Fundos de Financiamento Socioambiental: quais são, onde estão e como acessá-los

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2 Fundos de Financiamento Socioambiental: quais são, onde estão e como acessá-los Publicações Avulsas da Fundação Biodiversitas nº 3 Dezembro / 2010

3 Organizadores Paulo Roberto Haddad Phorum Consultoria e Pesquisas em Economia / Fundação Biodiversitas Maria de Fátima Antunes Silva Guedes Phorum Consultoria e Pesquisas em Economia Fernanda Antunes Guedes Phorum Consultoria e Pesquisas em Economia Thaís Maya Aguilar Fundação Biodiversitas Angelo Barbosa Monteiro Machado Diretor-Presidente Luiz Otávio Possas Gonçalves Diretor Vice-Presidente José Fernando Coura Diretor Secretário Glaucia Moreira Drummond Superintendente Geral Fundação Biodiversitas Praça Governador Israel Pinheiro, Mangabeiras Cep Belo Horizonte / MG (31) / (31) Nº 3 Dezembro / 2010 Foto da capa: João Marcos Rosa / Acervo Biodiversitas Curso d água na RPPN Mata do Sossego, uma das reservas administradas pela Fundação Biodiversitas Projeto e edição gráfica: Grupo de Design Gráfico Ltda Tiragem: 200 exemplares As informações aqui apresentadas são de inteira responsabilidade das fontes consultadas. Ficha Catalográfica B615 Fundos de Financiamento Socioambiental: Quais São, Onde Estão e Como Acessá-los / Paulo Roberto Haddad, Maria de Fátima Antunes Silva Guedes, Fernanda Antunes Guedes e Thaís Maya Aguilar (organizadores) Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 2010, 67 p. I. Biodiversitade. 2. Conservação. 3. Fundos de Financiamento. Haddad, Paulo, R.; Guedes, Maria de F. A. S.; Guedes, Fernanda A.; Aguilar, Thaís M. ISBN:

4 Fundos de Financiamento Socioambiental: quais são, onde estão e como acessá-los Esta publicação foi viabilizada pelo Programa de Parcerias Corporativas da Fundação Biodiversitas, com a participação das seguintes empresas:

5 APRESENTAÇÃO Paulo Roberto Haddad Os Estados Unidos é um dos países que tem uma das mais consolidadas e progressistas políticas públicas para a proteção ambiental. Essas políticas têm avançado nesse país propulsionadas por forte suporte da opinião pública num contexto de confronto com poderosos interesses econômicos, concentrados principalmente em setores vinculados à produção de energia poluente. É possível identificar várias tendências históricas na formulação e na implementação das políticas públicas ambientais norte-americanas. Uma dessas tendências é o crescente uso de instrumentos de mercados (impostos, taxas, financiamentos, títulos negociáveis) para estimular e incentivar as práticas ambientalmente amigáveis de acumulação, de produção e de consumo da sociedade. Essa tendência pode ser observada em quase todos os países da OCDE 1. Os mecanismos institucionais e os instrumentos usualmente utilizados para viabilizar as macrodiretrizes das políticas ambientais podem ser destacados (Quadro 1): Regulamentações e sanções por comando e controle: o Poder Público, nos três níveis de governo, restringe a natureza e o montante de poluição ou o uso do recurso ambiental por meio de padrões de qualidade e da quantidade do recurso (enquadramento dos corpos de água, por exemplo); o cumprimento das regulamentações e das normas é monitorado e fiscalizado; sanções e penalidades são impostas (multas, prisões, desativações, etc.) pelo não cumprimento dos padrões estabelecidos; é o mecanismo com envolvimento máximo do governo; pressupõe, para sua performance bem sucedida, uma máquina de fiscalização eficiente e com recursos abrangentes, flexíveis e não contingenciados; Taxas de efluentes ou de usuários: o Poder Público aplica taxas aos poluidores individuais ou aos usuários dos recursos ambientais, baseado no uso desses recursos e na natureza do ecossistema; as taxas devem ser suficientemente elevadas para reduzir impactos desfavoráveis ao ecossistema; trata-se de um mecanismo misto que combina comando e controle (fixação de padrões) e mecanismos de mercado; Permissões ou certificados negociáveis: o Poder Público estabelece um sistema de permissões negociáveis para poluição ou uso do recurso (1) Portney, P.R. and Stavins, R.N. Public Policies for Environmental Protection. Resources for the Future, Kolstad, C.D. Environmental Economics, Oxford University Press, Daly, H.E. and Farley, J. Ecological Economics Principles and Applications, Island Press, Eriksson, R. and Andersson, J.O. Elements of Ecological Economics, Routlege Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 5

6 ambiental (na outorga dos direitos de uso dos recursos hídricos, por exemplo), leiloa ou distribui as permissões e monitora o cumprimento; poluidores ou usuários do recurso ambiental negociam as permissões por meio de preços de mercado não regulados; mecanismo orientado pelo mercado visando a minimizar o nível de risco da degradação de um ecossistema (blindagem das suas características de quantidade e de qualidade); Classificação de desempenho: o Poder Público apóia programas de certificação ou de classificação que requeiram a divulgação de informações ambientais (temperatura, odor, nutrientes, oxigênio dissolvido, turbidez, etc.) de produtos ou serviços de uso final dos recursos ambientais, que sejam ambientalmente amigáveis; um mecanismo que valoriza a iniciativa privada crescente e a importância do sistema de informações sobre as características dos recursos ambientais; Legislação regida sobre passivos ambientais: o poluidor ou usuário do recurso ambiental deve, por lei, pagar todos os danos aos prejudicados; as partes prejudicadas fazem acordos por meio de litígios e cortes de justiça; é um mecanismo orientado pelo litígio, podendo ser aplicado nas situações especiais de planejamento. Quadro 1 Tipologia dos instrumentos de política ambiental Instrumentos não basados no mercado econômicos Padrões baseados na produção ou na performance este tipo de instrumento envolve o estabelecimento de limites na performance ou na produção (exemplo: limites na carga ou concentração de efluentes numa bacia hidrográfica). Insumos baseados em padrões de práticas ou processos este instrumento envolve o estabelecimento de limites no nível de insumo, especificando uma tecnologia em particular a ser usada na produção (requisitos de tecnologia ou de prática de melhor gestão) ou regulações de desenvolvimento ou de zoneamentos. Educação, persuasão moral este instrumento procura influenciar comportamentos no sentido de melhorar resultados ambientais de maior expressão, através da educação daqueles que criam externalidades em torno dos benefícios públicos ou privados da redução dessas externalidades. Instrumentos econômicos Instrumentos baseados no preço são instrumentos que procuram influenciar a performance ambiental através da taxação de externalidades negativas ou subsidiando ações de mitigação. Há inúmeras variantes que incluem: Taxas ambientais taxas com níveis relacionados com a intensidade da externalidade ambiental (exemplo: multas por descarga de efluentes). Implementações alternativas podem envolver taxas sobre insumos relacionados a uma externalidade (taxa para registro de veículo baseada na potência do motor como uma proxis para multa de descarga de efluentes). Incentivos fiscais envolvem subsidiar o custo de ações para mitigar uma externalidade. Frequentemente, os níveis de incentivos fiscais são estabelecidos através de taxas fixas. Licitação ou leilão é uma abordagem alternativa para a distribuição de incentivos fiscais que envolvam a distribuição de recursos através continua... Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 6

7 de licitação ou leilão. Envolve os agentes que procuram incentivos fiscais realizando ofertas que descrevem ações de mitigação e condições de rateio de custos. O Governo seleciona entre as ofertas realizadas, baseando-se no valor da mitigação pelo custo compartilhado em moeda nacional. Instrumentos baseados na quantidade envolve o estabelecimento de padrões para o esforço de mitigação (exemplo: padrões de emissão) e permite negociação entre os agentes que promovem a mitigação (permite a baixa performance individual se ela é compensada por alta performance em outro local). As variantes principais são: Permissões negociáveis envolve o estabelecimento de direitos individuais com relação ao nível de insumo, nível de produção ou padrões de performance (exemplo: agentes são beneficiados por nível tolerável de emissões de acordo com o número de permissões para emitir). A partir daí, os agentes têm permissão para exceder o padrão, se adquirirem permissões adicionais de outro que estiver abaixo das emissões permitidas e têm, portanto, permissões excedentes. Compensação ambiental compensações ambientais são ações realizadas para alcançar um padrão (redução de poluição ou de impactos ambientais) em um local distante de onde a ação causadora de externalidade ambiental ocorre. O próprio agente causador da externalidade pode realizar a ação ou pagar para que outros o façam. Instrumentos de eliminação de barreiras de mercado focaliza a melhoria de resultados ambientais através do aumento da consciência do consumidor sobre os atributos de produtos, ou removendo barreiras às atividades do mercado. A criação de esquemas de rotulação de produtos é talvez o instrumento econômico mais utilizado nesta abordagem. Envolvem o fornecimento de informação sobre os resultados ambientais da produção, de tal forma que aqueles que valorizam a incorporação de benefícios ambientais possam expressar suas preferências através do mercado. Fonte: Darlon Hatton MacDonald, Jeff Connor and Mark Morrison Economic Instruments for Managing Water Quality in New Zealand, CSIRO Land and Water, Os instrumentos não podem gerar mecanismos fortemente regressivos (equidade); devem dar continuidade aos estímulos para as melhorias ambientais (incentivo dinâmico); devem ter a confiança dos atores sociais relevantes, mesmo num contexto de inevitáveis incertezas (fidedignidade), etc. Enfim, a escolha dos instrumentos mais adequados para viabilizar os objetivos das políticas ambientais depende de características de cada situação socioeconômica. Em geral, a experiência internacional acumulada no uso destes instrumentos, tem sido mais frequente em questões ambientais urbanas e em menor intensidade às questões ligadas às florestas tropicais (Amazônia, Mata Atlântica). Neste sentido, é preferível adotar-se uma abordagem pragmática que considere instrumentos múltiplos, onde cada instrumento focalize uma dimensão relevante da questão ambiental e disponha de maior eficácia. Não há uma regra simples que permita decidir, em situações específicas de intervenção governamental, entre o uso de instrumentos e mecanismos de mercado e o uso de regulamentações. Há vantagens e desvantagens em cada instrumento de intervenção, em termos de eficiência, de eficácia e de equidade. Sempre que possível, a melhor alternativa será alguma solução de compromisso que busque a sinergia entre as vantagens cumulativas dos dois tipos de instrumentos. A experiência na condução das políticas ambientais, em diversos países e regiões, mostra que, em Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 7

8 quase todas as situações, é possível encontrar uma combinação mais eficiente, mais eficaz e mais equânime dos dois instrumentos, dando-lhes um caráter de complementaridade e não de exclusão operacional. Esta publicação da Biodiversitas pode se constituir num poderoso instrumento econômico para a realização dos compromissos das empresas brasileiras com a sustentabilidade ambiental, na medida em que identifica muitas das principais fontes de financiamento socioambiental disponíveis no País, as quais podem ser acessadas pelos empresários que efetivamente tenham uma responsabilidade social ampliada na gestão dos seus negócios. Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 8

9 ORGANIZAÇÃO DA PUBLICAÇÃO A publicação, aqui apresentada, representa uma primeira compilação das informações sobre os fundos de financiamento socioambiental. O panorama atual indica uma constante mudança nos procedimentos destes fundos, bem como, uma constante inclusão de novas instituições financeiras e linhas de crédito focadas no financiamento socioambiental. De tal forma ocorre esta dinâmica, que revisões constantes são necessárias. E estas virão, acompanhadas de análises mais profundas e maior detalhamento dos procedimentos de acesso aos fundos. Foram reunidos aqui os principais agentes financiadores dentro das linhas de credito relacionadas ao meio ambiente e a sustentabilidade. Para facilitar o acesso à informação, tais agentes foram agrupados em dezenove subgrupos: 1. Regional: agentes que apresentam linhas de crédito especificas para determinadas regiões do país; 2. Desenvolvimento da Indústria Agrosilvopastoril e Florestal: agentes com linhas de crédito específicas para estes ramos de atividade; 3. Conservação da Biodiversidade: agentes cujas linhas de credito têm o objetivo de financiar projetos que contribuam para a conservação da biodiversidade; 4. Programas Biomas-Específicos: similar ao grupo Regional, tais agentes têm foco em determinada regiões do país, cobertas por fitofisionômia especificas; 5. Regularização Rural-Florestal: visa adequação das organizações à legislação vigente; 6. Saneamento (água e esgoto): financiam projetos que assegurem a melhoria das condições sanitárias na área de abrangência do mesmo; 7. Proteção de Recursos Hídricos: agentes financeiros com linhas de crédito destinadas a projetos que assegurem a preservação dos corpos hídricos nacionais; 8. Eficiência Energética: também dentro da idéia de sustentabilidade, visam à adequação das empresas às técnicas menos poluentes e com menor consumo de energia, bem como o desenvolvimento tecnológico associado; 9. Indústrias de Fundição: agentes com linhas de crédito específicas para este ramo de atividade; 10. Postos de Combustível: agentes com linhas de crédito específicas para este ramo de atividade; 11. Reciclagem-Lixo: financiamento de projetos que visem à redução da geração de lixo, a destinação correta do mesmo e o reaproveitamento dos resíduos por meio da reciclagem de materiais; Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 9

10 12. Turismo: agentes com linhas de crédito específicas para este ramo de atividade; 13. Construção Sustentável: agentes com linhas de crédito específicas para este ramo de atividade com vistas à maior sustentabilidade na execução de suas atividades, bem como, adequação das construções à legislação ambiental e social vigente no país; 14. Boas Práticas Sociais e Ambientais: linhas de credito que visam o estímulo a adoção de boas práticas nos setores ambientais e sociais por meio das mais diversas organizações; 15. Saúde e Educação: agentes com linhas de crédito específicas para este ramo de atividade; 16. Mudanças Climáticas: agentes financeiros que vislumbram o aumento do conhecimento sobre as mudanças climáticas e seus efeitos, bem como, estímulo a medidas que possam minimizar tais efeitos; 17. Créditos de Carbono: linhas de credito para auxilio às empresas que pretendem entrar no mercado de carbono; 18. Linhas de Crédito Temporárias: linhas de credito com previsão de término e/ou abertas para cumprimento de determinada exigência legal de prazo estipulado previamente; 19. Fundos Não Reembolsáveis: linhas de credito onde não se faz necessária a devolução do recurso ofertado. Também são apresentadas as informações detalhadas acerca de cada agente financeiro e as linhas de credito que ofertam: objetivo, beneficiários, focos de ação, itens financiáveis e não financiáveis, critérios de apoio, procedimentos operacionais específicos, garantias exigidas, condições financeiras, prazo total de financiamento e nível de participação. Por último, aos usuários desta primeira compilação, recomenda-se a visita às páginas das instituições financeiras aqui citadas. Os endereços são listados no item contatos e a visita aos mesmos faz-se necessária, para a possibilidade de atualizações ocorridas posteriormente à formatação das informações aqui apresentadas. Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 10

11 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ORGANIZAÇÃO DA PUBLICAÇÃO I. INTRODUÇÃO II. GRUPOS DE FINANCIAMENTO SOCIOAMBIENTAL III. DESCRIÇÃO DOS AGENTES FINANCEIROS E das LINHAS DE CRÉDITO OFERECIDAS Banco do Nordeste do Brasil (BNB) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) Banco Real SA e Banco Santander Brasil SA Bradesco SA HSBC Caixa Econômica Federal Banco do Brasil SA Itaú Unibanco Holding SA IV. REFERÊNCIAS Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 11

12 I. Introdução A dimensão ambiental A Constituição Federal prevê como bem público de uso comum os recursos naturais do país e de suas regiões. Para tanto, prevê que a gestão dos mesmos é de responsabilidade das instituições públicas, e o uso dos recursos naturais demanda compensações financeiras. Prevê multas para o caso de danos a tal patrimônio público, mas não desenvolve a temática do financiamento ambiental (Leme e Sotero, 2008). O financiamento ambiental no Brasil é algo recente, tendo se iniciado com o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), criado em 1989 com a Lei O objetivo do fundo era financiar projetos que vislumbrassem o uso racional dos recursos naturais, melhoria e recuperação da qualidade ambiental com vistas à qualidade de vida da população. Desde então, muitas outras opções de financiamento na área ambiental, tanto no setor público como no setor privado, surgiram no Brasil. Porém, estas ainda não possuem grande conexão ou complementaridade. Muitos desses fundos ainda possuem uma característica socioambiental, não sendo para financiamento exclusivo da área ambiental, sendo ainda necessário estabelecer uma política de criação e manutenção de Fundos destinados exclusivamente à área ambiental (Leme e Sotero, 2008). Em termos mundiais, existem atualmente cerca de 46 fundos em operação, e a maioria deles se encontra na América Latina. Em processo de criação estima-se que existam cerca de 56 novos fundos. Caracterizamse por serem ferramentas de financiamento de longo prazo para preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Muitas são as fontes que alimentam esses fundos, as principais provêm do Mecanismo Ambiental Global (Global Environment Facility GEF) (Lambert, 2000). Mais do que fontes de financiamento, os fundos ambientais tem se tornado gestores ambientais, ou seja, tendem a fomentar maior participação da sociedade civil e dos órgãos públicos na preservação ambiental e no desenvolvimento sustentável (Lambert, 2000). O crescimento desses fundos no Brasil segue uma tendência mundial, onde bancos e instituições financeiras têm aberto linhas de crédito para projetos sustentáveis. Os financiamentos podem ser não reembolsáveis ou reembolsáveis e apresentarem diversas linhas como apoio a investimentos em meio ambiente, a projetos de eficiência energética entre outras. Esta tendência ganhou ainda mais força após 2009, quando os bancos brasileiros assinaram o Protocolo Verde, que prevê a concessão de financiamentos apenas a setores comprometidos com a sustentabilidade ambiental. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), estas aplicações são apuradas pelo Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), uma carteira de ações referência em investimentos socialmente responsáveis. Investindo em tecnologia, desenvolvimento sustentável ou conservação dos recursos naturais, os fundos ambientais têm em comum Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 12

13 o objetivo da melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida da população brasileira. Representam uma oportunidade única para aquelas empresas que pretendem incorporar em seu dia-a-dia práticas sustentáveis, contribuindo desta forma para a conservação dos recursos naturais e para maior sobrevida das populações humanas. O financiamento socioambiental é uma excelente oportunidade para que as empresas não só se adequem às normas ambientais e sociais vigentes, mas também ampliem sua capacidade produtiva, bem como seu mercado de atuação. A adequação ambiental e social confere aos produtos destas empresas selos verdes e sociais que lhes permitem acesso a um mercado onde, mais do que o valor monetário do produto ofertado, os valores daquele produto e daquela empresa, para a sociedade, têm peso diferenciado. São os mercados do futuro, onde além de preços competitivos, as empresas também deverão apresentar produtos sustentados em um tripé equilibrado entre as vertentes social, ambiental e econômica. Os agentes financeiros Agente financeiro é termo que se refere a uma instituição financeira que pode representar, como garantidora, financiadora ou endossante, uma entidade pública. As instituições financeiras são organizações autorizadas a funcionar pelo Banco Central e compõem o mercado financeiro. Bancos comerciais, bancos de investimento, sociedades corretoras e cooperativas de crédito são exemplos de instituições financeiras (IGF, 2010). O agente financeiro pode ou não assumir a corresponsabilidade no que estiver participando. Os agentes financeiros podem, por exemplo, atuar como mandatários da entidade pública na cobrança e recebimento de empréstimos e financiamentos, sendo que para tanto é preciso prestar contas dos valores recebidos, como previsto nos contratos de financiamentos (IGF, 2010). Muitas são as linhas de crédito e os agentes financeiros autorizados pelo Banco Central a operar tais linhas. Neste contexto, a informação de como acessar e quem são os financiadores torna-se imprescindível às empresas que buscam financiamento para ampliação de seus negócios ou mesmo adequação à legislação vigente. Trata-se do acesso à informação. A informação hoje é considerada um recurso, tão ou mais importante que os recursos de produção, materiais e financeiros. É fator estruturante e também um importante instrumento de gestão (Moresi, 2000). Hoje, principalmente nos países desenvolvidos, boa parte da mão de obra dedica-se a gerir informação e pequena é a porcentagem dos trabalhadores envolvidos nos processos tradicionais de produção (Borges, 1995). A revolução causada pela nova ordem mundial equipara-se à revolução industrial, e ainda encontra-se em seus primórdios (Lastres, 1999). A informação tem dois objetivos principais: o conhecimento dos ambientes interno e externo de uma organização com o intuito de definir a atuação da mesma em tais ambientes. A informação pode ser dividida em: crítica (essencial para a sobrevivência da organização), mínima (necessária para a gestão da organização), potencial (aquela informação que assegura vantagem competitiva) e sem interesse ( lixo ). O valor da informação estará relacionado ao seu valor de uso, troca, propriedade e restrição, ou em última análise, é uma função do efeito que ela tem sobre o processo decisório da organização (Moresi, 2000). Trata-se da administração estratégica da informação, que define a utilização da informação de forma eficaz, com o objetivo final de se obter vantagem competitiva (Lesca e Almeida, 1994). Para tanto, é necessário que os atores acessem os canais de comunicação, conhecimento e aprendizado (Albagli e Maciel, 2004) a fim de gerenciar as informações criticas, mínimas e potenciais que permitirão a sobrevivência e a vantagem competitiva de sua organização. Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 13

14 Neste sentido, o texto aqui apresentado se constitui um mecanismo de aprendizado, onde não somente dados, mas sim a informação trabalhada e elaborada é apresentada de forma a se tornar importante mecanismo do processo decisório dentro das organizações (Moresi, 2000) à quem se destina esta obra. É bom ressaltar que o conhecimento por si só dos agentes financiadores e suas linhas de crédito não assegura o sucesso na obtenção dos recursos ofertados. A fundamentação do projeto apresentado, com objetivos claros e justificativas convincentes é fundamental. O agente financiador necessita enxergar, no projeto apresentado, os elementos que asseguram o uso adequado do recurso e com isso a garantia do cumprimento dos objetivos propostos. O projeto é tão decisivo, que alguns agentes financeiros possuem linhas de crédito em que parte do recurso é destinada a elaboração de projetos, como no caso do comércio de créditos de carbono, onde as empresas têm que apresentar projetos convincentes no momento de solicitar sua participação em tal mercado. Muitas empresas têm se especializado na elaboração de tais projetos e os vendem como produto às organizações que tem interesse de obter financiamento junto a algum agente financeiro. De posse das informações aqui prestadas e de um bom projeto, cabe à organização a execução exemplar dos objetivos propostos e o cumprimento dos prazos de execução e pagamento, de tal forma a abrir caminho para futuros financiamentos e um crescimento contínuo. Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 14

15 II. Grupos de financiamento socioambiental GRUPOS Regional Banco do Nordeste (página 22) BDMG (página 43) LINHAS DE CRÉDITO Programa Nacional de Florestas; Programa Nacional de Florestas; Pólos de Desenvolvimento Integrado; Produção Mais Limpa; Programa de Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica no Nordeste; Pró-Recuperação Ambiental; FNE Verde; Novo SOMMA ECO; FHIDRO; PROESCO; Florestas Renováveis; Produção Mais Limpa; Adequação Ambiental dos Postos Distribuidores de Combustíveis; Programa para Indústrias de Fundição. Desenvolvimento da Indústria Agrosilvopastoril e Florestal Banco do Nordeste Programa de Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica no Nordeste; (página 22) Bradesco SA CDC APL Arranjos Produtivos Locais; (página 69) Capital de Giro APL Arranjos Produtivos Locais; Banco do Brasil BB Florestal; (página 98) PRONAF Florestal; PRONAF ECO; BB CONVIR. CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Banco do Nordeste FNE Verde; (página 22) BDMG Fundo Pró-Floresta; (página 43) Florestas Renováveis; Bradesco SA Leasing Ambiental; (página 69) Capital de Giro Florestal; Caixa Econômica Federal PROBIO II. (página 84) PROGRAMA BIOMA-ESPECÍFICOS BNDES Fundo Amazônia; (página 31) Iniciativa BNDES Mata Atlântica; HSBC Investindo na Natureza. (página 77) continua.. Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 15

16 GRUPOS LINHAS DE CRÉDITO REGULARIZAÇÃO RURAL-FLORESTAL Banco do Nordeste Financiamento à Regularização de áreas de RL e APP Degradadas; (página 22) BNDES BNDES Compensação Florestal; (página 31) Bradesco SA CDC Certificado Florestal. (página 69) Saneamento (Água e Esgoto) Caixa Econômica Federal Abastecimento de Água; (página 84) Saneamento Ambiental Urbano; Esgoto Sanitário; Drenagem Urbana Sustentável; Banco do Nordeste FNE Verde; (página 22) Itaú Giro Socioambiental e o COMPROR. (página103) Proteção de Recursos Hídricos BDMG FHIDRO; (página 43) Caixa Econômica Federal Gestão de Recursos Hídricos. (página 84) EficiÊncia Energética Banco do Nordeste (página 22) BNDES (página 31) BDMG (página 43) Banco Real / Santander (página 56) Bradesco SA (página 69) HSBC (página 77) Itaú (página 103) Produção Mais Limpa; FNE Verde; BNDES FINEM; PROESCO; Produção Mais Limpa; Energias Renováveis/ Eficiência Energética; Produção e Processos mais Limpos; CDC Kit Gás; CDC Aquecedores Solares; Ecofinanciamento de Veículos; Capital de Giro Ambiental; Capital de Giro Socioambiental; Itaú Ecomudança. Indústrias de Fundição BDMG Programa para Indústrias de Fundição. (página 43) Postos de Combustível BDMG Adequação Ambiental dos Postos Distribuidores de Combustíveis. (página 43) continua... Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 16

17 GRUPOS Reciclagem-Lixo BDMG (página 43) Banco do Nordeste (página 22) Caixa Econômica Federal (página 84) LINHAS DE CRÉDITO Novo SOMMA ECO; FNE Verde; Brasil Joga Limpo; Resíduos Sólidos Urbanos. Turismo Banco Real / Santander (página 56) Santander Turismo Sustentável. Construção Sustentável Banco Real / Santander (página 56) Bradesco SA (página 69) Programa Obra Sustentável; Construção Sustentável Pessoa Física; CDC Material de Construção. Boas Práticas Sociais e Ambientais Banco Real / Santander (página 56) Bradesco SA (página 69) HSBC (página 77) Itaú (página 103) Microcrédito Produtivo Orientado; Reforma para Acessibilidade; CDC Telefone Deficiente Auditivo; CDC Acessibilidade; Cartão Afinidade; Fundo ISE; Itaú Excelência Social; Unibanco Previdência Corporate Responsabilidade Social; Financiamento Socioambiental IIC; Leasing PNE. Saúde e Educação Banco Real / Santander (página 56) Bradesco SA (página 69) Saúde e Educação; Empreendedorismo e Boa Governança; Crédito Consignado; CDC Intercâmbio; Microcrédito; CDC MBA e Pós-Graduação; CDC Matrícula/ Material Escolar; CDC Seminários e Congressos; Limite de Crédito Pessoal Universitários; CDC Material Didático Universitários. Mudanças Climáticas HSBC (página 77) HSBC Climate Partnership. Créditos de Carbono Banco Real / Santander (página 56) Itaú (página 103) Créditos de Carbono; Itaú Índice de Carbono. continua... Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 17

18 GRUPOS Linhas de Crédito Temporárias LINHAS DE CRÉDITO BNDES (página 31) Banco Real / Santander (página 56) Caixa Econômica Federal (página 84) Itaú (página 103) BNDES Compensação Florestal; Créditos de Carbono; PROBIO II; Itaú Índice de Carbono; Financiamento Socioambiental IIC. Fundos Não Reembolsáveis BDMG (página 43) BNDES (página 31) FHIDRO; Fundo Amazônia. Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 18

19 III. Descrição dos agentes financeiros e das linhas de crédito oferecidas Neste item são descritos os agentes financeiros já mencionados bem como as linhas de crédito descritas. Ressalta-se: os objetivos de cada linha, os beneficiários das mesmas, os focos de ação e os critérios de apoio. São descritos também os procedimentos operacionais específicos, as garantias exigidas (se for o caso), as condições do financiamento, o prazo total e o nível de participação do financiador. Para cada agente financiador é descrito endereço eletrônico para a obtenção de maiores informações e contato. 1. BANCO DO NORDESTE DO BRASIL (BNB) O Banco do Nordeste do Brasil SA é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina e diferencia-se das demais instituições financeiras pela missão que tem a cumprir: atuar, na capacidade de instituição financeira pública, como agente catalisador do desenvolvimento sustentável do Nordeste, integrando-o na dinâmica da economia nacional. Sua visão é a de ser referência como agente indutor do desenvolvimento sustentável da Região Nordeste. LINHAS DE FINANCIAMENTO A. Programa Nacional de Florestas Objetivo Como principal órgão financiador de atividades produtivas em sua área de atuação, o Banco do Nordeste deve desempenhar ação na conservação dos recursos naturais e melhoria da qualidade ambiental da Região, atendendo o que prevê a legislação ambiental brasileira (Lei 6938/81, Art. 12). Nesse sentido, sem perder de vista os aspectos econômicos e sociais, dispensa especial atenção à dimensão ambiental de programas e projetos que objetivam o desenvolvimento sustentável do Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. Metodologia As ações do Projeto Temático de Meio Ambiente são desenvolvidas a partir de articulações com as diversas áreas do Banco (Direção Geral, Superintendências Regionais, Centrais de Apoio Operacional, Agências etc.) e por meio de parcerias com instituições governamentais, ONGs, empresas, associações e agentes produtivos, procurando implementar medidas inovadoras no trato da questão ambiental. Resultados esperados Esse processo possibilitou a inserção da variável ambiental no Sistema de Elaboração e Análise de Projetos (SEAP) do Banco do Nordeste, vinculando, dessa forma, a concessão de financiamentos à observância de aspectos ambientais e à apresentação das Licenças Ambientais necessárias. Parcerias A parceria com o Ministério do Meio Ambiente - MMA e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA para a realização de diversas atividades, incluindo a divulgação de programas florestais no Nordeste e ações ligadas ao manejo florestal sustentável na Região; Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 19

20 Parceria com o IBAMA e Órgãos Estaduais de Meio Ambiente do Nordeste, objetivando facilitar o processo de licenciamento ambiental dos empreendimentos financiados pelo Banco. B. Polos de Desenvolvimento Integrado Objetivo O projeto visa promover e potencializar a economia regional, a partir da cooperação entre os diversos agentes econômicos, institucionais e sociais, que se responsabilizam pela harmonia, otimização e gerenciamento das ações e projetos. Nesse sentido, as entidades parceiras atuam nas dimensões econômica, sociocultural, ambiental, de informação e conhecimento, priorizando as ações, buscando potencializar as cadeias produtivas mais competitivas em cada Pólo. São 13 pólos agroindustriais com eixos econômicos centrados na agricultura irrigada, produção de grãos, produção de citros em sequeiro, pecuária de leite e turismo, distribuídos conforme a vocação econômica das áreas selecionadas em todos os estados sob sua área de atuação. Metodologia. A metodologia de trabalho nos Pólos de Desenvolvimento Integrado compreende uma ação participativa e articulada dos atores locais: Banco do Nordeste atua como animador do processo, promovendo a discussão e a busca de soluções para os problemas nas diversas dimensões do desenvolvimento sustentável; As instituições públicas e privadas que têm intervenção no desenvolvimento local (Governo Federal, Estados, Municípios, sociedade civil organizada, empresários e ONGs), são envolvidas no processo, de forma que as ações por elas empreendidas aconteçam de maneira integrada; A organização e execução dos trabalhos é de competência dos próprios atores locais; Duas equipes são responsáveis pelas ações implementadas no Pólo: a de Articulação e a Técnica, cujos membros passam por um processo de capacitação sobre desenvolvimento local; A Equipe de Articulação é formada por líderes que têm como papel discutir os problemas e viabilizar soluções, encaminhando-as para as diversas esferas do poder público ou da iniciativa privada; A Equipe Técnica é formada por técnicos das instituições públicas e privadas e tem a função de realizar estudos e dar suporte técnico às ações empreendidas em toda a área de atuação do Pólo. Processo de trabalho O planejamento integrado é um processo dinâmico para o alcance do desenvolvimento sustentável, o Banco do Nordeste elaborou um plano de trabalho para os Pólos de Desenvolvimento Integrado com sete fases: Conhecimento da realidade do pólo levantamentos preliminares de dados e estudos técnicos sobre a região, identificação de suas potencialidades naturais e econômicas e de sua infra-estrutura, bem como dos eventuais obstáculos à potencialização das atividades das cadeias produtivas trabalhadas; Construção da Visão de Futuro de cada Pólo e identificação de projetos estruturantes para o seu desenvolvimento; Discussão de estudos técnicos, por meio da realização de encontros com lideranças locais; Consolidação e sistematização dos dados e informações coletados; Realização de eventos de mobilização e levantamento de demandas na comunidade; Negociação de projetos com os parceiros envolvidos na sua implementação; Gerenciamento dos projetos e ações desenvolvidas nos Pólos. Resultados esperados Aumento da renda da população e consequente elevação do nível de bem-estar; Aumento significativo da área cultivada e da produtividade; Redução da taxa de analfabetismo; Implantação de infra-estrutura econômica Fundos de financiamento sócio-ambiental: quais são, onde estão e como acessá-los 20

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