Polifonia e interdiscursividade em um blog: da liberdade de expressão 2.0 aos negócios 3.0

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Polifonia e interdiscursividade em um blog: da liberdade de expressão 2.0 aos negócios 3.0"

Transcrição

1 Polifonia e interdiscursividade em um blog: da liberdade de expressão 2.0 aos negócios 3.0 Elke Streit de OLIVEIRA (CEFET-MG) Ana Elisa RIBEIRO (CEFET-MG) Resumo: Este trabalho discute dois elementos dialógicos da análise do discurso a polifonia e a heterogeneidade constitutiva (ou interdiscursividade) e os aplica ao ambiente discursivo de um blog constituído do post sobre o lançamento de um carro e os comentários dos consumidores. Pretendemos refletir sobre esse fenômeno, que tem sido discutido no âmbito dos conceitos de Web 2.0 e Web 3.0. (ou Web semântica). Palavras-chave: Polifonia; Interdiscursividade; Web 3.0. Abstract: This paper discusses two dialogical elements of Speech Analysis polyphony and constitutive heterogeneity (or interdiscursivity) applying them to a discursive environment of a Blog made of a main post about the release of a car and the consumers comments. We intend to think on this phenomenon, which has been discussed in relation to the concepts of Web 2.0 and Web 3.0 (or Semantic Web). Key words: Introdução A rede de computadores hoje constitui um meio de informação digital bem diferente daquele configurado em sua origem militar, na década de 1960, nos Estados Unidos, quando era denominada de ARPAnet. Graças ao seu uso no ambiente universitário que propiciou o desenvolvimento científico e tecnológico desse meio nas últimas décadas, a rede passou a ser comercializada e amplamente difundida entre usuários comuns, que se beneficiaram do protocolo da Internet ((IP), criado em 1983; mas o benefício maior se deu com a criação do sistema de hipertexto World Wide Web (WWW) por Tim Berners-Lee, em 1991, que facilitou a navegação na rede. A partir de então, a rede tem se expandido pelo mundo em Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 1 -

2 proporções geométricas, abarcando todas as possíveis temáticas contidas na comunicação humana. WEB 2.0 A partir de 2002, com o advento dos weblogs e da tecnologia RSS, praticamente qualquer usuário da rede passou a ter acesso ao compartilhamento de seus documentos e dados, verbais e em multimídia, à medida que os softwares e interfaces foram evoluindo e se adequando às necessidades do internauta. Inaugurou-se, assim, o que Tim Berners-Lee denominou de Web a democratização da rede. Na prática, o termo Web 2.0 significa a abertura da rede a praticamente qualquer pessoa que tenha um computador e uma conexão com a Internet para os fins de busca, pesquisa, comunicação, relacionamento, publicação, enfim, ações que envolvem a circulação de conteúdos digitais. Muitos sites foram criados a partir de então para atenderem às demandas dos usuários. Para citar alguns: Google, Wikipedia, Orkut, Twitter, Baixaki e blogs em geral. O hipertexto eletrônico, portanto, é feito por pessoas e para pessoas com o objetivo de conectarem-se para os mais variados fins. Contudo, a exposição, armazenagem e circulação de informação cresceram ao ponto crítico de inspirarem um sentimento de impotência no usuário diante de seu volume e um de seus problemas passou a transparecer: a necessidade de filtragem e seleção do conteúdo realmente pertinente a partir do mar da rede hipertextual. WEB 3.0 Os mecanismos de busca por documentos na rede fazem a seleção de informações: sua lógica consiste na classificação decrescente por número de acessos aos documentos triados a partir de palavras-chave. Entretanto, sob essa lógica sintática, os softwares de busca não podem garantir que o resultado seja Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 2 -

3 realmente relevante para quem o solicita. Cabe ao ser humano contextualizar a informação. Para os visionários da tecnologia da informação, em um futuro próximo, viveremos uma realidade em que a pessoa será cada vez mais poupada do trabalho da busca por meio de mecanismos inteligentes que interpretarão e contextualizarão todos os dados sobre o usuário cuja coleta se dá, alheia a esse usuário, todas as vezes em que ele estiver na rede; a essa nova era da relação humano-máquina chamamos Web Semântica, ou Web 3.0. Parafraseando o grande pacifista e ativista pelos direitos civis Martin Luther King Jr., Berners-Lee discursou: Eu tenho um sonho para a Rede [no qual computadores] se tornam capazes de analisar todos os dados na Rede o conteúdo, links e transações entre pessoas e computadores. Uma Rede Semântica, que tornaria isso possível, ainda está para surgir e, quando surgir, os mecanismos de comércio, burocracia e de nossas vidas diárias serão tratados por máquinas falando a máquinas. Os 'agentes inteligentes' que as pessoas têm apregoado há gerações irão finalmente se materializar. (Tim Berners-Lee, 1999) (Nossa tradução). Quando Tim Berners-Lee disse isso em 1999, antes de criar a World Wide Web, estava se referindo a um estágio tecnológico que ainda não se consolidou nestes dias e que consiste na transformação de todos os documentos digitais da Web em dados, transformando a World Wide Web em World Wide Database (SPIVACK, 2006). Hoje isso tem sido feito em pequena escala, por pessoas e para demandas muito restritas como de um site de uma instituição educacional, do governo ou comercial. No futuro, entretanto, ao invés de alguém procurar por um certo produto, sob o critério do menor preço, em vários sites de vendas, dispensando muito tempo em navegação, com a Web Semântica essa pessoa só precisará digitar uma frase como quero uma câmera digital de R$400,00 de boa marca. Neste caso, o software não só atenderá à especificação do produto e do valor, como também interpretará o que é uma boa marca (nem muito boa, nem regular); tudo isso com base em uma contextualização de todos os dados de que o software Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 3 -

4 da Web disporá, provenientes do banco de dados formado por todas as vezes em que o usuário navega a rede, estabelecendo, assim, conexões semânticas entre esses dados. Para tanto, contudo, faz-se necessária uma mudança completa no funcionamento da rede como se dá hoje, por meio do desenvolvimento de um navegador universal mais inteligente que lide melhor com todos esses dados, adicionando capacidade semântica aos sites. O paradigma 2.0 de conexão entre pessoas deverá ser substituído por um novo paradigma 3.0 o de conexão de dados. Prenúncios da WEB 3.0 Há muitos softwares no mercado capazes de executar relações entre dados. Os mash-ups, que funcionam em plataformas cruzando dados, conectam, por exemplo, um site de uma imobiliária ao Google Maps; os widgets, que também dependem de uma plataforma como, por exemplo, um blog, adicionam à página da rede funções como previsão do tempo e fuso horário, atualizando-os automaticamente; e o Web Fountain, sistema de exploração de dados de redes de relacionamentos, utilizado pela IBM para pesquisa de mercado e popularidade. A questão sobre esses softwares é que todos se alimentam dos dados garimpados na própria rede, provenientes dos documentos produzidos por seres humanos no contexto da comunicação humana. O que hoje empresas como a Radar Network, de Nova Spivack, pesquisam é uma forma de transformação de todos os mais de seis bilhões de documentos da rede em dados dos quais um software semântico, uma inteligência artificial, extrairá sentido nos moldes da inteligência humana. Ontologias e softwares de inferência As ontologias são arquivos constituídos de um conjunto de informações garimpadas da rede (domínios) e que definem as relações entre grupos de termos. Essas ontologias são feitas a partir de uma metodologia associada a um suporte tecnológico como, por exemplo, a Methontology. A construção de ontologias é muito trabalhosa e demanda muito tempo pois depende do trabalho de engenheiros Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 4 -

5 na produção de dados por meio da conceitualização detalhada de cada termo ou palavra até esgotá-lo, formando uma taxonomia; um software de inferência (Reasoning Engine) deriva novos fatos e associações às informações pré-existentes no banco de dados ontológicos. As ontologias têm sido usadas com o objetivo de: compartilhamento de uma compreensão comum da estrutura de informação entre pessoas e softwares; capacitação do reuso do conhecimento do domínio; explicitação dos pressupostos dos domínios; análise do conhecimento do domínio; dentre outros. Tais usos estão longe do ideal de Berners-Lee, mas têm interessado às áreas de educação, software, governos e negócios, embora sua atuação seja restrita e limitada face ao enorme investimento de tempo e recursos demandados na construção de uma ontologia. Implicações Esse estágio em que nos encontramos de dependência da inteligência e trabalho humanos na construção de ontologias e nos processos de contextualização de dados, entretanto, não significa a ausência de implicações de toda ordem à relação das pessoas com a tecnologia da informação. Dentre elas figura a coleta não consensual e uso de dados dos usuários da rede por softwares implantados em sites de empresas, com a finalidade de oferecer seus produtos e serviços. Esse fenômeno já acontece na base da combinação sintática e pode ser detectado nas pop-ups que surgem durante a navegação oferecendo algum produto relacionado a uma palavra que o usuário digitou, por exemplo, em um . Associada a essa questão, estão os métodos de combinação e interpretação de dados baseados na lógica matemática presente tanto na abordagem sintática quanto na (futura) abordagem semântica de triagem de informação. A abordagem da rede e da construção de softwares sob essa lógica, a exemplo dos métodos estatísticos de pesquisa, enseja uma problemática de conversão de elementos de naturezas distintas: o discurso humano e os dados informacionais. Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 5 -

6 Tendências de Análise do Discurso A análise do discurso (AD) é um campo de pesquisa recente cujas abordagens mudaram radicalmente nos últimos trinta anos graças às influências do dialogismo de Bakhtin e do historicismo de Michel Foucault. Ambas linhas de pensamento problematizaram o objeto do discurso para além de seus elementos linguísticos, sintáticos ou semânticos. Conceitos como polifonia e heterogeneidade passaram a elencar a lista de elementos constitutivos do discurso, lançando luz sobre a complexa rede de vozes, valores e ideologias que constituem uma cadeia enunciativa. A mudança na abordagem da AD também tem forte influência da Pragmática que deixa de considerar o texto como recipiente de uma mensagem a ser decodificada, abrindo-o para tantos significados quanto as variáveis que incidem sobre o texto: os sujeitos enunciadores, as escolhas linguísticas, o contexto sóciohistórico, o suporte da mensagem, os gêneros (coerções externas e internas) etc. Nessa lógica, a cena da enunciação passa a ser vista como elemento constitutivo do significado e não um elemento ilusório que reproduziria conteúdos elaborados em outro lugar. A discursividade não é um suporte de idéias, doutrinas ou ideologias, mas um dispositivo constitutivo da construção do sentido e dos sujeitos que aí se reconhecem (MAINGUENEAU 1997, p. 50); o discurso mobiliza forças sociais. Essa abordagem de AD vem ao encontro do paradigma do hipertexto que se constitui não apenas de discurso verbal escrito, mas da hipermídia. O hibridismo nas formas como os discursos se apresentam associado à forma como o hipertexto se constitui enunciados ligados a enunciados na rede hipertextual, significação aberta, mobilidade demanda uma compreensão discursiva que pretendemos problematizar com a lógica de Web semântica. Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 6 -

7 Dialogismo Os estudos literários de Mikhail Bakhtin lançaram os fundamentos filosófico à concepção do discurso chamados de Dialogismo. As unidades do discurso no dialogismo são os enunciados, unidades reais de comunicação, cujas fronteiras são delimitadas hipertextualmente por outros enunciados, formando, assim, uma rede discursiva interligada por escopos intencionais ou 'visadas'. Tais unidades não prescindem de um interlocutor tanto quanto de um enunciador e, de maneira perene, produzem enunciados responsivos, ativos ou passivos, de interlocutores reais ou imaginários. Essa questão da interlocução dos enunciados está fundamentalmente ligada à concepção radical de alteridade, em Bakhtin. Para o pensador, não há enunciado sem um destinatário pois a comunicação humana existe em função da relação com o outro. Por fim, o enunciador não é um Adão bíblico, só relacionado com objetos virgens, ainda não nomeados, aos quais dá nome pela primeira vez. As concepções simplificadas sobre comunicação como fundamento lógico-psicológico da oração nos lembram obrigatoriamente esse Adão mítico. ( ) O falante não é um Adão, e por isso o próprio objeto do seu discurso se torna inevitavelmente um palco de encontro com opiniões de interlocutores imediatos (na conversa ou na discussão sobre algum acontecimento do dia-adia) ou com pontos de vista, visões de mundo, correntes, teorias, etc. (no campo da comunicação cultural). Uma visão de mundo, uma corrente, um ponto de vista, uma opinião sempre têm uma expressão verbalizada. Tudo isso é discurso do outro (em forma pessoal ou impessoal), e este não pode deixar de refletir-se no enunciado. O enunciado está voltado não só para o seu objeto mas também para os discursos do outro sobre ele. (BAKHTIN, 2006, p. 300). Heterogeneidade e polifonia Dessa forma, o enunciado é heterogêneo, pois é constituído de e para os outros discursos já enunciados anteriormente a si, e sua heterogeneidade é caracterizada pelas teorias, correntes, visões de mundo e ideologias nele presentes. As vozes que enunciam os elementos constituintes da heterogeneidade discursiva, Bakhtin chama de polifonia. Ambos conceitos, entretanto, não são pacíficos entre as correntes linguísticas e de AD. No presente trabalho, adotaremos o conceito de heterogeneidade em Dominique Maingueneau que, não se Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 7 -

8 distanciando da abordagem bakhtiniana, a entende como a presença de discursos outros (pontos de vista, teorias, ideologias) em um dado discurso. Também manteremos o conceito original de polifonia elaborado por Bakhtin, em sua obra Estética da Criação Verbal, o qual não prescinde da presença de mais de uma voz na cena enunciativa. Analisaremos nosso corpus com base nesses dois elementos de AD. Heterogeneidade A heterogeneidade é o elemento da análise do discurso que corresponde aos princípio dialógicos do enunciado no que diz respeito à expressividade e juízo de valor das palavras; à inter-relação entre língua, ideologia e visão de mundo como elementos da produção do sentido; e à imprescindibilidade da sociedade e da história na análise do discurso. Ela é definida como a presença do(s) discurso(s) do(s) outro(s) em dado discurso. Heterogeneidade Mostrada (HM) Na heterogeneidade mostrada, é possível localizar (um) discurso(s) outro(s) em um dado discurso de forma não-marcada textualmente (discurso indireto livre, alusões, ironia, pastiche) e de forma marcada (ou explícita: discurso direto, indireto, aspas). Não analisaremos a HM em nosso corpus para o presente trabalho porque produziria um volume de informação não comportado nestas páginas. Heterogeneidade Costitutiva (HC) Na heterogeneidade constitutiva (ou interdiscursividade) o discurso é dominado pelo interdiscurso fenômeno de multiformidade discursiva, de discursos atravessados por discursos que estabelecem delimitações recíprocas quando ideologicamente antagônicos. Dessa forma, o discurso não é um mero espaço para o outro, mas ele mesmo se constitui de outros. Nesse sentido, temos: Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 8 -

9 Para Maingueneau, a identidade de uma formação discursiva é sempre indissociável de sua relação com as ações discursivas através das quais se constrói sua identidade: 'A definição da rede semântica que circunscreve a especificidade do discurso coincide com a definição das relações desse discurso com seu Outro [ ]'. CHARAUDEAU; MAINGUENEAU 2008, p. 262). Compartilhando do entendimento de Maingueneau, olharemos para nosso corpus como uma rede semântica cuja constituição implica a relação interdiscursiva do discurso com seu outro. Analisaremos aqui a relação da interdiscursividade com a lógica da garimpagem de dados, isto é, da seleção de conteúdo relevante para certo objetivo. Polifonia A polifonia é o elemento da análise do discurso que corresponde aos princípios dialógicos do enunciado no que diz respeito à forma composicional de um discurso, isto é, na alternância de enunciados; conjugada à alternância está a relevância da atividade responsiva, ativa ou passiva, a um enunciado cuja existência se dá necessariamente em uma relação com a alteridade. Quando Bakhtin lançou reflexões sobre a polifonia, em A Estética da Criação Verbal, ele se referia às vozes das personagens que se enunciam em uma obra literária, orquestradas pelo autor da obra, sujeito enunciador-orquestrador. Analogamente, um ambiente discursivo do hipertexto digital possui vozes orquestradoras as pessoas responsáveis pela seleção do conteúdo publicado e vozes que se enunciam no dado ambiente, submetidas à seleção. Isso é o que ocorre em um blog: o blogueiro publica conteúdos de sua autoria ou não, de acordo com seus critérios; leitores podem enviar comentários que passarão pelo crivo do blogueiro. Este é o enunciador-orquestrador de seu blog. Polifonia como Centro (PC) A PC é a polifonia propriamente dita, isto é, a que apresenta, dentre as vozes presentes em um discurso, a voz do orquestrador. Alguns linguistas a imaginaram como sendo detectáveis por marcas textuais, mas no entendimento dos Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação - 9 -

10 genebrinos a polifonia não se estabelece nos enunciadores ou pontos de vista, mas na existência de vários locutores reais ou representados (CHARAUDEAU & MAINGUENEAU, 2008, 388p). Esse é o entendimento de que compartilhamos neste trabalho e entendemos que o blog é um ambiente discursivo polifônico por nenhum outro motivo que não a existência de vários locutores. Polifonia Autêntica (PA) O conceito de PA foi elaborado por Bakhtin quando este analisava as obras de Dostoievski. Segundo Brait (2006), ao estudar as obras do escritor russo em O romance polifônico de Dostoiévski e seu enfoque na crítica literária, Bakhtin aponta para o fato de que os heróis em Dostoiévski, ao contrário dos heróis dos romances de outros autores, defendem posições filosóficas autônomas de seu autor e contraditórias entre si. A concepção filosófica do próprio autor figura sem destaque e o herói se constitui autônomo de seu autor. Ele entende como polifonia autêntica essa escrita com multiplicidade de vozes e consciências independentes e imiscíveis. Entendemos que, assim como as obras do escritor russo, o hipertexto eletrônico é o ambiente discursivo para a realização da PA, pois vai ao encontro da textualidade ideal descrita por Roland Barthes, chamada de hipertexto de computador (LANDOW, 2006, p. 3-4): texto composto por blocos (lexia, em Barthes) conectados eletronicamente por múltiplos caminhos, elos ou trilhas em uma textualidade sem um desfecho e perpetuamente interminável ( ). Nesse texto ideal, diz Barthes, as redes [réseaux] são muitas e interagem, sem que nenhuma delas seja capaz de superar as demais; esse texto é uma galáxia de significantes, não uma estrutura de significados; não tem começo; é irreversível; obtemos acesso a ele por meio de várias entradas, nenhuma que possa ser autoritariamente declarada como a principal; os códigos que ela mobiliza se estendem até onde os olhos alcançam, são indetermináveis... os sistemas de significado podem assumir o controle desse texto absolutamente plural, mas seu número nunca está fechado, baseado em que está na infinidade da lingagem. (In: LANDOW, p. 3) (Tradução nossa) Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

11 Uma textualidade cujo acesso se dá por várias entradas (hipertextualidade) sendo que nenhuma delas pode ser declarada a principal, é uma textualidade polifônica autêntica. A escolha do corpus se deu, portanto, pelo fato de em tal ambiente encontramos elementos da AD em evidência nos enunciados como, por exemplo, a vozes advindas de outros enunciados, orquestradas por seu autor (PC) que, no caso, é o mediador do blog; ou vozes que se representam sem orquestração, sem unicidade ideológica, mas como sujeitos de si mesmas (PA). Também trata-se de um excelente exemplar de heterogeneidade, em especial a constitutiva, que nos apontará a diversidade de teorias, pensamentos, opiniões e ideologias que constituem o interdiscurso na rede. A partir da análise desses elementos, refletiremos sobre a visão do discurso no campo da AD em detrimento da visão de discurso que fundamenta a formação dos bancos de dados. Nossa hipótese é que, independentemente dos avanços nos estudos de Inteligência Artificial e produção de softwares semânticos, a comunicação humana requer uma abordagem heterogênea e polifônica e, segundo Foucault, deve ser compreendida a partir do princípio de sua formação pela dispersão. Sendo assim, a realização do sonho de Berners-Lee de uma rede dotada de inteligência humana passará necessariamente por essas considerações, ou será mais uma ferramenta de produção de dados homogeneizantes, por meio de cálculos de probabilidades. Corpus Propomo-nos aqui a analisar o ambiente discursivo de uma página digital da revista Quatro Rodas onde encontram-se tanto o texto sobre o lançamento de um novo carro da GM o Agile - como 256 comentários de leitores, postados do dia 24/09/2009 a 14/12/2009. Um dos propósitos dessa página é a circulação de informação sobre o tema da reportagem o carro; além disso, também serve à revista especialista (órgão jornalístico) à GM (fabricante do carro) como fonte de dados. O valor dos comentários apresentados está na opinião do leitor (relevante Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

12 para a revista) da reportagem e na opinião do consumidor do produto (relevante para a GM) e poderá se converter em dados, por meios abordados anteriormente neste trabalho (mineração de dados para a construção de ontologias e interpretação semântica de softwares inteligentes). Metodologia Este estudo de caso, que faz parte de uma pesquisa para dissertação, é uma análise do corpus a partir dos comentários e sua relação com o texto jornalístico e os demais comentários, à luz dos conceitos de polifonia de centro e polifonia autêntica, de Bakhtin; e o conceito de heterogeneidade mostrada e constitutiva, de Maingueneau. Para viabilizar a análise, enumeramos os enunciados-comentários e repetimos o número usando letras para aqueles postados mais de uma vez. Como a publicação dos comentários se dá dos mais recentes para os mais antigos, enumeramo-os de forma decrescente para que seus números correspondessem de forma crescente à sua posição temporal: o comentário nº1 foi o primeiro comentário, postado em 24/09/2009,`às 14h14min; o nº233, foi o último, postado em 15/12/2009, às 20h33min. Uma vez identificados esses elementos no discurso, refletimos sobre sua implicação interdiscursiva e a complexidade com que os discursos se constituem, especialmente no hipertexto. Concluímos com uma reflexão sobre o paradigma da AD e a produção de bancos de dados informacionais. Análise do corpus Nossa análise tem como foco a constituição da enunciação dos comentários à matéria jornalística sobre o lançamento do novo carro da GM. O ambiente da enunciação permite que os enunciadores se constituam não necessariamente com informações verdadeiras sobre seus nomes, experiências relatadas e informações; entretanto, nem a verdade, nem as implicações psicológicas da enunciação nos Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

13 interessa nesta análise, mas sua interdiscursividade. O espaço dos comentários, inclusive, tende a tornar-se um campo de batalha ideológica cujo moto é a guerra entre as montadores e os produtos que estas oferecem no mercado. Dentre os enunciados, observamos aqueles que são evidentes apologias ou ataques ao produto; opiniões ponderadas e com argumentos desapaixonados; discussões de baixo calão que fogem ao tema etc; como veremos a seguir. Há enunciados postados mais de uma vez, seja acidentalmente ou intencionalmente; e há enunciados que questionam esse fenômeno. Assim, dos 256 enunciados, 233 são inéditos. Há enunciadores que enunciam-se mais de uma vez, seja postando o mesmo comentário (como explicado acima), seja postando um comentário diferente, algumas vezes dando sequência a um debate. O primeiro enunciador, Péricles, segue o protocolo dos comentários, dando sua opinião desapaixonada sobre carro: acho q os faróis poderiam ser menores, é um tanto exagerado; já o segundo enunciador, thiago araujo, não poupa na crítica e a estende a outras montadoras: Incrível como conseguiram fazer um carro tão feio, sempre gostei da GM, mas esse aí parece um carro coreano. E assim vários enunciados constituem a teia discursiva da página da Quatro Rodas, a maioria deles discutindo o carro tema da reportagem. Todos esses enunciados possuem algum valor em uma possível garimpagem de dados para uma pesquisa de mercado; mesmo os elogios suspeitos, advindos de funcionários da GM e as críticas suspeitas, advindas de funcionários das outras montadoras, podem conter informações de mercado relevantes. Entretanto, o terceiro enunciador - Otavio -, que posta seu comentário três vezes seguidas, traz ao blog informações que desviam o debate de seu objeto principal e desencadeia enunciados-responsivos cujos dados podem ser considerados irrelevantes para um programador de uma ontologia que vise a opinião do leitor ou do consumidor sobre o carro. O fato de Otavio ter postado o mesmo texto três vezes seguidas pode indicar sua necessidade em enfatizar o que tem a dizer ou lapso no manejo da ferramenta comentários. Tendemos a concluir Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

14 pela primeira opção, pois seu comentário é escrito em letras maiúsculas com conteúdo contundente. Segue abaixo seu comentário na íntegra: ACABEI DE VOLTAR DA EUROPA E DIGO PRA VOCES..NÓS SOMOS O RESTO DO RESTO DO MUNDO...DOS POPULARES LÁ VI: RENAULT CLIO GEREÇÃO MAIS MODERNA QUE A NOSSA LIXO,PREÇO EUROS,OU SEJA QUASE REAIS (MESMO PREÇO QUE A "CARROÇA" GERAÇÃO ATRASADA DA RENAULT AQUI),LA VEM COM ABS E AIR BAG...VI PEUGEOT VERDADEIRO" 207,NÃO O LIXO DE 206,5 DAQUI...VI O CORSA DE LÁ QUE NEM SE PARECE COM O NOSSO LIXO DAQUI...E VI POR ULTIMO,O CARRO POPULAR QUE VAI ACABAR COM TODOS ESSES CONCORRENTES: NOVO FORD FIESTA EUROS,ABS,AIRBAG DE SERIE DESIGN MUITO LINDO,IMPRESSIONANTE DE PERTO (BATI FOTOS),O PAINEL É SHOW DE BOLA...MUITO MELHOR QUE O LIXO FIESTA DAQUI...VOLTEI DE LÁ COM A CERTEZA DE QUE SE INFERNO EXISTE,FOMOS SORTEADOS COM O BILHETE "PREMIADO".PIOR QUE ISSO É A FALTA DE ESPERANÇA DE SERMOS 1 MUNDO,A IGNORANCIA QUE IMPERA NO BRASIL,A FALTA DE CIVILIDADE E CLARO,O DESRRESPEITO DA MONTADORAS COM O BRASIL QUE VENDE SUCATAS COM MESMO PREÇO DAS VERSÕES MAIS MODERNAS DE LÁ...BOM,FAZ PARTE DO PACOTE MISÉRIA BRASILEIRA SEM FIM. Em seu comentário Otavio, não se limita a avaliar o carro em questão, ou outros carros do mercado brasileiro. Ele constrói seu ethos com os seguintes elementos: a autoridade de quem conhece a Europa (experiência de uma minoria de brasileiros); o nós, o resto do mundo ; e a certeza de seus pressuposto. Além disso, ele apresenta os seguintes fatos: os carros europeus são melhores e mais baratos do que os brasileiros; os consumidores europeus são mais respeitados do que os brasileiros; o Brasil não é Primeiro Mundo e a Europa é; o Brasil nunca será Primeiro Mundo. Embora o enunciador use a primeira pessoa do plural, incluindo-se no grupo brasileiros, suas críticas indicam um distanciamento tomado do objeto o Brasil, confirmando sua autoridade conferida pela visão de fora, de quem acaba de chegar da Europa, Primeiro Mundo. Ele não pactua com a situação de não- Primeiro Mundo do Brasil. Portanto, seu enunciado é atravessado por vários pressupostos: o de que o Brasil não é Primeiro Mundo porque os brasileiros são ignorantes, não possuem civilidade e por culpa das multinacionais. Essa interdiscursividade constitui seu enunciado caracterizando sua heterogeneidade. Imaginemos a garimpagem dessa enunciação e sua conversão em dados para uma pesquisa de mercado. Possivelmente o enunciado de Otavio, postado três Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

15 vezes em letras maiúsculas e marcado por certezas, não apresente dados relevantes, já que compara mercados de dois continentes distintos, generalizando todos os produtos do mercado brasileiro como lixo. Mas seu ethos e os discursos que invoca são, de fato, irrelevantes para a questão? Quem decide isso são os leitores- enunciadores do blog, como veremos a seguir. Otavio não passa despercebido por vários leitores-enunciadores da página, que conferem ao seu enunciado mais relevância do que à reportagem: os enunciadores seguintes navegam pelo novo tópico inaugurado por ele: leandro (24/09/ :56) meu caro otavio, adiantaria as montadoras lançarem os mesmos carros da europa, com a mesma tecnologia, etc, se o brasileiro médio não tem dinheiro nem pra comprar comiga?? se liga, o buraco é muito mais embaixo!! Cassio (24/09/ :38) O buraco é mais embaixo ainda. Não é que o brasileiro não tem dinheiro para comprar, tanto é que os preços dos carros de lá são até menores do que a gente paga aqui por modelos bem inferiores. O problema é a nossa tributação, que eleva o custo lá nas nuvens! E o mais triste é que a receita tributária não reverte em serviços para nós: Um quarto do nosso PIB é para despesas com a dívida pública, problema que os países de "primeiro mundo" não têm (ou pelo menos não nessa dimensão). Observador (24/09/ :13) Parabéns Sr. Cássio. Enquanto nossos executivos sonham com BMW Audi - Mercedes - ômega - na europa Mercedes é taxi, e os outros são carros familiares. Sr. Leandro - deve ser funcionário público - o problema do Brasil é que a lei seca não está sendo cumprida. Temos um bêbado dirigindo a nação...e ainda por cima deixou o mercado automotivo ser cartelizado por poucas e ruins montadoras. Ado a Ado - cada montadora no seu quadrado - -- terreno dividido, cartas super marcadas. A solução realmente seria o BOICOTE. Chega de pagarmos fortunas por carroças. Se uma mera diminuição do IPI já aumentou as vendas nestes patamares. Imagine o que preços reais e de mercado não fariam pela nossa fota. Não venham com o sentimentalismo barato de dizer: não temos comida...pois como disse o poeta " a gente não que só comida - a gente quer inteiro e não pela metade"...acordem...o poder é nosso e em nosso nome deve ser exercido... MG (24/09/ :30) Já está na hora de parar de falar mal dos produtos brasileiros. Nem tudo que vem de fora presta. Aposto que muitos de vocês que estão falando mal vão comprar um ou ficar babando quando virem pelas ruas. Um dos motivos que no Brasil não tem carros melhores é a alta tacha de impostos que temos que pagar. Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

16 A polifonia no ambiente discursivo dessa página, que é análogo ao de um blog (texto + ferramenta comentários), é autêntica pois, ainda que haja alguma triagem dos comentários antes de serem publicados, flagramos uma grande variedade de pensamentos e ideologias presentes na sociedade, muitos deles, inclusive, antagônicos. Essa polifonia é imprescindível à constituição de uma cena enunciativa com valores democráticos - a presença de tantas vozes quantas se enunciarem, com o mais variado repertório de opiniões e pontos de vista. Nisso consiste o paradigma de WEB 2.0, descrito por Tim Berners-Lee e, considerando o volume de blogs e de movimento de postagens entre os usuários da rede, esse paradigma condiz com os fatos. O enunciado-responsivo de leandro ao enunciado de Otavio apresenta um discurso de cunho materialista no senso-comum da sociedade brasileira a de que os brasileiros são pobres e essa é a causa de seus males. leandro concorda com Otavio quanto aos carros brasileiros serem inferiores aos europeus, mas discorda que seja um problema de ordem cultural (ignorância e falta de civilidade do brasileiro), mas econômico (pobreza, falta de dinheiro). Como argumento, ele diz que os brasileiros não têm dinheiro nem pra comprar comida. Ele corrige seu interlocutor mostrando que entende que sua análise (de natureza materialista) é mais profunda que a de Otavio (de natureza cultural) ao dizer que o buraco é mais embaixo. Mas Cassio se enuncia em seguida, trazendo uma reflexão a seu ver melhor do que a de leandro e Otavio, pois diz que o buraco é mais embaixo ainda. Para Cassio, o problema é de ordem administrativa e tributária: altos impostos que encarecem os produtos e em maioria destinados ao pagamento de dívida pública, ao invés de aplicados em serviços públicos. Cassio, embora não mencione diretamente e traga informações menos apaixonadas, retoma a tese de primeiro mundo X terceiro mundo, do catalizador da discussão - Otavio. O Observador se enuncia refutando a generalização no argumento de Cassio, de que o problema dos brasileiros é a alta tributação e as dívidas públicas. Ele lembra que há um grupo de brasileiros que consomem carros europeus Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

17 nossos executivos, a quem questões de tributação e de baixa qualidade do serviço público não dizem respeito. Também refuta leandro, dizendo que ele deve ser funcionário público e, no final de seu comentário, que falar de fome é sentimentalismo barato. Para o Observador, portanto, o discurso materialista da pobreza, além de sentimentalismo barato, é associado ao funcionalismo público. Em seguida, ele lança sua própria tese com humor e sarcasmo: o problema do Brasil é o descumprimento da lei seca, pois um bêbado o dirige. A menção aqui é clara ao presidente Lula, que dirige o país e a quem é atribuído o alcoolismo, principalmente por seus desafetos. O Observador associa o presumido alcoolismo de Lula às decisões quanto a permitir a formação de lobbies de montadoras ruins, e vai além: sugere uma solução o boicote. Contrapondo ao 'funcionário público', o enunciador cita Arnaldo Antunes ( o poeta ): a gente não quer só comida - a gente quer inteiro e não pela metade. Conclui deixando claro que não se sente representado pelo 'dirigente alcoólatra' e convoca os eleitores a uma atitude, dizendo ser necessário exercer o poder que emana dos cidadãos. Já MG reprova as críticas aos produtos nacionais e contrapõe com a afirmação de que nem tudo que vem de fora é bom. Retoma a tese de Cassio, de que o problema é a carga tributária e desautoriza os enunciadores precedentes questionando seus ethos: constituem-se como avaliadores críticos, mas, na verdade, vão comprar um ou ficar babando. Sua enunciação denota um patriotismo ferido. Nesses exemplares de enunciados que constituem a amostra extraída da rede discursiva tecida no site da Quatro Rodas flagramos, portanto, um repertório rico de pensamentos, pressupostos, juízos de valor e ideologias que oferecem uma amostra da complexidade das relações discursivas enquanto fato humano e social. Sua simples existência atesta sua relevância. Contudo, a relevância do que não é relevante para o mercado o enunciado de Otavio - pode passar despercebida por garimpeiros de dados e criadores de ontologias que, na confecção e uso de seus bancos de dados e softwares, acabam por limitar a abordagem sobre o internauta a Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

18 uma combinação de dados escolhidos arbitrariamente, com foco em certos interesses em detrimento de outros. Na prática, podemos considerar que essa lógica já faz parte das práticas de pesquisa de mercado, que buscam apresentar produtos com base nos dados computados que revelam o pensamento de um nicho, e não de indivíduos. No que tange a rede, contudo, essa lógica de seleção e direcionamento de dados implica não só uma pesquisa de mercado, mas uma invasão na vida privada do usuário da rede, que tem sua navegação invadida por publicidades, inclusive em sua caixa de s. Digamos que Otavio comece a ser exposto a propagandas sobre carros com itens de série completos. Seria uma conclusão razoável de um sistema de garimpagem que seja esse o produto que ele procura. Entretanto, sua enunciação, analisada em seus elementos interdiscursivos, deixa dúvidas sobre se essa é a questão; de fato, sua enunciação não indica que ele esteja sequer em busca de algum produto. Otavio e seus interlocutores são enunciadores na rede, antes de serem consumidores de produtos, ainda que enunciadores em sites de produtos. Considerações Finais Este trabalho apresenta uma visão do estágio em que os programadores de softwares e ontologias estão em relação ao sonho de Berners-Lee de um navegador da rede semântico e universal que, ao coletar e interpretar dados de todas as movimentações na rede, poupará os usuários do trabalho de buscas, oferecendo a eles produtos, serviços e informações. A questão que levantamos é a do conflito entre aquilo que é arbitrariamente considerado dado relevante sobre uma pessoa por programas e ontologias e o que realmente é relevante para a pessoa navegadora da rede. Analisando alguns enunciados em uma página de reportagem sobre o lançamento de um carro, percebemos que os navegadores da rede não podem ser reduzidos a consumidores e seus enunciados a dados de Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

19 mercado. O ciberespaço, como o espaço físico, são lugares de enunciação, de discurso e de vivência, cheios de vozes e interdiscursos; entretanto, quando uma pessoa navega a rede e é assediada por campanhas publicitárias elaboradas com base em um perfil individual construído com dados coletados e interpretados por um software, ela não está necessariamente sendo servida, mas (de)limitada pela lógica desse software. A coleta de dados em si pode constituir uma agressão à liberdade de ser; inclusive, à liberdade de deixar de ser, de crer, de pensar, de gostar. O perfil de uma pessoa como é construído na rede, portanto, não deixa de ser uma forma de massificação apesar da aparente individualização do internauta. Referências Bibliográficas BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, BRAIT, Beth. Bakhtin: dialogismo e polifonia. São Paulo: Contexto, BREITMAN, Karin. Web semântica. São Paulo: LTC, CARDOSO, Jorge. The semantic web vision: where are we now?. IEEE Intelligent Systems, September/October, CHARAUDEAU, P. MAINGUENEAU, D. Dicionário de análise do discurso. 2 ed. 2 reimp. São Paulo: Contexto, CORCHO, O. FERNÁNDEZ-LÓPEZ, M. Et. Al. Building legal ontologies with METHONTOLOGY and webode. Universidad Politécnica de Madrid. Madrid, FONTANILLE, Jacques. Semiótica do Discurso. São Paulo: Contexto, KOTLER, Philip. Marketing 3.0: as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano. São Paulo: Campus-Elsevier, LANDOW, George P. Hypertext 3.0: critical theory and new media in an era of globalization. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

20 MAINGUENEAU, Dominique. Novas tendências em análise do discurso. 3ª ed. Campinas: Pontes, MAINGUENEAU, Dominique. Cenas da enunciação. São Paulo: Parábola editorial, MAINGUENEAU, Dominique. Gênese dos discursos. São Paulo: Parábola editorial, MAINGUENEAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. 4ª ed. São paulo: Cortez, MARKOFF, John. Enterpreneurs see a web guided by common sense. In: The New York Times. November 23, ORIHUELA, José Luis. Blogs e blogosfera: o meio e a comunidade. In: Blogs: revolucionando os meios de comunicação. São Paulo: Thomson:, WEB 3.0. Disponível em: Universidade Federal de Pernambuco - Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologias na Educação

Desenvolvimento em Ambiente Web. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com

Desenvolvimento em Ambiente Web. Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Desenvolvimento em Ambiente Web Prof. André Y. Kusumoto andrekusumoto.unip@gmail.com Internet A Internet é um conjunto de redes de computadores de domínio público interligadas pelo mundo inteiro, que tem

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 A MATERIALIZAÇÃO

Leia mais

A Estrutura da Web. Redes Sociais e Econômicas. Prof. André Vignatti

A Estrutura da Web. Redes Sociais e Econômicas. Prof. André Vignatti A Estrutura da Web Redes Sociais e Econômicas Prof. André Vignatti A Estrutura da Web Até agora: redes onde unidades eram pessoas ou entidades sociais, como empresas e organizações Agora (Cap 13, 14 e

Leia mais

APOSTILA BÁSICA INFORMÁTICA: 1. PROCESSADOR DE TEXTOS 1.1 Conhecendo o aplicativo Word 2007 2.EDITOR DE PLANILHAS

APOSTILA BÁSICA INFORMÁTICA: 1. PROCESSADOR DE TEXTOS 1.1 Conhecendo o aplicativo Word 2007 2.EDITOR DE PLANILHAS APOSTILA BÁSICA INFORMÁTICA: 1. PROCESSADOR DE TEXTOS 1.1 Conhecendo o aplicativo Word 2007 2.EDITOR DE PLANILHAS 3.INTERNET 3.1. Internet: recursos e pesquisas 3.2. Conhecendo a Web 3.3. O que é um navegador?

Leia mais

Aula 1: Introdução à Disciplina Fonte: Plano de Aula Oficial da Disciplina

Aula 1: Introdução à Disciplina Fonte: Plano de Aula Oficial da Disciplina Programação para Internet Rica 1 Aula 1: Introdução à Disciplina Fonte: Plano de Aula Oficial da Disciplina Objetivo: Identificar os princípios que se destacam como características da Web 2.0. INTRODUÇÃO

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais

Novas Mídias e Relações Sociais.

Novas Mídias e Relações Sociais. Novas Mídias e Relações Sociais. Eduardo Foster 1 1 Caiena Soluções em Gestão do Conhecimento, Av. 34-578, CEP 13504-110 Rio Claro, Brasil foster@caiena.net Resumo. A comunicação é uma disciplina que acompanha

Leia mais

Mineração de Opinião / Análise de Sentimentos

Mineração de Opinião / Análise de Sentimentos Mineração de Opinião / Análise de Sentimentos Carlos Augusto S. Rodrigues Leonardo Lino Vieira Leonardo Malagoli Níkolas Timmermann Introdução É evidente o crescimento da quantidade de informação disponível

Leia mais

Uma nova perspectiva sobre a experiência digital do cliente

Uma nova perspectiva sobre a experiência digital do cliente Uma nova perspectiva sobre a experiência digital do cliente Redesenhando a forma como empresas operam e envolvem seus clientes e colaboradores no mundo digital. Comece > Você pode construir de fato uma

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches A presença de tecnologias digitais no campo educacional já é facilmente percebida, seja pela introdução de equipamentos diversos,

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

ANAIS DA VII JORNADA CIENTÍFICA DA FAZU 20 a 24 de outubro de 2008 ARTIGOS CIENTÍFICOS COMPUTAÇÃO SUMÁRIO

ANAIS DA VII JORNADA CIENTÍFICA DA FAZU 20 a 24 de outubro de 2008 ARTIGOS CIENTÍFICOS COMPUTAÇÃO SUMÁRIO ARTIGOS CIENTÍFICOS COMPUTAÇÃO SUMÁRIO AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PESQUISADORES... 2 AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PESQUISADORES SILVA, M.M Margareth Maciel Silva

Leia mais

Ferramentas de informações e comunicações e as interações possíveis Tecnologias populares para uma Educação à Distância mais Popular.

Ferramentas de informações e comunicações e as interações possíveis Tecnologias populares para uma Educação à Distância mais Popular. Trabalha de Conclusão do Curso Educação a Distância : Um Novo Olhar Para a Educação - Formação de Professores/Tutores em EaD pelo Portal Somática Educar Ferramentas de informações e comunicações e as interações

Leia mais

Autoria Web Apresentação e Visão Geral sobre a Web

Autoria Web Apresentação e Visão Geral sobre a Web Apresentação e Visão Geral sobre a Web Apresentação Thiago Miranda Email: mirandathiago@gmail.com Site: www.thiagomiranda.net Objetivos da Disciplina Conhecer os limites de atuação profissional em Web

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1

O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1 O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1 Bruno Ciavolella Universidade Estadual de Maringá RESUMO: Fundamentado na concepção dialógica de linguagem proposta pelo

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE A LINGUAGEM EM BLOGS EDUCATIVOS E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM Adriana Ferreira Boeira* PPGEd/UCS

A RELAÇÃO ENTRE A LINGUAGEM EM BLOGS EDUCATIVOS E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM Adriana Ferreira Boeira* PPGEd/UCS 1 A RELAÇÃO ENTRE A LINGUAGEM EM BLOGS EDUCATIVOS E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM Adriana Ferreira Boeira* PPGEd/UCS RESUMO: Este trabalho apresenta a pesquisa, que está em andamento, que tem como objetivo

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

Jornalismo Interativo

Jornalismo Interativo Jornalismo Interativo Antes da invenção da WWW, a rede era utilizada para divulgação de informações direcionados a públicos muito específicos e funcionavam através da distribuição de e-mails e boletins.

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores 5º período Disciplina: Tecnologia WEB Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

TIPOS DE TEXTOS E ARGUMENTAÇÃO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS prof. ALEMAR RENA alemarrena@gmail.com

TIPOS DE TEXTOS E ARGUMENTAÇÃO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS prof. ALEMAR RENA alemarrena@gmail.com TIPOS DE TEXTOS E ARGUMENTAÇÃO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS prof. ALEMAR RENA alemarrena@gmail.com TIPOS RELACIONADOS À FUNÇÃO REFERENCIAL: RESUMO RESUMO DESCRITIVO > Resume estrutura temática > Inclui

Leia mais

REDE DE COMPUTADORES

REDE DE COMPUTADORES REDE DE COMPUTADORES Evolução histórica das redes de computadores Prof. Airton Ribeiro de Sousa E-mail: airton.ribeiros@gmail.com 1 Objetivos de Aprendizagem Ao final deste módulo você estará apto a conceituar

Leia mais

E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS

E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS Central de Cases E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS www.espm.br/centraldecases Central de Cases E-COMMERCE COMO FERRAMENTA DE VENDAS Preparado pelo Prof. Vicente Martin Mastrocola, da ESPM SP. Disciplinas

Leia mais

// Questões para estudo

// Questões para estudo // Questões para estudo 2 // Ferramentas Básicas de Internet e Web 2.0 1. Sobre a internet, marque a opção correta: A) A internet poder ser definida como uma rede mundial, composta por mihões e milhões

Leia mais

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 Daiana Marques Sobrosa 2 1. Introdução Em 26 de março de 1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção

Leia mais

MANUAL DE MEMBRO COMUNIDADE DO AMIGO

MANUAL DE MEMBRO COMUNIDADE DO AMIGO SUMÁRIO Efetuando o Login na comunidade... 3 Esqueceu sua senha?... 3 Página Principal... 4 Detalhando o item Configurações... 5 Alterar Foto... 5 Alterar Senha... 5 Dados Pessoais... 6 Configurações de

Leia mais

Criando Aplicações para Redes Sociais

Criando Aplicações para Redes Sociais Criando Aplicações para Redes Sociais Gavin Bell Novatec capítulo 1 Criando um aplicativo social Por que você está criando uma comunidade? Se você não consegue responder a essa pergunta depois de pensar

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PELOTAS CENTRO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO CURSO DE JORNALISMO TUTORIAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PELOTAS CENTRO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO CURSO DE JORNALISMO TUTORIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PELOTAS CENTRO DE LETRAS E COMUNICAÇÃO CURSO DE JORNALISMO TUTORIAL http://pt.wordpress.com http://.wordpress.org Autor: Calvin da Silva Cousin Orientação: Profª Drª Sílvia Porto

Leia mais

EMPREGABILIDADE E MARKETING PESSOAL

EMPREGABILIDADE E MARKETING PESSOAL EMPREGABILIDADE E MARKETING PESSOAL 1 2 Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. Leonardo da Vinci CARO ALUNO Não existem limites para a educação a distância. Seus desafios

Leia mais

Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. Leonardo da Vinci

Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. Leonardo da Vinci MATEMÁTICA - ENEM 1 2 Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro. Leonardo da Vinci CARO ALUNO Não existem limites para a educação a distância. Seus desafios são os mesmos da educação

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

Práticas de Linguagem e Design: algumas questões de usabilidade no contexto da web social

Práticas de Linguagem e Design: algumas questões de usabilidade no contexto da web social Práticas de Linguagem e Design: algumas questões de usabilidade no contexto da web social Fernanda Maria Pereira Freire ffreire@unicamp.br Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) André Constantino

Leia mais

Sistemas de Informação James A. O Brien Editora Saraiva Capítulo 5

Sistemas de Informação James A. O Brien Editora Saraiva Capítulo 5 Para entender bancos de dados, é útil ter em mente que os elementos de dados que os compõem são divididos em níveis hierárquicos. Esses elementos de dados lógicos constituem os conceitos de dados básicos

Leia mais

MARKETING EM REDES SOCIAIS RESUMO

MARKETING EM REDES SOCIAIS RESUMO MARKETING EM REDES SOCIAIS Bruna Karine Ribeiro Simão Instituto Federal de Mato Grosso do Sul Campus Nova Andradina bruna_simao@hotmail.com Rodrigo Silva Duran Instituto Federal de Mato Grosso do Sul Campus

Leia mais

Um exemplo prático. Como exemplo, suponha que você é um recémcontratado

Um exemplo prático. Como exemplo, suponha que você é um recémcontratado pessoas do grupo. Não basta simplesmente analisar cada interpretação possível, é preciso analisar quais as conseqüências de nossas possíveis respostas, e é isso que proponho que façamos de forma racional.

Leia mais

Web 2.0. Amanda Ponce Armelin RA 052202

Web 2.0. Amanda Ponce Armelin RA 052202 Amanda Ponce Armelin RA 052202 Americana, 2007 Tópicos Introdução Web 1.0 Definição Comparativo Web1.0 x Web2.0 Web 3.0 Definição Conclusão Definição Principais características Discórdia Termos Essenciais

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Rafael D. Ribeiro, M.Sc,PMP. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br @ribeirord Pesquisa e Propagação do conhecimento: Através da Web, é possível

Leia mais

10 DICAS PARA SEU ECOMMERCE SER SUCESSO EM TODO O BRASIL

10 DICAS PARA SEU ECOMMERCE SER SUCESSO EM TODO O BRASIL 10 DICAS PARA SEU ECOMMERCE SER SUCESSO EM TODO O BRASIL SUMÁRIO 1. COMUNICAÇÃO SEGMENTADA! 2. SEO! 3. MOBILE! 4. FOTOS E DESCRIÇÕES! 5. FRETE! 6. PAGAMENTO REGIONAL! 7. ENTREGA! 8. EMBALAGEM! 9. ATENDIMENTO!

Leia mais

Estar presente quando seu cliente está buscando seus serviços e produtos é fundamental.

Estar presente quando seu cliente está buscando seus serviços e produtos é fundamental. Estar presente quando seu cliente está buscando seus serviços e produtos é fundamental. Atualmente o meio mais imediato e eficaz, desde que bem configurado e com acompanhamento constante, são as campanhas

Leia mais

O advento das mídias sociais digitais e o mercado de trabalho para o profissional de relações públicas

O advento das mídias sociais digitais e o mercado de trabalho para o profissional de relações públicas O advento das mídias sociais digitais e o mercado de trabalho para o profissional de relações públicas Julie Caroline de Alcântara Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP E-mail: juliealcantara.31@gmail.com

Leia mais

SITES E BLOGS CONSTRUINDO A SUA MARCA

SITES E BLOGS CONSTRUINDO A SUA MARCA SITES E BLOGS CONSTRUINDO A SUA MARCA Paula Junqueira 7º CONGRESSO RIO DE EDUCAÇÃO CONSTRUINDO A SUA MARCA A marca é o ativo mais importante, independente do tamanho de sua empresa. As mídias sociais são

Leia mais

Laboratório de Mídias Sociais

Laboratório de Mídias Sociais Laboratório de Mídias Sociais Aula 02 Análise Textual de Mídias Sociais parte I Prof. Dalton Martins dmartins@gmail.com Gestão da Informação Universidade Federal de Goiás O que é Análise Textual? Análise

Leia mais

PROJETO SALA DE REDAÇÃO

PROJETO SALA DE REDAÇÃO PROJETO SALA DE REDAÇÃO Eliane Teresinha da Silva Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas UAB Restinga Seca/UFSM Gláucia Josiele Cardoso Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas

Leia mais

1 Introdução. 1.1 A Nova Era Digital

1 Introdução. 1.1 A Nova Era Digital 11 1 Introdução Com o advento da nova era da internet, conhecida com web 2.0, e o avanço das tecnologias digitais, o consumidor passa a ter maior acesso à informação bem como à facilidade de expressar

Leia mais

O / 4 FAIXA ETÁRIA SEXO 1.5% 0.2% 6.1% 0.2% 13.5% 25.8% 52.6% 407 entrevistas foram realizadas nos dias 27 e 28 de janeiro de 2010. Feminino.

O / 4 FAIXA ETÁRIA SEXO 1.5% 0.2% 6.1% 0.2% 13.5% 25.8% 52.6% 407 entrevistas foram realizadas nos dias 27 e 28 de janeiro de 2010. Feminino. A TERCEIRA EDIÇÃO DA CAMPUS PARTY BRASIL, REALIZADA EM SÃO PAULO ENTRE OS DIAS 25 E 31 DE JANEIRO DE 2010, REUNIU QUASE 100 MIL PARTICIPANTES PARA DISCUTIR AS TENDÊNCIAS DA INTERNET E DAS MÍDIAS DIGITAIS.

Leia mais

Inteligência em. redes sociais. corporativas. Como usar as redes internas de forma estratégica

Inteligência em. redes sociais. corporativas. Como usar as redes internas de forma estratégica Inteligência em redes sociais corporativas Como usar as redes internas de forma estratégica Índice 1 Introdução 2 Por que uma rede social corporativa é um instrumento estratégico 3 Seis maneiras de usar

Leia mais

PRÊMIO DE JORNALISMO FAEPA/SENAR-PB 2015 REGULAMENTO. Encerramento das inscrições. Cerimônia de premiação dos vencedores

PRÊMIO DE JORNALISMO FAEPA/SENAR-PB 2015 REGULAMENTO. Encerramento das inscrições. Cerimônia de premiação dos vencedores PRÊMIO DE JORNALISMO FAEPA/SENAR-PB 2015 REGULAMENTO Calendário ATIVIDADES DATA Lançamento no site Encerramento das inscrições Anúncio oficial dos finalistas Cerimônia de premiação dos vencedores 03 de

Leia mais

Este documento provê informação atualizada, e simples de entender, para o empreendedor que precisa iniciar ou avaliar suas operações online.

Este documento provê informação atualizada, e simples de entender, para o empreendedor que precisa iniciar ou avaliar suas operações online. Os segredos dos negócios online A Internet comercial está no Brasil há menos de 14 anos. É muito pouco tempo. Nesses poucos anos ela já mudou nossas vidas de muitas maneiras. Do programa de televisão que

Leia mais

Copyright 2013 Academia NED. Todos os Direitos Reservados. AcademiaNED.com.br

Copyright 2013 Academia NED. Todos os Direitos Reservados. AcademiaNED.com.br Copyright 2013 Academia NED Todos os Direitos Reservados AcademiaNED.com.br CONTEÚDO Introdução... 4 1 - Certifique-se de que sua FanPage é atraente... 5 a. Foto de Capa... 5 b. Foto de Perfil... 5 c.

Leia mais

ÍNDICE O QUE É... 2 COMO FUNCIONA... 3. Acervo... 3. Meus Livros... 4. Livros em destaque... 7. Fórum... 7. Notícias... 8. Ajuda... 9. Suporte...

ÍNDICE O QUE É... 2 COMO FUNCIONA... 3. Acervo... 3. Meus Livros... 4. Livros em destaque... 7. Fórum... 7. Notícias... 8. Ajuda... 9. Suporte... ÍNDICE O QUE É... 2 COMO FUNCIONA... 3 Acervo... 3 Meus Livros... 4 Livros em destaque... 7 Fórum... 7 Notícias... 8 Ajuda... 9 Suporte... 9 POR QUE USAR... 10 EQUIPE RESPONSÁVEL... 12 CONTATO... 13 O

Leia mais

10 Coisas Simples Que Você Pode. Fazer Agora Para Gerar Tráfego e Leads Gratuitamente

10 Coisas Simples Que Você Pode. Fazer Agora Para Gerar Tráfego e Leads Gratuitamente 10 Coisas Simples Que Você Pode Fazer Agora Para Gerar Tráfego e Leads Gratuitamente Geração de tráfego e converter os leads resultantes em vendas é o último desafio para qualquer comerciante ou empreendedor,

Leia mais

Imagem corporativa e as novas mídias

Imagem corporativa e as novas mídias Imagem corporativa e as novas mídias Ellen Silva de Souza 1 Resumo: Este artigo irá analisar a imagem corporativa, mediante as novas e variadas formas de tecnologias, visando entender e estudar a melhor

Leia mais

SISTEMÁTICA WEBMARKETING

SISTEMÁTICA WEBMARKETING SISTEMÁTICA WEBMARKETING Breve descrição de algumas ferramentas Sobre o Webmarketing Web Marketing é uma ferramenta de Marketing com foco na internet, que envolve pesquisa, análise, planejamento estratégico,

Leia mais

Novas tecnologias no contexto educacional da pós-graduação: resumos de dissertações e teses apresentadas na UMESP

Novas tecnologias no contexto educacional da pós-graduação: resumos de dissertações e teses apresentadas na UMESP Novas tecnologias no contexto educacional da pós-graduação: resumos de dissertações e teses apresentadas na UMESP 182 NOVAS TECNOLOGIAS NO CONTEXTO EDUCACIONAL RESUMOS DE DISSERTAÇÕES E TESES APRESENTADAS

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA PRODUÇÃO DE TEXTOS DO JORNAL REPORTAGEM RESENHA CRÍTICA TEXTO DE OPINIÃO CARTA DE LEITOR EDITORIAL

ORIENTAÇÕES PARA PRODUÇÃO DE TEXTOS DO JORNAL REPORTAGEM RESENHA CRÍTICA TEXTO DE OPINIÃO CARTA DE LEITOR EDITORIAL ORIENTAÇÕES PARA PRODUÇÃO DE TEXTOS DO JORNAL REPORTAGEM RESENHA CRÍTICA TEXTO DE OPINIÃO CARTA DE LEITOR EDITORIAL ORIENTAÇÕES PARA OS GRUPOS QUE ESTÃO PRODUZINDO UMA: REPORTAGEM Tipos de Textos Características

Leia mais

Plano de Ação para Mídias Sociais: ebook para agências de turismo. Copyright 2015. Agente no Turismo Strategia Consultoria Turística Ltda.

Plano de Ação para Mídias Sociais: ebook para agências de turismo. Copyright 2015. Agente no Turismo Strategia Consultoria Turística Ltda. Plano de Ação para Mídias Sociais: ebook para agências de turismo Copyright 2015 Agente no Turismo Strategia Consultoria Turística Ltda. Todos os direitos reservados. Pode ser compartilhado com conteúdo,

Leia mais

Blogs Corporativos como instrumentos de comunicação nas empresas: uma análise prático-teórica.

Blogs Corporativos como instrumentos de comunicação nas empresas: uma análise prático-teórica. Blogs Corporativos como instrumentos de comunicação nas empresas: uma análise prático-teórica. Além de tornar-se fundamental para a difusão do conhecimento e geração das relações interpessoais, a Internet

Leia mais

Hai Hora Atividade Interativa: Uso do dicionário nas aulas de Língua Estrangeira Moderna Espanhol, na escola pública do Estado do Paraná.

Hai Hora Atividade Interativa: Uso do dicionário nas aulas de Língua Estrangeira Moderna Espanhol, na escola pública do Estado do Paraná. Hai Hora Atividade Interativa: Uso do dicionário nas aulas de Língua Estrangeira Moderna Espanhol, na escola pública do Estado do Paraná. Jaqueline Inês Koloda Moletta Resumo Este artigo visa apresentar

Leia mais

OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE

OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE Kleiton Cassemiro do Nascimento¹ DLLEM / UFRN Kleitoncass@gmail.com RESUMO Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise dos mecanismos de coesão adotados

Leia mais

PUC Minas Abril / Maio de 2009. Marketing. Digital. Prof. Caio Cesar (caiocgo@pucminas.br)

PUC Minas Abril / Maio de 2009. Marketing. Digital. Prof. Caio Cesar (caiocgo@pucminas.br) PUC Minas Abril / Maio de 2009 Marketing Digital Prof. Caio Cesar (caiocgo@pucminas.br) Caio Cesar? Ensino / Pesquisa / Consultoria Marketing de Varejo Comunicação Online Design de Interação caiocgo@pucminas.br

Leia mais

Como surgiu a Internet?

Como surgiu a Internet? Como surgiu a Internet? A internet nada mais é do que a conexão de várias redes de computadores interligadas entre si. O surgimento das primeiras redes de computadores datam a época em que o planeta estava

Leia mais

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa 7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa As críticas ao ensino tradicional de língua portuguesa não são recentes. Nos anos trinta, Olavo Bilac já se posicionava contra o

Leia mais

O professor José Manuel Moran dá algumas dicas sobre como realizar pesquisas na Internet. Dicas de pesquisa na Internet.

O professor José Manuel Moran dá algumas dicas sobre como realizar pesquisas na Internet. Dicas de pesquisa na Internet. Comumente se ouve de professores e alunos que utilizam a Internet que nem tudo que se procura nesse recurso didático, é realmente encontrado. A forma de se pesquisar é fundamental, uma vez a pesquisa precisa

Leia mais

Será a Internet/Intranet uma plataforma viável em sala de aula? Luís Manuel Borges Gouveia. www.ufp.pt/staf/lmbg/ lmbg@ufp.pt

Será a Internet/Intranet uma plataforma viável em sala de aula? Luís Manuel Borges Gouveia. www.ufp.pt/staf/lmbg/ lmbg@ufp.pt Será a Internet/Intranet uma plataforma viável em sala de aula? Luís Manuel Borges Gouveia www.ufp.pt/staf/lmbg/ lmbg@ufp.pt Questões Será a Internet/Intranet uma plataforma viável em sala de aula? Lições

Leia mais

Universidade Comunitária da Região de Chapecó Área de Ciências Humanas e Jurídicas. Curso de Licenciatura em Pedagogia Disciplina: 7081006

Universidade Comunitária da Região de Chapecó Área de Ciências Humanas e Jurídicas. Curso de Licenciatura em Pedagogia Disciplina: 7081006 Universidade Comunitária da Região de Chapecó Área de Ciências Humanas e Jurídicas Curso de Licenciatura em Pedagogia Disciplina: 7081006 Tecnologias da Comunicação e Informação na Educação Professora:

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos UMA ANÁLISE DOS GÊNEROS DIGITAIS PRESENTES NOS LIVROS DIDÁTICOS DO ENSINO MÉDIO Elaine Vasquez Ferreira de Araujo elainevasquez@ig.com.br RESUMO Este artigo discute os gêneros digitais que são abordados

Leia mais

> Folha Dirigida, 18/08/2011 Rio de Janeiro RJ Enem começa a mudar as escolas Thiago Lopes

> Folha Dirigida, 18/08/2011 Rio de Janeiro RJ Enem começa a mudar as escolas Thiago Lopes > Folha Dirigida, 18/08/2011 Rio de Janeiro RJ Enem começa a mudar as escolas Thiago Lopes Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), inicialmente, tinha como objetivo avaliar o desempenho

Leia mais

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010.

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Resenha OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Leticia Macedo Kaeser * leletrasufjf@gmail.com * Aluna

Leia mais

KIT ONLINE PARA SEU SALÃO DE BELEZA Como criar um blog de sucesso para seu salão de beleza e triunfar nas redes sociais

KIT ONLINE PARA SEU SALÃO DE BELEZA Como criar um blog de sucesso para seu salão de beleza e triunfar nas redes sociais KIT ONLINE PARA SEU SALÃO DE BELEZA Como criar um blog de sucesso para seu salão de beleza e triunfar nas redes sociais INTRODUÇÃO Em plena era 2.0 é imprescindível que as empresas estejam presentes na

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS. Mede a capacidade de comunicação de computadores e dispositivos. Operam em diferentes plataformas de hardware

LISTA DE EXERCÍCIOS. Mede a capacidade de comunicação de computadores e dispositivos. Operam em diferentes plataformas de hardware 1. A nova infra-estrutura de tecnologia de informação Conectividade Mede a capacidade de comunicação de computadores e dispositivos Sistemas abertos Sistemas de software Operam em diferentes plataformas

Leia mais

PARANÁ GOVERNO DO ESTADO

PARANÁ GOVERNO DO ESTADO PARANÁ GOVERNO DO ESTADO COLÉGIO ESTADUAL DE PARANAVAÍ ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO, NORMAL E PROFISSIONAL CURSO TÉCNICO EM INFORMÁTICA DISCIPLINA: INTERNET E PROGRAMAÇÃO WEB 1º MÓDULO SUBSEQUENTE MECANISMOS

Leia mais

Trabalho sobre o Facebook. De Sistemas Formador Tomás Lima

Trabalho sobre o Facebook. De Sistemas Formador Tomás Lima Trabalho sobre o Facebook De Sistemas Formador Tomás Lima Formando Marco Silva S - 13 Índice Facebook... 3 Porque todas essas perguntas para criar um perfil?... 3 O Facebook fornece várias maneiras de

Leia mais

PLANO DE ENSINO. 1. Identificação

PLANO DE ENSINO. 1. Identificação 1. Identificação PLANO DE ENSINO Curso: A INTERNET E SUAS FERRAMENTAS Disciplina: A Internet e suas Ferramentas Período Ministrado/Semestre- Bimestre- Mês/Ano: 03 de setembro a 08 de outubro/2º Semestre

Leia mais

mídia, psicologia e subjetividade I 2014-2 I egc I ufsc sílvio serafim marisa carvalho

mídia, psicologia e subjetividade I 2014-2 I egc I ufsc sílvio serafim marisa carvalho mídia, psicologia e subjetividade I 2014-2 I egc I ufsc sílvio serafim marisa carvalho Sumário Conhecimento introdução EGC estudo Mídias conceito teoria Cibercultura processo Inovação mídias Temas seminários

Leia mais

Web Design Aula 01: Conceitos Básicos

Web Design Aula 01: Conceitos Básicos Web Design Aula 01: Conceitos Básicos Professora: Priscilla Suene priscilla.silverio@ifrn.edu.br Motivação Motivação Motivação Motivação Roteiro Introdução Papéis e Responsabilidades Construindo um site

Leia mais

Informática Básica. Internet Intranet Extranet

Informática Básica. Internet Intranet Extranet Informática Básica Internet Intranet Extranet Para começar... O que é Internet? Como a Internet nasceu? Como funciona a Internet? Serviços da Internet Considerações finais O que é Internet? Ah, essa eu

Leia mais

Donald Davidson e a objetividade dos valores

Donald Davidson e a objetividade dos valores Donald Davidson e a objetividade dos valores Paulo Ghiraldelli Jr. 1 Os positivistas erigiram sobre a distinção entre fato e valor o seu castelo. Os pragmatistas atacaram esse castelo advogando uma fronteira

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS

CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE GRADUAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA GRADE DETALHADA DO CURSO COM AS EMENTAS DAS DISCIPLINAS Cultura Brasileira 1º PERÍODO O fenômeno cultural. Cultura(s) no Brasil. Cultura regional e

Leia mais

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA

UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA UNIDADE II METODOLOGIA DO FORMAÇÃO PELA ESCOLA Quando focalizamos o termo a distância, a característica da não presencialidade dos sujeitos, num mesmo espaço físico e ao mesmo tempo, coloca se como um

Leia mais

Módulo 6 Usando a Internet. Internet. 3.1 Como tudo começou

Módulo 6 Usando a Internet. Internet. 3.1 Como tudo começou Módulo 6 Usando a Internet Internet 3.1 Como tudo começou A internet começou a se desenvolver no ano de 1969 onde era chamada de ARPANET, criada pelo departamento de defesa dos Estados Unidos com o propósito

Leia mais

O melhor do PHP. Por que PHP? CAPÍTULO 1. Uma Pequena História do PHP

O melhor do PHP. Por que PHP? CAPÍTULO 1. Uma Pequena História do PHP CAPÍTULO 1 O melhor do PHP Este livro levou bastante tempo para ser feito. Venho usando agora o PHP por muitos anos e o meu amor por ele aumenta cada vez mais por sua abordagem simplista, sua flexibilidade

Leia mais

ROSO, Adriane Rubio¹; SANTOS, Claudia Soder²; BERNI, Vanessa Limana³; ALMEIDA, Nathiele Berger 4.

ROSO, Adriane Rubio¹; SANTOS, Claudia Soder²; BERNI, Vanessa Limana³; ALMEIDA, Nathiele Berger 4. ESPAÇO DE COMPARTILHAMENTOS SOBRE O ADOLESCER COM HIV/AIDS ROSO, Adriane Rubio¹; SANTOS, Claudia Soder²; BERNI, Vanessa Limana³; ALMEIDA, Nathiele Berger 4. ¹ Docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Leia mais

Semiótica Funcionalista

Semiótica Funcionalista Semiótica Funcionalista Função objetivo, finalidade Funcionalismo oposto a formalismo entretanto, não há estruturas sem função e nem funções sem estrutura 2 Abordagens Básicas Signo função estrutural função

Leia mais

VI Seminário de Iniciação Científica SóLetras - 2009 ISSN 1808-9216

VI Seminário de Iniciação Científica SóLetras - 2009 ISSN 1808-9216 O EMPREGO GRAMATICAL NO LIVRO DIDÁTICO Desiree Bueno TIBÚRCIO (G-UENP/campus Jac.) desiree_skotbu@hotmail.com Marilúcia dos Santos Domingos Striquer (orientadora-uenp/campus Jac.) marilucia.ss@uol.com.br

Leia mais

Colégio Internato dos Carvalhos

Colégio Internato dos Carvalhos Grupo Disciplinar de Línguas Românicas aøväxé wé XÇá ÇÉ fxvâçwöü É Matriz do Teste Intermédio de Português do 12.º ano Ano letivo 2014-2015 Objeto de avaliação INFORMAÇÃO-TESTE de Português 12.º ano (a

Leia mais

Mas como você gera sua lista de e-mail? Listei abaixo algumas das formas de construir uma lista de email marketing eficaz;

Mas como você gera sua lista de e-mail? Listei abaixo algumas das formas de construir uma lista de email marketing eficaz; E-mail marketing, muitas vezes considerada uma forma de marketing pessoal, é uma das mais valiosas ferramentas de web marketing, uma das mais visadas e mais focada pelos marqueteiros. Vamos nos concentrar

Leia mais

ANÁLISE DE SITES EDUCACIONAIS PELO PROFESSOR E PELO ALUNO

ANÁLISE DE SITES EDUCACIONAIS PELO PROFESSOR E PELO ALUNO Análise do professor: Parâmetros para avaliação Ao navegar por Web sites é importante observar alguns tópicos para determinar se um site é bom ou não. Navegação, design, conteúdo, velocidade de acesso,

Leia mais

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA).

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). Alinne da Silva Rios Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP e-mail: alinnerios@hotmail.com Profa. Ms. Leila

Leia mais

A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO

A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO BECK, Eliane Maria Cabral (UNIOESTE)² PALAVRAS-CHAVE: interpretação, interlocutor, contexto. Resumo: Pretende-se, com este trabalho, analisar a transmissão de informação expressa

Leia mais

SI- Sistemas de Informação. Professora: Mariana A. Fuini

SI- Sistemas de Informação. Professora: Mariana A. Fuini SI- Sistemas de Informação Professora: Mariana A. Fuini INTRODUÇÃO A informação é tudo na administração de uma organização. Mas para uma boa informação é necessário existir um conjunto de características

Leia mais

O PAPEL DA PROPAGANDA NO AMBIENTE ESCOLAR

O PAPEL DA PROPAGANDA NO AMBIENTE ESCOLAR O PAPEL DA PROPAGANDA NO AMBIENTE ESCOLAR Izabele Silva Gomes Vívian Galvão Barbosa Universidade Federal de Campina Grande UFCG izabelesilvag@gmail.com viviangbarbosa@msn.com INTRODUÇÃO Termos como Era

Leia mais

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NÚCLEO DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA E AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES Edson Crisostomo dos Santos Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES edsoncrisostomo@yahoo.es

Leia mais

Conceitos sobre TCP/IP. Endereços IP (Internet Protocol) Introdução

Conceitos sobre TCP/IP. Endereços IP (Internet Protocol) Introdução Conceitos sobre TCP/IP Endereços IP (Internet Protocol) Introdução O uso de computadores em rede e, claro, a internet, requer que cada máquina tenha um identificador que a diferencie das demais. Para isso,

Leia mais

INTERNET. Professor: Leandro Crescencio E-mail: leandromc@inf.ufsm.br. http://www.inf.ufsm.br/~leandromc. Colégio Politécnico 1

INTERNET. Professor: Leandro Crescencio E-mail: leandromc@inf.ufsm.br. http://www.inf.ufsm.br/~leandromc. Colégio Politécnico 1 INTERNET Professor: Leandro Crescencio E-mail: leandromc@inf.ufsm.br http://www.inf.ufsm.br/~leandromc Colégio Politécnico 1 Internet Origem: Guerra Fria DARPA (Departamento de Defesa de Pesquisas Avançadas)

Leia mais

Computação nas nuvens (Vantagens)

Computação nas nuvens (Vantagens) Computação em Nuvem Computação em nuvem O conceito de computação em nuvem (em inglês, cloud computing) refere-se à possibilidade de utilizarmos computadores menos potentes que podem se conectar à Web e

Leia mais

Diogo Caixeta 6 PASSOS PARA CONSTRUIR UM NEGÓCIO DIGITAL DE SUCESSO! WWW.PALAVRASQUEVENDEM.COM WWW.CONVERSAODIGITAL.COM.BR

Diogo Caixeta 6 PASSOS PARA CONSTRUIR UM NEGÓCIO DIGITAL DE SUCESSO! WWW.PALAVRASQUEVENDEM.COM WWW.CONVERSAODIGITAL.COM.BR Diogo Caixeta 6 PASSOS PARA CONSTRUIR UM NEGÓCIO DIGITAL DE SUCESSO! WWW.PALAVRASQUEVENDEM.COM WWW.CONVERSAODIGITAL.COM.BR INTRODUÇÃO Você está cansado de falsas promessas uma atrás da outra, dizendo

Leia mais

ANEXO V À RESOLUÇÃO Nº XX/2015, DE XX DE XXXX DE 2015.

ANEXO V À RESOLUÇÃO Nº XX/2015, DE XX DE XXXX DE 2015. ANEXO V À RESOLUÇÃO Nº XX/2015, DE XX DE XXXX DE 2015. 1 OBJETIVO O objetivo deste documento é estipular um plano de ação para criar e gerenciar perfis do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia

Leia mais