Resiliência e Prática Desportiva: um estudo com Jovens Brasileiros e Portugueses

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Resiliência e Prática Desportiva: um estudo com Jovens Brasileiros e Portugueses"

Transcrição

1 Resiliência e Prática Desportiva: um estudo com Jovens Brasileiros e Portugueses Dissertação apresentada com vista à obtenção do grau de Mestre em Desporto para Crianças e Jovens (Decreto-lei n o 216/92) Orientador: Professor Doutor António Manoel Fonseca Co-orientador: Paulo Castelar Perim Vinícius Zocateli Porto, abril de 2010

2

3 Ficha de Catalogação Zocateli, Vinícius (2010). Título: Resiliência e prática desportiva: é possível uma correlação? Dissertação apresentada com vista à obtenção do grau de Mestre em Desporto para Crianças e Jovens. PALAVRAS-CHAVE: Resiliência; Prática Desportiva; Esporte; Correlação; Fatores de Risco e Proteção.

4

5 "Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar." José Saramago I

6

7 A minha formidável família. Ao meu grande pai, João Zocateli (in memorian) Aos amigos que sempre estiveram do meu lado. E a esta vida, que não pode passar em branco. III

8

9 Agradecimentos Agradecimentos É no fim de uma longa caminhada que podemos olhar para trás e observar as mãos que lhe foram estendidas, quando do alto alguém o puxa para junto, as que o impulsionaram, quando de baixo alguém quer que você suba mais um patamar, as que lhe puxaram as orelhas, mostrando que o caminho mais fácil nem sempre é o caminho certo, enfim, as importantes mãos, as quais sem elas este trabalho seria impossível de se fazer real. Agradeço ao Professor Doutor António Manoel Fonseca, meu orientador, que por diversas vezes, muito mais do que orientar, me ajudou a compreender este mundo tão próximo e tão distante que é Portugal e Brasil. Obrigado pelo acolhimento, pela paciência, conselhos e orientações. Aos amigos do Gabinete de Psicologia, Professor Nuno e Eleonor. Vocês são parte importantíssima deste trabalho, ajudando-me a adentrar num novo mundo de pesquisa, num novo conceito de trabalho. Obrigado Professor Nuno pela enorme ajuda na organização dos dados. Obrigado Leonor pela fantástica voluntariedade, nos mais diversos momentos, para me amparar nas dúvidas. Ao amigo e professor de graduação e co-orientador Paulo Castelar, que me ajudou e me apoiou desde o início, quando toda essa idéia de realizar o mestrado em Portugal surgiu. Obrigado por me agüentar por tanto tempo, por me fazer mostrar outras formas de ver muitas coisas da vida, e por me apoiar quando as coisas não andavam bem. Ao grande amigo e professor Erivelton, que com muito senso de humor, sabedoria e amizade, me acompanhou esse tempo todo, apoiando em diversos momentos difíceis e realizando um auxílio qualitativo enorme na finalização desse trabalho. Obrigado por se fazer presente sempre. À minha mãe, Penha Queirós, e irmãos, Yara, Diego, Fabiane, Lolô, Wando..., que sempre mantiveram a saudade bem ardente, para que eu pudesse voltar logo e, juntos, acalentarmos nossos corações. A você mãe, que como uma guerreira, conseguiu sempre me apoiar e manter a casa firme, sem abdicar em V

10 Agradecimentos nenhum momento do que acreditamos. Ao Zé, que chegou dando um brilho de alegria a mais na casa, brilho este que até aqui em Portugal eu consegui ver. À Fernanda, que durante todo esse processo se mostrou uma companheira formidável, e que continua sendo uma das pessoas mais importantes na minha vida. Obrigado pelo carinho, pelas gentilezas, e pelos conselhos que me fizeram e faz ser uma pessoa bem melhor. Ao grande amigo Rogério, que em terras portuguesas, me calhou como um padrinho e tanto. Obrigado pelas suas gargalhadas, pelas horas de alegria, pela ajuda nos momentos difíceis e por ser uma pessoa que me dá esperança num mundo muito melhor. Aos grandes amigos fomentados em terras lusitanas, que me apoiaram sempre, e não me deixavam jogar o Pró-Evolution sozinho. De modo especial agradeço ao Xuxa, Denize, Babi, Carioca, Daniel, Cyrus, Anderson, Del, Ingrid, Diego, Juliana, Fernanda, Israel, Bernadinho, Coquinho, Fred, Manu e Alex, JP e João... Graças a vocês esses dois anos vão ficar gravados num espaço especial na minha memória. À galera do Brasil, que de longe me mandavam energias positivas, e pela internet me faziam sentir um pouco mais próximo de casa. Ao Faé, Diego, Dudu e Davi Brandão, ao Lelê, Rodrigo e André Badiani, aos meninos que se formaram comigo, que muito mais do que amigos, hoje posso incluí-los na minha grande lista de irmãos. Sempre é um prazer ter mais um. À psicologia, saber ao qual eu me apaixonei logo no início da faculdade, e que me auxilia a estar no mundo de uma forma diferente. Ao esporte, paixão que nasceu comigo. Porém faço minhas as palavras de Armando Nogueira: É um caso de amor não correspondido, as bolas, de um modo geral, vôlei, gude, basquete, sinuca, futebol, todas não corresponderam meu amor por elas. E devido a isso, me restou apenas estudá-las. VI

11 Índice Geral Índice Geral Agradecimentos Índice de Tabelas Índice de Gráficos Índice de Quadros Resumo Abstract V IX XIII XV XVII XIX Capítulo 1 Introdução 1 Capítulo 2 Fundamentação Teórica A Resiliência Prática Desportiva e Resiliência: suas intercessões 21 Capítulo 3 Metodologia Amostra Instrumentos Procedimentos Análise dos dados 36 Capítulo 4 Resultados 39 Capítulo 5 Discussão 57 Capítulo 6 Conclusões e Recomendações 67 Referências Bibliográficas 73 VII

12

13 Índice de Tabelas Índice de Tabelas Tabela 1. Diferença das médias de escores de resiliência entre população portuguesa e brasileira. 41 Tabela 2. Diferença das médias de prática desportiva entre meninos e meninas portuguesas. 42 Tabela 3. Diferença das médias de prática desportiva entre meninos e meninas brasileiras. 42 Tabela 4. Média dos níveis de resiliência Correlação idade x resiliência na amostra total. 43 Tabela 5. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra portuguesa. 43 Tabela 6. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra brasileira. 44 Tabela 7. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra masculina portuguesa. 44 Tabela 8. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra feminina portuguesa. 45 Tabela 9. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra masculina brasileira. 45 Tabela 10. Média dos níveis de resiliência, e correlação idade x resiliência na amostra feminina brasileira. 46 Tabela 11. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos e meninas da amostra total. 46 Tabela 12. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos e meninas portugueses. 47 IX

14 Índice de Tabelas Tabela 13. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos e meninas brasileiros. 47 Tabela 14. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninos portugueses e brasileiros. 48 Tabela 15. Diferença das médias de escores de resiliência entre meninas portuguesas e brasileiras. 48 Tabela 16. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra total dos indivíduos. 49 Tabela 17. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra portuguesa. 49 Tabela 18. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra brasileira. 50 Tabela 19. Média dos níveis de resiliência, e correlação resiliência x freqüência de prática desportiva na amostra masculina e feminina de cada nacionalidade. 51 Tabela 20. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto escolar e quem não pratica da população total. 52 Tabela 21. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto em clube/ ginásio/ academia e quem não pratica da população total. 52 Tabela 22. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem participa de competições federadas e quem não participa da população total. 53 Tabela 23. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto escolar e quem não pratica da população portuguesa. 53 X

15 Índice de tabelas Tabela 24. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto em clube/ ginásio e quem não pratica da população portuguesa. 54 Tabela 25. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem participa de competições federadas e quem não participa da população portuguesa. 54 Tabela 26. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto na equipe da escola e quem não pratica da população brasileira. 55 Tabela 27. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem pratica desporto em clube/ academia e quem não pratica da população brasileira. 55 Tabela 28. Diferença das médias de escores de resiliência entre quem joga competições por algum clube e quem não joga da população brasileira. 55 XI

16

17 Índice de Gráficos Índice de Gráficos Gráfico 1. Distribuição da população Portuguesa e Brasileira da amostra 29 Gráfico 2. Distribuição dos indivíduos de acordo com a idade 30 XIII

18

19 Índice de Quadros Índice de Quadros Quadro 1. Fatores referentes a pessoas resilientes 34 Quadro 2. Itens da Escala de Resiliência 35 XV

20

21 Resumo Resumo A sociedade atual está cada vez mais preocupada com o crescimento saudável dos seus jovens. Este presente trabalho entrecruza dois conceitos amplamente discutidos no seio do desenvolvimento positivo: o desporto e a resiliência. Esse último, um conceito muito mais novo, aparece como um complemento para se entender as nuanças do desenvolvimento dos jovens. A resiliência pode ser aqui entendida resumidamente como o processo no qual um sujeito passa para conseguir enfrentar e superar as adversidades que surgem no decorrer da sua vida, assim como seu comportamento frente às adversidades. É a resultante da interação entre os fatores de risco e de proteção ao qual o sujeito está exposto. O desporto, segundo a literatura, parece ser um ambiente favorável à emergência dos comportamentos resilientes, tanto no que tange aos princípios desportivos, quanto no relacionamento com professor/treinador. O objetivo deste estudo é mapear a resiliência na população portuguesa e brasileira estudada, e buscar saber se existe correlação com a freqüência de prática desportiva. Os sujeitos da pesquisa foram 227 jovens portugueses e 195 brasileiros de escolas públicas de ambos os países. Foram utilizados a Escala de Resiliência de Wagnild e Young para a medição dos níveis de resiliência nos indivíduos, e a prática desportiva foi medida por um questionário de autopreenchimento, elaborado pelo Gabinete de Psicologia da FADEUP, que engloba também algumas questões sócio-demográficas. Para a análise utilizamos o programa estatístico SPSS versão 17.0, realizando operações com os escores da Escala de Resiliência, juntamente com a nacionalidade, sexo, idade e, por fim, a prática desportiva. Os resultados obtidos demonstraram poucas diferenças nas médias dos grupos populacionais, sendo que apenas os rapazes portugueses e brasileiros mostraram diferença nas suas médias, e os portugueses obtiveram correlação positiva concernente a idade. Relativamente à freqüência de prática desportiva, não foi observado nenhuma correlação com os níveis de resiliência, tampouco nos grupos que praticam em locais institucionalizados de prática. Os resultados sugerem que, a prática desportiva simples, ou sem qualquer objetivo de intervenção em comportamentos, não parece promover a resiliência em jovens, seja no Brasil ou em Portugal. Palavras-chave: Resiliência; Prática Desportiva; Esporte; Jovens; Fatores de Risco e Proteção. XVII

22

23 Abstract Abstract The modern society is each and every day more concerned with the healthy growth of their young children. In this present work we tried to cross two widely discussed topics inside the positive development: sports and resilience. The last one carries a new concept, as it appears as a complement to understand the development of young children. The resilience may be understood as a process in which a person goes thought in order to fight and overcome the adversities that appear during one s life. It s the result between two risk factors and in which a person is exposed to. Sport, in the literature, seems to be a constructive environment to the emergencies of the resilient behaviors, in the matter of sporting principles, and inside the teacher/coach relationship. The objective of this study is to chart the resilience within the Portuguese and Brazilian population in order to search if there is any correlation among the frequency and practice of sports. The subject of the research were 227 young Portuguese children and 195 Brazilian ones from public schools in both countries. The Wagnild and Young resilience scale was used to measure the individual s resilience levels, and an interview, elaborated by FADEUP Psychology Department, was used to measure the sport s practice. A 17.0 version SPSS statistic program was used to execute the analysis, as it performed operations with the Resilience Scale scores, among the data of nationality, gender, age and the practice of sport. The results gathered showed modest differences in the average popular groups, and only the Portuguese and Brazilian boys demonstrated a variation in their numbers, showing that the Portuguese got a positive correlation with their age. No connection was found with the resilience levels and the frequency of the practice of sports, neither among the groups that practice in the institutionalized places of training. The results suggest that the simple practice, or the one without any purposely interventional behaviors, doesn t seems to endorse the resilience among young people, neither in Brazil or Portugal. Key Words: Resilience, Sport Practice, Sport, Correlation, Risk and Protection factors. XIX

24

25 Capítulo 1 INTRODUÇÃO 1

26

27 Introdução Capítulo 1: Introdução Este trabalho tem como temática o desporto e a resiliência, visto a possível interseção entre o conceito de resiliência e os benefícios que o esporte pode proporcionar aos seus praticantes. Os trabalhos realizados tendo como objeto de estudo e discussão a resiliência são direcionados para temáticas sobre violência, comportamento desviante, desrespeito a regras, adaptação, em que pese outras temáticas sejam também desenvolvidas (Cecconello, 2003; Cecconello & Koller, 2000; Chan, 2008; Mohaupt, 2008; Smokowski et al., 1999). A resiliência encontra-se ainda como um conceito considerado novo, e que pretende dar potência à psicologia que foca nos aspectos positivos dos sujeitos (Mohaupt, 2008). Ela traz uma nova relação de intervenção e compreensão dos fatores protetores que rodeiam o sujeito, contribuindo para uma ampliação do foco, antes concentrado nos fatores de risco e nas patologias. No desenvolvimento desse conceito, fatores de proteção e risco se mesclam e agem sobre o sujeito de uma forma particular, configurando a resiliência enquanto um processo dinâmico, presente em diversos momentos da vida da pessoa (Yunes, 2003). Podemos dizer que uma pessoa resiliente é aquela que consegue desenvolver a tendência de enfrentar, ultrapassar ou superar momentos de dificuldades, patologias e infortúnios de vários aspectos, se apoiando nos fatores de proteção para tal feito. Os estudos encontrados, onde a resiliência está vinculada com o desporto, estão centrados na superação de dificuldades e no alto rendimento dentro do esporte (Halgin, 2009; Milham, 2007). Nessa abordagem é focada a necessidade do atleta de saber superar as diversas dificuldades ao longo de sua formação e carreira, transformando-as em experiências motivadoras, fortalecedoras, incorporando ao atleta novas habilidades. 3

28 Introdução Muitas das características vinculadas ao sucesso dos atletas, como autoeficácia, auto-confiança, orientação à meta, compromisso, otimismo, saber minimizar o stress, ter foco, entre outras, estão intimamente vinculadas ao conceito de resiliência, mais pontualmente dentro das características dos fatores de proteção (Milham, 2007). Outro foco de abordagem sobre a resiliência juntamente com o esporte diz respeito à vinculação desse último à formação de caráter e modelação de comportamento relativamente aos seus praticantes. É amplamente divulgada a possibilidade de se educar o praticante desportivo, treinando as mais diversas qualidades durante a prática. A resiliência, portanto, pode ser uma nova meta a ser buscada pelos praticantes desportivos, salientando a face educativa do esporte. Assim, a prática desportiva é altamente considerada no meio acadêmico e no senso comum como um meio educacional para os jovens e crianças (Brustad & Parker, 2005; Hellison, 2000; Hellison & Walsh, 2002; Pate et al., 2000; Regueiras, 2006), sendo ela alvo de diversos trabalhos de intervenção e de pesquisa. Este projeto de estudo nasceu há dois anos quando em contato com jovens da periferia de Vitória, no ES, Brasil, em um programa chamado É Dia de Jogo, que envolvia o jogo de futebol e a discussão acerca da violência. A partir disso, refletimos sobre a função social da prática desportiva, e da possibilidade que ela nos apresenta para trabalhar com essas crianças. Dentro de um trabalho social esportivo, pensamos: melhor do que fazer as crianças aceitarem regras, por que não ajudá-las a compreender as regras, questioná-las e então fazer parte da sua criação/recriação/aceitação, buscando, assim, algo muito além da simples adaptação. Outra idéia, e que tem uma maior pertinência a esse estudo, diz respeito às derrotas/ dificuldades e os fatos que levam a ações violentas dentro de campo. Nesse caso, utilizamos as derrotas no desporto, para traçar um paralelo com as derrotas da vida, e a partir dessa reflexão, fazer uma analogia com suas histórias. Ou seja, naqueles momentos em que o temperamento levá-las a agir agressivamente, 4

29 Introdução ajudá-las a pensar estrategicamente, tais quais os fenômenos presentes no processo de resiliência. Baseado no pressuposto dos aspectos normativos do desporto, nomeadamente, seguir regras, concentração, estratégia, vitórias e derrotas, satisfação e frustração, e assim por diante (Hellison, 2000; Hellison & Walsh, 2002; Sanches, 2007), levantamos a seguinte questão: a prática desportiva, a priori, se constitui num meio que promova a resiliência? A resiliência aparece mais freqüentemente nas crianças e jovens que praticam esporte em geral? O presente estudo tem como objetivo principal verificar se existe correlação entre prática desportiva e os níveis de resiliência nos jovens, isto é, se os sujeitos que praticam mais esporte apresentam maiores índices verificados pela Escala de Resiliência de Wagnild & Young (1993), além de saber como se distribuem os índices de resiliência e de prática desportiva entre os jovens brasileiros e portugueses da amostra, incluindo o gênero e idade em todos os casos. Dessa forma, algumas questões foram levantadas de acordo com a leitura da bibliografia disponível e dos anseios para saber mais sobre a resiliência e seus entrelaçamentos com a prática desportiva. Idade e gênero são variáveis amplamente utilizadas em estudos sobre a resiliência e também em estudos sobre o desporto. É importante compreender como a população em estudo se comporta relativamente à resiliência e a prática desportiva quando colocado em análise esses dois fatores. Nos estudos de resiliência existem algumas divergências entre os resultados das análises referentes à idade e gênero, sendo esses, portanto, fatores ainda não completamente compreendidos (Cecconello & Koller, 2000; Cohu, 2005; Pesce et al., 2004; Wagnild, 2009). Já em relação ao esporte, os estudos mostram claramente a maior participação dos homens relativamente as mulheres, tendo o esporte um caráter hegemonicamente masculino (Pieron, 2004; Silva et al., 2008; Silva et al., 2005). Relativamente à freqüência de prática desportiva foi relevante para enriquecer o presente trabalho, e também servir de referência para próximos estudos, 5

30 Introdução mapear as diferenças entre as médias de freqüência de prática desportiva, as quais na primeira vista pareceram bem diferentes em relação ao gênero. A nacionalidade enquanto variável ganha relevância devido ao desenvolvimento do trabalho ter ocorrido em duas populações de países distintos, Brasil e Portugal, porém com grandes semelhanças. Os dois países são considerados como países irmãos, que guardam diversas afinidades entre si, nomeadamente a língua, a história e diversos pontos de suas culturas. Porém, trazem entre si diferenças marcantes, como localização territorial, uma vez que estão situados em continentes diferentes: America do Sul e Europa, determinando clima e vegetação característicos e possuindo cada qual seu desenvolvimento sócio-econômico diferenciado. Considerando semelhanças e diferenças, o estudo se propôs a observar como a resiliência e a prática desportiva se comporta entre as duas escolas públicas dos dois países, considerando gênero e idade também como fatores. Dessa forma, o presente trabalho se lança numa proposta ainda pouco estudada, porém de suma importância para a ampliação dos domínios de intervenção com resiliência. De uma forma sintetizada podemos arranjar os objetivos da seguinte forma: Objetivo Principal: Verificar se existe correlação entre a freqüência de prática desportiva semanal e os níveis de resiliência medidos pela Escala de Resiliência, tanto na população total do estudo, como nas populações de cada país em separado. Verificar se os jovens que praticam em escolas, clubes/ginásios/academias, ou em competições federadas possuem maiores médias de níveis de resiliência, do que os que afirmam não praticar nesses locais. Objetivos Secundários Comparar as médias dos níveis de resiliência das populações em estudo, incluindo gênero como variável dependente. 6

31 Introdução Verificar se existe correlação entre os níveis de resiliência e a idade dos sujeitos. Verificar como se distribuem a freqüência de prática desportiva na população em estudo. Adiante será apresentada uma revisão teórica sobre o conceito de resiliência, fatores de risco e proteção. Assim como também o que compreendemos como prática desportiva. Noutra seção, faremos uma aproximação teórica dos dois conceitos, resiliência e prática desportiva, e as possibilidades de interseções. Diante da formulação teórica, apresentaremos a formatação da metodologia de pesquisa, seguido dos resultados. E por fim, a discussão do que foi colhido e analisado, para podermos angariar novos conhecimentos a cerca do assunto. 7

32

33 Capítulo 2 Fundamentação Teórica 9

34 10

35 Capítulo 2: Fundamentação Teórica 2.1 A Resiliência É comum teoricamente encontrar o conceito de resiliência vinculado aos conceitos de fatores de risco e de proteção. Eles se mesclam e se reconstroem a partir da forma como nós entendemos cada um deles, sendo que existe uma dificuldade muito grande em delimitar o que seja fator de risco e proteção (Pinheiro, 2004). Para Cecconello (2003) o enfoque maior tem que ser dado na pessoa e nas suas interações com o seu meio, e considera tanto os fatores de risco quanto os de proteção enquanto processo, ou seja, o que pode ser fator de proteção ou de risco para uns, pode não ser para outros. Os fatores de proteção e de risco estão presentes a todos os momentos na vida de uma pessoa. Eles costumam ser divididos em fatores relacionados à pessoa ou fatores relacionados ao meio, porém em nenhum momento se deve colocar o foco de estudo em um, ou em outro (Pinheiro, 2004; Yunes, 2003). É importante ressaltar que, numa intervenção, compreende-se que tanto os fatores de proteção quanto os de risco possuem alicerces sociais, relativos ao meio, como características pessoais do sujeito em questão. Os fatores de risco são aspectos chave para o aumento da vulnerabilidade dos jovens em face ao seu desenvolvimento, sendo vulnerabilidade aqui entendido como o resultado negativo da relação entre a disponibilidade dos recursos materiais ou simbólicos dos atores, sejam eles indivíduos ou grupos, e o acesso à estrutura de oportunidades sociais, econômicas, culturais que provêm do Estado, do mercado e da sociedade (Abramovay et al., 2002). Mas o que são os fatores de risco? Em suma, seriam os fatores que impulsionam negativamente o desenvolvimento das pessoas diante de um desenvolvimento normal. Diversos autores tratam os fatores de risco de maneira diferentes, porém aqui não os vemos como estáticos e universais, mas 11

36 Fundamentação teórica sim como fatores multifacetados e dinâmicos, que interagem com o sujeito de acordo com sua compreensão (Olsson et al., 2003). Pesce et al. (2004) definem os fatores de risco como "obstáculos individuais ou ambientais que aumentariam a vulnerabilidade da criança para resultados negativos no seu desenvolvimento. Estão relacionados aos fatores que limitam o aparecimento do sucesso. O risco é um fator que irá atuar aumentando a probabilidade do desenvolvimento de alguma desordem, podendo ser a manifestação de alguma doença ou de algum comportamento que vai de encontro com a saúde do sujeito. Porém somente após uma avaliação da conseqüência em uma pessoa exposta a um ou mais fatores de risco, pode-se saber se o risco teve ou não efeito sobre a mesma (Masten & Garmezy, 1985). Os fatores de risco possuem tanto aspectos pessoais/ individuais, como ambientais/ sociais. Masten e Garmezy (1985) categorizam alguns fatores de risco mais estudados da seguinte forma: os ambientais citam a pobreza (baixo nível sócio-econômico), as características da família, eventos negativos da vida (negativos para o sujeito) e a não presença de apoio social; os fatores pessoais, cita o gênero - existe uma diferença entre homens e mulheres no que diz respeito à exposição aos riscos, habilidades do sujeito no aspecto social, intelectual e psicológico, além dos fatores genéticos. Chan (2008) acrescenta alguns fatores de risco como a idade (adolescentes possuem mais chance de risco que adultos), o tipo/ tamanho da comunidade (além do nível de pobreza na comunidade, é importante saber se é urbana ou rural, e o seu tamanho), e por fim a etnia (Afro-Americanos com mais risco do que Euro-Americanos, e com menores riscos os Latinos e Hispânicos). Além disso, considera que as pessoas que estão mais expostas aos riscos ambientais são os mais pobres e minorias em geral. Porém a compreensão de fatores de risco, assim como os fatores de proteção, deve ter um caráter acumulativo, cujos fatores podem aparecer em conjunto, ou em cadeia. A não presença de apoio social pode predizer o aparecimento de eventos negativos durante a vida, e assim por diante. Isso dá ao risco uma 12

37 Fundamentação teórica conotação de processo. Estar exposto ao risco não necessariamente irá desencadear conseqüências negativas, mas é a forma como se dá essa exposição, e quais os outros fatores de risco e proteção que estão ali envolvidos que irão ter influência no comportamento (Luthar et al., 2000; Rutter, 1987, 1990, 2006). Segundo Assis et. al. (2006) não é toda adversidade que pode afetar o desenvolvimento saudável individual ou familiar. Raramente apenas uma adversidade é a causadora de dificuldades no desenvolvimento. O mais comum é a colisão e a potencialização de problemas que surgem, um após o outro, desencadeando dificuldades de enfrentamento e superação dos estressores. É dessa concepção que podemos tentar compreender diferentes comportamentos por pessoas expostas ao mesmo risco, por exemplo, a pobreza ou violência. Blum (1997) afirma que o estresse é um fenômeno universal, e que eventos negativos são experiências constantes na vida das pessoas, porém nem sempre elas levam os sujeitos a uma vida de privação. Isso vem ao encontro do que Rutter (1987, 1990, 2006), Pesce et al. (2004) e Howard et al. (1999) afirmam: os fatores de risco aumentam a sua influência negativa quando em conjunto (mais de um), e essa influência está totalmente vinculada com os recursos disponíveis para o sujeito lidar com elas. Tais recursos, resguardando as características conceituais, podem ser chamados de fatores de proteção. São eles que fazem o intermédio entre os riscos e o comportamento conseqüente. Conhecer de que forma os fatores de proteção se desenvolvem e como eles atuam modificando a vida do indivíduo é fundamental para entender o conceito de resiliência (Rutter, 1990, 1999). Mas o que são os fatores de proteção? Os fatores de proteção agem como mediadores das situações/ fatores de risco, buscando uma modelação das respostas frente a circunstâncias que afetariam negativamente o sujeito. Em geral os fatores de proteção são agrupados em três grandes categorias (Pesce et al., 2004; Pinheiro, 2004; Rutter, 1985, 1987, 2006; Smokowski et al., 1999): os atributos pessoais do indivíduo; laços afetivos no seio da família; e a 13

38 Fundamentação teórica existência de sistemas de apoio externo, que surgem na escola ou na comunidade. Smokowski et al. (1999), em suas pesquisas, agruparam dentro destes 3 grupos várias características ligadas ao sujeito resiliente. Por atributos pessoais, eles nomeiam as seguintes características: ser do sexo feminino antes da adolescência, e ser do masculino após a adolescência; possuir um temperamento fácil; possuir controle sobre suas ações; possuir senso de humor; saber olhar as coisas de formas diferentes; possuir boas capacidades intelectuais; saber resolver problemas, ser otimista e ter um senso de propósito e futuro. Já Pesce et al. (2004) apresentam esse primeiro grupo, atributos pessoais, resumindo as características da seguinte forma: auto-estima positiva, autocontrole, autonomia, características de temperamento afetuoso e flexível (p. 137). Uma questão importante sobre esse grupo, atributos pessoais, é compreender se as crianças nascem com todas essas características, ou se são levadas a apresentar esses fatores devido a sua interação com o meio durante a sua vida. Muitos estudos acerca dessa questão são ainda necessários, porém alguns autores já descartam o uso de fatores de proteção, como características pessoais inatas ao sujeito, presente em sua personalidade como um traço, o que faria separar resilientes de não-resilientes, mas sim como processos da vida do sujeito que terá efeitos diversos em situações diversas (Cecconello, 2003; Olsson et al., 2003; Rutter, 1999, 2006; Yunes, 2003). No grupo de características relativas aos laços afetivos no seio da família Pesce et al. (2004) enfatizam a coesão familiar, a estabilidade, o respeito mútuo dos parentes e o apoio/ suporte que essa família recebe, aspectos também citados e discutidos por Yunes (2003). Já Smokowski et al. (1999) argumentam que o apoio e o carinho de adultos pode vir a ser um fator crucial para amenizar os efeitos dos riscos, possibilitando ao jovem um desenvolvimento saudável. Jovens que passam o dia na rua, ou na escola, que ao chegar a casa recebem dos pais influências positivas em relação ao estressores externos, podem extrair disso um impulso para um 14

Como desenvolver a resiliência no ambiente de Recursos Humanos

Como desenvolver a resiliência no ambiente de Recursos Humanos Como desenvolver a resiliência no ambiente de Recursos Humanos Edna Bedani Edna Bedani Mestre em Administração, Pós Graduada em Administração, com especialização em Gestão Estratégica de RH, graduada em

Leia mais

QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA!

QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA! QUANDO TODO MUNDO JOGA JUNTO, TODO MUNDO GANHA! NOSSA VISÃO Um mundo mais justo, onde todas as crianças e todos os adolescentes brincam, praticam esportes e se divertem de forma segura e inclusiva. NOSSO

Leia mais

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV

2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2. REDUZINDO A VULNERABILIDADE AO HIV 2.1 A Avaliação de risco e possibilidades de mudança de comportamento A vulnerabilidade ao HIV depende do estilo de vida, género e das condições socioeconómicas. Isso

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

Construindo o Conteúdo da Liderança. José Renato S. Santiago Jr.

Construindo o Conteúdo da Liderança. José Renato S. Santiago Jr. Construindo o Conteúdo da Liderança José Renato S. Santiago Jr. Gestão Estratégica de RH Módulo 1: Alinhando Gestão de Pessoas com a Estratégia da Empresa Módulo 2: Compreendendo e Dinamizando a Cultura

Leia mais

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LI ESTAMOS PASSANDO PELA MAIOR TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. VALORIZAR PESSOAS

Leia mais

A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO

A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO A INFLUÊNCIA DO AMBIENTE NO DESENVOLVIMENTO HUMANO Roberta Ortiz Furian Palavra-chave: ecologia, ambiente, desenvolvimento Este trabalho tem como objetivo destacar a teoria Ecologia do Desenvolvimento

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

ABCEducatio entrevista Sílvio Bock

ABCEducatio entrevista Sílvio Bock ABCEducatio entrevista Sílvio Bock Escolher uma profissão é fazer um projeto de futuro A entrada do segundo semestre sempre é marcada por uma grande preocupação para todos os alunos que estão terminando

Leia mais

BestKIDS&Teens BestKIDS&Teens Espaço e Centro de Estudos e Explicações em Porto Salvo

BestKIDS&Teens BestKIDS&Teens Espaço e Centro de Estudos e Explicações em Porto Salvo A BestKIDS&Teens tem por objetivo desenvolver em cada criança, adolescente ou jovem o melhor de si próprio, contribuindo para o seu enriquecimento pessoal e emocional, através do reforço da sua autoestima,

Leia mais

Valores educacionais do Olimpismo

Valores educacionais do Olimpismo Valores educacionais do Olimpismo Aula 3 Busca pela excelência e equilíbrio entre corpo, vontade e mente Rio 2016 Versão 1.0 Objetivos 1 Detalhar o valor busca pela excelência 2 Apresentar estratégias

Leia mais

RESUMO DE CONCLUSÃO DE CURSO

RESUMO DE CONCLUSÃO DE CURSO RESUMO DE CONCLUSÃO DE CURSO CONCEITO Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Alessandro Alves A pré-adolescência e a adolescência são fases de experimentação de diversos comportamentos. É nessa fase que acontece a construção

Leia mais

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE

DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÕES DE TRABALHO PRECOCE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 18 a 22 de outubro, 2010 337 DIMENSÕES DO TRABAHO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE PRESIDENTE PRUDENTE: O ENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM

Leia mais

7 CONCLUSÕES A presente dissertação teve como objetivo identificar e compreender o processo de concepção, implantação e a dinâmica de funcionamento do trabalho em grupos na produção, utilizando, para isso,

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

5 Conclusões 5.1. Síntese do estudo

5 Conclusões 5.1. Síntese do estudo 5 Conclusões 5.1. Síntese do estudo Este estudo teve como objetivo contribuir para a compreensão do uso das mídias sociais, como principal ferramenta de marketing da Casar é Fácil, desde o momento da sua

Leia mais

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES Kátia Hatsue Endo Unesp hatsueendo@yahoo.com.br Daniela Bittencourt Blum - UNIP danibittenc@bol.com.br Catarina Maria de Souza Thimóteo CEETEPS - catarinamst@netonne.com.br

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

liderança conceito Sumário Liderança para potenciais e novos gestores

liderança conceito Sumário Liderança para potenciais e novos gestores Sumário Liderança para potenciais e novos gestores conceito Conceito de Liderança Competências do Líder Estilos de Liderança Habilidades Básicas Equipe de alta performance Habilidade com Pessoas Autoestima

Leia mais

A alma da liderança Por Paulo Alvarenga

A alma da liderança Por Paulo Alvarenga A alma da liderança Por Paulo Alvarenga A palavra liderança é uma palavra grávida, tem vários significados. Desde os primórdios dos tempos a humanidade vivenciou exemplos de grandes líderes. Verdadeiros

Leia mais

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa.

I. A empresa de pesquisa de executivos deve lhe fornecer uma avaliação precisa e cândida das suas capacidades para realizar sua pesquisa. DIREITO DOS CLIENTES O que esperar de sua empresa de Executive Search Uma pesquisa de executivos envolve um processo complexo que requer um investimento substancial do seu tempo e recursos. Quando você

Leia mais

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL

Escola Secundária com 3º CEB de Coruche EDUCAÇÃO SEXUAL Escola Secundária com 3º CEB de Coruche 0 EDUCAÇÃO SEXUAL INTRODUÇÃO A Educação da sexualidade é uma educação moral porque o ser humano é moral. É, também, uma educação das atitudes uma vez que, com base

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

difusão de idéias Atenção ao olhar crítico dos professores

difusão de idéias Atenção ao olhar crítico dos professores Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias outubro/2008 página 1 Atenção ao olhar crítico dos professores Maria Malta Campos: Há uma enorme demanda reprimida por creches nas periferias das grandes cidades,

Leia mais

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO

CONVERSA DE PSICÓLOGO CONVERSA DE PSICÓLOGO Página 1 CONVERSA DE PSICÓLOGO Volume 03 - Edição 01 Agosto - 2013 Entrevistada: Renata Trovarelli Entrevistadora: Cintia C. B. M. da Rocha TEMA: RELACIOMENTO AMOROSO Psicóloga Comportamental, atualmente

Leia mais

1» A revolução educacional e a educação em valores 11

1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Sumário Introdução 9 1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Introdução 12 As causas da revolução educacional 12 O triplo desafio pedagógico 14 Da transmissão à educação 15 O que pretende

Leia mais

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES

Elétrica montagem e manutenção ltda. AVALIAÇÃO DE COLABORADORES AVALIAÇÃO DE COLABORADORES RESUMO A preocupação com o desempenho dos colaboradores é um dos fatores que faz parte do dia-a-dia da nossa empresas. A avaliação de desempenho está se tornando parte atuante

Leia mais

PERFIL EMPREENDEDOR DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM DESIGN DE MODA

PERFIL EMPREENDEDOR DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM DESIGN DE MODA PERFIL EMPREENDEDOR DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO EM DESIGN DE MODA Alini, CAVICHIOLI, e-mail¹: alini.cavichioli@edu.sc.senai.br Fernando Luiz Freitas FILHO, e-mail²: fernando.freitas@sociesc.org.br Wallace Nóbrega,

Leia mais

Prefácio... 9. A mulher do pai... 14. A mulher do pai faz parte da família?... 17. A mulher do pai é parente?... 29. Visita ou da casa?...

Prefácio... 9. A mulher do pai... 14. A mulher do pai faz parte da família?... 17. A mulher do pai é parente?... 29. Visita ou da casa?... Sumário Prefácio... 9 A mulher do pai... 14 A mulher do pai faz parte da família?... 17 A mulher do pai é parente?... 29 Visita ou da casa?... 37 A mulher do pai é madrasta?... 43 Relação civilizada?...

Leia mais

Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação. Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP

Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação. Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP Indisciplina escolar: um breve balanço da pesquisa em educação Juliana Ap. M. Zechi FCT/UNESP Complexidade do assunto e multiplicidade de interpretações que o tema encerra. Ações mais assemelhadas à indisciplina

Leia mais

PROJETO DE EXTENSÃO FUTEBOL PARA TODOS EDUCANDO ATRAVÉS DO ESPORTE

PROJETO DE EXTENSÃO FUTEBOL PARA TODOS EDUCANDO ATRAVÉS DO ESPORTE PROJETO DE EXTENSÃO FUTEBOL PARA TODOS EDUCANDO ATRAVÉS DO ESPORTE *Luciano Leal Loureiro *Jéssica Finguer RESUMO O presente texto busca explicar o que é o projeto Futebol Para Todos, oferecido pelo curso

Leia mais

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 1 Ser Voluntário

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 1 Ser Voluntário Organizando Voluntariado na Escola Aula 1 Ser Voluntário Objetivos 1 Entender o que é ser voluntário. 2 Conhecer os benefícios de ajudar. 3 Perceber as oportunidades proporcionadas pelo voluntariado. 4

Leia mais

Resiliência. Ana Paula Alcantara Maio de 2013. 4º CAFÉ DA GESTÃO Seplag/TJCE

Resiliência. Ana Paula Alcantara Maio de 2013. 4º CAFÉ DA GESTÃO Seplag/TJCE Resiliência Conceito Emprestado pela física à psicologia do trabalho, a resiliência é a capacidade de resistir às adversidades e reagir diante de uma nova situação. O conceito de resiliência tem origem

Leia mais

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA

MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA MATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA Autor: Marusa Fernandes da Silva marusafs@gmail.com Orientadora: Profª. Ms. Mônica Mª N. da Trindade Siqueira Universidade de Taubaté monica.mnts@uol.com.br Comunicação oral:

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

Futuro do trabalho O futuro do trabalho Destaques O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as empresas no Brasil

Futuro do trabalho O futuro do trabalho Destaques O futuro do trabalho: Impactos e desafios para as empresas no Brasil 10Minutos Futuro do trabalho Pesquisa sobre impactos e desafios das mudanças no mundo do trabalho para as organizações no B O futuro do trabalho Destaques Escassez de profissionais, novos valores e expectativas

Leia mais

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO

ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO ANEXO B CONTEXTUALIZAÇÃO DA PROMOÇÃO DA SAÚDE EM MODELO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE ALTO DESEMPENHO Autoria: Elaine Emar Ribeiro César Fonte: Critérios Compromisso com a Excelência e Rumo à Excelência

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola Autora: CAMILA SOUZA VIEIRA Introdução A presente pesquisa tem como temática Educação física para Portadores

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO NAS EMPRESAS

A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO NAS EMPRESAS A IMPORTÂNCIA DA MOTIVAÇÃO NAS EMPRESAS ALCIDES DE SOUZA JUNIOR, JÉSSICA AMARAL DOS SANTOS, LUIS EDUARDO SILVA OLIVEIRA, PRISCILA SPERIGONE DA SILVA, TAÍS SANTOS DOS ANJOS ACADÊMICOS DO PRIMEIRO ANO DE

Leia mais

Minha história rima com vitória!

Minha história rima com vitória! Minha história rima com vitória! www.juliofurtado.com.br 1 Conceito distorcido e perigoso difundido pela mídia e aceito pelas pessoas É a realização irrestrita do desejo individual. Desejos não são direitos!

Leia mais

TURN OVER VOLUNTÁRIO UMA BREVE ANÁLISE DOS ESTÍMULOS www.factor9.com.br/educacional.php. Eduardo Varela

TURN OVER VOLUNTÁRIO UMA BREVE ANÁLISE DOS ESTÍMULOS www.factor9.com.br/educacional.php. Eduardo Varela TURN OVER VOLUNTÁRIO UMA BREVE ANÁLISE DOS ESTÍMULOS www.factor9.com.br/educacional.php Eduardo Varela 1 Turnover Voluntário Uma breve análise dos estímulos www.factor9.com.br/educacional.php Turnover

Leia mais

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES EDIT MARIA ALVES SIQUEIRA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA). Resumo Diferentes instrumentos de avaliação (ENEM, SIMAVE) tem diagnosticado o despreparo dos alunos

Leia mais

Consultoria em Treinamento & Desenvolvimento de Pessoas

Consultoria em Treinamento & Desenvolvimento de Pessoas Consultoria em Treinamento & Desenvolvimento de Pessoas Evolução PMC têm atuação diferenciada na gestão de pessoas e clima organizacional, gerando na equipe mais agilidade para a mudança e maior capacidade

Leia mais

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE COACHING EDUCATION By José Roberto Marques Diretor Presidente - Instituto Brasileiro de Coaching Denominamos de Coaching Education a explicação, orientação e aproximação

Leia mais

O PAPEL DO PSICÓLOGO NA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS DAS ORGANIZAÇÕES

O PAPEL DO PSICÓLOGO NA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS DAS ORGANIZAÇÕES O PAPEL DO PSICÓLOGO NA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS DAS ORGANIZAÇÕES CHAVES, Natália Azenha Discente do Curso de Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde FASU/ACEG GARÇA/SP BRASIL e-mail: natalya_azenha@hotmail.com

Leia mais

Introdução. Introdução

Introdução. Introdução Prof. Dr. ANDERSON SONCINI PELISSARI Introdução O propósito do marketing e satisfazer as necessidades e desejos dos clientes-alvo. Dessa forma, a análise do comportamento do consumidor visa identificar

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA: UM ENFOQUE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA: UM ENFOQUE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA: UM ENFOQUE NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES CAMARGO, Victor Discente da Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva ZUTTIN, Fabiana Docente da Faculdade de Ciências Sociais

Leia mais

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR

OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR OS PRINCÍPIOS DA ESSILOR Cada um de nós, na vida profissional, divide com a Essilor a sua responsabilidade e a sua reputação. Portanto, devemos conhecer e respeitar os princípios que se aplicam a todos.

Leia mais

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA Prof. Gustavo Nascimento Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA A liderança e seus conceitos Liderança é a capacidade de influenciar um grupo para que as metas sejam alcançadas Stephen Robbins A definição de liderança

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Elisa Maçãs IDÉIAS & SOLUÇÕES Educacionais e Culturais Ltda www.ideiasesolucoes.com 1

Leia mais

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA JURUMENHA, Lindelma Taveira Ribeiro. 1 Universidade Regional do Cariri URCA lindelmafisica@gmail.com FERNANDES, Manuel José Pina 2 Universidade Regional do Cariri

Leia mais

5Etapas Para Conseguir Clientes de Coaching,

5Etapas Para Conseguir Clientes de Coaching, 5Etapas Para Conseguir Clientes de Coaching, Consultoria, Terapias Holísticas e Para Encher Seus Cursos e Workshops. Parte 01 Como Se Posicionar e Escolher os Clientes dos Seus Sonhos 1 Cinco Etapas Para

Leia mais

BEST WORK PORQUE O MELHOR TRABALHO É SÓ UM. O SEU!

BEST WORK PORQUE O MELHOR TRABALHO É SÓ UM. O SEU! BEST WORK PORQUE O MELHOR TRABALHO É SÓ UM. O SEU! ENQUANTO UNS ESTÃO CONFUSOS, VOCÊ DEMONSTRA CLAREZA ENQUANTO UNS ESTÃO CONSTRANGIDOS, VOCÊ É FLEXÍVEL ENQUANTO UNS VEEM ADVERSIDADE, VOCÊ DESCOBRE OPORTUNIDADES

Leia mais

Relatório de Competências

Relatório de Competências ANÁLISE CALIPER DO POTENCIAL DE DESEMPENHO PROFISSIONAL Relatório de Competências LOGO CLIENTE CALIPER Avaliação de: Sr. Márcio Modelo Preparada por: Consultora Especializada Caliper e-mail: nome@caliper.com.br

Leia mais

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO 1 LÍDERES DO SECULO XXI André Oliveira Angela Brasil (Docente Esp. das Faculdades Integradas de Três Lagoas-AEMS) Flávio Lopes Halex Mercante Kleber Alcantara Thiago Souza RESUMO A liderança é um processo

Leia mais

6 Considerações Finais

6 Considerações Finais 6 Considerações Finais Este capítulo apresenta as conclusões deste estudo, as recomendações gerenciais e as recomendações para futuras pesquisas, buscadas a partir da análise dos casos das empresas A e

Leia mais

Fulano de Tal. Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 FINXS 09.12.2014

Fulano de Tal. Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 FINXS 09.12.2014 Relatório Combinado Extended DISC : Análise Comportamental x Feedback 360 Este relatório baseia-se nas respostas apresentadas no Inventário de Análise Pessoal comportamentos observados através questionário

Leia mais

O Caracol Curioso. Escola a Tempo Inteiro - 1ºciclo. Projeto PedagógicoCAF/CATL - Bullying

O Caracol Curioso. Escola a Tempo Inteiro - 1ºciclo. Projeto PedagógicoCAF/CATL - Bullying O Caracol Curioso Escola a Tempo Inteiro - 1ºciclo Projeto PedagógicoCAF/CATL - Bullying 1. Enquadramento O projeto pedagógico definido para este ano letivo pretende abordar um tema actual, que tem tanto

Leia mais

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E O USO INTEGRADO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS Sérgio Abranches A presença de tecnologias digitais no campo educacional já é facilmente percebida, seja pela introdução de equipamentos diversos,

Leia mais

Quem Contratar como Coach?

Quem Contratar como Coach? Quem Contratar como Coach? por Rodrigo Aranha, PCC & CMC Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter

Leia mais

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas

Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Adolescentes e jovens preparados para tomar suas próprias decisões reprodutivas Andrea da Silveira Rossi Brasília, 15 a 18 out 2013 Relato de adolescentes e jovens vivendo com HIV Todo adolescente pensa

Leia mais

A evolução do conceito de liderança:

A evolução do conceito de liderança: A evolução do conceito de liderança: um bolo feito de camadas Departamento de Economia, Sociologia e Gestão Licenciatura em Gestão, 3º Ano, 2º semestre, 2011-2012 Liderança e Gestão de Equipas Docentes:

Leia mais

Um pouco mais sobre desenvolvimento social e os Transtornos do Espectro Autista

Um pouco mais sobre desenvolvimento social e os Transtornos do Espectro Autista Um pouco mais sobre desenvolvimento social e os Transtornos do Espectro Autista www.infanciaeadole scencia.com.br O desenvolvimento social ocorre ao longo de todas as etapas do ciclo vital. Entretanto,

Leia mais

AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico

AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico AÇÕES EFETIVAS DE GERENCIAMENTO DO STRESS OCUPACIONAL: Desafio de Conciliar Embasamento Científico e Planejamento Estratégico Sâmia Simurro Novembro/2011 FATOS SOBRE O STRESS Inevitável Nível positivo?

Leia mais

OS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR: O método avaliativo do aluno com deficiência intelectual

OS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR: O método avaliativo do aluno com deficiência intelectual OS DESAFIOS DA INCLUSÃO ESCOLAR: O método avaliativo do aluno com deficiência intelectual Tuane Telles Rodrigues 1 Letícia Ramires Corrêa 2 Resumo: Durante nossa vida acadêmica estamos em constante aperfeiçoamento,

Leia mais

A Psicologia de Vendas: Por Que as Pessoas Compram

A Psicologia de Vendas: Por Que as Pessoas Compram A Psicologia de Vendas: Por Que as Pessoas Compram Esquema de Palestra I. Por Que As Pessoas Compram A Abordagem da Caixa Preta A. Caixa preta os processos mentais internos que atravessamos ao tomar uma

Leia mais

UM CAMINHAR DA ADMINISTRAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: LIDERANÇA, MOTIVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES.

UM CAMINHAR DA ADMINISTRAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: LIDERANÇA, MOTIVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES. UM CAMINHAR DA ADMINISTRAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS: LIDERANÇA, MOTIVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES. Eder Gomes da Silva 1 Resumo: O presente artigo trazer um estudo teórico buscando adquirir

Leia mais

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Pacto Europeu para a Saúde Mental e o Bem-Estar Conferência de alto nível da ue JUNTOS PELA SAÚDE MENTAL E PELO BEM-ESTAR Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Slovensko predsedstvo EU 2008 Slovenian Presidency

Leia mais

ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL

ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL ENVELHECIMENTO E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL O processo de envelhecimento e a velhice devem ser considerados como parte integrante do ciclo de vida. Ao longo dos tempos, o conceito de envelhecimento e as

Leia mais

ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO

ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO ESTUDO DE CASO PSICOPEDAGÓGICO Autora: Suellen Viviane Lemos Fernandes Co-autora: Maria Irene Miranda Bernardes Universidade Federal de Uberlândia suellenped65@hotmail.com Introdução O presente trabalho

Leia mais

QUEM SOMOS intercâmbio

QUEM SOMOS intercâmbio Inglaterra Mini Programa HIGH SCHOOL QUEM SOMOS intercâmbio O Number One Intercâmbio possui mais de 15 anos de mercado oferecendo as melhores opções de viagem para você e sua família, seja a lazer, trabalho

Leia mais

Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial Regina Scarpa 1

Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial Regina Scarpa 1 1 Revista Avisa lá, nº 2 Ed. Janeiro/2000 Coluna: Conhecendo a Criança Descobrindo o que a criança sabe na atividade inicial Regina Scarpa 1 O professor deve sempre observar as crianças para conhecê-las

Leia mais

O caminho para o sucesso. Promovendo o desenvolvimento para além da universidade

O caminho para o sucesso. Promovendo o desenvolvimento para além da universidade O caminho para o sucesso Promovendo o desenvolvimento para além da universidade Visão geral Há mais de 40 anos, a Unigranrio investe em ensino diferenciado no Brasil para cumprir com seu principal objetivo

Leia mais

care XIII meeting Dra. Adriana Vidal Schmidt Médica Alergista - Mestre pela UFPR Professora do Ambulatório de Cosmiatria SBME - Regional Paraná

care XIII meeting Dra. Adriana Vidal Schmidt Médica Alergista - Mestre pela UFPR Professora do Ambulatório de Cosmiatria SBME - Regional Paraná XIII meeting care Dra. Adriana Vidal Schmidt Médica Alergista - Mestre pela UFPR Professora do Ambulatório de Cosmiatria SBME - Regional Paraná Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente

Leia mais

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS

13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS 13. A FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL, AS ÁREAS DE CONHECIMENTO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ OS 6 ANOS A importância da formação pessoal e social da criança para o seu desenvolvimento integral e para a

Leia mais

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos:

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos: 1 INTRODUÇÃO Sobre o Sou da Paz: O Sou da Paz é uma organização que há mais de 10 anos trabalha para a prevenção da violência e promoção da cultura de paz no Brasil, atuando nas seguintes áreas complementares:

Leia mais

Projeto de Lei n.º 36/2013-L

Projeto de Lei n.º 36/2013-L Projeto de Lei n.º 36/2013-L AUTORIZA A CRIAÇÃO DE UMA CASA DE PASSAGEM PARA MULHERES NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE BARRA BONITA. Art. 1º Fica o Executivo autorizado a criar no âmbito

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE LORENA

PREFEITURA MUNICIPAL DE LORENA PREFEITURA MUNICIPAL DE LORENA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROJETO JUDÔ NA ESCOLA: A SALA DE AULA E O TATAME Projeto: Domingos Sávio Aquino Fortes Professor da Rede Municipal de Lorena Semeie um pensamento,

Leia mais

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza

2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. Tribunais Gestão de Pessoas Questões Giovanna Carranza 01. Conceitualmente, recrutamento é: (A) Um conjunto de técnicas e procedimentos

Leia mais

DO PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA

DO PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA GUIA PARA A ESCOLHA DO PERFIL DE INVESTIMENTO DO PLANO DE CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA Caro Participante: Preparamos para você um guia contendo conceitos básicos sobre investimentos, feito para ajudá-lo a escolher

Leia mais

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO

Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO Carta Internacional da Educação Física e do Esporte da UNESCO 21 de novembro de 1978 SHS/2012/PI/H/1 Preâmbulo A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,

Leia mais

LÍDER COACH Obtenha excelência em sua vida pessoal e profissional

LÍDER COACH Obtenha excelência em sua vida pessoal e profissional LÍDER COACH Obtenha excelência em sua vida pessoal e profissional Ao investir em pessoas o seu resultado é garantido! Tenha ganhos significativos em sua gestão pessoal e profissional com o treinamento

Leia mais

Transcrição de Entrevista n º 22

Transcrição de Entrevista n º 22 Transcrição de Entrevista n º 22 E Entrevistador E22 Entrevistado 22 Sexo Masculino Idade 50 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante

Leia mais

Contribuição da metodologia de pesquisa na Educação Tutorial: A formação dos petianos do PET Pedagogia da UFOP

Contribuição da metodologia de pesquisa na Educação Tutorial: A formação dos petianos do PET Pedagogia da UFOP Contribuição da metodologia de pesquisa na Educação Tutorial: A formação dos petianos do PET Pedagogia da UFOP ALVES, Crislaine 1; CARVALHO, Daiane 1; CRUZ, Júlia 1, FÉLIX, Michelle 1; FERREIRA, Juliane

Leia mais

1. Você escolhe a pessoa errada porque você espera que ela mude após o casamento.

1. Você escolhe a pessoa errada porque você espera que ela mude após o casamento. 10 Maneiras de se Casar com a Pessoa Errada O amor cego não é uma forma de escolher um parceiro. Veja algumas ferramentas práticas para manter os seus olhos bem abertos. por Rabino Dov Heller, Mestre em

Leia mais

MAPAS CONCEITUAIS NAS PESQUISAS DO NÚCLEO DE ETNOGRAFIA EM EDUCAÇÃO

MAPAS CONCEITUAIS NAS PESQUISAS DO NÚCLEO DE ETNOGRAFIA EM EDUCAÇÃO MAPAS CONCEITUAIS NAS PESQUISAS DO NÚCLEO DE ETNOGRAFIA EM EDUCAÇÃO Autor: Riselda Maria de França Oliveira Universidade Estadual do Rio de Janeiro - riseldaf@hotmail.com Co-autor: Marcelo Alex de Oliveira

Leia mais

FORMAÇÃO ACREDITADA PARA PROFESSORES 2015/2016

FORMAÇÃO ACREDITADA PARA PROFESSORES 2015/2016 FORMAÇÃO ACREDITADA PARA PROFESSORES 2015/2016 QUEM SOMOS A APF Associação para o Planeamento da Família, é uma Organização Não Governamental com estatuto de IPSS (Instituição Particular de Solidariedade

Leia mais

Michel Ungar (2008) pesquisador canadense

Michel Ungar (2008) pesquisador canadense Michel Ungar (2008) pesquisador canadense Resiliência é resultante daquilo que cada comunidade define como saudável e socialmente aceito, de acordo com a sua cultura e a sua capacidade em promover recursos

Leia mais

Resiliência. Capacidade para superar os desafios da vida

Resiliência. Capacidade para superar os desafios da vida Resiliência Capacidade para superar os desafios da vida O que é resiliência? Resiliência pode ser definida como a capacidade de se renascer da adversidade fortalecido e com mais recursos. (...) Ela engloba

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Proppex Supervisão de Extensão

Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Proppex Supervisão de Extensão Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Proppex Supervisão de Extensão FORMULÁRIO DE AÇÃO DE EXTENSÃO 1. IDENTIFICAÇÃO DA ORIGEM 1.1. TÍTULO: CAPACITAÇÃO PARA EDUCADORES DA PRIMEIRA INFÂNCIA,

Leia mais

Tudo o que você precisa saber para ter filhos éticos, inteligentes, felizes e de sucesso

Tudo o que você precisa saber para ter filhos éticos, inteligentes, felizes e de sucesso Tudo o que você precisa saber para ter filhos éticos, inteligentes, felizes e de sucesso SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 15 2. COMUNICAÇÃO E DIÁLOGO ENTRE PAIS E FILHOS 23 2.1 O problema da comunicação entre pais

Leia mais

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Ultrapassando barreiras e superando adversidades. Ser um gestor de pessoas não é tarefa fácil. Existem vários perfis de gestores espalhados pelas organizações,

Leia mais

José Octávio Serra Van-Dúnem PhD Professor/ Consultor Setembro 2014

José Octávio Serra Van-Dúnem PhD Professor/ Consultor Setembro 2014 José Octávio Serra Van-Dúnem PhD Professor/ Consultor Setembro 2014 Organizações Positivas LOGOS ou razão, princípio e explicação. HOLI, a comemoração da harmonia. Conjugamos conhecimento e sabedoria,

Leia mais

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS

Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Administração de Pessoas por COMPETÊNCIAS Adm.Walter Lerner 1.Gestão,Competência e Liderança 1.1.Competências de Gestão Competências Humanas e Empresariais são Essenciais Todas as pessoas estão, indistintamente,

Leia mais