RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITO PENAL. 1ª Edição OUT 2012

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITO PENAL. 1ª Edição OUT 2012"

Transcrição

1 RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITO PENAL TEORIA 123 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS Teoria e Seleção das Questões: Prof. Ricardo S. Pereira Organização e Diagramação: Mariane dos Reis 1ª Edição OUT 2012 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. É vedada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou processo. A violação de direitos autorais é punível como crime, com pena de prisão e multa (art. 184 e parágrafos do Código Penal), conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei nº 9.610, de 19/02/98 Lei dos Direitos Autorais).

2

3 SUMÁRIO 1. DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL: 1.1 Lei Penal no Tempo. 1.2 Lei Penal no Espaço Questões de Provas de Concursos DO CRIME: Conceito de Crime e seus Elementos...12 Questões de Provas de Concursos Consumação e tentativa...17 Questões de Provas de Concursos Desistência voluntária e arrependimento eficaz Arrependimento posterior Crime impossível...20 Questões de Provas de Concursos (Pontos 3.1, 3.2 e 3.3) Crime doloso, crime culposo e crime qualificado pelo resultado...21 Questões de Provas de Concursos Erro de tipo e de proibição...25 Questões de Provas de Concursos Causas de exclusão de ilicitude...26 Questões de Provas de Concursos CONTRAVENÇÃO Questões de Provas de Concursos IMPUTABILIDADE PENAL (Causas de exclusão de culpabilidade) Questões de Provas de Concursos DOS CRIMES CONTRA A VIDA (Homicídio, Lesão Corporal e Rixa) Questões de Provas de Concursos DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL (ameaça, sequestro e cárcere privado) Questão de Prova de Concurso DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (furto, roubo, extorsão, apropriação indébita, estelionato e outras fraudes e receptação) Questões de Provas de Concursos DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Questões de Provas de Concursos DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA (quadrilha ou bando) Questões de Provas de Concursos DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (peculato e suas formas, concussão, corrupção ativa e passiva, prevaricação, usurpação de função pública, resistência, desobediência, desacato, contrabando e descaminho) Questões de Provas de Concursos LEGISLAÇÃO ESPARSA: LEI Nº 9.455/ Questões de Provas de Concursos GABARITOS... 72

4

5 NOÇÕES DE DIREITO PENAL 1 DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL: 1.1 Lei Penal no Tempo. 1.2 Lei Penal no Espaço. Anterioridade da Lei Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. Se não há crime sem lei anterior que a defina, é mister a existência de uma lei, e que essa lei seja prévia ao cometimento do fato tido como crime LEI PRÉVIA, legalidade e anterioridade. Todavia no nosso ordenamento tem-se: infração penal como gênero e crime e contravenção como espécie, e também sanção como gênero e pena e medida de segurança como espécie. Fazendo-se uma interpretação extensiva desse brocado, teríamos a seguinte expressão: Não há infração penal sem prévia lei, nem sanção penal sem prévia condenação. Lei Penal no Tempo Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. * Art. 2º e parágrafo único com redação dada pela Lei nº 7.209, de Tempus regit actum: qualquer fato está submetido à lei do seu tempo. Essa é a regra, o fato será submetido à lei que o rege no momento de sua realização. A exceção é a extratividade, que é o caso de aplicação de uma lei a fatos ocorridos fora do tempo de sua vigência. O art. 2º do Código Penal (CP) enumera apenas a possibilidade de retroatividade, porém, em decorrência lógica dessa máxima, conclui-se pela possibilidade da ultratividade da lei penal benéfica ou irretroatividade da lei penal que não for benéfica. Novatio legis in pejus (nova lei prejudicial): surgindo nova lei, que piore no todo ou em parte a situação do réu, esta lei só terá validade para os casos cometidos dali em diante, não podendo valer a mesma para o caso já existente. Não custa lembrar o caso da atriz Daniela Peres, que foi assassinada pelo também ator Guilherme de Pádua. A autora de novelas, Glória Peres, mãe de Daniela, fez uma coleta nacional de assinaturas para elevar a gama dos crimes hediondos o homicídio qualificado. Ela logrou êxito nessa busca, haja vista o homicídio qualificado ser crime hediondo hoje, todavia esse tratamento não valeu para os assassinos confessos de sua filha, pois neste caso se tratava de uma novatio legis in pejus( nova lei prejudicial) que não poderá retroagir valendo somente para os crimes cometidos após sua vigência. Novatio legis in mellius (nova lei benéfica): se a lei posterior for mais benéfica, aplica-se desde logo a mesma, inclusive para os delitos cometidos anteriormente à vigência desta. Para o completo entendimento dessa matéria, vale recordar o seguinte: se for para beneficiar, pouco importa quando surge a lei, pois ela será aplicada. Abolitio criminis (abolição do crime): nada mais é do que a abolição da figura típica de um determinado crime. O Estado, enquanto detentor do monopólio do jus puniendi (direito de punir), decidiu por bem não criminalizar uma determinada conduta, sendo assim todos aqueles que cometeram um delito abolido pelo estado serão imediatamente colocados em liberdade e todas as consequências oriundas da condenação serão apagadas, inclusive os antecedentes relativos à conduta abolida. Um exemplo da situação de abolição de crimes ocorreu recentemente. A prática de adultério era tida como crime, todavia sobreveio uma lei que acabou com tal figura, daí por diante esta prática não é alçada à condição de crime. Caso viesse uma nova lei dizendo que o homicídio não seria mais crime, todos os inquéritos que versassem sobre esse tema seriam trancados, os processos seriam extintos e quem por ventura já tivesse sido condenado seria posto em liberdade. Lei penal benéfica em vacatio legis O período de vacatio legis é o período em que a lei apesar de ter passado por todos os trâmites legais ainda não entrou em vigência (exemplo: está lei entrará em vigor em 1 ano), período de adaptação dos aplicadores do direito com a nova norma, além da devida publicidade da mesma para toda a sociedade. A indagação que versa é a seguinte: se, no período de vacatio legis, for cometido um crime, essa lei que ainda não entrou em vigor for a mais benéfica, se ela será aplicada ao fato cometido neste período em que a lei não está vigendo. 5

6 Existem duas correntes sobre o tema. A primeira corrente defendida pelos professores: Paulo José da Costa Júnior, Cernicchiaro e Alberto Silva Franco defendem a possibilidade de aplicação da lei em vacatio legis ao caso cometido nesse período, caso seja mais benéfica. Porém, outra corrente que tem os professores: Frederico Marques, Delmanto, Damásio de Jesus e Guilherme de Souza Nucci entendem que não é possível à aplicação, pois a lei ainda não está vigendo. Comungo da tese adotada pela 2ª corrente. Competência para aplicação da lei penal benéfica Neste caso existem três possibilidades: se o processo ainda está em primeiro grau (Juiz da causa) de jurisdição óbvio que o próprio Juiz do feito que é o competente para analisá-lo. Se o processo já se encontra em segundo grau de jurisdição (recurso), faz-se necessário um exame minucioso do caso, para que não haja supressão de instância. É mister a análise do caso em tela, se o Juiz de primeiro grau fixou a pena no mínimo legal, daí surgiu nova lei, o Tribunal pode de plano aplicá-la, todavia se o Juiz ao fixar a dosimetria da reprimenda fixou a pena base acima do mínimo legal com fundamentos do art. 59 do CP, terá que ser remetido a este de novo, para que em face de lei nova faça novo julgamento. Numa última situação se já houver trânsito em julgado, caberá ao juízo da execução penal a análise da questão como bem enumera a súmula 611 do STF: transitada em julgado à sentença condenatória, compete ao juízo das execuções à aplicação de lei mais benigna. Ou o próprio Tribunal através da revisão criminal. Lei Excepcional ou Temporária Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. Leis intermitentes Hodiernamente em nosso conjunto normativo, as leis em geral tendem a vigorar por muito tempo, por não terem prazo determinado, não é comum na legislação brasileira, a existência de leis intermitentes e ou temporárias (que valem por um determinado período). Porém às vezes a necessidade impõe ao estado que de maneira episódica e excepcional pode editar leis de cunho penal que sejam temporárias, cujo prazo de vigência seja adstrito a uma circunstância ou lapso temporal. Em caso de calamidade pública o estado pode editar uma lei que aumente e muito a pena de certos crimes, para fins de tentar coibir a pratica delituosa motiva pela casuística da emergência. Tal tema não é uniforme na doutrina penal, eis que, alguns doutrinadores afirmam que logo depois de terminada a validade de lei temporária, e retornando ao ordenamento a lei mais benéfica, vale o princípio da retroatividade da lei penal. Todavia, com a maxima venia, tal entendimento não deve prosperar, pois a lei temporária é única e pune os crimes cometidos num determinado tempo, e a edição de outra lei mesmo que mais benigna não engloba o crime praticado naquele tempo específico e naquela dada circunstância. Posição essa defendida com ênfase pelo Professor Livre-docente da PUC/SP e Juiz de Direito de São Paulo Guilherme de Souza Nucci (in: Manual de Direito Penal. São Paulo. Ed. RT, p. 101): As leis excepcionais ou temporárias são leis que não respeitam a regra do art. 2º do Código Penal, ou seja, o princípio da retroatividade benéfica. Se o fizessem seriam inócuas, pois cessados o prazo de vigência, todos os criminosos que estivessem sendo punidos pela prática de infrações penais nesse período excepcional ou temporário teriam benefícios (...). Portanto, essas leis (temporárias ou excepcionais) são sempre ultrativas, ou seja, continuam a produzir efeitos aos fatos praticados durante a sua época de vigência, ainda que tenham sido revogadas (art. 3º, CP). O objetivo é manter o seu poder intimidativo (destaques não constam do original). Além de por em cheque a eficácia de tal lei temporária, pois se todos soubessem que seriam beneficiados com retroatividade poderia haver o fomento a criminalidade em um momento de colapso político e social da nação. Tempo do Crime Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. Teorias do Tempo do Crime Existem três teorias a cerca do tema tempo do crime, são elas: 1 teoria da atividade, que considera consumado o delito no instante da atividade delitiva; 2 teoria do resultado, que tem por fundamento considerar consumado o crime o instante em que se der o resultado; 3 teoria da ubiqüidade ou mista, que enumera que o tempo do crime pode se dar tanto no instante da atividade quanto do resultado. O código penal brasileiro, em seu art.4º deixa claro que o Brasil adota a teoria da atividade. Ou seja, é considerado o tempo do crime pelo momento em que houver realizado a conduta. Independentemente de quando vier o resultado. 6

7 Tempo do Crime nos Casos de Crimes Permanentes e Continuados Como nos casos de crime permanentes a execução se prolonga no tempo enquanto houver continuidade da prática delitiva, o tempo do crime perdura enquanto durar a sua existência. Pode-se construir a mesma definição para o crime continuado. Vale ressaltar o recém entendimento do STF, na súmula 711: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou permanente, se a sua vigência è anterior à cessação da continuidade ou da permanência. Lei Penal no Espaço Territorialidade Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil. * Art. 5º, 1º e 2º com Redação dada pela Lei nº 7.209, de Regras de aplicação da lei penal no espaço As leis penais têm como critério de aplicabilidade à territorialidade (aplicada no território brasileiro)que é a regra e a extraterritorialidade (aplicada fora do território brasileiro)que vem a ser a exceção, pois quase sempre o princípio da soberania das nações restringe o âmbito de lei penal brasileira. Conceito de território brasileiro Existe uma faixa de água que vai além das 12 milhas, é a denominada ZEE (zona econômica exclusiva), que possui uma extensão de 188 milhas, está área, é de exploração econômica exclusiva do Brasil, todavia não é território brasileiro. Território brasileiro por equiparação Equiparam-se ao território nacional, as embarcações e aeronaves públicas e a serviço do governo brasileiro onde quer que estejam às embarcações e aeronaves privadas desde que estejam em alto-mar ou em sobrevoo em águas internacionais. Lugar do Crime Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. Teorias sobre o lugar do crime Como no caso do tempo do crime, existem três teorias a cerca do tema, são elas: 1 teoria da atividade, que considera consumado o delito no lugar da infração; 2 teoria do resultado, que tem por fundamento considerar consumado o crime no lugar em que se der o resultado; 3 teoria da ubiqüidade ou mista, que enumera que o lugar do crime pode se dar tanto no lugar da atividade quanto do resultado. Esta última teoria que foi a adotada em nosso ordenamento (vide art. 6º do CP), ou seja, o Brasil adota a teoria mista ou da ubiqüidade. Vejamos o art. 6º do CP: Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. De outra sorte o art. 70 do CPP aduz: A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. Para se ter uma boa noção da aplicação da lei penal brasileira na questão espacial, torna-se importante uma visão estrutural do território nacional, haja vista este ser o palco de aplicação de tais normas. Quanto ao solo, pode-se concluir que todo o espaço ocupado pela nação é território nacional, além de todo o espaço aéreo que sobrepõe esse núcleo de solo. Além de todos os rios, lagos mares interiores e sucessivos, golfos baías portos, além do mar territorial 12 milhas, e as embarcações e aeronaves nacionais (públicas ou privadas dependendo de onde estejam). Vale ressaltar que não existe conflito entre o que dispõe o art. 6º do CP (mista ou ubiqüidade) com o art. 70 do CPP (consumação), eis que o último diz respeito a matéria destinada a competência de julgamento, que deverá ser estudada no processo penal, sendo que o artigo do CP, versa sobre local do crime. Neste caso, o direito processual penal adota a teoria do resultado e o direito penal a teoria mista, porém não existe conflito, pois esse princípio de direito penal só vale para o direito penal internacional. 7

8 A aplicabilidade do artigo 6º do CP tem escopo no denominado direito penal transnacional/internacional, ou seja, se um crime começa no Brasil e termina fora dele, ou começa fora e termina no Brasil, daí sim aplicase o artigo 6º do CP, pois o interesse nacional sempre estaria resguardado e o Brasil sempre seria o local do crime, e sempre imporia sua legislação. Lugar do Crime nos Casos de Crimes Permanentes e Continuados Nestas hipóteses a teoria a ser aplicada contínua a ser a teoria mista, ou seja, o lugar do crime é tanto da atividade quanto do resultado. Todavia em matéria processual penal, dispõe o art. 71 do CPP, que a prevenção (regra pela qual se define a competência pelo Juiz que primeiro se manifestar em um processo/procedimento) é quem vai delimitar o juízo competente. Extraterritorialidade Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA I - os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; Alíneas "a" a "d", Incluídos pela Lei nº 7.209, de Casos de extraterritorialidade incondicionada Tem por escopo o interesse de punir do estado brasileiro, exercido de qualquer maneira independente de qualquer condição, neste caso aplica-se a legislação penal pátria. O que é muitas vezes questionado pela doutrina, por entenderem que seja uma usurpação do direito nacional em detrimento do direito estrangeiro. São os casos de crimes cometidos fora do Brasil, mas que por imposição expressa na lei aplica-se a esse caso ocorrido fora do nosso território à lei penal brasileira. São 4 hipóteses e estão previstas essas hipóteses no art. 7º inciso I alíneas de a a d : Alínea a : os crimes cometidos contra a vida ou a liberdade do presidente da República (arts. 121, 122, 146, 154 do CP e arts. 28 e 29 da Lei de Segurança Nacional lei 7.170/83). Princípio da proteção Alínea b : crimes contra o patrimônio ou a fé pública da União, Estado e Distrito Federal e dos Municípios, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação pública (arts. 155 a 180 e dos arts. 289 a 311 todos do CP). Princípio da proteção Alínea c : crime contra a administração pública, ou por quem está a seu serviço (arts: 312 ao 327 do CP). Princípio da proteção Alínea d : crime de genocídio. Princípio da justiça universal Em síntese nas três primeiras alíneas estão presentes os princípios da defesa ou proteção, enquanto que no último inciso está presente o princípio da justiça universal. EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA II - os crimes: a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; b) praticados por brasileiro; c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. Alíneas "a" a "c", Incluídos pela Lei nº 7.209, de Casos de extraterritorialidade condicionada É aplicado nos casos de crimes praticados fora do Brasil e que pode ser aplicada a lei brasileira, se diferencia dos casos de extraterritorialidade incondicionada, pois aquela sempre se aplicará a lei brasileira, neste caso não será sempre haverá algumas condições, daí o nome extraterritorialidade condicionada, ou seja, depende de uma série de condições. Nestes casos a aplicação da lei penal brasileira não é automática, há necessidade de certos requisitos para a sua aplicação. São 3 hipóteses estão previstas no art. 7º inciso II alíneas de a a c e no parágrafo 3º deste artigo. Alínea a : caso de convenção ou tratado que o Brasil assinou e se pré-dispôs a reprimir; Alínea b : crimes cometidos por brasileiros no exterior, em virtude, de não haver possibilidade de extradição de um nacional. Alínea c : crimes cometidos em embarcações privadas brasileiras em alto-mar, se país estrangeiro não punir tal infração. E no parágrafo terceiro deste art. 7º, crimes cometidos contra brasileiros fora do território nacional, desde que não tenha sido pedida ou tenha sido negada a extradição, é necessário à requisição do Ministro da Justiça. 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. * Incluído pela Lei nº 7.209, de º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional; b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; 8

9 c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. 2º e alíneas "a" a "e", Incluídos pela Lei nº 7.209, de º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição; b) houve requisição do Ministro da Justiça. 3º e alíneas "a" e "b", Incluídos pela Lei nº 7.209, de Pena Cumprida no Estrangeiro Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. Para que não haja o denominado bis is idem, ou seja, a dupla punição pelo mesmo fato, caso o autor do delito tenha cumprido pena em outro país essa pena será abatida da pena que no Brasil ele ainda tenha que cumprir no Brasil, desta feita, ocorrendo essa compensação de pena, a justiça está sendo realizada na medida em que se evita a dupla condenação pelo mesmo fato. Eficácia de Sentença Estrangeira Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências, pode ser homologada no Brasil para: I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis; II - sujeitá-lo a medida de segurança. * Incisos "I" e "II", incluídos pela Lei nº 7.209, de Parágrafo único - A homologação depende: a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada; b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça. * Parágrafo único e alíneas "a" e "b", incluídos pela Lei nº 7.209, de Primando o legislador pela soberania estatal, determinou por meio deste mandamento legal da homologação da sentença estrangeira, denominado exequatur, realizado pelo Egrégio Superior Tribunal de Justiça STJ, que nada mais é do que a verificação de legalidade e adequação da sentença estrangeira aos moldes adequados e permitidos segundo as leis brasileiras. Contagem do Prazo e o Desprezo das Frações Contagem de Prazo Art O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. Frações não computáveis da Pena Art Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as frações de dia, e, na pena de multa, as frações de cruzeiro. Prazos penais são fatais, não se prorrogam não se respeitam sábados domingos nem feriados. E o primeiro dia entra no cômputo do prazo. Ex; prisão temporária de 5 dias, sendo que foi efetuada às 20:00h do dia primeiro dia do mês, terá que ser libertado até o dia 05. Em síntese conta-se o dia inicial e desconta-se o dia do final, uma pessoa que foi preso dia 20 e a duração seria um mês deveria ser posta em liberdade dia 19, e assim sucessivamente. A conta é efetuada pelo calendário comum. Ex: pena de 4 meses, que teve início de cumprimento em 10/05, conta-se assim: 10/05 10/06 10/07 10/08 09/09 Quanto à questão do mês pouco importa se tem 28, 29, 30 ou 31 dias, conta-se sempre como um mês, na questão do ano pouco importa se tenha 365 ou 366 é contado como um ano da mesma forma. Imaginemos que uma pessoa foi condenada a 4 anos de prisão em 20 de setembro de 2007, ela deverá sair in tese no dia 19 de setembro de

10 Legislação Especial Art As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo diverso. QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS Lei Penal no Tempo e no Espaço 1. [Anal. Jud.-(Ár. Jud.)-(CA01)-(T1)-TRE-CE/2012-FCC].(Q.55) NÃO é uma das condições necessárias dentre aquelas estabelecidas pelo Código Penal para aplicação da lei brasileira, ao crime cometido no estrangeiro praticado por brasileiro: a) entrar o agente no território nacional no prazo máximo de dois anos após o crime. b) ser o fato punível também no país onde foi praticado. c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro. 2. [Anal. Controle-(Ár. Jurídica)-(CA01)-(T1)-TCE-PR/2011- FCC].(Q.95) O princípio válido, tratando-se de sucessão de leis penais no tempo, na hipótese de que a norma posterior incrimina fato não previsto na anterior, é o da a) Abolitio criminis. b) Ultratividade. c) Irretroatividade. d) Retroatividade. e) Lei vigente na época no momento da prática de fato punível: Tempus regit actum. 3. [Procurador do MP-(CA01)-(T1)-TCE-SP/2011-FCC].(Q.56) No que concerne ao tempo do crime, a lei penal brasileira adotou a teoria a) da atividade. b) da ubiquidade. c) mista. d) do resultado. e) da subsidiariedade. 4. [Anal. Jud.-(Ár. Jud.)-(CA01)-(T1)-TRT-8ªREG-AP-PA/2010- FCC].(Q.70) José, brasileiro, cometeu crime de peculato, apropriando- se de valores da embaixada brasileira no Japão, onde trabalhava como funcionário público. Em tal situação, a) somente se aplica a lei brasileira se José não tiver sido absolvido no Japão, por sentença definitiva. b) somente se aplica a lei brasileira se José não tiver sido processado pelo mesmo fato no Japão. c) aplica-se a lei brasileira, independentemente da existência de processo no Japão e de entrada do agente no território nacional. d) a aplicação da lei brasileira, independe da existência de processo no Japão, mas está condicionada à entrada do agente no território nacional. e) aplica-se a lei brasileira, somente se for mais favorável ao agente do que a lei japonesa. 5. [Anal. Jud.-(Ár. Jud.)-(Esp. Exec. Mand.)-(CC03)-(T1)- TRT-8ªREG-AP-PA/2010-FCC].(Q.71) João cometeu um crime para o qual a lei vigente na época do fato previa pena de reclusão. Posteriormente, lei nova estabeleceu somente a sanção pecuniária para o delito cometido por João. Nesse caso, a) a aplicação da lei nova depende da expressa concordância do Ministério Público. b) aplica-se a lei nova somente se a sentença condenatória ainda não tiver transitado em julgado. c) não se aplica a lei nova, em razão do princípio da irretroatividade das leis penais. d) aplica-se a lei nova, mesmo que a sentença condenatória já tiver transitado em julgado. e) a aplicação da lei nova, se tiver havido condenação, depende do reconhecimento do bom comportamento carcerário do condenado. 6. [Analista-(Ár. Direito)-(CD04)-(T1)-MPE-SP/2010-FCC].(Q.56) Considere a hipótese de um crime de extorsão em andamento, em que a vítima ainda se encontra privada de sua liberdade de locomoção. Havendo a entrada em vigor de lei penal nova, prevendo aumento de pena para esse crime, a) terá aplicação a lei penal mais grave, cuja vigência é anterior à cessação da permanência do crime. b) terá aplicação a lei nova, em obediência ao princípio da ultratividade da lei penal. c) não poderá ser aplicada a lei penal nova, que só retroage se for mais benéfica ao réu. d) será aplicada a lei nova, em obediência ao princípio tempus regit actum. e) não será aplicada a lei penal mais grave, pois o direito penal não admite a novatio legis in pejus. 7. [Anal. Jud.-(Ár. Jud.)-(CA01)-(T1)-TRE-RS/2010-FCC].(Q.57) Dentre os casos de extraterritorialidade incondicionada da lei penal, previstos no Código Penal, NÃO se incluem os crimes cometidos: a) contra a fé pública da União. b) contra o patrimônio de autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço. d) em aeronaves ou embarcações brasileiras. e) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. 10

11 8. [Anal. Jud.-(Ár. Jud.)-(Esp. Exec. Mand.)-(CN)-(T1)-TRF- 4ªREG/2010-FCC].(Q.49) No que se refere à aplicação da lei penal, de acordo com o Código Penal, é certo que a) a homologação de sentença estrangeira para obrigar o condenado à reparação do dano, quando da aplicação de lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, depende de pedido da parte interessada. b) a lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, não se aplica ao fato praticado durante sua vigência. c) a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, salvo se decididos por sentença condenatória transitada em julgado. d) ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou a liberdade do Presidente ou do Vice-Presidente da República. e) a pena cumprida no estrangeiro é computada na pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é atenuada, quando idênticas. 9. [Auditor Fis. Trib. Est.-(CA01)-(T2)-SEFIN-RO/2010-FCC].(Q.89) Aplica-se a lei brasileira aos crimes cometidos a bordo de I. embarcações brasileiras de propriedade privada que estejam em mar territorial estrangeiro. II. aeronaves brasileiras a serviço do governo brasileiro que estejam em espaço aéreo estrangeiro. III. embarcações estrangeiras de propriedade privada que estejam em mar territorial brasileiro. Está correto o que se afirma APENAS em a) III. b) I e II. c) I e III. d) II. e) II e III. Contagem do Prazo e o Desprezo das Frações 10. [Anal. Jud.-(Ár. Jud.)-(Esp. Exec. Mand.)-(CES02)-(T1)- TRF-2ªREG/2012-FCC].(Q.41) Lucius foi condenado, pelo mesmo crime, no Brasil, à pena de três anos de reclusão e, no estrangeiro, à pena de um ano de reclusão. Cumpriu integralmente a pena imposta no outro país. Nesse caso, a pena imposta no Brasil a) será reduzida de um terço a um sexto. b) será atenuada, a critério do juiz. c) será reduzida em metade. d) não sofrerá qualquer redução. e) será reduzida a dois anos. 11. [Anal. Jud.-(Ár. Jud.)-(CA01)-(T1)-TRE-RN/2011-FCC].(Q.53) O prazo de natureza penal fixado em um mês, iniciado no dia 13 de janeiro de 2010, quarta-feira, expirou-se no dia a) 15 de fevereiro de 2010, segunda-feira. b) 14 de fevereiro de 2010, domingo. c) 13 de fevereiro de 2010, sábado. d) 12 de fevereiro de 2010, sexta-feira. e) 11 de fevereiro de 2010, quinta-feira. 12. [Anal.-(Ár. Adm.)-MPU/2007-FCC].(Q.46) A respeito da aplicação da lei penal, no que concerne à contagem dos prazos, de acordo com o Código Penal, é correto afirmar que a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo, mas inclui-se fração deste. b) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo, mas não se inclui fração deste. c) o dia do começo ou fração deste não se inclui no cômputo do prazo. d) o dia do começo ou fração deste inclui-se no cômputo do prazo. e) os prazos em meses são contados pelo número real de dias e não pelo calendário comum. 13. [Téc.-(Ár. Adm.)-MPU/2007-FCC].(Q.38) Luiz foi condenado à pena de 1 (um) ano de reclusão em outro país por crime cometido no Brasil. Após ter cumprido integralmente a pena, retornou ao território nacional e foi preso para cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão que lhe fora imposta, pelo mesmo fato, pela Justiça Criminal brasileira. Nesse caso, a pena cumprida no estrangeiro a) será somada à pena imposta no Brasil e o resultado dividido por dois, apurando-se o saldo a cumprir. b) não será descontada da pena imposta no Brasil, por se tratarem de condenações impostas em diferentes países. c) será considerada atenuante da pena imposta no Brasil, podendo o sentenciado cumpri-la em regime menos rigoroso. d) será descontada da pena imposta no Brasil e responderá o sentenciado pelo saldo a cumprir. e) isentará o autor do delito de cumprir qualquer pena no Brasil, por já tê-la cumprido no estrangeiro. 14. [Aud. Fiscal Trib. Munic. I-(P4)-PM-SP/2007-FCC].(Q.22) Na contagem dos prazos penais, a) inclui-se o dia do começo. b) considera-se como termo inicial a data da intimação. c) considera-se como termo inicial a data da juntada do mandado aos autos. d) considera-se como termo inicial o dia seguinte ao da intimação. e) descontam-se os feriados. 15. [Auditor de Contas Públicas-(Direito)-TCE-PB/2006- FCC].(Q.58) Com relação à aplicação da lei penal, considere as assertivas a seguir. I. No cômputo do prazo de cumprimento da pena privativa de liberdade, não se inclui o dia do começo, incluindose, porém, o do vencimento. II. Não se desprezam nas penas restritivas de direito as frações de dia. III. Desprezam-se na penas privativas de liberdade as frações de dia. Está correto o que se afirma APENAS em a) III. b) II. c) II e III. d) I e III. e) I e II. 11

12 GABARITOS (123 QUESTÕES) 1 DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL: 1.1 Lei Penal no Tempo. 1.2 Lei Penal no Espaço A C A C D A D A E E D D D A A 2 DO CRIME: 2.1 Conceito de Crime e seus Elementos. 2.2 Consumação e tentativa. 2.3 Desistência voluntária e arrependimento eficaz. 2.4 Arrependimento posterior. 2.5 Crime impossível. 2.6 Causas de exclusão de ilicitude e culpabilidade B B C C D E B A D A E E E A B D E A B B C A A D A B C D D D D E B B C D A D E C A A B 3 CONTRAVENÇÃO 1 2 C E C E 4 IMPUTABILIDADE PENAL A B D E E A A E A D 5 DOS CRIMES CONTRA A VIDA (Homicídio, Lesão Corporal e Rixa) C E B A E C A B D D A B 6 DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL (ameaça, seqüestro e cárcere privado) 1 A 7 DOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (furto, roubo, extorsão, apropriação indébita, estelionato e outras fraudes e receptação) B B C A A C E B D B D C D D E A 72

13 8 DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL E B D 9 DOS CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA (quadrilha ou bando) * Não foram encontradas questões da FCC que versassem exclusivamente sobre esse tema. 10 DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (peculato e suas formas, concussão, corrupção ativa e passiva, prevaricação, usurpação de função pública, resistência, desobediência, desacato, contrabando e descaminho) A E B B A E A B E B B D E E D E C B 11 LEGISLAÇÃO ESPARSA: LEI Nº 9.455/ E B E 73

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO

Leia mais

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor.

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. QUESTÕES DE DIREITO PENAL Aplicação da Lei Penal: princípios da legalidade e da anterioridade; a lei penal no tempo e no espaço;

Leia mais

1 Conflito de leis penais no tempo.

1 Conflito de leis penais no tempo. 1 Conflito de leis penais no tempo. Sempre que entra em vigor uma lei penal, temos que verificar se ela é benéfica ( Lex mitior ) ou gravosa ( Lex gravior ). Lei benéfica retroage alcança a coisa julgada

Leia mais

LEI PENAL NO TEMPO DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco

LEI PENAL NO TEMPO DIREITO PENAL. Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco LEI PENAL NO TEMPO DIREITO PENAL Cléber Masson + Rogério Sanches + Rogério Greco TEORIAS SOBRE O TEMPO DO CRIME ATIVIDADE RESULTADO UBIQUIDADE Considera-se praticado o crime no momento do resultado. Considera-se

Leia mais

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade

Chamamos esses fenômenos jurídicos de ultratividade da lei penal e retroatividade Conceito A lei penal, quanto à sua obrigatoriedade e efetiva vigência, está subordinada às mesmas regras que disciplinam as leis em geral: publicação oficial no Diário Oficial e decurso de eventual prazo

Leia mais

Questões Potenciais de Prova Direito Penal Emerson Castelo Branco

Questões Potenciais de Prova Direito Penal Emerson Castelo Branco Questões Potenciais de Prova Direito Penal Emerson Castelo Branco 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO PENAL - QUESTÕES POTENCIAIS DE PROVA! 1. Aplicação

Leia mais

(E) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. II. Da Aplicação da Lei Penal. 1. (Delegado PC-MA FCC) Tem efeito retroativo a lei que

(E) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. II. Da Aplicação da Lei Penal. 1. (Delegado PC-MA FCC) Tem efeito retroativo a lei que II. Da Aplicação da Lei Penal 1. (Delegado PC-MA FCC) Tem efeito retroativo a lei que (A) elimina circunstância atenuante prevista na lei anterior. (B) comina pena mais grave, mantendo a definição do crime

Leia mais

LEI PENAL X NORMA PENAL VIGÊNCIA A PERSECUÇÃO PENAL. -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: LEIS PENAIS INCOMPLETAS

LEI PENAL X NORMA PENAL VIGÊNCIA A PERSECUÇÃO PENAL. -A persecução penal no Brasil é dividia em 5 fases: LEIS PENAIS INCOMPLETAS 1 DIREITO PENAL PONTO 1: LEI PENAL X NORMA PENAL PONTO 2: VIGÊNCIA PONTO 3: FASES DA PERSECUÇÃO PENAL PONTO 4: LEIS PENAIS INCOMPLETAS PONTO 5: APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO PONTO 6: LEIS INTERMINTENTES

Leia mais

DIREITO PENAL. CONCURSO: Departamento Penintenciario Nacional CARGO: Agente PROFESSOR: Fabiana Höfke

DIREITO PENAL. CONCURSO: Departamento Penintenciario Nacional CARGO: Agente PROFESSOR: Fabiana Höfke CONCURSO: Departamento Penintenciario Nacional CARGO: Agente PROFESSOR: Fabiana Höfke Este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei n.º 9.610/1998, que altera, atualiza e

Leia mais

Fonte significa a origem de algo. Fonte do Direito Penal significa a origem do direito penal (como surge, como nasce o direito penal).

Fonte significa a origem de algo. Fonte do Direito Penal significa a origem do direito penal (como surge, como nasce o direito penal). NOÇÕES GERAIS Antes de entrarmos no estudo das principais questões sobre o Direito Penal, é necessário conhecermos algumas noções básicas desse ramo do direito, que são imprescindíveis para a correta compreensão

Leia mais

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE PB Autor: Dicler Forestieri Ferreira

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE PB Autor: Dicler Forestieri Ferreira Saudações aos amigos concurseiros que realizaram a prova do TRE PB. Analisei as questões de Direito Penal (área judiciária e área administrativa) e estou disponibilizando o comentário das mesmas. Na minha

Leia mais

1-1- Princípios da Legalidade e da Anterioridade.

1-1- Princípios da Legalidade e da Anterioridade. 1- APLICAÇÃO DA LEI PENAL 1-1- Princípios da Legalidade e da Anterioridade. No dia 26 de agosto de 1789, fase inicial da Revolução Francesa, foi aprovada pela Assembléia Nacional Constituinte a Declaração

Leia mais

Apostilas OBJETIVA - Técnico Ministerial / Sem Especialidade MP/PB Ministério Público do Estado da Paraíba Concurso 2015. Índice

Apostilas OBJETIVA - Técnico Ministerial / Sem Especialidade MP/PB Ministério Público do Estado da Paraíba Concurso 2015. Índice Índice PG. Princípios de Direito Penal... 02 Da Aplicação da Lei Penal... 04 Interpretação da Lei Penal... 14 Do Crime... 20 Da Imputabilidade Penal... 61 Do Concurso das Pessoas... 65 Das Penas... 70

Leia mais

DIREITO PENAL SERIADO I APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO. (2015 - FMP - DPE-PA - Defensor Público Substituto) Assinale a alternativa INCORRETA.

DIREITO PENAL SERIADO I APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO. (2015 - FMP - DPE-PA - Defensor Público Substituto) Assinale a alternativa INCORRETA. DIREITO PENAL SERIADO I APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO. Fala, pessoal. Beleza? Neste material, constam a justificativa, por escrito, do gabarito de cada questão. A explicação para os erros das demais

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) Reforma o Código Penal Brasileiro. Código Penal. O CONGRESSO

Leia mais

COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII 1. NOÇÕES GERAIS

COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII 1. NOÇÕES GERAIS COMPETÊNCIA CAPÍTULO VIII COMPETÊNCIA SUMÁRIO 1. Noções gerais; 2. Competência territorial (ratione loci); 2.1. O lugar da infração penal como regra geral (art. 70 CPP); 2.2. O domicílio ou residência

Leia mais

2. Regras do conflito de leis no tempo 2.1. Abolitio criminis descriminalização de condutas (Artigo 2º do

2. Regras do conflito de leis no tempo 2.1. Abolitio criminis descriminalização de condutas (Artigo 2º do Capítulo II Aplicação da Lei Penal Militar Sumário 1. Aplicação da lei penal militar no tempo 2. Regras do conflito de leis no tempo: 2.1. Abolitio criminis: descriminalização de condutas (Artigo 2º do

Leia mais

PONTO 1: Aplicação da Lei Penal no Tempo PONTO 2: Lei Processual Penal PONTO 3: Tempo do crime 1) APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO:

PONTO 1: Aplicação da Lei Penal no Tempo PONTO 2: Lei Processual Penal PONTO 3: Tempo do crime 1) APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO: 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Aplicação da Lei Penal no Tempo PONTO 2: Lei Processual Penal PONTO 3: Tempo do crime 1) APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO: Conflitos de Leis Penais no tempo: Direito intertemporal,

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga

PLANO DE ENSINO. Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015. Carga 1 PLANO DE ENSINO Disciplina Carga Horária Semestre Ano Teoria Geral do Direito Penal I 80 2º 2015 Unidade Carga Horária Sub-unidade Introdução ao estudo do Direito Penal 04 hs/a - Introdução. Conceito

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

Capítulo V Eficácia da Lei Penal no Tempo

Capítulo V Eficácia da Lei Penal no Tempo Parte Geral Capítulo V Eficácia da Lei Penal no Tempo 83 Capítulo V Eficácia da Lei Penal no Tempo QUESTÕES 01. (MPF Procurador da República/2008) NO TEMA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO: a) havendo

Leia mais

2.3. DA APLICAÇÃO DA LEI PENA NO ESPAÇO.

2.3. DA APLICAÇÃO DA LEI PENA NO ESPAÇO. 2.3. DA APLICAÇÃO DA LEI PENA NO ESPAÇO. Para tornar nosso trabalho facilitado não devemos esquecer que trataremos da lei penal e não da lei processual penal. Portanto, quando, por exemplo, a lei penal

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES Tiago Ghellar Fürst A nova Lei de Falências e Recuperação Judicial, que entrou em vigor no dia 09.06.2005 (Lei 11.101/2005, publicada no DOU

Leia mais

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas.

Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. Programa de DIREITO PENAL I 2º período: 80 h/a Aula: Teórica EMENTA Introdução ao direito penal. Aplicação da lei penal. Fato típico. Antijuridicidade. Culpabilidade. Concurso de pessoas. OBJETIVOS Habilitar

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO CURSO

PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIREITO PENAL - PDF Duração: 09 semanas 01 aula por semana. Início: 04 de agosto Término: 06 de outubro Professor: JULIO MARQUETI PROGRAMAÇÃO DO CURSO DIA 04/08 - Aula 01 Aplicação da Lei Penal no tempo.

Leia mais

DICAS DE DIREITO PENAL. Parte Geral. - art. 5º, XXXIX, XL, XLII, XLIII, XLIV, XLV, XLVI, XLVII, CF

DICAS DE DIREITO PENAL. Parte Geral. - art. 5º, XXXIX, XL, XLII, XLIII, XLIV, XLV, XLVI, XLVII, CF DICAS DE DIREITO PENAL Parte Geral - art. 5º, XXXIX, XL, XLII, XLIII, XLIV, XLV, XLVI, XLVII, CF - diferenciar meios de INTERPRETAÇÃO da lei penal e MEIOS DE INTEGRAÇÃO da lei penal - princípio da legalidade

Leia mais

AULA 1 LEI PENAL NO TEMPO

AULA 1 LEI PENAL NO TEMPO AULA 1 LEI PENAL NO TEMPO EM REGRA, aplica-se a lei penal vigente ao tempo da prática do fato criminoso, de acordo com o princípio do tempus regit actum. Quer-se dizer que a lei penal produzirá efeitos,

Leia mais

DIREITO PENAL MILITAR

DIREITO PENAL MILITAR DIREITO PENAL MILITAR Objetivos: Definir direito penal e direito penal militar; Distinguir direito penal militar das demais denominações do direito e dos demais direitos e ciências afins; Distinguir lei

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

Capítulo 1 Notas Preliminares...1

Capítulo 1 Notas Preliminares...1 S u m á r i o Capítulo 1 Notas Preliminares...1 1. Introdução... 1 2. Finalidade do Direito Penal... 2 3. A Seleção dos Bens Jurídico-Penais... 4 4. Códigos Penais do Brasil... 5 5. Direito Penal Objetivo

Leia mais

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença

Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Doutrina - Omissão de Notificação da Doença Omissão de Notificação da Doença DIREITO PENAL - Omissão de Notificação de Doença CP. Art. 269. Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja

Leia mais

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Prof. Sandro Caldeira Prezado(a) aluno(a), Na nossa primeira aula abordamos um roteiro de teses defensivas que iremos treinar durante

Leia mais

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO Professor Márcio Widal 1. Introdução. A perseguição do crime pelo Estado não pode ser ilimitada no tempo, por força, inclusive, da garantia da presunção de inocência. Além disso, o Estado deve

Leia mais

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça.

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Penal / Aula 11 Professor: Elisa Pittaro Conteúdo: Foro por Prerrogativa de Função; Conexão e Continência. 3.5 Foro por Prerrogativa de Função: b) Juízes

Leia mais

DISCIPLINA: DIREITO PENAL

DISCIPLINA: DIREITO PENAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROCURADORIA-GERAL DO ESTADO DISCIPLINA: DIREITO PENAL QUESTÃO Nº 109 Protocolo: 11913003657-0 Não existe qualquer erro material na questão. Nada a ser alterado. O recorrente

Leia mais

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL Súmula 711: A Lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.

Leia mais

DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA

DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA O Princípio da Territorialidade Temperada informa a aplicação da lei penal brasileira aos crimes cometidos no território nacional I, mas não é absoluta, admitindo

Leia mais

RICARDO S. PEREIRA DIREITO PENAL TEORIA, LEGISLAÇÕES 123 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS. 1ª Edição SET 2013

RICARDO S. PEREIRA DIREITO PENAL TEORIA, LEGISLAÇÕES 123 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS. 1ª Edição SET 2013 RICARDO S. PEREIRA DIREITO PENAL TEORIA, LEGISLAÇÕES 123 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS Teoria, Legislações e Seleção das Questões: Prof. Ricardo S. Pereira Organização e Diagramação: Mariane

Leia mais

DIREITO PENAL. Professora: Maria de Fátima Pereira. 1ª Aula. 1. Introdução

DIREITO PENAL. Professora: Maria de Fátima Pereira. 1ª Aula. 1. Introdução DIREITO PENAL Professora: Maria de Fátima Pereira 1ª Aula 1. Introdução Direito Penal é o conjunto de normas jurídicas que regulam o poder punitivo do Estado, tendo em vista os fatos de natureza criminal

Leia mais

1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Crimes Contra a Administração Pública 1. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Crimes contra a Administração Pública impedem a progressão de regime sem a reparação do dano. A reparação

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI 2015 Disciplina: Direito Penal III Departamento III Direito Penal e Direito Processo Penal Carga Horária Anual: 100 h/a Tipo: Anual 4º ano Docente Responsável: Gustavo

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

Autor: André Gomes Rabeschini

Autor: André Gomes Rabeschini Artigos Jurídicos Autor: André Gomes Rabeschini PRISÕES CAUTELARES André Gomes Rabeschini Funcionário Publico do Estado de São Paulo, Bacharel em Direito pela Universidade Nove de Julho, Especializando

Leia mais

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal)

Quadro comparativo do Projeto de Lei do Senado nº 236, de 2012 (projeto do novo Código Penal) 1 Decreto-Lei nº 2.848, de 7.12.1940 (Código Penal) PARTE GERAL PARTE GERAL TÍTULO I TÍTULO I DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL Anterioridade da Lei Legalidade Art. 1º - Não há crime sem

Leia mais

PRESCRIÇÃO PENAL: COMO CALCULAR O PRAZO PRESCRICIONAL?

PRESCRIÇÃO PENAL: COMO CALCULAR O PRAZO PRESCRICIONAL? PRESCRIÇÃO PENAL: COMO CALCULAR O PRAZO PRESCRICIONAL? Celso Duarte de MEDEIROS Júnior 1 Claudete Martins dos SANTOS 2 João Aparecido de FREITA 3 PRESCRIÇÃO PENAL: COMO CALCULAR O PRAZO PRESCRICIONAL?

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla,

Leia mais

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: COMENTÁRIOS DA PROVA Questões da prova de Oficial de Justiça PJ-H/2014 Questão 48 (art. 325) Questão 47 (art. 312 parágrafo segundo) QUESTÃO 48 - GABARITO: D QUESTÃO 47 - GABARITO: C CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

1. Desdobramentos do princípio da legalidade

1. Desdobramentos do princípio da legalidade 1. Desdobramentos do princípio da legalidade De acordo com a garantia da legalidade penal que se concretiza tecnicamente pelos tipos penais -, não há ação, ainda que bastante reprovável socialmente, que

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de Renata, mediante

Leia mais

APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL

APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL ART.2º- A LEI PROCESSUAL PENAL APLICAR-SE-Á DESDE LOGO, SEM PREJUÍZO DA VALIDADE DOS ATOS REALIZADOS SOB A VIGÊNCIA DA LEI ANTERIOR APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL EFICÁCIA

Leia mais

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO WILDO

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO WILDO ORIGEM : 37ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO - PE RELATÓRIO O Sr. Des. Fed. FRANCISCO WILDO (Relator): Tratam-se de apelações criminais interpostas por ROMERO SANTOS VERAS e ROMERO SALES GOMES em face de sentença

Leia mais

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 Sumário Prefácio... 11 Apresentação dos autores... 13 Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 1. Para entender a lei... 26 2. Aspectos gerais... 28 2.1 Fundamento constitucional... 28 2.2 A Lei dos

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Durante o carnaval do ano de 2015, no mês de fevereiro, a família de Joana resolveu viajar para comemorar o feriado, enquanto Joana, de 19 anos, decidiu ficar em

Leia mais

Aula 00 - Direito Penal para o TRE-MA. - Teoria e exercícios. - Professor: Rafael Augusto

Aula 00 - Direito Penal para o TRE-MA. - Teoria e exercícios. - Professor: Rafael Augusto Aula 00 - Direito Penal para o TRE-MA. -. - Professor: AULA 00: Aplicação da lei penal. Sumário 1.Apresentação.... 3 1.1.A Banca.... 4 1.2.Metodologia das aulas.... 5 1.3.Observações finais.... 6 2.Conteúdo

Leia mais

Súmulas em matéria penal e processual penal.

Súmulas em matéria penal e processual penal. Vinculantes (penal e processual penal): Súmula Vinculante 5 A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 9 O disposto no artigo

Leia mais

Código Penal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: PARTE GERAL

Código Penal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: PARTE GERAL Legenda: Código Penal. DECRETO-LEI N o 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940. Texto em preto: Texto em azul: Texto em verde: Texto em vermelho: Redação original (sem modificação) Redação dos dispositivos alterados

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará Cacildo Baptista Palhares Júnior: advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará 21. Para formação do nexo de causalidade, no

Leia mais

PRESCRIÇÃO PENAL: ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO

PRESCRIÇÃO PENAL: ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO PENAL: ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO Celso Duarte de MEDEIROS Júnior 1 Claudete Martins dos SANTOS 2 João Aparecido de FREITA 3 PRESCRIÇÃO PENAL: ESPÉCIES DE PRESCRIÇÃO Este trabalho mostrará as tratativas

Leia mais

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03

CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 1. IDENTIFICAÇÃO PERÍODO: 3 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 03 CRÉDITO: 03 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 45 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO PENAL I (1ª PARTE- TEORIA DO CRIME) NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Ciências Penais,

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO II. Disciplina: TEORIA GERAL DO DIREITO PENAL (D-11) Área: Ciências Sociais Período: Segundo Turno: matutino/noturno Ano: 2013-1 Carga Horária: 72 H; Créd.: 04

Leia mais

TCU ACE 2008 DIREITO PENAL Prof. Dicler Forestieri

TCU ACE 2008 DIREITO PENAL Prof. Dicler Forestieri Caros concurseiros, é com imensa satisfação que hoje trago os comentários da prova de Direito Penal do cargo de Analista de Controle Externo do TCU, aplicada pelo CESPE/UnB no último fim de semana. Tenha

Leia mais

A lei penal no tempo e lei penal no espaço

A lei penal no tempo e lei penal no espaço A lei penal no tempo e lei penal no espaço MATERIAL DA AULA DE DIREITO PENAL DO PROFESSOR ALEXANDRE VICTOR DE CARVALHO CONTEÚDO DA AULA MINISTRADA NO DIA 01/09/07 3.1.7 - Normas penais em branco e direito

Leia mais

Funções: 1ª) Proteção aos bens jurídicos. Bens Jurídicos são os interesses, os valores protegidos pela norma penal; 2ª) Manutenção da paz social.

Funções: 1ª) Proteção aos bens jurídicos. Bens Jurídicos são os interesses, os valores protegidos pela norma penal; 2ª) Manutenção da paz social. DIREITO PENAL O Direito Penal é o conjunto de princípios e normas que disciplinam o crime, as contravenções, a pena e a medida de segurança. Funções: 1ª) Proteção aos bens jurídicos. Bens Jurídicos são

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV AULA DIA 25/05/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com DIREITO PROCESSUAL PENAL IV Procedimento Sumaríssimo (Lei 9.099/95) - Estabelece a possibilidade de conciliação civil,

Leia mais

Exercícios de fixação

Exercícios de fixação 1. (UFMT) As infrações penais se dividem em crimes e contravenções. Os crimes estão descritos: a) na parte especial do Código Penal e na Lei de Contravenção Penal. b) na parte geral do Código Penal. c)

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

CÓDIGO PENAL DECRETO-LEI N.º 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940.

CÓDIGO PENAL DECRETO-LEI N.º 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940. CÓDIGO PENAL DECRETO-LEI N.º 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: Anterioridade da lei PARTE

Leia mais

Extraterritorialidade condicionada (art. 7º, 2º, CP): Caso Márcio Scherer.

Extraterritorialidade condicionada (art. 7º, 2º, CP): Caso Márcio Scherer. Dupla condenação ( non bis in idem ) filme Risco Duplo Sinopse Libby Parsons (Ashley Judd) sai para velejar com o marido e adormece. Ao acordar, sozinha, está com o roupão manchado de sangue e uma faca

Leia mais

Aplicação da Lei Penal Militar

Aplicação da Lei Penal Militar Aplicação da Lei Penal Militar De acordo com o artigo 2º, 1º do CPM, "a lei posterior que, de qualquer outro modo, favorece o agente, aplica-se retroativamente, ainda quando já tenha sobrevindo sentença

Leia mais

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL.

Assim, o bem jurídico tutelado é o meio ambiente natural, cultural, artificial e do trabalho, englobáveis na expressão BEM AMBIENTAL. ASPECTOS DA TUTELA PENAL DO AMBIENTE 1. Introdução Como conseqüência da consciência ambiental, o legislador brasileiro não só previu a proteção administrativa do meio ambiente e a denominada tutela civil

Leia mais

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO

TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO TEMA: CRIME CONSUMADO E CRIME TENTADO CRIME CONSUMADO Significado: Terminar, acabar. Importância: Termo inicial da prescrição e na competência territorial (não esquecer da teria da ubiqüidade quanto ao

Leia mais

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: LEI DOS CRIMES HEDIONDOS Dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos do art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, e determina outras

Leia mais

FADIVA - FACULDADE DE DIREITO DE VARGINHA

FADIVA - FACULDADE DE DIREITO DE VARGINHA ARTIGO JURÍDICO PRESCRIÇÃO PENAL Aluna: Luciana Mansur Haddad Professora: Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho RESUMO: o presente resumo estudará primeiramente o conceito de Prescrição Penal, para,

Leia mais

GABARITO DIREITO Processual Penal e Penal Professor Emílio Oliveira

GABARITO DIREITO Processual Penal e Penal Professor Emílio Oliveira GABARITO DIREITO Processual Penal e Penal Professor Emílio Oliveira QUESTÕES PROCESSO PENAL 1- É possível a incomunicabilidade do indiciado na atual conjuntura constitucional brasileira? Segundo o art.

Leia mais

CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL REPUBLICA RIO GRANDENSE 20 DE SETEMBRO 1835 DE E S TA D O D O R I O G R A N D E D O S U L P O D E R J U D I C I Á R I O T R I B U N A L D E J U S T I Ç A CP ATUALIZADO ATÉ 06-05-10 CPP ATUALIZADO ATÉ 26-04-10

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal

Prof. José Nabuco Filho. Direito Penal Direito Penal 1. Apresentação José Nabuco Filho: Advogado criminalista em São Paulo, mestre em Direito Penal 1 (UNIMEP), professor de Direito Penal desde 2000. Na Universidade São Judas Tadeu, desde 2011,

Leia mais

1. PRINCÍPIOS. 2. NORMAS PENAIS.

1. PRINCÍPIOS. 2. NORMAS PENAIS. 1. PRINCÍPIOS. Princípio da Legalidade: os tipos penais só podem ser criados através de lei em sentido estrito. Princípio da Anterioridade: a lei penal só pode ser aplicada quando tem origem ANTES da conduta

Leia mais

Resumo PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO

Resumo PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO Fases de aplicação da pena: 1ª) Fixação da pena-base: artigo 59 do CP; Resumo PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO 2ª) Sobre a pena-base, o juiz busca a pena intermediária: arts. 61/62 (circunstâncias agravantes)

Leia mais

FUNDAÇÃO ESCOLA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Armando Antonio Sobreiro Neto

FUNDAÇÃO ESCOLA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ DIREITO PROCESSUAL PENAL Professor Armando Antonio Sobreiro Neto DIREITO PENAL MILITAR NOÇÕES PREAMBULARES Conformação Constitucional: Lei Federal nº 6.880-09.12.80 - Estatuto dos Militares: Art. 14 - A hierarquia e a disciplina são a base institucional das Forças Armadas.

Leia mais

DIREITO PENAL. Apostila 01. ão, fontes. Profº.. HEBER LIMA NEVES

DIREITO PENAL. Apostila 01. ão, fontes. Profº.. HEBER LIMA NEVES DIREITO PENAL Apostila 01 Assunto 01: Conceito, aplicação ão, fontes Assunto 02: Crimes: definição ão, sujeitos, formas de punição Profº.. HEBER LIMA NEVES A lei penal deve ser clara, precisa, atual e

Leia mais

DIREITO PENAL I 1ª QUESTÃO: Assinale a opção INCORRETA:

DIREITO PENAL I 1ª QUESTÃO: Assinale a opção INCORRETA: DIREITO PENAL I 1ª QUESTÃO: a) Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. b) A função

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Aspectos penais em tópicos sintéticos: QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO?

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Aspectos penais em tópicos sintéticos: QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO? Do que trata? * Crimes contra a administração pública, cometidos por funcionário público. QUEM É O FUNCIONÁRIO PÚBLICO OU EQUIPARADO? Considera-se funcionário público, para os efeitos penais (Conforme

Leia mais

EXTENSIVO PLENO Direito Internacional Prof. Diego Pereira Machado

EXTENSIVO PLENO Direito Internacional Prof. Diego Pereira Machado MATERIAL DE AULA NACIONALIDADE Nacionalidade é o vínculo jurídico-político que liga um indivíduo a um determinado Estado, permitindo que ele (nacional) desfrute de direitos e submeta-se a obrigações. Princípio

Leia mais

Questões relevantes Parte Especial CP

Questões relevantes Parte Especial CP Direito Penal 1ª Fase OAB/FGV Aula 5 Professor Sandro Caldeira Questões relevantes Parte Especial CP Crimes contra a honra Crimes contra o patrimônio; Crimes contra a dignidade sexual; Crimes praticados

Leia mais

PONTO 1: Concursos de Crimes: 1) Distinção 2) Conceito. 3) Espécies de concursos de crimes:

PONTO 1: Concursos de Crimes: 1) Distinção 2) Conceito. 3) Espécies de concursos de crimes: 1 DIREITO PENAL PONTO 1: Concursos de Crimes: 1) Distinção 2) Conceito 3) Espécies de concursos de crimes 4) Natureza Jurídica 5) Sistemas de aplicação da pena 6) Concurso Material ou Real 7) Concurso

Leia mais

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE MS Autor: Dicler Forestieri Ferreira

COMENTÁRIOS DAS PROVAS DE DIREITO PENAL DO TRE MS Autor: Dicler Forestieri Ferreira Caros amigos batalhadores pela aprovação no concurso público, abaixo segue a resolução das provas de Direito Penal aplicadas pela Fundação Carlos Chagas (FCC) no último fim de semana em virtude do concurso

Leia mais

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª-

L G E ISL S A L ÇÃO O ES E P S EC E IAL 8ª ª- DIREITO PENAL IV LEGISLAÇÃO ESPECIAL 8ª - Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 Direito penal Iv 2 ROUBO 3 - Roubo Qualificado/Latrocínio 3º Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de

Leia mais

Aula 00 Aula Demonstrativa

Aula 00 Aula Demonstrativa Aula 00 Aula Demonstrativa Caros concursandos de todo Brasil, sejam bem-vindos! Caros concursandos de todo Brasil, sejam bem-vindos! É com grande felicidade que inicio mais este curso aqui no Ponto, com

Leia mais

1001 Questões Comentadas Direito Penal CESPE Eduardo Neves e Pedro Ivo

1001 Questões Comentadas Direito Penal CESPE Eduardo Neves e Pedro Ivo 2 Sumário Capítulo 1 Princípios do Direito Penal Questões 1 a 27. Capítulo 2 Aplicabilidade da Lei Penal Questões 28 a 77. Capítulo 3 Teoria Geral do Crime Questões 78 a 295. Capítulo 4 Imputabilidade

Leia mais

UNIDADE: FACULDADE DE DIREITO DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

UNIDADE: FACULDADE DE DIREITO DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Í N D I C E Código Disciplina Página DIR 05-00188 Direito Penal I 2 DIR 05-00361 Direito Penal II 3 DIR 05-00528 Direito Penal III 4 DIR 0-00684 Direito Penal IV 5 DIR 05-07407

Leia mais

Aula 00 Aula Demonstrativa

Aula 00 Aula Demonstrativa Aula 00 Aula Demonstrativa Caros concursandos de todo Brasil, sejam bem-vindos! É com grande felicidade que inicio mais este curso aqui no Ponto, com foco total no concurso para a Polícia Civil do Distrito

Leia mais

RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. 1ª Edição OUT 2012

RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. 1ª Edição OUT 2012 RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS TEORIA 38 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS Teoria e Seleção das Questões: Prof. Ricardo S. Pereira Organização e Diagramação: Mariane dos Reis 1ª

Leia mais

A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS

A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS A PRESCRIÇÃO SOB A ÉGIDE DA NOVA LEI DE FALÊNCIAS Com a entrada em vigor, em maio de 2005, da nova lei que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência das empresas (Lei 11.101 de 09.02.2005),

Leia mais

Questões de Processo Penal

Questões de Processo Penal Questões de Processo Penal 1º) As Contravenções Penais (previstas na LCP) são punidas com: a) ( ) Prisão Simples; b) ( ) Reclusão; c) ( ) Detenção; d) ( ) Não existe punição para essa espécie de infração

Leia mais

CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL ATUALIZADOS ATÉ 24-03-15 8ª EDIÇÃO Porto Alegre, junho de 2015. EXPEDIENTE Publicação do Tribunal

Leia mais

EFICÁCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES

EFICÁCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES EFICÁCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES 1 INTRODUÇÃO Sabendo que um fato punível pode, eventualmente, atingir os interesses de 2 ou mais Estados soberanos (percorrer mais de um país),

Leia mais