Qual é a função Básica de um Roteador? Interconectar LAN s através de WAN s, esta é a função principal de um Roteador.

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1 Uma vez conhecidos os Modos de Operação dos Roteadores Cisco, vamos às Configurações Básicas. Devemos nos perguntar. Qual é a função Básica de um Roteador? Interconectar LAN s através de WAN s, esta é a função principal de um Roteador. Vejamos a seguir um Topologia onde fica claro esta função. 1

2 FastEthernet0/0 IP /24 Serial0/0 DTE-V35 PPP IP /30 DCE-V35 Acesso Lp 2Mbps Roteador1 Switch Modem G703 G703 DCE-V35 Modem Rede /24 Topologia da Interconexão de duas LAN s através de um acesso via Modem FastEthernet0/0 IP /24 Serial1/0 DTE-V35 PPP IP /30 Roteador2 Switch Rede /24 2

3 O que a Topologia mostrada deixa claro, são os RECURSOS dos Roteadores que estão sendo usados. Vejam bem. Nos dois Roteadores as interfaces de LAN e as de WAN (seriais) são os recursos usados para executarem a Função Básica, ou seja: Enviar os Pacotes da Rede LAN /24 para a Rede LAN /24 e vice versa. Ficando evidente que para satisfazer as condições básicas o que realmente necessitamos é configurar as INTERFACES e o Roteamento, tudo o mais será considerado bijuterias, não fundamentais ao perfeito funcionamento básico do Roteador. 3

4 Vamos então ao que interessa? Como o Roteador necessita lidar com as 3 Camadas do Modelo OSI, o programador ao se focar neste detalhe, verá que a tarefa de configurá-lo passa a ser simples. Vamos nos utilizar das informações dadas na Topologia anterior. Inicialmente faremos as configurações relativas à Interface de WAN (serial). Nível Físico É a primeira configuração que devemos fazer. Não importa a qual equipamento o roteador vai estar se conectando, sempre haverá uma interface que se ligará a outra. 4

5 No nível físico, mecânico, qual deve ser nossa preocupação? Veja a seguir um exemplo banal, porém prático. Se você tiver um CANO de 1 (polegada) com uma rosca de 1 na extremidade e quiser conectá-lo à um sistema, é obvio que o encaixe só se dará se você tiver no sistema uma interface de 1. Correto? Óbvio, não vou rosquear 1 numa luva de ½! Mas não é só isto, não basta ser 1, tem que ser o mesmo tipo de rosca. Um CANO de 1 com rosca MÉTRICA não vai conectar com uma luva de rosca de 1 Whitwoth. São PADRÕES diferentes. Percebeu? Pois é por aí. A nossa interface do roteador tem que ser do mesmo padrão do equipamento que iremos conectar. Pode ser V24, V35, V36 ou G703. E daí? Qual vai ser? 5

6 O que define o padrão a ser escolhido é nossa necessidade. A velocidade do circuito é que vai determinar nossa escolha. Para velocidades até 64Kbps o padrão recomenda interface V24. Para velocidades acima de 64K até 2M o padrão recomendado é V35 ou V36. Para velocidades acima de 2M recomenda-se a interface G703. As recomendações acima se referem a interfaces de WAN, porém na LAN é idêntico. Padrão Ethernet, Fast Ethernet, Giga Ethernet ou interface óptica, seja qual for o padrão escolhido tem que ser o mesmo da interface a qual iremos nos conectar. Resumindo. Mesmos Protocolos nas Camadas Correspondentes 6

7 Lembra da função da Camada 2 do Modelo OSI? Receber o Pacote do nível 3 e encapsular no protocolo de nível 2. Palavra chave ENCAPSULAR. Usando então o bom e velho recurso do HELP. E aí? Qual comando tem a sintaxe parecida com a nossa palavra Chave??? 7

8 Isto mesmo!!! Então; Roteador1(config-if)# encapsulation + o nome do protocolo a ser usado, no nosso exemplo PPP, logo... Roteador1(config-if)# encapsulation PPP Pronto. O protocolo de nível de enlace já está configurado. Nunca devemos esquecer de usar o mesmo Protocolo que estará sendo usado pelo equipamento ao qual nos ligaremos. Lembra do caso do Cabo ser DCE? Neste caso devemos definir o Clock (somente como exemplo, pois na nossa topologia a Interface de WAN do Roteador será DTE). Router(config-if) clock rate (representa a velocidade do circuito em bits/s) 8

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