SÍNDROME DE BURNOUT. Profª Giselle Sailer

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1 SÍNDROME DE BURNOUT Profª Giselle Sailer

2 INTRODUÇÃO A Síndrome de Burnout, também conhecida como Síndrome do Esgotamento profissional, é um processo de enfraquecimento decorrente de um período prolongado de estresse profissional. É uma resposta à tensão crônica no trabalho, gerada a partir do contato direto e excessivo com outras pessoas, devido à tensão emocional constante, atenção concentrada e grande responsabilidade profissional.

3 Foi descoberta por Hebert Freudenberger, psicanalista novaiorquino, em 1970, após constatá-la em si mesmo. Vem do inglês to burn out, que significa queimar-se por completo. É caracterizada pela dedicação exagerada à atividade profissional. Seus sintomas podem ser divididos em 4 categorias: físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos.

4 SINTOMAS Pessoas com a síndrome apresentam sintomas como: Fadiga, Cansaço constante, Distúrbios do sono, Dores musculares e de cabeça, Irritabilidade, Alterações de humor e de memória, Dificuldade de concentração, Falta de apetite, Depressão, Perda de iniciativa.

5 Essa soma de mal-estar pode levar ao alcoolismo, ao uso de drogas e até mesmo ao suicídio. No dia-a-dia, a pessoa fica ainda arredia, isolada, passa a ser irônica, cínica e a produtividade cai. Muitas vezes, o profissional acredita que a melhor opção seja tirar férias; entretanto, quando volta, descansado, retoma a postura anterior.

6 FASES DO BURNOUT O quadro evolutivo a Síndrome de Burnout possui 4 fases de manifestação: 1ª FASE: Caracteriza-se por falta de ânimo para ir trabalhar. Dores nas costas, no pescoço e coluna. Diante da pergunta: O que você tem?, normalmente a resposta é: Não sei, não me sinto bem.

7 2ª FASE: Na segunda fase, a pessoa afetada começa a se sentir perseguida e a pensar que todos conspiram contra ela, como: Estão todos contra mim. Aumentando o absenteismo e a rotatividade de empregos.

8 3ª FASE: Diminuição notável da capacidade ocupacional. Podem começar a aparecer doenças psicossomáticas, tais como alergias, psoríase, picos de hipertensão, etc. Nesta etapa começa também a automedicação, que no princípio gera resultados, mas logo é preciso aumentar a dose. Neste nível tem se verificado também, um aumento da ingestão alcoólica.

9 4ª FASE: A última fase é caracterizada pelo uso excessivo de álcool, drogas, medicamentos, ideias ou tentativas de suicídio. Durante esta etapa, ou até antes dela,recomenda-se que o afetado afaste-se do trabalho.

10 CARACTERÍSTICAS DE BURNOUT A Síndrome de Burnout é uma experiência subjetiva de caráter negativo constituída de cognições, emoções e atitudes negativas com relação ao trabalho e com as pessoas, as quais tem que se relacionar em função do mesmo. É uma resposta ao estresse laboral crônico. Tal resposta do sujeito aos fatores de estresse ocupacional perpassa por três dimensões propostas por Maslach e Leiter (1999). Elas são: a exaustão emocional, a despersonalização e a falta de realização pessoal.

11 Exaustão Emocional: ocorre quando o indivíduo percebe não possuir mais condições de despender energia que o seu trabalho requer. Algumas das causas apontadas para a exaustão é a sobrecarga de atividades e o conflito pessoal nas relações, entre outras Despersonalização: apresenta-se como uma maneira do profissional se defender da carga emocional derivada do contato direto com o outro desencadeiam-se atitudes insensíveis em relação às pessoas nas funções que desempenha, ou seja, cria uma barreira para não permitir a influência dos problemas e sofrimentos alheios em sua vida. Age com cinismo, rigidez ou até mesmo ignorando o sentimento da outra pessoa.

12 Realização Profissional ocorre na sensação de insatisfação que a pessoa passa a ter com ela própria e com a execução de seus trabalhos, derivando daí, sentimentos de incompetência e baixa autoestima.

13 INCIDÊNCIA A doença acomete: Professores; Médicos; Enfermeiros; Bancários; Policiais; Atendentes de telemarketing; Motorista de ônibus.

14 FATORES RELACIONADOS AO ESTRESSE OCUPACIONAL Tem-se que índices superiores associados com a síndrome de burnout quanto a organização são: Burocracia, Falta de autonomia, Mudanças organizacionais frequentes, Falta de confiança, Respeito e consideração entre membros de equipe, Comunicação ineficiente, Ambiente físico e seus riscos.

15 Fatores individuais: padrão de personalidade, locus de controle externo, super envolvimento; indivíduos pessimistas, indivíduos perfeccionistas, indivíduos controladores, indivíduos passivos, indivíduos com grande expectativa e idealismo em relação a profissão, gênero, nível educacional, estado civil.

16 Fatores laborais: sobrecarga, baixo nível de controle das atividades ou acontecimentos no próprio trabalho, sentimento de injustiça e de iniquidade, trabalho por turno ou noturno, tipo de ocupação, precário suporte organizacional e relacionamento conflituoso entre os colegas, relação muito próxima ao trabalhador com as pessoas a que deve atender, conflitos e papel.

17 CONSEQUÊNCIAS E IMPLICAÇÕES FÍSICOS: fadiga constante e progressiva, distúrbios do sono, dores musculares e osteomusculares, cefaleias, enxaquecas, perturbações gastrointestinais, imunodeficiência, transtornos cardiovasculares, distúrbios respiratórios, disfunções sexuais e alterações menstruais em mulheres.

18 PSÍQUICOS: falta de atenção, alterações de memória, lentificação do pensamento, sentimento de alienação e solidão, impaciência, sentimento de insuficiência, baixa autoestima, labilidade emocional, dificuldade de auto aceitação, astenia, desânimo, disforia, depressão, desconfiança e paranoia.

19 COMPORTAMENTAIS: negligência ou excesso de escrúpulos, irritabilidade, incremento da agressividade, incapacidade para relaxar, dificuldade na aceitação de mudanças, perda de iniciativa, aumento do consumo de substâncias (bebidas alcoólicas, café, fumo, tranquilizantes, substâncias ilícitas, entre outras), comportamento de altorisco e suicídio.

20 DEFENSIVOS: tendência ao isolamento, sentimento de onipotência, perda do interesse pelo trabalho ou até para o lazer, absenteísmo, ironia, cinismo.

21 CAUSAS DO ESTRESSE OCUPACIONAL EM ENFERMEIROS Ambiente extremamente seco, fechado, iluminação artificial, ruído interno e intermitente, interrelacionamento constante entre as mesmas pessoas da equipe durante o turno, bem como a exigência excessiva de segurança, respeito e responsabilidade para o paciente em sofrimento, dor e com morte iminente, para a garantia da qualidade da assistência. O estresse ocupacional dos profissionais de enfermagem é um fator importante a ser compreendido, uma vez que a profissão é caracterizada como estressante em função da intensa carga emocional decorrente da relação paciente- enfermeiro, e responsabilidades atribuídas a estes profissionais.

22 PREVENÇÃO Para a prevenção ou tratamento da síndrome de burnout, a primeira medida a ser tomada deve ser a da informação. Palestras educativas alertando sobre as causas, os sintomas, permitem que os profissionais envolvidos com a saúde do trabalhador,possam adotar medidas preventivas e adequadas, fazendo com que os trabalhadores possam se autoavaliar, reestabelecendo condições saudáveis de trabalho, e se necessário procurando ajuda especializada.

23 Considera-se de fundamental importância o conhecimento sobre Burnout, bem como sua avaliação, uma vez que esses fatores consistem nos primeiros passos para o caminho da manutenção da saúde e da qualidade de vida do trabalhador exposto aos fatores de risco dessa síndrome.

24 TRATAMENTO O tratamento da Síndrome de Burnout pode ser feito através de varias formas entre as quais: 1. Encaminhamento para um psicólogo; 2. Sessões de grupo (onde o individuo se abre e troca ideias com outras pessoas); 3. Sessões de relaxamento; 4. Terapêutico (Através de fármacos antidepressivos); 5.Psicoterapia (Acompanha geralmente o tratamento farmacológico e pode ser uma ajuda para o bom êxito da Terapêutica.

25 Existem três focos durante o tratamento psicoterápico: Relação com a profissão; Ambiente de trabalho; Trabalho com foco nos sintomas por exemplo, a dificuldade de concentração. Junto à terapia, os especialistas aconselham melhorar a qualidade de vida, prevenir o estresse, garantir boa saúde física, dormir e alimentar-se bem, praticar atividades físicas e manter hobbies e interesse pela vida social.

26 TRABALHO SADIO 1. Trabalhe com o que gosta. 2. Construa um bom relacionamento com os colegas de plantão. 3. Não tenha muitos empregos. 4. Aproveite sua folga. 5. Não exija que sua equipe seja perfeita. 6. Converse com o colega que esteja muito estressado. 7. Separe vida profissional de vida pessoal.

27 DECRETO nº 3048/99 LEI REGULAMENTADORA 1. Regulamentação da Previdência Social Anexo II. 2. Agentes Patogênicos causadores de Doenças Profissionais, conforme previsto no Art. 20 da Lei nº 8.213/ Transtornos mentais e do Comportamento Relacionado com o Trabalho. 4. Grupo V da CID (Classificação Internacional de Doenças) -10, no inciso XII: 5. Sensação de Estar Acabado ( Síndrome de Burnout, Síndrome do Esgotamento Profissional ) (Z73.0).

28 OBRIGADA!

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