mais comumente encontrada nesse grupo, seguida pela Serritermitidae. C. Humívoros São aqueles cupins que vivem em ninhos feitos no chão e nunca em cima de árvores, os quais alimentam-se de húmus. No intestino também há a presença de microrganismos do grupo das bactérias. A principal família é a Termitidae, encontrada em todo o Brasil, construindo ninhos grandes e complexos. Essa família é bastante diversificada e compreende cerca de 85% das espécies de cupins conhecidas do Brasil. Os cupins podem consumir vários tipos de alimento, como húmus, madeira, vegetais vivos, couro, lã, matéria orgânica etc., graças à simbiose que apresentam com bactérias e protozoários, que excretam enzimas capazes de transformar esses produtos em substâncias que podem ser assimiladas pelos cupins. Esses simbiontes vivem junto à membrana do intestino posterior (proctodeo). Como essa membrana é eliminada durante o processo de ecdise ou troca de tegumento, os cupins perdem parte de sua fauna intestinal. Para repor os simbiontes, os cupins desenvolveram o comportamento de trofalaxia anal, que corresponde à troca de alimento proctodeico entre indivíduos. Outra forma de troca de alimento é através da boca, conhecida como alimento estomodeico, que é um líquido claro, usado para alimentar as formas reprodutoras e os soldados. Além disso, há um comportamento típico, conhecido como "grooming" (limpeza), através do qual os indivíduos lambem-se uns aos outros. Isso parece funcionar como forma de comunicação, mas, principalmente, age na eliminação de partículas estranhas ou de patógenos que podem causar doenças em indivíduos de uma colônia. A trofalaxia, o grooming e o acentuado canibalismo são muito importantes quando se introduz algum agente de controle desses insetos, pois irão potencializar a ação controladora entre os indivíduos da colônia. As principais famílias, subfamílias e espécies de cupins que ocorrem no Brasil, atualmente, estão relacionadas logo a seguir. No entanto, é importante lembrar que para a maioria dos gêneros existem várias espécies que ocorrem no Brasil e que ainda não foram registradas na literatura, várias delas espécies novas.

23 23 Assim, o número real de espécies por gênero pode ser maior que o indicado. Além disso, outros gêneros, além dos listados a seguir, podem eventualmente ser encontrados no território brasileiro. Família Kalotermitidae [28 espécies]; principais gêneros: Cacaritermes Eucryptotermes Incisitermes Rugitermes Cryptotermes Glyptotermes Neotermes Tauritermes Família Rhinotermitidae [13 espécies]; principais gêneros: Coptotermes Dolichorhinotermes Heterotermes Rhinotermes Família Serritermitidae; principais gêneros: Glossotermes Serritermes Família Termitidae [246 espécies]; principais gêneros: Subfamília Apicotermitinae [15 espécies] Anoplotermes Aparatermes Grigiotermes Ruptitermes Tetimatermes Subfamília Nasutermitinae [171 espécies] Agnathotermes Caetetermes Curvitermes Ibitermes Angularitermes Coatitermes Cyranotermes Labiotermes Anhangatermes Coendutermes Cyrilliotermes Nasutitermes Araujotermes Constrictotermes Diversitermes Rhynchotermes Armitermes Cornitermes Embiratermes Syntermes Atlantitermes Cortaritermes Ereymatermes Velocitermes Subfamília Termitinae [60 espécies] Amitermes Cylindrotermes Inquilinitermes Planicapritermes Cavitermes Dentispicotermes Microcerotermes Spinitermes Cornicapritermes Dihoplotermes Neocapritermes Synhamitermes Crepititermes Genuotermes Orthognathotermes Termes 5.1 Grupos de importância agro-florestal a) Cupins subterrâneos Heterotermes tenuis (Hagen, 1858) e Heterotermes longiceps (Snyder, 1858) (Rhinotermitidae). Características: ninhos subterrâneos e difusos; operárias pequenas, esbranquiçadas e de aspecto vermiforme; Prejuízos: provocam o tunelamento das raízes, colo e caule, causando perda do poder germinativo e prejudicando o desenvolvimento das plantas.

24 24 Notas de Aula de Entomologia Syntermes molestus (Burmeister, 1839), Syntermes obtusus Holmgren, 1911 e Syntermes insidians Silvestri, 1945 (Termitidae). Características: ninhos subterrâneos com pequenas câmaras semelhantes às das formigas "lava-pés"; há comunicação entre as câmaras, e entre estas e o exterior, por meio de canais estreitos e tortuosos, que se abrem na superfície do solo como "olheiros", com diâmetro de 5 a 8 cm, principalmente à noite; Prejuízos: exercem o forrageamento da cultura, cortando as plantas na altura do coleto, prejudicando o seu crescimento. Atacam também as raízes, podendo causar o secamento das plantas. b) Cupins de montículo Cornitermes cumulans (Kollar, 1832) e Cornitermes bequaerti Emerson, 1952 (Termitidae). Características: ninhos em montículos; formato variado; 50 a 100cm de altura; câmara externa de terra, de 6 a 10cm de espessura, cimentada com saliva; parte interna de celulose e terra, menos dura, com galerias horizontais superpostas e separadas por paredes verticais, revestidas por camada escura; Prejuízos: ocupam espaço na cultura, dificultando os tratos culturais e o manejo, dependendo do nível de tecnologia adotado. Com relação ao consumo de plantas, é mais importante na fase inicial da cultura, quando pode reduzir o estande. Quando a cultura já está estabelecida, o cupim-demontículo causa pouco dano às plantas, surgindo recentemente o conceito de que ele é uma "praga estética", ou seja, causa aspecto visual desagradável ao produtor. 6. ESTRATÉGIAS E TÁTICAS DO MANEJO DE CUPINS a) Controle cultural Adubação: plantas bem nutridas apresentam maior resistência ao ataque de cupins. Época de plantio: fazer o plantio em época chuvosa para acelerar o desenvolvimento das plantas e escapar da fase de danos por cupins. b) Controle biológico A utilização de fungos entomopatogênicos no controle de cupins, tem-se mostrado altamente promissora. A estratégia utilizada é aplicar grande

MANEJO INTEGRADO DE CUPINS

MANEJO INTEGRADO DE CUPINS 1 MANEJO INTEGRADO DE CUPINS Os cupins são insetos sociais que apresentam castas reprodutoras e não reprodutoras, vivendo em colônias permanentes chamadas de termiteiros ou cupinzeiros. São mastigadores

Leia mais

MANEJO INTEGRADO DE CUPINS

MANEJO INTEGRADO DE CUPINS Notas de Aula de ENT 115 Manejo Integrado de Pragas Florestais 1 MANEJO INTEGRADO DE CUPINS Os cupins ou térmitas são insetos da ordem Isoptera, que contêm cerca de 2.750 espécies descritas no mundo. Mais

Leia mais

Ordem Isoptera. Alunos: Carlos Felippe Nicoleit; Celso Junior; Charles Magnus da Rosa; Daniella Delavechia.

Ordem Isoptera. Alunos: Carlos Felippe Nicoleit; Celso Junior; Charles Magnus da Rosa; Daniella Delavechia. Ordem Isoptera Alunos: Carlos Felippe Nicoleit; Celso Junior; Charles Magnus da Rosa; Daniella Delavechia. Classificação: Reino: Animal Filo: Artropoda Classe: Insecta Ordem: Isoptera Definição Ordem de

Leia mais

Simone de Souza Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente

Simone de Souza Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Cupins subterrâneos Simone de Souza Prado, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Os cupins são insetos da ordem Isoptera, também conhecidos por térmitas, siriris ou aleluias. Estes insetos são espécies

Leia mais

A madeira como substrato para organismos xilófagos -Cupins-

A madeira como substrato para organismos xilófagos -Cupins- UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS Faculdade de Ciências Agrárias Departamento de Ciências Florestais A madeira como substrato para organismos xilófagos -Cupins- Francisco Tarcísio Moraes Mady Introdução

Leia mais

Manuella Rezende Vital Orientado: Prof. Dr. Fábio Prezoto

Manuella Rezende Vital Orientado: Prof. Dr. Fábio Prezoto UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FOR A Instituto de Ciências Biológicas Programa de Pós-graduação em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais Manuella Rezende Vital Orientado: Prof.

Leia mais

CUPINS DA CANA-DE- AÇÚCAR

CUPINS DA CANA-DE- AÇÚCAR CUPINS DA CANA-DE- AÇÚCAR 1. DESCRIÇÃO DA PRAGA Eles ocorrem em todas as regiões do Brasil e são divididos em rei, rainha, soldados e operários, cada um com um trabalho a fazer. São insetos sociais, operários

Leia mais

Bem-vindo!?!? República de cupins

Bem-vindo!?!? República de cupins Bem-vindo!?!? República de cupins Aelton Giroldo, Ana Carolina Ramalho, Claudinei Santos, Degho Ramon, Mariana Caixeta, Renan Janke Introdução Os cupins são insetos de tamanho pequeno a médio (0.4 a 4

Leia mais

LEVANTAMENTO DE CUPINS EM ESTRUTURAS DE MADEIRAS DE BLOCOS DO MINI-CAMPUS (SETOR-SUL) DA UFAM.

LEVANTAMENTO DE CUPINS EM ESTRUTURAS DE MADEIRAS DE BLOCOS DO MINI-CAMPUS (SETOR-SUL) DA UFAM. LEVANTAMENTO DE CUPINS EM ESTRUTURAS DE MADEIRAS DE BLOCOS DO MINI-CAMPUS (SETOR-SUL) DA UFAM. Manoel Braga de BRITO 1 ; Raimunda Liége Souza de Abreu ; Basílio Frasco VIANEZ 3 1 Bolsista PIBIC/INPA/Fapeam;

Leia mais

Capítulo 14 CUPINS (ISOPTERA): BIOLOGIA, ECOLOGIA GERAL E DIVERSIDADE NA REGIÃO DO PARQUE NACIONAL DO PICO DA NEBLINA, SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, AM

Capítulo 14 CUPINS (ISOPTERA): BIOLOGIA, ECOLOGIA GERAL E DIVERSIDADE NA REGIÃO DO PARQUE NACIONAL DO PICO DA NEBLINA, SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, AM Capítulo 14 CUPINS (ISOPTERA): BIOLOGIA, ECOLOGIA GERAL E DIVERSIDADE NA REGIÃO DO PARQUE NACIONAL DO PICO DA NEBLINA, SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, AM 257 CAPÍTULO 14 CUPINS (ISOPTERA): BIOLOGIA, ECOLOGIA

Leia mais

LEVANTAMENTO DAS ESPÉCIES DE CUPINS ATACANDO RESIDÊNCIAS NOS BAIRROS DO MUNICIPIO DE GURUPI TO.

LEVANTAMENTO DAS ESPÉCIES DE CUPINS ATACANDO RESIDÊNCIAS NOS BAIRROS DO MUNICIPIO DE GURUPI TO. LEVANTAMENTO DAS ESPÉCIES DE CUPINS ATACANDO RESIDÊNCIAS NOS BAIRROS DO MUNICIPIO DE GURUPI TO. Gracielle Rodrigues da Costa 1 ; Edy Eime Pereira Baraúna 2 ; Renato da Silva Vieira 3 1 Aluno do Curso de

Leia mais

Associação entre Cornitermes spp. (Isoptera: Termitidae) e cupins inquilinos em uma área de floresta de terra firme na Amazônia Central Thiago Santos

Associação entre Cornitermes spp. (Isoptera: Termitidae) e cupins inquilinos em uma área de floresta de terra firme na Amazônia Central Thiago Santos Associação entre Cornitermes spp. (Isoptera: Termitidae) e cupins inquilinos em uma área de floresta de terra firme na Amazônia Central Thiago Santos Introdução Os cupins (Insecta: Isoptera) são organismos

Leia mais

PRINCIPAIS PRAGAS EM GRAMADOS: BIOLOGIA E CONTROLE (CUPINS, FORMIGAS CORTADEIRAS E FORMIGAS LAVA-PÉS)

PRINCIPAIS PRAGAS EM GRAMADOS: BIOLOGIA E CONTROLE (CUPINS, FORMIGAS CORTADEIRAS E FORMIGAS LAVA-PÉS) PRINCIPAIS PRAGAS EM GRAMADOS: BIOLOGIA E CONTROLE (CUPINS, FORMIGAS CORTADEIRAS E FORMIGAS LAVA-PÉS) Francisco José Zorzenon Pesquisador Científico Ana Eugênia Carvalho Campos-Farinha Pesquisador Científico

Leia mais

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS - Folha 1 Cupins Subterrâneos ou Solo - Biologia Os cupins são também conhecidos por térmitas, formigas brancas (operários), siriris ou aleluias (alados reprodutores). São insetos da ordem Isoptera (iso

Leia mais

PREFEITURA MUNICPAL DE ARAGUARI SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE. Registro fotográfico Sibipiruna Av. Padre Norberto, em frente ao número 84

PREFEITURA MUNICPAL DE ARAGUARI SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE. Registro fotográfico Sibipiruna Av. Padre Norberto, em frente ao número 84 Registro fotográfico Sibipiruna Av. Padre Norberto, em frente ao número 84 Figura 01 Vista lateral do tronco,mostrando a presença de cupins, gameleira parasita crescendo no centro e ramos epicórmicos oriundos

Leia mais

Benefícios da Madeira Tratada na Construção Civil.

Benefícios da Madeira Tratada na Construção Civil. Benefícios da Madeira Tratada na Construção Civil. Humberto Tufolo Netto Obs: Alguns slides foram produzidos pelo colega: Dr.Ennio Lepage e outros foram cedidos pelo FPInnovations-Forintek-Ca O que é a

Leia mais

TÉCNICO EM AGROECOLOGIA U.C. SANIDADE VEGETAL ARTRÓPODES

TÉCNICO EM AGROECOLOGIA U.C. SANIDADE VEGETAL ARTRÓPODES TÉCNICO EM AGROECOLOGIA U.C. SANIDADE VEGETAL ARTRÓPODES CARACTERÍSTICAS BÁSICAS ARTHROPODA Exoesqueleto quitinoso Bilatérios Filo mais numeroso Características que definem o Grupo Apêndices articulados

Leia mais

XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL

XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL AUTORES : CLÁUDIO ANTÔNIO SODÁRIO ALEX SILVEIRA JOSE FRANCISCO RESENDE DA SILVA JURACY

Leia mais

Profa Dra. Fernanda Basso Eng. Agr. Msc. Bruno Lodo

Profa Dra. Fernanda Basso Eng. Agr. Msc. Bruno Lodo UNIPAC Curso de Agronomia Manejo Fitossanitário na Cana-de-açúcar Insetos-Pragas GRANDES CULTURAS I - Cultura da Cana-de-açúcar Profa Dra. Fernanda Basso Eng. Agr. Msc. Bruno Lodo Introdução Os danos causados

Leia mais

RIQUEZA DE CUPINS (ISOPTERA) EM VEREDAS DE UMA ÁREA DE MIRACEMA DO TOCANTINS

RIQUEZA DE CUPINS (ISOPTERA) EM VEREDAS DE UMA ÁREA DE MIRACEMA DO TOCANTINS RIQUEZA DE CUPINS (ISOPTERA) EM VEREDAS DE UMA ÁREA DE MIRACEMA DO TOCANTINS Julyana Flavia dos Santos Lima¹; Hélida Ferreira da Cunha² ¹Graduanda do curso de Ciências Biológicas -Licenciatura,UnuCET-UEG

Leia mais

D O S S I Ê T É C N I C O

D O S S I Ê T É C N I C O D O S S I Ê T É C N I C O Cana-de-açucar: principais insetos praga Luciane Gomes Batista Pereira Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais CETEC abril 2008 DOSSIÊ TÉCNICO Sumário 1 INTRODUÇÃO... 3 2

Leia mais

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS

ENCICLOPÉDIA DE PRAGAS - Folha 1 Cupins de Madeira Seca - Biologia O Cryptotermes brevis, chamado popularmente de cupim de madeira seca, é um cupim que encontra-se normalmente restrito à peça atacada. Ele não tem capacidade

Leia mais

ENT 115 - MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS FLORESTAIS AULAS PRÁTICAS PRÁTICA 4: TÓRAX E SEUS APÊNDICES - TIPOS DE PERNAS E ASAS

ENT 115 - MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS FLORESTAIS AULAS PRÁTICAS PRÁTICA 4: TÓRAX E SEUS APÊNDICES - TIPOS DE PERNAS E ASAS ENT 115 - MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS FLORESTAIS AULAS PRÁTICAS Prof. Alessandra de Carvalho Silva PRÁTICA 4: TÓRAX E SEUS APÊNDICES - TIPOS DE PERNAS E ASAS 1. OBJETIVO E IMPORTÂNCIA Esta aula visa fornecer

Leia mais

FLÁVIO URBANO BARBOSA MÉTODOS DE CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS EM ÁREAS URBANAS

FLÁVIO URBANO BARBOSA MÉTODOS DE CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS EM ÁREAS URBANAS FLÁVIO URBANO BARBOSA MÉTODOS DE CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS EM ÁREAS URBANAS Monografia apresentada à Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu

Leia mais

Broca da madeira. Atividade de Aprendizagem 19. Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente

Broca da madeira. Atividade de Aprendizagem 19. Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente Atividade de Aprendizagem 19 Broca da madeira Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente Tema Interações entre os seres vivos / características e diversidade dos seres vivos / manutenção da vida e integração

Leia mais

Matéria: Biologia Assunto: Relações Ecológicas Prof. Enrico Blota

Matéria: Biologia Assunto: Relações Ecológicas Prof. Enrico Blota Matéria: Biologia Assunto: Relações Ecológicas Prof. Enrico Blota Biologia Ecologia Relações ecológicas Representam as interações entre os seres vivos em um determinado ecossistema. Podem ser divididas

Leia mais

VI Semana de Ciência e Tecnologia IFMG- campus Bambuí VI Jornada Científica 21 a 26 de outubro

VI Semana de Ciência e Tecnologia IFMG- campus Bambuí VI Jornada Científica 21 a 26 de outubro Potencial da Doru luteipes (Scudder, 1876) (Dermaptera: Forficulidae) no controle da Spodoptera frugiperda (J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae). Willian Sabino RODRIGUES¹; Gabriel de Castro JACQUES²;

Leia mais

Biologia, danos e controle de cupins em eucalipto

Biologia, danos e controle de cupins em eucalipto unesp Biologia, danos e controle de cupins em eucalipto Carlos F. Wilcken FCA/UNESP - Botucatu. 1. Introdução Os cupins são considerados pragas em plantações florestais em toda a região tropical, sendo

Leia mais

Desafios para o controle biológico em cana com ênfase em microrganismos entomopatogênicos. José Eduardo Marcondes de Almeida Pesquisador Científico

Desafios para o controle biológico em cana com ênfase em microrganismos entomopatogênicos. José Eduardo Marcondes de Almeida Pesquisador Científico Desafios para o controle biológico em cana com ênfase em microrganismos entomopatogênicos José Eduardo Marcondes de Almeida Pesquisador Científico CANA-DE-AÇÚCAR A área cultivada com cana-de-açúcar no

Leia mais

BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS)

BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS) BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS) 1. INTRODUÇÃO Uma outra praga que vem assumindo um certo grau de importância é conhecida como o bicudo da cana-de-açúcar de ocorrência restrita no Estado de São Paulo,

Leia mais

Compreensão das diferenças entre os artrópodes, crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes, reconhecendo suas características

Compreensão das diferenças entre os artrópodes, crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes, reconhecendo suas características Compreensão das diferenças entre os artrópodes, crustáceos, insetos, aracnídeos, quilópodes e diplópodes, reconhecendo suas características O que são artrópodes? Para que servem? Onde podem ser encontrados?

Leia mais

Cupins Subterrâneos: Métodos de Controle

Cupins Subterrâneos: Métodos de Controle Cupins Subterrâneos: Métodos de Controle Introdução As principais estratégias de controle de cupins serão apresentadas a seguir. É interessante frisar, neste momento, que os dados apresentados a seguir

Leia mais

Vestibular1 A melhor ajuda ao vestibulando na Internet Acesse Agora! www.vestibular1.com.br MOSCAS E INSETOS

Vestibular1 A melhor ajuda ao vestibulando na Internet Acesse Agora! www.vestibular1.com.br MOSCAS E INSETOS MOSCAS E INSETOS Inseto, nome comum de qualquer animal pertencente a uma classe do filo dos artrópodes. Formam a maior classe do Reino Animal, sendo mais numerosos que todos os outros grupos, pois estão

Leia mais

Anexo VI Lista de espécies registradas de cupins: Isoptera

Anexo VI Lista de espécies registradas de cupins: Isoptera Anexo VI Lista de espécies registradas de cupins: Isoptera Espécies de Cupins (Isoptera) registrados na região de Jirau, Porto Velho, RO. ISOPTERA KALOTERMITIDAE Táxon Nome popular Habitat Calcaritermes

Leia mais

Corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome, podendo alguns apresentar cefalotórax (= cabeça + tórax) e abdome.

Corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome, podendo alguns apresentar cefalotórax (= cabeça + tórax) e abdome. OS ARTRÓPODES Prof. André Maia Apresentam pernas articuladas com juntas móveis. São triblásticos, celomados e dotados de simetria bilateral. Corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome, podendo

Leia mais

CARTILHA TÉCNICA DE APICULTURA

CARTILHA TÉCNICA DE APICULTURA CARTILHA TÉCNICA DE APICULTURA Maio de 2015 Patrocínio: LISTA DE FIGURAS Figura 1. Produtos da apicultura.... 4 Figura 2. Abelha Rainha.... 5 Figura 3. Operárias numa caixa de abelha.... 6 Figura 4. Zangões....

Leia mais

REVOADA DE FORMIGAS MARCA PERÍODO DE ACASALAMENTO E REVELA SURTO EM LONDRINA

REVOADA DE FORMIGAS MARCA PERÍODO DE ACASALAMENTO E REVELA SURTO EM LONDRINA Instituto de Educação Infantil e Juvenil Primavera, 2014. Londrina, Nome: de Ano: Tempo Início: Edição 35 MMXIV Grupo a REVOADA DE FORMIGAS MARCA PERÍODO DE ACASALAMENTO E REVELA SURTO EM LONDRINA Fábio

Leia mais

O Mosquito Aedes aegypti

O Mosquito Aedes aegypti O Mosquito Aedes aegypti MOSQUITO A origem do Aedes aegypti, inseto transmissor da doença ao homem, é africana. Na verdade, quem contamina é a fêmea, pois o macho apenas se alimenta de carboidratos extraídos

Leia mais

ORDEM HYMENOPTERA. (himen = membrana; ptera = asas) GRUPO: SAUL, TAISE, TIAGO, TIARLE

ORDEM HYMENOPTERA. (himen = membrana; ptera = asas) GRUPO: SAUL, TAISE, TIAGO, TIARLE ORDEM HYMENOPTERA (himen = membrana; ptera = asas) GRUPO: SAUL, TAISE, TIAGO, TIARLE CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA Reino: Filo: Classe: Superordem: Ordem: Animalia Arthropoda Insecta desenvolvimento e Importancia

Leia mais

9º ENTEC Encontro de Tecnologia: 23 a 28 de novembro de 2015

9º ENTEC Encontro de Tecnologia: 23 a 28 de novembro de 2015 CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS DA CANA- DE AÇÚCAR NA PRÁTICA Resumo Bruno Pereira Santos 1 ; Profa. Dra. Ana Maria Guidelli Thuler 2 1, 2 Universidade de Uberaba bruno pereira santos 1, bpereiira955@gmail.com

Leia mais

Ecologia Conceitos Básicos e Relações Ecológicas

Ecologia Conceitos Básicos e Relações Ecológicas Ecologia Conceitos Básicos e Relações Ecológicas MOUZER COSTA O que é Ecologia? É a parte da Biologia que estuda as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente. Conceitos Básicos Espécie População

Leia mais

PARASITOLOGIA ZOOTÉCNICA ORDEM HEMIPTERA

PARASITOLOGIA ZOOTÉCNICA ORDEM HEMIPTERA Aula 04 A PARASITOLOGIA ZOOTÉCNICA Aula de hoje: Hemiptera de importância em Parasitologia Zootécnica ORDEM HEMIPTERA Insetos da ordem Hemiptera são divididos em três subordens, os Heteroptera (conhecidos

Leia mais

ARTRÓPODES PROF. MARCELO MIRANDA

ARTRÓPODES PROF. MARCELO MIRANDA ARTRÓPODES Filo Arthropoda (Artrópodes) Do grego, arthros = articulado e podos = pés; É o filo mais abundante em quantidade de espécies descritas (~1 milhão); Vivem em praticamente todos os tipos de ambientes;

Leia mais

Ministério da Educação UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ Câmpus DOIS VIZINHOS PLANO DE ENSINO

Ministério da Educação UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ Câmpus DOIS VIZINHOS PLANO DE ENSINO Ministério da Educação UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ Câmpus DOIS VIZINHOS PLANO DE ENSINO CURSO Engenharia Florestal MATRIZ 06 FUNDAMENTAÇÃO LEGAL Resolução nº 68/2008 COEPP DISCIPLINA/UNIDADE

Leia mais

Controle Microbiano de Fernanda Goes Mendes Marina Chamon Abreu Seminário de Microbiologia do Solo 2014/1 O controle de na agricultura é um fator limitante e resulta no aumento do custo de produção; O

Leia mais

INQUILINISMO EM CORNITERMES (ISOPTERA, TERMITIDAE) EM DUAS ÁREAS DE PASTAGEM

INQUILINISMO EM CORNITERMES (ISOPTERA, TERMITIDAE) EM DUAS ÁREAS DE PASTAGEM INQUILINISMO EM CORNITERMES (ISOPTERA, TERMITIDAE) EM DUAS ÁREAS DE PASTAGEM Ana Cristina da Silva¹, José Max Barbosa de Oliveira Junior¹, Lauana Nogueira², Letícia Gomes ¹, Thales Amaral² Reginaldo Constantino³

Leia mais

CHAVE PARA DETERMINAR AS ORDENS DA CLASSE INSECTA, ATRAVÉS DE INSETOS ADULTOS.

CHAVE PARA DETERMINAR AS ORDENS DA CLASSE INSECTA, ATRAVÉS DE INSETOS ADULTOS. CHAVE PARA DETERMINAR AS ORDENS DA CLASSE INSECTA, ATRAVÉS DE INSETOS ADULTOS. 01 Abdome com estilos esternais; insetos sempre ápteros... 02 01 - Abdome sem estilos esternais; insetos ápteros ou alados...

Leia mais

MIGDOLUS EM CANA DE AÇÚCAR

MIGDOLUS EM CANA DE AÇÚCAR MIGDOLUS EM CANA DE AÇÚCAR 1. INTRODUÇÃO O migdolus é um besouro da família Cerambycidae cuja fase larval causa danos ao sistema radicular da cana-de-açúcar, passando a exibir sintomas de seca em toda

Leia mais

FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS

FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS FUNGOS FILAMENTOSOS ASSOCIADOS ÀS FORMIGAS CORTADEIRAS DO GÊNERO ATTA FABRICIUS E ESTUDO DA AÇÃO DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS Samuel Eustáquio Morato Barbosa 1 ; Danival José de Sousa 2 ; 1 Aluno do Curso

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE À VESPA-DA-MADEIRA. Susete do Rocio Chiarello Penteado Edson Tadeu Iede Wilson Reis Filho

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE À VESPA-DA-MADEIRA. Susete do Rocio Chiarello Penteado Edson Tadeu Iede Wilson Reis Filho PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE À VESPA-DA-MADEIRA Susete do Rocio Chiarello Penteado Edson Tadeu Iede Wilson Reis Filho Introdução de Pragas Florestais no Brasil Globalização Turismo Internacional Fronteiras

Leia mais

Avaliação de Redução de Estande em Milho por Cupim.

Avaliação de Redução de Estande em Milho por Cupim. Avaliação de Redução de Estande em Milho por Cupim. WINDER, A. R. S. da. 1, COUTO, L. P. P. 1, SILVA A. R. da. 2, BELLIZZI, N. C. 1 BARBOSA. E. S 1. 1 Docente e acadêmicos do Curso de Agronomia da Universidade

Leia mais

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS EM POVOAMENTOS FLORESTAIS

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS EM POVOAMENTOS FLORESTAIS unesp MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS EM POVOAMENTOS FLORESTAIS Prof. Dr. Carlos F. Wilcken FCA/UNESP - Botucatu 1. INTRODUÇÃO As plantações florestais brasileiras ocupam área de 5,7 milhões de ha, representando

Leia mais

AVALIAÇÃO DE INSETICIDAS E FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS PARA O CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS DA CANA-DE-AÇÚCAR

AVALIAÇÃO DE INSETICIDAS E FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS PARA O CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS DA CANA-DE-AÇÚCAR 347 AVALIAÇÃO DE INSETICIDAS E FUNGOS ENTOMOPATOGÊNICOS PARA O CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS DA CANA-DE-AÇÚCAR J.E.M. Almeida, A. Batista Filho 2, S.B. Alves 3, T. Shitara 4 Centro de Pesquisa e Desenvolvimento

Leia mais

Pirâmides de números

Pirâmides de números Fluxo de energia Pirâmides de números COBRA (1) RATO (15) MILHO (100) PROTOZOÁRIOS CUPIM (100) (1) ÁRVORE (1000) ARANHAS (100) MOSCAS (300) (1) BANANA NAO HA PADRAO UNICO!!! - Massa de matéria orgânica

Leia mais

COMBATE EXPERIMENTAL AO CUPIM Cornitermes cumulans (KOLLAR, 1832) EM PASTAGEM*

COMBATE EXPERIMENTAL AO CUPIM Cornitermes cumulans (KOLLAR, 1832) EM PASTAGEM* COMBATE EXPERIMENTAL AO CUPIM Cornitermes cumulans (KOLLAR, 1832) EM PASTAGEM* SUGAHARA, C.A.** RAIZER, A. J. * * MOTTA, R.** ARASHIRO, F.Y.** SILVA, J.M.** MARICONI, F. A. M.*** RESUMO Com o objetivo

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DA ENTOMOFAUNA CO-HABITANTE EM NINHOS DE TÉRMITAS DO GÊNERO CORNITERMES EM CAMPINAS, SÃO PAULO

IDENTIFICAÇÃO DA ENTOMOFAUNA CO-HABITANTE EM NINHOS DE TÉRMITAS DO GÊNERO CORNITERMES EM CAMPINAS, SÃO PAULO Anais do XVIII Encontro de Iniciação Científica ISSN 1982-0178 Anais do III Encontro de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação ISSN 2237-0420 24 e 25 de setembro de 2013 IDENTIFICAÇÃO DA ENTOMOFAUNA

Leia mais

Colônias de Formigas. Fabricio Breve fabricio@rc.unesp.br. 27/05/2015 Fabricio Breve

Colônias de Formigas. Fabricio Breve fabricio@rc.unesp.br. 27/05/2015 Fabricio Breve Colônias de Formigas Fabricio Breve fabricio@rc.unesp.br 27/05/2015 Fabricio Breve 1 Colônias de Formigas Colônias de formigas (e de outros insetos sociais) são sistemas distribuídos Seus indivíduos são

Leia mais

Artrópodes. Os representantes do Filo Arthropoda (arthro= articulação, podes=pés) são animais com pernas articuladas.

Artrópodes. Os representantes do Filo Arthropoda (arthro= articulação, podes=pés) são animais com pernas articuladas. Artrópodes Os representantes do Filo Arthropoda (arthro= articulação, podes=pés) são animais com pernas articuladas. Todos os artrópodes possuem um exoesqueleto (esqueleto externo), uma carapaça formada

Leia mais

- Visa otimizar e diversificar a produção;

- Visa otimizar e diversificar a produção; Sistemas Agroflorestais (SAF) - Combinação de espécies arbóreas com cultivos agrícolas (fruticultura, plantas anuais, etc) ou criação de animais; - Visa otimizar e diversificar a produção; Sistemas Agroflorestais

Leia mais

FENTIOM E CLORPIRIFÓS NO COMBATE AO CUPIM DE MONTE Cornitevmes cumulans (KOLLAR, 1832) (Isoptera, Termitidae)

FENTIOM E CLORPIRIFÓS NO COMBATE AO CUPIM DE MONTE Cornitevmes cumulans (KOLLAR, 1832) (Isoptera, Termitidae) FENTIOM E CLORPIRIFÓS NO COMBATE AO CUPIM DE MONTE Cornitevmes cumulans (KOLLAR, 1832) (Isoptera, Termitidae) F.A.M. Mariconi* F.I. Geraldi** C.J. Biondo** J.L. Donatoni** A.I. Clari** F.Y. Arashiro**

Leia mais

RICARDO CÉZAR SIQUEIRA CHAVES

RICARDO CÉZAR SIQUEIRA CHAVES UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - RIO CLARO CIÊNCIAS BIOLÓGICAS RICARDO CÉZAR SIQUEIRA CHAVES LEVANTAMENTO DE DIFERENTES TÉCNICAS DE CONTROLE DE CUPINS SUBTERRÂNEOS

Leia mais

Curiosidades A Vida das Abelhas.

Curiosidades A Vida das Abelhas. Curiosidades A Vida das Abelhas. Se as abelhas desaparecessem da face da terra, a espécie humana teria somente mais 4 anos de vida. Sem abelhas não há polinização, ou seja, sem plantas, sem animais, sem

Leia mais

RIQUEZA E ABUNDÂNCIA DE CUPINS (INSECTA: ISOPTERA) EM CULTIVOS COMERCIAIS DE CANA-DE-AÇÚCAR NO ESTADO DE SÃO PAULO, BRASIL

RIQUEZA E ABUNDÂNCIA DE CUPINS (INSECTA: ISOPTERA) EM CULTIVOS COMERCIAIS DE CANA-DE-AÇÚCAR NO ESTADO DE SÃO PAULO, BRASIL RIQUEZA E ABUNDÂNCIA DE CUPINS (INSECTA: ISOPTERA) EM CULTIVOS COMERCIAIS DE CANA-DE-AÇÚCAR NO ESTADO DE SÃO PAULO, BRASIL Lucas Manuel Cabral Teixeira Faculdade de Ciências Biológicas Centro de Ciências

Leia mais

Delza - Ciências 6ª Série RECUPERAÇÂO. QUESTÃO 1 (Descritor: associar características básicas à classificação dos seres vivos.)

Delza - Ciências 6ª Série RECUPERAÇÂO. QUESTÃO 1 (Descritor: associar características básicas à classificação dos seres vivos.) Delza - Ciências 6ª Série RECUPERAÇÂO QUESTÃO 1 (Descritor: associar características básicas à classificação dos seres vivos.) Assunto: Classificação dos seres vivos Os cientistas estabeleceram um sistema

Leia mais

Laboratório de Controle Biológico, Centro Experimental do Instituto Biológico, CP 70, CEP 13001-970, Campinas, SP, Brasil. RESUMO

Laboratório de Controle Biológico, Centro Experimental do Instituto Biológico, CP 70, CEP 13001-970, Campinas, SP, Brasil. RESUMO CONTROLE DE HETEROTERMES TENUIS (HAGEN) (ISOPTERA: RHINOTERMITIDAE) E CORNITERMES CUMULANS (KOLLAR) (ISOPTERA: TERMITIDAE) COM INSETICIDA FIPRONIL ASSOCIADO AO FUNGO ENTOMOPATOGÊNICO BEAUVERIA BASSIANA

Leia mais

Controle Biológico. Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br. Postura no coleto. Posturas nas folhas

Controle Biológico. Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br. Postura no coleto. Posturas nas folhas Controle Biológico Postura no coleto Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br Posturas nas folhas Proteção Ambiental: Controle Biológico Agrotóxicos Produtividade x Saúde do Trabalhador Rural Fonte:

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções. Patologia das Madeiras

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções. Patologia das Madeiras UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Escola de Minas DECIV Patologia das Construções Patologia das Madeiras Estrutura da Madeira Estrutura da Madeira cerne (2) Porção mais clara, na parte externa, que corresponde

Leia mais

Agentes biológicos. Texto extraído e adaptado do "Manual de Preservação de Documentos", coordenação de Ingrid Beck, Arquivo Nacional, 1991.

Agentes biológicos. Texto extraído e adaptado do Manual de Preservação de Documentos, coordenação de Ingrid Beck, Arquivo Nacional, 1991. Agentes biológicos Texto extraído e adaptado do "Manual de Preservação de Documentos", coordenação de Ingrid Beck, Arquivo Nacional, 1991. Os ambientes úmidos, quentes, escuros e de pouca ventilação são

Leia mais

Resumo de Algumas Ordens de Insetos

Resumo de Algumas Ordens de Insetos Resumo de Algumas Ordens de Insetos Prof. Júlio Martins Coleoptera - Besouros Nome: Coleo (estojo) + ptera (asas) Situação: 40% da classe, com mais de 300 mil espécies descritas. Características: aparelho

Leia mais

PRINCIPAIS INSETOS-PRAGA DA CANA-DE-AÇÚCAR E CONTROLE

PRINCIPAIS INSETOS-PRAGA DA CANA-DE-AÇÚCAR E CONTROLE PRINCIPAIS INSETOS-PRAGA DA CANA-DE-AÇÚCAR E CONTROLE Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisadora - Entomologia Agrícola Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - APTA CULTURA DA CANA-DE-AÇÚCAR

Leia mais

08/04/2013 PRAGAS DO FEIJOEIRO. Broca do caule (Elasmopalpus legnosellus) Lagarta rosca (Agrotis ipsilon)

08/04/2013 PRAGAS DO FEIJOEIRO. Broca do caule (Elasmopalpus legnosellus) Lagarta rosca (Agrotis ipsilon) Pragas que atacam as plântulas PRAGAS DO FEIJOEIRO Pragas que atacam as folhas Lagarta enroladeira (Omiodes indicata) Pragas que atacam as vargens Lagarta elasmo (ataca também a soja, algodão, milho, arroz,

Leia mais

BICHO-DA-SEDA. 4.1. CLASSIFICAÇÃO DA ESPÉCIE DE Bombyx mori

BICHO-DA-SEDA. 4.1. CLASSIFICAÇÃO DA ESPÉCIE DE Bombyx mori 1 BICHO-DA-SEDA Existem oito espécies de bicho-da-seda criadas com a finalidade de produzir fios de seda. Uma pertence à família Bombycidae, que é a Bombyx mori Linnaeus 1758, e as outras, à família Saturniidae,

Leia mais

Uma perspectiva de ensino para as áreas de conhecimento escolar CIÊNCIAS NATURAIS

Uma perspectiva de ensino para as áreas de conhecimento escolar CIÊNCIAS NATURAIS Uma perspectiva de ensino para as áreas de conhecimento escolar CIÊNCIAS NATURAIS A proposta A proposta de ensino das Ciências Naturais se fundamenta na construção do pensamento científico acerca dos fenômenos

Leia mais

Proposta de Plano de Controle de Pragas fitófagas na área do empreendimento do Aproveitamento Hidrelétrico Santo Antônio.

Proposta de Plano de Controle de Pragas fitófagas na área do empreendimento do Aproveitamento Hidrelétrico Santo Antônio. Proposta de Plano de Controle de Pragas fitófagas na área do empreendimento do Aproveitamento Hidrelétrico Santo Antônio. Introdução Diversos grupos de insetos podem se tornarem pragas fitófagas, principalmente

Leia mais

Prof. Aline Fernandes de Oliveira, Arquiteta Urbanista 2010

Prof. Aline Fernandes de Oliveira, Arquiteta Urbanista 2010 de Oliveira, Arquiteta Urbanista 2010 PATOLOGIAS EM OBRAS DE MADEIRA . A degradação de elementos de madeira surge como resultado da ação de agentes físicos, químicos, mecânicos ou biológicos aos quais

Leia mais

Docente do Curso de Agronomia da Universidade Estadual de Goiás, Rua S7, s/n, Setor Sul, Palmeiras de Goiás GO. E-mail.: nilton.cezar@ueg.br.

Docente do Curso de Agronomia da Universidade Estadual de Goiás, Rua S7, s/n, Setor Sul, Palmeiras de Goiás GO. E-mail.: nilton.cezar@ueg.br. Avaliação de Pragas em uma Cultura de Milho para Produção de Sementes. BELLIZZI, N. C. 1, WINDER, A. R. S. 2, PEREIRA JUNIOR, R. D. 2 e BARROS, H. A. V. 2. 1 Docente do Curso de Agronomia da Universidade

Leia mais

Traça dos livros. Baratas: Introdução

Traça dos livros. Baratas: Introdução Traça dos livros As traças dos livros, também chamadas de traças prateadas, pertencem à Ordem Thysanura e são insetos que se alimentam de substâncias ricas em proteínas, açúcar ou amido, sendo muito comuns

Leia mais

Unipampa Campus Dom Pedrito Curso de Zootecnia Disciplina de Apicultura Profa. Lilian Kratz Semestre 2015/2

Unipampa Campus Dom Pedrito Curso de Zootecnia Disciplina de Apicultura Profa. Lilian Kratz Semestre 2015/2 Unipampa Campus Dom Pedrito Curso de Zootecnia Disciplina de Apicultura Profa. Lilian Kratz Semestre 2015/2 Limpeza e desinfecção das colméias Importante para: - qualidade de vida das abelhas - boa produção

Leia mais

INFORMAÇÕES SOBRE O PLANTIO DO EUCALIPTO NO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA

INFORMAÇÕES SOBRE O PLANTIO DO EUCALIPTO NO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA INFORMAÇÕES SOBRE O PLANTIO DO EUCALIPTO NO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA Informações sobre o plantio do eucalipto no Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta COLETA DE SOLO NA

Leia mais

Programa Nacional de Controle à vespa-da-madeira no Brasil

Programa Nacional de Controle à vespa-da-madeira no Brasil Anais do Seminário Internacional sobre Pragas Quarentenárias Florestais 53 Programa Nacional de Controle à vespa-da-madeira no Brasil Susete do Rocio Chiarello Penteado 1 Edson Tadeu Iede 1 Wilson Reis

Leia mais

SEMINÁRIO PRÁTICAS A EVITAR EM ENGENHARIA CIVIL E GEOLOGIA DE ENGENHARIA

SEMINÁRIO PRÁTICAS A EVITAR EM ENGENHARIA CIVIL E GEOLOGIA DE ENGENHARIA SEMINÁRIO PRÁTICAS A EVITAR EM ENGENHARIA CIVIL E GEOLOGIA DE ENGENHARIA Laboratório Regional de Engenharia Civil Ponta Delgada 06 de Dezembro de 2013 Catarina Amaral Catarina Amaral 1 INTRODUÇÃO Assuntos:

Leia mais

DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum.

DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum. DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum. Maria Geralda de Souza; Olívia Cordeiro de Almeida; Aparecida das Graças Claret de Souza Embrapa Amazônia Ocidental, Rodovia AM-010,

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO DA ENTOMOFAUNDA CO-HABITANTE EM NINHOS DE CUPINS EPÍGEOS DE CAMPINAS E REGIÃO

IDENTIFICAÇÃO DA ENTOMOFAUNDA CO-HABITANTE EM NINHOS DE CUPINS EPÍGEOS DE CAMPINAS E REGIÃO IDENTIFICAÇÃO DA ENTOMOFAUNDA CO-HABITANTE EM NINHOS DE CUPINS EPÍGEOS DE CAMPINAS E REGIÃO Nina Maria Ornelas Cavalcanti Faculdade de Ciências Biológicas Centro de Ciências da Vida nina.moc@puccamp.edu.br

Leia mais

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil.

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Antonio José Dias Vieira 1, Camila Righetto Cassano 2, Joice Rodrigues de Mendonça

Leia mais

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica UFRGS ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica 1. (Ufrgs 2014) Considere as seguintes afirmações sobre conceitos utilizados em ecologia. I. Nicho ecológico é a posição biológica ou funcional que um ecossistema

Leia mais

Aula 4: Sistema digestório

Aula 4: Sistema digestório Aula 4: Sistema digestório Sistema digestório As proteínas, lípideos e a maioria dos carboidratos contidos nos alimentos são formados por moléculas grandes demais para passar pela membrana plasmática e

Leia mais

Sirex noctilio F. em Pinus spp.: : Biologia, Ecologia e Danos

Sirex noctilio F. em Pinus spp.: : Biologia, Ecologia e Danos Sirex noctilio F. em Pinus spp.: : Biologia, Ecologia e Danos Edson Tadeu Iede Susete R.C. Penteado Wilson Reis Filho Riscos de introdução de pragas florestais no Brasil Mercado globalizado Aumento do

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE

EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE 1- Leia o texto e responda as questões Todos os animais, independentemente do seu estilo de vida, servem como fonte de alimento para outros seres vivos. Eles estão

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS CAMPUS II - AREIA CURSO DE AGRONOMIA DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS CAMPUS II - AREIA CURSO DE AGRONOMIA DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS CAMPUS II - AREIA CURSO DE AGRONOMIA DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA E CIÊNCIAS AMBIENTAIS NÍVEL DE INFESTAÇÃO E CONTROLE DE CUPINS DE PASTAGENS NO

Leia mais

Comunicado. Psilídeos no Brasil: 5-Trioza tabebuiae em Ipês. Dalva Luiz de Queiroz 1 Daniel Burckhardt 2 Daniel Piacentini de Andrade 3

Comunicado. Psilídeos no Brasil: 5-Trioza tabebuiae em Ipês. Dalva Luiz de Queiroz 1 Daniel Burckhardt 2 Daniel Piacentini de Andrade 3 Comunicado Técnico Dezembro, 242 ISSN 1517-500 Colombo, PR 2009 Ipês floridos em ruas de Curitiba, PR. Psilídeos no Brasil: 5-Trioza tabebuiae em Ipês Dalva Luiz de Queiroz 1 Daniel Burckhardt 2 Daniel

Leia mais

MANEJO INTEGRADO DE FORMIGAS CORTADEIRAS

MANEJO INTEGRADO DE FORMIGAS CORTADEIRAS Notas de Aula de Entomologia 1 MANEJO INTEGRADO DE FORMIGAS CORTADEIRAS 1. INTRODUÇÃO RONALD ZANETTI 1 GERALDO ANDRADE CARVALHO 1 ALEXANDRE DOS SANTOS 2 ALAN SOUZA-SILVA 3 MAURÍCIO SEKIGUCHI GODOY 3 As

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO TAXONOMICA DE CUPINS COHABITANTES DE MONTÍCULOS DE SOLO NA REGIÃO DE CAMPINAS COM BASE EM SEQUENCIAS DE DNA

IDENTIFICAÇÃO TAXONOMICA DE CUPINS COHABITANTES DE MONTÍCULOS DE SOLO NA REGIÃO DE CAMPINAS COM BASE EM SEQUENCIAS DE DNA IDENTIFICAÇÃO TAXONOMICA DE CUPINS COHABITANTES DE MONTÍCULOS DE SOLO NA REGIÃO DE CAMPINAS COM BASE EM SEQUENCIAS DE DNA João H. P. Giudice Faculdade de Ciências Biológicas Centro de Ci6encias da Vida

Leia mais

Biodiversidade e monitoramento da ordem Isoptera em Olinda, PE

Biodiversidade e monitoramento da ordem Isoptera em Olinda, PE REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 3 - Número 2-2º Semestre 2003 Biodiversidade e monitoramento da ordem Isoptera em Olinda, PE [1] Welber Eustáquio de Vasconcelos; [2] Érika

Leia mais

PRAGAS DO PARICÁ (Shizolobium amazonicum, Duke) NA AMAZÔNIA OCIDENTAL

PRAGAS DO PARICÁ (Shizolobium amazonicum, Duke) NA AMAZÔNIA OCIDENTAL ISSN 1517-4077 Amapá ~ Ministério ~a Agricultura e do Abastecimento N 51, dez/2000, PRAGAS DO PARICÁ (Shizolobium amazonicum, Duke) NA AMAZÔNIA OCIDENTAL César A. D. Teixeira 1 Arnaldo Bianchetti' 1. Introdução

Leia mais

CUPINS (Insecta: Isoptera) NA ARBORIZAÇÃO URBANA DA ZONA 1 DE MARINGÁ-PR

CUPINS (Insecta: Isoptera) NA ARBORIZAÇÃO URBANA DA ZONA 1 DE MARINGÁ-PR Rodríguez, Suárez, Horta e Jácome 87 CUPINS (Insecta: Isoptera) NA ARBORIZAÇÃO URBANA DA ZONA 1 DE MARINGÁ-PR Felipe Galvão Duarte * Gessé Almeida Santos ** Fábio Rogério Rosado *** Rosilene Luciana Delariva

Leia mais

ESTADO ATUAL DO CONHECIMENTO SISTEMÁTICO E ECOLÓGICO SOBRE OS CUPINS (INSECTA. ISOPTERA) DO NORDESTE BRASILEIRO

ESTADO ATUAL DO CONHECIMENTO SISTEMÁTICO E ECOLÓGICO SOBRE OS CUPINS (INSECTA. ISOPTERA) DO NORDESTE BRASILEIRO ' Revista Nordestina de Biologia, 13(1/2): 37-45 28.xii.1999 ESTADO ATUAL DO CONHECIMENTO SISTEMÁTICO E ECOLÓGICO SOBRE OS CUPINS (INSECTA. ISOPTERA) DO NORDESTE BRASILEIRO Adelmar G. Bandeira1 Alexandre

Leia mais

Ecossistemas e Saúde Ambiental :: Prof.ª MSC. Dulce Amélia Santos

Ecossistemas e Saúde Ambiental :: Prof.ª MSC. Dulce Amélia Santos Engenharia Civil Disciplina Ecossistemas e Saúde Ambiental Relações Ecológicas Duas Aula- Relações Ecológicas Profª Msc. Dulce Amélia Santos PODEMOS CLASSIFICAR AS RELAÇÕES ECOLÓGICAS EM RELAÇÕES INTRA-ESPECÍFICAS

Leia mais

Principais pragas das hortaliças e perspectivas de controle biológico. Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisador Científico APTA/SAA - SP

Principais pragas das hortaliças e perspectivas de controle biológico. Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisador Científico APTA/SAA - SP Principais pragas das hortaliças e perspectivas de controle biológico Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisador Científico APTA/SAA - SP Plantas cultivadas em sistema de aquaponia Alface Cebolinha

Leia mais