UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ANÁLISE TÉCNICA DA APLICAÇÃO DE AGREGADOS RECICLADOS DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM REVESTIMENTO PRIMÁRIO DE VIAS NÃO PAVIMENTADAS NA CIDADE DE JOÃO PESSOA/PB NATALIENE SILVA DOS SANTOS João Pessoa - PB Novembro de 2012

2 NATALIENE SILVA DOS SANTOS ANÁLISE TÉCNICA DA APLICAÇÃO DE AGREGADOS RECICLADOS DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM REVESTIMENTO PRIMÁRIO DE VIAS NÃO PAVIMENTADAS NA CIDADE DE JOÃO PESSOA/PB Monografia apresentada à Coordenação do Curso de Engenharia Civil da Universidade Federal da Paraíba como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil. ORIENTADOR: PROF. DR. RICARDO ALMEIDA DE MELO João Pessoa - PB Novembro de 2012

3 FOLHA DE APROVAÇÃO NATALIENE SILVA DOS SANTOS ANÁLISE TÉCNICA DA APLICAÇÃO DE AGREGADOS RECICLADOS DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM REVESTIMENTO PRIMÁRIO DE VIAS NÃO PAVIMENTADAS NA CIDADE DE JOÃO PESSOA/PB Trabalho de Conclusão de Curso apresentado em 14/11/2012 perante a seguinte Comissão Julgadora: Prof. Dr. Ricardo Almeida de Melo Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do CT/UFPB Prof. Clóvis Dias Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do CT/UFPB Prof. Dr. Gilson Barbosa Athayde Júnior Departamento de Engenharia Civil e Ambiental do CT/UFPB Prof. Dr. Leonardo Vieira Soares Coordenador do Curso de Graduação em Engenharia Civil

4 Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus, pois é Ele quem permite todo e qualquer passo que eu venha a dar. Foi Ele quem me deu a vida e junto a ela, oportunidades, para hoje poder desfrutar de tantas realizações. Ao meu professor e orientador, Ricardo Almeida de Melo, pelos conhecimentos transmitidos e pela perseverança que tornaram possível a conclusão deste trabalho. Aos técnicos do Laboratório de Geotecnia e Pavimentação da UFPB, Antônio Marcos, João Dantas e Sérgio Ricardo, pela execução dos ensaios e pela boa vontade em me ajudar. À empresa PROJETO Consultoria de Engenharia, especialmente ao professor Fábio Lopes Soares, pelo apoio na realização de alguns ensaios. Ao engenheiro Francisco Garibaldi de Faria da SEINFRA pelo simples apoio na realização deste trabalho, mas que foi de fundamental importância. Aos professores da banca examinadora, Clóvis Dias e Gilson Barbosa Athayde Júnior, pela compreensão e recomendações para melhoria deste trabalho. Aos professores, responsáveis por minha formação. À minha mãe por sempre estar do meu lado, me apoiando e dando forças nas horas que preciso, apesar de não convivermos diariamente juntas. À tia Gorett e tio Olivaldo, por disponibilizarem sua casa para que eu viesse a morar, proporcionando a mim mais comodidade e aproveitamento do tempo, em todo o período de estudos. À tia Eliete por ter sido um grande exemplo de dedicação e superação e que por isso sempre tive orgulho de tê-la como referência. Agradeço pelo enorme apoio que esta pessoa sempre me deu no decorrer de toda minha vida. Ao Programa Rede Viva do IFPB, por ter me dado forças em momentos importantes pra mim, me ensinando a aprender com os erros cometidos e a lidar com os problemas que a vida traz. Aos amigos conquistados em toda essa jornada de estudos, desde o ensino médio no CEFET-PB até a UFPB.

5 Resumo A proposta deste trabalho foi analisar tecnicamente a utilização de agregados reciclados obtidos de resíduos sólidos da construção civil e demolição (RCD) no revestimento primário de uma via não pavimentada da cidade de João Pessoa. O revestimento primário, desde que executado de acordo com as normas, pode resolver temporariamente as más condições em que se encontram grande parcela de ruas da cidade e para as quais não existem expectativas para a execução de revestimentos betuminosos ou calçamento. Amostras do subleito e da camada de revestimento primário foram coletadas a fim de realizar caracterização física e mecânica através de ensaios realizados em laboratório e em campo. Foram desenvolvidos ensaios de granulometria, compactação, índice de suporte Califórnia e expansão para os materiais do subleito e do revestimento. Além disso, foram realizados ensaios de limites de consistência apenas para o subleito e ensaios para determinação da massa específica aparente in situ para o revestimento primário. Com os resultados obtidos confirmou-se o excelente potencial de utilização dos agregados reciclados, não só como revestimento primário, mas também em outras camadas estruturais de pavimentos, necessitando-se apenas de controles tecnológicos dos materiais e da execução, para atendimento a todos os requisitos técnicos. Palavras-chave: RCD. Agregados Reciclados. Revestimento Primário. Vias urbanas não pavimentadas.

6 Abstract The aim of the study was to do technical analyze recycled aggregates from civil construction and demolition solid wastes (CDW) to use on primary surface course for unpaved roads. The primary surface course can be used on unpaved road to improve traffic conditions and when public roads administration provides no enough financial resources to paving. The tests were carried out on one no paved street in João Pessoa, in which were collected samples of subgrade and primary surface course layers. In laboratory tests were developed of particle size distribution, compaction, California Bearing Ratio and swelling for subgrade and primary surface course materials. Furthermore, consistency limits to subgrade and in situ apparent specific mass to primary surface course were developed. The results confirmed good potential for use of recycled aggregates on pavement layers, since providing material selection and construction control, to meet all requirements. Keywords: CDW. Recycled Aggregates. Primary surface course. Unpaved urban roads.

7 Lista de Figuras Figura 1 Geração de resíduos por obra Figura 2 Usina de Beneficiamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (USIBEN) Figura 3 Esquema do revestimento primário sobre subleito Figura 4 Mapa de localização do bairro onde foi executado o trecho em estudo Figura 5 Trecho experimental Rua do Rosário Figura 6 Falta de drenagem no trecho em estudo Figura 7 Distribuição dos furos Figura 8 Furo escavado para coleta de material Figura 9 Corpos de prova imersos em água com extensômetros para determinação da expansão Figura 10 Rompimento dos corpos de prova na prensa do ensaio de ISC Figura 11 Curvas granulométricas do subleito Figura 12 Curvas granulométricas do revestimento primário Figura 13 Curvas de compactação do subleito Figura 14 Curvas de compactação do revestimento primário... 39

8 Lista de Quadros e Tabelas Quadro 1 Quantificação de entrada e saída de resíduos na USIBEN Quadro 2 Características dos materiais de revestimento primários Quadro 3 Parâmetros exigidos para utilização de agregados reciclados em revestimento primário Quadro 4 Parâmetros exigidos para a camada de revestimento primário executada com agregados reciclados Quadro 5 Parâmetros exigidos para subleito Quadro 6 Resumo dos resultados dos ensaios do subleito Quadro 7 Resumo dos resultados dos ensaios do revestimento primário Tabela 1 Porcentagem do material do subleito passante nas peneiras Tabela 2 Porcentagem do material do revestimento primário passante nas peneiras Tabela 3 Parâmetros encontrados a partir do ensaio de compactação do subleito Tabela 4 Parâmetros encontrados a partir do ensaio de compactação e da massa específica aparente in situ do revestimento primário Tabela 5 ISC e Expansão do subleito na energia normal Tabela 6 ISC e Expansão do revestimento primário na energia intermediária... 40

9 Lista de Abreviaturas e Siglas ABNT ARC ARM CBR CONAMA CT DNIT EMLUR I&T IPR ISC NBR PMJP RCD SEINFRA TCC TRB UFPB USIBEN Associação Brasileira de Normas Técnicas Agregado Reciclado de Concreto Agregado Reciclado Misto California Bearing Ratio Conselho Nacional do Meio Ambiente Centro de Tecnologia Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana Informações e Técnica Instituto de Pesquisas Rodoviárias Índice de Suporte Califórnia Norma Brasileira Prefeitura Municipal de João Pessoa Resíduos da Construção e Demolição Secretaria Municipal de Infraestrutura Trabalho de Conclusão de Curso Transportation Research Board Universidade Federal da Paraíba Usina de Beneficiamento de Resíduos da Construção e Demolição

10 Sumário CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO IMPORTÂNCIA DA PESQUISA OBJETIVO ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO CAPÍTULO 2 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO Geração Reciclagem Destinações finais dos resíduos reciclados Normas existentes REVESTIMENTO PRIMÁRIO DE VIAS NÃO PAVIMENTADAS Definição e aspectos gerais Análise da aplicabilidade de agregados reciclados em camada de revestimento primário CAPÍTULO 3 METODOLOGIA DESCRIÇÃO GERAL DO TRECHO EXPERIMENTAL MÉTODO DE EXECUÇÃO DA PREFEITURA DE JOÃO PESSOA PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Coleta de amostras Ensaio de granulometria Ensaio de compactação Ensaios de índice de suporte Califórnia e expansão CAPÍTULO 4 - APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ENSAIOS DE GRANULOMETRIA ENSAIO DE COMPACTAÇÃO E MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA E EXPANSÃO CAPÍTULO 5 - CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS

11 10 CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO A construção civil desempenha um papel importantíssimo no desenvolvimento mundial, no sentido que traz à realidade empreendimentos dos mais simples até os mais arrojados, além de obras grandiosas de infraestrutura, entre outras. O problema é que com a execução dessas obras uma produção em larga escala de resíduos vem sendo gerada e com isso uma preocupação crescente por parte da sociedade de um modo geral quanto a que destino dar a esse montante. As consequências da disposição irregular dos resíduos sólidos da construção civil e demolição (RCD) são inúmeras, podendo-se exemplificar algumas como é o caso da proliferação de doenças e pragas, assoreamento de rios e a diminuição da vida útil de aterros sanitários. Além do mais, numa visão mais consciente, verifica-se o quão a reutilização desses resíduos seria importante para evitar a escassez dos recursos naturais, visto que o aproveitamento desses reduziria a extração de matérias-primas nas jazidas. A questão das jazidas de recursos naturais está se tornando até um empecilho para os construtores, pois dificilmente encontram-se essas fontes nas proximidades dos centros urbanos, tendo-se que se aplicar mais capital no transporte dos materiais devido ao maior deslocamento. No Brasil foi criada em 2002 a Resolução nº 307 do CONAMA acerca da gestão dos resíduos da construção civil, objetivando estabelecer "diretrizes, critérios e procedimentos" sobre os mesmos, em nível de execução por parte dos municípios. Em João Pessoa, através de uma ação por parte da PMJP, foi instalada em 2007 uma Usina de Beneficiamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil, mais conhecida como USIBEN, visando justamente resolver parte da problemática que os RCD geram. A indústria da construção civil é um setor que vem se aprimorando cada vez mais. Esse é um fator indispensável, pois abre espaço para que iniciativas acerca desse assunto possam ser desenvolvidas e postas em prática. Diversas pesquisas, com abrangência mundial, apresentam propostas de reaproveitamento dos RDC em diversos usos, inclusive em pavimentação. Em João Pessoa, ainda são poucas as pesquisas sobre esse assunto, mas cada vez mais é crescente o interesse, principalmente, devido à situação em que se encontram uma parte considerável das vias não pavimentadas na cidade.

12 11 Apesar da Secretaria Municipal de Infraestrutura de João Pessoa (SEINFRA) não disponibilizar informações concretas acerca da pavimentação de vias no município, observa-se que diversas ruas não pavimentadas na cidade não têm expectativas de entrar nos planos da prefeitura para se executar algum tipo de pavimentação mais eficaz, do tipo asfáltica ou mesmo em paralelepípedos. Isso infelizmente é uma realidade e devido a esse fato, visando amenizar os problemas dessas ruas não pavimentadas, vê-se no revestimento primário uma solução, mesmo que temporária. 1.1 IMPORTÂNCIA DA PESQUISA O presente trabalho tem como importância o fato de ser uma pesquisa até então não realizada na cidade de João Pessoa, por visar, principalmente, a análise dos resíduos sólidos da construção civil e demolição beneficiados pela USIBEN, em fase de utilização como revestimento primário de uma rua do bairro Monsenhor Magno, revestimento este, executado pela prefeitura municipal. Até então, haviam apenas estudos voltados para a caracterização do agregado reciclado coletado diretamente da usina. Dessa forma, vem contribuir com a própria prefeitura, no que diz respeito ao método utilizado e aos parâmetros obtidos, podendo-se assim, verificar se o material se encontra favorável a esse determinado serviço, a partir de comparação com as normas vigentes. A pesquisa é relevante também por apresentar uma alternativa para os gestores municipais de modo que estes venham a estimular políticas públicas de gestão de resíduos sólidos e reduzir gastos públicos evitando a construção de novos aterros e a compra de materiais de construção para pavimentação. 1.2 OBJETIVO Verificar a viabilidade técnica da aplicação de RCD em revestimentos primários de vias, executados pela Prefeitura Municipal de João Pessoa.

13 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO O presente TCC está subdividido em cinco capítulos: No CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO são apresentados os aspectos gerais acerca do tema em estudo, a importância da pesquisa, o objetivo e a organização do trabalho; No CAPÍTULO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA os resíduos da construção e demolição são abordados quanto à sua geração, reciclagem e disposição final, além da apresentação da normatização existente no Brasil que trata desse contexto. Ainda nesse capítulo, é feita uma abordagem mais voltada para o tema, trazendo definição, aspectos gerais e parâmetros que devem ser considerados na análise da aplicabilidade dos agregados reciclados em revestimento primário; No CAPÍTULO 3 METODOLOGIA são descritos o método de execução do revestimento primário da prefeitura, os parâmetros e respectivos ensaios utilizados para o desenvolvimento da pesquisa; No CAPÍTULO 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS são expostos e discutidos os resultados encontrados; No CAPÍTULO 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS são apresentadas as conclusões e sugestões para pesquisas futuras.

14 13 CAPÍTULO 2 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Inúmeras pesquisas vêm sendo desenvolvidas em todo mundo sobre a aplicabilidade dos RCD. Tais estudos, em sua quase totalidade, encontram na própria construção civil o destino para esses resíduos, a partir da utilização destes seja em tijolos de solo-cimento, aterros de caixão, confecção de argamassas, elementos prémoldados de concreto, concreto não estrutural, entre outros, seja em pavimentação através do emprego em concretos de pavimentos rígidos, revestimento asfáltico, camadas de pavimentos e como cascalho de estradas, também conhecido como revestimento primário. 2.1 RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO A Resolução nº 307 CONAMA (2002) conceitua os RCD como os resíduos oriundos de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plástico, tubulações, fiação elétrica etc..., comumente chamados de entulhos, caliça ou metralha. A mesma resolução classifica os resíduos sólidos em quatro classes: A, B, C e D. A classe A são os resíduos beneficiados como agregados provenientes de construções, demolições, reformas, reparos de edificações, pavimentações e outras obras de infraestrutura. As demais classes não se aplicam às finalidades deste trabalho, por isso não serão aqui explanadas. Já segundo a NBR 10004/2004, os resíduos de um modo geral são classificados em duas classes: I (perigosos) e II (não perigosos). A segunda classe se subdivide em A (não inertes) e B (inertes). Os resíduos da construção e demolição enquadram-se na Classe II B Geração A construção civil vem aumentando consideravelmente a produção de resíduos sólidos no mundo, principalmente nas cidades mais desenvolvidas, devido ao aumento do poder aquisitivo da sociedade, mas também de uma maneira mais geral, influenciado

15 14 simplesmente pelo crescimento da população. Os geradores, segundo a Resolução CONAMA nº 307 (2002), são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos da construção civil. No Brasil, de 50 à 70% dos resíduos sólidos gerados são RCD (BRASIL, n.d.). A geração de resíduos está bastante relacionada ao tipo e porte da obra. De acordo com o levantamento apresentado na Figura 1, a reforma contribui com mais de 50% do total gerado: Figura 1 Geração de resíduos por obra. Fonte: I&T Informações e Técnicas (n.d.) apud LIMA & LIMA (n.d.). É importante salientar que até mesmo as pequenas construções individuais realizadas por conta própria e as pequenas reformas representam um problema, apesar do volume gerado ser menor, pois normalmente esses RCD são dispostos em locais inadequados, trazendo transtornos à sociedade. A maior geração de resíduos concentra-se nas regiões metropolitanas e este fato está atrelado ao que já foi citado anteriormente, desenvolvimento e crescimento populacional. Na União Europeia, por exemplo, são gerados aproximadamente 461 milhões de toneladas por ano de resíduos da construção e demolição (European Commission DG ENV, 2011 apud Jimenez et al., 2011). Estima-se que sejam geradas a cada ano cerca 136 milhões nos Estados Unidos (EPA, 1998 apud Grubba, 2009) e 68,5 milhões no Brasil (Ângulo, 2005 apud Grubba, 2009).

16 15 Na cidade de São Paulo, estima-se que são gerados cerca de 16 mil toneladas de RCD por dia (SCHNEIDER, 2003). Já em João Pessoa são gerados em torno de 70 toneladas por dia (PMJP, 2007). Diante dessas realidades, deve-se dar a merecida importância às políticas públicas que são indispensáveis no controle da geração dos resíduos Reciclagem Segundo a Resolução CONAMA nº 307 (2002), reciclagem é o processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido à transformação. Beneficiamento é o ato de submeter um resíduo à operações e/ou processos que tenham por objetivo dotá-los de condições que permitam que sejam utilizados como matériaprima ou produtos. A NBR (2004) traz a definição de agregado reciclado como sendo um material granular, obtido por britagem ou beneficiamento mecânico, de resíduos da construção civil, classificados como resíduo de construção classe A que apresentem requisitos específicos para aproveitamento em obras de pavimentação. Algumas classificações são encontradas na literatura específica a respeito dos agregados reciclados dos RCD (Ângulo, 2000): agregados reciclados de concreto, por conter apenas concreto; agregados reciclados de cerâmica, por conter apenas cerâmica; e agregados reciclados mistos, por conter argamassas, cerâmicas, materiais betuminosos, concreto, rochas, madeiras, metais, plásticos, amiantos, solo e cal. Já as classificações apresentadas pela NBR (2004) se resumem a agregado de resíduo de concreto (ARC) e agregado de resíduo misto (ARM), onde o que os diferencia é ter na sua fração graúda no mínimo ou menos de 90 % em massa de fragmentos à base de cimento Portland e rochas, respectivamente. Na Europa a taxa média de reciclagem dos RCD é de 46%. Na Holanda a reciclagem chega a 98% (European Commission DG ENV, 2011 apud Jimenez et al., 2011). Nos Estados Unidos esse percentual é de cerca de 25% (PINI, 2007). Já no Brasil menos de 5% dos resíduos são reutilizados e/ou reciclados (CIOCCHI, 2003). Principalmente nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Uberlândia, Ribeirão Preto e Goiânia vêm se realizando experiências com a utilização de agregados reciclados. Como exemplo, o grande avanço para o reaproveitamento e tratamento do RCD que foi iniciado pela Secretaria de Obras de Uberlândia, ao lançar em seus editais

17 16 de licitação a alternativa de utilização de resíduos beneficiados nas camadas de bases de pavimentos (Moreira et al., 2007). Até 2006, segundo Moreira et. al (2007), havia 16 usinas de reciclagem no Brasil. Atualmente, esse número deve ser bem maior, visto o passar dos anos e o interesse pela causa ambiental por parte dos gestores municipais. Em 2007, no bairro José Américo, foi inaugurada pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), a USIBEN, em uma parceria com a EMLUR, o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Secretaria Executiva de Ciência e Tecnologia (Figura 2). A usina surgiu com o objetivo de beneficiar o resíduo da construção e demolição provenientes das obras da capital paraibana. O beneficiamento transforma os resíduos em produtos como pó de brita, cascalhinho, brita 19 e 25, além de material fino. Após o beneficiamento, o material é utilizado na terraplenagem de vias não pavimentadas para regularização. Além disso, a prefeitura vem tentando ampliar a usina para que esta venha a fabricar elementos prémoldados como blocos de tijolos de solo-cimento. A capacidade da usina é de processar cerca de 100 toneladas de RCD por dia, segundo o Gerente de Destinação Final de Resíduos da Construção Civil, engenheiro Edmilson Fonseca (EUFLÁVIO, 2011), o que garante o processamento das 70 toneladas diárias que normalmente são fornecidos à usina. Figura 2 Usina de Beneficiamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (USIBEN). Fonte: PMJP (2011).

18 17 Através de informações contidas no banco de dados da USIBEN, de dezembro de 2008 a fevereiro de 2012, estão apresentados no Quadro 1 os quantitativos referentes aos RCD que entraram na usina e aos resíduos reciclados que saíram da mesma para os fins já citados. Quadro1 Quantificação de entrada e saída de resíduos na USIBEN. ANO ENTRADA (m³) SAÍDA (m³) DEZ ATÉ FEV Fonte: USIBEN (2012). Observa-se que em todos os anos, com exceção do ano de 2011, os valores das entradas foram significantemente maiores que os de saída. As razões pelas quais os resíduos não são destinados a determinado fim na mesma proporção em que chegam à usina é, primeiramente, decorrente do próprio processo de trituração do material, o qual diminui a granulometria do mesmo, reduzindo o volume de vazios, e segundo, pela quebra dos equipamentos devido à falta de manutenção dos mesmos, o que gera o acúmulo de material na área de depósito da usina Destinações finais dos resíduos reciclados A Resolução CONAMA nº 307 (2002) determina que os resíduos classe A devem ser reciclados como agregados ou disponibilizados para utilização ou reciclagem futura em aterros próprios para esse fim e que toda e qualquer destinação desses resíduos deve ser de responsabilidade dos geradores. É importante ressaltar que para que qualquer iniciativa de destinação final de RCD dê certo é estritamente necessário a atuação conjunta de vários órgãos (Moreira et al, 2007). Em vias urbanas de São Paulo (SP) foram lançados RCD como revestimento primário para diminuir a ocorrência de lama nos períodos de chuva ou poeira nos períodos de estiagem (Bodi et al., 1995 apud Motta, 2005). No entanto, quando esse tipo

19 18 de revestimento não é bem executado essas vantagens citadas não ocorrem e são motivos de muita reclamação por parte da população. Muito comum na cidade de João Pessoa (PB) são os tapa-buracos, também executados com o uso de RCD, que visam a regularização das vias, além das vantagens levantadas no revestimento de São Paulo, mas sobretudo têm em vista mitigar os problemas causados pela erosão. A PMJP faz uso também dos RCD em restaurações de calçadas públicas e em obras internas de suas secretarias. Algumas cidades brasileiras já aplicam resíduos beneficiados em camadas de pavimentos. Uma camada com 20 cm de espessura e 8 m de largura, numa extensão de 1 m, após compactada, consome cerca de 2 m³ de resíduos beneficiados (Moreira et al, 2007). Essa quantidade é bastante significativa e com certeza solucionaria parte considerável da problemática em torno da destinação dos resíduos, caso fossem utilizados, ao menos, em obras de pavimentação uma determinada parcela desses resíduos gerados. Na cidade de São Paulo (SP) foi executada em 1984 a primeira via com RCD, onde este foi aplicado no reforço do subleito e na sub-base do pavimento (Leite, 2007, apud Hortegal et al., 2009). A cidade de Belo Horizonte (MG) vem obtendo ótimos resultados nas obras desde 1996 (Motta, 2005), assim como em Uberlândia (MG), onde foi executado um trecho de tráfego pesado no qual se observou permanentemente seu comportamento durante cerca de três anos e onde não foram registrados defeitos relacionados com as camadas do pavimento devido aos agregados (Moreira et al, 2007). Através de ensaios com a mistura em laboratório, analisou-se várias proporções entre material miúdo e graúdo. Chegou-se a conclusão que com adições de mais de 40 % de material miúdo os resultados quanto à resistência obtidos do ensaio de CBR foram mais satisfatórios (Moreira et al, 2007). Na Bahia, estudos feitos em laboratório com RCD através de ensaios de caracterização física e mecânica, tais como análise granulométrica, abrasão Los Angeles, compactação e CBR mostraram a viabilidade em se empregar tais resíduos em camadas de pavimentos (Carneiro et al., 2001, apud Hortegal et al., 2009; Motta, 2005). Em São Luís (MA), foram coletados resíduos de dois tipos de obras, reforma e construção, e solo de uma jazida. Com estes foram realizados em laboratório os ensaios de análise granulométrica, compactação e CBR, onde se verificou que o solo em si já apresentava condições favoráveis à aplicação em reforço de subleito a partir do

20 19 resultado do ensaio de CBR, segundo o Manual do DNIT (2006), porém os resultados da mistura solo-rcd foram ainda melhores, desta vez comparando-os aos valores estabelecidos na NBR (2004), podendo ser aplicados à reforço de subleito e subbase de pavimentos, de acordo com certas proporções do solo-rcd (Hortegal et al., 2009). Analisaram-se agregados das cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) através de ensaios de caracterização física (granulometria, abrasão Los Angeles e índice de forma) e mecânica (Módulo de Resiliência), onde foi concluído que o uso de agregados reciclados em pavimentação é viável tecnicamente, economicamente motivador e ambientalmente benéfico (Fernandes, 2004, apud Motta, 2005). Misturas de solos com agregados reciclados foram estudados em Florianópolis (SC) e através de ensaios de granulometria, compactação e CBR viu-se nos resultados uma ótima opção de aplicação em reforço de subleito e sub-bases (Trichês e Kryckyj, 1999, apud Motta, 2005). Em nível de experiências em campo, muitas das iniciativas desenvolvidas trouxeram bons resultados. Foram realizados ensaios pressiométricos (módulos pressiométricos horizontais e verticais), massa específica e umidade em uma pista experimental com agregados reciclados aplicados na base do pavimento. A pista experimental foi executada na cidade de Goiânia. Os agregados reciclados além do material do subleito (argila) foram analisados em laboratório através de ensaios de caracterização, compactação, expansão e CBR, com a finalidade de obter as proporções da mistura solo-agregado e enquadrá-la na faixa granulométrica D do DNIT (2006). Foi feito o controle da compactação através dos ensaios com o frasco de areia e o densímetro nuclear. Concluiu-se que os agregados reciclados são viáveis de serem aplicados na base do pavimento (Mendes et al., 2004). Motta (2005) analisou agregados reciclados da cidade de São Paulo, além da mistura destes com cal e cimento e ainda analisou a brita graduada para comparar com as misturas já citadas. Os resultados foram satisfatórios em alguns aspectos e em outros não, concluindo-se que os mesmos tem uso promissor nas camadas de pavimentos. O material com adição de cal e cimento apresentou resultado ainda melhor, pois se verificou aumento de resistência. Pesquisas que visam a execução de pistas experimentais para avaliar o desempenho dos agregados reciclados são ainda pouco realizadas, porém de maior

21 20 importância, pois verifica-se o material sob ação do tráfego e das variações climáticas (Mendes et al., 2004). Como revestimento asfáltico, algumas pesquisas também vêm sendo realizadas, no entanto, com resultados não tão satisfatórios quanto a determinados aspectos. Foram analisados RCD da cidade de Manaus (AM) em misturas asfálticas e também os agregados comumente utilizados para fins de comparação. Os resultados dos ensaios de caracterização do ligante asfáltico e do agregado, inclusive da dosagem pelo método Marshall garantiram a viabilidade técnica, porém economicamente inviável devido ao maior consumo de ligante já que os resíduos reciclados são mais porosos (Frota et al., 2003, apud Motta, 2005). Lacerda (2011) também estudou os agregados reciclados em misturas asfálticas. A caracterização específica do agregado e do ligante asfáltico foi satisfatória, no entanto, a mistura de ambos mostrou resultados indesejáveis, por exemplo, na Relação Betume Vazios, a partir do ensaio de dosagem Marshall. Apesar dos dois autores citados não terem obtido completo êxito em suas determinações, esse fato não inviabiliza totalmente a utilização dos agregados para essa finalidade. Deve-se considerar também que as normas existentes e que foram tomadas como base, não se referem diretamente à misturas asfálticas com agregados reciclados, não sendo conveniente ter os parâmetros apresentados por essas normas como referência (Lacerda, 2011). O maior problema que se apresenta em relação ao RCD, diz respeito à heterogeneidade do material, o que obviamente influi em suas características e comportamento e ainda se traduz em dúvidas e dificuldades de utilização mais ampla (Moreira et al, 2007) Normas existentes Mais expressivamente, a partir do ano de 2002, o Brasil iniciou através de seus órgãos governamentais, medidas de gestão de resíduos da construção civil, primeiramente, através da Resolução CONAMA nº 307 (LIMA & LIMA, n.d.). Algumas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) também foram criadas no Brasil a partir de 2004 que tratam dos RCD, são elas: NBR Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes Aterros Diretrizes para projeto, implantação e operação; NBR Resíduos sólidos da construção civil e

22 21 resíduos inertes Área de reciclagem Diretrizes para projeto, implantação e operação; NBR Agregados reciclados de resíduos da construção civil Execução de camadas de pavimentação Procedimentos e NBR Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural Requisitos. Apesar dessas iniciativas, são necessários mais estudos técnicos, tanto para resíduos quanto para aplicação destes em pavimentação ou a outros fins, para que se possam tomar os verdadeiros parâmetros como referência e não como as comparações que muitas vezes são feitas com base em parâmetros de matérias semelhantes, porque apesar da semelhança, as propriedades podem diferir consideravelmente. 2.2 REVESTIMENTO PRIMÁRIO DE VIAS NÃO PAVIMENTADAS Definição e aspectos gerais Para Baesso e Gonçalves (2003), revestimento primário é uma camada que recebe diretamente a ação do tráfego de veículos e se destina a prover a superfície de condições que permitam o livre trânsito dos veículos sob quaisquer condições de tempo. São normalmente constituídas por materiais como cascalho, seixo rolado, saibro, rocha britada, etc. No entanto, a definição presente na NBR difere no sentido de que o revestimento primário seria executado com utilização de agregados reciclados, dispensando-se a exploração de materiais naturais. A Figura 3 mostra um esquema do revestimento primário executado sobre o subleito e destaca ainda a recomendação que deve ser obedecida quanto à espessura da camada, que deve ser entre 10 e 20 centímetros. Figura 3 Esquema do revestimento primário sobre subleito. Fonte: IPT (1988).

23 22 No Quadro 2 apresentam-se algumas características dos materiais de revestimento primário executado com solo natural: Descrição Quadro 2 Características dos materiais de revestimento primários. Class HRB D Max mm Granulometria % Passando nº 40 0,425 mm nº 10 2,0 mm nº 200 0,075 mm IP Comportamento como revestimento primário Cascalho origem A Bom vulcânica Cascalho quatzoso A Bom Cascalho laterítico A Bom Fonte: DNIT (2005). Partindo-se de uma descrição mais superficial, um solo classificado como A-2-4 são os que possuem materiais como pedregulho e areia grossa. Já a classificação A-2-6 consiste em materiais com características semelhantes aos da A-2-4 incluindo uma porção de finos com argila plástica. Deve ser dada atenção às composições dos materiais a serem empregados como revestimento primário, pois a quantidade de finos não deve ser elevada para não comprometer a resistência, visto que são principalmente os agregados graúdos que proporcionam a capacidade de suporte, e que também não deve ser baixa, para que eles possam preencher os vazios entre os agregados graúdos e garantirem a estabilidade do sistema subleito-revestimento. Segundo Baesso e Gonçalves (2003 apud Nervis, 2010) uma camada de revestimento primário com melhor desempenho é justamente a composta por agregados graúdos, areia e finos em proporções adequadas. Além disso, executar de acordo com as normas garante uma maior durabilidade da via (Nervis, 2010). Uma boa execução e manutenção das vias não pavimentadas com revestimento primário tira a necessidade de pavimentar de imediato as vias. O manual de conservação rodoviária DNIT (2005) recomenda pavimentar a via, ao invés de executar o revestimento primário, quando o tráfego for maior que 200 veículos por dia, em média. Isso, por causa da exploração de materiais naturais no que diz respeito a custo de transporte e disponibilidade nas jazidas, visto que esse montante aumentaria bastante pelo fato do revestimento primário necessitar de manutenções mais frequentes. No entanto, o DNIT se refere à exploração de materiais naturais e é em contraversão a esse

24 23 pressuposto que se percebe a utilização de RCD como solução para a escassez das jazidas e para os gastos com pavimentação. O procedimento convencional adotado pela NBR (2004) na execução do revestimento primário apresenta os seguintes passos: Preparação do subleito: adequação longitudinal e transversal, escarificação, verificação da umidade e compactação; Lançamento do material; Verificação da umidade da camada; Compactação e atendimento à espessura final do revestimento primário que deve situar-se entre 10 e 20 centímetros. Os equipamentos básicos para a execução desse tipo de revestimento são a pá carregadeira, caminhão basculante, caminhão-tanque irrigador, motoniveladora, distribuidor de agregados autopropulsionado ou rebocável, rolo compactadores do tipo liso vibratório e pé-de-carneiro, compactador manual ou mecânico, grade de discos, ferramentas manuais diversas e equipamentos de laboratório para o controle tecnológico de recebimento de camada. A compactação é indispensável, pois garante resistência mecânica e às intempéries (Nervis, 2010). Outro aspecto importante é a questão da drenagem, que se não for dada a devida atenção poderá comprometer todo o trabalho desenvolvido, trazendo imperfeições no leito acabado, como é o caso da erosão Análise da aplicabilidade de agregados reciclados em camada de revestimento primário De acordo com a NBR (2004), são exigidos os seguintes parâmetros para o agregado reciclado ser utilizado como revestimento primário (Quadro 3):

25 24 Quadro 3 Parâmetros exigidos para utilização de agregados reciclados em Contaminantes Teores máximos em relação à massa do agregado reciclado (%) revestimento primário. PROPRIEDADES AGREGADO RECICLADO CLASSE A GRAÚDO MIÚDO Contínua e bem graduada, não uniforme, Composição granulométrica com coeficiente de uniformidade (Cu) maior ou igual a 10 Dimensão máxima característica 63,5 mm Índice de forma 3 - Teor de material passante na peneira de 0,42 mm Entre 10% e 40% Porcentagem de grãos de forma lamelar <30% Materiais não minerais de mesmas 2% características Materiais não minerais de características distintas Sulfatos 2% Índice de Suporte Califórnia (ISC) 20% Expansão 1% Energia de Compactação Fonte: NBR (2004) e NBR (2004). 3% NBR Normal NBR Intermediária Foi observado quando da comparação dos parâmetros exigidos para revestimento primário nas NBR e 15116, que as informações contidas nas duas normas quanto à energia de compactação eram contraditórias, ou seja, na primeira indicava que a energia de compactação deveria ser normal, enquanto na segunda indicava ser energia intermediária. Diante dessa contradição, optou-se por considerar a descrição que consta na NBR não só por esta ser a mais recente, mas também pela própria importância da camada de revestimento primário que requer uma energia mais elevada. O Quadro 4 apresenta as exigências para a camada de revestimento primário:

26 25 Quadro 4 Parâmetros exigidos para a camada de revestimento primário executada com agregados reciclados. PROPRIEDADES Espessura máxima Umidade de compactação Grau de Compactação Fonte: NBR (2004). CAMADA DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO 20 cm ±1,5% em relação à umidade ótima obtida em laboratório no mínimo 100% em relação ao ensaio de compactação Os ensaios que devem ser realizados para obtenção dos principais parâmetros citados nos dois quadros anteriores são: Ensaio de Granulometria (NBR 7181), que visa determinar as dimensões e proporções das partículas do material e onde através deste é possível obter toda a composição granulométrica, a dimensão máxima característica e o teor de material passante na peneira 0,42 mm; Ensaio de Índice de Forma (NBR 7809), que consiste na média da relação entre o comprimento e a espessura dos grãos do agregado, ponderada pela quantidade de grãos de cada fração granulométrica que o compõe e em consequência, a porcentagem de grãos na forma lamelar, indispensável por não ser recomendado utilizar agregados lamelares em pavimentação, por eles tenderem a se fracionar facilmente, comprometendo a estrutura; A determinação da porcentagem de contaminantes (NBR 15116), para classificar o agregado como ARC ou ARM; Ensaio de ISC e Expansão (NBR 9895), para prever a resistência e a expansibilidade do material, respectivamente; Ensaio de Compactação (NBR 7182), para determinar a umidade ótima e a massa específica seca máxima.

27 26 CAPÍTULO 3 METODOLOGIA 3.1 DESCRIÇÃO GERAL DO TRECHO EXPERIMENTAL O trecho experimental em estudo no presente trabalho está localizado na zona sul do município de João Pessoa, no bairro Monsenhor Magno, conforme apresentado na Figura 4. Figura 4 Mapa de localização do bairro onde foi executado o trecho em estudo. Fonte: WIKIMAPIA (2012). O trecho compreende toda a extensão da Rua do Rosário que possui 181 metros de comprimento por 7,50 metros de largura, totalizando em 1358 metros quadrados de área. O revestimento primário dessa rua foi executado em setembro de 2012 pela equipe de infraestrutura da prefeitura. Na Figura 5 é possível observar o trecho experimental.

28 27 Figura 5 - Trecho experimental Rua do Rosário. Fonte: Acervo próprio (2012). Um grave problema relacionado à diminuição da vida útil de pavimentos, sobretudo de revestimentos primários, é a falta de drenagem. Como pode ser visto na Figura 6, o esgoto proveniente de uma rua adjacente ao trecho em estudo chega a inviabilizar parte do trabalho executado para melhorar as condições da via. Figura 6 - Falta de drenagem no trecho em estudo. Fonte: Acervo próprio (2012).

29 28 Outro aspecto que pôde ser observado no revestimento primário da via foi a ocorrência de grande quantidade de material solto, que por um lado se tratava de agregado graúdo e em consequência disso, pôde-se presenciar a derrapagem dos veículos, devido à pouca aderência da superfície com os pneus, e por outro, de material fino, o qual gerava muita poeira, motivo de reclamação da população. Os dois fatos tem como uma das razões, a má compactação realizada quando da execução. 3.2 MÉTODO DE EXECUÇÃO DA PREFEITURA DE JOÃO PESSOA A prefeitura municipal de João Pessoa, através da SEINFRA, realiza revestimentos primários com agregados reciclados da USIBEN em algumas ruas da cidade. Segundo o engenheiro responsável por essas obras, o método executivo normalmente realizado consiste nas seguintes etapas: primeiramente, o material é transportado da usina ao local por meio de caminhões basculantes; em seguida, é realizado o espalhamento através de uma motoniveladora; e por fim, o umedecimento do material é feito com auxílio de caminhão-pipa. Pelo método executivo descrito, verificou-se a ausência do serviço de compactação, citado por muitos autores como indispensável para o bom desempenho do revestimento. No entanto, no trecho em estudo foi utilizado um rolo compactador pneumático. O uso desse equipamento, ao invés de rolos vibratórios, foi justificado por estes últimos causarem trincas nas residências devido à vibração. 3.3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Conforme exposto anteriormente, o objetivo deste trabalho foi analisar a utilização de agregados reciclados de um revestimento primário executado pela Prefeitura de João Pessoa. O revestimento primário do trecho em estudo possui espessura variando entre 10 e 15 centímetros, pois nesse quesito não foi realizado nenhum controle no momento da execução. Para a avaliação objeto deste trabalho, foram realizadas caracterizações físicas e mecânicas dos materiais do subleito e da camada de revestimento primário. Para o subleito desenvolveram-se os ensaios de granulometria, limites de consistência, compactação na energia normal, índice de suporte Califórnia e expansão. Para a camada

30 29 foram executados os ensaios de granulometria, compactação na energia intermediária, índice de suporte Califórnia, expansão e determinada a massa específica aparente in situ. Os ensaios de granulometria, limites de consistência e compactação foram realizados no Laboratório de Mecânica dos Solos da UFPB. O ensaio para a determinação da massa específica aparente in situ foi realizado pela equipe do mesmo laboratório. Os ensaios de ISC e expansão foram realizados no laboratório da empresa Projeto Consultoria de Engenharia. Apesar do estudo do subleito não ser o foco deste trabalho, os ensaios foram desenvolvidos a fim de obter as recomendações constantes na NBR (2004) e na norma DNIT ES 108 (2009), segundo o quadro abaixo: Quadro 5 Parâmetros exigidos para subleito. Grau de Compactação (%) ISC (%) Expansão (%) 100 (Energia Normal) 2 e ter ao menos uma alternativa 6 2 Fonte: NBR (2004) e DNIT ES 108 (2009) Coleta de amostras As amostras foram coletadas através da realização de cinco furos ao longo da extensão da via, espaçados em torno de 40 metros um dos outros e distribuídos da seguinte forma: eixo, borda direita, eixo, borda esquerda, eixo. Para fins de identificação ao longo deste trabalho os materiais provenientes das cavidades foram, na sequência, denominados de furo 1, furo 2, furo 3, furo 4 e furo 5. Figura 7 Distribuição dos furos. Fonte: Acervo próprio (2012).

31 30 Em todas as cavidades foram coletadas amostras para os estudos da camada, primeiramente, e em seguida para o subleito, tendo-se que fazer uma análise visual do que constituía material de um ou outro, devido ao fato de não se saber a priori a espessura exata da camada de revestimento primário. Figura 8 Furo escavado para coleta de material. Fonte: Acervo próprio (2012) Ensaio de granulometria Para o ensaio de granulometria, os cinco furos foram considerados, retirando-se dois quilogramas de material de cada um deles. O ensaio foi realizado através de peneiramento, assim como prevê a norma. O ensaio seguiu as recomendações da NBR 7181/ Ensaio de compactação Para o ensaio de compactação foram considerados apenas o furo 2, o furo 3 e o furo 4, de onde foram separados três quilogramas de cada para compor a amostra do ensaio. A amostra foi preparada de acordo com a NBR 6457/86 e a execução do ensaio foi de acordo com a NBR 7182/86. Com o intuito de determinar o grau de compactação da camada, executou-se também o ensaio, em campo, da massa específica aparente, de acordo com a NBR

32 /86. Por meio do valor da massa específica aparente seca máxima obtida do ensaio de compactação, foi possível obter seu valor a partir da seguinte fórmula: Onde: é o grau de compactação; é a massa específica aparente in situ; e é a massa específica aparente seca máxima Ensaios de índice de suporte Califórnia e expansão As mesmas considerações do ensaio de compactação foram feitas para o ensaio de ISC e expansão, sendo estes últimos regidos pela NBR 9895/87. Os corpos de prova ficaram imersos em água durante quatro dias, para posterior rompimento. As figuras 9 e 10 apresentam duas etapas dos ensaios. Figura 9 - Corpos de prova imersos em água com extensômetros para determinação da expansão. Fonte: Acervo próprio (2012).

33 32 Figura 10 - Rompimento dos corpos de prova na prensa do ensaio de ISC. Fonte: Acervo próprio (2012).

34 33 CAPÍTULO 4 - APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS A seguir estão apresentados os resultados dos ensaios realizados. Para os dados obtidos do ensaio de granulometria e para os graus de compactação do revestimento primário determinados, realizou-se uma análise estatística para encontrar valores representativos para esses parâmetros, de acordo com as seguintes expressões: Média Aritmética: Desvio padrão: Valor máximo estatisticamente provável: Valor mínimo estatisticamente provável: Onde: = valores individuais; = média dos valores; = desvio padrão; = tamanho da amostra; = coeficiente tabelado em função do tamanho da amostra. Os valores de podem ser consultados no Anexo A e B, para cada caso. Não foi possível realizar a análise estatística dos resultados do ensaio de granulometria do subleito devido à diferença na classificação do solo que resultou em tamanhos de amostras iguais a dois e três, como poderá ser visto a seguir, e para as quais não foram encontradas expressões específicas. O mesmo se aplica aos ensaios de ISC e expansão do subleito e do revestimento primário, que também se apresentaram

35 34 com tamanhos de amostras insuficientes para utilização das fórmulas acima. Sendo assim, apenas foram apresentados os resultados para cada furo. 4.1 ENSAIOS DE GRANULOMETRIA Os resultados dos ensaios de granulometria para o subleito estão apresentados na Tabela 1 e Figura 11. Tabela 1 Porcentagem do material do subleito passante nas peneiras. Peneiras Furos (mm) (pol) ,1 1 1/2" 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 25,4 1" 100,00 100,00 97,10 100,00 100,00 19,1 3/4" 100,00 100,00 96,40 100,00 99,44 9,5 3/8" 98,17 98,38 95,29 99,40 98,77 4,8 nº 4 96,39 97,32 93,49 99,06 98,29 2,09 nº 10 94,73 96,12 91,75 98,42 97,62 1,2 nº 16 92,84 94,49 89,92 97,19 95,27 0,6 nº 30 80,06 83,70 77,54 83,22 75,67 0,42 nº 40 62,05 67,60 60,10 63,88 54,56 0,3 nº 50 50,00 56,85 48,42 52,12 42,71 0,15 nº ,05 32,40 20,38 28,67 21,90 0,075 nº 200 9,88 21,37 9,57 26,13 11,80 Fonte: Acervo próprio (2012). Para o material do subleito, fazendo-se uma análise visual da Tabela 1 ou das curvas granulométricas correspondentes, foi possível definir o material como bem graduado. Foi realizada a classificação do solo de cada furo de acordo com a classificação TRB (Transportation Research Board), cuja tabela encontra-se no Anexo C, e tomando-se como base as porcentagens passantes das peneiras nº 10, nº 40 e nº 200, os limites de consistência e o índice de grupo. Dos ensaios de limite de liquidez e plasticidade, as amostras não apresentaram limites, tendo-se como resultado NL (não líquido) e NP (não plástico), assim como os índices de grupo calculados para cada furo, para os quais se encontrou valores iguais a zero.

36 % que passa da amostra total 35 Com isso, o solo dos furos 1 e 3 do subleito são solos do tipo A-3 e os do furo 2, 4 e 5 são do tipo A-2-4, consistindo em solos de comportamento de excelente a bom para subleito. Ainda de acordo com a tabela do Anexo C, solo A-3 tem como materiais constituintes fragmentos de pedras, pedregulho fino e areia, enquanto que solo A-2-4 possui pedregulhos ou areias siltosas ou argilosas Figura 11 Curvas granulométricas do subleito Furo 1 Furo 2 20 Furo 3 10 Furo 4 0 Furo 5 0,01 0, Diâmetro das partículas (mm) - Esc. Log Fonte: Acervo próprio (2012).

37 36 Da distribuição granulométrica do material do revestimento primário foram obtidos os resultados apresentados na Tabela 2 e após análise estatística, tomando-se pelo Anexo A, obtiveram-se as curvas da distribuição granulométrica mínima, média e máxima do material (Figura 12). Assim, definiram-se alguns parâmetros presentes na NBR (2004) para fins de comparação. Tabela 2 Porcentagem do material do revestimento primário passante nas peneiras. Peneiras Furos Análise estatística (mm) (pol) ,1 1 1/2" 100,00 97,59 98,77 100,00 100,00 99,27 1,08 97,60 100,00 25,4 1" 95,17 94,08 94,61 95,83 100,00 95,94 2,36 92,28 99,60 19,1 3/4" 92,28 85,88 91,65 87,46 97,01 90,86 4,38 84,06 97,65 9,5 3/8" 76,84 65,42 82,22 72,51 89,31 77,26 9,12 63,12 91,40 4,8 nº 4 65,77 51,22 74,41 60,13 79,34 66,17 11,20 48,82 83,53 2,09 nº 10 59,31 45,14 69,07 51,76 71,16 59,29 11,11 42,07 76,51 1,2 nº 16 56,28 42,37 65,55 49,59 68,51 56,46 10,88 39,60 73,32 0,6 nº 30 46,77 34,22 54,47 39,27 56,60 46,27 9,60 31,39 61,14 0,42 nº 40 34,01 23,84 39,61 28,27 43,39 33,82 7,99 21,43 46,21 0,3 nº 50 25,22 18,38 29,37 22,29 35,84 26,22 6,72 15,81 36,63 0,15 nº ,90 9,42 15,03 11,86 18,61 13,56 3,47 8,19 18,94 0,075 nº 200 7,26 5,49 8,45 7,22 9,66 7,62 1,56 5,20 10,03 Fonte: Acervo próprio (2012). A dimensão máxima característica que correspondem às aberturas das peneiras cujo agregado apresenta uma porcentagem retida igual ou inferior a 5% em massa, variaram de 19,1 mm, passando por 25,4 mm e por fim 38,1 mm, respectivamente para as curvas máxima, média e mínima. Dos três valores observados, todos atenderam ao limite máximo de 63,5 mm exigidos por norma. Outro parâmetro verificado nesse ensaio foi a porcentagem passante na peneira de 0,42 mm, que apresentou valores de 21,43%, 33,82% e 46,21%, referentes às curvas mínima, média e máxima, respectivamente. A amostra não atendeu aos limites da norma, de 10 a 40%, apenas devido ao valor da curva máxima que foi superior a 40%. No entanto, essa característica poderia ser resolvida com a adição de material graúdo.

38 % que passa da amostra total Figura 12 - Curvas granulométricas do revestimento primário Mínima 20 Média 10 Máxima 0 0,01 0, Diâmetro das partículas (mm) - Esc. Log Fonte: Acervo próprio (2012). E por fim, o valor do coeficiente de uniformidade foi determinado pela expressão abaixo: Onde: = diâmetro correspondente a 60% do material que passa; = diâmetro correspondente a 10% do material que passa. Os valores calculados foram de 10,6, 24 e 14,8 para as curvas mínima, média e máxima, respectivamente, os quais atenderam ao mínimo estabelecido por norma ( ) e indica que o material é bem graduado e não uniforme.

39 Massa Específica Aparente Seca (kg/m 3 ) ENSAIO DE COMPACTAÇÃO E MASSA ESPECÍFICA APARENTE IN SITU A partir do ensaio de compactação foram obtidas para cada amostra do subleito e do revestimento primário, a massa específica aparente seca máxima ( ) e a umidade ótima ( ), conforme as Figuras 13 e 14 e as Tabelas 3 e 4. Figura 13 - Curvas de compactação do subleito Subleito Furo 02 Subleito Furo 03 Subleito Furo Teor de Umidade (%) Fonte: Acervo próprio (2012). Tabela 3 Parâmetros encontrados a partir do ensaio de compactação do subleito. Amostra (%) (g/cm³) Furo 2 10,7 1,90 Furo 3 9,8 1,90 Furo 4 8,6 1,87 Fonte: Acervo próprio (2012). As curvas de compactação do subleito apresentaram picos bem definidos, comportamento este característico de solos naturais. Porém, observando as curvas de compactação do revestimento primário, é notória a diferença no formato da curva, o que remete ao fato de se tratar de agregados reciclados.

40 Massa Específica Aparente Seca (kg/m 3 ) 39 Figura 14 Curvas de compactação do revestimento primário Camada Furo 02 Camada Furo 03 Camada Furo Teor de Umidade (%) Fonte: Acervo próprio (2012). Tabela 4 Parâmetros encontrados a partir do ensaio de compactação e da massa específica aparente in situ do revestimento primário. Amostra (%) (g/cm³) (g/cm³) (%) Furo 2 7,2 1,74 1,70 97,8 Furo 3 7,5 1,84 1,70 92,3 Furo 4 9,4 1,78 1,67 93,8 Fonte: Acervo próprio (2012). Na Tabela 4 também estão apresentadas as massas específicas aparentes in situ ( ), determinadas no ensaio correspondente. Assim, puderam-se determinar os graus de compactação, cujos valores foram tratados estatisticamente segundo a NBR (2004). Tomando-se do Anexo B nas expressões citadas anteriormente para análise estatística, encontraram-se os respectivos graus de compactação mínimo, médio e máximo, sendo estes iguais a 91,67%, 94,62% e 97,57%. Como a norma exige no mínimo 100%, o material não atendeu ao requisito. Esse resultado pode ser justificado, visto que esse ensaio deveria ser executado imediatamente após a compactação do material no trecho e como se sabe inúmeros fatores influenciou essa redução, tais como

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