Resiliência e Prática Desportiva: um estudo com Jovens Brasileiros e Portugueses

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1 Resiliência e Prática Desportiva: um estudo com Jovens Brasileiros e Portugueses Dissertação apresentada com vista à obtenção do grau de Mestre em Desporto para Crianças e Jovens (Decreto-lei n o 216/92) Orientador: Professor Doutor António Manoel Fonseca Co-orientador: Paulo Castelar Perim Vinícius Zocateli Porto, abril de 2010

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3 Ficha de Catalogação Zocateli, Vinícius (2010). Título: Resiliência e prática desportiva: é possível uma correlação? Dissertação apresentada com vista à obtenção do grau de Mestre em Desporto para Crianças e Jovens. PALAVRAS-CHAVE: Resiliência; Prática Desportiva; Esporte; Correlação; Fatores de Risco e Proteção.

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5 "Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar." José Saramago I

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7 A minha formidável família. Ao meu grande pai, João Zocateli (in memorian) Aos amigos que sempre estiveram do meu lado. E a esta vida, que não pode passar em branco. III

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9 Agradecimentos Agradecimentos É no fim de uma longa caminhada que podemos olhar para trás e observar as mãos que lhe foram estendidas, quando do alto alguém o puxa para junto, as que o impulsionaram, quando de baixo alguém quer que você suba mais um patamar, as que lhe puxaram as orelhas, mostrando que o caminho mais fácil nem sempre é o caminho certo, enfim, as importantes mãos, as quais sem elas este trabalho seria impossível de se fazer real. Agradeço ao Professor Doutor António Manoel Fonseca, meu orientador, que por diversas vezes, muito mais do que orientar, me ajudou a compreender este mundo tão próximo e tão distante que é Portugal e Brasil. Obrigado pelo acolhimento, pela paciência, conselhos e orientações. Aos amigos do Gabinete de Psicologia, Professor Nuno e Eleonor. Vocês são parte importantíssima deste trabalho, ajudando-me a adentrar num novo mundo de pesquisa, num novo conceito de trabalho. Obrigado Professor Nuno pela enorme ajuda na organização dos dados. Obrigado Leonor pela fantástica voluntariedade, nos mais diversos momentos, para me amparar nas dúvidas. Ao amigo e professor de graduação e co-orientador Paulo Castelar, que me ajudou e me apoiou desde o início, quando toda essa idéia de realizar o mestrado em Portugal surgiu. Obrigado por me agüentar por tanto tempo, por me fazer mostrar outras formas de ver muitas coisas da vida, e por me apoiar quando as coisas não andavam bem. Ao grande amigo e professor Erivelton, que com muito senso de humor, sabedoria e amizade, me acompanhou esse tempo todo, apoiando em diversos momentos difíceis e realizando um auxílio qualitativo enorme na finalização desse trabalho. Obrigado por se fazer presente sempre. À minha mãe, Penha Queirós, e irmãos, Yara, Diego, Fabiane, Lolô, Wando..., que sempre mantiveram a saudade bem ardente, para que eu pudesse voltar logo e, juntos, acalentarmos nossos corações. A você mãe, que como uma guerreira, conseguiu sempre me apoiar e manter a casa firme, sem abdicar em V

10 Agradecimentos nenhum momento do que acreditamos. Ao Zé, que chegou dando um brilho de alegria a mais na casa, brilho este que até aqui em Portugal eu consegui ver. À Fernanda, que durante todo esse processo se mostrou uma companheira formidável, e que continua sendo uma das pessoas mais importantes na minha vida. Obrigado pelo carinho, pelas gentilezas, e pelos conselhos que me fizeram e faz ser uma pessoa bem melhor. Ao grande amigo Rogério, que em terras portuguesas, me calhou como um padrinho e tanto. Obrigado pelas suas gargalhadas, pelas horas de alegria, pela ajuda nos momentos difíceis e por ser uma pessoa que me dá esperança num mundo muito melhor. Aos grandes amigos fomentados em terras lusitanas, que me apoiaram sempre, e não me deixavam jogar o Pró-Evolution sozinho. De modo especial agradeço ao Xuxa, Denize, Babi, Carioca, Daniel, Cyrus, Anderson, Del, Ingrid, Diego, Juliana, Fernanda, Israel, Bernadinho, Coquinho, Fred, Manu e Alex, JP e João... Graças a vocês esses dois anos vão ficar gravados num espaço especial na minha memória. À galera do Brasil, que de longe me mandavam energias positivas, e pela internet me faziam sentir um pouco mais próximo de casa. Ao Faé, Diego, Dudu e Davi Brandão, ao Lelê, Rodrigo e André Badiani, aos meninos que se formaram comigo, que muito mais do que amigos, hoje posso incluí-los na minha grande lista de irmãos. Sempre é um prazer ter mais um. À psicologia, saber ao qual eu me apaixonei logo no início da faculdade, e que me auxilia a estar no mundo de uma forma diferente. Ao esporte, paixão que nasceu comigo. Porém faço minhas as palavras de Armando Nogueira: É um caso de amor não correspondido, as bolas, de um modo geral, vôlei, gude, basquete, sinuca, futebol, todas não corresponderam meu amor por elas. E devido a isso, me restou apenas estudá-las. VI

11 Índice Geral Índice Geral Agradecimentos Índice de Tabelas Índice de Gráficos Índice de Quadros Resumo Abstract V IX XIII XV XVII XIX Capítulo 1 Introdução 1 Capítulo 2 Fundamentação Teórica A Resiliência Prática Desportiva e Resiliência: suas intercessões 21 Capítulo 3 Metodologia Amostra Instrumentos Procedimentos Análise dos dados 36 Capítulo 4 Resultados 39 Capítulo 5 Discussão 57 Capítulo 6 Conclusões e Recomendações 67 Referências Bibliográficas 73 VII

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13 Índice de Tabelas Índice de Tabelas Tabela 1. Diferença das médias de escores de resiliência entre população portuguesa e brasileira. 41 Tabela 2. Diferença das médias de prática desportiva entre meninos e meninas portuguesas. 42 Tabela 3. Diferença das médias de prática desportiva entre meninos e meninas brasileiras. 42 Tabela 4. Média dos níveis de resiliência Correlação idade x resiliência na amostra total. 43 Tabela 5. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra portuguesa. 43 Tabela 6. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra brasileira. 44 Tabela 7. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra masculina portuguesa. 44 Tabela 8. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra feminina portuguesa. 45 Tabela 9. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra masculina brasileira. 45 Tabela 10. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra feminina brasileira. 46 Tabela 11. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos e meninas da amostra total. 46 Tabela 12. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos e meninas portugueses. 47 IX

14 Índice de Tabelas Tabela 13. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos e meninas brasileiros. 47 Tabela 14. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos portugueses e brasileiros. 48 Tabela 15. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninas portuguesas e brasileiras. 48 Tabela 16. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra total dos indivíduos. 49 Tabela 17. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra portuguesa. 49 Tabela 18. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra brasileira. 50 Tabela 19. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra masculina e feminina de cada nacionalidade. 51 Tabela 20. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto escolar e quem não pratica da população total. 52 Tabela 21. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto em clube/ ginásio/ academia e quem não pratica da população total. 52 Tabela 22. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem participa de competições federadas e quem não participa da população total. 53 Tabela 23. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto escolar e quem não pratica da população portuguesa. 53 X

15 Índice de tabelas Tabela 24. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto em clube/ ginásio e quem não pratica da população portuguesa. 54 Tabela 25. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem participa de competições federadas e quem não participa da população portuguesa. 54 Tabela 26. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto na equipe da escola e quem não pratica da população brasileira. 55 Tabela 27. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto em clube/ academia e quem não pratica da população brasileira. 55 Tabela 28. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem joga competições por algum clube e quem não joga da população brasileira. 55 XI

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17 Índice de Gráficos Índice de Gráficos Gráfico 1. Distribuição da população Portuguesa e Brasileira da amostra 29 Gráfico 2. Distribuição dos indivíduos de acordo com a idade 30 XIII

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19 Índice de Quadros Índice de Quadros Quadro 1. Fatores referentes a pessoas resilientes 34 Quadro 2. Itens da Escala de Resiliência 35 XV

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21 Resumo Resumo A sociedade atual está cada vez mais preocupada com o crescimento saudável dos seus jovens. Este presente trabalho entrecruza dois conceitos amplamente discutidos no seio do desenvolvimento positivo: o desporto e a resiliência. Esse último, um conceito muito mais novo, aparece como um complemento para se entender as nuanças do desenvolvimento dos jovens. A resiliência pode ser aqui entendida resumidamente como o processo no qual um sujeito passa para conseguir enfrentar e superar as adversidades que surgem no decorrer da sua vida, assim como seu comportamento frente às adversidades. É a resultante da interação entre os fatores de risco e de proteção ao qual o sujeito está exposto. O desporto, segundo a literatura, parece ser um ambiente favorável à emergência dos comportamentos resilientes, tanto no que tange aos princípios desportivos, quanto no relacionamento com professor/treinador. O objetivo deste estudo é mapear a resiliência na população portuguesa e brasileira estudada, e buscar saber se existe correlação com a freqüência de prática desportiva. Os sujeitos da pesquisa foram 227 jovens portugueses e 195 brasileiros de escolas públicas de ambos os países. Foram utilizados a Escala de Resiliência de Wagnild e Young para a medição dos níveis de resiliência nos indivíduos, e a prática desportiva foi medida por um questionário de autopreenchimento, elaborado pelo Gabinete de Psicologia da FADEUP, que engloba também algumas questões sócio-demográficas. Para a análise utilizamos o programa estatístico SPSS versão 17.0, realizando operações com os escores da Escala de Resiliência, juntamente com a nacionalidade, sexo, idade e, por fim, a prática desportiva. Os resultados obtidos demonstraram poucas diferenças nas médias dos grupos populacionais, sendo que apenas os rapazes portugueses e brasileiros mostraram diferença nas suas médias, e os portugueses obtiveram correlação positiva concernente a idade. Relativamente à freqüência de prática desportiva, não foi observado nenhuma correlação com os níveis de resiliência, tampouco nos grupos que praticam em locais institucionalizados de prática. Os resultados sugerem que, a prática desportiva simples, ou sem qualquer objetivo de intervenção em comportamentos, não parece promover a resiliência em jovens, seja no Brasil ou em Portugal. Palavras-chave: Resiliência; Prática Desportiva; Esporte; Jovens; Fatores de Risco e Proteção. XVII

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23 Abstract Abstract The modern society is each and every day more concerned with the healthy growth of their young children. In this present work we tried to cross two widely discussed topics inside the positive development: sports and resilience. The last one carries a new concept, as it appears as a complement to understand the development of young children. The resilience may be understood as a process in which a person goes thought in order to fight and overcome the adversities that appear during one s life. It s the result between two risk factors and in which a person is exposed to. Sport, in the literature, seems to be a constructive environment to the emergencies of the resilient behaviors, in the matter of sporting principles, and inside the teacher/coach relationship. The objective of this study is to chart the resilience within the Portuguese and Brazilian population in order to search if there is any correlation among the frequency and practice of sports. The subject of the research were 227 young Portuguese children and 195 Brazilian ones from public schools in both countries. The Wagnild and Young resilience scale was used to measure the individual s resilience levels, and an interview, elaborated by FADEUP Psychology Department, was used to measure the sport s practice. A 17.0 version SPSS statistic program was used to execute the analysis, as it performed operations with the Resilience Scale scores, among the data of nationality, gender, age and the practice of sport. The results gathered showed modest differences in the average popular groups, and only the Portuguese and Brazilian boys demonstrated a variation in their numbers, showing that the Portuguese got a positive correlation with their age. No connection was found with the resilience levels and the frequency of the practice of sports, neither among the groups that practice in the institutionalized places of training. The results suggest that the simple practice, or the one without any purposely interventional behaviors, doesn t seems to endorse the resilience among young people, neither in Brazil or Portugal. Key Words: Resilience, Sport Practice, Sport, Correlation, Risk and Protection factors. XIX

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25 Capítulo 1 INTRODUÇÃO 1

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27 Introdução Capítulo 1: Introdução Este trabalho tem como temática o desporto e a resiliência, visto a possível interseção entre o conceito de resiliência e os benefícios que o esporte pode proporcionar aos seus praticantes. Os trabalhos realizados tendo como objeto de estudo e discussão a resiliência são direcionados para temáticas sobre violência, comportamento desviante, desrespeito a regras, adaptação, em que pese outras temáticas sejam também desenvolvidas (Cecconello, 2003; Cecconello & Koller, 2000; Chan, 2008; Mohaupt, 2008; Smokowski et al., 1999). A resiliência encontra-se ainda como um conceito considerado novo, e que pretende dar potência à psicologia que foca nos aspectos positivos dos sujeitos (Mohaupt, 2008). Ela traz uma nova relação de intervenção e compreensão dos fatores protetores que rodeiam o sujeito, contribuindo para uma ampliação do foco, antes concentrado nos fatores de risco e nas patologias. No desenvolvimento desse conceito, fatores de proteção e risco se mesclam e agem sobre o sujeito de uma forma particular, configurando a resiliência enquanto um processo dinâmico, presente em diversos momentos da vida da pessoa (Yunes, 2003). Podemos dizer que uma pessoa resiliente é aquela que consegue desenvolver a tendência de enfrentar, ultrapassar ou superar momentos de dificuldades, patologias e infortúnios de vários aspectos, se apoiando nos fatores de proteção para tal feito. Os estudos encontrados, onde a resiliência está vinculada com o desporto, estão centrados na superação de dificuldades e no alto rendimento dentro do esporte (Halgin, 2009; Milham, 2007). Nessa abordagem é focada a necessidade do atleta de saber superar as diversas dificuldades ao longo de sua formação e carreira, transformando-as em experiências motivadoras, fortalecedoras, incorporando ao atleta novas habilidades. 3

28 Introdução Muitas das características vinculadas ao sucesso dos atletas, como autoeficácia, auto-confiança, orientação à meta, compromisso, otimismo, saber minimizar o stress, ter foco, entre outras, estão intimamente vinculadas ao conceito de resiliência, mais pontualmente dentro das características dos fatores de proteção (Milham, 2007). Outro foco de abordagem sobre a resiliência juntamente com o esporte diz respeito à vinculação desse último à formação de caráter e modelação de comportamento relativamente aos seus praticantes. É amplamente divulgada a possibilidade de se educar o praticante desportivo, treinando as mais diversas qualidades durante a prática. A resiliência, portanto, pode ser uma nova meta a ser buscada pelos praticantes desportivos, salientando a face educativa do esporte. Assim, a prática desportiva é altamente considerada no meio acadêmico e no senso comum como um meio educacional para os jovens e crianças (Brustad & Parker, 2005; Hellison, 2000; Hellison & Walsh, 2002; Pate et al., 2000; Regueiras, 2006), sendo ela alvo de diversos trabalhos de intervenção e de pesquisa. Este projeto de estudo nasceu há dois anos quando em contato com jovens da periferia de Vitória, no ES, Brasil, em um programa chamado É Dia de Jogo, que envolvia o jogo de futebol e a discussão acerca da violência. A partir disso, refletimos sobre a função social da prática desportiva, e da possibilidade que ela nos apresenta para trabalhar com essas crianças. Dentro de um trabalho social esportivo, pensamos: melhor do que fazer as crianças aceitarem regras, por que não ajudá-las a compreender as regras, questioná-las e então fazer parte da sua criação/recriação/aceitação, buscando, assim, algo muito além da simples adaptação. Outra idéia, e que tem uma maior pertinência a esse estudo, diz respeito às derrotas/ dificuldades e os fatos que levam a ações violentas dentro de campo. Nesse caso, utilizamos as derrotas no desporto, para traçar um paralelo com as derrotas da vida, e a partir dessa reflexão, fazer uma analogia com suas histórias. Ou seja, naqueles momentos em que o temperamento levá-las a agir agressivamente, 4

29 Introdução ajudá-las a pensar estrategicamente, tais quais os fenômenos presentes no processo de resiliência. Baseado no pressuposto dos aspectos normativos do desporto, nomeadamente, seguir regras, concentração, estratégia, vitórias e derrotas, satisfação e frustração, e assim por diante (Hellison, 2000; Hellison & Walsh, 2002; Sanches, 2007), levantamos a seguinte questão: a prática desportiva, a priori, se constitui num meio que promova a resiliência? A resiliência aparece mais freqüentemente nas crianças e jovens que praticam esporte em geral? O presente estudo tem como objetivo principal verificar se existe correlação entre prática desportiva e os níveis de resiliência nos jovens, isto é, se os sujeitos que praticam mais esporte apresentam maiores índices verificados pela Escala de Resiliência de Wagnild & Young (1993), além de saber como se distribuem os índices de resiliência e de prática desportiva entre os jovens brasileiros e portugueses da amostra, incluindo o gênero e idade em todos os casos. Dessa forma, algumas questões foram levantadas de acordo com a leitura da bibliografia disponível e dos anseios para saber mais sobre a resiliência e seus entrelaçamentos com a prática desportiva. Idade e gênero são variáveis amplamente utilizadas em estudos sobre a resiliência e também em estudos sobre o desporto. É importante compreender como a população em estudo se comporta relativamente à resiliência e a prática desportiva quando colocado em análise esses dois fatores. Nos estudos de resiliência existem algumas divergências entre os resultados das análises referentes à idade e gênero, sendo esses, portanto, fatores ainda não completamente compreendidos (Cecconello & Koller, 2000; Cohu, 2005; Pesce et al., 2004; Wagnild, 2009). Já em relação ao esporte, os estudos mostram claramente a maior participação dos homens relativamente as mulheres, tendo o esporte um caráter hegemonicamente masculino (Pieron, 2004; Silva et al., 2008; Silva et al., 2005). Relativamente à freqüência de prática desportiva foi relevante para enriquecer o presente trabalho, e também servir de referência para próximos estudos, 5

30 Introdução mapear as diferenças entre as médias de freqüência de prática desportiva, as quais na primeira vista pareceram bem diferentes em relação ao gênero. A nacionalidade enquanto variável ganha relevância devido ao desenvolvimento do trabalho ter ocorrido em duas populações de países distintos, Brasil e Portugal, porém com grandes semelhanças. Os dois países são considerados como países irmãos, que guardam diversas afinidades entre si, nomeadamente a língua, a história e diversos pontos de suas culturas. Porém, trazem entre si diferenças marcantes, como localização territorial, uma vez que estão situados em continentes diferentes: America do Sul e Europa, determinando clima e vegetação característicos e possuindo cada qual seu desenvolvimento sócio-econômico diferenciado. Considerando semelhanças e diferenças, o estudo se propôs a observar como a resiliência e a prática desportiva se comporta entre as duas escolas públicas dos dois países, considerando gênero e idade também como fatores. Dessa forma, o presente trabalho se lança numa proposta ainda pouco estudada, porém de suma importância para a ampliação dos domínios de intervenção com resiliência. De uma forma sintetizada podemos arranjar os objetivos da seguinte forma: Objetivo Principal: Verificar se existe correlação entre a freqüência de prática desportiva semanal e os níveis de resiliência medidos pela Escala de Resiliência, tanto na população total do estudo, como nas populações de cada país em separado. Verificar se os jovens que praticam em escolas, clubes/ginásios/academias, ou em competições federadas possuem maiores médias de níveis de resiliência, do que os que afirmam não praticar nesses locais. Objetivos Secundários Comparar as médias dos níveis de resiliência das populações em estudo, incluindo gênero como variável dependente. 6

31 Introdução Verificar se existe correlação entre os níveis de resiliência e a idade dos sujeitos. Verificar como se distribuem a freqüência de prática desportiva na população em estudo. Adiante será apresentada uma revisão teórica sobre o conceito de resiliência, fatores de risco e proteção. Assim como também o que compreendemos como prática desportiva. Noutra seção, faremos uma aproximação teórica dos dois conceitos, resiliência e prática desportiva, e as possibilidades de interseções. Diante da formulação teórica, apresentaremos a formatação da metodologia de pesquisa, seguido dos resultados. E por fim, a discussão do que foi colhido e analisado, para podermos angariar novos conhecimentos a cerca do assunto. 7

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33 Capítulo 2 Fundamentação Teórica 9

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35 Capítulo 2: Fundamentação Teórica 2.1 A Resiliência É comum teoricamente encontrar o conceito de resiliência vinculado aos conceitos de fatores de risco e de proteção. Eles se mesclam e se reconstroem a partir da forma como nós entendemos cada um deles, sendo que existe uma dificuldade muito grande em delimitar o que seja fator de risco e proteção (Pinheiro, 2004). Para Cecconello (2003) o enfoque maior tem que ser dado na pessoa e nas suas interações com o seu meio, e considera tanto os fatores de risco quanto os de proteção enquanto processo, ou seja, o que pode ser fator de proteção ou de risco para uns, pode não ser para outros. Os fatores de proteção e de risco estão presentes a todos os momentos na vida de uma pessoa. Eles costumam ser divididos em fatores relacionados à pessoa ou fatores relacionados ao meio, porém em nenhum momento se deve colocar o foco de estudo em um, ou em outro (Pinheiro, 2004; Yunes, 2003). É importante ressaltar que, numa intervenção, compreende-se que tanto os fatores de proteção quanto os de risco possuem alicerces sociais, relativos ao meio, como características pessoais do sujeito em questão. Os fatores de risco são aspectos chave para o aumento da vulnerabilidade dos jovens em face ao seu desenvolvimento, sendo vulnerabilidade aqui entendido como o resultado negativo da relação entre a disponibilidade dos recursos materiais ou simbólicos dos atores, sejam eles indivíduos ou grupos, e o acesso à estrutura de oportunidades sociais, econômicas, culturais que provêm do Estado, do mercado e da sociedade (Abramovay et al., 2002). Mas o que são os fatores de risco? Em suma, seriam os fatores que impulsionam negativamente o desenvolvimento das pessoas diante de um desenvolvimento normal. Diversos autores tratam os fatores de risco de maneira diferentes, porém aqui não os vemos como estáticos e universais, mas 11

36 Fundamentação teórica sim como fatores multifacetados e dinâmicos, que interagem com o sujeito de acordo com sua compreensão (Olsson et al., 2003). Pesce et al. (2004) definem os fatores de risco como "obstáculos individuais ou ambientais que aumentariam a vulnerabilidade da criança para resultados negativos no seu desenvolvimento. Estão relacionados aos fatores que limitam o aparecimento do sucesso. O risco é um fator que irá atuar aumentando a probabilidade do desenvolvimento de alguma desordem, podendo ser a manifestação de alguma doença ou de algum comportamento que vai de encontro com a saúde do sujeito. Porém somente após uma avaliação da conseqüência em uma pessoa exposta a um ou mais fatores de risco, pode-se saber se o risco teve ou não efeito sobre a mesma (Masten & Garmezy, 1985). Os fatores de risco possuem tanto aspectos pessoais/ individuais, como ambientais/ sociais. Masten e Garmezy (1985) categorizam alguns fatores de risco mais estudados da seguinte forma: os ambientais citam a pobreza (baixo nível sócio-econômico), as características da família, eventos negativos da vida (negativos para o sujeito) e a não presença de apoio social; os fatores pessoais, cita o gênero - existe uma diferença entre homens e mulheres no que diz respeito à exposição aos riscos, habilidades do sujeito no aspecto social, intelectual e psicológico, além dos fatores genéticos. Chan (2008) acrescenta alguns fatores de risco como a idade (adolescentes possuem mais chance de risco que adultos), o tipo/ tamanho da comunidade (além do nível de pobreza na comunidade, é importante saber se é urbana ou rural, e o seu tamanho), e por fim a etnia (Afro-Americanos com mais risco do que Euro-Americanos, e com menores riscos os Latinos e Hispânicos). Além disso, considera que as pessoas que estão mais expostas aos riscos ambientais são os mais pobres e minorias em geral. Porém a compreensão de fatores de risco, assim como os fatores de proteção, deve ter um caráter acumulativo, cujos fatores podem aparecer em conjunto, ou em cadeia. A não presença de apoio social pode predizer o aparecimento de eventos negativos durante a vida, e assim por diante. Isso dá ao risco uma 12

37 Fundamentação teórica conotação de processo. Estar exposto ao risco não necessariamente irá desencadear conseqüências negativas, mas é a forma como se dá essa exposição, e quais os outros fatores de risco e proteção que estão ali envolvidos que irão ter influência no comportamento (Luthar et al., 2000; Rutter, 1987, 1990, 2006). Segundo Assis et. al. (2006) não é toda adversidade que pode afetar o desenvolvimento saudável individual ou familiar. Raramente apenas uma adversidade é a causadora de dificuldades no desenvolvimento. O mais comum é a colisão e a potencialização de problemas que surgem, um após o outro, desencadeando dificuldades de enfrentamento e superação dos estressores. É dessa concepção que podemos tentar compreender diferentes comportamentos por pessoas expostas ao mesmo risco, por exemplo, a pobreza ou violência. Blum (1997) afirma que o estresse é um fenômeno universal, e que eventos negativos são experiências constantes na vida das pessoas, porém nem sempre elas levam os sujeitos a uma vida de privação. Isso vem ao encontro do que Rutter (1987, 1990, 2006), Pesce et al. (2004) e Howard et al. (1999) afirmam: os fatores de risco aumentam a sua influência negativa quando em conjunto (mais de um), e essa influência está totalmente vinculada com os recursos disponíveis para o sujeito lidar com elas. Tais recursos, resguardando as características conceituais, podem ser chamados de fatores de proteção. São eles que fazem o intermédio entre os riscos e o comportamento conseqüente. Conhecer de que forma os fatores de proteção se desenvolvem e como eles atuam modificando a vida do indivíduo é fundamental para entender o conceito de resiliência (Rutter, 1990, 1999). Mas o que são os fatores de proteção? Os fatores de proteção agem como mediadores das situações/ fatores de risco, buscando uma modelação das respostas frente a circunstâncias que afetariam negativamente o sujeito. Em geral os fatores de proteção são agrupados em três grandes categorias (Pesce et al., 2004; Pinheiro, 2004; Rutter, 1985, 1987, 2006; Smokowski et al., 1999): os atributos pessoais do indivíduo; laços afetivos no seio da família; e a 13

38 Fundamentação teórica existência de sistemas de apoio externo, que surgem na escola ou na comunidade. Smokowski et al. (1999), em suas pesquisas, agruparam dentro destes 3 grupos várias características ligadas ao sujeito resiliente. Por atributos pessoais, eles nomeiam as seguintes características: ser do sexo feminino antes da adolescência, e ser do masculino após a adolescência; possuir um temperamento fácil; possuir controle sobre suas ações; possuir senso de humor; saber olhar as coisas de formas diferentes; possuir boas capacidades intelectuais; saber resolver problemas, ser otimista e ter um senso de propósito e futuro. Já Pesce et al. (2004) apresentam esse primeiro grupo, atributos pessoais, resumindo as características da seguinte forma: auto-estima positiva, autocontrole, autonomia, características de temperamento afetuoso e flexível (p. 137). Uma questão importante sobre esse grupo, atributos pessoais, é compreender se as crianças nascem com todas essas características, ou se são levadas a apresentar esses fatores devido a sua interação com o meio durante a sua vida. Muitos estudos acerca dessa questão são ainda necessários, porém alguns autores já descartam o uso de fatores de proteção, como características pessoais inatas ao sujeito, presente em sua personalidade como um traço, o que faria separar resilientes de não-resilientes, mas sim como processos da vida do sujeito que terá efeitos diversos em situações diversas (Cecconello, 2003; Olsson et al., 2003; Rutter, 1999, 2006; Yunes, 2003). No grupo de características relativas aos laços afetivos no seio da família Pesce et al. (2004) enfatizam a coesão familiar, a estabilidade, o respeito mútuo dos parentes e o apoio/ suporte que essa família recebe, aspectos também citados e discutidos por Yunes (2003). Já Smokowski et al. (1999) argumentam que o apoio e o carinho de adultos pode vir a ser um fator crucial para amenizar os efeitos dos riscos, possibilitando ao jovem um desenvolvimento saudável. Jovens que passam o dia na rua, ou na escola, que ao chegar a casa recebem dos pais influências positivas em relação ao estressores externos, podem extrair disso um impulso para um 14

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