CURSO DE DIREITO O CONCURSO DE PESSOAS NO ATUAL CÓDIGO PENAL BRASILEIRO VICTOR VINICIUS MENDONÇA DE FREITAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CURSO DE DIREITO O CONCURSO DE PESSOAS NO ATUAL CÓDIGO PENAL BRASILEIRO VICTOR VINICIUS MENDONÇA DE FREITAS"

Transcrição

1 CURSO DE DIREITO O CONCURSO DE PESSOAS NO ATUAL CÓDIGO PENAL BRASILEIRO VICTOR VINICIUS MENDONÇA DE FREITAS RA: /0 TURMA: 3109A02 FONE: (11) SÃO PAULO 2008

2 O CONCURSO DE PESSOAS NO ATUAL CÓDIGO PENAL BRASILEIRO Monografia apresentada à Banca Examinadora do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, como exigência parcial para Obtenção do título de Bacharel em Direito sob a orientação do Professor Ivan Carlos de Araújo. SÃO PAULO 2008

3 BANCA EXAMINADORA: Professor Orientador: Professor Argüidor: Professor Argüidor:

4 À Deus por ter me dado a oportunidade de viver. À minha mãe por não ter poupado esforços para me proporcionar a oportunidade de estudar.

5 Agradeço a toda a minha família, amigos e professores que, sem os quais, a minha vida acadêmica não teria sido tão especial e maravilhosa. SINOPSE O presente trabalho realizará um estudo aprofundado sobre o tema concurso de pessoas, o qual será feito de forma comparada entre o seu texto original de 1940 e a Reforma Penal de Indicará os benefícios, acertos e modificações realizados pela referida reforma dentro do concurso de pessoas, dentre as quais destacam-se a divisão do concurso de pessoas, punibilidade, participação de menor importância e em crime

6 menos grave. Demonstrará, ainda, as principais questões controvertidas na doutrina sobre o tema, indicando as respectivas correntes, críticas e soluções, nos quais mencionam-se: a natureza jurídica do concurso de pessoas, da autoria e da participação, e aplicação da desistência voluntária e arrependimento eficaz do autor em relação ao partícipe. Analisará, por fim, a aplicação, ou não, da comunicabilidade das circunstâncias de caráter pessoal ao participante no crime de infanticídio, demonstrando suas principais correntes acerca deste assunto. SUMÁRIO INTRODUÇÃO 01 CAPÍTULO I CONCURSO DE PESSOAS: ASPECTOS GERAIS 1. Conceito e Nomenclatura Concurso Eventual e Concurso Necessário Espécies de concurso Necessário Natureza Jurídica do Concurso de Pessoas: Teorias Punibilidade no Concurso de Pessoas e a Teoria Unitária Exceções Pluralistas Requisitos do Concurso de Pessoas A homogeneidade do Elemento Subjetivo 25 CAPÍTULO II DIVISÃO DO CONCURSO DE PESSOAS 1. Aspectos Gerais Autoria Conceito de Autor 30

7 2.2 Natureza Jurídica da Autoria Co-autoria Conceito de Co-autor e Aspectos Gerais da Co-autoria Autoria Mediata Hipóteses de Autoria Mediata Autoria Colateral, Autoria Incerta e Autoria Desconhecida Autoria Colateral Autoria Incerta Autoria Desconhecida Autoria Intelectual Participação Natureza Jurídica da Participação As Classes de Acessoriedade Modalidades de Participação Participação nos Casos de Desistência Voluntária e Arrependimento Eficaz do Autor Participação de Menor Importância Participação em Crime Menos Grave 57 CAPÍTULO III AS CIRCUNSTÂNCIAS INCOMUNICÁVEIS 1. Aspectos Gerais Dicotomia das Circunstâncias: Comunicabilidade e Incomunicabilidade Problemática do art. 30 em Relação ao Crime de Infanticídio 65 CAPÍTULO IV CASOS DE IMPUNIBILIDADE 1. Aspectos Gerais Participação Impunível 79 CAPÍTULO V AGRAVANTES NO CASO DE CONCURSO DE PESSOAS 1. Aspectos Gerais Hipóteses de Agravantes 83 CONSIDERAÇÕES FINAIS 89

8 INTRODUÇÃO O tema Concurso de Pessoas sempre causou diversas controvérsias no mundo jurídico, especialmente quando se refere, entre outros aspectos, a sua natureza jurídica e punição dos infratores. Alvo de diversas críticas, principalmente antes do advento da Lei n.º de 11 de julho de 1984, a qual foi responsável por modificar toda a parte geral do Código Penal, o Concurso de Pessoas ainda enseja diversas discussões quanto a sua aplicabilidade nos casos da vida cotidiana. Será realizado o estudo sobre o tema concurso de pessoas de forma bastante ampla, abordando os aspectos mais controversos que até hoje dividem os entendimentos doutrinários, tal como ao que se refere à natureza jurídica da autoria, participação e, inclusive, do concurso em si. Tratará do crime de infanticídio, delito este que até hoje causa debates por muitos operadores do direito quando praticado em concursus delinquentium, no tocante à comunicabilidade ou não das circunstâncias de caráter pessoal. Demonstrará, ainda, a importância da reforma penal ocorrida no ano de 1984 com a Lei n.º 7.209/84, que, extremamente aplaudida, solucionou, além de injustiças, diversas controvérsias que cabiam, até então, a doutrina resolver.

9 Por fim, este trabalho fará a abordagem do tema Concurso de Pessoas, em especial o eventual, dentro dos limites do Decreto-lei n.º de 07 de dezembro de 1940 Código Penal, demonstrando as conseqüências jurídicas e a relevância da reforma penal de 1984 a este assunto.

10 CAPÍTULO I O CONCURSO DE PESSOAS: ASPECTOS GERAIS. 1. CONCEITO E NOMENCLATURA Segundo o professor Guilherme de Souza Nucci, trata-se da cooperação desenvolvida por mais de uma pessoa para o cometimento de uma infração penal 1. Fala-se em cooperação, como será visto adiante, ciente e voluntária, pois se assim não for, não há concurso de pessoas. Ainda, no que tange a uma infração penal, entende-se por crime ou contravenção penal, bem como se deve lembrar que se a união é destinada a prática de mais de um crime, a hipótese poderia incidir em crime autônomo de concurso necessário. Segundo entendimento doutrinário, o concurso de pessoas também pode ser chamado de co-autoria, participação, co-participação, concurso de delinqüentes, co-delinqüência, concurso de agentes e cumplicidade. 1 NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Direito Penal: Parte Geral, p. 343.

11 Anteriormente a Reforma Penal de 1984, o Código Penal disciplinava o concurso de pessoas pelo Título IV, art. 25, sob o nome de co-autoria. Tal expressão era equivocada, já que a co-autoria não esgota todas as possibilidades de concurso de pessoas, sendo, em verdade, apenas uma de suas espécies juntamente com a participação. Neste sentido, vale destacar as palavras do professor Cezar Roberto Bittencourt: O Código Penal de utilizava a expressão co-autoria para definir o concurso eventual de delinqüentes. Mas na verdade co-autoria é apenas uma espécie do gênero co-delinqüência, que também pode apresentar-se na forma de participação 2. Após o surgimento da Lei n.º 7.209/84 o nome co-autoria deixou de existir, sendo a matéria finalmente disciplinada como concurso de pessoas, novamente no título IV, mas pelo art. 29. A reforma também não quis utilizar, sabiamente, a terminologia concurso de agentes, utilizada no anteprojeto do Código Penal de criado pelo Ministro Nélson Hungria 3, já que, conforme as palavras do mestre René Ariel Dotti, citado por Cezar Roberto Bittencourt, a reforma penal de 1984 considerou que concurso de agentes não era a terminologia mais adequada por ser extremamente abrangente e poder compreender inclusive 2 3 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal: Parte Geral, p O anteprojeto do professor Nélson Hungria era disciplinado pelo Decreto-Lei n.º 1.004/69 que sequer entrou em vigor, sendo que teve seu vacatio legis protelado por diversas vezes até que foi finalmente revogado pela Lei n.º de 11 de outubro de 1978.

12 fenômenos naturais, pois agentes físicos também podem produzir transformações no mundo exterior. 4 A nomenclatura concurso de pessoas nunca havia sido utilizada em um Código Penal brasileiro anteriormente e, por certo que, dentre as tantas utilizadas, é a mais correta. Assim sendo, são novamente pertinentes as palavras de René Ariel Dotti, desta vez citado por Julio Fabrinni Mirabete: a reunião de pessoas para cometer um crime é um concurso de pessoas, expressão que soa melhor não somente porque reproduz a literatura e a legislação de grande aprimoramento técnico como o código italiano mas também porque evoca a existência da pessoa humana, que é a causa e a conseqüência; o começo e o fim da aventura do direito CONCURSO EVENTUAL E CONCURSO NECESSÁRIO O concurso de pessoas pode ser eventual (facultativo) ou necessário (impróprio). Será eventual, segundo professor Damásio Evangelista de Jesus, quando, podendo o delito ser praticado por uma só pessoa, é cometido por várias 6. Ocorre nos chamados crimes monossubjetivos ou 4 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Ob. Cit., p. 510; DOTTI, René Ariel. Concurso e Pessoas In Reforma Penal Brasileira, p MIRABETE, Julio Fabrinni. Manual de direito Penal: Parte geral, p. 223; DOTTI, René Ariel. O Concurso de Pessoas: Ciência Penal, p JESUS, Damásio Evangelista de. Direito Penal, p. 406.

13 unissubjetivos que são aqueles que podem ser tanto praticados por um só agente, como por mais de um. Exemplos: Homicídio (art. 121), lesão corporal (art. 129), furto (art. 155), entre outros. Neste caso, o concurso de pessoas só será reconhecido por conta do art. 29 que, por ser uma norma de ligação, possibilitará a punição dos infratores em conjunto, em especial dos partícipes que não realizam a conduta criminosa do tipo penal. 1984: Assim aduz o art. 29, caput, do Código Penal, após a Lei de Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. Ou seja, todo aquele que concorrer ou atuar no crime, mesmo que não realizando a conduta típica, mas fornecendo elementos para a sua realização, incidirá nas penas nele cominadas, na medida de sua culpabilidade. Isto já não ocorre no concurso necessário que, consoante ensina a grande mestra Esthér de Figueiredo Ferraz, se verifica sempre que a pluralidade de agentes aparece como elemento constitutivo da própria figura típica 7. Se encontra no chamado crime coletivo ou plurissubjetivo que, segundo Guilherme de Souza Nucci, é aquele que, pra configurar-

14 se, exige a presença de duas ou mais pessoas 8. Exemplos: Quadrilha ou bando (art. 288), Rixa (art. 137), bigamia (art. 235), entre outros. Neste caso o crime só existirá se houver pluralidade de agentes, não admitindo, assim, que seja praticado por uma só pessoa. Desta forma, não há necessidade da aplicação da norma de ligação do art. 29, já que a pluralidade de infratores é responsável pela existência do crime. No mais, todos estarão praticando a conduta descrita no tipo, levando a conclusão que todos serão autores, não se podendo falar em co-autoria. É possível apenas a participação em crimes coletivos que, nesta hipótese, deverá ser utilizada a norma de ligação do art. 29 do Código Penal. Portanto, nos dizeres do professor José Frederico Marques, conclui-se que, enquanto no crime plurissubjetivo o concurso está previsto na descrição legal da norma incriminadora, na co-autoria não há esta previsão, pelo que o crime pode realizar-se monossubjetivamente 9. Consuma-se o crime plurissubjetivo, consoante lembra Heleno Cláudio Fragoso, quando se realiza a conduta típica de todos os agentes necessários, ainda que a ação de cada um se desenvolva em diversas circunstâncias de tempo e lugar 10. Ainda, conforme lembra o ilustre docente, não há possibilidade de o crime plurissubjetivo seja tentado para FERRAZ, Esthér de Figueiredo. A Co-delinqüência no Direito Penal Brasileiro, p. 19. NUCCI, Guilherme de Souza. Ob. Cit., p MARQUES, José Frederico, Tratado de Direito Penal: da Infração Penal, p FRAGOSO, Heleno Cláudio, Lições de Direito Penal: Parte Geral, p. 325.

15 determinados agentes do concurso necessário, e consumado para outros, já que ele constitui um todo unitário Espécies de Concurso Necessário Existem três espécies de concurso necessário, a saber: concurso necessário de condutas paralelas (ou de conduta unilateral), de condutas convergentes e de condutas contrapostas (ou de conduta bilateral). Haverá concurso necessário de condutas paralelas, conforme ensina professora Esthér de Figueiredo Ferraz, quando as ações se desenvolverem, em colaboração, no mesmo plano e na mesma direção, movendo-se do mesmo ponto ao mesmo resultado 12. Ou seja, os agentes concorrem juntamente, com a intenção de produzir um mesmo resultado. As ações partem do mesmo ponto e movem-se paralelamente ao resultado almejado. Exemplo: Quadrilha ou bando Idem, ibidem. FERRAZ, Esthér de Figueiredo, Ob. Cit., p. 19.

16 O concurso necessário de condutas convergentes, segundo a referida mestra, ocorre quando as ações se desenvolvem, em colaboração, movendo-se de pontos opostos e uma em direção a outra 13. Neste caso, diferentemente com o que ocorre no concurso de condutas paralelas, as ações partem de pontos opostos e seguem uma em direção a outra até que se encontrem, consumando o delito. Exemplo: bigamia. O concurso necessário de condutas contrapostas, por fim, é aquele que, segundo Paulo José da Costa Jr., ocorre quando todos os concorrentes são, ao mesmo tempo, sujeitos ativos e passivos do delito, uns em relação ao outros 14. Ou, pelas palavras do professor Damásio, é aquele em que os agentes realizam comportamentos contra a pessoa, que, por sua vez, comporta-se da mesma maneira e é também sujeito ativo do delito 15. Nesta espécie, assim como a de condutas convergentes, as ações partem de pontos opostos, contudo elas se destinam a atingir uma a outra, resultando na pluralidade de autores e vítimas. Exemplo: Rixa. TEORIAS 3. NATUREZA JURÍDICA DO CONCURSO DE PESSOAS: Idem, Ibidem. COSTA JÚNIOR, Paulo José da. Curso de Direito Penal, p JESUS, Damásio Evangelista de. Ob. Cit., p. 406.

17 São três as teorias que buscam demonstrar a natureza do concurso de pessoas, sendo que a aplicação de cada uma delas traz como resultado a quantidade de crimes praticados. Em suma, havendo o concurso, indaga-se se existe um ou mais de um crime. Existem três teorias a respeito: Teoria Pluralista, Dualista e Monista. A Teoria Pluralista ou Pluralística afirma que no concurso de pessoas não há só pluralidade de pessoas, mas também de crimes. Conforme ensina o professor Rogério Greco, para a teoria pluralista, haveria tantas infrações penais quantos fossem o número de autores e partícipes 16. É como se cada concorrente pratica-se seu respectivo crime ou, nas palavras de Damásio, como se cada um dos participantes fossem considerados responsáveis por um delito próprio e punível em harmonia com seu significado anti-social 17. Assim, conclui-se que a participação é tratada como autoria 18, já que todos os concorrentes serão autores de cada delito. Conforme a crítica apontada por Mirabete, a falha apontada nessa teoria é a de que as participações de cada um dos agentes não são formas autônomas, mas convergem para uma ação única, já que há um único resultado que deriva de todas as causas diversas 19. Ou seja, as ações ou omissões de cada co-delinqüente não geram mais de um GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal: Parte Geral, p JESUS, Damásio Evangelista de. Ob. Cit., p PRADO, Luis Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro: Parte Geral, p. 471 MIRABETE, Julio Fabbrini. Ob. Cit., p. 224.

18 resultado delitivo, mas apenas um, trazendo, assim, como conseqüência, a ocorrência de um único crime. Já a Teoria Dualista ou Dualística entende que há no concurso de pessoas um crime para os autores e outro para os partícipes 20. Os autores praticam um crime e os partícipes praticam outro, gerando, assim, mais de um crime. Há neste caso uma divisão entre participação primária (autores) e participação secundária (partícipes strictu sensu), sendo cada indivíduo responsabilizado pela respectiva conduta criminosa. Dessa forma, fazem oportunas as palavras da professora Esther de Figueiredo Ferraz ao afirmar: A consciência e a vontade de concorrer num delito próprio confere unidade ao crime praticado pelos autores; e a de participar no delito de outrem atribui essa unidade ao praticado pelos cúmplices 21. A crítica apontada a esta teoria por, entre tantos autores, Cezar Roberto Bittencourt e Julio Fabbrini Mirabete, é que, mesmo havendo esta concepção dupla, o crime continua sendo um só, e, muitas vezes, a ação do autor é menos importante que a do partícipe, tal como, por exemplo, casos de mandato e coação moral resistível 22. No mais, há de se ressaltar que a aplicação da mesma não abrangeria os casos de autoria mediata, bem como seria extremamente difícil tipificar como crime autônomo as infinitas modalidades de participação Idem, p FERRAZ, Esther de Figueiredo. Ob. cit., p. 30.

19 A teoria Monista, também chamada de Unitária, Igualitária ou Monística, afirma que há apenas um crime para todos os co-delinqüentes. Ou seja, muito embora o crime tenha sido praticado por mais de um criminoso, ele permanecerá único e indivisível 23 (unidade do crime). Esta é a teoria que foi adotada pelo atual Código Penal Brasileiro e por certo que, dentre as três, é a mais viável. Conforme salienta Esther de Figueiredo Ferraz, pouco importa se praticado por um ou mais sujeitos, o crime será sempre único, pois na co-delinqüência cada ato individual ganha significado, adquire valoração jurídico-penal, por meio as relações que mantém com as outras condutas convergentes 24. Em outras palavras, o concurso implicará na ocorrência de apenas um único resultado criminoso, adquirindo relevância jurídica cada ato criminoso praticado pelos concorrentes em busca de um resultado comum. 3.1 Punibilidade no Concurso de Pessoas e a Teoria Unitária Anteriormente à Reforma Penal de 1984, a adoção da teoria monista era vislumbrada através do antigo art. 25 do Código Penal que explicitava que Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. Dessa forma, conclui-se que a adoção dessa teoria antes da referida reforma era feita de forma absoluta, não MIRABETE, Julio Fabbrini. Ob. cit., p GRECO, Rogério. Ob. cit., p. 460.

20 diferenciando, assim, autores de partícipes, bem como punindo todos os concorrentes igualmente. Isto advinha da chamada Teoria da Equivalência das Condições adotada pelo nosso Código Penal, uma vez que não havia distinção entre as causas e condições por serem todas elas equivalentes à produção do resultado 25. Por esta razão, a aplicação da teoria monista era alvo de grandes críticas doutrinárias naquela época, uma vez que não seria justo punir igualmente todos os co-delinqüentes, sem haver qualquer distinção entre autoria e participação, e entre as causas e condições da prática delitiva. Ora, pode se pegar como exemplo o dado pelo professor Rogério Greco, em que dois sujeitos praticam um furto, sendo que um o faz para o sustento de sua família, e o outro, um rico fazendeiro, pratica por simples espírito de aventura 26. Não seria justo puni-los de forma homogênea, uma vez que o senso de reprovação que recai na conduta do segundo sujeito é maior que na do primeiro que busca o sustento familiar. Também é absurdo punir em igualdade autores e partícipes, pois, como já afirmado anteriormente, são figuras diversas. Após o surgimento da Lei n.º de 1984, o Código Penal ainda permaneceu aplicando a teoria unitária, contudo de forma temperada FERRAZ, Esther de Figueiredo. Ob. Cit., p. 32 COSTA JÚNIOR, Paulo José da. Ob. Cit., p GRECO, Rogério. Ob. Cit., p PRADO, Luiz Regis. Ob. Cit., p. 265.

21 Isto porque, conforme ensina Bittencourt, seus rigores foram atenuados, distinguindo com precisão a punibilidade de autoria e de participação 28. Isto se traduz pela modificação encontrada no art. 29, caput (antigo art. 25), em que resta expresso: Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. A culpabilidade refere-se ao grau de reprovação social que incide na conduta ilícita praticada, ou seja, um juízo de valor sobre a conduta de alguém que praticou um delito. Sendo a culpabilidade um dos pressupostos de aplicação da pena 29, os concorrentes, a partir de então, seriam punidos de acordo com sua respectiva conduta, cada qual submetida, discriminadamente, ao seu senso de reprovação social. Pegando-se o mesmo exemplo acima mencionado, agora levando-se em consideração a mudança na parte final do art. 29, caput, as penas a serem aplicadas aos dois concorrentes deverão ser diversas, sendo que, a conduta do segundo agente deve ser punida mais severamente que a do primeiro 30. Destaca-se, ainda, que a Reforma Penal de 1984 também incluiu dois parágrafos no art. 29, os quais foram responsáveis por finalmente delinear, e distinguir a autoria da participação. Alguns autores, tal como BITTENCOURT, Cézar Roberto. Ob. Cit., p A culpabilidade foi aqui tratada de acordo com a Teoria Finalista da ação adotada pelo atual Código Penal. 30 GRECO, Rogério. Ob. Cit., p.500.

22 Cezar Roberto Bittencourt e Paulo José da Costa Júnior, afirmam que, além da teoria monista, o Código passou a adotar, como exceção, a concepção dualista de uma forma mitigada, já que passou a existir a distinção entre autores e partícipes, permitindo uma adequada dosagem da sanção penal de acordo com a efetiva participação e eficácia causal da conduta de cada partícipe, na medida da culpabilidade perfeitamente individualizada 31. O 1º do art. 29 disciplina a participação de menor importância, enquanto seu 2º expressa a participação em crime menos grave (desvio subjetivo de conduta). Ambos serão objeto de estudo adiante. Dessa forma, verifica-se que mudança oriunda da Lei n.º 7209/84 foi de grande valia para a punibilidade dos participantes, sendo, inclusive, destacada no item n.º 25 da Exposição de Motivos do Código Penal da seguinte forma: Ao reformular o Título IV, adotou-se a denominação Do Concurso de Pessoas decerto mais abrangente, já que a co-autoria não esgota todas as hipóteses do concursus delinquentium. O Código Penal de 1940 rompeu a tradição do Código Penal do Império, e adotou neste particular a teoria unitária ou monística do Código Italiano, como corolário da teoria da equivalência das causas (Exposição de Motivos do Ministro Francisco Campos, item 22). Sem completo retorno à 31 BITTENCOURT, Cezar Roberto. Ob. Cit., p. 512; COSTA JÚNIOR, Paulo José da. Comentários ao Código Penal, p. 232.

23 experiência passada, curva-se, contudo, o Projeto ao críticos desta teoria, ao optar, na parte final do art. 29, e em seus dois parágrafos, por regras precisas que distinguem a autoria da participação. Distinção, aliás, reclamada com eloqüência pela doutrina, em face das decisões reconhecidamente injustas Exceções Pluralistas Como já afirmado, a teoria adotada pelo Código Penal referente ao concurso de pessoas é a unitária, uma vez que há a equiparação de todos os concorrentes, na medida da culpabilidade de cada um. Contudo, excepcionalmente, alguns dispositivos da parte especial do Código Penal adotam a teoria pluralística. Há, então, nas palavras de Damásio, um crime do autor e outro do partícipe, sendo que ambos são descritos pelas normas de delitos autônomos 33. São os casos: 1.º) Crime de aborto provocado por terceiro com o consentimento da gestante, e aborto provocado por terceiro (art. 124, segunda parte e art. 126 do Código Penal). O art. 124, em sua segunda parte, descreve o fato de a gestante consentir que outrem lhe provoque o abortamento, enquanto que o art. 126 define a conduta de provocar aborto com o consentimento da gestante. Se for retirado o art. 124, segunda parte, a gestante será co Exposição de Motivos da Nova Parte Geral do Código Penal, item n.º 25. JESUS, Damásio Evangelista de. Ob. Cit., p. 413.

24 autora ou partícipe do crime tipificado no art Se for excluído, por outro lado, o art. 126, o agente provocador do aborto será co-autor ou partícipe do crime do art. 124, segunda parte. Contudo, a lei penal descreve dois crimes distintos quando, pela adoção da teoria unitária, deveria existir crime único º) Crime de bigamia do art. 235, caput, e o previsto no 1º. O agente que contrai novo casamento responde por bigamia, na conduta descrita no caput do art Já a mulher solteira que contrai matrimônio com o agente casado responde por Bigamia, só que na descrição legal do 1º do art Se este não existisse a mulher solteira responderia como co-autora no art. 235, caput º) Crimes de corrupção ativa e passiva (arts. 333 e 317 do Código Penal). Exemplo: Particular que oferece quantia a um servidor público, para que este não elabore um auto de infração. O servidor recebe os valores e não realiza o referido auto de infração. O particular responderá por corrupção ativa (art. 333), enquanto o servidor público responderá por corrupção passiva (art. 317). 4.º) Falso Testemunho e Corrupção de Testemunha (arts. 342 e 343 do Código Penal). Exemplo: O advogado do réu que deu dinheiro a JESUS, Damásio Evangelista de. Ob. Cit., p Idem, Ibidem.

25 testemunha visual do delito para que ela minta em seu depoimento. Quando do momento da oitiva da referida testemunha, esta faz afirmação falsa, nega e cala a verdade como anteriormente pactuou com o advogado. A testemunha responderá por falso testemunho (art. 342), enquanto o advogado do réu responderá pelo delito de corrupção de testemunha (art. 343). 4. REQUISITOS DO CONCURSO DE PESSOAS Para a existência do concurso de pessoas, é necessário que existam requisitos para a sua formação. Na falta de qualquer um desses requisitos, sequer se pode falar em concurso de pessoas. Tais requisitos são: Pluralidade de agentes e de condutas, nexo de causalidade material, nexo psicológico entre os agentes e unidade de crime. a-) Pluralidade de agentes e de condutas

26 A pluralidade de agentes e de condutas, também chamada por Celso Delmanto de pluralidade de comportamentos 36, é elemento primordial à caracterização do concurso de pessoas. Por óbvio, para que exista concurso, mister se faz a existência de mais de um pessoa praticando uma conduta delituosa. Conforme afirma o professor Rogério Greco, o próprio nome está a induzir sobre a necessidade de, no mínimo, duas pessoas que, envidando esforços conjuntos, almejam praticar determinada infração penal 37. Contudo, há de se lembrar que, conforme ensina Esther de Figueiredo Ferraz, nem todos praticam uma conduta punível da mesma forma e nas mesmas condições. Enquanto alguns praticam o fato material típico, representado pelo verbo núcleo do tipo, outros limitam a instigar, induzir, auxiliar moral ou materialmente o executor ou executores praticando atos que, em si mesmos, seriam atípicos 38. Ou seja, as condutas praticadas pelos concorrentes podem ocorrer de diversas formas, inclusive de forma atípica, sendo que, neste caso, os agentes são punidos a título de partícipes por força do art. 29, caput, do Código Penal, como já afirmado anteriormente DELMANTO. Celso. Código Penal Comentado, p. 58. GRECO, Rogério. Ob. Cit., p FERRAZ, Esther de Figueiredo. Ob. Cit., p. 25.

27 b-) Nexo de causalidade material O nexo de causalidade material, ainda denominado por Nucci de relação de causalidade material 39 ou, segundo René Ariel Dotti de relação de causalidade física 40, diz respeito à necessidade de ser a conduta do participante importante para a ocorrência do resultado. Ou seja, a conduta do participante deve ter relevância causal para a ocorrência do resultado. Exemplo: Tício diz a Mévio que deseja muito matar seu desafeto. Mévio, ao ouvir isto, afirma que possui uma arma de fogo em casa, e que, caso ele (Tício) precise da mesma para cometer o crime, poderia pegá-la sem problemas. Tício, então, comete o crime de homicídio mediante o uso da arma de fogo emprestada por Mévio. Neste caso, a contribuição de Mévio foi relevante para o cometimento do crime, já que a arma por ele emprestada serviu de meio para a consumação do crime. Conforme leciona Damásio, importante afirmar que a simples manifestação de adesão a uma prática delituosa não é participação 41. Portanto, utilizando do mesmo exemplo acima citado, se Mévio, ao ouvir a intenção delituosa de Tício, apenas afirmasse que iria ajudá-lo a cometer o crime, mas ao final, o mesmo ocorre sem qualquer auxílio ou influência NUCCI, Guilherme de Souza. Ob. Cit., p DOTTI, René Ariel. Curso de Direito Penal: Parte Geral, p JESUS, Damásio Evangelista de. Ob. Cit., p. 420.

28 dele, não será Mévio responsabilizado. Isto porque é necessária uma exteriorização do desígnio criminoso na conduta do agente. Deve haver uma real contribuição do criminoso para a produção do resultado criminoso. A simples manifestação positiva não tem nexo de causalidade com o resultado, pois sequer existe qualquer contribuição para a sua ocorrência. Consoante explica o professor Rogério Greco, ressalta-se, ainda, que se a conduta levada a efeito por um dos agentes não possuir relevância para o cometimento da infração penal, devemos desconsiderála e concluir que o agente não concorreu para a sua prática 42. Pegandose o mesmo exemplo do homicídio, suponha-se que, Mévio emprestou a Tício a sua arma de fogo. Contudo, nesta hipótese, Tício resolve comprar uma arma de fogo para ele por achar que a arma de Mévio estava com problemas. Tício, então, pratica o homicídio usando a arma que comprou, deixando de lado a arma cedida em empréstimo por Mévio. Nesta hipótese houve a exteriorização por parte do participante, contudo ela não foi importante (ou não teve relevância causal ) para a produção do resultado. c-) Nexo Psicológico 42 GRECO. Rogério. Ob. Cit., p. 458.

29 O nexo psicológico, também chamado de liame subjetivo, consiste na consciência que cada concorrente tem em contribuir para a atividade de outrem 43. Não basta apenas o nexo de causalidade material, mas também o nexo psicológico entre os agentes em concorrer conjuntamente para a prática da infração penal. Para a configuração do liame subjetivo, não se faz necessária a ocorrência de um acordo prévio (pactum sceleris) entre os concorrentes. Conforme as palavras de Damásio, basta que uma vontade adira a outra 44. Desta forma, importante ressaltar que, no caso da participação, basta que apenas um dos agentes tenha o liame subjetivo para aderir à conduta do outro em concurso de pessoas. Exemplo: Tício, porteiro de um imóvel, ouviu dizer que a região pela qual trabalha está sendo alvo de diversos saques durante a noite. Por odiar a pessoa de seu patrão, proprietário do imóvel que é responsável, Tício resolve deixar o portão aberto na esperança dos saqueadores furtarem os objetos no interior da casa. Se, em razão do portão aberto, os saqueadores furtarem os bens do imóvel, Tício será responsabilizado pelo crime de furto à título de participação, mesmo que os co-autores do furto não saibam de sua existência DELMANTO, Celso. Ob. Cit., p. 58. JESUS, Damásio Evangelista de. Ob. Cit., p. 421.

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas.

Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. CONCURSO DE PESSOAS Crime Unisubjetivo: quando o crime pode ser cometido por uma única pessoa. Crime Plurisubjetivo: quando o crime exige uma quantidade de pessoas. Nos crimes unisubjetivos o concurso

Leia mais

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO

TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO TEMA: CONCURSO DE PESSOAS (concursus delinquentium) CONCURSO DE AGENTES / CONCURSO DE DELINQUENTES / CO-AUTORIA/ CODELINQÜÊNCIA/PARTICIPAÇÃO INTRODUÇÃO Normalmente, os tipos penais referem-se a apenas

Leia mais

CONCURSO DE PESSOAS DIREITO PENAL II 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO.

CONCURSO DE PESSOAS DIREITO PENAL II 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO. CONCURSO DE PESSOAS DIREITO PENAL II 4º SEMESTRE PROFESSORA PAOLA JULIEN OLIVEIRA DOS SANTOS ESPECIALISTA EM PROCESSO. MACAPÁ 2011 EMENTA: Concurso de pessoas. Conceito. Teorias. Distinção entre coautoria

Leia mais

Distinção entre concurso eventual e necessário

Distinção entre concurso eventual e necessário Conceito O concurso de pessoas é o encontro de duas ou mais pessoas para a prática de crimes, vulgarmente intituladas de cúmplices, comparsas, parceiros, amigos, companheiros, irmãos, manos, enfim, recebem

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

CONDUTA TEO E R O I R AS A a) c ausal b) c ausal valora r tiva (neoclássica) c) finalista d) s ocial e) f uncionalistas

CONDUTA TEO E R O I R AS A a) c ausal b) c ausal valora r tiva (neoclássica) c) finalista d) s ocial e) f uncionalistas DIREITO PENAL Prof. Marcelo André de Azevedo TEORIA GERAL DO CRIME INTRODUÇÃO TEORIA GERAL DO CRIME FATO TÍPICO CONDUTA RESULTADO NEXO DE CAUSALIDADE CONDUTA TEORIAS a) causal b) causal valorativa (neoclássica)

Leia mais

PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes

PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes DIREITO PENAL PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes PONTO 1 CONCURSO DE PESSOAS 1- Introdução 2- Requisitos 2.1 Exigem-se, pelo menos, duas condutas: ou duas condutas principais (coautoria)

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

FACULDADE EXPONENCIAL FIE Curso de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Nível de Especialização em Direito Público e Privado: material e processual

FACULDADE EXPONENCIAL FIE Curso de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Nível de Especialização em Direito Público e Privado: material e processual FACULDADE EXPONENCIAL FIE Curso de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Nível de Especialização em Direito Público e Privado: material e processual A AUTORIA NO DIREITO PENAL BRASILEIRO E A TEORIA DO DOMÍNIO

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES

PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES PROGRAMA APRENDA DIREITO PENAL EM 3 MESES Perguntas/Respostas alunos Módulo 2 Seguem abaixo as respostas aos questionamentos elaborados pelos alunos. Bons estudos! PERGUNTA 1 Aluna: Talita Késsia Andrade

Leia mais

O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal

O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal O alcance do princípio da culpabilidade e a exclusão da responsabilidade penal Pedro Melo Pouchain Ribeiro Procurador da Fazenda Nacional. Especialista em Direito Tributário. Pósgraduando em Ciências Penais

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: 3 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 45 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I (1ª PARTE- TEORIA DO CRIME) NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Ciências Penais,

Leia mais

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO Significado: Terminar, acabar. Importância: Termo inicial da prescrição e na competência territorial (não esquecer da teria da ubiqüidade quanto ao

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO II. Disciplina: TEORIA GERAL DO DIREITO PENAL (D-11) Área: Ciências Sociais Período: Segundo Turno: matutino/noturno Ano: 2013-1 Carga Horária: 72 H; Créd.: 04

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA.

Questão de Direito Penal 1,0 Ponto PADRÃO DE RESPOSTA. Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios XL Concurso Público para Provimento de Cargos de Juiz de Direito Substituto da Justiça do Distrito Federal SEGUNDA PROVA

Leia mais

Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 3. Professor: Marcelo Uzeda. Monitor: Marcelo Coimbra

Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 3. Professor: Marcelo Uzeda. Monitor: Marcelo Coimbra Turma e Ano: Delegado Civil (2013) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 3 Professor: Marcelo Uzeda Monitor: Marcelo Coimbra 1) Concurso de Pessoas (continuação): Na aula passada estávamos falando no concurso

Leia mais

1. CONCURSO DE PESSOAS.

1. CONCURSO DE PESSOAS. 1. CONCURSO DE PESSOAS. Conceito: ciente e voluntária cooperação de duas ou mais pessoas na mesma infração penal (Noronha). Trata-se, portanto, da convergência de vontades para um fim comum, ou seja, a

Leia mais

Direito Penal. Teoria do Crime. Prof. Saulo Cerutti

Direito Penal. Teoria do Crime. Prof. Saulo Cerutti Direito Penal Teoria do Crime Prof. Saulo Cerutti A necessidade da teoria do delito consiste na maior facilidade na averiguação da presença ou não do delito em cada caso concreto. A teoria do delito é

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 4h/s Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO

TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO me PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Direito TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO Autora: Francileide Pereira de Sousa Orientador: Hailton da Silva Cunha FRANCILEIDE PEREIRA DE SOUSA TEORIA

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará Cacildo Baptista Palhares Júnior: advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará 21. Para formação do nexo de causalidade, no

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2016 Disciplina: Direito Penal II Departamento III Penal e Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 3º ano Docente Responsável: José Francisco Cagliari

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal I Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 2º ano Docente Responsável: Prof.

Leia mais

DIREITO PENAL II e III MATERIAL DE APOIO E ORIENTAÇÃO SOBRE CONCURSO DE PESSOAS OU AGENTES

DIREITO PENAL II e III MATERIAL DE APOIO E ORIENTAÇÃO SOBRE CONCURSO DE PESSOAS OU AGENTES CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO UNIFRA CURSO DE DIREITO DIREITO PENAL II e III MATERIAL DE APOIO E ORIENTAÇÃO SOBRE CONCURSO DE PESSOAS OU AGENTES Professor Fábio Freitas Dias Santa Maria, março de 2012

Leia mais

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Penal Professor Patrícia Vanzolini Data: 31/07/2009

OAB 139º - 1ª Fase Regular Modulo II Disciplina: Direito Penal Professor Patrícia Vanzolini Data: 31/07/2009 9ª Aula: Parte Especial: Homicídio, Infanticídio, Participação no Suicídio, Aborto e Lesão Corporal. 1. HOMICIDIO 1. Homicídio simples: Caput pena de 6 a 20 anos de reclusão. É crime hediondo? Não, salvo

Leia mais

Art. 1º, LICP as infrações penais representam um gênero que se divide em duas espécies:

Art. 1º, LICP as infrações penais representam um gênero que se divide em duas espécies: DO CRIME Introdução O Brasil adotou somente dois tipos de infrações penais como a doutrina denomina de sistema dicotômico ou bipartido, conforme se extrai da leitura do art. 1º da Lei de Introdução ao

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

O bem jurídico tutelado é a paz pública, a tranqüilidade social. Trata-se de crime de perigo abstrato ou presumido.

O bem jurídico tutelado é a paz pública, a tranqüilidade social. Trata-se de crime de perigo abstrato ou presumido. ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA CONCEITO Dispõe o art. 288 do CP: Associarem-se três ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes: Pena reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos. No delito em apreço, pune-se

Leia mais

ANTIJURIDICIDADE. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista do Delito: fato formal e materialmente típico e antijurídico.

ANTIJURIDICIDADE. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista do Delito: fato formal e materialmente típico e antijurídico. ANTIJURIDICIDADE 1 - Crime 1.1 - Conceito Clássico: fato típico, antijurídico e culpável. 1.2 - Conceito segundo o Finalismo: fato típico e antijurídico. 1.3 - Conceito segundo a Teoria Constitucionalista

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal Iv 2 ROUBO 3 - Roubo Qualificado/Latrocínio 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de

Leia mais

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME

Direito Penal. Prof. Davi André Costa TEORIA GERAL DO CRIME TEORIA GERAL DO CRIME 1. Conceito de infração penal: a) Unitário (monista): infração penal é expressão sinônima de crime. Adotado pelo Código Penal do Império (1830). b) Bipartido (dualista ou dicotômico):

Leia mais

TEMA: CONCURSO DE CRIMES

TEMA: CONCURSO DE CRIMES TEMA: CONCURSO DE CRIMES 1. INTRODUÇÃO Ocorre quando um mesmo sujeito pratica dois ou mais crimes. Pode haver um ou mais comportamentos. É o chamado concursus delictorum. Pode ocorrer entre qualquer espécie

Leia mais

A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO

A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL RESUMO 331 A (IN)COMPATIBILIDADE DA TENTATIVA NO DOLO EVENTUAL Cícero Oliveira Leczinieski 1 Ricardo Cesar Cidade 2 Alberto Wunderlich 3 RESUMO Este artigo visa traçar breves comentários acerca da compatibilidade

Leia mais

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar ao aluno contato com toda a teoria do delito, com todos os elementos que integram o crime.

2. OBJETIVO GERAL Possibilitar ao aluno contato com toda a teoria do delito, com todos os elementos que integram o crime. DISCIPLINA: Direito Penal II SEMESTRE DE ESTUDO: 3º Semestre TURNO: Matutino / Noturno CH total: 72h CÓDIGO: DIR118 1. EMENTA: Teoria Geral do Crime. Sujeitos da ação típica. Da Tipicidade. Elementos.

Leia mais

Qual a regra do CP domínio funcional do fato

Qual a regra do CP domínio funcional do fato DIREITO PENAL II CONCURSO DE PESSOAS(29, CP): A princípio, esse dispositivo só teria aplicação no que tange aos crimes unissubjetivos, já que diante da necessidade do concurso de duas ou mais pessoas nos

Leia mais

1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES

1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES DIREITO PENAL Classificação dos Crimes RESUMO DA AULA 1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES; 2 QUESTÕES COMENTADAS. INTRODUÇÃO 1 CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES O CRIME PODE SER VISTO POR INÚMEROS ÂNGULOS E, DEPENDENDO

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES Patricia Smania Garcia 1 (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio)

CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES Patricia Smania Garcia 1 (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio) CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES Patricia Smania Garcia 1 (Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio) RESUMO Há várias classificações para os crimes, ora se referindo à gravidade do fato, ora à forma de

Leia mais

OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04.06.2009 Aula = 7

OAB 1ª FASE EXTENSIVO Direito Penal Data = 04.06.2009 Aula = 7 TEMAS TRATADOS EM SALA CRIMES CONTRA A VIDA TITULO I I - Homicídio = Art. 121. II - Induzimento/Instigação/Auxílio ao Suicídio = Art. 122. III - Infanticídio = Art. 123. IV - Aborto = Art. 124/128. 1.

Leia mais

DISCIPLINA: DIREITO PENAL

DISCIPLINA: DIREITO PENAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DISCIPLINA: DIREITO PENAL QUESTÃO Nº 109 Protocolo: 11913003657-0 Não existe qualquer erro material na questão. Nada a ser alterado. O recorrente

Leia mais

CONCURSO DE PESSOAS NO INFANTICÍDIO

CONCURSO DE PESSOAS NO INFANTICÍDIO CONCURSO DE PESSOAS NO INFANTICÍDIO Thyara Galante Alvim SOARES 1 Antenor Ferreira PAVARINA 2 RESUMO: O presente trabalho teve por objetivo analisar a punibilidade dos agentes que, em concurso, praticam

Leia mais

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade Conceito A lei penal, quanto à sua obrigatoriedade e efetiva vigência, está subordinada às mesmas regras que disciplinam as leis em geral: publicação oficial no Diário Oficial e decurso de eventual prazo

Leia mais

Desenvolver as habilidades essenciais para uma verdadeira formação profissional do Bacharel em Direito.

Desenvolver as habilidades essenciais para uma verdadeira formação profissional do Bacharel em Direito. 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-09 PERÍODO: 3 CRÉDITO: 04 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I NOME DO CURSO: DIREITO CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 2. EMENTA Introdução:

Leia mais

PLANO DE ENSINO EMENTA DA DISCIPLINA OBJETIVOS DA DISCIPLINA. 1-Identificar os bens jurídicos tutelados no Código Penal Brasileiro.

PLANO DE ENSINO EMENTA DA DISCIPLINA OBJETIVOS DA DISCIPLINA. 1-Identificar os bens jurídicos tutelados no Código Penal Brasileiro. FACULDADE: FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS CURSO: DIREITO DISCIPLINA: DIREITO PENAL PARTE ESPECIAL I CÓDIGO: CARGA HORÁRIA: 075 4º- SEMESTRE: 2013 PROFESSOR(A): LÁSARO MOREIRA DA SILVA PLANO

Leia mais

Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2

Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2 Faculdade Cathedral Curso de Direito 6º Semestre Direito Penal IV Prof. Vilmar A. Silva AULA 1 A 4 PARTE 2 Crime qualificado pela provocação de lesão grave ou em razão da idade da vítima Art. 213, 1º Se

Leia mais

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO Professor Márcio Widal 1. Introdução. A perseguição do crime pelo Estado não pode ser ilimitada no tempo, por força, inclusive, da garantia da presunção de inocência. Além disso, o Estado deve

Leia mais

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES FATO TÍPICO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Fato típico é o primeiro substrato do crime (Giuseppe Bettiol italiano) conceito analítico (fato típico dentro da estrutura do crime). Qual o conceito material

Leia mais

Aula de Direito Penal. 2015.02. Professor Jomar Sarkis. Teoria do Crime. Conteúdo programático.

Aula de Direito Penal. 2015.02. Professor Jomar Sarkis. Teoria do Crime. Conteúdo programático. Aula de Direito Penal. 2015.02 Professor Jomar Sarkis. Teoria do Crime. Conteúdo programático. Conceito analítico do crime. A teoria bipartida e tripartida do crime. Crime é uma conduta típica, ilícita

Leia mais

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo

CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS. César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo CRIME CONTINUADO EM HOMICÍDIOS César Dario Mariano da Silva 8º PJ do II Tribunal do Júri de São Paulo A figura do crime continuado surgiu na antigüidade por razões humanitárias, a fim de que fosse evitada

Leia mais

Arthur Migliari Júnior

Arthur Migliari Júnior Arthur Migliari Júnior Doutorando pela Universidade de Coimbra. Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor universitário e de cursos preparatórios para concursos.

Leia mais

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema.

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema. Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13 Um policial federal, ao executar a fiscalização em um ônibus interestadual procedente da fronteira do Paraguai, visando coibir o contrabando de

Leia mais

AULA 7 30/03/11 ABORTAMENTO

AULA 7 30/03/11 ABORTAMENTO AULA 7 30/03/11 ABORTAMENTO 1 O CONCEITO Conforme preleciona Nelson Hungria, o abortamento pode ser percebido como a interrupção do processo gravídico com a conseqüente destruição do produto da concepção.

Leia mais

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE

PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1. TEORIA DA TIPICIDADE 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Teoria da Tipicidade PONTO 2: Espécies de Tipo PONTO 3: Elementos do Tipo PONTO 4: Dolo PONTO 5: Culpa 1.1 FUNÇÕES DO TIPO: a) Função garantidora : 1. TEORIA DA TIPICIDADE b) Função

Leia mais

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO

PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PLANO DE RESPOSTA DA PROVA DISSERTATIVA PARA O CARGO DE DELEGADO PEÇA D E S P A C H O 1. Autue-se o Auto de Prisão em Flagrante; 2. Dê-se o recibo de preso ao condutor; 3. Autue-se o Auto de Apresentação

Leia mais

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material

01 MOEDA FALSA. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução. 1.1.2. Classificação doutrinária. 1.1.3. Objetos jurídico e material 01 MOEDA FALSA Sumário: 1. Moeda falsa 2. Crimes assimilados ao de moeda falsa 3. Petrechos para falsificação de moeda 4. Emissão de título ao portador sem permissão legal. 1.1. MOEDA FALSA 1.1.1. Introdução

Leia mais

Crime consumado, crime tentado, desistência voluntária e arrependimento eficaz

Crime consumado, crime tentado, desistência voluntária e arrependimento eficaz Crime consumado, crime tentado, desistência voluntária e arrependimento eficaz Crime consumado Nos termos do artigo 14 do Código Penal há uma definição legal do que se considera crime consumado e tentado

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal III Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 4º ano Docente Responsável: Gustavo

Leia mais

DIREITO PENAL DO TRABALHO

DIREITO PENAL DO TRABALHO DIREITO PENAL DO TRABALHO ÍNDICE Prefácio à 1º Edição Nota à 4º Edição Nota à 3º Edição Nota à 2º Edição 1. CONCEITOS PENAIS APLICÁVEIS AO DIREITO DO TRABALHO 1.1. DoIo 1.1.1. Conceito de dolo 1.1.2. Teorias

Leia mais

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 2ª Fase OAB/FGV Aula 07 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a vida; ; Homicídio simples Art. 121 CP. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte

Leia mais

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal

Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Direito Penal Dr. Caio Paiva Aprovado no Concurso para Defensor Público Federal Escola Brasileira de Ensino Jurídico na Internet (EBEJI). Todos os direitos reservados. 1 Direito Penal Parte Especial do

Leia mais

CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável

CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável 1. O FATO TÍPICO 1 CRIME = FATO TÍPICO + Antijurídico + Culpável Elementos do FATO TÍPICO: FATO TÍPICO 1) CONDUTA DOLOSA OU CULPOSA Conceito: É fato material que se amolda perfeitamente aos elementos constantes

Leia mais

Embriaguez e Responsabilidade Penal

Embriaguez e Responsabilidade Penal Embriaguez e Responsabilidade Penal O estudo dos limites da responsabilidade penal é sempre muito importante, já que o jus puniendi do Estado afetará um dos principais direitos de qualquer pessoa, que

Leia mais

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início.

AULA 08. CONTEÚDO DA AULA: Teorias da Conduta (cont). Teoria social da ação (cont.). Teoria pessoal da ação. Resultado. Relação de Causalidade Início. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Penal / Aula 08 Professora: Ana Paula Vieira de Carvalho Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 08 CONTEÚDO DA AULA: Teorias da (cont). Teoria social

Leia mais

Germano Marques da Silva. Professor da Faculdade de Direito Universidade Católica Portuguesa

Germano Marques da Silva. Professor da Faculdade de Direito Universidade Católica Portuguesa Germano Marques da Silva Professor da Faculdade de Direito Universidade Católica Portuguesa UNIVERSIDADE CATÓLICA EDITORA LISBOA 2012 PREFÁCIO Publiquei em 1998 o Direito Penal Português, II, Teoria do

Leia mais

Direito Penal Emerson Castelo Branco

Direito Penal Emerson Castelo Branco Direito Penal Emerson Castelo Branco 2014 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO PENAL CONCEITO DE CRIME a) material: Todo fato humano que lesa ou expõe a perigo

Leia mais

NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES NEXO CAUSAL PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES 1 Conceito. Causa. É elemento do fato típico. É o vínculo entre conduta e resultado. O estudo da causalidade busca concluir se o resultado decorreu da conduta

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Aborto

Prof. José Nabuco Filho. Aborto Aborto Apostila 1. Introdução Sob o nomem juris de aborto, o Código Penal tipifica quatro crimes diferentes: 1 duas definidas no art. 124, tendo como sujeito ativo a gestante; outras duas, em que o sujeito

Leia mais

&RQFHLWRGH'ROR. Descaracterizando o DOLO de uma conduta, tornando o ato de doloso para culposo, a extensão da pena diminui drasticamente.

&RQFHLWRGH'ROR. Descaracterizando o DOLO de uma conduta, tornando o ato de doloso para culposo, a extensão da pena diminui drasticamente. &RQFHLWRGH'ROR 3RU$QGUp5LFDUGRGH2OLYHLUD5LRV(VWXGDQWHGH'LUHLWR Tão importante no Direito Penal, o conceito de DOLO, deve estar sempre presente na cabeça do advogado Criminalista. Pois, quem conhece e sabe

Leia mais

Plano de Ensino de Disciplina

Plano de Ensino de Disciplina UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Faculdade de Direito Departamento de Direito e Processo Penal Plano de Ensino de Disciplina DISCIPLINA: DIREITO PE AL I CÓDIGO: DIN101 PRÉ-REQUISITO: DIT027 DEPARTAMENTO:

Leia mais

UNIDADE: FACULDADE DE DIREITO DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

UNIDADE: FACULDADE DE DIREITO DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Í N D I C E Código Disciplina Página DIR 05-00188 Direito Penal I 2 DIR 05-00361 Direito Penal II 3 DIR 05-00528 Direito Penal III 4 DIR 0-00684 Direito Penal IV 5 DIR 05-07407

Leia mais

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES

SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE CAUSAS INDEPENDENTES RETA FINAL MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP Direito Penal André Estefam Data: 1º/09/2012 Aula 2 RESUMO SUMÁRIO 1) Relação de Causalidade (continuação) 2) Superveniência de Causa Independente 3) Relevância Penal

Leia mais

1. PRINCÍPIOS. 2. NORMAS PENAIS.

1. PRINCÍPIOS. 2. NORMAS PENAIS. 1. PRINCÍPIOS. Princípio da Legalidade: os tipos penais só podem ser criados através de lei em sentido estrito. Princípio da Anterioridade: a lei penal só pode ser aplicada quando tem origem ANTES da conduta

Leia mais

Tropa de Elite Polícia Civil Legislação Penal Especial CBT - Parte Especial Liana Ximenes

Tropa de Elite Polícia Civil Legislação Penal Especial CBT - Parte Especial Liana Ximenes Tropa de Elite Polícia Civil Legislação Penal Especial CBT - Parte Especial Liana Ximenes 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. CTB- Parte Especial Art. 302. Praticar

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Crime de Aborto e Suas Principais Características Carlos Valfrido Aborto Conceito: Aborto é a interrupção de uma gestação com a conseqüente morte do feto. Do latim ab (privação),

Leia mais

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. 1 REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL E A ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DE AFERIÇÃO DA IMPUTABILIDADE PENAL Á LUZ DO ORDENAMENTO JURÍDICO. VAGULA, J. E. M. Resumo No decorrer desta pesquisa buscou-se a melhor forma, dentre

Leia mais

COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL

COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL COMUNICADO REFERENTE ÀS 08 QUESTÕES DE DIREITO PENAL DA PROVA DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL A Universidade Estadual de Goiás, por meio do Núcleo de Seleção, vem perante aos candidatos que fizeram a prova

Leia mais

Julio 2008 O CRIME DE PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO NO CÓDIGO PENAL

Julio 2008 O CRIME DE PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO NO CÓDIGO PENAL Julio 2008 O CRIME DE PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO NO CÓDIGO PENAL Marcelo Nunes Apolinário Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato: Nunes Apolinário, M.: O crime de participação em suicídio

Leia mais

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL

O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL O ÔNUS DA PROVA NO PROCESSO PENAL Gustavo de Oliveira Santos Estudante do 7º período do curso de Direito do CCJS-UFCG. Currículo lattes: http://lattes.cnpq.br/4207706822648428 Desde que o Estado apossou-se

Leia mais

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt

PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1. CONDUTA. 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Conduta PONTO 2: Resultado PONTO 3: Nexo Causal PONTO 4: Tipicidade 1.1 TEORIAS DA CONDUTA 1. CONDUTA 1.1.1 CAUSALISMO ou NATURALÍSTICA Franz Von Liszt Imperava no Brasil até a

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13-

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13- FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA Autarquia Municipal de Ensino Superior Curso Reconhecido pelo Dec.Fed.50.126 de 26/1/1961 e Portaria CEE-GP- 436/13- PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA DE FORMAÇÃO FUNDAMENTAL,

Leia mais

Capítulo 1 Notas Preliminares...1

Capítulo 1 Notas Preliminares...1 S u m á r i o Capítulo 1 Notas Preliminares...1 1. Introdução... 1 2. Finalidade do Direito Penal... 2 3. A Seleção dos Bens Jurídico-Penais... 4 4. Códigos Penais do Brasil... 5 5. Direito Penal Objetivo

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES CRIME DOLOSO E CRIME CULPOSO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES Espécies de Conduta a) A conduta pode ser dolosa ou culposa. b) A conduta pode ser comissiva ou omissiva. O tema dolo e culpa estão ligados à

Leia mais

RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA RESPONSABILIDADE CIVIL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1 Suponha se que Maria estivesse conduzindo o seu veículo quando sofreu um acidente de trânsito causado por um ônibus da concessionária do serviço público

Leia mais

LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA

LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA LEGÍTIMA DEFESA PUTATIVA Karina Nogueira Alves A legítima defesa é um direito natural, intrínseco ao ser humano e, portanto, anterior à sua codificação, como norma decorrente da própria constituição do

Leia mais

O CONCURSO DE AGENTES NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

O CONCURSO DE AGENTES NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ UNIVALI CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS - CEJURPS CURSO DE DIREITO O CONCURSO DE AGENTES NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO DIOGO ALEXANDRE FISCHER Itajaí, Novembro

Leia mais

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA

DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3. Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA Centro Universitário de Brasília Faculdade de Ciências Jurídicas e Ciências Sociais DÉBORA DE OLIVEIRA SOUZA RA: 2087915/3 Crime de Trânsito: Dolo Eventual ou Culpa Consciente? BRASÍLIA 2013 2 DÉBORA DE

Leia mais

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65)

1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais art. 327 1, CP: (É diferente do art. 5º 2 da Lei 4898/65) 1 PONTO 1: Crimes contra Administração Pública PONTO 2: Introdução aos crimes em espécie PONTO 3: Crimes em espécie 1. Crimes contra Administração Pública: Conceito de Funcionário Público para fins penais

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 2ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 2ª ª- DIREITO PENAL III LEGISLAÇÃO ESPECIAL 2ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 DIREITO PENAL TEORIA DO CRIME 2 Teoria do crime INFRAÇÃO PENAL; Critério bipartido; Art. 1 da LICP Crime é infração penal

Leia mais

SUMÁRIO. Parte 1. Capítulo 3 Prisão em flagrante... 21

SUMÁRIO. Parte 1. Capítulo 3 Prisão em flagrante... 21 SUMÁRIO Parte 1 Aspectos gerais da atividade policial Capítulo 1 Distinção entre a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Guarda Municipal...3 Capítulo 2

Leia mais

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO

Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO Faculdade de Direito Milton Campos Disciplina: Direito Penal II Curso: Direito Carga Horária: 64 Departamento: Direito Público Área: Direito Penal e Processo Penal PLANO DE ENSINO EMENTA A prática do crime

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA Eladio Lecey Diretor-Presidente, Escola Nacional da Magistratura - AMB Diretor, Escola Brasileira de Direito

Leia mais

Funções: 1ª) Proteção aos bens jurídicos. Bens Jurídicos são os interesses, os valores protegidos pela norma penal; 2ª) Manutenção da paz social.

Funções: 1ª) Proteção aos bens jurídicos. Bens Jurídicos são os interesses, os valores protegidos pela norma penal; 2ª) Manutenção da paz social. DIREITO PENAL O Direito Penal é o conjunto de princípios e normas que disciplinam o crime, as contravenções, a pena e a medida de segurança. Funções: 1ª) Proteção aos bens jurídicos. Bens Jurídicos são

Leia mais

Índice. 5. A escola moderna alemã 64 6. Outras escolas penais 65

Índice. 5. A escola moderna alemã 64 6. Outras escolas penais 65 Índice Prefácio à 2ª edição Marco Aurélio Costa de Oliveira 7 Apresentação à 2ª edição Marco Antonio Marques da Silva 9 Prefácio à 1ª edição Nelson Jobim 11 Apresentação à 1ª edição Oswaldo Lia Pires 13

Leia mais

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7:

PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Concurso de Crimes PONTO 2: Concurso Material PONTO 3: Concurso Formal ou Ideal PONTO 4: Crime Continuado PONTO 5: PONTO 6: PONTO 7: 1. CONCURSO DE CRIMES 1.1 DISTINÇÃO: * CONCURSO

Leia mais