Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo

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1 Universidade do Sul de Santa Catarina Disciplina na modalidade a distância Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo Palhoça UnisulVirtual 2007

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3 Apresentação Este livro didático corresponde à disciplina Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo. O material foi elaborado visando a uma aprendizagem autônoma, abordando conteúdos especialmente selecionados e adotando uma linguagem que facilite seu estudo a distância. Por falar em distância, isso não significa que você estará sozinho. Não esqueça que sua caminhada nesta disciplina também será acompanhada constantemente pelo Sistema Tutorial da UnisulVirtual. Entre em contato sempre que sentir necessidade, seja por correio postal, fax, telefone, ou Ambiente Virtual de Aprendizagem. Nossa equipe terá o maior prazer em atendêlo, pois sua aprendizagem é nosso principal objetivo. Bom estudo e sucesso! Equipe UnisulVirtual.

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5 Paulo Calgaro de Carvalho Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo Livro didático 2ª edição revista e atualizada Design instrucional Carmen Maria Cipriani Pandini Palhoça UnisulVirtual 2007

6 Copyright UnisulVirtual 2007 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição. 340 C32 Carvalho, Paulo Calgaro de Noções de direito constitucional, penal e administrativo: livro didático / Paulo Calgaro de Carvalho; design instrucional Carmen Maria Cipriani Pandini ed. rev. e atual - Palhoça: UnisulVirtual, p. : il. ; 28 cm. Inclui bibliografia. ISBN Direito. 2. Direito constitucional. 3. Direito penal. 4. Direito administrativo. I. Pandini, Carmen Maria Cipriani. II. Título. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul Créditos Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina UnisulVirtual - Educação Superior a Distância Campus UnisulVirtual Rua João Pereira dos Santos, 303 Palhoça - SC Fone/fax: (48) e Site: Reitor Unisul Gerson Luiz Joner da Silveira Vice-Reitor e Pró-Reitor Acadêmico Sebastião Salésio Heerdt Chefe de gabinete da Reitoria Fabian Martins de Castro Pró-Reitor Administrativo Marcus Vinícius Anátoles da Silva Ferreira Campus Sul Diretor: Valter Alves Schmitz Neto Diretora adjunta: Alexandra Orsoni Campus Norte Diretor: Ailton Nazareno Soares Diretora adjunta: Cibele Schuelter Campus UnisulVirtual Diretor: João Vianney Diretora adjunta: Jucimara Roesler Equipe UnisulVirtual Administração Renato André Luz Valmir Venício Inácio Bibliotecária Soraya Arruda Waltrick Cerimonial de Formatura Jackson Schuelter Wiggers Coordenação dos Cursos Adriano Sérgio da Cunha Ana Luisa Mülbert Ana Paula Reusing Pacheco Cátia Melissa S. Rodrigues (Auxiliar) Charles Cesconetto Diva Marília Flemming Itamar Pedro Bevilaqua Janete Elza Felisbino Jucimara Roesler Lilian Cristina Pettres (Auxiliar) Lauro José Ballock Luiz Guilherme Buchmann Figueiredo Luiz Otávio Botelho Lento Marcelo Cavalcanti Mauri Luiz Heerdt Mauro Faccioni Filho Michelle Denise Durieux Lopes Destri Moacir Heerdt Nélio Herzmann Onei Tadeu Dutra Patrícia Alberton Patrícia Pozza Raulino Jacó Brüning Rose Clér E. Beche Design Gráfico Cristiano Neri Gonçalves Ribeiro (coordenador) Adriana Ferreira dos Santos Alex Sandro Xavier Evandro Guedes Machado Fernando Roberto Dias Zimmermann Higor Ghisi Luciano Pedro Paulo Alves Teixeira Rafael Pessi Vilson Martins Filho Equipe Didático-Pedagógica Angelita Marçal Flores Carmen Maria Cipriani Pandini Caroline Batista Carolina Hoeller da Silva Boeing Cristina Klipp de Oliveira Daniela Erani Monteiro Will Dênia Falcão de Bittencourt Enzo de Oliveira Moreira Flávia Lumi Matuzawa Karla Leonora Dahse Nunes Leandro Kingeski Pacheco Ligia Maria Soufen Tumolo Márcia Loch Patrícia Meneghel Silvana Denise Guimarães Tade-Ane de Amorim Vanessa de Andrade Manuel Vanessa Francine Corrêa Viviane Bastos Viviani Poyer Logística de Encontros Presenciais Marcia Luz de Oliveira (Coordenadora) Aracelli Araldi Graciele Marinês Lindenmayr Guilherme M. B. Pereira José Carlos Teixeira Letícia Cristina Barbosa Kênia Alexandra Costa Hermann Priscila Santos Alves Logística de Materiais Jeferson Cassiano Almeida da Costa (coordenador) Eduardo Kraus Monitoria e Suporte Rafael da Cunha Lara (coordenador) Adriana Silveira Caroline Mendonça Dyego Rachadel Edison Rodrigo Valim Francielle Arruda Gabriela Malinverni Barbieri Josiane Conceição Leal Maria Eugênia Ferreira Celeghin Rachel Lopes C. Pinto Simone Andréa de Castilho Tatiane Silva Vinícius Maycot Sera. m Produção Industrial e Suporte Arthur Emmanuel F. Silveira (coordenador) Francisco Asp Projetos Corporativos Diane Dal Mago Vanderlei Brasil Secretaria de Ensino a Distância Karine Augusta Zanoni (secretária de ensino) Ana Luísa Mittelztatt Ana Paula Pereira Djeime Sammer Bortolotti Carla Cristina Sbardella Franciele da Silva Bruchado Grasiela Martins James Marcel Silva Ribeiro Lamuniê Souza Liana Pamplona Marcelo Pereira Marcos Alcides Medeiros Junior Maria Isabel Aragon Olavo Lajús Priscilla Geovana Pagani Silvana Henrique Silva Vilmar Isaurino Vidal Secretária Executiva Viviane Schalata Martins Tecnologia Osmar de Oliveira Braz Júnior (coordenador) Ricardo Alexandre Bianchini Rodrigo de Barcelos Martins Edição Livro Didático Professor Conteudista Paulo Calgaro de Carvalho Design Instrucional Carmen Maria Cipriani Pandini Projeto Gráfico e Capa Equipe UnisulVirtual Diagramação Pedro Teixeira Revisão Ortográfica Simone Rejane Martins

7 Sumário Apresentação Palavras do professor Plano de estudo UNIDADE 1 Noções de Direito Constitucional UNIDADE 2 Noções de Direito Penal UNIDADE 3 Noções de Direito Administrativo Para concluir o estudo Referências Sobre o professor conteudista Respostas e comentários das atividades de auto-avaliação

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9 Palavras do professor Caros alunos, na disciplina Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo você encontrará algumas informações sobre o ordenamento jurídico brasileiro relacionadas à segurança pública no Brasil. Inicialmente, alguns conceitos serão necessários para compreender o Direito Constitucional, base dos demais direitos (Penal e Administrativo) que compõem um complexo sistema jurídico, do qual se ditam as regras de convivência social. Assim, você irá estudar no Direito Constitucional os direitos e garantias fundamentais, essenciais no Estado Democrático de Direito, pois são tais direitos e garantias constitucionais que orientam o legislador (aqueles que fazem as leis) na realização de normas condizentes com uma sociedade justa e solidária, além de assegurar a dignidade da pessoa e garantir a segurança pública. Em seguida, você terá oportunidade de estudar os principais crimes e as contravenções penais existentes na sociedade e que desafiam a segurança pública no Brasil. Para tanto, a Unidade 2 será dedicada a noções de Direito Penal, cujas principais regras são de imposição por meio de sanções (penas) àqueles que não preservam a segurança pública e nem observam as leis existentes. A segurança pública é um assunto recorrente nos dias de hoje e o direito de alguns não pode prejudicar o direito de outros, servindo as leis para limitar as condutas das pessoas e possibilitar a vida em comum. O Direito Constitucional e o Direito Penal são importantes para tal convivência harmônica, tendo a administração pública como a responsável pela aplicação das leis e as medidas necessárias para tornar realidade o conjunto de normas, denominado de ordenamento jurídico.

10 Por fim, para entender administração pública, no Direito Administrativo você irá se deparar com os conceitos e a estrutura existente para tornar realidade a segurança pública. Conhecer um pouco mais detalhadamente a configuração desse assunto é fundamental para o estudante deste curso. Você terá ainda a oportunidade de expor suas idéias, realizar pesquisas, socializar e interagir com seus colegas e participar desta importante caminhada. Então, caro aluno, ingresse em mais uma etapa com entusiasmo na busca de novos horizontes do conhecimento. Bom estudo!

11 Plano de estudo O plano de estudo visa a orientar você no desenvolvimento da disciplina. Ele possui elementos que o ajudarão a conhecer o contexto da disciplina e a organizar o seu tempo de estudos. O processo de ensino e aprendizagem na UnisulVirtual leva em conta instrumentos que se articulam e se complementam, portanto, a construção de competências se dá sobre a articulação de metodologias e por meio das diversas formas de ação/mediação. São elementos desse processo: o livro didático; o AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem); As atividades de avaliação (complementares, a distância e presenciais). Ementa Noções de Direito Constitucional. Noções de Direito Penal: o Direito Penal, a infração penal, o conceito de crime e a definição das atribuições das polícias estaduais a partir do crime. Principais crimes previstos no Código Penal Noções de Direito Administrativo: fundamento do Direito Administrativo na Constituição Federal. Os princípios e a organização da administração pública. As funções públicas e os poderes administrativos. Os atos e os contratos administrativos e a licitação.

12 Carga horária 60 horas aula Objetivos da disciplina Geral Identificar os principais conceitos e definições do ordenamento jurídico brasileiro, constantes na Constituição Federal, Código Penal, na administração pública, relacionados à segurança pública no Brasil. Específicos Proporcionar o aprendizado do conteúdo proposto, evoluindo gradativamente ao longo do curso, de forma que o aluno possua uma base de conceitos jurídicos a fim de aplicá-los na vida prática e capacitá-lo a interpretar algumas normas especialmente previstas na Constituição Federal e Código Penal, além de outras leis relacionadas à administração pública, buscando a reflexão sobre a segurança pública no Brasil. Conteúdo programático/objetivos Veja, a seguir, as unidades que compõem o livro didático desta disciplina e os seus respectivos objetivos. Esses se referem aos resultados que você deverá alcançar ao final de uma etapa de estudo. Os objetivos de cada unidade definem o conjunto de conhecimentos que você deverá possuir para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à sua formação. 12

13 Unidades de estudo: 3 Unidade 1: Noções de Direito Constitucional A Unidade 1 tem por finalidade abordar a organização do Estado, dos poderes e as constituições brasileiras e discutir os principais direitos fundamentais, previstos na Constituição Federal de 1988 e suas as cláusulas pétreas. Aborda também o controle da constitucionalidade e o processo legislativo com o intuito de dar a conhecer um pouco de como funciona o legislativo. Unidade 2: Noções de Direito Penal A Unidade 2 tem por objetivo abordar definições de infração penal e crime, com as atribuições das polícias estaduais e com os crimes previstos no Código Penal, que mais ocorrem no dia-adia. Unidade 3: Noções de Direito Administrativo A Unidade 3 tem por finalidade analisar os princípios e as normas que se destinam a ordenar a estrutura, o pessoal (órgãos e agentes), os atos e as atividades da administração pública, entendendo essa como o conjunto de órgãos instituídos para a consecução dos objetivos do Governo, quais sejam o bem comum da coletividade. 13

14 Agenda de atividades/ cronograma Verifique com atenção o AVA, organize-se para acessar periodicamente o espaço da disciplina. O sucesso nos seus estudos depende da priorização do tempo para a leitura, da realização de análises e sínteses do conteúdo e da interação com os seus colegas e tutor. Não perca os prazos das atividades. Registre no espaço a seguir as datas com base no cronograma da disciplina disponibilizado no AVA. Use o quadro para agendar e programar as atividades relativas ao desenvolvimento da disciplina. 14

15 Atividades Avaliação a Distância 1 Avaliação Presencial - 1ª Chamada Avaliação Presencial - 2ª Chamada Avaliação Final (caso necessário) Demais atividades (registro pessoal) 15

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17 UNIDADE 1 Noções de Direito Constitucional 1 Objetivos de aprendizagem Conhecer a organização do Estado, dos poderes e as constituições brasileiras. Identificar os principais direitos fundamentais, previstos na Constituição Federal de 1988 e suas cláusulas pétreas. Conhecer o controle da constitucionalidade e o processo legislativo nacional. Seções de estudo Seção 1 Seção 2 Seção 3 Seção 4 Seção 5 Seção 6 Seção 7 Seção 8 Seção 9 Contextualizando o tema. As constituições brasileiras. As constituições e suas classificações. O poder constituinte. O processo legislativo. As cláusulas pétreas. O controle da constitucionalidade. Os direitos e os deveres individuais. As garantias constitucionais. Seção 10 Os direitos sociais ou coletivos. Seção 11 Da nacionalidade. Seção 12 Os direitos políticos.

18 Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Caro aluno, a Unidade 1 trata de noções de Direito Constitucional que tem o objetivo de abrir as portas do conhecimento jurídico, com a compreensão da principal norma do Estado que é a Constituição Federal, conhecida como a lei das leis, ou Carta Magna. A partir dos preceitos constitucionais são moldadas as normas jurídicas de uma sociedade, isto é, as leis somente têm validade quando estão em conformidade com a Constituição Federal. Contextualizando o tema, você encontrará os conceitos principais e necessários para compreensão da unidade, seguindo pelo processo legislativo, controle da constitucionalidade e, finalmente, os direitos individuais, coletivos e políticos. Para tanto você verá que a compreensão do poder constituinte e do processo legislativo será imprescindível para entender o controle da constitucionalidade das normas jurídicas. Desse modo, você perceberá que a Constituição Federal é a representação do contrato social, no qual cedemos parte de nossas liberdades para possibilitar a convivência na sociedade com o outro, eis que ninguém conseguiria viver em comunidade na mais absoluta liberdade. Por isso, será uma breve caminhada no conhecimento dos direitos e deveres fundamentais da pessoa. Boa sorte e conheça a nossa Carta Magna. 18

19 Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo SEÇÃO 1 -Contextualizando o tema Comecemos pela Constituição do Estado. Podemos defini-la sob os mesmos princípios da Constituição do Brasil? O que você acha? Qual a sua importância no conjunto de leis? Você conhece a Constituição do Brasil? Você já precisou utilizá-la para defender algum direito? Tema interessante, não é? Vamos estudá-lo, então? Bem, primeiramente, podemos dizer que a Constituição é um sistema de normas jurídicas, escritas ou costumeiras, que regula a forma de Estado, a forma de seu Governo, o modo de aquisição e o exercício do poder, estabelece os seus órgãos e os limites de sua ação. A Constituição compõe-se no nascimento de um país por meio de alguns elementos importantes. Analise a figura a seguir, pois é sobre ela que discutiremos algumas questões importantes. Fig. 1. Organização Constitucional Unidade 1 19

20 Universidade do Sul de Santa Catarina Vejam que as duas pirâmides representam a importância de uma Constituição Federal para nossas vidas, porque ela é a lei das leis, ou seja, é a concretização do contrato social em que as pessoas fazem, em comum acordo, para possibilitar a convivência em sociedade. Ora, ninguém conseguiria viver em sociedade na mais absoluta liberdade. Você concorda não é? Assim, a vida em comum obriga o respeito ao direito de outrem, sendo tal direito e obrigação fundamentados na Constituição Federal. Se não fosse assim, todos iriam querer descansar, só haveria domingos, não precisariam trabalhar, o furto seria rotineiro, as mortes seriam comuns, etc. Enfim, um verdadeiro caos. Dessa forma, para iniciarmos a presente caminhada de estudo no Direito Constitucional, alguns conceitos são necessários, serão a fase para entender a matéria. Vamos ver quais são? ESTADO Vamos ver o que esse elemento significa na contextualização do tema? População compreende o conjunto de pessoas que compõem o Estado. Território é a área onde o Estado exerce sua soberania. Ordenamento jurídico é o conjunto de leis e normas jurídicas de um Estado. Poder é a imposição de força que o Estado utiliza para alcançar o bem comum (FÜHRER, p. 14). Estado é uma sociedade organizada política e juridicamente destinada a alcançar o bem comum (é uma criação humana que possibilita o controle da sociedade). Dessa definição surgem os elementos constitutivos, quais sejam: a população, o território, o ordenamento jurídico, o poder e o bem comum. É interessante que você perceba que a atual Constituição Federal de 1988 estabelece a organização desse Estado, conforme preceitua o seu artigo 1º: A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I a soberania; II a cidadania; III a dignidade da pessoa humana; IV os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V o pluralismo político. Parágrafo único Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. 20

21 Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo O Brasil é uma República Federativa, formada pela ligação indissolúvel dos Estados, municípios, do Distrito Federal e da União (artigo 18, da Constituição Federal). A União detém a soberania nacional. República é a forma de governo do povo, presumivelmente para o povo, cujo chefe do Poder Executivo e os integrantes do Legislativo têm investidura temporária, por meio de eleições. Ao contrário da Monarquia que é outra forma de governo que se caracteriza pela vitaliciedade do rei, rainha, imperador ou príncipe no poder. Os Estados e os municípios detêm autonomia local. Pela Constituição Federal de 1988, vê-se que o Brasil é uma República e também uma Federação. Federação é a forma de Estado composto por Estados-Membros (a exemplo de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) submissos a uma Constituição Federal, que institui a União Federal. Unitário é outra forma de Estado que é centralizado não existindo Estados-Membros com autonomia político-administrativa. Essa forma de Estado foi adotada pela Constituição do Império de Analise, a seguir, o segundo elemento. NACIONALIDADE A nacionalidade é o vínculo que pessoa tem com o seu país, que pode ser de modo originário quando ela nasce (ius soli onde nasceu, como por exemplo: brasileiro nato é quem nasce no Brasil) ou de modo adquirido com a adoção de outra nacionalidade (ius sanguinis origem de sangue, independente do local de nascimento, como por exemplo o italiano), com ou sem renúncia à nacionalidade originária). O terceiro elemento da pirâmide, o que significa? Unidade 1 21

22 Universidade do Sul de Santa Catarina ORGANIZAÇÃO DOS PODERES A organização dos poderes vem definida no artigo 2º da Constituição Federal: São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo (que faz as leis), o Executivo (executa as leis) e o Judiciário (fiscaliza o cumprimento das leis). Além desses conceitos que envolvem o Estado, há conceitos voltados às pessoas que vivem nele, quais sejam: os direitos e as garantias. DIREITOS E GARANTIAS Esse é um elemento importante no conjunto da estrutura da pirâmide. Vamos analisá-lo conceitualmente. São os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988 e buscam assegurar às pessoas uma vida em paz e harmonia, ou seja, o bem comum. Os direitos e garantias são os seguintes: direitos e deveres individuais e coletivos (tem por finalidade assegurar a vida, a liberdade, a igualdade, a segurança e a propriedade); direitos sociais (são os deveres do Estado em promover o bem-estar social); nacionalidade (o vínculo que a pessoa tem com suas origens); direitos políticos (os direitos de participar da vida política do país). PROCESSO LEGISLATIVO É a previsão na Constituição Federal de como as leis são feitas. Todos obedecem às leis, porque elas representam a vontade do povo. É a Constituição Federal que regula o nascimento das leis e a forma de participação do povo na sua elaboração. 22 Veja, a seguir, o controle de constitucionalidade. Por que você acha que é um elemento importante e necessário?

23 Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE É interessante lembrar que a Constituição Federal deve ser observada e, por isso, há o controle da constitucionalidade realizado, principalmente, pelo Poder Judiciário. Conseguiu visualizar os conceitos iniciais por meio dos conceitos apresentados? Nesta caminhada você terá a oportunidade de aprofundar esses elementos. Passaremos agora às constituições brasileiras. SEÇÃO 2 - As constituições brasileiras Não deve ser novidade para você que o Brasil teve, até hoje, as seguintes constituições federais: de 1824, de 1891, de 1934, de 1937, de 1946, de 1967 (emenda nº 1, de 1969) e de Mas consideramos importante abordar cada uma delas para dar uma visão geral da história das constituições. O que você acha? Melhor para compreender o contexto não é? Então vamos lá. Comecemos com a Constituição de A Constituição do Império do Brasil, de 25 de março de 1824, foi outorgada por D. Pedro I, sendo a primeira Constituição Brasileira. Nela estavam previstos quatro poderes, quais sejam: o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Moderador, esse exercido pelo imperador. As eleições eram indiretas e havia previsão de poucos direitos fundamentais. A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891, nasceu em virtude da Proclamação da República e estabeleceu três poderes: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. A Constituição de 16 de julho de 1934, a segunda Constituição Republicana, teve como ênfase os direitos sociais, com a inclusão de direitos trabalhistas, de previdência social, de educação e cultura. Mantevese também a tripartição dos poderes. Unidade 1 23

24 Universidade do Sul de Santa Catarina A Constituição de 10 de novembro de 1937 foi outorgada por Getúlio Vargas que dissolveu a Câmara dos Deputados e o Senado. Ela instituiu o Estado Novo. O Poder Executivo foi fortalecido e passou a legislar por decretos-leis. Houve nacionalização das indústrias básicas (siderurgias) e proteção ao trabalho nacional. Você sabia? Que a Câmara dos Deputados possui os representantes do povo, enquanto o Senado Federal contém os representantes dos Estados-Membros? E que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal formam o Congresso Nacional? E que o Congresso Nacional tem sua sede em Brasília, Distrito Federal? A Constituição de 18 de setembro de 1946 foi conseqüência do término da II Guerra Mundial e a deposição de Getúlio Vargas. Ela prestigiou os princípios democráticos, a separação dos poderes e os direitos e garantias fundamentais foram ampliados. Instituiu-se o parlamentarismo, com a emenda constitucional nº 04, de 02 de setembro de 1961, o qual foi abolido após um plebiscito, com a emenda constitucional nº 06, de 23 de janeiro de 1963, voltando a vigorar o presidencialismo. Você sabia? que o plebiscito é uma consulta prévia feita à população sobre projeto de lei ou medida administrativa? O parlamentarismo é o sistema de governo em que a chefia do Estado é exercida pelo Presidente da República, mas o governo é exercido por um gabinete de ministros, liderado por um primeiro Ministro. O Presidente da República é mera peça decorativa e representa o país no exterior? E o presidencialismo é o sistema de governo em que a chefia do Estado e do Governo está reunida nas mãos do Presidente da República? 24

25 Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo A Constituição de 24 de janeiro de 1967 e a emenda constitucional nº 01, de 17 de outubro de 1969, foram outorgadas após o Golpe Militar de 31 de março de 1964 e a deposição do Presidente João Goulart. A Constituição Federal de 1967 foi adequada à nova ordem política do país. A referida Constituição sofreu uma grande alteração com a emenda constitucional nº 01/1969 e vários atos institucionais passaram, então, a estabelecer as normas do país. A Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988, é a atual Constituição do Brasil, foi promulgada pela Assembléia Constituinte e é chamada de Constituição-Cidadã, sobre a qual será dedicada a presente unidade. Você sabia? que o nome do Brasil mudou conforme as constituições federais? O nome do Brasil na Constituição Federal durante o Império era Império do Brasil, conforme a Constituição de Depois o nome passou para República dos Estados Unidos do Brasil, nas constituições federais de 1891, 1934, 1937 e E, finalmente, República Federativa do Brasil, nas constituições federais de 1967, com a emenda constitucional nº 01/1969 e a Constituição Federal de 1988 (FÜHRER, p. 60). Unidade 1 25

26 Universidade do Sul de Santa Catarina SEÇÃO 3 - As constituições e suas classificações Como podemos classificar as constituições? As constituições podem ser classificadas de cinco formas. a) Quanto à origem Promulgada ou votada, essa é fruto de um processo democrático (portanto, democrática). Exemplo: as constituições brasileiras de 1891, 1934,1946 e Outorgada, essa é fruto do autoritarismo. Exemplo: as constituições brasileiras de 1824, 1937 e a de b) Quanto à mutabilidade c) Quanto à forma Flexível: não exige para sua alteração qualquer processo mais solene. Rígida: exige para sua alteração um critério mais solene e difícil do que o processo de elaboração da lei ordinária (comum). Semi-rígida ou semiflexível: apresenta uma parte que exige mutação por processo mais difícil e solene do que o da lei ordinária. Escrita ou dogmática: é aquela que está representada por um texto completo e organizado. Costumeira ou histórica: é aquela formada por textos esparsos. 26 d) Quanto ao conteúdo Material: são as Constituições que identificam a forma e a estrutura do Estado e o sistema de governo. Formal: são aquelas colocadas no texto constitucional, sem fazer parte da estrutura mínima e essencial de qualquer Estado.

27 Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo e) Quanto à sistemática Reduzida: é representada por um código único. Variada: os textos estão espalhados em diversos diplomas legais. E você? Saberia situar a Constituição Brasileira na sua respectiva classificação? Use o espaço a seguir para fazer seus registros. Se você respondeu que a Constituição de 1988 é escrita (é redigida), legal (pois tem força normativa), rígida (é mutável, desde que observado o processo legislativo especial), democrática (promulgada, uma vez que decorreu da manifestação popular), material (traz em seu texto a forma e estrutura do Estado e o sistema de Governo) e reduzida (a um único texto constitucional) acertou na classificação. Parabéns! Unidade 1 27

28 Universidade do Sul de Santa Catarina SEÇÃO 4 - O poder constituinte O que é o poder constituinte. Você já teve oportunidade de ler ou estudar sobre isso? Perceba como ele é importante na organização social de um país. O poder constituinte é a manifestação soberana da suprema vontade popular, de um povo social e juridicamente organizado. Seu titular é o povo, que deve manifestar sua vontade de constituir um país. Modernamente, quem exerce o poder são os representantes do povo. É o poder constituinte que dá origem à Constituição Federal. Além do poder originário que dá origem à Constituição Federal, existe também o poder derivado (ou reformador) que é o poder dos representantes do povo de modificar a Constituição Federal, por meio de emendas constitucionais, naquilo que a própria Constituição Federal autoriza. Veja a representação a seguir: Fig. 2. Classificação do poder constituinte 28

29 Noções de Direito Constitucional, Penal e Administrativo SEÇÃO 5 - O processo legislativo O processo legislativo está previsto na Constituição Federal de 1988, nos artigos 59 a 69, e consiste na seqüência de atos para elaboração de normas jurídicas. Espécies de normas jurídicas Emendas à Constituição Federal. Leis complementares. Leis ordinárias. Medidas provisórias. Leis delegadas. Decretos legislativos. Resoluções. Agora vamos ver o que cada uma significa? Emendas constitucionais são manifestações do poder constituinte derivado (ou reformador) e, como tal, estão limitadas, condicionadas e subordinadas às regras da própria Constituição Federal. As emendas têm a mesma hierarquia constitucional das normas constitucionais originárias, porém podem ser objeto de controle da constitucionalidade, na medida em que devem respeitar as cláusulas pétreas (art. 60, 4º, I a IV, da Constituição Federal). As leis complementares são normas jurídicas intermediárias entre as leis ordinárias e as emendas constitucionais. Há duas justificativas para sua existência: a) uma que diz respeito à importância constitucional, cuja relevância impediria a possibilidade de sua constante alteração por meio de leis ordinárias; e Unidade 1 29

30 Universidade do Sul de Santa Catarina b) outra para assegurar poucas alterações diante da alta mutabilidade política, social e econômica, o que, apesar da relevância, impediria sua mudança constante e também impediria seu engessamento no texto constitucional. Exemplos: Sistema Financeiro Habitacional (art. 192, caput); Ministério Público (art. 128, 5º); art. 22, parágrafo único; etc. As leis ordinárias são as leis comuns que são aprovadas por maioria simples de cada casa legislativa (isto é, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal). Você sabia? Que a diferença entre a lei complementar e a lei ordinária está no quorum de votação, pois o da lei complementar depende de maioria absoluta (art. 69) das casas legislativas (Câmara dos Deputados e Senado Federal), enquanto o quorum da lei ordinária é maioria simples (art. 47). Se for lei estadual, maioria absoluta da Assembléia Legislativa para complementar, ou maioria simples para a lei ordinária. O mesmo ocorre no caso das Câmaras de Vereadores dos municípios. As medidas provisórias são uma novidade constitucional. Surgiram na Constituição Federal de 1988 e vieram para substituir os antigos decretosleis. A idéia inicial era limitar o poder presidencial que existia em razão desses decretos-leis. Porém, como se sabe, houve total desvirtuamento dessa idéia, em face do grande número de medidas provisórias editadas até hoje (quase duas mil desde a criação pela Constituição Federal de 1988). É pacífico da necessidade de existir uma espécie normativa que seja editada pelo chefe de Governo (no Brasil é também o chefe de Estado sistema presidencialista), pois o Parlamento (Congresso Nacional) é muito moroso, podendo existir uma situação de urgência que precise ser disciplinada, daí a criação das medidas provisórias. São características das medidas provisórias: 30

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