A LOGÍSTICA NA UNIÃO EUROPEIA

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1 A LOGÍSTICA NA UNIÃO EUROPEIA Gustavo Paulo Duarte Porto Alegre, 23 a 25 Junho de 2015

2 AGENDA Caracterização estrutural do setor e da conjuntura As oportunidades para a criação de valor Os apoios à competitividade do setor Desafios atuais do setor

3 CONJUNTURA ECONÓMICA Variação Percentual Variação Percentual Variação Percentual Variação Volume de Negócios Empresas de Transporte Rodoviário de Mercadorias 15,0% 10,0% Quebra acentuada do PIB nacional Crise económica desde 2008 Recuperação da balança 5,0% 0,0% -5,0% -10,0% -15,0% ,00 Variação PIB Portugal 2,00 1,00 0,00-1,00-2,00-3,00-4, Variação Balança Corrente em % PIB Portugal Resiliência e adaptabilidade do setor Recuperação do mercado externo Fonte: Pordata/INE

4 TRÁFEGO INTERNACIONAL DE IMPORTAÇÃO POR PAÍS DE ORIGEM Principais fluxos de entrada de mercadorias por modo rodoviário em transporte profissional Reino Unido (1%) Holanda (3%) Bélgica (3%) Alemanha (8%) Transporte Profissional de Mercadorias (Importação) (k ton) País Var. % Espanha % França % Alemanha % Itália % França (12%) Itália (5%) Bélgica % Holanda % Reino Unido % Outros % Espanha (66%) Total % Fonte: Eurostat; Análises consultores Notas: Os valores entre parênteses correspondem ao peso de cada país no total dos fluxos.

5 TRÁFEGO INTERNACIONAL DE EXPORTAÇÃO POR PAÍS DE ORIGEM Principais fluxos de saída de mercadorias por modo rodoviário em transporte profissional Reino Unido (2%) Holanda (2%) Bélgica (1%) Alemanha (7%) Transporte Profissional de Mercadorias (Exportação) (k ton) País Var. % Espanha % França % Alemanha % Itália % França (17%) Itália (5%) Holanda % Reino Unido % Bélgica % Outros % Espanha (62%) Total % Fonte: Eurostat; Análises consultores Notas: Os valores entre parênteses correspondem ao peso de cada país no total dos fluxos.

6 EVOLUÇÃO DO TRANSPORTE PROFISSIONAL EM PORTUGAL E ESPANHA Milhões ton.km Milhõs toneladas Transporte Rodoviário Profissional % -33% Quebra acentuada do transporte profissional em Portugal (-33%) e Espanha (-43%) Espanha Portugal Recuperação em Portugal em 2013 (+14%) face ao ano anterior Transporte Rodoviário Profissional % Em Portugal, redução da tonelagem transportada com incremento do indicador ton./km (+8%) % Espanha Portugal Fonte: Eurostat

7 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE EMPRESAS NO SETOR E DA FROTA Empresas de Transporte Rodoviário de Mercadorias vs % Redução do número de empresas no setor desde 2003 (-11%) Aumento da frota comparativamente a 2003 (+9%), mas redução desde o pico de 2007 (-27%) Veículos Pesados de Mercadorias Utilizados por Conta de Outrem vs % Fonte: IMT/INE

8 EXPANSÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO DO SETOR Expansão geográfica de serviços de transporte rodoviário Internacionalização das Empresas Portuguesas

9 ESTRUTURA DO SETOR EM PORTUGAL Relação entre a dimensão das empresas e o número de veículos. Um número restrito de grandes empresas utiliza efetivamente a maioria da capacidade, a qual contrata dominantemente a empresas de menor dimensão Número de operadores Dimensão da capacidade Nível 1: Vol. Neg. superior a 10M 1% Capacidade efetivamente utilizada ~ 70% Capacidade própria % Capacidade própria % Nível 1: Mais de 50 veículos Nível 2: Vol. Neg. entre 1M 10M 10% ~ 25% 32% 36% Nível 2: Entre 10 e 50 veículos Nível 3: Vol. Neg. inferior a 1M 89% ~ 5% 45% 32% Nível 3: Menos de 10 veículos Fonte: IMT,

10 PRESSÕES NA CADEIA DE VALOR Poder negocial dos fornecedores Poder negocial dos clientes Fatores Grande dimensão dos fornecedores de combustíveis Elevada concentração dos fabricantes e distribuidores de veículos pesados Poucas alternativas às autoestradas concessionadas Consequências Fornecedores praticam preços elevados Operadores têm dificuldade em negociar os preços (em particular os operadores de pequena dimensão) Rentabilidade dos transportadores Fatores Grande dimensão das empresas dos setores mais importantes (ex.: distribuição moderna, setor automóvel, empresas petrolíferas) Elevado número de operadores de transporte Reduzida diferenciação da oferta Consequências Esmagamento de margens nas negociações contratuais Dificuldade em transferir aumentos de custos para os clientes (tanto maior quanto maior for a customização do serviço) Comoditização dos serviços não permite a retenção de valor

11 SEGMENTAÇÃO DO SETOR POR TIPO DE SERVIÇO Nível de serviço/ garantias de entrega CARGA COMPLETA E ALUGUER LTL REDES EXPRESSO Garantias de tempo de entrega Pacotes expresso Documentos expresso Garantia de dia de entrega Transitários Pacotes com dia certo Incerteza de tempo de entrega Carga completa tradicional FTL 1 < 5 Tn. STL Tn. Dimensão da carga Carga fracionada LTL Kg. Não-paletes Kg. Pacotes 5-30 Kg Pacotes postais Pequenos pacotes 0,5-5 Kg Correio tradicional Envelopes <0,5 Kg Competências requeridas do negócio Notas: 1 FTL = Full Truck Load ou camião completo; 2 STL = Semi Truck Load ou camião completo para mais de um cliente/grupagem; 3 LTL = Less than Truck Load ou carga fraccionada

12 OPORTUNIDADES DE MELHORIA DO POSICIONAMENTO DOS OPERADORES NO SETOR EXECUÇÃO DO TRANSPORTE GESTÃO DO TRANSPORTE Tipo de Operador ALUGUER COM CONDUTOR CARGA COMPLETA GERAL CARGA COMPLETA ESPECIALIZADA REDES LTL REDES EXPRESSO Valor Acrescentado Posicionamento tradicional dos transportadores portugueses Competências e capital necessários

13 OPORTUNIDADE DE COLABORAÇÃO NA CADEIA LOGÍSTICA E NA CADEIA DE ABASTECIMENTO SCM Determinação dos requisitos logísticos - Custos e níveis de serviço Otimização de inventário e serviço ao cliente Variedade de produtos e largura de gama Estratégia de compra e de produção Logística e Operações Infraestrutura Armazenamento Transportes Tecnologias de informação e robotização de suporte às operações Modelos de gestão e de operações logísticas Veículos eco-sustentáveis Regulamentação / Licenciamento Vias e plataformas logísticas Estacionamento e zonas de carga/descarga Plataformas electrónicas e sistemas de informação e telecomunicações Fiscalidade, ambiente e energia

14 INTEGRAÇÃO DE PROCESSOS COM O CLIENTE E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO COLABORATIVAS Plataforma de Integração Interna Acesso clientes Acesso Parceiro Faturação e Contas Correntes Outsourcing Armazenagem Outsourcing Transportes Gestão Parcerias Management & Reporting Compras Inbound Pickup s Serviços Armazenagem Vendas Outbound Deliveries Serviços Transporte Inventory Management Warehouse Management Proof Of Delivery Outros Serviços Shared Web Data Center Plataforma de Integração Externa Fonte: LOGISTEMA

15 OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS PELAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO Fonte: LOGISTEMA

16 NOVOS VEÍCULOS - NOVAS ENERGIAS - NOVOS DESAFIOS Eurocombi Veículos Elétricos Potência máxima de 150 CV Velocidade máxima 90 Km/h. Autonomia acima de 100 Km Carga útil aprox. 3.0 t Veículos Gás Natural Utilizadores percursores: Transporta entregas porta-a-porta REN transportes próprios CTT centros de distribuição Lisboa

17 NOVOS VEÍCULOS - NOVAS ENERGIAS - NOVOS DESAFIOS Mercadorias que mediante determinadas condições de origem/destino e tipo de veiculo poderão ser transportadas até às 60 T ou 44T. Mercadorias Toros de madeira, aparas de madeira e similares, papel, pasta de papel, Produtos cerâmicos, produtos siderúrgicos, minérios. Transporte de produtos químicos Veículo motor reboque 5 ou + eixos Transporte Exclusivo Max 60 T Condicionalismos Não Contentorizado Contentorizado em 20 ou 40 Transformado ou não Max 60 T Só em Contentor Limitado a Origem ou destino Porto Marítimo Produtos vitivinícolas, Frutas e produtos hortícolas Cereais 44 T S/DU Max 60 T Max 60 T 44 T S/DU Exclusivamente durante campanha agrícola e carga não contentorizada Não Contentorizado Contentorizado em 20 ou 40 Transformado ou não Exclusivamente durante campanha agrícola Só da produção para unidades de concentração ou transformação Porto Marítimo Pecuários Max 60 T Só da produção para unidades de concentração ou transformação

18 EFICIÊNCIA ENERGÉTICA A Portaria nº 228/90, obriga a realização de uma auditoria energética em qualquer empresa de transportes e empresas com frotas próprias consumidoras intensivas de energia, com um consumo anual superior a 500 toneladas equivalentes de petróleo (ex. cerca de litros de gasóleo). Esta auditoria materializa-se num Plano de Redução dos Consumos de Energia (PRCE) que têm uma vigência de 3 anos e estabelece como objetivo mínimo uma redução do consumo específico de 5%. O trânsito de mercadorias na UE irá requerer registo documental da pegada carbónica, sendo esta prática já implementada em alguns países, como por exemplo, em França.

19 LOGÍSTICA URBANA - VELHOS DESAFIOS NOVAS SOLUÇÕES 1/2 Denominação: DOROTHY Título: Development of regional clusters for research and implementation of environmental friendly urban logistics Programa: Regions of Knowledge (REGIONS ) Duração: 36 meses

20 LOGÍSTICA URBANA - VELHOS DESAFIOS NOVAS SOLUÇÕES 2/2 Solução atual de mobilidade Solução positiva + Solução atual de mobilidade Operadores logísticos Plataformas de consolidação Optimização de requísitos logisticos Desenvolvimento sustentável da mobilidade Satisfação dos requisitos logísticos + Incentivos negativos Ecotaxas Taxas de circulação Tarifas de estacionamento Satisfação dos requisitos logísticos Restrições temporais

21 APOIOS FINANCEIROS PARA A COMPETITIVIDADE 2020 Smart, green and integrated transport M Investigação e Inovação; Participação triple hélice (empresas, universidades, administração pública); Consórcios de participantes de vários países; Orientação para a investigação e inovação; 80 mil milhões de euros. Apoio competitividade PME; Ambiente, energia e formação; 21 mil milhões de euros.

22 DESAFIOS ATUAIS DO SETOR NOVOS DESAFIOS Promoção do conhecimento com a criação de um Observatório Económico responsável pela produção de informação rigorosa sobre o Setor; Promoção de políticas setoriais adequadas que integrem a visão de um Plano Estratégico para o Transporte Rodoviário de Mercadorias, definindo o setor como elemento estratégico para a economia nacional; Promoção da competitividade empresarial através do desenvolvimento de ações de suporte à melhoria dos níveis de gestão das empresas;

23 DESAFIOS DO SETOR NOVOS DESAFIOS Definição das Linhas de Orientação Estratégica para o setor que atenda a: Alteração da legislação de acesso ao mercado; Reforço das exigências qualitativas de acesso ao mercado; Regulação do acesso ao mercado em veículos ligeiros; Regulação do acesso ao mercado não profissional ao particular; Constante diferenciação positiva do transporte profissional nas imposições fiscais, ambientais e outras;

24 DESAFIOS DO SETOR NOVOS DESAFIOS Definição das Linhas de Orientação Estratégica para o setor que atenda a: Matérias sociais e laborais: Regulamentação social e laboral especial que atenda às especificidades do Setor e promova a sua produtividade; Revisão do regime contraordenacional dos tempos de condução e repouso, graduando as coimas em face da gravidade da infração e não em face da dimensão da empresa;

25 DESAFIOS DO SETOR NOVOS DESAFIOS Definição das Linhas de Orientação Estratégica para o setor que atenda a: Medidas fiscais e ambientais Diferenciação positiva do transporte profissional no pagamento de portagens atendendo ao tipo de classe poluente em que o veículo se insere; Estratégia clara para o preço da energia e fiscalidade do setor; Incentivos à renovação e ao abate de veículos; Liberalização do transporte para as 60 toneladas;

26 Obrigado. A LOGÍSTICA NA UNIÃO EUROPEIA Gustavo Paulo Duarte Porto Alegre, 23 a 25 Junho de 2015

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