O MINISTÉRIO PÚBLICO NAS AÇÕES DE SEGURANÇA ALIMENTAR.

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1 1 O MINISTÉRIO PÚBLICO NAS AÇÕES DE SEGURANÇA ALIMENTAR. Inicialmente, gostaria de destacar a iniciativa do Centro Integrado de Apoio Operacional e Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor - CIDECON (colega Alexandre Lipp João), do Fórum Estadual de Defesa do Consumidor (Presidente - Dr. Alcebíades Santini), À Secretaria Estadual da Saúde/Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Diretora - Dr. Jane Leonardo), e a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre que, com o apoio, da Fundação Escola Superior do Ministério Público (através de seu Diretor colega Luiz Fernando Kalil), e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Profissional (colega Júlio César Finger), realizam este II Fórum de Alimentos: As Relações de Consumo e a Segurança Alimentar na Vigilância Sanitária, permitindo que todas as instituições (Serviços Municipais e Estaduais de Vigilância Sanitária, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (e que bom que a ANVISA, mais uma vez, está aqui conosco), Órgãos e Entidades Civis de Defesa do Consumidor), vinculadas e/ou envolvidas com o exercício do controle da qualidade (nutricional e higiênico/sanitária) de alimentos, possam debater, discutir, reciclar idéias e práticas e, o que deve ser o objetivo almejado, encontrar caminhos que possam ser trilhados por todos os atores desta urgente demanda pública, encontrando soluções para as constantes (e crescentes) questões (coletivas) que cercam este

2 2 importante tema da Segurança Alimentar que, no meu entender, é uma das pedras de toque na busca, que deve ser de toda a sociedade, de tornar real o preceito constitucional/direito humano fundamental que é a dignidade da pessoa humana. As questões alimentares são uma das grandes preocupações atuais da saúde pública brasileira. Ao mesmo tempo em que os crescentes casos de obesidade passam a chamar, talvez, mais a atenção que a desnutrição no país, as mortes relacionadas a transtornos alimentares alertam para os riscos de um novo padrão estético, que interfere na maneira como o indivíduo se relaciona com sua alimentação e seu próprio corpo. É a ditadura da aparência, face visível do processo de transição nutricional que, segundo dados do Ministério da Saúde, não só reduz a qualidade de vida da população, como onera os gastos públicos com previdência, seguros de saúde e atividade produtiva no Brasil. Um outro reflexo desta mesma realidade, e já havíamos chamada a atenção quando do nosso Fórum sobre medicamentos, pode ser constatado quando se leva em consideração o altíssimo consumo de remédios para emagrecer (nossa taxa de consumo per capta de anorexígenos é 39,2% superior ao consumo per capta do EUA). Não vamos esquecer que os anorexígenos são anfetaminas que inibem o apetite ou a sensação de fome, e como estimulam o sistema nervoso central, seu uso indiscriminado pode provocar crises de pânico, comportamento agressivo e violento, alucinações, depressão respiratória, coma e morte (ainda esta semana manifestávamos em um mandado de segurança, onde algumas farmácias de manipulação da cidade de Pelotas pleitearam, e conseguiram, ordem judicial para que a VISA Municipal se abstivesse de aplicar multas e/ou medida de fiscalização com base em Resolução da Anvisa que proíbe a

3 3 associação de medicamentosa para tratamento de obesidade. Sob o argumento da liberdade do exercício de profissão e/ou atividade comercial, e de que a ANVISA não teria competência para proibir a comercialização e/ou prescrição das associações medicamentosas, em razão de ser um ato médico, a liminar foi deferida pelo TJ. Houve desconhecimento que a associação de medicamentos (anorexígenos, ansiolítiocos, diuréticos, laxantes, etc.) também é proibida por resoluções dos Conselhos Federais de Medicina e Farmácia, desde 1995; houve esquecimento de toda a legislação que cria e disciplina o funcionamento da ANVISA; houve desconhecimento de toda uma literatura médica, à nível mundial, que condena tal associação de medicamentos para o combate à obesidade. E que é pior, ao sopesar a liberdade de comércio com a garantida da saúde pública, ao menos em sede de exame liminar, prevaleceu a liberdade de comércio. Garantiu-se o lucro de alguns contra o prejuízo de muitos. Mas, voltemos ao tema. O conceito de segurança alimentar foi definido de forma bastante clara no documento oficial do Brasil, apresentado na Cúpula Mundial da Alimentação em O documento sistematiza o conceito da seguinte forma: "Segurança Alimentar e Nutricional significa garantir a todos acesso a alimentos básicos de qualidade, em quantidade suficiente, de modo permanente e sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, com base em práticas alimentares saudáveis. Contribuindo, assim, para uma existência digna em um contexto de desenvolvimento integral da pessoa humana".

4 4 Segundo consta do site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Segurança Alimentar e Nutricional SAN é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis. E a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - é o responsável pelo desenvolvimento e implantação de políticas de SAN. Logo, segurança alimentar e nutricional pode ser entendida como um direito à alimentação regular, em quantidade e qualidade suficiente para todos os brasileiros. E, nessa área, é bom lembrar, já contamos com uma Lei Orgânica da Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), por meio da qual foi instituído o Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan). Apenas de passagem, merece destaque o fato de que tal legislação representa um marco histórico porque assegura por lei o direito humano à alimentação, desvincula o acesso à comida de uma questão de caridade e promove a alimentação ao campo das políticas públicas. Como vimos, segurança alimentar, além da disposição de alimentos suficientes (e este tema não é objeto desta nossa prosa), envolve, também, alimentos com qualidade e prática alimentares promotoras da saúde. Vale dizer, na área que nos interessa (higiênico-sanitária), podemos definir segurança alimentar como o inverso de risco alimentar, ou seja, a

5 5 probalilidade de não sofrer nenhum dano pelo consumo de um alimento. E a garantia da segurança sanitária alimentar depende da eficácia nas interrelações entre as diversas etapas da cadeia agroalimentar, envolvendo desde operações de produção até a comercialização, quando o consumidor irá decidir, na sua escala de valores, se o preço a pagar lhe é, economicamente, alcançável (nem vou falar de preço justo). E nesta etapa da escolha, é preponderante o papel da propaganda e do marketing na informação e orientação do consumidor. E como se dá a nossa propaganda e/ou o marketing de alimentos? Já fizeram uma pausa para pensar? Vamos ser um pouco tolerantes. Não ignoramos que a veiculação de uma gama de informações relativas aos alimentos é um aspecto que valoriza o marketing na promoção da saúde coletiva, considerando-se que as informações, quando bem conduzidas, se constituem num poderoso instrumento no processo de educação alimentar da população. Além disso, por ser um processo de identificação dos desejos e expectativas do consumidor, o marketing representa uma ponte entre as exigências materiais e os padrões econômicos do consumidor. Entretanto, um dos grandes anseios do consumidor, ao adquirir produtos, por qualquer razão que seja, é estes serem confiáveis e, para isto, é preciso que as informações apresentadas pelos fabricantes sejam fidedignas. Se, ao contrário essas informações forem falsas, ambíguas, confusas ou vagas, o consumidor será lesado moral e financeiramente, além de sofrer riscos à sua saúde. Defendem alguns autores que a propaganda na área de alimentos explora, em sua grande maioria, apenas os atributos benéficos, o

6 6 que está gerando um problema de saúde pública. A propaganda, segundo estes autores, deveria ser utilizada como um meio de informação e atualização dos consumidores, orientando-os concreta e lealmente para a realização da opção de compra que lhes seja mais adequada e vantajosa. Outra importante questão que pode ser ventilada é a influência da propaganda nos padrões alimentares da população. Enfrentamos, no Brasil, um indiscutível declínio qualitativo de nossa dieta em função do aumento do consumo de açúcares refinados, gorduras saturadas, sal, aditivos químicos, e o consumo reduzido de fibras e ácidos graxos poliinsaturados, isto somado à diminuição da atividade física, contribui para o aumento da prevalência da obesidade, como já vimos, e outras doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares (Segundo o Observatório de Políticas de Segurança Alimentas e Nutrição, do Centro de Estudos Avançados de Governo e Administração Pública da Universidade de Brasília 40% dos adultos no país estão longe do peso considerado ideal). E este nível crescente da prevalência da obesidade nas últimas décadas, tanto em crianças como adolescentes e adultos, chamou a atenção de pesquisadores, que passaram a investigar os possíveis fatores determinantes do padrão alimentar da chamada dieta ocidental. E a influência dos comerciais de televisão foi apontada como um destes fatores, especialmente no desenvolvimento da obesidade entre crianças e adolescentes. O que dissemos, em nosso fórum anterior sobre medicamentos, está valendo para o nosso atual tema em debate: a mídia está construindo e produzindo a nossa dieta alimentar. Está forjando a criação de

7 7 uma identidade (individual e social), onde o fast food é a solução para a eterna (mas, artificialmente criada) falta de tempo de nossa sociedade moderna. Não vou falar nos padrões de beleza global. Querem um exemplo típico: a perua da escola está buzinando na porta de sua casa. Para variar, as crianças (e vocês) acordaram atrasadas e vocês precisam correr para preparar o café-da-manhã e a lancheira. O que acontece: dá um achocolatado pronto para cada filho tomar pelo caminho e coloca um bolinho de chocolate (ou uma bolachinha recheada) e mais um achocolatado para a hora do recreio. A merenda está pronta. Fácil, não é? E bastante rápido! E Sem que possamos perceber, um lanchinho desse tipo corresponde a um terço da energia que as crianças (entre 4 e 6 anos) podem consumir diariamente. Se tiverem menos de três anos, essa quantidade de comida chega quase a metade de tudo o que precisam pra brincar durante um dia inteiro. E o que é pior, segundo os nutricionistas, sem acrescentar qualquer nutriente (vitaminas, sais minerais e fibras) essencial para manter a saúde dos pequenos. E se nosso filho não levar a merenda semelhante a que seu coleguinha levou; comer uma fruta, enquanto o colega do lado saboreia uma bolachinha em forma de um urso, coração, sei lá o que, e ainda ganhou o ronald macdonald s. Aí é um infindável, Compra mãe! Compra mãe! Compra pai, vô, tia, etc. Pronto, leva a bolachinha. Não é assim. Quem está criando e ditando o nosso (e, principalmente, de nossos filhos) hábito alimentar (nossa dieta alimentar)? Vocês já viram, ou ouviram, algum anúncio sobre o delicioso sabor da cenoura, o frescor crocante dos brócolis ou como uma alface recém-chegada da feira é tenra e tentadora? Só se for da boca dos

8 8 feirantes. Mas, com certeza, já vocês já viram hambúrguer, coca-cola, batata frita, chocolate e bolacha na TV, aparelho presente em 90% das casas brasileira. Estão (a mídia) explorando a ingenuidade de nossas crianças. A publicidade de alimentos esta dirigida, quase que exclusivamente, para as nossas crianças. Tal mídia está contribuindo para um consumo exagerado de alimentos pouco (ou nada) saudáveis, sendo que 80% deles têm alto teor de açúcar, gorduras ou sódio. Nossas crianças estão sendo vítimas de uma verdadeira avalanche de propagandas que, com apelos cada vez mais elaborados, as induzem a querer comer, independentemente da qualidade do alimento. Vamos recordar, algumas dessas peças publicitárias: biscoito com leite sabor chocolate o rótulo do produto apresenta um personagem sugerindo que a criança coma o biscoito para pintar a língua com os corantes adicionados ao produto; quem não comprou o cheetos surpresas, levando para casa o homem-aranha, batman, super-homem, etc. E o nescau cereal : quatro garotos conseguem fazer passes mirabolantes com bola enquanto consomem o produto. Um deles consegue até chutar a bola em direção à parece com força para deformá-la. Apesar dessa força que o cereal parece dar às crianças, ele possui quase apenas carboidratos. Uma porção de 30 gramas chega a 7% da quantidade recomendada de carboidratos para criança de 7 a 10 anos. E o mais chocante, segundo o IDEC, é que um produto que se diz cereal, não chega a ter uma grama de fibra por porção nutriente naturalmente encontrado nos cereais.

9 9 Sucrillos sabor brigadeiro : enquanto uma criança consome o produto, diversos super-heróis se aproximam de sua casa, em clima de festa, e a convidam a participar da animação. No final da publicidade é viculado que a edição é limitada, e fica subentendido aos pais que eles devem correr para comprar ou correm o risco de não experimentar. Mas, o principal problema do produto veiculado nesse comercial, segundo apontado pelo IDEC, é ele ser rico em carboidratos, em sua maioria açúcares. Consumidos em excesso, os açúcares podem causar obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes. Por fim, o Mclanche feliz (e ninguém escapa deles). Lembram de uma campanha onde eram distribuídos brinquedos dos personagens do filme Carros (da Disney-pixar). Trazia cenas do filme e comentários de duas crianças pequenas sobre os incríveis brindes. Compra mãe! Compra pai! Eu quero, o Joãozinho já tem! Eu quero! Além do questionável valor nutritivo de tal produto, tal publicidade, praticamente, anula o papel dos pais na escolha da alimentação, uma vez que está difundindo a idéia de que se eles dão brinquedos, são mais legais que os pais, e ainda deixam a criança comer o que ela gosta hambúrguer, refrigerante e batata frita. E a saída do cinema, com as crianças? Já pararam para reparar? Você acabou de assistir o filme e lá estão, na frente de nossas crianças o personagens, mas agora como brindes. É de Batman ao Kung Fu Panda, e para levá-los para casa, é fácil cliente: basta desembolsar R$10,00 (e o que são dez reais mãe, pai, vô, vó e tia?) e alimentar seu filho como um

10 10 cheese-burguer, batatas fritas e refrigerante (este kits, normalmente, têm 87,5% de gordura saturada, mais de 100% de sódio e 2,3g de gordura trans, conforme informa o IDEC). Não é simples? E todos voltamos felizes para casa. E vocês lembram do danoninho que valia por um bifinho. Ou, daquele leite fermentado que dizia é bom pra minha boquinha, é bom pra barriguinha (é alimento ou remédio?), lembram do refresco sabor laranja o sabor das frutas, excelente fonte de vitamina C, mas que não passava de um pó colorido à base de açúcar colorido e aromatizado artificialmente; o iogurte Activia que era destacado por sua capacidade de regular o funcionamento intestinal de consumidores de todas as idades, era anunciado mais como remédio do que alimento (foi retirado do ar pela ANVISA, mas depois de ser veiculado por diversos meses e ter consagrado suas qualidades perante o consumidor). E quem precisa da publicidade infantil de alimentos? O artigo 37 do CDC deixa claro que é proibida toda publicidade enganosa ou abusiva que (...) se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. Antes dos 10 anos, poucas crianças conseguem entender que a publicidade não faz parte do programa televisivo e tem como objetivo único convencer o telespectador a consumir. Dessa forma, pergunto: comerciais destinados a esse público não são naturalmente abusivos e não deveriam ser proibidos de fato?

11 11 Também o artigo 39, inciso IV, considera como prática comercial abusiva prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços. E o que fazem os diversos comércios de fast food, ao distribuírem seus brindes, não é uma prática comercial abusiva? Também não deveria ser proibida? O estudo marketing de alimentos para crianças: o cenário global das regulamentações, feito pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), representante da Organização Mundial da Saúde, mostra que 85% dos países pesquisados (em um total de 73) possuem algum tipo de regulamentação da publicidade infantil. Na grécia, por exemplo, a publicidade de brinquedos é proibida entre 7 e 23h. No Reino Unido, as personalidades dos programas infantis não podem aparecer em nenhuma propaganda antes das 21 horas. Na Noruega e na Suécia, há proibição de qualquer publicidade para crianças abaixo dos 12 anos de idade. As nossas crianças não merecem a mesma proteção? E, cuidado, eles os reis do mercado (a mídia), voltam a atacar e não nos dão descanso. A batalha da proibição da propaganda de medicamentos nós já perdemos (a nova regulamentação pouco altera anterior ainda continuaremos com a recomendação de primeiro comprar o medicamento anunciado, para depois, se não der resultado, consultar o médico ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado ). Não nos unimos e nos articulamos o suficiente.

12 12 Não vou falar nos chamados suplementos alimentares (não é medicamento, mas suplemento alimentar Minha Senhora, Meu senhor, chegou a solução para as suas dores na coluna, nas juntas, aquele cansaço físico, aquela indolência. O tal suplemente alimentar é assim apresentado ao consumidor. E, ainda, bem alto, completam: e não é remédio, meu senhor. E sabem como é sua apresentação - em drágeas e/ou cápsulas. Gente, é um avanço: é a dieta dos astronautas ao nosso alcance. Em recente encontro das Agências de Publicidade, com ampla cobertura das maiores redes de jornais e televisão (a Rede Globo, em todos os seus telejornais, mencionou e elogiou evento), surgiu o esdrúxulo conceito de liberdade de expressão comercial, como uma garantia constitucional (já li, por mais de uma vez, nossa CF e não encontrei tal garantia liberdade de expressão não pode ser confundida com propaganda comercial). A partir de tal conceito, regulação vira sinônimo de Censura, e a proteção do Estado ao cidadão acaba qualificada como mania de tutela. Nesse sentido, o presidente da ABAP, sobre a regulação da propaganda de alimentos de alto teor calórico, mais recente bandeira da ANVISA em prol da saúde coletiva, disparou: parece que agora os males do país estão representados pela publicidade e que vamos corrigir isso através da proibição de tudo (Folha 7/7). E, ainda, lascou, parece que a gente não aprendeu muito com a ditadura (é duro ouvir este discurso). Para ele as regras são uma forma de o governo dizer que as crianças, os pais, os professores, as pessoas em geral não têm vontade própria, não têm capacidade de decidir o que é melhor para elas e precisam que o Estado decida por elas. Não, Não, por favor, não. Mais um que ignora as razões

13 13 da tutela do Estado na defesa do consumidor (Lembro Quintana: ignorante não é o que não sabe ler, mas o que sabe, e não lê). Está pregando a liberdade que gera insegurança alimentar. Esta pregando uma liberdade do início do século e que, como se sabe, nunca funcionou em favor do consumidor. Só em favor dele que de rei, transformou-se em geni : o Mercado. Esta pregando uma liberdade que transformou as questões alimentares em questões de saúde pública. Está pregando uma liberdade que está deixando as pessoas doentes. Está pregando o Estado no mínimo. Estado que existe, no mínimo, só para salvar a banca. O argumento da liberdade de expressão comercial é falacioso, pela simples razão de que, embora a publicidade possa ter algum conteúdo informativo, sua intenção final não é de informar, mas convencer o consumidor a comprar algo. E se a finalidade da publicidade fosse a de informar, porque publicitários e anunciantes se colocam frontalmente contra a tentativa da ANVISA, por exemplo, de inserir nos anúncios de certas bebidas e alimentos dados sobre os riscos à saúde? É a mais uma briga que temos pela frente. A segurança alimentar (especialmente na área em que debatemos), não se faz de modo eficaz sem a regulamentação da propaganda de alimentos. O poder público não pode abdicar de seu direito e de sua obrigação de legislar em defesa da população. Este fórum, como união de diversas entidades que trabalham na defesa dos direitos do consumidor saúde, informação -, todos devemos nos unir, cerrar filas e cobrar a regulamenta da publicidade de

14 14 alimentos. Devemos deixar claro, inclusive com o apoio de entidades que representam os jornalistas, que liberdade jornalística não se confunde com liberdade publicitária. Por fim, proponho uma reflexão para todos. Passados dois anos do nosso primeiro encontro, quando discutimos vigilância sanitária e alimentos, o que mudou? Avançamos? Em quê? Há dois anos, sustentávamos, por exemplo, que os serviços de inspeção municipal tinham sido implantados sem qualquer infra-estrutura mínima quer de pessoal, material de expediente, etc. Em Pelotas, o SIM começara com uma médica veterinária e um ou dois funcionários, sem viatura, e sem poder lavrar auto de notificação ou infração. Processos administrativos inexistiam. Os autos de infração lavrados não tem (ou não tinham) qualquer conseqüência prática. Não geram procedimentos administrativos e muito menos ações efetivas por parte da autoridade administrativa sanitária. Esta, na maioria das vezes, é incapaz de cobrar a solução da irregularidade que ensejou a infração. Esta é incapaz de exercer o poder de polícia administrativa que possuí. O QUE MUDOU? E sobre o Serviço de Vigilância à Saúde, mais especificamente, o Serviço de Vigilância Sanitária, que tem como objetivo a manutenção, promoção e proteção da saúde da população, através, dentre outras, mas é a que nos interessa, do desenvolvimento de ações de vigilância de produtos alimentícios em estabelecimentos comerciais; do depósito e transporte de alimentos; da vigilância e controle de doenças veiculadas por alimentos e água Segurança Alimentar, apontava-se a falta de estrutura (de

15 15 material e pessoal a equipe mínima não está completa, o número de fiscais é suficiente, inexistência de fiscalização noturna para não haver o pagamento de horas extras rotatividade de funcionários, precariedade do vínculo laboral), bem como desvios de equipamentos para outros serviços mais importantes que o da vigilância de alimentos. Os veículos estavam sendo utilizados pela Secretaria de Saúde para transportar pacientes; as inspeções e/ou vistorias do serviço de vigilância sanitária somente poderiam ocorrer quando o motorista estivesse disponível. O QUE MUDOU? Chamava-se a atenção, ainda, sobre os técnicos e fiscais das VISAS e que estavam sujeitos a pressões e ingerências políticas de toda ordem (foram ouvidas expressões como: a ordem é para não autuar e multar, somente advertência, porque é período eleitoral, acabamos de sair dele); estas ingerências e/ou pressões desmotivavam e desacreditavam as ações e a atuação dos profissionais da vigilância sanitária. E por ser suscetível a pressões, especialmente quando seus quadros técnicos não são compostos por funcionários de carreira, o exercício do poder de polícia da vigilância sanitária se mostra extremamente frágil e sem força coativa. Notadamente, quando a infração sanitária, às vezes grave (não conservação de produtos perecíveis em temperatura adequada, por exemplo) é cometida por grandes redes de lojas e supermercados, por exemplo. Nestes casos, o recurso é representar ao Ministério Público para que resolva o problema. O ônus político de uma interdição ou cessação da atividade, ninguém quer assumi-lo. O QUE MUDOU? Tais pressões desapareceram? Em Pelotas, estamos examinando o chamado alvará expresso. Primeiro você é autorizado pela Secretaria Municipal de urbanismo

16 16 a instalar e abrir o seu comércio de alimentos (restaurante), depois você vai atrás do alvará sanitário. E quais as condições sanitárias quando você, solenemente, convidou todos os seus amigos e inaugurou seu belo restaurante. Um belo prédio, todo decorado, luzes, etc., mas com a água contaminada em razão de que a caixa d água que abastece o prédio, simplesmente, nunca foi limpa. Já se recomendou ao Secretário que, para comércio de alimentos, especialmente restaurantes, bares e similares, o alvará de localização esteja previamente condicionado ao alvará sanitário. O QUE MUDOU, GENTE? Nossos serviços de Vigilância Sanitária, vitais para a segurança alimentar para a garantia da saúde pública, ainda são relegados a uma instância de menor importância na estrutura administrativa de nossas cidades, e por parte das forças políticas no exercício do poder. Reconheçamos. Nós mudamos. Estes seminários nos fizeram (e fazem) mudar. Estes seminários caracterizam-se como uma espécie de catarse ou purificação coletiva; choramos nossas mágoas e as nossas dificuldades; mas é aqui que recuperamos nossas as forças, perdidas nessa árdua e desigual luta que travamos diariamente e para garantir a saúde de nossa população. Estamos mais próximos, o sistema nacional VISA está mais próximo e palpável. A Anvisa, por vezes tão distante de nossa VISA/Municipal, aqui está. Tivemos avanços, claro que sim: o convênio do CIDECON para o controle da qualidade leite é de extrema importância (lembro que há tempos atrás realizamos a analise do leite de que algumas empresas da região, em uma delas, as análises mostraram que o nosso café da manhã seria mais saudável se servido apenas com água, aos menos esta não

17 17 continha substâncias estranhas); conseguimos reverte a decisão sobre a não criminalização de proprietários de matadouros, pelo crime previsto na Lei 8137/90, art. 7º, IX, e apenas por terem em depósito e/ou venda produtos de origem animal impróprio ao consumo (abates sem licença sanitária, por exemplo impropriedade formal). Estabeleceu o STJ que tal delito é formal e de perigo abstrato, aperfeiçoando-se com a mera transgressão da norma incriminadora. Desnecessária, assim, a efetiva comprovação da imprestabilidade material ou real do produto - carne. Desnecessária perícia, como exigia nosso Tribunal, para dizer que o produto (carne) apreendido estava impróprio ao consumo. Mas porque não avançamos mais. Estamos e continuamos escondidos. Quem é o destinatário das nossas atribuições de garantidores da segurança sanitária alimentar? A diminuição dos problemas que ainda enfrentamos depende da participação de um ator que ainda está distante. Nesta parceria que estabelecemos, nestes três encontros, quem está faltando para completar como sucesso o que aqui estamos discutindo? A comunidade e/ou o consumidor. Reconheçamos nossa culpa. Nós não estamos conseguindo que eles comunidade percebam nossa existência. Como eles não conhecem o que é vigilância/segurança sanitária (em seu sentido amplo), não cobram por sua implantação e realização. Não sentem necessidade da sua existência. Precisamos, urgentemente, botar nosso bloco de segurança sanitária na rua. Precisamos levar as pessoas a saberem o que é e o que faz a vigilância sanitária. Necessitamos ser descoberto pela comunidade. Esta precisa descobrir a vigilância sanitária. Precisamos ficar conhecidos com a

18 18 mesma intensidade de uma UBS. A ANVISA, por mais de uma vez, já desencadeou campanhas nesse sentido (lembro do Inspetor Silva, um cidadão vigilante acho que foi uma campanha de 2006, quando foi lançado o CDrom Direito Sanitário Para a Cidadania, mas creio que ficou restrita ao Distrito Federal). Era uma iniciativa que deveria ser estendida para todo o país, e repetida. Campanhas permanentes junto às comunidades, até a exaustão. Precisamos que a vigilância sanitária de alimentos vá até a periferia de nossas cidades. Ou, quem sabe, nós não criamos o nosso Comissário Gaudêncio para dar dicas básicas de como comprar um simples cachorro-quente naqueles carrinhos espalhados por todas as esquinas de nossas cidades. Precisamos fazer com que o destinatário de nossas atividades de vigilância sanitária alimentar seja mais um a identificar eventuais inseguranças alimentares. Seja um cidadão vigilante. Esta é parceria que ainda precisamos implementar. Este é o nosso maior desafio. Assim, em resumo: precisamos fortalecer e referendar a iniciativa da ANVISA de regulamentar a propaganda de alimentos e outros recursos publicitários; necessitamos fortalecer (modernizar e equipar) o sistema de inspeção e controle de alimentos; devemos exigir a constante capacitação dos órgãos de vigilância sanitária. Só assim, poderemos ter uma verdadeira segurança sanitária alimentar.

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