PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes

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1 DIREITO PENAL PONTO 1: Concurso de Pessoas PONTO 2: Concurso de Crimes PONTO 1 CONCURSO DE PESSOAS 1- Introdução 2- Requisitos 2.1 Exigem-se, pelo menos, duas condutas: ou duas condutas principais (coautoria) ou uma conduta principal e uma acessória (autoria e participação). Atenção! Jamais haverá concurso de pessoas somente com partícipes. Alguém deve ter a conduta principal. 2.2 Relevância causal de cada uma das ações É imprescindível que aquela determinada conduta tenha tido importância na produção do resultado sob pena de não configurar do concurso de pessoas. Para tanto, existe o momento certo até quando é possível a colaboração do agente. Para as Bancas de concurso: é o momento da consumação do crime. Qualquer auxílio prestado após este momento caracterizará crime autônomo. As opções que irão aparecer são: receptação, favorecimento pessoal, favorecimento real ou lavagem de dinheiro. OBS: Embora seja a preferência dos concursos públicos, é certo que o concurso de pessoas pode ocorrer até o exaurimento do crime e, não apenas até a sua consumação. Ex. Pessoa responsável por apanhar o dinheiro do resgate no crime de extorsão mediante seqüestro, art. 159, CP. Extorsão Mediante Seqüestro Art Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos Súm. 96, STJ- O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida. A consumação ocorre com a retirada da vítima da sua esfera de vigilância, de proteção. Portanto, a conduta de quem apanha o dinheiro do resgate é exaurimento, mas sem dúvida, faz parte do concurso de pessoas. Ex.2) Em crime de concussão, alguém que junto com o funcionário público seja responsável pelo recebimento da vantagem. Esta conduta caracteriza exaurimento do crime e quem apanha fará parte integrante do concurso de pessoas. OBS: As bancas de concurso ficam com a 1ª opção. Quem esconde ladrão: Favorecimento Real Além disso, é imprescindível que se saiba o momento em que o auxílio foi ajustado: se antes ou durante a prática do crime, ainda que prestado materialmente após, haverá concurso de pessoas. Se o auxílio tiver sido solicitado após a prática do crime, não mais haverá concurso de pessoas.

2 2.3 Liame subjetivo entre os agentes do crime ou concurso de vontades: É imprescindível que haja vínculo psicológico entre os vários agentes, ou seja, a consciência de que cooperam na produção do resultado comum. Ausente o liame subjetivo, desaparece o concurso de pessoas e surge a "autoria colateral". Além disso, é imprescindível que haja identidade de elemento subjetivo: Jamais haverá participação dolosa em crime culposo e vice-versa. Neste caso, poderá ocorrer a autoria mediata. Não é caso de concurso de pessoas. Ex. Um pai que deseja a morte de um filho pequeno o coloca em uma estrada, esperando que alguém passe e atropele essa criança. Não houve identidade de elemento subjetivo. Conclusão: o pai é autor mediato de homicídio doloso. O motorista incorre em culpa. Art. 312, CP- Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Peculato culposo-negligência, imprudência ou imperícia para com o patrimônio público. Exceção Pluralista à Teoria Monista: Cada um responde pelo crime diversamente. Além disso, o peculato culposo é crime que exige uma condição objetiva de punibilidade: sem que se pratique outro crime, que foi facilitado pela conduta culposa do servidor público, jamais haverá o peculato culposo. Funcionário público responde por peculato culposo e a outra pessoa se for funcionária pública, também, responde por peculato doloso. Caso seja um funcionário público e um particular, este responderá por furto e aquele por peculato culposo. Crime exige outro crime. Não cabe tentativa, porque depende de outro crime. 2.4 Identidade de fato Tendo sido adotada a Teoria Monista ou Unitária ou Igualitária, todos que concorrem para o crime cometem o mesmo crime, podendo a pena ser diversa, ressalvadas as exceções pluralistas (cada um responde por crime diverso. Art. 29 2º, CP- participação dolosamente distinta). Não se aplica a crimes qualificados pelo resultado. Art Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Visa a evitar a responsabilidade penal objetiva, afim de que o partícipe somente responda pelo crime que passou pela sua cabeça, jamais respondendo pelo fato mais grave eventualmente cometido por seus comparsas. Não se aplica este dispositivo quando se tratar de crime qualificado pelo resultado, em razão de que o partícipe anuiu, consentiu com os meios que foram utilizados e, com isso, aptos a gerar o resultado mais grave. Posição defendida pela jurisprudência e quase toda a doutrina, exceto Flávio Augusto Monteiro de Barros. Ex. Lesão corporal seguida de morte, latrocínio. Não se aplica o 2º (só se aplica ao menos importante, ou seja, o partícipe).

3 Exceção Pluralista à Teoria Monista (outras situações): - Aborto com consentimento da gestante- arts. 124 e 126, CP Aborto Provocado pela Gestante ou com Seu Consentimento Art Provocar Aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. Art Provocar Aborto com o consentimento da gestante: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. - arts. 235 e 235 1º, CP- Bigamia Art Contrair alguém, sendo casado, novo casamento: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. 1º - Aquele que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa casada, conhecendo essa circunstância, é punido com reclusão ou detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. - arts. 317 e 333, CP- Corrupção Passiva Art Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. Corrupção Ativa Art Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. - arts. 318 e 334, CP- Facilitação de Contrabando ou Descaminho Art Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho (Art. 334): Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa Contrabando ou Descaminho Art Importar ou exportar mercadoria proibida ou iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria: Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. - arts.319-a e 349-A, CP- Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Art. 349-A. Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional.

4 - arts. 309 e 310, CTB- Art Dirigir veículo automotor, em via pública, sem a devida Permissão para Dirigir ou Habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano: Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. Art Permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada, com habilitação cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por embriaguez, não esteja em condições de conduzi-lo com segurança: Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa. - arts. 342 e 343, CP- Falso Testemunho ou Falsa Perícia Art Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral: Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. Art Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação: Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa. 3. Autoria e Participação 3.1 Teoria Unitária- Todos são considerados autores, não havendo a figura de partícipe (art. 13, CP). Causa e condição não é diferenciada. Aplica-se aos crimes culposos. Não existe participação em crime culposo. Art. 29 2º - quis = dolo Art Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Cada um é responsável por sua conduta. 3.2 Teoria Extensiva- O fator subjetivo é o que determina a escolha entre autor e partícipe: autor é quem age com vontade de autor; quem quer o fato como próprio. Partícipe é quem age como partícipe. Quem quer o fato como alheio. 3.3 Teoria Restritiva Objetivo formal: VERBO Autor é quem pratica o verbo nuclear do tipo, já que é a conduta erigida como principal colocada pelo legislador como a que compõe o tipo penal. Participação ocorre de qualquer outra forma sem praticar o verbo nuclear do tipo. Ex. Autor é quem mata, falsifica, exige, vende, constrange... OBS: O CP não adotou nenhuma teoria. O mandante será sempre partícipe nessa teoria. A autoria mediata será de mera participação.

5 3.3.2 Domínio do fato; objetiva-subjetiva ou objetiva final Autor não é necessariamente quem pratica o verbo nuclear do tipo, mas quem possui o controle final da ação, possuindo plenos poderes para determinar se o crime será cometido e como esse crime será praticado, com plenos poderes, inclusive para determinar a sua interrupção. Pode ou não praticar o verbo nuclear do tipo. O autor será o mandante, autor intelectual e, graças a ela, surgiu a figura do autor mediato. Autor é quem realiza de forma pessoal e plenamente responsável, todos os elementos do tipo, quem executa o crime valendo-se de outrem como mero instrumento (autoria mediata). É quem realiza a parte necessária do plano global ainda que não se trate de ato típico. Co-autoria ou co-domínio funcional do fato: Co-autoria na Teoria do Domínio do Fato. Só cabe em crimes dolosos. Ex. Vigia, motorista e pessoa que subjulga a vítima. Não se aplica aos crimes de mão-própria e exige a pessoal indeclinável realização da figura típica. Ex. art. 124, CP auto-aborto Aborto Provocado pela Gestante ou com Seu Consentimento Art Provocar Aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos. Art. 342,CP- Falso Testemunho ou Falsa Perícia Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral: Teoria Objetiva Formal 4. Autoria Mediata Não é o caso de concurso de pessoas, pois somente responderá pelo crime o autor mediato, servindo o autor imediato como mero instrumento colocado à disposição do autor. Casos de autoria mediata: - Inimputabilidade. Ex. alguém se vale de menor/ou de um louco para cometer crime. - Erro de tipo escusável: Ex. Enfermeira e médico. Médico deseja a morte do paciente e coloca veneno na seringa e a enfermeira não sabe e aplica: homicídio culposo. Caso ela saiba, responderá por homicídio doloso. - Obediência Hierárquica: desde que a ordem não seja manifestamente ilegal. - Coação moral irresistível (diferente de coação física) Inexigibilidade de conduta diversa afasta culpabilidade. Casos realmente de autoria: - Autor imediato age atipicamente, justificadamente ou sem dolo. Não cabe autoria mediata em crime de mão-própria em crime culposo. 5. Autoria de determinação: Trata-se da possibilidade de autoria imediata em crime de mão-própria. Não que o crime seja de mão-própria especificamente, mas na situação criada, acaba sendo de mão-própria. Ex. Z Particular X Funcion. Público Corrupção passiva 317, CP

6 6. Autoria de escritório: Trata-se de uma autoria mediata específica com autor imediato punível determinável, ou seja, ambos responderão pelo crime. Ela ocorre somente em estruturas absolutamente organizadas de poder comparadas ao nazismo alemão e ao próprio Estado, caracterizando-se pela fungibilidade de seus membros. Ex. PCC Ambos responderão mediato e imediato. 7. Autoria Colateral: Não é o caso de concurso de pessoas, pois não existe liame subjetivo entre os agentes do crime. O que pode ocorrer é a autoria incerta, em que não se sabe quem produziu o resultado. Ex. A e B desejam a morte de C, mas um não sabe dizer qual das duas armas causou a morte, devendo responder A e B por tentativa de homicídio. 8. Participação: Trata-se de uma conduta acessória, sempre vinculada a uma conduta principal cuja tipificação ocorre por meio do art. 29, CP (norma de extensão da tipicidade ou tipicidade mediata. Espécies de acessoriedade: - Mínima: Típica (não se adota) - Acessoriedade limitada: típica e ilícita (preferida pela doutrina) - T. da acessoriedade máxima ou extremada: típica, ilícita e culpável. - Hiper acessoriedade: ação típica ilícita e culpável e, além disso, exige-se que o autor seja punido em concreto para que o partícipe o seja. É falha, pois existem causas de extinção da punibilidade de pessoas (jamais se comunicam) Em crime culposo Em crime omissivo próprio: Não cabe co-autoria nem tentativa, só participação. Diferente de crimes omissivos impróprios- (ação, garante). O garante responde por co-autoria e participação, art. 13 2º, CP. Art O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. Art. 29, CP - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade. 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. Art. 29 1º, CP- trata-se de participação de levíssima eficácia causal, devendo ser levado em conta a Teoria da Conditio sine quanon. Participação de pequena importância- pena reduzida 1/6 a 1/3.

7 Circunstâncias Incomunicáveis Art Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime. Comunicabilidade das circunstâncias e elementares. 1ª regra) Relativa: elementares e circunstâncias objetivas: podem se comunicar no concurso de pessoas desde que ingressem na esfera de conhecimento do co-autor ou partícipe. 2ª regra) Absoluta: circunstâncias pessoais jamais se comunicam no concurso de pessoas. Ex. Motivos do crime, reincidência. Art. 117, 1º, CP 1ª parte. Art. 117, 1º, CP 1ª parte. 1º - Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo, a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. Nos crimes conexos, que sejam objeto do mesmo processo, estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. Oferec. Denúnc. Recebimento Aditamento Recebimento do aditam. de B A A incluir B PONTO 2 CONCURSO DE CRIMES Sistemas: 1- Exasperação- Adota-se a pena de um só dos crimes aumentada de um determinado percentual. Ex. art. 70, CP primeira parte- concurso próprio e art. 71, CP- Crime continuado. Concurso Formal Art Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior Crime Continuado Art Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. 2. Somam-se as penas distintas e integralmente. Ex. art. 69, CPconcurso material Concurso Material Art Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela.

8 e art. 70, CP 2ª parte- concurso formal Concurso Formal Art Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior. Multas no Concurso de Crimes Art. 72, CP - No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. Penas de multa- sempre somadas. Ocorre quando mediante uma só ação o agente produz dois ou mais resultados, idênticos ou não, podendo as penas ser somadas ou não, tudo depende do elemento subjetivo. No art. 70, CP 1ª parte- ocorre concurso formal próprio em que se utiliza o sistema da exasperação em razão da unidade de desígnios. Para tanto, o primeiro resultado pode ter sido obtido a título de dolo, mas os demais resultados, no máximo, somente poderão ter sido obtido por culpa. Ex. Roubos em interior de agências bancárias, em ônibus, etc. No art. 70, CP, 2ª parte: concurso formal- impróprio- Conc. Material Crime Continuado Art Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços. Art. 71, CP- trata-se do verdadeiro concurso material, mas que por razões de tempo, lugar e unidade de desígnios devem ser considerados como apenas um para a aplicação da pena. Súm. 605, STF cancelada Unificação da pena Atenda limite do art. 75, CP, de 30 anos. Art O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 30 (trinta) anos. Reconhecimento tardio de crime continuado. Art. 71, CP. Não reconheceu na sentença, reconhece na execução da pena. Súm. 17, STJ- Quando o falso se exaure no estelionato, sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido.

9 Quando o crime meio se exaure o crime fim sem maior potencialidade lesiva, fica por este absorvido.

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