Uma avaliação ex-ante dos impactos do Bolsa Família na redução do trabalho infantil

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1 Uma avalação ex-ante dos mpactos do Bolsa Famíla na redução do trabalho nfantl EUCLIDES PEDROZO Mestre e Doutorando pela Fundação Getúlo Vargas de São Paulo EESP Resumo: Inúmeros programas de transferênca de renda, condconados a regras que possam alterar o comportamento ntrafamlar, tas como a necessdade de que as cranças em dade escolar devam estar matrculadas e freqüentando as aulas, vem sendo mplementados no Brasl desde o níco da década de 99. A maora destes programas sofreu alterações de desenho ao longo dos anos e culmnou, em 4, com a unfcação de boa parte deles sob a tutela do Bolsa Famíla. A avalação ex-post dos mpactos de bem-estar desses programas tem dexado váras questões sem resposta, como os casos em que o programa sofre alteração de desenho ao longo do tempo. Este trabalho propõe examnar os mpactos ex-ante do Bolsa Famíla sobre o trabalho nfantl, a partr de dados da PNAD de 4, de modo que se possa avalar a focalzação desse programa e novos formatos de condconaldade. O estudo conclu que a nclusão de mas famílas em programas de transferênca de renda proporcona a redução do trabalho nfantl. No entanto, esses programas poderam ser melhores focalzados no sentdo de aprmorar seus resultados entre famílas extremamente pobres (que recebem até R$ 6, per capta), além do barateamento de seus custos. Palavras-chave: transferêncas de renda; trabalho nfantl; avalação de programas socas. Abstract: Snce early nnetes, several Income Transfer Programs based on rules that alter ntra household behavor have been mplemented n Brazl, such as those that requre the school frequency of chldren. The desgn of most of these programs has been mproved durng the last years tll 4, when they were all unfed under the so-called Bolsa Famíla Program. The ex-post assessment of the welfare mpacts of each program has rased some unanswered questons, especally those programs whose desgn has been changed. Ths paper estmates the ex-ante mpacts of the Bolsa Famíla Program on the rate of chld labor usng 4 Natonal Household Survey mcrodata. The study smulates alternatves desgns specfcatons and concludes that the more famles are ncluded n Income Transfer Programs, the less chld labor rates are observed. However, these results could be mproved by focusng grants on the poorest famles (famles that earn up to R$ 6, per capta monthly ncome), whch would also lower programs costs. Key words: ncome transfers; chld labor; socal programs evaluaton. JEL: I38, J3, J Área de Classfcação na ANPEC: - Economa Socal e Demografa Econômca

2 Uma avalação ex-ante dos mpactos do Bolsa Famíla na redução do trabalho nfantl. Introdução Mutos países em desenvolvmento, a partr a década de 99, adotaram novos formatos de programas redstrbutvos de renda, baseados em transferêncas dretas de renda, condconas a determnadas regras. Programas desse tpo possuem duas característcas mportantes. A prmera delas é a focalzação defnda em termos de um nível máxmo de renda famlar, acma do qual as famílas não são elegíves para o recebmento do benefíco. A segunda característca é a condconaldade do programa a uma obrgação que as famílas devam cumprr, além da satsfação a uma determnada meta de renda. Nesse últmo caso, os partcpantes do programa responsablzam-se por algumas ações pré-especfcadas pelo programa, como por exemplo, a necessdade de que cranças entre certa dade esteam matrculadas na escola e presencem as aulas. A mplementação de programas de transferênca de renda tem gerado um consderável nteresse entre os polcy-makers e no mundo acadêmco, no sentdo de se avalar seus mpactos na dstrbução de renda e na redução da desgualdade. Dos tpos de abordagem são ctados normalmente na lteratura para determnar os efetos destes programas sob os város aspectos do bem-estar das famílas: a ex-post e a exante. A abordagem ex-post consste em comparar as famílas favorecdas pelo programa com aquelas que não partcpam, de modo a se avalar mpactos de bem-estar entre os contemplados. Nesse caso, quando não exstem amostras consttuídas de canddatos ao programa dstrbuídos aleatoramente entre partcpantes (grupo de tratamento) e não-partcpantes (grupo de controle), há a necessdade de se controlar o vés de seleção tanto do prmero quanto do segundo grupo, a partr de nformações montoradas ou nstrumentos. Há uma extensa lteratura a respeto dessa técnca, bem como de suas aplcações na avalação de programas socas. O método ex-ante, por outro lado, consste na smulação dos efetos do programa sobre uma população, com base em atrbutos específcos relaconados às famílas ou aos domcílos. Esse modelo pode varar em termos de complexdade e cobertura. Bourgugnon et al (4), por exemplo, propuseram um modelo de smulação smples, aplcado às regras ofcas do programa de transferênca, para determnar se uma famíla pode ser qualfcada ou não para o programa, ou anda a quantdade de recursos que deverão ser transferdos a essa famíla. Apesar de dferentes, as abordagens ex-ante e ex-post são métodos de avalação complementares e não substtutos. Os métodos ex-post são conhecdos por dentfcar os efetos reas de um programa sobre o bem-estar dos benefcáros, devdo a observação dreta do partcpante em comparação com um grupo de controle. Esse grupo deve ser construído tão somente para fornecer um resultado contrafactual, ou sea, representar o que tera acontecdo à famíla no caso do programa não tvesse exstdo. No entanto, mesmo quando os grupos de comparação são aproxmações fés de um contrafactual, as avalações ex-post dexam algumas questões de relevânca sem explcação. Estas questões referem-se tpcamente à medda do mpacto de alguma alteração no formato do programa como, por exemplo, uma alteração na focalzação ou no nível de transferêncas de benefícos. Obter um grupo de controle real, para comparar com um desenho de programa mutável, é muto dfícl. Ademas, testar dferentes regras em condções expermentas torna-se quase mpossível. Nesse caso, a elegbldade do programa é determnada por meo de comprovação de renda (a partr de vstas de assstentes socas) ou de questonáros que permtem observar outros ndcadores das condções de pobreza do futuro benefcáro. Assm, é possível estabelecer uma pontuação para determnar se uma famíla é apta ou não a partcpar do programa. Esse método também é conhecdo como means-test (Ferro e Kassouf, 3). Para uma análse recente da aplcação dessa técnca em avalação de programas socas ver Ravallon (999), Heckman e Smth (999) e Heckman e Vytlacl ().

3 Os métodos ex-ante, por sua vez, são essencalmente prospectvos, uma vez que eles analsam uma sére de hpóteses sobre o comportamento das famílas, quando estas sofrem a nfluênca do programa. Essas avalações também permtem a análse de um conunto de crtéros que podem determnar os custos do programa, a efcáca e o grau de vazamento. Dessa forma, as abordagens ex-ante tornam-se mportantes quando se está proetando ou reformulando um programa á exstente. A smulação de mpactos de programas de transferênca dreta de renda baseada em mcrodados é amplamente usada no sentdo de se analsar o efeto da quantdade de recursos a ser transferda e a complexdade dos nstrumentos de transferênca. 3 Nesse grupo de programas encontra-se o Bolsa Famíla, nsttuído pelo Governo Federal em 4 com o ntuto de ntegrar dversos programas socas exstentes até então, tas como o Auxílo-Gás, o Bolsa Escola, o Cartão Almentação, o Bolsa Almentação e o PETI (Programa de Erradcação do Trabalho Infantl). 4 O Bolsa Famíla benefca famílas pobres com renda mensal per capta de R$ 6, a R$, e que tenham, em sua composção, gestantes, nutrzes e cranças e adolescentes entre e 5 anos. Além dessas, são benefcáras as famílas em stuação de extrema pobreza, com renda de até R$ 6, per capta. O Bolsa Famíla pauta-se na artculação de três dmensões essencas à superação da fome e da pobreza: Promoção do alívo medato da pobreza, por meo da transferênca dreta de renda à famíla; Reforço ao exercíco de dretos socas báscos nas áreas de Saúde e Educação, que contrbu para que as famílas consgam romper o cclo da pobreza entre gerações; Coordenação de programas complementares, que têm por obetvo o desenvolvmento das famílas, de modo que os benefcáros do Bolsa Famíla consgam superar a stuação de vulnerabldade e pobreza. O programa possu dos tpos de benefíco: O benefíco básco, no valor de R$ 5,, conceddo a famílas em stuação de extrema pobreza, ndependentemente da composção e do número de membros do grupo famlar; O benefíco varável, no valor de R$ 5, por benefcáro, conceddo às famílas pobres e extremamente pobres que tenham, sob sua responsabldade, gestantes, nutrzes, cranças (entre zero e doze anos) e adolescentes até 5 (qunze) anos, até o máxmo de 3 (três) benefícos por famíla. As famílas em stuação de extrema pobreza poderão acumular os benefícos básco e varável, chegando ao máxmo de R$ 95, mensas (R$ 5, do benefíco básco mas R$ 45, do benefíco varável). As famílas em stuação de pobreza com renda entre R$ 6, e R$, podem receber até R$ 45,. Como se trata de um programa condconal, é necessáro que a famíla benefcada cumpra os seguntes crtéros de elegbldade: () acompanhamento da saúde (nclusve pré-natal) e do estado nutrconal de todos os ntegrantes da famíla; () matrícula no ensno fundamental e freqüênca de 85% às aulas de todas as cranças e adolescentes em dade escolar; 5 e () a partcpação em programas de educação almentar, quando ações dessa natureza forem oferecdas pelos governos federal, estadual e/ou muncpal. 3 Em geral, esses modelos ntegram smulações efetuadas em uma base de mcrodados à matrzes de contabldade socal, de modo que se possam avalar os mpactos globas das transferêncas, quer sea na oferta de trabalho quer sea na redução da pobreza. A esse respeto ver Brownng et al (999), Heckman (), Bourgugnon et al (3), Müller (4) e Cury et al (7). 4 O programa é regdo pela Le nº..836, de 9 de anero de 4 e, atualmente, é gerencado pelo Mnstéro de Desenvolvmento Socal e Combate a Fome 5 Pelas regras do Bolsa Famíla, a faxa de dade escolar consderada é a de 6 a 5 anos. 3

4 De acordo com a Tabela, elaborada a partr de dados da PNAD de 4, observa-se que, apesar da unfcação dos programas ocorrda nesse ano, as famílas anda recebem os benefícos sob as mas varadas denomnações. Os prncpas programas acessados são o Bolsa Escola (7,4%), o Auxílo-Gás (6,8%) e o Bolsa Famíla (4,%), sendo este últmo nsttuído com o ntuto de englobar os dos prmeros programas. 6 Na Tabela são apresentados alguns dados dos benefcáros desses programas. Verfca-se que 5,6% dos domcílos tveram acesso a alguma forma de programa socal. A renda per capta méda dos benefcáros de R$ 33,4 está acma da faxa estabelecda pela regra do Bolsa Famíla, embora deva-se consderar que esse valor á nclu os recursos advndos dos programas. Nota-se, também que 6,% dos domcílos são benefcáros de ou mas programas, com renda domclar per capta méda próxma do lmte máxmo estabelecdo pelo Bolsa Famíla. Quando se levam em conta apenas os domcílos com acesso ao Bolsa Famíla, a renda domclar per capta méda passa a R$,78. No entanto, quase a metade desses domcílos teve acesso, além do Bolsa Famíla, a mas um programa de transferênca de renda. Os 5,9% dos domcílos com acesso exclusvo ao Bolsa Famíla apresentaram renda per capta méda e número médo de componentes menor que os 49,% dos domcílos que se benefcaram desse programa de transferênca e mas outro qualquer. Mutos estudos procuraram avalar os mpactos dos programas de transferênca dreta de renda sobre dstrbução de renda e pobreza no Brasl. Rocha (5), por exemplo, smulou os mpactos que esses programas teram se fossem aplcados à totaldade da população, consderando as regras de cada programa. Ela conclu que os programas crados mas recentemente são mas efcentes na redução de pobreza, uma vez que tanto seus valores de transferênca quanto a população atngda são muto maores que os programas anterores. Hoffman (6), por sua vez, calculou os mpactos de programas de transferênca nos ndcadores de pobreza e dstrbução de renda em níves naconal e regonal. Este estudo mostrou que houve 3% de declíno na dstrbução de renda no Brasl entre e 4 devdo, sobretudo, aos benefícos promovdos por esses programas. Outros trabalhos de avalação dos programas de transferênca também encontraram mpactos postvos no que se refere à redução do trabalho nfantl. Ferro e Kassouf (3) analsaram o programa Bolsa Escola por meo de um modelo Probt aplcado aos dados da PNAD de, e concluíram que o programa é efcente na redução do trabalho nfantl, pos a partcpação adconal de uma famíla nesse programa reduzu a probabldade da crança trabalhar em pouco mas de %. Bourgugnon et al (4) também avalaram o Bolsa Escola, a partr da PNAD de 999 e mostraram, ex-ante, que esse programa provocara um aumento de aproxmadamente um terço no número de matrículas de cranças entre e 5 anos que não freqüentavam escola anterormente. Os dados prelmnares, além de ndcarem a necessdade de se estabelecer uma unfcação dos programas de transferênca, 7 dão conta também da mportânca de se avalar adequadamente o desenho desses programas, com ntuto de conhecer seus verdaderos mpactos e promover alternatvas de polítcas públcas quanto à focalzação e condconaldade. O presente trabalho tem o obetvo de analsar um método ex-ante smples para o Bolsa Famíla, consderando apenas as famílas que não são benefcáras desse programa de acordo com a PNAD 4. Dentre os dos prncpas propóstos do programa - redução dos níves atuas de pobreza e desgualdade e a provsão de ncentvos para a redução futura da pobreza a partr da elevação do número de matrículas escolares entre as cranças pobres a análse desse trabalho se concentrará apenas nessa últma questão. Dada a condconaldade do Bolsa Famíla, o modelo de avalação seleconado deve consderar essencalmente a nfluênca que programas desse tpo exercem sobre o comportamento dos ndvíduos. Para este propósto, Bourgugnon et al (4) propõe uma metodologa em dos estágos para estmar o status ocupaconal de uma crança trabalhar, estudar ou ambos compartlhando a demanda por escolardade com a recente lteratura sobre trabalho nfantl. 6 Tanto os resultados da Tabela quanto da Tabela foram ponderados pelo peso respectvo do domcílo. 7 Para uma análse à respeto dos possíves desenhos e mpactos de um benefíco socal únco, ver Camargo e Ferrera (). 4

5 Além dessa ntrodução, o presente estudo possu mas cnco seções. A seção segunte apresenta o modelo econométrco ex-ante tal como formulado por Bourgugnon et al (4) para estmar a função econométrca de ganhos de cranças em dade escolar mas que partcpam do mercado de trabalho fora do domcílo. A tercera seção descreve um modelo de escolha dscreta para a estmação do status ocupaconal da crança em dade escolar. As duas próxmas seções apresentam os resultados das estmações e das smulações dos efetos do programa com o desenho de programas alternatvos. Por fm, a últma seção expõe as conclusões.. Abordagem smples para modelagem e smulação ex-ante dos efetos do Bolsa Famíla Os efetos de um programa de transferênca sobre a dstrbução de renda podem ser smulados a partr da smples aplcação de suas regras a uma amostra representatva de famílas, como a Pesqusa Naconal por Amostras de Domcílos (PNAD). Esse sera, então, um exemplo de um modelo de mcrosmulação smples de acordo com Bourgugnon et al (4). Entretanto, o Bolsa Famíla é um programa que nterfere no comportamento das famílas, pos suas condconaldades pretendem não apenas reduzr a pobreza, a partr de transferêncas dretas de renda para os ndvíduos pobres, mas também encoraar as cranças dessas famílas a freqüentar a escola, reduzndo, assm, a evasão escolar. Qualquer avalação ex-ante, portanto, deve r além da smples análse da renda adconal auferda pelas famílas, sem consderar a hpótese de alterações de comportamento em relação à freqüênca escolar. Logo, a smulação dos efetos do Bolsa Famíla requer, também, um modelo estrutural de demanda por escolardade. Há uma ampla lteratura sobre a demanda por escolardade relaconada ao trabalho nfantl. O prncpal obetvo desses trabalhos é entender as razões pelas quas os pas preferem que seus flhos trabalhem dentro ou fora do domcílo ao nvés de freqüentarem uma escola. Váras causas para sso têm sdo apontadas e analsadas de um ponto de vsta teórco. 8 Por outro lado, números trabalhos empírcos procuram atestar a relevânca das dversas hpóteses teórcas, medndo suas forças relatvas e avalando os prncpas efeto de polítcas. 9 Três fatores de dfculdade podem ser ctados para a relação entre trabalho nfantl e escolardade. Prmero, deve-se ao fato de que a raconaldade por trás da decsão entre trabalho nfantl e matrícula escolar ser bastante ntrcada. Em partcular, está é uma decsão ntertemporal que dferrá caso o modelo de comportamento das famílas sea untáro ou coletvo (Cahuc e Zylberberg, 4). Segundo, é muto dfícl obter exogenedade para as varáves explcatvas mas plausíves. Além dsso, não há um nstrumento óbvo para corrgr o resultado dos eventuas veses. Por últmo, modelos estruturas completos que permtram uma análse rgorosa dos efetos das polítcas são complexos e bem dfíces de se estmar mantendo-se um grau razoável de robustez. À luz dessas dfculdades, o obetvo desse trabalho é smplesmente mplementar um modelo smples com o ntuto de determnar os prncpas efetos de programas de transferênca dreta de renda, como o Bolsa Famíla. Em partcular, serão efetuadas quatro hpóteses smplfcadoras do modelo. º.) Serão gnoradas as formas de como a decsão sobre a alocação de tempo da crança é realzada dentro da famíla. Logo, será contornada a dscussão sobre modelos de decsão untáros versus modelos de decsão coletvos. Ao nvés dsso, o modelo de escolha ocupaconal será tratado a partr de uma forma reduzda que procurará refletr o resultado de qual processo de tomada de decsão tomará lugar dentro da famíla. 8 Para a análse das prncpas causas sobre trabalho nfantl ver Basu (999). 9 Contrbuções recentes mportantes sobre a avalação das hpóteses a respeto do trabalho nfantl podem ser encontradas em Edmonds e Pavcnk (6). Sobre a avalação de polítcas, ver Kassouf (). Para uma dscussão de como a barganha ntra-domclar afeta a escolha ocupaconal de seus membros, ver Chappor (99), Bourgugnon e Chappor (99) e Brownng et al. (994). 5

6 º.) Será consderado que a decsão de envar a crança à escola é feta após as decsões dos pas terem sdo realzadas. Logo, as cranças não afetam estas decsões. 3º.) Não será dscutdo o fato de haver dversos rmãos na mesma famíla e a smultanedade da correspondente decsão. Supõe-se, em contrapartda, que o modelo adotado nesse estudo pode ser aplcado a todas as cranças em dade escolar dentro de uma famíla. 4º.) A composção da famíla consderada nesse trabalho será tomada como exógena. Sob essas hpóteses, sea S a varável qualtatva que representa a escolha ocupaconal da crança na famíla. Esta varável tomará os seguntes valores: S =, se a crança não freqüenta escola; S S =, se ela va à escola e trabalha fora do domcílo; =, se ela se dedca exclusvamente à escola. Quando S =, assume-se que a crança exerce ornada completa de trabalho sea em casa ou fora do domcílo. Caso ocorra S =, assume-se que a crança dvde seu tempo entre atvdades de trabalho remuneradas e estudants. A varável de escolha ocupaconal S pode ser modelada utlzando-se um modelo logt multnomal, que permte a nterpretação de maxmzação da utldade. Esse modelo apresenta a segunte forma funconal: ( S k) = Pr[ S ( A, X, H ; Y + y ) + v > S ( A, X, H Y + y ) + v ] Pr, k () = k k k ; em que: S k ( ) é uma função latente que reflete a utldade de se escolher a alternatva k (=,, ou ); A é a dade da crança ; X é o vetor de característcas das cranças; H é o vetor de característcas da famíla a qual pertence a crança; Y é a renda total famlar subtraída da renda das cranças; y é a contrbução total da crança na renda da famíla, dependendo da sua escolha ocupaconal k (=,, ou ); e v k é uma varável aleatóra normalmente dstrbuída que se relacona com a heterogenedade não observada do comportamento de escolha entre escolardade e ocupação. Representando todas as varáves explcatvas da -ésma crança, exceto as de renda, em um únco vetor Z e lnearzando (), obtém-se a segunte função de utldade: ( ) S ( A X, H ; Y + y) + v = Z γ + ( Y + y) α v U, + () = em que: γ e α são os coefcentes assocado ao vetor de característcas e à renda da famíla, respectvamente. Sendo assm, dado um aumento em Y + y, a renda da famíla à qual pertence a crança, causará um alteração na escolha de acordo com o snal de α. O mesmo ocorrerá para um dado aumento em Z, se γ for maor ou menor que zero. Em partcular, permtndo que os coefcentes γ e α seam dferentes sem nenhuma restrção entre as váras alternatvas, é possível obter trade-offs entre a escolardade da crança, sua renda futura e a renda observada da famíla na pesqusa domclar. Observa-se, também, que o modelo acma trata mplctamente o número de horas de trabalho da crança como uma escolha dscreta. Possvelmente este número é maor quando = do que quando =, pos a freqüênca à escola toma algum tempo da crança. Isto pode ser refletdo na defnção varável renda da crança 6 y como segue. Sea w os ganhos das cranças auferdos no mercado de trabalho. Assumndo que estes ganhos são determnados de acordo com o modelo padrão de captal humano, então, pode-se defnr que: ( S = ) u log w = X δ + m Ind + (3)

7 em que X é o conunto de característcas ndvduas (nclundo dade e escolardade) e u é um termo aleatóro que representa os determnantes não observados dos ganhos. As hpóteses sobre esse termo serão dscutdas mas adante. O segundo termo do lado dreto leva em conta o comentáro acma sobre o número de horas de trabalho. Presume-se que as cranças que freqüentam a escola e também são ocupadas no mercado de trabalho possuem menos tempo dsponível e, com sso, podem auferr menores ganhos. Com base na equação (3), a contrbução da crança na renda famlar y ), para as váras possbldades de, é defnda como: y y y = Kw = My = Dy com M exp( m) =. = MKw = DKw Assume-se, em (4) que y nclu a renda de todos os trabalhos: tanto fora de casa quanto o trabalho doméstco da crança. Logo, a renda doméstca é proporconal aos ganhos presentes ou potencas do mercado de trabalho ( w ), em uma proporção K para aquelas cranças que não vão à escola. Ir à escola mantendo um trabalho fora do domcílo, por outro lado, sgnfca uma redução na proporção M da renda do trabalho das cranças. Fnalmente, r à escola sem trabalhar sgnfca uma redução na proporção D do total da renda da crança, que, neste caso, é advnda do não-trabalho. As proporções K e D não são observadas. Portanto, a proporção M é consderada a mesma tanto para o trabalho doméstco quanto para o trabalho fora do lar e pode ser estmada com base nos ganhos observados. Desse modo, substtundo (4) em () chega-se a: com: ( ( ) = S ( A X, H ; Y + y) + v = Z γ + Y α + wβ v U, + (5) β = α K β = αmk β = α DK Dessa forma, obtém-se um sstema de mcro-smulação completo. Caso todos os coefcentes α, β e γ seam conhecdos, bem como os ganhos presentes ou potencas do mercado de trabalho w ) e o resíduo ( v ), então o status ocupaconal escolhdo pela crança será: k = arg max [ U ( ) ] A equação (5) representa a utldade da famíla sob a escolha ocupaconal, [ ( ) ] U (4) (6) (, no caso de referênca. Como o programa Bolsa Famíla dá dreto a uma transferênca de recursos T condconada a freqüênca escolar, então (5) pode ser substtuído por: em que: ( ) = Z + ( Y + BF) α + wβ v U γ + (7) BF = BF = BF = T 7

8 Sob as hpóteses apresentadas acma, a equação (7) é o modelo completo na forma reduzda da escolha ocupaconal da crança, e permtrá smulações do mpacto das transferêncas do Bolsa Famíla sobre estas escolhas. É necessáro, dessa forma, obter as estmatvas de β, γ, α, w e dos v. 3. Estmação do modelo de escolha dscreto Assumndo que os v são d entre as observações amostras com uma dstrbução Webull, F( v ) = exp [ exp( v )], então obtém-se o modelo de probabldades para dferentes estados, = K,, M, conhecdo modelo logt multnomal. Logo, a probabldade da famíla seleconar uma escolha ocupaconal k pode ser genercamente representada por: Pr ( S = k) Tomando = Pr ( S k) ( Z γ + Y α + wβ ) exp k k = exp + ( Z g + Y a w b ) k k como referênca, a representação anteror de ( S = k) = = + exp[ Z ( γ γ ) + Y ( α α ) + w( β β ) ] exp[ Z ( γ γ ) + Y ( α α ) + w( β β ) ] = sendo que P = P P. Pr toma a forma de: (8), =, (9) A dfculdade do modelo logt multnomal resde no fato desta estmação dentfcar apenas as dferenças ( α α ), ( β β ) e ( γ γ ) para =,. Como a transferênca do Bolsa Famíla é contngente ao estado de probabldade, sgnfcando que a varável renda é assmétrca entre as alternatvas, uma nspeção em (6) e (7) ndca que é necessáro conhecer todos os três coefcentes α, α e α de modo a encontrar a alternatva que maxmza a utldade, Obtendo-se os coefcentes estmados do modelo logt multnomal â e bˆ correspondentes à renda líquda da famíla e ao ganho da crança condconados ao estado =, (a alternatva é tomada como default), então (5) mplca no segunte sstema de equações: α α = aˆ α α = aˆ ( αm α = bˆ ) α D α = bˆ ) M é conhecdo a partr da equação (3). Segue-se que ao defnr arbtraramente um valor para K ou D é possível dentfcar α, α e α, além dos parâmetros remanescentes do par (K, D). A hpótese de dentfcação feta a segur é que cranças trabalhando fora de casa sem r à escola tem produção doméstca gual a zero, ou sea: K =. Em outras palavras, assume-se que a alocação entre mercado de trabalho e atvdades doméstcas são soluções de canto em todas as alternatvas. 3 Logo: * k. () O modelo logt multnomal fo ntroduzdo na lteratura por McFadden (973), no sentdo de se obter resultados para um ndvíduo que escolhe maxmzar sua utldade entre dversas alternatvas. Tal restrção é chamada de Independênca de Alternatvas Irrelevantes pos mplca que o acréscmo de uma estado ou a varação das característcas de um tercero estado não afeta a dferença relatva entre as duas outras alternatvas (McFadden, 973). 3 De acordo com Bourgugnon et al (4), esta hpótese pode ser relaxada caso as nformações seam lmtadas à horas de trabalho dsponíves. 8

9 aˆ bˆ α = e α =α+ aˆ aˆ () M Um teste de relevânca para a dentfcação da hpótese advém do fato de que tanto α quanto α devem ser postvos. Desse modo, deve-se requerer, também, que o valor de D obtdo do sstema () com K = estea no ntervalo (, ). Por fm, é necessáro ndcar como as estmatvas dos termos resduas v v podem ser obtdas. Em um modelo de escolha dscreta estes valores não são observados. Sabe-se, apenas, que eles pertencem a um determnado ntervalo. A déa sera, nesse caso, calculá-los para cada observação no ntervalo relevante, sto é, na forma consstente com a escolha observada. Por exemplo, se na observação a escolha efetuada for, então deve ser o caso em que: Zγ ˆ ˆ [ ] ( v v ) > sup, Zγ + Y aˆ + w bˆ + ( v v ) + Y a + wb + Os termos v v devem ser obtdos de tal sorte a satsfazer esta desgualdade. Dessa forma, somente o vetor de valores dos ganhos das cranças ( w ) é desconhecdo. Estmação dos ganhos potencas e tratamento do vés de seleção O modelo de escolha dscreta requer um ganho potencal para cada crança, nclundo aqueles que não trabalham dentro do domcílo. Em vrtude das dfculdades e restrções de se estmar, smultaneamente, o modelo de escolha dscreta e a equação de rendmentos, Bourgugnon et al (4) propuseram uma abordagem mas smples, com vantagens em termos de transparênca e robustez. Ela consste da estmação da equação (3) por MQO, em um prmero estágo, com o devdo armazenamento dos resíduos u gerados para as cranças não-ocupadas. No segundo estágo, estma-se o modelo logt multnomal, tomando u como proxy para a renda dessas cranças. Uma sére de motvos podem ser ctados para explcar os problemas da estmação da função de rendmentos, sem o devdo tratamento do vés de seleção. É possível controlar esses veses por meo de dversas técncas estatístcas, mas, mesmo assm, é muto dfícl removê-los, sendo esse o maor desafo dos pesqusadores que trabalham com análse de mpacto. Por exemplo, a nstrumentalzação dos ganhos com um procedmento de correção desse vés requer nstrumentos que afetem os ganhos, mas não a escolha entre escolardade e trabalho. Tal nstrumento é potencalmente dfícl de ser encontrado dretamente nas pesqusas domclares. A correção do vés de seleção com o procedmento padrão de dos estágos (heckt) é complcada no caso de escolhas múltplas por parte dos agentes. Dadas essas razões, Bourgugnon et al (4) argumentam que a ausênca de correção de vés de seleção em (3) não é um problema séro. Por outro lado, tentar corrg-lo utlzando alguma das técncas padrões sem um nstrumento convncente levara a resultados anda menos acetáves. Smulação de programas de transferênca do tpo Bolsa Famíla O modelo composto pelo sstema de equações (6) e (7) não proporcona uma representação completa da escolha efetuada pelas famílas quando colocadas dante de um programa como o Bolsa Famíla. Isto deve-se à condconaldade da escolardade da crança, sem nenhum teste de focalzação. Dessa forma, a focalzação e a condconaldade, conuntamente, levam a famíla à escolha da alternatva com a máxma utldade entre os seguntes casos condconas: 9

10 U U U U U () = Z γ + Y α + wβ + v () = Z γ + () = Z γ + Y () = Zγ + I ( Y + T) I I α + wβ + v ( Y + T) I α + wβ + v α + wβ + v () = Zγ + Y α + wβ + v I em que Y representa a focalzação e T o valor da transferênca. Torna-se necessáro, portanto, conhecer não apenas as dferenças ( β β ), ( γ γ ) e ( v ) () v, mas também os três coefcentes α. Neste sstema, verfca-se como a ntrodução do Bolsa Famíla modfque o comportamento famlar e faça a crança mover-se do estado = (de não-freqüênca à escola) para os estados = e =, bem como do estado = para o estado =. Nesse últmo caso, uma famíla pode não se qualfcar para a transferênca T se a crança trabalha e freqüenta escola, mas qualfca-se caso ela pare de trabalhar. Uma grande varedade de programas pode ser faclmente smulada usando esta modelagem. Tanto a focalzação quanto a transferênca podem ser fetas dependendo das característcas da famíla ou da crança (X ou H). Em partcular, T podera depender da dade ou do gênero. Alguns exemplos de tas alternatvas de desenho são smuladas e dscutdas na seção 5. Antes de apresentar os resultados estmados, deve-se atentar a duas mportantes lmtações do modelo apresentado. A prmera lmtação é que não se pode consderar um teto de transferênca por famíla, como por exemplo, no caso dos R$ 45, para as famílas com renda entre R$ 6, e R$,. A razão está na dfculdade de se avalar, do ponto de vsta comportamental, as nterações exstentes em famílas com mas de um flho em dade escolar. Na parte não-comportamental das smulações de bemestar que são apresentadas na próxma seção, cada crança será tratada separadamente, e o teto de R$ 45, poderá ser aplcado. A segunda lmtação tem a ver com a exogenedade da renda dos adultos ( Y ). Esta exogenedade sera um problema mas evdente quando há mas de uma crança em dade escolar na famíla. No entanto, ela é rreal mesmo quando a renda do adulto é consderada. É possível que a exstênca de focalzação afete o comportamento da oferta de trabalho dos adultos, pos há crcunstâncas em que pode ser nteressante para a famíla trabalhar menos em vrtude da qualfcação ao Bolsa Famíla. Observa-se, no entanto, que sto pode não ser tão grave se a focalzação basear-se, não na renda corrente, mas em alguma pontuação para renda permanente, como ocorre nos casos de means-test Estatístcas descrtvas e estmações se Y + Mw Y se Y + Mw > Y se Y Y se Y > Y O modelo que consste das equações (3) e (9) fo estmado a partr dos dados da PNAD de 4. Esta pesqusa fo baseada em uma amostra de.57 famílas, representatvas da totaldade da população braslera nesse ano. 5 A Tabela 3 traz um exame ncal da stuação escolar das cranças entre 6 e 5 anos, tanto entre as famílas com acesso ao Bolsa Famíla, como entre as famílas que não tveram acesso ao programa. Nota-se que a taxa de freqüênca escolar atnge o seu máxmo na dade de anos, em cada um dos grupos, mas passa a car a partr dos anos. Isso não é surpreendente, pos há um conceto geral de que as matrículas escolares abaxo dos anos são aproxmadamente unversas (Bourgugnon et al, 4). De fato, a taxa méda de matrículas nessa faxa etára, para os dos grupos, é de 95,3%. É mportante notar, entretanto, que a taxa de freqüênca escolar é bem parecda entre os dos grupos até a dade escolar de 3 anos. A partr dos 4 anos, surpreendentemente, há um aumento na 4 Vde nota. 5 Utlzando a amostra ponderada pelo respectvo peso da famíla, chega-se a um total de famílas em 4, domcladas em todas as regões do país, nclusve nas áreas ruras dos Estados da Regão Norte.

11 evasão escolar entre as cranças pertencentes às famílas que recebem o Bolsa Famíla. Esse resultado mostra, a pror, que o benefíco do programa não está totalmente vnculado à sua focalzação. Mesmo consderando que todas as cranças entre 6 e 5 anos são qualfcadas para o programa, o modelo fo estmado apenas para as cranças entre e 5 anos das famílas que não receberam o Bolsa Famíla em 4. 6 A Tabela 4 apresenta a descrção básca da estrutura ocupaconal das cranças desse grupo nessa faxa de dade. Nota-se que 85,% das cranças dedcam-se exclusvamente aos estudos;,3% trabalham e estudam smultaneamente; e 4,6% não freqüentam a escola. Este padrão médo apresenta uma consderável varação entre as dades: enquanto a freqüênca escolar declna monotoncamente com a dade, o trabalho nfantl aumenta. Observa-se, dessa forma, que apenas,8% das cranças com anos não estudam, mas essa proporção cresce para,% para as que estão com 5 anos. Por outro lado, entre as cranças que só estudam, as partcpações daquelas com dade entre e 5 anos são, respectvamente, 93,9% e 7,%. Portanto, do ponto de vsta comportamental, torna-se claro que as ações de polítcas públcas devem ser prorzadas entre as cranças nessa faxa etára. A Tabela 5 apresenta as médas amostras das característcas das cranças entre e 5 anos e suas respectvas famílas que não receberam Bolsa Famíla em 4, por categora ocupaconal. Em geral, cranças que não vão à escola são mas velhas e menos educadas do que aquelas que freqüentam escola. Por sua vez, a renda per capta das famílas com cranças que não estudam são mas baxas. Observa-se, anda, que a ncdênca de evasão escolar e trabalho nfantl são maores entre os não-brancos e os moradores da Regão Nordeste. É nteressante notar, também, que as cranças que não estudam estão, em sua maora, nas áreas urbanas das cdades que não pertencem às regões metropoltanas. Por outro lado, aquelas que trabalham e estudam estão concentradas nas áreas ruras. Outro resultado mportante apresentado na Tabela 5 refere-se à renda mensal observada das cranças quando elas só trabalham ou trabalham e estudam. O prmero grupo apresenta renda méda mensal de R$ 75,75 e não apresenta uma característca defnda para cada faxa de dade. O grupo das cranças que trabalham e estudam apresentam renda mensal méda nferor (R$,4), mas cresce monotoncamente com a dade. As cranças que não estudam, portanto, recebem, em méda, /3 do saláro mínmo vgente em 4. Já o grupo das que trabalham e estudam ganham menos que a metade de um saláro mínmo, em méda. A Tabela 6 mostra os resultados da estmação por MQO da equação de ganhos (3) para todas as cranças entre e 5 anos que tveram recebmentos observados. Em relação aos efetos qualtatvos comuns na estmação dessa equação para adultos, os snas das varáves dummes de raça e de regão não apresentaram o snal esperado, com exceção da Regão Nordeste. Os efetos dos anos de escolardade não são sgnfcatvos. No entanto, o coefcente do termo quadrátco da escolardade é postvo e sgnfcante, podendo-se nferr que a nfluênca do termo lnear postvo mplca que os ganhos se elevam, mesmo que margnalmente, com o aumento dos anos de estudo. Já o rendmento famlar per capta apresenta um efeto postvo, ndcando a nfluênca da renda famlar na oferta de trabalho nfantl. A estmatva para m o coefcente para a dummy de dentfcação da crança que trabalha e estuda (dummy TS, na Tabela 6) revela, como esperado, o fato de que a crança que va à escola e ao mesmo tempo trabalha tem seus ganhos reduzdos em comparação com a crança que se dedca exclusvamente ao mercado de trabalho. Caso esse coefcente sea nterpretado como que refletndo as poucas horas de trabalho, então a crança que va a escola trabalha em méda 6,3% menos que aquela que não estuda. Os resultados da estmação do logt multnomal para a escolha ocupaconal são apresentados na Tabela 7. A categora de referênca dos parâmetros é não estuda ( = ). Como esperado, a renda famlar (líquda da renda das cranças) tem um efeto postvo sobre a escolardade, enquanto que a renda da própra crança (prevsta) tem um efeto negatvo. O tamanho da famíla, por outro lado, apresentou um 6 Outra razão para lmtar a estmação do modelo comportamental somente para as cranças com anos ou mas decorre do fato que a ncdênca de trabalho nfantl abaxo dessa dade é provavelmente medda com um erro muto maor, uma vez que as questões da PNAD relaconadas à ocupação e renda são voltadas para os ndvíduos com mas de anos.

12 efeto nesperado, de tal sorte que famílas maores elevam a probabldade de estudar. 7 A escolardade préva, por sua vez, tem um efeto postvo (mas côncavo). Já o gênero reflete a assmetra do mercado de trabalho para homens e mulheres. A educação dos pas, por sua vez, tem o efeto postvo esperado sobre a escolardade dos flhos. Em vsta desta consstênca geral dos resultados tanto dos ganhos quanto da escolha dscreta da forma ocupaconal, a questão que emerge é se as restrções estruturas necessáras para a consstênca da smulação do trabalho proposto ( α >, α > e < D < ) são ou não asseguradas. Utlzando (), pode ser verfcado que: a ˆ b α = M,43 = exp (,) (,63) ˆ =,566 α = α+ aˆ aˆ =,566+,,43=,544 Dessa forma, os coefcentes de renda na utldade de alternatvas =, são postvos. Isto também é verdadero para a utldade da alternatva =, uma vez que ele pode ser computado, a partr de () como sendo: α = α aˆ =,566,43=,53 Sob a hpótese de dentfcação de que K =, o valor do parâmetro D pode ser obtdo por: bˆ + α D = α,9+,53 = =,7949,544 Logo, o tempo gasto com trabalho pelas cranças que freqüentam escola, como uma fração do tempo gasto com trabalho pelas cranças que não estudam fcou dentro do ntervalo (,), como requer a hpótese de dentfcação. Deste resultado pressupõe-se que as cranças que estudam mas não trabalham fornecem produção doméstca em aproxmadamente 79,5% de seu potencal de ganhos do mercado de trabalho. Nota-se que esse valor dfere daquele estmado para M [ = exp (,63) =,536]. M denota a contrbução méda da renda das cranças que trabalham e estudam para a renda famlar, como uma partcpação da contrbução potencal se não estudar. Isto mplca que o valor estmado do trabalho doméstco para a crança que estuda (mas não tem renda do trabalho) é menor que valor de mercado do trabalho daquela que estuda (e possu rendo do trabalho). Em geral, as estmatvas obtdas do modelo multnomal de escolha ocupaconal dscreta e da equação de ganhos são consstentes com o comportamento raconal-maxmzador. Pode-se, desse modo, realzar smulações sobre a base desses modelos dentfcando as hpóteses estruturas sobre o parâmetro K para se analsar os efetos das regras dos programas de transferênca dreta de renda. 5. Avalação ex-ante do Bolsa Famíla e alternatvas ao desenho atual O Bolsa Famíla possu dos obetvos dstntos: () reduzr a pobreza corrente (bem como a desgualdade) através de transferêncas às famílas que compõe esse grupo; e () reduzr a pobreza futura, através de nvestmentos, em termo de captal humano, a ser efetuados nessas famílas pobres. A segunda meta do programa será o ponto prncpal a ser analsado nessa seção. Quanto a esse segundo obetvo, exstem enormes dfculdades para se fazer uma avalação, mesmo através de um método ex-ante. Para que o aumento no número de matrculados sea traduzdo em maor captal humano dependerá do nível de qualdade dos servços educaconas fornecdos. Nesse caso, não há 7 Famílas maores refletem um grande número de cranças. De acordo com o trade-off quantdade-qualdade de Becker, esse fato devera reduzr as chances de uma crança aumentar seus anos de estudo.

13 nformações dsponíves no conunto de dados da PNAD. 8 Dessa forma, para que mas captal humano, devdamente meddo, aude a reduzr pobreza no futuro, dependerá do que acontece com as taxas de retorno desse nvestmento do presente em dante. Este é um exercíco complexo, envolvendo questões de equlíbro geral, que está além do obetvo desse estudo. Entretanto, é possível obter estmações de crescmento das matrículas escolares. É fato que esse ponto não representa condção sufcente para estabelecer se o programa terá mpacto na pobreza futura, porém é uma condção ao menos necessáro para se atngr essa meta. Dessa forma, o método de avalação ex-ante do mpacto dessa dmensão do programa requer a smulação do número de cranças que poderam trocar suas condções atuas de estudo ou trabalho por conta das transferêncas. A avalação será realzada pela aplcação do sstema de decsão relaconado em () com os valores dos parâmetros comportamentas (α, β, γ, M e D) estmados a partr das equações (9) a () e os valores dos parâmetros de polítca (T e Y ) tomados da especfcação atual do Bolsa Famíla. O sstema de equações () será, portanto, utlzado para estmar uma dstrbução contrafactual de ocupações, com base nas característcas observadas e nas restrções sobre o termo resdual ndvdual de cada crança. Comparando-se o vetor de escolhas ocupaconas gerado a partr do vetor orgnal observado, será possível avalar se o programa leva alguma crança a se mover do estado S = para os estados S = ou S = e do estado S = para o estado S =. A correspondente matrz de transção é mostrada na Tabela 8 para todas as cranças entre e 5 anos e para todas as cranças da mesma faxa de dade vvendo em famílas extremamente pobres, com renda per capta de até R$ 6,. O cenáro básco para a composção da matrz de transção consdera o segunte desenho para as transferêncas e para a focalzação: T = 65,, se Y 6 T = 5,, se 6 < Y T =, se Y > Ou sea, o cenáro contempla apenas os níves mínmos de transferênca de recursos prevstos pelo programa, não consderando, portanto, as nterações devdas a exstênca de mas de um flho por famíla. Os resultados da Tabela 8 sugerem que 8,8% das cranças que não estudavam contnuaram com esse status ocupaconal, mesmo com o Bolsa Famíla. Por outro lado, 9,% passaram a estudar, sendo que 4,3% trabalharam e estudaram ao mesmo tempo. Entre as cranças que trabalhavam e estudavam, 35,6% manteram esse status, enquanto 64,4% alocaram seu tempo exclusvamente com estudos. Com sso, o percentual de cranças que freqüentaram a escola passara de 95,4% para 98,5%. Essa varação, embora pequena, corresponde a uma nclusão de aproxmadamente 64 ml cranças no sstema educaconal, sendo que, desse total, 8,% de cranças estaram trabalhando e freqüentando escola ao mesmo tempo. Quando avalados os resultados apenas para as cranças de famílas extremamente pobres, os mpactos são um pouco menores, mas anda postvos quanto ao obetvo de reduzr a evasão escolar. O segundo panel da Tabela 8 mostra que a freqüênca escolar desse grupo aumentara de 9,3% para 98,7%. Esse resultado representa uma redução de 85% no número de cranças pobres fora da escola. No entanto, 3,6% do total de cranças anda preferram trabalhar e estudar concomtantemente. O efeto líqudo mportante para esse grupo refere-se ao fato de que percentual de cranças que estudam apenas permanece pratcamente o mesmo. Essa redução da evasão escolar entre as cranças de a 5 anos não dexa de ser um resultado substancalmente bom, partcularmente devdo ao fato que fo controlada com uma transferênca de pequeno valor (R$ 65, por crança por mês). As contrbuções correntes das cranças que estão 8 Outras bases de dados também apresentam essa lmtação, como, por exemplo, o Sstema de Acompanhamento do Ensno Básco (SAEB) do Mnstéro da Educação, que não fo produzdo para períodos sufcentemente longos que pudessem gerar uma avalação mas adequada da qualdade dos servços educaconas. Ver Albernaz et al. (). 3

14 matrculadas representam, portanto, uma proporção consderável de seus ganhos potencas quando estão totalmente fora da escola. Essas proporções referem-se à nterpretação dos parâmetros M (para aqueles que trabalham fora de casa e estudam) e D (para aqueles que realzam apenas trabalhos doméstcos ou estudam), estmados em,536 e,7949, respectvamente. Aplcando esses fatores ao ganho médo das cranças no estado = (R$ 75,75 conforme a Tabela 5), chega-se a valores de R$ 8,5 (para mudar do estado = para = ) e R$ 36,5 (para trocar de estado = para = ). Esses valores podem ser consderados como custos de oportundade de se matrcular em uma escola. São elaborados, também, dos cenáros alternatvos para averguar se desenhos dferentes do programa também geram mpactos postvos na evasão escolar. No cenáro, o crtéro de elegbldade é o mesmo, mas são alterados os valores de transferênca de R$ 5, para R$ 45,, no caso de famílas pobres, e de R$ 6, para R$ 95,, no caso de famílas extremamente pobres. Já o cenáro, são elegíves para o programa apenas as famílas com renda nferor a R$ 6,, com os valores de transferênca mantdos em R$ 95,. Nota-se que o mpacto dos dos cenáros alternatvos sobre as matrículas escolares não é substancal, quando se consderam todas as famílas. Nesse grupo, entretanto, o cenáro apresenta um efeto mportante na transção do estado ocupaconal das cranças que trabalham e estudam para o estado em que elas apenas estudam, elevando, dessa forma, o percentual de cranças matrculadas. Quando analsados os efetos do programa apenas sobre as famílas extremamente pobres, o efeto do cenáro pratcamente não altera os resultados do programa estabelecdo no cenáro básco. Entretanto, o cenáro proporcona um aumento relevante no percentual de cranças que só estudam, reduzndo, em contrapartda, o número de cranças que trabalham e estudam. Portanto, o efeto do programa formulado de manera a requerer menos recursos públcos possu um efeto maor do que aquela com uma focalzação de renda mas geral. 6. Conclusões Neste estudo, fo utlzado um método de mcro-smulação para avalar, ex-ante, desenhos alternatvos de programas de transferênca de renda condconas, de acordo com Bourgugnon et al (4). Como exercíco, procurou-se analsar os mpactos do Bolsa Famíla na decsão de escolha ocupaconal de cranças com dade entre e 5 anos, e que pertençam à famílas que não havam recebdo o benefíco em 4. Para este propósto fo estmado um modelo de escolha ocupaconal dscreta (um logt multnomal) sobre uma amostra representatva de famílas que partcparam da PNAD 4. Os parâmetros estmados foram usados para prever um contrafactual referente a decsão de escolha ocupaconal da crança, sob dferentes hpóteses de desenho para o programa. Essas hpóteses foram expressas bascamente em termos de dferentes valores para dos parâmetros chaves dessa polítca: o nível de focalzação da famíla e a quantdade de recursos transferda. Como a smulação necesstara de que todas as cranças apresentassem algum ganho, o procedmento proposto por Bourgugnon et al (4) requereu a estmação, em prmero estágo, de uma equação mncerana de ganhos. Os resíduos dessa equação foram utlzados, em um segundo estágo, para compor o ganho das cranças que não apresentavam renda. Os resultados do prmero estágo também foram necessáros para realocar os ganhos das famílas que não eram smétrcos entre as dferentes escolhas ocupaconas. Uma hpótese de dentfcação fo, então, necessára: a crança que não freqüenta escola trabalha apenas fora de casa e não contrbu no trabalho doméstco. Sob esta hpótese, a estmação do modelo gerou resultados bem consstentes: as utldades margnas de renda foram sempre postvas e smlares entre as categoras ocupaconas. O tempo gasto com trabalho pelas cranças que freqüentam escola, como uma fração do tempo gasto com trabalho pelas cranças que não estudam, esteve sempre no ntervalo entre e. O modelo de escolha ocupaconal fo estmado consderando-se as regras ofcas do programa Bolsa Famíla. Os resultados encontrados foram mportantes no sentdo de que causara um mpacto 4

15 postvo na dmnução da evasão escolar entre as cranças de a 5 anos, com redução de aproxmadamente /3 no número de cranças que não estudam. O mpacto do programa sobre a freqüênca escolar das cranças de famílas extremamente pobres é anda maor, dferencando-se, no entanto, pelo fato de que a mgração de status ocupaconal sera maor para o grupo daqueles que estudam e trabalham fora de casa. Os efetos de cenáros alternatvos causaram varações apenas margnas em relação aos efetos do desenho orgnal, com exceção do cenáro que nclu somente famílas extremamente pobres como benefcáras do programa. Nesse caso, houve uma redução mportante na decsão das cranças de trabalhar e estudar ao mesmo tempo, bem como houve sgnfcatva elevação na freqüênca à escola sem que as cranças necesstem trabalhar ao mesmo tempo. Não se deve, entretanto, tomar esses resultados soladamente, uma vez que outras avalações dos programas de transferênca mostram resultados postvos quanto à redução da desgualdade e aumento na renda méda das famílas mas pobres (ver, por exemplo, Rocha, 5; Hoffman, 6; e Cury et al., 7). Por outro lado, tanto a proporção de cranças freqüentando escola em resposta a programas de transferênca de renda quanto o grau de redução da pobreza tendem a ser menos sensível ao nível de transferênca de recursos e mas ntensvo ao nível de focalzação. Isso sugere que a meta do programa Bolsa Famíla podera ser melhor adequada. Como mostra a smulação o cenáro, uma melhor focalzação do programa podera gerar um bem-estar melhor para a socedade, tanto em relação aos obetvos quanto ao custo do programa. 7. Bblografa ALBERNAZ, A.; FERREIRA, F.G.H.; e FRANCO, C. (): Qualdade e Eqüdade na Educação Fundamental Braslera. Texto para Dscussão, nº. 455, Departamento de Economa, PUC, Ro de Janero. BASU, K. (999): Chld Labor: Cause, Consequence and Cure, wth Remarks on Internatonal Labor Standards. Journal of Economc Lterature, 37:83-9. BOURGUIGNON, F. e CHIAPPORI, P.A. (99): Collectve Models of Household Behavor: an Introducton. European Economc Revew, 36: BOURGUIGNON, F.; FERREIRA, F.G.H. e LEITE, P.G. (4): Ex ante Evaluaton of Condtonal Cash Transfer Programs: The Case of Bolsa Escola. In: WORLD BANK: Inequalty and Economc Development n Brazl. Washngton, D.C.: World Bank. BOURGUIGNON, F.; ROBILLIARD, A.S. e ROBINSON, S. (3): Representatve versus Real Households n the Macroeconomc Modelng of Inequalty. Workng Paper, nº. 3-5, DELTA/ENS, Pars. BROWNING, M; BOURGUIGNON, F.; CHIAPPORI, P.A. e LECHENE, V. (994): Income and Outcomes: A Structural Model of Intra-Household Allocaton. Journal of Poltcal Economy, : BROWNING, M; HANSEN, L. e HECKMAN, J. (999): Mcrodata and General Equlbrum Models. In: TAYLOR, J.B. e WOODFORD, M: Handbook of Macroeconomcs, vol. A. Amsterdam: North Holland. CAHUC, P. e ZYLBERBERG, A. (4): Labor Economcs. Cambrdge, MA: MIT Press. CAMARGO, J.M. e FERREIRA, F.G.H. (): O Benefíco Socal Únco: Uma Proposta de Reforma da Polítca Socal no Brasl. Texto para Dscussão, nº. 443, Departamento de Economa, PUC, Ro de Janero. CHIAPPORI, P.A. (99): Collectve Labor Supply and Welfare. Journal of Poltcal Economy, :

16 CURY, S.; PEDROZO, E. e COELHO, A.M. (7): The role of Income Transfer Program n the Fall of Income Inequalty n Brazl: a CGE Mcro-Smulaton Approach. Paper presented n EcoMod 7 - Internatonal Conference on Polcy Modelng, São Paulo. EDMONDS, E. V. e PAVCNIK, N. (6) Internatonal trade and chld labor: Cross-country evdence. Journal of Internatonal Economcs, 68: 5 4. FERRO, A. R. e KASSOUF, A.N.. (3) Avalação do Impacto dos Programas de Bolsa Escola na Incdênca de Trabalho Infantl no Brasl. ANPEC. Dsponível em GERTLER, P. e GLEWWE, P. (99): The Wllngness to Pay for Educaton n Developng Countres: Evdence from Rural Peru. Journal of Publc Economcs, 4: HECKMAN, J. (): Accountng for Heterogenety, Dversty and General Equlbrum n Evaluatng Socal Programmes. Economc Journal, : HECKMAN, J. e SMITH, E. (): The Pre-programme Earnngs Dp and the Determnants of Partcpaton n a Socal Programme, Implcatons for Smple Programe Evaluatons Strateges. Economc Journal, 9: HECKMAN, J. e VYTLACIL, E. (): Econometrc Evaluaton of Socal Program. In: HECKMAN, J. & LEAMER, E. (eds.): Handbook of Econometrcs, vol. 5. Amsterdam: North Holland. HOFFMANN, R. (6). Transferêncas de renda e a redução da desgualdade no Brasl e cnco regões entre 997 e 4. Econômca, 8(): 55-8, un. 6. KASSOUF, A.L.. () Aspectos Sóco-econômcos do Trabalho Infantl no Brasl. Brasíla: Mnstéro da Justça,, 4 p. McFADDEN, D. (973): Condtonal Logt Analyss of Qualtatve Choce Behavor. In: ZAREMBKA, P (ed.): Fronters n Econometrcs. Newbury Park, CA: Sage Unversty. MÜLLER, T. (4): Evaluatng the Economcs Effects of Income Securty Reforms n Swtzerland: An Integrated Mcrosmulaton Computable General Equlbrum Approach. ECOMOD. dsponível em RAVAILLON, M. Is More Targetng Consstent wth Less Spendng? Polcy Research Workng Paper, nº. 79, World Bank, Washngton. ROCHA, S. (5). Impacto sobre a Pobreza dos Novos Programas Federas de Transferênca de Renda. Revsta Economa Contemporânea, 9(): 53-85, an./abr Anexo de Tabelas Tabela Dstrbução dos programas assstencas por domcílo Programas Socas de Transferênca de Renda Algum morador do domcílo recebeu dnhero de algum programa socal Sm Não Sem declaração Auxílo-Gás ,8% ,% 7.3,% Bolsa-Famíla ,% ,9%.7,% Cartão-almentação do Programa Fome-Zero 75.,5% ,5% 8.659,% Bolsa-almentação ,% ,%.55,% BPC-LOAS (doso ou defcente) ,4% ,5% 7.97,% BPC-LOAS (outro morador) 5.675,% ,9% 3.749,% Bolsa-Escola ,4% ,6% 6.93,% PETI ,7% ,3% 6.33,% Outros programas dos govs. fed., estadual ou muncp. 38.5,7% ,% 37.56,% Fonte: PNAD/IBGE, 4. 6

17 Tabela Domcílos com acesso a programas socas Número de Programas Número de Domcílos Partcpação Rendmento domclar per capta (exclusve agregados) Número de componentes do domcílo (exclusve agregados) Méda Mínmo Máxmo Méda Mínmo Máxmo Sem acesso ,4% 55,8, 6.5, 3,6 9 Com acesso: ,6% 33,4, 8.38, 4,83 9 programa ,4% 47,97, 8.38, 4,57 9 programas ,7% 3,95,.35, 5, 9 3 programas 59.94,% 98,57 4, 555, 5, programas 33.88,3% 5,46 7,.3, 5, programas 6.37,% 93,3, 475, 5,69 Acesso ao Bolsa Famíla (BF):.89.97,%,78,.634, 5,9 8 apenas BF ,9% 7,65,.634, 4,8 6 BF + programa ,7% 98, 3, 857, 5,7 8 BF + programas ,% 93,69 4, 555, 5,5 4 BF + 3 programas ,% 89, 7, 56, 5,88 5 BF + 4 programas 4.584,% 9,8, 475, 5,73 Fonte: PNAD/IBGE, 4. Tabela 3 Idade Freqüênca escolar de cranças por dade (6 a 5 anos) Freqüenta Escola Não Freqüenta Escola Total N % N % N % Sem acesso ao Bolsa Famíla: ,9% ,% ,% ,5% ,5% ,% ,8% 68.99,% 3.4.3,% ,% 57.83,8% ,% ,% 56.39,8% ,% ,% 57.87,9% ,% ,3% 8.5,7% ,% ,6% 4.5 3,4% ,% ,6%.837 6,4% ,% ,8% ,% ,% Totas ,4% ,6% 3..,% Com acesso ao Bolsa Famíla: ,8% ,% 37.53,% ,5% ,5% ,% ,% 6.894,9% ,% ,8% 8.583,% 39.54,% ,%.755,8% 354.9,% ,8% 3.959,% 34.83,% ,4% 8.74,6% 3.6,% ,5% ,5% ,% ,5%.3 7,5% 66.65,% ,3% 4.7 4,7% 76.97,% Totas ,8% 75. 5,% ,% Fonte: PNAD/IBGE, 4. 7

18 Tabela 4 Freqüênca escolar e ocupação de cranças por dade ( a 5 anos) Idade Não estuda Trabalha e estuda Só estuda Total N % N % N % N % 56.39,8% ,3% ,9% ,% 57.87,9% ,4% ,8% ,% 8.5,7% ,% ,% ,% ,4% ,8% ,8% ,% ,4% ,8% ,8% ,% ,% ,8% ,% ,% Total ,6%.9.38,3% ,% ,% Fonte: PNAD/IBGE, 4. Tabela 5 Característcas das cranças ( a 5 anos) e das famílas as quas pertencem Não estuda Trabalha e estuda Só estuda Total Idade 3,7 3,3,4,5 Anos de estudo 3,6 4,7 4,5 4,5 Renda famlar per capta 44,93 93, 99,44 8,49 Rendmento das cranças 75,75,4, 9,9 anos 7,75 36,6, 38,3 anos 55,5 47,6, 54,58 anos 6,46 65,38, 65,4 3 anos 7,55 85,8, 88,55 4 anos 6,8 4,9,,75 5 anos 96, 6,, 68,43 Anos de estudo do parente + educado 4, 4,9 7, 6,8 Idade do parente + velho 43,6 45,3 43,7 43,9 Número de membros da famíla 4,9 5, 4,6 4,7 Raça (Branca) 33,5% 4,3% 49,8% 48,% Gênero (Masculno) 5,9% 67,% 48,7% 5,8% Regão Norte 4,4%,7% 8,9% 9,5% Nordeste 36,5% 38,% 6,% 7,8% Sudeste 8,9%,6% 43,% 4,% Sul,7%,7% 4,5% 5,% Centro-Oeste 7,5% 6,8% 7,6% 7,5% Stuação Censtára Área Metropoltana,4%,8% 3,8% 9,% Urbano não-metropoltano 49,4% 4,% 55,% 53,3% Área Rural 3,% 48,% 3,% 7,5% Proporção do unverso 4,6%,3% 85,%,% População Fonte: PNAD/IBGE, 4. 8

19 Tabela 6 Coefcentes da regressão do log de saláros (cranças entre a 5 anos com ganhos) Varáves Explcatvas Coef. Erro padrão P(z) P-value Dummy TS -,63 ***,5 -,34, Anos de Escolardade,9,3,7,48 Anos de Escolardade ao quadrado,8 ***,3 3,69, Homem,355 ***,4 7,7, Branco,,4,49,67 Norte,388 ***,64 3,75, Nordeste -,86 ***,5-3,6, Sul,835 ***,6 4,75, Centro-Oeste,344 ***,64 5,5, Urbano não-metropoltano -,9 ***,45 -,66,8 Rural -,559,57 -,97,33 Log da renda famlar líquda,895 ***, 8,5, constante 3,694 ***,68 8,3, observações =.94; F(,98) = 68,4; Prob > F =,; R =,975 Fonte: PNAD/IBGE, 4. Tabela 7 Coefcentes da regressão logt multnomal (cranças entre a 5 anos) Varáves Explcatvas Trabalha e Estuda Só Estuda Coef. Erro padrão P(z) P-value Coef. Erro padrão P(z) P-value Renda líquda total da famíla,43 ***, 5,86,, ***, 5,87, Ganho das cranças -, ***, -6,, -,9 ***, -4,9, Nº. de pessoas na famíla,63 ***,5 7,7,,43 ***,3 3,7, Anos de estudo,6564 ***,39 6,83,,7389 ***,3 3,78, Anos de estudo ao quadrado -,496 ***,4 -,5, -,83 ***,4 -,64, Homem,863 ***,56 5,36, -,48 ***,47 -,45,4 Branco,39 ***,65,4,3,979 ***,55 3,58, Escolardade máxma dos pas,68 ***,9 7,35,,536 ***,8 9,43, Idade máxma dos pas,56 ***,3 5,78,,8 ***, 7,98, Norte,664 ***,93,88,4 -,6 ***,76-3,4, Nordeste,498 ***,8 6,5, -,45,67 -,68,498 Sul,599 ***, 5,8, -,6 ***,87 -,6,9 Centro-Oeste,948,,77,77 -,754,9 -,93,53 Urbano não-metropoltano,49 ***,73 5,63, -,956,57 -,67,95 Rural,4635 ***,8 8,, -,4943 ***,67-7,37, constante -4,66 ***,95 -,8, -,64,56 -,39,694 observações = ; LR-χ (3) = 7.68,8; Prob > χ =.; Log-verossmlhança = ; Pseudo R =,63 Fonte: PNAD/IBGE, 4. 9

20 Tabela 8 Efetos smulados do Bolsa Famíla sobre o status ocupaconal (cranças entre e 5 anos) Todas as famílas Não Estuda Trabalha e Estuda Só estuda % Antes do Programa Não Estuda 8,8% 4,3% 76,9% 4,6% Trabalha e Estuda 35,6% 64,4%,9% Só estuda,% 84,5% % Após o Programa,5% 8,% 9,3%,% Famílas extremamente pobres Não Estuda Trabalha e Estuda Só estuda % Antes do Programa Não Estuda 3,9% 3,3% 64,8% 7,7% Trabalha e Estuda 3,5% 76,5% 7,% Só estuda,% 75,3% % Após o Programa,3% 3,6% 75,%,% Fonte: PNAD/IBGE, 4. Tabela 9 Efetos smulados de especfcações alternatvas do Bolsa Famíla sobre o status ocupaconal (cranças entre e 5 anos) Todas as famílas Orgnal Efeto do Bolsa Famíla Cenáro Cenáro Não Estuda 4,6%,5%,5%,6% Trabalha e Estuda,9% 8,% 8,3% 6,8% Só estuda 84,5% 9,3% 9,% 9,7% Total,%,%,%,% Famílas extremamente pobres Orgnal Efeto do Bolsa Famíla Cenáro Cenáro Não Estuda 7,7%,3%,%,7% Trabalha e Estuda 7,% 3,6% 3,7% 4,4% Só estuda 75,3% 75,% 75,% 83,9% Total,%,%,%,% Fonte: PNAD/IBGE, 4.

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