Que venha Boas festas, boa leitura e um ótimo ano a todos nós!

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2 Carta do presidente Diretoria Presidente: Domingos Martins Vice-presidente: Claudio de Oliveira Secretário: Olavio Lepper Tesoureiro: João Roberto Welter Suplentes: Luiz Adalberto Stabile Benicio, Ciliomar Tortola, Vallter Pitol e Roberto Kaefer Conselheiros fiscais Efetivos: Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro, Dilvo Grolli e Edno Guimarães Suplentes: Rogerio Wagner Martini Gonçalves, Celio Batista Martins Filho e Marcos Aparecido Batista Delegados representantes efetivos: Domingos Martins e Luiz Adalberto Stabile Benicio Suplentes: Ciliomar Tortola e Paulo Cesar Massaro Thibes Cordeiro Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná Av. Cândido de Abreu, Salas 303/304 Curitiba/PR - CEP: Tel.: sindiavipar.com.br Fale conosco Se você tem alguma sugestão, crítica, dúvida ou deseja anunciar na revista Avicultura do Paraná, escreva para nós: Ed. nº 43 - Nov/Dez 2014 Que venha 2015 Chegamos ao fim do ano. Mas não só isso: chegamos ao fim de mais um bom ano. Em 2014, a avicultura do Paraná demonstrou novamente sua força, apresentando novos recordes e consolidando o estado como o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil. Tivemos também mais uma prova de como a nossa indústria atua unida durante o Workshop da Avicultura Paranaense 2014, que cresceu, bateu recorde de público e reforçou a nossa importância para todo o país, conforme você acompanha a partir da página 24. E o balanço da segunda edição da Expedição Avicultura, na página 20, projeto técnico-jornalístico realizado pela Gazeta do Povo com apoio do Sindiavipar, mostra o quanto a avicultura do Paraná ainda tem espaço para crescer. Que venha Por isso, estaremos prontos para continuar arregaçando as mangas em busca de grandes resultados. Boas festas, boa leitura e um ótimo ano a todos nós! Domingos Martins Presidente do Sindiavipar NOVIDADE: Agora você pode acessar a revista Avicultura do Paraná com seu celular. Baixe um leitor de QR CODE e aponte para a figura ao lado. Foto: Sindiavipar Expediente As matérias desta publicação podem ser reproduzidas, desde que citadas as fontes. selo SFC Produção: Centro de Comunicação centrodecomunicacao.com.br Jornalista responsável: Guilherme Vieira (MTB-PR: 1794) Colaboração: Allan Oliveira, Bruna Robassa, Camila Tsubauchi, Gabriela Titon, Giórgia Gschwendtner, Leonardo Gonçalves Design e diagramação: Cleber Brito Comunicação e Marketing: Mônica Fukuoka Impressão: Maxi Gráfica

3 10 Entrevista Seções Foto: Sindiavipar Ministério da Agricultura O coordenador de sanidade avícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Bruno Pessamilio, conversou com a revista Avicultura do Paraná para comentar sobre os 20 anos do Programa Nacional de Sanidade Avícola, além de outras normativas sanitárias. Espaço Sindiavipar...04 Canal aberto...05 Radar...06 Ciência Agenda...08 Observatório Capa Workshop O Workshop da Avicultura Paranaense 2014 cresceu, bateu recorde de público e reforçou a importância do Paraná para o desenvolvimento da indústria avícola brasileira. Entre os principais destaques do evento, Francisco Turra apresentou palestra com as principais perspectivas da avicultura para Foto: Giuliano Gomes/Gazeta do Povo Entrevista...10 Fiep...12 Eventos...14 ABPA...16 Sustentabilidade...18 Expedição...20 Adapar Artigo técnico Logística reversa A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelece a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos por parte dos fabricantes. O analista ambiental do Grupo GTFoods, Fábio Guerlles, escreveu artigo para exemplificar a dimensão do tema. Capa Apavi...30 Artigo técnico...32 Unifrango Entidades Avicultores unidos O sistema de integração entre produtores e indústrias ganhou recentemente uma entidade representativa a nível nacional: a Associação Brasileira de Avicultores Integrados, a Abai. A revista Avicultura do Paraná entrevistou o presidente da entidade para saber quais são as reivindicações. Foto: Agrostock Entidades...38 Mito ou verdade?...40 Ciência e tecnologia...42 Associados...44 Notas e registros...46 Culinária...48 Estatísticas...50

4 Espaço Sindiavipar setembro Reunião com o Ministro 16/09: O diretor executivo do Sindiavipar Icaro Fiechter esteve presente durante visita do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, no estado do Paraná. Geller visitou a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), em Curitiba, e a Associação dos Funcionários da Coopavel, Cooperativa Agroindustrial, em Cascavel. Ele ressaltou a importância do estado na produção de trigo no Brasil, que este ano deve produzir, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 3,9 milhões de toneladas, e destacou as medidas do Ministério em relação à venda do produto. De acordo com dados da Organização das Cooperativas do Brasil, o Paraná possui aproximadamente 81 cooperativas agropecuárias, que são responsáveis por 55% da economia agrícola do estado. São mais de 140 mil cooperados em todo o Paraná. OUTUBRO Workshop da Avicultura Paranaense /10: O Sindiavipar realizou próximo do fim de outubro a terceira edição de seu workshop, desta vez em parceria com a Associação Paranaense de Avicultura (Apavi) e batizado com o nome de Workshop da Avicultura Paranaense O evento bateu recorde de público, com mais de 200 participantes. Para a coordenadora de comunicação e marketing do Sindicato, Mônica Fukuoka, o evento demonstra a determinação da instituição para promover a capacitação técnica da indústria. Mais do que a liderança avícola brasileira, o Workshop demonstra que o Paraná está olhando para o futuro, algo que se ratifica pela adesão maciça de todos os elos da indústria, analisou Mônica. 4 sindiavipar.com.br

5 Espaço Sindiavipar Destaques na imprensa 24/10: O Workshop da Avicultura Paranaense 2014 foi o grande destaque de imprensa do Sindiavipar nos meses de setembro e outubro, com repercussão nacional. O evento contou com a cobertura em tempo real da revista Globo Rural, além de ter sido pauta de veículos como Valor Econômico, Gazeta do Povo, TV Globo, TV Band, entre outros segmentados pelo agronegócio. O nosso papel Canal aberto Os sindicatos surgiram durante a primeira Revolução Industrial como uma forma de estabelecer melhores parâmetros de trabalho entre os sindicalizados e seus patrões. Ou seja: o sindicato é uma forma de unir forças em prol de uma maioria. E, nesse sentido, o trabalho executado pelo Sindiavipar que representa as indústrias não é nem um pouco diferente. Isso porque, embora muitas pessoas se esqueçam, nossa instituição trabalha em benefício de um segmento que emprega mais de 660 mil pessoas no Paraná, garantindo-lhes seu sustento e proporcionando qualidade de vida. Queremos o melhor para todos. É por isso que nós apoiamos a criação da Associação Brasileira dos Avicultores Integrados (Abai), como você confere nesta edição da revista Avicultura PR. Além disso, o Sindiavipar está em constante preocupação com o meio ambiente ao nosso redor; prova disso é a importância que temos garantido para o plano de logística reversa, em desenvolvimento por uma frente de trabalho criada por nossos associados. Mas para que esse bom trabalho continue, a instituição depende de todos. Por isso é vital a comunicação entre seus membros, porque o Sindiavipar está à disposição e só existe para o trabalho em prol de seus associados. Dedique uma atenção especial aos nossos comunicados e convocações. Com isso, todos nós só temos a ganhar. Icaro Fiechter Diretor executivo do Sindiavipar Foto: Sindiavipar sindiavipar.com.br 5

6 Radar O que foi notícia A edição n 14, de janeiro/fevereiro de 2010, da revista Avicultura do Paraná, trazia em sua capa matéria que abordava a abertura de novos mercados para a avicultura, com a visita de empresários brasileiros ao México. Coincidentemente, o assunto tem relação direta com o tema de capa da edição anterior, em que abordamos as perspectivas de crescimento para a indústria avícola do Paraná, com a queda dos custos dos insumos e a necessidade russa de maior importação de carne de frango do Brasil. Pode-se fazer ainda uma relação de como a avicultura do estado, segue em sua franca expansão, uma característica que, à mesma época do ano retratado, buscava estabelecer contato com o parceiro Mexicano, e hoje, almeja voos no mercado Russo. Atualmente, o setor prossegue seu rumo da busca de novos mercados e parceiros, e consequentemente, o fortalecimento de todo o mercado Avicultor paranaense. E você pode ter acesso a todo esse conteúdo também: Basta acessar sindiavipar.com.br/revista para conhecer todas as edições da publicação. Não perca tempo, acesse já! Fotos: César Machado fotos.indd :42:15 fotos.indd :42:15 fotos.indd :42:15 UMa Foto perfeita CaUsa UMa ótima impressão o melhor e mais completo banco de imagens do agronegócio. suínos, aves, bovinos, culturas, alimentos, carnes, maquinário, etc. fotos.indd :42:15

7 Ciência Bouba aviária A doença tem grande grau de ocorrência no verão A Bouba Aviária (BA) é uma doença infecciosa viral das aves, caracterizada por lesões crostosas nodulares nas partes desprovidas de penas (bouba cutânea) e por lesões diftéricas no trato respiratório e digestivo superior (bouba diftérica). Tem grande grau de ocorrência com a chegada do verão. Os principais sintomas apresentados são: febre, tristeza e penas arrepiadas, nódulos na crista, barbelas, cabeças, pernas e pés, lesões ao redor das narinas, que podem levar à produção de catarro, lesões sobre as pálpebras que podem produzir lacrimejamento e, eventualmente, perda da visão e também placas e bolhas na boca. O agente etimológico da doença é o vírus do gênero Avipoxvirus, da família Poxviridae. O vírus é bastante resistente no meio ambiente e a desinfetantes. Ele infecta células epiteliais formando inclusões citoplasmáticas eosinofílicas, denominados corpúsculo de Bollinger, que são facilmente detectados no exame histopatológico. A disseminação do vírus da BA entre aves do mesmo lote é relativamente lenta. O período de incubação varia de 5 a 10 dias. Acredita-se que a principal porta de entrada do vírus são as lesões cutâneas, causadas na maioria das vezes por brigas, insetos ou por ação mecânica. No pico da viremia, as aves poderão manifestar prostração e mortalidade na ausência de quadro clínico. O diagnóstico presuntivo da BA é feito com base no histórico do lote e pela presença de lesões cutâneas na pele da cabeça, barbela, crista e outras áreas não cobertas de penas. O diagnóstico definitivo é feito pelo isolamento do vírus ou pela caracterização histológica da lesão. Não existe tratamento efetivo para aves infectadas com o vírus da BA. Devido à difusão lenta do vírus, em caso de diagnóstico no início dos sinais clínico, a vacinação do resto do plantel e plantéis vizinhos pode auxiliar no controle do surto. Já a prevenção da doença pode ser feita além do isolamento e biossegurança, pode-se utilizar vacina. O controle de condições ambientais de manejo, tais como: excesso de lotação, excesso de calor, alta intensidade de luz e boa debicagem evitam o canibalismo e contribuem para prevenir o aparecimento do BA ou diminuir a severidade dos surtos. Fonte: Manual de Doenças de Aves, Alberto Back sindiavipar.com.br 7

8 Agenda Show Rural 2015 Data: 02 a 06 de fevereiro de 2015 Local: BR 277 KM 577, Cascavel (PR) Realização: Coopavel Informações: (45) Site: showrural.com.br Avesummit º da Avicultura Brasileira Data: 10 e 11 de março de 2015 Local: Shopping Ribeirão Preto (SP) Realização: Safeway Informações: (19) Site: avesummit.com.br Feira Internacional de Produção e Processamento de Proteína Animal ( FIPPPA) Data: 28 a 30 de abril de 2015 Local: Expo Trade Convention Center - Curitiba (PR) Realização: Promotrade e Gessulli Site: fipppa.com Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura - Siavs Data: 28 a 30 de julho de 2015 Local: Anhembi Parque / São Paulo (SP) Realização: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) Informações: (11) Site: abpa-br.com.br/siavs Quer divulgar seu evento aqui? Entre em contato conosco pelo ou ligue (41) Brasil: segundo maior produtor avícola mundial em 2015 Em suas primeiras previsões sobre a produção das três principais carnes para o próximo exercício, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) visualiza o Brasil como segundo produtor mundial de carne de frango, atrás apenas dos EUA e ultrapassando a China, atual ocupante do segundo posto. A ascensão brasileira à segunda posição na produção mundial de carne de frango decorre de dois fatores distintos. De um lado, aumento da própria produção brasileira em índice próximo de 3,5% - o que elevaria o volume de 12,680 milhões de toneladas (estimativa para 2014) para 13,115 milhões de toneladas. E, de outro lado, a estagnação da produção chinesa, que tende a repetir os números de 2014, permanecendo em 13 milhões de toneladas. Novo site do Grupo Pioneiro O Grupo Pioneiro acaba de lançar um novo site institucional. A página foi reformulada e ganhou um design mais moderno e usual, para facilitar a navegação. O principal objetivo é se adequar às novas tecnologias. Agora, a página é responsiva, ou seja, o usuário consegue abrir em qualquer navegador ou gadgets (computador, celulares, tablets) e o layout se adequa automaticamente, explica Eveline Cesca, assessora de comunicação do Grupo Pioneiro. O site é disponibilizado em português e inglês, para que os usuários dos países importadores também possam ter acesso às notícias sobre a empresa, receitas e informações de todos os produtos. Para facilitar ainda mais as negociações comerciais, também foram disponibilizados os contatos dos representantes pelas exportações e de cada estado onde o Grupo Pioneiro está presente. O endereço do site é 8 sindiavipar.com.br

9 Observatório GTFoods lança linha IQF Com o objetivo de apresentar inovações para o mercado, o Grupo GTFoods lança a linha IQF (Individual Quick Frozen), que apresenta cortes congelados individualmente, como o filé sassami e a coxinha da asa. A proposta é facilitar o dia a dia dos consumidores, que com essa versão têm a opção de descongelar uma quantia mínima na hora do preparo. Estamos atentos às necessidades dos consumidores e o lançamento da linha IQF é uma das estratégias do GTFoods para ampliar a presença da marca no mercado afirma o gerente nacional de vendas do grupo, Merlin Machado. Além dos novos produtos, a empresa também divulga algumas mudanças. Na linha Mister Frango, as embalagens foram inteiramente reformuladas em conjunto com a repaginada do logotipo. Já na linha Hot Dog da Canção Alimentos, os rótulos ganharam um visual mais moderno. De acordo com Machado, os lançamentos oportunizam a maior participação e disseminação da marca nas gôndolas de supermercado, mercados atacadistas, entre outros. Com isso, a empresa espera conseguir atingir uma grande parcela das classes A, B e C. Foto: Imagens MKT GTFoods FIPPPA fecha acordo de promoção internacional com Itamaraty O consultor institucional da Feira Internacional de Produção e Processamento de Proteína Animal (FIPPPA), Fabiano Coser, se reuniu com o chefe substituto da Divisão de Operações de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores, Rafael Carvalho Azevedo da Silva e com a economista da Divisão de Feiras e Turismo, Maria Lúcia Rezende Laraia, para fechar mais uma parceria de promoção do evento. Na oportunidade, Coser explanou sobre as principais potencialidades da feira e pediu o apoio institucional do governo brasileiro para a divulgação do evento nas embaixadas e nas mídias internacionais especializadas. Rafael Silva ressaltou que é de total interesse do Itamaraty a promoção do Brasil no exterior e disse que eventos como a FIPPPA são uma grande vitrine do agronegócio brasileiro para o mundo. Com esta abertura do Palácio do Itamaraty, será possível mobilizar expositores que tenham interesse em realizar negócios nas áreas da avicultura, suinocultura e processamento de proteína animal, além de possibilitar oportunidades aos empresários brasileiros que queiram exportar seus produtos. sindiavipar.com.br 9

10 Entrevista Medidas necessárias Coordenador de Sanidade Avícola do Mapa comenta a importância das normativas sanitárias para a produção da avicultura brasileira Desde 2004, o Brasil ocupa a liderança mundial na exportação de carne de frango. Uma posição que comprova a excelência do país em manter sua qualidade sanitária na produção avícola. Para falar sobre o assunto, o coordenador de sanidade avícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Bruno Pessamilio, esteve presente durante o Workshop da Avicultura Paranaense 2014, onde comentou algumas das medidas de biosseguridade adotadas pelo país, relembrou os 20 anos de implantação do Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) e o pioneirismo nacional com a regulamentação do Programa de Compartimentação da Avicultura Brasileira. Avicultura do Paraná:O PNSA comemorou 20 anos de vigência no último mês de setembro. Como a medida ajudou a garantir a qualidade sanitária na produção da avicultura brasileira? Bruno Pessamilio: Ao longo desses 20 anos foram diversas atividades realizadas pelo PNSA, principalmente a elaboração de normativas que visam à prevenção de doenças aviárias. Um exemplo bem sucedido foi o controle da doença de Newcastle, em que 10 sindiavipar.com.br

11 Entrevista antes do PNSA tínhamos registros anuais de 60 a até 100 focos em todo o País. Após a implantação do programa com as conseqüentes ações de vigilância, monitoramento e notificações a situação sanitária para a doença de Newcastle evoluiu favoravelmente no país, que se encontra sem a ocorrência da doença desde Outros exemplos das diversas ações que vêm sendo realizadas são o maior controle de importações de aves e produtos, a vigilância epidemiológica de lotes com suspeitas de doenças, entre outras. Graças ao PNSA, hoje há todo um protocolo de ações sanitárias que foi desenvolvido e é executado em parceria com os órgãos estaduais de defesa sanitária animal. Como o senhor enxerga a qualidade sanitária na produção avícola brasileira hoje? Temos um padrão muito bom de sanidade avícola, principalmente quando falamos do controle de doenças emergenciais, que são aquelas que podem causar os maiores impactos sócio-econômicos, dentre elas a Influenza Aviária (IA) e a doença de Newcastle. No Brasil, a IA é uma doença exótica, nunca ocorreu. Ou seja, temos uma condição sanitária em nossos plantéis que permite que possamos fornecer um produto de qualidade não apenas para o mercado interno, como também para o mercado externo. É por isso que hoje acessamos mais de 150 países com nossos produtos avícolas, o que demonstra que esses produtos vêm sendo bem aceito e atende aos mais rigorosos protocolos sanitários de nossos compradores. O senhor comentou, durante o Workshop da Avicultura Paranaense 2014, que muitas vezes o problema para a implantação de medidas de biosseguridade não é Temos um padrão muito bom de sanidade avícola, principalmente quando falamos do controle de doenças emergenciais o de prazo. Quais resistências são encontradas para a implantação de normativas sanitárias? Há dificuldades de toda a natureza, como por exemplo, orçamentárias dos produtores e de estruturas físicas antigas de algumas granjas. As normativas devem ser trabalhadas não apenas quanto à sua fiscalização, mas também na educação sanitária dos envolvidos. Infelizmente, alguns elos da cadeia produtiva ainda demoram a assimilar a relevância dessas legislações. É importante que o setor tenha um tempo de adequação, mas esse período não pode ser tão longo. O diálogo é uma das principais estratégias que possibilita ao Ministério colocar as normativas em prática junto com a iniciativa privada. É necessário um trabalho de conscientização para que a iniciativa privada compreenda que ela deve ser a principal interessada por esses programas, porque as medidas de biosseguridade visam o benefício do próprio setor, por meio da prevenção de doenças nas aves, e também o benefício da sociedade pela melhoria da qualidade dos produtos avícolas. É correta a visão de que algumas normativas são inviáveis financeiramente? Durante o processo de elaboração de uma normativa, sempre avaliamos a viabilidade técnica e econômica da implantação de novas medidas regulamentares. A Instrução Normativa (IN) 56/07 é viável de ser implantada, não sendo tão impactante financeiramente quanto se fala. É importante quebrar esses mitos de que os investimentos devem ser sempre em grandes proporções a ponto de inviabilizar a produção. Não é isso. Pequenas ações muitas vezes são suficientes para atender às normativas. O Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a criar uma legislação para a compartimentação da avicultura. Qual a expectativa do Ministério após a publicação da IN 21/14, que regulamenta o processo? A nossa expectativa para a Compartimentação da Cadeia Produtiva Avícola Brasileira para Influenza Aviária e Doença de Newcastle é muito positiva porque ela visa consolidar toda uma filosofia de biosseguridade. O que é a compartimentação? É você submeter um sistema produtivo a medidas ainda mais rigorosas de padrões sanitários, para prevenir de forma ainda mais intensificada a introdução e disseminação de Influenza Aviária e Doença de Newcastle no plantel avícola, bem como possibilitar a manutenção dos mercados em eventuais épocas de crises sanitárias. Além disso, a compartimentação também envolve um programa de monitoramento, no qual são coletadas amostras para a realização de análises laboratoriais que deverão comprovar a ausência dos vírus na população avícola sob monitoramento. A partir da publicação da IN 21/14, a responsabilidade agora está com o próprio setor produtivo, uma vez que a normativa é de adesão voluntária, sendo um programa adicional de certificação sanitária disponibilizado pelo Serviço Veterinário Oficial. sindiavipar.com.br 11

12 Fiep Importações de máquinas As regras de importação de máquinas usadas na indústria podem sofrer alterações. A portaria interministerial 8, publicada no dia 25 de setembro, criou o Comitê de Segurança em Máquinas e Equipamentos. Formado por representantes dos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE); Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e da Fazenda, o grupo passa a acompanhar e subsidiar o trabalho da Comissão Nacional Tripartite, responsável pela revisão da Norma Regulamentadora 12 (NR-12) que determina procedimentos e regras referentes à segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. Com a entrada do MDIC, equipamentos que tinham sua entrada permitida no Brasil mas que não tinham sua utilização autorizada, por desrespeito às regras da NR-12 poderão ter seu processo de entrada no país revisto. Atualmente, as máquinas importadas têm sua entrada autorizada no Brasil, sem indicações do que deve ser alterado para que a NR-12 seja atendida. É um equipamento aceito e utilizado pelos rigorosos processos europeus - mas não pelos brasileiros Cabe ao industrial que vai utilizar o equipamento ou ao importador que vai vendê-lo adequá-lo para seu uso. Segundo o coordenador de Operações de Importação (Coimp) do MDIC, Hamilton de Souza, ainda não há uma definição quanto à linha de atuação do comitê. Estamos no início deste trabalho, mas acredito que a discussão deva ser em torno de como as regras devem ser implementadas em equipamentos importados e como isso vai ser feito, explicou o especialista. Para o coordenador do Conselho Temático de Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Norbert Heinze, a criação do comitê não resolve os problemas gerados pela NR-12. Ele cita a história de um industrial que perdeu competitividade com a compra de uma máquina importada. O empresário teve que fazer inúmeras adaptações que fizeram a máquina perder 40% de sua capacidade de produção. Isso é lamentável porque é um equipamento aceito e utilizado pelos rigorosos processos europeus - mas não pelos brasileiros, desabafa o coordenador. O parágrafo único do artigo 5º da portaria que cria o Comitê estabelece que o grupo poderá criar comitês setoriais, com o intuito de estudar ações específicas para atividades econômicas ou cadeias produtivas. mudanças Para Hamilton de Souza, regras de importação de máquinas usadas na indústria podem sofrer alterações 12 sindiavipar.com.br

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14 Evento Avisulat 2014 gera US$ 18 mi Evento propiciou 114 agendas de prospecção; diretor executivo da Asgav pede para que próximo Siavs seja realizado no Sul O IV Congresso Sul Brasileiro de Avicultura, Suinocultura e Laticínios (Avisulat 2014), realizado no último mês de novembro, em Porto Alegre (RS), estima, para os próximos 12 meses, negócios que chegam à marca de U$ 18 milhões. Os números são resultado da primeira edição do Encontro Internacional de Negócios, que propiciou 114 agendas de prospecção entre empresas brasileiras e estrangeiras interessadas em firmar parcerias nos segmentos de avicultura, suinocultura e laticínios. Compareceram compradores do Chile, Egito, Emirados Árabes, Malásia, México, Rússia e Uruguai entre as mais de 4 mil pessoas que passaram pelos pavilhões da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) durante o evento. Para nós, organizadores, é vantagem realizarmos o evento em um lugar como esse, tanto em termos de logística quanto de serviços. A cada edição que passa, recebemos um número maior de visitantes de outros estados e países e, aqui, estamos a poucos quilômetros do aeroporto, afirmou o diretor executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e coordenador do evento, José Eduardo Santos. O Avisulat 2014 foi marcado também pelo lançamento do Salão Internacional da Avicultura e Suinocultura 2015 (Siavs) e a entrega do pedido oficial ao presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, para que o Rio Grande do Sul sedie o Siavs futuramente. Workshop demonstra crescimento do mercado halal Pela primeira vez no Brasil um evento de âmbito nacional demonstrou a amplitude do mercado de produtos halal (elaborados conforme os preceitos e as normas ditadas pelo Quran, o livro sagrado dos muçulmanos, e pela Jurisprudência Islâmica). O Avisulat 2014 realizou, no seu primeiro dia, como programação paralela, o I Workshop Oportunidades do Mercado Halal. O especialista em mercado halal, Chaiboun Ibrahim Darwiche, diretor executivo da empresa Serviço de Inspeção Islâmica (Siilhalal), certificadora de produtos halal no Brasil, diz que o workshop representa um marco para este mercado no país, pois foi o primeiro evento de abrangência nacional sobre o assunto. A certificação halal no Brasil deve ser feita por empresa credenciada conforme as normas de cada país islâmico, explica Darwiche, que participou do workshop pela manhã e da Rodada de Negócios, à tarde. PEDIDO Diretor executivo da Asgav, José Eduardo Santos, pediu a Francisco Turra para que ABPA realize próximo Siavs no Sul 14 sindiavipar.com.br

15 Evento Presidente da Asgav fala sobre a indústria do RS Qual a importância de um evento como este para a produção gaúcha? O Avisulat demonstra para o Estado, para o Brasil e para o mundo, que os produtos produzidos aqui têm muita excelência e bastante preocupação na questão sanitária. Estamos aqui querendo mostrar para o mundo quem é o Rio Grande do Sul e quem são as empresas que aqui produzem. Em que pontos o RS precisa avançar para ganhar mais competitividade? A questão da logística, por exemplo. Nós estamos na ponta do país, temos essa dificuldade com grãos, cujo problema é o preço do frete, porque temos que trazer de muito longe. Não somos autossuficientes em milho. Logística e infraestrutura portuária são gargalos e precisamos trabalhar fortemente nisso, além de abrirmos novos mercados, uma necessidade do Brasil como um todo. Como o senhor vê a indústria hoje? Temos que pensar o Brasil como um todo. Todas as entidades filiadas à ABPA, seja o Sindiavipar, a Acav, ou de qualquer outro estado ou região do país; temos que ter a visão de unir forças para que consigamos derrubar barreiras, muitas vezes vestidas de sanitárias, mas que na verdade são comerciais. Manutenção e ampliação em todo Brasil Dimensionamento e cálculo de trocador Peças de reposição e serviços Atendimento diferenciado Distribuidor Autorizado Fone: (47) Timbó-SC

16 ABPA Proteína animal e o desenvolvimento das cidades Francisco Turra presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro da Agricultura Do ponto de vista da receita, as carnes de aves e suína aportam uma das maiores contribuições para a balança comercial (cerca de US$ 10 bilhões). Outro grande benefício da avicultura e suinocultura para os estados do Sul é o desenvolvimento das cidades. É o que mostra o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que leva em consideração indicadores de educação, saúde, emprego e renda. Quando o IFDM se aproxima de 1, o desenvolvimento atinge o seu nível mais alto. Tomemos o exemplo da cidade A, no RS, com uma população de habitantes, um PIB per capita de R$ e um IFDM de A cidade A é um município que produz ao redor de 4,30 milhões de cabeças de aves e de suínos. Também no RS, a cidade B, com população semelhante à da cidade A ( habitantes), ostenta um PIB per capita de R$ e um IFDM de A criação de frango na localidade é de cabeças e a de suínos, de Portanto, a cidade A está à frente em matéria de desenvolvimento. Indo para SC, a cidade A, tem habitantes, uma enorme produção de frangos (4,13 milhões) e 412 mil cabeças de suínos. O PIB per capita é de R$ e o IFDM é de Já na cidade catarinense B, com de população, semelhante à da cidade A, o IFDM é de A cidade registra um PIB per capita de R$ , e a produção avícola e suinícola é menos relevante do que a do outro município na comparação. A de frango é de cabeças e a de suínos, de apenas 235 cabeças. Quanto mais os municípios crescem na avicultura e suinocultura, mais as cidades se desenvolvem No Paraná, a cidade A, com habitantes, um PIB per capita de R$ e um IFDM de , é um município gigante em matéria de produção avícola (3,20 milhões de cabeças de frango) e suinícola ( ). No mesmo estado, a cidade B, com habitantes e um PIB per capita de R$ , o IFDM atinge Nesse município, a produção de frangos soma 3 mil cabeças e a de suínos, 550. Nossa mensagem é que, sem dúvida, quanto mais os municípios crescem na avicultura e suinocultura, mais as cidades se desenvolvem. 16 sindiavipar.com.br

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18 Sustentabilidade Reutilizar é preciso Preocupação com falta de água tem incentivado práticas de reuso. Ações geram economia para as empresas e preservam o meio ambiente Em 2015, o Brasil pode sofrer com problemas de abastecimento de água em 55% de seus municípios, principalmente em grandes centros urbanos, conforme aponta o levantamento do Atlas Brasil Abastecimento Urbano de Água, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA). Na contramão desse panorama já vivenciado em cidades como São Paulo, iniciativas de reuso de água têm conquistado espaço em indústrias alimentícias. Na Frangos Pioneiro, empresa de Joaquim Távora (PR), funciona uma estação de tratamento de água (ETA) com capacidade para 2,2 milhões de litros diários, além de programas de sustentabilidade como usina de compostagem, plantio de eucaliptos, plantio de matas nativas e educação ambiental em escolas. Outros itens importantes são a estação de tratamento de efluentes (ETE), que gera 2,8 milhões de litros de água; e a estação de reuso de água (ERA), sendo 60% desse total reutilizado para lavar pátios externos e irrigar plantas e outros 40% devolvidos para o Ribeirão Fortunato. Apesar de ser obrigatória por meio das resoluções nº 357/2005 e nº 430/2011 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a ETE da Frangos Pioneiro foi projetada de forma moderna, com padrões utilizados por poucas empresas no país, como explica o gestor ambiental da empresa, Francisco Carlos da Silva. As ações de sustentabilidade têm surtido efeito, tanto que garantiram à Frangos Pioneiro o Certificado de Destaque Ambiental, prêmio concedido em abril deste ano pelo Jornal 18 sindiavipar.com.br

19 Sustentabilidade do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Trabalhamos com bastante rigor nessas questões, tratando o meio ambiente de maneira séria e respeitosa, porque é um bem comum. Com a falta de água que enfrentamos atualmente, essa preocupação contribui para diminuir o desperdício e a poluição, afirma Silva. Possibilidades O professor doutor em engenharia química Nei Fronza realizou uma pesquisa, em 2004, para avaliar as possibilidades de reaproveitamento de água em uma indústria frigorífica de Santa Catarina. Após acompanhar o processo de abate bovino durante dois anos, Fronza concluiu que a divisão e lavagem de carcaça seria a etapa mais adequada para a reutilização de água. O consumo de água nessa fase é grande, e ela sai relativamente limpa. Então, constatamos que podemos reutilizá-la em operações da área suja, principalmente na lavagem de box, observa. Nesse caso, segundo o pesquisador, foi realizado um reciclo direto, com fluxo contínuo, já que a água era Por enquanto, é necessário fazer apenas o tratamento correto de efluentes. Mas, desde 2010, discutimos amplamente o reuso de água Nei Fronza, engenheiro químico coletada na divisão de carcaça, passava por um tanque de equalização e era bombeada para a área suja. Em outras situações, a água pode ser armazenada em tanques pulmões, que são caixas de fibra. Mas, quando se pensa em estocá-la, um novo estudo deve ser feito, porque a água de reuso não é tratada. Então, durante o tempo de estocagem, fontes bacterianas podem se proliferar e tornar essa água não potável. Fronza também ressalta que cada empresa tem seus próprios processos, chamados de especificidades; por isso, é fundamental realizar um estudo completo para implantar práticas de reuso. No frigorífico analisado em Santa Catarina, por exemplo, foi possível reduzir o consumo de água em 28,6% e o volume de efluentes em 15,7%. Ao diminuir a quantidade de efluentes, também se economiza tecnologia de tratamento, como energia, insumos químicos e mão-de-obra. Sem contar que os rios recebem menos efluentes industriais, melhorando a qualidade do meio ambiente. Em 2004, quando Fronza realizou o estudo, menos de 1% das indústrias brasileiras de alimentos reutilizavam água. Sete anos depois, cerca de 28% dos frigoríficos da região Sul já adotam essa prática. De acordo com o engenheiro químico, o índice não é maior porque, perante a legislação, não é obrigatório que as indústrias reaproveitem os recursos hídricos. Por enquanto, é necessário fazer apenas o tratamento correto de efluentes. Mas, desde 2010, discutimos amplamente o reuso de água no Brasil. A partir do momento em que houver cobrança da legislação, as empresas estudarão as possibilidades de reuso e irão aplicá- -las, avalia o engenheiro químico. Sistema economiza energia reaproveitando água descartada do chiller Uma das alternativas disponíveis no mercado há um ano para reaproveitar a água descartada do chiller é o sistema de regeneração EcoSkid, da Almathi. Com ele, a água que sai do tanque entre 4 ºC e 6 ºC, geralmente encaminhada para tratamento de efluentes, é utilizada para pré-resfriar a água potável que entrará no chiller. Segundo a empresa, a regeneração permite recuperar essa energia e, consequentemente, aumentar a economia do sistema de refrigeração instalado. A água limpa entra em temperatura ambiente, entre 25 ºC e 30 ºC. E através da utilização do EcoSkid, nós resfriamos ela a 15 ºC ou 20 ºC, ou seja, reduzimos em média 10 ºC, explica o engenheiro de vendas Leonardo Mayorca. Dependendo da configuração da indústria, chega-se a uma economia de energia de até 7%. Mais informações acesse almathi.com.br. sindiavipar.com.br 19

20 Expedição Avicultura Diagnóstico sul-brasileiro Roteiro contemplou regiões de produção avícola do Paraná e de Santa Catarina Em outubro, uma equipe de técnicos e jornalistas deu início à segunda edição do projeto Expedição Avicultura, levantamento que buscava diagnosticar a atividade avícola brasileira discutindo desde os padrões adotados nos aviários à logística do embarque portuário. A equipe percorreu o Paraná, que teve a cadeia produtiva detalhada em 2012, e também Santa Catarina. Além do crescimento da produção, do consumo e da exportação de frango nesses estados e no Brasil, é cada vez maior a importância econômica e social do setor, potencializada pelos diversos elos da cadeia produtiva, como as empresas e indústrias fornecedoras de insumos e serviços, destacou Giovani Ferreira, coordenador do projeto. O setor avícola paranaense é considerado o maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil. Só em 2013, o estado foi responsável por 31% da produção nacional e 29% das exportações brasileiras. Somada com a de Santa Catarina, a participação do Paraná gira em torno de 50% no cenário nacional, tanto em produção como nos embarques. Roteiro As incursões da Expedição Avicultura foram pautadas de acordo com características pré-definidas de cada região. A equipe percorreu os principais polos avícolas do Paraná e de Santa Catarina, visitando incubatórios, matrizeiros, avicultores, linhas de produção e entidades representativas. O roteiro incluía ainda Portos, Rodovias e Ferrovias. Ao todo 30 municípios, 100 produtores e 10 abatedouros foram visitados. O roteiro começou com passagem pelos Campos Gerais e seguiu até o Norte do Paraná, passando pelos municípios de Castro, Jaguapitã, Maringá, Joaquim Távora, Ivaiporã e Arapongas. Apesar do mercado promissor, nessas regiões trabalha-se com cautela para garantir margem de segurança nas operações, principalmente porque os indicadores apontam desaceleração na economia do país. Estão sendo feitos grandes investimentos em tecnologia nos aviários da região, o que traz vantagem competitiva na produção de frangos maiores em menos tempo. No entanto, as indústrias e os produtores estão preparados para atender as demandas interna e externa, mas sem arriscar produção excessiva, apontou Igor Castanho, integrante da Expedição Avicultura. No roteiro seguinte, a Expedição conferiu como estão organizadas as cooperativas nos municípios de Cafelândia, Cascavel, Palotina, Marechal Candido Rondon e Santa Helena. Nos 20 sindiavipar.com.br

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